Ação da Johnson & Johnson dispara até 9% na NYSE após anúncio de possível vacina para Covid-19

SÃO PAULO – Após informar que tem avançado no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus, as ações da Johnson & Johnson registravam ganhos de 9% durante o pregão regular desta segunda-feira (30) na bolsa de valores de Nova York (NYSE).

As ações da maior empresa de saúde do mundo estão sendo negociadas acima de US$ 133, após a companhia divulgar um comunicado informando os progressos nos estudos de uma vacina experimental para Covid-19, que poderia estar pronta para uso emergencial em 2021.

A J&J disse que iniciará estudos clínicos em humanos da vacina  até setembro. Este é um “período de tempo substancialmente acelerado” comparado ao processo típico de desenvolvimento de vacinas, de acordo com a empresa.

A empresa planeja fornecer mais de um bilhão de doses da vacina em todo o mundo. Para isso, ela está ampliando sua capacidade de fabricação nos EUA e expandindo a estrutura física de suas fábricas em outros países.

Ela também anunciou mais de US$ 1 bilhão para financiar a pesquisa de vacinas em parceria com órgãos de pesquisa e saúde dos Estados Unidos.

Apesar do ganho desta segunda, com alta de 8,01%, as ações da companhia caíram cerca de 10% no acumulado do ano.

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Varejistas encaminham lista de pedidos e cobram agilidade de BC e Ministério

Um conjunto de cinco associações nacionais de varejistas disparou na manhã desta segunda-feira, 30, uma lista de pedidos para que o governo federal agilize medidas de socorro à economia brasileira e coloque logo em prática ações capazes de preservar o emprego e a renda da população, bem como o crédito para empresas, especialmente as de pequeno e médio porte.

As associações endereçaram duas cartas, sendo uma delas para o Ministério da Economia e outra para o Banco Central (BC), com um total de 14 reivindicações. Cópias dos documentos também foram enviadas para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e outras lideranças no Parlamento.

O principal pedido para o BC é que a liberação de recursos para as empresas nessa crise se dê por meio das adquirentes no lugar dos bancos. Para isso, as varejistas pedem que o Tesouro e/ou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fiquem com 100% dos riscos da operação, isto é, absorvam 100% dos prejuízos se houver um calote no futuro. A ideia é que dar mais agilidade à liberação de crédito e também permitir uma redução mais significativa das taxas.

“Para tomada de crédito, continuam as burocracias bancárias e exigência de garantias, que fazem o processo continuar demorado”, explicou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Glauco Humai. “Se for via adquirente, o empresário pode acessar o crédito via cartão, e o dinheiro vai chegar mais rapidamente a todos”, emendou.

Os recursos anunciados pelo governo até aqui para socorrer as empresas estão sendo operados pelos grandes bancos, que ficam também com a maior parte do risco da operação, enquanto uma parte menor está nas mãos de Tesouro e BNDES. Por conta disso, os juros praticados pelos bancos nessas linhas emergenciais caíram um pouco, mas ainda estão caras (pois precificam os riscos de calote), disse Humai.

O diretor institucional da Associação Brasileira de Franchinsing (ABF), Sidnei Amendoeira, disse que, para a instituição, o pedido por crédito tem a finalidade clara de preservar os empregos. “As empresas não estão nem com fluxo de caixa, mas o que temos visto é que os bancos oferecem o crédito com taxas maiores e mais exigências de garantias”, apontou.

As associações também cobraram do BC que fiscalize os bancos, que elevaram as taxas médias em 50% em operações como de capital de giro para as varejistas, segundo o relato das associações.

Já entre os principais pedidos para o Ministério da Economia, está a suspensão de recolhimento de PIS e COFINS por ao menos 180 dias. O recolhimento suspenso seria pago no exercício de 2021, em 12 parcelas, sem multa ou juros. O grupo também cobra isenção ou diferimento de todos os impostos incidentes sobre a folha salarial, com suspensão de recolhimento de FGTS, INSS e contribuições ao Sistema S, com isenção da parcela do empregado no período.

O documento foi assinado pelos presidentes das instituições: Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), setor que reúne 577 shoppings e 105 mil lojistas; Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne as maiores empresas de varejo do País, como Magazine Luiza, Centauro, Renner, Riachuelo, entre outras; Associação Brasileira de Franchising (ABF), com mais de 1.100 marcas e 161 mil postos de venda; Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), que reúne mais de 1.500 Câmaras de Dirigentes Lojistas, 450 mil empresas e mais de 1 milhão de pontos de venda; e Confederação das Associações Comercial e Empresariais do Brasil (CACB) – que reúne mais de 2.300 associações comerciais e 2 milhões de empresários.

Os setores de comércio e serviços são responsáveis por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 26 milhões de empregos diretos, com carteira assinada, além de quase 70% dos recolhimentos de encargos sociais que possibilitam manter as contas públicas vinculadas à Seguridade Social, conforme dados compilados pelas associações.

O presidente da Humai avaliou que as medidas já anunciadas pelo governo federal estão no sentido correto, mas têm demorado para se tornar realidade. “As medidas vão de encontro com o que queremos, mas reiteramos aqui a necessidade de mais agilidade. Não adianta anunciar as medidas e demorar 10, 15 ou 20 dias para efetivá-las. Isso mata as empresas”, frisou.

Para o presidente da CABC, George Pinheiro, as medidas solicitadas no documento visam garantir sobrevivência às empresas que não são alcançadas na medida anunciada pelo governo de R$ 40 bilhões para financiar o pagamento de salários. “O crédito não chega à pessoa física e jurídica que tem que chegar, às milhares de micro e pequenas que não têm cadastro positivo com os bancos”, diz. Para ele o essencial é que as medidas anunciadas se tornem reais na ponta. “Ao contrário do que diz o governo, os banco não estão refinanciando, estão oferecendo novos empréstimos com novas garantias”, afirma Pinheiro.

Confira a seguir os pedidos das varejistas ao Ministério da Economia:

  1. PIS e COFINS – Suspensão de recolhimento por período pré-estabelecido, de pelo menos 180 dias. O recolhimento suspenso seria pago no exercício de 2021, em 12 parcelas, sem multa ou juros; E dedutibilidade fiscal integral de qualquer provisão para perda de receita ou inadimplência pelos próximos 2 anos, para fins de cálculo de PIS/ COFINS/ IRPJ, tanto no lucro real quanto presumido;
  2. Isenção ou diferimento de todos os impostos incidentes sobre a folha salarial, com suspensão de recolhimento de FGTS, INSS e contribuições ao Sistema S, com isenção da parcela do empregado no período;

  3. Suspensão de prazos processuais administrativos, fiscalizatórios e tributários, por pelo menos 120 dias;

  4. Suspensão das obrigações acessórias por, pelo menos 120 dias;

  5. Permitir-se a compensação de créditos tributos federais com débitos previdenciários em aberto;

  6. Refinanciamento de impostos federais;

  7. Atuação do BNDES e da Caixa Econômica na estruturação financeira de suporte de crédito às empresas e aos trabalhadores;

  8. Aprovação do PL 1009/2020, do deputado Efraim Filho, que dispõe sobre a interrupção do contrato de trabalho, com a compensação financeira ao emprego, pelo período de até 3 (três) meses, com antecipação das parcelas de seguro desemprego e não sendo inferior ao valor de 1 (um) salário mínimo vigente, ou seja, o seguro desemprego pagaria o salário dos contratos de trabalho suspensos;

  9. Atuação do Banco Central para evitar a elevação desmedida das taxas de juros e solicitações desproporcionais de garantias que inviabilizam o acesso às operações de crédito já existentes no mercado.

Confira a seguir os pedidos das varejistas ao Banco Central:

  1. Sugerimos a utilização da estrutura dos adquirentes de cartão de crédito, viabilizando a concessão via operadoras, com taxas mais baixas das praticadas tradicionalmente em suas transações, visto que o crédito precisa chegar rapidamente ao pequeno e médio empresário. A proposta visa garantir crédito ao empreendedor e maior liquidez para atender suas necessidades, sem dependência de aprovação pelos bancos, de modo que a morosidade inerente à concessão não prejudique o processo, ficando o Tesouro e/ ou BNDES com 100% dos riscos das operações de crédito, como forma de acelerar e desburocratizar ao acesso ao crédito. Propomos antecipar o recebível para o lojista, flexibilizando o prazo de repasse do dinheiro, garantindo fôlego ao negócio.
  2. Solicitamos atenção a despeito das medidas de injetar liquidez no sistema financeiro nacional, pois observa-se o aumento expressivo das taxas, com médias superiores a 50% e, alguns casos superiores a 70%, em operações habituais do varejo, tais como de capital de giro, conta garantida, antecipação de recebíveis, risco sacado, empréstimos 4131, entre outras operações. Entendemos que num momento de crise, as medidas adotas pelo Bacen devam caminhar juntas com as instituições financeiras.

  3. Solicitamos a criação de linhas de crédito específicas para o varejo e para o setor de franquias, a ser utilizada como capital de giro, a ser paga em 60 meses, com carência de 24 meses para o início dos pagamentos e juros reduzidos;

  4. Solicitamos a criação de outras linhas de crédito a serem acessadas após o término da crise, de modo a possibilitar o investimento no negócio e a retomada de sua atividade;

  5. Por fim, solicitamos a liberação dos recursos do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas mantidos junto ao SEBRAE para utilização como capital de giro por micro e pequenas empresas que operem no varejo e no setor de franquias.

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Commodities não podem depender de resgate da China como em 2008

(Bloomberg) — No auge da crise financeira global, os enormes gastos da China em construção e infraestrutura resgataram a demanda por commodities e reverteram a forte queda de preços. Como a pandemia de coronavírus ameaça uma crise ainda pior, dificilmente o governo de Pequim conseguirá causar o mesmo tipo de impacto.

Com o mundo prestes a entrar em forte recessão, a China sinaliza mais medidas de estímulo fiscal além das iniciativas já tomadas, que giraram em torno de injetar liquidez na economia. Mas a esperança de que a China possa estimular a demanda por matérias-primas, como cobre e minério de ferro, é minada pela incerteza quanto ao tempo e escopo de qualquer novo investimento.

“Durante as recessões passadas, a China foi bastante agressiva, não apenas impulsionando o país, mas puxando o resto do mundo através da demanda chinesa”, disse Xiao Fu, chefe de estratégia da BOCI Global Commodities. “O benefício de iniciar um grande pacote de infraestrutura agora não seria tão impactante quanto há 10 anos.”

É uma grande mudança em relação a 2008, quando o Partido Comunista investiu 4 trilhões de yuans (US$ 560 bilhões) em variados projetos, como em trens de alta velocidade, aeroportos e obras de esgoto. A medida sustentou a economia da China, amenizou a crise global e deu o tom para uma década de vendas crescentes de matérias-primas para o mercado chinês.

Diferenças

Mas existem algumas diferenças cruciais em relação à situação atual. Em primeiro lugar, a China precisa retomar as operações após a paralisação autoimposta para colher todos os benefícios dos gastos do governo. A economia operava a um ritmo equivalente a cerca de 90% do normal até o fim da semana passada, de acordo com a Bloomberg Economics.

Mais importante, a frenética construção da década passada deixou a economia da China endividada. O governo tem procurado evitar novas bolhas de ativos e riscos financeiros. O setor imobiliário, um dos principais impulsionadores da demanda por metais, dificilmente verá uma grande mudança de política por esse motivo.

A China tem muitos grandes projetos tradicionais aguardando nos bastidores, desde conectar cidades ao redor de Pequim ou na costa sul até programas de redução da pobreza ou gastos relacionados ao meio ambiente.

Mas os detalhes dos planos são escassos, e outros fatores pesam contra as medidas que dariam um impulso decisivo aos metais.

Em vez disso, o Goldman Sachs espera “investimentos direcionados em infraestrutura”, para os quais vê amplo espaço, segundo relatório divulgado no início deste mês. É provável que a China “renuncie” a um estímulo em grande escala em pé de igualdade com o da crise financeira ou durante a desaceleração de 2014-2016, de acordo com a Nomura International.

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Resposta da Rio Tinto ao vírus inclui novo produto: álcool gel

(Bloomberg) — A Rio Tinto começou a fabricar álcool gel como parte da resposta da mineradora ao surto de coronavírus. A empresa busca aliviar a pressão sobre as cadeias de suprimentos, tornando-se autossuficiente em alguns locais.

A segunda maior mineradora do mundo já produziu cerca de 300 litros de álcool gel em um complexo metalúrgico em Sorel-Tracy, Quebec, e aumentará a produção em outros locais no Canadá e na fundição de alumínio de Bell Bay, na Tasmânia.

“Existem muitos exemplos de nossas equipes operacionais que continuam a administrar seus negócios enquanto oferecem suporte às comunidades locais”, disse o CEO da Rio Tinto, Jean-Sebastien Jacques, em comunicado na segunda-feira.

Um programa de apoio comunitário de US$ 60 milhões incluirá o fornecimento de instalações médicas com respiradores e material de proteção, como máscaras, disse a Rio Tinto.

A maioria dos ativos globais da mineradora continua em operação, disse Jacques. A Rio Tinto tem reduzido a produção de alumínio em Quebec e interrompeu as operações de mineração na Richards Bay Minerals, na África do Sul, informou a empresa na semana passada.

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Fitch revisa perspectiva do setor bancário do Brasil de estável para negativa

A Fitch afirma em comunicado que revisou a perspectiva do setor bancário do Brasil de estável para negativa “devido à piora da pandemia global de coronavírus”.

Segundo a agência, o choque macroeconômico global por causa da doença impõe “desafios de execução para todos os setores no Brasil”, em um quadro mais complexo e desafiador para as empresas, o setor de varejo e as pessoas físicas.

“Este cenário naturalmente muda a dinâmica de crédito para bancos e para todas as instituições financeiras não bancárias no país e deve impactar seus perfis financeiros”, aponta.

Após a aprovação da reforma previdenciária, o nível de confiança estava aumentando, embora de modo lento, na opinião da Fitch.

Aproveitando a ampla liquidez e os juros em recordes de baixa, grandes empresas estavam levantando dívida por meio dos mercados de capital – “portanto reduzindo sua alavancagem com os bancos”, comenta.

Os juros baixos também ajudaram as empresas menores, diz ela.

Mas o novo ambiente de negócios após a pandemia é “desafiador”, já que a situação de liquidez no curto prazo da maioria das companhias do País será afetada, alerta a Fitch.

Isso gera dúvidas sobre o futuro da geração de fluxo de caixa e, consequentemente, da evolução do emprego no país, “considerando as dificuldades para prever o tempo para a recuperação da economia”.

Com isso, a Fitch revisou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para crescimento de 1,7% (de avanço de 2,2% previsto em dezembro), dizendo que a estimativa pode ser revisada mais vezes, a depender do ritmo da piora econômica.

Em um quadro de incertezas, os bancos podem ser mais conservadores ao precificar seu empréstimos, o que pode também limitar a liquidez do sistema, aponta a agência em sua nota.

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Os efeitos políticos da crise

Os efeitos políticos da crise

*Por Rafael Cortez

 

A relação entre política e economia é sabidamente bem estreita. Os últimos anos mostraram sensibilidade dos ciclos econômicos aos desdobramentos políticos, no plano doméstico e externo. Essa aproximação entre as duas esferas mostrou-se mais complexa. A política segue afetando as perspectivas para atividade, mas o outro lado da equação parece cada vez mais importante: política sendo pensada, a partir do desempenho da economia.

A eclosão da crise, a partir da covid-19 deve acentuar essa complexidade. A política brasileira não poderá ser pensada sem referências à crise decorrente da doença no curto e no longo prazo. A superação do falso dilema entre saúde e economia é fundamental para minimizar um cenário potencial de caos social, decorrente dessa conjuntura excepcional.

As perspectivas para a recuperação econômica decorrem do cenário de normalização da vida em sociedade. Quanto maior o tempo para essa normalização, maior o efeito econômico.

Medir o tempo, contudo, não pode ser pensado apenas em termos de dias de confinamento. A retomada de uma vida em sociedade minimamente organizada é decorrente da eficácia no controle do contágio do vírus, o que tem sido chamado no debate do “achatamento da curva”.

Assim, a restauração econômica não é o simples resultado do tempo de duração da quarentena. A atividade econômica depende da redução da incerteza na vida das pessoas. O consumo e o investimento só voltam a uma dinâmica positiva quando a sociedade se sentir segura do convívio social. A retomada da demanda paulatinamente puxa a oferta, tracionando a engrenagem produtiva.

A retomada precoce da vida em sociedade, na verdade, poderá resultar na explosão por serviços sociais. A simples autorização formal para o convívio não é garantia da movimentação do mecanismo econômico. A saída precoce poderia resultar em restrições futuras ainda mais significativas.

A agenda política nesse cenário deve ser organizada em torno de três pilares centrais: 1) sistema de proteção social; 2) medidas de urgência econômica para as firmas e 3) medidas para diminuir as amarras orçamentárias no setor público.

O primeiro ponto é fundamental para dar viabilidade mínima à restrição da atividade econômica. A paralisia da atividade é bastante regressiva, isto é, indivíduos mais pobres tendem a sentir de forma mais urgência e dramática a crise. Assim, é urgente a aprovação e execução das medidas de transferência de rendas.

Outro conjunto de medidas aponta na direção de acesso à crédito por parte das firmas, com destaque para as micro e pequenas empresas. Aqui, o desafio é evitar o empoçamento de liquidez, criando mecanismos ágeis para acesso ao crédito, permitindo capital de giro e mecanismos para pagamento de folha, em especial.

Por fim, a agenda legislativa deve priorizar medidas para a flexibilização orçamentária, de maneira a destravar os limites de gasto do governo nos diferentes níveis. Assim, a tendência é de congelamento dos débitos federativos, bem como preservação das receitas de Estados e Municípios. O desafio é garantir que a explosão de gastos não seja feita de forma permanente, sob pena de reforçar o custo da retomada em um cenário de paralização.

As perspectivas políticas, por ora, não são animadoras. O cenário tem duas fontes de risco principal. A primeira decorre do choque entre o presidente e o mainstream da Saúde em torno da estratégia para combater à crise da covid-19. Os sinais de divergência entre o presidente e o Ministro da Saúde são crescentes.

O segundo ponto é resultado da tentativa do presidente de transferir responsabilidades e blindar seu capital político. Ao minimizar o impacto, o presidente aumenta o custo político dos governadores. Por outro lado, se o cenário mais complicado não se materializar no futuro, ele poderá reclamar que sua visão moderada estava acertada.

O resultado desses movimentos é de enfraquecimento presidencial.

A falta de coordenação, contudo, precisa ser superada para minimizar a gravidade do momento.

 

*Rafael Cortez é Cientista Político e sócio da Tendências Consultoria Integrada
rcortez@tendencias.com.br
https://twitter.com/rcortez_05

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Lições de 2008 deixaram mercados europeus mais protegidos

Bandeiras da União Europeia em frente ao Parlamento

(Bloomberg) — A turbulência nos mercados europeus no último mês levou operadores a lembrarem da crise de 2008-2009, quando o mundo financeiro parecia à beira do colapso. A boa notícia desta vez é que os governos têm usado as lições aprendidas com a última crise.

Do pacote de resgate de US$ 2 trilhões dos Estados Unidos à enorme compra de títulos pelo Banco Central Europeu, as autoridades agiram rapidamente para amortecer o impacto do surto de coronavírus. Certamente, as respostas variaram de país para país, membros da União Europeia têm esbarrado em obstáculos para fechar um acordo sobre os detalhes e ideias mais ambiciosas, como compartilhar o ônus da dívida, parecem descartadas por enquanto. Mas, no geral, investidores gostaram do que viram.

“Uma lição importante da crise de 2008 foi que bancos centrais deveriam agir rapidamente e de forma ousada”, disse Jordan Rochester, estrategista de câmbio na Nomura International, em Londres. “Eles fizeram as duas coisas nesta crise.”

Para colocar a resposta em perspectiva, em 2008 vários meses se passaram entre a ação do Federal Reserve e o lançamento de um programa de resgate de ativos de risco. E, na subsequente crise da dívida da zona do euro, investidores criticaram os governos por repetidamente adiar decisões em questões como o resgate da Grécia.

Obviamente, a grande crise ocorrida há mais de uma década foi um evento financeiro enraizado no mercado imobiliário que teve consequências econômicas; tanto a causa quanto o efeito poderiam ser abordados pela regulamentação e pela política fiscal e monetária. Desta vez, todo o estímulo do mundo não ajudará se a catástrofe de saúde pública subjacente não for controlada. De fato, as bolsas terminaram a semana em baixa na sexta-feira, interrompendo três dias de ganhos, diante do aumento dos casos nos EUA e em outros países.

Renda variável

A queda acumulada de cerca de 40% dos mercados de ações parece bastante semelhante aos choques anteriores; a velocidade da queda é a principal diferença.

A boa notícia é que a grande fuga do risco também gerou uma resposta mais rápida dos bancos centrais e, mais importante, dos governos, o que poderia evitar um mercado baixista estrutural, de acordo com o Goldman Sachs.

Na Alemanha, por exemplo, na segunda-feira o governo anunciou um plano de estímulo de 750 bilhões de euros (US$ 824 bilhões) em um momento em que o índice Dax acumula queda de 38% em relação ao pico no mês anterior.

“As políticas foram rápidas no ajuste desta vez, e vemos isso como um grande fator positivo que deve evitar que isso se torne sistêmico”, escreveram analistas do banco de investimentos em relatório.

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Até 40% das empresas de NY informam corte de pessoal ante pandemia, diz Fed

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York lembra em relatório que, por causa do coronavírus, os Estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut paralisaram as atividades não essenciais e as escolas e recomendaram que seus moradores fiquem em casa, como parte do esforço para desacelerar a disseminação do coronavírus.

“Essas ações são sem precedentes e os impactos econômicos devem ser temporários, mas severos”, diz a distrital do BC dos Estados Unidos.

Nesse contexto, o levantamento do Fed de Nova York aponta que 40% das empresas do setor de serviços e 30% daquelas do setor manufatureiro estão reportando reduções de pessoal, com muitas companhias notando dificuldade para ter acesso a crédito e mostrando preocupação sobre sua solvência.

O Fed NY também disse que questionou as companhias sobre como elas pretendiam cobrir a falta de receita nesse período. Usar reservas foi uma alternativa amplamente mencionada, seguida por fazer um uso maior de linhas de crédito, comenta a instituição.

Alguns empresários citaram que usavam economias pessoais, enquanto alguns poucos falavam em fazer novos empréstimos ou pedir um seguro por interrupção dos negócios.

O Fed de Nova York destaca, porém, que “um número considerável das empresas comentou que as políticas de seguro para interrupção de negócios não cobririam problemas resultantes da pandemia de coronavírus”.

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XP e BofA cortam projeções e se unem às expectativas de Ibovespa abaixo dos 100 mil pontos em 2020

B3 (Shutterstock)

SÃO PAULO – Destacando o forte impacto nos lucros das empresas previstos em 2020 por conta da crise com o coronavírus, a XP Investimentos e o Bank of America cortaram projeções para o Ibovespa para este ano.

A XP diminuiu a estimativa para o Ibovespa de 132 mil pontos para 94 mil pontos ao final de 2020 (o que corresponderia a um potencial de valorização de 28% frente o fechamento de sexta-feira), enquanto o Bank of America cortou a projeção de 130 mil pontos para 87 mil pontos (representando um upside de 18,5% frente sexta-feira).

Nas últimas semanas, o Morgan Stanley já havia cortado a projeção de 125 mil pontos para 85 mil pontos (veja aqui), o Itaú BBA passou de 132 mil pontos para 94 mil pontos (veja aqui), enquanto a revisão mais drástica ficou com o JPMorgan, que cortou de 126 mil para 80.500 pontos (confira aqui), todos eles agora vendo o índice abaixo dos 100 mil pontos em 2020.

David Beker, estrategista do Bank of America, destacou em nota que agora espera uma contração de 9% no lucro das empresas no Brasil em 2020, seguida por um crescimento de 10% em 2021. “O cenário-base do BofA prevê recessão profunda, mas de curta duração no país, com atividade econômica normalizando no fim do ano”, avalia.

A projeção otimista do banco americano vê o Ibovespa a 100 mil pontos no fim do ano (upside de 36,2%), enquanto estimativa pessimista vê o índice a 63 mil pontos (projeção de queda de 14,2%). De acordo com o estrategista do BofA, o mercado brasileiro atualmente precifica uma contração de 21% no lucro das empresas em 2020.

Para o BofA, embora o risco-país tenha subido no mês passado, espera-se que ele diminua assim que a o cenário da crise atual arrefeça, desde que grandes rupturas estruturais sejam evitadas. Esse foi o caso após a crise de 2009. “Dito isto, acreditamos que, mesmo em um cenário otimista, […] provavelmente o re-rating do Brasil será adiado para 2021”, avalia.

Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head do research da XP, por sua vez, destacou em relatório (confira clicando aqui) que a projeção é de que o índice atingirá um múltiplo de 10,7 vezes o preço sobre o lucro projetado para 2021, ainda abaixo da média histórica de 12,5 vezes e o pico recente de 14 vezes.

Mesmo com a projeção para o final do ano acima dos 90 mil pontos, Ferreira destaca ser importante frisar que é possível que haja novas baixas no mercado no curto prazo, antes que o índice aponte para uma recuperação no segundo semestre.

O índice poderia chegar a 60 mil pontos caso o mercado caísse a média do que caiu em recessões globais passadas, o que seria equivalente a uma baixa de 18% em relação ao fechamento de sexta-feira.

“Caso a situação se deteriore na mesma medida que chegou em 2008, o índice poderia cair para um intervalo de 46 mil até 50 mil pontos, um cenário que hoje nos parece pouco provável”, avalia.

Conforme avalia Ferreira, a rápida atuação dos governos e Bancos Centrais ao redor do mundo visando tentar conter o impacto econômico das medidas de controle do vírus é algo muito positivo, e reduz drasticamente o potencial da crise se deteriorar para uma depressão econômica. “Isso é uma mudança drástica de atitude frente ao que ocorreu em 2008, onde grandes bancos foram permitidos de ser levados à falência”, apontou.

Além disso, a China e a Ásia começam a dar sinais de voltar ao normal, o que é positivo para as commodities no Brasil. Também do lado positivo, o estrategista-chefe da XP avalia que Paulo Guedes, ministro da Economia, deixou claro que o governo tem mapeado o tamanho do problema e está agindo com um grande senso de urgência para anunciar as medidas necessárias.

Por outro lado, os indicadores econômicos e das empresas continuarão se deteriorando nas próximas semanas, o tempo necessário para voltarmos à normalidade permanece incerto, e as notícias positivas referentes aos pacotes anunciados ao redor do mundo (EUA, Europa) ficaram para trás.

Veja as projeções revisadas das instituições para o Ibovespa em 2020: 

Instituição Projeção anterior (em pontos) Projeção atual (em pontos) Potencial de valorização*
Bank of America 130 mil 87 mil +18,5%
Itaú BBA 132 mil 94 mil +28%
JPMorgan 126 mil 80,5 mil +9,6%
Morgan Stanley 125 mil 85 mil +15,75%
XP Investimentos 132 mil 94 mil +28%

*em relação ao fechamento de sexta-feira (27)

O BofA, por sua vez, detalhou os três cenários para o Ibovespa que possui, destacados abaixo:

1. Caso base (87 mil pontos): desaceleração profunda, mas relativamente contida. A atividade normaliza até o final do ano e a economia recupera em 2021. O crescimento do lucro por ação do Ibovespa cai 9%, mas recupera em 2021 com alta de 10%, com o Ibovespa continuando a ser negociado em linha com a média histórica, de 12 vezes o preço sobre lucro projetado para 12 meses.

Grande parte da deterioração dos lucros neste ano deve-se a setores cíclicos, que tem uma participação importante ​​no Ibovespa, avalia o BofA. Empresa de petróleo e de commodities em geral precisarão enfrentar a desaceleração do crescimento global, enquanto espera-se que players de consumo local sejam impactados pelas medidas de restrição à circulação. Enquanto isso, o setor financeiro enfrentará um ambiente de taxas ainda mais baixas e a piora das carteiras de crédito.

Contudo, a depreciação do real (positiva para os exportadores) e a implantação antecipada de estímulos monetários e fiscais devem amenizar o impacto no lucro por ação, avalia.

2. Cenário otimista (100 mil pontos): desaceleração limitada este ano, com o número de novos casos diminuindo mais rapidamente do que o esperado e a atividade se normalizando no segundo semestre de 2020. O lucro por ação do Ibovespa cairia apenas 5% e se recuperaria em 2021 com alta de 20% O valuation permanece nos níveis históricos (12 vezes o preço sobre o lucro esperado para 12 meses) neste cenário.

3. Cenário pessimista (63 mil pontos): Impacto mais longo do que o esperado do coronavírus na atividade com períodos de lockdown prolongados. O cenário de queda da atividade global se estende até 2021. O lucro por ação cai 20% em 2020 (contração semelhante a de 2009) e estagna em 2021. O valuation permanece com desconto frente à média histórica (11 vezes a projeção de lucro por ação, 8% de desconto) nesse cenário.

Diferenças com 2008

Para Ferreira, da XP, essa crise é diferente do que ocorreu em 2008 e, quando se olha para 2021, a expectativa é de que o mundo volte ao normal.

“Ela não se originou no mercado financeiro (como a bolha da internet em 2000, ou a bolha imobiliária em 2008) e depois se espalhou para a economia real. Essa crise é em primeiro lugar uma crise de saúde, e as vidas das pessoas é e tem que ser a preocupação principal”, aponta.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e vários economistas no mundo já preveem um impacto de no mínimo US$ 3 trilhões na economia mundial em 2020, com base apenas em dados preliminares de impactos vistos até agora.

“Porém, da mesma forma que a queda será brusca, o exemplo da China mostra que a recuperação também pode ser relativamente rápida – os dados mostram que a China já voltou a 85% do consumo de carvão versus antes do Ano Novo Chinês, enquanto que 84% das pessoas que saíram das cidades durante o Ano Novo, já retornaram a suas casas, e o tráfego de veículos já voltou a quase normalidade”, ressalta Ferreira.

O estrategista-chefe da XP também destaca que, nas últimas semanas, mais de 40 bancos centrais no mundo cortaram juros, além de realizarem pacotes de compras de títulos (“Quantitative Easing”) em nível recorde por parte dos EUA, Europa e Japão.

Além disso, o Congresso e o governo americano aprovaram um pacote de US$ 2 trilhões de auxílio, que equivale a quase 10% do PIB americano, enquanto a Alemanha aceitou usar política fiscal para combater a crise, com um pacote que poderia ser de 750 bilhões de euros. O Banco Central Europeu também anunciou 750 bilhões de euros em compras de títulos no mercado.

Apesar das medidas anunciadas serem muito positivas para absorver os impactos da crise, avalia, a urgência nos seus anúncios também demonstra a gravidade da crise que os governos também enxergam.

“O ponto que mais nos preocupa é o risco de muitas pequenas empresas ficarem pelo caminho, e não conseguirem sobreviver a um cenário sem nenhuma ou com baixa receita por 2 a 3 meses. Além de um número recorde de falências, isso também levará a um aumento exponencial no desemprego e também nos gastos fiscais e alavancagem dos governos e Bancos Centrais”, avalia, ressaltando que a sondagem com empresas privadas brasileiras feitas pela XP na última semana mostrou que 60% das empresas brasileiras não conseguem aguentar um cenário de interrupção de 60 dias, e 40% não sobrevivem até mesmo com uma interrupção de 30 dias.

Caso esse cenário ocorra, a recuperação após uma brusca recessão dessa poderá lenta, pois os danos causados às PMEs (pequenas e médias empresas) demoraria muito mais a se resolver. Esse problema de liquidez de pequenas e médias empresas, além dos setores mais afetados como bares e restaurantes, varejo e turismo e transporte aéreo, é a principal preocupação que os governos estão tentando evitar com esses pacotes anunciados.

Hora de ter cautela

A XP destaca 4 principais pontos que podem reverter esse ambiente negativo: i) sucesso confirmado nos remédios antivirais ou uma vacina efetiva surgindo no curto prazo (esse último menos provável); ii) a curva de mortes associadas ao COVID-19 chegar em um pico e começar a desacelerar nas principais economias; iii) governos voltarem atrás nas medidas draconianas de quarentenas e fechamento de fronteiras, flexibilizando-as; iv) governos e bancos ceentrais anunciando drásticas medidas de controle da crise e de investimentos na economia e na saúde.

“Dessas quatro razões, a quarta é a que já tem ocorrido de forma mais clara, e o que tem levado a uma recuperação recente dos mercados. Em relação às restrições, é discutível se os governantes conseguirão relaxar as quarentenas sem antes ter havido ainda uma redução no número de mortes geradas pelo coronavírus, ou um importante achatamento da curva’, avalia.

Assim, avalia Ferreira, as medidas drásticas que os governos estão sendo forçados a tomar no mundo para conter a pandemia estão tendo grandes impactos para a economia e para as empresas, levando a um enorme choque de demanda e de oferta ao mesmo tempo, para vários setores importantes para a economia.

“Com isso, a crise da saúde rapidamente se transforma em uma crise econômica. Dado que as notícias nas próximas semanas devem seguir piorando, tanto do lado da saúde quanto do lado das empresas, e as notícias positivas dos pacotes anti-crise já ficaram para trás, acreditamos que o momento segue exigindo cautela”, conclui.

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Carteira gráfica da XP sobe 25% e troca 4 ações para esta semana

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 27 de março a 3 de abril, trocando quatro das cinco ações que compõem o portfolio.

Com isso, saíram da carteira CVC Brasil (CVCB3), Via Varejo (VVAR3), B3 (B3SA3) e CCR (CCRO3). No lugar dessas, entraram os papéis de SLC Agrícola (SLCE3), Porto Seguro (PSSA3), Telefônica (VIVT4) e Ultrapar (UGPA3).

Gilberto Coelho, o Giba, analista responsável pela carteira, desde o fim de dezembro passou a calcular a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras, em vez de fazê-lo às segundas.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 25,57%, ante um ganho de 9,48% do Ibovespa. Com isso, o portfolio agora recua 32,54% no ano, ante queda de 37,04% do benchmark.

As ações da CVC tiveram o melhor desempenho da carteira, disparando 59,31%, enquanto a CCR saltou 25,30% e B3 teve alta de 16%.

Na sequência ficaram a Via Varejo, com ganhos de 15,38%, e a Marcopolo, que subiu 11,86%.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana. Para investir nelas, clique aqui e abra uma conta gratuita na XP.

Empresa Ticker Peso
Marcopolo POMO4 20%
SLC SLCE3 20%
Porto Seguro PSSA3 20%
Telefônica VIVT4 20%
Ultrapar UGPA3 20%

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