Anbid: entenda por que ela foi tão importante para o mercado

A Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) exerceu um importante papel no mercado financeiro. Ainda assim, poucos conhecem suas funções e seu modelo de atuação, principalmente depois que ela deixou de existir. 

Sempre reforçamos a necessidade de aprofundar conhecimentos e entender melhor sobre tudo o que afeta o mundo dos investimentos. E é por isso que produzimos este post. 

A seguir, você pode conferir um pouco da história da Anbid e compreender sua importância na regulamentação do setor financeiro. Já adiantamos que é algo positivo para as instituições financeiras, para os profissionais da área e, claro, para quem investe. Boa leitura!

O que foi a Anbid? 

A Anbid foi uma entidade criada com o objetivo de capacitar os profissionais que atuavam no mercado de capitais. Outro propósito era reforçar a atuação das instituições financeiras no processo de desenvolvimento econômico do país. 

Trata-se, portanto, de uma entidade de classe. Muito mais do que representar os interesses de seus associados, ela regulamentada as atividades desempenhadas por eles. Em muitos casos, trazia regras até mais rígidas do que as da legislação em vigor. 

Como ela surgiu? 

A Anbid surgiu em 1967, pouco tempo depois de o mercado de capitais ser regulamentado no Brasil. Com sede no Rio de Janeiro, seu foco era basicamente representar e articular os Bancos de Investimento em atividade. 

Em 1990, a associação muda seus rumos e começa a representar todas as atividades relacionadas às diversas instituições financeiras. 

Dessa forma, passa a ser considerada a principal provedora de informações desse mercado. Foi ainda a responsável pela criação do primeiro sistema de apuração de rentabilidade diária de fundos. 

Qual era a atuação dessa associação? 

Como vimos, a Anbid surgiu com um propósito claro de regulamentar e organizar a atuação de empresas e profissionais que trabalhavam e vendiam investimentos. Mas, afinal, como ela atuava? 

Uma de suas principais atribuições era a de capacitar e emitir certificações aos profissionais da área. Isso era feito por meio de um Programa de Certificação Continuada (CPA). Existiam duas categorias:

  • CPA-10 — destinado a quem vendia produtos de investimentos, como colaboradores de agências bancárias e cooperativas de crédito que tinham contato direto com os clientes;
  • CPA-20 — destinado aos profissionais que trabalhavam com pessoas mais experientes em investimentos. 

Além disso, a Anbid exerceu a função de regulação do mercado de capitais. Ela foi a grande responsável por criar diretrizes e normas que garantiam o seu correto funcionamento, trazendo mais segurança a todos que investiam. 

Exatamente por ser uma representante das instituições e estar inserida nesse cenário, a associação tinha a experiência e o conhecimento necessários para exercer tal papel. 

Aliás, ainda que certas condutas e boas práticas não estivessem previstas em lei, as instituições signatárias eram obrigadas a cumpri-las. 

Por que ela foi tão importante? 

Após conhecer um pouco da história e atuação da Anbid, não é difícil compreender sua importância. Ela exercia um papel fundamental para todos que atuavam no mercado financeiro e, também, para quem investia nesse setor. 

Seu objetivo era tornar o funcionamento das operações mais claro e ético. Com isso, ela representou um avanço muito grande para a área e até hoje tem sua contribuição lembrada e reconhecida. 

Graças à existência dos Conselhos de Regulação e Melhores Práticas, as regras elaboradas eram imparciais. Dessa forma, a regulamentação era precisa e livre de interferências, garantindo uma abordagem dentro do ideal. 

Mas isso não é tudo! Veja mais algumas contribuições que essa importante associação trouxe enquanto atuava:

  • fortaleceu a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como órgão regulador do mercado de capitais;
  • incentivou a implementação de melhores práticas entre os associados;
  • garantiu o respeito aos direitos de quem investe;
  • aprimorou a infraestrutura de serviços e as práticas operacionais do mercado de capitais;
  • contribuiu para a ampliação do conhecimento de quem investia;
  • ofereceu informações relevantes sobre o mercado de capitais. 

Quando a Anbid deixou de existir? 

Desde outubro de 2009, a Anbid não existe mais. Sua extinção é fruto de uma evolução natural do mercado e das próprias entidades que ela representava. 

Na verdade, é preciso destacar que o fim da Anbid é marcado pela sua fusão com a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima)

O resultado dessa união foi a criação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Essa associação tem os mesmos objetivos e reúne diferentes empresas do setor, como:

  • bancos, incluindo os de investimentos;
  • gestoras de investimentos;
  • corretoras de valores;
  • distribuidoras de valores imobiliários;
  • administradoras. 

O modelo de organização e de atuação dessa instituição está pautado em quatro pilares: representar, autorregular, informar e educar

Para isso, ela conta com princípios, com destaque para os deveres de probidade, boa-fé e cumprimento de leis, normas, costumes e regimentos. Além disso, criou a classificação de fundos Anbima

Segundo suas diretrizes, as empresas signatárias devem ser transparentes em suas ações, sem deixar de lado o sigilo de informações confidenciais de seus clientes. Além disso, devem se esforçar para cumprir com os desejos de seus clientes e, claro, comprometer-se a desenvolver os mercados financeiro e de capitais. 

Sem dúvidas, essa fusão trouxe impactos para o mundo dos investimentos. Ainda que a Anbid tenha deixado de existir, a Anbima vem exercendo seu papel de forma eficiente. Ela trabalha em prol do avanço do setor no Brasil e cria índices financeiros. Por exemplo, o IMA-B, que facilita a tomada de decisão de quem investe. 

Atualmente, é uma das maiores e mais relevantes entidades financeiras do país e reúne cerca de 340 associados. Daí a importância de ser conhecida e estudada por todos que desejam investir de forma segura e planejada. 

A Anbid foi uma instituição pioneira e que exerceu um papel muito importante no desenvolvimento e na regulação do mercado de capitais no Brasil. Sua extinção deu origem a outra entidade, de igual importância e representatividade. Este artigo quis mostrar um pouco da história por trás dessas associações, porque é preciso visualizar a evolução do setor para entender o contexto atual. Aliás, para continuar seu aprendizado, não deixe de se inscrever em nosso curso gratuito de investimento!

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As armadilhas do cérebro que te impedem de alcançar seus objetivos

Viver de renda, viajar pelo mundo e ter a casa dos sonhos são objetivos financeiros que têm pelo menos um ponto em comum: quanto mais ousados eles forem, mais dinheiro eles exigem. E quanto mais dinheiro, a tendência é que eles levem mais tempo para serem alcançados. 

Essa situação esbarra diretamente na seguinte dificuldade do nosso cérebro: quanto mais distante uma meta estiver, mais difícil é manter o foco nela. 

Aliás, isso vale para qualquer outro desejo que dê um pouco mais de trabalho: aprender uma nova habilidade, se tornar especialista em uma área de atuação e o clássico perder peso.

Mas e se existisse uma forma de hackear o nosso cérebro para alcançarmos nossas metas financeiras?

Alguns pesquisadores já fizeram importantes descobertas nesse sentido. Tanto que já é possível usar esses conhecimentos para tornar o nosso caminho mais fácil.

A partir de agora, vamos entender quais são as principais armadilhas do nosso cérebro nesse sentido e como podemos lidar com elas de uma forma mais inteligente. Acompanhe!

1 – Imediatismo

A busca do prazer imediato é uma das principais barreiras para os seus objetivos mais distantes.

O psicólogo israelense Daniel Kahneman, autor do famoso livro Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar (2011), é uma das principais referências nesse assunto. Em seus anos de pesquisa junto com Amos Tversky, também psicólogo, ele chegou à seguinte conclusão:

Quando se trata de tomar decisões, nossa mente está dividida em suas partes:

  • Sistema 1: é mais rápido e reage às emoções;
  • Sistema 2: é mais lento e 100% racional.

Esses dois sistemas trabalham continuamente em conjunto e nos guiam em todas as nossas decisões, desde as mais simples até as mais trabalhosas.

O conflito acontece quando o nosso Sistema 1 age buscando o prazer imediato (ou o alívio daquilo que incomoda) e o Sistema 2 diz que essa não é a melhor escolha. 

Quando se trata de escolher entre satisfação agora e satisfação no longo prazo, a maioria das pessoas escolhe o que está mais perto e mais fácil.

Outro livro famoso sobre o tema é Nudge: Como Tomar Melhores Decisões sobre Saúde, Dinheiro e Felicidade (2008). 

Na obra, os autores Richard Thaler e Cass Sunstein até comparam o nosso Sistema 1 com o personagem Homer Simpson, que está sempre em busca da satisfação imediata e do menor esforço possível, mesmo que as consequências sejam claramente ruins.

2 – Não relacionar causa e consequência

Esse é um ponto que também foi explorado por Thaler e Sunstein. Os autores dizem que quanto mais distante uma consequência estiver de uma ação, mais difícil é fazer a escolha certa.

O exemplo usado por eles é o das pessoas fumantes. Elas sabem que o hábito traz sérios riscos à saúde, mas como os efeitos não vêm logo depois do ato de fumar, a mente não cria uma relação direta entre esse hábito e os danos à saúde.

A mesma coisa acontece com o benefício de poupar dinheiro para objetivos de longo prazo: você está guardando dinheiro hoje para poder ter tranquilidade amanhã.

Só que a sua mente não consegue estabelecer uma relação tão direta entre a ação e a consequência. É por isso que muitas pessoas não conseguem seguir adiante nesse propósito.

3 – Paralisia por análise 

Recebemos estímulos o tempo todo para tomar decisões, das mais simples às mais complexas.

Quer um exemplo rápido? O próprio título deste texto é um incentivo para que as pessoas o leiam diante das milhares de opções de conteúdo semelhante na internet.

Quando se trata de decisões mais simples (como escolher qual tipo de conteúdo você vai consumir) é muito bom ter diversas opções. Caso você sinta que uma não é suficiente, basta procurar outra que te atenda melhor.

Porém, no caso de decisões mais complexas, ter muitas opções é algo que mais atrapalha do que ajuda. Não é à toa que boa parte das decisões sobre dinheiro são desse segundo tipo.

Segundo Thaler e Sunstein, quanto menos experiência temos na hora de fazer uma escolha e quanto mais opções estão disponíveis, mais difícil fica chegar a uma conclusão sobre o que fazer. Dessa forma, uma grande quantidade de opções para uma escolha importante pode levar à paralisia.

Com os investimentos, não é diferente. Uma pessoa que descobre que existem formas de fazer seu dinheiro render mais fica muito otimista quando descobre que essas ferramentas estão ao seu alcance.

No entanto, quando ela se depara com as milhares de opções disponíveis, ela pode travar. Veja o exemplo a seguir:

4 – Medo de perder

As  pessoas  são muito  mais sensíveis a  estímulos negativos. No meio acadêmico, esse conceito no meio acadêmico é conhecido como aversão à perda

Kahneman e Tversky estudaram o fenômeno mais de perto e chegaram a uma conclusão que, resumidamente, é a seguinte:

A dor da perda é duas vezes maior do que a satisfação do ganho

Quando essa lógica é trazida para os investimentos, conseguimos observar o seguinte: algumas pessoas ficam paralisadas não pelo excesso de opções, mas por alguma memória de perda.

No Brasil, as pessoas que viveram o período de confisco da poupança nos anos 1990, por exemplo, têm muito medo de investir o seu dinheiro.

Não é à toa que a ideia da renda fixa é super atraente: investimentos que superam a inflação e têm retorno garantido.

5 – Excesso de confiança

O otimismo sem embasamento também pode ser bastante perigoso para quem precisa fazer escolhas importantes.

Não entender completamente os riscos e tomar decisões precipitadas é tão prejudicial quanto a paralisia por análise. 

Imagine aquela pessoa que resolveu investir em aplicações arriscadas depois de assistir vídeo na internet ou acreditar em propagandas que prometem enriquecimento rápido ou garantem rentabilidade.

Há um grande número de casos em que as pessoas tomam más decisões, as quais poderiam ter sido evitadas pela análise de informações de maneira cautelosa, mas só isso não basta.

6 – Busca constante pela perfeição

Em 2002, um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology comparou os níveis de felicidade de dois grupos distintos de pessoas:

  • Maximizers: pessoas que sempre buscam a perfeição em seus resultados;
  • Satisficers: pessoas mais satisfeitas e mais tolerantes a erros.

Para estabelecer essa classificação, eles criaram um questionário para medir o nível de contentamento dessas pessoas com as próprias escolhas (uma versão simplificada do questionário está aqui neste link).

De forma bem resumida, as pessoas maximizadoras apresentam níveis de estresse maiores do que as pessoas satisfeitas. Isso porque elas ficam mais ansiosas antes de tomar decisões e se lamentam mais por uma escolha equivocada.

Ainda segundo o estudo, a ansiedade gerada pelo excesso de opções atrapalha as escolhas importantes dos dois grupos. No entanto, essa ansiedade acaba somada à pressão que as maximizadoras já exercem sobre si mesmas para obterem os melhores resultados. 

Nesse sentido, o excesso de autocobrança também atrapalha bastante na hora de tomar decisões.

7 – Efeito manada

Os seres humanos são criaturas sociáveis, que precisam uns dos outros. Isso acontece no início da vida, quando dependemos 100% de outras pessoas para necessidades mais básicas.

Ocorre também durante o nosso desenvolvimento, quando buscamos aprovação social por meio da inclusão em diferentes grupos. Essa busca por aprovação social é o que gera o chamado efeito manada.

Por mais que as pessoas tenham experiência ou convicção nas escolhas que fazem, tomar uma decisão de acordo com o que as outras estão fazendo é visto como uma forma de não ficar para trás.

O mercado financeiro é um grande laboratório para o efeito manada. Os preços dos investimentos só deveriam mudar diante de informações que afetam o seu valor de forma imediata.

Alguns exemplos são a queda no lucro de uma empresa, um acidente que paralisou a produção, e assim por diante. Na prática, porém, acontece o contrário.

Vamos usar o investimento na bolsa de valores como exemplo: as oscilações não podem ser atribuídas de forma objetiva a um determinado fator, tudo é uma combinação de causas.

Além disso, parte dessas causas também são meras interpretações sobre questões incertas, que podem ocorrer ou não. No entanto, os investidores buscam antecipar eventos e fazem negócios com base em projeções que nem sempre se realizam.

Não bastasse essa questão, eles também se guiam pelo que o restante do mercado está fazendo. Assim, mesmo que todos os fatores estejam a favor de uma ação, ela vai desvalorizar se todo o mercado estiver vendendo.

8 – A grama do vizinho

Um ponto que Thaler e Sunstein reforçam é a maneira distorcida como nos enxergamos em relação às outras pessoas.

Temos uma tendência a acreditar que certas pessoas são mais inteligentes que nós ou que elas guardam algum segredo que é a chave para o sucesso.

Não é à toa que muitas pessoas caem em promessas de ganhar dinheiro rápido, investimentos com rendimento de mais de 1% ao mês e assim por diante, mesmo quando todos os sinais mostram que isso não é possível.

Como fugir das escolhas ruins?

A teoria econômica clássica diz que as pessoas só tomam decisões racionais, buscando sempre o melhor equilíbrio entre o uso dos seus recursos o os resultados obtidos.

Porém, os trabalhos dos pesquisadores citados aqui já provaram que isso caiu por terra.

Aliás, você também já deve ter experimentado isso na prática: basta se lembrar daquela vez em que você fez uma compra completamente equivocada por causa de uma propaganda.

As pessoas do mundo real têm dificuldades simples, como lembrar de aniversários, comprar só o que precisam para viver com conforto e evitar ficar de ressaca em dias de semana.

Estamos todos condenados a tomar decisões ruins de investimento? Não necessariamente.

Uma vez que você conhece as principais armadilhas do cérebro contra nossos objetivos de longo prazo, pode criar suas próprias estratégias para combatê-las ao tomar suas decisões.

Refletir sobre esses pontos é o primeiro passo para fazer escolhas mais conscientes e que gerem o resultado que você deseja.

Bônus: como alcançar seus objetivos financeiros

O segredo do sucesso está na forma como você lida com as suas finanças pessoais. Paul Samuelson, o primeiro americano a receber o prêmio Nobel de Economia, em 1970, disse certa vez que investir deve ser algo “tão emocionante quanto ver a grama crescer”.

E é exatamente esse o espírito. Se você quer conquistar um futuro melhor, não há outra alternativa a não ser o trabalho duro, tanto para ganhar o seu dinheiro, quanto para driblar o impulso de se desviar do seu propósito.

E se você precisar de ajuda com os seus objetivos financeiros, a Magnetis está aqui justamente para isso. Somos uma gestora de investimentos digital que oferece uma abordagem 100% nas suas metas.

Assim, fica muito mais fácil escolher as melhores opções de aplicação para você e permanecer firme investindo no que realmente importa. Confira aqui como podemos te ajudar!

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Conheça os 8 tipos de empréstimos e suas características

Você conhece os principais tipos de empréstimos? Eles podem ser bastante úteis em uma crise, mas é preciso ter cuidado para não se endividar e prejudicar suas finanças pessoais. Afinal, uma vida financeira organizada depende de decisões inteligentes. 

Dívidas em aberto, desemprego, abertura de um negócio, compra de um bem… diversos motivos podem justificar a contratação de um empréstimo. Mas, antes de assinar qualquer contrato, não deixe de ler este post até o fim. Reunimos aqui as 8 principais opções disponíveis no mercado! 

Empréstimo: vilão ou aliado?

Há quem diga que pegar dinheiro emprestado seja um problema, mas a verdade é que tudo depende de planejamento e conhecimento. Portanto, não podemos classificar o empréstimo como vilão ou aliado sem verificar a situação do contratante.

Em alguns casos, buscar crédito pode ser uma boa solução. Ele pode ajudar a superar uma emergência financeira ou facilitar a realização de algum objetivo. A compra de um carro ou um empréstimo para investir são bons exemplos. 

Porém, quando a decisão não é tomada com cuidado, o risco de enfrentar transtornos é grande. Por envolver um comprometimento financeiro considerável, o empréstimo precisa ser avaliado com atenção. 

Será mesmo que essa é a melhor escolha para as suas necessidades? Será que o tipo de empréstimo escolhido é o mais vantajoso? O prazo de pagamento, os juros e as parcelas são interessantes? Tudo isso precisa ser conferido! 

Quais são os 8 principais tipos de empréstimos disponíveis para você?

Após essa reflexão inicial, vamos apresentar os principais tipos de empréstimos disponíveis no mercado. Conhecer suas características, vantagens e desvantagens é importante para que você faça uma escolha consciente. 

É sempre bom lembrar que se dedicar ao planejamento financeiro é a única maneira de alcançar seus objetivos, sejam eles grandes ou pequenos. Por isso, informe-se melhor a seguir! 

1. Empréstimo pessoal

O empréstimo pessoal, também chamado de crédito pessoal, é uma das modalidades mais simples e conhecidas do mercado. Ele é oferecido por instituições financeiras, e suas regras, prazos e taxas de juros variam bastante

Em geral, o dinheiro emprestado não está vinculado à compra de qualquer produto. Ou seja, ele pode ser usado da maneira que o consumidor desejar

Para isso, é preciso fazer uma simulação e conferir o prazo, os juros e o valor final do contrato. A instituição solicita alguns dados, como CPF e comprovante de renda. Depois de realizar uma análise de crédito, ela decide se libera ou não a quantia solicitada. 

Vale a pena destacar que, nesse tipo de empréstimo, os juros praticados são mais altos do que os de outras opções. Isso porque o risco de inadimplência é maior, e não há uma garantia de pagamento. 

2. Empréstimo pessoal com garantia

O empréstimo pessoal com garantia tem características semelhantes às do crédito pessoal. No entanto, ele exige a entrega de um bem como garantia de pagamento

Explicando melhor: você oferece um apartamento ou um carro, por exemplo. Caso não pague as parcelas, ele será transferido de forma definitiva para o nome da instituição que emprestou o dinheiro. 

Esse modelo tem taxas de juros menores, mas é importante tomar cuidado para não perder seu patrimônio — principalmente quando o bem for essencial. 

3. Empréstimo consignado

O empréstimo consignado é um modelo que se caracteriza pelo desconto em folha de pagamento do valor da parcela. Ele é oferecido a beneficiários do INSS, servidores públicos e colaboradores de empresas credenciadas. 

Estamos falando de um empréstimo de baixo risco, já que o pagamento é garantido. Por isso, os juros cobrados estão entre os menores do mercado. No entanto, há limites e condições para contratá-lo, como:

  • o valor não pode superar 30% do salário;
  • deve haver autorização expressa do desconto em folha no ato da contratação. 

Lembrando que nem sempre há a possibilidade de antecipar parcelas. Isso pode ser uma desvantagem para o consumidor que quer se livrar da dívida mais rapidamente. 

4. Empréstimo rotativo

O empréstimo rotativo é conhecido de muitas pessoas que usam o cartão de crédito. Ele funciona como um financiamento da fatura e é contratado de forma automática quando o cliente não faz o pagamento total.

Em resumo, o banco cobre o valor que fica faltando, mas esse empréstimo gera altos juros nos meses seguintes. Apesar de evitar que seu nome seja inscrito de imediato em serviços de proteção ao crédito, é importante ficar atento. Do contrário, você pode perder o controle da dívida e prejudicar suas finanças pessoais. 

5. Cheque especial

Você sabia que o cheque especial é uma modalidade de empréstimo? Ele funciona como um limite de crédito pré-aprovado atrelado à sua conta bancária. Assim, quando o saldo fica negativo, ele é contratado de forma automática

É importante lembrar que os juros variam conforme o tempo que você o utiliza. Muitas pessoas se endividam e enfrentam dificuldades para negociar esse débito, já que ele pode crescer bastante. 

Recentemente, foram publicadas novas regras do cheque especial, como:

  • taxa de juros limitada a 8% ao mês;
  • cobrança de uma tarifa de 0,25% ao mês pela disponibilidade de valor acima de R$ 500

6. Refinanciamento de imóvel

O refinanciamento de imóvel é um tipo de empréstimo feito quando o consumidor entrega um imóvel quitado em seu nome como garantia de pagamento

Uma vez que a instituição financeira tem essa segurança, ela oferece juros mais baixos. Além disso, o valor liberado e os prazos para pagamento costumam ser maiores — até 20 anos. 

As desvantagens são burocracia na contratação, necessidade de vistoria no imóvel e, claro, possibilidade de perder um bem de alto valor. 

7. Antecipação da restituição do Imposto de Renda

Essa modalidade ocorre quando o banco libera uma quantia em sua conta e, em troca, tem o direito de receber a restituição do IR

Para conseguir esse empréstimo, é preciso ser correntista e indicar o banco em sua declaração de Imposto de Renda. Como existe uma garantia de recebimento, as taxas de juros podem ser mais interessantes que as de outras modalidades. 

Entretanto, essa contratação exige planejamento. Afinal, você abre mão de um crédito no futuro e ainda paga juros por isso. 

8. Antecipação do 13º salário

A antecipação do 13º salário funciona de maneira semelhante à do Imposto de Renda. O banco adianta o dinheiro em sua conta e, posteriormente, fica com o valor correspondente, acrescido de juros

Essa pode ser uma maneira de se livrar de dívidas maiores, mas merece ser analisada com atenção. Lembre-se de que esse dinheiro pode fazer falta no final do ano.

Já conhecia todos esses tipos de empréstimos? Como vimos, é importante entendê-los bem antes de assinar um contrato, principalmente porque geram cobrança de juros e podem atrapalhar seus objetivos financeiros. O ideal é ter uma reserva financeira, manter suas finanças pessoais sempre organizadas e conhecer as alternativas antes de tomar uma decisão. Precisa de ajuda para controlar seus gastos? Baixe gratuitamente a nossa planilha e organize o seu orçamento

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Crise à vista! Aprenda o que fazer com seu Fundo de Investimento

Crise à vista! Aprenda o que fazer com seu Fundo de Investimento

Sentiu aquele desespero ao ver a linha do gráfico do seu investimento caindo? Pensou em sacar tudo de uma vez com medo? Calma! Não vamos cair no efeito manada, afinal, o que é bom para um investidor não necessariamente será bom para você.

O momento de crise que estamos vivendo é cíclico, histórico e deve passar ao longo dos meses. Pelo menos é o que diz a História em momentos muito parecidos como esse, onde o mercado e a Bolsa de Valores caíram e se recuperaram meses depois – quem aqui lembra da crise do 11 de setembro? Claro que rentabilidade passada não garante rentabilidade futura, mas é preciso respirar fundo e olhar com cuidado para seus investimentos (sem pânico!). Principalmente se você entrou nele pensando no longo prazo, né?

Isso vale principalmente quando falamos de Fundos de Investimento e Previdência Privada. No maremoto que atingiu esses investimentos nos últimos dias, muitos investidores pediram resgate por medo de perder ainda mais dinheiro e agora não sabem bem o que fazer. Pensando nisso, a Easynvest criou uma série de conteúdos para te ajudar!

Isso mesmo, gravamos quatro vídeos inéditos com grandes Gestores de diferentes Fundos de Investimento e Previdência Privada, discutindo soluções e possibilidade para o que estamos vivendo. Dá uma espiada nos temas e aperte o play! Com certeza você vai se sentir mais preparado para tomar melhores decisões.


Série Especial “De Frente com os Gestores”

 

  • Cenário Internacional está melhor do que no Brasil?
Com Roberto Teperman (Legg Manson Global Asset Management) e Marcus Vinicius (Franklin Templeton Investments)

 

 

  • Fundos de Renda Fixa e de Crédito: como encaram a crise?
Com Pierre Jadoul (gestor da ARX Investimentos), Carlos Messa (gestor da Quasar Asset Management) e Yannick Bergamo (gestor da Iridium Gestão de Recursos)

 

 

  • Perspectivas dos Fundos de Ações
Com Cassiano Leme (CEO da Constância Investimentos), Rafael Maisonnave (gestor da Tarpon Investimentos) e Renato Ometto (gestor da Mauá Capital)

 

 

  • Líderes em foco: estratégias da indústria de Fundos e Previdência na crise
Com Fernando Miranda (CEO da Easynvest), Luciano Snel Correa (CEO da Icatu), Carlos Takahashi (CEO Brasil da BlackRock) e Marcelo Nantes (CIO da Bradesco Asset Management)

 

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Investimento com resgate mensal: 7 opções para você conhecer

Você está à procura de uma forma de aplicar seu dinheiro que garanta resgate mensal? Deseja investir, mas não abre mão de ter uma reserva à sua disposição sempre que precisar? Então, conhecer os tipos de investimento é o primeiro passo!

Viver de renda está entre os objetivos de muitas pessoas, mas nem todas as estratégias contribuem para isso. A escolha da aplicação ideal faz toda a diferença, e você conhecerá as melhores opções neste post. 

Ficou curioso? Continue a leitura para se planejar melhor!

Investimento com resgate mensal: para quem ele é indicado? 

Se você deseja ter acesso a uma rentabilidade mensal, precisa saber que está em busca de opções de curto prazo

Esses ativos costumam ter uma boa relação entre liquidez e rentabilidade, e são excelentes para pessoas mais cautelosas e que valorizam uma reserva de emergência. Em geral, caso alguma surpresa ocorra, seu capital não estará totalmente imobilizado. 

A chegada de um filho, uma despesa inesperada, uma demissão e até mesmo um problema de saúde são situações que podem acontecer. Para isso, investimentos com resgates mensais podem ser seus aliados. 

E se o objetivo é viver de renda? Apesar de não ser um processo simples, essa não é uma meta inatingível. Na verdade, com planejamento e estratégia, é possível acumular um capital que gere rendimentos mensais suficientes para arcar com seu custo de vida. 

O que analisar na hora de escolher esse investimento? 

Conforme já mencionamos, nem todos os investimentos são indicados para quem tem o propósito de realizar saques mensais. Afinal, alguns vão exigir um prazo maior de aplicação ou até um valor de investimento mais expressivo. 

Diante disso, na hora de escolher onde investir, é preciso ter uma boa estratégia e um planejamento financeiro eficiente e coerente com suas metas. Além disso, você deve avaliar alguns fatores, como:

Quais sãos os 7 melhores investimentos com resgate mensal? 

Antes de qualquer coisa, é importante destacar que não existe um melhor investimento com resgate mensal. Tudo depende de suas necessidades e da análise dos fatores apresentados anteriormente. 

Para ajudar você a encontrar um bom investimento, selecionamos 7 opções interessantes. Acompanhe!

1. Tesouro Prefixado

Você já conhece o Tesouro Prefixado? Trata-se de um título de dívida pública emitido pelo governo. Na prática, ele funciona como um empréstimo de dinheiro para o Estado — fundamental para a execução de obras públicas, por exemplo. 

Devido a essa característica, o Tesouro Direto é considerado um dos mais seguros do mercado. Afinal, as chances de calote são bem pequenas. 

Vale destacar que alguns títulos permitem o saque mensal. No entanto, é sempre interessante avaliar todos os fatores antes de investir, em especial a rentabilidade. Lembrando que não é preciso manter a aplicação até data do vencimento, mas o resgate antecipado pode gerar prejuízos. 

2. CDB de liquidez diária

O CDB de liquidez diária pode ser útil para quem precisa fazer retiradas mensais. Bem semelhante ao Tesouro, ele é emitido por instituições bancárias e pode ser considerado uma aplicação segura. 

É importante observar que a rentabilidade desse tipo de investimento nem sempre é tão atrativa. Portanto, o ideal é mesclar com outras opções de renda variável e que tenham vencimento mais longo. 

Além disso, é essencial pesquisar e conhecer as diversas opções à disposição. Atualmente, é possível encontrar CDBs com rentabilidades acima de 100% do CDI em corretoras de investimentos — valor bem superior ao oferecido pelos grandes bancos. 

3. Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ tem características bem parecidas com as do Tesouro Prefixado, porém ele trabalha com rendimentos híbridos. Em geral, há a combinação de uma taxa prefixada com a taxa da inflação, conhecida como IPCA. 

Apesar de não ter grande rentabilidade, é uma boa opção para pessoas mais conservadoras e com receio de que uma crise econômica prejudique sua carteira. 

Na prática, o investimento em Tesouro IPCA+ permite um ganho real, uma vez que o patrimônio sempre estará acima da inflação. Existem, ainda, opções com saques semestrais. 

4. Fundos Imobiliários

Os Fundos Imobiliários (FIIs) são negociados na bolsa de valores. Eles permitem o investimento em diferentes tipos de imóveis, como shoppings, hotéis, galpões logísticos e hospitais. Em síntese, você se torna um cotista e seu dinheiro será administrado por um gestor experiente. 

É uma excelente alternativa para quem visa fazer retiradas periódicas, uma vez que esses fundos fazem uma distribuição mensal dos lucros, popularmente conhecida como aluguel

Mesmo estando inseridos no grupo de renda variável, o risco desse tipo de operação não é alto. Além disso, os rendimentos alcançados servirão como uma espécie de aluguel, permitindo que você consiga se organizar para viver de renda. 

5. Ações pagadoras de dividendos

O investimento em ações também pode ser útil para quem está em busca de saques mensais. Isso porque existem opções que pagam dividendos periódicos que caem direto na conta de quem aplica. 

Quando você compra uma ação, está se tornando um sócio da empresa. Em geral, todos os meses, parte dos lucros obtidos são repartidos com os acionistas. Dessa forma, é possível ter acesso a uma quantia regularmente, que varia conforme o valor aplicado. 

É importante dizer que essa é uma operação de alto risco. Quem escolhe investir na bolsa de valores precisa estar preparado para a possibilidade de perder e, claro, ter uma carteira de investimentos variada. 

6. Fundos de investimentos

Os fundos de investimentos são bem conhecidos no mercado e já fazem parte das estratégias de muitas pessoas. Na prática, estamos falando de uma aplicação coletiva, em que você é dono de uma cota e um administrador profissional faz a gestão do dinheiro. 

Há várias opções de fundos para serem escolhidos e, se você deseja fazer resgates mensais, pode encontrar boas oportunidades. Isso porque, ao fazer esse investimento, você deposita uma quantia e consegue fazer um saque quando precisar. 

Atenção! Cada fundo tem suas regras e nem todos têm rendimentos mensais. Por isso, é importante pesquisar e avaliar com atenção essas particularidades. Além disso, é fundamental estar ciente dos riscos existentes — existem opções mais arriscadas e mais conservadoras. 

7. Renda fixa privada

Pode parecer estranho falar de resgate mensal e renda fixa privada ao mesmo tempo. Afinal, a maioria dos investimentos dessa categoria não permite esse tipo de resgate. Porém, existem exceções!

Algumas instituições financeiras trabalham com títulos privados que oferecem a opção de resgate mensal. Apesar de ser mais difícil, você pode encontrá-los com um pouco de pesquisa. 

Como vimos, é totalmente possível fazer um investimento com resgate mensal. Não faltam boas opções no mercado, cada uma com suas características, riscos e rentabilidades. O ideal é estudar bastante e fazer escolhas inteligentes. Aliás, o que acha de aprender um pouco mais? Conheça agora mesmo alguns outros tipos de investimentos!

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Afinal, o que são emolumentos? Como eles são calculados?

Provavelmente você já teve que pagar emolumentos na hora de utilizar o serviço de um cartório, certo? Pois saiba que até a bolsa de valores cobra essa taxa de quem investe em ações. 

Conhecer quais taxas e custos incidem sobre cada aplicação financeira é essencial para se planejar. Isso porque esses custos permitem calcular o lucro líquido (ganhos menos despesas) que se pode ter em cada operação. Dessa forma, é possível escolher investimentos com consciência e evitar surpresas ao checar o extrato da operação. 

Ao conhecer as taxas que incidem sobre as operações, você evita os apelos de marketing de corretoras que anunciam investimentos com suposta taxa zero. Os emolumentos provam que, ao menos quando o assunto é relacionado a ações, nenhuma aplicação é feita sem custo nenhum

Você não compreende bem o que significa emolumentos e quer saber por que a taxa é cobrada pela B3? Também gostaria de entender como é feito o cálculo? Nós explicamos tudo neste post!

O que são emolumentos? 

Emolumentos nada mais são do que taxas cobradas com o objetivo de remunerar o custo de serviços prestados por órgãos de registro. Esse tipo de taxa sempre está atrelado a uma operação específica, ou seja, incide sobre cada operação de registro. 

A cobrança de emolumentos é herança da época na qual registros de compra e venda de bens e serviços eram realizados de forma manual. 

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Qual é a diferença entre emolumentos e custas? 

Antes de entender como são cobrados emolumentos no investimento em ações, é necessário apontar a diferença entre emolumentos e custas. Como a cobrança da taxa existe em diversos segmentos, inclusive no âmbito jurídico, os dois conceitos podem ser confundidos. 

O tabelião, responsável pelos registros feitos nos cartórios, recolhe custas e emolumentos para cobrir gastos com registro, materiais e processo judicial. 

Os emolumentos se referem aos custos que envolvem o registro e os materiais utilizados. Inclusive, essa taxa remunera parte do serviço feito pelo tabelião, ou seja, reflete os custos administrativos dos cartórios. 

Já as custas resultam da soma das despesas geradas ao longo de um processo judicial. É uma taxa que recai exclusivamente sobre processos, tarifada e fixada por lei. 

Como os emolumentos são cobrados pela bolsa de valores? 

Os emolumentos são cobrados pela bolsa de valores para custear o registro, a catalogação e a guarda de informações reais sobre cada operação

As taxas recaem sobre compra e venda de ações, contratos futuros e opções. Elas são cobradas diretamente pela B3 em qualquer operação e independem da corretora escolhida para realizar o investimento. As taxas que variam conforme a corretora, de acordo com a estratégia comercial de cada uma, são as de corretagem e de custódia. 

A taxa de corretagem incide sobre cada operação e pode ter um valor fixo ou variável. 

Já a taxa de custódia remunera o registro em nome de quem aplicou o valor. O valor é cobrado por mês ou ano, enquanto o dinheiro estiver aplicado nos papéis. Apesar de ser cobrada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), a taxa de custódia pode sofrer alterações conforme a negociação com a corretora. 

Além das taxas cobradas pela B3 e pelas corretoras, há incidência de Imposto de Renda sobre cada operação de com pra e venda de ações. O IR é pago por mês, com exceção do tributo recolhido na fonte. Conheça como funciona a tributação em investimentos

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Como os emolumentos são calculados? 

Na bolsa, o valor dos emolumentos (também chamado de taxa de negociação) incide sobre cada compra e venda de papéis. A taxa é equivalente a um porcentual do volume total da operação. 

Fazem parte do cálculo dos emolumentos a taxa de liquidação cobrada pela CBLC e o Imposto sobre Serviço (ISS). Ambos também incidem sobre o investimento em ações. 

O valor da taxa de liquidação muda conforme o volume financeiro negociado. Por exemplo, o valor será diferente para uma operação de R$ 10 mil e outra de R$ 50 mil. 

Não há, portanto, diferença de cálculo da taxa de liquidação para tipos de operações. Mas a taxa de liquidação varia de acordo com quem investe (Pessoa Física ou fundos). O valor do ISS também é variável conforme as regras de cada município

A bolsa calcula os emolumentos segundo o tipo de operação. As taxas mudam se a operação é normal ou se é iniciada e encerrada no mesmo dia (day trade). Também podem sofrer variações conforme o perfil de quem investe (Pessoa Física ou fundos) e o valor investido. 

Para operações realizadas durante os leilões de abertura e fechamento e em Ofertas Públicas de Aquisição de Ações (OPAs), as tarifas de negociação são fixas. No entanto, há algumas exigências: essas operações só podem ser feitas por Pessoas Físicas e precisam ser operações tradicionais, não day trades

Como saber os custos dos emolumentos? 

A cobrança de emolumentos pode ser acompanhada na nota de corretagem emitida na compra ou venda de ações. O valor é um dos itens do resumo financeiro da operação. A nota de corretagem fica disponível no site da corretora escolhida para realizar a aplicação. 

Para Pessoas Físicas, a taxa atual é equivalente a 0,003462%. No caso de operações day tradefeitas por Pessoas Físicas, ela varia entre 0,0005% a 0,004105%. Para operações realizadas por Pessoas Físicas em leilões de abertura e fechamento, além de OPAs, a taxa cobrada atualmente é de 0,0070%. 

Como as taxas variam com frequência, conforme política de tarifação da B3, é recomendado acessar o site da B3 para monitorar esses valores. 

Como é feito o recolhimento dessa taxa? 

A apuração do valor dos emolumentos é feita sempre após o pregão. O valor é descontado das operações diárias feitas por quem investe proporcionalmente ao volume negociado. 

Após definir o porcentual da taxa no dia da operação, a B3 repassa a informação à corretora. Dessa forma, é possível deduzir os emolumentos na nota de corretagem. Posteriormente, o valor é recolhido e repassado da corretora para a B3. 

Agora você sabe o que são emolumentos e como eles são calculados. Conhecendo os custos envolvidos para aplicar dinheiro em ações, que tal começar a investir na bolsa? Conheça o serviço de consultoria de investimentos!

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Clube-empresa: futebol na bolsa de valores? Entenda o projeto!

Imagine ter a ação do seu clube de futebol entre os tipos de investimentos disponíveis? Com o projeto de clube-empresa, essa alternativa pode estar mais próxima do que você imagina. 

O projeto, aprovado na Câmara dos Deputados no final do ano passado, vai permitir que clubes de futebol brasileiros possam se tornar sociedades anônimas. Como consequência, os times poderão ter ações listadas na bolsa.

Essa é uma forma de refinanciar as altas dívidas dos clubes no país. A prática já é comum lá fora, e times renomados como Manchester United já têm ações na bolsa.

Quer entender melhor como funciona o clube-empresa? Leia mais neste post! 

Afinal, o que é clube-empresa?

O clube-empresa tem como objetivo auxiliar clubes de futebol que estejam passando por dificuldades financeiras. Atualmente, os clubes de futebol são caracterizados como uma associação civil sem fins lucrativos. O regime permite que os times se tornem uma sociedade anônima (S/A) ou empresa limitada, com o objetivo de obter lucros. O clube ainda pode se fundir e ser incorporado a outras sociedades empresariais.

Quem aderir ao clube-empresa pode ter acesso a planos de refinanciamento de dívidas, nos quais os débitos podem ser parcelados em até cinco anos. Além disso, multas, juros e taxas podem ser reduzidos em mais de 40% ou até zerados. O benefício será maior quanto menor for o parcelamento.

Além disso, o clube de futebol que se tornar clube-empresa pode pedir automaticamente recuperação judicial. Nesse caso, após ter um plano de reestruturação de dívidas aprovado, o clube fica protegido ao menos durante seis meses de ações de penhora. Nesse período, pode continuar participando de competições.

Dívidas fiscais não entram em uma recuperação judicial. Mas está previsto no projeto que os times que aderirem terão um porcentual de desconto maior em um programa específico para esse tipo de dívida. Contudo, seria necessário pagar antecipadamente pelo menos 15% da dívida.

Clubes como Botafogo e Athletico-PR se interessaram pela proposta do projeto de lei que cria o clube-empresa. O clube Figueirense já é considerado uma sociedade limitada.

No Brasil, já houve tentativas anteriores de profissionalizar clubes de futebol, como a Lei Zico e a Lei Pelé. Entretanto, os projetos não mudaram o panorama de alto endividamento dos clubes no país.

Como o clube-empresa funciona?

A adesão dos times ao clube-empresa permitiria organizar a gestão e atrair novos investimentos. No modelo, os dirigentes dos clubes poderiam ser punidos em caso de irregularidades. Além disso, teriam que divulgar dados financeiros e de governança no novo regime empresarial.

No clube-empresa, quem investe pode comprar cotas ou ações na bolsa de valores. Atualmente, não é possível comprar participações em associações sem fins lucrativos.

Também está previsto no projeto que os clubes pagariam menos tributos que uma empresa tradicional, mas mais do que paga um clube sem fins lucrativos. Para incentivar a migração, entidades sem fins lucrativos de maior porte podem passar a pagar alguns tributos.

Para evitar a oneração dos clubes em questões como as relações trabalhistas, jogadores que ganham mais de R$ 10 mil teriam uma legislação diferenciada. Essas regras seriam baseadas em direito de imagem. 

Como é fora do Brasil?

O conceito de clube-empresa não é novo. Ele já é comum em países da Europa e nos Estados Unidos, onde o mercado financeiro é mais desenvolvido.

Na Inglaterra e na Itália, por exemplo, os clubes de futebol se constituem como empresas limitadas desde a década de 20.

A profissionalização do futebol nos Estados Unidos é tão avançada que os times já usam o formato de franquia. Cada clube é uma empresa que detém um porcentual de ações da liga esportiva profissional na qual está inserido.

A liga esportiva é uma empresa de maior porte, que tem como função gerir a competição entre suas afiliadas. As quatro maiores são bem conhecidas: NFL (futebol americano), NBA (basquete), MLB (beisebol) e NHL (hóquei). No país, associações sem fins lucrativos só participam de campeonatos amadores.

Quais são os clubes estrangeiros que já estão na bolsa?

Já é possível investir em ações de cerca de duas dezenas de times europeus. Veja abaixo os maiores clubes que têm ações listadas no mercado:

  • Manchester United (Inglaterra);
  • Arsenal (Inglaterra);
  • Juventus (Itália);
  • Borussia (Alemanha);
  • Roma (Itália).

Os papéis podem ser adquiridos nas bolsas locais de cada país. As exceções são as ações do Manchester United, que também podem ser compradas na bolsa de valores americana Nyse.

Veja como jogadores investem.

Quais são as especificidades desse mercado? 

O maior desafio a ser enfrentado pelos clubes de futebol é ter lucro e excelência em campo ao mesmo tempo. Esse caminho necessariamente passa por investir em novos centros de treinamento, jogadores e profissionais de suporte. Para isso, é essencial o acesso a novas formas de captação de recursos, como a entrada na bolsa.

Esse mercado tem especificidades que devem ser levadas em conta por quem investe. Um risco para investir em ações de clubes é que o desempenho dos times depende dos resultados em campo. Por conta disso, esse tipo de papel tende a ser mais volátil.

Os grandes clubes não são tão dependentes dos resultados, e têm uma marca global e uma base de fãs fiéis. Por isso, suas ações seriam uma alternativa mais conservadora. Esses clubes podem gastar muito com transferência de jogadores para manter sua base de fãs motivada e a excelência em campo. Essa estratégia onera o negócio e também gera riscos para as finanças do clube-empresa.

Como está o projeto?

O projeto de lei que cria o conceito de clube-empresa (PL 5.082/2016) foi aprovado pela Câmara dos Deputados em novembro de 2019. Atualmente o PL está em análise no Senado. O autor é o deputado Pedro Paulo (DEM) e o projeto tem o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

É esperado que o PL receba emendas e possa ser aprovado em 2020 na casa legislativa. Depois, segue para sanção presidencial.

Agora que você conhece o projeto de clube-empresa, que tal buscar alternativas para diversificar a sua carteira de aplicações financeiras? Conheça alguns tipos de investimentos.

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Microcap: conheça os prós e contras desse tipo de ação

Se você deseja investir em ações, provavelmente já ouviu falar em small caps. Sabia que também existem microcaps na bolsa de valores brasileira?

O filme “O Lobo de Wall Street”, com Leonardo DiCaprio, tornou popular as penny stocks, ações de baixo preço que geralmente são alvos de fraudes. As microcaps, no entanto, são diferentes. 

Quer saber o que são microcaps e se vale a pena investir nesse tipo de ação? Leia este post!

O que é microcap?

As ações microcaps estão longe de ser papéis de microempresas. Essa classificação inclui ações de empresas com valor de mercado menor que R$ 1 bilhão

Existem diversos exemplos de microcaps brasileiras. Entre elas estão as ações da fabricante de alimentos Excelsior, a fabricante de máquinas industriais Romi e a empresa de tecnologia CSU Cardsystem. 

Existem diferentes segmentos de empresas na bolsa. Os principais são microcaps, small caps, mid e large caps

As small caps têm valor de mercado maior que as microcaps. A classificação inclui empresas com até R$ 8 bilhões de valor de mercado. Como exemplos temos companhias como a operadora de viagens CVC e a seguradora SulAmérica. 

As mid e large caps são empresas com valor de mercado acima de R$ 8 bilhões e que podem ultrapassar os R$ 80 bilhões. Essas ações costumam ser das empresas mais negociadas da bolsa, as blue chips. São exemplos de large caps e blue chips empresas como Petrobras, Itaú e Vale.

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Como funcionam as microcaps?

As microcaps geralmente são ações de empresas novas, que podem atuar em setores consolidados ou em consolidação. Muitas ações de grandes empresas já foram microcaps e small caps

Há uma diferença clara entre microcaps e penny stocks. Enquanto as microcaps são classificadas pelo seu valor de mercado, as penny stocks são pelo valor do papel

Geralmente as penny stocks são ações que valem pouco na bolsa. Esses papéis podem pertencer a empresas novas sem histórico no mercado ou a empresas que já foram bastante negociadas, mas passaram por dificuldades financeiras. 

As penny stocks são mais comuns em mercados financeiros desenvolvidos, como o americano. Isso acontece porque geralmente elas são negociadas em ambientes fora da bolsa de valores. Por conta disso, são alvos de fraudes. No Brasil, não existe esse ambiente externo à bolsa, sem regulação. 

Vale a pena investir em microcaps?

Como qualquer tipo de investimento, é necessário ponderar as vantagens e os riscos de aplicar dinheiro em microcaps. Veja abaixo os principais pontos. 

Vantagens

Quanto menor for o porte da empresa, maior é o seu potencial de valorização. Isso acontece porque as receitas tendem a multiplicar mais rapidamente quando há uma grande fatia do mercado a ser conquistada. 

A ação pode ter ainda uma valorização adicional pontual. Como exemplo podemos citar uma eventual consolidação do seu segmento de atuação ou aquisição por uma empresa de maior porte. 

O potencial de ganhos com microcaps também é alto porque cada novidade sobre o negócio tem grande impacto sobre o papel. Isso acontece porque essas ações têm pouca negociação e liquidez

As microcaps costumam ficar de fora da cobertura de casas de análise, cujo foco costuma ser as ações mais negociadas. Como não costumam ser acompanhadas por analistas, podem ser subvalorizadas. Isso também potencializa os ganhos. 

Desvantagens

Entre as principais características das microcaps está a baixa liquidez. Pode ser difícil vender a ação a qualquer momento porque esses papéis são pouco negociados no mercado. 

A ação também tem alta volatilidade. Isso representa um potencial de ganho, mas também pode resultar em perdas inesperadas e relevantes. 

Essas características tornam as ações arriscadas. Como forma de diminuir esses riscos, o investimento em microcaps deve ter como objetivo o longo prazo

Como as microcaps não costumam ser acompanhadas por analistas, quem investe pode ter um trabalho redobrado ao buscar informações sobre o papel. 

Ainda que existam serviços especializados nesse tipo de ação, desconfie, principalmente se tiver sido lançado há pouco tempo ou acumular reclamações em sites. Microcaps têm um menor nível de governança, e o caminho para obter informações sobre as empresas pode não ser simples, mesmo para analistas. 

Outra desvantagem das microcaps é distribuir poucos dividendos, algo mais frequente nos negócios de mid e large caps. Se a sua estratégia é ganhar com dividendos e ações mais defensivas, as microcaps não são adequadas para o seu objetivo. 

Se você tem um perfil mais conservador, uma forma simples de minimizar os riscos oferecidos pelas microcaps é diversificar a carteira de ações. Nesse caso, esses papéis devem representar apenas uma pequena fatia da parte da carteira aplicada em renda variável. Entenda mais sobre o risco para investir em ações

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Como analisar uma microcap?

Por conta do seu risco elevado, da baixa liquidez e da falta de acompanhamento por especialistas, as microcaps exigem uma análise aprofundada. Isso acontece porque pode ser difícil chegar ao preço justo desses papéis

O patrimônio líquido da companhia é um dos indicadores mais importantes a ser monitorado por quem investe. Ele representa o valor de mercado do papel dividido por seu lucro no ano. Isso mostra quantos anos de lucro são necessários para atingir o valor de mercado da empresa. Quanto mais baixo, mais positivo é esse indicador. 

O ideal é checar se a empresa registra lucro com frequência. É preciso saber se seu resultado é consistente e se deve a estratégias da companhia no mercado ou são fruto de ajustes pontuais. 

Além disso, é necessário verificar quais são as perspectivas para o segmento e o negócio. Empresas que atuam em nichos muito específicos representam um risco mais elevado, bem como as que têm concorrentes de maior porte. 

É certo que empresas menores precisam de mais capital de giro para expandir, mas o endividamento tem que ser saudável. Sendo assim, evite empresas com muitas dívidas. É recomendado também pesquisar sobre a gestão e o histórico dos sócios, principalmente em caso de empresas mais novas. 

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Como investir em microcaps?

Aplicar dinheiro nas microcaps é um processo idêntico ao de investir em ações. Primeiramente, é necessário abrir conta em uma corretora de confiança e que cobre taxas acessíveis para que você aplique o seu dinheiro. Depois, basta acessar o home broker da instituição financeira para negociar os papéis diretamente. 

Agora que você sabe como funcionam as microcaps, precisa de ajuda para analisá-las? Quer entender se o investimento em ações é indicado para o seu perfil de risco? Conheça o nosso serviço de consultoria de investimentos

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Saiba como escapar do efeito manada nos investimentos

Investir é uma das melhores ações para cuidar das suas finanças pessoais e fazer o seu dinheiro render. No entanto, não basta apenas escolher em quais opções aplicar. É preciso considerar o acompanhamento dos investimentos e os movimentos que você deverá fazer. É nesse momento que surge o efeito manada

A atuação coletiva acontece, principalmente, na bolsa de valores e pode causar diversos prejuízos na sua carteira. Saber como fugir da situação, portanto, é o melhor caminho para obter uma boa performance. 

Na sequência, descubra como driblar o efeito manada e conquiste resultados melhores!

O que é efeito manada? 

Provavelmente você já tomou alguma decisão com base em algo que ouviu, em uma dica que recebeu ou mesmo no comportamento de outra pessoa. Como vivemos em sociedade, é normal utilizar outros indivíduos como parâmetros para nossas decisões. O problema é que isso leva ao efeito manada. 

Esse é um quadro que acontece quando as pessoas seguem o fluxo imposto pelas decisões de outros. A decisão deixa de ser tomada por argumentos lógicos ou por uma avaliação crítica. Em vez disso, passa a ser feita apenas porque os outros também estão fazendo. 

A situação recebe esse nome porque os bovinos, especialmente, se comportam de maneira sincronizada e com base em uma liderança. Ou seja: basta um indivíduo da espécie agir dessa forma para que a maioria repita a ação

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Como ele acontece no mundo dos investimentos? 

No mercado financeiro, o efeito manada ocorre, principalmente, na bolsa de valores. É o que acontece quando surgem boatos sobre uma empresa e boa parte dos indivíduos vendem suas ações, levando o preço à queda. 

A situação oposta também acontece. Não é raro ver interessados que passam a aplicar em um negócio específico apenas porque alguém recomendou, ou porque muitas pessoas têm aproveitado a oportunidade. É aquela velha sensação de não querer ficar para trás e de não perder boas chances. Ainda envolve a sensação de que, pelo menos, não vai perder sozinho. 

Note que isso não tem a ver com investimentos realmente positivos ou arriscados, que recebem aportes ou retiradas porque os dados se confirmam. O efeito manada acontece quando esses grandes fluxos se consolidam mesmo quando não há uma razão lógica para isso

Então, significa que quem aplica deixa de considerar elementos práticos e lógicos para tomar decisões ao investir em ações ou em outras possibilidades. 

Quais são os riscos desse comportamento? 

A verdade é que o efeito manada é muito mais prejudicial do que parece. Como a escolha não é ponderada corretamente, as chances de ocorrerem erros são maiores. Ou seja: há grandes riscos de perder dinheiro ou de desperdiçar boas oportunidades

Imagine que você tem uma quantia e deseja aplicar na bolsa. Em vez de procurar informações confiáveis, segue uma onda de recomendações quanto a uma oportunidade supostamente imperdível. O resultado? Cria-se uma bolha de investimento e, no final, não alcança uma boa rentabilidade. 

O oposto também pode acontecer. Você aplicou em ações de uma empresa e, em determinado momento, um boato se espalha. Quem aplica começa a vender os papéis e você faz o mesmo, embora receba muito menos do que pagou. Após algumas semanas, a empresa tem um salto de crescimento e você, que poderia receber os dividendos, fica sem eles. Percebe como é um comportamento arriscado? 

Essa é uma situação que acaba com a sua autonomia sobre a carteira de investimentos. Então, você fica vulnerável a cenários que não pode controlar e deixa de aproveitar boas possibilidades. 

Como fugir do efeito manada? 

A boa notícia é que é possível fugir dessa situação e driblar os riscos associados. Você não precisa ficar refém das oscilações do mercado e do comportamento coletivo, se não quiser. 

Na sequência, entenda como impedir esse cenário e veja as dicas essenciais para evitar o efeito manada!

Mantenha-se informado

Conhecimento é poder na hora de escolher os rumos do seu dinheiro. Por isso, é essencial permanecer bem-informado sobre a situação das principais oportunidades do mercado financeiro. 

Procure fontes confiáveis sobre a bolsa de valores, os indicadores financeiros ou qualquer investimento da sua carteira. Acompanhe as notícias nacionais e internacionais e, principalmente, selecione bem seus conselheiros. Não abra mão de ter a informação crua, para que possa construir a própria visão. 

Não perca seus objetivos de vista

Outro meio de evitar o efeito manada é manter os seus objetivos sempre em vista. Isso permite que você tome as decisões que são positivas para a sua situação, em vez de apenas copiar o que tem sido feito. 

Se a intenção for conquistar resultados no longo prazo, não vale a pena se mexer a cada alteração, certo? Já se tiver definido uma tolerância maior a riscos, é preciso ser capaz de suportá-los, já que nem todo mundo tem o mesmo interesse. Foque no que é a sua prioridade para, assim, tomar boas decisões. 

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Não aja na base da emoção

O efeito manada também acontece por causa do excesso de sensações e emoções. É aquele desejo de não perder uma boa oportunidade e de não se sentir excluído, por exemplo. O medo é um péssimo companheiro para essa decisão, já que pode fazer com que você se precipite. 

Antes de definir o que fazer com o dinheiro, tente aliviar o peso das emoções. Espere um pouco se necessário, e avalie de maneira racional. Assim, você consegue estabelecer o que é de fato interessante para as suas exigências. 

Questione o senso comum

Já que o efeito manada tem a ver com o comportamento em grupo, é essencial ter uma visão crítica de cada dica ou recomendação. Antes de aceitar uma sugestão de onde aplicar ou de tomar como verdadeira uma análise, questione. Cruze as informações com as notícias que você acompanha e faça sua própria análise. Somente dessa forma é possível agir de maneira individual. 

Ao mesmo tempo, tenha cuidado: não vale a pena ser do contra apenas para não fazer o que todos fazem. Busque as respostas de acordo com seus objetivos e com as informações que tiver. Às vezes, a maioria está certa — mas só acredite nisso se tiver argumentos sólidos. 

Investir corretamente significa, entre várias outras ações, fugir do efeito manada. Com essas dicas, você pode se livrar da situação e ter a chance de conquistar resultados melhores. E, já que a informação é tão importante, inscreva-se em nosso curso gratuito de investimento e comece a aprender!

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Você sabe o que é OTC?

Uma das maiores vantagens do Bitcoin e criptomoedas frente aos mercados tradicionais é a flexibilidade que o usuário tem de negociar conforme lhe convir. 

No início era mais comum a negociação direta entre os usuários, conhecido como p2p, ou Pessoa para Pessoa. Aos poucos foram sendo criadas as exchanges, equivalente às corretoras do mercado tradicional. 

Existem outras formas de negociação, especialmente quando envolvem valores mais altos. Imagine tentar vender 20 BTCs em algum livro de ordens? Por maior que seja a liquidez de sua exchange, esta tarefa poderá levar muito tempo ou ter um impacto grande no preço.

A partir desta demanda de grandes clientes, muitas vezes institucionais, os fundos de investimento e gestores de grandes fortunas, surgiu o serviço de OTC (Over the Counter) – Mercado de Balcão.

Mas afinal, qual o impacto deste tipo de negociação no mercado? Existe alguma demanda constante de compra ou venda? É possível aproveitar este fluxo para comprar mais barato?

Mercado de Balcão tradicional

Na Bolsa de Valores, alguns ativos menos líquidos são registrados para negociação em um mercado distinto, no qual as regras para listagem são mais brandas, há uma maior flexibilidade para as modalidades de negociação, além de possibilitar exigências anteriores aos participantes.

É comum ver negociações de debêntures, os títulos de renda fixa emitidos por entidades privadas, cotas em fundos de investimento, direitos e recibos de subscrição, certificados de recebíveis, e até mesmo ações de empresas com menor liquidez.

Devemos sempre ter em mente que independente da forma de negociação, no mercado tradicional existe a figura do agente intermediário, usualmente uma corretora de valores ou instituição financeira registrada, além da Bolsa de Valores, onde são registrados os negócios.

A negociação nas exchanges

Tela de negociação da BitcoinTrade

Algo que poucas vezes é levado em conta no mercado p2p é a ausência de processos de prevenção à lavagem de dinheiro. Ao atuar como intermediador dos negócios, a BitcoinTrade tira este risco das mãos dos clientes. Isto é possível pois dispomos de um padrão rígido de KYC – Conheça seu Cliente.

Na forma de negociação direta, os usuários ficam diretamente expostos ao envolvimento com valores de origem duvidosa, que é inclusive passível de multas ou até mesmo confisco.

Mercado OTC das exchanges

Buscando mitigar este problema na execução de ordens maiores, criou-se um Mercado de Balcão nas exchanges e em alguns agentes especializados, como custodiantes e empresas que intermediam empréstimos colateralizados de criptomoedas.

Tenha em mente que não é apenas o investidor do varejo que utiliza as criptomoedas para armazenar valores ou realizar pagamentos internacionais. Já é possível adquirir produtos, serviços e softwares pela internet realizando pagamento em criptomoedas, ou através da aquisição de gift cards, os vale-presentes.

É possível que em alguns momentos a demanda no Brasil seja maior na compra, levando o mercado para negociação num nível mais alto que o internacional. O inverso ocorre quando há uma pressão vendedora de Bitcoins na moeda brasileira.

Como monitorar este movimento?

Não há uma regra quanto à necessidade de registro destas negociação de OTC nos livros de ordens das exchanges. Por este motivo é tão difícil medir o tamanho deste mercado. 

No entanto, este prémio (ou desconto) criado pela pressão adicional pode ser medido comparando-se o preço do Bitcoin no Brasil à cotação internacional em Dólares ou Euros.

Monitor do Ágio no Brasil – fonte: Portal do Bitcoin

Quando esse ágio está negativo, significa que está mais barato neste momento comprar Bitcoin no Brasil em relação à cotação internacional. Este ágio negativo é um forte indicador de movimentos venda nas mesas de OTC.

É importante ressaltar que este não é um indicador de compra ou venda, apenas uma sinalização de que em determinado momento está ocorrendo uma pressão maior na venda ou compra em relação ao mercado internacional.

Os movimentos de preços são ditados pela soma dos mercados ao redor do mundo, e atualmente, os valores negociados na moeda brasileira não são relevantes na formação de preço global.

Sabia que já é possível comprar na Amazon utilizando Bitcoin? Neste outro artigo explicamos a diferença entre o dinheiro virtual e as moedas fiduciárias.


Sugestão: cadastre-se na BitcoinTrade e aproveite para construir uma carteira de investimentos diversificada neste momento de incerteza. Clique aqui para conhecer nosso serviço de OTC para grandes volumes.

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