Entenda a margem de segurança para investimentos

Gráfico de margem de segurança

Todos os investidores experientes sabem a importância da margem de segurança. É ela que auxilia no momento de encontrar a melhor empresa para comprar ações ou como definir os ativos certos para investir.

Embora algumas pessoas desconsiderem essa informação, ela é crucial para que seus investimentos sejam mais sábios e realmente tragam o resultado esperado. Não sabe o que é margem de segurança? Continue a leitura e entenda melhor sobre o tema!

O que é margem de segurança?

A margem de segurança é um princípio do setor de investimentos, no qual o investidor apenas compra títulos quando o preço de mercado deles é inferior ao seu valor intrínseco.

A diferença entre esses dois valores é o que chamamos de margem de segurança – um dado muito importante e que auxilia o investidor a optar por títulos com risco mínimo de queda.

Ainda está difícil compreender? Vamos supor que uma pessoa esteja precisando de dinheiro rápido e resolva vender seu carro avaliado em R$20 mil por R$ 15 mil. Quem for comprar esse carro, terá uma excelente margem de segurança.

Assim, de forma bem simples, podemos compreender a margem de segurança como a diferença entre o valor de mercado de um ativo e o valor intrínseco que ele possui.

História

O conceito de margem de segurança foi criado por Benjamin Graham, considerado um dos maiores investidores de todos os tempos, com uma estratégia de investimentos que influenciou vários investidores de sucesso.

Os métodos criados por Graham para investimentos em longo prazo se tornaram revolucionários porque são muito eficazes, seguros e rentáveis.

A primeira vez que Graham usou o termo margem de segurança foi em 1949, no seu livro “O Investidor Inteligente”. Desde então ela passou a ser adotada por investidores de todo o mundo.

Mais tarde, em 1972, Graham deu outra definição para margem de segurança, explicando-a como a diferença entre o poder de lucro de uma empresa e o rendimento de um investimento em títulos públicos do governo.

Ambas as definições, basicamente, sugerem que o investidor deverá apostar em comprar ações de boas empresas que estejam com preços momentaneamente abaixo do que seria considerado um “preço justo”.

Quais as vantagens da margem de segurança?

A margem de segurança é um indicativo importantíssimo para os investidores porque evita escolher um ativo que possa sofrer uma grande desvalorização.

Se uma ação cai muito, mas o valor intrínseco do negócio pouco se altera, essa ação não se torna arriscada devido à volatilidade do seu preço, pelo contrário, ela é um bom investimento e vale à pena aproveitar a queda para realizar a sua compra.

De uma forma geral, quanto maior for a margem de segurança, menor é o risco do investimento.

A margem de segurança, portanto, oferece certa garantia ao investidor que ele receberá algo minimamente satisfatório pelo que está pagando. Afinal, a ideia é que se a empresa tem um bom histórico de performance, ela será capaz de produzir bons resultados no futuro.

Assim, no caso de ações compradas sob condições médias de mercado, a capacidade de gerar retornos crescentes é o que constitui a margem de segurança.

Como aplicar a margem de segurança a investimentos?

Para compreender como aplicar a margem de segurança, é preciso, primeiro, entender alguns pontos básicos do mundo das ações.

Comprar ações baratas sempre foi um dos principais objetivos de Graham, o criador do termo, porém, quanto mais barata é uma ação, maior é a margem de erro do investidor, porque há mais chances de errar a estimativa do valor intrínseco da empresa ou de esse preço baixo ter relação com algum evento inesperado.

As empresas que negociam a cotações muito baixas em relação ao seu valor intrínseco não costumam ser boas apostas, porque isso indica problemas visíveis e situações complexas. Mas, segundo Graham, as ações cujas cotações superam muito o valor intrínseco são consideradas ótimas apostas, porque o preço das ações tendem a subir.

Contudo, é importante lembrar que o mercado precifica os crescimentos antes de eles acontecerem – assim, quando você compra ações negociadas acima do valor intrínseco, corre a chance de estar pagando um preço que já inclui o crescimento futuro dos lucros.

Queda no preço das ações

Normalmente são consideradas ações “baratas” aquelas que negociam descontos em relação ao valor intrínseco do negócio. Não é difícil encontrar ações baratas, porém é mais complicado saber sobre a segurança que o investimento oferece.

Se as ações de uma empresa caem muito, isso indica que a companhia está passando por problemas ou que o setor está enfrentando desafios. O valor intrínseco mostrará a capacidade da empresa sair dessa situação e continuar gerando lucros.

Independentemente dos riscos, no entanto, é trabalho do investidor analisar se isso está embutido no preço das ações para compreender se um título negociado abaixo do valor intrínseco é realmente barato e uma boa ideia de investimento.

Como calcular a margem de segurança?

Pessoa atualizando a margem de segurança no computador e fazendo os cálculos no celular
Ao realizar os cálculos de margem de segurança o investidor garante maior segurança em suas negociações. 

Benjamin Graham, o criador do termo, também desenvolveu uma fórmula para calcular a margem de segurança das ações. Originalmente, essa fórmula multiplicava os Earning per Share (ou Lucros por Ação) por 8,5 mais 2 vezes G (constante estimada de crescimento dos lucros para os próximos 7 a 10 anos) vezes 4.4 (taxa mínima de retorno requerida por Graham).

Mas, essa fórmula original passou por modificações para ficar mais adequada ao nosso mercado atual. Hoje ela é calculada da seguinte forma:

Margem de segurança = Earning per Share x (7 + 1G) x 4.4 / Y

Em que Y é a taxa de juros atual, que não estava incluída na fórmula original de Graham.

Outra fórmula usada para calcular é a seguinte:

Margem de Segurança = ((valor intrínseco / preço da ação) – 1) x 100.

Nesse caso, você terá que calcular o valor intrínseco, ou preço justo, de uma empresa, para isso terá que usar técnicas de valuation.

Vamos usar um exemplo considerando essa última fórmula para lhe ajudar. Suponha que, ao usar as técnicas de valuation, você chegou a um valor intrínseco de R$30 e o preço da ação esteja a R$20.

Usando a fórmula acima teríamos uma margem de segurança de 50%. Isso significa que o preço máximo que você poderia pagar pela ação seria de R$25.

Técnicas de valuation

Existem duas maneiras de calcular o valuation, por meio dos Múltiplos ou pelo Fluxo de Caixa Descontado.

Múltiplos

Esse é o método mais simples e é bastante eficiente quando o valor da empresa é muito descontado em relação ao valor intrínseco. Os múltiplos, contudo, não calculam o preço justo de uma ação, apenas mostra ao investidor se ela está barata ou cara.

Os múltiplos mais comuns são:

  • preço/ lucro por ação: dividir o preço de uma ação pelo lucro dela. Se o lucro se mantiver constante, esse múltiplo mostra quantos anos levaria para o lucro pagar o preço da ação;
  • preço/ valor patrimonial por ação: dividir o preço de uma ação pelo valor patrimonial por ação. O valor patrimonial é a diferença entre os ativos e os passivos. Esse múltiplo mostra quanto vale o preço da ação em relação ao patrimônio da empresa;
  • dividend yield: são os proventos dos últimos 12 meses divididos pelo preço da ação vezes 100. O resultado em porcentagem mostra o rendimento dos últimos 12 meses dos dividendos em relação ao seu preço atual;
  • EV/EBITDA: valor da firma (valor de mercado + a dívida líquida) dividido pelo lucro antes dos juros e do imposto de renda somado das depreciações e amortizações. O valor de mercado é o preço da ação vezes o número de ações. Mostra em quantos anos o lucro operacional pagaria o valor da firma.

Além desses, ainda existem os múltiplos relativos  que ajudam a comparar o valor das ações por meio dos múltiplos em relação às empresas do setor e os múltiplos históricos que serve para comparar o valor das ações por meio dos múltiplos históricos de uma empresa. 

Para reduzir as chances de erros, muitos investidores combinam vários múltiplos, evitando usar indicadores isolados.

Lucros futuros

Esse é um método mais seguro, porém mais difícil de ser feito e exige um conhecimento maior do investidor. Você poderá calcular pelo Modelo de Gordon ou pelo Fluxo de Caixa Descontado.

O Modelo de Gordon é simples, basta somar os dividendos que a empresa pagará nos próximos anos e trazê-los para o valor presente por meio de uma taxa de descontos, mais a perpetuidade dos dividendos.

Já no Fluxo de Caixa Descontado será preciso somar todo o dinheiro que receberá nos próximos anos e trazê-los para o valor presente por meio de uma taxa de desconto, mais a perpetuidade.

Use a margem de segurança em seus investimentos! 

Neste conteúdo, você viu que a margem de segurança é muito importante para os investidores, pois ajuda a entender se uma ação barata é um bom investimento, considerando o valor intrínseco da empresa.

De qualquer forma, é importante que o investidor sempre tenha muita informação e disposição em pesquisar mais sobre a empresa da qual pretende comprar ações, avaliando o histórico da empresa e do setor.

Gostou de saber mais sobre margem de segurança? Acompanhe os artigos de nosso Blog para aprender mais sobre investimentos!

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Vale a pena investir em ações do Banco Inter?

Quando olhamos para os bancos listados na Bolsa de Valores, ao lado dos tradicionais Banco do Brasil, Itaú e Bradesco, temos agora o Banco Inter. Mas afinal, será que vale a pena investir nas ações do Banco Inter?

Acompanhamos nos últimos anos uma verdadeira revolução do serviço bancário. As novas tecnologias e inovações tornaram possível realizar boa parte das transações bancárias pela internet. 

Com isso, os bancos digitais ganharam o mercado e, consequentemente, chamaram a atenção de investidores. Desde que chegou a Bolsa de Valores, o Banco Inter, tem desempenhado um papel importante e agradado pessoas que aplicam seu dinheiro em suas ações. 

Ao longo deste texto, vamos apresentar os principais detalhes sobre as ações do Banco Inter. Desse jeito, você conseguirá entender se é um tipo de ativo que combina com o seu perfil ou não. 

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História do Banco Inter

O Banco Inter foi fundado em 1994, então chamado de Intermedium Financeira. No começo, a intenção era atuar oferecendo crédito imobiliário. Porém, quando a empresa especializou-se em crédito consignado, passou a ser conhecida e a ganhar mercado. 

Em 2007, passou, finalmente, a oferecer serviço de crédito imobiliário. No ano seguinte, ganhou autorização para atuar como um banco. 

No entanto, a trajetória do Banco Inter que conhecemos atualmente começou em 2014. Nesse ano, ainda com o nome de Banco Intermedium, a instituição lançou a primeira versão da sua conta digital. 

Em 2016, foi beneficiado pela lei que facilitava a abertura de contas digitais e começou a focar sua operação nesse processo. Em 2017, aconteceu a mudança de nome. Atualmente, o Banco Inter funciona 100% como um banco digital, oferecendo aos usuários produtos e serviços exclusivamente online. 

O ano de 2018 marcou a chegada do Banco Inter à Bolsa de Valores do Brasil valendo cerca de R$ 1,9 bilhão de reais. Esse acontecimento é marcado como o primeiro IPO de uma fintech na B3 e sua oferta inicial de ações arrecadou R$ 721,9 milhões. 

Quais são as ações do Banco Inter?

Olhando para a Bolsa de Valores, podemos encontrar ações Banco Inter em 3 tipos diferentes: ordinárias, preferenciais e units.

BIDI4: as ações preferenciais do Banco Inter

São as ações do Banco Inter que não proporcionam direito a voto em assembleias. Mas, em contrapartida, garantem preferência em momentos de distribuição do lucro, ou seja, pagamento de dividendos ou de juros sobre capital próprio. 

BIDI3: as ações ordinárias do Banco Inter 

BIDI3 são as ações do Banco Inter que concedem aos acionistas direito a voto nas assembleias corporativas. No entanto, quando acontece a distribuição de pagamentos, quem possui ações ordinárias recebe depois dos acionistas que possuem ações preferenciais.  

BIDI11: as units do Banco Inter 

Units, ou certificados de depósito de ações, são pacotes que apresentam tipos de ações diferentes e variam conforme a empresa. No caso do Banco Inter, a unit BIDI11 contém 2 ações preferenciais (BIDI4) e 1 ação ordinária (BIDI3).  

Vale a pena investir nas ações Banco Inter?

Antes de apresentarmos os motivos para investir e os motivos para não investir nas ações do Banco Inter, é preciso falarmos que a resposta final deve ser baseada no seu perfil de investidor e nos seus objetivos. 

As projeções que fazemos são baseadas no histórico das ações e no desempenho do mercado como um tudo. Dessa forma, mudanças podem acontecer rapidamente e o que projetamos pode não ser concretizado. 

Entretanto, alguns detalhes são importantes e servem como base tanto para os motivos para investir nas ações do Banco Inter, quanto para os motivos de não investir. Confira: 

Motivos para investir nas ações do Banco Inter 

Resultados positivos

Antes de falarmos sobre os desempenhos das ações e o cenário bancário, precisamos falar sobre o desempenho da empresa. Na primeira semana de abril de 2020, o Banco Inter soltou uma nota informando que havia alcançado a marca de 5 milhões de correntistas. 

Boa posição no mercado

Mesmo com um mercado composto por várias fintechs e bancos digitais, o Banco Inter consegue se manter entre as principais marcas. Assim, é constantemente lembrado pelos usuários em momentos de escolher um serviço. 

Inovação

Um outro ponto para ser considerado é a caminhada do Banco Inter em busca de novidades e novas funcionalidades para seus correntistas. Atualizações de sua plataforma, melhorias em seu produto são preocupações constantes da empresa, o que contribui para que os clientes fiquem satisfeitos com o que é oferecido. 

Pagamento de juros sobre capital próprio

Mesmo na condição de uma empresa nova na Bolsa de Valores, o Banco Inter já oferece pagamento para seus acionistas. Na última de semana de março de 2020, foi divulgada nota informando que, no mês de abril de 2020, haverá o pagamento de JCP equivalente a R$ 0,02317351571 por ação e R$ 0,06952054713 por unit. 

Motivos para não investir nas ações do Banco Inter 

Momento de queda

A queda sofrida pelo mercado financeiro em 2020 em decorrência principalmente do coronavírus, afetou o desempenho das ações do Banco Inter. Nos 3 primeiros meses do ano de 2020, as ações do Banco Inter acumularam queda de 36,39%.

Operação cara

Mesmo com todos bons números de correntistas, a operação bancária é cara e isso gera resultado nas contas. Para você ter uma ideia, de acordo com os balanços divulgados, calcula-se que o prejuízo operacional no último trimestre de 2019, excluindo negociação, foi de R$ 21 milhões. 

Essas são as principais informações que você deve saber para tomar uma decisão de vale a pena investir no Banco Inter. É importante sempre destacar que não há nada que assegure uma mesma rentabilidade do passado e não há como prever o futuro. 

Dessa forma, o ideal é que você busque informações atualizadas a todo momento sobre todas as empresas que você deseja investir. Por isso, conte com a gente e continue lendo nossos conteúdos. 

Ao longo deste conteúdo você entendeu os detalhes que cercam as ações do Banco Inter. Como falamos, os bancos digitais tomaram uma boa parte do mercado e transformaram a forma como as pessoas realizam esse serviço. Para saber mais sobre o assunto, veja nosso guia sobre a conta digital do Nubank.

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Ações CVC: é hora de comprar ou vender ações C?

A CVC é uma das principais operadoras de turismo do Brasil. A companhia possui agências em várias cidades, atendendo milhares de turistas. Além disso, também é uma das principais empresas do setor listada na Bolsa de Valores, assim, as ações CVC (CVCB3) estão constantemente em pautas de recomendações e carteiras de investidores. 

No entanto, os primeiros meses de 2020 não foram fáceis para o mercado financeiro. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores do Brasil, acumulou quedas e a própria B3 chegou a acionar seu mecanismo de parada para evitar quedas maiores. 

Olhando para o setor de viagens, turismo, aéreo e lazer, essa queda, junto com a crise, foi ainda mais sentida. Empresas que possuem relação com viagens viram suas receitas caindo e, consequente, suas ações desvalorizando. 

Neste cenário, muitos investidores estão questionamento se vale a pena comprar ações CVC, bem como de outras empresas do setor. Ao longo deste conteúdo, você encontra um panorama desses papéis e uma perspectiva para o futuro da empresa. 

O que vai acontecer com as ações CVC?

Ninguém consegue afirmar o que irá acontecer ao certo na Bolsa de Valores. O que podemos fazer é apresentar as perspectivas do mercado para as ações CVC. 

Quanto a isso, expectativa é que as ações da CVC continuem com um movimento de queda em 2020. Isso faz com que a perspectiva de crescimento no curto prazo não seja positiva, principalmente, por conta dos seguintes fatores: 

  • impactos da crise causada pelo coronavírus em todo setor de turismo; 
  • alta constante do dólar;
  • incertezas sobre a capacidade da empresa em superar a crise. 

Com essa perspectivas, podemos apresentar alguns fatores que servem de respostas para entender se as ações CVC são ou não boas oportunidades de investimentos. Confira:

É hora de comprar ações CVC?

Mesmo com esse cenário de incertezas, muitos investidores ainda questionam se vale a pena aproveitar essa oportunidade e comprar ações CVC. 

Para que essa resposta fique mais clara, é possível apresentar alguns fatores que contribuem para a construção de um cenário positivo para compra dessas ações e alguns fatores de alerta. 

Por que comprar ações CVC?

Contas a receber

O primeiro ponto que deve ser levado em consideração na hora de olhar com bons olhos a CVC é a quantia que ela tem para receber. Assim como a maioria das empresas do setor, boa parte dos pagamentos dos seus serviços é realizado por meio do cartão de crédito. Dessa forma, há ainda um bom caixa para entrar e há a possibilidade de antecipação desse valor, em uma eventual necessidade de liquidez financeira. 

Modelo de negócios do tipo “Asset Ligth”

Isso quer dizer que boa parte das despesas da CVC dependem da sua operação diária. É claro que, como qualquer outra empresa, há gastos que são independentes, no entanto, é possível dizer que essas contas são reduzidas em um momento de falta de operação de viagens.  

Vencimento das dívidas 

Esse modelo de negócios faz com que boa parte de suas dívidas tenha vencimento em um médio e longo prazo. Com isso, espera-se que a CVC tenha tempo para se recuperar da crise que o mercado está vivenciando em 2020.

Medidas para superar a crise do coronavírus

Assim como várias outras empresas do setor, a CVC também adotou medidas para superar a crise dada pela pandemia do coronavírus. Entre as medidas, destacam-se a redução de investimentos em marketing, o corte do salário da diretoria e a renegociação de prazos com fornecedores. 

Por que não comprar ações CVC?

Impactos da crise

Assim como falamos quando abordamos o cenário imprevisível do mercado financeiro, esse fator também cai sobre a CVC. Ainda é cedo para dizer quais serão os resultados finais da crise e o quanto a empresa irá desvalorizar após esse período. 

Alto risco

Um dos principais motivos que chamam atenção dos investidores é o alto risco desse investimento. A CVC já vinha passando por problemas eventuais antes mesmo da crise causada pelo coronavírus, o que levanta ainda mais algumas incertezas para quem investe em suas ações. 

Erros na contabilidade

No dia 28 de fevereiro de 2020 a CVC divulgou, como fato relevante, que constatou erros em sua contabilidade. Assim, toda a divulgação de lucros e resultados ficou comprometida. 

A história das ações CVC, (CVCB3), na Bolsa

A CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S.A., ou popularmente conhecida apenas como CVC, figura entre as principais agências de viagens do Brasil e uma das principais operadoras de turismo da América do Sul. 

Fundada em 1972, como Agência de Viagens CVC, na cidade de Santo André, São Paulo. Desde sua fundação, a principal objetivo da operadora era fornecer excursões e pacotes completos de viagens, tanto para trabalhadores de empresas, quanto para famílias. 

Na década de 80, a empresa começou a fazer parcerias com agências independentes, possibilitando que essas também distribuíssem seus pacotes. Com essa estratégia, a CVC ficou popular no segmento e conseguiu aumentar suas atividades. Atualmente, segundo o site da empresa, são 8.000 agências credenciadas e 720 agências exclusivas em todo o Brasil.

Além disso, outro fator determinante para o crescimento da empresa foi a estratégia de aquisições. Ao longo da sua história, a CVC adquiriu outras companhias do setor, alguns bons exemplos são: a brasileira Submarino Viagens, e as argentinas Bibam Group e Ola.

Em 2013, depois de um ano marcado por bons resultados e crescimento da empresa, a CVC realiza a abertura do seu capital na Bolsa de Valores do Brasil. Dessa forma, ela passa a ser a primeira operadora de viagens do Brasil com ações no mercado financeiro. 

Em dezembro de 2014, cerca de 1 ano depois de entrar na Bolsa, a empresa anunciou que iria antecipar o pagamento de juros sobre capital próprio para os acionistas. Nessa data, foram liberados cerca de R$ 14,5 milhões para os investidores. 

Desde então, as ações CVC apresentam um desempenho de valorização, todavia, como já falamos, sendo afetado pela crise de 2020. 

Quer saber como investir nas ações CVC mas precisa de ajuda? Conte com o auxílio de profissionais. Baixe nosso Guia gratuito sobre Consultoria de Investimentos e conheça o serviço!

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Como começar a investir: 5 dicas para você fazer seu dinheiro render

Durante algum tempo, muitas pessoas acreditavam que bastava deixar o dinheiro na poupança que no futuro renderia uma boa quantia. No entanto, a queda da taxa de juros

fez com que o brasileiro se voltasse para a necessidade de conhecer investimentos que realmente podem valorizar seus rendimentos. 

Mas, como começar a investir? Geralmente, esse primeiro passo é o mais difícil, visto que é preciso muito conhecimento e entendimento sobre as boas práticas do mercado, para que essa experiência não seja negativa e, principalmente, para que você não tenha prejuízo. 

Como começar a investir?

Antes de tudo, é preciso falar que não existe uma fórmula mágica para você ter sucesso investindo. No entanto, alguns passos são importantes para que você tenha mais segurança e saiba exatamente onde está colocando seu dinheiro. 

Dito isso, vamos apresentar 5 passos necessários para você começar a investir e ainda um bônus que vai te ajudar a iniciar bem. Confira: 

1. Fazer um planejamento financeiro; 

2. Estabelecer seus objetivos; 

3. Buscar conhecimento; 

4. Conhecer seu perfil de investidor; 

5. Escolher uma corretora que proporcione segurança. 

Veja, na prática, em que consiste cada um desses passos: 

biblioteca financeira

1. Faça um planejamento financeiro 

Antes de você começar a investir é essencial que você tenha um planejamento financeiro. O princípio básico é entender seus gastos e receitas. 

Assim, será possível entender quanto você ganha por mês e qual a quantia, obrigatoriamente, vai para suas despesas e qual o percentual você deve tirar para começar a investir. 

Investir é uma necessidade e você deve separar uma porcentagem do que você recebe para isso, afinal, esse investimento pode representar a realização de um sonho, como adquirir um carro, comprar um imóvel ou mesmo uma aposentadoria tranquila. 

No entanto, não é aconselhável que você faça dívidas para investir. Então, o primeiro passo é ter um planejamento financeiro bem estruturado, que proporciona clareza sobre a situação das suas finanças. 

2. Estabeleça seus objetivos 

Os objetivos são as razões pelas quais você vai investir. São fundamentais para que você tenha um foco e para que não caia em armadilhas, como a ganância de arriscar demais. Para quem está começando agora, um caminho é entender se os seus objetivos são de longo prazo (como garantir uma aposentadoria tranquila) ou de curto prazo (como fazer uma viagem ou comprar um carro. 

Estabelecer esses objetivos é fundamental para que você escolha corretamente seus investimentos e para que você tenha clareza sobre os aportes necessários para alcançá-los. 

3. Busque conhecimento 

Esse passo é um dos mais importantes. Não importa o que você faça, sempre é necessário saber o máximo que consegue. Com seus investimentos é a mesma coisa, quanto mais você sabe sobre esse mercado, mais você entenderá como investir melhor seu dinheiro. 

Você não precisa se transformar em um economista, no entanto, é importante que você saiba onde está sendo aplicado seu dinheiro, qual a rentabilidade que terá e, principalmente, quais os riscos que você corre. 

Para começar, é importante que você saiba sobre os tipos de de investimentos disponíveis, para que saiba escolher qual combina mais com seus objetivos. 

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No mercado financeiro, temos os investimentos de renda fixa, aqueles que você já investe sabendo qual será o rendimento. E temos também a renda variável, onde a rentabilidade varia de acordo com o andamento do mercado. 

As principais alternativas de renda fixa são:

Na renda variável, algumas alternativas são:

4. Conheça seu perfil de investidor

Cada tipo de investimento é mais indicado para um tipo de investidor, assim, para saber qual é o seu tipo, basta encontrar qual é o seu perfil de investidor. 

Para saber essa resposta, é necessário responder algumas perguntas sobre risco, tempo de investimento e acompanhamento. Assim, você saberá se é Conservador, Moderado ou Arrojado. 

5. Escolha uma corretora de valores

As corretoras de valores são as instituições responsáveis por fazer que você tenha acesso aos investimentos. Para que sejam de confiança, precisam ser credenciadas pelo Banco Central e ter autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além disso, é importante que você considere o serviço prestado. Algumas corretoras oferecem taxa zero, mas apresentam plataformas complicadas e sem auxílio necessário. Por isso, escolha que lhe ofereça segurança. 

Bônus: Conte uma consultoria de investimentos

Ao começar a investir, é comum algumas dúvidas e uma certa insegurança para operar só. Além do mais, há alguns erros que só quem já investe sabe e que podem representar prejuízos. 

Por isso, a dica é contar com uma consultoria de investimentos, ou seja, empresas que utilizam canais digitais para fazer uma recomendação de investimentos de acordo com o perfil e objetivo do investidor e que auxiliam as pessoas nesse momento. 

Assim, você aumenta, ainda mais, suas chances de bons resultados. 

Como começar a investir na Bolsa de Valores?

Falamos no começo do texto sobre como começar a investir, no entanto, há muitas pessoas que já investem em alternativas conservadoras, como a renda fixa, e desejam obter melhores rendimentos, ou seja, investir na Bolsa de Valores. 

Esse é um caminho válido e muito praticado por muitos investidores atualmente. Diferententemente do que acontecia antigamente, hoje em dia a Bolsa está acessível para a maioria das pessoas. 

No entanto, antes de começar a investir na Bolsa é importante que você entenda os detalhes desse investimento. Saber sobre os riscos e as práticas para ter sucesso na Bolsa é um desafio que deve ser analisado nesse momento. 

As dicas que passamos acima são também úteis para você investir na Bolsa. A grande diferença é que você vai precisar de mais conhecimento, afinal é necessário entender as melhores ações, bem como o momento certo para entrar ou sair de uma operação. 

Além disso, há também a necessidade de entender os riscos. A Bolsa de Valores é um mercado caracterizado pela volatilidade e pela imprevisibilidade. Portanto, não existe uma forma de afirmar o que vai acontecer, nem de assegurar que um investimento vai trazer um retorno certo. 

Por isso, para quem está iniciando, é fundamental contar com auxílio de profissionais e acompanhar o que especialistas falam sobre o mercado.  

Agora que você já sabe como começar a investir, que tal contar com uma ajuda para iniciar bem sua jornada? Baixe grátis o nosso Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos e saiba como encontrar os melhores investimentos para você!

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Tipos de aposentadoria: saiba quais são e como escolher a sua

Aposentar é um desejo de boa parte das pessoas. Quem não espera, depois de um longo período trabalhando, conseguir viver tranquilo e aproveitar a vida? Porém, você conhece os tipos de aposentadoria de existem? 

Nos últimos anos, acompanhamos o assunto aposentadoria se transformar em um dos mais falados. Os principais motivos são:

  • a descoberta dos brasileiros da necessidade de pensar em outros tipos de aposentadoria, para complementar a pública. 
  • as novas leis sobre a aposentadoria pública que mudaram o cenário para os trabalhadores. 

Portanto, conhecer esses tipos de aposentadoria é importante para entender como está a situação atual e para começar a planejar para aposentar-se com qualidade. 

Quais são os tipos de aposentadoria que existem?

Quando falamos nesses tipos de aposentadoria, podemos dizer que a primeira divisão acontece entre a aposentadoria pública e a aposentadoria privada.

A aposentadoria pública é um direito garantido a todo cidadão brasileiro. Mensalmente, trabalhadores que estão sob o regime CLT são descontados com uma porcentagem do salário que vai diretamente para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Assim, ao longo do tempo é como se fosse sendo criada uma poupança, conhecida como previdência social. 

Por outro lado, a previdência privada é composta por diferentes planos de acumulação de patrimônio para ser resgatado no futuro. Esses planos são geridos por instituições financeiras e bancos e possuem características próprias. 

No entanto, para sermos mais específicos, é preciso abordar as particularidades que existem entre as variações dentro desses dois grandes tipos de aposentadoria. Por isso, vamos falar sobre cada um. 

Quais são os tipos de aposentadoria pública que existem?

A aposentadoria pública no Brasil possui 3 categorias:

  1. Regime Geral da Previdência Social (RGPS); 
  2. Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS); 
  3. Regime de Previdência Complementar (RPC)

Como funciona o Regime Geral da Previdência Social?

O Regime Geral da Previdência Social é o sistema que contempla todos as pessoas que contribuem para o INSS. Por abranger boa parte dos trabalhadores brasileiros, é o principal tipo de aposentadoria pública. 

Dentro desse sistema, está previsto que os contribuintes têm direito à aposentadoria se enquadrados em alguma das 4 categorias:

  • tempo de contribuição; 
  • idade; 
  • invalidez; 
  • especial. 

Aposentadoria por tempo de contribuição

Um dos tipos de aposentadoria mais comuns, concede direito ao benefício depois de um período de contribuição. Na prática, atualmente, esse período consiste em 35 anos para homens e 30 anos para mulheres. 

No entanto, é importante lembrar que existem algumas categorias que possuem o tempo de contribuição diferente, como professores e militares. 

Aposentadoria por idade 

Tem direito à aposentadoria por idade, homens com 65 anos ou mais e mulheres de 60 anos ou mais. No entanto, há uma diferença para trabalhadores rurais, nesses casos, a regra passa a ser 60 anos ou mais para homens e 55 anos ou mais para mulheres. 

Além disso, é importante ressaltar que, para ter direito à aposentadoria por idade, o contribuinte deve ter, pelo menos, 180 meses (15 anos) de contribuição para o INSS. 

Aposentadoria por invalidez 

Aposentadoria por invalidez é o tipo de aposentadoria que beneficia o contribuinte considerado incapaz seja por motivo de doença ou acidente. Para obter esse direito, é necessário apresentar um laudo com perícia médica realizada pelo INSS. 

Aposentadoria especial 

Aposentadoria especial é a aposentadoria que beneficia os contribuintes que possuem atividades profissionais consideradas como agentes nocivos para a saúde. Alguns exemplos são: biológicos, físicos ou químicos.

Como funcionam os Regimes Próprios de Previdência Social?

Esse é o tipo de aposentadoria voltada, exclusivamente, para os servidores públicos concursados que ocupam cargos efetivos. 

Esse tipo de aposentadoria recebe esse nome pela possibilidade de cada um dos entes públicos federativos, como União, Estados, e Municípios ser capaz de criar seu próprio regime. 

De modo geral, a aposentadoria oferecida por esse regime tem como base apenas dois fatores:

  • contribuição ao INSS;
  • tempo de serviço necessário para conseguir se aposentar.

Como funciona o Regime de Previdência Complementar?

Como o nome diz, esse é um tipo de aposentadoria que atua de forma complementar. Dessa forma, seu objetivo é oferecer uma previdência adicional àquela apresentada tanto pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS, quanto pelo Regime Próprio de Previdência Social – RPPS. 

Em um plano de RPC, o contribuinte consegue a aposentadoria devido ao acúmulo de uma reserva ao longo dos anos. Por isso, é muito comum definir esse plano como um tipo de capitalização ao longo dos anos.  

A grande questão é que a participação nessa previdência é facultativa. Assim, o trabalhador não é obrigado a ser descontado mensalmente. 

biblioteca financeira

Quais são os tipos de aposentadoria privada que existem?

Como muitos já sabem, a previdência privada é uma forma de um contribuinte investir dinheiro para a aposentadoria por conta própria.

Esses investimento não possuem nenhuma relação com a aposentadoria pública. Por isso, muitas vezes, servem como uma forma de complementar essa renda e garantir uma aposentadoria mais tranquila. 

Entre todos os investimentos disponíveis, quando falamos sobre tipos de aposentadoria de previdência privada, podemos destacar 3: 

  1. PGBL: Plano Gerador de Benefício Livre;
  2. VGBL: Vida Gerador de Benefício Livre;
  3. Previdência privada empresarial. 

Como funciona o PGBL?

Falando sobre previdência privada, a grande diferença entre os dois principais tipos de aposentadoria está relacionada com a forma de tributação de cada plano. 

O Plano Gerador de Benefício Livre é indicado para o contribuinte que opta em declarar o Imposto de Renda anual usando o formulário completo. Afinal, com o PBBL é possível obter descontos nesse momento, ou seja, incluir em seus rendimentos também incidem sobre o valor do tributo. 

Como funciona o VGBL?

Por outro lado, esse é o tipo de aposentadoria privada indicada para quem realiza a declaração pelo modelo simplificado. 

A vantagem é que os planos VGBL possuem recolhimento de tributos apenas sobre a rentabilidade e não sobre o todo. Portanto, é taxado apenas no resgate. 

imposto de renda

Como funciona a Previdência privada empresarial?

Esse tipo de aposentadoria são formados por fundos de investimento restritos aos colaboradores de uma determinada companhia.

Geralmente, esse plano possui a contribuição da organização. Um exemplo são as empresas que, para cada R$ 1 investido pelo trabalhador, aplicam outro R$ 1. 

E aí? Gostou de saber mais sobre os tipos de aposentadorias que existem? Para completar o assunto preparamos um material exclusivo, o guia gratuito sobre como ter uma aposentadoria tranquila.

O post Tipos de aposentadoria: saiba quais são e como escolher a sua apareceu primeiro em Blog Magnetis.

O que é volatilidade nos investimentos

O que é volatilidade nos investimentos

Não tem jeito! Todas as vezes que alguma coisa importante acontece no mercado financeiro, essa palavrinha começa a nos bombardear em manchetes de jornais e sites, na TV, em análises de profissionais da área e até em posts de redes sociais. Estamos falando da volatilidade, aquele sobe e desce constante dos investimentos que afeta principalmente as ações.

Mas você sabe o que é a volatilidade? Você entende como esse elemento básico do mundo das finanças funciona?

Por medo de perder dinheiro, é natural que a tal da volatilidade assuste muitos investidores. Algumas pessoas até desistem de investir em ações com medo da montanha russa.

Se você está entre elas, não se preocupe.

Saiba que a volatilidade amedronta até mesmo os investidores mais experientes. Mas entendendo ao seu conceito e funcionamento, você pode inclusive tirar proveito da situação e usar a “vol” para ganhar dinheiro.

Neste texto, você vai saber o que é e como funciona a volatilidade. Mas também vai encontrar algumas dicas preciosas para lidar com esse sobe e desce no dia a dia.

Aproveite para deixar o seu comentário, dúvidas e sugestões no fim deste artigo.

Boa leitura!

Entenda o que significa volatilidade nos investimentos

De forma simples, a volatilidade é a variação dos preços de um ativo financeiro, como as ações de empresas por exemplo. No mundo da Renda Variável, como o próprio nome diz, os valores de cada ação variam, subindo ou caindo.

Então, a volatilidade é usada para medir a intensidade e a frequência com que acontecem as movimentações dentro de um período de tempo.

Fazendo esse acompanhamento, o investidor pode saber quando é arriscado ou não fazer um investimento.

É como uma montanha russa. Quanto mais volátil um investimento for, mais subidas e descidas o seu preço terá.

Mas fique tranquilo, pois daqui a pouco você vai entender melhor a relação entre volatilidade e risco no mundo dos investimentos.

Como calcular a volatilidade

Existem várias maneiras de calcular e sobe e desce constante nos preços. Em geral, os analistas financeiros usam fórmulas matemáticas para chegar no nível de oscilação.

Uma das maneiras mais utilizadas por quem investe na Bolsa de Valores é a partir do Desvio de Padrão.

Funciona assim: é feito um estudo da rentabilidade histórica de um ativo ao longo de um determinado período de tempo. Assim, é possível identificar os desvios que aconteceram no preço médio, além da intensidade e frequência.

A partir disso, chega-se a chamada “volatilidade absoluta”.

Além disso, você deve saber que a volatilidade de mercado costuma ser dividida em três tipos: histórica, implícita e real.

  • Volatilidade histórica: é aquela constatada a partir da observação das flutuações no preço de um ativo financeiro em um determinado período de tempo.
  • Volatilidade implícita: a volatilidade implícita é a projeção que o investidor faz a partir dos resultados das oscilações passadas. No entanto, lembre-se que não é garantido que a volatilidade implícita será exatamente como a histórica. Essa medida é uma possibilidade, ou seja, é o que se pode esperar para o comportamento do ativo.
  • Volatilidade real: esse é um conceito útil apenas para o presente. É a variação efetivamente observada nos preços de um ativo. Analisar a volatilidade real ajuda nas projeções para o futuro.

Mas atenção: mais do que aprender a utilizar fórmulas matemáticas, o investidor precisa entender o real conceito da volatilidade e quais investimentos estão mais ou menos sujeitos a ela.

Quanto maior a volatilidade maior o risco?

Quando falamos de riscos em investimentos, significa que existe a possibilidade de algo não sair como o planejamento. Isso pode gerar possibilidades de perdas.

É por isso que a volatilidade é uma medida de risco das mais importantes.

Em geral, quanto maior a volatilidade, maior o risco envolvido naquele investimento.

Na prática, aqueles ativos que mais sobem e descem no mercado são também aqueles com maior potencial de valorização.

Por exemplo: as ações têm uma alta volatilidade, maior que a da renda fixa e quase sempre oferecem mais riscos. Contudo, esse tipo de ativo é capaz de gerar ganhos maiores.

Vale lembrar que a volatilidade também é usada para avaliar vários tipos de investimentos, como os fundos de investimento e títulos do Tesouro Direto.

No entanto, encare o estudo sobre volatilidade como a previsão do tempo. Claro que são grandes as chances do meteorologista acertar e não chover. Mas não temos como saber o que a “mãe natureza” vai decidir e o tempo pode virar a qualquer instante.

Por meio da análise do histórico de movimentação de um ativo e de outras informações ligadas a ele, você consegue fazer uma estimativa dos riscos.

Porém, assim como na previsão do tempo, você pode ganhar mais do que o esperado ou até perder dinheiro.

Mas é claro que você não precisa se arriscar se não quiser. Na hora de investir, suas escolhas dependem do quanto você tem disponibilidade para “se molhar” caso chova.

Isso é, o quanto você suporta perder algum dinheiro caso as ações que você comprou se desvalorizem.

Como encarar e suportar a volatilidade?

Warren Buffett é um dos maiores investidores do mundo, com uma fortuna estimada em 88 bilhões de dólares.

Ele diz que é comum investidores fazerem uma relação equivocada entre volatilidade e risco.

Segundo Buffett, momentos de crise como a causada pelo coronavírus afetam e muito os preços das ações. No entanto, muitas vezes essa alteração é desproporcional.

Isso significa que uma ação pode se valorizar mais do que deveria, já que a empresa não tem um valor real equivalente, ou pode ficar muito barata, gerando uma oportunidade de investimento.

É aí que os erros acontecem.

A volatilidade pode fazer o investidor impaciente vender os seus ativos quando não deveria. Um exemplo clássico disso é se apressar em se desfazer das ações quando elas estão caindo no curto prazo e não avaliar se elas têm potencial de subir em seguida.

Portanto, não deixe que o sobe e desce impacte também a sua capacidade de escolher o que é melhor para o seu bolso.

A seguir, confira algumas dicas para não cometer erros básicos na hora de avaliar a volatilidade de um ativo.

Entenda que volatilidade pode ser algo bom

Volatilidade costuma assustar a maioria das pessoas. Mas essa oscilação também pode ser boa para os seus investimentos.

Estudando a volatilidade, você pode encontrar o momento certo para vender e comprar ativos, proporcionando melhores retornos.

Os investidores que mais se beneficiam da variação dos preços são os que fazem Day Trade, aquelas operações curtas que começam e terminam no mesmo dia.

Para lucrar, eles identificam pequenas oscilações e fazem operações rápidas, que podem durar apenas alguns minutos, para aproveitar a oportunidade e ganhar dinheiro.

Gerenciamento de riscos para controlar a volatilidade

Situações de volatilidade extrema podem ser usadas para que você coloque o pé no freio e assuma uma postura mais defensiva na hora de investir.

Como já falamos ao longo deste texto, a volatilidade é uma medida de risco, ou seja, uma ferramenta para você fazer o gerenciamento de riscos das suas aplicações.

Se você compreende o conceito de volatilidade e como ela afeta seus investimentos, será capaz de avaliar mais precisamente as possibilidades de perdas e ganhos para diversificar sua carteira, mitigando os riscos e maximizando o lucro.

Diversificação é fundamental nos investimentos

Uma das maneiras de controlar a volatilidade dos seus investimentos é fazer um portfólio de ativos bem diversificado.

Para isso, como orientam os especialistas, você pode escolher ativos com pouca relação entre si.

Um exemplo disso é manter parte do seu dinheiro em ativos menos voláteis, como a renda fixa.

Controle emocional para encarar a volatilidade

Investimento é ter autocontrole.

É muito importante que você trabalhe para manter o controle das suas emoções quando se deparar com o sobe e desce do mercado.

Não entrar em pânico e vender no momento errado e não se deixar levar pela empolgação na hora de comprar seus ativos são duas práticas básicas.

E mais uma vez: a gente sabe que perder dinheiro é complicado e frustrante, mas tente manter o sangue frio e avalie o cenário para buscar oportunidades.

Conclusão

Não importa se você é um investidor iniciante ou mais experiente, entender como a volatilidade funciona pode fazer a diferença na gestão do seu dinheiro.

Afinal, você pode usá-la para administrar os níveis de risco e encontrar oportunidades de ganhos em momentos específicos.

Talvez você não goste de ver os seus investimentos subindo e descendo, mas o maior importante é manter a calma e focar no longo prazo. 

A dica é: entenda o seu perfil, saiba o quanto de volatilidade e risco está disposto a encarar e vá em busca da sua estratégia de investimento.

E se estiver na dúvida, na Easynvest você encontra diversas opções para cuidar bem do seu dinheiro, incluindo carteiras recomendadas de ações.

As carteiras recomendadas são indicações de investimentos preparadas por nossa área de análise, composta por especialistas com vasta experiência no mercado financeiro.

Quer saber mais?

Então clique aqui agora e confira todos os detalhes.

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Criptomoeda Dai: a nova stablecoin disponível na BitcoinTrade

Lupa visualizando o negócio

Muitos acreditam que as stablecoins são o futuro das criptomoedas. Afinal, elas contam com mais estabilidade, justamente por serem lastreadas. Uma dessas tendências é a criptomoeda Dai, que possui valor estável em relação ao dólar americano.

Você já conhece o funcionamento da criptomoeda Dai? Continue com a gente e entenda melhor sobre essa nova criptomoeda, como ela funciona e por que é uma boa ideia investir nela.

O que é a criptomoeda Dai?

A criptomoeda Dai é uma stablecoin descentralizada criada pela plataforma MakerDAO (MKR) e seu valor é lastrado ao dólar americano, na proporção de 1:1 – e sempre permanecerá assim até que o token seja retirado de circulação.

A Dai coin foi lançada em 2017 por meio da plataforma MakerDAO (MKR). Essa é uma plataforma de contratos inteligentes na Ethereum que garante e estabiliza o valor do Dai por meio de um sistema dinâmico de posições de dívidas com garantia (ou CDPs, em inglês) – mecanismos de retroalimentação autônomos e agentes externos.

O que é uma stablecoin?

Em resumo, uma stablecoin possui todos os benefícios de uma criptomoeda tradicional e ainda conta com a estabilidade. Ou seja, essas moedas são: descentralizadas, seguras, contam com a criptografia e a transparência da blockchain e a eficiência de um mercado que funciona 24 horas por dia e ainda têm seus valores estáveis, sempre atrelados a algum ativo estável.

Para isso, essas moedas virtuais têm o seu valor atrelado a outro ativo estável. As stablecoins mais conhecidas e usadas são pareadas com o dólar americano, como é o caso da criptomoeda Dai, mas existem outras pareadas com ouro, commodities, imóveis, moedas fiduciárias, uma combinação de opções etc.

Essas moedas surgiram para resolver o problema da grande volatilidade das criptomoedas tradicionais, o que deixava alguns investidores receosos com um ativo cuja valorização futura pode ou não ser exponencial. Assim, uma stablecoin pareada em 1:1 com o dólar americano, por exemplo, terá sempre a mesma cotação que o dólar.

Como a criptomoeda Dai funciona?

O processo de funcionamento da criptomoeda Dai é facilitado pela plataforma Maker, juntamente com o token MKR, contratos inteligentes de CDP e vários outros mecanismos de estabilização. 

Dessa forma, toda sua estrutura ocorre através da tecnologia Blockchain Ethereum e de seus contratos inteligentes, e isso faz da Dai uma stablecoin verdadeiramente confiável e descentralizada que não pode ser desligada nem censurada.

Maker (MKR)

Para entender melhor como a criptomoeda Dai funciona, é essencial compreender o Maker (MKR) – uma organização autônoma descentralizada. Ele é responsável por dois tokens, o Dai e também o Makercoin, ambos emitidos no Ethereum de acordo com o padrão ERC-20.

A missão do MKR é criar uma linha de ativos digitais descentralizados estáveis vinculados a várias moedas, ouros e outros. A organização é uma das primeiras focadas em Ethereum e conta com uma equipe muito respeitável no setor da criptografia.

Os titulares do MKR são responsáveis por gerir os riscos do sistema, pela lógica comercial, pelo pagamento de empréstimos do Dai e pela definição do índice da dívida. Os detentores de MKR são os usuários que podem votar em decisões importantes relacionadas à plataforma e à emissão de Dai.

Mecanismos de estabilidade de preços

Uma stablecoin baseia-se na estabilidade de preços, não sofrendo com a alta volatilidade como outras criptomoedas. O Dai conta com alguns mecanismos que favorecem essa estabilidade. Vamos vê-los abaixo.

Preço de referência

O preço de referência tem duas funções:

  • calcular o coeficiente de garantia sobre a dívida;
  • determinar o valor dos ativos de garantia recebidos por titulares de Dai no caso de uma liquidação global.

Esse preço de referência é expresso em dólar americano em 1:1 – ou seja 1 Dai vale 1 dólar.

Retroalimentação da taxa de referência (TRFM)

No caso de uma grande instabilidade no mercado, um mecanismo automático de retroalimentação da taxa de referência é acionado, rompendo com o câmbio fixo da criptomoeda Dai.

Quando o mecanismo é acionado, a taxa de referência e o preço de referência mudam de forma dinâmica equilibrando a oferta e a demanda de criptomoeda Dai e ajustando automaticamente os incentivos para que os usuários criem e mantenham Dai. 

Dessa forma, o mecanismo de retroalimentação força o preço de mercado do Dai, reduzindo a volatilidade e proporcionando liquidez em tempo real durante os choques de demanda.

Resumindo, o mecanismo funciona assim: se o preço do Dai coin cai e fica abaixo do preço de referência, a taxa de referência aumenta, consequentemente o preço de referência aumenta de forma bem rápida, o que torna cada nova geração de Dai mais cara. 

Ao mesmo tempo, o aumento da taxa de referência faz com que haja um ganho de capital para os investidores que mantêm o Dai – o que eleva, também, a demanda pela criptomoeda.

O inverso ocorre quando o preço do Dai é maior que o preço de referência, ou seja, a taxa de referência se reduz, o que aumenta a demanda por geração de novos Dais e uma diminuição no número de pessoas que mantêm o Dai, o que faz com que preço de mercado da criptomoeda caia, voltando ao nível do preço de referência.

Parâmetro de sensibilidade

É esse parâmetro que determina a validade da taxa de referência em resposta ao desvio do preço de mercado em relação ao preço de referência do Dai. Quem define o parâmetro de sensibilidade são os proprietários do MKR com direito a voto. Porém, se o TRFM que explicamos acima for ativado, tanto o preço de referência como a taxa de referência são determinados pela dinâmica do mercado.

Liquidação Global

É o último recurso para garantir o preço de referência do Dai. Ele desativa e encerra, gradualmente, todas as atividades na MKR, de forma que todos os usuários, titulares de Dai ou de Posições de Dívidas com Garantia, recebam o valor líquido dos ativos aos quais têm direito.

Esse é um processo descentralizado e o acesso é regulado pelos proprietários de MKR que podem votar, assegurando que a Liquidação Global apenas seja usada em casos de emergências muito graves, como invasões ou falhas de segurança, atualizações do sistema ou graves crises no mercado.

Quais as vantagens de investir em Dai coin?

Moedas fictícias em cima de um papel representando o bitcoin
Por serem lastreadas ao dólar, as criptomoedas Dai possuem diversas vantagens principalmente para quem vive no Brasil.

Depois de compreender sobre o funcionamento do Dai, com certeza você deve ter notado várias vantagens dessa stablecoin, não é mesmo? Mas destacamos aqui as principais:

  • o Dai é pareado com o dólar, o que significa que, além de ter mais estabilidade que outras criptomoedas, ele acompanha uma das moedas mais fortes do mundo;
  • A BitcoinTrade permite o câmbio de outras criptomoedas por Dai, sendo assim, se em algum momento pretender vender suas Bitcoins, por exemplo, você poderá convertê-las em Dai coin, que por serem atreladas ao valor do dólar terão uma grande vantagem em relação ao real;
  • Para compra de dólares, a criptomoeda Dai pode ser uma alternativa para se livrar das altas taxas das casas de câmbio;
  • Por trabalhar na blockchain, a criptomoeda Dai é bastante segura, contando com uma criptografia e todo o funcionamento que já estamos acostumados com outras criptomoedas;
  • Assim como outras moedas virtuais, o Dai coin é descentralizado e não é regulado por nenhum governo ou banco central, impedindo que se desvalorize ou sofra com regulações, hiperinflação e outros pontos;
  • Existem vários mecanismos específicos para a stablecoin Dai que são fundamentais para manter a estabilidade do preço e o pareamento com o dólar. Esse é um sistema inteligente que acompanha as mudanças do mercado, sem a necessidade de uma autoridade centralizada que supervisiona as stablecoins, como ocorre com o Tether, por exemplo;
  • Qualquer pessoa que desejar possuir Dai pode “penhorar” algum ativo na plataforma MakerDAO, assim as pessoas podem obter empréstimos sem partes confiáveis, taxas de juros e com condições de pagamento mais atrativas, tudo com garantia e segurança, pois é negociado por meio de contratos inteligentes;
  • Quem deseja investir no Dai, pode comprar a moeda em Exchanges específicas e incluí-la na sua carteira digital, usando-a como investimento ou para pagamento de contas.

Comece agora seus investimentos em criptomoedas Dai! 

Neste conteúdo, você viu que o Dai é uma stablecoin baseada na Ethereum que usa tokens para criar novas moedas e diversos mecanismos para manter o seu preço sempre pareado com o dólar, na proporção de 1:1.

Assim, essa é uma stablecoin com características bem diferenciadas, principalmente pelo fato de ela ser realmente descentralizada, já que não precisa de nenhum agente externo para fazer valer o seu lastro – tudo é feito automaticamente pelo sistema, acompanhando as flutuações do mercado e forçando o preço do Dai para próximo do preço de referência, ou seja, do dólar americano.

Quem deseja investir em criptomoedas, mas tem receio em relação à grande oscilação de preços, tem nas stablecoins uma excelente oportunidade, especialmente no Dai que é bastante seguro e estável. 

Gostou de conhecer mais sobre o criptomoedas Dai? A BitcoinTrade oferece a possibilidade de comprar essa stablecoin!

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Maio de 2020 – Luz no fim do túnel?

Mercados acionários seguiram mais um mês na contramão das economias, com o S&P500 dos EUA subindo mais de 38% da mínima em 23 de março. A queda nos pedidos industriais nos EUA foi de 10,3% ante o mês anterior, enquanto a produção industrial na Alemanha e Japão cedeu mais de 9%. Deu certo conforto para os investidores o fato da inflação nos EUA ter ficado abaixo das estimativas, em 1,4% ao ano.

Investidores apostam na reabertura das economias e início de efeitos dos recentes pacotes de estímulo dos governos. O fato do Banco Central Europeu ter sinalizado um pacote de 824 bilhões de Dólares deu novo ânimo ao mercado. O excesso de liquidez nos mercados levou à busca de ativos escassos, incluindo criptomoedas, ouro, e ações de empresas rentáveis.

Existe um mundo onde tudo se valoriza?

Não importa para onde olhamos, vemos notícias de governos cada vez mais perdidos, anunciando pacotes de ajuda financeira, recompras de títulos de dívida, e qualquer maneira de garantir que os mercados continuem funcionando.

O Coronavírus passou a ser pano de fundo para um problema que certamente não surgiu nos últimos três meses, uma grave crise de liquidez, além de uma guerra comercial sem fim entre EUA e China. Não custa lembrar que a crise no mercado Repo, aquele de empréstimos interbancários nos EUA, iniciou-se em setembro de 2019.

A pergunta de um milhão de dólares agora é se em algum momento entraremos num período de deflação por conta da falta de demanda. Ao contrário do que os governos esperavam, este dinheiro novo está sendo utilizado para acumular investimentos ou pagar dívidas antigas.

Enquanto isso assistimos a esta valorização de muitos ativos, com investidores cada vez mais desconfiados do limite para tais intervenções.

Principais criptomoedas, ativos e bolsas mundiais – até 31/Mai

Notícias do mundo cripto:

Goldman Sachs: Banco divulgou relatório dizendo aos clientes que não considera criptomoedas uma nova classe de ativos, nem tampouco escasso, por existirem centenas de forks

Libra Facebook: Renomeou carteira Calibra para Novi, aproveitando para detalhar integração com app Whatsapp

Paul Tudor Jones: Bilionário investidor revelou investimento em Bitcoins  em seu fundo, realizado através de contratos futuros na CME

BAKKT: Anunciou um total de 70 novos clientes, elevando seu seguro de cold wallet em 500 milhões de Dólares

Bitcoin (BTC):  Depósitos de Bitcoins em exchanges atingiu menor valor em 18 meses, próximo de 2.3 milhões de moedas

Bitcoin (BTC): Movimentação de um minerador de 2009 assustou mercados; cerca de 140 endereços antigos assinaram uma mensagem afirmando que Craig Wright não é Satoshi

Ethereum (ETH): Rede social Reddit anunciou lançamento de tokens na rede Ethereum, focado em comunidades cripto e jogo Fortnite

Ethereum (ETH): Número de endereços com mais de 100 ETHs atingiu máxima histórica em 47,7 milhões, um aumento de 1,5% em 2020

Bitcoin Cash (BCH): Startup General Protocols, que pretende criar aplicações descentralizadas de finanças no BCH levantou 1 milhão de Dólares em investimentos

Bitcoin Cash (BCH): Anunciou a criação da Fundação SLP, que irá auxiliar no desenvolvimento do ecossistema de tokens na rede

Litecoin (LTC): Celebrou terceiro aniversário do Segwit na rede, com 70% de utilização

Litecoin (LTC): Lançou nova versão do software Litecoin Core v0.18.1 para testes

Ripple (XRP): Diretor da Ripple Warren Anderson afirmou que 10% das remessas entre EUA e México nos parceiros já são realizadas utilizando a moeda

Ripple (XRP): Fundador David Schwartz afirmou que o fato de só 2% das transações na rede terem valor monetário ocorre por conta do baixo custo de confirmação, e que aumentar isso prejudicaria os usuários verdadeiros

EOS (EOS): Rodada de votação para produtores de bloco na rede iniciaram em 29/Mai e vão durar 6 semanas; 56 candidatos inscritos

EOS (EOS): Block.one, empresa por trás do ICO de EOS, anunciou 34 programas que foram agraciados com 50 mil Dólares para desenvolvimento do ecossistema

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Num mais uma demonstração de resiliência, as ações do S&P500 nos EUA encerraram o mês em alta de 4,5%. A extensão das medidas do Federal Reserve para compra de ETFs e títulos de dívida de empresas acalmou os investidores, que agora foram na potencial recuperação econômica deste 3º trimestre que se inicia. Na Inglaterra o FTSE100 encerrou o mês com ganhos de 3%.

Enquanto não houver sinais de inflação nas maiores economias, a tendência é que o cenário de juros baixo permaneça. Además, o impacto do Coronavírus tem sido muito menor do que as estimativas iniciais em termos de internações e mortes, antecipando o calendário de reabertura do comércio em algumas cidades. Este foi o tom que ditou os mercados no mês de Maio.

Quem se deu bem:

Via Varejo ON (VVAR3) varejista subiu 35% após surpreender com crescimento de vendas online na casa dos 46%, além de melhora de margens. Na esteira Magazine Luiza (MGLU3) emplacou 29,5% de alta no mês após imprimir um ritmo mais forte nas vendas

Braskem PNA (BRKM5) subiu 31% enquanto Usiminas PNA (USIM5) saltou 28%, uma vez que ambas se beneficiam com a desvalorização da moeda local

Pandora (PNDORA CO): joalheria recuperou queda no ano após reabrir lojas e divulgar que vendas haviam retomado crescimento, causando alta de 38% no mês

Paypal (PYPL): subiu 26% com aumento de volume em transações de e-commerce

Quem se deu mal:

AZUL (AZUL4) linhas aéreas caiu 18% após rebaixamento de rating por agência de risco

Embraer ON (EMBR3) cedeu 17% com o cancelamento do negócio envolvendo a Boeing

Hering ON (HGTX3): varejista têxtil caiu 11% negativamente impactada pelas vendas em lojas físicas

Imperial Tobacco (IMB LN): fabricante de cigarros cedeu 13% após cortar dividendos em 33% por conta de ritmo de crescimento menor

Impacto das FAANGM no S&P500

As empresas de tecnologia (F)acebook, (A)mazon, (A)pple, (N)etflix, (G)oogle e (M)icrosoft – conhecidas como FAANGM – já representam mais de 23% da capitalização de mercado do índice S&P500 dos EUA.

O impacto do fechamento de comércios físicos e restrições de movimentação nos grandes centros urbanos acentuou ainda mais uma tendência que já ocorria, acelerando ainda mais o crescimento e concentração destas empresas.

Este é um dos motivos que tem trazido otimismo aos investidores, de acordo com reportagem publicada no site Nasdaq.com

Fundo Grayscale compra 150% dos Bitcoins minerados

O fundo de investimento listado em bolsa de valores nos EUA, administrado pela Grayscale Investments, adicionou quase 19.000 Bitcoins entre os dias 11 e 27 de maio. Neste período, haviam sido minerados apenas 12.300 BTCs.

De acordo com relatório publicado pela própria Grayscale, 90% dos investidores são institucionais, ou seja, fundos de investimento e gestores profissionais. Este é um sinal claro e saudável de que tem havido um ingresso sólido de capital por parte de investidores com visão de mais longo prazo.


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Ações ordinárias: o que é?vale a pena comprar ações ON?

como investir na bolsa de valores

Você já ficou na dúvida sobre qual tipo de ativo comprar? Alguém já perguntou se você prefere ações ordinárias ou preferenciais?

Se você já investe ou está interessado em investir na Bolsa de Valores, certamente, percebeu que existem alguns tipos de ativos. São fundos, títulos, moedas e, principalmente, ações que, por sua vez, são divididas em ações ordinárias e ações preferenciais. 

Ao longo deste conteúdo você vai entender todos os detalhes sobre as ações ordinárias. Assim, será possível definir se esse é o tipo de ação que combina com o seu perfil de investidor e com os seus objetivos. 

Afinal, o que são ações ordinárias?

As ações ordinárias são os papéis que proporcionam poder de participação em decisões da empresa, seja em assembleias corporativas ou convenções. É importante sempre lembrar que este poder está relacionado com a quantidade de ações que um investidor possui. 

Assim, é necessário ressaltar que as decisões importantes sobre o rumo das empresas são tomadas por acionistas que possuem grandes percentuais de ações dessa organização. 

Como saber que uma ação é ordinária?

A identificação das ações no mercado financeiro acontece por meio de um conjunto de símbolos que envolve 4 letras e 1 número. Enquanto as 4 letras, que sempre são apresentadas em caixa alta, servem para identificar a empresa, o número serve para identificar o tipo de ação

Portanto, as ações ordinárias são representadas pelo sufixo 3 após as letras.

Exemplos de ações ordinárias

Quando olhamos para a Bolsa de Valores do Brasil, alguns bons exemplos de ações ordinárias são:

  • BBDC3: Banco Bradesco;
  • PETR3: Petrobras;
  • CVCB3: CVC Brasil;
  • MGLU3: Magazine Luiza;
  • USIM3: USIMINAS;
  • ABEV3: AMBEV;
  • VALE3: VALE.Natura;
  • NATU3: Natura;
  • OIBR3: Oi;
  • BIDI3: Banco Inter;
  • JBSS3: JBS;

Quais as diferenças entre ações ordinárias e ações preferenciais?

Não dá para falar sobre as ações ordinárias sem comparar às ações preferenciais. Entender as diferenças entre esses dois tipos de papéis é fundamental para você fazer a escolha certa na hora de investir. 

Como já deixamos claro o que são as ações ordinárias, é hora de esclarecer o outro conceito. As ações preferenciais têm como principais característica fornecer prioridade em um momento de pagamento de dividendo ou e no reembolso de capital em caso de liquidação da empresa. 

Como falamos sobre a identificação das ações ordinárias ser realizada a partir do sufixo 3, vamos mostrar também como saber se uma ação é preferencial. Nesses casos, o sufixo que acompanha as 4 letras é o número 4. 

Alguns exemplos de ações preferenciais são:

  • PETR4: Petrobras;
  • BBDC4: Banco Bradesco;
  • AZUL4: AZUL SA;
  • VALE4: VALE;
  • ITUB4: Banco Itaú; 
  • LAME4: Lojas Americanas
  • BIDI4: Banco Inter

Portanto, podemos falar que as as principais diferenças entre as ações ordinárias e preferenciais, (ON) e (PN), têm relação com o direito a voto em assembleias e na ordem do recebimento de pagamentos.

Quais as vantagens e desvantagens de investir em ações ordinárias?

Antes de apresentarmos as vantagens de investir em ações ordinárias é importante que você saiba que, nos últimos anos, há um movimento para a unificação dos tipos de ações. 

Algumas empresas já contam apenas suas ações ordinárias na Bolsa. O objetivo é tornar os investimentos ainda mais simples e transparentes para os investidores. Dessa forma, a tendência é que seja criado o que chamamos de Novo Mercado. 

começar investir na bolsa

As empresas que já estão listadas nesse Novo Mercado chegam à Bolsa de Valores apenas com ações ordinárias. 

Sabendo disso, confira as vantagens e desvantagens de investir em ações ordinárias:

Vantagens:

Para começar, quando falamos em ações ordinárias, precisamos falar sobre o direito ao “tag along”. Esse benefício garante a você que possui esse tipo de ação o direito à participação no prêmio quando acontece transferência de gestão ou mesmo venda da empresa. 

Nessas situações, há uma lei (Lei das Sociedades Anônimas) que determina que a empresa que adquiriu a empresa tenha que pagar aos acionistas que possuem ações ON, no mínimo, 80% do valor da cotação dos papéis, podendo chegar até a 100%.

Além disso, essa lei ainda estabelece que o investidor que possui uma ação ordinária não é responsável, em hipótese alguma, pelas dívidas da empresa.  

Uma das vantagens em investir em ações ordinárias é a possibilidade de lucrar mais com recebimentos. Como vimos, acionistas que possuem ações preferenciais recebem lucros e dividendos primeiro, no entanto, recebem valores fixos. 

Por outro lado, quando a empresa apresenta um lucro muito alto, os acionistas que possuem ações ordinárias podem dividir uma grande parte dos lucros. No final das contas, quem investe em ações ON pode lucrar mais do que aqueles que investem em PN. 

Esses motivos são levados em consideração no mercado de ações. Por isso, geralmente, acompanhamos as ações ordinárias apresentando um desempenho melhor do que as preferenciais, sobretudo quando há possibilidades de mudanças na gestão das empresas.

Desvantagens:

Ainda que existam variadas vantagens, temos também que apresentar as principais objeções dos investidores na hora de escolher as ações ordinárias. 

A primeira objeção está relacionada com a falta de preferência na hora de receber dividendos e juros sobre capital próprio. Há investidores que preferem receber esse valor primeiro e por isso optam pelas PN. 

O outro ponto que pode ser considerado uma objeção está relacionado aos casos em que a empresa passa por liquidação ou quando é dissolvida. Nessas circunstâncias, quem possui ações preferenciais contínua com prioridade para receber as restituições.  

Outro ponto importante é que caso a empresa seja dissolvida ou liquidada, os acionistas preferenciais têm prioridade em relação àqueles que compraram ações ordinárias.

Por fim, precisamos falar que as ações preferenciais, normalmente, apresentam maior liquidez no mercado financeiro. Isso quer dizer que elas, geralmente, são mais negociadas durante um pregão. Esse fato é importante para tornar mais fácil a venda e compra de papéis PN.

Agora que você já sabe o que são as ações ordinárias e as vantagens de investir nesses papéis, é possível dar o próximo passo. Para isso, recomendamos que você baixe nosso guia Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos e fique mais perto de obter bons resultados nessas negociações.

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DARF: o que é, para que serve e como emitir a Documento de Arrecadação de Receitas Federais

imposto de renda

É só chegar o período de envio da declaração do Imposto de Renda que algumas perguntas começam a aparecer. Entre os principais questionamentos, as principais envolvem os documentos relacionados com o IR. Por isso, hoje você vai entender o que é DARF, o Documento de Arrecadação de Receitas Federais.   

Entender os detalhes desse documento é um procedimento fundamental para pessoas e empresas que desejam ficar em dia com suas obrigações fiscais, evitando problemas como multas, restrições e o temido risco de cair na malha fina. 

O que é DARF?

DARF, ou Documento de Arrecadação de Receitas Federais, é um formulário criado pela Receita Federal para possibilitar o recolhimento e pagamentos de impostos, prestação de contribuições e quitação de taxas federais. 

O DARF reúne o pagamento de vários tributos em um só documento, para isso, ele conta com guias diferentes para cada tributo. Este documento pode ser encontrado tanto no site da própria Receita, quando em alguns aplicativos de internet banking

O DARF começou a ser utilizado em 1997. A princípio foram criados dois tipos de documentos, o Simples e o Comum.

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DARF Comum

O DARF Comum foi o segundo tipo do documento a ser criado, mas como é o único que continua em uso, vale a pena falarmos primeiro dele. Atualmente, é o principal meio de arrecadação de tributos, tanto para pessoa física, quanto para pessoa jurídica, possuindo guias para diferentes finalidades.  

Alguns exemplos do seu uso são: guia de pagamento do PIS, a guia de pagamento do Imposto de Renda e de importação de produtos. 

DARF Simples

Como ficou entendido, esse foi o primeiro tipo de DARF criado, em janeiro de 1997. Ficou em uso até 2011 como a forma de fazer o recolhimento de impostos em microempresas e empresas de pequeno porte. 

Seu grande diferencial era o fato de reunir em guia única, o recolhimento de vários impostos. Entre esses tributos, destacavam-se: RPJ, CSLL, PIS/PASEP, COFINS e IPI e, em alguns casos, ICMS ou ISS.

No entanto, após a criação do Simples Nacional, foi substituído pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). 

Para que serve o DARF?

Como já falamos, o DARF é um documento que serve como fonte de pagamento de tributos. Este formulário é utilizado tanto por pessoas físicas, quanto por pessoas jurídicas, empresas. Para cada um possui uma finalidade.

DARF para empresas

Se olharmos para o dia a dia das empresas, o DARF é a forma de recolhimento dos seguintes impostos:

  • IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica); 
  • PIS/PASEP (Programa de Integração Social); 
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social);  
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);
  • IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros);
  • IPI (Imposto sobre os Produtos Industrializados).

DARF para pessoas físicas

Para as pessoas físicas o DARF é muito importante, principalmente na hora de declarar o Imposto de Renda. 

Para aqueles rendimentos que não possuem tributo recolhido direto na fonte, há a obrigação de fazer o pagamento do imposto. Nesse caso deve ser utilizado o DARF. 

Um dos principais casos é o imposto cobrado por quem investe em ações na Bolsa de Valores. É por meio do DARF que esse tributo é quitado. 

Como preencher um DARF?

Agora que você já sabe o que é DARF e para que serve, vamos te mostrar o passo a passo para preencher esse formulário. Como você já viu, para ter acesso ao documento, basta acessar o site da Receita, feito isso, é necessário inserir os seguintes dados:

  • Campo 1: Nome e telefone do contribuinte, seja empresa ou pessoa física; 
  • Campo 2: Período de apuração dos tributos, ou seja, data em que ocorreu a operação;
  • Campo 3: Número de identificação, CPF para pessoa física e CNPJ para pessoa jurídica;
  • Campo 4: Código do tributo que está sendo pago. Esses códigos podem ser consultados na página Receita Federal em que se encontra a Agenda Tributária;
  • Campo 6: Data de vencimento da receita; 
  • Campo 7: Valor principal da receita que está sendo paga;
  • Campo 8: Valor da multa, caso o pagamento esteja sendo realizado em atraso; 
  • Campo 9: Valor dos juros de mora, ou encargos do DL – 1.025/1969 (PFN), quando devidos; 
  • Campo 10: Soma dos campos 07 a 09.
  • Campo 11: Autenticação do Agente Arrecadador.

Como fazer retificação do DARF?

Entender cada campo que deve ser preenchido é fundamental para evitar erros. Embora seja possível enviar uma retificação, o retrabalho necessário deve considerado. 

Como falamos em erros, caso um contribuinte tenha enviado uma DARF com alguma falha, é possível realizar uma retificação do formulário. O documento utilizado nesses casos é conhecido como Redarf. 

Se você passar por essa situação, no próprio site da Receita Federal é possível fazer o download do documento. 

Se você possuir um Certificado Digital, não encontrará problemas em protocolar essa correção pela internet. Por outro lado, se você não contar com essa tecnologia, será preciso preencher duas vias e apresentar em uma agência da Receita Federal para que seja protocolado.

Uma outra informação importante sobre a retificação do DARF é o fato de sempre que um contribuinte pagar o imposto a mais, a única forma de receber a diferença é por meio de Restituição ou a Declaração de Compensação. Isso quer dizer que o Redarf não é aproveitado em casos de pagamento indevido ou a maior. 

Como emitir DARF em atraso?

É possível utilizar o DARF mesmo quando há atrasos e esgotamento do prazo para quitação de um tributo. Como você viu no passo a passo para preencher o DARF, há um campo específico para o cálculo do juros por atraso. 

A emissão da guia acontece da mesma forma, a única alteração é o valor. O valor taxado para o tributo será somado com os juros relativos aos dias em atraso. 

Como falamos, saber o que é DARF é fundamental na hora da declaração do IR. Você viu que quem investe em ações, deve ter ainda mais atenção. Por isso, criamos outro conteúdo explicando como declarar seus investimentos no Imposto de Renda. 

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