Na contramão do restante da economia, setores essenciais aceleram contratações

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Em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus, que deixou o brasileiro em quarentena e promete provocar mais desemprego, empresas que são parte de setores essenciais (como supermercados, hospitais e farmácias) estão contratando. Para dar conta da maior demanda, esses negócios vão na contramão do resto da economia.

Desde a semana passada, é como se todo dia fosse feriado para o comércio de diversas cidades brasileiras: com lojas fechadas, exceto os serviços essenciais. Com a maior parte das pessoas em casa e com o que não é considerado de primeira necessidade sem funcionar, as novas oportunidades de emprego se concentram nos setores de alimentação e saúde.

O ex-feirante Willian dos Santos, de 30 anos, comemora o emprego novo, de separador de itens orgânicos. “O momento é triste para todos nós, mas, como tenho uma filha, ter conseguido emprego fixo agora foi muito bom”, diz.

Juntas, as redes Carrefour, GPA e Big devem contratar mais de 11 mil pessoas – entre vagas temporárias e efetivas. Só o Carrefour abriu 5 mil postos em todo o País, temporários e efetivos.

Segundo a varejista, a necessidade de contratações ocorre pela maior busca por itens de alimentação, artigos de higiene e limpeza. A intenção é reforçar as equipes de atendimento.

Segundo o vice-presidente de Recursos Humanos do Grupo Carrefour no Brasil, João Senise, todo o processo de contratação será digital, exatamente para cumprir os protocolos para evitar a contaminação. “Vivemos um momento atípico e queremos contribuir para que todos tenham oportunidades de trabalho”, diz o executivo.

“Conseguir um emprego já é bom, mas, neste momento, parece ainda mais importante”, conta Gisele Costa, de 22 anos, que trabalha como operadora de caixa desde terça-feira em uma unidade na zona sul de São Paulo. “Agora, trabalhar em supermercado é também alertar as pessoas, pedir para evitarem aglomerações e apoiar os clientes idosos que não têm quem faça compras por eles.”

O Big é outra rede que vai reforçar a equipe. A empresa abriu mais de 500 vagas, desde operador de caixa a repositor, para as unidades e centros de distribuição, com processo seletivo digital. “A tecnologia é uma opção, até para tornar a seleção menos desgastante”, diz a diretora executiva de RH, Cátia Porto.

Reforço

As empresas também tentam substituir os funcionários com mais de 60 anos, no grupo de risco da Covid-19, que devem assumir outras funções.

Para reforçar o time durante o período de maior procura nas lojas físicas, de bandeiras como Extra e Pão de Açúcar, e nos canais online, o GPA fez o cadastro de currículos para seleção de mais de 5 mil temporários. Eles vão trabalhar por 30 dias, que podem ser prorrogados.

Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), pondera que o movimento de contratações tende a ser pontual, acompanhando a alta nas vendas dos primeiros dias de quarentena.

“No varejo, supermercados e medicamentos têm se saído melhor do que outros segmentos, como os de eletrodomésticos e roupas, o que se reflete nas contratações. Esse movimento de empregar mais, porém, não deve ser sustentável pelos próximos meses, a não ser que a quarentena se prolongue muito.”

As varejistas no Brasil seguem o movimento de empresas pelo mundo. Em meio à pandemia, o Walmart, maior empregador privado dos Estados Unidos, prometeu contratar 150 mil trabalhadores temporários. A rival Amazon abriu 100 mil vagas.

Mesmo fora das grandes redes, há contratações. Fundador da Raízs, serviço de venda e entrega de produtos orgânicos, Tomás Abrahão conta que o número de pedidos quadruplicou nas últimas semanas. A empresa dobrou o número de colaboradores e vai contratar mais. “Não dá para ficar feliz com a situação atual, mas temos um papel importante a cumprir.”

Saúde

Somados, cinco hospitais de São Paulo e do Rio têm mais de 3 mil vagas, para ajudar a suprir a demanda. Na linha de frente do combate à covid-19 no País, o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, vai chamar 1.426 temporários – 509 deles para o hospital de campanha no estádio do Pacaembu.

Além dele, abriram seleções o Hospital São Camilo (216 vagas) e o A.C. Camargo (130 postos), em São Paulo, o hospital público Ronaldo Gazolla (841 temporários), no Rio, e a rede D’or (400 vagas), nas duas cidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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A crise atual vai mudar o nosso futuro e acelerar a transformação digital, avaliam executivos

SÃO PAULO – Em live realizada pela XP Investimentos neste domingo (29), Mariano Gomide de Faria, CO-CEO da VTEX, uma das maiores empresas de e-commerce do mundo, Rony Meisler, fundador da Reserva, Paulo Correa, CEO da C&A, e Rafael Brandão, da Microsoft, falaram sobre os desafios do setor varejista e de ampliar a infraestrutura digital dos serviços em tempos de coronavírus.

A percepção dos executivos é de que essa crise é extensa e que haverá muitos momentos difíceis, uma vez que as operações em lojas físicas praticamente pararam em várias partes do mundo por conta da doença, mas haverá lições que transformarão o cenário para as empresas e o comportamento dos consumidores uma vez passada a pandemia.

“A crise vai dar aspectos de sobrevivência que farão com que transformemos o nosso futuro”, destacou Gomide, da VTEX, ressaltando que o poder da simplicidade norteará o poder da reação.

Ele aponta algumas tendências que devem acontecer uma vez reabertas as lojas quando passada a pandemia, como uma maior tendência de digitalização mesmo nas lojas físicas, o uso delas como centros de distribuição e a mudança da figura do vendedor, que deixará de ser “só um vendedor” e deverá ampliar o seu escopo de atuação, de modo a melhorar a experiência do consumidor.

Gomide, que trabalha em Londres, onde é a sede da companhia, aponta que foi um fator positivo que o Brasil tenha agido cedo, em contraponto a outros países da Europa, como o próprio Reino Unido, Espanha, Itália e Holanda.

Nesse sentido, em meio às discussões sobre se deve ou não abrir o comércio, Paulo Correa, da C&A, destaca que o varejo, no final, é um serviço que se presta à sociedade e que, se a população está em casa com medo de sair à rua e pegar a doença, não faz sentido abrir a loja só por abrir.

Para ele, isso pode causar dois problemas: o primeiro deles é justamente a movimentação baixa mesmo com a reabertura (Correa considera que, mesmo depois da pandemia, a retomada do consumo será lenta,) e o segundo é que, caso haja uma reabertura precipitada, o número de casos pode acelerar muito e levar a um fechamento ainda por mais tempo do varejo.

Assim, agora, Correa destaca que a empresa só tem uma loja, que é a digital: “isso gera um engajamento exponencial para a transformação digital que já estava acontecendo”, avalia.

Já Meisler, da Reserva, destaca que houve uma mobilização na companhia para trabalhar de maneira remota e avalia com bastante cautela os movimentos para reabertura de lojas.

Ele aponta que deve que mudar a lógica operacional das unidades de negócios e a Reserva passou a definir semanalmente a sua estratégia: “um sócio nos disse que a gente nunca foi tão produtivo na vida. É a primeira vez em treze anos de história que temos uma única meta e um único objetivo, que é passar por essa maluquice vivos e fortes. O poder de um único objetivo aliado à sobrevivência tem um poder que é intangível. Somos 1.200 vendedores agora”.

Dependência da China

Gomide também reforça um outro componente importante que foi evidenciado durante a crise: a dependência de diversos componentes vindos de fábricas da China que, se parassem por mais um mês, poderiam comprometer a produção em diversas escalas no mundo todo.

Através dessa crise, para o executivo, haverá uma redistribuição geográfica para outros países, inclusive Brasil e México. “Se a China se não produzisse, chegaríamos muito perto de uma crise real. Agora, a crise atual é fabricada pelo lockdown”, avalia.

Para Gomide, essa não deve ser a maior crise que o Brasil já enfrentou, mas que isso dependerá muito da velocidade de reação: “se a sociedade reagir rápido, o Brasil vai se sair melhor, vai demorar, mas vai se sair melhor”.

Como fazer o dinheiro chegar na ponta

Uma das questões que mais são ressaltadas como preocupantes é como a ajuda do governo para aliviar o caixa das empresas chegará aos pequenos fornecedores e comerciantes, que não possuem caixa para sobreviverem um longo tempo. Correa, da C&A, destaca que há uma cadeia de fornecedores que dependem de grandes varejistas e deve haver sensibilidade para equacionar a história.

“À medida que compulsório foi liberado, houve um empoçamento do capital nos bancos – e isso é crítico para grandes empresários e para os fornecedores”, avalia.

Para Correa, não há como sair “arranhado” da crise. Mas, mais do que a dimensão do impacto financeiro, há o impacto do comportamento, com mais pessoas usando as ferramentas de compra online e com a perspectiva de um comportamento diferente do consumidor, que estará mais conectado à sua casa depois de um longo período de quarentena.

“Tem uma história maior por trás disso e que vai afetar o que consumir, o perfil de consumo, vai ser diferente do que tínhamos até então”, avalia.

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Paulo Guedes: governo já liberou quase R$ 800 bi e vai rolar dívida de municípios

Paulo Guedes

SÃO PAULO – O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou neste sábado que o governo vai anunciar a rolagem de dívida de municípios, assim como fez com os Estados.

“Ainda não anunciamos, mas vamos também rolar a dívida de municípios”, afirmou o ministro, enquanto destacava as medidas econômicas que o governo está trazendo para combater a crise causada pelo coronavírus.

Segundo Guedes, o valor de todas as medidas anunciadas até aqui já totalizam quase R$ 800 bilhões ou cerca de 4,8% do PIB brasileiro.

“Desta quantia, metade é crédito para estimular a economia. A outra metade está dividida em adiamento de impostos, para trazer impacto de liquidez, e gasto primário — com folha de pagamento, com Bolsa Família, auxílio dos informais e outros”, afirmou em videoconferêcia realizada pela XP Investimentos neste sábado (28).

Segundo o ministro, o desafio agora é fazer esses valores chegarem aos mais pobres. “O desafio é essa execução. Se parte desse dinheiro não chegar aos mais pobres em duas semanas, não vai adiantar“, disse. 

Guedes continua no governo

Durante a entrevista, o ministro da economia também afirmou que não existe qualquer possibilidade de ele deixar o governo. “O presidente tem total confiança em nosso trabalho. Ainda que esteja no Rio de Janeiro, estou trabalhando o tempo inteiro”, afirmou.

Ainda sobre o presidente Jair Bolsonaro, Guedes afirmou que “é perfeitamente cabível o comportamento do presidente” em relação ao coronavírus. “Em uma democracia, todo mundo tem direito a uma opinião. Se ficarmos tempo demais no isolamento, vem uma segunda onda, que é a depressão econômica. Ele está preocupado com essa segunda onda”, afirmou.

A retomada pós-crise

Guedes também relatou que o governo está tomando todas as medidas econômicas necessárias para que o país tenha uma recuperação econômica rápida após o fim dos problemas de saúde.

“Daqui três, quatro meses quando a crise de saúde acabar, vamos voltar rapidamente com obras de infraestrutura, destravando o saneamento e privatizações. É isso o que vai nos tirar da crise”. afirmou.

Em outra vídeoconferência realizada mais cedo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, declarou que está trabalhando em um “pacote pós-crise”.

Segundo Guedes, antes do avanço da pandemia, o governo vinha tendo uma arrecadação de impostos 20% maior do que o previsto. “Do ponto de vista da receita, tínhamos um PIB de quase 3%”, disse. “Vamos trabalhar para recuperar essa retomada o mais rápido possível”, completou.

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Brasil pode ter ao menos 44 mil mortes; isolar só idosos eleva nº para 529 mil

Bolsonaro e Ministros de Estado em coletiva sobre coronavírus

Uma estratégia de isolamento social de manter só idosos em casa, como sugere o presidente Jair Bolsonaro, ainda poderia levar à morte mais de 529 mil pessoas no Brasil por covid-19. O número é metade do que se projeta para um cenário em que nada fosse feito no País para conter a dispersão do coronavírus (1,15 milhão de óbitos). Mas é bem mais alto do que a estimativa para um isolamento social rápido e amplo. Mesmo com essa restrição mais drástica, haveria ao menos 44 mil mortes pela doença.

Os números fazem parte da nova pesquisa do Grupo de Resposta à Covid-19 do Imperial College de Londres. Os cientistas vêm fazendo quase em tempo real projeções matemáticas do avanço da pandemia e avaliam as ações em andamento.

Foi um trabalho dessa equipe com projeções para Estados Unidos e Reino Unido que fez o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recuar sobre a ideia de adotar isolamento vertical (quarentena só de alguns grupos, como idosos e doentes crônicos). Johnson foi diagnosticado com covid-19 na sexta-feira, 27.

Segundo o jornal The New York Times, estimativas feitas por esses cientistas também influenciaram a Casa Branca a enrijecer medidas de isolamento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomenda o isolamento social. Já Bolsonaro tem criticado governadores que determinaram fechar o comércio e diz ter receio de uma crise econômica.

O trabalho mais recente do Imperial College, divulgado na quinta-feira, 26, expandiu a modelagem para 202 países. Liderados por Neil Ferguson, eles comparam possíveis impactos sobre a mortalidade em vários cenários: ausência de intervenções, com distanciamento social mais brando, que chamam de mitigação, ou mais restrito, a supressão.

As estimativas foram feitas com base em dados da China, onde a doença foi registrada pela primeira vez em dezembro, e de países de alta renda. Significa que para nações de baixa renda a realidade pode ser ainda mais grave do que a apontada. A estimativa de cerca de 44 mil mortes para o Brasil considera o cenário mais amplo de isolamento, e feito de modo rápido.

A eficácia do isolamento mais amplo se aplicaria em todo o mundo, segundo os pesquisadores. Eles estimam que, na ausência de intervenções, a covid-19 resultaria em 7 bilhões de infecções (quase toda a população global) e 40 milhões de mortes em todo o mundo este ano.

“Estratégias de mitigação focadas na blindagem de idosos (reduzir em 60% os contatos sociais) e desaceleração, mas não interrupção da transmissão (redução de 40% nos contatos sociais para uma população mais ampla) poderiam reduzir esse ônus pela metade, salvando 20 milhões de vidas, mas prevemos que, mesmo nesse cenário, sistemas de saúde em todos os países serão rapidamente sobrecarregados”, dizem os cientistas.

O Brasil já prevê demanda crescente no SUS. No País, até a sexta-feira, já havia 92 mortes confirmadas.

“É provável que esse efeito seja mais grave em contextos de baixa renda, onde a capacidade é mais baixa. Como resultado, prevemos que o verdadeiro ônus em ambientes de baixa renda que buscam estratégias de mitigação podem ser substancialmente mais altos do que o refletido nessas estimativas”, continuam os pesquisadores.

Apontam ainda que a demanda por ajuda médica só ficará em níveis manejáveis com adoção rápida de medidas de saúde pública para suprimir a transmissão, similares às de China e Coreia do Sul. Eles listam os testes em massa, o isolamento de casos e medidas mais amplas de distanciamento social.

“Se uma estratégia de supressão for implementada precocemente (com 0,2 morte por 100 mil habitantes por semana) e sustentada, então 38,7 milhões de vidas podem ser salvas. Se for iniciada quando o número de óbitos for maior (1,6 óbito por 100 mil habitantes por semana), só 30,7 milhões de vidas poderiam ser salvas”, escrevem eles, sobre as projeções globais. “Atrasos na implementação de ações para suprimir a transmissão levarão a piores resultados e menos vidas salvas.”

Consequências

Eles ponderam não considerar impactos sociais e econômicos mais amplos da supressão. Reconhecem que esses efeitos serão altos e podem ser desproporcionais em áreas de baixa renda.

Os pesquisadores reforçam, como já tinham dito em estudos anteriores, que as estratégias de supressão teriam de ser mantidas, com breves interrupções, até que vacinas ou tratamentos eficazes se tornem disponíveis.

Pesquisas sobre imunizantes já começaram, mas demandam uma série de testes e dificilmente a vacina chegará ao mercado ainda este ano. “Nossa análise destaca as decisões desafiadoras enfrentadas por todos os governos nas próximas semanas e meses, mas demonstra como uma ação rápida, decisiva e coletiva agora poderia salvar milhões.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Lucro líquido da Eletrobras cai 20% e atinge R$ 10,744 bilhões em 2019

A Eletrobras registrou um lucro líquido de R$ 3,12 bilhões no período entre outubro e dezembro do ano passado. O valor é 77,3% menor na comparação com os R$ 13,752 bilhões anotados no mesmo período de 2018. O forte recuo é influenciado pelos efeitos não recorrentes positivos anotados em 2018, como a reversão de impairment e contrato oneroso da Eletronuclear de R$ 7,2 bilhões anotada na ocasião.

Em 2019, o lucro líquido da estatal totalizou R$ 10,744 bilhões, 20% menor que os R$ 13,348 bilhões obtidos em 2018. Com o desempenho, a administração propôs o pagamento de dividendos de R$ 2,5 bilhões relativos ao exercício de 2019.

A companhia destacou que o resultado líquido do quarto trimestre de 2019 é composto pelo lucro líquido das operações continuadas, que somou R$ 4,872 bilhões e pelo prejuízo líquido de R$ 1,752 bilhão, referente às operações descontinuadas, ou seja, as operações de distribuição, com destaque para a privatização da Amazonas Energia, que deixou de ser consolidada pela companhia no ano passado.

O lucro recorrente do quarto trimestre foi de R$ 1,328 milhões, 55,24% menor em relação aos R$ 2,967 bilhões anotados um ano antes. Segundo a Eletrobras que a queda no resultado recorrente foi influenciada pelo ajuste a valor justo da indenizações relacionadas a ativos antigos e não amortizados que tiveram a concessão renovada, conhecido pelo jargão RBSE, que passou de uma receita líquida de R$ 1,143 bilhão entre outubro e dezembro de 2018 para uma despesa líquida de R$ 1,258 bilhão nos mesmos meses de 2019.

A estatal realizou a remensuração desses ativos “considerando a atualização da parcela remuneração “Ke” a partir de julho 2017 pelo WACC regulatório da transmissão e IPCA até a data de mensuração; a alteração da taxa de desconto próxima da NTN-B de 4,6% em dezembro de 2018 para uma taxa próxima da remuneração regulatória de 6,4%; e o início do recebimento da parcela remuneração “Ke” em junho de 2021 pelo prazo da Portaria 120, até junho de 2025″, explicou, salientando que a mudança de estimativa não tem efeito caixa, somente ajuste contábil de mensuração do ativo.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) da Eletrobras ficou em R$ 3.204 bilhões no quarto trimestre, queda de 74% frente ao anotado um ano antes.

A Eletrobras destacou que o Ebtida recorrente registrou um aumento de 11%, atingindo R$ 3,248 bilhões, ante os R$ 2,935 bilhões no quarto trimestre de 2018. No ano, o Ebitda recorrente somou R$ 13,2 bilhões, alta de 5% em relação a 2018.

Já a receita operacional líquida aumentou 2,9% nos últimos três meses do ano passado, frente o exercício anterior, para R$ 7,339 bilhões. A receita operacional líquida recorrente subiu 7,5%, passando de R$ 6,872 bilhões para R$ 7,395 bilhões na comparação anual. No ano, a Receita Operacional Líquida totalizou R$ 27,726 bilhões em 2019, com destaque para a entrada em operação da termelétrica Mauá 3, da Amazonas GT, e para o recebimento de receita de Melhoria relativa às concessões de geração prorrogadas em 2013.

No desempenho da Eletrobras no ano passado, destaque ainda para a redução no indicador dívida líquida/Ebitda, que caiu de 2,1 vezes, em 2018, para 1,6 em 2019, em linha com o esforço da atual administração para elevar seus indicadores. O caixa consolidado encerrou o ano em R$ 10,8 bilhões.

Entre as medidas adotadas na busca de maior eficiência, a companhia reduziu em 24% no quadro de pessoal, por meio de planos de demissão consensual. Essa diminuição, juntamente com a redução de terceirizados em Furnas, representará uma economia anual estimada de mais de R$ 1 bilhão, destacou a empresa em nota à imprensa.

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Senado vota socorro de R$ 600 a informais na 2ª-feira

Plenário da Câmara durante sessão do Congresso

A concessão de um auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais será votada na segunda-feira pelo Senado Federal, informou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em sua conta no Twitter.

A votação é o passo que falta para que o projeto possa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro e comece a valer. Só então é que o dinheiro começará a ser liberado às famílias brasileiras. O benefício será repassado por três meses e será pago em dobro para mulheres chefes de família. “Diante da importância do repasse de R$ 600 a R$ 1.200, por três meses, aos trabalhadores autônomos, o Senado cumprirá o seu papel em nome do povo brasileiro e votará o projeto na segunda-feira”, disse Alcolumbre.

A criação do benefício foi aprovada ontem pela Câmara. Além do auxílio emergencial, também será paga uma antecipação de R$ 600 a pessoas com deficiência que ainda aguardam na fila de espera do INSS para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O valor é o dobro do que havia sido avalizado pela equipe econômica em meio às negociações com os deputados nos últimos dias (R$ 300). Inicialmente, o governo havia proposto um benefício de R$ 200 mensais. O relator do projeto, deputado Marcelo Aro (PP-MG), decidiu subir o valor a R$ 500, mas na quinta-feira o presidente Jair Bolsonaro deu aval para subir para R$ 600.

Os valores serão pagos por três meses, podendo ser prorrogados enquanto durar a calamidade pública causada pela pandemia do novo coronavírus.

A proposta foi aprovada simbolicamente, sem a contagem dos votos, mas de forma unânime pela indicação dos partidos durante sessão virtual. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o aumento da ajuda para R$ 600 foi a demonstração de que o governo tem de conversar com o Congresso mesmo com “divergências”.

Gastos

Com um valor de R$ 200, o governo estimava um gasto de R$ 15 bilhões no caso do auxílio emergencial e de R$ 5 bilhões para a antecipação do BPC. Permanecendo o mesmo alcance, as despesas passariam a R$ 45 bilhões e R$ 15 bilhões, respectivamente. Porém, a diferenciação para mulheres chefes de família pode ampliar o impacto.

Para ter direito ao auxílio emergencial, a renda por pessoa tem de ser de até R$ 552,50. O auxílio emergencial será operacionalizado pelos bancos públicos.

BPC

A elevação do valor dos benefícios não é o único ponto do qual o governo discorda no projeto. O relator restabeleceu o acesso ao BPC às famílias com renda de até R$ 261,25 por pessoa (um quarto do salário mínimo) em 2020, mas previu nova elevação desse limite a R$ 522,50 por pessoa (meio salário mínimo) a partir de 2021.

O governo é contra essa mudança no critério do BPC, que traria um gasto adicional de R$ 20,5 bilhões no ano que vem. A despesa permaneceria nos anos seguintes. Um custo desse porte pode inviabilizar o teto de gastos, mecanismo que limita o avanço das despesas à inflação.

O Congresso já havia tentado implementar esse limite mais amplo – que na prática aumenta o número de famílias beneficiadas – ao derrubar um veto do presidente Jair Bolsonaro. Como a mudança valeria para este ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) condicionou a eficácia da medida a compensações, como cortes de outras despesas. Essa ação da corte de contas deflagrou a nova negociação do projeto no Congresso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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5 lições valiosas da crise para o investidor de ações

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Se não foram muitos os investidores que viram seu patrimônio crescer nas últimas semanas, ninguém pode reclamar dos aprendizados que a crise trouxe até aqui.

Nesta semana, o Stock Pickers lançou seu novo quadro, o Coffee & Stocks, com conversas matinais entre o analista Thiago Salomão e alguns dos principais nomes do mercado financeiro.

Gestores, analistas e investidores contaram como estão vendo o caos do mercado nas últimas semanas, e revelaram as mudanças que fizeram em suas carteiras para se adaptar à nova realidade.

Mais do que isso, eles deixaram algumas lições valiosas para os investidores que querem chegar ao fim da tempestade mais fortes do que entraram. Confira a seguir algumas delas.

E não se esqueça: nesta segunda-feira (30), começa a série inédita Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise. Serão 6 aulas ao vivo, 100% online e gratuitas, com os maiores especialistas em ações do país. Para participar, basta clicar aqui.

1. Conheça suas empresas — e olhe para o futuro

É em momentos de pânico nos mercados que o investidor precisa saber por que comprou as ações que compõem seu portfólio. Entender a dinâmica de cada setor, estudar a solidez do negócio e saber quem está pilotando o avião na tempestade é crucial para saber se ele chegará com combustível do outro lado.

Por isso, André Ribeiro, gestor do Brasil Capital e primeiro convidado do programa, fez questão de conversar nos últimos dias com representantes de todas as empresas em que o fundo investe.

Segundo ele, 70% dos recursos da carteira estão alocados em empresas de serviços essenciais — cuja demanda deve sofrer menos na crise — e que possuem caixa robusto. São os casos, por exemplo, de Cosan, Rumo, Alupar, Energisa e Eneva.

Mesmo no caso de empresas de consumo discricionário, o gestor acredita que alguns papéis foram penalizados demais pelo mercado.

São os casos da Yduqs, cujo diferencial competitivo estaria em sua frente de educação a distância, e da seguradora Sul América, que, em sua avaliação, deve sofrer menos com o aumento de custos do que os investidores têm estimado. “O mercado precifica um aumento dos sinistros, porém discordamos disso” diz.

Ribeiro acredita que a maior parte do valor das empresas está na perpetuidade, isto é, em horizontes mais distantes de tempo. Por isso, aquelas que resistirem ao cenário difícil devem ser premiadas pelo mercado no futuro. “Isso vai voltar e, com o tempo, o valor de mercado delas vai se equiparar ao valor das companhias”.

2. A irracionalidade dói, mas traz oportunidades

Até um certo ponto, o tombo do Ibovespa foi reflexo da deterioração dos fundamentos das empresas. Mas uma “crise de sentimento” dos investidores fez com que o mercado entrasse em uma corrida para o fundo (race to the bottom, no inglês), perdendo qualquer respaldo da realidade.

A opinião é de Luiz Aranha, gestor da Moat Capital, que acredita que o mercado entrou em uma espiral de pessimismo. “As quedas foram assustadoras. Porém a volatilidade vai passar e as empresas ficam”, afirma.

Nesse cenário, segundo ele, surgiram grandes oportunidades na Bolsa, motivo pelo qual o fundo ampliou o número de ações na carteira — de 25 para 35 — e está 100% comprado. O fundo se desfez de algumas posições no setor bancário e comprou ações de energia e construtoras, por considerá-las mais descontadas.

“Eu nunca vi um mercado tão barato. Obviamente que não foi fácil, a perda foi muito grande. Mas as pessoas colocaram no preço uma depressão muito profunda, sendo que a probabilidade disso acontecer é muito baixa.”

3. Nunca (e principalmente agora) aposte em um só cavalo.

Embora haja empresas baratas no horizonte, o cenário permanece nebuloso. Por isso, apostar todas as fichas em poucos papéis agora pode ser uma estratégia imprudente.

A avaliação é de Gustavo Heilberg, gestor da HIX Capital, que também aumentou o número de ativos na carteira do fundo de ações da casa.

“É mais fácil achar o que você quer comprar do que o contrário. O risco de concentrar e apostar em um cavalo ainda não compensa. Faz sentido essa diversificação um pouco maior do que é comum”.

O gestor conta que o fundo adotou duas medidas importantes na última semana. A primeira foi desinvestir de negócios com alavancagem elevada que corram risco de sobrevivência. A segunda foi gastar o caixa para aproveitar o maior número de oportunidades possível.

“Estamos mais diversificados do que costumamos ser. Normalmente o fundo chega a ter 20% em uma posição. Hoje, nossa maior está com 10%, e estamos com quase 30 posições.”

As três maiores posições do fundo são Eneva, AES Tietê e Camil.

4. Quando a crise vem, o governo precisa estar lá

Apesar de ter caído 5,5% nesta sexta-feira (27), o Ibovespa fechou a semana com a maior alta desde março de 2016. Para Fernando Ferreira, chefe de análise da XP, a forte recuperação teve como pano de fundo a resposta mais incisiva de autoridades monetárias e governos de diferentes países.

“Em 2008 deixaram os bancos quebrarem, e isso exacerbou demais a crise. Hoje essa discussão já passou, e está muito claro para os governos que não dá para deixar as empresas quebrarem, porque o efeito na economia é muito maior e mais prolongado”, afirmou na live do Coffee & Stocks de quinta-feira (26).

O governo dos EUA aprovou nesta semana um pacote de US$ 2 trilhões, que inclui auxílio a empresas e famílias. A Alemanha seguiu na mesma direção e aprovou um pacote de 750 bilhões de euros para estimular a economia. “Ou seja, os governos estão ativos em anunciar grandes pacotes fiscais”.

Ferreira ressaltou, contudo, que uma parte da alta da Bolsa nesta semana foi uma correção natural após o tombo dos últimos dias. Além disso, resta saber ao certo a dimensão dos esforços do governo brasileiro para conter a crise.

5. Procure ajuda nos livros

Engana-se quem pensa que os livros sobre o mercado financeiro são destinados apenas a analistas e gestores. A prova disso é o jogador Lucas Leiva, que indicou duas de suas obras favoritas sobre o assunto no Coffee & Stocks desta sexta-feira (27). São elas o “Faça fortuna com ações, antes que seja tarde”, de Decio Bazin, e “A lógica do cisne negro”, de Nassim Taleb.

Os investimentos estão entre as paixões do volante da Lazio, que começou a aplicar, entre outros motivos, por saber que a carreira de jogador de futebol é relativamente curta. “Com o tempo, eu percebi que, para fazer as perguntas corretas para o meu assessor, eu tinha que entender sobre investimentos, então comecei a estudar”, disse.

Leiva contou que usa os ensinamentos adquiridos na literatura para escolher seus ativos, além de conseguir manter um olhar de longo prazo durante o furacão. Sobre sua carteira, ele revela que tem investimentos em todos os cantos do planeta.

“Tenho os fundos Moat Capital e Dahlia Total Return. Aqui fora tenho ações da Berkshire Hathaway e da Coca-Cola. Das brasileiras, tenho ações da Vale e, das italianas, tenho da Ferrari e da Technogym, que é uma empresa de equipamentos de academia”, acrescentou.

Quer se tornar um grande investidor de ações? Então não se esqueça: nesta segunda-feira (30), começa a série inédita Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise. Serão 6 aulas ao vivo, 100% online e gratuitas, com os maiores especialistas em ações do país. Para participar, basta clicar aqui..

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Por que agora não é a hora de vender suas cotas

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Atualização e esclarecimento: Mudamos o título deste texto e do episódio. Embora muitos tenham concordado com a ideia, também houve quem não gostasse. Nosso intuito é e sempre foi promover educação financeira e estimular o debate de maneira saudável, por isso decidimos que essa era a melhor decisão. Ressaltamos que o conteúdo do episódio permanece o mesmo e não acreditamos que vender suas cotas agora seja uma boa decisão. Paz.

Com o mercado passando por uma crise que já fez o Ibovespa perder 37% do valor desde seu início, será que podemos ter “raiva” dos nossos gestores de fundos? Essa discussão está rolando solta do Twitter, com direito aos haters mal-educados de sempre. Por isso, neste segundo episódio em home studio do Stock Pickers, trouxemos dois fund pickers para opinar.

Samuel Oliveira, chefe da área de análise de fundos da XP Investimento, e Guilherme Anversa, gestor responsável pelas carteiras de fundos da XP Advisory, dois verdadeiros “sommeliers” deram suas opiniões. E ela pode ser resumida assim: depende se o gestor respeitou ou não o mandato do fundo.

E sobre o mercado como um todo? É hora de abandonar esses gestores? Não. Grandes nomes como: Warren Buffet, Ray Dalio, Howard Marks, Jim Simons, todos estão perdendo dinheiro neste momento, mas é passageiro e não muda a qualidade destes gestores.

Ou seja, você pode até estar com “raiva” desses gestores, mas dentre as suas três opções – aportar mais, manter ou vender – sem sombra de dúvidas a terceira é a pior opção. E por favor, não xingue ninguém no Twitter.

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Fitch rebaixa rating do Reino Unido de AA para AA-, com perspectiva negativa

A Fitch rebaixou o rating do Reino Unido de AA para AA-, com perspectiva negativa. A agência diz que isso reflete um “significativo enfraquecimento” nas finanças públicas do país por causa do impacto da pandemia de coronavírus e do relaxamento fiscal recente britânico. Também é fruto do “profundo estrago no curto prazo” por causa da pandemia, diz a Fitch, e da incerteza sobre a relação comercial futura entre o país e a União Europeia.

A Fitch acredita que a resposta necessária ao coronavírus resultará em uma grande elevação no déficit geral do governo e nos níveis de endividamento, o que levará à aceleração da deterioração das métricas de finanças públicas no médio prazo.

A agência estima agora que o Produto Interno Bruto (PIB) do país pode recuar quase 4% em 2020, mas ressalta a incerteza sobre a duração da pandemia, dizendo que há “um substancial risco de baixa para essas projeções econômicas”.

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Efeito coronavírus no emprego dos EUA, PMIs e últimos resultados: o que acompanhar na próxima semana

SÃO PAULO – Apesar da recuperação do Ibovespa na última semana, os investidores seguem tensos com os rumos da economia global e isso deve manter as bolsas no mundo todo em clima de cautela nos próximos dias.

Entre os indicadores, alguns dados importantes serão publicados e devem mostrar com mais clareza como está sendo o impacto da crise do novo coronavírus nas diversas economias.

O principal dado neste sentido será o relatório de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll, a ser divulgado na sexta-feira (3). A estimativa, segundo mediana compilada pela Bloomberg, é fechamento de 100 mil vagas, contra um resultado de 273 mil vagas criadas em fevereiro.

Ainda sobre os impactos da pandemia, na China saem os números dos PMIs da indústria de março, que podem já trazer alguma indicação sobre uma possível retomada da segunda maior economia do mundo, que na última semana voltou a reabrir alguns locais conforme o vírus perde força no país.

No Brasil, o relatório Focus do Banco Central pode trazer novos cortes no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Além disso, também saem os números de PMIs e dados da indústria automobilística de março.

No mercado financeiro, a próxima semana também marca o fim da temporada de resultados corporativos de 2019. Entre os destaques, empresas como Even, Cemig, CVC e Centauro divulgam seus balanços.

Luta contra o coronavírus

Por aqui, aumenta também o risco político, conforme o discurso do presidente Jair Bolsonaro se descola de governadores de estados, criando um atrito sobre como combater o surto do novo coronavírus.

O discurso de Bolsonaro contra o isolamento social ganhou força entre apoiadores e um dos grupos, o Avança Brasil, lançou uma campanha para que os trabalhadores retomem a vida normal na segunda-feira (30). Do outro lado, autoridades como o governador de São Paulo, João Doria, mantêm uma postura rígida de isolamento.

Enquanto isso, o Banco Central já disse ter um “arsenal” para usar no câmbio, mas por ora só tem atuado pontualmente, em momentos de disfuncionalidade.

Nos juros, o Tesouro disse que continuará realizando seu programa de compra e venda de títulos públicos, com prazo indeterminado, sempre que observar disfuncionalidades nos negócios.

Por fim, governo e Congresso devem continuar agindo em sentido mais amplo para conter os efeitos econômicos da pandemia. Após a Câmara aprovar uma ajuda de R$ 600 aos mais necessitados, na sexta o BC anunciou novas medidas, entre elas a recompra de créditos das empresas – vista no mercado como uma iniciativa positiva uma vez que apenas a queda dos juros seria insuficiente para aliviar o setor produtivo.

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores e resultados.

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