Itaú Unibanco afirma que não teve acesso a informação sobre delação de Eike

Em resposta a ofício enviado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Itaú Unibanco (ITUB4) afirma que não teve acesso a qualquer informação sobre o conteúdo de uma suposta delação premiada do empresário Eike Batista que envolveria o Itaú BBA.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o empresário apontou a participação de seis bancos em operações irregulares na Bolsa.

Segundo ele, são eles o JPMorgan, Goldman Sachs, BTG Pactual, Itaú BBA, Morgan Stanley e Credit Suisse. As operações totalizariam US$ 1 bilhão.

“O Itaú Unibanco enfatiza que todas as operações que realiza, seja no mercado de capitais ou no mercado de crédito, seguem os mais altos padrões de governança corporativa, são supervisionadas pelas autoridades competentes e reportadas para tais autoridades”, diz o banco na resposta.

O banco ressalta ainda que o tipo de operação mencionada, de Notas Participativas, é um produto financeiro comum, e as operações foram publicamente informadas ao mercado.

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Lucro líquido da JBS cresce 241 vezes e atinge recorde de R$ 6,1 bilhões em 2019

JBS

A JBS (JBSS3), maior empresa de proteínas animais do mundo, informou na quarta-feira, 25, que terminou o período de outubro a dezembro de 2019 com um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 2,435 bilhões, 332,4% acima dos R$ 563,2 milhões no mesmo intervalo de 2018. Incluindo a participação dos minoritários, o lucro foi de R$ 2,513 bilhões, avanço de 356,5%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da JBS no quarto trimestre de 2019 alcançou R$ 5,7 bilhões, alta de 67,2% sobre os R$ 3,4 bilhões do mesmo intervalo do ano anterior. A margem Ebitda foi de 9,9%, ante 7,2% um ano antes.

No período, a companhia reportou uma receita líquida de R$ 57,1 bilhões, um aumento de 20,7% sobre os R$ 47,3 bilhões do quarto trimestre de 2018.

Por unidade de negócio, a JBS Brasil foi a que registrou maior crescimento na receita em moeda local no período, de 28,4%, seguida por Seara, com 23,9%, e Pilgrims Pride, com aumento de 15,3%. O maior crescimento do Ebitda foi na JBS USA Pork, de 78,1%, seguido por JBS Brasil, de 66,2%, e pela Seara, de 48,9%.

No balanço, a empresa informou que seu índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) em reais caiu para 2,16 vezes, ante 3,18 vezes no quarto trimestre de 2018. Em dólar, a alavancagem ficou em 2,13 vezes no quarto trimestre de 2019 – era de 3,01 vezes um ano antes.

A menor alavancagem reflete a diminuição na dívida líquida da JBS, que estava em R$ 42,994 bilhões no fim do quarto trimestre de 2019, abaixo dos R$ 47,217 bilhões de um ano antes. A companhia também aumentou a geração de caixa livre, que era de R$ 3,2 bilhões no fim do trimestre, alta de quase 142% na comparação com o quarto trimestre de 2018.

Considerando todo o ano passado, o lucro líquido da JBS cresceu 241 vezes e alcançou o recorde de R$ 6,1 bilhões, ante apenas R$ 25 milhões em 2018. A receita líquida da companhia no período também foi recorde e somou R$ 204,5 bilhões, um aumento de 12,6% ante os R$ 181,7 bilhões do ano anterior.

No ano de 2019, o Ebitda ajustado da JBS alcançou R$ 19,9 bilhões, um avanço de 33,9% sobre o Ebtida ajustado de R$ 14,8 bilhões de 2018. A empresa obteve uma margem Ebitda de 9,7% no ano. Em 2018, a margem ficou em 8,2%.

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Via Varejo conclui investigação de fraude contábil vendo impacto de R$ 1,19 bi; prejuízo de R$ 9 bi da Oi em 2019 e mais

loja casas bahia shopping via varejo

A Via Varejo informou na noite de ontem que a sua investigação sobre fraudes contábeis, erros e mudanças de estimativas nos balanços de exercícios anteriores, cujas denúncias foram recebidas pela empresa em outubro do ano passado, encontrou a cifra de R$ 1,19 bilhão de impacto no balanço.

A empresa afirmou que não será necessária “a abertura de exercícios anteriores a 2019 para fazer os ajustes, uma vez que a companhia avaliou bem o assunto e não são necessários ajustes retrospectivos, sendo ajustados no próprio exercício de 2019”.

Já a JBS (JBSS3), gigante frigorífica, divulgou balanço na noite de ontem e reportou um lucro líquido de R$ 6,1 bilhões no ano passado, “o maior da história da empresa”. Houve crescimento de 241% sobre 2018. Outros resultados do grupo, como Ebitda e receita líquida, também mostraram crescimento de pelo menos dois dígitos.

 Via Varejo (VVAR3) 

A Via Varejo informou na noite de ontem que a sua investigação sobre fraudes contábeis, erros e mudanças de estimativas nos balanços de exercícios anteriores, cujas denúncias foram recebidas pela empresa em outubro do ano passado, encontrou a cifra de R$ 1,19 bilhão de impacto no balanço. A empresa, controladora da Casas Bahia e do Ponto Frio, afirmou que não será necessária “a abertura de exercícios anteriores a 2019 para fazer os ajustes, uma vez que a companhia avaliou bem o assunto e não são necessários ajustes retrospectivos, sendo ajustados no próprio exercício de 2019”. A Via Varejo afirma que a “conclusão da investigação demonstra que os ajustes contábeis não impactarão de forma adversa o seu fluxo de caixa, condição financeira ou sua capacidade de honras compromissos”.

Sobre o resultado, a Via Varejo apurou lucro líquido de R$ 78 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo um prejuízo de R$ 282 milhões no mesmo período de 2018. No ano de 2019, a varejista acumula perdas de R$ 479 milhões, ante perdas de R$ 291 milhões no ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado registrou forte expansão de 91,4% no quarto trimestre, na comparação anual, para R$ 605 milhões. No ano, o indicador recuou 15,2%, a R$ 1,736 bilhão.

A margem Ebitda ajustada passou de 4,2% para 8% no comparativo entre mesmos trimestres. Em 2019, essa margem recuou de 7,6% para 6,8%.

A receita líquida da Via Varejo cresceu 1,1% entre outubro e dezembro, para R$ 7,6 bilhões. No ano, a empresa registrou recuo de 4,8% na receita, para R$ 29,848 bilhões. O volume bruto de vendas (GMV, na sigla em inglês) faturado somou R$ 9,3 bilhões no trimestre, alta de 7,3%.

A companhia encerrou o trimestre com uma posição de caixa total de R$ 4,4 bilhões e caixa líquido ajustado de R$ 2,2 bilhões, incluindo a carteira de recebíveis não descontados no valor de R$ 3 bilhões. A redução de 2,2 bilhões frente ao mesmo período do ano anterior, apesar da redução de estoques, está relacionada com a menor geração de caixa operacional nos primeiros nove meses do ano passado e redução do prazo médio de pagamentos.

JBS (JBSS3)

A JBS divulgou balanço na noite de ontem e reportou um lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 332,4% sobre igual trimestre de 2018. No ano passado consolidado, o lucro líquido da empresa avançou 241% sobre 2018, atingindo R$ 6,1 bilhões. Segundo a JBS, “foi o maior lucro líquido da história da empresa”. ]

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu R$ 5,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado, uma expansão de 67,2% sobre igual período de 2018. O Ebitda do ano fechado de 2019 foi de R$ 19,8 bilhões, um crescimento de 33,9% sobre 2018. A receita líquida da empresa avançou 20,7% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 57,1 bilhões. Em 2019 fechado, a receita líquida foi de 204,5 bilhões, um crescimento de 12,6% sobre 2018.

A JBS afirma que, mesmo com as aquisições feitas no ano passado conseguiu reduzir a dívida líquida em 8,9% para R$ 42,9 bilhões no final de 2019. Segundo a empresa, a relação dívida líquida sobre o Ebitda, que no final de 2018 era de 3,18 vezes (3,1x), caiu para 2,16 vezes (2,16x) no fim de 2019. A empresa encerrou 2019 com R$ 9,8 bilhões no caixa. Os números da JBS incluem as variações cambiais, principalmente a desvalorização do real frente ao dólar no ano passado.

O Conselho da companhia aprovou ainda recomprar até 10% das ações em circulação.

Oi (OIBR4)

O Oi teve teve prejuízo líquido de R$ 9 bilhões em 2019, revertendo o lucro líquido de R$ 24,591 bilhões de 2018 – quando se beneficiou do corte da dívida em seu processo de recuperação judicial.

O Ebitda de rotina, ajustado pela norma contábil IFRS 16, totalizou R$ 6,015 bilhões no ano. Já a receita líquida foi de R$ 20,136 bilhões, queda de 8,7%.

A dívida bruta somou R$ 18,227 bilhões, alta de 1,8%.

A Oi informou, também, que não está fazendo projeções para 2020, devido à incerteza econômica causada pela pandemia da covid-19, mas “principalmente” pela iminente assembleia-geral de credores da Oi prevista para este ano, “a qual poderá deliberar sobre temas estratégicos para a companhia com potencial impacto relevante em seus negócios futuros”.Paranapanema (PMAM3)

A Paranapanema informou na noite de ontem que suspenderá as atividades nas suas fábricas de Utinga (SP) e Serra (ES), a partir de 30 de março. Segundo a fabricante de tubos, conexões, vergalhões e cobre refinado, a suspensão ocorrerá temporariamente por causa da queda da atividade econômica que a epidemia do coronavírus provocou no Brasil. A Paranapanema manterá em operação apenas na sua fábrica em Dias D’Ávila (BA).

Embraer (EMBR3)

A Embraer, maior fabricante brasileira de aeronaves, divulgou balanço na manhã de hoje do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A empresa informou que teve um prejuízo de R$ 383,6 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo lucro líquido de R$ 78,9 milhões de igual trimestre de 2018. No ano fechado de 2019, a Embraer obteve prejuízo de R$ 862,7 milhões, resultado bem mais negativo que em 2018, quando o prejuízo foi de R$ 224,3 milhões.

Houve queda nas vendas do setor da aviação comercial, mas o maior impacto nos resultados da Embraer foi o reconhecimento de um impairment de R$ 294,2 milhões na aviação executiva. A receita líquida da empresa cresceu 33% no quarto trimestre do ano passado, avançando para R$ 8,58 bilhões.

A receita líquida do ano consolidado de 2019 foi de R$ 21,8 bilhões, resultado 16% superior ao faturamento líquido de R$ 18,7 bilhões de 2018. A receita líquida cresceu porque as encomendas no setor de defesa tiveram aumento de 39%, enquanto as de aviação executiva cresceram 35%. Já o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 270,7 milhões no quarto trimestre de 2019, queda sobre o Ebitda de R$ 502,8 milhões de igual período do ano anterior. O Ebtida ajustado de 2019 consolidado atingiu R$ 431,4 milhões, queda de mais de 50% sobre 2018.

O Ebit (que exclui amortização) ajustado da Embraer no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 17,4 milhões e sofreu um forte impacto, de R$ 222,9 milhões, dos custos da separação da aviação comercial da Embraer – a divisão está sendo comprada pela norte-americana Boeing. As entregas de aeronaves da Embraer em 2019 somaram 89 comerciais e 109 executivas, praticamente a mesma quantidade de 2018, quando foram entregues 90 aeronaves comerciais e 91 executivas.

A empresa atribuiu o resultado mais negativo de 2019 a impostos mais altos e um resultado operacional menor. A dívida líquida da empresa caiu em R$ 996,4 milhões em 2019, para R$ 13,6 bilhões no final de 2019. Segundo a fabricante, R$ 12,8 bilhões da dívida eram de longo prazo no final de 2019. A Embraer fechou 2019 com US$ 16,8 bilhões (R$ 84,3 bilhões) em encomendas na carteira, US$ 500 milhões a mais que no final de 2018.

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar teve prejuízo líquido de R$ 388 milhões no quarto trimestre, impactada pelo resultado da Vale, que teve prejuízo de R$ 6,04 bilhões. A receita operacional foi negativa no trimestre em R$ 344,1 milhões. Os ativos totais somaram R$ 15,67 bilhões. No ano, o prejuízo líquido foi de R$ 403,2 milhões.

Locaweb(LWSA3) 

A Locaweb, maior empresa de hospedagem de sites do país, divulgou balanço na noite de ontem e informou um lucro líquido de R$ 6,9 milhões no quarto trimestre de 2019. Segundo a empresa, o resultado representou expansão de 29,8% sobre igual período de 2018. No ano consolidado de 2019, a Locaweb teve lucro líquido de R$ 18,1 milhões, um crescimento de 66% sobre 2018.

A empresa, que fez no início de 2020 sua oferta primária de ações na B3, reportou um lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 29,5 milhões, uma alta de 37% sobre igual trimestre de 2018. No ano consolidado de 2019, o Ebitda avançou 46,1% sobre 2018 para R$ 106,9 milhões. A Locaweb informou que a expansão ocorreu pelo aumento da base de clientes. A dívida líquida da empresa também teve uma forte expansão, de 184,5% em 2019, para R$ 146,5 milhões.

BB Seguridade (BBSE3)

Erik da Costa Breyer exercerá o cargo de diretor de finanças, relações com investidores e gestão das
participações da BB Seguridade, completando o mandato 2019/2021, segundo comunicado. Erik Breyer atualmente exerce o cargo de diretor de mercado de capitais e infraestrutura do BB. A conclusão do processo de indicação ainda dependerá de trâmites internos antes de ser submetida ao conselho da companhia.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

(Com Agência Estado)

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

SÃO PAULO – Após duas sessões de alívio, a quinta-feira começa com tensão na maior parte dos mercados mundiais em meio ao avanço do coronavírus, que já soma mais de mil mortos nos Estados Unidos, e os impactos na economia, mesmo após a aprovação pelo Senado de um pacote de US$ 2 trilhões. Os investidores aguardam principalmente pelos dados de pedidos de auxílio-desemprego dos EUA, com previsão de um salto devido ao aumento dos casos da Covid-19 no país. Atenção ainda para os dados do PIB do quarto trimestre de 2019 por lá.

A agenda de indicadores no Brasil também é pesada, com destaque para o Relatório Trimestral de Inflação (com o BC zerando a estimativa de crescimento da economia para 2020: veja mais clicando aqui) e para o IBC-Br. Já somando 2.433 casos no Brasil, o coronavírus segue gerando controvérsia, com parte do empresariado defendendo o “isolamento vertical”, abordagem similar à de Jair Bolsonaro para lidar com o coronavírus sem causar tanto dano à economia, enquanto governadores reforçam indicações de maior isolamento da população. Confira no que ficar de olho:

1. Bolsas mundiais

O pacote de US$ 2 trilhões foi aprovado por voto em unanimidade (96 a 0) no Senado dos Estados Unidos no final da noite de ontem (madrugada de hoje no Brasil), mas as bolsas de valores da Ásia fecharam em queda nesta sexta-feira e os futuros de Nova York estão negativos.

Agora, a medida será votada pela Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, na sexta-feira (27), antes de ser promulgada por Donald Trump, presidente dos EUA.

Os mercados agora temem que os pedidos de seguro-desemprego, que serão divulgados nesta manhã pelo Departamento do Trabalho do governo americano, mostrem uma explosão durante esta semana. As estimativas mais “otimistas” do JP Morgan, colocam o número de pedidos em 1 milhão; Bank of America e Morgan Stanley acreditam que serão 3 milhões de pedidos, enquanto o Citigroup projeta que serão 4 milhões. Na segunda-feira, o Goldman Sachs publicou um relatório alertando que 2,2 milhões de empregos podem ter sido destruídos nos Estados Unidos entre o final da semana passada e o começo desta semana, à medida que a epidemia do coronavírus avança pelo país.

Algumas das regiões mais ricas do país, como a Bay Area de San Francisco (Califórnia) estão em quarentena há uma semana.

O número de casos do Covid-19 nos EUA subiu para mais de 55 mil na noite de ontem, com 1.041 mortes, informa a Universidade Johns Hopkins. Só a Itália e a China têm mais casos.

Na Europa, as bolsas de valores abriram em queda. Líderes europeus devem ter uma teleconferência nesta quinta-feira para discutir uma resposta à crise. Na Itália o número de mortes atingiu 7.500 pessoas e na Espanha ultrapassou 3.400 na quarta-feira, superando a China (3.291 mortes).

Veja o desempenho dos mercados, às 7h26 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -1,47%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,34%
*Dow Jones Futuro (EUA), -1,04%

Europa
*Dax (Alemanha), -1,71%
*FTSE (Reino Unido), -1,69%
*CAC 40 (França), -1,30%
*FTSE MIB (Itália), -0,42%

Ásia
*Nikkei (Japão), -4,51% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,09% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -0,74% (fechado)
*Xangai (China), -0,60% (fechado)

*Petróleo WTI, -2,86% a US$ 23,77 o barril
*Petróleo Brent, -1,41%, a US$ 26,71 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de +0,68% cotados a 662.000 iuanes, equivalentes a US$ 93,34 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0922 (+0,19%)

*Bitcoin, US$ 6.649,75 -0,19%

2. Agenda

O destaque na agenda de indicadores brasileira fica para o Banco Central, que divulgou o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) às 8h em seu website, após IPCA-15 anunciado esta quarta-feira desacelerar mais que o previsto. No RTI, a autoridade monetária zerou a expectativa de crescimento do da economia para 2020. Em dezembro, a expectativa era de alta de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

O diretor de política econômica do BC, Fabio Kanczuk, comenta o relatório às 11h; em seguida, presidente da instituição, Roberto Campos Neto, fala em entrevista coletiva.

Já os dados do IBC-Br de janeiro, considerado uma prévia do PIB do Banco Central, serão divulgados às 9h. Ainda sem os efeitos do coronavírus na economia, a expectativa é de alta de 0,40% na comparação mensal e 1% em janeiro de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019.

Além dos indicadores, Paulo Guedes, ministro da Economia e Roberto Campos Neto participam da reunião do Conselho Monetário Nacional, às 15h.

Na economia dos EUA, atenção para os dados de estoques no atacado de fevereiro às 9h30, além dos dados do PIB anualizado do quarto trimestre, com estimativa de alta de 2,1%. Mas a atenção fica para os números de novos pedidos de seguro-desemprego semanal, com dados até 21 de março. A expectativa é de 1,64 milhão de pedidos, ante 281 mil da semana anterior. Economistas fizeram projeções de que o número virá muito alto, por causa do avanço da pandemia do coronavírus no país.

3. Queda de braço entre autoridades

O presidente Jair Bolsonaro voltou a ir contra as medidas adotadas pela maior parte dos estados para combater o coronavírus, ao propor “isolamento vertical”, só para idosos e doentes. Bolsonaro foi rechaçado por antigos aliados, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), além do de São Paulo, João Doria (PSDB). Além disto, técnicos da Saúde e até o presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, criticaram as ideias do mandatário brasileiro, informam os jornais O Globo e Folha de S. Paulo.

Vale destacar que, na véspera, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, buscou tom conciliatório com a fala do mandatário e apresentou visão contrária à forma como a quarentena tem sido instituída por governadores.

Em coletiva de imprensa para a exposição dos números e políticas adotadas pela pasta em resposta ao avanço da Covid-19, Mandetta indicou que o movimento pode ter sido precipitado, considerando o atual estágio da doença no país. “Temos que melhorar esse negócio de quarentena, não ficou bom”, disse. Segundo o Estadão, que ouviu aliados de Mandetta, o ministro da Saúde fez um recuo estratégico ao dar essas declarações.

4. Reunião do G20 e novas medidas

O presidente Jair Bolsonaro participará de reunião virtual dos lideres do G20 entre 9h e 11h30. A reunião de emergência foi organizada pela Arábia Saudita, que está na presidência rotativa do grupo. A intenção é discutir ações para atenuar o impacto da recessão global que deve acontecer por conta do impacto do coronavírus na economia.

Documento enviado nesta semana pelo ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) a Paulo Guedes (Economia), e obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, estima que a epidemia do coronavírus pode exigir R$ 410 bilhões a mais dos cofres públicos para que o SUS consiga atender à população infectada. Mandetta descartou ontem deixar o cargo, enquanto Guedes, segundo o empresário Abilio Diniz disse em uma live realizada pela XP Investimentos, prepara medidas para injetar R$ 600 bilhões na economia (veja mais clicando aqui).

5. Noticiário corporativo

A Via Varejo informou na noite de ontem que fraudes contábeis que ocorreram em períodos anteriores na Casas Bahia terão impacto de R$ 1,19 bilhão nos resultados do quarto trimestre de 2019 e no ano passado. A empresa diz que não será necessário, segundo as investigações, reabrir balanços de exercício anteriores. Já a gigante frigorífica JBS (JBSS3) divulgou balanço na noite de ontem e reportou um lucro líquido de R$ 6,1 bilhões no ano passado, “o maior da história da empresa”. Houve crescimento de 241% sobre 2018. Outros resultados do grupo, como Ebitda e receita líquida, também mostraram crescimento de pelo menos dois dígitos. A empresa informou que conseguiu reduzir sua dívida, também considerável, para R$ 42,9 bilhões, e a relação dívida líquida sobre o Ebitda, que caiu de 3,18 vezes (3,18x) para 2,16 vezes (2,16x).

Na BB Seguridade, Erik da Costa Breyer exercerá o cargo de diretor de finanças, relações com investidores e gestão das participações, completando o mandato 2019/2021. * Erik Breyer atualmente exerce o cargo de diretor de mercado de capitais e infraestrutura do BB. A conclusão do processo de indicação ainda dependerá de trâmites internos antes de ser submetida ao conselho da cia.

 

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Futuros de NY operam em baixa, apesar da aprovação do pacote de US$ 2 tri; investidores temem pelos dados de desemprego

SÃO PAULO – O pacote de US$ 2 trilhões desenhado para atenuar os impactos do coronavírus na economia americana foi aprovado por unanimidade (96 a 0) no Senado dos Estados Unidos no final da noite de ontem (madrugada de hoje no Brasil).

Apesar disso, as Bolsas da Ásia fecharam em baixa, e os mercados europeus, assim como os índices de futuro de Nova York, operam com perdas nesta quinta-feira.

Por volta das 6h45, os futuros de Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq tinham queda entre 1,5% e 1,8%. A Bolsa do Reino Unido caía 2,5%; a da Alemanha tinha baixa de 2,1% e a da França, de 1,9%.

O mercado do Japão fechou com desvalorização de 4,5%, enquanto a China encerrou o pregão em baixa de 0,6%.

Os investidores aguardam a divulgação do número semanal de pedidos de seguro-desemprego, dado que será conhecido nesta manhã. O temor é que haja uma explosão de pedidos.

As estimativas mais “otimistas” do banco JP Morgan colocam o total de pedidos em 1 milhão; Bank of America e Morgan Stanley acreditam que serão 3 milhões, enquanto o Citigroup projeta que serão 4 milhões.

Na segunda-feira, o Goldman Sachs publicou um relatório alertando que 2,2 milhões de empregos podem ter sido destruídos nos Estados Unidos entre o final da semana passada e o começo desta semana, à medida que a pandemia do coronavírus avança pelo país.

O número de casos do Covid-19 nos EUA subiu para mais de 55 mil na noite de ontem, com 1.041 mortes, informa a Universidade Johns Hopkins. Só a Itália e a China têm mais casos.

Na Europa, líderes europeus devem ter uma teleconferência nesta quinta-feira para discutir uma resposta à crise. Na Itália, o número de mortes atingiu 7.500 pessoas e, na Espanha, ultrapassou 3.400 na quarta-feira, superando a China (3.291 mortes).

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“Conversei hoje com Guedes. Ele vai colocar mais de R$ 600 bilhões em circulação”, diz Abílio Diniz

SÃO PAULO – “Conversei hoje com [o ministro da Economia Paulo] Guedes. Ele vai colocar mais de R$ 600 bilhões em circulação” para combater a crise do coronavírus. A fala é do empresário Abílio Diniz, durante live da XP Investimentos realizada na noite desta quarta-feira (25).

O empresário disse que esta é a pior crise que ele já viveu e que é preciso dar esperança ao povo brasileiro. Para ele, não é hora de discutir se o lockdown (isolamento das pessoas em suas casas) será vertical ou horizontal.

“Já vi muitas crises diferentes, mas crise de saúde eu nunca tinha visto. Vi a crise do petróleo, da hiperinflação. Todas passaram. Isso vai passar. Ao empresário, posso dizer para que ele procure pagar as pessoas, os empregados. Isso é importante para que eles tenham um mínimo de renda para viver. E tenha paciência porque isso tudo vai passar”, disse.

O executivo afirmou que a solidariedade é um lado positivo do momento atual. “Empresas como o Carrefour e BRF estão colocando dinheiro para ajudar. Todo mundo está solidário. Isso me dá esperança de que o mundo vai sair mais solidário disso tudo.”

Sobre a polêmica gerada com a fala do presidente Jair Bolsonaro, que contrariou a recomendação de especialistas do mundo inteiro para que as pessoas se isolem em suas casas, Diniz afirmou que esta não deve ser a discussão neste momento.

“Não é o momento de a gente discutir se o lockdown no Brasil vai ser horizontal ou vertical. O Brasil já está parado. É preciso discutir o que tem que ser feito nesse período que estamos parados. Tem que construir hospitais de campanha, trazer mais respiradores, máscaras, olhar principalmente as pessoas mais humildes, das favelas. Organizar para onde as pessoas devem ir quando elas precisarem.”

Ele defendeu que o governo pare de se preocupar com a paralisação, que é inevitável, mas que use o período para estruturar como vamos voltar deste gargalo, quais serão as medidas que precisarão ser tomadas para garantir a volta do crescimento econômico lá na frente.

“Temos que ter uma agenda mínima enquanto estamos parados para dar esperança ao povo. Você pode tirar o que você quiser das pessoas, menos a esperança. Nós aqui somos uma migalha, estamos bem. Mas para as pessoas humildes isso é muito importante.”

“É preciso gastar dinheiro. Dinheiro mesmo. Muito dinheiro. Conversei hoje com Guedes. Ele está a par disso. Vai colocar mais de R$ 600 bilhões em circulação. Ele é liberal, mas em momentos de crise somos todos keynesianos“, afirmou o empresário.

Segundo a fala de Guedes a Diniz, o pacote de ajuda do governo pode chegar até R$ 700 bilhões, contou o bilionário. “É um valor muito próximo ao que economizaremos com a [reforma da] Previdência em ate 10 anos. Mas vamos colocar tudo isso agora, de uma só vez.”

Para o empresário, as pessoas têm que entender que o cenário é muito ruim, mas que elas não vão ficar desamparadas por parte do governo. “O Brasil tem que voltar a crescer, mas para isso é preciso colocar dinheiro de forma organizada. Estamos parados e isso não vai mudar. Aproveita esse período parado para organizar como vamos colocar dinheiro na economia depois para estruturar uma retomada.”

Diniz disse que a intenção de Guedes demonstra uma “grande responsabilidade” com os brasileiros e com o país. “Este foi o número que eu ouvi do ministro Paulo Guedes: R$ 600 bilhões podendo até chegar a um pouco mais que isso. Ele se refere a um conjunto de medidas, como compulsório, isenções etc, que vão somar mais de R$ 600 bilhões.”

O executivo encerrou sua participação na live frisando que o brasileiro precisa neste momento de esperança. “Amor e carinho ajudam bastante neste momento. (…) Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.”

Outros setores

Também estavam participando da live da XP, comandada pelo sócio da corretora Rafael Furlanetti, Pedro Bartelle, CEO do grupo Vulcabras Azaleia, e Sammy Birmarcker, CEO da Profarma.

Birmarcker também tentou ser otimista e afirmou que a produção farmacêutica na China já está em 70%, depois da paralisação total com o coronavírus. Segundo ele, “no médio prazo, o brasileiro não vai sofrer desabastecimento de remédios. Não é preciso correr para a farmácia.”

Já Bartelle frisou que a cadeia inteira de produção de sapatos no Brasil e no mundo está sofrendo. Ele pediu uma maior compreensão entre as partes neste momento delicado da economia.

“O varejo no Brasil é muito pulverizado. Existem muitas sapatarias no Brasil. A cadeira inteira está sofrendo. Todo mundo, na medida do possível, tem tentado negociar. A gente precisa entender que existe uma paralisação, mas é importante que a cadeia inteira entenda que é só uma suspensão temporária, mantendo os pedidos”, disse.

“Todo mundo quer prazo. Todo mundo tem dúvida do que vai acontecer. A cadeia toda não pode dar prazo porque precisa honrar seus compromissos. Nós temos 14 mil colaboradores. Neste momento, estamos próximos deles, mantendo um otimismo dentro da empresa, e estamos nos preparando para uma retomada que, com segurança, esperamos que venha o mais rápido possível.”

O executivo afirmou que o desemprego será o maior problema criado pela crise do coronavírus. “As pessoas mais humildes estão sem receber. Criou-se um problema social enorme. É uma paralisação necessária para que se contenha a disseminação do vírus, mas se ela for o mais curta possível, dentro da segurança, o impacto será menor.”

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Refinarias da Petrobras reduzem produção com colapso do petróleo

Plataforma P-56 da Petrobras

(Bloomberg) — As refinarias da Petrobras começaram a reduzir a produção, já que a crise do coronavírus causa forte queda do consumo de combustível, segundo pessoas familiarizadas com a questão.

A Petrobras adiará paradas programadas de manutenção e interromperá a produção em algumas unidades, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque as informações são privadas. A maior refinaria do Brasil, Replan, está entre as que começaram a operar em níveis mais baixos, disseram elas. A Petrobras é responsável por 99% da produção de combustível do Brasil.

As refinarias brasileiras estão seguindo os passos de seus pares americanos ao desacelerar operações em meio a uma queda histórica na demanda e nos preços da gasolina.

A orientação de governos para paralisar atividades e reduzir a locomoção de pessoal está restringindo voos e mantendo os motoristas em casa, o que fez cair à metade o consumo de combustíveis na maior economia da América Latina na última semana. A Petrobras cortou os preços da gasolina para o nível mais baixo desde 2011.

“É um efeito dominó, já que as encomendas de combustível estão sendo drasticamente reduzidas”, disse Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis, um grupo industrial que representa postos de gasolina, em entrevista por telefone.

Deyvid Bacelar, representante da Federação Única dos Petroleiros, confirmou que a produção está sendo reduzida em algumas unidades e disse que a Rlam, no estado da Bahia, fechou uma unidade de craqueamento e uma linha de lubrificantes e parafinas. Segundo ele, há temor de demissões entre trabalhadores tercerizados.

O consumo de combustível nos postos no Brasil caiu 50% em média em uma semana, com algumas quedas de 60%, enquanto os motoristas se confinam em casa para ajudar a retardar a propagação do coronavírus, disse Soares. A ANP disse em nota que a queda já “abrupta” no consumo de gasolina tende a piorar nas próximas semanas.

A Petrobras não comentou sobre os volumes de produção, ao mesmo tempo em que afirma que está adotando medidas para limitar a ameaça do coronavírus, reduzindo a quantidade de turnos com o aumento da carga horária, de forma a reduzir locomoção e compartilhamento de equipamentos de comunicação como rádios.

Enquanto isso, os produtores de etanol também estão sofrendo. A ANP liberou usinas que reduzirem a produção de penalidades regulatórias. A gasolina normalmente é misturada com um mínimo de 25% de etanol no Brasil.

Com as margens diminuindo, os produtores de etanol no Centro-Sul do Brasil estão se preparando para armazenar a maior parte de sua produção da nova safra, que está começando. O grupo da indústria de cana de açúcar Unica disse que o setor tem capacidade para armazenar em tanques 60% da produção anual total de etanol.

“O principal problema do setor será o custo de manter estoques tão grandes”, disse o diretor técnico Antonio de Padua Rodrigues , em entrevista por telefone.

Na semana passada, os preços do etanol para as usinas de São Paulo caíram 14%, a maior queda desde maio de 2011, segundo o Cepea, braço de pesquisa da Universidade de São Paulo.

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Ibovespa salta 17,9% em dois dias, maior ganho desde outubro de 2008; dólar cai a R$ 5,03

bolsa ações mercados alta up sobe índices

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta de mais de 7% pelo segundo pregão consecutivo, encostando nos 75 mil pontos e, com isso, voltando ao seu patamar de duas semanas e dois circuit breakers atrás.

Durante o pregão, o índice chegou a subir mais de 9%, mas amenizou os ganhos perto do final do pregão com a notícia de que uma disputa no Senado americano entre Bernie Sanders e republicanos por conta de um dispositivo sobre seguro-desemprego poderia atrasar a votação do pacote de US$ 2 trilhões em medidas econômicas para mitigar os impactos do coronavírus.

Além disso, o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, disse que o pacote trilionário é inadequado e voltou a pedir por 15 mil aparelhos de ventilação mecânica que o estado vai precisar nas próximas semanas para o tratamento das pessoas infectadas com a Covid-19.

Mesmo assim, os índices Dow Jones e S&P 500 avançaram entre 1,15% e 2,39% estendendo o otimismo da véspera, quando as bolsas americanas tiveram seu melhor pregão desde 1933.

Para aumentar ainda mais o alívio desta quarta, Christine Lagarde, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), pediu aos ministros das Finanças da zona do euro que considerem a emissão de “coronabonds”, títulos extraordinários de dívida, que ajudariam a combater o efeito econômico nefasto do coronavírus.

Hoje, o Ibovespa subiu 7,5% a 74.955 pontos com volume financeiro negociado de R$ 28,6 bilhões. Com isso, o índice acumula alta de 17,91% somando ontem e hoje, sendo a maior alta em dois dias desde 29 de outubro de 2008, quando saltou 18,38%, segundo levantamento feito pela consultoria Economatica.

Já o dólar futuro para abril recua 2,01%, a R$ 4,998. O dólar comercial teve baixa de 0,93% a R$ 5,0316 na compra e a R$ 5,0334 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu 46 pontos-base a 4,60%, o DI para janeiro de 2023 teve queda de 71 pontos-base a 6,05% e DI para janeiro de 2025 recuou 82 pontos-base a 7,57%.

Os detalhes do pacote nos EUA serão revelados mais tarde nesta quarta. Alguns pontos conhecidos: cada adulto receberá um cheque de US$ 1,2 mil, cada casal US$ 2,4 mil e cada criança um de US$ 500. Se o cidadão recebe mais de US$ 75 mil por ano e o casal mais de US$ 150 mil por ano, terão direito a um cheque de menor valor.

Pequenas empresas terão US$ 350 bilhões para mitigar os efeitos da recessão. O líder da maioria Republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que o pacote estabilizará “setores-chave na economia americana”. As empresas aéreas haviam pedido US$ 58 bilhões.

No Brasil, gera instabilidade o discurso do presidente da República, Jair Bolsonaro, que chamou novamente o coronavírus de “resfriadinho” e defendeu que as pessoas voltem a trabalhar para não haver desemprego. O discurso de Bolsonaro teria sido elaborado com a ajuda do seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, e do chamado “gabinete do ódio” que funcionaria dentro do Palácio do Planalto, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

No discurso, o presidente criticou o fechamento de escolas e do comércio no Brasil por causa da epidemia do coronavírus. “Sem pânico ou histeria venceremos o vírus”, que chegou e brevemente passará, disse o presidente.

Entre os indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) foi de 0,02% em março, o menor resultado para o mês desde o Plano Real, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mercado esperava que a inflação fosse a 0,07% segundo a estimativa mediana compilada no consenso Bloomberg. De acordo com analistas do Bradesco, isso mostra um quadro de inflação bem comportada.

A Pesquisa Mensal de Serviços, também divulgada há pouco pelo IBGE, mostrou uma alta de 0,6% na passagem de dezembro para janeiro, o que significa uma expansão de 1,8% na base anual. Das aberturas, apenas informação e comunicação registraram queda na margem.

Discurso de Bolsonaro

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que está com coronavírus, afirmou que o pronunciamento foi “grave” e cobrou uma liderança “séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), considerou “equivocado” o pronunciamento e criticou o fato de Bolsonaro usar a estrutura de transmissão para distribuir ataques. “Desde o início desta crise venho pedindo sensatez, equilíbrio e união. O pronunciamento do presidente foi equivocado ao atacar a imprensa, os governadores e especialistas em saúde pública”, escreveu o presidente da Câmara em uma rede social.

Coronavírus avança no Brasil 

O Ministério da Saúde informou que pretende aplicar 22,9 milhões de testes do coronavírus no Brasil. A promessa envolve a produção acima da capacidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, a compra de kits no mercado internacional. O Brasil já registra 47 mortes – na noite deste terça-feira, de um paciente no Amazonas – e pelo menos 2.201 casos confirmados da doença.

Noticiário corporativo 

A Petrobras informou na noite de ontem que fechou um contrato de R$ 350 milhões para a compra e venda de asfalto com a Stratura, sua coligada e subsidiária da BR Distribuidora em Paulínia (SP). O acordo tem validade de seis meses. Já a Sul América adiou a sua Assembleia Geral Ordinária, que deveria ocorrer amanhã no Rio de Janeiro, para o final de abril, por causa da epidemia do coronavírus. A Usiminas vai receber R$ 393,9 milhões em acordo com fundo de pensão.

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Dow Jones sobe “apenas” 2,4%, após perder quase mil pontos na reta final com risco de atraso em pacote

SÃO PAULO – Tudo caminhava para mais uma dia de fortes ganhos nas bolsas americanas, com o Dow Jones saltando cerca de 6%.

Mas faltando meno de 20 minutos para o fechamento, o índice perdeu cerca de mil pontos com a notícia de uma disputa entre Bernie Sanders e alguns senadores republicanos sobre o plano de estímulos proposto no Congresso.

Neste cenário, o Dow Jones fechou esta quarta-feira (25) com alta de 2,39% – após saltar 11% na véspera em seu melhor pregão, em pontos, da história. Enquanto isso, o índice S&P 500 avançou 1,15%, ao passo que o Nasdaq encerrou o pregão com queda de 0,45%.

Apesar da perda de força, o Dow Jones e S&P 500 tiveram a primeira sequência de duas altas desde fevereiro.

De acordo com a CNBC, o pacote de US$ 2 trilhões para combater o novo coronavírus pode atrasar porque alguns senadores não concordaram com a parte do projeto sobre a proposta de seguro-desemprego.

Mais cedo, quatro senadores republicanos – Lindsey Graham e Tim Scott, da Carolina do Sul, Ben Sasse, do Nebraska, e Rick Scott, da Flórida – ameaçaram não apoiar o esforço da câmara de aprovar o pacote.

Eles argumentaram que o plano para adicionar US$ 600 por semana ao seguro-desemprego por até quatro meses poderia incentivar as empresas a demitir trabalhadores e os americanos a permanecerem desempregados.

Do outro lado, o senador Bernie Sanders disse que irá segurar o projeto se seus colegas do Partido Republicano não desistirem desta oposição.

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Coronavírus: Vale vai repatriar 250 empregados de operações em Moçambique

A Vale (VALE3) decidiu trazer de volta ao Brasil 250 empregados e seus familiares que residem em Moçambique, onde a mineradora tem operações de carvão na mina de Moatize.

A medida visa proteger o grupo da pandemia da covid-19.

A mineradora explica que fretou um avião para providenciar o retorno destas pessoas, uma vez que a maior parte das rotas regulares saindo do país africano foram suspensas.

Ainda não há confirmação da data da chegada dos funcionários ao Brasil.

“A companhia reforça que está em conformidade com os protocolos de saúde e segurança estabelecidos pelas autoridades e agências de cada um dos países em que opera e está monitorando o desenvolvimento da situação”, disse por meio de sua assessoria de imprensa.

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