B3 divulga primeira prévia da nova carteira do Ibovespa com três inclusões

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SÃO PAULO – A B3 divulgou nesta quarta-feira (1) a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa com base no pregão de 31 de março para o período de maio a agosto de 2020.

Nenhuma ação foi excluída, enquanto três ações entraram na carteira: CPFL Energia (CPFE3), Energisa (ENGI11) e Minerva (BEEF3).

Caso essas entradas se confirmarem nas próximas prévias da carteira, o benchmark da Bolsa brasileira passará a ter 76 ações.

As maiores participações são de Vale (VALE3:10,836%), Itaú Unibanco (ITUB4:8,327%), Petrobras (PETR3:3,177%;PETR4:4,816%) e Bradesco (BBDC3:1,632%;BBDC4:6,127%).

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Acompanhe 2 lives do InfoMoney Orienta, sobre dividendos e crédito privado

SÃO PAULO –  A crise provocada pela pandemia do coronavírus também está mexendo com o mercado de crédito privado.

Para falar sobre isso e também apontar oportunidades de investimentos nesse cenário, o InfoMoney vai entrevistar um dos maiores especialistas do país no tema, Alexandre Muller, sócio responsável pela equipe de gestão dos fundos de crédito da JGP.

A live vai começar às 16h e será transmitida no Youtube. Para acessar e fazer perguntas, basta clicar neste link.

Mais tarde, às 19 horas, o InfoMoney vai entrevistar Jorge Junqueira, sócio da Gauss Capital.

Junqueira vai abordar os impactos da crise sobre a distribuição de dividendos das empresas da Bolsa e também analisar as ações do setor elétrico.

A live será transmitida no Instagram. Aproveite e tire suas dúvidas.

As entrevistas fazem parte da campanha InfoMoney Orienta, lançada para ajudar os investidores a se planejar e cuidar melhor das suas finanças em meio à crise.

Clique aqui e saiba como enviar suas perguntas para que eles sejam respondidas pelos principais especialistas do mercado financeiro.

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BR propõe adiar pagamento de JCP; ação da Americanas é elevada e da CVC é cortada pelo Bradesco BBI e mais destaques

A Petrobras lançou o teaser para vender os 10% restantes que possui na NTS – Nova Transportadora do Sudeste, empresa que controla mais de dois mil quilômetros de gasodutos nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A NTS é a empresa que liga o gasoduto Bolívia-Brasil a outros sistemas de transmissão e distribuição, como a TAG, que transporta o gás natural do Rio até o Nordeste. Já a Vulcabras informou na noite de ontem que vendeu por R$ 41 milhões sua fábrica e subsidiária no Estado de Sergipe para a Dok, uma empresa local.

As recomendações também ganham destaque, com Lojas Americanas sendo elevada e CVC tendo recomendação reduzida pelo Bradesco BBI. Já a Moura Dubeux teve a cobertura iniciada com recomendação outperform pelo Itaú BBA. Também em destaque, a BR Distribuidora propôs adiamento do pagamento de dividendos. Confira os destaques:

Lojas Americanas (LAME4) e CVC (CVCB3)

A Lojas Americanas teve a recomendação elevada pelo Bradesco BBI de neutra para outperform. O preço-alvo de R$ 24 implica potencial de alta de 33% em relação ao último fechamento.

“Achamos que a Americanas será uma vencedora relativa a curto prazo, pois mantém um grande número de suas lojas abertas, com um foco maior em itens de higiene, limpeza e alimentação”, avalia o analista Richard Cathcart.

Já a CVC Brasil teve a recomendação reduzida de outperform para neutra. O preço-alvo de R$ 15 implica potencial de alta de 35% em relação ao último fechamento.

“Esperamos que o segmento de viagens seja o mais atingido pela crise atual e provavelmente será a categoria que mais demorará a se recuperar. A CVC possui ativos atraentes, como marca, rede de distribuição e escala, mas os próximos meses serão muito desafiadores, por isso, preferimos adotar uma posição de ‘esperar para ver’”, destaca Cathcart.

Moura Dubeux (MDNE3)

O Itaú BBA iniciou a cobertura da Moura Dubeux com uma recomendação outperform (desempenho acima da média) e preço-alvo de R$ 14,10 por ação.

“Acreditamos que o desempenho inferior da ação desde IPO parece injustificado neste momento, dadas as perspectivas de ganhos e sua desalavancagem”, avaliam os analistas do banco.

BRF (BRFS3)

A BRF contratou, entre 25 e 31 de março, linhas de financiamento junto a instituições financeiras no
Brasil, no montante agregado de, aproximadamente, R$ 1,4 bilhão e prazo de um ano, a companhia disse em comunicado.

“A iniciativa visa reforçar, preventivamente, o seu nível de liquidez durante esse período de grande volatilidade. A companhia continua atuando em consonância com sua estratégia de sustentação de liquidez e disciplina financeira para enfrentar as incertezas trazidas pela epidemia de Covid-19”, destacou.

A BRF informou ainda que a linha de crédito rotativo (revolving credit facility) de até R$ 1,5 bilhão com prazo de até 3 anos, contratada junto ao Banco do Brasil em dezembro de 2019, ainda não foi desembolsada.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras lançou a oferta de oportunidade (teaser) para a venda dos 10% restantes que possui de participação na NTS – Nova Transportadora do Sudeste. A NTS opera mais de dois mil quilômetros de gasodutos nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A empresa faz a ligação entre o gasoduto Bolívia-Brasil e várias distribuidoras regionais, como a TAG – Transportadora Associada de Gás – que transporta o gás natural do Rio para o Nordeste. Além disto, a área da NTS responde por mais de 50% do consumo de gás natural do país. Em 2017, a Petrobras vendeu 90% da empresa para o Nova Infraestrutura Fundo de Investimento e Participações, da Brookfield Brasil.

Em outro comunicado divulgado na noite de ontem, a Petrobras informou que iniciou a fase vinculante para a venda dos campos de gás natural de Lagosta e Merluza, na Bacia de Santos. Segundo a estatal, os interessados em avançar no processo receberão carta-convite.

A Petrobras comunicou que, devido à crise nos preços do petróleo, reduzirá a sua produção em 200 mil barris diários a partir de hoje. A medida foi anunciada no final do mês passado mas detalhada hoje. Segundo a petrolífera estatal, os campos que terão a produção cortada ainda serão definidos, por critérios que serão continuamente atualizados após os cortes.

“A companhia também está ajustando o processamento em suas refinarias, em linha com a demanda por combustíveis”, comunicou a Petrobras.

O plano da empresa é cortar em US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,3 bilhões) os gastos operacionais durante 2020. Entre essas medidas, a empresa detalhou um corte de 10% a 30% na remuneração mensal dos funcionários que têm função gratificada, como gerente e coordenadores; mudança temporária de turnos para cerca de 3,2 mil funcionários; e redução temporária da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias de 21 mil funcionários.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora propôs adiar o prazo do pagamento dos juros sobre capital próprio já declarados até 30 de dezembro de 2020; a proposta faz parte das medidas preventivas que buscam preservar
caixa, disse em comunicado. O prazo inicial de pagamento do JCP era até 30 de junho.

A companhia vai propor declaração de dividendos no valor de R$ 49,9 milhões até 30 de dezembro, de forma a atender ao dividendo mínimo obrigatório e reter temporariamente o valor de R$ 534 milhões originalmente previsto como dividendo adicional do exercício de 2019. A proposta será levada para análise dos acionistas em assembleia.

A companhia convocou acionistas para assembleia em 30 de abril, mas diz que está avaliando as melhores condições e uso de tecnologia e data pode ser alterada.

Vale (VALE3)

A Vale organizou reuniões com analistas. Segundo relatos dos participantes do Credit Suisse, a mineradora enfatizou que está bem preparada para enfrentar a crise provocada pela epidemia do coronavírus ao redor do mundo. “

A Vale mostrou que os impactos operacionais ainda são muito limitados. A empresa parece acreditar que os maiores riscos estejam em uma segunda onda de Covid-19 na China ou uma parada forçada no Brasil em função de algum decreto do governo”, comentaram analistas do CS. Os próprios analistas destacam, contudo, que esses riscos no momento estão afastados, já que o governo determinou que a mineração é atividade econômica essencial. Apesar da China representar 70% das compras mundiais de minério de ferro, a Vale está mais preocupada no momento com a Europa, onde uma fraqueza na demanda pode direcionar o minério para a China. “Continuamos com a nossa perspectiva positiva para a Vale”, avaliou o CS.

Helbor (HBOR3)

A construtora e incorporadora imobiliária Helbor publicou balanço do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro na noite de ontem. A Helbor registrou um prejuízo de R$ 27 milhões no quarto trimestre do ano passado, ainda assim um resultado melhor que em igual período de 2018, quando o prejuízo foi de R$ 45,5 milhões.

No resultado consolidado de 2019, a Helbor também teve prejuízo, de R$ 104,2 milhões. Houve também uma redução em relação ao prejuízo de R$ 340,9 milhões de 2018. Já o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 6,8% no quarto trimestre de 2019, para R$ 35,4 milhões. No consolidado de 2019, o Ebitda da Helbor foi de R$ 183,3 milhões. O resultado foi importante para a empresa, porque em 2018 o Ebitda da Helbor foi negativo em R$ 190 milhões. Outro dado importante do balanço é que a Helbor conseguiu reduzir sua despesa financeira em 92% entre 2018 e 2019, para R$ 3,6 milhões no quarto trimestre do ano passado.

A empresa fez um aumento de capital bem sucedido de R$ 560 milhões em 2019, o que lhe deu fôlego e caixa para começar 2020 mais estruturada.

O número de distratos recuou 70% em 2019, mas esta é uma tendência que foi observada também em outras empresas do ramo no ano passado. A receita líquida da Helbor avançou 14,4% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 449,8 milhões. No fechamento de 2019 a receita líquida cresceu 103% sobre 2018 para R$ 1,2 bilhão.

Tegma (TGMA3)

A Tegma Gestão Logística publicou balanço do terceiro trimestre de 2019 e consolidado do ano passado. A empresa, especializada no transporte de veículos, obteve um lucro líquido não recorrente de R$ 91,4 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma expansão de 193% sobre igual período de 2018. No terceiro trimestre do ano passado, a Tegma recebeu um crédito fiscal de R$ 55,3 milhões de restituição do PIS e da Cofins.

Desconsiderando o crédito, o lucro líquido recorrente teria sido de R$ 36,9 milhões, mesmo assim, um avanço de 18,8% sobre igual período de 2018. No consolidado de 2019, o lucro líquido da Tegma foi de R$ 150,5 milhões, uma expansão de 105% sobre 2018. A receita líquida da transportadora avançou 2,9% sobre o terceiro trimestre do ano anterior, para R$ R$ 340 milhões no terceiro trimestre de 2019

. No fechamento de 2019, houve incremento de 9,3% na receita líquida, para R$ 969 milhões. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 55,4 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma queda de 4,1% sobre igual período de 2018.

O Ebitda consolidado de 2019, contudo, avançou 15,5% para R$ 152,9 milhões. Em quantidade de veículos transportados, a Tegma movimentou 204,5 mil unidades no terceiro trimestre de 2019, uma queda de 1,1% sobre igual período de 2018. No fechamento de 2019, contudo, a empresa transportou 592 mil automóveis e comerciais leves, uma leve expansão de 2,5% sobre 2018.

Vulcabras (VULC3)

A Vulcabras Azaleia informou ao mercado que concluiu a venda da sua subsidiária Vulcabras Azaleia Sergipe, para a Dok, uma empresa local, por R$ 41 milhões. A transação inclui todos os ativos e passivos da empresa na sociedade.

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Os mercados começam abril pressionados pela pandemia do coronavírus e por notícias negativas vindas da Ásia, embora uma pesquisa tenha confirmado hoje que houve retomada econômica da indústria chinesa em março. No Japão, contudo, o índice Tankan, que mede a atividade industrial no país, recuou -8% no primeiro trimestre, enquanto em Hong Kong os bancos HSBC e Standard Chartered suspenderam o pagamento de dividendos.

As bolsas europeias abriram em queda e os futuros de Nova York estão negativos, sob o impacto do avanço do coronavírus, que já contaminou mais de 861 mil pessoas e matou mais de 42 mil, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, projetou que haverá, ao menos, 100 mil mortes no país por conta da Covid-19.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro moderou o discurso na TV, mas sofreu outro forte panelaço da população. No noticiário corporativo, a Petrobras anunciou a venda dos seus 10% restantes de participação na NTS – transportadora de gás natural da Região Sudeste.

1. Bolsas mundiais

Os mercados começam abril com novas quedas nas bolsas de valores da Ásia, com destaque negativo para Hong Kong e Tóquio, mesmo que uma pesquisa da empresa Markit tenha confirmado que a indústria chinesa começou a recuperação em março. As bolsas europeias abriram em baixa forte, com o aumento dos casos do coronavírus. O número de pessoas atingidas pela doença ultrapassou 861 mil ao redor do mundo, com mais de 42,3 mil mortes.

Ontem o índice Dow Jones fechou o seu pior março desde 2008 e o presidente americano Donald Trump advertiu que os EUA terão “duas, três semanas muito duras, um inferno” pela frente, o que afeta os mercados nesta sessão. A Casa Branca disse que os EUA poderão ter entre 100 mil e 240 mil mortes pelo coronavírus.

Em Hong Kong, os bancos HSBC e Standard Chartered suspenderam o pagamento de dividendos, o que derrubou as ações das empresas e o índice HSI.

A maior queda foi a do índice Nikkei-225 de Tóquio, que despencou 4,50%. O Banco do Japão (BoJ) divulgou queda trimestral de -8% na indústria japonesa, mostrada pelo índice Tankan. Foi a maior retração do Tankan desde 2013.

Na China, contudo, o índice dos gestores de compras (PMI) da manufatura da Markit-Caixin confirmou que em março a indústria se recuperou, com leitura em 50,1 pontos, acima da projeção feita pela Reuters, de 45.5 pontos. Em fevereiro, o PMI da Markit-Caixin despencou a 40 pontos. Os dados confirmam o PMI do governo chinês divulgado terça-feira, com 52 pontos em março, bem acima dos 38 pontos de fevereiro.

No mercado de commodities, o petróleo cede e WTI toca em US$ 20 na mínima após Aramco, da Arábia Saudita, elevar produção acima de 12 milhões de barris por dia, enquanto a Rússia diz que não vai ampliar sua produção; metais caem em Londres e minério de ferro recua na Ásia.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h32 (horário de Brasília):
Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -2,84%
*Nasdaq Futuro (EUA), -2,41%
*Dow Jones Futuro (EUA), -2,80%

Europa
*Dax (Alemanha), -3,08%
*FTSE (Reino Unido), -3,48%
*CAC 40 (França), -3,37%
*FTSE MIB (Itália), -1,63%

Ásia
*Nikkei (Japão), -4,50% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -3,94% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -2,19% (fechado)
*Xangai (China), -0,57% (fechado)

*Petróleo WTI, -1,42%, a US$ 20,15 o barril
*Petróleo Brent, -5,28%, a US$ 24,96 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de -2,50% cotados a 557.500 iuanes, equivalentes a US$ 78,55 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0972 (-0,02%)

*Bitcoin, US$ 6.275,89 -1,94%

2. Agenda de indicadores

A produção industrial deve ter registrado queda de 0,4% em fevereiro na comparação mensal, segundo
estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, ante alta de 0,9% na medição anterior. Na comparação anual, indicador deve ter registrado recuo de 2,3%, após cair 0,9% no mês anterior. O IBGE divulga o dado às 9h.

Já o Banco Central inicia rolagem de swaps de maio com leilão de 10 mil contratos. O BC divulga fluxo cambial semanal às 14h30. A Fenabrave, por sua vez, divulga dado de vendas de veículos em março no país em seu website a partir das 14h. Às 15h, será revelada a balança comercial mensal de março, com estimativa de superávit de US$ 4 bilhões.

A agenda dos EUA também é movimentada. Às 09h15, serão revelados os dados de emprego do ADP do setor privado de março, já dando indicações sobre o impacto do coronavírus no mercado de trabalho. A expectativa, segundo consenso Bloomberg, é de perda de 150 mil de postos de trabalho, ante dado anterior de criação de 183 mil postos em fevereiro.

Às 10h45, será revelado o PMI de Manufatura nos EUA do Markit de março. Às 11h, serão divulgados os gastos com construção de fevereiro e o ISM de março, com dados de manufatura.

3. Pronunciamento de Bolsonaro

Em meio ao crescente isolamento, Jair Bolsonaro moderou o tom sobre o coronavírus em novo pronunciamento feito na noite de terça-feira (31). O presidente classificou a crise do novo coronavírus como o “maior desafio da nossa geração”

Em seu quarto discurso desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil, Bolsonaro trocou as provocações por uma lista de medidas do governo na saúde e na economia. “Temos uma missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos”, afirmou. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o presidente tem demonstrado fragilidade emocional durante a crise e chorou pelo menos uma vez no Palácio do Planalto.

Durante o pronunciamento, houve forte panelaço da população em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal contra o mandatário, que segundo o jornal O Globo, desagradou a ministros ao dar uma sala perto do seu gabinete, no Palácio do Planalto, para o filho Carlos.

Além disso, horas depois do discurso moderando o tom, Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar os governadores pelas redes sociais nesta quarta, mais uma vez questionando as medidas de isolamento social.

Os casos confirmados de coronavírus dispararam de 4.579 a 5.717, com aumento diário de 1.138 – o maior saldo visto em apenas um dia desde o início do surto no Brasil. O número de mortes no país subiu de 159 para 201, segundo dados do Ministério da Saúde da última terça-feira.

4. Novas medidas

O Plenário do Senado deve votar nesta quarta-feira o projeto de lei da Renda Básica de Cidadania Emergencial (PL 873/2020), que garante até R$ 1.500 para famílias de baixa renda durante a pandemia do novo coronavírus.

A versão final do texto também vai promover mudanças no auxílio emergencial para trabalhadores informais, aprovado pelo Senado na segunda-feira (30), acrescentando outros cidadãos que poderão recebê-lo.

A Renda Básica, proposta pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), será acionada em todos os períodos de epidemias e pandemias. Ela consistirá em auxílio de R$ 300 por pessoa, durante seis meses, para beneficiários do Bolsa Família e para cidadãos inscritos no Cadastro Único com renda familiar per capita inferior a três salários mínimos. Os valores poderão ser acumulados por uma mesma família até o valor de R$ 1.500, e a vigência dos pagamentos poderá ser prorrogada enquanto durar a pandemia.

5. Noticiário corporativo

A Petrobras lançou a oferta de oportunidade (teaser) para a venda dos 10% restantes que possui de participação na NTS – Nova Transportadora do Sudeste. A NTS opera mais de dois mil quilômetros de gasodutos nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A Vulcabrás anunciou ontem que concluiu a venda da sua operação no estado de Sergipe por R$ 41 milhões. Já a Tegma teve um lucro líquido de R$ 43,4 milhões no quarto trimestre de 2019, 24,3% acima na comparação com igual período do ano anterior.

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(Com Agência Senado, Bloomberg e Agência Estado)

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Avanço do coronavírus leva a nova queda das Bolsas nesta quarta

SÃO PAULO – Os mercados começam abril no campo negativo. As Bolsas da Ásia fecharam em baixa, com destaque para Japão e Coreia do Sul, com perdas de 4,5% e 3,9% respectivamente.

Por volta das 6h45, as Bolsas da Europa operavam com desvalorização superior a 3%. O índice FTSE, de Londres, caía 3,8%. Os índices futuros do Dow Jones e do S&P 500 tinham baixa de cerca de 2,8%.

O sentimento negativo se deve ao aumento dos casos do coronavírus. O número de pessoas atingidas pela doença ultrapassou 861 mil ao redor do mundo, com mais de 42 mil mortes.

Ontem, o índice Dow Jones encerrou seu pior março desde 2008. O presidente Donald Trump afirmou que os americanos deveriam se preparar para uma ampliação no número de doentes e para duas semanas “muito duras”.

A Casa Branca estima que os Estados Unidos poderão ter entre 100 mil e 200 mil mortes pelo coronavírus.

Em Hong Kong, os bancos HSBC e Standard Chartered suspenderam o pagamento de dividendos, o que derrubou as ações das empresas e o índice HSI.

O Banco do Japão (BoJ) divulgou queda trimestral de 8% na indústria japonesa, mostrada pelo índice Tankan. Foi a maior retração do Tankan desde 2013.

Dados divulgados na terça-feira sobre a atividade da indústria chinesa vieram acima do esperado e isso chegou a animar os investidores na manhã de ontem. Mas os mercados perderam o fôlego ao longo do dia.

Analistas acreditam que ainda é cedo para apontar uma recuperação sustentada da economia do país. Para o Credit Suisse, a China está “apenas saindo do fundo do poço“.

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Coronavírus: gráfico mostra as quedas dos principais índices de ações globais no trimestre

Coronavírus: gráfico mostra as quedas dos principais índices de ações globais no trimestre

SÃO PAULO — O principal índice da Bolsa brasileira fechou o primeiro trimestre de 2020 com baixa acumulada de 36,86%, o pior desempenho trimestral do Ibovespa na história. O movimento acompanhou a derrocada dos mercados de ações internacionais, todos afetados pelo impacto negativo da escalada do coronavírus na economia global.

O InfoMoney levantou o desempenho em moeda local dos principais índices de ações da América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia. Enquanto a Argentina teve a maior baixa, de 41,50%, o índice chinês Shanghai Composite foi o que apresentou o melhor desempenho: uma queda de 9,53%.

O índice chinês ensaiou uma recuperação nas últimas semanas, o que melhorou seu desempenho no acumulado trimestral, a medida que a China reportou ter controlado a epidemia de coronavírus em seu território.

Há alguns dias, o gigante asiático não registra contaminação local e os casos de novos infectados são todos de pessoas vindas do exterior. Por este motivo, a China fechou suas fronteiras até que a pandemia comece a ser controlada em outros países pelo mundo.

Veja abaixo o gráfico com o desempenho das Bolsas globais em moeda local no primeiro trimestre de 2020.

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Enquanto a China, epicentro inicial da pandemia de coronavírus, anunciou ter controlado a disseminação da Covid-19, outros países sofrem com as mortes causadas pela doença. É o caso da Itália, que tem o maior número de mortes no mundo — mais de 11 mil —, e da Espanha, que chega perto do colapso em seu sistema de saúde, com registro de mais de 800 mortes por dia nesta semana.

No continente americano, os Estados Unidos ultrapassaram de longe a China e a Itália em número de casos confirmados de Covid-19 e se tornaram, na semana passada, o novo epicentro da pandemia global. A maior parte dos mais de 120 mil casos registrados no país estão no estado de Nova York, que também está perto do colapso em seu sistema de saúde.

Os índices de ações americanos, que chegaram a registrar seus piores desempenhos da história com o agravamento do surto de coronavírus no início de março, amenizaram as perdas nas últimas sessões diante do anúncio de medidas restritivas do governo de Donald Trump para conter o avanço da doença no país.

Aqui no Brasil, segundo os dados mais atualizados do ministério da Saúde, o país registra mais de 5.700 casos de coronavírus, com 201 mortes — a maioria no estado de São Paulo. Quase todos os estados adotaram medidas de distanciamento social, nas quais as pessoas com trabalhos não essenciais são recomendadas a ficarem em casa.

A prática é defendida pela Organização Mundial da Saúde no combate ao avanço da Covid-19 e foi utilizada por outros países que têm conseguido reduzir o número de novas contaminações por causa da menor circulação de pessoas. Embora necessária, a medida afeta drasticamente o crescimento econômico, e vários bancos cortaram suas projeções para o PIB brasileiro em 2020, assim como aconteceu no restante do mundo.

A avaliação é que a paralisação forçada por causa do coronavírus vai afetar diretamente a produção e os resultados das empresas, freando assim a atividade do país. Os setores mais afetados são varejo, companhias aéreas e turismo. Veja as 17 ações que caíram mais de 50% no pior trimestre do Ibovespa na história.

Nesta terça-feira (31), o Banco Fibra voltou a cortar a projeção para o desempenho da economia brasileira para uma retração de 2,5% em 2020. Antes, a estimativa era de crescimento de 0,8%.

A nova projeção, segundo o banco, leva em conta o maior recuo do PIB global do que o anteriormente estimado, a forte desaceleração do ritmo de crescimento da China e “o maior impacto, tanto na demanda quanto na oferta agregada, das necessárias medidas de distanciamento social no Brasil.”

O Bradesco também cortou sua projeção para o PIB brasileiro em 2020 para uma retração de 1%. “O país vinha exibindo uma recuperação econômica gradual e esperava-se aceleração do crescimento com a eventual aprovação de novas reformas econômicas, mas o processo foi interrompido”, afirmou o banco em nota.

“O momento que vivemos é singular. É preciso combinar o combate à pandemia com proteção econômica. Com as medidas tomadas até agora, os países estarão protegendo as pessoas e minimizando o risco de colapso econômico, permitindo uma retomada significativa quando a situação começar a se normalizar. Tempos excepcionais requerem medidas excepcionais, mas que, quando bem desenhadas, trazem segurança e expectativa de recuperação à frente”, completou o Bradesco.

Petróleo derrete

Não apenas os índices de ações têm sofrido com o coronavírus — as commodities também estão em queda livre. O barril de petróleo WTI, o contrato mais negociado na Bolsa de Nova York, teve queda acumulada de 66,5% nos três primeiros meses deste ano. Foi o pior desempenho trimestral da matéria-prima na história.

Já o barril de petróleo Brent, negociado em Londres, cedeu 65,6% — pior desempenho trimestral desde o segundo trimestre de 1988. Além do coronavírus, que reduz a demanda global por petróleo já que as pessoas estão em casa, também pesa sobre as cotações a guerra de preços travada entre Arábia Saudita e Rússia.

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Guedes: se PEC do Orçamento de Guerra for aprovada em 24h, “voucher” sai em 24h

Paulo Guedes

Cobrado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a liberar rapidamente o pagamento do auxílio de R$ 600 aos trabalhadores informais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, devolveu a responsabilidade para o Congresso e disse que precisa de aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para livrar o governo de amarras que travam a implementação do benefício.

“Se Maia aprovar em 24 horas uma PEC de emergência, o dinheiro sai em 24 horas”, disparou Guedes em coletiva no Palácio do Planalto.

A medida citada pelo ministro é a chamada PEC do Orçamento de Guerra, que vai liberar o governo de seguir algumas regras fiscais nos gastos extraordinários devido à pandemia do novo coronavírus.

Nesta terça-feira, 31, Maia disse que a PEC pode ser votada entre hoje e amanhã na Câmara, mas ressaltou que depende de um acordo com o governo sobre um último ponto. O Congresso tenta garantir no texto a previsão de que o Legislativo poderá sustar qualquer decisão do comitê de gestão da crise que será criado para coordenar os trabalhos, mas o Executivo é contra.

Enquanto essa PEC não for aprovada, Guedes disse que já foi alertado pelos secretários do Tesouro, Mansueto Almeida, e do Orçamento Federal, George Soares, de que não há fonte no Orçamento para bancar a despesa, um pré-requisito formal na hora de prever um gasto.

Sem isso, segundo o ministro, os técnicos temem assinar os pareceres que dão suporte à despesa e, depois, serem responsabilizados por qualquer eventual irregularidade. O auxílio aos informais deve custar entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões, segundo o ministro.

“Estamos com um problema técnico, e presidente Maia pode nos ajudar muito”, disse Guedes, lançando em seguida uma espécie de desafio ao presidente da Câmara. “Se Maia aprovar em 24 horas uma PEC de emergência, o dinheiro sai em 24 horas”, disparou. Em seguida, no entanto, o ministro ressaltou que talvez a liberação não ocorresse exatamente em 24 horas porque depende da implementação e de cronograma já existente para alguns benefícios, como o Bolsa Família.

“Há toda uma logística, o dinheiro não cai do céu”, afirmou Guedes. Ele disse que o governo está consciente de que qualquer atraso é “calamitoso”.

O ministro insinuou ainda que há “exploração política” nas críticas à demora do governo na liberação dos pagamentos e lembrou que o programa voltado aos trabalhadores informais é totalmente novo. “Quando há uma crise desse tamanho, é natural que haja desencontro, e é natural também a exploração política”, disse Guedes.

Ele advertiu que, numa situação tão grave, o País “não está com muita paciência para esse jogo político” e reconheceu que é preciso dar uma resposta rápida. Ele fez um “mea-culpa” por parte do governo e disse que, com muitas frentes de ação, às vezes pode ser difícil articular.

“Peço que haja um pouco de compreensão. Não é trivial colocar dinheiro na mão de 38 milhões de trabalhadores informais. Não é momento para explorarmos deficiências eventuais”, seguiu o ministro.

Apesar de ressaltar a responsabilidade do Congresso, o ministro da Economia buscou depois um tom conciliador e defendeu que governo e Parlamento trabalhem juntos pela aprovação da PEC que destravará o pagamento. “A hora é de união, juntos somos mais fortes. Tenho certeza que presidente Maia quer nos ajudar a aprovar isso. Queremos implementar isso (auxílio a informais) o mais rápido possível”, afirmou.

“Estamos precisando do apoio do Congresso Nacional”, reiterou Guedes. “Jamais usaria oportunidade como essa para falar mal do Congresso.”

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Corretora de criptomoedas XDEX encerra atividades; conheça as orientações aos clientes

SÃO PAULO – A corretora de criptomoedas XDEX, criada em outubro de 2018, anunciou nesta terça-feira (31) que irá encerrar suas atividades.

Em comunicado, a empresa falou em dificuldades de empreender em um mercado não regulado e que este era o momento de parar.

“A projeção do mercado, competição e os poucos avanços regulatórios diminuíram as oportunidades encontradas no início do projeto e foram a base dessa difícil decisão tomada pela empresa”, diz a nota.

A XDEX ressaltou que seguirá todas as obrigações contratuais com os clientes, que deverão encerrar suas posições em criptomoedas e retirar todo o saldo em reais dentro de 30 dias, contados a partir desta terça.

De acordo com a companhia, assim que for feita a solicitação de retirada, os valores serão enviados para a conta bancária cadastrada na plataforma em até 1 dia útil, seguindo os expedientes bancários.

Se o cliente não fizer esta retirada dentro destes 30 dias, encerrado o período, a própria XDEX irá fazer isso automaticamente, vendendo as criptomoedas e depositando o valor obtido na conta do usuário em até 3 dias úteis.

A companhia ainda destacou que seu atendimento, feito por meio do site, estará disponível segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, para que os clientes possam tirar dúvidas.

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As 17 ações que caíram mais de 50% no pior trimestre da história do Ibovespa

SÃO PAULO – Quem poderia imaginar, nos primeiros dias do ano, que o Ibovespa teria uma queda de superior a 36% apenas nos três meses iniciais de 2020, a maior baixa da história? De repente, as projeções otimistas para o índice foram jogadas por terra, com boa parte da forte baixa concentrada no mês de março, que se encerrou na sessão desta terça-feira (31).

Se a visão do final do ano passado de analistas de mercado parecia ser positiva para 2020, o começo do ano já foi de turbulência, após ataque dos Estados Unidos no Iraque matar o general Qassem Soleimani, principal comandante militar do Irã, fazendo escalar a tensão entre americanos e iranianos. Isso gerou muita volatilidade no mercado, sendo considerado o primeiro “cisne negro” de 2020, em referência a eventos não esperados pelo mercado.

Porém, o que viria a seguir seria ainda seria mais importante para definir o rumo dos mercados em 2020. O Ibovespa chegou a encostar nos 120 mil pontos nos pregões de 23 e 24 de janeiro, atingindo novas máximas históricas mas, aos poucos, a aversão ao risco começou a tomar conta do mercado por conta do segundo “cisne negro” do ano, que viria com tudo em março para o Brasil.

Na segunda quinzena de janeiro, ganhou força e impacto entre os investidores a notícia sobre o novo coronavírus que, até então, tinha atingido fortemente a China, principalmente a província de Wuhan.

Naquele momento, até então, o impacto era visto como algo um tanto distante, ainda mais por se tratar de uma doença a princípio menos letal, ainda que mais contagiosa, que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que atingiu o país entre 2002 e 2003 e levou a morte de 774 pessoas. Contudo, dada a importância do país dada a sua posição no ranking de economias globais, as bolsas já foram abaladas.

Porém, o novo coronavírus, que leva à enfermidade denominada Covid-19, teve uma velocidade para se espalhar assustadora, já levando a mais mortes do que a SARS em pouco tempo e demorando apenas um mês para sair da China, enquanto a SARS demorou três meses. Assim, por mais que em números relativos ela não fosse mais letal, em números absolutos a Covid-19 ultrapassou de longe os números da enfermidade de 2002-2003.

A situação se agravou ainda mais quando ela chegou a outros países, tornando-se notoriamente letal na Itália e se espalhando por outros países como Espanha, França, Estados Unidos, este último se tornando o mais novo epicentro da enfermidade. O primeiro caso no Brasil aconteceu em 26 de fevereiro e, desde então, diversas medidas já foram tomadas para restringir a circulação de pessoas, o que levou a revisões drásticas de números para a economia brasileira, com expectativas de uma forte recessão.

Ações em forte queda

Desta forma, o coronavírus foi sentido fortemente na bolsa brasileira, fazendo com que nenhuma ação do Ibovespa conseguisse fechar o trimestre com ganhos e que um impressionante número de 17 das 73 ações do benchmark da bolsa tivessem queda superior a 50% no período.

Vale destacar, contudo, que a maior baixa do Ibovespa no trimestre não foi de uma ação seriamente impactada pelos efeitos do Covid-19, mas ela acabou sofrendo com o sell-off do mercado já que enfrentava problemas internos. Trata-se do IRB (IRBR3), que viu suas ações caírem 75,15% no acumulado do período: mudanças nos cargos de liderança após afirmações de que a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, tinha comprado ações da companhia, o que foi desmentido depois, questionamentos sobre o balanço e até mesmo uma ação da Polícia Federal vêm abalando a empresa de resseguros desde o início de fevereiro, quando a bolsa ainda não refletia tanto os temores com o coronavírus.

Já as quedas seguintes refletem bem o cenário da crise atual: CVC (CVCB3), Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) registram baixas respectivas de 74,66%, 69,89% e 69,10%. Por conta da queda da demanda por voos e das restrições de viagens, as companhias tiveram um forte corte da capacidade de operação (confira clicando aqui). A Gol reduziu em cerca de 92% a oferta nos mercados domésticos e 100% nos internacionais, enquanto a Azul cortou sua capacidade em 90% entre 25 de março e 30 de abril. Smiles (SMLS3) também teve queda forte no período, de 68,55%.

Nas últimas sessões, as ações das aéreas até buscaram recuperação em meio à expectativa por medidas do governo para ajudar as companhias, mas as preocupações sobre o impacto do coronavírus nas operações voltaram a afetar o desempenho das ações AZUL4 e GOLL4.

Além disso, vale ressaltar que, no último dia do trimestre, a CVC ainda sofreu na bolsa após divulgar dados preliminares não-auditados considerados negativos para o mercado, adiando a divulgação do resultado completo justamente por conta de indícios de erros contábeis totalizando R$ 250 milhões.

Enquanto isso, Cogna (CGNA3) e Yduqs (YDUQ3) registraram fortes quedas, com destaque para a primeira, que teve baixa de 65% no trimestre. As companhias do setor também são afetadas diretamente com o coronavírus, dadas as medidas de suspensão de aulas presenciais (ainda que consiga haver uma compensação através de aulas online), e indiretamente em meio à desaceleração econômica, o que pode afetar o ingresso nas universidades. A divulgação dos números do quarto trimestre da Cogna que repercutiram na última sessão do trimestre também não agradaram, fazendo a ação cair cerca de 20% (veja mais clicando aqui).

Também em um movimento curioso, as ações da BRF (BRFS3), companhia que a rigor se beneficiaria com a maior procura por alimentos, viu seus papéis registrarem forte queda de 57,13% no trimestre. No começo de março, os números reportados pela companhia do quarto trimestre de 2019 não agradaram, com os custos mais altos e dados decepcionantes no segmento halal desanimando os analistas, que revisaram as projeção para as ações da companhia. Dessa forma, outras companhias do segmento de proteínas foram colocadas como preferidas, como JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3).

Na sequência, a Cia. Hering (HGTX3), do setor varejista, bastante impactado por conta do fechamento de lojas por conta das restrições à circulação, teve queda de 56,29% de seus ativos no período. Desde o começo do ano, as ações já estavam sofrendo na bolsa, passando a registrar queda ainda mais expressiva diante de dados operacionais considerados decepcionantes até pela própria direção (veja mais clicando aqui). Assim, uma virada, que seria necessária para a companhia, ficou mais difícil em meio ao ambiente macroeconômico bastante negativo que se desenhou após o coronavírus chegar ao Brasil.

Também do setor, a Via Varejo (VVAR3) também foi muito impactada no período, com queda de 52,73%. “A empresa está passando por um turnaround, tem um negócio muito cíclico e subiu muito nos últimos meses, quando o mercado estava otimista. É razoável que caia tudo isso em meio ao desespero do mercado”, afirma Carlos Herrera, estrategista-chefe da casa de análise Condor Insider, ao InfoMoney (veja mais clicando aqui).

A Petrobras (PETR3;PETR4), antes com boas perspectivas em meio aos desinvestimentos e foco em exploração e produção, viu suas ações desabarem por uma combinação da forte redução da demanda por conta do impacto do coronavírus nas economias globais e de uma guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia, que levou a um aumento da produção do primeiro país. Porém, segundo aponta o Goldman Sachs, nem mesmo um eventual fim da disputa entre os dois países pode evitar excesso de petróleo (veja mais clicando aqui).

Tanto o WTI quanto o brent encerraram hoje o pior trimestre de suas histórias e também seu pior mês. O WTI perdeu mais de 54% de seu valor ao longo de março e mais de 66% neste trimestre, levando-se em conta os contratos mais negociados. O Brent também perdeu mais da metade de seu valor neste mês. Na segunda, os contratos haviam atingido mínimas desde 2002, com o WTI chegando a ser negociado abaixo de US$ 20 o barril.

Neste cenário, a estatal teve que rever o seu plano de negócios: a companhia adiou pagamento de dividendos, reduziu investimentos em US$ 3,5 bilhões e cortou produção. Segundo Roberto Castello Branco, presidente da companhia, o impacto global causado pela pandemia de coronavírus pode resultar na pior crise do setor de petróleo em 100 anos.

Outras ações do Ibovespa (totalizando 17) perderam pelo menos metade de seu valor de mercado apenas no primeiro trimestre deste ano. Confira abaixo:

Empresa Ticker Preço Desempenho
IRB IRBR3 R$ 9,68 -75,15%
CVC CVCB3 R$ 11,10 -74,66%
Azul AZUL4 R$ 17,55 -69,89%
Gol GOLL4 R$ 11,37 -69,10%
Smiles SMLS3 R$ 12,35 -68,55%
Cogna COGN3 R$ 4,00 -65%
BRF BRFS3 R$ 15,09 -57,13%
BTG Pactual BPAC11 R$ 33,24 -56,34%
Cia. Hering HGTX3 R$ 14,88 -56,29%
Petrobras (ON) PETR3 R$ 14,14 -55,81%
Petrobras (PN) PETR4 R$ 13,99 -53,64%
Yduqs YDUQ3 R$ 22,17 -53,33%
Via Varejo VVAR3 R$ 5,28 -52,73%
Cyrela CYRE3 R$ 14,13 -52,41%
Embraer EMBR3 R$ 9,54 -51,65%
Ultrapar UGPA3 R$ 12,53 -50,82%
CSN CSNA3 R$ 6,98 -50,53%

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

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Construção civil sofre efeitos do coronavírus, mas analistas veem luz no fim do túnel

Guindaste

SÃO PAULO – Após disparar 106% na Bolsa em 2019, maior alta setorial do Ibovespa, as empresas de construção civil entraram em 2020 em ritmo inequívoco de bull market – e chegaram a despontar desconfianças de que estariam se aproximando de um fenômeno de bolha. O coronavírus, no entanto, interrompeu bruscamente esse movimento.

“A construção trabalha por ciclos prolongados, mas a disseminação da Covid-19 muda o cenário”, avalia Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE. O Índice de Confiança da Construção (ICST), publicado pela instituição, recuou 2,0 pontos em março, alcançando 90,8 pontos, refletindo piora da percepção dos empresários principalmente em relação às expectativas para os próximos três e seis meses.

A consequência até o momento é uma perda acentuada dos ganhos vistos em 2019. A maioria dos papéis caiu mais que o Ibovespa (-36,78%) desde o início do ano. Veja as taxas para nove papéis:

Variação em 2019 Variação em 2020 (até 30/03)
Helbor ( HBOR3) 201% -60,21%
Even ( EVEN3) 159,30% -60,15%
Tecnisa ( TCSA3) 28,00% -59,01%
Cyrela ( CYRE3) 100,80% -51,12%
Direcional ( DIRR3) 111,56% -43,60%
MRV ( MRVE3) 85,13% -41,71%
Eztec ( EZTC3) 107,60% -41,23%
Mitre ( MTRE3) -41,00%
Tenda ( TEND3) 96,80% -31,06%

Apesar disso, quem acompanha o setor segue com expectativas positivas no médio e longo prazo para as empresas, dado que, na maioria delas, há colchão para sobreviver à pior fase e retomar o crescimento pré-coronavírus no médio e longo prazo.

Ruptura

Analistas da XP Investimentos esperam queda considerável nos lançamentos e vendas tanto no segundo quanto no terceiro trimestre de 2020, “uma vez que as quarentenas devem continuar prejudicando atividades não essenciais e as estandes de vendas devem continuar fechadas no curto prazo”. A partir do segundo semestre, consideram uma retomada gradual nos negócios, com normalização apenas em 2021.

Com atraso nas aprovações de projetos pelos municípios após a retomada dos negócios, a XP calcula redução entre 34% e 38% nos lançamentos em 2020 na comparação com 2019.

Fora isso, os especialistas veem geração mais fraca de caixa ou até queima de recursos assumindo aumento nos cancelamentos de contratos no curto prazo “devido à menor confiança do consumidor e ao menor apetite dos bancos em concederem crédito imobiliário”.

Em extenso relatório sobre o setor, o Itaú BBA estima que as companhias dentro da sua cobertura queimarão, juntas, R$ 969 milhões de caixa apenas durante o segundo trimestre de 2020. O BBA tem cobertura para Mitre, Eztec, Cyrela, Even, Tecnisa, Helbor, MRV, Tenda e Direcional.

Mais resilientes

Segundo os cálculos do BBA, a queda na receita deve ser entre 10% e 48% para as construtoras focadas nas classes média e alta e entre 8% e 17% para aquelas cujos projetos são voltados para a baixa renda.

“A crise entre 2014 e 2018 afetou negativamente empresas voltadas a clientes de renda média-alta, cujos lançamentos caíram significativamente, afetando sua produtividade”, lembra o relatório. “Ao mesmo tempo, construtoras para a baixa renda conseguiram sustentar lançamentos e lucratividade estáveis.”

Segundo os analistas, a maior resiliência desse segmento deve se repetir neste ano, dada a exposição geográfica mais diversificada e a demanda crescente na categoria. O que pode mudar essa visão é a forma como o governo utilizará o FGTS na crise, “especialmente considerando o impacto que isso pode ter no financiamento do MCMV”.

Vale lembrar que, sem recursos para bancar o programa de habitação social, o governo renovou a portaria que determina que o fundo de garantia assuma todos os subsídios das faixas 1,5 e 2 do MCMV, que atendem famílias com renda mensal entre R$ 2,6 mil e R$ 4 mil, respectivamente. Normalmente, 90% do financiamento parte do FGTS nessas faixas, e 10% da União.

Longo prazo positivo

Apesar do baque, a vantagem das construtoras é ter caixa robusto, graças às ofertas de ações recentes. O setor levantou R$ 5,5 bilhões no período mais otimista de retomada da economia e do crédito. O intuito era liquidar dívidas e investir em novos projetos, mas o dinheiro deve ajudar nesse momento de economia paralisada.

“Não prevemos grandes problemas de liquidez para as empresas que cobrimos, já que todas elas estão relativamente desalavancadas”, diz o relatório do BBA. “De fato, as construtoras brasileiras estão menos alavancadas do que estavam no contexto das crises anteriores (2009 e 2016, por exemplo).

O indicador que avalia nível de dívida líquida sobre preço da ação, muito utilizado entre analistas para indicar oportunidades na Bolsa, chega a estar negativo para algumas empresas, o que significa que seu caixa é maior que sua dívida, conforme visto nas imagens abaixo, que mostram, respectivamente, a expectativa de queima de caixa e os níveis de alavancagem das empresas em comparação com o preço das ações.

Considerando esse cenário de provável retomada a partir de 2021, os níveis de caixa e os preços descontados das ações, os analistas de ambas as casas não recomendam venda dos papéis dessas construtoras neste momento, mas alertam para um risco de médio prazo caso as cadeias de suprimentos sofram mais com o prolongamento do lockdown.

O BBA tem recomendação de compra para Mitre, EZtec, Tecnisa, Helbor, MRV, Tenda e Direcional, e de manutenção para Cyrela e Even. Já a XP manteve compra para os papéis que cobre: Cyrela e EZTec.

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