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18k Ronaldinho – Investimentos, notícias sobre o mercado financeiro!

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18k Ronaldinho – Investimentos, notícias sobre o mercado financeiro!

Autor: 18kronaldinhoglobal

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Coronavírus: o investidor deve focar no longo prazo (e vai sobreviver)

Em meio a escalada do coronavírus, cada vez mais os investidores se questionam sobre a alocação de seu patrimônio.

O cenário não apresenta melhoras e se os investidores não adotarem uma postura sensata e de longo prazo, as dificuldades podem aumentar, segundo a análise da BlackRock Investment Institute, maior empresa de gestão de ativos do mundo.

De fato, ainda é cedo para determinar a profundidade e duração do impacto econômico do coronavírus. Mas a empresa acredita que será um fenômeno temporário.

“Em algum momento a epidemia vai se dissipar e a atividade econômica será normalizada, assumindo-se que a resposta política seja devidamente implementada”, diz a empresa.

A BlackRock explicou que em meio a esse momento favoreceu a resiliência de seu portfólio, incluindo liquidez e estratégia em investimentos sustentáveis.

“Preferimos os títulos do Tesouro americano aos títulos de menor rendimento de outros países, para fins de proteção do portfólio. Reconhecemos que as alocações dos títulos do Tesouro cumprem o seu papel em momentos de incerteza, porém vemos os riscos de uma proteção decrescente em relação aos sell-offs do mercado de ações e o retorno dos rendimentos aos mínimos históricos”, afirma a empresa.

Crise de 2008

Em um paralelo com outras crises, este momento pode remeter o investidor à crise de 2008, mas a gestora acredita que não é o mesmo cenário, já que a economia e o sistema financeiro estão bem mais robustos.

“Seguimos com exposição de referência para ativos de risco e enfatizamos resiliência por meio de ações de qualidade, liquidez e sustentabilidade”, diz a empresa.

Ainda, a crise chegou ao Brasil em um momento em que a situação econômica começava a se recuperar e investidores, empresários e consumidores já conseguiam enxergar ventos favoráveis à frente.

Mas tudo foi interrompido pela proporção global que o coronavírus tomou.

A gestora, no entanto, não considera esse momento turbulento como um evento que encerre à expansão econômica,” desde que sejam tomadas medidas proativas e coordenadas de política púbica”.

“Também vemos sinais encorajadores de que as respostas da política estão começando a tomar forma. Seria necessário um esforço conjunto e decisivo entre a política fiscal e a monetária. As principais vulnerabilidades que precisam ser enfrentadas: restrição de liquidez das empresas, especialmente pequenas e médias, e as famílias”, crava a gestora.

O futuro ainda é incerto, mas o investidor deve manter o foco no longo prazo para atravessar esse momento complexo – que será passageiro.

Quer entender mais sobre o cenário econômico atual? Clique aqui e veja o relatório completo da BlackRock.

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Avatar de DesconhecidoAutor 18kronaldinhoglobalPublicado em 21 de março de 2020Categorias NotíciasDeixe um comentário em Coronavírus: o investidor deve focar no longo prazo (e vai sobreviver)

As 20 ações de empresas do Ibovespa que estão negociando abaixo do valor patrimonial

SÃO PAULO – Após uma queda de 40% do Ibovespa em apenas um mês, investidores não só tentam entender o que fazer com seus investimentos, mas também encontrar boas oportunidades na Bolsa, acreditando já ser possível que algumas ações estejam baratas para compra.

Apesar de ninguém garantir que o pior já passou e que a volatilidade não vá continuar, algumas métricas de valuation já tornam possível ver ativos que estão ficando em valores baixos.

Um dos indicadores mais usados por investidores é o P/VPA, sigla que indica a divisão entre o preço da ação de uma empresa (P) pelo seu valor patrimonial por ação (VPA).

“Eu gosto desta métrica, é muito prática”, afirma Thiago Salomão, analista da Rico, destacando que este é um indicador bastante utilizado por investidores para mostrar quando uma ação está descontada.

Segundo levantamento feito pela consultoria Economatica, considerando esta métrica, 20 das 73 ações que fazem parte do Ibovespa estão negociando abaixo de seu valor patrimonial até o fechamento do pregão de quinta-feira (19).

O que é o P/VPA

Existem três indicadores principais usados para analisar o valor das empresas e tentar estimar se estão altos ou baixos: P/L (preço sobre lucro), EV/Ebitda (valor da empresa em relação ao Ebitda) e o próprio P/VPA. Segundo Salomão, o P/VPA não sofre tantas distorções quanto os outros.

O patrimônio de uma empresa é a soma de todos os seus bens, excluindo os passivos. “Se a empresa fechar hoje, vende-se tudo, paga-se as dívidas e o que sobra é o patrimônio dela”, resume Salomão.

Ele explica que, se este indicador estiver abaixo de 1, mostra que, trazendo a valor presente o fluxo de caixa esperado no longo prazo para empresa a uma taxa de desconto, isso resulta em um valor menor do que o valor do patrimônio dela hoje.

De acordo com a Economatica, no dia 19 de março, a mediana do P/VPA das ações da bolsa brasileira estavam em 1,10, mesmo valor registrado em outubro de 2018. Como comparação, a consultoria mostra ainda que, na semana do dia 21 de fevereiro, o indicador da bolsa era o maior dos últimos anos, em 1,79.

A pior situação dentre as companhias do Ibovespa fica com o setor aéreo, que está sofrendo bastante com a pandemia do coronavírus, que tem levado ao cancelamento de boa parte dos voos. A Azul (AZUL4) aparece com P/VPA negativo em 1,16, enquanto o da Gol (GOLL4) está em -0,29.

Entre as companhias que negociam hoje abaixo de seu valor patrimonial aparecem ainda estatais como Petrobras (PETR3; PETR4), Eletrobras (ELET3; ELET6) e Banco do Brasil (BBAS3), além das siderúrgicas Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4).

Confira abaixo:

Nome Código P/VPA em 19/03/20
Azul S.A. AZUL4 -1,16
Gol GOLL4 -0,29
Eletrobras ELET3 0,37
Usiminas USIM5 0,39
Eletrobras ELET6 0,42
Gerdau Metalúrgica GOAU4 0,46
Embraer EMBR3 0,46
Cogna COGN3 0,49
Petrobras PETR4 0,54
Petrobras PETR3 0,55
Gerdau GGBR4 0,60
BR Malls BRML3 0,67
Brasil BBAS3 0,68
Cemig CMIG4 0,80
CVC Brasil CVCB3 0,80
CSN CSNA3 0,86
Bradespar BRAP4 0,88
Smiles SMLS3 0,93
Energias BR ENBR3 0,97
MRV MRVE3 0,98

Fonte: Economatica

Cuidados para encontrar oportunidades

Segundo Salomão, porém, o investidor não pode tomar uma decisão apenas olhando para esta métrica. Para ele, o problema de se usar o P/VPA neste momento é que “o mercado está completamente disfuncional”. “Os investidores perderam a percepção de preço, os ativos estão oscilando muito, sem uma racionalidade”, afirma.

“São tantas incertezas que não tem como estimar o fluxo de caixa no longo prazo, qual a taxa de desconto a ser praticada, quais as variáveis econômicas”, explica o analista.

Por conta disso, ele afirma que, por mais que o valor patrimonial da empresa esteja “normal”, o preço está muito disfuncional, o que pode fazer com que o P/VPA “engane” o investidor, já que será preciso olhar para outros fatores durante a avaliação.

É o caso das companhias aéreas, que estão vendo seu negócio ser diretamente afetado por esta crise, o que muda seus fundamentos, ou seja, seu valor mais baixo não necessariamente indica uma oportunidade.

“Mas isso não quer dizer que o indicador não vale a pena, só é preciso considerar estas ressalvas”, diz. Em geral, Salomão se diz otimista e afirma que o investidor que olhar para o longo prazo, por mais que o mercado ainda sofra de volatilidade e possa cair no curto prazo, pode encontrar boas oportunidades olhando para o P/VPA ou P/L.

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Governo corta projeção do PIB do Brasil de alta de 2,1% para estabilidade em 2020 por coronavírus

Logo após a aprovação do estado de calamidade pública e menos de dez dias após a revisão da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, para 2,1%, ocorrida em 11 de março, o governo reduziu para praticamente zero a projeção de crescimento da economia, por conta dos efeitos da pandemia de coronavírus. Agora, a expectativa é de uma leve variação de 0,02%.

A nova previsão foi divulgada nesta sexta-feira (20) por meio do relatório de receitas e despesas do Orçamento de 2020. Na semana passada, o mercado estimou uma alta de 1,68% para o PIB deste ano, segundo pesquisa conduzida pelo Banco Central e divulgada na segunda-feira.

Contudo, o governo divulgou contas ultrapassadas para o Orçamento de 2020.  A calamidade pública permite a suspensão do cumprimento da meta fiscal. Por isso, no primeiro relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Orçamento, o governo optou divulgar números defasados e projeções velhas, que levam em consideração um crescimento do PIB de 2,1% em 2020, que já se sabe não vai acontecer.

Mesmo com esses dados ultrapassados, o governo aponta já um rombo inicial de R$ 161,623 bilhões. apontando um necessidade inicial de bloqueio das contas públicas de R$ 37,553 bilhões para o cumprimento da meta de R$ 124,1bilhões.

Com a calamidade reconhecida pelo Congresso, o governo não precisará mais fazer o bloqueio de despesas.Pelos dados do Orçamento, o governo previu uma queda de R$ 32,728 bilhões de receitas e aumento de R$ 6,330 bilhões de despesas.

Diante da paralisação das atividades econômicas por causa da pandemia do coronavírus, bancos e consultorias já consideram a possibilidade de haver uma recessão global neste ano. O Itaú BBA cortou a previsão do PIB do Brasil de alta de 1,8% para queda de 0,7%. O JP Morgan passou a prever, na quarta-feira, um PIB global de -1,1% em 2020, além de uma recessão de 1,5% para os Estados Unidos. Caso esse cenário se confirme, será o pior resultado da economia mundial desde 2009, quando recuou 1,7%.

O Wells Fargo, quarto maior banco americano, ainda projeta crescimento para a economia mundial, mas revisou seu número para 1%.

A consultoria brasileira MB Associados tem como estimativa uma alta de 1,7%. “Um PIB global abaixo de 3%, em geral, já é considerado recessivo. Inferior a 2,5% causa muita preocupação”, diz Sergio Vale, economista-chefe da MB.

Os dados divulgados nesta semana por Pequim reforçaram a teoria de que a economia mundial vai desacelerar bruscamente em decorrência do coronavírus. Responsável por cerca de 20% do PIB global, a China informou que sua produção industrial caiu 13,5% no primeiro bimestre na comparação com o mesmo período de 2019 (primeira retração em 30 anos) e que as vendas no varejo recuaram 20,5%.

(Com Agência Estado)

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Compre ouro “aqui e agora”, recomenda gestor do UBS

(Bloomberg) — Agora é a hora de comprar ouro, segundo um dos principais gestores de fortunas do mundo, que destacou as perspectivas do metal precioso. A commodity perdeu terreno para o dólar como refúgio nas últimas semanas em meio à pandemia que sacode os mercados.

“Quando penso no que compraria aqui e agora, compraria ouro”, disse Wayne Gordon, diretor executivo de commodities e câmbio da unidade de gestão de patrimônio do UBS, em entrevista à Bloomberg TV. Os preços começariam a subir entre três e seis meses, de acordo com Gordon.

O ouro caminha para fechar com queda semanal pela segunda semana consecutiva e pela primeira vez desde setembro, em meio ao dólar em nível recorde. No entanto, as perdas diminuíram na sexta-feira, quando investidores fazem ajustes diante do cenário para a economia global, da propagação do coronavírus e da política monetária mais frouxa. Com a forte queda dos ativos de risco neste mês, alguns investidores foram obrigados a vender ouro para obter caixa. Um padrão semelhante – perdas em momentos de extremo estresse do mercado – em relação ao ouro foi visto na crise financeira global no final de 2008, antes de atingir o pico em 2011.

O ouro “forneceu o que deveria em tempos de crise, uma forma de seguro para gerar caixa quando a liquidez era necessária”, disse em relatório Peter Grosskopf, CEO da Sprott, referindo-se aos movimentos recentes. É um dos primeiros ativos a serem vendidos quando a alavancagem é reduzida, e investidores de longo prazo que não estiverem sujeitos a pressões de margem serão recompensados por estar investidos em ouro neste momento, disse.

O metal precioso acumula queda de 1,6% nesta semana, após uma baixa de 8,6% na semana passada, a maior desde 1983. No início deste mês, chegou a US$ 1.700, atingindo o nível mais alto desde 2012.

Devido à flexibilização quantitativa adicional de bancos centrais “vamos ver um dólar mais fraco nos próximos 12 meses”, disse Gordon. “Por trás disso, veremos juros reais voltarem para território negativo”, disse, acrescentando que isso dará força ao ouro.

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UE pede que Netflix limite conteúdo em alta definição para não sobrecarregar internet

SÃO PAULO – A União Europeia está pedindo à Netflix e outras plataformas de streaming que parem de exibir vídeo em alta definição para evitar possíveis problemas com a internet do continente por conta do alto uso sem precedentes devido à pandemia de coronavírus.

Com países paralisados em lockdown para combater a propagação do vírus, centenas de milhões trabalhando em casa, as autoridades da UE estão preocupadas com a enorme pressão sobre a capacidade de banda de internet.

Segundo apurou a CNN Business, Netflix e o Google juntos representam quase 25% dos dados transmitidos pela internet.

Thierry Breton, comissário europeu responsável pelo mercado interno da UE, tuitou na noite da última quarta-feira (18) que havia conversado sobre o assunto com Reed Hastings, CEO da Netflix.

No post, Breton incentivou as pessoas e as empresas a mudar para a definição padrão quando a alta definição não for necessária” para garantir o acesso à internet para todos.

Em comunicado divulgado nessa quinta-feira (19), Breton disse que, dada a situação sem precedentes, plataformas de streaming, operadoras de telecomunicações e usuários precisam mudar seus comportamentos devido a situação emergencial.

“Todos têm a responsabilidade conjunta de tomar medidas para garantir o bom funcionamento da Internet durante a batalha contra a propagação de vírus”, disse o comissário no comunicado.

Em entrevista à CNN Business, um porta-voz da Netflix afirmou que Hastings e Breton vão conversar novamente na quinta-feira sobre essa questão.

“O comissário Breton está certo ao destacar a importância de garantir que a internet continue a funcionar sem problemas durante esse período crítico”, disse o porta-voz da Netflix. “Estamos focados na eficiência da rede há muitos anos, inclusive fornecendo nosso serviço de conexão aberta gratuitamente para empresas de telecomunicações”.

A Netflix disse que já ajusta a qualidade dos fluxos à capacidade de rede disponível e usa uma rede de entrega especial que mantém sua biblioteca mais próxima dos usuários, como forma de consumir menos largura de banda – conceito que determina a medida da capacidade de transmissão, em especial de conexão ou rede.

De acordo com um relatório de 2019 da Sandvine, empresa americana de equipamentos de rede, o streaming de vídeo representa mais de 60% dos dados entregues pelos provedores de internet aos consumidores globais, com a Netflix representando pouco menos de 12% do tráfego total. O tráfego do Google, impulsionado pelo YouTube, responde por outros 12%.

A Comissão afirmou que, embora tenha havido um aumento acentuado no uso da internet nas últimas semanas, nenhuma interrupção ou efeito adverso foi relatada até o momento.

Autoridades da UE disseram que trabalhariam com o regulador que supervisiona as comunicações eletrônicas no bloco para estabelecer um mecanismo especial para monitorar o tráfego da internet e responder a problemas de capacidade.

Internet sob pressão

O Facebook reconheceu na quarta-feira que os efeitos da pandemia estão levando os servidores da rede social ao limite.

Em uma ligação com repórteres, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, disse que os serviços da rede social estão enfrentando “grandes ondas simultâneas de uso”, já que o coronavírus força milhões de pessoas em todo o mundo a ficar em casa.

Ele descreveu o aumento da demanda como “muito além” do principal pico anual geralmente visto na véspera de Ano Novo. Ainda segundo o CEO, chamadas de voz e vídeo no WhatsApp e no Facebook Messenger, em particular, mais que dobraram nesses primeiros meses de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado

Kin K. Leung, professor de tecnologia da Internet no Imperial College de Londres acredita que não são apenas as empresas de entremetimento que estão sobrecarregando a infraestrutura da Internet.

“À medida que empresas, escolas e universidades fecham, e milhões estudam e trabalham em casa, a transmissão ao vivo de aulas e videoconferências aumentará exponencialmente”, explicou o acadêmico à CNN Business.

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Vamos entrar em recessão? Como proteger o patrimônio? Ex-diretor do BC responde dúvidas de leitores

SÃO PAULO – Depois que o Banco Central cortou a taxa Selic para 3,75% ao ano, com o objetivo de combater os efeitos colaterais da pandemia de coronavírus na economia brasileira, muitos leitores ficaram em dúvida sobre seus investimentos em ações e também na renda fixa.

Como parte da campanha InfoMoney Orienta, convidamos Luiz Fernando Figueiredo, CEO da Mauá Capital e ex-diretor do BC, para responder as perguntas. Você pode assistir ao vídeo ou conferir as respostas abaixo:

Pode haver novos cortes na taxa de juros?

Na visão de Figueiredo, é muito provável que sim. “A queda abrupta de atividade tem duas componentes: a oferta de produtos diminui, porque as empresas param, mas também diminui a demanda por produtos. É uma situação deflacionária”, explica.

“A inflação será muito mais baixa do que se imaginava, e por isso o Banco Central deveria cortar os juros”.

O que acontece com os investimentos nesse cenário?

A situação atual é de pânico nos mercados, segundo Figueiredo. “Quando a Bolsa cai 15% em um dia, sobe 7% no dia seguinte e volta a cair 9% no outro é porque o mercado não tem a menor ideia do que está acontecendo”, afirma.

“Os preços não refletem nenhuma razoabilidade, não faz sentido tomar decisões nessa situação. Quem toma uma decisão em um momento de pânico, quase invariavelmente acaba errando”.

Com o fluxo de pessoas físicas que passaram a investir na Bolsa nos últimos meses, naturalmente algumas compraram ações a preços muito acima dos registrados atualmente – que só refletem o Brasil dos próximos 12 ou 24 meses se o desarranjo da economia foi muito grande, diz Figueiredo.

Na visão do executivo, haverá um período crítico temporário, mas que vai passar. “Todo o esforço dos governos é no sentido de fazer uma ponte para que uma companha aérea, por exemplo, não quebre antes de voltar a voar”.

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Figueiredo indica que, no momento, os investidores permaneçam tranquilos. “Quem tem a chance e está pensando no longo prazo pode ir comprando ativos, como ações ou fundos imobiliários, que caíram bastante e são ótimas oportunidades”.

O executivo explica que testes de estresse feitos nas carteiras administradas pela Mauá Capital, por exemplo, indicam que a maior parte das empresas deve resistir a uma redução de receita grande e prolongada.“A situação de hoje abre uma oportunidade. É preciso cautela, e não sair correndo dos investimentos de risco”.

O título público Tesouro Selic ainda é uma boa opção? Rende mais do que a poupança, mesmo agora?

Figueiredo explica que os títulos públicos, principalmente os de longo prazo, tiveram um aumento nas taxas de juros implícitas – e que, por isso, estão mais interessantes do que há pouco tempo.

“Sem dúvida, eles têm rentabilidade melhor do que a da poupança para um mesmo tipo de risco. A poupança não é mais segura do que os títulos públicos”, ressalta.

Quais são boas opções para proteção do patrimônio agora?

Algumas pessoas podem pensar que vender as ações que estão caindo é uma forma de se proteger. Para Figueiredo, essa não é a melhor opção.

“Eu olharia para cada uma das ações do portfólio e procuraria analisar se as empresas estarão bem depois desse processo acabar. Se a resposta em algum caso for ‘tenho dúvida’, trocaria essa ação por outra sobre a qual eu não tenha dúvida”, sugere.

Segundo o executivo, o momento é de comprar ações de empresas resilientes e com bons negócios, mesmo que elas não estejam tão baratas quanto outras.

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“Eu ajustaria o portfólio com ações que me dessem um grau de segurança maior, em vez de sair totalmente das ações e migrar para a renda fixa”.

Há muitas empresas, na visão de Figueiredo, valendo menos que o “minimamente razoável”.

Quais devem ser os setores menos impactados? Qual pode se recuperar primeiro?

O setor bancário é um dos mais resilientes, segundo Figueiredo, pois tem uma grande capacidade de se adaptar, e com facilidade.

As empresas de infraestrutura podem sofrer, mas também têm grande solidez, devido aos ativos que possuem.
Também faz sentido, segundo ele, pensar nas empresas da área da saúde que não sejam tão diretamente impactadas pela pandemia.

Mesmo o varejo pode ser avaliado: “As empresas vão sofrer, é verdade, mas não vamos parar de comer. Vamos comprar online em vez de ir à loja física. Empresas de varejo que tenham uma parcela da receita vindo do online acabam sendo beneficiadas, embora o varejo em geral tenda a sofrer”, diz o executivo.

Vamos entrar em recessão?

A vantagem de o coronavírus ter chegado ao Brasil mais tarde é que podemos aprender tanto sobre o comportamento da doença quanto sobre a reação dos países a ela, segundo Figueiredo.

“A queda da atividade será muito severa. No mundo, parece que teremos ainda menos do que já tivemos nas últimas semanas”, diz.

Uma noção mais exata do quanto a situação se estenderá dependerá não apenas da atuação dos governos na economia, mas também, obviamente, da velocidade do surto de coronavírus em si.

“Há casos de sucesso, como China e Coreia, que em dois ou três meses conseguiram controlar a epidemia e mudar completamente a curva de crescimento de casos da doença. Mas há também casos como o da Itália, que ficou complicado”, diz o executivo.

Projeções, a essa altura, são muito difíceis de fazer, porque há um grau muito elevado de dúvida. “O importante é entender o quanto o mundo conseguirá reduzir os efeitos colaterais, evitando que a turma quebre antes do momento da virada, que pode demorar de dois a quatro meses”.

Por que a Bolsa não fecha totalmente por alguns dias para acalmar o cenário da crise?

Segundo Figueiredo, o ideal é que os mercados se mantenham funcionando – às vezes, no entanto, eles seguem por caminhos dos quais não conseguem sair.

“Eu não acho impossível que haja uma coordenação entre países sobre isso, como se fosse um feriado prolongado nas Bolsas, até que fiquem claras todas as medidas e o mercado tenha mais tranquilidade”, afirma.

“Se os mercados continuarem tão instáveis por mais tempo, talvez seja recomendado parar um pouco, até que todo mundo tenha mais noção do que está acontecendo”.

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Por isso, afirmou, já se ventila nos Estados Unidos a possibilidade de o governo comprar ações na Bolsa. Por lá, dado o fato de que uma parcela muito grande da população investe em ações, o impacto da crise é muito grande na poupança popular.

No Brasil, ainda que tenha aumentado recentemente, a participação da renda variável nas carteiras é ainda pequena.

Corremos o risco de o movimento de pessoas físicas em direção à bolsa inverter?

Figueiredo ressalta que o fluxo de investimentos das pessoas físicas na bolsa não mudou bruscamente. Na Mauá Capital, por exemplo, ainda não houve um dia com mais saques do que aplicações nos fundos.

“As pessoas compraram ações com um grau maior de maturidade. Elas estão entendendo que parte dos investimentos está em risco, que vivemos um momento adverso, mas que vai passar”, afirma.

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Trabalho remoto: guia de boas práticas

A cultura do trabalho remoto faz parte do DNA da Magnetis desde o
primeiro dia.
Os fundadores adotaram esse modelo desde o início e
conforme o time foi crescendo, ele se tornou parte importante da nossa
cultura interna.

Disponibilizamos para todo o time a opção de trabalhar
em outros locais que não sejam o escritório. Temos perto de 30% do
time trabalhando integralmente remoto
, distribuídos em seis estados
do Brasil.

Acreditamos que esse modelo traz diversos benefícios para a
equipe e para a empresa, mas é preciso ter alguns cuidados e ajustes para
que a cultura do trabalho remoto funcione de verdade.
A seguir compartilhamos nossas boas práticas e aprendizados:

Boas práticas de home office que aprendemos durante os anos

Magnetis é uma empresa que possui 30% do seus funcionários inteiramente remotos e, com isso, aprendemos muito durante esses anos a como exercer a cultura de home office:

  • A confiança é fundamental. Você precisa contratar pessoas em quem confia, o que significa que nunca será necessário microgerenciá-las. Quando você contrata alguém em quem confia, não é esperado que lhe diga o que fazer, ele dirá o que deve ser feito.
  • Uma das coisas que podem dar errado é ter apenas uma pessoa trabalhando remotamente isolada de outros membros da equipe. Por isso, depois de contratar o primeiro desenvolvedor remoto, estabelecemos que, mesmo trabalhando no escritório, todos trabalharíamos como se estivéssemos remotos também. Na prática, isso significa se comunicar de forma mais proativa. Não tomar decisões locais, fazer chamadas de vídeo, e assim por diante.
  • A prática de home office é voluntária e quem quiser pode optar por vir para o escritório todos dias.
  • Não há uma regra geral para os dias em que se pode trabalhar remoto, isso varia de acordo com cada área e a suas necessidades. O ideal é consultar o líder antes de se programar.
  • É necessário garantir que o local no qual irá trabalhar tenha internet boa o suficiente para a execução das suas tarefas.
  • É permitido trabalhar em outras cidades, estados e países. Isso ajuda a não limitar geograficamente a busca de talentos e trazer mais
  • Ao escolher o local para trabalhar, é preciso garantir que não haverá risco de exposição de dados e vazamento de informações.
  • Os remotos recebem os mesmos benefícios de auxílio alimentação de quem fica alocado no escritório.
  • A jornada de trabalho se mantém a mesma do trabalho no escritório.
  • Antes de optar por trabalhar remoto, é preciso validar com o seu líder se a sua atividade pode ser executada à distância sem impactar a qualidade do trabalho e as entregas.
  • Trazemos todos os nossos colaboradores remoto para nossa sede por uma semana duas vezes por ano. O principal objetivo é socializar com toda a empresa. Não é a semana mais produtiva em termos de realização de tarefas, mas acreditamos que conhecer melhor um ao outro melhora nossa empatia e resulta em uma equipe melhor.
  • Durante as reuniões, tentamos evitar a distância dos remotos, investindo em uma infraestrutura que seja inclusiva para que os remotos sintam como se estivessem no escritório.
  • Nem tudo é ótimo. Às vezes, celebramos coisas incríveis que fizemos e os trabalhadores remotos não estão lá para participar. Tentamos minimizar isso fazendo sessões de vídeo, mas não é a mesma coisa que a interação ao vivo.

Melhoras ferramentas para ajudar na produtividade e comunicação no trabalho remoto

  • Slack: nossa principal ferramenta de comunicação atualmente, temos diversos canais organizados por equipes e temas.
  • Github: é claro, para a versão do código, mas também estamos usando para conversas assíncronas com os problemas do Github.
  • Zoom: nossa ferramenta de escolha para vídeo chamadas, usamos muito.
  • Trello: para organizar nossos projetos, tarefas, bugs, dívidas técnicas, etc.
  • Notion: nossa ferramenta de escolha para compartilhar conhecimento no estilo wiki.
  • Google Drive: documentos, planilhas, apresentações etc.

Cerimônias são importantes

As cerimônias são imprescindíveis para que a equipe e empresa como um todo funcione e estejam sempre na mesma página. Por isso, separamos algumas das principais cerimônias que fazemos aqui na Magnetis:

  • Reuniões diárias: cada equipe se reúne diariamente para sincronizar o status de tarefas em andamento e conversar entre si.
  • Retros: fazemos retrospectivas ágeis para identificar melhorias, toda semana temos uma versão melhor de nossas equipes.
  • Palestras técnicas: mensalmente, temos esta reunião para compartilhar conhecimento entre a equipe. As conversas podem ser sobre algo que fizemos em nossos projetos ou sobre alguma tecnologia que um desenvolvedor está estudando e deseja trazer para a mesa.
  • All Hands: semanalmente, temos uma apresentação em toda a empresa que pode ser apresentada por qualquer membro da equipe, após a sessão de perguntas e respostas com nosso CEO.
  • 1x1s: todo líder tem uma conversa em andamento sobre como as coisas estão acontecendo com cada membro da equipe, é a conversa perfeita para o membro da equipe alinhar possíveis oportunidades ou problemas para que o gerente possa agir de acordo.

Gostou do nosso conteúdo? Deixe um comentário contando para nós como funciona a cultura de home office e sua rotina de trabalho remoto na sua empresa!

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Avatar de DesconhecidoAutor 18kronaldinhoglobalPublicado em 20 de março de 2020Categorias NotíciasDeixe um comentário em Trabalho remoto: guia de boas práticas

Índice de evolução da produção cai a 47,5 pontos em fevereiro, diz CNI

A atividade industrial em fevereiro está menos aquecida na comparação com o mesmo mês em 2019. Segundo a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada nesta sexta-feira, 20, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice que mede a evolução da produção ficou em 47,5 pontos em fevereiro. Em fevereiro de 2019, esse indicador foi de 48,5 pontos, mais próximo da linha divisória dos 50 pontos.

Pela metodologia da pesquisa, valores acima de 50 pontos indicam aumento da produção e abaixo, queda da produção.

“Em 2020, a queda na produção foi mais intensa que a registrada em 2019, mas mais branda que o observado entre 2015 e 2018”, afirmou a CNI.

A evolução da produção em fevereiro também registrou queda em comparação a janeiro, quando o índice ficou em 49,9.

Segundo a CNI, “é usual a queda da produção na passagem de janeiro para fevereiro, ou seja, o índice costuma ficar abaixo dos 50 pontos em fevereiro”.

Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) ficou em 68% em fevereiro, diante dos 67% registrados em janeiro.

Segundo a CNI, a UCI do mês passado teve desempenho melhor em dois pontos percentuais do que o índice registrado em fevereiro de 2019. “O porcentual é o maior para o mês desde 2014, quando alcançou 72%”, diz.

Já a UCI efetiva em relação ao usual ficou em 44,6 pontos, uma queda de 0,7 ponto na comparação com o mês anterior. Na comparação com fevereiro de 2019, o índice apresenta alta de 1,2 ponto.

A CNI pontuou, por sua vez, que a atividade industrial em fevereiro mostrou dinâmicas diferentes entre grandes empresas, de um lado, e empresas de menor porte, do outro. As grandes empresas tiveram aumento da produção e do emprego, assim como em janeiro.

Por exemplo, as grandes empresas registraram aumento da produção em fevereiro, com índice de 50,9 pontos. Segundo a CNI, a última vez que as grandes empresas tinham registrado aumento da produção nesse mês havia sido em 2011 (índice de 51,9 pontos).

Já a produção das empresas de menor porte recuou em fevereiro. O índice das pequenas empresas ficou em 43,2 pontos, enquanto o das médias registrou 45,2 pontos. “Ambos os índices são os menores para o mês dos últimos três anos”, diz a entidade.

A relação também ficou impressa no índice da UCI. A das grandes empresas aumentou 2 pontos porcentuais na passagem de janeiro para fevereiro de 2020, para 73%. O porcentual é 4 pontos porcentuais superior ao registrado em fevereiro de 2019 e também é o maior para o mês desde 2014. “O porcentual é próximo do patamar pré-crise, de 75%, observado em todos meses de fevereiro entre 2011 e 2014”, aponta.

Já no caso das pequenas empresas, a UCI ficou em 59% em fevereiro de 2020, distante da média dos meses de fevereiro entre 2011 e 2014, de 64,5%.

A mesma dinâmica se reflete na UCI efetiva-usual. O índice das grandes empresas mostrou pequena alta em fevereiro, de 0,2 ponto, enquanto que o índice das médias recuou 1,5 ponto e o das pequena, 1,6 ponto.

“Pequenas e médias ainda mostram queda na comparação com fevereiro de 2019, enquanto o índice das grandes mostra alta de 2,7 pontos nessa comparação”, aponta a entidade.

O número de empregados aumentou somente nas grandes empresas, ficando em 51,9 pontos em fevereiro. O índice das médias ficou em 49,5 pontos, mostrando pequeno recuo do número de empregados, enquanto o das pequenas situou-se em 48,5 pontos, também apontando queda no número de funcionários.

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Ações de Azul e Gol sobem mais de 20% após aprovação de calamidade pública; C&A e Marisa avançam após balanços

Avião da Gol com pessoas na pista a caminho da aereonave

SÃO PAULO  – A preocupação com o coronavírus continua rondando os mercados financeiros, mas eles conseguem registrar até o momento a segunda sessão seguida de alta, com os investidores repercutindo as ações dos bancos centrais e governos pelo mundo para conterem o impacto da Covid-19 pelo mundo e com os sinais de normalização da economia da China.

Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) abriram com ganhos fortes, superiores a 15%. Contudo, as altas aumentaram muito, para mais de 40%, fazendo com que os ativos entrassem em leilão com aprovação de Estado de Calamidade Pública pelo Senado.

Minutos depois, os ativos saíram do leilão com menores ganhos, mas ainda bastante expressivos, de 26% para a Gol e 24% para a Azul.

O texto tinha sido aprovado na Câmara na quarta-feira e autoriza o Executivo a gastar mais para enfrentar a pandemia do coronavírus sem que caracterize desobediência às metas fiscais. Com isso, a expectativa também é de que o governo tenha maior capacidade de prestar socorro às aéreas, que têm sofrido muito na bolsa em meio ao impacto do coronavírus em suas operações e levando a anúncio de corte de custos e redução nas jornadas e salários.

A Petrobras (PETR3;PETR4) registra uma nova sessão de alta, com ganhos de 7% para os ativos ON e de 9% para os PN, apesar da virada do petróleo para queda. A abertura foi de ganhos para a commodity, seguindo a sessão da véspera, após os EUA indicarem possível ação no impasse entre Rússia e Arábia Saudita. Donald Trump, presidente dos EUA, sugeriu que “no momento apropriado” pode se envolver para tentar sustentar os preços, comentando que a própria Arábia Saudita era prejudicada pela situação, bem como a Rússia. Os sauditas decidiram elevar sua produção após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) não chegarem a um acordo sobre mais um corte na oferta, diante da resistência de Moscou a dar esse passo.

Ainda em destaque, ontem, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) anunciou a compra de 30 milhões de barris de petróleo americano, para ampliar as reservas estratégicas do país. O órgão ainda disse que agia rapidamente a fim de apoiar produtores dos EUA diante das “potenciais perdas catastróficas” com os impactos do coronavírus e das “turbulências” causadas por atores externos.

Já a Petrobras informou nesta sexta que adiará o recebimento de ofertas vinculantes nos processos de venda de refinarias em função das medidas de prevenção ao coronavírus.

Outras empresas de commodities, como Vale e siderúrgicas, também sobem forte por conta do melhor humor internacional.

Também impactadas pelo coronavírus, a Lojas Renner anunciou fechamento de lojas por tempo indeterminado, Multiplan informou fechamento de shoppings, Grendene informou férias coletivas.

Fora do índice, a ação da Lojas Marisa (AMAR3) sobe mais de 10% após a divulgação de um resultado sólido, segundo analistas do Itaú BBA, mas também seguindo a sessão de maior recuperação do mercado. No mês, os ativos caem 65%. C&A (CEAB3), que também soltou resultado, avança 15%, mas cai mais de 50% em março. Confira:

Cyrela (CYRE3)

A construtora e incorporadora Cyrela publicou balanço na noite de ontem e informou que obteve um lucro líquido de R$ 149 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 28,5% sobre igual período de 2018. No ano inteiro de 2019, a Cyrela teve lucro líquido de R$ 415,8 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 84,4 milhões em 2018.

A empresa informou que o resultado do ano passado melhorou por causa de R$ 18 milhões relativos à sua participação na construtora Cury, e do lucro vindo das ações da Cyrela Commercial Properties, sua empresa administradora de shopping centers. A receita líquida da Cyrela recuou 7,4% no quarto trimestre do ano passado, sobre igual período de 2018, para R$ 1,2 bilhão. Mas no ano inteiro a receita líquida avançou 24,9% sobre 2018, para R$ 3,93 bilhões. A empresa informou que encerrou 2019 com uma dívida líquida de R$ 851 milhões. A Cyrela declarou que pagou dividendos de R$ 400 milhões aos acionistas no ano passado.

Vale (VALE3)

A mineradora Vale comunicou na noite de ontem que manterá aberto o terminal marítimo de Teluk Rubian, na Malásia. O avanço do coronavírus no país asiático levou a empresa a estudar o fechamento do terminal a partir do dia 21. “Com base em comunicações e em nossas discussões com autoridades e agências locais e nacionais, a Vale considera que pode continuar operando o terminal”, informou a empresa brasileira. O terminal é usado como ponto de embarque de minério de ferro na região da Península Malaia.

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner comunicou na noite de ontem que fechará temporariamente, a partir de hoje, todas as suas no Brasil, em shopping centers ou nas ruas. Segundo a varejista, o objetivo é evitar a exposição dos funcionários e consumidores ao coronavírus. Os funcionários da área administrativa da Renner continuarão trabalhando em home office. As Lojas das bandeiras Camicado e de outras da Renner também fecharão. “Essas medidas são necessárias para preservar a integridade dos nossos colaboradores, clientes, fornecedores e de comunidade, diante da disseminação do Covid-19, bem como a preservação do negócio”, informou a Renner em comunicado. Na manhã de ontem a empresa informou que fecharia apenas as lojas na Região Metropolitana de São Paulo, mas com o vírus se alastrando, a empresa optou pela medida em todo o país.

Guararapes (GUAR3)

A Riachuelo suspendeu as atividades nas fábricas do Grupo Guararapes em dois estados do Nordeste, em princípio por prazo indeterminado.

A decisão, que passou a valer ontem para o parque fabril de Fortaleza e hoje para o de Natal, é uma das medidas adotadas pela empresa como prevenção ao avanço do coronavírus. Além do fechamento das fábricas, o grupo deu férias coletivas a todos os funcionários do parque fabril.

Segundo a empresa, a ação tem como objetivo “impedir a aglomeração de pessoas no mesmo ambiente, a utilização de equipamentos coletivos e evitar expor seus funcionários a maiores riscos como o uso do transporte público, em que ainda circulam milhares de pessoas por dia”.

A Riachuelo também reduziu o quadro de funcionários em seus escritórios e alterou o horário de funcionamento de lojas, centros de distribuição e centro de atendimento ao cliente.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan informou na noite de ontem que fechará todos os seus shopping centers em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília a partir de hoje. A empresa informou que o objetivo da medida é proteger funcionários e consumidores do Covid-19.

Azul (AZUL4)

Diante da crise com o coronavírus no setor aéreo e a disparada do dólar, a Azul anunciou uma série de medidas para reduzir o custo fixo de suas operações – que representa cerca de 40% do total das despesas operacionais da empresa. O plano de contingência abre espaço para a licença não remunerada – com 600 pedidos aprovados até o momento – e prevê a redução de salário de 25% dos membros do comitê executivo até a normalização da situação.

No plano, foi suspensa também novas contratações, além de terem determinado a postergação do pagamento referente à participação nos lucros e resultados de 2019. O plano aponta para o estacionamento de aeronaves e suspensão de novas entregas de aviões.

Gol (GOLL4)

A Gol Linhas Aéreas anunciou a redução da jornada e salários para funcionários e diretores diante da crise no setor com o coronavírus.

Segundo a empresa, todos os diretores, vice-presidentes e o CEO terão uma redução salarial de 40%, válida para os meses de abril, maio e junho. Já a jornada dos colaboradores internos e aeroviários será reduzida em 35%, assim como as remunerações e benefícios.

A empresa também anunciou a postergação de pagamento de PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) 2019 para a partir de agosto de 2020, além da implementação de trabalho remoto para todos os colaboradores de áreas administrativas. Para os aeronautas, a redução de remuneração e jornada também acontecerá, levando em conta as horas de voo que serão adequadas à demanda do período.

“Mais uma vez, a Companhia ressalta que todos esses movimentos são feitos com as informações atualmente disponíveis, e que futuras revisões não estão descartadas”, acrescentou a Gol.

Ânima (ANIM3)

A Ânima Educação informa que desde quinta-feira, 19, 100% da sua base de aproximadamente 140 mil alunos (incluídos Unicuritiba e Unisul) já acompanham as aulas em salas virtuais, a partir de suas casas. A empresa esclarece ainda que este cenário não deve ser confundido com o denominado Ensino à Distância (EAD), em que, por definição da própria norma, profissionais da educação e alunos estão em lugares e tempos diferentes.

Em comunicado ao mercado, a empresa destaca que tem mobilizado esforços desde 9 de março para enfrentar os desafios que se apresentam em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19) e que entende “ser primordial, nesse momento de isolamento social, a continuidade das atividades intelectuais”.

Toda a equipe da Ânima está trabalhando remotamente a partir dessa semana, com exceção das times de segurança e manutenção, que adotaram regime de escala. A companhia marcou um webinar para 24 de março, às 10h, onde fará uma atualização sobre a situação.

Grendene (GRND3)

A Grendene resolveu conceder férias coletivas em todas as unidades localizadas no Brasil a partir da próxima segunda-feira (com duração de 21 (vinte e um) dias.

A adoção de férias coletivas pressupõe a paralisação das atividades fabris e administrativas, com restrição de acesso às unidades da companhia.

“A decisão faz parte de uma série de ações preventivas adotadas pela companhia para mitigar o risco de contaminação e preservar a saúde de seus colaboradores, familiares e das comunidades em que está presente.

Diante da incerteza da evolução do Covid-19 e de suas consequências, torna-se muito difícil, neste momento, prever o impacto final que este terá no mercado financeiro e na economia global e, consequentemente, sobre as atividades da Companhia no Brasil e no exterior.

C&A (CEAB3)

A C&A divulgou balanço de 2019 e informou um lucro líquido de R$ 971,9 milhões no ano passado, uma forte expansão de 459% sobre 2018. A varejista de vestuário, que entrou na B3 no ano passado com uma oferta primária de ações, mostrou resultados robustos em 2019. A margem líquida avançou de 3,4% em 2018 para 18,4% em 2019. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), foi de R$ 633,1 milhões em 2019, uma queda de -0,3% sobre 2018.

A margem Ebitda ficou em 12%, praticamente estável em comparação ao ano anterior. A receita líquida avançou 2,8% sobre 2018, para R$ 5,2 bilhões no ano passado.

Segundo a empresa, houve aumento de 4,1% nas vendas das coleções masculina e feminina, o que influenciou positivamente no avanço do faturamento líquido. Já a receita líquida de serviços financeiros, em parceria com a Bradescard, caiu 10%. A C&A destacou dois eventos importantes: a reforma de 149 lojas e a oferta pública de ações na B3, acontecimento que permitiu à empresa liquidar grande parte das dívidas. O investimento nas lojas somou R$ 197 milhões, dos quais R$ 65 milhões na abertura de dez novas unidades.

A abertura de capital aconteceu em 28 de outubro e a C&A afirma que com a captação “liquidou as dívidas de curto e longo prazo, encerrando 2019 com um caixa líquido de R$ 447,1 milhões”. A empresa pagará dividendos de R$ 75 milhões aos acionistas, em data a ser definida na próxima Assembleia Geral da companhia.

Lojas Marisa (AMAR3)

A Lojas Marisa, rede de departamentos voltada ao público feminino, obteve um lucro líquido de R$ 34,3 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo um prejuízo de R$ 38,1 milhões em igual período de 2018. Os resultados da varejista melhoraram no quarto trimestre, mas não o suficiente para salvar o ano inteiro: a Marisa fechou 2019 com prejuízo de R$ 90,9 milhões.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 85,1% em 2019 sobre 2018, para R$ 190,9 milhões. Já a receita líquida da Lojas Marisa cresceu 12,3% no quarto trimestre de 2019, sobre 2018, para R$ 899,7 milhões. No ano fechado de 2019, a receita líquida avançou 4,5% para R$ 2,89 bilhões.

O endividamento líquido da empresa cresceu de R$ 521,9 milhões no final de 2018 para R$ 814 milhões no final de 2019. A relação dívida líquida sobre o Ebitda cresceu de 1,2 vezes (1,2x) no final de 2018 para 1,9 vezes (1,9x) no final de 2019. O cartão da loja contribuiu para o lucro no quarto trimestre, com uma expansão de 16,2% na receita sobre igual período de 2018, para R$ 69,7 milhões. Outro destaque positivo foram as vendas mesmas lojas, que avançaram 9,5% em 2019. Em dezembro do ano passado, a Marisa realizou um aumento de capital de R$ 550 milhões.

 

Cemig (CMIG4) 

A Cemig divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A estatal elétrica mineira teve uma queda de 50,6% no lucro líquido no quarto trimestre de 2019, sobre 2018, para R$ 497,5 milhões. No ano inteiro de 2019, contudo, o lucro líquido da Cemig avançou 83,95% sobre o ano anterior, para R$ 3,12 bilhões.

A receita líquida avançou 16,77% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 6,3 bilhões. No consolidado de 2019, a receita líquida cresceu 14,03% para R$ 25,3 bilhões. Segundo a Cemig, o mercado de distribuição de energia elétrica mostrou o melhor desempenho, principalmente no quarto trimestre.

A empresa também obteve um resultado não recorrente, que foi o recebimento de créditos fiscais do PIS-Pasep e da Cofins sobre o ICMS, no valor de R$ 1,4 bilhão. O fornecimento total de energia elétrica em 2019 foi de 55,05 milhões de Megawatts, praticamente estável em comparação a 2018, quando foi de 55,5 milhões de Megawatts. Embora o fornecimento tenha tido leve queda, o preço médio do megawatt-hora subiu de R$ 447,70 para R$ 489,20 em 2019, o que ajuda a explicar o melhor resultado financeiro. O consumo comercial e residencial subiram no ano passado, mas o industrial caiu.

 

EZTEC (EZTC3)

A construtora paulista EzTec divulgou balanço do quarto trimestre de 2019 e do consolidado do ano passado, mostrando um forte crescimento no lucro líquido. No quarto trimestre de 2019, o lucro líquido cresceu 147% sobre igual período de 2018, para R$ 107,6 milhões. No ano consolidado de 2019, o lucro líquido avançou 188% sore o ano anterior para R$ 281 milhões.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) também foi robusto, avançando 347% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 92,6 milhões. O Ebitda do ano inteiro de 2019 cresceu 1.932% sobre 2018, para R$ 237 milhões.

A receita líquida da empresa avançou 114% para R$ 308,5 milhões no quarto trimestre de 2019. No consolidado de 2019, a receita líquida da EzTec cresceu 106% sobre 2018, para R$ 804,3 milhões. A construtora informou que encerrou 2019 com R$ 1,2 bilhão de caixa líquido e com um endividamento baixo, de R$ 41,5 milhões. Como destaques para atingir os resultados, a EzTec realizou uma oferta primária bem sucedida na B3, levantando R$ 941 milhões. A EzTec informou ter encerrado 2019 com um estoque de terrenos com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 7,4 bilhões.

(Com Agência Estado)

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Comprando ações no “dia em que a Terra parou”

No auge da década de 70, o cantor e compositor baiano Raul Seixas, um dos precursores do Rock Nacional, perseguido político na Ditadura Militar e um dos grandes ‘gênios’ que o país já teve, lançou a música “O dia em que a terra parou”. Não é tão difícil viajar nas músicas dele, mas essa, em especial, é no mínimo curiosa diante dos tempos difíceis que estamos vivendo. Observe como os versos rimam com os dias atuais:

Sendo ele profeta ou não, a verdade é que no mundo todo, empregado, patrão, pobre, rico, branco, preto ou amarelo, todos estão sofrendo com a situação. Algumas cidades do Brasil, felizmente, ainda não foram atingidas pela ‘peste invisível’, mas a observarmos por São Paulo, coração financeiro do Brasil, o fluxo de pessoas nas ruas diminuiu consideravelmente diante da exponencial capacidade de transmissão do vírus. A Europa passa por uma crise sem precedentes após o surto pegar em cheio vários de seus países e, principalmente, a Itália. Nos EUA, à medida que o vírus se alastra, Nova York parou.

Diferentemente do que Raul Seixas ‘profetizou’, não é que as pessoas combinaram de não sair de casa, elas simplesmente são obrigadas a não saírem. Essa crise já está sendo considerada uma das piores senão a pior que o mundo já enfrentou, uma vez que não envolve somente riscos financeiros, mas sim riscos relacionados à saúde das pessoas, o que deixa muita gente preocupada e com medo.

Em entrevista à CNBC, Ray Dalio, gestor da Bridgewater Associates, o maior Hedge Fund do mundo, soltou: “o que está acontecendo nunca aconteceu em nossa vida antes. O que aconteceu foi que [a crise] não veio dos lugares habituais, ela não veio da maneira convencional que as viradas costumar vir”. Nem Dalio, muitas vezes citado em nossos Ricos Matinais, se salvou nessa crise: seus fundos chegaram a perder 20% neste ano.

No Brasil, o rápido aumento no número de casos de coronavírus já tem provocado o ‘efeito shutdown’, com fechamento de escolas, eventos, shoppings e comércios.

Diante dessa difícil realidade e visto que ao longo da semana falamos com vocês sobre os motivos para comprar bolsa ‘aos poucos’, traremos a seguir uma análise detalhada sobre o que olhar em uma empresa e as peculiaridades de cada setor nesse momento. A análise foi extraída do relatório setorial completo feito pela XP Investimentos nessa semana.

Ok, quero comprar uma ação, qual eu escolho?

Você não está comprando só um pedaço de papel, atrás de uma ação existe uma empresa. Muitas ações caíram entre 60 e 80%, mas saiba o que essa empresa faz e como ela pode ser impactada pelo coronavírus. Veja a seguir como os impactos econômicos gerados pela paralisação de muitas atividades e restrições na circulação de pessoas e mercadorias, afetam os principais setores da bolsa:

(i) companhias aéreas: seja a turismo ou a trabalho, a verdade é que as pessoas estão sendo obrigadas a não viajarem. Como a maior parte dos custos dessas companhias é fixo, ou seja, dívidas foram tomadas, aviões comprados e os funcionários contratados, a não ocorrência de viagens continuará corroendo o caixa da empresa. Para piorar, a forte alta do dólar, que nessa semana furou a barreira dos R$ 5,10 prejudica o setor visto que 35% do custo das aéreas é dolarizado. Sem ganhar dinheiro e tendo em vista que elas têm conta para pagar, o cenário pode ficar caótico. Calibre o risco que o setor trará com o tamanho da participação que você destinará a ele dentro da sua carteira.

(ii) varejo: em momentos como esse as pessoas priorizam o consumo básico em detrimento de gastos que podem ser postergados (compra de geladeiras, celulares, móveis, roupas por exemplo), além do que a própria redução do tráfego nas lojas diminui o número de vendas. Com o mundo fechando as fronteiras e restringindo viagens, podemos ter eventuais problemas no abastecimento das lojas, em função de possíveis rupturas na cadeia de suprimento de algumas indústrias (especialmente eletrônicos). Por outro lado, o varejo farmacêutico ganha relevância, principalmente pela busca por itens básicos de saúde (remédios e produtos de higiene pessoal). Empresas mais expostas ao e-commerce podem passar com menores sustos pelo caminho.

(iii) bancos: a solidez do setor bancário, que está capitalizado, faz dele defensivo em cenários de estresse. Contudo, são eles que fornecem crédito às empresas pequenas, médias e grandes. Se o Brasil para, as empresas postergam investimentos impactando assim a expansão da carteira dos bancos com o risco de muitas empresas não honrarem seus pagamentos. Além disso o menor consumo também leva a uma desaceleração nas receitas de serviços tais como conta corrente, anuidade de cartões, transferências e adquirência.

(iv) energia elétrica e saneamento básico: o impacto do coronavírus nesses segmentos é marginal, uma vez que são bens que todos continuarão consumindo mesmo em quarentena. É claro que se as grandes fábricas, shoppings e aeroportos fecharem, o setor será impactado, mas enxergamos eles entre os que menos serão impactados em suas operações pela pandemia do coronavírus, tendo em vista que suas receitas são reguladas. No caso dos setores de geração e transmissão de energia, as receitas praticamente não estão ligadas à atividade econômica. Já no caso da distribuição, poderia haver algum impacto caso houvesse interrupção das atividades dos setores comercial e industrial, embora não acreditemos que esse ainda seja o caso.

(v) commodities: é o setor que mais sofre com a perspectiva de queda do crescimento econômico global, justamente porque são as empresas que fornecem os insumos para o crescimento. Podemos separá-lo em diferentes segmentos: petrolífero, mineração, frigoríficos, celulose. Como o preço da commodity independe da sua análise (vide o que aconteceu com o petróleo após a Arábia Saudita oferecer desconto e dizer que elevará a sua produção) o peso dela dentro da sua carteira deve estar ajustada ao risco que você quer correr.

Agora que você sabe como os setores serão impactados, é fundamental que você escolha empresas que vão conseguir superar a crise. Para aumentar as suas chances de acerto, é importante se atentar ao endividamento e necessidade de pagamento (ou liquidez) de cada empresa separadamente. Vamos aos três principais indicadores de sustentabilidade financeira:

1) Níveis de alavancagem

O nível de rentabilidade e resultado operacional das empresas melhorou bastante nos últimos anos: no relatório, a XP traz que “desde 2015, as empresas do Ibovespa tiveram uma redução de endividamento superior a 7,0 dívida liquida/EBITDA (baixos preços de commodities pressionaram esse índice) para 2,5x atualmente. Mais precisamente, a partir de 2016 com a queda dos juros e a melhora gradual econômica e a recuperação das commodities, as margens operacionais (EBITDA) das empresas do Ibovespa melhoraram de 12% em 2015 para 22% em 2019”.

Contudo, em um cenário de queda abrupta no consumo e forte recuo dos preços de algumas commodities que deverão impactar a geração de caixa das empresas e consequentemente o pagamento de suas dívidas, acreditamos que os níveis de endividamento devem aumentar nos próximos meses.

Veja como exemplo Suzano e Klabin, que são empresas de endividamento elevado. Nos próximos dois anos Suzano tem R$ 9 bilhões em vencimentos de dívida (com caixa de R$12,5 bilhões) e Klabin tem R$3 bilhões em vencimentos (com caixa de R$9,7 bilhões);

2) Liquidez Corrente

O segundo risco é de uma menor capacidade de honrar pagamentos de dívidas com vencimento para 2020 e 2021. “Neste ponto, vale observar individualmente as empresas que apresentam caixa menor do que o montante a ser pago da dívida no curto prazo, dado que a capacidade de geração de caixa e flexibilidade de pagamentos são pontos positivos nesse cenário e variam para cada uma. Isso pode levar a condições piores de refinanciamento (rolagem) dessas dívidas, dado as condições mais difíceis no mercado de crédito.”, diz o relatório

Vamos lembrar que as grandes empresas listadas em bolsa dificilmente devem vir a ter problemas de liquidez e refinanciamento das suas dívidas. Esse risco potencialmente será maior para companhias privadas e menores, que têm acesso mais restrito ao mercado de crédito. Isso até poderia fazer as empresas listadas ganharem participação de mercado num cenário mais complexo de crédito.

A seguir, seguem dois exemplos dentro do setor de varejo: Magazine Luiza, com exposição relevante no segmento online (50% das vendas totais), e Via Varejo, com maior exposição ao varejo físico (mais impactado).

Magazine Luiza: com índices de alavancagem (Dívida Líquida/Ebitda) negativo de -3,0x, ou seja a Magalu tem 3x o seu Ebitda em caixa, é a empresa com o balanço mais sólido do setor, com uma posição de caixa líquido de R$ 3,9 bilhões.

Via Varejo: apesar do índice de alavancagem relativamente baixo (0,7x), a empresa possui cerca de R$ 1,7 bilhão em dívidas bancárias vencendo no curto prazo e uma posição de caixa de R$ 1,4 bilhão. Porém, no 3T19 ela tinha uma posição de recebíveis de cartão de crédito no valor de R$ 1,4 bilhão, que podem ser descontados e gerar liquidez imediata para a companhia, sendo superior as dívidas de curto prazo. Além disso, ressaltamos que a companhia apresenta outros passivos no montante de R$ 4,4 bilhões, dos quais R$1 bilhão é referente a fornecedores convênio e R$3,4 bilhões a passivos de carnê. Existem também contrapartidas equivalentes no ativo via estoque e contas a receber, mas veja que a situação é mais delicada do que a de Magazine Luiza.

3) Dívidas em dólares

O dólar em forte alta pressiona ainda mais empresas com endividamento ou custos atrelados à moeda. Mesmo as companhias que são exportadoras tendem a sofrer no curto prazo já que o balanço é ajustado com o câmbio de fechamento de trimestre, enquanto o fluxo de receitas demora até se ajustar ao novo patamar cambial.

Por exemplo, o setor aéreo, conforme dissemos na parte setorial:

Parte relevante das obrigações de companhias aéreas consiste em contratos de arrendamento de aviões, que por sua vez possuem um prazo atrelado à vida dos jatos e pagamentos de periodicidade anual. Essas obrigações são denominadas em dólar. Sem considerar o efeito do hedge (proteção), praticamente a totalidade da dívida das companhias, entre arrendamento e empréstimos, é atrelada ao dólar.

Elas podem ‘quebrar’? Sim, não à toa ambos Azul e Gol caem quase 80% no ano, embora a alavancagem de ambas esteja controlada (Azul 3,3x e Gol 2,4x) quando comparadas a 2015 (Gol bateu 11x), caso a demanda cesse por completo, os custos fixos e as dívidas podem tornar a operação de ambas inviáveis. Será que as autoridades deixariam isso acontecer um ano após a quebra da Avianca, outra cia do setor? Acho difícil, mas vamos aos números. No final de 2019, a Azul possuía uma dívida bruta de R$ 15,6 bi, caixa e aplicações de R$ 1,7 bi ou R$ 4,3 bi se somarmos contas a receber e aplicações de longo prazo. Entre 2020 e 21, o montante a pagar entre arrendamentos e amortizações somava ~37% da dívida total. Já a Gol possuía uma dívida bruta de R$ 15,0 bi, caixa e aplicações de R$ 2,9 bi ou R$ 4,3 bi se somarmos contas a receber e aplicações de longo prazo. Entre 2020 e 21, o montante a pagar entre arrendamentos e amortizações somava ~42% da dívida total.

Uma frase (meio trágica, mas real) que ouvi de um gestor e se encaixa no caso das aéreas: “Você não precisa correr mais rápido do que o leão, você precisa correr mais rápido que a pessoa que está correndo do leão”.

O texto ficou longo, mas o recado final que eu gostaria de falar é: se você souber o que está comprando e os riscos embutidos, a chance de sua carteira de ações passar imune a essa situação apocalíptica é grande.

Lembrando de uma frase muito dita pelo Florian Bartunek, da Constellation: “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”.

The post Comprando ações no “dia em que a Terra parou” appeared first on InfoMoney.

Avatar de DesconhecidoAutor 18kronaldinhoglobalPublicado em 20 de março de 2020Categorias NotíciasDeixe um comentário em Comprando ações no “dia em que a Terra parou”

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