Como um mineiro foi de US$ 300 a US$ 1 bilhão nos EUA

A saga do mineiro Carlos Vaz é bem parecida com a de milhares de brasileiros que sonham em fazer fortuna nos Estados Unidos. A diferença é que ele realmente conseguiu.

Saiu do Brasil com US$ 300 no bolso para fazer um estágio não remunerado em Boston, trabalhou dia e noite para sobreviver e, quase 20 anos depois, virou um importante empresário no Texas.

Em setembro do ano passado, foi considerado um dos 18 executivos mais admirados pelo Dallas Business Journal e sua empresa, a Conti Real Estate Investments, já soma mais de US$ 1 bilhão de ativos negociados em 11 anos de operação.

No total, a empresa tem 31 propriedades, sendo 15 adquiridas por meio de fundos de investimentos – regulados pela Securities Exchange Commission (SEC, a CVM americana).

O negócio consiste, basicamente, em captar recursos com os mais diversos investidores para comprar imóveis destinados ao aluguel para classes mais baixas nos Estados Unidos.

Em tempos de juros negativos no mundo, o investimento pode render entre 7% e 11,5% ao ano, em dólar – números que têm atraído brasileiros de olho na diversificação do capital.

Em 2016, a participação dos investidores nacionais nas captações da empresa de Vaz era de apenas 10%; em 2019, alcançou 30%.

O interesse dos brasileiros começou em um curso que o empresário fez na Universidade Harvard, em 2016. “Mostrei o modelo de negócios e eles se interessaram; pediram que viesse ao Brasil para apresentar o investimentos para algumas famílias”, conta Vaz, que nasceu em Itajubá, no sul de Minas Gerais.

O brasileiro Ricardo Anhesini é um dos investidores que a Conti arregimentou no País. “Queria colocar meu dinheiro num investimento com renda pulverizada e com risco baixo. Estou bastante satisfeito com o retorno que tenho conseguido.”

Para chegar nesse estágio, no entanto, a empresa exigiu muito planejamento de Vaz. Desde jovem, uma de suas principais características era organizar os próximos passos de sua vida.

Quando quis aprender alemão e não existia esse curso em Minas, juntou alguns amigos, criou uma turma e ganhou uma bolsa de estudos na escola de idiomas.

Nos Estados Unidos, não foi diferente. Desde que chegou, em 2001, após abandonar o curso de Direito na Universidade Federal de Viçosa, sua meta foi ganhar dinheiro e fazer cursos em faculdades renomadas que lhe dessem conhecimento e uma rede de contatos.

Oitavo filho de um total de nove irmãos, o empresário nunca se enquadrou nos planos traçados pelo pai, que tinha aversão à escola.

Para o patriarca, os filhos tinham de trabalhar desde cedo para mostrar seu valor – cultura comum naqueles tempos no interior de Minas.

Nesse ambiente, aos sete anos de idade, Vaz começou a ajudar o pai no açougue da família, mas continuou na escola. A tradição era estudar só até a 4ª série para aprender a ler, escrever e fazer algumas contas.

Mas ele quebrou essa rotina na família. Estudioso, em pouco tempo, Vaz conquistou uma bolsa numa escola privada e começou a vislumbrar a possibilidade de fazer uma faculdade.

Nessa época, o empresário começou a se interessar por línguas, de olho num curso de relações internacionais. Aprendeu sozinho inglês e, depois, alemão. Mas acabou entrando no curso de Direito, em Viçosa.

Nessa época, começou a buscar escritórios fora do País para estagiar. Primeiro mandou correspondência para várias empresas na Alemanha, sem sucesso. Depois tentou algumas bancas nos Estados Unidos. Teve resposta de um escritório em Boston, mas sem remuneração.

Sonho americano

Apesar de alguns conselhos contrários, seguiu a intuição e embarcou no sonho americano. O dinheiro que tinha só deu para alugar o sótão de uma casa – quente no inverno e também no verão. Já na primeira semana tinha em mente que precisava arrumar emprego para se bancar no país, uma vez que o estágio não pagaria nenhum centavo.

Trabalhava das 8h às 13h no escritório e de noite trabalhava num jornal da região. Arrumou ainda uma vaga em um restaurante para trabalhar nos fins de semana.

Quase todo o dinheiro ia para fazer cursos. Estudou economia e administração de empresas, até entrar no ramo de construção civil. Aí buscou se especializar e arrumou um emprego na área.

Todo dinheiro que sobrava, comprava uma ferramenta nova. Montou uma empresa de pequenos serviços de construção e depois um negócio de compra e venda de imóveis. Em dois anos, comprou e vendeu 32 imóveis. “Mas muita gente começou a fazer a mesma coisa e os bancos começaram a dificultar o crédito. Decidi então sair dessa área e montar outro negócio, ainda sem saber muito bem o que fazer.”

Aposta

Mas Vaz deu uma reviravolta na sua vida. Mudou de Boston para Dallas e montou a Conti, em 2008. “Não tinha muito dinheiro, mas tinha muito network.” Ele começou comprando 208 apartamentos de um conjunto residencial.

“Só tinha dinheiro para o sinal, mas arrumei uns investidores. Eles ficaram com 99% e eu com 1%. O objetivo era ganhar experiência.” Daí para frente, os negócios só cresceram.

Em dezembro do ano passado lançou um novo fundo de investimentos, para nova aquisições. Desta vez, com muito dinheiro de famílias endinheiradas do Brasil que buscam nos Estados Unidos opções para remunerar suas fortunas.

Invista melhor e realize seus sonhos. Abra uma conta gratuita na XP. 

The post Como um mineiro foi de US$ 300 a US$ 1 bilhão nos EUA appeared first on InfoMoney.

CFA Society lança curso gratuito com estágio remunerado para universitárias no mercado financeiro

SÃO PAULO – A CFA Society Brazil anunciou, com exclusividade ao InfoMoney, que vai lançar um curso gratuito exclusivo para mulheres universitárias interessadas no setor. 

“Estudos mostram que, quando há diversidade nas equipes, as empresas tendem a ter melhores resultados, pois visões diferentes e perfis complementares trazem maneiras inovadoras de encontrar soluções. Todo o setor só tem a ganhar com este tipo de iniciativa”, afirma Ruth Walter, CFA e membro do conselho da CFA Society Brazil.

O Young Women in Investment é uma iniciativa que tem como objetivo ampliar os espaços dedicados às mulheres nesse mercado oferecendo capacitação técnica para que elas estejam mais preparadas e confiantes. 

A iniciativa é pioneira no setor de finanças, já que além do curso oferece a possibilidade de um estágio. “É algo novo, mas estamos vendo que cada vez mais empresas estão criando programas focados na diversidade, promovendo treinamentos de liderança, coaching e eventos de networking, a fim de aumentar a presença de mulheres em cargos de liderança”.

Ruth explica que o foco nesse primeiro momento é ajudar a ampliar o número de mulheres no mercado financeiro que estão começando a carreira, mas não descarta outras iniciativas voltadas para profissionais mais experientes no futuro. 

Como funciona

O curso acontece entre os dias 1º e 31 de julho de 2020, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h e tem 35 vagas abertas. Será necessária a aprovação no processo seletivo para entrar. As inscrições começam no dia 17 de fevereiro e vão até dia 6 de abril.

Para participar, as candidatas devem preencher alguns requisitos. É preciso estar cursando o último ou penúltimo ano do ensino superior nos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia, Engenharia, Estatística, Física ou Matemática e possuir nível intermediário de conhecimento da língua inglesa, com capacidade de leitura e interpretação de textos. No curso também serão abordados tópicos com matérias de finanças, gestão e liderança. 

O processo seletivo para escolher as participantes do programa terá duas fases.

Na primeira, as candidatas farão o cadastro no site com informações acadêmicas e profissionais, além de realizarem alguns testes de conhecimento da língua inglesa, perfil, raciocínio lógico e fit cultural.

Na segunda fase, as selecionadas participarão de um jogo online e quem obtiver os melhores resultados será encaminhada para entrevistas.

Para garantir a transparência, as candidatas serão informadas sobre as datas e atividades a serem realizadas e terão feedbacks sobre suas performances ao longo do processo seletivo. Serão escolhidas 35 estudantes que participarão do curso em julho.

O curso acontecerá na sede da CFA Society Brazil, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 4300, São Paulo.

Leia também:
CFA: 900 horas de estudo e até US$ 4,5 mil; conheça o certificado mais cobiçado do mercado financeiro

Estágio remunerado

As estudantes terão a oportunidade de participar de um programa de estágio remunerado após cumprirem a carga horária mínima do treinamento. Segundo Ruth, todas as participantes serão encaminhadas para um estágio remunerado que durará entre quatro e seis meses em uma das instituições parceiras.

Ainda, elas terão mentoras que as apoiarão durante todo o período de estágio, a ser realizado na cidade de São Paulo.

As empresas parceiras que vão oferecer o estágio remunerado são Apex Capital, Banco Safra, Bradesco Asset Management, BTG Pactual, Citibank, Franklin Templeton, Itaú Unibanco, J.P. Morgan, Pragma, Santander, Votorantim e XP Inc. 

Ruth explica que para decidir para qual empresa cada estudante vai serão considerados alguns itens e a quantidade de estágios que cada parceiro oferecerá irá variar de uma a cinco vagas, dependendo principalmente do tamanho da instituição e áreas de atuação. 

“As vagas de estágio serão alocadas pela organização do programa levando em consideração as preferências das candidatas e a adequação dos perfis às instituições”.

Ela explica que existe a possibilidade de efetivação das estudantes pelas empresas parceiras. “Tudo vai depender do desempenho de cada uma e disponibilidade de vagas”, explica. 

A CFA Society Brazil faz parte de uma rede de 158 CFA Societies localizadas em mais de 70 países e que reúne profissionais detentores da certificação CFA – Chartered Financial Analyst.

No Brasil, 1.200 profissionais possuem o certificado e são membros e atuam em diferentes segmentos do mercado financeiro.

Invista seu dinheiro para impulsionar sua carreira. Abra uma conta na XP – é de graça.

The post CFA Society lança curso gratuito com estágio remunerado para universitárias no mercado financeiro appeared first on InfoMoney.

BB aplica metas e remuneração por desempenho; funções de confiança terão redução

SÃO PAULO – O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou nesta segunda-feira (3) a criação de um programa de metas e remuneração variável para ajudar a reter talentos e diminuir saídas. Os recursos para bancar os pagamentos variáveis virão de um corte dos salários de cargos de confiança e funções gratificadas (ou seja, que têm adicional pela complexidade do cargo).

Em nota, a instituição disse que nenhum funcionário atual terá remuneração reduzida, mas que a maioria das funções de confiança e gratificadas recebiam salários fixos “superiores aos praticados pelo mercado” e que serão revisados. Isso significa que às próximas promoções serão aplicados novos valores.

Três cargos de confiança, porém, terão aumento: gerentes de relacionamento PAA, Private Sofisticado e Corporate Upper Middle. “A medida buscou maior alinhamento à média praticada no mercado”, disse o BB.

“O BB reduziu os valores que foram identificados como acima da média do mercado – a maior parte dos casos – e aumentou os que se mostraram defasados (gerentes de relacionamento PAA, Private Sofisticado e Corporate Upper Middle). A medida buscou maior alinhamento à média praticada no mercado”, diz o banco.

Performa: Desempenho e Reconhecimento é o nome dado ao programa, inspirado no segmento bancário privado. Ele amplia para todos os funcionários o Programa de Desempenho Gratificado (PDG), hoje restrito à área de atendimento ao cliente, no qual a remuneração variável chega a três salários ao ano.

“A mudança reafirma que todo o BB estará voltado a melhor experiência do cliente”, escreve o BB. “O percentual de premiados também aumenta 68%, podendo beneficiar 37 mil funcionários, o que representa 40% do total. Além disso, os valores da premiação estão mais atrativos.”

Progressão de carreira

Outro modelo implementado para reter talento será a chamada “carreira em Y” – um plano de carreira para estimular o funcionário a crescer dentro do banco.

“Assim, o BB anuncia a criação das funções de especialista I, especialista II e especialista III, que terão posições hierárquicas similares a gerente executivo, gerente de soluções e gerente de equipe, respectivamente.” É uma forma de reconhecer funcionários que se destacam em suas atuais funções.

Vale lembrar que, ainda que não contem com estabilidade, os funcionários do BB são selecionados via concursos públicos. Apesar da defesa de alguns membros do governo, o presidente Jair Bolsonaro já disse que a instituição não será privatizada.

Tecnologia

Na semana passada, o presidente da instituição, Rubem Novaes, disse em evento que também estuda lançar um concurso específico para contratar profissionais de tecnologia, com o intuito de modernizar o banco em meio à revolução do setor. Hoje, a porta de entrada para o Banco é o concurso para escrituário. Segundo a Coluna do Broadcast, o “recrutamento” para esse concurso se dará via redes sociais, eventos em faculdades e polos tecnológicos.

Seja sócio das maiores empresas da Bolsa sem pagar corretagem. Abra uma conta na Clear

The post BB aplica metas e remuneração por desempenho; funções de confiança terão redução appeared first on InfoMoney.

Brasil poderá ter pagamentos via WhatsApp

O WhatsApp deve expandir para mais países seu recurso de transferência de dinheiro pelo aplicativo ainda neste ano. Desde 2018, a ferramenta é testada na Índia. A declaração foi feita pelo presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, nesta semana, durante conferência com investidores.

Segundo o executivo, o WhatsApp Payments deve chegar a países em que o aplicativo tem grande base de usuários, como Brasil, México, Indonésia e Índia.

A ferramenta de pagamentos permite que usuários façam transferência de dinheiro pelo aplicativo. “É tão fácil quanto mandar uma foto”, afirmou Zuckerberg na conferência, completando que a função foi testada com 1 milhão de pessoas na Índia, com uma boa receptividade pelos usuários.

“Estou realmente animado com isso e espero que a função comece a ser lançada em vários países e que tenhamos progresso nessa área nos próximos seis meses”, disse ele.

De acordo com a empresa, o WhatsApp Payments será integrado à estrutura do Facebook Pay, plataforma de pagamentos da rede social, anunciada no ano passado.

Ela permite que usuários transfiram dinheiro ou façam pagamentos, em compatibilidade com diferentes bandeiras de cartões de crédito e débito, além do PayPal. Hoje, esse recurso funciona apenas nos EUA.

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

The post Brasil poderá ter pagamentos via WhatsApp appeared first on InfoMoney.

Ações do IRB devolvem todo ganho de janeiro, de 15%, em menos de uma hora

SÃO PAULO — As ações do IRB (IRBR3) chegaram a despencar 15,41% nesta segunda-feira (3), em reação à carta da Squadra Investimentos questionando as práticas contábeis realizadas pela resseguradora. A companhia negou que haja fundamento nas alegações da gestora carioca.

Os papéis atingiram a mínima da sessão (R$ 37,92) às 10h49, pouco depois da abertura dos negócios, e foram amenizando as perdas ao longo do dia. À tarde, por volta das 14h40, eles chegaram ao maior valor do dia, R$ 42,91, ainda 4,28% abaixo da cotação de fechamento de sexta-feira (R$ 44,83). No fim do pregão, as ações terminaram cotadas a R$ 40,77 cada uma (-9,06%).

Em documento de 30 páginas, a Squadra detalhou os motivos que a fazem crer que os lucros reportados pelo IRB não refletem seu earnings power e que a rentabilidade do seu negócio é muito menor do que grande parte do mercado acredita ser.

“Desde que o IRB Brasil realizou sua abertura de capital em bolsa de valores, no ano de 2017, acreditamos ter encontrado fatores que, em nossa opinião, indicam lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras significativamente superiores aos lucros normalizados”, disse.

Segundo a Squadra, essa disparidade entre lucro reportado e lucro normalizado (recorrente) teria sido crescente e atingiu sua maior diferença nos nove primeiros meses de 2019. “Em nossa opinião, existem indícios que apontam para lucros recorrentes significativamente inferiores aos lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras da companhia.”

Em resposta, o IRB afirmou que sua perfomance financeira e seu earnings power está fielmente retratado nas referidas demonstrações. Além disso, reforçou que as suas demonstrações contábeis são auditadas internamente e externamente pela empresa PwC.

“A companhia informa ainda que está avaliando com seus assessores legais, as medidas cabíveis a serem tomadas neste cenário, onde o emissor da carta tem interesse econômico diametralmente conflitante com os interesses da companhia”, informou em nota o IRB.

Em janeiro, as ações do IRB acumularam ganho de 15,1%, ficando entre as cinco maiores altas do Ibovespa no primeiro mês do ano. O salto foi devolvido em menos de uma hora no pregão de hoje. Veja o gráfico abaixo.

“Não concordamos com essa tese [da Squadra]”, diz Carlos Daltozo, head de renda variável da Eleven Financial. “As acusações são graves. (…) Esse caso da Squadra não é novidade. Ano passado, em fevereiro de 2019, saiu uma matéria no Brazil Journal colocando a posição vendida [da gestora carioca em ações do IRB].”

Daltozo comentou os pontos expostos pela Squadra em sua carta. O primeiro deles foi a comparação da sinistralidade da carteira de prêmios no Brasil com o restante do mercado brasileiro de resseguradoras.

“Várias resseguradoras globais atuam no Brasil com escritório de representação porque era o que a lei exigia antigamente. Esse comparativo, no nosso ponto de vista, é ruim porque é muito distante o tamanho do IRB com as demais resseguradoras locais. Ele tem portfólio completo de seguros, ou seja, uma série de vantagens competitivas. (…) Não leva em consideração a retrocessão, que é um ponto central, é justamente onde o IRB tem feito a diferença com uma cadeia de parceiros globais.”

O segundo ponto questionado pela Squadra foi a sinistralidade no exterior. “Eles questionam o avanço do IRB principalmente na América Latina, falando que este é um mercado muito dependente de políticas públicas e acordos com governos. Eles dão exemplo do Peru, que é realmente um mercado muito pequeno. (…) Comparar sinistralidade de empresas globais que estão sujeitas a catástrofes com o IRB, a gente não concorda muito com este ponto.”

O terceiro ponto é sobre o PSL (provisões de sinistros a liquidar). “É um ponto mais técnico. O questionamento é que o IRB faz um provisionamento acima da média de outros players globais. Segundo o levantamento da Squadra é de 30% contra 2% da média. (…) De novo, o comparativo com resseguradoras locais é muito ruim para chegar a qualquer tipo de conclusão, pois a distância entre as companhias é muito grande.”

Por último, o questionamento é sobre uma participação antiga do IRB em 11 shoppings que ele vem se desfazendo. “Isso tem gerado um resultado não recorrente. Realmente, neste ponto, eles têm razão. Inclusive nós apontamos no resultado do terceiro trimestre [de 2019] que a venda dessas participações gerariam algum ganho de capital dado que isso foi adquirido há muito tempo, em outra realidade.”

“As acusações são fortes. Não concordamos com as afirmações da Squadra. Eles já perderam R$ 357 milhões com a posição vendida na empresa. 70% das posições vendidas em IRB hoje são da Squadra. (…) Para nós, é uma oportunidade de compra. Continuamos acreditando na companhia. Essa questão de fraude sempre foi colocada na mesa, nós debatemos muito com os principais executivos do IRB esses temas. Tem toda a auditoria. Os quatro maiores bancos do país eram sócios da companhia até o ano passado. Bradesco e Itaú continuam lá. Acho muito difícil que haja uma fraude no nível que a Squadra está levantando no documento. Reforçamos nosso call de compra de IRBR3”, completou o head da Eleven.

Maçãs e Laranjas

Para o Morgan Stanley, a queda das ações do IRB hoje abrem uma oportunidade de compra, citando “conceitos errôneos” que alguns investidores têm sobre a sustentabilidade da lucratividade no IRB versus pares globais. “Achamos que os investidores estão comparando maçãs e laranjas”, disse em nota o diretor do banco Jorge Kuri.  “Contratos de curto prazo e falta de risco catastrófico geram uma lacuna no ROE (retorno sobre o patrimônio) e produzem modelos de negócios fundamentalmente diferentes.”

Kuri destacou que o IRB possui uma força de trabalho centralizada de 385 funcionários, em comparação com uma média de 10.000 dos players globais. “Esse modelo de headcount light conta com uma única plataforma de TI totalmente integrada, que reduz significativamente os custos de back office e torna a aceitação de riscos e o processamento de reclamações mais eficientes. No futuro, vemos espaço adicional para ganhos de eficiência, dados os planos da administração de reduzir ainda mais o número de funcionários. De fato, a administração espera ter uma estrutura completamente enxuta até 2021 e alcançar um índice sustentável de despesas administrativas de longo prazo de 4,5%.”

O diretor do Morgan Stanley ressaltou ainda outros diferenciais do IRB em relação aos seus pares globais. “O rendimento dos títulos é significativamente maior no IRB do que em pares globais, principalmente devido a um ambiente de taxa de juros mais alto que permite spreads maiores e ao fato de que, diferentemente das empresas de resseguros globais, o IRB não precisa proteger seu risco cambial. Apesar do maior rendimento, a receita financeira representa uma parcela menor da receita líquida no IRB do que nos pares globais, outra diferença fundamental no modelo de negócios do IRB. Além disso, a receita financeira do IRB, como uma porcentagem do lucro total, tem diminuído constantemente à medida que as operações de subscrição da empresa se tornam mais eficientes.”

Outras recomendações

Nesta segunda-feira, a Ativa Corretora incluiu a ação do IRB em sua carteira semanal, alegando que o ativo “segue acima das médias móveis de curto prazo. No gráfico semanal, o preço caminha dentro de um canal de alta ainda, com manutenção de tendência.”

Em janeiro, o banco UBS divulgou relatório em que destacou o cenário positivo para o mercado de resseguros no Brasil em 2020 e a melhora operacional do IRB esperada para este ano. O suíço elevou suas estimativas de resultado para a companhia e, agora, vê espaço para a receita líquida crescer cerca de 18% ao ano em 2020 e 2021.

O UBS também elevou o preço-alvo dos papéis do IRB de R$ 41,50 para R$ 50,00 e reiterou recomendação de compra, destacando “o crescimento sólido da receita líquida no mercado local, aproveitando suas vantagens competitivas únicas; as maiores oportunidades decorrentes do mercado internacional; e um dos maiores ROEs entre os players globais.”

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP – é de graça!

The post Ações do IRB devolvem todo ganho de janeiro, de 15%, em menos de uma hora appeared first on InfoMoney.

Processo administrativo contra o Bradesco na Zelotes é arquivado

A corregedoria do Ministério da Economia proferiu decisão pelo arquivamento do processo administrativo contra o Bradesco aberto após a realização da Operação Zelotes. A decisão foi publicada nesta segunda-feira, 3, no Diário Oficial da União.

Em comunicado, o Bradesco informa que a decisão segue integralmente o Relatório Final da Comissão Processante, parecer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, e o Despacho Conjunto da Coordenadoria Geral da Gestão e Administração e da Chefia da Divisão de Assessoria e Julgamento, que apontaram a inexistência de prova de que o banco tenha oferecido vantagens indevidas a agentes públicos envolvidos na operação.

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

The post Processo administrativo contra o Bradesco na Zelotes é arquivado appeared first on InfoMoney.

Coronavírus: os números do hospital de mil leitos que a China construiu em dez dias

Câmera aérea do hospital em Wuhan

SÃO PAULO – Após cerca de dez dias de muito trabalho em um canteiro de obras em Wuhan, na China, o hospital Huoshenshan foi construído. Agências de notícia do país confirmaram nesta segunda-feira (3) que as obras foram finalizadas.

O centro médico é fruto de uma reação relâmpago do governo chinês para conter a infecção do coronavírus, que começou na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei.

Segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, o empreendimento possui uma estrutura de 25 mil metros quadrados e cerca de mil leitos. O hospital teve suas obras iniciadas no dia 23 de janeiro.

As obras aconteceram ininterruptamente durante os dez dias, com três turnos de trabalhadores se revezando durante 24h de trabalho. Os operários ganharam três vezes acima do que os trabalhadores da categoria costumam receber no país – cerca de US$ 173 por dia.

Para efeito de comparação, o hospital de Huoshenshan possui metade da capacidade do maior complexo hospitalar da América Latina, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Segundo informações da CGTN, emissora estatal chinesa, o hospital já está recebendo seus primeiros pacientes. Para auxiliar no atendimento, o governo chinês está enviando cerca de 1,4 mil médicos e enfermeiros da ala militar do Partido Comunista.

Segundo nota do próprio governo, esse contingente de militares possui certa experiencia em lidar epidemias da família do coronavírus. Entre 2002 e 2003, grande parte desse efetivo trabalhou no combate à síndrome respiratória aguda grave (SARS), que deixou mais de 900 mortos no país. À época, a China construiu o hospital de Xiaotangshan, em Pequim, em apenas uma semana.

A rede de televisão estatal do país realizou uma transmissão em tempo real para que os cidadãos chineses possam acompanhar o desenvolvimento da obra. De acordo com o jornal local Global Times, a transmissão chegou a alcançar mais de 40 milhões de usuários acompanhando a construção ao vivo.

Um segundo hospital está sendo construído às pressas na região. Batizado de Leishenshan, esse complexo será ainda maior que o primeiro, com 1.500 leitos. De acordo com informações da imprensa estatal, o plano do governo é inaugura-lo ainda nesta semana.

Segundo números atualizados por agências internacionais e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 17 mil casos da doença na China, além de outros 148 casos em outros 20 países. Até o momento, o vírus fez 361 vitimas no país, além de causar uma morte nas Filipinas – primeira morte fora do território chinês.

Reação do Brasil ao surto

No último pronunciamento oficial do Ministério da Saúde, realizado no sábado (1º), o órgão afirmou que existem 16 casos suspeitos da doença em território nacional. Porém, nenhum foi confirmado.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério, há oito casos suspeitos em São Paulo, quatro no Rio Grande do Sul, dois em Santa Catarina e um no Ceará e no Paraná.

No domingo, os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, por meio de uma nota conjunta, afirmaram que o governo está comprometido em trazer de volta todos os brasileiros que estão em Wuhan e que manifestem a intenção de retornar ao país.

Segundo as pastas, assim que esses brasileiros desembarcaram no Brasil, eles serão submetidos a um período de quarentena que siga os procedimentos internacionais, sob a orientação do Ministério da Saúde.

“O Ministério da Defesa, por meio da Força Aérea Brasileira, trabalha na elaboração do plano de voo da aeronave, possivelmente fretada, que será enviada à China. Os detalhes da operação, que está sendo planejada, serão informados posteriormente. A Embaixada do Brasil em Pequim entrará em contato para prestar informações e organizar os procedimentos cabíveis”, diz a nota oficial do governo no site do Itamarty.

A decisão governamental ocorre após um grupo de brasileiros confinados na província de Hubei gravar um vídeo fazendo um apelo para que o governo realize a retirada desses cidadãos. O grupo pediu auxílio do governo citando as operações de evacuação bem sucedidas que foram feitas por outros países como Portugal, Reino Unido e Estados Unidos.

Invista seu dinheiro com quem conhece do assunto. Abra sua conta na XP – é grátis

The post Coronavírus: os números do hospital de mil leitos que a China construiu em dez dias appeared first on InfoMoney.

Carteira gráfica da XP troca BR Malls por Minerva na primeira semana de fevereiro

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou nesta segunda-feira (3) a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 31 de janeiro a 7 de fevereiro, e a opção foi por trocar um dos papéis do portfolio.

Saíram as ações de BR Malls (BRML3), que foram trocadas por Minerva (BEEF3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista responsável pela carteira, a Minerva entrou por bater em suporte e agora projeta altas até R$ 13,00 ou R$ 15,65. Os suportes para colocar “stop loss“, por outro lado, ficam em R$ 11,00 e R$ 10,05.

O analista desde o fim de dezembro passou a calcular a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras, em vez de fazê-lo às segundas.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana, a carteira Top Picks caiu 4,25%, ante o recuo de 3,98% do Ibovespa.

As ações da CCR tiveram a maior queda da carteira, caindo 7,97%. Hapvida teve baixa de 6,87%, Itaú Unibanco recuou 4,15%, BR Malls caiu 1,81% e Cogna registrou perdas de 0,43%.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana. Para investir nelas, clique aqui e abra uma conta gratuita na XP.

Empresa Ticker Peso
Itaú Unibanco ITUB4 20%
CCR CCRO3 20%
Minerva BEEF3 20%
Hapvida HAPV3 20%
Cogna COGN3 20%

The post Carteira gráfica da XP troca BR Malls por Minerva na primeira semana de fevereiro appeared first on InfoMoney.

Parcerias com apps podem responder por até 10% das receitas de supermercados

Apesar de ser um novo canal, a venda de supermercados por meio de aplicativos de entrega avança rapidamente e já chega a representar entre 5% e 10% da receita de algumas lojas, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, Eduardo Terra.

Diante desse potencial, apontam especialistas, fica difícil para os varejistas evitarem as parcerias com os apps de delivery, mesmo tendo de repassar para um terceiro, a depender da forma como os contratos são negociados, o coração do seu negócio: as informações de clientes.

Os dados são uma espécie de “arma secreta do varejo”. Com acesso a eles, muitas vezes por meio de programas de fidelidade, os varejistas conseguem estudar o comportamento do cliente, suas preferências, frequência de compra, formas de pagamento, além de reter informações pessoais, o que permite às redes se comunicarem diretamente com o consumidor.

“Essa questão da posse dos dados do cliente é fundamental”, reforça o economista da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Thiago Berka.

A Rappi informa operar com dois tipos de contrato: um que permite o acesso aos dados da compra pelo varejista e outro em que isso não é autorizado. Já o iFood informa não compartilhar informações dos clientes com os supermercados para os quais faz as entregas.

Há um ano trabalhando em parceria com a Rappi, Paula Cardoso, presidente do Carrefour e-Business, faz questão de ter acesso às informações. “Tenho acesso a quem comprou e o que comprou.”

No Grupo Big, que testa uma parceria com o iFood, a história se repete. “Negociamos o compartilhamento de dados, isso é bem costurado”, diz o diretor de planejamento estratégico, Marcelo Rizzi. A chave desse negócio é no futuro fazer ofertas personalizadas, acrescenta.

Para não dividir os dados de clientes com terceiros, o Grupo Pão de Açúcar (GPA), que trabalhava com a Rappi, comprou em 2018 uma empresa para fazer as suas entregas, a startup James Delivery, de Curitiba. “Queríamos ter o controle total da experiência do consumidor”, afirma Lucas Ceschin, cofundador da startup, que comanda a operação do GPA.

Com uma única loja na Vila dos Remédios, zona oeste de São Paulo, o Supermercado Castanha, que vende pelo iFood e pela Rappi, não teve alternativa. “No meu caso, o dado é deles (aplicativos), o que não é bom para a gente, mas é do negócio”, diz Shirlei Castanha, diretora da empresa, que funciona há 48 anos. Filha de Walter, um dos fundadores, ela afirma que viu nos aplicativos de entrega uma saída para recuperar a receita. “Fomos a primeira loja de São Paulo a trabalhar com o iFood”, diz. A parceria começou em junho de 2019. Segundo ela, desde outubro o faturamento desse canal tem dobrado a cada mês.

Duopólio

Como apenas duas empresas dividem o mercado de entregas rápidas em grande escala, Berka, da Apas, adverte sobre a relevância que essas companhias ganham na hora de fechar as negociações com os supermercados. Segundo o economista, há risco de se repetir o que houve no passado, quando duas empresas administravam as maquininhas de cartão de crédito e determinavam as taxas cobradas para os lojistas.

Tanto iFood e Rappi como os supermercados não revelam as taxas cobradas para incluir os produtos nos aplicativos de entregas, mas o Estado apurou que elas podem variar entre 8% e 12% sobre o valor da venda.

‘Nova fronteira’

As vendas de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza e os aplicativos de entrega são as novas frentes de crescimento do comércio online. “Os aplicativos têm efeito multiplicador e eles estão ajudando a popularizar o e-commerce”, afirma Carlos Coutinho, sócio da consultoria PwC Brasil.

Quando o consumidor tem uma experiência boa num aplicativo de entrega, por exemplo, ele aprende a usá-lo e passa a fazer compras por esse meio também, argumenta o consultor. Esse aprendizado explica, em boa parte, porque é crescente o fechamento do número de parcerias entre aplicativos de entregas, como iFood e Rappi, e os supermercados.

“O alimento agora é uma fronteira a ser explorada no varejo online, toda a parte de vendas de não alimentos por esse canal se desenvolveu mais rápido”, afirma a CEO do Carrefour e-Business, Paula Cardoso. Ela acredita que o potencial de crescimento de vendas de alimentos é muito grande, apesar de hoje representar muito pouco das vendas do e-commerce.

Da receita do varejo online, os itens de supermercado responderam por 2,5% no acumulado em 12 meses até outubro de 2019, segundo a consultoria Ebit-Nielsen.

Pesquisa da Kantar, especializada em auditar o consumo nos domicílios, mostra que as vendas de alimentos e produtos de higiene e limpeza cresceram no Brasil quase seis vezes mais no varejo online comparado com o avanço registrado nas vendas que englobam lojas físicas e virtuais para esses produtos. O período analisado foi julho de 2018 a junho de 2019.

Seja sócio das maiores empresas da Bolsa sem pagar corretagem. Abra una conta na Clear. 

The post Parcerias com apps podem responder por até 10% das receitas de supermercados appeared first on InfoMoney.

Scania começa a produzir caminhão movido a gás natural na fábrica do ABC

A Scania iniciou nesta semana na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a produção de caminhões movidos a GNV (gás natural), GNL (gás liquefeito) e biometano (obtido de resíduos orgânicos). Além de países europeus, o Brasil é o único a produzir essa linha de veículos. A fábrica local iniciará nos próximos dias a exportação dos veículos, começando com a Argentina.

As versões a GNV e GNL são aptas a usarem também o biometano, em qualquer proporção, ou seja, são veículos flex. No Brasil já ocorreram importações de caminhões a gás natural, mas a produção local é inédita, diz a empresa. A matriz sueca do grupo produz esse tipo de veículo desde 2014. Para a produção no País foram feitas adaptações, como reforços para uso em terrenos mais severos.

Com esse projeto, que consumiu boa parcela do plano de investimento da Scania de R$ 2,6 bilhões entre 2016 e 2020, a marca dá início ao plano de ter a maior parte de seus produtos movidos a combustíveis alternativos. Os próximos passos incluem a produção de veículos híbridos – previstos para serem inseridos no novo programa de investimentos de 2021 a 2024, de R$ 1,4 bilhão – e, em mais longo prazo, de elétricos.

O presidente da Scania Latin America, Christopher Podgorski, explica que a companhia queria uma “solução de transporte mais limpa aqui e agora, e o gás é uma grande oportunidade devido sua abundância no País”. Segundo ele, o GNV emite de 10% a 15% menos CO² (dióxido de carbono) em relação ao diesel. A conta é feita com base em todo o processo de produção até o que sai do escapamento do veículo.

O executivo informa que, se for medido só o que sai do escapamento, a nova linha de caminhões da Scania já atenderia a norma Euro 6 – regulamento de controle de emissões que vigoram atualmente na Europa e entrarão em vigor no Brasil em 2022 para novos veículos e no ano seguinte para caminhões e ônibus já em produção.

As entregas dos novos caminhões de grande porte aos clientes ocorrerá em março, mas o executivo não informa quantas unidades já foram vendidas pois há negócios a serem fechados a partir de agora. Por ainda ter baixa escala produtiva, os preços dos novos veículos são entre 30% e 40% acima das versões a diesel, que custam a partir de R$ 400 mil.

A Ambev já testa dois caminhões a GNL da Scania, para entregas de longa distância, e também dois caminhões elétricos da Volkswagen, para entregas dentro das cidades.

Antes dos elétricos

Podgorski ressalta que o uso do gás é uma ponte até que veículos híbridos e elétricos sejam mais acessíveis. “Hoje a conta (dos elétricos) não fecha, e isso deve ocorrer no futuro”, diz.

A Volkswagen Caminhões e Ônibus, que no fim do ano iniciará a produção de caminhões elétricos de pequeno porte na fábrica de Resende (RJ), calcula que, inicialmente, os modelos que não emitem nenhum tipo de poluição vão custar mais que o dobro de um convencional.

O presidente da Scania, assim como o da Volkswagen, Roberto Cortes, defendem incentivos governamentais para atrair consumidores de veículos movidos a combustíveis renováveis, como isenção ou redução de IPVA ou ICMS. Podgorski cita, por exemplo, que na Alemanha os caminhões a gás são isentos de pedágio. Há cidades europeias que vão proibir a circulação de veículos a diesel nos centros urbanos, que também terão os impostos sobre a compra aumentados.

O Brasil precisa ampliar as redes de abastecimento, tanto de gás quanto de energia elétrica. Para ajudar no abastecimento, a Scania inaugurou um posto de GNV dentro do complexo produtivo para abastecer os caminhões que saem da fábrica para serem entregues aos clientes.

Expansão no ABC

A fábrica da Scania em São Bernardo é a segunda maior do grupo sueco em capacidade produtiva, de 30 mil unidades ao ano. Hoje, a unidade opera com cerca de 75% de sua capacidade e emprega 4 mil funcionários. O aumento de capacidade ocorrerá se a demanda por produtos crescer, informa Podgorski. O encerramento de operações da Ford não altera os negócios da Scania pois ela só produz veículos de grande porte.

A empresa exporta 40% de sua produção. Em 2019, o grupo vendeu 12,7 mil caminhões pesados, alta de 57,8% em relação ao ano anterior. As vendas totais do segmento cresceram 48,7%, para 51,7 mil unidades. A líder dessa categoria é a Mercedes-Benz, com vendas de 14,1 mil veículos no ano passado, volume 41,8% maior ante o de 2018.

Além das mudanças na fábrica para a produção de novos caminhões e ônibus, o grupo está construindo um centro logístico para estocar as peças usadas na linha de montagem em local mais próximo. Hoje, o depósito fica no município de Mauá, a 37 km de distância. O novo ficará a 4 quilômetros.

The post Scania começa a produzir caminhão movido a gás natural na fábrica do ABC appeared first on InfoMoney.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora