Petrobras perde uma Vale em valor de mercado no primeiro trimestre

Plataforma de petróleo da Petrobras

SÃO PAULO — As empresas de capital aberto na Bolsa brasileira perderam, juntas, R$ 1,56 trilhão em valor de mercado nos três primeiros meses de 2020, quando o Ibovespa caiu mais de 36%, no pior desempenho trimestral da história.

O levantamento é da empresa de informações financeiras Economatica e aponta que a Petrobras (PETR3 ; PETR4) foi a companhia que teve a maior perda de valor de mercado no período: R$ 223,6 bilhões, mais do que todo o valor da Vale (VALE3), de R$ 221,6 bilhões.

Além de ter sido prejudicada pelo coronavírus, que reduziu a demanda global por petróleo, a Petrobras também sentiu o impacto negativo da derrocada nos preços da commodity com a tensão entre Arábia Saudita e Rússia.

Os bancos, setor com o maior peso dentro do Ibovespa, também estão entre os que mais perderam valor de mercado entre janeiro e março. A perda do Bradesco (BBDC4) foi de R$ 123,1 bilhões, enquanto a do Itaú (ITUB4) chegou a R$ 116,3 bilhões.

Outros três bancos também figuram na lista das maiores perdas de valor de mercado no trimestre: Santander Brasil (SANB11), Banco do Brasil (BBAS3) e BTG (BPAC11). Veja a lista abaixo.

Empresa Valor de mercado em 31/12/19, em R$ bilhões Valor de mercado em 31/03/20, em R$ bilhões Variação, em R$ bilhões
Petrobras 407,219 183,605 -223,614
Bradesco 282,075 158,941 -123,134
Itaú Unibanco 336,277 220,018 -116,259
Ambev 293,678 187,501 -106,177
Santander Brasil 182,954 101,203 -81,752
Banco do Brasil 150,588 79,513 -71,074
Vale 273,337 221,644 -51,693
BTG Pactual 90,530 44,034 -46,496
Itaúsa 118,393 77,173 -41,220
IRB 36,272 9,014 -27,258
BB Seguridade 75,272 49,616 -25,656
Lojas Renner 44,600 26,637 -17,962
BR Distribuidora 35,032 18,069 -16,962
BRF 28,574 12,249 -16,324
Hapvida 47,477 31,503 -15,974
Localiza 35,826 19,874 -15,952
Gerdau 32,326 16,645 -15,681
Sabesp 41,393 26,732 -14,661
CCR 38,340 23,695 -14,645
JBS 68,758 54,207 -14,551

Menores perdas

Do outro lado da lista, a empresa que menos perdeu valor de mercado no período foi a Marfrig (MRFG3): uma redução de R$ 778 milhões.

Companhias do setor de saúde também figuram entre as menores perdas, como a Raia Drogasil (RADL3), Fleury (FLRY3), Hypera (HYPE3) e Qualicorp (QUAL3) — todas com redução de pelo menos R$ 3 bilhões cada uma.

Curiosamente, a lista também conta com a CVC (CVCB3), que viu seu valor de mercado cair R$ 4,8 bilhões no primeiro trimestre do ano. A operadora de turismo foi uma das mais afetadas pela crise do coronavírus, que exigiu medidas de distanciamento social, cancelando voos e viagens no mundo inteiro.

Apesar de a perda de valor de mercado da CVC ter sido pequena em relação às gigantes da Bolsa, como Petrobras, Vale e bancos, a operadora de turismo passou a valer 74,6% menos em três meses — o valor de mercado caiu de R$ 6,46 bilhões para o atual R$ 1,64 bilhão. Veja a lista abaixo.

Empresa Valor de mercado em 31/12/19, em R$ bilhões Valor de mercado em 31/03/20, em R$ bilhões Variação, em R$ bilhões
Marfrig 6,982 6,204 -778
Taesa 10,722 8,977 -1,745
Weg 72,701 70,414 -2,286
Natura 33,475 30,566 -2,909
Klabin 20,098 17,146 -2,952
Bradespar 12,967 9,885 -3,082
Hering 5,529 2,417 -3,112
Raia Drogasil 36,803 33,576 -3,227
Fleury 9,670 6,411 -3,259
Energias BR 13,130 9,846 -3,284
Smiles 4,842 1,533 -3,309
Totvs 12,309 8,901 -3,408
MRV 9,564 5,895 -3,669
Qualicorp 10,443 6,643 -3,800
Ecorodovias 9,071 5,259 -3,812
Iguatemi 9,329 5,511 -3,818
Hypera 22,523 18,042 -4,481
CVC 6,460 1,637 -4,823
Gerdau Metalúrgica 9,802 4,848 -4,954
Equatorial 23,003 17,765 -5,239

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XP Asset reduz participação no capital da Via Varejo

loja casas bahia shopping via varejo

SÃO PAULO – A XP Asset diminuiu a participação da Via Varejo (VVAR3) nos fundos de investimentos geridos por ela, informou a varejista, dona das Casas Bahia e Ponto Frio, em comunicado ao mercado na noite da última terça-feira (31).

A informação pública mais recente, de 13 de março, apontava para uma participação de 5,4% da gestora no capital da companhia, que foi reduzida para 2,9%.

De acordo com a XP Asset, a movimentação das ações não tem o propósito de alterar a composição do controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia.

Nesta sessão, os papéis VVAR3 caíam 12,12%, a R$ 4,64, às 13h48 (horário de Brasília). No ano, a baixa acumulada é de 58%.

João Braga, sócio-gestor da XP Asset, afirmou pelo Twitter que, no momento, não faz sentido concentrar a carteira como há dois meses, “quando era difícil encontrar ativos baratos na Bolsa”.

E completou: “A posição era muito grande, muito maior que as outras”, destacando que a XP Asset continua gostando do papel.

Ao InfoMoney, Braga destacou ainda que segue confiante na nova gestão da varejista, ressaltando que reduziu recentemente a participação na Qualicorp (QUAL3) também de modo a diminuir a concentração da carteira.

Apontando gestão de portfólio, Braga ainda afirmou que a XP Asset comprou ações de empresas com receitas dolarizadas e que sofreram muito, como Vale (VALE3) e Suzano (SUZB3). “E várias outras que caíram muito”, completou.

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Equador cancela venda de petróleo em meio a colapso dos preços

(Bloomberg) — A Petroecuador é mais uma petroleira da América Latina a cancelar uma venda de petróleo quando a pandemia de coronavírus esmaga a demanda global por energia.

A estatal cancelou uma venda de 2,88 milhões de barris do petróleo Oriente nesta semana, depois de receber ofertas decepcionantes, disse o porta-voz Vladimir Cabezas.

“As ofertas não eram o que esperávamos”, disse. É a primeira vez que a Petroecuador não completa uma oferta de petróleo desde que a empresa retomou as vendas em 2017, depois de uma pausa de cinco anos. A colombiana Ecopetrol também cancelou uma licitação do tipo Vasconia no início deste mês.

O cancelamento das vendas é mais uma consequência da demanda fraca e excesso de oferta. Enquanto refinarias globais reduzem o consumo de combustível, os maiores produtores do mundo bombeiam milhões de barris em uma guerra por participação de mercado. Nesse cenário, o petróleo tipo Brent, usado como referência global, registrou o pior trimestre da história.

O Equador, que deixou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo em janeiro para poder bombear e vender petróleo sem limites, tem usado vendas à vista como indicadores dos preços de mercado. Grande parte do petróleo equatoriano está comprometido até 2024 para pagar empréstimos garantidos por petróleo com petroleiras chinesas e com a PTT da Tailândia. O Equador renegociou termos com bancos para poder oferecer mais petróleo no mercado à vista.

A última venda da Petroecuador de petróleo Oriente, um grau pesado exportado principalmente para refinarias da costa oeste dos EUA, foi para a Phillips 66 com um desconto de US$ 2,78 o barril em relação ao WTI. Na época, o WTI era negociado na casa dos US$ 50. Hoje, o petróleo está cotado em cerca de US$ 20.

A estatal Petroamazonas, que atua na área de produção e exploração, pode dar lucro com o WTI acima de US$ 18 o barril.Em 2019, as exportações de petróleo do Equador subiram pela primeira vez em cinco anos, para 404.269 barris por dia, de acordo com relatórios de embarques e dados do governo compilados pela Bloomberg.

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Por que o ouro pode ser seu melhor investimento, mas não para aplicar dinheiro agora

ouro

Em meio ao surto do coronavírus, os investidores estão se deparando com um momento de pânico nos mercados.

Foram seis circuit breakers em oito pregões – algo inédito na história da bolsa brasileira.

Dada a situação, os investidores estão buscando formas de se blindar na tentativa de mitigar as perdas.

Nesse cenário, o ouro aparece como uma das formas mais populares de fazer o hedge, transação que visa proteger o investidor de prejuízos.

Ouro

O metal precioso é um ativo negociado mundialmente e é tido como uma opção muito segura de diversificação.

Ele é um recurso natural finito e sua escassez não tem como ser compensada, por isso, seu valor não está sujeito a intervenções econômicas e estratégicas o que torna sua cotação é mais estável.

Assim, na prática, o investidor que aplica em ouro não busca uma valorização rápida, mas uma estabilidade do valor investido e um potencial de valorização no longo prazo.

No acumulado dos últimos 12 meses, o ouro tem alta de quase 17% – algo bastante significativo no mercado financeiro atualmente.

Precificação de catástrofe

Mas por que o investidor precisa ficar atento ao aplicar em ouro durante essa crise que o país enfrenta?

Lucas Collazo, analista de fundos e estrategista de alocação da Rico Investimentos, explica que o ouro não é uma boa opção para o investidor agora.

“O ouro foi uma ótima oportunidade, mas como toda proteção de carteira funciona como um seguro de carro. Não adianta comprar depois de bater o veículo. É isso que aconteceu com o ouro, já foi o timing. O investidor tinha que ter comprado antes da crise estourar”, afirma.

Segundo ele, considerando a situação do mercado, o valuation do ouro “precifica catástrofe” e não é uma boa hora para apostar nele.

Mesmo com o ouro, que é considerado um ótimo ativo para hedge, se o investidor não vender na hora certa pode sair no prejuízo.

“Deixa de ter o porto seguro e passa a ter uma commodity. Por isso, ao diversificar o investidor precisa tomar cuidado com os ativos que vai adquirir, ainda mais nesse momento que não sabemos o que vai acontecer”, explica Collazo.

Outro ponto muito importante neste momento é a correlação de ativos que o investidor tem na carteira.

Correlação de ativos

Nesse sentido, vale explicar relação entre ouro e o Treasury Americano, uma espécie de Tesouro Direto dos EUA. “O tesouro americano e o ouro tem geralmente uma correlação negativa um com o outro.

Quando a curva de juros futuros baixa o ouro se valoriza, e quando sobe ele deprecia – sempre de acordo com a expectativa do mercado.

Neste momento, o tesouro americano está pagando juros baixos porque a demanda foi muito alta dado o pânico no mercado e o ouro fica caro. Não é o momento de comprar”, explica.

Ainda, Collazo ressalta a crise de liquidez que estamos vivendo e o impacto na correlação de ativos nesse momento.

“Nos circuit breakers da bolsa americana o treasury e ouro apresentaram quedas, mas um efeito lógico era que esses ativos subissem. Isso prova que o mercado está irracional e contradiz o que era esperado”, diz.

“E isso impacta justamente a correlação. Algo que deveria se comportar de maneira X está na verdade se comportando de maneira y por conta de uma situação de liquidez que deixa as coisas imprevisíveis e irracionais dado a pandemia. Comprar ouro como proteção agora pode ser um risco, já que o ativo não está se comportando da maneira esperada. Além disso, é ativo difícil: não paga dividendo, não paga juros, não tem fluxo de caixa é muito complicado achar um valor justo para ele”, explica.

Índice do medo

O Vix, conhecido como índice do medo, mede as expectativas dos investidores, para os próximos 30 dias, sobre as ações que compõem o S&P, índice que concentra as empresas listadas mais relevantes dos Estados Unidos.

Nas últimas semanas, o índice teve alta valorização comprovando a incerteza dos investidores para o momento.

Ou seja, não quer dizer que não vale a pena investir em ouro, pelo contrário, o ativo já ofereceu boas oportunidades, mas o contexto global não é favorável.

Por fim, Collazo explica que o ideal neste momento o investidor que pensa no médio longo prazo e não precisa de dinheiro imediatamente deve fazer administração de caixa.

“Um ditado famoso no mercado financeiro é ‘cash is king’, quem tem caixa consegue se proteger mais no fim do dia. Pode eventualmente comprar ativo que está barato”, diz.

Mas fica o alerta do especialista para quem tem caixa também no sentido de correlação de ativos.

“Ao comprar posições para cobrir outras pode correr o risco de trocar os pés pelas mãos e perder dinheiro nas duas pontas, porque os ativos não estão se comportando de forma padrão devido ao cenário”.

Mas se o investidor não tem caixa, a recomendação é aguardar.

“É estatisticamente comprovado que se a pessoa vender as ações na baixa, no médio e longo prazo pode ter prejuízo. Tenha paciência”, diz.

Então, o que fazer?

Em resumo, para Collazo o cenário sobre o ouro pode ser analisado assim.

“O curto prazo, com o VIX em alta de 70/80% é impossível de acertar. Agora é fazer uma boa gestão de caixa, não vender bons ativos em baixa (caso os fundamentos não tenham mudado) e ter paciência. Se for alocar algum recurso, invista naquilo que é para longo prazo e que você tenha estômago para aguentar eventuais quedas e lembre que antes de melhorar pode piorar mais”, conclui.

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Disclaimer: CONTEÚDO PATROCINADO. Este material foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”), e tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como sendo material promocional, solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas. As informações contidas neste relatório foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A Rico não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Este relatório também não tem a intenção de ser uma relação completa ou resumida dos mercados ou desdobramentos nele abordados. Os instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Este material não leva em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de qualquer investidor. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. A Rico não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. RENTABILIDADE PASSADA NÃO É GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. A Rico se coloca à disposição para clientes que desejam obter informações, tirar dúvidas ou fazer reclamações por meio de seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). O contato do SAC é o telefone 0800 774 0402. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. Para maiores informações sobre produtos, tabelas de custos operacionais e política de cobrança, favor acessar o nosso site: http://www.rico.com.vc.

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Ações da Petrobras passam a subir após conversas entre Arábia Saudita e Rússia; Azul e Gol caem mais de 10%

Plataforma Petrobras

SÃO PAULO – A sessão desta quarta-feira (1), primeiro pregão do segundo trimestre do ano, segue sendo de aversão ao risco no mercado, com o alerta de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em meio à previsão de ao menos 100 mil mortes por coronavírus no país  ofuscando dados melhores do que o esperado tanto do mercado de trabalho americano em março quanto da produção industrial de fevereiro no Brasil.

Após registrarem algumas das maiores quedas do Ibovespa em março e no primeiro trimestre, a Azul (AZUL), a Gol (GOLL4) e a CVC (CVCB3) seguem em forte baixa, superior a 10% (veja mais clicando aqui), em meio à forte queda das operações por conta das restrições às viagens pelo coronavírus. Vale ressaltar que a CVC teve a recomendação reduzida pelo Bradesco BBI. Via Varejo (VVAR3), também bastante afetada dentro do varejo e com baixa de 61% apenas em março, vê suas ações caírem mais de 10% na sessão.

A Petrobras (PETR3;PETR4), por sua vez, começou a sessão com forte queda, mas amenizou as perdas ao longo do dia e passou a registrar ganhos superiores a 1%.

O presidente Donald Trump disse que a Rússia e a Arábia Saudita estão discutindo como acabar com a guerra de preços do petróleo que minou os mercados globais e levou os produtores americanos à beira da falência. Trump conversou com o presidente russo Vladimir Putin na segunda-feira por telefone e a guerra de preços no setor de petróleo foi discutida, segundo a Bloomberg. A disputa, iniciada no mês passado, levou os preços do petróleo ao menor nível em 18 anos.

Confira os destaques:

Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4)

O UBS elevou a recomendação para as ações do Itaú para compra, avaliando que as ações estão baratas mesmo considerando o atual cenário de maior aversão ao risco com o coronavírus. O preço-alvo, por sua vez, foi cortado de R$ 38 para R$ 27.

O Bradesco segue sendo o top pick do setor para os analistas do banco suíço, com o preço-alvo sendo cortado de R$ 45 para R$ 30.  “O Bradesco deve ser afetado negativamente por uma exposição acima da média ao segmento de pequenas e médias empresas e também por ter alguma exposição ao segmento de seguro de saúde. Mas, por outro lado, tem taxa de serviço mais resiliente que seus pares (menos asset management e banco de investimentos) e possui uma taxa de cobertura de inadimplência muito mais forte, que deve compensar parte da deterioração da qualidade dos ativos”, avaliam.

A expectativa do UBS é para uma queda do lucro por ação do setor de 13% em 2020.

Lojas Americanas (LAME4) e CVC (CVCB3)

A Lojas Americanas teve a recomendação elevada pelo Bradesco BBI de neutra para outperform. O preço-alvo de R$ 24 implica potencial de alta de 33% em relação ao último fechamento.

“Achamos que a Americanas será uma vencedora relativa a curto prazo, pois mantém um grande número de suas lojas abertas, com um foco maior em itens de higiene, limpeza e alimentação”, avalia o analista Richard Cathcart.

Já a CVC Brasil teve a recomendação reduzida de outperform para neutra. O preço-alvo de R$ 15 implica potencial de alta de 35% em relação ao último fechamento.

“Esperamos que o segmento de viagens seja o mais atingido pela crise atual e provavelmente será a categoria que mais demorará a se recuperar. A CVC possui ativos atraentes, como marca, rede de distribuição e escala, mas os próximos meses serão muito desafiadores, por isso, preferimos adotar uma posição de ‘esperar para ver’”, destaca Cathcart.

Moura Dubeux (MDNE3)

O Itaú BBA iniciou a cobertura da Moura Dubeux com uma recomendação outperform (desempenho acima da média) e preço-alvo de R$ 14,10 por ação.

“Acreditamos que o desempenho inferior da ação desde IPO parece injustificado neste momento, dadas as perspectivas de ganhos e sua desalavancagem”, avaliam os analistas do banco.

Notre Dame (GNDI3)

O UBS elevou a cobertura para as ações do Notre Dame para compra, com preço-alvo de R$ 57, dado o seu histórico de crescimento orgânico e através de aquisições.

BRF (BRFS3)

A BRF contratou, entre 25 e 31 de março, linhas de financiamento junto a instituições financeiras no
Brasil, no montante agregado de, aproximadamente, R$ 1,4 bilhão e prazo de um ano, a companhia disse em comunicado.

“A iniciativa visa reforçar, preventivamente, o seu nível de liquidez durante esse período de grande volatilidade. A companhia continua atuando em consonância com sua estratégia de sustentação de liquidez e disciplina financeira para enfrentar as incertezas trazidas pela epidemia de Covid-19”, destacou.

A BRF informou ainda que a linha de crédito rotativo (revolving credit facility) de até R$ 1,5 bilhão com prazo de até 3 anos, contratada junto ao Banco do Brasil em dezembro de 2019, ainda não foi desembolsada.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras lançou a oferta de oportunidade (teaser) para a venda dos 10% restantes que possui de participação na NTS – Nova Transportadora do Sudeste. A NTS opera mais de dois mil quilômetros de gasodutos nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A empresa faz a ligação entre o gasoduto Bolívia-Brasil e várias distribuidoras regionais, como a TAG – Transportadora Associada de Gás – que transporta o gás natural do Rio para o Nordeste. Além disto, a área da NTS responde por mais de 50% do consumo de gás natural do país. Em 2017, a Petrobras vendeu 90% da empresa para o Nova Infraestrutura Fundo de Investimento e Participações, da Brookfield Brasil.

Em outro comunicado divulgado na noite de ontem, a Petrobras informou que iniciou a fase vinculante para a venda dos campos de gás natural de Lagosta e Merluza, na Bacia de Santos. Segundo a estatal, os interessados em avançar no processo receberão carta-convite.

A Petrobras informou também que, devido à crise nos preços do petróleo, reduzirá a sua produção em 200 mil barris diários a partir de hoje. A medida foi anunciada no final do mês passado mas detalhada hoje. Segundo a petrolífera estatal, os campos que terão a produção cortada ainda serão definidos, por critérios que serão continuamente atualizados após os cortes.

“A companhia também está ajustando o processamento em suas refinarias, em linha com a demanda por combustíveis”, comunicou a Petrobras.

O plano da empresa é cortar em US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,3 bilhões) os gastos operacionais durante 2020. Entre essas medidas, a empresa detalhou um corte de 10% a 30% na remuneração mensal dos funcionários que têm função gratificada, como gerente e coordenadores; mudança temporária de turnos para cerca de 3,2 mil funcionários; e redução temporária da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias de 21 mil funcionários.

O Itaú BBA comentou as medidas adicionais anunciadas hoje pela Petrobras para cortar a produção de petróleo e os custos, por causa da crise no mercado. Na avaliação do BBA, o único fator determinante na recuperação do valor das ações da petrolífera será a recuperação dos preços do petróleo. “Na nossa visão, o principal – e provavelmente o único – gatilho para a Petrobras será o preço do petróleo. Os preços das ações da empresa continuarão a ser dependentes dos preços do petróleo, que atualmente permanecem muito baixos devido tanto a um excesso de oferta como contração da demanda”, avalia o BBA.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora propôs adiar o prazo do pagamento dos juros sobre capital próprio já declarados até 30 de dezembro de 2020; a proposta faz parte das medidas preventivas que buscam preservar
caixa, disse em comunicado. O prazo inicial de pagamento do JCP era até 30 de junho.

A companhia vai propor declaração de dividendos no valor de R$ 49,9 milhões até 30 de dezembro, de forma a atender ao dividendo mínimo obrigatório e reter temporariamente o valor de R$ 534 milhões originalmente previsto como dividendo adicional do exercício de 2019. A proposta será levada para análise dos acionistas em assembleia.

A companhia convocou acionistas para assembleia em 30 de abril, mas diz que está avaliando as melhores condições e uso de tecnologia e data pode ser alterada.

Vale (VALE3)

A Vale organizou reuniões com analistas. Segundo relatos dos participantes do Credit Suisse, a mineradora enfatizou que está bem preparada para enfrentar a crise provocada pela epidemia do coronavírus ao redor do mundo. “

A Vale mostrou que os impactos operacionais ainda são muito limitados. A empresa parece acreditar que os maiores riscos estejam em uma segunda onda de Covid-19 na China ou uma parada forçada no Brasil em função de algum decreto do governo”, comentaram analistas do CS. Os próprios analistas destacam, contudo, que esses riscos no momento estão afastados, já que o governo determinou que a mineração é atividade econômica essencial. Apesar da China representar 70% das compras mundiais de minério de ferro, a Vale está mais preocupada no momento com a Europa, onde uma fraqueza na demanda pode direcionar o minério para a China. “Continuamos com a nossa perspectiva positiva para a Vale”, avaliou o CS.

Nova prévia

A B3 divulgou nesta quarta-feira (1) a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa com base no pregão de 31 de março para o período de maio a agosto de 2020.

Nenhuma ação foi excluída, enquanto três ações entraram na carteira: CPFL Energia (CPFE3), Energisa (ENGI11) e Minerva (BEEF3).

Caso essas entradas se confirmarem nas próximas prévias da carteira, o benchmark da Bolsa brasileira passará a ter 76 ações.

As maiores participações são de Vale (VALE3:10,836%), Itaú Unibanco (ITUB4:8,327%), Petrobras (PETR3:3,177%;PETR4:4,816%) e Bradesco (BBDC3:1,632%;BBDC4:6,127%).

Helbor (HBOR3)

A construtora e incorporadora imobiliária Helbor publicou balanço do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro na noite de ontem. A Helbor registrou um prejuízo de R$ 27 milhões no quarto trimestre do ano passado, ainda assim um resultado melhor que em igual período de 2018, quando o prejuízo foi de R$ 45,5 milhões.

No resultado consolidado de 2019, a Helbor também teve prejuízo, de R$ 104,2 milhões. Houve também uma redução em relação ao prejuízo de R$ 340,9 milhões de 2018. Já o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 6,8% no quarto trimestre de 2019, para R$ 35,4 milhões. No consolidado de 2019, o Ebitda da Helbor foi de R$ 183,3 milhões. O resultado foi importante para a empresa, porque em 2018 o Ebitda da Helbor foi negativo em R$ 190 milhões. Outro dado importante do balanço é que a Helbor conseguiu reduzir sua despesa financeira em 92% entre 2018 e 2019, para R$ 3,6 milhões no quarto trimestre do ano passado.

A empresa fez um aumento de capital bem sucedido de R$ 560 milhões em 2019, o que lhe deu fôlego e caixa para começar 2020 mais estruturada.

O número de distratos recuou 70% em 2019, mas esta é uma tendência que foi observada também em outras empresas do ramo no ano passado. A receita líquida da Helbor avançou 14,4% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 449,8 milhões. No fechamento de 2019 a receita líquida cresceu 103% sobre 2018 para R$ 1,2 bilhão.

O Itaú BBA avaliou como neutro o balanço da construtora e incorporadora imobiliária Helbor. Segundo o BBA, a empresa apresentou faturamento e resultado financeiro mais fortes no quarto trimestre de 2019 e no ano passado inteiro, mas esses fatores positivos foram prejudicados por margens menores. O BBA avalia que isso ocorreu porque a Helbor vendeu parte dos seus imóveis comerciais prontos para um fundo de investimentos.

“A geração de caixa foi novamente positiva, desalavancando a Helbor. Mesmo com a venda de ativos nos imóveis comerciais, a margem bruta ficou em decentes 28%”, comentou. O banco manteve a nota Outperform (acima da média) para o papel HBOR3, com preço-alvo de R$ 4,84 na ação em 2020, valorização de 139,4% sobre o preço de ontem na B3.

Tegma (TGMA3)

A Tegma Gestão Logística publicou balanço do terceiro trimestre de 2019 e consolidado do ano passado. A empresa, especializada no transporte de veículos, obteve um lucro líquido não recorrente de R$ 91,4 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma expansão de 193% sobre igual período de 2018. No terceiro trimestre do ano passado, a Tegma recebeu um crédito fiscal de R$ 55,3 milhões de restituição do PIS e da Cofins.

Desconsiderando o crédito, o lucro líquido recorrente teria sido de R$ 36,9 milhões, mesmo assim, um avanço de 18,8% sobre igual período de 2018. No consolidado de 2019, o lucro líquido da Tegma foi de R$ 150,5 milhões, uma expansão de 105% sobre 2018. A receita líquida da transportadora avançou 2,9% sobre o terceiro trimestre do ano anterior, para R$ R$ 340 milhões no terceiro trimestre de 2019

. No fechamento de 2019, houve incremento de 9,3% na receita líquida, para R$ 969 milhões. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 55,4 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma queda de 4,1% sobre igual período de 2018.

O Ebitda consolidado de 2019, contudo, avançou 15,5% para R$ 152,9 milhões. Em quantidade de veículos transportados, a Tegma movimentou 204,5 mil unidades no terceiro trimestre de 2019, uma queda de 1,1% sobre igual período de 2018. No fechamento de 2019, contudo, a empresa transportou 592 mil automóveis e comerciais leves, uma leve expansão de 2,5% sobre 2018.

Vulcabras (VULC3)

A Vulcabras Azaleia informou ao mercado que concluiu a venda da sua subsidiária Vulcabras Azaleia Sergipe, para a Dok, uma empresa local, por R$ 41 milhões. A transação inclui todos os ativos e passivos da empresa na sociedade.

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Ibovespa segue bolsas americanas e cai com aumento nos casos globais de coronavírus; dólar sobe a R$ 5,24

ações bolsa gráfico índices mercado queda baixa

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em forte queda nesta quarta-feira (1), na primeira sessão do segundo trimestre, com o aumento no número de casos de coronavírus no mundo sobrepujando qualquer outro driver possível para a sessão. O número de pessoas atingidas pela doença ultrapassou 861 mil, com mais de 42,3 mil mortes. As bolsas americanas também caem.

Hoje, o Relatório de Emprego ADP do setor privado dos Estados Unidos mostrou que em março foram eliminados 27 mil postos de trabalho, melhor que o esperado de acordo com a mediana das expectativas dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para a destruição de 150 mil vagas. Em fevereiro haviam sido criados 183 mil empregos no setor privado da maior economia do mundo.

Ontem, o índice Dow Jones fechou o seu pior março desde 2008 e o presidente americano Donald Trump advertiu que os EUA terão “duas, três semanas muito duras, um inferno” pela frente, o que afeta os mercados nesta sessão. A Casa Branca disse que os EUA poderão ter entre 100 mil e 240 mil mortes pelo coronavírus.

Às 12h32 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava perdas de 3,28%, aos 70.619 pontos. Já o dólar comercial sobe 0,89% a R$ 5,2389 na compra e a R$ 5,241 na venda. O dólar futuro para maio tem alta de 0,62% a R$ 5,249.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 recua quatro pontos-base a 4,07%, DI para janeiro de 2023 registra ganhos de um ponto-base a 5,42% e DI para janeiro de 2025 avança sete pontos-base a 6,92%

Por aqui, a produção industrial surpreendeu e cresceu 0,5% na comparação mensal em fevereiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acima da expectativa dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para uma retração de 0,4%. Na medição anterior houve avanço de 0,9% na produção industrial. Já na comparação com fevereiro de 2019, houve uma queda de 0,4%.

Na política, o presidente Jair Bolsonaro moderou o discurso na TV, mas sofreu outro forte panelaço da população.

Indicadores

Na China, o Índice Gerentes de Compras (PMI) da manufatura da Markit-Caixin confirmou que em março a indústria se recuperou, com leitura em 50,1 pontos, acima da projeção feita pela Reuters, de 45.5 pontos. Em fevereiro, o PMI da Markit-Caixin despencou a 40 pontos. Os dados confirmam o PMI do governo chinês divulgado terça-feira, com 52 pontos em março, bem acima dos 38 pontos de fevereiro.

No mercado de commodities, o petróleo cede e WTI toca em US$ 20 na mínima após Aramco, da Arábia Saudita, elevar produção acima de 12 milhões de barris por dia, enquanto a Rússia diz que não vai ampliar sua produção; metais caem em Londres e minério de ferro recua na Ásia.

Pronunciamento de Bolsonaro

Em meio ao crescente isolamento, Jair Bolsonaro moderou o tom sobre o coronavírus em novo pronunciamento feito na noite de terça-feira (31). O presidente classificou a crise do novo coronavírus como o “maior desafio da nossa geração”

Em seu quarto discurso desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil, Bolsonaro trocou as provocações por uma lista de medidas do governo na saúde e na economia. “Temos uma missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos”, afirmou. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o presidente tem demonstrado fragilidade emocional durante a crise e chorou pelo menos uma vez no Palácio do Planalto.

Durante o pronunciamento, houve forte panelaço da população em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal contra o mandatário, que segundo o jornal O Globo, desagradou a ministros ao dar uma sala perto do seu gabinete, no Palácio do Planalto, para o filho Carlos.

Além disso, horas depois do discurso moderando o tom, Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar os governadores pelas redes sociais nesta quarta, mais uma vez questionando as medidas de isolamento social.

Os casos confirmados de coronavírus dispararam de 4.579 a 5.717, com aumento diário de 1.138 – o maior saldo visto em apenas um dia desde o início do surto no Brasil. O número de mortes no país subiu de 159 para 201, segundo dados do Ministério da Saúde da última terça-feira.

Novas medidas

O Plenário do Senado deve votar nesta quarta-feira o projeto de lei da Renda Básica de Cidadania Emergencial (PL 873/2020), que garante até R$ 1.500 para famílias de baixa renda durante a pandemia do novo coronavírus.

A versão final do texto também vai promover mudanças no auxílio emergencial para trabalhadores informais, aprovado pelo Senado na segunda-feira (30), acrescentando outros cidadãos que poderão recebê-lo.

A Renda Básica, proposta pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), será acionada em todos os períodos de epidemias e pandemias. Ela consistirá em auxílio de R$ 300 por pessoa, durante seis meses, para beneficiários do Bolsa Família e para cidadãos inscritos no Cadastro Único com renda familiar per capita inferior a três salários mínimos. Os valores poderão ser acumulados por uma mesma família até o valor de R$ 1.500, e a vigência dos pagamentos poderá ser prorrogada enquanto durar a pandemia.

Noticiário corporativo

A Petrobras lançou a oferta de oportunidade (teaser) para a venda dos 10% restantes que possui de participação na NTS – Nova Transportadora do Sudeste. A NTS opera mais de dois mil quilômetros de gasodutos nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A Vulcabrás anunciou ontem que concluiu a venda da sua operação no estado de Sergipe por R$ 41 milhões. Já a Tegma teve um lucro líquido de R$ 43,4 milhões, 24,3% o quarto trimestre de 2019 na comparação com igual período do ano anterior.

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(Com Agência Senado, Bloomberg e Agência Estado)

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Petrobras reduz produção e posterga parte de salários de gerentes

plataforma de petróleo da Petrobras

A Petrobras (PETR3;PETR4) anuncia novo corte de produção, além do já anunciado em 26 de março, de 100 mil barris diários. A companhia anuncia que a partir desta quarta-feira, 1º de abril, o corte será de 200 mil barris diários, incluindo o anterior.

Em nota, a Petrobras justifica a redução diante da “contração da demanda por petróleo e combustíveis”. A duração não está definida e para a definição dos campos que terão sua produção diminuída a empresa diz que levará em consideração condições mercadológicas e operacionais.

Outras medidas são postergação de desembolso de caixa e redução de custos.

Já havia sido anunciado corte de US$ 2 bilhões de gastos operacionais em 2020, sendo uma das ações poupar cerca de R$ 700 milhões em despesas com pessoal, com a postergação do pagamento, entre 10% a 30%, de empregados com função gratificada (gerentes, coordenadores, consultores e supervisores); mudança temporária de regimes de turno e de sobreaviso para regime administrativo de cerca de 3,2 mil empregados; e redução temporária da jornada de trabalho, de 8 horas para 6 horas, de 21 mil empregados.

Para a Transpetro também há um plano de resiliência, visando reduzir a estrutura de custos, “tanto de gastos operacionais quanto de investimentos, postergando ou otimizando desembolsos”, no valor de R$ 507 milhões em 2020, conforme o fato relevante.

Por fim, a companhia diz que “segue monitorando o mercado e, em caso de necessidade, realizará novos ajustes, sempre garantindo as condições de segurança para as pessoas, operações e processos”.

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A principal lição da crise até aqui, segundo Florian Bartunek

SÃO PAULO – Enquanto o coronavírus se espalhava pelo globo no início do ano, Bolsas do mundo todo renovavam suas máximas históricas. De um dia para o outro, como se tivessem tomado um beliscão — o famoso choque de realidade —, os mercados despencaram de forma abrupta.

Afinal, economistas, analistas, gestores e investidores erraram ao não antecipar o estrago que estava diante deles?

“Eu me pergunto isso. Será que eu não vi? O mercado foi reagindo conforme as coisas foram piorando, e não se antecipou a isso”, afirma Florian Bartunek, gestor da Constellation Capital, uma das mais renomadas gestoras do país.

Ele foi o segundo convidado da série especial Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise. Para assistir agora, basta clicar aqui. São 6 lives especiais e 100% gratuitas com os maiores especialistas em ações do país.

Para Bartunek, há uma série de fatores que ajudam a explicar o comportamento errático do mercado nessa crise, quando comparada a quedas anteriores. O primeiro é a taxa de juros em mínimas históricas, que parecia não deixar escapatória ao investidor.

“Se eu saio da Bolsa agora, vou para o juro zero ou juro negativo, enquanto minha inflação é um pouco mais alta que 3% ou 4% ao ano”.

O segundo ponto foi a distância entre o foco inicial de proliferação do vírus e o dia-a-dia da maioria das pessoas. “Tinha muitos sinais e muitos ruídos, a própria ideia de que o vírus não sobreviveria ao calor”, lembra. “As pessoas acharam que no Brasil seria diferente.”

O terceiro fator foi o otimismo do investidor com a boa fase das empresas brasileiras. “Eu acho que as empresas listadas, em geral, estavam começando a ir melhor. As coisas estavam acontecendo, tinha IPOs, fluxo para a Bolsa e todo aquele potencial. Ainda não estava muito claro qual seria o efeito [do vírus] nessas companhias”.

Para Bartunek, a velocidade com que os mercados caíram — com seguidos circuit breakers — também impediu os investidores de tomarem decisões sobre a venda de seus ativos. “Em 2008, você teve mais oportunidades de vender ao longo do tempo, porque a bolsa caía, subia um pouco. Dessa vez foi muito violento”, compara.

Por se tratar, segundo o gestor, de uma crise “com início, meio e fim”, muitas pessoas seguraram seus papéis, com medo de vender na baixa. “Alguns gestores até reabriram os fundos, mais animados com as oportunidades”, destaca. “Se as empresas boas vão sobreviver, então você não vai querer vender uma empresa boa por um terço do seu valuation.

A principal lição da crise até aqui

Para Bartunek, contudo, de nada adianta dizer que as empresas estão baratas se o perfil de risco e a carteira do investidor não comportarem novas quedas. E essa, segundo ele, é a principal lição da crise até aqui. Maior inclusive, do que a ineficiência do mercado em antecipar o tamanho da crise que se aproximava.

“Só o futuro irá dizer quem vendeu ou comprou no melhor momento. A questão aqui é a composição do portfólio prévio. Se você entrou em qualquer um desses momentos com um portfólio alavancado, desbalanceado, com peso em ações maior que deveria, esse foi o problema”, argumenta. “A lição dessa crise não é ‘poxa eu não vi, eu não adivinhei’, mas sim eu ‘entrei nessa crise com portfólio errado’”.

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A ilha do Ibovespa

Bartunek acredita que as empresas brasileiras sofrerão de forma muito distintas os impactos da crise. “A gente vive em uma ilha”, diz ele sobre as empresas que compõem o Ibovespa. “Esse é um grupo mais resiliente, mas ele é um percentual do resto do Brasil. A imensa maioria das empresas do país vai sofrer muito”.

Para o gestor, o investidor de Bolsa pode ter certa tranquilidade sobre a sobrevivência das empresas mais líquidas, desde que não esteja posicionado em nenhuma “aventura”. “Eu não estou preocupado com a Renner e essas companhias, mas estou preocupado com pessoas que sempre tiveram aqui pra me ajudar, meu barbeiro, o taxista que me leva ao aeroporto e o restaurante que vou almoçar.”

Barato ou caro?

Sobre o preço da Bolsa atualmente, Bartunek divide os ativos em dois grupos. “Eu não tenho a menor ideia se as empresas mais frágeis são baratas ou caras. Podem estar caras, porque se não sobreviverem vão estar caras independentemente de seu preço”, afirma.

“Mas das empresas boas, e a gente sabe, grosso modo, quais são, a gente tem um valuation que se teletransportar para daqui a um ano, vai potencialmente ganhar dinheiro.”

Ele adverte que, apesar dos preços atraentes, existe uma probabilidade de que a Bolsa volte a cair. “Se você não aguentar a nova queda, eu reduziria a posição hoje. Precisa estar em um ponto em que você esteja confortável.”

Ações atraentes

“Eu chato dizer quais são as [empresas] boas, porque eu não tenho melhor amigo, eu tenho vários melhores amigos”, brinca o gestor, antes de disparar uma extensa lista de ações que considera boas oportunidades para o momento.

Você pode ver a lista completa delas na videoaula gratuita do gestor. Para isso, basta clicar aqui.

Abre ou não abre

O analista Thiago Salomão perguntou a Bartunek de a Constellation pretende seguir o exemplo de outras casas que voltaram a captar recursos nas últimas semanas – caso da Dynamo, Atmus e BR Capital.

Embora ressalte que tudo pode mudar a qualquer momento, a posição da gestora hoje é a de manter o fundo fechado. “A gente não está no negócio de sermos os maiores, mas queremos estar entre os melhores no longo prazo”, afirma.

Bartunek acredita que o investidor de varejo leva vantagem em relação ao investidor institucional em cenários como o atual. “O investidor pessoa física consegue ter mais flexibilidade se necessário”. E aconselha: “Se você quiser fazer uma carteira de ações hoje, vá nas que você gosta enquanto cliente. Aquelas que você achava que estavam caras”.

Impressora de dinheiro x Inflação

O sócio da Constellation rejeita a hipótese de que a política monetária expansionista das maiores economias do mundo possam gerar uma pressão nos preços. “Você vai ter demanda fraca por muito tempo ainda, então não vejo inflação sendo um problema no curto prazo.”

A conta da crise, contudo, deve ser paga de alguma forma por todos, diz Bartunek. “Algumas pessoas vão pagar mais porque perderam emprego, espero que poucas”, ressalta.

“Para os outros, vai ter dólar mais alto, inflação, ou eventualmente algum aumento de carga tributária. Para todos nós irá cair a fixa de que a gente empobreceu um pouco.”

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Customer Experience: como a Monte Bravo fideliza seus clientes

Monte Bravo

Mais uma vez a Monte Bravo desponta em relação aos escritórios de investimentos do País.

Buscando se tornar uma referência na qualidade e encantamento de clientes, a empresa criou um projeto de customer experience para oferecer a melhor experiência para seus investidores.

Em meio a turbulência causada no mercado financeiro pelo impacto do coronavírus, toda a equipe de customer experience, assessores, mesa de ações e outras áreas de empresa se uniram em uma força-tarefa com o objetivo de acalmar os clientes.

O resultado não poderia ser melhor, já que a palavra de especialistas foi fundamental para quem estava perdido com informações desencontradas após tantos ‘circuit breakers’.

Conselho de clientes

As ações, no entanto, não se resumem a temas pontuais.

Umas das principais atividades promovidas pelo time de customer experience é o conselho de clientes.

“Convidamos cinco clientes de perfis distintos para eles nos contarem o que acreditam que pode ser melhorado em todo o nosso processo”, explica Kinley Vasconcellos, responsável pelo CX da Monte Bravo.

A ideia é que esses encontros sejam feitos bimestralmente e que os colaboradores recebam feedback dos pontos apresentados.

Pioneirismo

O projeto, idealizado pelos dois sócios-fundadores —  Pier Mattei e Filipe Portella — segue alguns exemplos do que já é feito em empresas de private banking no exterior, mas é pioneiro entre os escritórios de investimentos do País.

A decisão de trabalhar com a experiência do cliente faz parte de toda estratégia de transformação digital que a Monte Bravo está passando.

“CX é um ponto que se integra à transformação digital da empresa. Estamos automatizando e, com isso, tornando mais ágil toda a jornada do nosso cliente”, comenta Vasconcellos.

É por isso que a opinião do investidor que é assessorado pela Monte Bravo é importante.

“Usamos esses insumos para melhorar nossos treinamentos, a experiência interna dos nossos colaboradores e nossos produtos”, complementa.

Dessa maneira, a Monte Bravo, que ganhou quatro vezes como o melhor atendimento de toda rede filiada à XP, busca novamente levar o prêmio para a casa.

Kinley Vasconcellos, responsável pelo CX da Monte Bravo.

Monte Bravo

A Monte Bravo, filiada à XP Investimentos, completa 10 anos em 2020.

Com grupo dedicado, possui R$ 7 bilhões sob custódia e mais de 7 mil clientes.

A empresa possui escritórios em São Paulo, Porto Alegre Rio de Janeiro, Goiânia, Belo Horizonte, Caxias do Sul e Santa Maria, e tem um time composto por mais de 200 profissionais.

Quer ser atendido pelos melhores assessores de investimentos do país? Clique aqui.

 

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Ibovespa Futuro cai mais de 3% com alta dos casos de coronavírus ofuscando indicadores; dólar vai a R$ 5,24

ações bolsa gráfico índice mercado

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quarta-feira (1) com o aumento no número de casos de coronavírus no mundo sobrepujando qualquer outro driver possível para a sessão. O número de pessoas atingidas pela doença ultrapassou 861 mil ao redor do mundo, com mais de 42,3 mil mortes.

Hoje, o Relatório de Emprego ADP do setor privado dos Estados Unidos mostrou que em março foram eliminados 27 mil postos de trabalho, melhor que o esperado de acordo com a mediana das expectativas dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para a destruição de 150 mil vagas. Em fevereiro haviam sido criados 183 mil empregos no setor privado da maior economia do mundo.

Ontem, o índice Dow Jones fechou o seu pior março desde 2008 e o presidente americano Donald Trump advertiu que os EUA terão “duas, três semanas muito duras, um inferno” pela frente, o que afeta os mercados nesta sessão. A Casa Branca disse que os EUA poderão ter entre 100 mil e 240 mil mortes pelo coronavírus.

Às 09h15 (horário de Brasília), o índice futuro registrava perdas de 3,52%, aos 69.415 pontos. Já o dólar comercial sobe 1,02% a R$ 5,2467 na compra e a R$ 5,2474 na venda. O dólar futuro para maio tem alta de 0,74% a R$ 5,254.

Por aqui, a produção industrial surpreendeu e cresceu 0,5% na comparação mensal em fevereiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acima da expectativa dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para uma retração de 0,4%. Na medição anterior houve avanço de 0,9% na produção industrial. Já na comparação com fevereiro de 2019, houve uma queda de 0,4%.

Na política, o presidente Jair Bolsonaro moderou o discurso na TV, mas sofreu outro forte panelaço da população.

Indicadores

Na China, o Índice Gerentes de Compras (PMI) da manufatura da Markit-Caixin confirmou que em março a indústria se recuperou, com leitura em 50,1 pontos, acima da projeção feita pela Reuters, de 45.5 pontos. Em fevereiro, o PMI da Markit-Caixin despencou a 40 pontos. Os dados confirmam o PMI do governo chinês divulgado terça-feira, com 52 pontos em março, bem acima dos 38 pontos de fevereiro.

No mercado de commodities, o petróleo cede e WTI toca em US$ 20 na mínima após Aramco, da Arábia Saudita, elevar produção acima de 12 milhões de barris por dia, enquanto a Rússia diz que não vai ampliar sua produção; metais caem em Londres e minério de ferro recua na Ásia.

Pronunciamento de Bolsonaro

Em meio ao crescente isolamento, Jair Bolsonaro moderou o tom sobre o coronavírus em novo pronunciamento feito na noite de terça-feira (31). O presidente classificou a crise do novo coronavírus como o “maior desafio da nossa geração”

Em seu quarto discurso desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil, Bolsonaro trocou as provocações por uma lista de medidas do governo na saúde e na economia. “Temos uma missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos”, afirmou. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o presidente tem demonstrado fragilidade emocional durante a crise e chorou pelo menos uma vez no Palácio do Planalto.

Durante o pronunciamento, houve forte panelaço da população em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal contra o mandatário, que segundo o jornal O Globo, desagradou a ministros ao dar uma sala perto do seu gabinete, no Palácio do Planalto, para o filho Carlos.

Além disso, horas depois do discurso moderando o tom, Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar os governadores pelas redes sociais nesta quarta, mais uma vez questionando as medidas de isolamento social.

Os casos confirmados de coronavírus dispararam de 4.579 a 5.717, com aumento diário de 1.138 – o maior saldo visto em apenas um dia desde o início do surto no Brasil. O número de mortes no país subiu de 159 para 201, segundo dados do Ministério da Saúde da última terça-feira.

Novas medidas

O Plenário do Senado deve votar nesta quarta-feira o projeto de lei da Renda Básica de Cidadania Emergencial (PL 873/2020), que garante até R$ 1.500 para famílias de baixa renda durante a pandemia do novo coronavírus.

A versão final do texto também vai promover mudanças no auxílio emergencial para trabalhadores informais, aprovado pelo Senado na segunda-feira (30), acrescentando outros cidadãos que poderão recebê-lo.

A Renda Básica, proposta pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), será acionada em todos os períodos de epidemias e pandemias. Ela consistirá em auxílio de R$ 300 por pessoa, durante seis meses, para beneficiários do Bolsa Família e para cidadãos inscritos no Cadastro Único com renda familiar per capita inferior a três salários mínimos. Os valores poderão ser acumulados por uma mesma família até o valor de R$ 1.500, e a vigência dos pagamentos poderá ser prorrogada enquanto durar a pandemia.

Noticiário corporativo

A Petrobras lançou a oferta de oportunidade (teaser) para a venda dos 10% restantes que possui de participação na NTS – Nova Transportadora do Sudeste. A NTS opera mais de dois mil quilômetros de gasodutos nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A Vulcabrás anunciou ontem que concluiu a venda da sua operação no estado de Sergipe por R$ 41 milhões. Já a Tegma teve um lucro líquido de R$ 43,4 milhões, 24,3% o quarto trimestre de 2019 na comparação com igual período do ano anterior.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

(Com Agência Senado, Bloomberg e Agência Estado)

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