Sauditas enfrentam dilema de preços em meio à guerra do petróleo

(Bloomberg) — A destruição da demanda e tipos alternativos a preços nunca vistos antes aumentam expectativas de que a Saudi Aramco terá que vender seu petróleo a um custo muito baixo neste mês para deixar os clientes satisfeitos.

A maior exportadora de petróleo do mundo deve anunciar seus preços oficiais de venda para embarques em maio neste domingo. No mês passado, o reino ofereceu o maior desconto para os suprimentos de abril em pelo menos 20 anos, quando iniciou uma guerra de preços com a Rússia que provocou o colapso dos mercados de petróleo.

Definir os preços será uma tarefa complicada para a Arábia Saudita. Se forem muito altos, os clientes comprarão o mínimo permitido nos contratos a prazo em um cenário de demanda fraca e tanques de armazenamento cada vez mais cheios. Se forem muito baixos, o impacto interno da guerra de preços pode se tornar intolerável.

Refinarias asiáticas estão em uma posição confortável devido à enxurrada de petróleo barato dos EUA e da Rússia. Variedades como o WTI, Mars e Urals estão sendo oferecidas e vendidas com fortes descontos, de acordo com seis autoridades e traders de processadores da região. A relativa força da referência de Dubai no Oriente Médio em relação ao Brent de Londres não favorece vendedores do Golfo.

Embora as cargas da estatal Aramco possam garantir um pequeno prêmio pela segurança do fornecimento, os preços oficiais da Arábia Saudita precisam refletir o excesso de petróleo bruto e alternativas mais acessíveis no mercado à vista, disseram autoridades e operadores que pediram para não serem identificados.

Representantes da Aramco não comentaram imediatamente quando contatados por e-mail.

A Saudi Aramco divulga preços oficiais de venda todos os meses. Os clientes dizem a quantidade de petróleo que desejam alguns dias após a definição dos preços. Os compradores têm a opção de levar volumes em uma faixa de preços em torno do estipulado em contratos de longo prazo. Depois que as indicações são feitas, os sauditas informam os compradores sobre os suprimentos que receberão segundo o processo de alocação.

Este mês promete ser diferente. Refinarias estatais indianas disseram que pretendem suspender as compras de petróleo depois de declararem força maior nas importações, já que o bloqueio nacional derrubou a demanda por combustível.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também colocou um curinga no jogo, ao sugerir na quinta-feira que intermediou um acordo entre sauditas e Rússia para reduzir a produção, o que impulsionou as cotações do petróleo. A coalizão Opep+ agora planeja uma reunião virtual com seus membros – e, possivelmente, outros países produtores de petróleo – na segunda-feira após a declaração de Trump, segundo dois delegados.

Assim como as alternativas norte-americanas e russas, suprimentos de outros produtores do Golfo Pérsico estão disponíveis para compradores asiáticos.

Com tantas opções em oferta, a Saudi Aramco precisará colocar todas as cartas na mesa para atrair interesse para os mais de 12 milhões barris por dia de petróleo que está bombeando. A demanda por petróleo do reino também é desafiada por uma frota de navios-tanque rumo à Ásia com apostas de que o principal centro de demanda do mundo é um bom lugar para estocar a commodity até que as condições do mercado melhorem.

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Value investor precisa aprender a olhar para a macroeconomia, diz estrategista-chefe da XP

SÃO PAULO – Quanto maior a diferença entre o valor intrínseco de uma empresa e o preço pelo qual ela é negociada no mercado, maior a oportunidade para o investidor que olha para o longo prazo. Essa é a lógica básica por trás do value investing, escola de análise fundamentalista popularizada por nomes como Benjamin Graham e Warren Buffett.

“O value investor raiz fica feliz em um momento como esse [de queda das Bolsas], porque agora tem a oportunidade de comprar papéis com 50% de desconto”, explica Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos.

“Enquanto muito investidor se assusta e pensa que é hora de vender porque não aguenta mais perder dinheiro, o value investor tem a cabeça de longo prazo e aproveita esses momentos para comprar mais.”

Ferreira foi o convidado desta quinta-feira (2) da série de lives Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise. São 6 aulas online e 100% gratuitas com os maiores especialistas em ações do país. Clique aqui para assistir a todas elas.

Para o estrategista, é justamente em um cenário em que os preços oscilam muito rapidamente que o value investing se torna uma ferramenta poderosa para identificar distorções. “Isso porque não necessariamente o valor muda na mesma rapidez que os preços.”

Nem tudo são flores

Apesar de ser um entusiasta do value investing, Ferreira acredita que levar a ferro e fogo essa estratégia da análise fundamentalista também pode induzir o investidor a alguns erros. O primeiro deles é a tendência a superdimensionar a importância de indicadores das empresas — tais como rentabilidade, fluxo de caixa e qualidade de gestão — e subestimar o cenário macroeconômico.

“Sem dúvidas esses são aspectos extremamente importantes, mas a maior parte do mercado ignorou a parte macro. Desde janeiro, o coronavírus já dava sinais preocupantes na China”, afirma.

O gestor usa como exemplo o setor de shoppings centers, uma das principais vítimas da paralisação do comércio. “Um shopping pode ser extremamente seguro, com bom fluxo de caixa, management excelente. Passou menos de um mês, todos os shoppings estão fechados e a gente não sabe quando vão reabrir.”

A segunda ressalva do gestor é a de que apenas o olhar para o longo prazo característico do value investing não é suficiente para proteger o portfólio do investidor. Para Ferreira, uma gestão de risco eficiente exige diversificação, mesmo que o investidor tenha estômago para um horizonte curto de tempo.

“Muita gente acaba colocando um percentual em renda variável na carteira muito maior do que deveria. E aí quando o mercado cai 50%, as pessoas se assustam ou tem que vender a posição porque vão precisar do dinheiro.”

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Já estava caro?

Embora a paralisação geral da economia tenha tido um efeito brutal em toda a cadeia produtiva, Ferreira entende que o tombo dos mercados nas últimas semanas foi agravado pelo valuation já esticado de boa parte dos ativos de risco no início do ano.

“Muita gente não entendeu porque o mercado estava subindo tão forte. O fato é que isso estava vindo de dez anos, não menosprezando a pandemia”, afirma. O gestor ressalta que o S&P nunca havia caído 20% em apenas 15 dias.

Questionado pelo analista Thiago Salomão, o estrategista rejeitou a hipótese de que o valuation multibilionário de algumas companhias de tecnologia que passam anos sem dar lucro seja um sinal de que os preceitos do value investing mudaram.

Segundo Ferreira, o value investing é mais do que comprar ativos com múltiplos atrativos. “Se você olha para frente e vê aquela empresa ganhando market share em seus setores, e estima que ela pode multiplicar sua receita por até 10 vezes em três anos, você pode enxergar naquele ativo um valor muito maior do que o preço”, explica.

“Não é hora de ser herói”

Ferreira faz coro a uma série de gestores que passaram pelo Stock Pickers na última semana. Segundo ele, após a forte correção do Ibovespa nas últimas semanas, não é hora de bancar o herói e procurar oportunidades “fora do radar”.

“Quando a Bolsa está lá em cima e tudo está caro, você tem que procurar mais e fazer muito dever de casa. Agora [na baixa], não é hora de tentar ser herói, porque há grandes empresas, com caixa e balanços sólidos, que a gente sabe que vão sobreviver e passar por essa crise, e que estão extremamente baratas”, argumenta.

Ferreira reforça que companhias de menor capitalização podem não sobreviver a meses de paralisação. Por isso, olhar apenas para o longo prazo pode ser perigoso.

“Muitas companhias podem ficar no caminho, não conseguir sobreviver porque tem muita dívida, ou precisar de ajuda governamental, porque não sabem quanto tempo vai durar a quarentena. Então não dá para cair nessa armadilha.”

Entre as empresas que ocupam posições de liderança em seus setores, Ferreira acredita que haja “vários papéis com valor atrativo”. No setor de commodities, ele cita a mineradora Vale, que está “negociando a EV/EBITDA de 3,5 vezes”; no setor bancário, o Banco do Brasil se destaca, “com um P/L abaixo de 4 vezes”.

Proteger ou não proteger?

Apesar de defender que o investidor pessoa física tenha ativos de proteção em sua carteira, Ferreira não considera que essa deva ser uma preocupação obrigatória de gestores de fundos de ações.

Para ele, opções podem comprometer a performance do fundo no longo prazo e até criar redundâncias na carteira do investidor.

“Se você coloca seu dinheiro em um fundo de ações, não faz sentido aquele fundo ter proteção porque ele sabe que você está colocando um percentual do seu patrimônio nele”, explica.

Segundo o estrategista, o investidor pode proteger um portfólio mais arrojado com ativos de renda fixa, ouro, ações defensivas e derivativos — desde que conheça bem esses instrumentos.

Um pé lá fora

Ferreira também chamou a atenção para o home bias do brasileiro nos investimentos.

Ao aplicar todo o seu dinheiro no país, o investidor não apenas fica mais vulnerável à depreciação do câmbio, como também restringe seu cardápio a cerca de 1% do mercado mundial de ações.

“Se você é uma pessoa que gosta de fazer uma viagem internacional por ano, provavelmente tem um percentual relevante dos custos anuais dolarizados”, ressalta.

Segundo Ferreira, esse isolamento é particularmente preocupante porque impede o brasileiro de se expor a um dos setores mais promissores da economia: o das empresas de tecnologia. “Infelizmente, nosso setor de tecnologia na Bolsa [brasileira] é muito pequeno”, lamenta. “No pós-crise está muito claro que esse vai ser um setor ganhador. Acho que isso ninguém discute.”

Ele ressalta que a crise tem intensificado o uso de tecnologia por parte das empresas, que precisam manter suas atividades remotamente. “A gente está fazendo reunião via Zoom.

Muitas empresas vão perceber que gastar fortunas para viagens de negócios para duas reuniões não faz muito sentido. As viagens de negócios vão reduzir drasticamente depois da crise”, afirma.

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Ações da Usiminas desabam quase 12% e Vale tem queda de mais de 5%; bancos caem até 6%

SÃO PAULO – A sessão foi novamente de forte queda para a bolsa em meio aos dados de emprego nos EUA muito piores do que o esperado, o que voltou a elevar o sentimento de aversão ao risco do mercado. As ações da Petrobras, que chegaram a subir cerca de 3% no início da sessão, ajudando a limitar maiores perdas do índice com a continuidade do rali do petróleo, zeraram os ganhos e, durante a sessão, passaram a registrar perdas.

A sessão foi de forte alta para o petróleo e o barril do Brent disparou 15% hoje, em meio à expectativa por um acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) após a Arábia Saudita convocar reunião para discutir a crise no mercado.

A Opep+ se reúne na segunda-feira (6) para debater uma proposta de cortar a produção coletiva do grupo em pelo menos 6 milhões de barris por dia (bpd), em resposta aos efeitos da pandemia de coronavírus no mercado da commodity, segundo fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires. As mesmas fontes disseram que os russos provavelmente não concordarão com a redução se os Estados Unidos não aceitarem participar da iniciativa. A Opep+, por esse motivo, considera a possibilidade de convidar produtores dos EUA e Canadá para a teleconferência.

Apesar do avanço no acordo, há ainda muitas incertezas sobre qual será o impacto do coronavírus na demanda por petróleo, além das dúvidas sobre o tamanho do corte de produção.

Já os bancos caíram até 7%, caso de Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) em meio ao cenário de maior aversão ao risco do mercado. No radar está o Senado, que pode votar nas próximas semanas um projeto do senador Weverton Rocha (PDT-MA) que eleva de 20% para 50% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para bancos e instituições financeiras, que consta numa lista de 12 pautas prioritárias a serem votadas como forma de combater ou minimizar a pandemia de coronavírus.

Enquanto isso, a Usiminas (USIM5) viu suas as ações caírem 11,88% após paralisar fornos e com o corte de recomendação pelo Bradesco BBI. A siderúrgica ainda comunicou que reduziu seus investimentos de R$ 1 bilhão para R$ 600 milhões em 2020. Por causa da crise do coronavírus, a empresa tomará várias medidas a partir de amanhã.

O dia também foi de forte queda para as outras siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3) caindo até 7%, além da Vale (VALE3), que fechou com perdas de 5,5%.

Confira os destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras comunicou que descobriu a presença de petróleo no poço pioneiro do bloco Uirapuru, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo a empresa, o poço pioneiro está localizado a uma distância de 200 quilômetros da cidade de Santos (SP), em alto-mar e a uma profundidade de 1.995 metros. A Petrobras comentou que “os dados serão analisados para melhor direcionar as atividades exploratórias na área e avaliar o potencial da descoberta”.

O bloco Uirapuru foi adquirido em leilão de partilha do pré-sal em 2018 e está sob regime de partilha de produção. A Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA) é a gestora do campo. A Petrobras tem 30% de participação e é a operadora do bloco, em parceria com a americana Exxon Mobil (28%), Equinor (28%) e Petrogal (14%).

O Bradesco BBI manteve a recomendação neutra para a Petrobras, mesmo com a possibilidade de uma reunião em breve da Opep+, a qual poderá anunciar um acordo final entre a Arábia e a Rússia para reduzir a produção mundial de petróleo entre 10 milhões e 15 milhões de barris diários.

Segundo o BBI, o cenário com os mercados futuros do petróleo ainda deve ser de cautela, porque não foi definido quando a reunião da Opep+ acontecerá, e também, se e quando acontecer, se haverá acordo entre os países para reduzir a produção e qual será a magnitude do corte.

“Primeiro, precisamos ver se essa reunião realmente acontecerá. Segundo, precisamos observar quais países serão convidados a cortar a produção e em quanto. Finalmente, devemos observar qual será o impacto final disso na curva de valores futuros do barril do petróleo Brent, que ainda está abaixo dos US$ 40”, avalia o BBI. Para a Petrobras, o banco reduziu algumas estimativas, prevendo agora uma queda de 7,4% nas vendas da gasolina em 2020 e uma alta marginal de até 1,5% no diesel. O BBI acredita que o pagamento de dividendos mais altos pela petrolífera deve demorar mais tempo, possivelmente em 2026, quando a relação dívida líquida sobre o Ebitda cair a 1,5 vezes (1,5x).

Vale (VALE3)

A ANM (Agência Nacional de Mineração) interdita 47 barragens de diversas empresas, sendo metade delas da Vale, sem declaração de estabilidade. As estruturas de mineração que não atestaram a segurança ou não enviaram a declaração estão automaticamente proibidas de receber novos aportes de rejeitos ou sedimentos desde 1 de abril.

Das 37 barragens interditadas em Minas Gerais, trinta não obtiveram o documento. Destas, 23 são da Vale. Em nota, a mineradora informou que “continua aperfeiçoando seu Sistema de Gestão de Barragens (TMS), com ajuda de especialistas internacionais”. A Vale informou ainda que foram emitidas “78 DCEs positivas das estruturas de suas unidades operacionais”. A mineradora disse ainda que vem tomando todas as precauções quanto as estruturas que estão em nível de emergência.

Tegma (TGMA3)

O Conselho de Administração da Tegma, maior operadora logística do transporte de carros zero quilômetro do país, aprovou a captação de R$ 100 milhões, pelos próximos dois anos, pela diretoria da empresa. Segundo o Conselho, a diretoria tem um prazo até o dia 30 de abril para decidir onde captará os recursos no sistema financeiro. A Tegma não informou qual é a destinação dos recursos.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas informou que fará o abafamento do Alto-Forno 2 da siderúrgica de Ipatinga (MG), a partir de sábado, 4 de abril, e do Alto-Forno 1 da mesma usina no dia 22 de abril. A siderúrgica mineira também informou que em 22 de abril paralisará a Aciaria 1 da usina de Ipatinga. A siderúrgica em Cubatão (SP) continuará paralisada. A empresa afirmou que as medidas são temporárias.

“Tais medidas têm como objetivo adequar a produção à demanda de mercado, que se encontra em queda por causa da retração da atividade econômica provocada pela disseminação do coronavírus”, informou a empresa. A Usiminas informou que o Alto-Forno 3, a Aciaria-2 e as unidades de laminação e galvanização de Ipatinga continuarão em operação. A Usiminas também cortará seus investimentos em 2020, de R$ 1 bilhão para R$ 600 milhões.

O Bradesco BBI cortou a recomendação para as ações da Usiminas de neutra para underperform (desempenho abaixo da média do mercado), com o preço-alvo sendo cortado de R$ 5 para R$ 3,90 após a empresa anunciar a redução dos investimentos e da produção em 2020 por causa da epidemia do coronavírus.

Segundo o BBI, a estimativa dos lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Usiminas para 2020 foi cortada em 70% a R$ 460 milhões. O BBI prevê que deve ocorrer queda de 25% nas vendas e aumento de 18% nos custos das unidades empresa neste ano, baseado nas medidas drásticas do abafamento de dois altos-fornos em Ipatinga (MG) e da suspensão de uma aciaria na fábrica mineira e de outra aciaria em Cubatão (SP) – lembrando que a empresa já abafou o alto-forno de Cubatão em 2015. “Siderúrgicas não abafam altos-fornos facilmente, dados os custos da operação e depois do religamento”, comenta o BBI. O banco avalia que as medidas da Usiminas refletem o forte impacto que o coronavírus trouxe para setores como a indústria automotiva, que consomem bastante aços planos – a Fenabrave reportou uma queda de 22% nas vendas de automóveis em março deste ano.

O Itaú BBA avalia que as medidas são negativas. “Embora elogiemos o fato de que a Usiminas tente reduzir os seus custos fixos, o abafamento dos altos-fornos indica que a empresa não espera que a demanda se recupere por um longo período”, avalia o BBA. O banco lembra que retomar a operação de um alto-forno leva entre 60 e 90 dias. Quando abafou o alto-forno de Cubatão em 2015, a empresa gastou R$ 80 milhões.

JBS (JBSS3)

A JBS SA está oferecendo 3 mil empregos no Brasil como parte de seu plano de admissão para todas as regiões do país, de acordo com comunicado enviado pela empresa por e-mail.

Serão contratados trabalhadores diretos e indiretos. As admissões não estão relacionadas a um eventual aumento do absenteísmo devido à disseminação do coronavírus, a assessoria de imprensa da JBS informou por mensagem à Bloomberg.

Na semana passada, a JBS comprometeu-se a manter seus 120 mil funcionários no país. A JBS reafirmou que adotou medidas rigorosas para garantir a saúde e a segurança dos funcionários que seguem as orientações da OMS e do Ministério da Saúde, incluindo ações para reduzir a aglomeração, melhorar a higienização dos ambientes e afastar pessoas de grupos de risco do trabalho.

Cogna (COGN3)

O Itaú BBA avaliou como positivas as medidas anunciadas pela Cogna (antiga Kroton), maior grupo de educação privada do Brasil, logo após a empresa ter suspendido as aulas nas escolas, cursinhos pré-vestibular e faculdades que fazem parte do grupo, por causa da epidemia do coronavírus. “Houve uma reação rápida e efetiva, em 24 horas após a suspensão, a Cogna deu acesso a todo o conteúdo online aos seus estudantes universitários”, comentou o BBI.

O banco enfatiza que os estudantes responderam rápido, aceitando e usando pela internet o conteúdo digital, tanto nas faculdades como nos cursinhos. Além disto, o BBA destaca que as escolas puderam rapidamente usar a plataforma digital Plural, tanto as do grupo Cogna como as mais de 3,6 mil escolas associadas. Para os estudantes universitários, a Cogna passou a oferecer aulas online.

O BBA mantém a nota outperform (acima da média de mercado) para o papel COGN3, ressaltando que a posição de caixa líquido, de R$ 2,6 bilhões, é robusta para atravessar as quarentenas decretadas pelos governos estaduais ao redor do Brasil. O BBA mantém um preço-alvo de R$ 14,00 para a ação em 2020, uma valorização de 250% sobre os R$ 4,00 no fechamento ontem na B3.

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Ibovespa cai forte após EUA perder 701 mil postos de trabalho em março; dólar sobe a R$ 5,31

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em forte queda nesta sexta-feira (3) após os Estados Unidos registrarem uma perda de 701 mil empregos em março. O consenso dos economistas da Bloomberg apontava para uma destruição de 100 mil postos de trabalho no período.

As perdas generalizadas já não poupam mais nem a Petrobras, que mais cedo subia acompanhando a cotação do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent dispara mais 9,95% hoje, chegando a US$ 32,92, em meio à expectativa por um acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) após a Arábia Saudita convocar reunião para discutir a crise no mercado.

A Opep+ se reúne na segunda-feira (6) para debater uma proposta de cortar a produção coletiva do grupo em pelo menos 6 milhões de barris por dia (bpd), em resposta aos efeitos da pandemia de coronavírus no mercado da commodity, segundo fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires. As mesmas fontes disseram que os russos provavelmente não concordarão com a redução se os Estados Unidos não aceitarem participar da iniciativa. A Opep+, por esse motivo, considera a possibilidade de convidar produtores dos EUA e Canadá para a teleconferência.

Ontem, o presidente americano, Donald Trump, escreveu no Twitter que falou com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman e, após a conversa, esperava que russos e sauditas cortassem em até 15 milhões de barris por dia na produção de petróleo. Contudo, a Rússia negou que tenha mantido conversas com a Arábia Saudita.

Às 14h38 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava perdas de 4,59%, aos 68.939 pontos. Já o dólar futuro para maio sobe 1,04% a R$ 5,322. O dólar comercial tem alta de 0,94% a R$ 5,3139 na compra e a R$ 5,3156 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai um ponto-base a 3,99%, o DI para janeiro de 2023 fica estável a 5,37% e o DI para janeiro de 2025 registra ganhos de dois pontos-base a 6,96%.

Na zona do euro, a Markit divulgou que o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), que despencou de 51.6 pontos em fevereiro para 29.7 pontos em março, informa a CNBC. Os dados indicam a maior contração da atividade econômica em 20 anos na Itália, Espanha e França, justamente os três países mais atingidos pela epidemia do coronavírus no continente.

Já na China, o PMI Caixin serviços divulgado na noite passada subiu mais que o previsto em março, de 26,5 para 43. Já a Markit publicou os índices dos serviços e o composto dos gerentes de compras (PMI) para a Zona do Euro em março. Houve queda no PMI composto de 51.6 pontos em fevereiro para 29.7 pontos em março, pior resultado em 20 anos.

Por aqui, o PMI Markit de serviços brasileiro caiu de 50,4 pontos para 34,5 pontos em março, refletindo o efeito do coronavírus na atividade econômica.

Política

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, negocia para viabilizar votação hoje em dois turnos na Câmara do “Orçamento de Guerra”, destaca o Valor. Segundo fontes não identificadas pelo jornal, Maia quer acelerar tramitação para dar uma resposta ao ministro Paulo Guedes. O objetivo é ampliar a pressão sobre o governo para liberação dos recursos do auxílio- emergencial; Maia quer derrubar de vez o argumento de Guedes de que só poderá liberar os recursos após a aprovação da PEC. Na terça-feira, Maia afirmou, em plenário, que Guedes tenta jogar a responsabilidade sobre a falta de ações do ministério nos outros.

Já o presidente Jair Bolsonaro subiu o tom e criticou abertamente Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, em entrevista à rádio Jovem Pan, afirmando que o ministro extrapolou, contudo, não pretende demiti-lo. “Se não houver volta gradativa, terei de tomar uma decisão”. Ele ainda disse que “pode ser que Mandetta esteja certo, mas falta a ele humildade”.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dado sinais que tenta impor limites às ações denBolsonaro. A maioria dos ministros está disposta a impedir movimentos do chefe do poder Executivo para afrouxar medidas contra o alastramento da epidemia da Covid-19. Gestos públicos da insatisfação da cúpula do poder Judiciário foram dados recentemente após atitudes do mandatário, informa a Folha de S. Paulo.

Os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio levaram à frente os questionamentos que tratam da atuação de Bolsonaro frente à crise. Um deles é a denúncia-crime do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) contra o presidente, por supostamente ter violado a Lei que determina pena a quem desrespeitar ordem do poder público para evitar propagação de doença contagiosa.

Empresas pedem revisão de contratos

Sob a alegação de “força maior” ou “evento fortuito”, por causa da epidemia do coronavírus, empresas começam a recorrer à Justiça – e a ter sucesso nos pedidos – para rever contratos. A Raízen, empresa de combustíveis da Cosan e da Shell, declarou “força maior” na revisão dos compromissos com fornecedores por causa da queda nas vendas. A União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) fornecedora da Raízen, contesta, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Noticiário corporativo

A Petrobras comunicou que descobriu petróleo no poço pioneiro de Uirapuru, no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal informou que analisa os dados para avaliar o “potencial da descoberta”. A Tegma, maior operadora logística no transporte de carros zero-quilômetro, autorizou a diretoria a levantar R$ 100 milhões no sistema financeiro. Já a Usiminas comunicou que reduziu seus investimentos de R$ 1 bilhão para R$ 600 milhões em 2020. Por causa da crise do coronavírus, a empresa tomará várias medidas a partir de amanhã, como o abafamento dos Altos-Fornos 1 e 2 da usina de Ipatinga (MG).

A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou as barragens da Vale sem declaração de estabilidade, enquanto a JBS anunciou a contratação de 3 mil pessoas no Brasil.

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Opep+ vai debater corte na produção de ao menos 6 milhões de barris por dia na 2ª feira

A Opep+ – aliança formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, como a Rússia – vai realizar uma teleconferência na segunda-feira (06) para debater uma proposta de cortar a produção coletiva do grupo em pelo menos 6 milhões de barris por dia (bpd), em resposta aos efeitos da pandemia de coronavírus no mercado da commodity, segundo fontes com conhecimento do assunto.

Os russos provavelmente não concordarão com a redução se os Estados Unidos não aceitarem participar da iniciativa, disseram as fontes.

A Opep+ está considerando a possibilidade de convidar produtores dos EUA e Canadá para a teleconferência da próxima semana, acrescentaram as fontes.

(Dow Jones Newswires)

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Ibovespa Futuro vira para queda após EUA perderem 701 mil empregos em março; dólar sobe a R$ 5,28

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro virou para queda nesta sexta-feira (3) após os Estados Unidos registrarem uma perda de 701 mil empregos em março. O consenso dos economistas da Bloomberg apontava para uma destruição de 100 mil postos de trabalho no período.

Mais cedo, o índice futuro subia ainda acompanhando o rali do petróleo. O barril do Brent dispara mais 14,9% hoje, chegando a US$ 34,40, em meio à expectativa por um acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) após a Arábia Saudita convocar reunião para discutir a crise no mercado.

Ontem, o presidente americano, Donald Trump, escreveu no Twitter que falou com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman e, após a conversa, esperava que russos e sauditas cortassem em até 15 milhões de barris por dia na produção de petróleo. Contudo, a Rússia negou que tenha mantido conversas com a Arábia Saudita.

Às 09h45 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro registrava perdas de 0,58%, aos 71.820 pontos. Já o dólar futuro para maio sobe 0,53% a R$ 5,295. O dólar comercial tem alta de 0,33% a R$ 5,281 na compra e a R$ 5,2835 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai um ponto-base a 3,99%, o DI para janeiro de 2023 fica estável a 5,37% e o DI para janeiro de 2025 registra ganhos de dois pontos-base a 6,96%.

Na zona do euro, a Markit divulgou que o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), que despencou de 51.6 pontos em fevereiro para 29.7 pontos em março, informa a CNBC. Os dados indicam a maior contração da atividade econômica em 20 anos na Itália, Espanha e França, justamente os três países mais atingidos pela epidemia do coronavírus no continente.

Já na China, o PMI Caixin serviços divulgado na noite passada subiu mais que o previsto em março, de 26,5 para 43. Já a Markit publicou os índices dos serviços e o composto dos gerentes de compras (PMI) para a Zona do Euro em março. Houve queda no PMI composto de 51.6 pontos em fevereiro para 29.7 pontos em março, pior resultado em 20 anos.

Política

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, negocia para viabilizar votação hoje em dois turnos na Câmara do “Orçamento de Guerra”, destaca o Valor. Segundo fontes não identificadas pelo jornal, Maia quer acelerar tramitação para dar uma resposta ao ministro Paulo Guedes. O objetivo é ampliar a pressão sobre o governo para liberação dos recursos do auxílio- emergencial; Maia quer derrubar de vez o argumento de Guedes de que só poderá liberar os recursos após a aprovação da PEC. Na terça-feira, Maia afirmou, em plenário, que Guedes tenta jogar a responsabilidade sobre a falta de ações do ministério nos outros.

Já o presidente Jair Bolsonaro subiu o tom e criticou abertamente Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, em entrevista à rádio Jovem Pan, afirmando que o ministro extrapolou, contudo, não pretende demiti-lo. “Se não houver volta gradativa, terei de tomar uma decisão”. Ele ainda disse que “pode ser que Mandetta esteja certo, mas falta a ele humildade”.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dado sinais que tenta impor limites às ações denBolsonaro. A maioria dos ministros está disposta a impedir movimentos do chefe do poder Executivo para afrouxar medidas contra o alastramento da epidemia da Covid-19. Gestos públicos da insatisfação da cúpula do poder Judiciário foram dados recentemente após atitudes do mandatário, informa a Folha de S. Paulo.

Os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio levaram à frente os questionamentos que tratam da atuação de Bolsonaro frente à crise. Um deles é a denúncia-crime do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) contra o presidente, por supostamente ter violado a Lei que determina pena a quem desrespeitar ordem do poder público para evitar propagação de doença contagiosa.

Empresas pedem revisão de contratos

Sob a alegação de “força maior” ou “evento fortuito”, por causa da epidemia do coronavírus, empresas começam a recorrer à Justiça – e a ter sucesso nos pedidos – para rever contratos. A Raízen, empresa de combustíveis da Cosan e da Shell, declarou “força maior” na revisão dos compromissos com fornecedores por causa da queda nas vendas. A União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) fornecedora da Raízen, contesta, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Noticiário corporativo

A Petrobras comunicou que descobriu petróleo no poço pioneiro de Uirapuru, no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal informou que analisa os dados para avaliar o “potencial da descoberta”. A Tegma, maior operadora logística no transporte de carros zero-quilômetro, autorizou a diretoria a levantar R$ 100 milhões no sistema financeiro. Já a Usiminas comunicou que reduziu seus investimentos de R$ 1 bilhão para R$ 600 milhões em 2020. Por causa da crise do coronavírus, a empresa tomará várias medidas a partir de amanhã, como o abafamento dos Altos-Fornos 1 e 2 da usina de Ipatinga (MG).

A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou as barragens da Vale sem declaração de estabilidade, enquanto a JBS anunciou a contratação de 3 mil pessoas no Brasil.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

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Petrobras anuncia nova descoberta no pré-sal; Usiminas tem recomendação cortada pelo Bradesco BBI e mais notícias

A Petrobras comunicou que descobriu petróleo no poço pioneiro de Uirapuru, no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal informou que analisa os dados para avaliar o “potencial da descoberta”. A Tegma, maior operadora logística no transporte de carros zero-quilômetro, autorizou a diretoria a levantar R$ 100 milhões no sistema financeiro.

Já a Usiminas comunicou que reduziu seus investimentos de R$ 1 bilhão para R$ 600 milhões em 2020. Por causa da crise do coronavírus, a empresa tomará várias medidas a partir de amanhã, como o abafamento dos Altos-Fornos 1 e 2 da usina de Ipatinga (MG).

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras comunicou que descobriu a presença de petróleo no poço pioneiro do bloco Uirapuru, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo a empresa, o poço pioneiro está localizado a uma distância de 200 quilômetros da cidade de Santos (SP), em alto-mar e a uma profundidade de 1.995 metros. A Petrobras comentou que “os dados serão analisados para melhor direcionar as atividades exploratórias na área e avaliar o potencial da descoberta”.

O bloco Uirapuru foi adquirido em leilão de partilha do pré-sal em 2018 e está sob regime de partilha de produção. A Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA) é a gestora do campo. A Petrobras tem 30% de participação e é a operadora do bloco, em parceria com a americana Exxon Mobil (28%), Equinor (28%) e Petrogal (14%).

O Bradesco BBI manteve a recomendação neutra para a Petrobras, mesmo com a possibilidade de uma reunião em breve da Opep+, a qual poderá anunciar um acordo final entre a Arábia e a Rússia para reduzir a produção mundial de petróleo entre 10 milhões e 15 milhões de barris diários.

Segundo o BBI, o cenário com os mercados futuros do petróleo ainda deve ser de cautela, porque não foi definido quando a reunião da Opep+ acontecerá, e também, se e quando acontecer, se haverá acordo entre os países para reduzir a produção e qual será a magnitude do corte.

“Primeiro, precisamos ver se essa reunião realmente acontecerá. Segundo, precisamos observar quais países serão convidados a cortar a produção e em quanto. Finalmente, devemos observar qual será o impacto final disso na curva de valores futuros do barril do petróleo Brent, que ainda está abaixo dos US$ 40”, avalia o BBI. Para a Petrobras, o banco reduziu algumas estimativas, prevendo agora uma queda de 7,4% nas vendas da gasolina em 2020 e uma alta marginal de até 1,5% no diesel. O BBI acredita que o pagamento de dividendos mais altos pela petrolífera deve demorar mais tempo, possivelmente em 2026, quando a relação dívida líquida sobre o Ebitda cair a 1,5 vezes (1,5x).

Vale (VALE3)

A ANM (Agência Nacional de Mineração) interdita 47 barragens de diversas empresas, sendo metade delas da Vale, sem declaração de estabilidade. As estruturas de mineração que não atestaram a segurança ou não enviaram a declaração estão automaticamente proibidas de receber novos aportes de rejeitos ou sedimentos desde 1 de abril.

Das 37 barragens interditadas em Minas Gerais, trinta não obtiveram o documento. Destas, 23 são da Vale. Em nota, a mineradora informou que “continua aperfeiçoando seu Sistema de Gestão de Barragens (TMS), com ajuda de especialistas internacionais”. A Vale informou ainda que foram emitidas “78 DCEs positivas das estruturas de suas unidades operacionais”. A mineradora disse ainda que vem tomando todas as precauções quanto as estruturas que estão em nível de emergência.

Tegma (TGMA3)

O Conselho de Administração da Tegma, maior operadora logística do transporte de carros zero quilômetro do país, aprovou a captação de R$ 100 milhões, pelos próximos dois anos, pela diretoria da empresa. Segundo o Conselho, a diretoria tem um prazo até o dia 30 de abril para decidir onde captará os recursos no sistema financeiro. A Tegma não informou qual é a destinação dos recursos.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas informou que fará o abafamento do Alto-Forno 2 da siderúrgica de Ipatinga (MG), a partir de sábado, 4 de abril, e do Alto-Forno 1 da mesma usina no dia 22 de abril. A siderúrgica mineira também informou que em 22 de abril paralisará a Aciaria 1 da usina de Ipatinga. A siderúrgica em Cubatão (SP) continuará paralisada. A empresa afirmou que as medidas são temporárias.

“Tais medidas têm como objetivo adequar a produção à demanda de mercado, que se encontra em queda por causa da retração da atividade econômica provocada pela disseminação do coronavírus”, informou a empresa. A Usiminas informou que o Alto-Forno 3, a Aciaria-2 e as unidades de laminação e galvanização de Ipatinga continuarão em operação. A Usiminas também cortará seus investimentos em 2020, de R$ 1 bilhão para R$ 600 milhões.

O Bradesco BBI cortou a recomendação para as ações da Usiminas de neutra para underperform (desempenho abaixo da média do mercado), com o preço-alvo sendo cortado de R$ 5 para R$ 3,90 após a empresa anunciar a redução dos investimentos e da produção em 2020 por causa da epidemia do coronavírus.

Segundo o BBI, a estimativa dos lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Usiminas para 2020 foi cortada em 70% a R$ 460 milhões. O BBI prevê que deve ocorrer queda de 25% nas vendas e aumento de 18% nos custos das unidades empresa neste ano, baseado nas medidas drásticas do abafamento de dois altos-fornos em Ipatinga (MG) e da suspensão de uma aciaria na fábrica mineira e de outra aciaria em Cubatão (SP) – lembrando que a empresa já abafou o alto-forno de Cubatão em 2015. “Siderúrgicas não abafam altos-fornos facilmente, dados os custos da operação e depois do religamento”, comenta o BBI. O banco avalia que as medidas da Usiminas refletem o forte impacto que o coronavírus trouxe para setores como a indústria automotiva, que consomem bastante aços planos – a Fenabrave reportou uma queda de 22% nas vendas de automóveis em março deste ano.

O Itaú BBA avalia que as medidas são negativas. “Embora elogiemos o fato de que a Usiminas tente reduzir os seus custos fixos, o abafamento dos altos-fornos indica que a empresa não espera que a demanda se recupere por um longo período”, avalia o BBA. O banco lembra que retomar a operação de um alto-forno leva entre 60 e 90 dias. Quando abafou o alto-forno de Cubatão em 2015, a empresa gastou R$ 80 milhões.

JBS (JBSS3)

A JBS SA está oferecendo 3 mil empregos no Brasil como parte de seu plano de admissão para todas as regiões do país, de acordo com comunicado enviado pela empresa por e-mail.

Serão contratados trabalhadores diretos e indiretos. As admissões não estão relacionadas a um eventual aumento do absenteísmo devido à disseminação do coronavírus, a assessoria de imprensa da JBS informou por mensagem à Bloomberg.

Na semana passada, a JBS comprometeu-se a manter seus 120 mil funcionários no país. A JBS reafirmou que adotou medidas rigorosas para garantir a saúde e a segurança dos funcionários que seguem as orientações da OMS e do Ministério da Saúde, incluindo ações para reduzir a aglomeração, melhorar a higienização dos ambientes e afastar pessoas de grupos de risco do trabalho.

Cogna (COGN3)

O Itaú BBA avaliou como positivas as medidas anunciadas pela Cogna (antiga Kroton), maior grupo de educação privada do Brasil, logo após a empresa ter suspendido as aulas nas escolas, cursinhos pré-vestibular e faculdades que fazem parte do grupo, por causa da epidemia do coronavírus. “Houve uma reação rápida e efetiva, em 24 horas após a suspensão, a Cogna deu acesso a todo o conteúdo online aos seus estudantes universitários”, comentou o BBI.

O banco enfatiza que os estudantes responderam rápido, aceitando e usando pela internet o conteúdo digital, tanto nas faculdades como nos cursinhos. Além disto, o BBA destaca que as escolas puderam rapidamente usar a plataforma digital Plural, tanto as do grupo Cogna como as mais de 3,6 mil escolas associadas. Para os estudantes universitários, a Cogna passou a oferecer aulas online.

O BBA mantém a nota outperform (acima da média de mercado) para o papel COGN3, ressaltando que a posição de caixa líquido, de R$ 2,6 bilhões, é robusta para atravessar as quarentenas decretadas pelos governos estaduais ao redor do Brasil. O BBA mantém um preço-alvo de R$ 14,00 para a ação em 2020, uma valorização de 250% sobre os R$ 4,00 no fechamento ontem na B3.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

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Março de 2020 – Um mês histórico

Que mês, pessoal! Nem os mais pessimistas poderiam prever que, em um período tão curto, o mundo inteiro entraria em uma guerra contra um inimigo comum e invisível, as bolsas perderiam 30, 40, 50% de valor em relação às suas máximas históricas e que 1/3 da população mundial seria obrigado a desacelerar, trabalhando de casa e mantendo distanciamento social. O que vivemos – e ainda estamos vivendo – é de fato histórico. No futuro, vamos ler sobre esses dias em diversos livros de economia, saúde, geografia e história, é claro.

Por outro lado, nem os mais otimistas esperavam a recuperação dos mercados acionários após queda de 30%, a mais rápida já registrada na história do S&P500 nos EUA. No entanto, o anúncio do pacote econômico dos EUA na ordem de 2 trilhões de dólares estancou parte da sangria, resultando numa alta de 20% em apenas três dias. O cenário de guerra causado pelo vírus derrubou o petróleo, platina, ouro, moedas emergentes, e também o Bitcoin.

Dólar como ativo de segurança

Ao contrário do que se imaginava, nem mesmo o ouro funcionou como  proteção, uma vez que os investidores se viram obrigados a vender o ativo para cobrir margem ou arcar com prejuízos em outras operações. Após atingir uma queda de 8%, o ouro conseguiu terminar o mês zerado, em torno de 1.590 dólares.

Nem mesmo o pior dado registrado na história de pedidos de auxílio desemprego nos EUA de 3,3 milhões de pessoas foi suficiente pra derrubar os mercados acionários. Afinal de contas, somando-se as potências do G20 – grupo dos 20 países mais poderosos – os pacotes totalizam 5 trilhões de dólares.

Notícias do mundo cripto:

Stablecoins: Matéria na Coindesk questiona a viabilidade da indústria de stablecoins, cuja principal fonte de renda são os rendimentos da renda fixa, que no momento estão próximos de zero.

Rússia: Anunciou intenção de criar um sandbox regulatório para FinTechs, que irá incluir empresas na área de blockchain. Serão afrouxadas exigências de capital e limitações para operações de câmbio.

Índia: Suprema Corte declarou legal a posse e trading de criptomoedas no país. Banco Central manteve decisão proibindo bancos regulados de realizarem intermediação ou custódia de criptos.

BAKKT: Bolsa de negociação regulada de criptomoedas nos EUA levantou 300 milhões de dólares em nova rodada de investimento com ICE, Microsoft e outros.

Bitcoin (BTC): Hashrate, poder de mineração, caiu 30% até 20 de março, mas recuperou 5% da perda no final do mês. A rede se ajustou por conta disto, reduzindo a dificuldade de mineração em 16%.

Bitcoin (BTC): Lightning Labs, um dos desenvolvedores da Lightning Network, anunciou criação do protocolo de autenticação LSAT, que permite micro-cobranças pelo uso de APIs.

Ethereum (ETH): Vitalik Buterin anunciou tornado.cash, que consegue ocultar endereço de recebimento para utilizadores de ENS, espécie de “domínio” que fica associado à um endereço na blockchain Ethereum.

Ethereum (ETH): Mineradoras ASICs Antminer E3 voltam a ser rentáveis após atualização do software pela fabricante Bitmain. O modelo havia sido lançado em abril de 2018. 

Bitcoin Cash (BCH): Lançou token Tether em sua própria rede, no padrão SLP.

Litecoin (LTC): Atualizou Litewallet, carteira oficial da moeda para Android e iOS, corrigindo alguns erros.

Ripple (XRP): Volume de negociação na moeda das Filipinas através do produto On Demand Liquidity (ODL) atingiu níveis recorde, superando 5,5 milhões de dólares em um único dia.

EOS (EOS): Block.one, empresa que realizou o ICO de EOS, adquiriu equipe da extinta produtora de blocos EOS NYC. 

EOS (EOS): Todos os 21 produtores de blocos completaram o upgrade para a versão EOS VM, supostamente capaz de acelerar a execução de smart contracts em até 12x

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Após ceder 34% ante o pico no final de fevereiro, as ações do S&P500 nos EUA recuperaram-se parcialmente, encerrando em 2.585 pontos, queda de 12%. Movimento similar ocorreu no FTSE 100 da Inglaterra, que recuou 15% no mês.

O mercado aposta no impacto dos pacotes de estímulo anunciado pelos Bancos Centrais, embora a maioria das grandes nações continue severamente impactada pelo lockdown. A expectativa dos mercados é que as empresas se beneficiem do ambiente de queda de juros e aumento de liquidez, embora alguns setores como aviação, varejo não-alimentício e petróleo tenham sofrido bastante.

Quem se deu bem:

Seegene (096530 Coreia) subiu 200% após desenvolver equipamentos para teste rápido do vírus.

HelloFresh (ETR Alemanha) subiu 37% com demanda maior para entrega de alimentos

Citrix Systems (CTXS EUA) subiu 36%, enquanto Zoom Video (ZM EUA) teve alta de 39%, com aumento na demanda de sistemas para home office

Quem se deu mal:

Lojas Marisa (AMAR3): cedeu 66%, enquanto Guararapes (GUAR3) caiu 60% com fechamento de lojas e fábricas

AZUL (AZUL4) cedeu 60%, enquanto Carnival (CCL US) caiu 60%, por conta da redução nas viagens e cruzeiros

Bitcoin tem 2º maior ajuste de dificuldade na história

Uma das grandes invenções de Satoshi Nakamoto foi o ajuste de dificuldade automático na mineração de Bitcoin a cada 2.016 blocos. Pode parecer algo simples ou até mesmo óbvio, porém a verdade é que mineração de criptomoedas envolve mais sorte do que qualquer outra coisa.

As chances de acertar na Mega Sena, sozinho, são infinitamente maiores do que encontrar a solução do algoritmo SHA-256 do Bitcoin. Por este motivo, mesmo com milhares de máquinas ASICs tentando encontrar a solução, o processo pode levar entre alguns segundos e algumas poucas horas.

A beleza do mecanismo de ajuste é que o intervalo médio de 10 minutos entre os blocos é feito de forma automática. Quanto mais espaçado o tempo entre os blocos serem encontrados, maior será a redução da dificuldade no próximo ajuste, e vice-versa no caso de blocos sendo encontrados mais rapidamente.

Banco Central coloca sistema PIX em consulta pública

O Banco Central do Brasil colocou em consulta pública até 18 de maio as regras do novo sistema de pagamentos que permitirá envios e recebimento instantâneo de valores 24hs por dia, 7 dias por semana.

A idéia é iniciar os testes em bancos com mais de 500 mil clientes, enquanto a previsão de início está agendada para novembro. O sistema PIX contará com códigos QR e permitirá a integração de FinTechs, as startups financeiras, ao Sistema Financeiro Nacional. 


Curtiu o resumo? Qualquer dúvida ou sugestão de temas para as próximas edições são sempre bem vindos, comentem aqui embaixo! Sua opinião é super importante para nós.

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Carteira virtual: saiba o que é e como pode ser construída

A carteira virtual funciona de forma similar à carteira convencional: sua principal função é guardar dinheiro. Entretanto, nesse caso, o dinheiro guardado não é físico, uma vez que ela é utilizada principalmente para armazenar criptomoedas, como a famosa Bitcoin. 

Mas, afinal, a carteira virtual é exclusiva para criptomoedas? Ela só serve para armazenar dinheiro virtual ou também pode ser usada para outros meios?

Se você tem essas e outras dúvidas, acompanhe o artigo e aprenda mais sobre o assunto!

O que é carteira virtual?

A carteira virtual é uma maneira de guardar dinheiro virtual e realizar transações com moedas criptografadas, como a Bitcoin, a Litecoin, a Ethereum, a Dash, a Ripple, a Monero, entre tantas outras disponíveis.

Porém, ela não serve apenas para armazenar dinheiro: a carteira virtual também pode ser usada para realizar operações de compra e venda, bem como efetuar transferências, receber moedas e até mesmo verificar o saldo da sua conta.

Ao pagar uma conta em um estabelecimento, você pode optar por sacar o cartão de crédito da carteira e efetuar o pagamento. Com a carteira virtual, o processo é parecido. É possível pagar a conta com seu smartphone, por exemplo. Basta ter um app instalado que contenha os dados da sua conta bancária e esteja autorizado a efetuar transações.

Como funciona uma carteira virtual?

A carteira virtual funciona a partir de aplicativos em computadores ou smartphones. Baseada em softwares de criptografia — que criam chaves de acesso —, a carteira oferece mais segurança durante transações monetárias. Consequentemente, é melhor para evitar fraudes.

Um dos objetivos da carteira virtual é diminuir o tempo gasto ao efetuar pagamentos, evitando processos que podem atrasar sua vida.

Um exemplo é o uso da função Near Field Communication (NFC), encontrada em vários dispositivos móveis. No momento de pagar uma conta, é só aproximar o celular ou outro aparelho de uma máquina de cartão e pronto! A transação já foi realizada.

Vale ressaltar que a carteira virtual armazena registros referentes ao endereço de origem e de destino dos usuários que realizam as transações. Em resumo, é registrada uma transferência na blockchain e feita a atualização dos saldos das carteiras.

Quais são os principais tipos de carteiras virtuais?

Existem diferentes tipos de carteiras virtuais. A seguir você vai conhecer as principais.

Carteiras para smartphones

As carteiras para smartphones são as mais comuns, porque podem ser acessadas via aplicativos instalados no celular. Esse tipo tem uma grande vantagem: a mobilidade. Trata-se, portanto, de uma solução prática e rápida para realizar transações com criptomoedas e efetuar operações financeiras habituais.  

Nesse caso, a carteira armazena chaves privadas e as transações são autorizadas via QR Code. Tudo bem simples! 

Porém, lembre-se de verificar quais são os melhores aplicativos. Avalie quantas estrelas eles têm, analise os comentários, pesquise quais são os mais baixados e considere se são confiáveis. Assim você evita qualquer surpresa desagradável. 

Carteiras de desktop

As carteiras de desktop podem ser instaladas em computador ou notebook por meio de um aplicativo. Aqui, a principal diferença é que você garante a posse das suas chaves privadas, já que elas ficam gravadas no disco rígido (HD) da máquina. 

Por conta disso, ela é considerada uma alternativa mais segura: roubar seus dados em um computador é bem mais complicado.

No entanto, todo cuidado é pouco. Ao fazer o download do software, verifique se ele é confiável, se outras pessoas já usaram e se existem comentários em outros sites. Afinal, programas maliciosos podem infectar seu computador e trazer grandes prejuízos. 

Carteiras de hardware

Para quem procura por segurança extra, as carteiras de hardware são consideradas as melhores nesse quesito. Isso acontece porque elas são um dispositivo físico — por isso o nome hardware — e funcionam como uma pen drive.

As carteiras de hardware podem ser a solução adequada para quem faz grandes movimentações de dinheiro com frequência. O armazenamento é feito offline. Assim, não há perigo de seus dados serem roubados pela internet. 

Os dispositivos desse tipo de carteira são autônomos e criptografados. No entanto, são um pouco mais caros, pois devem ser comprados de um fabricante específico. 

Carteiras online

Mais um estilo de carteira interessante para os que buscam praticidade e rapidez. Assim como outros serviços disponíveis online, a chave privada é armazenada em nuvem, dentro de um servidor. Então, para acessá-la, é só fazer o que já virou hábito: inserir login e senha.

Embora sejam uma opção mais viável, também estão sujeitas a ataques ou fraudes. Ou seja, se o servidor da nuvem for invadido por hackers, as chances de você perder o seu dinheiro são maiores.

Para se defender de problemas como esse, uma alternativa é dedicar uma máquina somente à criação de chaves seguras e à realização de transações financeiras, o que pode diminuir as chances de fraudes.

Vale a pena usar uma carteira virtual? Como fica a segurança?

Depois de conhecer os principais tipos de carteira virtual, será que vale a pena utilizá-las? Vamos destacar algumas vantagens:

  • facilidade de uso e armazenamento de criptomoedas;
  • praticidade nas transações realizadas com frequência;
  • segurança e rapidez para efetuar operações financeiras;
  • opções diversificadas, de acordo com as necessidades de quem as utiliza;
  • facilidade no uso;
  • funcionamento online ou offline.

Usar uma carteira virtual vale a pena, mas é importante ter cautela antes de começar a utilizá-las com frequência. Afinal, qualquer espécie de operação financeira requer cuidados, principalmente relacionados à segurança.

O nível de segurança dependerá do tipo de carteira que você pretende escolher e como a utilizará na sua rotina.

Como escolher uma carteira virtual?

Ainda não tem certeza sobre qual carteira virtual escolher? Uma sugestão é analisar suas necessidades em relação ao dinheiro guardado

Você fará operações rápidas diariamente? Carteiras para smartphones podem ser uma boa opção, assim como as carteiras online. Precisa de segurança extra e reforçada? Pode optar pelas carteiras de hardware ou de desktop. 

A recomendação é pesquisar bastante antes de começar, conversar com quem já utiliza a carteira virtual e buscar todas as opções disponíveis. E se você ainda tiver dúvidas sobre o tema, baixe gratuitamente o nosso Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos e fique por dentro do mercado de criptomoedas!

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Os mercados começam a sexta-feira à espera dos dados do “payroll”, que trará um cenário completo do mercado de trabalho nos Estados Unidos em março. Os dados deverão ser divulgados às 9h30.

As bolsas da Ásia fecharam estáveis, mas as europeias abriram em queda, após a divulgação de dados negativos da atividade econômica no continente. Os futuros de Nova York estão negativos, mas sem afundar. No brasil, estão programados poucos eventos. O Banco Central fará um leilão de swap cambial de US$ 500 mil no final da manhã.

No noticiário corporativo, destaque para os cortes da Usiminas, que reviu produção e investimentos, e para o anúncio da descoberta da Petrobras de petróleo no poço pioneiro de Uirapuru, na Bacia de Santos.

1. Bolsas mundiais

Os mercados iniciam a sexta-feira à espera de indicadores nos Estados Unidos: a divulgação consolidada do “payroll”, às 9h30, com os números do mercado de trabalho de março, e a divulgação do índice de compras do setor de serviços nos EUA, quinze minutos depois, também relativo ao mês passado.

Ontem, o Departamento do Trabalho mostrou que 6,6 milhões de empregos foram eliminados nos EUA na semana passada, por causa do impacto da pandemia do coronavírus sobre a economia americana.

Na zona do euro, a Markit divulgou que o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) despencou de 51.6 pontos em fevereiro para 29.7 pontos em março, informa a CNBC. Os dados indicam a maior contração da atividade econômica em 20 anos na Itália, Espanha e França, justamente os três países mais atingidos pela epidemia do coronavírus no continente.

As bolsas de valores da Europa abriram em baixa nesta sexta-feira com a divulgação do índice.
Os preços do petróleo se recuperaram ontem em mais de 20%, puxando as ações das petrolíferas e registram alta nesta sessão, ainda que mais modesta,  à espera de encontro da Opep+ na próxima semana em meio à pressão de Donald Trump por cortes da produção.

A pandemia continua a avançar nos EUA e no mundo. O número de pessoas infectadas pelo coronavírus ultrapassou 1 milhão, com 245 mil casos e 6 mil mortes nos EUA, informa a Universidade Johns Hopkins.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h39 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -1,29%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,29%
*Dow Jones Futuro (EUA), -1,36%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,46%
*FTSE (Reino Unido), -1,23%
*CAC 40 (França), -1,03%
*FTSE MIB (Itália), -1,18%

Ásia
*Nikkei (Japão), +0,01% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,03% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -0,19% (fechado)
*Xangai (China), -0,60% (fechado)

*Petróleo WTI, +2,05%, a US$ 25,84 o barril
*Petróleo Brent, +5,88%, a US$ 31,60 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 1,43% cotados a 568.000 iuanes, equivalentes a US$ 80,03 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0972 (+0,02%)

*Bitcoin, US$ 6.952,54 +2,67%

2. Agenda de indicadores

Após recorde dos seguro-desemprego na véspera assustar o investidor sobre o efeito do coronavírus na maior economia do mundo, o mercado espera relatório nos EUA, que deve ter 1ª baixa desde 2010, embora dados estejam atrasados, com o dado a ser revelado às 09h30. A expectativa é de perda de 100 mil vagas de trabalho, segundo consenso Bloomberg, ante dado anterior de criação de 273 mil vagas; já a taxa de desemprego deve subir a 3,8% ante dado anterior de 3,5%. Às 10h45 sai o PMI Markit serviços e às 11h é divulgado o ISM serviços, ambos também de março.

Um pouco mais tarde, às 10h, a Markit publica o PMI dos serviços e o composto do Brasil em março. A empresa publicará PMI dos serviços e composto dos EUA em março às 10h30.

Na China, o PMI Caixin serviços divulgado na noite passada subiu mais que o previsto em março, de 26,5 para 43. Já a Markit publicou os índices dos serviços e o composto dos gerentes de compras (PMI) para a Zona do Euro em março. Houve queda no PMI composto de 51.6 pontos em fevereiro para 29.7 pontos em março, pior resultado em 20 anos.

3. Política

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, negocia para viabilizar votação hoje em dois turnos na Câmara do “Orçamento de Guerra”, destaca o Valor. Segundo fontes não identificadas pelo jornal, Maia quer acelerar tramitação para dar uma resposta ao ministro Paulo Guedes. O objetivo é ampliar a pressão sobre o governo para liberação dos recursos do auxílio- emergencial; Maia quer derrubar de vez o argumento de Guedes de que só poderá liberar os recursos após a aprovação da PEC. Na terça-feira, Maia afirmou, em plenário, que Guedes tenta jogar a responsabilidade sobre a falta de ações do ministério nos outros.

Já o presidente Jair Bolsonaro subiu o tom e criticou abertamente Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, em entrevista à rádio Jovem Pan, afirmando que o ministro extrapolou, contudo, não pretende demiti-lo. “Se não houver volta gradativa, terei de tomar uma decisão”. Ele ainda disse que “pode ser que Mandetta esteja certo, mas falta a ele humildade”. Mandetta não quis responder. “Quem tem mandato fala, quem não tem, como eu, trabalha.”

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dado sinais que tenta impor limites às ações denBolsonaro. A maioria dos ministros está disposta a impedir movimentos do chefe do poder Executivo para afrouxar medidas contra o alastramento da epidemia da Covid-19. Gestos públicos da insatisfação da cúpula do poder Judiciário foram dados recentemente após atitudes do mandatário, informa a Folha de S. Paulo.

Os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio levaram à frente os questionamentos que tratam da atuação de Bolsonaro frente à crise. Um deles é a denúncia-crime do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) contra o presidente, por supostamente ter violado a Lei que determina pena a quem desrespeitar ordem do poder público para evitar propagação de doença contagiosa.

4. Empresas pedem revisão de contratos

Sob a alegação de “força maior” ou “evento fortuito”, por causa da epidemia do coronavírus, empresas começam a recorrer à Justiça – e a ter sucesso nos pedidos – para rever contratos. A Raízen, empresa de combustíveis da Cosan e da Shell, declarou “força maior” na revisão dos compromissos com fornecedores por causa da queda nas vendas. A União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) fornecedora da Raízen, contesta, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

5. Noticiário corporativo

A Petrobras comunicou que descobriu petróleo no poço pioneiro de Uirapuru, no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal informou que analisa os dados para avaliar o “potencial da descoberta”. A Tegma, maior operadora logística no transporte de carros zero-quilômetro, autorizou a diretoria a levantar R$ 100 milhões no sistema financeiro. Já a Usiminas comunicou que reduziu seus investimentos de R$ 1 bilhão para R$ 600 milhões em 2020. Por causa da crise do coronavírus, a empresa tomará várias medidas a partir de amanhã, como o abafamento dos Altos-Fornos 1 e 2 da usina de Ipatinga (MG).

A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou as barragens da Vale sem declaração de estabilidade, enquanto a JBS anunciou a contratação de 3 mil pessoas no Brasil.

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