Empréstimos subsidiados pelo BNDES caem pela metade e atingem menor valor desde 2008

Empréstimos subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) custaram ao Tesouro Nacional R$ 4,6 bilhões em 2019. O dado consta de boletim divulgado ontem pelo órgão.

O valor é o menor desde 2008 e praticamente a metade do que foi desembolsado em 2018 (R$ 9,3 bilhões). Desde 2008, o impacto dos subsídios soma R$ 257,375 bilhões.

As subvenções e os subsídios para o BNDES ocorrem porque o banco empresta recursos com juros mais baixos que os de mercado. O Tesouro precisa cobrir a diferença entre as taxas mais baratas que o tomador dos empréstimos subsidiados paga e os juros que o governo paga no sistema financeiro.

Os subsídios dividem-se em dois tipos. O primeiro é o explícito, também chamado de financeiro, quando o governo usa recursos do Orçamento Geral da União, aprovados pelo Congresso. Esse tipo de subsídio cobre a diferença entre as taxas usadas nos financiamentos do BNDES e as taxas cobradas do tomador.

Os subsídios implícitos ou creditícios não são cobertos com recursos do Orçamento, mas por meio da emissão de títulos da dívida pública. Esses subsídios cobrem a diferença entre a taxa Selic (juros básicos da economia) e a Taxa de Longo Prazo (TLP).

Até 2017, a taxa dos financiamentos do BNDES era a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), fixada a cada três meses pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Há dois anos, a TJLP começou a ser progressivamente substituída pela TLP.

O boletim do Tesouro destaca que a queda é uma tendência, já que, desde 2015, não há mais novas contratações no Programa de Sustentação de Investimentos (PSI), que financiava a compra de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção), exportações e investimentos em inovação. O PSI cobrava taxas inferiores à TJLP, portanto, sendo parcialmente bancado com subsídios explícitos.

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Uma aula sobre bancos, no modo hard

Episódio 38 Stock Pickers, na Casa Natura

Os melhores e mais intensos debates do mercado de ações, hoje, são sobre os papéis do setor bancário. E falou em bons debates sobre ações, falou em Stock Pickers!

E por isso dedicamos o episódio 38 exclusivamente a esse debate. Aliás, o conteúdo foi tão profundo que aqui nos bastidores estamos ele foi batizado de “Stock Pickers Hard”, ficou uma verdadeira aula sobre o setor. O episódio foi gravado na Casa Natura, com os alunos do MBA de Ações e Stock Picking na plateia!

Os convidados que a ministraram representaram três visões sobre os bancos: Marcel Campos (XP) e Fernando Sampaio (Brasil Capital), analistas que conhecem os balanços bancários no detalhe continuam otimistas (mas seletivos). André Gordon (fundador da GTI) comprado em Itaú, e Renoir Vieira, gestor que está (ruidosamente) short em Itaú.

Renoir embasa sua tese na perda de rentabilidade que os bancos terão, principalmente com o aumento da competição com o “boom” das fintechs, que prestam serviços de conta e cartão gratuitamente, enquanto os bancos têm receitas bilionárias vindas de tarifas, como mensalidade da conta, TEDs e DOCs.

E qual é a opinião dos especialistas no setor? Marcel e Fernando não acreditam que esse impacto será tão forte no curto prazo, mas no longo, é melhor se mexer…

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Volta da bolsa da China, Copom e megaoferta de ações da Petrobras: o que acompanhar na próxima semana

SÃO PAULO – Após um pequeno alívio na quinta, as bolsas no mundo voltaram a ficar tensas na sexta-feira em meio ao crescente número de casos de coronavírus. E isso deve se intensificar logo no início da semana com a volta das operações das bolsas na China.

Após ficar uma semana fechado, os mercados chineses retomam as operações na segunda-feira (13) e os investidores irão acompanhar com cuidado a reação por lá, principalmente por ter “acumulado” todo o movimento das bolsas pelo mundo estando fechada.

Mais de uma dúzia de províncias chinesas, correspondendo a ao menos dois terços da economia, anunciaram extensão do feriado por mais uma semana. Embora o vírus tenha reduzido na margem o impacto dos indicadores, dados pelo mundo ganham importância por poderem mostrar os primeiros impactos do coronavírus na economia.

Nos Estados Unidos, as atenções se voltam para o relatório de emprego (Payroll) referente à janeiro na sexta-feira (7), enquanto na política começam as primárias democratas.

Na segunda-feira ocorre a votação no estado de Iowa, que apesar de não ser decisivo para a vitória de um candidato, ele se tornou nos últimos anos um importante termômetro, com potencial para alavancar uma candidatura.

Apesar de ainda ser favorito para ser o candidato democrata, Joe Biden tem perdido força em algumas pesquisas e o senador Bernie Sanders tem crescido fortemente, com alguns levantamentos indicando uma vitória do socialista em Iowa. A partir deste início de primária é possível que o mercado comece a ter volatilidade conforme forem se definindo os candidatos.

Copom e inflação agitam o Brasil

No mercado doméstico o grande evento da semana será o Comitê de Política Monetária (Copom), que na quarta-feira (5) deve cortar a Selic em mais 0,25 ponto percentual, para 4,25%, conforme analistas consultados pela Bloomberg.

A grande questão, porém, fica para o comunicado, se o Banco Central irá manter a porta aberta para mais um corte de juros em março ou se manterá um tom de maior cautela e indicar o fim do ciclo. Entre os fatores que podem definir a postura da autoridade monetária estão a disparada recente do dólar e até mesmo o coronavírus.

Além da decisão do Copom, a agenda econômica também será bastante agitada, com atenção para os dados da produção industrial, que decepcionou em novembro e tem estimativa de baixa para dezembro, de acordo com a Bloomberg.

Para completar, chama atenção o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o dado oficial de inflação do País, que de acordo com analistas deve confirmar os sinais de desaceleração após a forte alta do fim do ano passado.

Na política, Câmara e Senado devem retomar as atividades após o recesso parlamentar. Com isso, o mercado volta a ter o termômetro do Congresso para acompanhar como anda o humor dos parlamentares sobre as propostas do governo, como as reformas administrativa e tributária.

Agenda corporativa

Ocorre ainda a megaoferta de ações da Petrobras (PETR3) pelo BNDES, que pode obter cerca de R$ 23,5 bilhões com a venda de até 9,86% das ações ordinárias da estatal hoje em seu controle. A fixação do preço das ações será feita em 5 de fevereiro.

A semana também terá as definições de preço dos IPOs da construtora Mitre e da Locaweb, além dos resultados de quarto trimestre do Bradesco, Banco Inter, Klabin, Lojas Renner e Alpargatas.

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores.

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As 5 maiores altas e as 5 maiores baixas do Ibovespa no mês de janeiro

SÃO PAULO – Pela primeira vez desde agosto de 2019, o Ibovespa registrou queda mensal. Em janeiro, o índice teve desvalorização de 1,63%.

Curiosamente, as maiores quedas e as maiores altas do índice são de ações de varejistas. A maior baixa do índice ficou com os papéis da Cia. Hering (HGTX3), que passou a ter uma forte queda principalmente após a divulgação da prévia operacional do quarto trimestre de 2019.

A empresa informou que teve uma queda de 5,2% no faturamento bruto, que foi de R$ 502,9 milhões no período. As vendas mesmas lojas tiveram queda de 4% na receita. As vendas nas lojas próprias, que não incluem as franquias, caíram 1,9% em comparação ao quarto trimestre de 2018. Segundo a empresa, houve o fechamento de 13 franquias no período. Já o comércio eletrônico teve um crescimento de 48,2% no quarto trimestre, passando a representar 4,4% da receita.

“A falta de consistência do desempenho das franquias e a queda nas multimarcas impede a alavancagem operacional que acreditamos ser um dos principais pontos para o case de re-rating da HGTX. Entendemos que existe um gap de valuation para outras empresas do setor, mas temos dificuldade em dar todo o benefício da dúvida no momento”, afirmam os analistas do Credit Suisse, que mantêm recomendação neutra para os ativos. Leia mais clicando aqui.

Em seguida, está a a CVC (CVCB3): após registrar a segunda maior queda do Ibovespa em 2019, com queda de 28%, o papel fechou como a segunda maior baixa do índice em janeiro de 2020.

André Alírio, economista da corretora Nova Futura, destacou em entrevista recente ao InfoMoney que a companhia está inserida em um setor em transformação e passou a sofrer com a concorrência de agências de turismo virtual. “A CVC tem um custo caro e capital imobilizado por canto da rede física. Isso eleva o custo de captação dos clientes, diferentemente das concorrentes, que possuem uma estrutura mais leve. É um mercado em mudança”, avaliou.

Neste ano, mais um fator que tem o potencial de abalar as ações da companhia: o coronavírus, que já vitimou mais de 200 pessoas na China e pode afetar a economia e o turismo global. Conforma aponta a XP Investimentos,  caso os impactos do surto se prolonguem no médio prazo, poderemos continuar vendo pressão nos preços de ações brasileiras ligadas à demanda chinesa, o que incluiria também as aéreas e as empresas de turismo como a CVC.

Richard Cathcart, analista do Bradesco BBI, aponta que o impacto para a companhia dependerá também se o surto se tornar uma pandemia (e em que regiões). As viagens domésticas poderiam ganhar força ante viagens internacionais. Se confirmado no Brasil, contudo, o cenário seria mais negativo. “No auge do zika em 2015-16, o tráfego aéreo doméstico e as vendas nas mesmas lojas da CVC enfraqueceram, embora seja difícil saber exatamente quanto disso foi causado pelo zika e quanto se deve ao enfraquecimento da economia”, avalia.

Leia também
Coronavírus: quais setores e ações da bolsa brasileira são os mais impactados pela nova emergência global?

Empresa pertencente a mais um setor que passa por transformações, a Cielo (CIEL3) viu seus papéis registrarem forte queda em janeiro após um 2019 em que passou por muitas dificuldades. Os temas são praticamente os mesmos do ano passado: o aumento da competição, que faz com que a credenciadora de cartões seja mais agressiva em sua estratégia de preços de forma a recuperar (ou não desidratar ainda mais) a sua participação de mercado, o que afeta as suas margens.

A companhia foi uma das primeiras a divulgar o resultado do quarto trimestre de 2019 e não agradou nem um pouco o mercado. Vista por analistas como resultado da aceleração nos custos e da deterioração na receita de antecipação de recebíveis, a queda de 49,7% no lucro em 2019 em relação ao ano anterior pode punir a empresa do ponto de vista de reação do mercado, de acordo com a equipe da XP Research. O analista Domingos Falavina, do JPMorgan, escreveu em relatório que o último balanço foi “para esquecer”.

O Itaú BBA colocou a recomendação da empresa sob observação mediante o período de dificuldade. Os analistas escreveram que vão esperar “maior clareza sobre os prospectos da companhia para 2020”. Em seu release, a Cielo justificou a queda da receita à “pressão no preço médio decorrente do ambiente competitivo, efeitos parcialmente compensados pelo aumento do volume capturado e pelo crescimento da receita relacionada ao produto pagamento em dois dias”. Em teleconferência, Caffarelli admitiu que 2020 deve ser mais um ano de “margens apertadas”. Veja mais clicando aqui.

O sistema financeiro, por sinal, não teve motivos para comemorar no mês de janeiro: os grandes bancos figuraram entre as maiores quedas do índice, também com um cenário concorrencial maior. O mercado tem questionado se os bancos conseguirão manter o ritmo de crescimento de lucros forte em meio a esse cenário de competição bem mais aguerrido.

O analista da XP Investimentos, Marcel Campos, destaca que os detalhes da Agenda BC#, que promete trazer maior concorrência no setor financeiro, pode ser prejudicial para o ritmo de crescimento do lucro dos grandes bancos. Confira mais clicando aqui e aqui. Desta forma, Santander (SANB11), que também divulgou seu resultado na última semana, além de Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3), caíram entre 8% e 12%.

Por fim, os papéis da BRF (BRFS3) caíram 13,21%, descolando-se das ações de frigoríficos. Nos últimos dias do mês, por sinal, os ativos também foram abalados pelo coronavírus, em meio às expectativas de redução da demanda por carne na China: na semana, os papéis caíram 9,70%.

Confira as maiores quedas do Ibovespa no mês de janeiro:

 

Empresa Ticker Cotação Variação no mês
Cia. Hering HGTX3 R$ 24,82 -27,09%
CVC CVCB3 R$ 36,50 -16,67%
Cielo CIEL3 R$ 7,07 -15,32%
BRF BRFS3 R$ 30,55 -13,21%
Itaú Unibanco ITUB4 R$ 32,82 -11,50%

Maiores altas

Após subir 154% em 2019, as ações da Via Varejo (VVAR3) foram a maior alta de janeiro. Conforme destaca Pedro Fagundes, analista da XP,  o processo de reestruturação já melhorou as condições da empresa, mesmo estando apenas no começo. “Houve uma recuperação significativa do ritmo de crescimento de vendas totais no canal online”, lembra, destacando que a expectativa da XP é de um crescimento de 19% na comparação anual ao longo do quarto trimestre do ano passado.

“Continuamos confiantes na capacidade da nova administração continuar acelerando o ritmo de crescimento por meio de iniciativas importantes, como reformas de lojas, integração omnichannel e redução de despesas relacionadas a provisões trabalhistas”, defende. O preço-alvo da XP para Via Varejo é de R$ 17,00 por ação ao final de 2020, o que corresponde a uma valorização de 13% sobre a cotação atual dos papéis.

O Magazine Luiza (MGLU3) também encabeçou as maiores altas do Ibovespa, também em meio ao cenário visto como positivo para o setor de varejo. A companhia divulgará seus números do quarto trimestre de 2019 em fevereiro e a expectativa é de que o comércio eletrônico provavelmente será o destaque do trimestre (novamente), com crescimento das vendas em torno de 47% na base de comparação anual, segundo projeções do Bradesco BBI. Os analistas possuem recomendação de compra para os ativos, com preço-alvo de R$ 63. Veja mais sobre as perspectivas do setor de varejo clicando aqui.

Também uma empresa de consumo, quem registrou forte desempenho no mês foi a Natura (NTCO3). A companhia anunciou nos primeiros dias do ano a conclusão da compra da Avon Products e que o Conselho de Administração aprovou a incorporação da fabricante norte-americana de cosméticos, em negócio que criou o quarto maior grupo de beleza do mundo.

Na primeira sexta-feira do ano, a empresa anunciou Roberto Marques, até então presidente do conselho de administração, como principal executivo do grupo. Ele está no conselho da Natura Cosméticos S.A. há quatro anos, comandou, em 2017, a bem-sucedida compra da rede internacional de lojas The Body Shop e vai chefiar a integração com a Avon. Confira mais sobre os desafios da empresa após a aquisição da Avon clicando aqui. 

Também em destaque, está a Totvs (TOTS3), com ganhos de 15,65%. A ação da companhia estreou em janeiro na carteira teórica do Ibovespa, o que elevou o volume de negócios com o papel. Além disso, o banco americano Morgan Stanley divulgou relatório em que prevê um aumento de 55,5% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa no último trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com isso, a margem Ebitda da companhia (relação percentual entre a geração operacional de caixa e a receita líquida) deve saltar de 13% para 21% no mesmo período.

Em quinto lugar, está o IRB (IRBR3), com valorização de 15,10%, O UBS divulgou relatório em que destaca o cenário positivo para o mercado de resseguros no Brasil em 2020 e a melhora operacional da IRB esperada para este ano. O banco suíço elevou suas estimativas de resultado para a companhia e, agora, vê espaço para a receita líquida crescer cerca de 18% ao ano em 2020 e 2021.

O UBS elevou o preço-alvo dos papéis de R$ 41,50 para R$ 50,00 e reiterou recomendação de compra, destacando “o crescimento sólido da receita líquida no mercado local, aproveitando suas vantagens competitivas únicas; as maiores oportunidades decorrentes do mercado internacional; e um dos maiores ROEs [retorno sobre o patrimônio] entre os players globais.”

Confira as maiores altas do Ibovespa no mês de janeiro:

Empresa  Ticker  Cotação  Variação no mês
Via Varejo VVAR3 R$ 14,00 +25,34%
Natura NTCO3 R$ 47,58 +23,04%
Magazine Luiza MGLU3 R$ 55,80 +17,07%
Totvs TOTS3 R$ 74,65 +15,65%
IRB IRBR3 R$ 44,83 +15,10%

 

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Ibovespa tem maior queda mensal desde fevereiro de 2019 e dólar tem maior alta para janeiro em 10 anos

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (31) e terminou janeiro com um forte recuo de 1,63%, o primeiro após quatro altas e a maior baixa mensal desde fevereiro de 2019, quando o índice registrou perdas de 1,86%. Foi também a maior queda do Ibovespa para um mês de janeiro desde 2016, quando o benchmark caiu 6,79%.

Já o dólar subiu 6,8% neste mês, registrando sua maior alta para um mês de janeiro em 10 anos. Foi também a maior alta mensal desde agosto de 2019, quando a moeda dos Estados Unidos teve alta de 8,76%.

Apesar da recuperação das bolsas na véspera após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o coronavírus uma emergência global, o Ibovespa voltou a cair hoje, com os investidores preocupados com a reabertura das bolsas chinesas na segunda-feira (3).

Os mercados da China estiveram fechados essa semana inteira por conta do surto de coronavírus, de modo que todo o impacto sofrido nas bolsas mundiais nos últimos dias pode ser sentido de uma vez só na bolsa de Xangai após o fim de semana.

O Ibovespa caiu 1,53%, aos 113.760 pontos nesta sexta com volume financeiro negociado de R$ 23,937 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial subiu 0,63% a R$ 4,2851 na compra e R$ 4,2858 na venda, marcando nova máxima histórica. O dólar futuro com vencimento em fevereiro teve alta de 0,58% a R$ 4,269.

No mercado de juros, o DI para janeiro de 2022 registrou ganhos de quatro pontos-base a 5,01%, o DI para janeiro de 2023 avançou três pontos, a 5,53% e o DI para janeiro de 2025 ganhou também três pontos-base a 6,24%.

Hoje, novamente as atenções se voltaram aos novos números vindos da China, onde o governo atualizou para 9.600 o número de pessoas atingidas pelo coronavírus, com 217 mortes. As bolsas da Ásia fecharam sem direção definida, om Tóquio em alta, mas Seul e Hong Kong em baixa, enquanto em Wall Street os índices futuros registram perdas de cerca de 0,5%.

O governo chinês divulgou esta manhã os índices PMI da indústria e dos serviços em janeiro, mas eles vieram dentro das projeções dos mercados, informam CNBC e CNN. A avaliação é que o surto terá impacto em cheio nos índices de fevereiro.

Indicadores econômicos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) contínua relativa a dezembro do ano passado, com o resultado caindo de 11,2% para 11,0% – menor dado desde março de 2016 -, ficando em linha com o que era esperado pelos analistas consultados pela Bloomberg.

Ainda no Brasil, as contas do setor público consolidado, que englobam o governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram um déficit primário de R$ 61,872 bilhões em 2019 (0,85% do PIB), segundo o Banco Central. Com isso, a meta fiscal para o ano passado foi formalmente atingida.

Já na União Europeia, o Eurostat divulgou o PIB do quarto trimestre da Zona do Euro, bem como a prévia da inflação de janeiro nos 19 países.

O Produto Interno Bruto cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2019 ante o terceiro trimestre, segundo dados preliminares divulgados hoje pela Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 0,2% no período.

Infraestrutura

Em março, Bolsonaro fará uma viagem a Miami para assinar dois acordos com o governo dos Estados Unidos: um deles, para parcerias entre indústrias dos dois países na área da Defesa; o outro, para que o Brasil seja incluído no programa “América Cresce”, de investimentos de Washington em infraestrutura e energia na América Latina e no Caribe. Argentina e Chile já participam deste programa, informa coluna do jornal O Globo. O objetivo do “América Cresce” é limitar a expansão chinesa na região.

Noticiário corporativo

A BR Distribuidora informou ontem que recebeu o valor de R$ 37,4 milhões da estatal Eletrobras, referente a uma dívida que a empresa e suas subsidiárias têm com a companhia. Segundo a BR – que não informou qual é o valor total da dívida – a Eletrobras e suas subsidiárias já pagaram R$ 4,2 bilhões. Já a operadora de telefonia Oi, que está em recuperação judicial, comunicou ao mercado que venderá um imóvel pelo preço de R$ 120,5 milhões, localizado no bairro do Botafogo, Rio de Janeiro.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
TOTS3 2.3934 74.44
JBSS3 2.30056 27.57
YDUQ3 1.35781 53
COGN3 1.13142 11.62
MRFG3 0.73937 10.9

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
VVAR3 -3.89078 14.08
HGTX3 -3.72237 24.83
NTCO3 -3.65679 47.16
BTOW3 -3.62162 71.32
CCRO3 -3.45745 18.15

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaura processo sobre práticas JBS, BRF com preço de milho. A investigação baseia-se em falas na qual os CEOs da JBS, Gilberto Tomazoni, e da BRF, Lourival Luz, disseram que para compensar impacto da disparada do milho no mercado doméstico, o preço será repassado ao consumidor. BRF afirmou em nota que atua de forma ética e íntegra em todos os negócios; JBS disse que rechaça qualquer alegação de prática de cartel.

A oferta de 54 milhões de ações da Positivo movimenta R$ 353,7 milhões. No radar da Vale, a Litela reduziu participação acionária, passando a ter 10,13%.

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Resultado da Tesla mostra que a montadora é capaz de dar lucro e produzir em larga escala

Apresentação do Model 3 em uma feira de carros. O veículo é vermelho e há um banner da Tesla na parte superior da imagem

Os mais recentes resultados trimestrais da Tesla, anunciados no meio da semana, mostraram o que muitos consideravam impossível: Elon Musk pode de fato ter criado uma montadora de verdade.

Depois de anos de atrasos, prejuízos, metas não-cumpridas, polêmicas desnecessárias, espetáculos de mídia e promessas grandiosas, Musk finalmente parece ter encontrado o caminho para transformar a Tesla em uma fabricante de carros como qualquer outra – ou seja, uma companhia capaz de produzir veículos em larga escala e, quem diria? Até mesmo dar lucro.

A Tesla produziu 367 500 carros elétricos no ano passado, ultrapassando as previsões mais otimistas dos analistas de Wall Street e deu um lucro pelo segundo trimestre consecutivo (apesar de ter ficado no vermelho quando se considera o ano passado todo).

A reação a esses números foi imediata. As ações da empresa dispararam e levaram o valor de mercado da Tesla a US$ 116,4 bilhões, basicamente a soma da Volkswagen (US$ 81,8 bilhões e mais de 10 milhões de carros produzidos ao ano) com a Ford (US$ 35,1 bilhões, 5,9 milhões de carros).

Há poucas dúvidas de que uma fatia crescente dos consumidores está pronta para abandonar a gasolina, e os investidores enxergam nessa transição uma enorme oportunidade. O que faltava até agora era a confiança de que a Tesla fosse capaz de provar que uma montadora exclusivamente elétrica pudesse ser viável.

Fabricar carros é um negócio de gente grande, e não é à toa que não se ouve falar de montadoras startups. Com uma oferta crescente de modelos, uma nova fábrica na China e outra planejada para a Alemanha, e uma liderança indiscutível em tecnologia e reconhecimento de marca no setor de veículos elétricos, a Tesla está mostrando que merece entrar para esse seleto clube.

Os analistas do Crédit Suisse acreditam que a produção da companhia atinja mais de 550 000 unidades este ano. O Morgan Stanley estima que em 2030 a companhia esteja produzindo 2 milhões de veículos ao ano. Parte desse crescimento se explica pela fábrica inaugurada em Xangai no final do ano passado. Entre o acordo fechado com o governo chinês e a produção do primeiro carro, passaram-se apenas 18 meses.

Velocidade é um fator essencial para a companhia. Em primeiro lugar, porque a história da Tesla até aqui foi cheia de tropeços. Em 2016, quando foi anunciado o Model 3, primeiro modelo da companhia com preços para competir com as montadoras tradicionais, Musk subestimou a complexidade de produzir o veículo em grande escala.

O que se viu foi um pesadelo para Musk. Numa entrevista concedida no final de 2018, ele disse que os problemas para aumentar a escala de produção do Model 3 foram tão graves que sua empresa esteve a “semanas” de morrer.

Alguns do carros que saíam da linha de produção – que incluía uma enorme tenda anexa ao prédio principal da montadora, na cidade de Fremont, Califórnia – tinham rachaduras nos vidros e riscos na pintura. A Tesla chegou a contratar oficinas da região para fazer retoques antes de entregar os Model 3 aos compradores.

Apesar dos problemas, o Model 3 foi um sucesso de crítica e de público, com números de vendas que superaram concorrentes diretos, como BMW 3 Series e Mercedes C-Class (ambos movidos a gasolina). Depois de solucionadas as questões de manufatura, o Model 3 tornou-se o maior sucesso dos 16 anos da Tesla.

A nova aposta da companhia é o Model Y, que começou a ser produzido no início deste ano e será entregue para os primeiros compradores em março – alguns meses antes do prazo anunciado, algo inédito para a Tesla. O Model Y é mais um sinal de que a Tesla está deixando o mercado de luxo para trás e se concentrado no mercado de massa.

“A marca Tesla tem mais prestígio que os híbridos mainstream, mas um preço mais baixo que os concorrentes de luxo”, afirmou numa entrevista recente Jessica Caldwell, analista da empresa de pesquisa de mercado Edmunds.

Outro indicador essencial para o sucesso de longo prazo da companhia é o mercado internacional. Apesar de uma desaceleração nas vendas nos Estados Unidos – causadas em parte pela redução de um incentivo fiscal destinado à compra de veículos elétricos –, os mercados europeu e chinês compensaram a retração doméstica. Além da recém-inaugurada fábrica na região de Xangai, a empresa promete começar a produzir carros em Berlim no final do ano que vem.

Uma parte essencial do negócio da Tesla são as baterias, produzidas na chamada “Gigafactory”, no estado americano de Nevada (e logo também na China). A capacidade de armazenamento de carga dos carros é um dos diferenciais essenciais dos carros da companhia em relação à concorrência, bem como um dos argumentos de venda mais importantes para os consumidores que temem ficar a pé por causa de baterias descarregadas.

Em novembro passado, Elon Musk tuitou que depois do Cybertruck, uma picape de visual retrofuturista que deve estar disponível ano que vem, não haveria mais anúncios de novos modelos “por um tempo” — mas este ano reservaria novidades tecnológicas “inesperadas”.

Uma das especulações é que, num evento anual para investidores para falar especificamente de baterias, Musk esteja pronto para anunciar a “Million Mile Battery”, uma bateria que dure 1,6 milhão de quilômetros. Isso é mais que o dobro da vida útil das baterias encontradas nos modelos vendidos hoje e equivaleria a cerca de 20 anos de uso contínuo.

Os avanços tecnológicos no que diz respeito às células de armazenamento de energia talvez sejam a conquista menos reconhecida da Tesla. Há cerca de dez anos, as baterias usadas nos veículos elétricos duravam mais de 160 000 quilômetros – o que significa a obrigação inescapável de trocá-las (para o consumidor) e reciclá-las (para a Tesla).

As inovações da companhia, desenvolvidas com alguns dos maiores especialistas do mundo em baterias de íons de lítio, são mais um indicador de que a Tesla está levando muito a sério o objetivo de ser a primeira história de sucesso de uma nova geração de montadoras.

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Bitcoin sobe 31% e tem melhor janeiro desde 2013

SÃO PAULO – Na contramão da maior parte do mercado, o Bitcoin subiu 30% no último mês, registrando assim seu melhor janeiro desde 2013, quando disparou 54%.

A maior criptomoeda do mundo era negociada a US$ 9.419 na noite desta sexta-feira (31), uma alta de 31,55% sobre os US$ 7.160 cotados no dia 1º de janeiro. Com isso, o Bitcoin reverteu a série negativa em primeiros meses do ano, já que desde 2015 e moeda digital caiu em janeiro.

O preço da moeda digital chegou a cair abaixo de US$ 7 mil nos primeiros dias do ano, mas logo reverteu e engatou um forte movimento de alta puxado pelo ataque dos Estados Unidos que matou o general iraniano Qasem Soleimani.

Este ataque reforçou o uso do Bitcoin como um ativo de proteção em momentos de tensão no mercado tradicional, conforme especialistas já vinham apontando em casos como a crise na Argentina e Venezuela, onde houve um grande aumento na busca pela cripto.

Leia também: Os 3 fatores que podem fazer o Bitcoin subir neste ano, depois de dobrar de valor em 2019

Na sequência, um outro fator de pânico nos mercados também favoreceu a alta do Bitcoin: o coronavírus. Enquanto as bolsas do mundo todo registraram fortes quedas nas últimas semanas, o Bitcoin disparou, registrando ganhos mais expressivos que o ouro, ativo muito buscado por investidores que querem proteção.

Vale ressaltar que analistas têm apontado que o ano de 2020 promete ser bastante positivo para o Bitcoin particularmente por conta do chamado “halving”, evento em que a recompensa dos mineradores cai pela metade. A expectativa é que isso ocorra no início de maio, mas tem puxado os preços desde o ano passado.

Atualmente, para cada bloco minerado, o prêmio é de 12,5 bitcoins, valor que cairá pela metade em breve. Com isso, a oferta da criptomoeda será reduzida, fazendo com que haja uma pressão de alta sobre o preço.

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NDF: entenda como funciona o Contrato a Termo de Moeda

Você já ouviu falar em NDF? Esse tipo de operação é comum no mercado financeiro, utilizada especialmente por quem busca mais proteção nos investimentos.

O conceito é bem simples: as partes envolvidas, isto é, quem compra e quem vende, estabelecem um acordo entre a taxa à vista principal e a taxa NDF contratada.

Mas como funciona esse tipo de operação cambial? Quais são as diferenças entre NDF e contrato a termo? É uma opção realmente segura?

A seguir, você confere quais são as vantagens desse tipo de operação e de que forma ela é realizada. Acompanhe!

Afinal, o que é NDF?

O Non-Deliverable Forward (NDF) é um contrato de derivativos de câmbio, sem entrega física de moeda.

Funciona da seguinte forma: as duas partes fazem um intercâmbio de caixa e concordam em fixar uma taxa à vista para uma data futura.

O propósito do NDF é estabelecer uma taxa de câmbio para um período posterior. Portanto, no dia do vencimento, é realizado o cálculo do ajuste de preços — a diferença entre o valor acordado previamente e o valor da moeda no dia do vencimento da operação.

Os maiores mercados de NDF estão na rúpia indiana, no yuan chinês, no won sul-coreano, no novo dólar de Taiwan e no real brasileiro. O maior segmento de negociação de NDF está localizado em Londres, com mercados ativos também em Nova York e Cingapura.

O que é contrato a termo?

O contrato a termo é um acordo no qual duas partes estabelecem previamente um compromisso de compra e venda. Os preços são decididos e fixados para uma data no futuro, em geral negociados no mercado de balcão.

As partes envolvidas ficam vinculadas até a liquidação do valor, que ocorre na data de vencimento estipulada previamente.

Em resumo, o contrato a termo apresenta algumas características básicas, como:

  • pode ser negociado por meio de um contrato particular;
  • não precisa de um padrão;
  • a entrega é estipulada previamente no contrato;
  • as diferenças de preços são corrigidas no dia do vencimento.

Qual é a importância de se proteger no mercado?

Firmar um contrato a termo é uma das maneiras utilizadas para se proteger no mercado. Negociações como o NDF ajudam quem opta por esse tipo de operação a se defender contra variações do preço da moeda, que nem sempre são vantajosas ou previsíveis.

Por ser um contrato com preços já firmados, acaba reduzindo o risco para ambas as partes negociantes.

O valor do contrato é fixo e inalterável, independentemente de mudanças no mercado de capitais. No entanto, quem realiza esse tipo de operação deve ter em mente que o preço no dia do vencimento pode ser maior ou menor do que aquele acordado anteriormente.

O contrato a termo é uma espécie de ferramenta de hedge cambial — isto é, um derivativo comumente utilizado para reduzir possíveis riscos em operações financeiras. Logo, é uma alternativa viável para quem busca mais segurança e facilidade.

Quais são as vantagens do NDF?

Afinal, quais são as vantagens do NDF? Veja a seguir!

  • os contratos de NDF estão disponíveis em uma ampla gama de moedas;
  • fornece meios de negar o risco cambial em mercados nos quais a entrega física não é possível;
  • funciona como um contrato a termo regular, mas sem entrega física;
  • oferece proteção contra movimentos adversos na taxa de câmbio das moedas durante a vigência do contrato;
  • é adaptado às suas necessidades — a data de fixação e o valor são escolhidos por você;
  • prazos e valores são mais flexíveis;
  • o contrato é amplamente detalhado;
  • não são realizados ajustes diários;
  • a liquidação acontece apenas no dia do vencimento;
  • é uma opção segura, pois existe a possibilidade de vincular uma garantia ao NDF. Logo, em caso de descumprimento das regras, há uma proteção extra.

Como calcular o termo da moeda?

Operações de contrato a termo da moeda são iniciadas definindo o prazo e o valor das partes interessadas. Esse é o momento em que uma empresa de importação ou exportação, por exemplo, pretende realizar o hedge.

Vamos a um exemplo prático: se uma empresa que realiza importações precisa pagar por mercadorias no valor de 600 mil dólares, no dia 15/02/2020, e acredita que o preço do dólar pode flutuar muito em relação à moeda brasileira, ela pode fazer um contrato a termo.

O preço à vista em 15/12/2019 é de R$ 3,00. A empresa, então, fixa a taxa de compra dos dólares a R$ 3,10 para o dia 15/02/2020, esperando obter lucros no futuro. O cálculo a ser realizado, portanto, seria: 600.000 × (3,20 – 3,10) = R$ 60.000,00.

Caso o dólar no dia 20/02/2020 esteja valendo R$ 3,20, ela receberá um ajuste positivo. Porém, se o dólar estiver abaixo do valor esperado, ela receberá um ajuste negativo — depende de como estará o preço da moeda no dia do vencimento preestabelecido.

Em média, o prazo combinado para os contratos a termo é de 60 dias.

Como receber no mercado a termo?

No mercado a termo, os NDFs são liquidados com dinheiro. Isso significa que o valor nocional nunca é fisicamente trocado. O único dinheiro que de fato muda de mãos é a diferença entre a taxa de câmbio do momento presente e a taxa decidida no contrato do NDF.

Até o dia da liquidação do contrato, ambas as partes — compradora e vendedora — estão vinculadas. Portanto, ao final do prazo, o comprador paga pelo valor e deseja recebê-lo. O vendedor, por sua vez, entrega o pagamento correspondente ao final do contrato.

Logo, o NDF é amplamente utilizado por empresas, por conta de sua variabilidade e garantia: é possível firmar o contrato com qualquer tipo de valor, sem necessidade de caixa e com uma data de vencimento escolhida pelas partes.

Estabelecer um contrato a termo apresenta muitas vantagens, tanto para quem compra quanto para quem vende. Esse tipo de operação pode gerar ganhos consideráveis, tornando-se uma boa alternativa para quem deseja limitar o preço de uma operação de moeda estrangeira.

E se você gostou do nosso conteúdo sobre NDF e quiser aprofundar seus conhecimentos sobre o mercado financeiro, aproveite e faça o download gratuito do nosso Guia completo sobre Consultoria de Investimentos!

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Banco pode reter dinheiro de cliente por suspeita de fraude?

SÃO PAULO – A empresária e blogueira Lorenna Vieira denunciou, na última quinta-feira (30) uma abordagem que afirma ter sido preconceituosa e racista em uma agência do Itaú Unibanco no Rio de Janeiro. Nas redes sociais, ela diz que foi impedida de acessar seu dinheiro, cujo fluxo “não era normal”, de acordo com os funcionários da instituição. Após longa espera na agência, ela diz que foi levada a uma delegacia, onde teria recebido tratamento humilhante. O banco alegou suspeita de fraude.

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Em nota à imprensa, a instituição financeira diz que “lamenta profundamente os transtornos causados” e que “a verificação de documentos é obrigatória nos casos em que o cliente não tenha em mãos o cartão do banco ou não faça uso de biometria para realizar saques”

“O objetivo do procedimento é garantir a segurança dos próprios clientes, e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero. Infelizmente, pessoas tentam aplicar diariamente golpes usando documentos falsos em agências do banco. Em razão desse procedimento, o Itaú Unibanco conseguiu evitar inúmeras fraudes dessa natureza contra seus clientes. O banco reitera o pedido de desculpas a Lorenna pelo incômodo que a abordagem causou a ela”, escreveu o Itaú.

De acordo com especialistas consultados pelo InfoMoney, é comum que bancos bloqueiem o acesso de correntistas a suas contas por suspeita de fraude quando grandes somas de dinheiro são transferidas de ou para a conta sem permissão do titular. Ainda assim, o cliente que passar por um bloqueio indevido deve ser indenizado pelos danos causados: a jurisprudência tende a favorecer o cliente lesado.

Pedro Paulo Barradas, sócios da área de Relações de Consumo do escritório Pinheiro Neto Advogados, explica que, na maioria dos contratos bancários há a previsão de que a instituição bloqueie a conta por suspeita de fraude, mas nunca sem aviso prévio. “O banco é depositário do nosso dinheiro, ele não só tem o direito como tem o dever de preservar esse dinheiro. Então ele pode ligar para o cliente e questionar alguma atividade suspeita”, diz o especialista.

Caso não haja fundamentos para a suspeita e o bloqueio do dinheiro cause algum dano, seja ele um atraso em um pagamento ou um constrangimento ao titular da conta, é passível de processo. “Para você pedir uma indenização, deve haver um prejuízo e o banco tem que ser o responsável por esse prejuízo”, comenta Barradas. “Se não houve um comunicado sobre o bloqueio da conta, o banco costuma perder na justiça” complementa.

Por fim, o advogado lembra que, se houve racismo, não se trata apenas de uma prática ilegal, mas de um crime. “Quem pratica esse crime não é o banco, e sim a pessoa física que o comete, seja o gerente do banco ou o segurança, por exemplo”. Nesse caso, acrescenta, o banco também pode ser processado, segundo ele, pois responde pelos atos de seus prepostos.

Repercussão

O caso criou um movimento de repúdio nas redes sociais, com os termos Itaú e #ItauRacista alcançando os trending topics do Twitter. Muitas manifestações iam no sentido de cancelar contratos com o banco. Lorenna diz que pretende processar o banco. Na mesma rende social, a instituição disse que “acredita que toda forma de discriminação deve ser combatida”.

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Fundos de ações: O que os melhores gestores do Brasil têm em comum?

Investidor acompanha ações

SÃO PAULO – Qual o segredo para garantir rendimentos expressivos com consistência ao longo dos anos, mantendo-se fiel aos seus valores e às ações escolhidas? Embora o atual movimento de bull market no Brasil esteja contribuindo para o desempenho de grande parte dos fundos de ações – em 2019, 76% desses produtos registraram alta maior que a do Ibovespa –, obter resultados acima da média exige um esforço contínuo e uma estratégia sólida.

Com frutos gerados pelo foco no longo prazo, pelo conhecimento aprofundado das empresas selecionadas, pela equipe alinhada e pela exposição equilibrada a cada papel, três fundos de ações se destacaram nos últimos anos e conquistaram as melhores posições no ranking feito pelo InfoMoney em parceria com a escola de negócios Ibmec.

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Os fundos de ações Real Investor, Brasil Capital e Equitas Selection têm muitos elementos em comum em sua trajetória. Nada de trocar incessantemente de papel na carteira ou de ter uma diversificação exponencial. As três casas têm uma atuação concentrada em ações, com foco na estratégia buy and hold e têm no máximo de 20 a 25 papéis no portfólio.

Escolhidas a dedo, as ações dos portfólios conquistam a confiança das gestoras apenas depois de um conhecimento profundo das companhias, em um trabalho de análise que pode levar longos meses, até anos.

Os fundos estão disponíveis hoje em diversas plataformas – embora o da Brasil Capital esteja fechado para novos aportes – e exigem investimentos mínimos a partir de R$ 5 mil.

Longe do “condado”

O fundo mais novo dos três, criado em 2012, encabeça o ranking. O Real Investor FIA, da gestora de mesmo nome, destoa da maior parte do mercado por ser comandando fora do eixo Rio-São Paulo.

Com sede em Londrina, a Real Investor é liderada por Cesar Paiva, fã confesso do megainvestidor Warren Buffett e que encontrou no livro “The Intelligent Investor”, de Benjamin Graham, a inspiração para o nome da gestora.

A história do fundo começou a partir de um clube de investimento montado por Paiva na crise financeira de 2008, que contava com apenas três cotistas e um patrimônio pouco acima de R$ 10 milhões. O bom desempenho ao longo do tempo levou o clube a crescer de tamanho e, em fevereiro de 2010, Paiva decidiu abrir a gestora.

Dois anos depois, o clube virava efetivamente um fundo de ações. O patrimônio hoje é de R$ 1,3 bilhão e o valor da cota já se multiplicou por mais de 15 vezes, conta o gestor e sócio fundador da Real Investor.

Com 23 pessoas na equipe, das quais 13 são sócias, a casa paranaense tem mais de 18 mil cotistas, número ampliado desde que o fundo entrou em plataformas, ao fim de 2017. Para Paiva, a distância do centro financeiro brasileiro não atrapalha. Pelo contrário.

“Sempre fui fã de Warren Buffett. Ele foi minha grande inspiração quando comecei a investir, lá em 2001. E ele sempre preferiu estar em sua cidade, Omaha. Ficava mais focado, fora dos burburinhos, das dicas de Nova York. Peguei um pouco dessas ideias”, conta. “Não estar no burburinho ajuda a ter convicções diferentes da média do mercado.”

Para selecionar os ativos da carteira, Paiva diz olhar para um grupo de 150 ações com o “mínimo de liquidez”, com foco em um prazo médio de dois a três anos de aplicação.

O fundador da Real Investidor se considera um “value investing raiz”, em referência à filosofia de investimento de Buffett, com uma equipe que leva a sério a disciplina e que investe apenas quando encontra uma boa empresa, com a ação negociada a um preço interessante.

“Sempre estamos investindo como se fôssemos maratonistas”, diz Paiva, para quem o foco final está no “arroz com feijão bem feito”, garantindo bons resultados no longo prazo, não a melhor tacada em um único momento.

E quais papéis mais contribuíram para a trajetória do fundo nos últimos anos? Direcional Engenharia está entre os destaques, ao lado de SLC Agrícola, Unipar Carbocloro e Schulz.

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Hoje as principais posições estão no setor de utilities, com Energias do Brasil e Neoenergia, além de Sanepar. O portfólio ainda é composto por papéis como os da Tupy, do Banco do Brasil e do Banrisul. “Achamos que os dois [bancos] estão baratos demais para ignorar”, assinala Paiva.

Embora avalie que o mercado de ações não está barato, Paiva diz estar confortável com a relação entre preço e lucro da Bolsa atualmente, de olho na volta do crescimento do Brasil e dos lucros das empresas.

Além do fundo de ações, seu carro-chefe, a Real Investor tem um multimercado, em que a principal estratégia é a de operações long & short, e lançou um fundo de previdência para replicar parte do produto de renda variável. A ideia agora é ter outro produto de previdência, porém voltado a investidores qualificados. A gestora estuda também ser “mais ativa” em investimentos no exterior.

Em busca de sócios para casar

Com o fundo mais antigo do ranking, iniciado em 2008, a Brasil Capital tem na constância de resultados um dos grandes trunfos da estratégia. Tanto que, além de conquistar a segunda posição na categoria dos melhores fundos de ações do ranking InfoMoney-Ibmec, o Brasil Capital FIC FIA marcou presença no grupo dos melhores fundos de renda variável da década.

Com 16 pessoas na equipe, das quais dez são sócias, a gestora leva a sério o foco no longo prazo e, por isso, estuda minuciosamente toda a cadeia produtiva de uma empresa antes de tomar uma decisão de investimento. O formato de decisão colegiada foi adotado praticamente desde o começo do fundo e atua como uma fortaleza na gestora, aponta Ary Zanetta, sócio e gestor da Brasil Capital.

“Desde o início, mais de dois terços do retorno bruto do fundo partiu de posições em que estávamos investidos há mais de três anos”, diz. “Acreditamos muito na geração de valor que a empresa traz com o tempo. O desejo é encontrar um negócio para sermos sócios para o resto da vida.”

Há quase nove anos trabalhando juntos, Zanetta, Andre Ribeiro e Bruno Baptistella são os três gestores da Brasil Capital, que conta com uma equipe de outros seis profissionais para analisar as empresas escolhidas.

As ações de Petrobras, Rumo e Cosan respondem hoje pelas três maiores posições do fundo, seguidas pelos papéis da Aliansce. Assim como no fundo da Real Investor, o portfólio costuma ter entre 15 e 20 empresas, com peso máximo de 20% por ação. Os oito papéis com as maiores posições respondem por mais de 60% do patrimônio, hoje em torno de R$ 7 bilhões.

Para estar na carteira, Zanetta explica que mais da metade da receita da companhia precisa partir do Brasil – a preferência recai sobre empresas menos cíclicas. Cosan e Itaúsa são as ações mais antigas da carteira, que tem uma rotatividade média de 25% do patrimônio ao ano.

Há também uma pequena exposição, abaixo de 10%, em empresas com teses mais “fora da caixa”, como XP, Mercado Livre e Centauro.

Assim como Paiva, mesmo após a forte alta do último ano, o gestor acredita que a Bolsa ainda apresenta boas oportunidades.

“Ainda estamos em um momento muito favorável para a economia e a Bolsa. Empresas que fizeram a lição de casa vão conseguir ter crescimento de lucro muito forte nos próximos três anos, e ainda tem muita ação que não reflete essa expansão”, afirma Zanetta.

100 mil novos cotistas em 2 anos

Embora desde o início vinculada ao universo corporativo, a história da Equitas nem sempre esteve focada na seleção de ações. Fundada originalmente como uma consultoria voltada a fusões e aquisições de empresas médias, a Equitas aproveitou o contato que mantinha com as companhias para virar uma gestora de fundos, de olho no crescimento da Bolsa.

No começo, contudo, o trabalho se voltou a um fundo do tipo long & short de baixa volatilidade. Com o tempo, em meio à percepção de descasamento entre o propósito do produto e o racional de investidores, a gestora ficou apenas com o Equitas Selection, seu fundo de ações.

Com nove pessoas na gestão, das quais cinco sócias, o fundo completa sua primeira década em 2020 e tem à frente da gestão Luis Felipe Amaral. Paulo Eduardo Lopes, Brunno Donadio, Sérgio Omati e, o mais recém-chegado, Vinicius Canheu completam o time de sócios e analistas seniores.

Com patrimônio de R$ 6,2 bilhões, a casa também repete alguns aspectos da “fórmula de sucesso” das outras gestoras mencionadas: baixo giro, foco no longo prazo e dedicação a ações.

A entrada no universo das plataformas abertas, a partir de maio de 2018, teve impacto significativo sobre o dia a dia da Equitas. O número de cotistas passou de menos de mil para mais de 100 mil e o valor médio de aplicação caiu substancialmente, de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões para uma faixa entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.

“Muita gente está começando agora, mas com decisão de longo prazo. Mudamos a maneira de nos comunicar”, diz Amaral.

Com 20 a 25 papéis no portfólio, o tempo médio de permanência nas ações é de 40 meses e a alocação tende a ficar entre 6% e 12% por ativo. “Nunca teve um papel premiado”, afirma o gestor, que refuta a ideia de ter uma única ação responsável por alavancar o desempenho do fundo.

Eztec é o papel mais antigo da carteira, presente desde a criação e com maior contribuição nos últimos 36 meses, seguido por CVC e B3. Hoje o portfólio conta ainda com nomes como Iguatemi, Azul, Petrobras, Intermédica, Localiza, Lojas Renner e Natura.

Além da previsão de lançar fundos de previdência neste semestre, a Equitas está de olho em estratégias em infraestrutura e, principalmente, no setor imobiliário, com possibilidade de criar um fundo imobiliário.

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