Bolsas da Europa e futuros de NY tombam após impasse no Senado americano

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SÃO PAULO – As bolsas da Ásia fecharam quase todas em queda nesta segunda-feira, enquanto os índices futuros de Nova York operam em baixa, após o Senado dos Estados Unidos não ter aprovado em votação no domingo o pacote de socorro de US$ 2 trilhões, destinado a tentar atenuar os efeitos da pandemia de coronavírus na economia.

Por volta das 08h35, os futuros do Dow Jones e do S&P 500 caíam cerca de 2,7%. Já o Futuro do Nasdaq tinha baixa de 2%.

As bolsas da Alemanha, da França e do Reino Unido operam com perdas em torno de 3%.

Na Ásia, o mercado da China fechou em baixa de 3,1%. Em Hong Kong, a queda foi de 4,9% e, na Coreia do Sul, chegou a 5,3%. A bolsa do Japão terminou o pregão em alta de 2%.

Na cotação do pacote anti-crise nos EUA, houve empate com 47 votos a favor e 47 contra. Senadores democratas afirmaram que o pacote não protegerá pequenas empresas americanas e que privilegia as grandes corporações, informa a CNBC.

O pacote deve ir a nova votação nesta manhã. O conjunto de medidas prevê que cada contribuinte americano receba um cheque de US$ 1 mil; cada criança ou dependente do contribuinte receberá US$ 500.

Estabelece ainda um socorro de US$ 58 bilhões para as quatro maiores empresas aéreas – American, United, Delta e SouthWest. As empresas informaram à CNBC que, sem auxílio do governo americano, começarão a demitir funcionários.

Um oficial do Federal Reserve, o banco central dos EUA, estimou que a taxa de desemprego no país pode saltar de 3% para 30% em meio à crise do coronavírus.

Enquanto isto, o coronavírus continua sua escalada. O número de pessoas contaminadas ultrapassou 30 mil nos Estados Unidos, a metade em Nova York. A Itália já tem mais de 5 mil mortes e se aproxima de 50 mil contaminados.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, o número de atingidos pela Covid-19 é de 339 mil na manhã de hoje ao redor do mundo, com mais de 10 mil mortes.

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Caixa vai injetar dinheiro na economia de forma direta e indireta, diz presidente do banco

“O objetivo da Caixa é ajudar o Brasil”. Foi dessa forma que Pedro Guimarães, presidente da instituição, definiu o papel do banco na crise do coronavírus durante live da XP neste domingo, prometendo “anúncios impactantes” para a próxima semana.

“Somos o banco dos brasileiros, especialmente dos mais humildes. Nosso papel é social, vamos fazer o máximo que pudermos.”

O executivo disse que a Caixa deve injetar dinheiro de forma direta e indireta na economia nos próximos meses, contando com o volume de caixa atual do banco.

“Temos a maior base de capital entre todos os bancos. Por isso, podemos até dar capital de giro para intermediários que falem com as empresas pequenas, essa é uma maneira mais eficiente de ajudá-las”, afirmou Guimarães.

O presidente da Caixa também admitiu a possibilidade de aumentar para mais de dois meses a postergação das linhas de crédito, anunciada na semana passada. “Podemos ampliar para três, quatro, cinco meses. E essa postergação será incorporada ao saldo do crédito: não é que o cliente terá que pagar daqui três meses todas as prestações ao mesmo tempo. Por todo o período remanescente faremos um incremento proporcional do saldo”.

Nos últimos dias, a Caixa já havia anunciado a abertura de R$ 78 bilhões em linhas de crédito, divididas em quatro grupos: R$ 40 bilhões para capital de giro, R$ 30 bilhões para compra de carteiras de bancos médios, R$ 5 bilhões para o setor agrícola e outros R$ 3 bilhões para as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos que prestam serviço ao SUS. Além disso, o banco reduziu em 45% o custo das linhas de empréstimos para capital de giro.

Home-office

Outra mudança que a Caixa deve implantar nos próximos dias por causa do coronavírus é a forma como seus funcionários trabalham. Segundo Pedro Guimarães, a partir desta semana, 70% dos funcionários do banco devem trabalhar em esquema de home office, incluindo quem trabalha nos 26 mil pontos de venda pelo país.

O executivo afirmou que nenhuma agência ou lotérica irá fechar. O foco será transferido para atendimento básico emergencial, como o auto-atendimento. O banco, porém, deve iniciar uma campanha de marketing para estimular o uso do internet banking e do atendimento via aplicativo e WhatsApp, para evitar que os clientes saiam de casa durante o período de isolamento social.

Negócios dizimados

Pedro Guimarães dividiu a live com executivos e líderes do mercado financeiro e setor produtivo brasileiro, que dividiram suas preocupações com os rumos da economia durante e após a crise do coronavírus no país.

Para Rubens Menin, CEO da MRV Engenharia, os efeitos econômicos da pandemia podem ser quase tão grandes quanto o problemas que ela vai causar na saúde do país, pedindo união entre o empresariado.

“Negócios como restaurantes, por exemplo, estão completamente dizimados. A informalidade é muito grande por todo o país. Se a economia parar dessa forma, o Brasil vai ter muito sofrimento. As empresas precisam se organizar para manter a cadeia produtiva acesa”, afirmou.

“Esta próxima segunda provavelmente vai ser o dia com mais demissões no país nos últimos tempos. E semana que vem essas pessoas demitidas não vão ter dinheiro para comer”, disse Guilherme Benchimol, fundador e CEO da XP Inc, que demonstra preocupação com as consequências de um período de quarentena mais estendido nas grandes cidades do país. “Se a economia parar e o desemprego explodir, muita gente vai morrer de fome”.

Benchimol defende que o governo federal crie uma espécie de “bomba atômica” na economia, para que os efeitos da crise sejam minimizados. No mesmo sentido, André Street, cofundador e presidente da Stone Pagamentos, defende que a equipe econômica crie um “Plano Marshall” para o país.

“Os números na ponta já não são bons. Essas empresas estão com um problema muito grave, já que não vão ter capital de giro”, afirmou o CEO da adquirente, relatando seu contato direto com pequenos e médios empresários que usam as maquininhas da empresa.

Street sugere uma espécie de “congelamento vivo” para apoiar empresas e clientes. “O governo vai ter que prover linhas de crédito e até mesmo recurso a fundo perdido para manter empregos enquanto a doença vai ser controlada”, disse.

A melhor forma de diminuir os efeitos da crise? Para Benjamin Steinbruch, presidente da CSN, é preciso manter a produção e clientes economicamente vivos: “O caixa de cada empresa é o oxigênio vital que deve ser preservado, temos que ter reserva para poder conviver com esse momento de crise. Mas mais do que qualquer coisa vai valer a parceria. Juntos a gente consegue minimizar os efeitos da crise. O importante é manter a moral alta.”

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Índices futuros dos EUA caem mais de 4% após pacote de estímulos ser rejeitado no Senado

SÃO PAULO – Os índices futuros dos Estados Unidos abriram com forte queda na noite deste domingo (22) com os investidores de olho na votação do acordo feito pelo governo do país para lançar um estímulo econômico e um plano de combate a pandemia do novo coronavírus.

Logo que abriram, os índices bateram seu limite de baixa, paralisando os negócios por quase duas horas. Às 21h, o Dow Jones futuro recuava 4,78%, enquanto os futuros do S&P 500 e Nasdaq recuavam 4,71% e 4,11%, respectivamente.

Em uma primeira votação, o Senado dos EUA rejeitou o pacote econômico do governo para combater a pandemia do coronavírus. Houve um empate em 47 a 47, sendo que eram necessários 60 votos para o texto ser aprovado.

A medida, em grande parte redigida por republicanos, enviava cheques a todos os americanos e aumentava o seguro-desemprego. Os democratas argumentaram que os detalhes do projeto eram voltados para ajudar Wall Street mais do que a população.

Em uma decisão processual, o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, votou contra o projeto de lei para poder pedir uma nova votação.

Mais cedo, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse que os programas de financiamento para estimular a economia podem chegar a US$ 4 trilhões, observando que esses esforços incluirão a coordenação com o Federal Reserve para fornecer às empresas a liquidez necessária.

No sábado, o diretor do Conselho Econômico Nacional, Larry Kudlow, também disse que um pacote de estímulo econômico totalizará mais de US$ 2 trilhões, observando que será igual a aproximadamente 10% da produção econômica dos EUA.

Para piorar, o presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, James Bullard, disse à Bloomberg News que a taxa de desemprego nos EUA pode chegar a 30% nos próximos meses, à medida que o mundo continua a lidar com a pandemia de coronavírus. “Esta é uma paralisação parcial planejada e organizada da economia dos EUA no segundo trimestre”, disse ele.

Enquanto isso, David Kostin, estrategista-chefe de ações da Goldman Sachs, disse que a diferença entre uma recuperação rápida ou prolongada no mercado de ações se resume a três fatores: a rapidez com que o vírus é contido, se as empresas terão “acesso a capital e liquidez suficientes por 90 a 180 dias” e se o estímulo fiscal pode estabilizar as previsões de crescimento.

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Recessão deste ano deve continuar no próximo, diz Martin Wolf

A crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus é mais grave que a de 2008, deve durar dois anos e ter efeitos profundos de longo prazo, segundo o comentarista-chefe de economia do jornal Financial Times, Martin Wolf.

Em entrevista, Wolf afirma estar preocupado com o Brasil e com outros países emergentes, que terão dificuldade para aumentar os gastos para tentar reduzir os efeitos da recessão que está por vir.

Diz ainda que a atuação dos principais líderes globais é inferior à de 2008, quando os países se uniram para enfrentar o problema. “Na crise financeira, tínhamos o G-20 trabalhando junto de modo eficiente. Essa imagem é muito diferente da que temos hoje. Então, é fácil tudo dar muito errado.”

Para Wolf, dada a escassez de recursos, a prioridade no Brasil tem de ser a população mais carente. “Ajudar o trabalhador informal a manter sua renda é a prioridade número um.” A seguir, trechos da entrevista:

Que motivos levam o sr. a acreditar que essa crise será pior que a de 2008?

As medidas que estão sendo adotadas para controlar a epidemia vão fechar grande parte da economia. Vimos isso na China. Ninguém sabe ainda o que aconteceu lá no primeiro trimestre, mas deve haver uma contração muito grande do PIB e, provavelmente, no segundo trimestre também. A Europa e os Estados Unidos estão fazendo o mesmo: fechando lojas, restaurantes, entretenimento. Teremos uma interrupção massiva de oferta.

Depois, trabalhadores não serão pagos, empresas ficarão sem receita e vão demitir funcionários. Muitas podem ir à falência. Tudo isso não importaria se voltássemos ao normal em dois meses. Mas não parece que isso vai acontecer. A doença será controlada enquanto ninguém está tendo contato com os outros.

Quando as economias forem reabertas, é esperado que a transmissão volte. É o que está acontecendo na China. Se isso acontecer, teremos uma nova fase de fechamento da economia. Esse processo de abrir e fechar a economia pode continuar até o ano que vem. Pode continuar até que haja uma cura, e os especialistas parecem concordar que não haverá uma cura que possa ser disponibilizada em escala antes do fim do ano que vem. Até lá, muitos negócios vão desaparecer. Esse vai ser um choque de oferta gigantesco, com consequências graves de solvência e de demanda.

Então, é provável que tenhamos uma recessão neste ano e que isso prossiga em 2021. Por isso, acho razoável assumir que esse choque econômico pode ser pior que a crise financeira de 2008. Também pode ter efeitos de mais longo prazo, porque haverá uma grande interrupção de comércio e viagens. Uma consequência pode ser que a estrutura da cadeia de fornecimento e da economia global sejam transformadas permanentemente.

Mas, claro, tudo isso pode ser muito pessimista e o vírus pode acabar sendo controlado no verão (do Hemisfério Norte). Aí, seria algo menos grave. Mas, neste momento, me parece mais provável que haja uma recessão grave.

Em sua última coluna, o sr. escreveu que precisaremos de líderes fortes e inteligentes para lidar com essa crise. As principais lideranças globais são capacitadas para isso?

O problema é que, ao contrário da crise financeira, as principais economias do mundo hoje são incapazes de colaborar umas com as outras. Trump é um ignorante nacionalista que não entende como lidar com esse tipo de problema. Essa questão está completamente além dele intelectualmente. Por sorte, tem uma ou duas pessoas competentes no seu governo. O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) é eficiente e o Congresso americano está fazendo alguma coisa.

Os europeus estão desmoronando. Muitos países europeus estão respondendo de modo nacionalista, sem solidariedade. O Japão está lidando bem. Isso porque já teve a experiência com a Sars antes. Mas, se olharmos para a Europa e para os EUA, é assustador. Na crise financeira (de 2008), tínhamos o G-20 trabalhando junto de modo eficiente. Eles produziram um plano comum que funcionou bem para o setor financeiro e em termos de política fiscal. A recuperação pode não ter sido como se esperava, mas havia qualidade de lideranças. Houve muita colaboração nos primeiros encontros do G-20. Essa imagem é muito diferente da que temos hoje.

Então, é fácil tudo dar muito errado. Não sei como essas pessoas vão cooperar. Já pararam de comercializar itens vitais, como ventiladores e máscaras.

O sr. acredita que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, está preparado para o desafio?

Não conheço pessoalmente o sr. Bolsonaro, que parece ser um populista de extrema direita, ignorante e preconceituoso. Como Trump, mas um pouco pior. Apesar disso, sua equipe econômica parece competente e inteligente. São provavelmente muito mais Chicago do que preferiria. Mas as reformas que estão fazendo eram necessárias.

Como eles vão funcionar nessa crise, dado que o Brasil não está numa posição econômica forte e não pode aumentar seus gastos facilmente, realmente não sei. Será um desafio grande para o Brasil. É preciso uma capacidade do governo para gastar mais e rapidamente, o que é difícil para o Brasil, que já está altamente endividado. Vai ser um desafio grande para o Brasil e para muitos emergentes.

O sr. mencionou que o Brasil já está bastante endividado. E o sr. também tinha escrito que os governos deveriam prover solvência ao sistema. Se o Brasil não pode fazer isso, como fica a situação do País?

Vai ser difícil para o Brasil conseguir financiamento em moeda estrangeira. Talvez a questão seja quanto o governo conseguirá emprestar domesticamente. Provavelmente, precisará da ajuda do Banco Central. Mas, dada a história brasileira de inflação e altas taxas de juros, vai ser muito difícil fazer isso sem criar pânico no mercado financeiro. O Brasil terá de realocar gastos existentes, o que pode ser difícil politicamente. Politicamente, é quase impossível mudar os gastos nessa situação. Mas essa parece ser a coisa lógica a se fazer. Gastar com o que realmente é prioridade.

Mas, para ser honesto, para um país como o Brasil responder de forma efetiva a essa emergência, vai ser um desafio gigantesco. Se você comparar o Brasil com a China, a China obviamente tem vantagens enormes em termos de recursos financeiros e de poder de organização e controle social. A maioria dos países emergentes não tem esses ativos. Os próximos dois anos vão ser muito difíceis para os mercados emergentes.

Uma das medidas que o governo brasileiro anunciou foi a autorização para empresas reduzirem jornadas e salários dos trabalhadores. É uma boa opção?

Na Alemanha, que é um país rico, o governo financia o trabalhador de meio período. O governo diz para a empresa reduzir o número de horas que o funcionário trabalha e cobre a diferença de salário. Mas o governo alemão tem solvência, pode emprestar a taxas de juros negativas. Se o governo brasileiro não tem condições financeiras de fazer isso, então o que está sugerindo me parece fazer sentido. Caso contrário, as pessoas ficarão desempregadas e em um problema terrível. Acho que não é uma má ideia se for algo organizado. Para mim, o problema no Brasil é que a maioria das pessoas não trabalha em uma grande empresa. A maioria tem empregos informais. O que o governo vai fazer para ajudar essas pessoas?

Vai dar R$ 200 por pessoa por mês nos próximos três meses.

Não parece muito. Isso é suficiente para viver no Brasil?

Não.

O problema é que, em um país pobre como o Brasil, o governo não tem os recursos para proteger as pessoas. No Brasil, a grande questão não é salvar o setor organizado, é proteger a população. É preciso encontrar um jeito que possibilite que as pessoas sobrevivam. Ajudar o trabalhador informal a manter sua renda é a prioridade número um.

O sr. já disse também que estamos em uma situação de guerra e que os países devem gastar o quanto for preciso para incentivar a economia. Eles estão agindo nessa direção?

Os Estados Unidos estão fazendo isso. Eu não ficaria surpreso se alguns países tiverem um déficit neste ano e no próximo de 10% do PIB ou mais. Não estou prevendo isso, mas era onde estávamos na crise financeira. Os principais países desenvolvidos, com exceção da Itália, podem fazer isso de forma fácil sem gerar grandes problemas. Se você empresta na sua própria moeda, tem o Banco Central para ajudar e com as taxas de juros da dívida do governo próximas a zero, que é basicamente onde estão agora, não é problema aumentar a dívida. O problema fiscal vai ser negligenciável. Em muitos países emergentes, como discutimos antes, o problema é que vai ser mais difícil conseguir dinheiro no mercado global por causa da aversão ao risco.

Então, os brasileiros devem se preparar para uma recessão profunda neste e no próximo ano?

A economia global vai ter uma desaceleração massiva, possivelmente uma recessão. O Brasil não é superdependente dos mercados globais como outros emergentes, mas obviamente isso vai afetar os negócios brasileiros significativamente. Empresas importantes exportam e têm ativos no exterior. Deve haver um efeito deflacionário. As condições no mercado de crédito para o Brasil ficarão muito apertadas e as empresas brasileiras também terão mais dificuldade para emprestar nos mercados globais. Essa é uma segunda razão para haver recessão. Outra é que, aí, pessoas também vão ficar em casa e haverá um choque de oferta. Esperaria que a economia desacelerasse consideravelmente, e já está em uma taxa de crescimento muito lenta. Se o País for muito bem mesmo, o PIB será próximo de zero. Mas ficarei incrivelmente surpreso se não for negativo.

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Não é a crise que faz o investidor perder tudo: é o psicológico, diz especialista

SÃO PAULO – A maior dificuldade do investidor iniciante no mercado financeiro não é a a crise, mas sim a ansiedade. Já no caso do trader mais experiente, que está no mercado há mais tempo, o grande erro é, em momentos como o atual, deixar de operar suas estratégias e técnicas para operar a sua ansiedade, o seu medo. A opinião é de Luana Schneider, do Market Minds, especialista em psicologia para traders.

A psicologia do investimento em tempos de crise é o tema da edição mais recente do podcast Gain Cast, com André Moraes, analista da Rico Investimentos, e Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos.

Para a convidada Luana, o trader, que opera no dia a dia com estratégias de curto prazo, tende a sair mais prejudicado dessa crise por deixar sua receita de lado e operar de forma diferente conforme a circunstância. “Ser day trader é chato: você tem que ter disciplina de operar todos os dias exatamente a mesma coisa, repetir as mesmas técnicas, as mesmas estratégias”, explica. Ir contra essa estratégia significa dar abertura para perdas graves em momentos difíceis.

Quanto ao investidor de longo prazo, Luana observa que o momento de extrema volatilidade do mercado é a hora em que ele começa a entender o que o day trader sente na prática o que o day trader e o swing trader sente na pele durante as sessões. O que ele não pode esquecer é da sua estratégia. “Dar para a sua mente a informação de como você vai agir se tudo der certo e se tudo der errado, é uma das melhores formas de controlar a ansiedade”.

Confira a conversa entre Luana, Moraes e Indech no podcast abaixo:

 

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Combate ao coronavírus, ata do Copom e PMIs: o que acompanhar na próxima semana

SÃO PAULO – Com o cenário bastante incerto e as bolsas do mundo todo registrando grande volatilidade, a agenda de indicadores da próxima semana fica esvaziada, mas com alguns dados importantes que os investidores deverão ficar atentos.

Em especial, no calendário doméstico, será divulgada na segunda-feira às 8h, a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que na última quarta cortou a Selic em 0,5 ponto percentual e apontou que não pretende mais cortar os juros, apesar de deixar claro que irá monitorar o cenário.

Alguns analistas, antes mesmo da decisão, já defendiam um corte maior nas taxas de juros, o que torna a ata importante para deixar mais clara a possibilidade de que o Banco Central volte a reduzir os juros.

Além disso, é esperado que o BC divulgue o relatório de inflação referente ao primeiro trimestre.

Reações ao coronavírus

Enquanto o mundo todo ainda tenta entender a magnitude dos impactos do novo coronavírus, os bancos centrais e governos seguem atentos para realizarem possíveis novas intervenções.

A semana que passou foi marcada por estímulos vindos do Federal Reserve, Banco Central Europeu (BCE), Banco da Inglaterra, entre outros e é possível que novas medidas sejam anunciadas.

Em relação ao dólar, o Banco Central brasileiro não fez nenhuma intervenção na sexta-feira, mas a moeda recuou ante o real ainda refletindo a ação do Fed junto com o BC para ofertar liquidez ao mercado.

Ainda por aqui, o Congresso se movimenta para ampliar as medidas de proteção ao emprego anunciadas pela equipe econômica, segundo informações do Estadão.

Além disso, estados e municípios também entregaram ao governo federal várias demandas, como recursos para saúde, compensações em razão da perda de arrecadação, suspensão de pagamento de dívidas e possibilidade de corte em salários de servidores, o que deve tomar a agenda política da próxima semana.

Indicadores

Entre os indicadores, alguns dados de março serão publicados, trazendo os impactos do surto do coronavírus pelo mundo. Nos EUA, saem PMIs e sentimento de Michigan deste mês.

No Brasil, serão divulgados o IPCA-15 de março, além do dado de varejo, ainda de janeiro. No exterior saem ainda os PMIs na Europa e Japão, que devem dar mais detalhes dos impactos do vírus nas economias.

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A história não se repete, mas rima: como a gestora quant Giant Steps conseguiu ganhar dinheiro na crise



Fundos quantitativos podem até ser uma novidade no Brasil, mas nos EUA, dos 10 maiores fundos, 8 são quant. E como a novidade é boa, já que eles estão conseguindo ganhar dinheiro com toda essa crise recente, “trouxemos” Rodrigo Terni, fundador e gestor da Giant Steps, para explicar como eles conseguiram ganhar dinheiro e porque  essa indústria quantitativa é tão promissora.

(Trouxemos aqui é uma força de expressão. Este é o primeiro episódio gravado em home estúdio do Stock Pickers, no qual todos os participantes gravaram de suas respectivas casas).

Os robôs da Giant entenderam que a chance de perda era maior que a chance de ganhar com bolsa esse ano, por isso, os fundos não tinham posição alguma em bolsa e ficaram com a maior posição comprada em dólar, cerca de 25% do fundo, a grande maioria restante ficou no caixa.

A história não se repete, mas rima.

Todas as teses de investimento, assim como os gestores tradicionais, são pautadas no passado, porém a tecnologia potencializa essa análise de dados, e possibilita testes com históricos de 100 anos para entender se realmente faz sentido aquele modelo de investimento.

Uma estratégia que não foi só vencedora agora, mas que em 8 anos espera ser a maior gestora independente do Brasil, realmente acredita na tecnologia como ferramenta para tomada de decisão, e Terni explica porque essa indústria é tão promissora, não só na geração de ganhos mas também na escalabilidade das estratégias.

Sonho grande, ousado o suficiente para Terni acreditar que Jim Simons, fundador e gestor da Renaissance Technologies, é mais importante para o mercado que o Warren Buffet. O futuro do mercado em um podcast, escute este episódio imperdível.

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar em sua plataforma de podcasts preferida clicando aqui.

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Brasileiras lideram ranking de aéreas que mais perderam valor de mercado no mundo

Azul

SÃO PAULO — As brasileiras Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) lideram o ranking das companhias aéreas que mais perderam valor de mercado no mundo em 2020, segundo um levantamento feito pela Economatica a pedido do InfoMoney. O setor foi fortemente impactado pela pandemia de coronavírus.

Em dólares, o valor de mercado da Gol passou de US$ 3,245 bilhões no final do ano passado para US$ 431,88 milhões até ontem.  Já o da Azul foi de US$ 4,941 bilhões a US$ 795,18 milhões. A queda reflete a derrocada de 83% e 79,5%, respectivamente, dos papéis de ambas as companhias no mesmo período.

Vale lembrar que, nesta sexta-feira (20), as ações chegaram a registrar forte alta de mais de 20%, reduzindo os ganhos no fechamento para 15,29%, no caso da Azul, e 16,48% a Gol — mas, ainda assim, o desempenho continua bastante negativo no acumulado em 2020.

Na lista das 20 aéreas que mais perderam valor de mercado no mundo, em dólar, a predominância é de empresas dos Estados Unidos. Há também companhias da Ásia, Irlanda, México, Colômbia e Chile (a Latam, fruto da fusão da LAN com a brasileira TAM). Veja o levantamento abaixo.

Em reais, o valor de mercado da Gol e da Azul também despencou neste ano. No caso da primeira, foi de R$ 13,081 bilhões no fim do ano passado para R$ 2,221 bilhões ontem. Já o valor de mercado da Gol passou de R$ 19,917 bilhões para R$ 4,091 bilhões.

É importante ressaltar que o levantamento da Economatica considera apenas as empresas de capital aberto (com ações listadas em Bolsa), cujas informações sobre o valor de mercado (preço das ações multiplicado pela quantidade de papéis) são públicas.

Operações em risco

As operações da Azul e da Gol foram drasticamente prejudicadas pela escalada do coronavírus no mundo e, principalmente, aqui no Brasil. Ambas as companhias aéreas anunciaram uma redução de 70% em suas operações por conta da doença, que limitou o deslocamento das pessoas.

A Gol disse que a redução de até 70% de sua capacidade total de operação será feita até meados de junho. A redução no mercado internacional será entre 90% e 95%, enquanto no mercado doméstico será na faixa de 50% a 60%.

A empresa afirma que mantém seus planos de negócio para médio e longo prazo, mas não descarta outras ações para tentar atravessar esse momento complicado no setor.

A Azul anunciou que suspenderá suas operações em 11 cidades onde se localizam algumas de suas bases, em função da queda na demanda gerada pela propagação do coronavírus.

Em termos de operações, a empresa informou que reduzirá sua capacidade consolidada de 20% a 25% no mês de março, e entre 35% a 50% em abril e meses seguintes, até que a situação se normalize.

A Latam também reduzirá sua capacidade em 70%, dos quais 90% são uma redução nas operações internacionais e 40% correspondem a voos domésticos.

Rating e socorro

A Moody’s rebaixou o rating da Azul e da Latam de B1 para Ba3 em razão da “rápida e crescente disseminação do surto de coronavírus”. Já o rating da Gol entrou em revisão para um possível rebaixamento.

“O setor de transporte aéreo de passageiros tem sido um dos setores mais afetados, dada a sua exposição a restrições de viagens e sensibilidade à demanda e sentimento do consumidor”, afirmou a agência de risco.

Com o setor aéreo agonizando por causa da crise do coronavírus e com vendas para voos internacionais próximas a zero, o presidente da Latam no Brasil, Jerome Cadier, afirmou que a sobrevivência das empresas dependerá das medidas do governo federal.

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), que reúne as 300 maiores companhias do setor ao redor do mundo, afirmou que as aéreas do planeta inteiro vão precisar de um montante entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões em ajuda governamental para não quebrarem com a crise do coronavírus.

Ontem, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a Medida Provisória 925/2020, que dispõe sobre ações emergenciais para a aviação civil brasileira em razão da pandemia da covid-19.

As medidas para aliviar o caixa das empresas durante a crise previstas na MP incluem prazo estendido para reembolso das passagens e a postergação do pagamento das outorgas dos aeroportos concedidos.

Avaliações

Apesar do cenário desafiador para as companhias aéreas do mundo inteiro, o Itaú BBA manteve sua recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a Azul.

Em relatório divulgado ontem a clientes, o banco afirmou que conversou com o diretor financeiro da companhia (CFO), Alex Malfitani, que observou que a preservação de dinheiro é a principal mentalidade para enfrentar a redução nos fluxos de caixa.

“Os cortes de capacidade anunciados recentemente pela Azul parecem ser o mínimo, deixando espaço para a empresa implementar reduções adicionais, se necessário. Em relação ao plano de renovação da frota, as entregas de aeronaves estão suspensas”, disse o Itaú.

O banco destacou ainda que poucos números foram fornecidos, o que é compreensível, mas Malfitani observou que a Azul tem recebido muito apoio das partes interessadas, como investidores, que manifestaram vontade de ajudar.

“Embora a demanda possa diminuir ainda mais, Malfitani acredita que a Azul pode sobreviver a vários trimestres em um cenário de paralisação total. Entre as medidas anunciadas pelo Ministério da Infraestrutura, a Azul se beneficiará do adiamento de tarifas de navegação e do reembolso de passagens de clientes”, afirmou o banco.

Para o Bradesco BBI, as medidas de ajuda anunciadas pelo governo nesta semana ajudarão, mas não serão suficientes para solucionar os problemas do setor aéreo brasileiro.

“Primeiro, as companhias aéreas pagarão taxas de aeroporto de março a junho de 2020 no segundo semestre deste ano, mas a maioria são custos variáveis que naturalmente diminuiriam com o cancelamento de voos”, disse o banco.

“Segundo, o período de 12 meses para reembolso de passageiros proporcionará alívio nas posições em dinheiro e as companhias aéreas podem descontar esses recebíveis para melhorar a liquidez em dinheiro”, completou o Bradesco.

Para o banco, o surto de Covid-19 exigirá linhas de crédito específicas para ajudar as companhias aéreas a financiar capital de giro e reestruturar a dívida e alternativas para reduzir os custos de mão-de-obra durante esse período, com uma queda maciça nos voos domésticos e internacionais.

“Mantemos nossa preferência pela GOL (desempenho acima da média do mercado) e Azul (desempenho acima da média do mercado) sobre a Latam Airlines (desempenho neutro)”, completou o Bradesco BBI.

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BCE sinaliza que evitará crise que quase acabou com zona do euro

(Bloomberg) — O Banco Central Europeu não pode impedir que a zona do euro entre em recessão, mas tem como evitar outra devastadora crise da dívida que ameace a sobrevivência do bloco.

Com o plano de compra de títulos de 750 bilhões de euros (US$ 800 bilhões) do BCE – equivalente a cerca de 6% do PIB da zona do euro -, será mais fácil para os governos embarcarem em uma onda de gastos para combater a pandemia de coronavírus.

O programa já reduziu os juros no bloco e, principalmente, a diferença entre o rendimento dos títulos de economias em crise como a da Itália e opções mais seguras como a da Alemanha.

Menos de uma década após o aumento dos rendimentos dos títulos quase fragmentar a união monetária, os governos tentam se adiantar. Os países tomam medidas para amenizar a preocupação de que os gastos fiscais necessários para proteger empresas e cidadãos durante a pandemia possam gerar juros mais altos que afetariam ainda mais a economia.

Os governos mostraram que estão prontos para esbanjar. A Itália disse que gastará 25 bilhões de euros em estímulos diretos, e é provável que gaste mais. A França prometeu garantir até 300 bilhões de euros em empréstimos bancários para empresas, enquanto a Espanha divulgou um plano de 117 bilhões de euros para ajudar a manter empresas em atividade.

Até a Alemanha, que há muito tempo reluta em gastar apesar de registrar superávit fiscal há anos, estaria planejando um fundo no valor de 500 bilhões de euros para fornecer garantias de empréstimos e injeções de dinheiro às empresas.

Autoridades da zona do euro também buscam ativar o fundo de resgate da região para ajudar governos a levantar os recursos de que precisam.

Embora todos esses planos precisem ser financiados com maior emissão de títulos em um bloco que há muito se preocupa com o ônus da dívida, agora existe um grande comprador.

“A política monetária e a política fiscal agora estão unidas”, disse John Taylor, gestor de recursos da AllianceBernstein, que agora se sente mais à vontade para investir em dívida de economias periféricas. “Os bancos centrais precisam manter os juros extremamente baixos para incentivar governos a expandir a política fiscal, conforme necessário. Sem essa abordagem dupla, o crescimento econômico não poderá se recuperar desta parada repentina.”

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Ibovespa fecha em queda de 1,85% e desaba quase 19% na semana; dólar volta a R$ 5,02 com atuação do BC

B3 (Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda de 1,85% nesta sexta-feira (20) e consolidou uma queda de 18,88% na semana. Os últimos dias foram marcados por um aumento explosivo no número de casos da doença em países ocidentais e por medidas restritivas cada vez mais severas para conter a continuidade da pandemia. Ficou mais claro também o tamanho do impacto da Covid-19 na economia global.

Hoje, o presidente americano Donald Trump anunciou que a fronteira entre Estados Unidos e México será fechada parcialmente, funcionando apenas para deslocamentos essenciais.

Perto do fim da tarde, a União Europeia informou que a recessão deste ano pode ser tão ruim quanto a de 2009. Contribuiu ainda para a piora nos mercados o alerta do Goldman Sachs de que a economia americana pode encolher 24% no segundo trimestre na comparação anual.

Além disso, o petróleo desabou sem haver um acordo entre Arábia Saudita e Rússia para acabar com a guerra de preços que levou a commodity a uma perda de mais da metade de seu valor de mercado desde que a crise começou. Apesar de Trump ter afirmado que poderia intervir, nada foi feito ainda. O barril do WTI despencou 21%.

O Ibovespa caiu 1,85% a 67.069 pontos com volume financeiro negociado de R$ 32,8 bilhões. Parte das perdas do dia podem ser atribuídos ao movimento de vendas antes do fim de semana que ocorre em momentos de grande indefinição como o atual, já que o investidor não pode zerar posições antes da segunda-feira.

Enquanto isso, o dólar futuro para abril caía 1,41%, a R$ 5,028. O dólar comercial registrou queda de 1,503%, a R$ 5,025 na compra e R$ 5,0274 na venda. Na semana, o câmbio subiu 4,46%, tendo chegado a bater R$ 5,22. A leve apreciação do real nos últimos dois dias se deu por conta da atuação conjunta do Banco Central e do Federal Reserve para reduzir a volatilidade do dólar. Hoje, o BC reforçou sua atuação com leilão de dólar à vista em que foram aceitas ofertas para US$ 175 milhões depois de ter estreado o repo em dólar.

Foram aceitos US$ 2,954 bilhões em operações compromissadas em moeda estrangeira. Dessas, US$ 1,172 bilhão foram para recompra em 8 de abril e US$ 1,781 bilhão para 23 de abril.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu 12 pontos-base a 5,65%, o DI para janeiro de 2023 subiu três pontos-base a 7,03% e o DI para janeiro de 2025 teve alta de 22 pontos-base a 8,25%.

Mais cedo, o mercado se animava com as medidas promovidas por governos no mundo todo para mitigar os efeitos do coronavírus na economia e com o controle da doença na Ásia. Na China, o banco central manteve ontem as taxas de juros em 4,05%, mais uma prova de que o país conseguiu controlar a pandemia em seu território. Lá, não foram registrados novos casos de transmissão local da Covid-19 pelo segundo dia consecutivo.

Já nos Estados Unidos, as medidas para conter o vírus se aprofundaram. O estado da Califórnia colocou 40 milhões de pessoas em quarentena obrigatória. A Itália atingiu 3.405 mortos e deve fazer um lockdown ainda maior para conter o avanço no número de casos.

A boa notícia é que paralelamente ao desenvolvimento de uma vacina, tratamentos para o coronavírus têm dado resultados preliminares muito positivos. Em uma pesquisa francesa realizada com 20 voluntários que sofriam com a Covid-19, a administração de hidroxicloroquina (medicamento utilizado no tratamento de malária) com azitromicina resultou na evolução clínica de 100% dos pacientes.

Estado de calamidade

O Senado aprovou por unanimidade o projeto de decreto legislativo que reconhece Estado de Calamidade no Brasil por conta da pandemia de coronavírus. O reconhecimento permite que o governo não cumpra a meta fiscal deste ano, que é de déficit de R$ 124,1 bilhões. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) não participou da sessão porque foi diagnosticado com coronavírus e está em isolamento em casa. A análise do projeto foi remota.

Noticiário corporativo

Os impactos do coronavírus nas operações das empresas seguem sendo sentidos fortemente.

A Lojas Renner anunciou que fechará, por tempo indeterminado, todas as lojas físicas da Renner (Brasil, Uruguai e Argentina), Camicado, Youcom e Ashua, sejam em shoppings ou lojas de rua, a partir desta sexta-feira. A decisão, segundo a empresa ocorre após os desdobramentos recentes relacionados à covid-19. A Gol reduziu a jornada e salário de funcionários em pelo menos 35%, a Randon paralisou atividades em 7 unidades de negócios e a Petrobras afirmou que pode manter a produção com efetivo reduzido.

Ainda em destaque, a AES Tietê disse que continua a avaliar proposta da Eneva; na Enauta, o presidente está de licença e o CFO acumula o cargo interinamente. Já na Cemig, Leonardo Magalhães é nomeado para diretor de finanças e RI.

A Eztec aprovou a recompra de até 9,6 milhões de ações ordinárias. Cyrela, Tenda, C&A, Cemig, Copasa, EzTec e Marisa divulgaram seus números referentes ao quarto trimestre de 2019.

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