Renda variável: conheça os tipos de investimento dessa categoria

como investir na bolsa de valores

Ter sucesso ao investir seu dinheiro depende de boas estratégias e conhecimento. Isso porque existem diversos tipos de investimento no mercado, mas cada um tem uma finalidade. A renda variável, por exemplo, é um desses grupos.

Esse tipo de aplicação costuma ter uma fama distorcida. Alguns acreditam que o investimento de renda variável é um meio de ganhar dinheiro rápido e fácil. No outro extremo, há quem que acredite que essas aplicações sejam extremamente arriscadas.

A verdade é que a renda variável pode fazer parte da carteira da maioria das pessoas. Tudo depende dos objetivos financeiros e das estratégias de diversificação de quem está investindo.

Neste post, você vai entender melhor como funciona a renda variável, as opções disponíveis e como escolher os melhores investimentos para o seu propósito. Vamos começar?

O que é renda variável?

A renda variável se refere a um grupo de investimentos que tem uma característica em comum: a imprevisibilidade dos rendimentos.

Em outras palavras, isso significa que a pessoa que investe em renda variável não tem certeza de quanto terá ao final do processo. É o contrário do que ocorre nos investimentos de renda fixa, em que há certa previsibilidade.

Isso ocorre porque o rendimento dos ativos está ligado a diversos fatores que costumam sofrer oscilações ao longo do tempo. Entre eles, podemos destacar:

  • variações do Produto Interno Bruto (PIB);
  • inflação;
  • taxa de juros;
  • câmbio;
  • cenário político nacional e estrangeiro;
  • políticas econômicas.

Nesse cenário, o que você precisa saber é que outra grande característica desses investimentos é a alta volatilidade. A gente explica melhor!

A volatilidade é uma medida que aponta a frequência e a intensidade em que ocorrem oscilações no preço de um determinado ativo em um período de tempo.

Logo, quanto mais volátil for um ativo, maior será a sua variação. O mercado de renda variável muda a todo instante e isso pode trazer grandes ganhos, mas também esconde alguns riscos.

biblioteca financeira

Quem deve investir em renda variável?

Muitos acham que a renda variável é recomendada a quem investe há mais tempo e tem experiência no mercado. Entretanto, a verdade é que a renda variável é para todo mundo. Isso mesmo!

Seja você uma pessoa iniciante ou veterana no mundo dos investimentos, é válido saber que essa é uma opção viável e muito interessante.

Acontece que ela ainda é pouco explorada no Brasil, especialmente pelos mais receosos e precavidos. Afinal, colocar o seu dinheiro em ativos sem saber qual será o rendimento pode assustar no início.

Devemos destacar, no entanto, que o nível de riscos em investimentos existente faz com que esses ativos sejam mais indicados para perfis moderados e arrojados.

Aqueles que não toleram a ideia de perder dinheiro e valorizam demais a segurança podem não aproveitar bem essa opção.

Ainda assim, a renda variável deve ser considerada. Isso porque a diversificação na carteira de investimentos dilui o risco e proporciona ganhos superiores aos de uma estratégia focada apenas em renda fixa.

Além disso, a diversificação é uma estratégia importante, já que minimiza os riscos e traz oportunidades de melhorar os resultados.

Portanto, podemos dizer que qualquer pessoa com o objetivo de aumentar seu patrimônio de maneira inteligente pode — e deve — inserir ativos de renda variável em seu planejamento. Só é preciso saber lidar com a possibilidade dos riscos.

Mas com estratégia e conhecimento é possível alcançar ótimos resultados sem comprometer excessivamente a sua segurança, combinado?

Quais são as diferenças entre renda variável e fixa?

Os investimentos são divididos em dois grandes grupos: renda fixa e renda variável. Mas, afinal, qual é a diferença entre esses dois tipos de ativos?

Renda fixa

A característica básica dos investimentos de renda fixa é a possibilidade de saber, com grande poder de precisão, qual será o retorno obtido ainda no momento da aplicação.

Na hora de aplicar o dinheiro em renda fixa, a pessoa já consegue ter uma noção bem aproximada da rentabilidade que será obtida durante o período em que o recurso ficar investido.

Outra característica que merece destaque é a forma de negociação. Os títulos categorizados como renda fixa são emitidos por uma instituição bancária ou pelo Governo.

Assim, os interessados em investir podem adquirir os produtos financeiros de forma direta ou por meio de cotas em fundos de investimentos.

A renda fixa ainda tem uma subdivisão. Nela, os investimentos podem ser pós-fixados, prefixados ou híbridos.

Nos pós-fixados, o rendimento é atrelado a um indicador da economia, como CDI ou Selic. Já nos prefixados, a rentabilidade será baseada em um rendimento fixo. No caso dos híbridos, uma parte do rendimento é fixa e a outra é atrelada a um índice variável.

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Renda variável

Já a renda variável tem como principal característica a impossibilidade de saber, antecipadamente, qual será o rendimento alcançado na aplicação financeira.

De forma geral, grande parte dos investimentos que compõem a renda variável são negociados na Bolsa de Valores.

Assim, o preço pode variar com base em diversos aspectos. Podem ser considerados não só os riscos associados à aplicação, mas também as oscilações relacionadas com instabilidades econômicas e/ou políticas.

Entre os tipos de investimentos que se enquadram na categoria de renda variável, vale destacar as ações, fundos de ações, derivativos, commodities e fundos imobiliários.

Onde investir em renda variável?

Se você decidiu investir em renda variável, já sabe onde isso deve ser feito? Caso ainda não tenha ideia de como começar, não se preocupe!

Em síntese, existem duas opções à sua disposição: investir na Bolsa de Valores ou por meio de fundos de investimentos. Toda pessoa que investe tem esses dois caminhos a seguir e, claro, precisa conhecer suas particularidades. Vamos conferir?

Investindo na Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores é o mercado em que se negociam as ações. Ela mexe com imaginário das pessoas que se cansaram dos baixos rendimentos da Poupança, mas gera muitas dúvidas em quem está iniciando sua trajetória no mundo dos investimentos.

Nesse ambiente de negociação, é possível vender e comprar os títulos emitidos por empresas de capital público, privado ou misto. Para que isso seja possível, você conta com o auxílio de uma corretora e de analistas de investimento.

Investindo em Fundo de Investimento

O Fundo de Investimento é uma opção formada por diversos produtos financeiros. Trata-se de uma excelente opção para quem deseja diversificar sua carteira, já que pode conter opções em renda variável e fixa.

Para que você entenda melhor, basta imaginar um condomínio. Cada morador tem a sua cota (o apartamento), paga uma taxa mensal de administração e segue regras, não é mesmo?

Portanto, essa é uma forma simples de fazer investimentos complexos. Afinal, os gestores são profissionais capacitados e acostumados a lidar com essas aplicações.

Você nem precisa ser um especialista para alcançar grandes resultados. Só é importante conhecer os principais fundos de investimentos dos bancos no Brasil.

Quais são as vantagens e desvantagens da renda variável?

Uma premissa básica do universo dos investimentos é que não existe tudo ou nada. Toda opção traz vantagens e desvantagens e compreender essas situações é essencial para que você tome decisões conscientes e produtivas.

Mas, afinal, quais são os pontos positivos e negativos da renda variável? Confira!

As vantagens

Investir em renda variável traz benefícios que merecem ser destacados. Em primeiro lugar, o prazo de investimento é extremamente flexível. Você pode aplicar no longo prazo ou no curto prazo, e até mesmo no Day Trade — que dura apenas um dia.

Os rendimentos são bem melhores do que na renda fixa e as operações de compra e venda são feitas totalmente online. Com um smartphone ou computador já é possível acompanhar seus ativos e realizar transações, mesmo sem ter muito dinheiro para investir.

Não podemos nos esquecer de que a compra de ações pode dar a você direitos societários da empresa. Sim, as ações ordinárias concedem o benefício de votar nas assembleias gerais.

Além disso, os proventos podem ser recebidos por meio de dividendos, aluguéis ou Juros Sobre Capital Próprio (JCP) — excelentes a quem deseja viver de renda.

As desvantagens

Apesar das vantagens apresentadas, a renda variável envolve riscos. Não se pode investir nesses ativos sem levar em consideração as oscilações existentes, especialmente no curto prazo.

Outro fator a ser avaliado são os custos da operação. A depender do volume de investimento e da corretora escolhida, eles podem ser elevados. Daí a importância de pesquisar bem antes de abrir a sua conta em uma instituição.

Quais são os tipos de investimento em renda variável?

Depois de tudo o que foi apresentado, é hora de conhecer melhor os tipos de investimento em renda variável.

Antes disso, porém, precisamos destacar que a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) concluiu em um levantamento que mais da metade da população não conhece e não utiliza produtos de investimento. Entre os que já investem, 89% ainda aplicam dinheiro na Poupança.

O que se conclui com isso é que o brasileiro tem pouca consciência de que é protagonista de sua situação financeira. Uma pequena parcela da população tem o hábito de poupar e, ainda assim, não aproveita bem as oportunidades à disposição.

Essa cultura só será superada com conhecimento, concorda? Então, veja a seguir as opções para investir em renda variável!

Ações

As ações são os ativos mais conhecidos dentro da renda variável. Nesse caso, você compra ou vende um percentual do capital social de uma empresa que opera na Bolsa de Valores — o que dá direito à participação nos resultados.

Quando uma empresa decide emitir ações e colocá-las à venda, ela pretende arrecadar dinheiro para potencializar seu crescimento. Com isso, existem as ações ordinárias (que dão direito ao voto) e as ações preferenciais (dão direito ao recebimento de dividendos e reembolso de capital).

Esse tipo de investimento tem um potencial de rentabilidade bem interessante. Apesar do risco existente, os ganhos são atrativos e você pode iniciar mesmo sem ter um grande capital disponível.

Fundos de Ações

Os Fundos de Ações são uma opção para quem deseja investir na Bolsa de Valores, mas não quer comprar ações de forma direta e de uma determinada empresa.

Em resumo, estamos falando de uma carteira de investimentos composta por ativos de renda variável, como ações à vista e certificados de depósitos de ações. Ao investir em um Fundo, você adquire uma cota e não o título.

Obviamente, seus resultados dependerão do desempenho dos ativos que compõem a carteira, que é administrada por um gestor especializado e uma equipe profissional.

Fundos Imobiliários

Você sabia que é possível investir em imóveis sem comprá-los? Pode parecer confuso, mas é isso que os Fundos Imobiliários (FIIs) proporcionam.

Esse é o método mais fácil, rápido e acessível de se investir no setor imobiliário. Na prática, você se une a outras pessoas e adquire cotas de grandes empreendimentos, como hotéis, shoppings e salas comerciais.

Assim, terá o direito de receber aluguéis proporcionais ao capital investido. Então, mesmo não tendo muito dinheiro para aplicar, é possível investir em imóveis de uma forma segura e vantajosa.

Derivativos

Os derivativos são pouco conhecidos. Tratam-se de instrumentos financeiros que têm um preço de mercado atrelado a outro bem ou instrumento financeiro.

Achou confuso? Imagine que você resolva comprar um contrato de dólar do mercado futuro. Nesse caso, o que você adquire não é a moeda em si, mas o direito à sua oscilação. Por isso dizemos que seu valor varia de acordo com outro ativo ou objeto.

Dentro dessa classificação, podemos encontrar as opções e os contratos futuros de dólar ou de juros, por exemplo. A essência é sempre a mesma: um rendimento que depende do comportamento de outro produto.

Commodities

As commoditiesnada mais são que matérias-primas fundamentais e com baixo índice de industrialização. Elas podem ser estocadas em grandes quantidades e têm um alto valor de mercado, como o petróleo, o ouro e o etanol.

Não é difícil concluir que essa é uma excelente opção ao público brasileiro. Afinal, nosso país é um dos maiores exportadores desses insumos!

Vale lembrar que eles são comercializados na Bolsa de Valores e que dependem de uma boa corretora. Além disso, os valores oscilam de acordo com a oferta e a procura, exigindo estratégia de quem deseja investir.

Produtos agrícolas

Por fim, você também pode investir em produtos agrícolas, como arroz, soja, laranja, café e boi gordo. Por serem essenciais à economia nacional, esses ativos trazem grandes oportunidades.

Mas como isso funciona? Pense em um produtor de laranja que plantou muitos hectares e espera vender cada saca a R$ 50. Entre o plantio e a colheita, muita coisa pode acontecer — um aumento do valor para R$ 80 ou uma queda para R$ 30, por exemplo.

Para evitar perdas, ele emite contratos de venda no valor de R$ 50. Dessa maneira, quando chegar o momento de colher e vender as laranjas, o produtor receberá o equivalente ao contrato. A pessoa que investe arca com o risco da operação, mas pode ganhar muito com a alavancagem.

Como os indexadores impactam no investimento em renda variável?

Nos investimentos em renda fixa, os indexadores utilizados servem como base de definição da rentabilidade da aplicação.

A renda variável, por sua vez, reúne um grupo de investimentos que não tem tanta previsibilidade. Os ativos são chamados de variáveis, pois não podem ter uma rentabilidade predefinida.

Na renda fixa, o rendimento está associado aos indexadores e taxas preestabelecidos entre as partes. Por exemplo, no caso do CDB — um investimento de renda fixa —, ele pode estar atrelado ao indexador DI, IPCA, juros, juros prefixados, entre outros.

Na renda variável isso não acontece. Imagine as ações, que são os ativos mais conhecidos do mercado de investimentos. Nelas, o rendimento é totalmente imprevisível e está associado a fatores como conjuntura política e economia.

O que mais você deve saber antes de investir em ativos de renda variável?

Você deve ter percebido que a renda variável é bem diferente da renda fixa. Aqui, o risco não é uma opção, mas uma realidade. Por isso, quem tem o perfil mais conservador costuma evitar essas aplicações.

A verdade é que, quanto maior o risco, maior será a possibilidade de ganhos. Mas, de fato, essa inconstância pode gerar estresse e ansiedade em muitas pessoas.

De forma geral, os especialistas recomendam opções de investimento em renda fixa especialmente àquelas pessoas que querem diversificar e estão em busca de resultados no longo prazo.

Os produtos financeiros de renda variável podem compor a carteira até mesmo de perfis mais conservadores, desde que consideradas as particularidades, objetivos e recursos disponíveis.

Entretanto, isso não é tudo o que você precisa saber sobre a renda variável. Além de todas as informações apresentadas, é imprescindível entender outros detalhes. Acompanhe!

Obrigatoriedade de declaração no Imposto de Renda

Sim, todo contribuinte precisa declarar seus investimentos em renda variável no Imposto de Renda.

Ainda que não esteja enquadrado nos casos de obrigatoriedade de entrega da DIRPF, é um dever declarar as operações na Bolsa de Valores e no mercado futuro, por exemplo.

O Imposto de Renda é um tributo que recai sobre salários, investimentos e bens do brasileiro e dos estrangeiros que residem no país.

Logo, o contribuinte que não cumprir com as suas obrigações pode ter o seu CPF cancelado. Isso traz diversas consequências à sua rotina, inclusive restrições de crédito junto ao mercado.

Até mesmo o atraso na entrega da declaração pode gerar problemas, sabia? A Receita Federal cobra multa de 1% ao mês ou fração incidente sobre o imposto devido — observado o mínimo de R$ 165,74 e o máximo de 20% do tributo devido.

Diversificação como estratégia para o sucesso

Por mais atrativas que sejam as rentabilidades oferecidas pela renda variável, não é prudente colocar todo o seu dinheiro nesse tipo de ativo.

Como não há garantia de retorno, a melhor estratégia é diversificar a sua carteira e também contar com opções em renda fixa — principalmente para fazer uma reserva de emergência.

A regra básica e ideia central da diversificação de investimentos é distribuir os recursos financeiros entre diferentes ativos. Com isso, quem investe reduz o risco de perder dinheiro e aumenta as chances de ter bons resultados.

E aqui, vale considerar uma dica importante: quando se trata de investimentos, não existe certo ou errado. Existem análises e planejamentos que devem ser desenhados com base nas particularidades de cada pessoa.

Além disso, cada carteira de investimentos deve ser composta com base nos objetivos financeiros e nas necessidades de cada pessoa. Quanto mais você dilui o risco de a sua carteira ser afetada por um determinado fator, mais resiliente ela se torna.

Capital necessário para começar a investir

Você não precisa ter muito dinheiro disponível para começar a investir em renda variável. Atualmente, com as fintechs e consultorias de investimento online, essas operações se tornaram muito mais acessíveis. Elas são excelentes opções a quem deseja viver de renda e conquistar seus objetivos financeiros.

Como investir em renda variável em 2020?

As suas escolhas financeiras devem partir da análise dos recursos disponíveis a investir, dos seus objetivos pessoais e da situação de mercado.

O ano de 2020 tem sido atípico em diversos aspectos, sobretudo por conta da pandemia do novo coronavírus. Por isso, antes de escolher um produto financeiro é interessante estudar o mercado e entender onde você pode encontrar as melhores oportunidades.

Optar pela diversificação é o ponto-chave que vai ajudar a melhorar os resultados alcançados — diluindo os riscos e trazendo ganhos no longo prazo. Por isso, componha a sua carteira de forma diversificada e considere a renda variável como uma alternativa viável ao aumentar o seu capital.

A renda variável pode até gerar medo em algumas pessoas que investem, mas, com conhecimento e preparo, você viu que ela pode trazer ganhos e contribuir com os resultados em diferentes estratégias de investimentos. Nesse sentido, vale a pena conferir este webinar exclusiva da Magnetis com dicas de como investir na bolsa sem perder dinheiro. Aproveite!

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Unick Forex: entenda o que aconteceu com o dinheiro de quem investiu na empresa

A Unick Forex, conhecida no segmento dos investimentos em criptomoedas, foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 17 de outubro de 2019.

A Operação Lamanai da PF prendeu dez sócios da financeira, que é acusada de captação irregular de recursos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A seguir, vamos entender melhor o que aconteceu com a Unick Forex e o que fazer caso você tenha dinheiro investido com a empresa.

Quem é a Unick Forex?

A Unick Forex é uma empresa com sede no Rio Grande do Sul que ofertava investimentos com lucro garantido no mercado de forex. Seus principais sócios são Leidimar Lopes, Alberi Pinheiro e Fernando Lusvarghi.

Apesar de ser um segmento que movimenta trilhões de dólares pelo mundo, o Forex não é regularizado no Brasil.

Nenhuma companhia está autorizada a oferecer esse tipo de aplicação pela CVM, órgão que regula o mercado de investimentos no Brasil.

No entanto, ainda assim é possível no mercado de Forex. A diferença é que a pessoa não poderá contar com nenhuma proteção dos órgãos reguladores, inclusive da própria CVM.

A Unick Forex ofertava investimentos em bitcoin e também adotava uma estratégia de marketing multinível.

Assim, além da alta rentabilidade prometida, ela também dava bônus a quem indicasse novos clientes. A PF estima que a Unick tenha captado mais de R$ 2 bilhões vindos de um milhão de clientes.

O grupo começou a atuar no mercado como Unick Academy, uma empresa que vendia cursos de investimentos.

As atividades da companhia foram declaradas irregulares pela CVM em março de 2018 por causa das ofertas envolvendo o mercado de forex. Porém, a Unick continuou a captar clientes.

Em março de 2019, a CVM reforçou seu alerta e, como isso não inibiu as atividades do grupo, o órgão processou a empresa.

E agora? O que acontece com o dinheiro das pessoas que investiram?

A Unick Forex atraiu milhares de clientes com a promessa de retorno de 100% sobre o valor investido.

Porém, no primeiro semestre de 2019, quando a CVM reforçou seu alerta sobre a empresa, as pessoas começaram a sacar seu dinheiro em maior volume.

Quando se trata de um esquema de pirâmide financeira, é pouco provável que as vítimas tenham seu dinheiro de volta. Isso porque os tais rendimentos garantidos são pagos pelas novas pessoas que entram no esquema e não por um investimento, de fato.

Nesse caso, o ideal é procurar o Ministério Público para contribuir com as investigações e, dessa forma, tentar pleitear alguma indenização na Justiça.

Porém, como os bens dos sócios também foram apreendidos pela polícia na operação, há poucas chances de que ainda restem valores para indenizar quem investiu.

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Como identificar um esquema de pirâmide financeira?

Uma pirâmide financeira é um tipo de golpe em que uma pessoa ou empresa oferece um investimento que tem algumas características particulares:

  • alta rentabilidade: retorno financeiro muito acima dos investimentos tradicionais;
  • garantia de rendimento: mesmo em operações arriscadas, esses esquemas costumam garantir retorno sobre o capital investido;
  • ausência de produto: a companhia não deixa claro em quais produtos está investindo e não registra as aplicações em nome dos clientes.
  • empresa irregular: ausência de registro em órgãos como a CVM e a B3, a bolsa de valores brasileira.

Por isso, desconfie de empresas que oferecem a possibilidade de ganhar dinheiro fácil e rápido.

Procure informações sobre as companhias nas quais você está aplicando o seu dinheiro e, se tiver qualquer dúvida, entre em contato com a CVM.

E é claro, busque empresas especializadas para investir o seu dinheiro. O conselho profissionais habilitados evitam dores de cabeça e ajudam você a construir o seu patrimônio financeiro de uma forma bem mais segura.

Agora que você entende melhor o que aconteceu com a Unick Forex, que tal conhecer formas seguras de investir o seu dinheiro? Baixe grátis o nosso Guia Completo de Consultoria de Investimentos e conheça as alternativas.

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Rendimento da poupança hoje: como evitar que seu dinheiro perca valor

A poupança é o primeiro contato de muitas pessoas com uma aplicação financeira. Não é à toa que ela é a aplicação mais popular do Brasil. Porém, o rendimento da poupança é ruim e o dinheiro depositado nela hoje está perdendo valor.

O rendimento da poupança hoje é de 1,40% ao ano. Ou seja: se você investir R$ 100 na poupança hoje, terá R$ 101,40 no ano que vem. Isso se a Selic não cair ainda mais!

As notícias também não são nada animadoras para quem pretende deixar seu dinheiro na caderneta por menos.

Afinal, a rentabilidade mensal da poupança é igualmente baixa. Além disso, às vezes ela perde até para a inflação.

O rendimento mensal da poupança hoje é de 0,11%. Assim, R$ 100 rendem R$ 0,11 por mês.

A partir de agora, vamos explicar como os juros da poupança são calculados e o que faz a caderneta render tão pouco.

Você também vai entender porque a poupança hoje está rendendo abaixo da inflação e quais são as opções de investimentos para quem quer proteger seu patrimônio.

Se você está em busca de rendimentos melhores, chegou ao lugar certo! Aqui, você vai ver:

  • como o rendimento da poupança é calculado;
  • como o aniversário da poupança influencia os juros da caderneta;
  • como a inflação afeta o rendimento da poupança;
  • investimento melhor do que a poupança: veja 5 opções.

Se você tiver alguma dúvida, fique à vontade para compartilhar nos comentários no fim deste post. Vamos começar?

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Como o rendimento da poupança é calculado?

O rendimento da poupança é igual para todos os bancos. Assim, não importa se você tiver poupança da Caixa ou poupança do Itaú, sua rentabilidade sempre será a mesma.

A poupança tem duas regras de cálculo, que são as seguintes:

a) para os depósitos feitos antes de 4 de maio de 2012

A chamada poupança antiga rende 0,5% ao mês + taxa referencial, a famosa TR, que hoje está zerada. Assim, a rentabilidade da poupança antiga fica em 6,16% ao ano.

b) para os depósitos feitos depois de maio de 2012

A nova regra da poupança diz que ela rende 70% da taxa Selic enquanto ela estiver abaixo de 8,5% ao ano. Em 2019, o rendimento da poupança nova foi de 4,34%.

Quando a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança vai render 0,5% ao mês + TR, assim como era antigamente.

Ano Rendimento da poupança – nova Rendimento da poupança – antiga
2019 4,34% 6,16%
2018 4,68% 6,16%
2017 6,88% 6,99%
2016 8,34% 8,34%
2015 7,94% 7,94%
2014 7,02% 7,02%
2013 5,67% 6,31%
2012 2,74% 6,57%
2011 7,50%
2010 6,80%
2009 7,09%

Quem define a taxa Selic?

Como vimos, a rentabilidade da poupança depende diretamente da taxa Selic, que é a taxa básica de juros do Brasil.

Essa taxa é definida a cada 45 dias pelo Copom, um comitê de diretores do Banco Central do Brasil.

A Selic hoje está em 2,0% ao ano, sendo 0,16% ao mês.

Juros da poupança: como eles são calculados?

Os juros da poupança são acrescentados ao valor investido a cada 30 dias corridos, no chamado aniversário da poupança.

Essa data começa a ser contada a partir da abertura da conta e geralmente aparece no extrato bancário ou no internet banking.

Segundo o Banco Central, a rentabilidade é calculada sobre o menor saldo de cada período de rendimento, contando a partir do aniversário.

Logo, o mecanismo de aniversário da poupança é mais um dos motivos pelos quais seu rendimento é ruim.

Como a inflação afeta a rentabilidade da poupança?

A inflação pode ser definida como o aumento generalizado de preços em um determinado período de tempo.

Os preços dos bens, produtos e serviços sobem de forma consistente e você terá de pagar mais caro para conseguir comprar a mesma quantidade de coisas. Ou seja: seu dinheiro perde valor.

Esse fenômeno é traduzido pela rentabilidade real dos investimentos de renda fixa. Assim, quanto maior a inflação, mais espremido fica o retorno dessas aplicações.

Em novembro, o rendimento da poupança ficou abaixo da inflação pela primeira vez desde 2015. Essa tendência deve se manter ao longo do próximo ano, uma vez que a Selic vai continuar em seu atual patamar.

Veja na tabela a seguir o rendimento mensal da poupança em relação ao IPCA, o índice que mede a inflação oficial no Brasil.

mês/ano Rendimento mensal da poupança Inflação (IPCA)
set/2020 0,11%
ago/2020 0,11% 0,24%
jul/2020 0,13% 0,36%
jun/2020 0,13% 0,26%
mai/2020 0,21% -0,38%
abr/2020 0,21% -0,31%
mar/2020 0,21% 0,07%
fev/2020 0,24% 0,25%
jan/2020 0,24% 0,21%
dez/2019 0,28% 1,15%
nov/2019 0,31% 0,51%
out/2019 0,34% 0,10%
set/2019 0,34% -0,04%
ago/2019 0,37% 0,11%
jul/2019 0,37% 0,19%
jun/2019 0,37% 0,01%

Investimento melhor do que a poupança: veja 5 opções

Embora atualmente a poupança supere a inflação, ela não rende tanto quanto outras aplicações de renda fixa que também são seguras. Veja algumas opções a seguir:

1 – Tesouro Direto

Mesmo quem não tem muito dinheiro para começar a investir consegue encontrar opções de investimentos seguros.

Prova disso são os títulos públicos do Tesouro Direto, que permitem aplicações a partir de R$ 30.

A lógica por trás desses títulos é bastante simples: para se manter funcionando, o Estado precisa de recursos que vão além daqueles arrecadados com a cobrança de impostos.

Por isso, ele emite papéis para captar dinheiro e qualquer pessoa pode investir alguma quantia.

Em troca, há o pagamento de juros dentro do prazo estipulado pelo título. Ou seja, quem investe no Tesouro Direto está emprestando dinheiro ao Estado.

2 – LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos pelos bancos.

Esses títulos são usados para financiar, respectivamente, o setor imobiliário e o agronegócio.

A grande vantagem desses investimentos é isenção do Imposto de Renda (IR), além da cobertura do FGC.

Por outro lado, essas letras de crédito costumam ter prazos de vencimento mais longos.

As taxas de retorno variam de acordo com o banco que emitiu o título. Logo, é necessário fazer comparações entre diferentes títulos e bancos, em busca da melhor rentabilidade.

3 – Fundos DI

Os fundos DI são fundos de investimento que investem pelos menos 80% da carteira em títulos públicos, ativos de baixo risco e em cotas de outros fundos de renda fixa.

A rentabilidade desses fundos busca acompanhar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa muito próxima da Selic.

Os riscos para quem investe em fundos DI são relativamente pequenos, já que o dinheiro é aplicado em ativos de baixíssimo risco.

Não há cobertura do FGC. No entanto, em caso de quebra do banco, o dinheiro fica protegido.

Isso porque, do ponto de vista jurídico, os investimentos dos fundos não fazem parte do patrimônio da instituição.

4 – CDB

A lógica dos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) é parecida com a do Tesouro Direto.

No entanto, quem capta os recursos são bancos, que utilizam o dinheiro para emprestá-lo a outros clientes.

Os CDBs também são cobertos pelo FGC, dentro do limite de R$ 250 mil por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão por CPF.

5 – Nuconta

A Nuconta é um conta digital sem tarifas disponibilizada pela Nubank. Ela também funciona como um investimento de baixo risco, já que todo o dinheiro depositado é aplicado em títulos públicos em nome da empresa.

Não há cobrança de taxas, mas incidem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IR sobre os rendimentos, que são próximos aos do CDI.

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4 conceitos básicos para fazer investimentos melhores

Se você se preocupa com seus investimentos, já deve ter pesquisado sobre alternativas de aplicações financeiras melhores do que a poupança. Porém, deve ter se deparado com siglas e expressões que não são muito amigáveis.

Mas não desanime! Aqui está um guia rápido para entender o que significam os nomes mais comuns no mundo dos investimentos.

1 – CDI e taxa DI

Quando se fala em investimentos, a sigla CDI está por toda parte. Ela significa Certificado de Depósito Interbancário.

O CDI é um título emitido por uma instituição financeira, como um banco ou uma corretora, para tomar dinheiro emprestado de outra instituição.

A partir dos juros cobrados nesses empréstimos entre instituições financeiras, é obtida a taxa DI, que você vê quando vai investir.

A taxa DI é uma média dos empréstimos feitos entre os bancos. Como eles costumam negociar títulos públicos entre si, essa taxa costuma ficar um pouco abaixo da Selic.

Quando um banco oferece um título para um investidor, ele promete uma rentabilidade que tem como referência a taxa DI.

Essa taxa é geralmente expressa em porcentagem (%) do CDI: 100% do CDI, 90% do CDI, e assim por diante. Quanto menor for essa porcentagem, menos renderá a aplicação.

2 – Renda fixa

É o mercado do investimentos cuja rentabilidade é possível prever no momento em que o investidor faz uma aplicação.

Essa previsão pode ser feita no momento da compra, seja por indicadores como a inflação ou a taxa de juros, seja por uma taxa prefixada.

É diferente do mercado de investimentos de renda variável, cujo desempenho depende de uma série de fatores envolvendo a situação da economia local, nacional e até mesmo internacional.

3 – Diversificação dos investimentos

Uma carteira de investimentos diversificada é um conjunto de aplicações financeiras que leva em conta seu perfil e seus objetivos financeiros.

Longe de escolher aplicações aleatoriamente, a diversificação dos investimentos leva em conta teorias consagradas.

O objetivo é equilibrar aplicações em um determinado porcentual dentro de um portfólio de investimentos, que varia conforme o perfil de cada pessoa.

4 – Fintech

As fintechs são empresas financeiras com um forte braço tecnológico cuja finalidade é facilitar o acesso a serviços financeiros.

No caso das fintechs de investimento – como é o caso da Magnetis -, elas tornaram mais acessível um processo que antes era burocrático e só valia a pena para quem tinha um grande volume de recursos para administrar.

Hoje, com apenas alguns cliques, é possível investir e acompanhar o desempenho de suas aplicações. Tudo isso 100% online, sem você precisar sair de casa.

Como fazer os melhores investimentos?

O mercado financeiro brasileiro é um dos mais sofisticados do mundo, porém a maior parte da população não investe o seu dinheiro.

A falta de educação financeira torna cuidar do dinheiro uma atividade extremamente desgastante e complexa em algumas situações.

Além disso, não são poucos os casos de pessoas que foram enganadas pelos seus bancos, fazendo aplicações com taxas caras e baixo retorno.

Por isso, o conhecimento é o primeiro passo para colocar o dinheiro trabalhar para você por meio do poder dos juros compostos.

Mas calma! Não precisa ficar triste se você não souber por onde começar. Existem empresas que fazem todo o trabalho duro por você com transparência e a um custo bem acessível. A Magnetis, por exemplo, é uma dessas empresas.

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A Magnetis é uma gestora de recursos que, por meio do serviço de consultoria online de investimentos, ajuda você a encontrar o melhor caminho para aplicar o seu dinheiro. Tudo isso de forma simples, automatizada e sem burocracia. Você não precisa nem sair de casa!

Tornamos o ato de investir algo descomplicado e seguro, pois buscamos sempre as melhores aplicações para o seu perfil. Fazemos um teste rápido e gratuito para identificar quais são os seus objetivos.

Com base nessas informações, oferecemos uma seleção de investimentos diversificados com o intuito de melhorar sua rentabilidade com o menor risco.

O resultado desse esforço é o melhor rendimento com o melhor custo-benefício para você! Monte o seu plano grátis e entenda como funciona!

Agora que você sabe por que o rendimento da poupança é ruim, que tal fazer investimentos melhores? Confira o nosso Guia Completo sobre os Melhores Investimentos para 2020 e saia da inércia!

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Taxa Selic: o que é? Como ela afeta os investimentos? Tudo o que você precisa saber

A taxa Selic é um dos principais indicadores do mercado financeiro no Brasil. De tempos em tempos, os jornais anunciam que ela subiu ou caiu e falam, também, da sua influência sobre os investimentos.

Apesar de ser um indicador bastante comum, muitas pessoas têm dúvidas e até desconhecem as principais características e informações relacionadas à Selic.

Neste post, você vai entender o que é a taxa Selic, como ela é definida e como está ligada às aplicações financeiras. Também vai entender se é possível fazer um investimento de acordo com ela. Acompanhe e descubra as respostas!

Saiba mais: Como estão seus investimentos? Faça um checkup gratuito com a Magnetis!

O que é a taxa Selic?

Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia. A taxa que é gerada a partir desse sistema é chamada de taxa Selic.

Ela reflete os empréstimos de curto prazo negociados entre os bancos no mercado de títulos públicos. Essas instituições fazem esses empréstimos para conseguir dinheiro para suas operações.

As negociações geram uma taxa média diária, que é convertida para porcentagem ao ano (%) e divulgada todos os dias pelo Banco Central (Bacen).

Assim como os bancos negociam entre si para levantar recursos, eles também negociam com as pessoas por meio de diversos tipos de investimento. Para definir qual será a rentabilidade dessas aplicações, eles usam a taxa Selic como referência.

No entanto, não se trata da Selic anunciada nos jornais. Vamos entender melhor no próximo tópico.

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Quem é o responsável por definir a taxa Selic?

Com você viu, a taxa Selic é o nome dado à taxa básica de juros da economia brasileira. Desde 1979, ela é utilizada pelo Bacen para controlar tanto a inflação quanto o Produto Interno Bruto (PIB) no contexto da política monetária nacional.

Parte do Bacen, o Comitê de Política Monetária (Copom) é um órgão que tem a finalidade de estabelecer as diretrizes da política monetária. Uma de suas atribuições é definir a taxa básica de juros.

O Copom é integrado por oito membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil e é presidido pelo presidente do Bacen. Atualmente, quem ocupa esse cargo no órgão é o economista Roberto Campos Neto.

Quais fatores influenciam as variações da taxa Selic?

Quando o assunto é variação da taxa Selic, é preciso levar em consideração três critérios que impactam diretamente a oscilação da taxa. São: a inflação, o movimento do dólar norte-americano e o desemprego.

A inflação é, sem dúvida, o principal fator de influência. Afinal, uma das ferramentas do Banco Central para combater sua alta descontrolada é justamente a elevação da taxa Selic.

Assim, quando o nível dos preços aumenta, o dinheiro e o poder de compra também sofrem modificações.

Agora, vamos falar do comportamento do dólar norte-americano, que é base da economia mundial e define o valor de outras moedas em diferentes pontos do globo.

Imagine, por exemplo, a valorização do dólar em razão de uma política adotada pelo governo norte-americano. Essa movimentação vai causar um impacto direto no comércio internacional, podendo afetar negativamente o mercado de importações em razão de um eventual aumento de preços.

O dólar mais alto causa reflexos nos preços de inúmeros produtos. Isso, porque grande parte das matérias-primas utilizadas nas indústrias brasileiras vem do mercado externo, e o seu preço é negociado em dólar.

O terceiro ponto que influencia a taxa Selic é o desemprego, pois o baixo índice de ocupação da população leva a uma lentidão da economia.

Qual é o valor da taxa Selic hoje?

No mercado, a Selic usada para definir a rentabilidade dos investimentos é a chamada Selic Over. Essa é a taxa efetivamente praticada no dia a dia.

A Selic anunciada pelos jornais, na verdade, é um valor de referência que o Banco Central determina para essa taxa. Essa é a chamada Selic Meta ou Meta Selic.

Tradicionalmente, a Selic Over fica 0,10 ponto percentual abaixo da Selic Meta.

Hoje, a taxa Selic está em 0,00747%, sendo que, no mês de outubro de 2020, a ela estava em 0,01494%. A taxa Selic 2020 é de 2,29%.

A seguir, você vê o histórico da taxa Selic nos últimos 12 meses:

Selic Meta, Selic Over e CDI em 12 meses (% ao ano)

Mês/Ano Selic Meta Selic Over CDI
setembro/2020 2,00% 1,90% 1,90%
agosto/2020 2,00% 1,90% 1,90%
julho/2020 2,25% 2,15% 2,15%
junho/2020 2,25% 2,15% 2,15%
maio/2020 3,00% 2,90% 2,90%
abril/2020 3,00% 2,90% 2,90%
março/2020 3,75% 3,65% 3,65%
fevereiro/2020 4,25% 4,15% 4,15%
janeiro/2020 4,25% 4,15% 4,15%
dezembro/2019 4,50% 4,40% 4,40%
outubro/2019 5,00% 4,90% 4,90%
setembro/2019 5,50% 5,40% 5,40%

(Fonte: Banco Central/B3)

Qual é a importância da taxa Selic para a economia?

Como vimos, o Copom é o órgão formado por diretores do Banco Central responsável por definir a Selic Meta.

Ele faz isso para interferir na economia e no chamado custo do dinheiro. Esse conceito refere-se a quanto uma instituição financeira precisa pagar de juros para ter acesso a recursos e emprestar dinheiro para seus clientes.

Dessa forma, a Selic é um mecanismo usado para controlar a inflação. Geralmente, o Copom sobe os juros da economia nas situações de inflação alta.

Assim, fica mais caro obter crédito, o que ajuda a diminuir o consumo e reduzir a demanda por produtos e serviços, reduzindo a alta dos preços.

Já quando a situação é de baixa atividade econômica e inflação controlada, a política adotada quase sempre é de queda dos juros.

Dessa maneira, o crédito fica mais barato, facilitando investimentos por parte das empresas e consumo pelas famílias.

Qual é a relação da taxa Selic com a inflação?

Como vimos até aqui, a taxa Selic é uma ferramenta importante, por meio da qual o governo consegue ter um controle da inflação. Por isso, a relação entre elas é direta e totalmente relevante.

Na prática, quando ocorre um aumento da taxa Selic, o governo faz com que o dinheiro se torne “mais caro”, e isso dificulta o acesso a ele. Com o dinheiro “valendo mais” aumentam, por exemplo, os juros de empréstimos, do cheque especial e do cartão de crédito.

Assim, quando o governo realiza o aumento da taxa Selic, em outras palavras, ele está dizendo que não é momento adequado de comprar.

O objetivo é impedir que as pessoas tomem decisões financeiras de grande impacto ou adquiram itens mais caros. A longo prazo, o efeito desse movimento é de controlar a inflação.

Já quando existe um movimento contrário, com redução da taxa Selic, a ideia do governo é movimentar a economia e contribuir para seu crescimento.

Assim, com acesso facilitado ao dinheiro, o indivíduo acaba consumindo mais, movimentando o comércio e a indústria e favorecendo o desenvolvimento da economia em geral. Inclusive, ele contribui para o surgimento de vagas de emprego no mercado de trabalho.

Como a taxa Selic afeta os investimentos?

Além de influenciar a economia, é natural que a taxa Selic também impacte as aplicações financeiras.

Nos investimentos de renda fixa, por exemplo, essa relação é direta, já que as taxas de juros são usadas como referência para remunerar as aplicações.

Na renda variável, por sua vez, a relação se dá de maneira indireta, mas o impacto tende a gerar efeitos nas aplicações. 

Para compreender melhor, explicaremos cada um dos casos a seguir.

Renda fixa

Os investimentos em renda fixa são, em boa parte, atrelados a índices financeiros.

Esses índices ajudam a avaliar o mercado do país, permitindo às pessoas que investem tomar decisões mais adequadas acerca de seus investimentos e produtos financeiros.

Na prática, as mudanças na Selic afetam diretamente o quanto cada aplicação do tipo rende.

Investimentos pós-fixados, por exemplo, dependem da variação dessa taxa para determinar o valor final da aplicação.

Isso vale para o Tesouro Selic: quando a taxa Selic é alterada, a rentabilidade desse investimento automaticamente acompanha a mudança.

A mesma realidade se aplica para CDBs, LCIs, LCAs e outros títulos privados pós-fixados. Todos eles pagam porcentagens do CDI, taxa de juros que também é um referencial para os bancos e costuma acompanhar de perto a Selic.

Há, ainda, investimentos que são atrelados aos índices de inflação. Nesse caso, a relação é indireta.

Se a inflação subir, o Banco Central aumenta a Selic em busca de estabilizar a economia. Por consequência, a rentabilidade desses investimentos aumenta, mas de forma limitada, por conta desse mecanismo de controle.

Já no caso de títulos prefixados, a situação é um pouco diferente. Se você já comprou um título que paga, por exemplo, 10% ao ano, a variação da Selic não afeta aquele rendimento. Assim, você poderá resgatar, no vencimento, o valor aplicado corrigido pela taxa combinada.

Se ainda não investiu, porém, é preciso prestar atenção. Afinal, as taxas prefixadas oferecidas pelas instituições financeiras acompanham a expectativa da Selic para os próximos meses e anos.

Imagine a seguinte situação: a Selic está em 7% ao ano e, pela recessão na economia, a expectativa é de queda. Um CDB prefixado provavelmente pagará menos que 7% ao ano, antecipando a baixa na taxa de juros.

Ações

A relação da Selic com investimentos em renda variável, especialmente ações, se dá de maneira indireta.

Papéis de empresas não estão diretamente atrelados a taxas de juros, mas sofrem a influência das condições do mercado e da economia como um todo.

Quando a Selic sobe, ela torna mais caras as taxas de juros de modo geral. Dessa forma, uma empresa que tenha financiamentos deverá gastar mais dinheiro pagando os juros desses empréstimos. Isso acabará afetando seu lucro, quadro que pode fazer suas ações caírem.

Na outra ponta, juros mais altos também afetam o consumo, algo que pode impactar os resultados das corporações.

Além disso, a queda dos juros facilita o acesso a crédito para as empresas investirem na produção e contratação. Ainda, quando as pessoas consomem mais, isso faz a economia se aquecer. Todos esses fatores favorecem a alta das ações das empresas.

É possível investir na taxa Selic?

Não tem como aplicar em Selic de forma direta, pois ela é apenas um indicador do mercado, e não um tipo de investimento.

No entanto, é possível fazer investimentos que acompanhem o desempenho da Selic. A seguir, falamos um pouco mais sobre essas possibilidades. Confira!

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é o investimento mais seguro do mercado brasileiro. Emitido pelo Tesouro Nacional e usado para financiar o governo brasileiro, ele pode ser feito pela plataforma do Tesouro Direto

É possível aplicar nele a partir de R$ 80. Para isso, há uma taxa de custódia de 0,25% ao ano sobre o valor total do investimento, além do Imposto de Renda (IR).

Ainda, a maior parte das corretoras não cobra taxa de corretagem em investimentos via Tesouro Direto. Então, para começar, basta abrir conta em uma corretora, escolher o título de seu interesse e o vencimento desejado.

Para tomar a melhor decisão, veja, abaixo, os tipos de rendimento e título oferecidos pela plataforma de investimentos:

biblioteca financeira

CDB que rende 100% do CDI

Os CDBs são investimentos com uma mecânica semelhante à dos títulos públicos do Tesouro Direto. No entanto, em vez do governo, quem emite esses investimentos são os bancos.

O principal diferencial é que os CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa instituição assegura a devolução de até R$ 250 mil para quem investiu em um banco, caso ele venha à falência.

Um CDB que rende 100% do CDI tem uma rentabilidade bem próxima à Selic, apesar de ligeiramente mais baixa.

Eles também estão sujeitos ao IR, e as taxas para investir em CDB podem variar dependendo dos custos das corretoras.

Fundo de renda fixa que rende 100% do CDI

Um fundo de renda fixa é um tipo de aplicação financeira que investe em ativos mais seguros. Antigamente, eles eram conhecidos no mercado como fundos DI.

Quando uma pessoa investe dessa maneira, está comprando uma parcela de diversos ativos, que o fundo adquire “no atacado”.

Assim, com pouco dinheiro, é possível aplicar em ativos mais sofisticados ou com valor de entrada mais alto.

Mas vale prestar atenção: os fundos de investimento têm taxa de administração e, eventualmente, taxa de performance.

Dificilmente vale a pena investir em um fundo de renda fixa se ele tiver taxas maiores do que 0,5% ao ano. A exceção a isso é se sua rentabilidade for consideravelmente acima da Selic.

Como escolher o melhor investimento para você?

A taxa Selic é um parâmetro para todos os investimentos seguros. Logo, se uma aplicação mais sofisticada tem uma rentabilidade menor que ela, vale a pena checar o que está acontecendo.

Pode ser, por exemplo, que você esteja pagando caro demais ou investindo fora do seu perfil.

Para entender melhor como proceder, o ideal é, de tempos em tempos, fazer um checkup dos seus investimentos. Assim, você saberá que está no caminho para alcançar seus objetivos.

Além disso, a composição de uma carteira de investimentos deve levar em consideração uma série de aspectos. Entre eles, estão o seu perfil pessoal, o tempo de aplicação, o valor que você pretende investir e a perspectiva de diversificação.

Agora você sabe o que é a taxa Selic e como ela influencia os seus investimentos. Quer aprender mais sobre esse universo? Então, aproveite para conferir este post com os 10 principais indicadores financeiros que você deve analisar antes de investir!

Aplicativo Magnetis

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Vale a pena investir na Bradesco Corretora? Saiba agora mesmo!

Cada vez mais pessoas estão procurando formas rentáveis de aplicar seus recursos financeiros. No meio desse caminho, aparecem diversas opções de corretoras de valores querendo custodiar esses investimentos. Mas, antes de decidir em qual instituição financeira deixar seu dinheiro aplicado, é importante estudar a fundo o que cada uma oferece. Uma opção é a Bradesco Corretora, ligada ao Banco Bradesco.

Mas será que vale a pena investir na Bradesco Corretora? Primeiro, explicaremos como escolher uma boa instituição financeira para fazer suas aplicações. Depois, mostraremos as vantagens e desvantagens específicas da Bradesco Corretora. Vamos lá?

Como escolher uma corretora?

Uma corretora é uma instituição financeira por meio da qual você abre uma conta e escolhe entre diversas opções de aplicações. Ela atua como uma intermediária entre seus recursos e esses produtos financeiros de bancos e gestoras. Toda corretora é fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na hora de escolher entre investir em banco ou corretora, pense no seu objetivo. Você prefere ter uma instituição que ofereça também serviços bancários ou uma especializada em aplicações financeiras? Caso seu objetivo seja encontrar a melhor plataforma exclusivamente para maximizar sua rentabilidade, as corretoras costumam ter mais diferenciais.

Para escolher uma corretora, um dos pontos de atenção é a quantidade de cobranças pelo seu uso. Pense em quais tipos de aplicações você colocará seus recursos e quais são os custos associados. Dessa forma, pode ver qual instituição oferece a melhor proposta para a sua situação e preservar sua rentabilidade. Existem taxas de corretagem, taxas de custódia, taxas de administração e taxas de saque variáveis por aplicação e por corretora.

Porém, não olhe apenas para o preço. De nada adianta pagar pouco por uma instituição que tem um atendimento ruim, um aplicativo que está sempre fora do ar ou ferramentas limitadas.

Uma dessas ferramentas é o home broker, plataforma que permite a compra e venda de ações. Confira a usabilidade do home broker. Veja também qual o prazo para que as ordens sejam executadas e para que o saldo dessas transações seja repassado à sua conta. 

Por fim, estude quais serviços complementares a corretora oferece, como carteiras recomendadas, cursos gratuitos e relatórios macroeconômicos.

Bradesco Corretora é boa?

A Bradesco Corretora é a corretora do Banco Bradesco. O banco é uma das maiores e mais antigas instituições financeiras do país: foi fundado em 1943, por Amador Aguiar.

A Bradesco Corretora atende hoje apenas o segmento de investidores institucionais. A instituição que cuida do varejo, ou clientes Pessoas Físicas e Jurídicas não institucionais, é a corretora Ágora desde 2019. Veremos algumas vantagens de aplicar recursos pela Bradesco Corretora a seguir.

Assessoria de especialistas

A Bradesco Corretora tem um canal de comunicação com profissionais certificados, especializados em ajudar seus clientes a escolher as melhores aplicações para suas necessidades e perfis de tolerância quanto à volatilidade de cotações. 

Também conta com uma equipe que acompanha e elabora relatórios sobre mais de 100 empresas negociadas na bolsa de valores brasileira, a B3. Dessa forma, os usuários da corretora ficam informados sobre as movimentações do mercado acionário e escolhem os papéis mais interessantes.

Segurança

Como comentamos, o Bradesco tem décadas de história. Esse histórico pode ser interessante aos que buscam uma instituição sólida por trás de suas aplicações financeiras. 

O banco atende milhares de clientes, com diversos valores iniciais mínimos de aplicação. Internacionalmente, tem escritórios em Londres (Reino Unido), Hong Kong (China) e Nova York (Estados Unidos).

Praticidade e mobilidade nas operações

Por conta de seu histórico de décadas, o Bradesco acumula diversas opções quando falamos de onde colocar recursos. O banco oferece aplicações mais tradicionais, como a poupança. 

Já a corretora oferece diversas opções de renda fixa e de renda variável, para você montar uma carteira diversificada e de acordo com sua aceitação de riscos. Exemplos são títulos do Tesouro Direto, títulos de renda fixa privados, ações e ofertas públicas.

A Bradesco Corretora também oferece uma equipe exclusiva para quem quer realizar transações pela mesa de operações. Também tem a Bradesco Home Broker, plataforma para computador e celular voltada a quem quer operar virtualmente. Esses atendimentos garantem praticidade e mobilidade para fazer suas aplicações financeiras.

Quais são as desvantagens da Bradesco Corretora?

Mas a Bradesco Corretora não tem apenas vantagens. Sua associação a um banco tradicional também gera alguns contras. Eles vão desde altas taxas até reclamações online não respondidas. Abaixo, listamos algumas desvantagens da Bradesco Corretora.

Altas taxas de corretagem

A Bradesco Corretora seguiu a toada de outras instituições financeiras e isentou taxas de custódia e de negociação no Tesouro Direto. Mas cobra taxas de corretagem para o home broker, com 0,20% para um valor total negociado por dia de até R$ 100 mil. Com um volume acima dessa faixa, a taxa cai para 0,10%.

O valor é considerado alto em comparação com corretoras independentes. Algumas delas inclusive não cobram nenhuma taxa de corretagem para seu home broker.

Baixa diversificação de ativos

Também por ser uma corretora atrelada a uma grande instituição financeira, a Bradesco Corretora pode ter menos diversificação de ativos em relação a corretoras independentes. Por não serem associadas a uma gestora específica, essas corretoras permitem aplicar em propostas de diversas instituições.

Reclamações

A Bradesco Corretora também não é ativa no Reclame Aqui, uma conhecida plataforma online de atendimento a reclamações. Existem 26 queixas registradas no site, mas nenhuma respondida pela corretora. Os principais pontos apontados são falta de atendimento e acesso a informes de rendimento.

Antes de escolher uma corretora de valores, pratique o exercício que acabamos de demonstrar no caso da Bradesco Corretora. Liste prós e contras e conclua se essa é a melhor opção de corretora para seus objetivos e aplicações financeiras correlacionadas. Caso precise de assessoria especializada nessa tarefa, a Magnetis pode ajudá-lo a realizar as melhores escolhas.

A Bradesco Corretoraé uma opção voltada ao segmento institucional. A instituição apresenta vantagens, como assessoria especializada, segurança e mobilidade de operações.

Porém, pode apresenta altas taxas de corretagem e um cardápio limitado de aplicações financeiras. Agora que você já conhece a Bradesco Corretora, conheça corretoras com menor taxa de corretagem. Fique ainda mais informado antes de escolher a instituição que fará a custódia do seu dinheiro!

análise de investimentos

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Chegou a hora de atualizar o mercado de investimentos

Há algum tempo venho comentando sobre diversos problemas do mercado financeiro. O conflito de interesses e os modelos de negócios tradicionais nunca foram o melhor para o cliente. Por isso estou muito feliz em apresentar as novidades que acabamos de contar no evento online Magnetis Update 2020.

Estamos propondo uma quebra de paradigma do mercado de investimentos. É o fim da lógica de produtos e o início da era do serviço, focado no que mais interessa: que você possa atingir seus objetivos financeiros. 

A principal novidade é o lançamento da primeira experiência completa de Goal Based Investing (GBI) do mercado. Com o Magnetis Objetivos Inteligentes, nosso algoritmo utiliza informações do perfil de risco de investidor, o valor dos seus objetivos financeiros e respectivas datas esperadas para realização de cada um, para analisar todos os cenários possíveis e indicar o portfólio ideal que maximiza a probabilidade de cumprimento dos objetivos de acordo com as prioridades de cada cliente.

O principal diferencial está na otimização de um único portfólio, que engloba todos os objetivos, trazendo mais benefícios para o cliente. Nossa abordagem já era orientada para objetivos, mas essa evolução torna a estratégia muito mais completa.

Também apresentamos uma nova experiência voltada para o segmento de alta renda. São produtos dos principais mercados financeiros do mundo, em um portfólio personalizado para cada cliente e atendimento dedicado de Planejadores Financeiros Certificados (CFP®).

Os clientes Magnetis Private terão acesso a tecnologia de ponta; gestão ativa com monitoramento, rebalanceamento e reinvestimento automáticos; cálculo inteligente de aportes mensais e distribuição automática para as garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Tudo isso em nosso modelo sem conflito de interesses, com cobrança de uma taxa única e devolução dos rebates, além do acesso a produtos especiais de parceiros selecionados.

São fundos até então fechados exclusivamente para gestores de grandes fortunas, agora, disponíveis para o segmento. O Magnetis Private oferece o que há de mais moderno em wealth management hoje. Combina a avançada tecnologia de investimentos da Magnetis com a exclusividade e personalização de uma gestora de patrimônio tradicional. 

Além do Private, lançamos também os segmentos Digital (de R$ 1 mil até R$ 50 mil) e Advisor (a partir de R$ 50 mil). Em cada etapa da nossa vida, como investidor, temos necessidades de atendimento e prestação de serviços diferentes. Pensando nessas demandas, criamos categorias que se encaixam melhor em cada tipo de necessidade de investimento.

Mas não acabou. Ainda anunciamos a nova experiência unificada de abertura de conta, possível com a integração entre Magnetis gestora e Magnetis DTVM. Novos clientes Magnetis irão abrir sua conta a partir de agora em um novo fluxo mais simples e prático. E se você já é nosso cliente, nada muda por enquanto e não há prejuízo na sua experiência. Mas em breve também teremos novidades sobre a migração de clientes Magnetis para a estrutura unificada.

Agradeço a toda a equipe que trabalhou duro para entregar tantas novidades e a todos que participaram desse momento tão importante para a Magnetis. Definitivamente, chegou a hora de atualizar o seu jeito de investir!

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Saiba agora mesmo se a corretora da Rico é realmente confiável!

biblioteca financeira

Você está insatisfeito com os conselhos sobre investimentos do gerente do seu banco ou com os rendimentos proporcionados pela sua carteira de aplicações. Então decidiu escolher a melhor corretora, mas não sabe se a corretora Rico é confiável?

Pode ficar tranquilo. A Rico foi criada em 2011 e é autorizada a operar pelo Banco Central, além de ser fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). São as mesmas entidades que acompanham a atividade dos grandes bancos do país.

Para dar ainda mais segurança, é bom entender como funciona uma corretora. Esse tipo de instituição financeira atua como uma intermediária. Ela une a bolsa e gestoras a quem investe em títulos públicos, fundos de investimentos, ações, entre outros ativos.

Ao aplicar dinheiro na corretora, quem investe autoriza que a instituição financeira envie a ordem de compra para o Tesouro Nacional, para a gestora do fundo ou para a B3, que registra o investimento no CPF de quem aplicou. Ou seja, há sempre a segurança de que o dinheiro foi aplicado da maneira correta.

O processo para abrir conta em uma corretora funciona de forma semelhante ao de um banco, mas tem menos burocracias e não há custos.

Ficou interessado em saber mais? Veja abaixo as vantagens e desvantagens de aplicar o seu dinheiro na corretora Rico.

Afinal, a corretora Rico é boa?

Além de segura, a corretora Rico tem diferenciais. Um deles é que a sua gestão é formada por profissionais que têm mais de duas décadas de experiência no mercado financeiro. Além disso, em 2016, a corretora foi adquirida pela XP, a maior corretora independente do país.

Mas, afinal, o que mais diferencia a corretora Rico de suas concorrentes no mercado? Veja abaixo as vantagens.

Home broker estável

A plataforma para negociação de ações da Rico é estável. A estabilidade do sistema é importante especialmente para quem faz operações com maior frequência, pois caso o sistema fique fora do ar constantemente, você pode ter prejuízo em momentos de grande oscilação do mercado.

Corretagem zero para compra e venda de ações

Seguindo a tendência de taxa zero nas corretoras, a Rico zerou recentemente sua taxa de corretagem para a compra e venda de ações. A isenção inclui também operações do tipo day trade.

A instituição financeira também não cobra taxas de intermediação para quem investe em aplicações de renda fixa, fundos imobiliários, ETFs e BDRs.

Carteiras recomendadas

Os especialistas da Rico enviam recomendações semanais para clientes sobre aplicações de destaque. Além disso, semanalmente e mensalmente os analistas compartilham carteiras recomendadas de investimentos.

São cinco tipos de carteiras de ações, cujo objetivo é oferecer o melhor retorno combinado com um risco adequado ao perfil do cliente. O instrumento é especialmente útil para quem é iniciante na bolsa e deseja diversificar a carteira com segurança.

Isenção de taxa de custódia em alguns investimentos

A corretora isenta quem investe de pagar a taxa de custódia, que é o custo de armazenar títulos e ações na corretora.

O cliente tem a vantagem tanto ao investir em aplicações de renda fixa — a exemplo de debêntures, LCIs, LCAs, CDBs e LCs — quanto em renda variável.

Vantagens para clientes fiéis

Para quem investir mais de R$ 300 mil na corretora, a Rico oferece um clube de vantagens, o Rico+.

Nele quem investe tem à disposição um canal preferencial para falar com especialistas, que dão recomendações online. Também acessa uma análise personalizada de seus investimentos, feita por um time de estrategistas.

A corretora também oferece a esses clientes um conteúdo exclusivo, com relatórios diários e mensais feitos por uma casa de análise independente.

Conteúdo educacional

Não sabe por onde começar? A Rico oferece conteúdos de educação financeira, como cursos pagos e gratuitos, canal no YouTube, um blog e também um dicionário com termos do mercado financeiro. É possível também acessar ferramentas úteis na corretora, como simuladores de investimentos.

Quais são as suas desvantagens?

Apesar dos benefícios, a corretora Rico tem algumas desvantagens em relação aos concorrentes. Especialmente quando a comparamos a corretoras mais novas, que já foram criadas com apps e home brokers simplificados, com foco em novos entrantes no mercado.

Confira abaixo as desvantagens de aplicar dinheiro na Rico.

Dificuldade em usar o aplicativo

Apesar de o aplicativo da corretora ser, em geral, bem avaliado, existem muitas reclamações de usuários nas lojas do app, como Google Play.

Alguns apontam que faltam funcionalidades básicas, como gráficos e indicadores de lucro e prejuízo. Outros citam a falta de mais dados sobre as aplicações, como rendimentos de forma separada.

Layout pouco intuitivo

O home broker da Rico funciona, mas seu layout é pouco intuitivo, especialmente para iniciantes na bolsa. Ou seja, costuma exigir maior tempo do usuário para entender todo o sistema.

Vale a pena investir na corretora Rico?

Antes de tomar a decisão de investir na corretora é necessário avaliar os prós e contras apontados no post. Depois, é necessário comparar as vantagens com o que oferecem as concorrentes no mercado. Esses cuidados são especialmente importantes para quem deseja começar a aplicar dinheiro na bolsa de valores.

Apesar de a atuação de traders ser mais popular do que nunca no país, ganhar dinheiro com ações não é fácil. Uma pesquisa com mais de 98 mil traders, feita por professores da FGV, aponta que 99,43% dos traders fracassam em obter altos retornos com ações em prazos curtos.

Por isso, é importante buscar uma corretora que dê suporte para a solução de dúvidas, especialmente se você é novo no mercado. Uma opção para quem deseja começar a aumentar o risco do portfólio com segurança é aMagnetis.

A gestora digital oferece uma carteira de investimentos diversificada com taxas acessíveis. São cinco opções, que englobam todo o portfólio e são voltadas para perfis diferentes de risco. Tanto na montagem da carteira, quanto no seu rebalanceamento a gestora mostra, de forma automatizada, as aplicações mais indicadas, por meio de um modelo transparente e sem conflitos de interesse.

Agora que você sabe que a corretora Rico é confiável, quer saber quais critérios devem ser utilizados para compará-la aos concorrentes? Veja como escolher uma corretora.

análise de investimentos

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O que é e quais são as atividades desenvolvidas por um consultor financeiro?

Você gostaria de gerenciar melhor o seu dinheiro e conquistar seus objetivos? O consultor financeiro é o profissional ideal para isso. Ele é responsável por avaliar e organizar a vida financeira dos clientes, sem conflitos de interesses e respeitando o perfil de cada um.

Neste artigo, vamos entender melhor a atuação do consultor financeiro e saber como ele pode ajudar você a conquistar a tão sonhada liberdade financeira. Acompanhe!

O que é um consultor financeiro?

Para ajudar nessa resposta, vamos recorrer a uma analogia. Imagine que você queira construir uma casa. Para isso, pode contratar um profissional, ou seja, um arquiteto ou um engenheiro.

Antes de começar o projeto, ele vai entender quais são as suas necessidades, o que você está buscando e quais são as suas condições financeiras. Por isso, podemos dizer que ele vai desenvolver uma solução sob medida para o seu caso.

Afinal, essas três variáveis são individuais. As necessidades de uma família de cinco pessoas, com crianças e adolescentes, são diferentes daquelas de alguém que vai morar sozinho. Da mesma forma, saber se a pessoa pretende gastar R$200 mil ou R$1 milhão na nova casa faz toda a diferença.

O mesmo raciocínio vale para a vida financeira como um todo. Qual é a sua realidade hoje? Tem dívidas? De que tipo? Seu dinheiro está sendo gasto da forma mais eficiente possível? É possível encontrar soluções que melhorem seu orçamento?

Metas e perfil de risco

Depois de entender sua economia doméstica, o consultor financeiro vai levar em consideração suas metas para traçar estratégias que ajudem a alcançá-las. Quer fazer uma pós-graduação? Comprar um imóvel? Poupar para a aposentadoria?

Aqui, é preciso observar prazo, valor, sua capacidade de poupar e também sua tolerância ao risco. Isso vai permitir montar uma carteira de investimentos adequada ao seu caso. Assim, podemos dizer que o consultor financeiro é um profissional contratado para colocar sua vida financeira em ordem.

Vale destacar que, embora não seja um psicólogo, é importante que o consultor financeiro entenda a relação do cliente com o dinheiro. Se você tem dificuldade em conter os gastos e nunca “sobra” nada para investir, ele também vai traçar estratégias para mudar esse quadro.

Certificação

Existe uma certificação internacional, chamada CFP (Certified Financial Planner), que prepara o profissional para ser um planejador financeiro pessoal. Para conquistá-la, é preciso:

  • ter nível superior;
  • obter aprovação em um teste de conhecimentos sobre o tema;
  • comprovar experiência profissional no atendimento ao cliente pessoa física por pelo menos três anos.

O CFP é certificado pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros). Não tem caráter obrigatório, mas funciona como um “selo de qualidade” importante a ser observado na hora de contratar um profissional.

Por fim, é importante mencionar que, diferentemente do planejador financeiro, o consultor financeiro não pode investir por você. Ele pode entregar o plano pronto, mas não pode, por conta própria, fazer a aplicação e gerenciar sua carteira.

Esse serviço é regulamentado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), de acordo com a Instrução CVM 592. O objetivo é manter a independência do consultor, evitando conflitos de interesse.

Quais são as atividades que esse profissional desenvolve?

Como vimos, o consultor financeiro ajuda indivíduos e empresas a organizarem suas finanças e a se planejarem melhor para conquistar seus objetivos. Veja quais são as principais atribuições desse profissional.

Planejamento financeiro

Este é o primeiro passo: entender a vida financeira do cliente. Para isso, o consultor financeiro o ajudará a levantar de maneira detalhada todas as suas receitas e despesas.

Isso inclui aquelas que muitas vezes deixamos de fora das nossas contas, como os pequenos gastos do dia a dia. Isso permite desenhar o fluxo de caixa e detectar oportunidades de melhoria. O profissional também identifica os hábitos e os padrões de consumo da família para indicar possíveis ajustes.

Gestão de ativos e investimentos

A principal atribuição do consultor financeiro é ajudar o cliente a atingir suas metas, traçando um plano realista e factível para isso. Depois de diagnosticar a situação do cliente e entender seus objetivos, é hora de elaborar uma estratégia de investimentos para alcançá-los.

O consultor financeiro deve considerar imóveis e outros bens para fazer uma recomendação, além de levar em conta o perfil de investidor do cliente.

Gestão de riscos

No universo dos investimentos, risco e retorno costumam andar de mãos dadas. A possibilidade de alcançar rendimentos mais elevados é justamente o que faz com que os aportadores aceitem entrar em investimentos mais arriscados. No entanto, o peso do risco no total da carteira de investimentos tem que ser bem dosado.

Para isso, é preciso levar em conta dois fatores: a capacidade de assumir riscos e a tolerância a eles. O primeiro diz respeito a uma questão mais objetiva. Por exemplo, um pai de família, com filhos em idade escolar e um financiamento imobiliário, tem compromissos financeiros significativos e não pode se arriscar muito.

Já uma jovem de 25 anos, solteira, sem filhos, que mora com os pais que não dependem dela para viver, tem uma situação diferente. Ela não terá tantos problemas se perder um pequeno percentual com a variação das suas aplicações.

O segundo ponto está ligado a um aspecto mais emocional. Algumas pessoas se sentem mal quando veem suas aplicações variarem negativamente e podem tomar decisões precipitadas por isso.

Já outras entendem que isso faz parte do mercado e não se abalam com a situação. O consultor financeiro deve levar em consideração esses dois fatores ao elaborar a carteira de investimentos do cliente.

Planejamento tributário

Por fim, sabemos que a carga tributária no Brasil é alta, mas um bom planejamento tributário pode ajudar você a economizar bastante em impostos. O resultado é um aumento da rentabilidade da sua carteira.

Um exemplo muito comum de planejamento tributário é o uso da previdência privada. Se for bem usada, ela pode ajudar a reduzir o Imposto de Renda. Além disso, é um instrumento para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria.

Além dos investimentos, o consultor financeiro deve analisar a declaração de IR do cliente e traçar estratégias para reduzir o pagamento de impostos legalmente.

biblioteca financeira

Quando a contratação desse profissional é indicada?

Qualquer pessoa ou empresa pode contratar um consultor financeiro. Muitas de nossas metas requerem volumes elevados de recursos e um longo tempo de planejamento. Fazer isso por conta própria pode não ser tão eficiente, já que muitas pessoas não conhece todos os investimentos e as possibilidades que existem.

Mais uma vez, um exemplo claro é a aposentadoria. A expectativa de vida do brasileiro é de 78 anos. Se a pessoa se aposentar com 65, precisará de dinheiro para viver mais 13 anos sem trabalhar. É claro que isso é uma média e pode ser mais ou menos tempo, mas o fato é: 13 anos equivale a 156 salários, ou seja, é bastante.

No entanto, um estudo da seguradora Allianz revelou que 90% dos brasileiros não guardam dinheiro para a aposentadoria. O problema é que os valores pagos pela previdência social são baixos e as normas estão cada vez mais restritas. Por isso, ter uma reserva para viver depois de parar de trabalhar é fundamental.

Agora você já sabe o que é um consultor financeiro e como ele pode ajudar você a atingir seus objetivos. Lembre que é essencial que esse profissional tenha larga experiência e boa reputação no mercado. Agora, aproveite para conhecer o Desafio: 52 semanas da Magnetis e organize suas finanças!

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Taxa de rebate: o que é, como funciona e qual o valor da taxa?

Já ouviu falar em rebate financeiro? Se você investe ou pretende investir seu dinheiro em fundos de investimento, saiba que esse é um tema muito importante na gestão do seu patrimônio.

Ainda que se assemelhe à nossa língua-mãe, é importante dizer que o termo vem do inglês e significa algo como desconto ou restituição. Mas o que será que ele quer dizer exatamente quando o assunto são os seus investimentos?

Explicaremos ao longo deste post o que é rebate financeiro e por que você deve considerá-lo na hora de escolher as melhores opções para investir. Acompanhe!

O que é taxa de rebate?

É chamada de rebate financeiro a comissão destinada a quem vende as cotas de participação em produtos financeiros,como fundos de investimento. Geralmente, esses intermediários são gerentes de bancos ou funcionários de corretoras de valores que negociam as cotas de participação.

Por isso, é comum ouvirmos falar em rebate financeiro quando o assunto são taxas que incidem sobre aplicações financeiras. No entanto, esse modelo de remuneração nem sempre é transparente para quem investe, que muitas vezes não sabe o quanto esse custo impacta nas aplicações.

Outro detalhe importante é que as taxas de rebate podem influenciar diretamente as recomendações de investimento feitas por esses intermediários. Essa é uma discussão importante quando falamos sobre a escolha das melhores aplicações para cada perfil.

Por isso, conhecer bem essa taxa é uma boa forma de se preparar para tomar boas decisões na hora de montar sua carteira de investimentos.

biblioteca financeira

Como funciona a taxa de rebate?

Em fundos de investimentos, a taxa de rebate é direcionada aos intermediadores pelos próprios gestores de cada fundo. Os valores provêm da taxa de administração paga pelos cotistas. Esta também é composta de custos relacionados à gestão dos ativos e à remuneração dos gestores.

A verdade é que grande parte daqueles que investem não têm o conhecimento necessário sobre essa taxa e seus impactos. Detalhes assim costumam fazer com que essas pessoas, em muitos casos, não saibam ao certo o quanto pagam de taxas em suas aplicações.

Nos últimos anos, no entanto, vem crescendo entre os agentes financeiros uma tendência de aumento na transparência quanto às taxas aplicadas sobre seus produtos. Esse é um movimento muito positivo, que dá mais poder de análise a quem investe.

Com informações claras, fica mais fácil analisar as reais condições de cada opção e usar isso como fator de comparação entre investimentos.

Como vimos, o funcionamento da taxa de rebate em um fundo de investimento é bastante simples. Ainda assim, é importante conferir se ela está sendo informada com transparência e se faz a aplicação valer a pena em cada caso.

Qual é o valor dessa taxa de rebate?

O valor da taxa de rebate pode variar de acordo com o fundo de investimento e com as políticas de remuneração do agente financeiro intermediador. Em geral, ela varia entre 15% e 35% da taxa de administração do fundo, representando uma margem significativa de diferença. Vamos analisar uma situação prática para facilitar essa análise.

Considere um fundo de investimento com taxa de administração de 1,5% ao ano. Se o montante total investido por uma pessoa for de R$ 100 mil, a taxa será de R$ 1,5 mil. A partir desse valor, podemos calcular a taxa de rebate que efetivamente será paga, bastando aplicar a porcentagem praticada.

Dessa forma, se o índice for de 15%, a taxa de rebate será igual a R$ 225. Já se a cobrança for de 35%, o valor correspondente será de R$ 525. Na prática, quanto maior a taxa de rebate, maior também tende a ser a taxa de administração do fundo, evidenciando a relevância dessa análise.

É importante ressaltar que as instituições financeiras usam a possibilidade de variação dessa taxa de forma estratégica, alinhada ao seu próprio plano de negócios. Assim, nem sempre a alternativa oferecida pelos agentes pode ser o mais interessante para quem vai investir.

Por isso, é preciso prestar atenção na hora de decidir onde aplicar o seu dinheiro. O ideal é verificar com critério tanto a taxa de rebate que incidirá sobre o investimento quanto o desempenho do fundo pretendido.

Quais são os modelos de remuneração praticados no mercado financeiro?

Agora que você já entendeu o que é a taxa de rebate, é preciso conhecer também os modelos de remuneração que podem ser praticados. Essa é mais uma forma de se preparar para fazer as comparações necessárias e decidir qual aplicação é a melhor para o seu perfil.

Fee-based

No modelo fee-based, a instituição financeira é remunerada pela gestão da carteira de investimentos de cada cliente. Assim, quem investe paga uma taxa única com base em seu patrimônio aplicado. Os pagamentos ocorrem mensalmente ou na hora do resgate de recursos.

O modelo fee-based costuma ser mais vantajoso para quem investe, já que a taxa não varia de acordo com os produtos indicados pelos agentes. Assim, os intermediadores podem oferecer aplicações mais alinhadas com os interesses dos clientes, já que sua remuneração será sempre a mesma.

Isso faz com que a cobrança seja mais transparente e reduz os possíveis conflitos de interesse na negociação de cotas de fundos de investimento.

Commission-based

Por outro lado, no modelo commission-based, a remuneração é baseada na quantidade de indicações de produtos realizadas pelos agentes e instituições financeiras. Ou seja, eles recebem uma comissão referente a cada negociação, que é exatamente a taxa de rebate.

Essa é a opção mais comum no mercado de investimentos, já que costuma garantir maiores receitas aos intermediadores. No entanto, é também esse modelo de remuneração que mais exige atenção de quem está analisando onde investir.

É fundamental prestar atenção para garantir que os produtos financeiros em que você vai investir são realmente boas alternativas para o seu caso. Se o modelo de remuneração for o commission-based, certifique-se de que o investimento é vantajoso para você, e não apenas para o intermediário.

Além do rebate financeiro, existem muitos outros conceitos importantes que quem investe no mercado precisa conhecer. Por isso, confira nosso post que mostra como você pode adquirir esses conhecimentos por meio dos livros sobre investimentos!

análise de investimentos

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Preço recorde do Bitcoin!

Hoje é um dia HISTÓRICO para o Bitcoin no Brasil.

Chegamos finalmente, depois de exatos 1039 dias, ao maior preço já visto, em reais, do Bitcoin.

A última vez que havíamos superado a casa dos 70 mil reais foi em 17 de Dezembro de 2017. De lá para cá, vivemos uma série de altos e baixos, uma “montanha-russa de emoções” que ao longo dos últimos 2 anos e meio acabou nos trazendo de volta para esse patamar. Uma breve retrospectiva dos fatos:

2017

  • ATH (All Time High) do Bitcoin no Brasil (em reais, portanto) foi no dia 17 de Dezembro. A cotação na BitcoinTrade chegou aos R$70.010.
  • O resto do mês de Dezembro já foi negativo, com o “estouro da bolha”, o que levou o preço de fechamento em 31 de Dezembro para R$48.600. Uma queda de 31% em relação à máxima alcançada 2 semanas antes.

2018

  • Os próximos meses foram de muitos altos e baixos, com uma volatilidade fortíssima. A briga entre os “Touros” e “Ursos” levou o Bitcoin a subidas e quedas muito acentuadas nos primeiros meses de 2018.
  • Chegamos ao patamar de 21 mil no começo de Fevereiro, depois 40 mil no fim do mesmo mês. Parecia que estávamos novamente caminhando “tothemoon”, mas logo o preço voltou a ceder.
  • O preço seguiu como uma montanha russa nos próximos meses, ficando na faixa entre 20 e 40 mil pelos meses de Abril e Junho.
  • Já a partir de Setembro, entramos em uma fase de calmaria. O preço em dólares se fixou na faixa dos US$ 6.300/6.400. E assim ficamos, travados, por mais de 2 meses.
  • Até que em 14 de Novembro de 2018, a calmaria acabou de forma abrupta: uma queda de mais de 10% em 24h fez com que os mercados se agitassem.
  • A sangria continuou, e nas semanas que se seguiram o preço do Bitcoin acabou se desvalorizando 50%, até chegarmos ao patamar dos 3 mil dólares, que na época correspondia a 12 mil reais.

2019

  • O ano de 2019 começou de forma “calma”. Se por um lado já tínhamos aparentemente deixado o pior para trás, por outro o preço tinha bastante dificuldade em se firmar em um patamar mais alto.
  • As semanas foram passando e, pouco a pouco, o preço subia e parecia que estávamos no início de uma longa caminhada para o topo.
  • Tudo mudou em 2 de Abril de 2019. Mais um dia daqueles que jamais esqueceremos: quase 20% de valorização em 24 horas, o preço saiu dos 4 mil dólares e de uma vez passou dos 5 mil. Daí em diante, começamos um belíssimo rali de alta que nos levou aos 13 mil dólares (que na época eram 50 mil reais).
  • Desse ponto em diante (os 13 mil dólares foram alcançados em Junho), o Bitcoin passou a sofrer uma lenta desvalorização.
  • Alguns movimentos nos davam esperanças, mas todas as fortes altas eram rapidamente compensadas por uma forte queda.
  • Diferente do final de 2018, o último trimestre de 2019 não teve nenhum dia específico com uma queda brusca. O movimento foi bem mais gradual.
  • Encerramos o ano na casa dos 7 mil dólares (ou 29 mil reais). Mesmo com todos os altos e baixos, isso já representava uma valorização de 95% no ano.

2020

  • Chegamos finalmente a 2020.
  • Tudo caminhava bem até o fatídico dia 12 de Março: queda geral nos mercados. Caiu a bolsa brasileira, a americana, o Ouro, a prata, o Bitcoin, as Altcoins…
  • O único ativo que não caiu, no Brasil, foi o dólar. Uma disparada rápida levou o preço da moeda americana rapidamente de 4 para quase 6 reais, em patamares nunca antes vistos.
  • Mas, quase tão rápido quando a queda, foi a recuperação do Bitcoin. Em meados de Abril, o preço já se encontrava nos patamares anteriores, e essa rápida recuperação chamou a atenção de investidores pelo mundo
  • Esse comportamento de recuperação rápida também aconteceu com as bolsas, mas o Bitcoin ganhou destaque pela velocidade em que voltou aos patamares pré-covid.
  • No Brasil, esse movimento foi ampliado pelo preço do dólar. Com uma valorização de mais de 40%, saindo do patamar dos 4 reais para os atuais 5,60.
  • Hoje, o Bitcoin segue se valorizando e já acumula uma alta de mais de 70%, mesmo com toda a correção causada pelo Coronavírus. Em reais, a valorização já passa dos 140%!

E o melhor ainda está por vir! Essa ATH em reais é super importante para o mercado Brasileiro, mas ainda não representa um marco histórico para o mercado mundial. Em dólares, a maior cotação já vista no Bitcoin é de 20 mil USD, ou seja, ainda temos um bom “espaço” para crescer!

As expectativas não poderiam ser melhores! Por isso, não perca mais tempo! Cadastre-se agora mesmo na BitcoinTrade e comece a juntar suas frações de Bitcoin! É possível comprar a partir de apenas 25 reais!

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