Saiba o que é a CETIP e quais são as suas garantias

Quando fazemos qualquer transação no mercado financeiro, alguns passos ficam ocultos. Por exemplo, ao investir em um CDB, vemos apenas que o dinheiro sai da nossa conta-corrente e passa a aparecer na aplicação. Contudo, existe uma instituição — a CETIP — que é fundamental nesse processo.

Entre suas atribuições, estão o processamento, registro, guarda e liquidação dos títulos financeiros do mercado privado. Neste artigo, você vai entender melhor o papel e a importância dessa instituição financeira. Confira!

O que é a CETIP?

CETIP quer dizer Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados. Ela integra o Sistema de Pagamentos Brasileiro e executa o papel de clearing (câmara de liquidação e custódia) do mercado de títulos.

Foi criada em 1984 por um conjunto de instituições financeiras, inicialmente como uma instituição sem fins lucrativos. Essa situação mudou em 2008, quando a empresa decidiu abrir seu capital e se tornou uma sociedade por ações.

Mais tarde, em 2017, ela passou por uma fusão com a BM&FBovespa, que formou a atual B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Atualmente, a CETIP é a maior depositária de títulos privados de renda fixa e derivados de toda a América Latina.

Para quê serve?

O papel da CETIP é garantir que um título e ativo privado seja negociado com segurança e eficiência. Para ter uma ideia, antes da sua criação, toda movimentação e liquidação era feita de forma física, com o uso de cheque. A CETIP centraliza as operações e faz esse processo de forma eletrônica. Por isso, é considerada uma integradora do mercado.

As atividades da CETIP são regulamentadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), autarquia ligada ao Ministério da Economia, e fiscalizadas pelo Banco Central. Além disso, ela conta com uma estrutura completa de autorregulação, que supervisiona todas as suas operações e atividades.

Como funciona na prática?

Você já viu que, entre as principais funções da CETIP, estão:

  • oferecer serviços de registro;
  • manter uma central depositária;
  • negociar e liquidar ativos e títulos.

Agora, vai entender como isso funciona na prática usando como exemplo um CDB (Certificado de Depósito Bancário), que é um título privado de renda fixa.

Quando um banco emite um CDB, esse título precisa ser registrado em algum lugar. A CETIP é o agente financeiro que faz esse registro, garantindo que aquele título existe, de fato, nas condições previstas.

Quando alguém aplica nesse CDB, quem faz a guarda desse título é a CETIP. Dessa forma, ele fica mais seguro do que se estivesse na instituição financeira. Se o banco ou a corretora quebrar, por exemplo, agiliza o reembolso pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Além disso, ela atua na movimentação dos ativos, ou seja, se você resgatar esse título, a transação passa pela CETIP. Isso garante que ele volte para a instituição financeira e a pessoa receba o valor do resgate. Tudo isso dentro do prazo e nas condições corretas.

Independentemente se vale a pena investir em renda fixa ou não, veja a seguir os principais tipos de investimentos disponíveis que são registrados na CETIP:

Um ponto interessante é que não são apenas investimentos que passam pela CETIP. Quando alguém faz um DOC ou uma TED, por exemplo, esse processamento também é realizado por ali. É a CETIP que assegura que o dinheiro vai sair de uma conta e cair na outra indicada, sem se perder pelo caminho.

Qual é o papel da CETIP em investimentos de renda fixa?

A CETIP é a responsável pelo registro, custódia e liquidação dos títulos privados de renda fixa e dos títulos públicos municipais e estaduais. Os títulos federais ficam sob a responsabilidade do SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia para títulos federais).

No caso das ações, quem cumpre esse papel é a CBLC (Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia). Uma diferença entre a CETIP e a CBLC é que a primeira realiza também liquidações em mercado de balcão. Trata-se de um ambiente que permite operações com títulos e ações não registrados na bolsa de valores.

Quais instituições participam da CETIP?

Mais de 17 mil instituições usam os seus serviços, como:

  • corretoras de valores;
  • bancos;
  • fundos de investimentos;
  • operadoras de consórcio;
  • empresas de leasing;
  • seguradoras;
  • fundações;
  • financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento);
  • cooperativas e bancos de crédito.
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O que a CETIP tem a ver com a taxa CDI?

Além de todas essas atribuições, a CETIP é responsável pelo cálculo da famosa taxa CDI (Certificado de Depósitos Interbancários) ou DI (Depósitos Interfinanceiros).

Esse indicador é muito usado especialmente em investimento de renda fixa com títulos privados. Você já deve ter ouvido falar, por exemplo, que um CDB tem rendimento equivalente a 100% do CDI.

Pelas normas do Banco Central, os bancos precisam encerrar o dia sempre com saldo positivo. No entanto, é muito comum que algumas instituições tenham uma saída maior de valores do que de entrada em determinada data.

Para cobrir essa diferença, as instituições fazem empréstimo entre si. É uma operação de curtíssimo prazo, normalmente de um dia, realizada por meio do CDI. Quem faz o registro dessas operações é a CETIP. Por isso, ela consegue calcular a taxa média de juros cobrada, que é justamente a taxa do CDI ou DI, usada como referência por todo o mercado.

Como usar a calculadora CETIP?

A CETIP oferece uma calculadora em que é possível conhecer a rentabilidade de aplicações ou contratos indexados à taxa CDI. Para usá-la, basta inserir os seguintes dados:

  • valor aplicado;
  • data inicial da aplicação;
  • data final da aplicação;
  • percentual da taxa DI.

Com isso, ela informa o rendimento em valores monetários daquela aplicação, de acordo com as informações fornecidas.

Qual é a garantia dos investimentos na CETIP?

A CETIP apresenta uma espécie de selo de qualidade chamado Selo Certifica. Ele garante que todas as aplicações realizadas em renda fixa sejam registradas e identificadas no CPF ou CNPJ de quem fez a operação. Isso sem importar qual foi o valor investido.

Agora você já sabe o que faz a CETIP e a sua importância para o mercado. Ela serve como plataforma eletrônica e presta serviços de registro, custódia e liquidação para títulos privados de renda fixa e diversas outras operações. Quer aprender a investir melhor e ter uma solução especializada para o seu caso? Entre em contato conosco!

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Como começar a investir em 8 passos

Você já tentou aprender algo novo? Pode ser um idioma, tocar um instrumento ou mesmo dirigir. No início, não sabemos direito o que fazer, erramos e nos atrapalhamos. O caminho para o sucesso, no entanto, não é nenhum segredo: estudo e persistência. Se você quer saber como começar a investir, a lógica é exatamente a mesma!

Aprender a investir é muito importante. Afinal, são suas aplicações que vão permitir que você tenha recurso necessário para enfrentar imprevistos, tirar um plano do papel e ter uma aposentadoria tranquila.

Pensando nisso, elaboramos este guia bem prático. O objetivo é ajudar você a entender como começar a investir e alcançar os objetivos que traçou para a sua vida. Veja quais passos seguir!

1. Faça um planejamento financeiro

Você já deve ter ouvido uma máxima que diz que o que não pode ser medido não pode ser gerenciado. Em certas áreas da vida, isso é bem óbvio.

Se alguém vai ao médico, não chega e pede o melhor remédio que ele tem. Na verdade, a pessoa explica o que está sentindo, é examinada, faz exames e, só então, o especialista fecha um diagnóstico e prescreve um tratamento.

A mesma coisa vale para quem vai reformar um imóvel. O arquiteto vai estudar a planta, a metragem, o estado geral da construção, suas necessidades e desejos e, a partir daí, propor um projeto.

Desses exemplos podemos tirar duas conclusões. A primeira é que precisamos ter um bom conhecimento da situação atual, com um mapeamento detalhado sobre o que vamos trabalhar. O segundo aprendizado é que o ideal para uma pessoa pode não ser o melhor para outra.

Por isso, conheça bem sua situação financeira: anote todas as suas receitas e despesas com atenção. Temos a tendência de deixar de fora pequenos gastos que não parecem relevantes, mas que, somados, fazem muita diferença. Se você usa aplicativo de transporte para ir trabalhar todos os dias e gasta R$ 8 em cada corrida, são R$ 352 por mês. Na ponta do lápis não é tão pouco assim, concorda?

Nesse sentido, seja uma pessoa honesta consigo mesma. Se precisar, gaste algum tempo observando cada gasto e conta, de modo que o orçamento fique mais realista. Como muita gente tem dificuldade em contabilizar pequenas compras, como aquele chiclete ou o cafezinho, uma dica é separar um valor semanal e ater-se a isso.

Feito o levantamento, analise o que pode ser eliminado ou reduzido. Não tenha medo de cortar aquele gasto que não produz um grande benefício para você. Ter um dinheiro para investir vai trazer vantagens muito maiores!

2. Destine parte do que ganha aos investimentos

Muita gente acha que dinheiro para investir é o que sobra no fim do mês. O problema é que dificilmente sobra, não é? Se existe um valor restando na conta, a pessoa aproveita para comprar alguma coisinha que estava querendo. Ou quem sabe para jantar fora com a família ou trocar um aparelho doméstico que já está velho. 

É a mesma coisa que tentar criar o hábito de se exercitar, mas ir à academia só quando dá tempo. A temporada nova da série, o barzinho com os amigos ou o cansaço do fim do dia sempre vão sobrepor o treino.

Então, para dar certo tem que haver comprometimento. Você precisa separar uma quantia determinada da sua renda para investir. O percentual vai depender da sua condição e do planejamento mencionado no tópico anterior. 

O importante é que você se comprometa: quando receber seu pagamento, já separe o valor e invista imediatamente. Não importa que seja pouco, com R$ 30 ou R$ 50 por mês já dá para começar.

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3. Defina metas de curto, médio e longo prazo

Não adianta ter apenas um objetivo solto ou investir sem um propósito bem delineado. Portanto, vale a pena atentar para três motivos principais pelos quais investimos. Veja a seguir!

Curto prazo — reserva de emergência

O primeiro deles é ter uma reserva de emergência para imprevistos. Em momentos de crise, como a pandemia do novo coronavírus, muita gente perdeu parte ou toda sua renda. 

Essa atitude, no caso, torna-se uma espécie de margem de garantia. Afinal, quem tem uma boa reserva consegue atravessar esses períodos de forma bem menos traumática. Não tem necessidade de cancelar o plano de saúde ou interromper os estudos.

Já quem que não guarda nada do que ganha corre sérios riscos. E essa prática não vale apenas para um momento tão atípico como uma crise mundial. Há questões que, infelizmente, são relativamente comuns ao longo da vida. Pode ser uma doença que exija tratamento ou medicamentos caros ou um período de desemprego, por exemplo.

A ideia é ter algo em torno de três a seis vezes a sua renda mensal. Quanto mais compromissos financeiros você tem, maior deve ser o valor reservado.

Longo prazo — aposentadoria

A segunda razão para investir é a aposentadoria, uma meta de longo prazo. O valor pago pela Previdência Social é baixo e muitas vezes insuficiente para garantir uma vida digna. Além disso, o país já passou por algumas reformas que tornaram as regras ainda mais rígidas.

A população também está vivendo cada vez mais. Segundo dados do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro atualmente é de 76 anos. Mas é bem comum que as pessoas vivam 80 ou 90 anos. 

Isso quer dizer que, se você parar de trabalhar aos 65 anos, vai precisar de dinheiro para viver mais uns 20 ou até 30 anos. Construir um patrimônio que garanta renda por um período tão prolongado exige disciplina e planejamento — então, quanto mais cedo começar, melhor.

Médio prazo — seus objetivos de vida

Agora, vamos falar das metas de médio prazo. Elas variam de pessoa para pessoa. Pode ser fazer uma viagem para o exterior, pagar uma pós ou comprar um carro, por exemplo.

Separar os valores por prazo ou objetivo vai facilitar sua vida na hora de decidir como investir o dinheiro. Isso porque as aplicações mais indicadas para metas de curto prazo não são as mesmas daquelas recomendadas para o longo prazo.

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4. Descubra qual é o seu perfil de investidor

Aqui, podemos usar de novo a comparação com o médico e com o arquiteto. As pessoas são diferentes umas das outras, com características, necessidades e perfis psicológicos próprios. Quando aplicamos isso ao mundo dos investimentos, estamos falando principalmente da forma como lidamos com o risco.

Existem pessoas para quem isso não é um problema. Elas consideram que, para ter a possibilidade de ganhar mais no longo prazo, é preciso aceitar perdas no curto prazo. Já outras não querem ver sua carteira no negativo nunca e, quando isso ocorre, sentem desconforto e até mesmo pânico.

Além do aspecto emocional, ou seja, da tolerância ao risco, o perfil também deve levar em consideração a capacidade de tomar risco. Alguém pode se sentir absolutamente tranquilo com as oscilações do mercado, mas tem muitos compromissos financeiros e uma reserva de emergência baixa. Então, então, nesse momento, deve adotar um perfil mais conservador.

De forma geral, os especialistas costumam classificar os perfis em três categorias:

  • conservador: é aquele que não gosta de ver seus investimentos com variação negativa e prioriza a segurança, mesmo que isso signifique uma rentabilidade menor;
  • moderado: aceita colocar parte do dinheiro em aplicações com algum risco, em troca da possibilidade de ter um retorno maior. Mas ainda quer segurança para a maior parcela de sua carteira;
  • agressivo: procura maior rentabilidade no longo prazo e entende que as oscilações de curto prazo fazem parte dos movimentos normais de mercado.

É importante destacar que uma mesma pessoa consegue mudar de perfil com o tempo. Ela pode ganhar mais conhecimento e passar a se sentir mais confortável com o risco. Ou as suas condições podem permitir que ela faça investimentos mais ousados (ou o contrário).

5. Conheça as principais terminologias do mercado financeiro

Conhecer os principais termos próprios do mercado financeiro vai ajudar você a tomar decisões mais fundamentadas. Confira!

Renda fixa

Um investimento de renda fixa é aquele em que o rendimento é conhecido no momento da aplicação. Isso pode se dar de duas formas. A primeira delas é quando você sabe exatamente quanto vai ganhar se ficar com aquela aplicação até o seu vencimento. Nesse caso, é uma aplicação de renda fixa prefixada.

A outra é quando sabemos que o rendimento daquela aplicação vai acompanhar o desempenho de algum indicador, como o CDI, a Selic ou o IPCA. Nesses casos, dizemos que se trata de renda fixa pós-fixada.

Taxa Selic

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central (BC) a cada 45 dias. Essa é a porcentagem que o governo paga para quem compra os títulos públicos federais que são indexados à Selic, chamados de Tesouro Selic. É também uma referência no mercado financeiro.

CDI

Por norma do BC, os bancos precisam terminar o dia sempre com saldo positivo. Como às vezes sai mais dinheiro do que entra no caixa, eles fazem empréstimos entre si, de curtíssimo prazo, normalmente de um dia apenas. Esses empréstimos ocorrem por meio dos CDIs (Certificados de Depósito Interbancário).

Todos os dias é calculada a média das taxas de juros praticadas nessas operações, que é a taxa CDI. Por sua vez, CDI e Selic costumam andar muito próximas. Da mesma forma que a Selic é usada como referência nos títulos públicos, o CDI é a principal referência dos títulos privados.

Assim, você sabe que um CDB pós-fixado indexado ao CDI é um título privado emitido por um banco cujo rendimento está atrelado ao CDI.

Renda variável

Por oposição, os investimentos de renda variável são aqueles em que não é possível saber de antemão qual será o rendimento que vão ter. O principal exemplo é o mercado de ações. Quando você compra uma ação, a cotação daquele ativo pode subir ou cair e voltar a subir ou cair com o tempo.

6. Acompanhe o noticiário econômico

Os investimentos são afetados pelo que acontece no mundo real. Uma alta na taxa Selic, por exemplo, eleva a rentabilidade dos títulos de renda fixa. Ao mesmo tempo, tira dinheiro da economia e torna o crédito mais caro. Isso pode ser negativo para o ambiente de negócios — tanto para empresas quanto para o mercado de ações.

Uma grande crise econômica pode afetar o mercado, mas alguns setores serão mais impactados do que outros. Da mesma forma, mudanças na legislação ou na regulamentação de determinados segmentos podem mudar totalmente o cenário, aumentando a concorrência ou restringindo a atuação de empresas.

Isso não significa que você deva mudar sua carteira de investimentos a cada notícia. No entanto, é sempre importante saber o que está acontecendo e analisar se é preciso fazer algum ajuste ou mesmo se há alguma oportunidade nova.

7. Diversifique seus investimentos

O mandamento número um do mundo dos investimentos é: não coloque todos os ovos na mesma cesta. Como vimos acima, os eventos afetam o mercado financeiro de diferentes formas. Então, diversificar é a melhor maneira de reduzir os riscos e, ao mesmo tempo, de aumentar as chances de ganhos.

Aqui é preciso fazer uma observação importante: para formar uma carteira balanceada é preciso ter aplicações com riscos diferentes. Diversificar não é colocar um pouco do dinheiro em Tesouro Selic e outro tanto em CDB pós-fixado indexado ao CDI. Isso porque ambos têm a rentabilidade atrelada à taxa de juros.

8. Conte com um parceiro estratégico

O mercado financeiro é vasto e variado. Para formar uma carteira virtual de investimentos que seja a mais adequada para os seus objetivos, o ideal é contar com um parceiro estratégico.

Um profissional da área conhece todas as possibilidades disponíveis no mercado. Ele é capaz de indicar uma carteira balanceada de acordo com as condições de mercado e suas particularidades. Além disso, vai levar em conta tanto as suas necessidades quanto o seu perfil de aplicação.

Com isso, você já sabe como começar a investir e tem as ferramentas básicas para sair da teoria e partir para a ação. Para isso, conte com a Magnetis. Nós ajudamos nesse processo desde os primeiros passos. Entre em contato conosco e converse com um de nossos especialistas!

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O que é imposto e quais são os principais cobrados no Brasil?

Os tributos fazem parte da sua vida e estão presentes no seu dia a dia, mesmo que você não se dê conta disso. Eles estão embutidos nos produtos que compra e também nos serviços que consome. Muita gente, no entanto, não sabe o que é imposto e sua diferença em relação a tributo.

Outro aspecto importante é por que a pessoa que investe precisa entender esses conceitos. Neste artigo, você terá um panorama completo das dúvidas mais frequentes envolvendo a questão tributária no Brasil. Vai conhecer ainda quais são os impostos mais conhecidos e o impacto da cobrança nos seus investimentos. Confira!

Afinal, o que é imposto?

O Brasil é o segundo país que mais cobra impostos na América Latina, perdendo apenas para Cuba, que está no topo do ranking. Por isso, trata-se de um tema relevante para os cidadãos.

De acordo com a legislação tributária brasileira, o imposto é categorizado como um subtipo de tributo. Isso quer dizer que o tributo se divide em cinco espécies:

  • imposto;
  • taxa;
  • contribuição especiai;
  • contribuição de melhoria;
  • empréstimo compulsório.

Nesse conexto, o tributo é uma prestação pecuniária compulsória instituído por uma lei específica. O imposto, por sua vez, sendo um subtipo de tributo, também se enquadra como uma prestação pecuniária compulsória, instituída em lei e cobrada do contribuinte por uma entidade administrativa.

O que diferencia o imposto de outro tipo de tributo é que ele só será cobrado a partir da ocorrência de um fato gerador, que dá causa àquela cobrança. O não pagamento poderá acarretar alguma sanção na esfera civil e/ou criminal, imposta de acordo com a legislação.

Então, essencialmente, o que você precisa saber é que o imposto é um tipo de tributo não vinculado. Isso quer dizer que ele será devido pelo contribuinte independentemente de uma contraprestação específica do Estado.

Qual sua finalidade?

Na prática, o objetivo do recolhimento de imposto, no âmbito da máquina estatal, é arrecadar recursos para custear despesas públicas com educação, saúde, segurança, transporte, saneamento, entre outros. Isso significa que, muito embora ele não esteja atrelado a uma contraprestação específica, o Estado deve utilizá-lo em favor da sociedade.

Por que o Brasil cobra tantos impostos?

Essa é uma dúvida recorrente do brasileiro, que se questiona a causa de uma cobrança tão expressiva de tributos por parte dos órgãos governamentais. A principal causa está relacionada à existência de tributos nos três âmbitos do governo: federal, estadual e municipal.

O cidadão é obrigado a pagar impostos nas três esferas, ou seja, deve cumprir sua obrigação tributária em favor do município onde vive, bem como do Estado e da união. Acontece que a quantidade considerável de leis e um sistema burocrático e complexo fazem com que o número de tributos seja elevado.

Quais os principais impostos cobrados no Brasil?

Existem diversos impostos cobrados no território brasileiro. Elencamos a seguir alguns dos principais, categorizando-os de acordo com a sua esfera. Veja só!

Impostos federais

Todos os impostos federais são cobrados pela União e os valores recolhidos, convertidos para os cofres públicos da federação. Entre os mais conhecidos, estão:

  • Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF): cobrado de todas as pessoas físicas sobre sua renda, caso elas se enquadrem nos critérios estabelecidos pela Receita Federal, com rendimentos tributáveis. Quem investe também deve ficar atento às regras de declaração de IR de acordo com as suas aplicações;
  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ): também é um imposto sobre a renda, neste caso, cobrado de pessoas jurídicas (que operam com um CNPJ) com base no seu faturamento;
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): cobrado sobre operações financeiras como investimento, crédito, câmbio e seguro. Por isso, quem atua no mercado de investimentos deve avaliar a incidência desse tributo;
  • Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR): tributo cobrado de proprietários de imóveis rurais.

Impostos estaduais

No âmbito estadual, os impostos são cobrados e o valor arrecadado é revertido para os cofres públicos do Estado. Entre os principais, destacamos:

  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): como o nome já sugere, o ICMS é um imposto cobrado nas operações de venda e circulação de mercadorias;
  • Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA): todos os proprietários de veículos automotores são obrigados a recolher o tributo de acordo com as regras do seu Estado;
  • Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD): em caso de falecimento e transmissão de herança, um herdeiro é obrigado a pagar o ITCMD, também seguindo as regras e alíquotas estabelecidas pelo seu Estado.

Impostos municipais

Por fim, temos os impostos cobrados pelo município e o valor arrecadado é igualmente convertido para os cofres públicos da cidade onde o contribuinte reside. Entre os impostos de competência municipal, destacamos:

  • Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU): cobrado do cidadão que tem uma propriedade de imóvel urbano;
  • Imposto sobre Serviços (ISS): incide sobre uma operação envolvendo prestação de serviço;
  • Imposto sobre Transmissão de Bens Inter Vivos (ITBI): imposto recorrente da operação de compra e venda de imóvel.

Como os impostos impactam os investimentos?

Antes de escolher um investimento é essencial avaliar seu objetivo pessoal: você quer planejar a sua aposentadoria? Fazer uma pós-graduação no exterior? Investir mais na sua carreira?

Depois de ter clareza quanto aos seus planos é essencial analisar as características e especificidades de cada investimento, especialmente em relação às taxas de juros, tributos e obrigações vinculados a ele. Em alguns casos, a carga tributária (imposto) pode tornar inviável a escolha de um determinado investimento.

Tudo vai depender da realidade de cada pessoa, do valor investido e dos seus objetivos pessoais. Imagine, por exemplo, uma pessoa que investe e deve declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda. Afinal, ela precisa informar o investimento na sua declaração anual. Ter clareza quanto a essas obrigações é essencial para que você consiga atingir o objetivo traçado no início da sua trajetória.

Como você pode ver, o imposto faz parte da nossa vida e devemos conhecer seus conceitos e alíquotas, inclusive no âmbito do mercado de investimentos. Com informações corretas, consultoria especializada e planejamento é possível fazer as melhores escolhas, alinhando perspectivas e rentabilidade.

Agora, se ainda ficar alguma dúvida sobre o que é imposto, deixe um comentário neste post com suas perguntas e contribuições!

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Saiba quais são os 10 homens mais ricos do mundo

2020 é o ano com a maior fortuna acumulada na soma do dinheiro dos homens mais ricos do mundo. No ano passado, mais de um trilhão de dólares foram acumulados entre as quinhentas pessoas mais abastadas. Entre os maiores bilionários segundo a revista Forbes, hoje, estão artistas, empresários, atletas e herdeiros de verdadeiros impérios.

É interessante notar que a grande maioria deles sempre diversificou seus investimentos entre diferentes nichos do mercado. Esse foi um dos meios pelos quais eles chegaram à casa do bilhão. Em 2019, o presidente da Louis Vitton, Bernard Arnault, liderou a lista. Confira agora o ranking atual e como cada um deles conquistou suas riquezas!

  1. Jeff Bezos
  2. Bill Gates
  3. Bernard Arnault
  4. Warren Buffett
  5. Carlos Helú
  6. Amancio Ortega
  7. Larry Ellison
  8. Mark Zuckerberg
  9. Michael Bloomberg
  10. Larry Page

1. Veja o 1º entre os homens mais ricos do mundo

Com uma fortuna estimada em 127 bilhões de dólares, o norte-americano Jeff Bezos é o criador da Amazon. Muito premiado enquanto estudante, ele é engenheiro elétrico e cientista da computação e começou a carreira em uma startup. Ao saber do incrível crescimento da internet em meados de 1994, resolveu investir no ambiente on-line.

Seus pais foram os primeiros a investir na Amazon e, atualmente, ele detém menos de vinte por cento da própria empresa. Contudo, Bezos também tem uma startup dedicada a explorações espaciais, além de ser dono do jornal The Washington Post.

2. Relembre um pouco da trajetória de Bill Gates

Hoje com 110 bilhões de dólares, três anos atrás Bill Gates liderava a lista dos homens mais ricos do mundo. Cocriador da Microsoft, sua fortuna provém da venda de softwares usados massivamente no planeta inteiro. Quase todas as suas ações na empresa, no entanto, foram vendidas ou doadas.

Há anos o pioneiro e sua esposa, Melinda, investem e se dedicam a uma fundação de caridade. Conhecidos pelo filantropismo, os Gates têm ajudado na erradicação de doenças e da pobreza pelo mundo. Ao todo, são 30 bilhões de dólares doados durante sua vida — proventos muito bem utilizados, não é mesmo?

3. Confira quem perdeu o primeiro lugar neste ano

A maior fortuna europeia, de 99,9 bilhões de dólares, pertence ao francês Bernard Arnault. Ele comanda um conglomerado de dezenas de grifes famosas, como a Sephora e a Louis Vuitton. Ao contrário dos primeiros da lista, vindos da classe média, Bernard herdou do pai grande parte de seu dinheiro.

Ele financiou empresas familiares de construção civil e construiu uma reputação de grande influência — fator crucial para livrar da falência o conjunto de empresas da Dior. Com ajuda da família e de outros empresários, Arnault reergueu o grupo. Em seguida, passou a recuperar e adquirir empresas em situações de risco.

4. Saiba mais sobre Warren Buffett, guru da finança

O lendário norte-americano Warren Buffett possui uma fortuna de 82,5 bilhões de dólares. Ele começou a lidar com ações aos onze anos de idade! Seu talento perante o mercado financeiro o levou ao comando da Berkshire Hathaway, além de outras diversas empresas. Também é um dos homens mais ricos do mundo que mais fazem doações.

5. Conheça o bilionário mexicano Carlos Slim Helú

Finalmente, um latino-americano. A fortuna de 64 bilhões de dólares pertence ao homem por trás do maior grupo das telecomunicações do continente. Apesar de a America Movil tê-lo tornado bilionário e gerar seus maiores lucros, Carlos Helú tem investimentos em diversos setores. Commodities como empresas de petróleo estão entre eles.

6. Descubra as origens do empreendedor da Zara

Amancio Ortega é espanhol e detém 74 bilhões de dólares. Sua infância não foi fácil: ele deixou a escola aos onze anos e passou a ganhar seu pão para ajudar a sustentar sua família — que, inclusive, esteve ao seu lado confeccionando roupões femininos, no que se tornaria a Zara, dez anos depois.

Um dos conceitos que o levaram a ser um dos homens mais ricos do mundo foi a criação da fast fashion. Trata-se de um modelo de negócios em que o público consome modernas tendências de forma rápida e acessível. Ortega ainda comanda uma imobiliária de grande porte, lidando com imóveis comerciais de alto nível.

7. Fique por dentro da história de Larry Ellison

Esse norte-americano é o fundador da Oracle Software, acumulando hoje 62,5 bilhões de dólares. O empreendimento, no início, consistia em uma base de dados ligada ao comércio informatizado, ao final dos anos 1970. Especializada na tecnologia de softwares, a empresa conta até hoje com Larry Ellison no seu quadro de líderes.

8. Cheque as atuais conquistas de Mark Zuckerberg

O mais novo do clubeé o criador do Facebook, com seus mais de 80 bilhões de dólares. Desde cedo vidrado em tecnologia, Mark Zuckerberg criou seus primeiros códigos para jogos e redes caseiras. Estudante de Harvard, criou o Facemash, que reunia estudantes para que votassem nas garotas mais bonitas da faculdade.

Por meio do uso de dados daqueles usuários, Zuckerberg modificou o conceito do site ao enxergar seus potenciais. Logo surgia o Facebook no mundo inteiro, uma das maiores redes sociais na atualidade. Recentemente ele comprou o Instagram e o WhatsApp, engrandecendo ainda mais seu império.

9. Veja a forte influência de Bloomberg nas finanças

Michael Bloomberg, da Bloomberg LP, é mundialmente conhecido como um mestre das finanças e das ações ou fundos. Sua fortuna atual, de 55,5 bilhões de dólares, começou com seu próprio negócio no ramo financeiro. Bloomberg é outro dos que doam grandes somas a causas nobres.

10. Saiba quem é o cofundador bilionário do Google

Larry Page fundou o Google ao lado de Brin Page, começando sua escalada rumo aos seus atuais 50,8 bilhões de dólares. Foram eles quem desenvolveram o recurso que define o ranking dos sites, quando pesquisamos algo motor de buscas. Esse algoritmo se baseia no quão relevante e qualificada é uma página. Hoje, o grupo ao qual a empresa pertence é o Alphabet.

Analisando os homens mais ricos do mundo, percebemos que muitos continuam gerenciando suas finanças e investindo em capitais diversos. O objetivo disso é não só ganhar mais dinheiro, ampliando suas fortunas, mas também fazê-lo render de forma inteligente. Siga esses exemplos e mantenha total controle sobre seus investimentos. E não se esqueça de compartilhar esta lista bilionária com seus amigos nas redes sociais!

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Entenda o que é patrimônio líquido e como calcular o seu

Ganhar dinheiro não é uma tarefa fácil. A maioria das pessoas precisa suar muito para garantir o pão de cada dia e ainda formar um patrimônio. Por isso, é importante saber cuidar das finanças pessoais e não deixar todo esse esforço ir pelo ralo. Nesse contexto, é fundamental saber o que é patrimônio líquido (PL) e como calculá-lo.

Conhecer esse dado vai colaborar para que você tenha a real dimensão da sua situação financeira e possa tomar decisões mais bem-fundamentadas. Por isso, neste artigo vamos explicar melhor o conceito de patrimônio líquido, quais são os itens que o compõem e como são feitos os seus cálculos calcular e a declaração no Imposto de Renda. Acompanhe!

O que é patrimônio líquido?

Independentemente de estarmos falando de uma empresa ou da vida financeira de uma pessoa, o conceito de patrimônio líquido é o mesmo. Na contabilidade, patrimônio líquido é o resultado da diferença entre ativos e passivos, ou seja, entre os bens e direitos que você possui e as suas obrigações.

Se vendesse todos os seus bens e os somasse com as aplicações e com o dinheiro que tem em conta e quitasse todas as dívidas e demais obrigações, você teria como resultado o seu patrimônio líquido (PL).

Imagine que tenha comprado uma casa que vale R$ 400 mil. Para isso, fez um financiamento e, até o momento, ainda deve R$ 300 mil. Nesse caso, seu PL é de R$ 100 mil, uma vez que você detém apenas um pedaço do imóvel. Ou seja, se vender a casa por R$ 400 mil, vai ter que usar R$ 300 mil para quitar a dívida e vai ficar com apenas R$ 100 mil.

É por isso que dizemos que o PL serve para dar a dimensão correta da riqueza de uma pessoa, de uma empresa ou, até mesmo, da riqueza no Brasil. Afinal, você pode ver alguém que mora em uma linda casa, num bairro nobre, tem dois carros novos na garagem e filhos estudando em colégios caros e concluir que ela é rica.

No entanto, pode acontecer de a casa e os carros serem financiados e a pessoa ter empréstimos no banco. Se fizermos a conta, não será uma surpresa ao descobrirmos que essa pessoa tem até um patrimônio líquido negativo, ou seja, as obrigações são maiores do que o valor dos bens.

Por outro lado, pessoas endividadas também podem ter um patrimônio líquido positivo, desde que a soma dos valores dos bens seja maior do que o das dívidas e obrigações. Imagine alguém que possua alguns imóveis, mas também tenha uma dívida no banco. Essa pessoa poderia vender um dos imóveis e quitar o financiamento, dependendo dos valores.

análise de investimentos

Quais itens fazem parte do patrimônio líquido pessoal?

Para responder a esta pergunta, vamos retomar o que dissemos no tópico anterior: o patrimônio líquido é a diferença entre ativos e passivos. Podemos dizer que ativos são bens e direitos. Isto é, são a parte positiva do seu patrimônio, enquanto passivos são obrigações, logo, a parte negativa do patrimônio.

Assim, alguns exemplos de ativos são:

  • imóveis;
  • automóveis;
  • dinheiro em conta-corrente;
  • aplicações financeiras;
  • saldo do FGTS;
  • direitos autorais.

Do outro lado, temos como exemplos de passivos:

  • saldo devedor de financiamentos (de imóveis, carros etc.);
  • saldo devedor de empréstimos;
  • saldo devedor do cartão de crédito;
  • empréstimo pessoal;
  • dívidas com impostos;
  • aluguéis a pagar;
  • saldo devedor de compras parceladas.

Agora que você já sabe como classificar os itens que compõem a sua vida financeira, fica mais fácil conhecer o patrimônio pessoal.

Por que é importante ter controle sobre o patrimônio líquido pessoal?

Calculando o patrimônio líquido periodicamente, você vai conseguir formar um histórico e saber como está a sua evolução de verdade, e não apenas nas aparências. Isso vai ajudar a determinar o seu verdadeiro nível de riqueza e quão perto (ou longe) está de atingir seus objetivos.

Imagine que seu desejo é ter um patrimônio de R$ 1 milhão. Você tem um apartamento financiado de R$ 500 mil e R$ 100 mil aplicados. Faltam R$ 400 mil para alcançar a meta, certo? Errado, porque seu imóvel é financiado. Portanto, precisa descontar desses R$ 600 mil o saldo devedor do financiamento.

Conhecer o patrimônio líquido pessoal vai lhe ajudar a fazer um planejamento financeiro eficiente e identificar hábitos que deve mudar para alcançar objetivos e ter boa proteção patrimonial. Além de facilitar a sua vida na hora de preencher a declaração do Imposto de Renda.

Como calcular o patrimônio líquido considerando ativos e passivos?

Para responder a essa pergunta, vamos usar um personagem fictício, o Marcelo, e acompanhar a evolução financeira dele de 2010 a 2019, considerando ativos e passivos.

2010

Em 2010, o Marcelo tinha acabado de se formar na faculdade de administração e trabalhava como analista júnior em uma empresa. Seu salário era de R$ 3.500. Ele chegou ao fim de 2010 com R$ 5 mil na poupança e nenhuma dívida. Além disso, tinha mais R$ 3.500 de FGTS.

Dessa forma, seu patrimônio líquido era de R$ 8.500.

2011

No ano seguinte, Marcelo ganhou um aumento que elevou seu salário para R$ 4.025. Ele guardou mais um dinheiro e chegou a ter R$ 10 mil na poupança. Fez as contas e viu que conseguiria comprar um carro.

O modelo que ele queria, no entanto, custava R$ 30 mil. Então, deu R$ 10 mil de entrada e financiou R$ 20 mil. Juntou também mais R$ 4.000 na conta do FGTS, que chegou a R$ 7.500.

Naquele ano, o patrimônio líquido do Marcelo era de R$ 17.500, porque ele tinha um bem de R$ 30 mil, mas uma dívida de R$ 20 mil.

2012

No ano seguinte, o Marcelo decidiu fazer uma pós-graduação. Pagando a mensalidade do curso, ele não conseguiu juntar dinheiro para aplicar. Quando chegou o fim do ano, o carro, seu único bem naquele momento, havia sofrido uma depreciação e estava valendo R$ 27 mil.

No entanto, como ele continuou pagando as parcelas do financiamento, o saldo devedor do financiamento também havia diminuído e estava em R$ 16 mil. Enquanto isso, o FGTS continuou sendo depositado e, no fim de 2012, ele completou R$ 22 mil nessa conta.

Os ativos dele são:

  • carro: R$ 27 mil;
  • FGTS: R$ 22 mil.

Somando, dá R$ 49 mil. Mas ele também tem um passivo, que é o saldo devedor do financiamento do carro: R$ 16 mil.

Por isso, o PL do Marcelo ao fim de 2012 é de R$ 33 mil.

2013

Os esforços de Marcelo deram resultado e ele ganhou um novo aumento, que elevou seu salário para R$ 6.037. Com disso, decidiu quitar o carro. Como o salário subiu e ele não tinha mais a mensalidade do curso, conseguiu guardar R$ 1 mil por mês, mais o décimo-terceiro salário e as férias.

Assim, chegou ao fim do ano com R$ 20 mil em uma aplicação financeira. Como tinha passado o ano pagando o financiamento do carro, o saldo devedor tinha caído para R$ 14 mil. Dessa forma, usou o dinheiro aplicado para quitar o financiamento e ainda ficou com R$ 6 mil. Só que mais um ano havia se passado, e o carro então valia R$ 24 mil.

Além disso, a empresa onde ele trabalha continuou depositando o FGTS, de modo que o valor que ele tinha nessa conta aumentou.

Vamos ver como ficaram os ativos do Marcelo:

  • carro: R$ 24 mil;
  • FGTS: R$ 28 mil;
  • aplicação financeira: R$ 6 mil.

Os ativos do Marcelo somaram R$ 58 mil. Visto que naquele ano ele não tinha nenhum passivo, o PL ficou em R$ 58 mil.

2014

Marcelo achou que era hora de dar mais uma reforço para a carreira e resolveu passar um mês estudando inglês em outro país. Como o câmbio não estava favorável, essa conta ficou em R$ 30 mil.

Ele tinha conseguido guardar mais R$ 12 mil e, somando-os com os R$ 6 mil que já tinha, ficou com R$ 18 mil. Para completar o valor necessário para a viagem, vendeu o carro por R$ 22 mil. Enquanto isso, a conta do FGTS continuou crescendo.

Ao fim do ano, os ativos do Marcelo estavam assim:

  • FGTS: R$ 28 mil;
  • aplicação financeira: R$ 10 mil.

Como não havia nenhum passivo, Marcelo encerrou o ano com um PL de R$ 38 mil — menos do que no ano anterior, já que o valor do carro e de parte das aplicações foram para a viagem.

2015

Nosso personagem já está com 28 anos e achou que era hora de dar um grande passo: comprar uma casa. Para isso, apertou o cinto ao máximo, guardou mais dinheiro e, vendo como o rendimento da poupança era ruim, procurou uma aplicação mais rentável.

Assim, chegou ao fim do ano com R$ 54 mil em aplicações financeiras e mais o dinheiro da conta do FGTS. Dessa forma, os ativos dele eram:

  • FGTS: R$ 34 mil;
  • aplicações financeiras: R$ 54 mil.

Ainda sem passivos, o PL do Marcelo subiu para R$ 88 mil.

2016

Marcelo encontrou um apartamento que cabia no bolso e fechou o negócio por R$ 300 mil, usando o valor das aplicações e do FGTS para dar a entrada. Agora, a situação dele mudou bastante. Veja como ficaram os ativos ao fim de 2015:

  • imóvel: R$ 300 mil;
  • FGTS: R$ 6 mil.

Assim, os ativos somavam R$ 306 mil. Quanto aos passivos, ele passou a ter um saldo devedor de R$ 212 mil no financiamento imobiliário.

Dessa forma, o PL do Marcelo ficou em R$ 94 mil naquele ano e subiu principalmente porque ele continuou recebendo o FGTS depois de ter sacado o dinheiro para dar entrada no apartamento.

2017

Marcelo e a namorada decidiram se casar. O orçamento para o casamento ficou em R$ 50 mil, e, como ele estava pagando parcelas altas no financiamento imobiliário, não havia tanto espaço para economizar muito. Fazendo um grande esforço, guardou R$ 1 mil por mês mais o 13º e as férias, chegando ao fim do ano com R$ 21 mil.

Enquanto isso, a namorada do Marcelo conseguiu guardar mais R$ 20 mil. Como ainda faltavam R$ 9 mil para fechar a conta, ele decidiu pegar um empréstimo no banco, no valor de R$ 9 mil. Durante aquele tempo, ele continuou pagando o apartamento e recebendo FGTS. Vamos ver como ficou o PL do Marcelo ao fim de 2017.

Ativos:

  • imóvel: R$ 300 mil;
  • FGTS: R$ 12 mil.

Passivos:

  • saldo devedor do financiamento: R$ 200 mil;
  • empréstimo pessoal: R$ 9 mil.

Somando os ativos e subtraindo os passivos, o PL do Marcelo ficou em R$ 103 mil. Subiu mesmo com o empréstimo, visto que ele pagou as parcelas do financiamento e o saldo devedor diminuiu. Além disso, a conta do FGTS continuou crescendo.

2018

Depois de se casar, Marcelo entendeu que precisava formar uma reserva de emergência para ter uma segurança financeira maior. Dividindo as despesas domésticas com a mulher, ele conseguiu poupar. Aproveitou para quitar o empréstimo e ainda conseguiu guardar mais um pouco. Veja a situação financeira do Marcelo ao fim de 2018.

Ativos:

  • imóvel: R$ 300 mil;
  • FGTS: R$ 18 mil;
  • aplicação financeira: R$ 11 mil.

Passivos:

  • saldo devedor do financiamento: R$ 188 mil.

No final de 2018, o patrimônio líquido do Marcelo chegou a R$ 141 mil.

2019

Marcelo continuou economizando e resolveu usar o FGTS, que já somava R$ 24 mil, para amortizar o financiamento do apartamento. No entanto, houve um imprevisto: ele precisou ajudar a mãe a pagar uma cirurgia e teve que usar todas as suas reservas para isso. Vamos ver como ficaram as contas.

Ativos:

  • imóvel: R$ 300 mil.

Passivos:

  • saldo devedor do financiamento: R$ 152 mil.

Ao fim de 2019, Marcelo tinha um patrimônio líquido de R$ 148 mil.

Assim, apesar dos percalços, Marcelo saiu de um PL de R$ 8,5 mil, em 2010, e chegou ao fim de 2019 com um patrimônio líquido pessoal de R$ 148 mil.

Com essas informações, ele pode avaliar se sua trajetória está ou não dentro dos objetivos que tinha para si. É claro que esse foi um cálculo simplificado, para fins didáticos, e deixou de fora outros itens que podem existir.

Como declarar o patrimônio líquido no Imposto de Renda?

Como dissemos, acompanhar o patrimônio líquido pessoal também ajuda na hora de preencher a declaração do Imposto de Renda. No programa da Receita Federal, todos os bens móveis, imóveis e direitos que a pessoa tiver devem ser declarados na ficha “Bens e Direitos”. Isso vale mesmo que o bem seja financiado.

Nesse caso, deve-se declarar apenas o valor que foi pago até o momento e atualizar esse número a cada ano. Agora, para empréstimos pessoais, a situação é diferente. Esses valores devem ser declarados na ficha “Dívidas e Ônus Reais” do programa. Vale destacar que outros ganhos, como salário e remuneração por serviços prestados, devem ir para a ficha “Rendimentos Tributáveis“.

Agora você já sabe o que é patrimônio líquido, como calculá-lo e o quanto essa informação é importante. Então que tal se aprofundar mais no assunto e conhecer também a nossa biblioteca financeira?

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Conheça 6 opções de cartão de crédito sem anuidade

Você já se deu conta do quanto gasta com o valor da anuidade do seu cartão de crédito? Mesmo que os recursos oferecidos por eles representem uma grande comodidade, livrar-se dessa taxa é sempre um bom negócio.

É exatamente por isso que tem aumentado o número de pessoas que procuram opções de cartão de crédito sem anuidade. O que antes era uma vantagem para poucos, hoje está bem mais comum e acessível a diversos perfis.

Confira agora os 6 melhores cartões de crédito sem anuidade e escolha aquele que combina com você!

1. Nubank

Uma das grandes referências quando falamos em startups financeiras, o Nubank oferece um dos cartões de crédito mais desejados atualmente. Ele pode ser utilizado para pagamentos nacionais e internacionais, e o controle dos gastos é feito inteiramente por meio do aplicativo.

O cartão vem com a bandeira da Mastercard, o que garante sua ampla aceitação. Para ajudar no planejamento, dá para antecipar o pagamento da fatura e liberar o limite para alguma compra importante. Também é possível solicitar o aumento do limite em poucos passos.

Para solicitar o seu, basta entrar no site do Nubank, preencher o cadastro e aguardar a análise. Caso receba um convite de alguém que já é cliente, é provável que o seu cartão seja aprovado em um prazo menor.

2. Banco Original

Quem quer ter um cartão de crédito sem anuidade associado a uma conta bancária 100% digital pode encontrar no Banco Original uma boa alternativa. É a oportunidade de contar com a segurança e a praticidade dos bancos digitais e as conveniências oferecidas pelo cartão de crédito.

Ele também tem aceitação internacional e permite acompanhar as movimentações em tempo real pelo celular. Seus titulares garantem ainda participação no programa de benefícios Mastercard Surpreenda, recebem cashback pelas compras e podem fazer saques na rede Banco 24 Horas.

O cartão, que funciona tanto no crédito quanto no débito, é enviado em poucos dias após a abertura de conta na instituição.

3. Neon

Outro banco digital que oferece um dos cartões de crédito sem anuidade mais populares hoje em dia é o Neon. Ele vem com a bandeira Visa, de modo que você pode utilizá-lo em qualquer lugar, e permite controle total por meio do aplicativo.

O cartão de crédito é associado à conta-corrente que o usuário deve ter na plataforma, o que permite colocar o pagamento em débito automático. Outros recursos interessantes são o cartão virtual, recomendado para compras online com maior segurança, e a possibilidade de fazer até quatro saques gratuitos por mês.

Para ter um Neon em mãos, é preciso solicitar a abertura de uma conta na startup. Após a aprovação do seu perfil, é só aguardar a entrega do cartão para começar a usufruir dos seus benefícios.

4. Santander Free

Se a intenção é gastar pelo menos R$ 100 por mês no cartão de crédito, o Santander Free é outra boa opção. A partir desse valor de fatura, o banco isenta o titular do pagamento da anuidade, que é de R$ 31,17 nos meses em que o valor mínimo não é atingido.

Uma das principais vantagens aqui é participar do Programa Esfera Santander, que dá acesso à rede de benefícios de um dos maiores bancos do país. Os pontos acumulados a cada R$ 5 em compras podem ser trocados em descontos em restaurantes, lojas, viagens e muito mais.

Vale lembrar que não é preciso ter uma conta corrente na instituição para solicitar o cartão de crédito. Essa é uma boa alternativa para aqueles que buscam um cartão acessível mesmo com o score baixo.

5. Tudo Azul

Resultado de uma parceria entre o banco Itaú e a Azul Linhas Aéreas, é o cartão é ideal para quem gosta de viajar. É necessário um gasto mínimo de R$ 1 mil por mês para se livrar da taxa de anuidade. Tal valor garante também o acúmulo de mil milhas gratuitamente.

Sem dúvidas, o destaque desse cartão de crédito vai para os benefícios para os viajantes. É possível conseguir descontos exclusivos em passagens aéreas, na compra de pontos e por meio do Clube Tudo Azul. Se fizer compras no exterior, dá para converter os pontos por dólares gastos em bônus de milhas.

O pedido por ser feito no site do banco Itaú, bastando informar os dados pessoais e de renda para a análise da instituição.

6. Credicard Zero Platinum

O Credicard Zero traz todas as vantagens dos cartões Platinum, segmento que oferece benefícios que vão além das opções convencionais. Afinal, melhor do que um cartão de crédito sem anuidade, é um que também garanta os melhores recursos aos usuários.

As facilidades oferecidas são ideais para auxiliar nas despesas do dia a dia. É possível conseguir descontos em corridas de aplicativos, compras de passagens aéreas e reservas em hotéis, além de condições diferenciadas em grandes lojas de varejo. Quando surgir um imprevisto, a Credicard garante a avaliação emergencial de crédito sem custos.

Tanto o acompanhamento da fatura quanto a solicitação pelo cartão podem ser feitos pela internet. Logo, é outra boa opção que alia a praticidade dos meios digitais com as vantagens dessa incrível ferramenta financeira.

Em um primeiro momento, o valor da anuidade pode parecer pouco significativo, girando entre R$ 10 e R$ 40 mensais, em média. No entanto, ao colocarmos o custo na ponta do lápis, percebemos que a quantia poderia ser destinada a outros fins bem mais interessantes.

Esse é um valor que pode ser investido ou então ajudar a formar uma reserva emergencial, importante para garantir tranquilidade em qualquer situação. Por isso, ao se livrar da anuidade, o melhor a fazer é reorganizar suas despesas para direcionar os recursos ao que realmente importa.

Se você já tiver um cartão de crédito e não quiser solicitar outro, uma boa dica é buscar uma negociação junto à empresa emissora. Em muitos casos, é possível reduzir o valor da taxa ou até mesmo excluí-la de uma vez por todas da sua fatura.

Gostou de conhecer a melhores opções em cartão de crédito sem anuidade? Então aproveite para compartilhar este conteúdo com seus amigos nas redes sociais e os ajude a escolher o melhor cartão para as necessidades deles!

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Remessa online: entenda o que é e como usar

Há muito mais vantagem no envio de dinheiro a outro país por um aplicativo online do que por um banco, particularmente devido às menores taxas. Você conhece o Remessa Online? Eis uma ótima alternativa para esse tipo de transação, totalmente seguro e prático. A rapidez do serviço, assim como sua qualidade, são alguns dos principais benefícios.

Também existem outras plataformas e aplicativos que podem ser utilizados para enviar ou receber quantias do exterior. Cada opção tem suas conveniências e peculiaridades. Neste artigo, explicaremos primeiro do que se trata a Remessa Online, como ela funciona e quais suas vantagens. Em seguida, apresentaremos outras opções para você avaliar. Confira!

O que é a Remessa Online e como utilizá-la?

Remessa Online é uma plataforma virtual concebida em 2016. Trata-se de uma empresa independente, de cunho intermediário e credenciada pelo nosso Banco Central, o BACEN, que executa operações financeiras internacionais. Junto a eles atua o Banco Máxima, cuja função se restringe à liquidação de valor.

Enviar dinheiro ao exterior dessa forma não é custoso e ainda apresenta segurança, agilidade e taxas inferiores às dos bancos tradicionais. Nessa plataforma, podemos fazer simulação dos valores enviados, assim como buscar informações sobre os spreads — as diferenças de cotação comercial de moedas usadas nas operações.

Como fazer o cadastro nessa plataforma?

O processo é bem simples. Você vai entrar no site do Remessa Online e, em seguida, informar se é pessoa física ou jurídica. Insira, então, os seus dados pessoais, criando finalmente seu login e senha. Vale lembrar que, provavelmente, será preciso saber o código do banco utilizado para a transferência.

Cadastre-se nos modos Completo ou Simples. O primeiro exige documento de identificação, comprovante de residência, declaração de Imposto de Renda com recibo e ficha de cadastro assinada, dependendo da empresa registrada. Para o cadastro Simples, bastam o documento de identificação e o comprovante de residência.

Quanto tempo demora para enviar ou receber?

Um dos pontos positivos é que você realiza seu cadastro no Remessa Online em poucos minutos. Logo depois já se pode fazer um envio. A plataforma é bem intuitiva, e a realização de uma transação é liberada em poucas etapas.

Pode-se dizer que essa é a forma mais ágil de se enviar uma quantia a outro país. Após o pagamento ser confirmado, o dinheiro geralmente cai na conta do exterior em apenas um dia útil. A efetivação de cada operação é feita de acordo com o padrão de horário bancário, de segunda a sexta-feira. Bem prático e eficiente, não é mesmo?

Como funcionam as cotações e as taxas?

Você deve estar se perguntando como funciona a taxa de câmbio e as cotações. Não há mistério. O valor total da operação é calculado somando-se os câmbios comerciais aos custos, IOFs e às tarifas bancárias. Sobre o câmbio comercial, considera-se a cotação do dólar ou outras moedas estrangeiras, conforme seus mercados. Não há demais taxas.

Quanto ao custo, ele se refere à utilização dos serviços da plataforma, que não se altera, ficando em 1,3% para qualquer remessa ao exterior — o menor de todos no mercado. Já o IOF é o imposto cobrado em cima de qualquer transação. Ele pode oscilar entre 0,38% e 1,1%, de acordo com a razão pela qual se realiza cada remessa.

Finalmente, temos as tarifas bancárias, que dependerão da quantia enviada. Uma remessa com limite de 2.500 reais, por exemplo, cobra inalteráveis R$ 5,90. Naquelas que ultrapassam esse valor, independentemente da moeda utilizada, o serviço não cobra nenhuma taxa.

Quais as devidas precauções ao fazer seus envios?

A Remessa Online é totalmente segura, sendo credenciada pelo BACEN a fim de intermediar as operações internacionais. Porém, se quiser checar melhor, você pode buscar a razão social deles no portal do Banco Central do Brasil. Seu nome registrado estará como BeeTech Assessoria Financeira Tecnologia LTDA.

A propósito, a Remessa venceu o Programa de Aceleração Visa junto a outras startups, no ano de 2017. Em poucos anos, eles realizaram mais de trezentas e trinta mil transferências, para quase oitenta mil clientes. São oito bilhões e meio de reais movimentados de maneira ágil e econômica!

Quais os principais aplicativos do mesmo setor?

Como vimos, o Remessa Online é bem eficiente, prático e econômico. Porém, existem ainda outros sites e aplicativos que estão praticamente no mesmo nível de qualidade, rapidez e segurança. Veja quais são eles, compare suas características próprias e escolha aquelas que melhor atendem aos seus objetivos.

TransferWise

O TransferWise consiste em um dos meios mais em conta atualmente para as transferências de dinheiro ao exterior. Acredite, o serviço sai realmente bem barato: de acordo com a empresa, eles são até oito vezes menos custosos do que os meios tradicionais de envios. Podemos dizer que ele está no nível do Remessa Online.

É bem simples, diferentemente de quando submetemos determinada soma a uma transação internacional convencional, com suas taxas e intermediários. Com eles, o dinheiro não cruza nenhuma fronteira. O usuário faz a transferência para as contas locais da TransferWise. A mesma empresa, nos países destinatários, passa a quantia, já convertida, ao receptor.

ClickTransfer

Esse aplicativo espanhol também fica associado a contas bancárias locais. Dependendo do navegador, você pode encontrar algum empecilho, portanto, prefira o Firefox para utilizá-lo, por exemplo. Trata-se de um site bastante intuitivo, sem complicações em seu uso. Sua primeira operação é feita gratuitamente, sem a necessidade de vouchers nesse processo.

MoneyGram

O aplicativo apresenta ótima qualidade, particularmente para quem não tem conta bancária fora do país. Se você pretende viajar para o exterior, pode dar uma olhada no MoneyGram e se deparar com boas tarifas. Seguro e ágil, o único “porém” é a necessidade de se fazer tudo presencialmente. Leva-se a soma às agências e as quantias são recebidas do mesmo modo.

Após essa análise comparativa entre os diferentes sites, aplicativos e plataformas para transação internacional, temos um panorama esclarecedor. O Remessa Online e o TransferWise provavelmente são os mais baratos, rápidos e práticos dentre esses serviços. Contudo, todos os indicados na lista são bem confiáveis e oferecem qualidade suficiente.

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Conheça os principais aspectos das ações da Embraer (EMBR3)

A crise do Coronavírus provocou uma grande desvalorização na maior parte das ações negociadas na bolsa de valores brasileira. Esse movimento cria uma oportunidade para quem quer começar a investir em ações, e uma das alternativas para aplicação são ações Embraer.

Quem aplica em ações não deve levar em conta apenas se o papel está “barato” agora.É recomendável também analisar a situação da empresa no cenário atual, por meio da análise fundamentalista. Dessa forma, é possível saber quais são as perspectivas para o negócio e evitar prejuízos com a aplicação. 

É importante ressaltar que o horizonte do investimento em ações deve ser de longo prazo. Isso acontece porque, especialmente agora na pandemia, há mais volatilidade dos papéis. Portanto, quem quiser resgatar o dinheiro no curto prazo pode perder quantias importantes.

Selecionamos aqui as características, as vantagens e as desvantagens das ações Embraer. Confira!

O que são as ações da Embraer?

As ações Embraer representam a menor fração do capital social de uma das maiores fabricantes de jatos executivos do mundo.

Os papéis são negociados diariamente na bolsa de valores com o código EMBR3. Quem investe nas ações se torna sócio da empresa, com fatia proporcional ao número de papéis adquiridos.

As ações da Embraer são negociadas na B3 desde 2006 e também na Nyse, em Nova York. A estrutura societária é composta por capital nacional e estrangeiro. O governo federal detém uma golden share, ou seja, uma ação que tem direito de veto sobre algumas decisões estratégicas da empresa.

Entre os tipos de ações existentes no mercado, a empresa emite apenas papéis ordinários, que dão direito a voto em assembleias. A companhia faz parte do Novo Mercado da B3. Essa listagem dá aos seus acionistas o direito de vender o papel por 100% do preço no caso de venda do controle acionário da empresa.

Quais são as especificidades das ações da Embraer?

A Embraer foi criada em 1969 pelo governo federal. Privatizada em 1994, a empresa projeta, fabrica e comercializa aeronaves comerciais, executivas e para os setores agrícola e de defesa. A empresa já vendeu cerca de 8 mil aeronaves em diversos países.

As ações da Embraer atualmente valem cerca de R$ 6,20, mas chegaram a atingir a cotação de R$ 19 há três meses. Desde o início da pandemia de coronavírus, o preço do papel desvalorizou 67%. Contudo, os papéis são considerados por corretoras pouco sensíveis às oscilações do Ibovespa.

Como estão as projeções das ações da Embraer?

Segundo analistas da corretora Toro, a tendência da Embraer para os próximos anos é considerada neutra. Isso significa que o preço da ação tem grande probabilidade de permanecer estável.

O rompimento do acordo de parceria estratégica com a americana Boeing, feito em 2017, pode ser considerado prejudicial aos negócios da empresa.

A parceria incluía a venda da divisão de aviões comerciais da Embraer para a Boeing. Dessa forma, a empresa conseguiria ganhar fôlego para competir com sua maior rival, a canadense Bombardier. Isso se tornou ainda mais necessário depois da associação da empresa canadense com a gigante da Europa, a Airbus.

A Embraer acusa a Boeing de ter atrasado de forma frequente a conclusão do acordo. Isso aconteceu após a Boeing ter entrado em uma grande crise causada por problemas em seu avião 737 Max.

O segmento de atuação da Embraer é um dos mais impactados pela pandemia. Por conta da baixa demanda por viagens provocada pelo isolamento social, a companhia aérea Azul já adiou a entrega de aeronaves. Analistas da corretora Ágora esperam que outros clientes da Embraer tomem a mesma atitude da Azul nos próximos meses.

No primeiro trimestre deste ano, a queda de entregas de jatos pela empresa ultrapassou a margem de 80%. Após a união frustrada com a Boeing, a Embraer busca financiamento do BNDES e teve seu rating de crédito rebaixado pela agência Moody’s.

A corretora Ágora recomenda venda das ações da companhia, e acredita que o preço potencial dos papéis pode chegar a R$ 5.

Qual é o perfil de quem investe na Embraer?

As ações Embraer oscilam como qualquer outra ação negociada na bolsa. Por conta disso, a compra direta dessas ações é indicada para pessoas com perfil mais arrojado.

Para quem tem perfil moderado, a melhor recomendação é aplicar em fundos de ações, que têm gestão profissional. Se você não sabe qual é o seu perfil, é importante consultar especialistas antes de aplicar dinheiro em ativos de renda variável.

Como comprar as ações da Embraer?

Quem quiser comprar ações Embraer precisa abrir conta em uma corretora. Depois, basta transferir dinheiro de uma conta no banco para a da corretora, via TED, e começar a aplicar.

A maioria das corretoras cobra uma taxa por cada operação de compra e venda de ações. Além disso, a B3 cobra 0,030% de taxa de custódia por operação realizada.

No investimento é cobrado Imposto de Renda, que incide sobre o lucro obtido com os papéis. A operação, no entanto, é isenta — caso não ultrapasse o valor de R$ 20 mil em um mês.

Quais são os pontos positivos de adquirir essas ações?

A Embraer enfrenta grandes desafios na pandemia, mas vale destacar sua liderança no mercado global quando se trata de aviões de pequeno e médio porte. Essa posição demonstra a solidez da empresa.

Além disso, sua atuação diversificada — especialmente em setores como o de segurança, mais estratégicos e perenes — oferece estabilidade ao negócio. A diversificação geográfica dos negócios também limita os riscos.

Quais são as desvantagens de adquirir essas ações?

Entre os pontos negativos da ação está o número reduzido de clientes da empresa, o que deixa a Embraer exposta a um risco concentrado. Além disso, a demanda pelos serviços da empresa oscila de acordo com a economia.

O segmento de aviação é muito competitivo, o que pressiona as margens da empresa. Os resultados fracos que a Embraer registrou nos últimos balanços também são fatores importantes a se considerar. 

Agora que você conhece mais sobre ações Embraer, sabe que a fabricante de aviões enfrenta grandes desafios. Mesmo assim tem interesse em aplicar dinheiro nos papéis? Então responda a este questionário e saiba se o investimento é adequado ao seu perfil de risco.

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Entenda o que é IOF e como impacta nos investimentos

Quem investe tem que olhar para todos os custos envolvidos na aplicação financeira como forma de saber, de fato, qual será sua rentabilidade. Nesse processo, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pode passar despercebido.

O tributo está presente em diversos tipos de operações. As mais populares talvez sejam as compras de moedas e as realizadas no exterior. No entanto, o IOF também incide sobre empréstimos e financiamentos, e naturalmente, sobre investimentos.

Quer saber como o IOF tem impacto sobre as aplicações financeiras? Continue a leitura deste post.

O que é o IOF?

O IOF é um imposto federal que incide sobre a maioria das operações financeiras realizadas por pessoas físicas, jurídicas, por bancos e seguradoras. São empréstimos, compras de moedas, contratações de seguros e investimentos.

O tributo pode ser alterado a qualquer momento e não depende de aprovação do Congresso.

Para que serve o IOF?

Além de ser uma fonte de arrecadação para o governo, o IOF é usado como forma de regular a economia.

É com base nessa arrecadação que é possível avaliar a demanda por crédito no país. Acompanhar esse movimento é importante para a formulação de políticas econômicas.

Quando o IOF é cobrado?

O tributo corresponde a um percentual de cada transação e pode incidir sobre os dias da operação. Nesse caso, mesmo que o valor do tributo mude diariamente, seu recolhimento é mensal.

Em casos em que incide apenas uma alíquota única sobre o valor da operação e não há cobrança diária, o cálculo do IOF é simples. Basta multiplicar o valor da operação pela alíquota do imposto e dividir por 100.

Em uma compra internacional de R$ 1.000, sobre a qual incide uma alíquota de 6,38%, o IOF é de R$ 63,80.

Quais são os valores e as alíquotas do IOF?

A alíquota do IOF pode variar conforme o tipo de transação financeira. Veja abaixo o valor do IOF em cada uma delas.

Compra de moedas

Em compras de moedas estrangeiras nas casas de câmbio e nos bancos, é cobrado IOF de 1,1% sobre o valor da operação.

Remessas

Em operações de envio de dinheiro do exterior para o Brasil, é cobrado IOF de 0,38%.

No caso de remessas do Brasil para o exterior, a taxa cobrada é de 1,1% do valor no caso de contas com a mesma titularidade. Em contas de titularidades diferentes, a taxa cobrada cai para 0,38%.

Cartão de crédito

O IOF não incide sobre compras no cartão de crédito, mas é cobrado sobre o crédito rotativo. Isso acontece quando o cliente opta por pagar o valor mínimo da fatura.

Nesse caso, a alíquota equivale a 0,0082% ao dia, mais 0,38%, cobrado sobre o valor da operação.

Compras internacionais

O IOF é cobrado em compras durante viagens ao exterior ou em sites internacionais. Não importa se as compras forem feitas com cartão de débito internacional, cartão de crédito internacional ou cartão pré-pago.

Em todos os casos, é cobrada uma alíquota de 6,38% sobre o valor gasto.

Investimentos

O IOF é cobrado apenas nos primeiros 30 dias da aplicação em alguns títulos privados de renda fixa e fundos. O tributo é aplicado sobre o valor do rendimento no momento do resgate do investimento.

É o caso de:

  • CDIs (Certificado de Depósito Interbancário);
  • LFs (Letras Financeiras);
  • títulos do Tesouro Direto;
  • fundos DI;
  • fundos de curto prazo.

A cobrança é regressiva, ou seja, quanto mais perto do prazo de 30 dias, menor será o imposto cobrado.

Se a aplicação for resgatada após um dia, é cobrado 96% de IOF sobre os rendimentos. Após dois dias, 93%, e assim por diante, até chegar a zero, no dia 30.

Títulos como LCA e LCI, além da poupança, são isentos de IOF, independentemente do prazo de resgate. A compra e a venda de ações também são operações isentas de IOF.

Empréstimos e financiamentos

O IOF incide sobre empréstimos consignados e o cheque especial. Assim como no crédito rotativo, a alíquota cobrada é de 0,0082% ao dia mais 0,38% sobre o valor da operação.

Em financiamentos de imóveis, essas taxas são cobradas apenas no caso de imóveis comerciais. Financiamento de imóveis residenciais são isentos do valor.

No caso de empréstimos para pessoas jurídicas, a alíquota do IOF cobrada é de 0,0041% ao dia e 0,38% sobre o valor da operação.

O limite máximo de alíquota do IOF que pode ser cobrada em operações de crédito é de 3% ao ano. Excepcionalmente, por conta da pandemia do novo Coronavírus, o governo decidiu reduzir a zero o IOF cobrado sobre operações de crédito. Em cárater preliminar, a medida vale até o dia 1º de julho.

Seguros

No caso de seguros de vida e acidentes pessoais, o valor da alíquota do IOF é de 0,38% e incide sobre o prêmio do seguro. No restante das proteções, a alíquota pode incidir sobre o valor total e chega a 7,38%, no caso dos seguros de carros e casa.

Resseguros e proteções para financiamentos habitacionais são isentos da cobrança do tributo. Por lei, o limite máximo de alíquota do IOF que pode ser cobrada em operações de seguro é de 25%.

Qual é o impacto do IOF em investimentos?

Quem quiser pagar menos taxas sobre aplicações financeiras que não são isentas de IOF deve esperar ao menos 30 dias para resgatar os recursos. Dessa forma, é possível escapar da cobrança do tributo.

Em um momento no qual as taxas CDI e Selic estão nas mínimas históricas, essa dica é ainda mais importante. Qualquer valor adicional cobrado sobre o rendimento, que já está baixo, pode fazer diferença na rentabilidade da aplicação.

A incidência do IOF não deve definir a escolha do investimento. Existem aplicações que, mesmo que tenham cobrança de IOF, podem render melhor do que investimentos isentos do tributo.

Conhecer a taxa é importante apenas para impedir o resgate de aplicações no primeiro mês. Dessa forma, é possível evitar surpresas ao checar o extrato da gestora de investimentos. Restou alguma dúvida sobre o que é o IOF e como o tributo tem impacto sobre os seus investimentos? Deixe um comentário e participe da conversa!

análise de investimentos

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9 conceitos que todo investidor iniciante precisa conhecer

biblioteca financeira

Antes de aplicar o seu dinheiro, é necessário entender alguns termos essenciais do mercado financeiro. Se você é um investidor iniciante, o primeiro passo é conhecer as terminologias que vão aparecer com frequência nos seus estudos e pesquisas. 

O que significam juros compostos? E liquidez? Como funciona a Taxa Selic? Neste artigo, veja 9 termos e seus significados e descubra quais são os investimentos mais comuns do mercado. Confira!

Termos que todo investidor iniciante precisa conhecer

Os conceitos parecem muito complicados para quem é investidor iniciante, mas não há motivo para preocupação. Com o tempo, esses termos entrarão no seu vocabulário com muita facilidade.

1. Juros compostos

Você provavelmente já se deparou com esse termo em algum momento da sua vida. Os juros funcionam como uma espécie de aluguel do dinheiro. Ao realizar um financiamento ou empréstimo, existe uma taxa de remuneração cobrada em forma de percentual. 

Juros simples são calculados sobre o valor total, enquanto os compostos são cobrados sobre os juros preexistentes. Em casos de dívidas, os juros compostos podem ser um grande problema, pois há acúmulo dos percentuais incorporados ao montante inicial. No caso de aplicações, no entanto, eles podem gerar rendimentos interessantes. 

Os juros compostos são utilizados também para delimitar empréstimos, financiamentos e outras operações financeiras.

2. Liquidez

A liquidez é a facilidade de um investimento ser transformado em dinheiro sem nenhuma perda. Se a conversão ocorre de modo rápido, então há mais liquidez. Por exemplo: retirar dinheiro da poupança é muito ágil e pode ser feito facilmente. Essa aplicação é, portanto, considerada de alta liquidez, assim como a do Tesouro Selic.

Se você usar seu dinheiro em um investimento de baixa liquidez, só poderá obter seus rendimentos no longo prazo.

3. Renda fixa

Geralmente a Renda fixa é indicada para quem é investidor iniciante. Esse é um tipo de aplicação mais conservadora, cuja remuneração será paga em datas e condições preestabelecidas

Quem opta pela Renda fixa aporta dinheiro em uma instituição financeira e recebe o pagamento de juros em troca. Veja algumas opções para investir em Renda fixa:

  • poupança;
  • debêntures;
  • Tesouro Direto;
  • CDB;
  • Letra Financeira;
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

4. Renda variável

A Renda variável, ao contrário da Renda fixa, requer um pouco mais de conhecimento de mercado. A remuneração da Renda variável não pode ser estabelecida com antecedência, então é não é tão simples saber qual será a rentabilidade do ativo.

Essa opção traz riscos moderados e altos, mas também pode gerar rendimentos maiores. Alguns exemplos de Renda variável são:

5. Lucros

Qualquer pessoa — investidor iniciante ou experiente — busca lucros nos seus rendimentos. Os lucros são considerados valores positivos atingidos por meio de negociações. Para receber os lucros dos rendimentos, é necessário subtrair os custos operacionais da receita inicial. 

6. Alíquota

As alíquotas são valores percentuais utilizados para realizar o cálculo de algum imposto, contribuição ou taxa. Imposto de Renda, ICMS, ISS e IRPJ são alguns tributos com taxas de alíquota predefinidas pelos governos federal, estadual ou municipal. 

Qualquer tipo de investimento está sujeito a alíquotas e tributações, então é essencial conhecer essas taxas. 

7. Taxa Selic

A Taxa Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, a taxa mais básica de juros brasileira. Ela influencia no crédito e na inflação do país, ou seja, se ela sobe, todos os juros acompanham o movimento.

Essa taxa é bastante utilizada para controlar a inflação, além de refletir sobre os investimentos de Renda fixa e variável. 

8. Rentabilidade

Todo investidor iniciante deve saber o que significa o termo rentabilidade. Mesmo parecendo algo simples, é crucial compreender sua importância.

A rentabilidade é o retorno sobre o investimento realizado. Ela é medida em percentuais, obtidos a partir da quantia inicial aplicada. Na prática, se você aportar R$ 100 e conseguir resgatar R$ 150 posteriormente, a taxa de rentabilidade será de 50%. 

Como definir a rentabilidade? No mercado de ações, ela é definida pela valorização dos papéis, mas também é possível defini-la por meio de taxas pré e pós-fixadas. Também é possível calcular a rentabilidade de acordo com os índices de inflação.

O cálculo da rentabilidade é primordial para realizar um planejamento adequado, buscando aumentar os ganhos e diminuir as perdas.

9. Investimento pré e pós-fixado

Investimentos pré e pós-fixados fazem parte das aplicações de Renda fixa. Caso você opte peloprefixado, já sabe qual será o rendimento no futuro. Se não souber o rendimento do título com antecedência, estará fazendo um investimento pós-fixado. 

Os pós-fixados utilizam a Taxa Selic como forma de rendimento. Se os juros sobem, a rentabilidade desses investimentos também sobem. Os prefixados estabelecem uma remuneração que não muda com a variação da taxa de juros

Investimentos que você deve conhecer

Agora que já passamos pelos principais termos, vale a pena entender também os tipos de aplicação mais comuns do mercado financeiro.

Tesouro Direto

Optar pelo Tesouro Direto significa investir dinheiro em títulos públicos. Esse é o grupo de investimentos de Renda fixa desenvolvidos pelo Programa do Tesouro Nacional, criado em 2002 em parceria com a B3, a bolsa de valores brasileira.

Qualquer iniciante pode investir em papéis da dívida pública federal. O rendimento é maior do que a poupança, ou seja, uma opção vantajosa para quem procura baixo risco.

CDB e CDI

No Certificado de Depósito Bancário (CDB), a pessoa realiza um empréstimo ao banco. A instituição financeira o utiliza para emprestar a outros clientes. O dinheiro será retornado a você em uma data futura, acrescido de juros. 

O CDB é um investimento de Renda fixa para quem não está com pressa e deseja acumular bons rendimentos.

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é formado pelas operações de compra e venda de títulos privados entre instituições bancárias. Ele não é um investimento disponível para pessoas físicas, mas pode ser utilizado como uma forma de remuneração do CDB.

Ações

Ações são partes de empresas ou instituições negociadas dentro da bolsa de valores. Elas fazem parte dos investimentos de Renda variável e podem gerar altos lucros. No entanto, o risco é alto, já que elas são negociadas diariamente no pregão, mudando de acordo com diversos fatores do mercado interno e externo. 

Fundos imobiliários

Nos Fundos imobiliários (FIIs), pelo menos 75% do patrimônio é investido em títulos e imóveis, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Para aplicar nesse fundo de investimento, é importante conhecer as taxas de administração e performance, cujos valores podem impactar nos seus rendimentos.

Os FIIs são negociados na bolsa de valores e os preços das cotas mudam de acordo com a demanda do mercado. Em função disso, é necessário acompanhar com frequência essas alterações dos fundos.

Esses são apenas alguns exemplos de termos e investimentos comuns no mercado. Conhecendo os princípios básicos, você deixará de ser um investidor iniciante para se tornar uma pessoa mais experiente na área. Quer saber qual é o seu perfil de investidor? Acesse este questionário e veja qual tipo de aplicação pode ser interessante para o seu caso!

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