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SÃO PAULO – A reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)+ – aliança formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, como a Rússia – aguardada para a próxima segunda-feira (06) foi adiada, segundo agências de notícias internacionais. Era esperado que a aliança realizasse uma teleconferência para debater uma proposta de cortar a produção coletiva do grupo em pelo menos 6 milhões de barris por dia, em resposta aos efeitos da pandemia de coronavírus no mercado da commodity.
De acordo com informações da Bloomberg e da CNBC, a Opep+ pretende agora se reunir na quinta-feira, 9 de abril. Uma fonte próxima ao assunto teria dito à Bloomberg que os produtores precisam de mais tempo para as negociações.
“Além da aliança, a Arábia Saudita e a Rússia indicaram que querem que outros países produtores de petróleo participem de quaisquer cortes na produção”, informa o veículo.
O adiamento teria ocorrido horas depois de a Arábia Saudita ter feito um ataque diplomático ao presidente russo Vladimir Putin, abrindo uma nova brecha entre os dois maiores exportadores de petróleo do mundo e comprometendo um acordo para cortar a produção. O príncipe herdeiro saudita Faisal bin Farhan negou a culpa de Riad pelo fim do pacto da OPEP + entre os dois países em março, diz a Bloomberg.
A CNBC ressaltou que a reunião de segunda-feira foi marcada depois que o presidente Donald Trump disse ao veículo que esperava que o presidente russo e o príncipe saudita anunciassem um acordo para reduzir a produção em até 15 milhões de barris.
Decreto publicado hoje (4) no Diário Oficial do Estado de São Paulo isenta do pagamento das contas de água e esgoto usuários enquadrados na categoria residencial social e residencial favela.
A medida é válida para as contas de abril, maio e junho de 2020. Segundo o decreto, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) não poderá suspender e cortar, nesse período, o fornecimento de água para usuários dessas categorias.
O Estado de São Paulo registrou, até ontem (3), 219 óbitos relacionados ao novo coronavírus. O número é três vezes maior que o da última sexta (68 mortes). Os casos confirmados também aumentaram substancialmente no período, saltando de 1.223 para 4.048.
SÃO PAULO – “Quando ações diferentes caem da mesma forma, o mercado está lhe dando uma chance”. A frase é de João Luiz Braga, gestor da XP Asset e convidado da quinta live exclusiva da série Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise.
Para assistir a todos os episódios especiais da série de graça, basta clicar aqui.
Para Braga, a queda relativamente homogênea da Bolsa nesta sexta-feira (2) mostra que os investidores podem estar se desfazendo de suas ações sem separar o joio do trigo.
“Todo mundo caiu igual. A [ação] defensiva, a varejista, a Vale e a Suzano, que são dolarizadas”, afirmou. “É nessas horas que a gente aproveita para fazer umas trocas. Fizemos muitas desde o início da crise, e continuamos fazendo.”
Ao investidor que tem caixa e estômago para aproveitar algumas barganhas na Bolsa, o gestor dá três conselhos que têm servido como diretrizes para a atuação da casa nas últimas semanas.
1 – Não tente acertar o fundo do poço
Quem tentar acertar o momento de maior baixa da Bolsa para se posicionar corre também o risco de perder a maior alta.
“O pior momento da crise não vai ser o pior momento do mercado”, alerta o gestor.
Segundo Braga, o mercado sempre se antecipa à melhora da economia. Assim, o investidor que esperar boas notícias macroeconômicas para voltar a investir pode perder o bonde e acabar comprando mais caro lá na frente.
“Se você traça um gráfico longo, com 10 anos de Bolsa, e tira os três dias de maiores altas, você compromete muito a performance do longo prazo inteiro”, argumenta.
Por isso, a melhor forma de investir agora, avalia o gestor, é selecionar ações “baratas” com olhar para o longo prazo. “Não pensando no amanhã, mas para daqui a um ano, eu quero ter os ativos a esses preços? Na minha opinião, eu quero muito. Eu queria até comprar para os meus filhos”, brinca.
O gestor conta que os três grandes fundos da casa estão praticamente 100% comprados no momento. “Tenho certeza de uma coisa. Se eu sobreviver um ano com esses ativos a esse nível, eu vou ganhar dinheiro.”
2 – Diversifique (mais ainda) o seu portfólio
A frase “diversificação não é coleção” virou quase um mantra do mercado financeiro. Mas, nas últimas semanas, não foram poucos os gestores que ampliaram o número de ações em sua carteira. E existe um motivo para isso.
Braga explica que, no início de 2019, avaliava que a maioria dos ativos estava cara na Bolsa. Naquele contexto, quando os analistas de seu fundo encontravam algum papel barato, valia a pena aumentar sua alocação. Agora, o cenário mudou. “Não faz o menor sentido concentrar em um momento que você tem muita coisa barata”.
De acordo com o gestor, ao concentrar sua carteira o investidor corre o chamado risco não sistêmico. “Se eu tenho muita exposição a uma empresa e o dono da empresa bate o carro, eu estou correndo um risco específico da empresa que não é sistêmico. Então você dilui [o risco ao diversificar].”
Não à toa, a XP Asset anunciou a redução de sua posição em duas ações importantes na última semana: a Via Varejo e a Qualicorp. “Continuo gostando muito, mas não faz sentido nenhum eu ter 15% do fundo em Via Varejo, como eu tinha antigamente.”
Agora, a gestora conta com 22 empresas no portfólio, pelo menos sete a mais do que o normal.
3 – Tenha ações de 3 tipos
A “Barbell Strategy”, estratégia proposta por Nassim Taleb, recomenda a divisão do portfólio em duas partes: uma maior, com ativos mais defensivos e menos risco, e outra menor, exposta a mais risco e com maior potencial de valorização.
Braga, por sua vez, divide a carteira do fundo de forma similar ao americano, mas com um terceiro grupo. Um quarto do portfólio está em ações que considera “atacantes”, como Banco do Brasil, Via Varejo e Renner.
Outros 40% estão em ações que julga defensivas, como Sanepar, Copel, Cesp, Eletrobras e Qualicorp. Os 35% restantes do fundo, por sua vez, estão em ações que Braga entende como “antifrágeis”. São aquelas que tendem a ganhar força quando o mercado cai — casos de Vale, Suzano, Gerdau, JBS e Marfrig, que possuem receitas dolarizadas.
Para saber todas as ações que estão no radar de Braga e entender o racional por trás de cada uma delas, basta clicar aqui.
Apesar de apresentarem funções diferentes, todas as empresas elencadas pelo gestor têm um elemento comum: estão entre as líderes de seus setores de atuação.
Braga caracteriza essa crise como “oligopolística”. Em sua avaliação, as grandes empresas vão sair mais fortes ao fim dela — enquanto as menores podem ficar pelo caminho.
Domando o comportamento humano
Estudioso das finanças comportamentais, o gestor também identifica armadilhas emocionais em que viu investidores caindo nas últimas semanas.
A primeira diz respeito à Teoria do Prospecto, do Nobel de Economia Daniel Kahneman. “É a história de que, para o ser humano, dói mais perder R$ 100 do que é prazeroso ganhar R$ 100”. Para o gestor, essa assimetria tem se mostrado clara na aversão ao risco e na pressão vendedora do mercado nas últimas semanas.
O segundo comportamento observado por Braga foi a procura do investidor por uma “experiência menos traumática”, realizando as perdas após pequenos ganhos. “Você perde todos os dias, menos 10, menos 10, menos 10. Quando sobe cinco em um dia, você vende e acha que fez bem feito, quando deveria ter vendido lá trás”, explica.
Por último, o gestor menciona os estudos do professor americano Dan Ariely. Em um experimento famoso, o autor mostrou que decisões que envolvem prazer imediato tendem a ser tomadas de forma mais emocional do que exatamente as mesmas escolhas feitas com a recompensa no futuro.
“Quando você joga a sua decisão para frente, toma decisões mais racionais. É exatamente o que eu estou fazendo com a Bolsa agora. Eu olho para a Bolsa e não tenho ideia, acho que até pode cair mais 15% semana que vem”, estima.
“Mas esse preço que está aí agora, eu não acho excelente para daqui a um ano? Acho, então eu jogo minha decisão lá para frente. E é isso que me dá o conforto cognitivo.”
O impacto da crise generalizada causada pela pandemia do coronavírus também é sentido pela indústria da carne. Nesta última semana, as vendas no atacado e no varejo da carne de boi registraram queda, principalmente nos chamados “cortes nobres”.
Por causa da redução no consumo de carne, três plantas frigoríficas de Mato Grosso do Sul entraram em férias coletivas nesta semana. No total, já são 11 plantas frigoríficas paralisadas em todo o País. No período de 30 de março a 3 de abril, houve desvalorização do preço da arroba do boi ao produtor em 3,5%.
As informações são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que tem medido os impactos da pandemia na produção agropecuária e no mercado interno. O cenário reflete o fechamento de locais como restaurantes, bares e hotéis, dado que o consumo atual tem dependido, majoritariamente, do que é comprado pelo cliente doméstico.
Outra área que tem sentido o impacto é o mercado de flores e plantas ornamentais, que teve redução drástica. Para as flores, a proibição de eventos e o fechamento de floriculturas foram são as principais causas. Alguns segmentos sentem redução de até 90% do faturamento semanal.
No setor de frutas e hortaliças, o funcionamento das feiras livres contribuirá para a retomada de pequenos e médios produtores, principalmente aqueles que têm nessas feiras o principal canal de comercialização. Após duas semanas com forte alteração na demanda e preço das frutas e hortaliças, o cenário aponta para uma estabilização.
A produção e comercialização de soja e milho seguem dentro da normalidade, após preocupações com as condições logísticas. Produtos congelados continuam com alta demanda. O alto preço do milho e do farelo de soja tem preocupado produtores pecuaristas. Em 2020, o milho já acumula valorização de 18,3% no mercado interno brasileiro. Se a tendência de alta dos insumos para alimentação animal for mantida, os pecuaristas devem sofrer com margens negativas e perda de competitividade.
Internacional
A Comissão Europeia publicou, no dia 31 de março, uma medida que permite que os Estados-membros realizem controles sobre a cadeia agroalimentar de maneira mais flexível. A medida tem como objetivo impedir a propagação da doença através da circulação das equipes que trabalham em setores de controle de mercadorias, além de facilitar a circulação de animais, plantas e alimentos para dentro da União Europeia (UE). A medida é inicialmente válida por dois meses e poderá ser revisada no decorrer do avanço das ações contra a covid-19.
Na China, relatórios apontam que 88% das empresas do setor agrícola já teriam retomado suas atividades. Segundo a “National food and Strategic Reserves Administration”, 97% das principais empresas nacionais de fornecimento agrícola e 63% das empresas de processamento de grãos também já teriam voltado ao trabalho.
SÃO PAULO – Após registrar o pior trimestre da história, o petróleo teve boas notícias nos últimos dias: o contrato WTI para maio fechou em alta de 11,93%, em US$ 28,34 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), subindo 31,7% na semana. Já o Brent para junho avançou 13,93%, a US$ 34,11 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), com disparada semanal de 36,8%.
Tal desempenho deu um relativo respiro para as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) que, após caírem mais de 50% nos primeiros três meses do ano em meio à derrocada do preço da commodity, tiveram na semana um forte desempenho. Os ativos PETR3 subiram 17,57% no período, enquanto os papéis PN tiveram salto de 15,34%.
O alívio começou na última quinta-feira com apenas dois tuítes de Donald Trump, presidente dos EUA. Trump falou sobre possíveis cortes maciços na produção de petróleo. Ele apontou que, após falar com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita (que teria falado com a Rússia), esperava um corte de 10 milhões de barris de produção (provavelmente referindo-se a 10 milhões de barris por dia), posteriormente elevando o número para 15 milhões de barris (também por dia).
Os sauditas e os russos não confirmaram a informação de imediato. Contudo, a Saudi Press Agency, a agência de notícias oficial da Arábia Saudita, informou que o país pediu uma reunião de emergência entre nações integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Rússia e outros produtores, de forma a estabilizar o mercado de petróleo.
Posteriormente, a Rússia afirmou estar pronta para cooperar com os Estados Unidos e a Arábia Saudita para reduzir a produção. “Segundo estimativas preliminares, creio que é possível que se trate de uma redução de 10 milhões de barris diários”, afirmou durante uma reunião com o ministro russo de Energia, Alexander Novak.
Contudo, mais uma vez, esses números divergem. De acordo com a agência Dow Jones, haverá a reunião da Opep+ nesta segunda-feira, mas com a proposta de cortar a produção coletiva do grupo em pelo menos 6 milhões de barris por dia.
A agência também informou que os russos provavelmente não concordariam com a redução se os Estados Unidos não aceitarem participar da iniciativa. A Opep+, por esse motivo, considera a possibilidade de convidar produtores dos EUA e Canadá para a teleconferência.
Desta forma, ainda há muitas incertezas no radar, tanto sobre a magnitude do corte de produção quanto em relação às condições que serão impostas para que o acordo finalmente aconteça.
“Primeiro, precisamos ver se essa reunião será confirmada. Segundo, precisamos observar quais países serão convidados a cortar a produção e em quanto. Finalmente, devemos observar qual será o impacto final disso na curva de valores futuros do barril do petróleo Brent, que ainda está abaixo dos US$ 40”, destaca o Bradesco BBI.
Segundo os analistas, se os cortes atingirem a magnitude de 10 milhões a 15 milhões de barris por dia, essa pode ser uma “notícia fantástica” para os mercados de petróleo, já que os mercados rapidamente se reequilibrariam. Os analistas veem a crise com o coronavírus impactando o mercado com uma queda da demanda entre 5 milhões e 10 milhões de barris por dia. Porém, ainda é preciso ter cautela dado o cenário de tamanhas incertezas.
Ceticismo da Petrobras
Quem acaba tendo um certo ceticismo sobre qual será o impacto da reunião da Opep+ nos preços de petróleo é Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras.
Em live promovida pela XP Investimentos na última quinta-feira (2), o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco disse, mais uma vez, que espera que o preço do petróleo permaneça baixo por um tempo diante do desabamento da demanda no mundo todo.
Desta forma, ele destacou que o foco é reduzir custos, e que isso ajuda na hora de superar crises. Conforme apontou, se uma empresa de commodities tem custo baixo, ela sobreviverá.
A estatal, vale ressaltar, reduziu recentemente sua produção em 200 mil barris por dia em águas rasas, onde o custo de extração é mais alto, para lidar com a crise do petróleo. O ponto de equilíbrio de produção da Petrobras está em US$ 21 dólares por barril no pré-sal, que é mais da metade dos volumes extraídos pela companhia enquanto que, em alguns campos específicos, o custo pode variar entre US$ 5 e US$ 7 o barril.
Castello Branco, durante a live, também apontou que a atual disputa entre sauditas e russos mostra que “a OPEP não tem poder de determinar o preço do petróleo no médio e longo prazo”. “Não existe acordo. É difícil a coordenação de interesses distintos”, disse o executivo.
Nesse cenário, a Petrobras foca nas medidas para preservar o seu caixa. Além do corte de produção, dado que não haveria como estocar o petróleo produzido e não vendido, houve um corte de US$ 2 bilhões de gastos operacionais em 2020, sendo uma das ações poupar cerca de R$ 700 milhões em despesas com pessoal, com a postergação do pagamento, entre 10% a 30%, de empregados com função gratificada (gerentes, coordenadores, consultores e supervisores); mudança temporária de regimes de turno e de sobreaviso para regime administrativo de cerca de 3,2 mil empregados; e redução temporária da jornada de trabalho, de 8 horas para 6 horas, de 21 mil empregados. Além disso, reduziu os investimentos em US$ 3,5 bilhões.
Essas medidas, conforme apontou o Bradesco BBI, ajudam a endereçar preocupações sobre a liquidez da companhia. Contudo, tanto com a incerteza por conta da reunião da Opep quanto vendo a queda da demanda, os analistas do banco seguem com recomendação neutra para os ativos.
Recentemente, os analistas reduziram as estimativas de vendas da companhia, prevendo uma queda de 7,4% da gasolina em 2020 e uma alta marginal de até 1,5% no diesel.
Segundo Castello Branco, durante a crise decorrente da pandemia do coronavírus, o mercado brasileiro já registrou queda de 50% a 60% na demanda por gasolina. No caso do querosene de aviação (QAV), a contração é superior a 80%.
O presidente da Petrobras, contudo, afirmou não ter dúvidas de que a demanda por combustíveis se recuperará em algum momento. “A economia estava ensaiando uma recuperação, indo no caminho certo, com as reformas estruturais previstas. Teria impacto muito positivo na economia. Existia muito otimismo. Creio que esses dias voltarão. Tão certo como o fato de que o próximo dia vai amanhecer é que a recuperação se dará. É apenas um choque, e todo o choque é temporário. Só não sabemos a duração”, destacou.
Contudo, conforme ressalta o Bradesco BBI, com a premissa atual de recuperação gradual no preço da commodity, a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) chegaria em 1,5 vez até 2026, o que deve atrasar materialmente um aumento potencial dos dividendos (visto como um dos grandes catalisadores para que a ação da Petrobras diminua o desconto de negociação em relação aos seus pares internacionais – veja mais clicando aqui).
Assim, no curto prazo, os analistas seguem cautelosos com as ações de empresas de petróleo, esperando o desenvolvimento dos principais debates sobre cortes na produção. Já num prazo mais longo, avaliam como essas reduções de produção (se acontecerem) vão mexer na curva de preços do petróleo – e como isso pode afetar os dividendos da companhia.
SÃO PAULO – Em meio a um fim de semana bastante tenso nos mercados, os investidores terão novos motivos para manter a cautela nos próximos dias. Sem muita perspectiva de alívio, o câmbio também tem chamado cada vez mais atenção, com o dólar em sua máxima histórica ante o real.
A semana já começa com um grande evento. Na segunda-feira (6) ocorre a reunião da Opep+, que irá debater uma proposta de cortar a produção coletiva do grupo em pelo menos 6 milhões de barris por dia (bpd), em resposta aos efeitos da pandemia de coronavírus no mercado da commodity, segundo fontes da Dow Jones Newswires.
As mesmas fontes disseram que os russos provavelmente não concordarão com a redução se os Estados Unidos não aceitarem participar da iniciativa. A Opep+, por esse motivo, considera a possibilidade de convidar produtores dos EUA e Canadá para a teleconferência.
Nos últimos dias o presidente americano Donald Trump escreveu no Twitter que falou com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman e, após a conversa, esperava que russos e sauditas cortassem em até 15 milhões de barris por dia na produção de petróleo. Contudo, a Rússia negou que tenha mantido conversas com a Arábia Saudita.
Indicadores econômicos
A semana também terá diversos dados econômicos importantes. Por aqui, o principal será o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na quinta-feira (9).
De acordo com dados compilados pela Bloomberg, a estimativa é que o dado recue de 0,25% para 0,11% no último mês. Caso este número se confirme, deverá reforçar a visão dos especialistas de um novo corte na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Na semana ainda saem os dados de varejo, serviços e IBC-Br (considerado uma prévia do PIB), mas todos ainda anteriores ao início das quarentenas no Brasil.
Além disso, será importante acompanhar possíveis novas medidas do governo contra a crise. Os investidores também ficarão atentos às falas do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a elevar o tom contra o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, aumentando as dúvidas sobre a continuidade de seu trabalho no governo.
No exterior, a ata do Fomc ganha atenção especial por ser de uma reunião ocorrida de forma extraordinária, apesar de ter acontecido antes dos recentes dados piores que o esperado sobre o emprego.
Ainda nos EUA, saem os números de inflação, com economistas estimando deflação mensal tanto para o CPI quanto para o PPI, segundo dados da Bloomberg.
PPIs na China e Japão também têm estimativas de números negativos e devem dar mais clareza sobre o impacto que o surto do novo coronavírus está causando na região.
Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores.
SÃO PAULO – O recuo do Ibovespa nesta sexta-feira (3) fez o principal índice da Bolsa brasileira acumular perda de 5,3% na semana. Apesar das notícias otimistas a respeito de um possível acordo entre Rússia e Arábia Saudita para pôr fim à guerra nos preços de petróleo, a queda brusca no número de postos de trabalho nos Estados Unidos acabou ofuscando o bom humor dos investidores.
De acordo com dados divulgados hoje pelo Departamento de Trabalho, os EUA registraram uma perda de 701 mil empregos em março. O consenso dos economistas da Bloomberg apontava para uma destruição de 100 mil postos de trabalho no período. Os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam em quedas entre 1,5% e 1,7% com a informação.
O Ibovespa terminou o pregão desta sexta com perda de 3,76%, aos 69.537 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 22,03 bilhões.
Já o dólar futuro para maio subiu 1,36% a R$ 5,338. O dólar comercial teve alta de 1,14% a R$ 5,3245 na compra e a R$ 5,3261 na venda.
Na semana, a moeda dos EUA teve uma valorização de 4,3%. O dólar ptax venda teve a décima semana consecutiva de alta na semana encerrada em 3 de abril de 2020. No ano, a alta acumulada de 31,48% é a quinta maior valorização anual (considerando o período até 3 de abril) desde 1995.
No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu oito pontos-base a 4,08%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de 16 pontos-base, a 5,53%, e o DI para janeiro de 2025 registrou ganho de 26 pontos-base, a 7,20%.
Uma onda de dados econômicos negativos também ajudou a desarmar posições compradas antes do fim de semana. Na zona do euro, a Markit divulgou que o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), que despencou de 51.6 pontos em fevereiro para 29.7 pontos em março, informou a CNBC.
Os dados indicam a maior contração da atividade econômica em 20 anos na Itália, Espanha e França, justamente os três países mais atingidos pela epidemia do coronavírus no continente.
Por aqui, o PMI Markit de serviços brasileiro caiu de 50,4 pontos para 34,5 pontos em março, refletindo o efeito do coronavírus na atividade econômica.
Já a China foi exceção, o PMI Caixin serviços divulgado na noite passada subiu mais que o previsto em março, de 26,5 para 43.
Hoje, as perdas generalizadas não pouparam nem a Petrobras, que mais cedo chegou a subir acompanhando a cotação do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent disparou 15,9% hoje, chegando a US$ 34,70, em meio à expectativa por um acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) após a Arábia Saudita convocar reunião para discutir a crise no mercado.
A Opep+ se reúne na segunda-feira (6) para debater uma proposta de cortar a produção coletiva do grupo em pelo menos 6 milhões de barris por dia (bpd), em resposta aos efeitos da pandemia de coronavírus no mercado da commodity, segundo fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires.
As mesmas fontes disseram que os russos provavelmente não concordarão com a redução se os Estados Unidos não aceitarem participar da iniciativa. A Opep+, por esse motivo, considera a possibilidade de convidar produtores dos EUA e Canadá para a teleconferência.
Ontem, o presidente americano, Donald Trump, escreveu no Twitter que falou com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman e, após a conversa, esperava que russos e sauditas cortassem em até 15 milhões de barris por dia na produção de petróleo. Contudo, a Rússia negou que tenha mantido conversas com a Arábia Saudita.
Política
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, negocia para viabilizar votação hoje em dois turnos na Câmara do “Orçamento de Guerra”, destaca o Valor. Segundo fontes não identificadas pelo jornal, Maia quer acelerar tramitação para dar uma resposta ao ministro Paulo Guedes. O objetivo é ampliar a pressão sobre o governo para liberação dos recursos do auxílio- emergencial; Maia quer derrubar de vez o argumento de Guedes de que só poderá liberar os recursos após a aprovação da PEC. Na terça-feira, Maia afirmou, em plenário, que Guedes tenta jogar a responsabilidade sobre a falta de ações do ministério nos outros.
Já o presidente Jair Bolsonaro subiu o tom e criticou abertamente Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, em entrevista à rádio Jovem Pan, afirmando que o ministro extrapolou, contudo, não pretende demiti-lo. “Se não houver volta gradativa, terei de tomar uma decisão”. Ele ainda disse que “pode ser que Mandetta esteja certo, mas falta a ele humildade”.
O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dado sinais que tenta impor limites às ações de Bolsonaro. A maioria dos ministros está disposta a impedir movimentos do chefe do poder Executivo para afrouxar medidas contra o alastramento da epidemia da Covid-19. Gestos públicos da insatisfação da cúpula do poder Judiciário foram dados recentemente após atitudes do mandatário, informa a Folha de S. Paulo.
Os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio levaram à frente os questionamentos que tratam da atuação de Bolsonaro frente à crise. Um deles é a denúncia-crime do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) contra o presidente, por supostamente ter violado a Lei que determina pena a quem desrespeitar ordem do poder público para evitar propagação de doença contagiosa.
Empresas pedem revisão de contratos
Sob a alegação de “força maior” ou “evento fortuito”, por causa da epidemia do coronavírus, empresas começam a recorrer à Justiça – e a ter sucesso nos pedidos – para rever contratos. A Raízen, empresa de combustíveis da Cosan e da Shell, declarou “força maior” na revisão dos compromissos com fornecedores por causa da queda nas vendas. A União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) fornecedora da Raízen, contesta, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
Noticiário corporativo
A Petrobras comunicou que descobriu petróleo no poço pioneiro de Uirapuru, no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal informou que analisa os dados para avaliar o “potencial da descoberta”. A Tegma, maior operadora logística no transporte de carros zero-quilômetro, autorizou a diretoria a levantar R$ 100 milhões no sistema financeiro. Já a Usiminas comunicou que reduziu seus investimentos de R$ 1 bilhão para R$ 600 milhões em 2020. Por causa da crise do coronavírus, a empresa tomará várias medidas a partir de amanhã, como o abafamento dos Altos-Fornos 1 e 2 da usina de Ipatinga (MG).
A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou as barragens da Vale sem declaração de estabilidade, enquanto a JBS anunciou a contratação de 3 mil pessoas no Brasil.
SÃO PAULO – Se de um lado o Ibovespa chegou a ter algumas altas recentes, o câmbio não demonstrou muita reação, com o dólar renovando quase que diariamente sua máxima histórica.
O estouro do surto do novo coronavírus é o grande fator que tem feito não só o dólar subir ante o real, mas contra diversas outras moedas. O que tem levantado preocupações, é que no caso da divisa brasileira, o desempenho tem sido bem pior, e alguns analistas apontam outros fatores que têm sustentado esta situação.
Segundo estudo feito pela MCM Consultores, que está no Top 5 do Banco Central em câmbio, o dólar teve alta de cerca de 9% ante o real antes do carnaval. Este movimento estaria relacionado aos dados fracos da economia referentes ao fim de 2019, indicando que a taxa de juros precisaria cair mais.
Já no pós-carnaval, até o dia 26 de março, no pior momento o dólar tinha alta de 17%, este sim puxado pela aversão ao risco causada pelo coronavírus.
Até o momento, no acumulado de 2020, o dólar comercial acumula uma valorização de 32,5%, ganhando cerca de R$ 1,30 em apenas três meses e superando os R$ 5,30.
Para os analistas do Credit Suisse, daqui para frente, o foco deve ser o pico de infectados com Covid-19, taxas de crescimento e a possibilidade da pandemia anular o crescimento global. Com isso, eles acreditam que dificilmente o dólar irá reverter sua tendência de alta, principalmente contra moedas emergentes.
A equipe do banco ainda cita que o recente anúncio do Federal Reserve (banco central americano) do instrumento de financiamento “Commercial Paper” (CPFF, na sigla em inglês) para apoiar o fluxo de crédito para pessoas e empresas deve reduzir as taxas de juros interbancárias, levando o dólar a se desvalorizar um pouco.
“Porém, enquanto o preço de petróleo estiver sofrendo e também a inflação (ex-EUA) estiver pressionada, enxergamos pouca atratividade nas moedas ex-dólar”, afirmam os analistas apontando que, no Brasil, o dólar pode chegar a R$ 5,50.
O que fez o dólar subir?
Em estudo divulgado na última semana, a MCM utilizou um modelo de depreciação do real explicado a partir de cinco fatores: a variação do DXY, ou Dollar Index (índice que mede o dólar contra uma cesta de moedas); a variação do índice CRB de commodities (CRY), que inclui o petróleo; o índice VIX; a variação da diferença entre o CDS do Brasil e de países emergentes; e o diferencial de juro real entre a NTN-B e o Treasurie americano de 10 anos.
A dinâmica destes fatores, segundo a equipe da consultoria, funciona assim: a alta do Dollar Index, da volatilidade medida pelo VIX e do risco-país ajudam em uma depreciação do real (alta do dólar). Por outro lado, uma alta do preço das commodities e do diferencial de juro real interno e externo favorecem a moeda brasileira, o que pressiona o dólar para baixo.
Confira o resultado do estudo abaixo, em que fatores acima da linha de 0 indicam pressão para alta do dólar e abaixo representam fatores que puxaram o dólar para baixo ante o real:
(Reprodução: MCM Consultores)
O gráfico acima mostra que a queda do preço das commodities foi, de longe, o principal fator para a disparada do dólar. Segundo a MCM, mais de 70% da queda do real no ano se deu por isso, sendo que em março esse percentual foi de 77%.
Na sequência fiou a redução do diferencial de juro, responsável por 16% do movimento do câmbio desde janeiro, apesar de não ter tido tanto peso no mês passado (7%). O CDS, por sua vez, ajudou a valorizar o real em janeiro e fevereiro, mas virou e pressionou a moeda em março, sendo responsável por 37% da variação no último mês por conta do aumento da percepção de risco, segundo a MCM.
Por fim, o que eles chamaram de “demais fatores”, que não tiveram tanto peso no início do ano, passaram a ajudar o real em março. “Embora não seja possível saber exatamente o que os compõe, é possível que essa contribuição decorra das intervenções do BC no mercado de câmbio”, afirma a MCM.
Apenas em março, o Banco Central ofertou US$ 26 bilhões ao mercado, entre dólar à vista, leilão de linhas e swap cambial. “Embora tais ações não tenham poder de alterar a tendência da moeda, elas contribuem para o bom funcionamento do mercado de câmbio e, nesse sentido, podem ter contribuído para segurar o real”, explica a consultoria.
Até onde o dólar pode ir
Economistas têm elogiado bastante a postura do Banco Central, atuando de forma pontual no mercado no sentido de dar liquidez, sem querer definir uma faixa para o câmbio, já que isso seria praticamente uma batalha perdida dado o cenário global de volatilidade.
“O câmbio vem sendo monitorado pelo BC que age sem foco na formação do preço, que está à mercê do comportamento do dólar no mercado externo, e não há nada adicionalmente que a autoridade monetária possa fazer neste momento”, avalia Sidnei Nehme, diretor da NGO Corretora.
Ele explica que o dólar está volátil e “fora do ponto” pelo fato de ter excelente liquidez nas operações no mercado internacional, diferente de outras emergentes. Apesar de não ver uma mudança tão cedo na cotação, ele afirma que o preço de equilíbrio da moeda americana hoje seria em torno de R$ 4,50.
O valor coincide com o que avalia os economistas consultado pelo Relatório Focus do Banco Central, que mesmo diante desta crise e da disparada da moeda, apontaram na última semana que o dólar deve terminar este ano em R$ 4,50.
Em linha semelhante, a MCM vê um cenário de fortalecimento do real até o fim do ano, caminho que dependerá principalmente de “ações externas” para estabilizar e reverter a expectativa de recessão profunda na economia global. Tudo isso, levando em conta ainda a necessidade de recuperação das commodities e um ambiente político menos conturbado por aqui.
Já o Credit Suisse, apesar de também elogiar as atuações do BC, mostrou preocupação com a proposta que autoriza o BC a comprar títulos do Tesouro no mercado secundário.
“Estamos pouco confiantes de que os mercados reagiriam de forma benigna a um programa em larga escala de compras de títulos do governo em um país com uma perspectiva fiscal e de crescimento já desafiada”, dizem os analistas em relatório. Por conta disso, o Credit preferiu apostar um postura cautelosa, apontando para chances do dólar chegara R$ 5,50 em breve.
Por fim, o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, cita a expectativa de mais cortes na Selic, evidenciado tanto pela curva de juros futuros e mais recentemente pela revisão da Itaú Asset, que cortou sua projeção de juros de 3,75% para 1,5% este ano.
“Há muitos economistas (eu me incluo) que são contra novos cortes. A consequência imediata dessas apostas é a contínua alta do dólar”, afirma o especialista
Ele afirma que seu modelo até sugere que o dólar pode voltar para R$ 5,00, mas que é possível que a moeda continue subindo por enquanto, sem muito espaço para quedas. No momento, ele aponta um primeiro patamar para compra em R$ 5,20.
“Com o agravamento da crise, com EUA e Brasil entrando em recessão, o dólar tende a ficar mais forte. Caso surjam boas notícias, o dólar irá cair em direção a R$ 5,00 e será muito importante aproveitar a oportunidade (se acontecer) para comprar”, conclui Faria.
(Bloomberg) — Seis circuit breakers em pouco mais de uma semana — em meio a fortes perdas que apagaram quase três anos de ganhos — não foram suficientes para afastar os investidores de varejo da bolsa brasileira.
O número de investidores pessoa física no Brasil aumentou para cerca de 2,2 milhões em março, segundo dados da B3. O dado aponta para mais de 300 mil CPFs novos na bolsa no mês passado, quando o Ibovespa registrou sua maior queda mensal desde 1998.
Os brasileiros têm migrado cada vez mais para produtos de renda variável em busca de retornos mais atrativos, em resposta à queda da Selic de 14,25% para a mínima histórica de 3,75% ao longo dos últimos anos. Nos anos recentes, a entrada de investidores de varejo e de fundos locais mais do que compensou os investidores estrangeiros, que mostraram maior cautela.
O timing da turbulência recente foi “infeliz” para os investidores de varejo, que vinham migrando para a bolsa, disse Will Landers, chefe de ações para a América Latina da BTG Pactual Asset Management. “Eles viram que a bolsa não é poupança — é um investimento de risco.”
A bolsa brasileira acumula queda de 42% desde o pico no fim de janeiro, diante do impacto da pandemia de coronavírus, que reduziu as perspectivas para o crescimento econômico global e atrasou a agenda de reformas do governo.
(Bloomberg) — O Equador deve se tornar inadimplente no prazo de um ano como consequência da pandemia de coronavírus, que devasta a cidade portuária de Guayaquil e agrava os problemas econômicos do país, segundo pesquisa realizada pelo Citigroup.
O Equador está entre os principais candidatos a default nos mercados emergentes, juntamente com Argentina e Angola. Cerca de 55% dos entrevistados acreditam que o governo equatoriano não terá condições de pagar suas obrigações nos próximos 12 meses. Os credores de títulos provavelmente recuperariam entre 30 e 40 centavos de dólar após uma reestruturação e 35% dos entrevistados disseram esperar uma recuperação abaixo de 30 centavos de dólar.
Depois de pagar um bond apenas pela segunda vez em sua história, o Equador é empurrado para outro default diante da crise econômica causada pela pandemia de coronavírus. A queda neste ano dos preços do petróleo, principal produto de exportação do país, a fragilidade das contas públicas e subsequentes cortes da nota de crédito deixaram os títulos do Equador em níveis distressed. Agora, autoridades tentam conter o aumento da taxa de mortalidade em Guayaquil.
“Os riscos de default parecem estar aumentando, com a Argentina e o Equador na vanguarda”, escreveram estrategistas do Citigroup liderados por Ayoti Mittra na pesquisa, que entrevistou 30 gestores que administram cerca de US$ 120 bilhões.
Alta do petróleo
A avaliação do próprio Citi é que credores do Equador sofram um haircut (redução da dívida) de cerca de 56%, assumindo que o país possa pagar um cupom de 4,2% ao ano, com crescimento de 2% e um superávit primário de 0,5% do PIB. O rendimento de saída seria de 11% e a reestruturação incluiria novos títulos de longo prazo com um período de carência de dois anos.
“Esperamos que as autoridades iniciem negociações com os detentores de dívida em breve”, disse Anders Faergemann, gestor da Pinebridge, em Londres. “O ideal é que o Equador busque uma reestruturação amigável da dívida, no entanto, os detentores de títulos podem relutar em negociar antes das próximas eleições, o que pode levar à posse de um novo governo em 2021.”
Medidas de austeridade
Outros são mais otimistas. Siobhan Morden, da Amherst Pierpont, espera que os preços dos títulos se recuperem para 65 a 75 centavos de dólar se os credores permitirem que o Equador adie os pagamentos dos cupons deste ano por 12 meses. Isso resultaria em rendimentos de saída de 15% a 20%.
“O Equador está em uma posição mais forte para solicitar alívio temporário” do que a Argentina, escreveu Morden em nota na sexta-feira. “É possível que o Equador seja talvez o único país atualmente a adotar medidas pró-cíclicas de austeridade, além de se beneficiar de um forte apoio financeiro multilateral.”