Taurus mantém operações por ser “atividade essencial”, CVC toma medidas para garantir saúde financeira e mais notícias

Loja franqua da CVC

O coronavírus segue sendo destaque no noticiário corporativo, com a Hering, Mahle-Metal Leve e Weg anunciando mudanças nas operações por causa da pandemia que avança no Brasil. Já a CVC destacou que vem tomando medidas para preservar a sua saúde financeira.

A construtora e incorporadora Moura Dubeux Engenharia, umas das maiores do Nordeste, publicou ontem uma prévia dos resultados do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A empresa obteve uma expansão de 1,2% no Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos, para R$ 282 milhões, com dois empreendimentos em Salvador (BA) e dois no Recife (PE).

Taurus Armas (TASA3;TASA4)

A Taurus informou que a sua sua atividade foi qualificada como essencial, nos termos do inciso IV do art. 3º do Decreto n.º 10.282, de 20 de março de 2020. Nessas condições, deverá manter suas operações de forma responsável e observando todas as limitações impostas pelo Poder Executivo Federal, Estadual e Municipal.

Em comunicado, ela informou ainda que está acompanhando com toda a atenção a evolução da
pandemia do Covid-19 e que está adotando todas as medidas necessárias para lidar de forma responsável e eficaz com essa situação. “A prioridade da companhia, nesse momento, é proteger a saúde e o bem-estar de seus colaboradores, ao mesmo tempo em que deve procurar minimizar os riscos decorrentes da pandemia do Covid-19 para o seu negócio”.

Ela comunicou estar  realizando ajustes na sua operação, de forma a reduzir fluxo, contato e aglomerações de trabalhadores, bem como fornecendo instruções sobre cuidados que devem ser tomados, reforçando medidas de limpeza e disponibilizando material de higiene, entre outras medidas.

Além disso, algumas atividades foram direcionadas para o regime de home office e, também, para os
próximos 15 dias serão adotados sistemas de escalas, de revezamento de turnos e alterações de
jornadas, visando um equilíbrio da produção como fluxo de pessoas, para mitigar os riscos de transmissão do vírus e preservar os interesses sociais, econômicos e financeiros.

“As medidas adotadas até o momento visam preservar a atividade industrial com menor impacto social,
econômico e financeiro e estão válidas até 06 de abril de 2020. A companhia está preparada para minimizar todos os impactos causados pela pandemia do Covid-19. Após essa data, a Taurus fará uma nova avaliação da situação e manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados”, conclui.

CVC (CVCB3)

A CVC disse que vem tomando medidas para preservar sua saúde financeira, segundo comunicado.
As medidas incluem redução da jornada de trabalho de 50% a partir de 1° de abril para todos os colaboradores, exceto em casos pontuais, de pessoas que estejam atuando em temas emergenciais.

Trata-se de: redução de 50% de salário da diretoria executiva e conselho, suspensão de novas contratações e promoções, postergação de todos projetos e investimentos não prioritários, a renegociação de termos e prazos de pagamentos a fornecedores e a devolução de todos fretamentos até 31 de maio de 2020.

O Bradesco BBI comentou as medidas anunciadas ontem pela operadora turística, avaliando que, entre as medidas certas estão a redução das horas de trabalho em 50%; a redução dos salários dos executivos e diretores da empresa em 50%; a suspensão total de contratações, promoções e o cancelamento de férias; suspensão total de investimentos e atividades de marketing; renegociação com fornecedores e volta dos voos charter até 31 de maio de 2020.

“Colocadas em conjunto, essas medidas significam que as despesas operacionais cairão para R$ 50 milhões por mês, o que equivalerá a R$ 150 milhões para o segundo trimestre de 2020. Se alcançada, a meta reduzirá as despesas em mais de 50%”, avalia o BBI. A CVC publicará balanço de 2019 na próxima semana e prevê ter fechado 2019 com um caixa de R$ 365 milhões. O BBI lembra que se confirmado o número pode superar a estimativa do banco.

“É possível que tenha sido alcançado e pode ter sido alavancado pelo desconto de recebíveis”, comenta o BBI. “Neste momento, estamos confortáveis com a liquidez da CVC, dada a flexibilidade que possui para descontar recebíveis”, avalia o BBI, que mantém a nota “outperform” – acima da média, para o papel CVCB3, com preço-alvo de R$ 42,00 na ação, uma alta de 452% sobre o fechamento de ontem aos R$ 7,61 na B3.

Ambev (ABEV3)

Tendo em vista a incerteza, a volatilidade e o rápido desenvolvimento da pandemia em mercados, A Ambev disse que está impossibilitada de estimar de forma fidedigna os impactos do COVID-19 e retirou a sua projeção dada para o ebitda no primeiro trimestre de 2020, segundo comunicado. A empresa também retirou como qualquer outra expectativa futura para 2020.

A Ambev teve a recomendação reduzida para underweight (exposição abaixo da média do mercado) pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 10,50.

Vale (VALE3)

A Vale informou hoje que realizará o desembolso de US$ 5 bilhões (R$ 25,6 bilhões) nas suas linhas de crédito rotativo com vencimento em junho de 2022 (US$ 2 bilhões) e em dezembro de 2024 (US$ 3 bilhões). A mineradora comentou que na tomada da decisão pesou o maior risco ao negócio apresentado pela epidemia do coronavírus. “A Vale concluiu ser prudente utilizar a solidez do seu balanço para navegar os próximos poucos meses com maiores reservas de caixa”, informou a empresa.

Em outro comunicado, a Vale anunciou que antecipará os pagamentos aos seus fornecedores para ajudá-los a atravessar a crise provocada pela epidemia. “A expectativa é que a empresa injete R$ 160 milhões nos próximos dias somente com a antecipação do pagamento às pequenas e médias empresas”, informou a mineradora. A gigante da mineração estima que a medida ajudará mais de mil pequenas e médias empresas em todo o Brasil. “Além disto, nos próximos 30 dias a Vale reduzirá em até 85% o prazo de pagamento de serviços e materiais que ainda serão faturados para cerca de 3 mil fornecedores de pequeno e médio portes”, informou a Vale. Finalmente, a Vale informou que suportará financeiramente trabalhadores da construção civil e empresas que participam de projetos que a mineradora está suspendendo para evitar a propagação do Covid-19.

Moura Dubeux (MDNE3

A construtora e incorporadora Moura Dubeux, uma das maiores do Nordeste, apresentou ontem uma prévia dos seus resultados do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A empresa informou que no quarto trimestre seu Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos foi de R$ 83,6 milhões, uma queda de 70,1% em comparação a igual período de 2018. No ano inteiro de 2019, o VGV de lançamentos da empresa foi de R$ 282 milhões, em leve crescimento de 1,2% sobre 2018. No total, a empresa lançou em 2019 dois edifícios de alto padrão em Salvador (BA) e dois no Recife (PE).

Cia. Hering (HGTX3)

A Hering comunicou ontem à noite que fechou todas as suas lojas próprias no Brasil por causa da epidemia do coronavírus no país. A empresa também adotou outras medidas, como passar parte do pessoal da área administrativa para o home office; na área industrial, deu férias coletivas de 15 para os funcionários das fábricas em Blumenau (SC) e em Goiás e no Rio Grande do Norte. A empresa recomendou aos franqueados que fechem as lojas. Houve redução dos volumes de compras para o segundo trimestre e o replanejamento para o terceiro e quarto trimestres. A varejista e fabricante de vestuário também informou que houve contingenciamento das despesas e investimentos até o final do segundo trimestre.

Localiza (RENT3)

A Localiza informou que, desde a noite do dia 22 de março de 2020, a companhia e suas subsidiárias
sofreram interrupção do funcionamento de diversos dos seus sistemas. As atividades vêm sendo desenvolvidas de forma contingencial até que o ambiente de Tecnologia da Informação seja estabilizado e a origem do problema conhecida e remediada.

“O time de TI está atuando com nossos fornecedores e dedicando todos os esforços para normalizar
suas operações”, destacou a companhia.

A companhia ainda informou que, frente à proliferação do coronavírus e, em alinhamento com as
recomendações das autoridades públicas, procederam o fechamento de todas as lojas da Localiza Seminovos para atendimento ao público, por tempo indeterminado.

“Além disso, concentraremos o nosso atendimento do aluguel de carros em apenas algumas agências selecionadas, com horário e número de colaboradores reduzido, observando todas as recomendações
sanitárias. Entendemos a importância em dar continuidade ao funcionamento de algumas agências de aluguel de carros para o atendimento de clientes que prestam serviços essenciais ou precisam de transporte privado no cenário da pandemia”, destacou.

A companhia ainda informou que intensificou as medidas de higienização e os protocolos de saúde e segurança em todas as instalações, assim como em carros e vans, para garantir a segurança dos colaboradores, clientes e todos com quem interagem.

“Atentos aos desafios do momento, fomos ágeis em oferecer isenção das taxas de retorno em
todo o território nacional, além de condições especiais no aluguel de carros para profissionais da saúde e empresas de serviços essenciais. Com o objetivo de minimizar a interação social, a grande maioria dos nossos colaboradores administrativos estão trabalhando em home office”, completou.

Gol (GOLL4)

A Gol reduziu a malha aérea para 50 voos diários, tendo Guarulhos como hub. A readequação da malha doméstica por queda na demanda começa em 28 de março e se estende até 3 de maio, enquanto o atendimento às capitais brasileiras será mantido.

As operações regionais e internacionais regulares serão suspensas, com possibilidade de voos extras para atender eventuais demandas específicas nesses destinos.

A nova malha resulta na redução da oferta da Gol, desde o início da crise do COVID-19, de aproximadamente 92% nos mercados domésticos e 100% nos internacionais.

Azul (AZUL4)

A Azul anunciou redução da sua capacidade total em 90% entre 25 de março e 30 de abril. No período, a Azul vai operar 70 voos diretos por dia, para 25 cidades, o que representa uma redução de 90% da
capacidade total em relação ao planejado, segundo comunicado ao mercado.

A empresa também está reduzindo custos e despesas com folha de pagamento em aproximadamente 65% em abril de 2020, a partir de iniciativas que incluem programa de licença não-remunerada e
redução salarial de 50% para os membros do comitê executivo e de 25% para gerentes.

Gerdau (GGBR4)

A siderúrgica Gerdau estruturou comitês de crise para avaliar e combater o avanço do coronavírus nos vários países onde atua. Segundo a empresa, as operações na Argentina e no Peru foram totalmente suspensas, após os governos dos países vizinhos terem declarado calamidade pública e quarentena.

“Nos Estados Unidos, as operações industriais de Aços Especiais estão paralisadas, em virtude da desaceleração do setor automotivo. Entregas de produtos aos nossos clientes serão mantidas conforme as suas necessidades”, informou a Gerdau.

“No Brasil, temos tido impacto nas nossas operações devido às decisões de alguns estados da federação de implantarem leis de quarentena. O abastecimento aos clientes está sendo feito, respeitando as leis”, comentou a siderúrgica.

A Gerdau também informou que devido à situação da epidemia mundial, as iniciativas para o CAPEX em 2020 estão sendo cuidadosamente postergadas. A siderúrgica lembrou que encerrou 2019 com posição de caixa de R$ 6,3 bilhões e pode usar linhas de crédito já contratadas de R4 4 bilhões e por isto está “preparada para este momento de volatilidade” na economia. “Para a Gerdau, nada é mais importante que a vida das pessoas”.

Romi (ROMI3)

A Administração da Indústrias Romi, diante desse cenário de evolução da pandemia, decidiu estabelecer a suspensão de todas as operações do Brasil, a princípio até o dia 21 de abril, através deférias, banco de horas e troca de feriados, com início em 24 de março para o grupo de risco e 30 de março para os demais colaboradores.

“Reafirmando o nosso compromisso com os nossos clientes e com a sociedade em geral, reforçamos as nossas equipes de Assistência e Venda de Peças de Reposição, que trabalharão em regime especial, atendendo remotamente. Para os clientes que atuam em setores essenciais à saúde pública a ao combate da pandemia, tais como equipamentos médico, hospitalar, farmacêutico, alimentício, embalagens, logístico, entre outros, esses terão atendimento diferenciado e prioritário”, destaca a companhia.

Mahle-Metal Leve (LEVE3)

A indústria de autopeças Mahle-Metal Leve também anunciou medidas por causa da epidemia do coronavírus. Segundo a empresa, parte do pessoal administrativo trabalha em home office a partir desta semana, enquanto nas fábricas a Mahle-Metal Leve “adotará o regime de férias coletivas e seletivas a partir desta semana”. A Mahle-Metal Leve prevê que a situação das medidas para enfrentar o coronavírus dure até meados de abril. “Com base nos dados disponíveis neste momento, nossa melhor expectativa é a de que essa interrupção perdure pelo menos até a semana de 13 a 18 de abril”, avalia a Mahle-Metal Leve. Segundo a empresa, a subsidiária na Argentina ficará fechada até abril, seguindo a quarentena obrigatória decretada pelo governo do país vizinho.

Weg (WEGE3

A Weg comunicou que reduziu em 50% o pessoal que trabalha em cada turno na sua fábrica de Santa Catarina. A fabricante de motores informou que a medida foi tomada para evitar a propagação do coronavírus no país.

A Weg tem quatro fábricas na China, com um total de 1.986 colaboradores, e afirmou que nenhum foi contaminado pelo Covid-19 no país asiático, onde a epidemia começou em dezembro do ano passado. “A Weg informa que, com muita disciplina, atenção e seguindo à risca as recomendações e órgãos de saúde locais, conseguiu manter suas quatro fábricas na China operando desde 11 de fevereiro sem registrar qualquer transmissão de casos de Covid-19 entre seus 1.986 colaboradores. A Weg trabalha exaustivamente para transferir as experiências que teve na China às outras unidades no mundo”, detalhou a empresa.

IMC (MEAL3)

A IMC adiou o guidance de abertura de lojas de 2020 para 2021, mantendo o prazo de 5 anos para sua
implementaçao, devido ao cenário macroeconômico adverso, disse a empresa em comunicado na noite desta segunda-feira.

A IMC estima abrir em até 5 anos, a partir de 2021, 415 lojas no Brasil das marcas Pizza Hut, KFC e Frango Assado, com abertura mínima por ano de 83 lojas. Nos EUA, previsão é abrir 15 lojas das marcas
Margaritaville/LandShark em até 5 anos a partir de 2021, com abertura mínima por ano de 3 lojas.

Em outro comunicado, o IMC diz que, entre as medidas de enfrentamento do novo coronavírus, está reforçando delivery nas marcas Pizza Hut, KFC, Olive Garden e Viena.

A modalidade delivery na empresa apresentou crescimento de mais de 20% no fim de semana de 20-22/março em relação ao período 6-8 de março.

A empresa reduziu quadro de empregados no Brasil em aproximadamente 30% em função do fechamento de lojas e deu férias para parte dos funcionários, sendo que alguns terão contratos de trabalho suspensos. Todos os novos projetos de investimento que não estivessem em fase avançada de conclusão foram temporariamente suspensos. A posição de caixa não auditada em 31 de dezembro de 2019 era de aproximadamente R$ 332,8 milhões, e a dívida bruta era R$ 600 milhões.

Eneva (ENEV3)

O lucro líquido da Eneva teve baixa de 32,2% em 2019 na comparação anual, indo de R$ 886,2 milhões para R$ 600,8 milhões.

Já a receita operacional líquida teve queda de 5% no período e totalizou R$ 3,1 bilhões, ante R$ 3,3 bilhões em 2018.

Aura Minerals

A Aura Minerals suspendeu o seu plano de fazer uma oferta pública de ações (IPO) na B3 e de ter seus papéis listados no Ibovespa, informou a empresa na manhã de hoje. A decisão da mineradora canadense ocorreu por causa do avanço da epidemia do corona no mundo.

A Aura é dona de sete minas de ouro e cobre em países da América Latina, inclusive no Brasil. A intenção da empresa, segundo fontes do mercado, era realizar o IPO em abril e levantar uma soma ao redor de R$ 800 milhões. Importante notar que a empresa suspendeu, mas não cancelou o plano.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

mercado bolsa índices alta ações gráfico

Os futuros de Nova York avançam na manhã de hoje e as bolsas europeias abriram em alta, com as expectativa de estímulos para reativar a economia mundial atingida pelo coronavírus. Mais cedo, o banco central da Coreia do Sul anunciou um pacote de US$ 80 bilhões para socorrer as pequenas e médias empresas; o Bundesbank, banco central alemão, deve detalhar o pacote de 800 bilhões de euros para auxiliar as empresas da Alemanha atingidas pelos efeitos econômicos do Covid-19.

Nos EUA, a expectativa é pela aprovação hoje no Senado do pacote de cerca de US$ 2 trilhões. No Brasil, o IBGE publica hoje a pesquisa de comércio de janeiro, com dados antes do efeito coronavírus, e outros indicadores devem sair pela manhã.

Com o maior ânimo dos mercados, o MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), principal ETF (fundos de gestão passiva que acompanham algum índice e são negociados em Bolsa) dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) brasileiros sobem cerca de 8% no pré-market da bolsa de Nova York. Confira os destaques:

1.Bolsas mundiais

Mantendo a volatilidade dos mercados das últimas semanas, a sessão desta terça-feira é de forte alta para os principais mercados mundiais.

As bolsas asiáticas fecharam os negócios desta terça com ganhos robustos, reagindo a medidas de estímulos de bancos centrais e de governos e na expectativa para a possível aprovação de um pacote fiscal no Congresso dos EUA.

Mas foi o Kospi que liderou os ganhos na Ásia, com ganhos de 8,60%, após o governo da Coreia do Sul decidir dobrar um pacote de resgate para empresas afetadas pelo coronavírus, para o equivalente a US$ 78,6 bilhões.

Antes disso, o Federal Reserve anunciou ontem uma série de medidas complementares, em nova tentativa de restabelecer a confiança dos investidores após cortar seus juros para quase zero nas últimas semanas, como parte de uma estratégia para mitigar os estragos causados pela pandemia. A principal iniciativa do Fed foi decidir comprar ativos em volumes ilimitados.

Já o governo dos EUA vem tentando aprovar no Senado americano estímulos fiscais de cerca de US$ 2 trilhões, apesar da resistência da ala democrata da casa. Nos últimos dias, a proposta foi rejeitada duas vezes, por supostamente favorecer demais as empresas. A esperança é que o governo Trump e o Partido Democrata eventualmente cheguem a um acordo para aprovar o pacote.

As bolsas europeias também registram forte alta, ensaiando uma recuperação após registrarem fortes perdas nas negociações de segunda, mesmo após anúncios de estímulos nos Estados Unidos e na Alemanha.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h28 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +5,09%
*Nasdaq Futuro (EUA), +5,37%
*Dow Jones Futuro (EUA), +5,03%

Europa
*Dax (Alemanha), +6,44%
*FTSE (Reino Unido), +4,40%
*CAC 40 (França), +5,04%
*FTSE MIB (Itália), +6,66%

Ásia
*Nikkei (Japão), +7,13% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +8,60% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +4,46% (fechado)
*Xangai (China), +2,34% (fechado)

*Petróleo WTI, +5,65%, a US$ 24,68 o barril
*Petróleo Brent, +5,26%, a US$ 28,48 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 0,16%, cotados a 639.500 iuanes, equivalentes a US$ 90,36 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0771 (+0,58%)

*Bitcoin, US$ 6.806,23 +5,51%

2. Agenda de indicadores

O grande destaque fica para os dados de varejo de janeiro a serem revelados pelo IBGE, às 9h.  As vendas devem ter tido alta de 2,5% em janeiro na base anual, segundo estimativa mediana em pesquisa
Bloomberg, quase a mesma da medição anterior (2,6%).

Nos EUA, às 10h45, atenção para o PMI Manufatura do Markit de março (preliminares) e, às 11h, para os dados de vendas de casas novas de fevereiro.

A Markit já divulgou hoje o índice composto (PMI) da Zona do Euro em março e os dados vieram muito negativos, com uma leitura de 31.4, muito abaixo dos 51.6 pontos de fevereiro e a pior desde 1998, quando a pesquisa começou a ser feita.

3. Política

Após várias críticas, o presidente Jair Bolsonaro recuou e o Diário Oficial da União publicou na noite de ontem a MP do trabalho sem o trecho que suspendia o pagamento de salário por quatro meses, informa o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a MP saiu mais cedo com um “erro de digitação” e o governo jamais cogitou suspender pagamentos de salários por causa da epidemia do coronavírus.

4. São Paulo em quarentena

Começa a valer nesta terça-feira o decreto do governador João Doria (PSDB) que determina o fechamento de todas as atividades comerciais não essenciais por um período de 15 dias. A medida tem validade até 7 de abril e afetará o cotidiano de 44 milhões de pessoas, ou 20% da população brasileira, que vivem nos 645 municípios do Estado de São Paulo. A medida é uma tentativa de conseguir deter a propagação da epidemia, que até à noite de ontem contaminou 1.891 pessoas e matou 34 no Brasil. Do total de casos brasileiros do coronavírus, São Paulo tem quase a metade, 745 casos, e 30 das 34 mortes.

5. Noticiário corporativo

Em destaque no radar corporativo, estão ainda os efeitos do coronavírus nas operações das empresas. A Weg reduziu temporariamente para 50% os funcionários presenciais em Santa Catarina. A Cia. Hering vai fechar todas lojas físicas por tempo indeterminado, enquanto a Ambev retirou a projeção do Ebitda no primeiro trimestre de 2020 e outras expectativas de 2020. Já a Mahle Metal Leve decidiu adotar férias coletivas ou seletivas em todas as fábricas no Brasil. A CVC reduziu a jornada e o salário de diretoria em 50% a partir de abril.

A construtora e incorporadora Moura Dubeux Engenharia, umas das maiores do Nordeste, publicou ontem uma prévia dos resultados do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A empresa obteve uma expansão de 1,2% no Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos, para R$ 282 milhões, com dois empreendimentos em Salvador (BA) e dois no Recife (PE).

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(Com Agência Estado)

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PMI composto da zona do euro cai à mínima recorde de 31,4 com coronavírus

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, caiu de 51,6 em fevereiro para a mínima inédita de 31,4 em março, em meio aos efeitos adversos da pandemia de coronavírus, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit.

A leitura inferior a 50 mostra contração da atividade em ritmo recorde e ficou bem abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do indicador a 40.

Apenas o PMI de serviços do bloco recuou de 52,6 para a também mínima recorde de 28,4 no período. Neste caso, a projeção do mercado era de redução a 40.

Já o PMI industrial da zona do euro diminuiu de 49,2 em fevereiro para 44,8 em março, atingindo o menor patamar em 92 meses. Contudo, a previsão era de queda maior, a 40.

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Mercados operam em forte alta reagindo a medidas de estímulos ao redor do mundo

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SÃO PAULO – As bolsas da Ásia fecharam nesta terça-feira em alta forte, com destaque para Seul, onde o governo sul-coreano anunciou um pacote de US$ 80 bilhões para mitigar o impacto da epidemia sobre as pequenas e médias empresas, informa a CNBC News.

A Bolsa da Coreia do Sul subiu 8,6%. Na China, a valorização foi de 2,3% e, em Hong Kong, chegou a 4,5%.

No Japão, o Softbank anunciou um programa de recompra das suas ações de US$ 41 bilhões. O dinheiro será usado para pagar dívidas. Esta transação deu impulso ao índice Nikkei-225, da Bolsa de Tóquio, que terminou o pregão com ganho de 7,1%.

As Bolsas europeias abriram em alta. Na Alemanha, o índice Dax subia 5,2% pouco antes das 7 horas. Na França, a valorização era de 4,5% e, no Reino Unido, de 3,7%

O governo da Alemanha pode detalhar na manhã de hoje um pacote de 800 bilhões de euros para socorrer as empresas atingidas pela crise provocada pela Covid-19.

Os investidores também reagem ao anúncio do Federal Reserve (banco central americano), que informou ontem que comprará dívidas e papéis comerciais do setor privado sem um limite, diferentemente do que ocorreu na crise de 2008.

Os índices futuros de Nova York estão em terreno positivo na manhã de hoje. Pouco antes das 7 horas, os futuros do Dow Jones, do S&P 500 e do Nasdaq subiam entre 4,8% e 4,9%.

Existe a expectativa de que o pacote de US$ 2 trilhões seja aprovado pelo Senado dos Estados Unidos após dois adiamentos.

A Roche Holding AG informou que está trabalhando para acelerar a produção de uma droga que pode ser usada para tratar pacientes com o novo coronavírus, assim como de um teste de diagnóstico para a doença.

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Cia. Hering decide fechar todas as lojas próprias e recomenda o mesmo para rede

A Cia. Hering decidiu fechar as duas lojas próprias por tempo indeterminado, por conta do surto de coronavírus.

A empresa recomenda o mesmo para toda a sua rede, no que diz respeito a lojas físicas em shopping centers e ruas.

A companhia já adotou o regime de home office para as áreas administrativas desde a semana passada.

Em relação às fábricas, a Cia. Hering decidiu fechá-las por 15 dias, prazo que pode ser prorrogado, além da redução em 20% no contingente do centro de distribuição, com maior foco no e-commerce.

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Petrobras doará 600 mil kits ao SUS para teste de covid-19 importado dos EUA

A Petrobras informou que vai doar ao Sistema Único de Saúde (SUS) 600 mil kits de testes para diagnóstico de Covid-19. Desse total, 400 mil kits serão doados ao Ministério da Saúde e 200 mil à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a companhia, o material está sendo importado dos Estados Unidos esta semana e deve chegar ao Brasil em abril.

As testagens são do tipo “padrão ouro”, que recebem essa classificação pois fornecem um diagnóstico preciso na identificação da presença do vírus.

“A Petrobras está concentrando todos os esforços para ajudar a sociedade a atravessar esse momento tão difícil. Das medidas mais urgentes, a companhia avaliou que a doação de testes para diagnóstico de Covid-19 está na lista das prioridades”, disse a estatal em nota.

Além da doação, a Petrobras informou que criou um grupo multidisciplinar de profissionais de seu centro de pesquisa (Cenpes) para avaliar e propor soluções em parcerias com universidades, empresas e instituições que possam ajudar no combate ao coronavírus.

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Witzel sanciona PL que proíbe interrupção de energia pela Light e ação cai 15,66%

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, sancionou nesta segunda, 23, o Projeto de Lei 1999/20 que proíbe o aumento sem justa causa e a interrupção de serviços essenciais, como água, luz e energia elétrica por falta de pagamento.

A sanção faz parte de um pacote de PLs para enfrentar a crise da pandemia covid-19.

A notícia afetou ainda mais as ações da Light (LIGT3), que atende 4 milhões de clientes em 31 municípios no estado. O papel da empresa despencou 15,66% no pregão de hoje, para R$ 7,38, acumulando no ano perda de 68,94% no seu valor.

Somente no mês de fevereiro, quando o projeto começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a queda foi de 65,98%.

A empresa recebeu no dia 10 de março autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a reajustar sua tarifa em 6,21% na média.

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Ibovespa cai 5,2% e vai ao menor patamar desde julho de 2017; dólar salta a R$ 5,13

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em forte queda nesta segunda-feira (23) e retornou aos níveis de 2017 por conta do impasse no Congresso americano, que fracassou duas vezes em aprovar um pacote de socorro de US$ 2 trilhões para enfrentar os efeitos econômicos nefastos do coronavírus.

As bolsas americanas chegaram a desabar 4,2% hoje após a segunda tentativa de acordo entre parlamentares Democratas e Republicanos dar errado à tarde, mas amenizaram as perdas e terminaram em baixas próximas de 3%.

De outro lado, porém, foi bem visto pelo mercado o comprometimento do Federal Reserve em realizar compras de ativos sem limites para ajudar os investidores a enfrentarem a crise do coronavírus. Uma das medidas será um programa de US$ 300 bilhões de apoio ao fluxo de crédito.

No Brasil, o número de casos de infecção pela Covid-19 chegou a 1.891, com 34 mortes. No mundo todo, o número de infectados atingiu 329 mil pessoas segundo a universidade Johns Hopkins. As mortes estariam em 14,3 mil.

Na Itália, foram confirmadas 601 novas mortes hoje e 4.789 infecções desde domingo. As fatalidades, embora ainda sejam muito altas, caíram pelo segundo dia seguido, pois no domingo 651 pessoas morreram e no sábado foram 793. O país espera uma desaceleração da pandemia esta semana.

Por aqui, o Banco Central anunciou a redução da alíquota do compulsório sobre recursos a prazo de 25% para 17%. “Temporária, a medida tem o objetivo de aumentar a liquidez do Sistema Financeiro Nacional”, destaca o BC em comunicado.

O Ibovespa caiu 5,22% a 63.569 pontos com volume financeiro negociado de R$ 24,6 bilhões, voltando ao seu menor nível de fechamento desde 10 de julho de 2017, quando o principal índice da B3 encerrou o pregão cotado em 63.025 pontos.

Já o dólar futuro para abril avança 1,33%, a R$ 5,132, enquanto o dólar comercial teve alta de 2,21%, a R$ 5,1357 na compra e R$ 5,1385 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu 24 pontos-base a 5,61%, o DI para janeiro de 2023 subiu nove pontos-base a 7,23% e o DI para janeiro de 2025 avançou 38 pontos-base a 8,67%.

Neste domingo, o BNDES suspendeu o pagamento de dívidas das empresas por seis meses e anunciou que tornará disponíveis R$ 55 bilhões para as companhias. Empresários também pediram um “Plano Marshall” para evitar o colapso da economia brasileira, com o comércio praticamente fechado e os serviços reduzidos por causa da epidemia.

Sobre o pacote de medidas nos EUA, legisladores e autoridades do governo esperavam chegar a um acordo para que ambas as câmaras do Congresso o aprovassem na abertura da semana na segunda-feira e antes que os mercados financeiros reagissem adversamente à crise.

Mas Democratas disseram que o pacote elaborado pelos republicanos favorece as empresas, mas não vai longe o suficiente para ajudar as pessoas que enfrentam desemprego e perda de renda.

Legisladores podem votar novamente em uma moção para prosseguir, caso cheguem a um acordo sobre os esboços do pacote de resgate, mas o senador republicano Mitch McConnell (Kentucky) criticou os Democratas no Senado após a votação. “Estamos de volta à estaca zero”, disse McConnell após o fracasso da votação. Ele disse que tentaria novamente em um momento de sua escolha.

Ata do Copom

O BC divulgou hoje a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que a Selic foi cortada em 0,5 ponto percentual, para 3,75%, em meio aos impactos do coronavírus para a economia.

Os integrantes do comitê apontaram que “a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural”. Esta avaliação já constou no comunicado da semana passada do Copom.

O documento apontou que o BC vê como adequada a manutenção da Selic no novo patamar. Contudo, destacou que o ambiente para os emergentes tornou-se desafiador, que o coronavírus provoca desaceleração significativa do crescimento global e que o BC continuará fazendo uso de todo o seu arsenal. Neste caso, novas informações são essenciais para tomar os próximos passos.

A ata lista os canais de transmissão do vírus e cita que simulações indicam que seria necessário corte acima de 0,50 p.p., mas ponderou que seria contraproducente diante de interrupção das reformas. Para o BC, o coronavírus provoca desaceleração global e o efeito na atividade pode ser significativo.

Relatório Focus

O mercado reduziu a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 1,68% para 1,48% em 2020, informa a pesquisa Focus conduzida pelo Banco Central com economistas do setor financeiro.

O mercado também projeta um câmbio com dólar mais forte no final do ano, com a taxa saltando de R$ 4,35 na pesquisa da semana passada para R$ 4,50 por dólar na divulgada hoje.

Houve leve redução na projeção da inflação medida pelo IPCA para 2020, de 3,10% para 3,04%.

Para 2021, o mercado manteve inalterada a projeção de um crescimento de 2,5% no PIB e de uma taxa básica de juros, a Selic, em 5,25% ao ano.

Houve uma ligeira mudança na taxa de câmbio para 2021, com a expectativa de o dólar fechar 2021 cotado a R$ 4,25 – na semana passada, a projeção era de R$ 4,20.

Política

O presidente Jair Bolsonaro chamou os governadores dos estados de “exterminadores de empregos” em entrevista a uma emissora de TV na noite de ontem. O presidente voltou a minimizar a epidemia e a atacar a imprensa.

“Você não me vê atacando nenhum governador, eles é que me atacam constantemente. Brevemente, o povo saberá que foi enganado por esses governadores e por grande parte da mídia nesta questão do coronavírus”, afirmou o mandatário. Porém, embora tenha atacado a imprensa, Bolsonaro a incluiu em decreto firmado no domingo entre os serviços essenciais que não podem parar por causa da pandemia. O decreto firmado ontem tem efeito imediato.

Judiciário 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu por seis meses o pagamento da dívida do Estado de São Paulo com a União, informa o jornal Folha de S. Paulo. Só nesta segunda-feira, deveriam ser pagos R$ 1,2 bilhão.

A medida do STF obriga o governo paulista a investir o dinheiro no combate à pandemia do coronavírus. “A pandemia é uma ameaça real e iminente, que irá extenuar a capacidade do sistema público de saúde, com consequências desastrosas para a população, caso não sejam adotadas medidas de efeito imediato”, escreveu o ministro.

No pedido que fez ao STF, o governo de São Paulo alertou que 70% dos mais de 1.500 casos do coronavírus no Brasil estão no estado, que concentra 20% da população brasileira. A dívida do Estado de São Paulo com o governo federal soma R$ 247 bilhões.

Noticiário corporativo

A mineradora Vale comprou 5 milhões de kits de testes rápidos para detectar o coronavírus. Segundo a empresa, os kits dão o resultado em apenas quinze minutos. A Vale comprou os kits na China e eles serão doados ao governo brasileiro; a primeira remessa, de 1 milhão de unidades, deverá ser entregue à Vale na sexta-feira (27 de março) e poderá chegar ao Brasil na semana seguinte.

Já a Via Varejo e a Lojas Marisa comunicaram no final de semana que fecharam todas as suas lojas no Brasil para tentar conter a epidemia do coronavírus. A Portobello divulgou balanço e informou um lucro líquido de R$ 13,1 milhões no ano passado.

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Últimas medidas dos governos estaduais: o quanto elas podem impactar as ações de elétricas e de saneamento?

SÃO PAULO – Em uma medida para ajudar as pessoas de menor renda, que estarão mais expostas ao desemprego que deve ocorrer por conta do coronavírus, as autoridades estaduais estão reduzindo ou eliminando tarifas de serviços essenciais como água e luz.

Embora realmente seja uma medida que pode ajudar muito as pessoas a sobreviverem à crise, o impacto nas empresas não é desprezível e deve ser levado em conta pelos investidores, principalmente aqueles que possuem ou pensam em comprar ações de Sabesp (SBSP3), Sanepar (SAPR11) e Light (LIGT3), papéis de setores justamente considerados mais resilientes durante crises, como é o caso de agora.

Segundo Gabriel Fonseca, analista da XP Investimentos, as companhias de energia elétrica serão mais afetadas que as de saneamento nesse caso. “Foi zerada apenas a tarifa para pessoas de baixa renda, a chamada tarifa social. Em termos de demanda, [saneamento] é o setor menos afetado, pois depende muito mais do uso residencial”, explica.

Para ele, o mercado está superestimando o impacto sobre essas empresas, pois é muito baixa a quantidade de clientes que se enquadra na tarifa social e a fatia desses consumidores na composição total das receitas é menor ainda. “As medidas são por apenas três meses e abrangem um consumidor que já é menos representativo do todo”, avalia.

A equipe de análise do Credit Suisse destaca, na mesma linha, que apesar da Sabesp ter dívida em moeda estrangeira, a sua agenda de amortização dos débitos está relativamente endereçada e não se antecipa uma queda grande de volume ou tarifas por conta das ações sociais do governo de São Paulo. “No mais, mesmo que a reforma regulatória seja postergada, acreditamos que será eventualmente aprovada e consequentemente, a tendência regulatória para o segmento continuará a ser favorável”, explicam os analistas do banco suíço, referindo-se às mudanças na Lei do Saneamento, que devem permitir maior participação da iniciativa privada no setor.

Por outro lado, o Morgan Stanley reduziu a recomendação para a ação da estatal paulista de água e saneamento de overweight (exposição acima da média do mercado) para equalweight (exposição em linha com a média do mercado). O banco avalia que a ação da Sabesp agora oferece uma exposição maior às variações do câmbio e com a probabilidade das discussões sobre a privatização da empresa serem novamente adiadas por causa da pandemia.

Nesta segunda-feira (23) a Sanepar anunciou que assim como a Sabesp não vai cobrar conta de água de clientes de baixa renda, que representam anualmente R$ 15 milhões do faturamento anual da companhia paranaense, o que dá em torno de 0,3% do total. A empresa também vai adiar seu reajuste anual de tarifas, que geralmente ocorre entre março e abril para entrar em vigor em maio.

Os analistas Francisco Navarrete, Victor Oliveira e Bruno Reis, do Bradesco BBI, estabeleceram recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a Sanepar, com um preço-alvo de R$ 127,00.

“Nós estimamos que o próximo reajuste tarifário da Sanepar ocorrerá em maio de 2021, e vai continuar de acordo com o planejado, o que recalibraria totalmente as tarifas, eliminando a perda de fluxo de caixa do cancelamento do reajuste anual em 2020”, escrevem em relatório.

Energia elétrica

Já as companhias do setor elétrico terão uma vida muito mais difícil a depender das medidas que os estados adotarem. De acordo com Gabriel Fonseca, as distribuidoras de energia dependem muito da demanda das empresas, que está extremamente comprometida por conta do home office. “Zerar tarifas dessas empresas gera uma reação em cadeia no mercado inteiro. É míope achar que parar de cobrar a população é um sacrifício só da Light, por exemplo, porque o setor inteiro é impactado”, destaca.

Fonseca critica ainda o fato de que os governos estaduais, ao intervirem nas companhias de energia elétrica, estão passando por cima da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão que possui a competência para regular o setor. “Zerar tarifas de energia pode gerar inadimplência principalmente entre as pequenas e médias empresas. A agência reguladora vai se compadecer das elétricas se isso ocorrer? É válido levantar medidas para ajudar a população, mas as empresas têm que ser mantidas.”

Navarrete, Oliveira e Reis, do Bradesco BBI, lembram que o setor elétrico é defensivo e que insolvência não é uma preocupação real para a maior parte das empresas cobertas, mas ressaltam que a liquidez pode ser um problema dependendo da duração da pandemia de coronavírus e do tamanho da queda na demanda por eletricidade, especialmente se a desaceleração da economia também resultar em níveis maiores de endividamento ruim.

“Esse cenário pode levar a uma redução nos dividendos. Na nossa visão, é muito provável que para manter a cadeia de pagamentos do setor girando o governo tenha que em breve implementar medidas de emergência como empréstimos do [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] BNDES”, apontam.

Ainda assim, a equipe do Bradesco BBI vê um risco/retorno atrativo nos preços de cinco ações do setor: Eletrobras (ELET3), que tem a maior parte da sua receita estável independente da demanda ou de questões hidrológicas; Cemig (CMIG4), por sua geração robusta de fluxos de caixa, que mitiga uma potencial redução na demanda; Taesa (TAEE11), por ser bem defensiva e apresentar uma Taxa Interna de Retorno (TIR) atrativa, 9,1% (460 pontos-base acima do que paga um título público Tesouro IPCA); Cesp (CESP6) e Alupar (ALUP11), que também apresentam boa resiliência e são opções defensivas interessantes em momentos de crise.

O Morgan Stanley também vê com bons olhos a Eletrobras. A equipe de análise do banco elevou a recomendação das ações da estatal de underweight para overweight, após as quedas de preços dos papéis nos sell-off provocados pelo coronavírus e também pela expectativa de adiamento nas discussões sobre privatização. O banco explica que como geradora e transmissora a Eletrobras tem boa posição defensiva e seu preço caiu 51% com a correção.

Sobre a Light, o banco manteve recomendação overweight dada a forte queda das ações no acumulado do ano, de 63% até sexta, mas avaliam que há espaço para queda no curto prazo devido à potencial pressão no desempenho operacional, impactando ainda mais a alavancagem.

Além disso, o banco americano reiterou a recomendação acima da média para a ação da geradora e transmissora de energia privada CPFL (CPFE3), cujas ações tiveram queda de preços de 29% nos recentes sell-off do coronavírus na B3. Para o banco, a ação CPFE3 tem boa posição defensiva.

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Bolsa brasileira registra o pior desempenho no mundo com crise do coronavírus, aponta Goldman

SÃO PAULO – A bolsa brasileira sofreu o maior impacto negativo com o coronavírus entre os mercados no mundo ao registrar uma queda de 52% em dólar em relação ao mês de janeiro, segundo aponta levantamento feito pelo banco americano Goldman Sachs.

Esse é o pior bear market (mercado de baixa), que é definido como uma queda superior a 20%, para a bolsa desde a grande crise financeira de 2008.

Além disso, o real foi a quarta moeda que mais se desvalorizou no período, com desvalorização de 22%, sendo cotada atualmente acima dos R$ 5. A desvalorização só não é maior do que a do peso mexicano, do rublo russo e da coroa norueguesa.

Contudo, os analistas Ron Gray e Caesar Maasry apontam em relatório: “ainda estamos intensamente focados nos riscos globais de queda mas, para investidores de longo prazo que estão em busca de valor, os movimentos de ações e do câmbio no Brasil parecem exagerados”.

Isso porque, com a severidade do recente sell-off, os valuations das ações brasileiras passaram do terreno mais supervalorizado dos países emergentes para agora abaixo da média histórica. Vale destacar que os analistas usam o MSCI Brazil como referência.

Porém, eles ponderam: “para o investidor de longo prazo, discutimos métricas de avaliação mais à frente para o Brasil e valuations. Mas, para o investidor tático, observamos que não apenas calcular o fundo do mercado é extremamente difícil, como os custos de ser “muito cedo” [para determiná-lo] podem ser muito dolorosos”.

Eles avaliam que esse movimento de queda registrado nos ativos brasileiros foi muito mais forte do que as quedas vistas em boa parte no mercado asiático desde então.

Entre as maiores quedas, depois do Brasil, aparecem as bolsas da Indonésia (queda de quase 50%), da África do Sul (desvalorização de cerca de 45%) e da Rússia (queda aproximada de 45%) e do Chile (baixa de cerca de 40%).

Os analistas destacam a mudança do mercado de renda variável no Brasil, em meio ao cenário de maior queda da taxa de juros. Ao fazer um ajuste, a avaliação é de que as ações brasileiras estão mais baratas atualmente do que na crise financeira, mas com um valuation superior a 2016.

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