Saiba o que é ROA, como calcular e analisar os resultados!

Você já sabe que precisa aumentar a rentabilidade da sua carteira, mas ainda não sabe como fazer isso? Uma forma de adquirir segurança é se munir de mais informações ao utilizar diversos indicadores que analisam a rentabilidade de uma ação. Um deles é o ROA.

O Retorno sobre Ativos (Return on Assets, na sigla em inglês) é o cálculo de retorno que uma empresa gera sobre seus ativos. Ou seja, permite que quem investe possa analisar qual o potencial de retorno que uma empresa oferece aos seus acionistas proporcionalmente aos seus ativos.

Quer entender o que é e como calcular o ROA? Leia neste post!

O que é ROA?

O ROA é um indicador que analisa o quanto uma empresa é rentável em relação aos seus ativos. O resultado apontará, portanto, se a companhia está fazendo um bom uso e maximizando o resultado com os recursos que tem.

São considerados ativos tudo no qual a empresa tem capital investido e dá lucro no presente ou pode dar lucro no futuro. São contratos, produtos em estoque e até imóveis.

Existem ativos circulantes (basicamente o caixa da empresa) e não-circulantes (maquinário, fábricas etc.). Os ativos de uma empresa estão descritos no balanço patrimonial de seu demonstrativo financeiro.

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Qual é a importância do ROA para a análise de investimentos?

Ao começar a investir em ações, é natural que o foco de muitas pessoas seja o histórico de lucro da empresa. Mas logo quem investe verifica que o lucro não é a única forma de medir a eficiência de uma companhia.

O ROA permite verificar se uma empresa com menos recursos tem uma rentabilidade maior do que uma concorrente mais consolidada, por exemplo. Tomando a proporção de ativos como base para o cálculo, o indicador permite verificar qual será a rentabilidade distribuída pela companhia na forma de dividendos ou liquidez.

Quais são as diferenças entre ROA, ROE e ROI?

A sopa de letrinhas dos indicadores ROA, ROE e ROI pode confundir quem investe. Ainda mais porque os resultados de todos os cálculos são expressos na forma de percentual.

Mas o ROA é diferente de Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE), cujo objetivo é verificar a rentabilidade que a empresa produz com recursos próprios.

Até aqui, o conceito é parecido com o do ROA, mas a diferença está no desempenho em relação a dívidas.

Por exemplo, se o ROA da empresa for positivo e a companhia tiver dívidas saudáveis, um aumento do ROE pode apontar uma boa gestão. Por outro lado, se o ROA estiver em queda e a empresa estiver alavancada, o aumento do ROE pode indicar potenciais problemas. Por isso, é importante uma análise conjunta dos indicadores.

O ROA também é diferente do ROI (Retorno sobre Investimento). O resultado do cálculo do ROI mostra qual foi a lucratividade sobre um determinado investimento, e não sobre o ativo total da empresa.

Quanto maior o resultado dos três indicadores, maior será a capacidade da empresa de gerar valor.

Como calcular o ROA?

Para calcular o ROA é necessário saber qual foi o lucro líquido da empresa e o valor de seus ativos. Essas informações estão disponíveis no balanço financeiro de empresas de capital aberto.

Já sabemos que o ativo total da empresa significa tudo no qual a companhia tem dinheiro investido e dá lucro ou vai gerá-lo no futuro. Já o lucro líquido é obtido a partir da subtração de custos operacionais, necessários para que a empresa continue funcionando, do lucro bruto.

Com os dados em mãos, basta aplicar a seguinte fórmula:

ROA = Lucro Líquido ÷ Ativo Total × 100

Por exemplo, se uma empresa registrou um lucro líquido de R$ 500 mil e tem R$ 5 milhões em ativos, o cálculo é o seguinte:

(R$ 500.000 ÷ R$ 5.000.000) × 100 = 10% ROA

Um ROA de 10% significa que a cada R$ 1 investido em ativos, o percentual de retorno será de R$ 0,10.

Mas esse valor é alto ou baixo? Quanto maior for o resultado em relação à taxa básica de juros, a Selic (atualmente 2% ao ano), mais poderemos dizer que o retorno é atrativo.

Como analisar os resultados?

Um ROA alto significa que a gestão está fazendo uma boa aplicação do capital da empresa. Isso é possível ao aplicar em ativos eficientes ao mesmo tempo em que se mantém custos e despesas controlados.

Já um ROA baixo pode significar que a empresa está investindo em projetos pouco rentáveis, os ativos estão sendo desperdiçados ou são ultrapassados. Também pode significar que a operação da empresa tem despesas altas.

Mas o ROA não basta para basear a decisão de onde aplicar o dinheiro. Para analisar o resultado do indicador é necessário ponderar histórico de resultados e também a maturidade da empresa. Uma startup pode ter bom ROA enquanto cresce, mas continuar oferecendo um maior risco para investir em sua ação do que uma empresa madura.

Vantagens competitivas também fazem toda a diferença na lucratividade de um negócio. Ativos intangíveis, como uma marca forte, agregam valor a uma empresa, ainda que seu indicador de eficiência seja apenas razoável.

É recomendável, portanto, que o ROA seja usado em conjunto com outras métricas disponíveis no mercado, como o ROE e ROI. É aconselhável ainda utilizar os indicadores para comparar empresas de um mesmo segmento. Isso porque há setores que precisam de mais ativos para bancar a estrutura do negócio, o que tende a pesar no indicador.

Um alto ROA, em resumo, indica que a empresa tem potencial para gerar lucro. Mas quem aplica precisa se perguntar se o modelo de negócios é sustentável. Além disso, a gestão está preparada para fazer frente a eventuais desafios? São fundamentos que também devem fazer parte da análise de quem investe.

Agora você sabe como calcular o ROA e que o indicador tem um importante papel na escolha pela ação mais lucrativa. Então, que tal aprender um pouco mais sobre o mundo das ações? Aproveite a visita ao nosso blog e entenda como perder o medo de investir!

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Quer saber como funciona o BRAX11 e se vale a pena investir?

Com a taxa de juros na mínima histórica, a bolsa de valores nunca foi tão popular. Você quer aumentar os rendimentos de suas aplicações investindo em ações, mas não sabe por onde começar? É um consenso de que os fundos de índice (ETFs) são uma forma simples de aplicar no mercado de capitais. E uma das alternativas disponíveis é o BRAX11.

Os ETFs funcionam de forma parecida a de fundos de investimento em ações. Contudo, entre os seus diferenciais estão custos reduzidos e maior segurança. Quem aplica está investindo, na verdade, em uma cesta de ações, gerida de forma passiva.

Veja abaixo o que é e quais as vantagens e desvantagens de investir no ETF BRAX11!

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O que é BRAX11?

O iShares IBrX Índice Brasil é um ETF que segue o desempenho do índice iBrX-100, que agrupa as 100 ações mais negociadas da bolsa. Suas cotas são diariamente negociadas na B3, como ações.

O fundo de índice foi lançado em 22 de fevereiro de 2010, é administrado pelo banco BNP Paribas e gerido pela Blackrock. A instituição financeira global é responsável por monitorar diariamente o ativo e realiza trocas de papéis da carteira, caso sejam necessárias.

Sua cota custa cerca de R$ 83, segundo análise no dia 8 de setembro. O lote padrão negociado é equivalente a 10 cotas. Atualmente, existem 18 ETFs listados na bolsa de valores. Entre eles está o BOVA11, que segue o principal índice da bolsa, o Ibovespa. Para adquirir uma cota do BRAX11 basta acessar o home broker da corretora.

Quais são as principais características do ETF?

O BRAX11 investe no mínimo 95% de sua carteira nas ações incluídas no iBRx-100. Os 5% restante podem ser investidos em derivativos e outras aplicações não relacionadas ao índice. 

Veja abaixo as principais características do fundo de índice!

Ativos

Entre as ações que compõem a carteira do BRAX11 estão grandes empresas brasileiras, pertencentes aos mais diferentes segmentos da economia. São nomes conhecidos, como Vale, B3, Itaú, Petrobras, Bradesco, Magazine Luíza e Ambev. O ETF não inclui em seu portfólio ações ou recibo de ações estrangeiras, que estejam em recuperação judicial ou extrajudicial, ou estejam sujeitas a intervenções.

Referência

Os ativos incluídos na carteira do ETF seguem as regras do IbrX-100, criado e atualizado pela própria B3. Ou seja, reflete as 100 ações mais negociadas na bolsa em um período de três carteiras. 

Esses papéis têm de ter sido negociados em 95% dos pregões e não podem ter um valor muito baixo. A carteira é atualizada a cada quatro meses.

Rentabilidade

A rentabilidade do ETF e, como consequência, do iBRx-100 sofreu o impacto da pandemia, assim como o principal índice da bolsa, o Ibovespa. No acumulado do ano até o dia 4 de setembro, o BRAX11 acumula queda de 11,7%.

Contudo, desde quando foi criado em 2010 até o dia 31 de agosto de 2020 o fundo rendeu 95,33%. Esse valor é bem próximo ao índice de referência, o iBRx-100, que no mesmo período registrou alta de 98,69%.

Quais são as vantagens de investir no BRAX11?

Veja abaixo os principais benefícios de aplicar dinheiro em cotas do BRAX11:

Diversificação

Ao comprar uma cota do ETF, na verdade a pessoa está adquirindo uma cesta de ações. Ou seja, diversifica seus investimentos com apenas uma aplicação.

Por conta disso, é indicado para iniciantes, já que costuma oscilar menos do que no caso de compra direta de ações.

Custos

Fundos de índice costumam cobrar taxas inferiores às de fundos de ações tradicionais.

Em fundos de investimento é cobrada uma taxa de administração e performance. A taxa de administração varia entre 1% e 2%. Por sua vez, a taxa de performance cobrada nos fundos costuma girar em torno de 20% sobre o que exceder o índice de referência.

Já no BRAX11 é cobrada apenas uma taxa administração equivalente a 0,20% ao ano. Isso porque os ETFs têm gestão passiva: seu objetivo é acompanhar o desempenho de um índice. Enquanto isso, um fundo de ações tradicional tem como objetivo oferecer uma rentabilidade maior do que a de um índice de referência, geralmente o Ibovespa.

Outra vantagem é que emolumentos cobrados pela B3, além da taxa de corretagem (caso cobrada pela corretora), incidem apenas uma vez sobre a cota. Caso cada ação fosse comprada diretamente, essas taxas seriam cobradas em cada operação.

Diferente dos fundos de investimento, tradicionais, não há a cobrança de come-cotas em ETFs. Os dividendos distribuídos pelos papéis são reinvestidos automaticamente no fundo.

Quais são as desvantagens de investir no ETF?

Aplicar dinheiro no BRAX11 também tem desvantagens. Confira as principais a seguir.

Taxas

Apesar de a taxa de administração do ETF ser menor que a de fundos tradicionais, não deixa de ser uma taxa adicional cobrada pelo gestor profissional. 

Quem investe, portanto, deve ter consciência que essa taxa poderia ser reinvestida na aplicação caso resolvesse adquirir ações diretamente.

A alíquota do Imposto de Renda sobre o lucro obtido na aplicação é equivalente a 15%. No investimento direto em ações, há isenção para vendas de até R$ 20 mil em um mesmo mês.

Falta de fundamentos

A metodologia do BRAX11 é única: seguir o índice IbrX-100, ainda que o índice careça de fundamentos. 

Por exemplo, um papel que está entre os mais negociados não será necessariamente o que tem o maior potencial de crescimento no futuro. Por conta disso, na cesta de ações podem existir papéis bons e ruins.

Ausência de controle

Investir no ETF BRAX11 significa estar sempre exposto às ações das empresas mais negociadas da bolsa. 

Isso pode se tornar um problema. Uma ação pode estar sendo negociada por traders no mercado como forma de alavancar o papel ou especular seu preço. Nesse caso, quem investe no ETF fica refém desses movimentos.

Agora você sabe que aplicar dinheiro no BRAX11 pode ser uma forma prática de começar a investir na bolsa de valores. Que tal verificar também se o ETF é o mais adequado ao seu perfil de investimento? Crie seu plano na Magnetis e encontre a solução ideal para você!

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Será que realmente vale a pena investir no SMAC11? Veja aqui!

como investir na bolsa de valores

Existem diversas empresas no mercado acionário. Na busca pelas melhores oportunidades, você pode se deparar com as small caps. Essas companhias de baixa capitalização podem ser promissoras, e a melhor forma de equilibrar seus retornos e riscos é diversificando aplicações. O SMAC11 é uma maneira de garantir essa variedade.

Abaixo, em mais detalhes, explicaremos o que são as small caps. Também mostraremos as principais características do fundo SMAC11, incluindo vantagens e desvantagens. Por fim, elencaremos as diferenças entre os fundos SMAC11 e SMAL11.

O que é SMAC11?

Antes de falarmos sobre o SMAC11, é preciso saber que as small caps são empresas negociadas na bolsa e com baixa capitalização. O valor de mercado médio delas fica entre 300 mil dólares e 2 bilhões de dólares. A cifra representa o preço de cada ação multiplicado pelo número de papéis comercializados. 

Apesar do nome, muitas empresas brasileiras conhecidas são small caps. BR Malls, Camil, CVC, Fleury e Movida são alguns exemplos. Um dos diferenciais delas é o potencial de valorização maior do que o de companhias que já estão maduras, chamadas de blue chips.

Existem duas formas de aplicar seus recursos em small caps: comprar individualmente suas ações ou terceirizar essa gestão para um fundo. O SMAC11 faz parte da segunda opção, por ser um Exchange Traded Fund (ETF).

Os ETFs são fundos de investimento que acompanham índices e têm suas cotas negociadas em pregões, como se fossem uma ação. Os gestores desses fundos mudam suas composições para que elas sejam similares às dos indicadores acompanhados.

Quais são as suas principais características?

Criado neste ano pelo Itaú, o SMAC11 replica uma carteira teórica do Índice de Small Caps da B3, mais conhecida pela sigla SMLL. Mostraremos as principais características do SMLL a seguir.

Ativos

Além de terem uma baixa capitalização, as empresas precisam cumprir mais alguns requisitos para fazer parte do SMLL (e do SMAC11). As ações devem representar, juntas, até 15% da capitalização de todas as companhias abertas na B3

Os papéis também devem fazer parte dos 99% mais negociados nos pregões. Ainda, não podem ser consideradas penny stocks, com cotação abaixo de R$ 1. Por fim, as empresas donas das ações não podem estar em processo de recuperação judicial.

Custos

Mesmo acompanhando o SMLL, a rentabilidade do SMAC11 pode oscilar em relação ao índice. Isso, porque os ETFs combinam tributações comuns aos fundos e às ações. Existe a taxa de administração, cobrada por todos os fundos de investimentos. 

Mas, como nas ações, os ETFs pedem o pagamento da taxa de corretagem à corretora e de taxas de negociação conhecidas como emolumentos à B3. Os ETFs também sofrem incidência de 15% sobre os ganhos, por conta do Imposto de Renda.

Liquidez

Um ponto de atenção nas small caps é sua falta de liquidez. Isso quer dizer que há certa dificuldade de compra e venda dos papéis

Essas empresas de baixa capitalização são menos negociadas do que companhias mais amadurecidas, dificultando achar compradores dispostos a pagar o preço esperado na hora certa. Por isso, as small caps são indicadas para quem pensa em deixar o dinheiro aplicado no longo prazo.

Quais são as vantagens?

Aplicar seus recursos no SMAC11, em vez de comprar small caps de maneira individual, pode apresentar alguns benefícios. A seguir, elencamos os três principais ganhos com essa estratégia.

Setores e diversificação

As small caps atuam em diversos setores, como construção civil, consumo, energia elétrica e saúde. A diversificação de segmentos garantida pelo SMAC11 faz com que sua carteira não esteja exposta aos maus resultados de alguma atividade específica.

Praticidade

Aplicar recursos em qualquer ETF é uma forma de montar uma cesta de ativos diversificada sem precisar comprar individualmente as ações que compõem um índice. 

No caso do SMAC11, por exemplo, você não precisa adquirir os papéis de todas as small caps que participam do SMLL. Basta comprar uma cota do SMAC11, como você faria com uma ação. 

Também não é preciso rebalancear constantemente o peso que cada uma das companhias terá na sua carteira. Os gestores do ETF cuidam da atualização dos percentuais para que ele continue replicando fielmente o índice acompanhado.

Ganhos

O SMAC11 aplica em empresas de menor capitalização, mas com potencial de valorização maior do que o das organizações maduras. Você, provavelmente, verá saltos percentuais mais significativos do que os de um ETF que acompanha o Ibovespa, por exemplo. 

Esse índice, que reúne as companhias com maior negociação na bolsa brasileira, teve uma rentabilidade de 31,58% em 2019. No mesmo período, o SMLL valorizou 58,20%. Lembre que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, porém.

Quais são as desvantagens?

Também existem desvantagens em aplicar no SMAC11, em comparação com comprar small caps por conta própria ou com ETFs que olham para empresas maduras. Confira três contras de aportar seus recursos no SMAC11.

Gestão passiva

Como vimos, uma das vantagens de ETFs é ter gestores que cuidam da compra de ações segundo um índice a ser espelhado. Mas, para quem busca ter uma participação mais ativa na escolha de suas aplicações financeiras, a gestão passiva pode ser uma desvantagem.

Você não terá poder de decisão sobre quais small caps comporão sua carteira e em qual porcentagem. O SMAC11 acompanha a proporção ditada pelo SMLL, sem avaliar os fundamentos das empresas listadas.

Taxa de administração

Como também já comentamos, existe uma diferença tributária entre ter cotas do SMAC11 e adquirir ações que compõem o SMLL. O SMAC11 é um fundo e cobrará uma taxa de administração anual em troca de sua gestão, ainda que passiva.

Volatilidade

Companhias com menos tempo de mercado ou baixa capitalização têm maior probabilidade de flutuação percentual nos ganhos

A falta de liquidez das small caps também faz com que alguns vendam os papéis por um preço abaixo do sugerido. Portanto, essas empresas veem mais volatilidade em suas cotações do que as blue chips, ainda que você invista em ETFs nos dois casos.

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Quais são as diferenças e semelhanças entre SMAC11 e SMAL11?

O SMAC11 não é o único Exchange Traded Fund que replica o índice de small caps da B3. Veremos uma comparação com o SMAL11, ETF oferecido pela gestora americana BlackRock desde 2008.

Taxa de administração

O SMAC11 surgiu cobrando uma taxa de administração de 0,5% ao ano. O SMAL11 pede a mesma taxa em troca de sua gestão.

Aluguel

O fundo criado pelo Itaú é mais vantajoso para os que veem o aluguel de ações como uma possibilidade de maximizar ganhos. O SMAC11 permite que até 50% do fundo seja usado para o aluguel de papéis. Já o SMAL11 tem, no máximo, 30% do portfólio destinado a esse tipo de operação.

O SMAC11 é uma maneira simples de diversificar aplicações na classe de small caps e aproveitar o potencial de crescimento dessas companhias de baixa capitalização. Porém, é preciso ficar de olho na liquidez das small caps e nas taxas cobradas por qualquer ETF. Agora que você já sabe tudo sobre o SMAC11, conheça o fundo de empresas americanas IVVB11.

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Entenda quais foram os resultados e o que o influenciou no IPO da Centauro

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Muitos brasileiros conhecem a Centauro, uma rede de lojas de roupas e artigos esportivos espalhadas pelos shoppings do país. O que talvez muita gente não saiba é que em abril de 2019 ocorreu o IPO da Centauro. Agora, dá para investir nas ações da empresa.

Criada há 40 anos, a companhia é considerada a maior varejista de produtos esportivos da América Latina. A rede abriu capital na bolsa para aumentar o número de lojas, realizar reformas nas unidades e pagar dívidas.

A Centauro tem parcerias com as principais marcas esportivas, como Nike, Adidas e Puma, entre outras. Também vende marcas próprias, como Oxer, Adams, Nord e X7, o que proporciona maior rentabilidade à companhia.

Neste post, veja como foi a oferta pública inicial de ações da Centauro e entenda se vale a pena aplicar dinheiro na empresa.

Como foi o IPO da Centauro em 2019?

A oferta primária de ações da Centauro vendeu 61.776.000 novos papéis, sendo que todo o recurso teve efeito de caixa para a companhia. Não houve oferta secundária de ações, e os controladores não venderam suas participações.

O grupo SBF, controlado pelo sócio-fundador da empresa, Sebastião Bomfim Filho, detém a marca Centauro e tem uma fatia de 45,6% da empresa. Ela é dividida com a GP Investimentos, que é dona de 26,3%. Os 28,1% restantes ficam nas mãos de quem investe na bolsa.

A companhia já havia tentado abrir seu capital em novembro de 2017. Naquele momento, além dos IPOs, os controladores buscaram uma venda de participação direta.

Quais são os valores de rendimento do IPO da Centauro?

Em sua estreia na bolsa de valores, a Centauro (CNTO3) captou R$ 772 milhões. Com os recursos, a empresa tinha como objetivo:

  • reformar lojas existentes e abrir novas (R$ 202,3 milhões);
  • reforçar o capital de giro (R$ 65 milhões);
  • amortizar parte das suas dívidas (R$ 340 milhões);
  • fortalecer o modelo de negócios de canal único (R$ 60 milhões).

O preço por ação foi definido em R$ 12,50. Esse valor ficou um pouco acima do mínimo da faixa indicativa, de R$ 12,10 a R$ 14,70. Desde então, a ação passou a se valorizar. Antes da pandemia, em fevereiro de 2020, o preço do papel chegou a atingir R$ 42. Depois, retrocedeu e, atualmente, está sendo negociado por R$ 30.

O que influenciou o resultado do IPO da Centauro?

Alguns fatores colaboraram para o resultado do IPO da Centauro. Confira a seguir.

Reestruturação financeira da empresa

A Centauro vai usar parte do dinheiro arrecadado em sua oferta pública inicial de ações para pagar uma dívida com custo elevado. Na época do IPO, esse endividamento ainda representava 11,2% do custo anual da empresa. Além disso, ela veio renegociando dívidas, aproveitando a queda dos juros no país.

Esse conjunto de iniciativas é mais um esforço da empresa para se recuperar de uma situação financeira frágil pela qual passou em 2015. Os motivos foram o real depreciado, atingindo seus produtos, e a alta taxa de juros, chegando a 14%, levando a empresa a tomar crédito caro.

Crescimento do segmento

O varejo de artigos esportivos ainda encontra bastante espaço para crescer no país, acima da média do segmento. O mercado fitness e a demanda por um estilo de vida saudável são os principais drivers desse crescimento.

Como o nicho é pulverizado, grandes redes como a Centauro têm potencial para consolidá-lo, por conta de um maior poder de negociação com os fornecedores.

Apesar de ter umas 200 lojas em uma centena de cidades pelo país, a Centauro ainda corresponde a 5,5% das lojas físicas do segmento. Inclusive, sua receita se concentra na região Sudeste.

Cenário positivo do EBITDA

Considerando um crescimento da receita líquida da empresa, analistas projetam um aumento na margem EBITDA para 13% este ano. Em 2018, ela era de 11,5% e, em 2015, no período de maior crise da empresa, a margem era equivalente a 1,3%.

Ainda assim, a margem da empresa é considerada baixa por analistas, uma vez que os custos da operação física pesam sobre o resultado.

Quais são as projeções da Centauro para o futuro?

A maior parte dos negócios da Centauro são provenientes de vendas em suas lojas físicas, a maioria localizadas em shoppings. Contudo, está previsto no modelo de negócios da empresa integrar cada vez mais os canais de vendas.

Em 2017, a rede inaugurou sua primeira loja da geração 5, com conceito de omnichannel. Nessas lojas é possível, por exemplo, trocar ou retirar um produto adquirido pela internet. Isso proporciona maior rentabilidade para a empresa, menor tempo de entrega e custo reduzido de frete para os consumidores.

Essas lojas também investem na experiência de compra. Permitem testar calçados de corridas em esteiras e pagar a compra diretamente com o atendente. Também têm provadores inteligentes, com tela interativa que descreve as peças provadas. Por fim, personalizam itens, como chuteiras, camisetas de futebol e raquetes.

Mas o investimento nessas lojas é alto, e demandará tempo para que toda a rede seja reformada e enquadrada no conceito.

A maior oportunidade que pode ser capturada por quem investe é o crescimento das vendas digitais no segmento. A Centauro já atua no modelo marketplace, e a expectativa é de que as vendas digitais correspondam a 25% do faturamento da empresa neste ano. Contudo, o valor ainda é considerado baixo por analistas.

No comércio eletrônico, a Centauro enfrenta concorrentes que têm toda a sua receita no comércio digital, como a Netshoes. Portanto, é necessário migrar o modelo mais rapidamente para ganhar maior competitividade.

O negócio da empresa está ligado ao desempenho do emprego e da renda no país. Por isso, a pandemia do novo coronavírus torna mais incertas as projeções da Centauro para os próximos anos. A crise tende a impactar a companhia, ainda mais com a lenta retomada do consumo em shoppings, onde ficam a maioria das lojas da rede.

Vale a pena comprar ações da empresa?

O varejo é um negócio sazonal, sustentado por datas comemorativas, como Dia dos Pais e Natal, e grandes campanhas de descontos, como a Black Friday. Por isso, a variação de vendas ao longo do ano tende a fazer o papel oscilar bastante. Aliás, isso acontece com a maior parte das aplicações na bolsa e no mercado futuro. Isso se aplica ainda mais em um período de maior incerteza em relação ao consumo, como na atual recessão.

Por isso, o investimento em ações da Centauro é indicado para o longo prazo. Mesmo assim, é necessário monitorar as notícias sobre a empresa e o comportamento de seus papéis ao longo do tempo. Gostou de saber como foi o IPO da Centauro? Entre em contato e conte com a gente para rentabilizar seus investimentos!

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PIBB11: confira as principais características e como funcionam!

Com juros baixos, você sabe que ter uma carteira de investimentos diversificada é a melhor forma de manter a rentabilidade de suas aplicações. Quer investir na renda variável, mas ainda está inseguro? Uma maneira de começar com risco controlado e pouco dinheiro é por meio de fundos de índices (ETFs) como o PIBB11.

Acompanhados por um gestor especializado, os ETFs são fundos de gestão passiva, semelhantes aos fundos indexados, mas que têm cotas negociadas na bolsa. Seu objetivo é ter desempenho mais próximo possível de um índice de ações nacional, como o PIBB11, ou internacional, a exemplo do IVVB11.

Quem adquire uma cota do ETF compra uma fração da cesta de ações negociadas pelo índice. Ou seja, é possível, com apenas uma cota, diluir o risco de concentração em alguns papéis e segmentos do mercado. 

Além disso, quem investe ganha tempo, já que não precisa analisar ação por ação. Os ETFs também tendem a oscilar menos do que os fundos de ações ativos. Quer entender mais sobre o PIBB11 e verificar se vale a pena investir no ETF? Leia este post!

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O que é PIBB11?

O It Now PIBB é um ETF que investe 95% do seu patrimônio na carteira de ações do índice Brasil 50 (IbrX-50). Negociado na B3 com o ticker PIBB11, esse ETF é gerido e administrado pelo banco Itaú.

No IBrX-50, estão incluídas as 50 ações mais negociadas da bolsa de valores brasileira em termos de liquidez nos 12 meses anteriores à avaliação. Além disso, elas precisam ter sido negociadas em, pelo menos, 80% dos pregões no período.

O primeiro ETF a ser listado na B3, o PIBB11 foi estruturado em 2004 pelo BNDES, com posterior auxílio da B3 e bancos privados.

Quais são as suas características?

No acumulado de 2020 até o pregão de 2 de setembro, o desempenho do PIBB11 era bem similar ao do Ibovespa, o principal índice da bolsa. Enquanto o Ibovespa registrava queda de 11,87% no ano, esse ETF perdia 11,72%.

Desde o início de sua negociação até julho de 2020, porém, o fundo apresenta uma rentabilidade acumulada de 536,33%. Isso o coloca acima do índice de referência, o IbrX-50, que acumulava 515,16%. Assim, o PIBB11 se mostra uma alternativa interessante para investimentos de longo prazo, como a aposentadoria.

Conheça, abaixo, as características mais importantes do PIBB11.

Referência

O índice iBrX-50 é considerado um dos principais do mercado, ao lado do Ibovespa. É derivado do Índice Brasil 100 (IBr-X), que é formado pelas 100 ações mais negociadas da bolsa, e sua carteira é atualizada a cada quatro meses.

Patrimônio

Considerado um dos maiores fundos de ações do Brasil, o patrimônio do PIBB11 era de R$ 1,7 bilhão em julho.

Liquidez

O PIBB11 é considerado um dos fundos de ações com maior liquidez de mercado. Ao lado dele, fica o BOVA11, ETF que tem como referência o principal índice o Ibovespa. Contudo, sua liquidez ainda fica bem abaixo da do BOVA11.

No pregão do dia 2 de setembro, por exemplo, enquanto o PIBB11 negociou 9 milhões, o BOVA11 negociou mais de R$ 700 milhões. Ou seja, é mais fácil sair e entrar do BOVA11.

Isso não significa que quem investe não conseguirá vender as cotas, mas que, caso tenha pressa, o preço cobrado será menor.

Aporte e resgate

Como é negociado nos pregões da B3, sua liquidez é diária. A cota de aplicação e resgate do fundo é feita em D+0, mas varia conforme as condições do mercado. A operação é concluída em dois dias úteis.

Como funciona o PIBB11?

As cotas do PIBB11 são negociadas diariamente nos pregões da B3. É possível adquirir uma cota no mercado secundário ou em novas emissões de cotas, quando houver.

Para investir no fundo, é cobrada uma taxa de administração equivalente a 0,059% ao ano, um valor bem menor do que o de fundos tradicionais. Nas operações de compra e venda, a B3 cobra taxas e emolumentos equivalentes a 0,0325%.

É possível investir em lotes que tenham a partir de 20 mil cotas, no mercado tradicional, e a partir de uma cota no mercado secundário. A cota do PIBB11 encerrou o pregão do dia 2 de setembro valendo cerca de R$ 170.

Diferentemente do investimento em ações, no ETF, não há isenção de Imposto de Renda para operações menores do que R$ 20 mil no mês. É cobrada uma alíquota de 15% sobre o ganho de capital na venda da cota. Contudo, diferente de outros tipos de fundos de investimento, sobre o PIBB11, não incide o come-cotas.

Outro ponto é que o ETF reinveste automaticamente os dividendos distribuídos pelos papéis de sua carteira. Essa é mais uma característica que torna o ETF acessível, já que, para reinvesti-los, quem aplica teria de pagar mais taxas de corretagem. 

Além disso, você terá acesso a todos os documentos do fundo de índice. O produto é recomendado para perfis de risco de moderado a arrojado.

Como investir no PIBB11?

A compra da cota de um ETF funciona de forma bem semelhante ao processo para se adquirir uma ação. É necessário ter conta em uma corretora, acessar o home broker e pagar uma taxa de corretagem em cada operação. Algumas corretoras isentam quem investe da taxa.

Caso se opte por comprar todas as ações da cesta de forma individual, haveria incidência da taxa de corretagem sobre cada operação. No ETF, a corretagem recai apenas sobre a compra de uma cota, que já inclui todas as ações. Por esse e outros motivos, o investimento é considerado mais acessível do que a compra direta de ações.

No home broker, basta digitar o ticker do ETF (PIBB11), inserir a quantidade de cotas que deseja e o valor. Depois, é só executar a ordem — lembrando que esse procedimento só pode ser realizado das 10h às 18h em dias úteis.

Agora que você entende como funciona o PIBB11, sabe que o ETF pode ser uma boa alternativa para diversificar a carteira. Se está em dúvida sobre qual porção a renda variável deve representar no seu portfólio, confira nosso guia sobre como investir na bolsa sem perder dinheiro!

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Bitcoin Faucet: entenda o que é e saiba como ganhar criptomoedas com isso

faucet de Bitcoin

Já pensou em ganhar Bitcoin de graça? Parece estranho e duvidoso, não é? Pois bem, existe uma maneira segura de fazer isso. 

O que é Bitcoin Faucet?

Bitcoin Faucet, ou seja, “Torneira de Bitcoin”, é uma maneira de ganhar Bitcoins sem ter nenhum custo para que isso ocorra.

Assim como o próprio nome já diz, as faucets funcionam como torneiras, só que no mercado de criptomoedas, ao invés de pingarem água, “pingam” pequenas frações de Bitcoin. 

Como ganhar criptomoedas?

As faucets são sites ou aplicativos que remuneram os usuários que realizarem uma tarefa exigida pela empresa. Entre as tarefas estão: clicar em propagandas e assistir a vídeos.  

Como recompensa por terem completado a ação solicitada pela faucet, os usuários ganham Satoshis, a menor fração do Bitcoin — o Bitcoin pode ser fracionado em até 8 casas decimais. 

Os Satoshis ganhos em faucets de Bitcoin geralmente são depositados diretamente na carteira de criptomoedas do investidor ou em uma carteira que fica dentro do próprio site. No entanto, alguns sites exigem que um determinado valor seja atingido para que as criptomoedas sejam transferidas para uma carteira externa.

Apesar de ser uma maneira legal de ganhar criptomoedas, principalmente para quem está começando no mercado, essa forma não vai fazer com que o investidor ganhe bastante dinheiro. Isso porque as recompensas são pequenas, logo, levaria muito tempo para conseguir juntar uma quantidade expressiva.

Cuidado com sites pouco confiáveis!

É preciso lembrar de cuidar da segurança das suas moedas e de seus dados.

Muitas vezes sites de faucet de Bitcoin são golpes, onde os hackers se aproveitam da boa vontade dos usuários para instalar malwares e roubar dados pessoais das vítimas.

Portanto, verifique se o site que está entrando é confiável e sempre desconfie se a oferta for boa demais.

Por que foi criado o Bitcoin Faucet? 

Em 2010, Gavin Andresen, um dos desenvolvedores do Bitcoin Core, resolveu criar o primeiro Bitcoin Faucet, chamado de “The Bitcoin Faucet”. 

Como fazia apenas um ano que o Bitcoin havia sido lançado, Andresen decidiu dar 5 Bitcoins para quem realizasse algumas tarefas. O objetivo da atitude do desenvolvedor era de divulgar a criptomoeda. 

Lembrando que, naquela época, o valor da unidade do Bitcoin era bem diferente de hoje: 1 Bitcoin valia alguns centavos.

De onde vem as criptomoedas dadas aos usuários?

Dinheiro de graça é muito difícil, mas muitas empresas ainda querem divulgar a criptomoeda, e essa é uma maneira de atrair as pessoas, principalmente quem está começando no mercado. 

Alguns sites recebem doações de outros usuários que possuem criptomoedas, já outros outros ganham com as propagandas e até mesmo com mineração.

Sabia que é possível ganhar Bitcoins fazendo compras?

Uma outra maneira de ganhar criptomoedas sem gastar nada é por meio de cashback.

Em dezembro de 2019, foi lançada uma plataforma que dá cashback em Bitcoins: a BitcoinBack.

Criando uma conta na BitcoinBack, é possível ver quais lojas parceiras da empresa dão cashback para o usuário.

São mais de 300 lojas que oferecem até 35% de cashback em Bitcoin. Entre elas estão: Centauro, FastShop, Casas Bahia, Ponto Frio, entre outros grandes nomes do varejo.

Após completar R$25,00 em Bitcoin na plataforma da Bitcoin Back, é possível transferir o valor para outra carteira. 

Clique aqui para saber mais sobre como funciona a BitcoinBack!

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Dividend yield? Saiba o que é e aprenda como fazer o seu cálculo!

como investir na bolsa de valores

Para fazer boas aplicações no mercado financeiro, é essencial acompanhar indicadores que mostrem o crescimento das companhias negociadas na bolsa de valores. Um desses indicadores é o dividend yield (DY), fundamental para aqueles que buscam rendimentos recorrentes por meio da distribuição de proventos.

A seguir, veremos detalhes sobre o dividend yield — qual é sua definição, como calculá-lo, qual é sua importância e como analisá-lo. Dessa forma, você terá mais informações para montar uma carteira de ações diversificada, mas com foco no recebimento de parte dos lucros empresariais. Vamos lá?

O que é dividend yield?

O dividend yield pode ser traduzido como rendimento do dividendo. O DY é um indicador de performance especificamente quando falamos de proventos pagos por ação.

Os proventos são pagamentos recorrentes aos compradores de ações. Quanto maior o percentual de dividend yield, mais o acionista deverá receber em comparação com o preço de cada papel comprado.

As companhias precisam distribuir ao menos 25% dos seus lucros a acionistas. Aqui no Brasil, os ganhos podem ser repartidos tanto por meio de dividendosquanto por meio de juros sobre capital próprio (JCP).

A diferença está na tributação: há uma cobrança de 15% sobre os JCP, por conta do Imposto de Renda. Já os dividendos não têm nenhuma tributação associada.

Para saber quais proventos uma companhia distribui aos seus acionistas e em quais épocas, é preciso verificar sua política de distribuição de dividendos.

Ela deve estar descrita no site de relações com investidores da empresa. Também é por meio dele que você deve acompanhar possíveis mudanças na prática de pagamentos recorrentes. A distribuição pode ser feita mensal, trimestral, semestral ou anualmente.

Cada acionista recebe uma parcela de proventos proporcional ao número de ações que ele tem. Às vezes, inclusive, as empresas pagam dividendos extraordinários, no caso de um evento não recorrente.

Um exemplo é a venda de alguma divisão de negócio. Esses pagamentos fora da curva também entram no cálculo do dividend yield, caso aconteçam nos meses usados para a análise do indicador. Falaremos mais sobre isso abaixo.

Como calcular esse índice?

O dividend yield é calculado dividindo a soma dos pagamentos de proventos por ação nos últimos 12 meses pelo valor atual do papel dessa companhia. Para converter essa divisão em porcentagem, multiplique o resultado por 100. Veja a fórmula:

DY = (proventos nos últimos 12 meses por ação ÷ preço atual da ação) × 100

Por exemplo, digamos que você tenha comprado ações de uma empresa. Em doze meses, cada ação chegou a uma cotação de R$ 20 e a empresa pagou R$ 1 em dividendos por ação. Portanto, o dividend yield é de 5%.

Essa fórmula diz respeito aos últimos doze meses de proventos e à cotação diária do papel. Por isso, o DY precisa ser recalculado constantemente.

Qual é a importância do dividend yield para os investimentos?

O dividend yield é útil para analisar os ganhos que você receberá a partir do quanto comprou em ações. Inclusive, há pessoas que conseguem viver de dividendos.

O DY é um dos componentes a serem analisados para comparar diferentes empresas. Seu objetivo deve ser montar uma carteira diversificada, mesmo que o foco em receber proventos recorrentes seja o mesmo para todos os papéis.

Se você ainda está na fase de acumulação de recursos, usar dividendos e juros sobre capital próprio para comprar mais ações é uma boa estratégia. Você aproveita o poder dos juros compostos para receber ainda mais dinheiro no longo prazo. Nesse caso, o DY serve como uma taxa de reaplicação de recursos.

Como analisar esse resultado?

Procure distribuições de lucros estáveis ou crescentes. A Selic, taxa básica de juros que serve como base de cálculo para as aplicações mais conservadoras do país, está em 2% ao ano. O dividend yield deve remunerar pelo menos acima de 2%, por conta da maior volatilidade trazida pela renda variável.

Os proventos geralmente partem de empresas maduras e com uma participação de mercado (market share) relevante. Esses negócios já devem ter um DY considerável, geralmente entre 5% e 7%. Outra possibilidade é escolher companhias que paguem um dividend yield menor hoje, mas com potencial de lucros e distribuições maiores no longo prazo.

Uma companhia pode ter um DY baixo porque está usando seus ganhos para seu próprio crescimento. Por exemplo, melhorar sua tecnologia ou expandir sua fábrica pode ser essencial para atingir novos patamares de lucros. Com isso, ela vai melhorar as distribuições de dividendos aos acionistas nos próximos anos.

Outros fatores a considerar

Porém, você não deve basear a compra de papéis apenas no dividend yield. Pense em uma ação que viu seu preço unitário cair muito por conta dos resultados trimestrais ruins da empresa, por exemplo.

Esse menor valor, por estar no denominador da fórmula do DY, fará a porcentagem ser alta. Da mesma forma, uma distribuição extraordinária de dividendos também puxa o indicador para cima de maneira insustentável.

O dividend yield deve ser apenas um dos componentes de uma análise fundamentalista. Os dividendos são pagamentos recorrentes, então seu foco deve estar no longo prazo.

Compre papéis apenas de companhias que você tenha concluído serem sólidas e com potencial de valorização nas próximas décadas. Alguns pontos a serem considerados nessa análise são capacidade de endividamento e gestão.

Também, veja o maior histórico possível de pagamentos de proventos para verificar sua frequência. Mas, como toda aplicação financeira, tenha a consciência de que lucros passados não são garantia de lucros futuros similares.

Muitos acionistas também se esquecem de considerar a cobrança de impostos v ista nos JCP: sempre compare DY líquidos. Por fim, fique de olho nas taxas, como a de corretagem, que são cobradas ao aplicar recursos na bolsa de valores.

O dividend yield é um indicador fundamental para qualquer interessado no mercado financeiro, principalmente quem busca remuneração recorrente.

Mas antes de comprar papéis com boa distribuição de lucros, entenda o que está por trás de um DY alto ou baixo. Também, procure sinais de solidez na companhia, a partir de uma análise fundamentalista. Agora que você já sabe tudo sobre dividend yield, confira se vale a pena comprar ações que estão baratas na bolsa.

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Como ficar milionário investindo um salário mínimo por mês

Se você está aqui é porque provavelmente já se fez a pergunta: como ficar milionário? Juntar um milhão de reais pode parecer um sonho distante, até mesmo impossível para algumas pessoas. Mas, diferentemente do que muita gente acredita, ele é possível e está ao seu alcance.

É justamente isso que vamos mostrar neste artigo. Você vai descobrir que atingir esse patrimônio é algo totalmente viável. Para isso basta ter planejamento, foco e aplicar estratégias de inteligência financeira.

Veja bem: não estamos falando de praticar atividades ilícitas ou ganhar na Loteria ou Mega Sena. Vamos abordar como fazer isso sem assumir quase nenhum risco ou contar com a sorte grande.

Se há interesse em descobrir como ganhar o seu primeiro milhão, continue a leitura deste post e saiba o que fazer!

Quanto é preciso investir para chegar ao primeiro milhão?

A fórmula para se tornar um milionário é muito simples — você deve investir um salário mínimo por mês.

Na data de publicação deste artigo o salário mínimo brasileiro equivale a R$ 1.045. Se você simplesmente poupasse esse montante mensalmente, precisaria de 956 salários para acumular R$ 1 milhão. Ou seja, levaria mais de 80 anos.

Mas nós não estamos simplesmente sugerindo que você guarde um salário mínimo por mês. Nossa fórmula exige que você invista todos os valores mensalmente de forma que o objetivo seja alcançado em um prazo muito mais curto.

Imagine que todo mês você aplicasse um salário mínimo em um título que rendesse uma taxa de 11% ao ano, por exemplo. Já descontados os impostos, a evolução do seu patrimônio seria a seguinte:

24 anos

24 anosObserve que no 24º ano, o seu patrimônio atingirá a marca de R$ 1 milhão e você entraria na lista dos milionários. Vamos combinar, 24 anos já é um prazo bem mais razoável do que 80!

O que são juros compostos e como contribuem para esse objetivo?

Mas como isso é possível? A explicação é puramente matemática e está baseada no poder dos juros compostos. Ao investir esses valores, eles renderão juros periodicamente.

Esses juros gerados são incorporados ao montante principal para calcular os juros do período seguinte. Somando-se os valores adicionados mensalmente, o bolo cresce exponencialmente, como se pode observar na curva do gráfico acima.

Onde investir para ficar milionário?

Um rendimento de 11% ao ano, líquido de impostos, é realista? Atualmente, sim. A taxa de juros básica da economia — a Selic — se encontra em 2% ao ano. É possível conseguir rendimento semelhante investindo, por exemplo, em títulos do governo por meio do Tesouro Direto.

Esses títulos são uma das alternativas mais seguras de investimento. Também oferecem hoje uma boa rentabilidade, já descontado o Imposto de Renda sobre os ganhos e as taxas de custódia.

Também é possível obter rentabilidades semelhantes e, em alguns casos, até maiores. Estamos falando de outros produtos de renda fixa, como Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), Fundos DI, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliárias (LCI). Entenda um pouco mais sobre cada um deles!

Tesouro Direto

O investimento no Tesouro Direto funciona de maneira muito semelhante a um empréstimo bancário. A diferença é que, aqui, você empresta o seu dinheiro ao governo federal, que devolve a quantia investida somada aos juros.

Esse tipo de empréstimo/investimento é considerado um título de renda fixa. Isso porque, decorrido um determinado período de tempo, você recebe o valor acrescido de juros.

Certificado de Depósito Bancário

O Certificado de Depósito Bancário é um título usado pelos bancos para captar dinheiro a ser utilizado em suas operações.

Ao investir em um CDB, você empresta o seu dinheiro ao banco para que ele ofereça a outras pessoas ou empresas. Em troca, recebe-se uma remuneração, na forma de juros.

Cada instituição bancária tem uma política distinta quanto à captação e empréstimo de dinheiro. Por isso, a rentabilidade varia muito de um banco para o outro.

Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio

O LCI e o LCA são ótimas opções de investimentos de renda fixa, pois, além da segurança, oferecem rendimentos maiores que a poupança. Além disso, são opções totalmente isentas do Imposto de Renda.

O LCI é um título emitido por bancos para captar recursos usados em financiamentos imobiliários. O LCA, por sua vez, refere-se a um título de crédito destinado ao agronegócio.

Fundos DI

Os Fundos DI também são conhecidos como Fundos de Renda Fixa Referenciados DI. Eles apresentam pelo menos 95% das aplicações em títulos atrelados ao CDI ou Taxa Selic.

São formados por títulos públicos ou privados, ambos de baixo risco. É importante destacar que, no caso de compra de cotas em fundos, você dá ao gestor liberdade de gerenciar o seu dinheiro.

O especialista busca pelas melhores alternativas do mercado, respeitando as regras da modalidade do fundo e que ofereçam maior rentabilidade.

Qual é a importância da inflação para chegar ao primeiro milhão?

Ao elaborar um planejamento financeiro é importante se lembrar do efeito da inflação e seu impacto ao longo do tempo. Porém, nos cálculos da simulação acima não consideramos essa implicação.

Utilizamos uma taxa de juros nominal de 11% ao ano em que você, de fato, vai acumular um montante de R$ 1 milhão em 24 anos. Entretanto, esse milhão não terá no futuro o mesmo poder de compra que tem hoje.

Para obter um patrimônio cujo poder de compra é equivalente a R$ 1 milhão hoje, devemos levar em consideração o efeito corrosivo da inflação. Portanto, precisamos descontar o nosso patrimônio mensalmente pela taxa de inflação esperada nos próximos anos.

Por outro lado, é razoável considerar que os salários também vão subir, acompanhando os índices de inflação. Dessa forma, os aportes mensais também poderão ser crescentes, seguindo a evolução dos salários.

Considerando o efeito de uma inflação estimada em 5% ao ano, nossa curva de crescimento do patrimônio ficaria da seguinte maneira:

35 anosPara alcançar um patrimônio cujo poder de compra é equivalente a R$ 1 milhão hoje, levaríamos 35 anos. Considerando que esse é o tempo mínimo de aposentadoria no Brasil (para homens), é ainda um prazo razoável de se atingir essa meta.

Como ficar milionário mais rapidamente?

Existem algumas maneiras de encurtar o prazo necessário para se tornar milionário. Um deles seria investir mais do que apenas um salário mínimo. Quanto maior o valor das parcelas mensais, mais rapidamente se chegará ao objetivo. Essa opção, no entanto, nem sempre é possível, devido a restrições orçamentárias.

Uma alternativa é buscar uma rentabilidade maior do que apenas o Tesouro Direto. Apesar de esse ser um investimento bastante seguro, é possível obter rentabilidades superiores sem correr grandes riscos adicionais.

Uma forma seria montar uma carteira balanceada e diversificada com ativos variados como CDBs, LCIs, LCAs, fundos e ações.

Vamos simular uma aplicação mensal de R$ 1.000 com uma rentabilidade média líquida de 13% ao ano (dois pontos percentuais acima do nosso cenário original):

27 anos

Nesse cenário, daria para se tornar milionário com poder de compra real em 27 anos.

Veja como o tempo está atrelado a diversos fatores externos. Eles devem ser considerados durante a elaboração da sua estratégia de composição de uma carteira de ativos.

Além disso, algumas boas práticas podem fazer toda a diferença no seu planejamento de investimento. Elencamos a seguir algumas delas, veja só!

Gaste menos do que ganha

Essa é a regra de ouro da educação financeira. Para começar a ganhar dinheiro você precisa aprender a lidar com ele de forma inteligente. E isso significa gastar menos do que você ganha.

Se o seu objetivo é começar a guardar dinheiro e investir, deve mudar alguns dos seus principais hábitos com as finanças e gastar apenas o essencial. Na etapa de planejamento financeiro, que trataremos adiante, você vai entender melhor como organizar as suas despesas.

Pague suas dívidas

Outro passo importante é quitar todos os seus débitos. Se você tem um carro financiado, empréstimo no banco ou qualquer outra dívida — vencida ou não —, esse é o momento de quitá-la.

É bastante notável que esse movimento vai trazer fôlego para as suas finanças e ajudar na hora de começar a guardar dinheiro. Além disso, é crucial ter muito cuidado com o uso do cartão de crédito. Afinal, ele é uma excelente forma de pagamento, mas deve ser utilizado com cautela.

Crie um planejamento financeiro

Outra etapa neste processo é a criação de um planejamento financeiro. Entenda que o controle das suas finanças parte de um bom plano, pensado e documentado para ação.

Por isso, coloque no papel todas as suas contas fixas e variáveis. Visualize seus pontos fortes e fracos e comece a pensar nos seus objetivos e metas.

Estabeleça metas desafiadoras

O planejamento financeiro ajuda na organização e permitir que você enxergue melhor as suas finanças. Ele auxilia também na definição das suas metas, de uma maneira clara, realista e até ousada.

A partir do mapeamento das suas informações pessoais você consegue estabelecer metas de curto, médio e longo prazos. Elas norteiam suas atitudes presentes e futuras e contribuem com cada vez mais dinheiro sobrando no final do mês.

Aprenda sobre o mercado de investimentos

Se você quer se tornar um milionário, precisa conhecer mais sobre o mercado de investimentos. Logo, é uma ótima ideia investir em educação financeira.

Isso não significa que você deve se tornar especialista e aprender tudo da noite para o dia — até porque isso é impossível. Entretanto, dá para começar a enxergar o mercado de uma maneira diferente, começando aos poucos.

Você pode acompanhar as notícias, entender os conceitos e termos técnicos, assistir a palestras e consumir conteúdos em sites de empresas especializadas. Como o nosso blog Magnetis, por exemplo.

O acesso à informação qualificada é bem democratizado e muitas empresas produzem conteúdos relevantes. Algumas até os disponibilizam gratuitamente para quem tiver interesse em aprender mais sobre investimentos.

Invista de forma contínua

Uma lição importante das simulações acima é que devemos investir de forma contínua. Poupar um pouco todo mês é mais fácil do que destinar um montante grande, uma única vez ao ano, a um investimento, concorda?

Poupar R$ 1.000 por mês para investir é mais acessível do que aplicar R$ 12 mil de uma única vez, por exemplo. No fim, o montante poupado é igual. Porém, ao economizar mensalmente, você suaviza o efeito no seu orçamento mensal, além de contar com o grande auxílio dos juros compostos.

Ao fazer aplicações periódicas, também dá para amenizar o efeito do market timing — o desafio de acertar o momento exato de investir. Trata-se de investir logo antes do mercado subir e vender os ativos antes de cair. Alcançar o momento certo de forma recorrente é praticamente impossível.

Faça melhores investimentos e siga seu planejamento

Vale a pena pesquisar investimentos mais rentáveis e com menores custos e decidir por aqueles que sejam condizentes com o seu estilo. Para isso, estude o mercado e conheça o seu perfil de risco.

Outra maneira é buscar ajuda de um profissional, por meio de uma consultoria de investimentos. Esses consultores são especialistas, com conhecimento de mercado, que indicam os melhores produtos financeiros de acordo com perfil, objetivos e necessidades de cada cliente.

A contratação de um consultor permite um atendimento personalizado, caso você não tenha conhecimento aprofundado do mercado. Isso ajuda você a entender melhor sobre cada produto e oportunidade de acordo com seu objetivo principal: conquistar o seu primeiro milhão de reais.

Como deu para ver, qualquer um pode se tornar milionário. É claro que isso exige dedicação, planejamento, controle de finanças, educação financeira e foco. O suporte de empresas especializadas também ajuda na composição de uma carteira alinhada aos seus objetivos, metas e prazos.

O mercado oferece diferentes produtos e opções e mesmo quem ainda não tem um salário mínimo mensal disponível pode começar. Não tem por que esperar! Agora que você já sabe como ficar milionário, é só colocar as nossas dicas em prática. Aproveite também para fazer o nosso quiz, descobrir se seus investimentos estão seguros e como melhorá-los!

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Diversificar a carteira com FIC? Saiba o que é e veja as vantagens!

A diversificação da carteira é um princípio fundamental para atingir maiores rentabilidades e diminuir riscos. Uma forma de ter ativos complementares sem ter de acompanhar diversas aplicações é escolher um Fundo de Investimento em Cotas (FIC).

Veremos em mais detalhe as características de um FIC, na comparação com um fundo de investimento comum. Mostraremos também as vantagens e desvantagens de aportar em um Fundo de Investimento em Cotas — e como fazer essa aplicação. Vamos lá?

O que é FIC?

O Fundo de Investimento em Cotas (FIC) tem como estratégia aplicar quase todos os recursos em cotas de um fundo só ou de vários fundos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) define que ao menos 95% do patrimônio do FIC seja para adquirir cotas de fundos da mesma classe. 

Um FIC FIA (Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimentos em Ações) deve direcionar 95% do patrimônio para cotas de fundos de ações. Os 5% restantes podem ser alocados em outros ativos, como títulos públicos.

O mais flexível é o FIC FIM (Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimentos Multimercado). Esse FIC pode investir em diversos tipos de aplicações, respeitando a política definida pelos próprios gestores e descritas no regulamento do fundo.

Quais são as suas principais características?

Prazo

Como todo fundo de investimentos, o FIC possui um prazo flexível de retirada dos recursos. Basta solicitar o resgate dos seus recursos pela própria plataforma de aplicação. Lembre-se que a liquidação depende do prazo de cada veículo.

Siglas como D+1, D+30 ou D+60 indicam em quantos dias você receberá em conta o dinheiro que pediu para sacar do fundo.

Rentabilidade

A rentabilidade de um FIC costuma acompanhar a do fundo do qual ele comprou cotas. Porém, lembre que o custo já existente no ativo comprado se soma aos custos do próprio FIC.

Para saber melhor o retorno, confira a lâmina do Fundo de Investimento em Cotas e a do fundo de que ele comprou participações. A lâmina é um documento que apresenta as informações principais de um fundo de investimentos. A diferença na rentabilidade deve ser visível, mas não grande. Uma discrepância ampla pode denunciar taxas altas demais. 

Taxas

O FIC cobra as taxas comuns aos fundos de investimentos. A primeira delas é a taxa de administração, cobrada para remunerar o trabalho dos gestores. Essa taxa anual incide sobre todo o valor aplicado (principal e rendimentos). Alguns veículos também cobram a taxa de performance dos fundos, caso a rentabilidade supere o benchmark estipulado no período. Alguns exemplos são o CDI e o Ibovespa.

Também vale ficar de olho em impostos. Há cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) caso você resgate seus recursos nos primeiros 30 dias de aplicação. 

Além disso, o Imposto de Renda é cobrado de forma antecipada nos fundos de investimento. Essa antecipação é conhecida como come-cotas. O valor que será cobrado varia de acordo com o tempo ou o tipo de aplicação.

Riscos

O risco de colocar recursos em um FIC está ligado ao risco visto nos fundos dos quais se compram as cotas. Esses riscos podem ser de liquidez, de crédito ou de mercado, por exemplo.

O FIC pode comprar cotas de diversos fundos, fragmentando o risco em diversas aplicações. Dessa forma, você está comprando todos os fundos que o FIC escolhe a um custo menor do que aplicar separadamente. Quando um dos fundos desvalorizar, outro pode compensar esse prejuízo. A rentabilidade do FIC será uma média dos ganhos e perdas das cotas nesses diversos fundos.

A estratégia é conhecida comodiversificação. Ela é fundamental para montar uma boa carteira e proteger seu capital de uma grande oscilação de valores. Caso seu FIC compre cotas de apenas um fundo, tente colocar recursos em aplicações que sejam complementares.

Lembre também que o FIC não tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Essa é uma segurança ao aportador caso a instituição financeira não consiga honrar pagamentos, como no caso de falência.

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Quais são as vantagens de ter FIC na carteira?

Aporte inicial

O Fundo de Investimento em Cotas também é conhecido como feeder, ou fundo de fundos. O fundo do qual o feeder compra ações é chamado de fundo master. Geralmente, é um veículo com estratégias complexas e valor inicial de aplicação alto. 

O FIC pode reunir os recursos de diversos cotistas, permitindo o acesso mesmo com recursos individuais baixos. Um fundo que teria aplicação inicial de R$ 20 mil, por exemplo, pode baixar para R$ 1 mil por meio de um FIC.

Transparência

Ao se tornar cotista de um FIC, você receberá informativos sobre assembleias e sobre alterações no fundo. Também terá acesso a relatórios de rentabilidade e a cartas aos cotistas, que explicam as estratégias adotadas no mês e projeções futuras.

Gestão

Aplicar os recursos em um FIC pode ser uma boa alternativa a quem não tem tempo disponível para acompanhar as movimentações do mercado financeiro. O FIC é administrado por gestores especializados, que buscam as melhores oportunidades.

Rentabilidade

O Fundo de Investimento em Cotas tem uma rentabilidade que varia com sua estratégia. Como vimos, existem FICs que investem em renda fixa, em renda variável ou em ambos. Cada estratégia tem um benchmark diferente. Sempre acompanhe o desempenho do FIC, mas sabendo que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Facilidade

Como vimos, o FIC é administrado por gestores especializados. Aplicar seus recursos em um FIC é mais simples do que comprar cotas em diversos fundos. Mais simples ainda quando comparamos com montar uma carteira própria de títulos públicos, títulos privados e ações. Você só precisa acompanhar o desempenho de uma aplicação tendo um FIC, assim como taxas associadas só incidirão nesse fundo.

Quais são as diferenças entre FIC e FI?

A sigla FI significa apenas fundo de investimento. Ou seja, uma modalidade de aplicação que reúne diversas Pessoas Físicas ou Jurídicas (cotistas) que compartilham a mesma estratégia para seus recursos. O FIC seria uma classe do FI, focada em comprar cotas de outros fundos de investimento.

Objetivos

O objetivo de um FIC é realizar um aporte indireto em fundos de investimento. Já o FI faz o aporte direto de acordo com sua estratégia, comprando ativos como títulos públicos, títulos privados e ações.

Ativos

O Fundo de Investimento em Cotas pode ser mais diverso do que um fundo de investimento comum. Mesmo que sua estratégia seja de renda fixa, por exemplo, o FIC pode comprar cotas de vários fundos que aportam em renda fixa. Dessa forma, o cardápio de ativos do FIC é mais diverso do que o do FI.

Como investir em FIC?

A aplicação em um FIC acontece da mesma forma que uma aplicação em FI. Abra uma conta em banco ou corretora de preferência, escolha um Fundo de Investimento em Cotas e veja as condições para aportar nesse FIC.

Vimos como um Fundo de Investimento em Cotas pode ser uma alternativa para diversificar a carteira com gestão especializada e sem precisar acompanhar diversas aplicações. Mas é preciso ficar de olho nas taxas cobradas e nos relatórios de desempenho. Agora que você já sabe tudo sobre FIC, saiba mais sobre os fundos de pensão!

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Conheça 3 empresas que pagam dividendos mensais

A pandemia trouxe ainda mais incertezas ao mundo das aplicações financeiras. Quem coloca dinheiro na renda variável precisa acompanhar as novas projeções do mercado financeiro e adequar a carteira de aplicações. Mais do que nunca, é preciso escolher companhias com gestão e endividamento saudáveis. E um indicativo de portfólio com solidez é aportar em empresas que pagam dividendos mensais.

Os dividendossão um pedaço do lucro distribuído aos acionistas de uma companhia. Essas remunerações geralmente vêm de empresas que estão em uma fase madura e que já têm uma boa participação de mercado.

Benjamin Graham, autor do livro “O Investidor Inteligente”, falava sobre como dividendos recorrentes mostram a qualidade de uma empresa. Por isso, vamos apresentar algumas empresas que estão pagando dividendos mensais. Vamos lá?

Empresas que pagam dividendos mensais

1. Itaú Unibanco

O Itaú, criado em 1945, é um dos maiores bancos privados do país. A instituição afirma, em seu site de relações com os aportadores, remunerar seus acionistas com pagamentos mensais e complementares. Essas distribuições acontecem desde julho de 1980.

A companhia remunera R$ 0,015 por ação, seja ela ordinária (ON) ou preferencial (PN). É importante saber que as ações preferenciais dão preferência na distribuição de dividendos. Além de pagamentos mensais, o banco costuma distribuir pagamentos adicionais duas vezes por ano.

O pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) do Itaú prevê a distribuição de pelo menos 35% do lucro líquido recorrente anual. Lembrando que, por lei, as companhias precisam distribuir no mínimo 25% do lucro.

A diferença entre os dividendos e os juros sobre capital próprio está nos impostos cobrados. Os dividendos são isentos de tributação, enquanto é preciso descontar 15% dos JCP por causa do Imposto de Renda.

2. Bradesco

O Bradesco, criado em 1943,também está entre os maiores bancos privados do país. A instituição afirma em seu site de relações com aportadores que foi a primeira empresa do setor financeiro a distribuir dividendos mensalmente aos acionistas.

O banco paga cerca de R$ 0,017 por ação ordinária e cerca de R$ 0,019 por ação preferencial na forma de JCP. Ele também faz pagamentos complementares ocasionalmente, mas na forma de dividendos.

3. Banco Banestes

O Banco do Estado do Espírito Santo S.A. foi criado em 1937. Diferentemente do Bradesco e do Itaú, o Banestesé público — sua administração cabe ao governo do Espírito Santo.

A instituição financeira distribui rendimentos mensalmente, por meio de JCP, e também paga dividendos a cada seis meses. O valor é o mesmo para ações ordinárias ou preferenciais, de cerca de R$ 0,021 por ação.

Como você pode ver, o setor financeiro tradicionalmente paga dividendos mensais. Isso acontece porque essas empresas já precisam reportar resultados mensalmente ao Banco Central. Porém, lembre que as agendas de dividendos são apenas previsões. Visto que o calendário pode ser reformulado, acompanhe as assembleias e as páginas de relações com aportadores.

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O dividend yield no setor financeiro

O dividend yield é um indicador útil para saber se uma empresa é boa pagadora de dividendos. Ele é calculado pela razão entre o dividendo pago por ação e o valor desse papel. Quanto maior o percentual, maior o retorno ao acionista.

Veja o dividend yield dos três bancos que mencionamos:

  • Itaú Unibanco — nos últimos 12 meses, ficou em 5,54% (ON) e 5,30% (PN). Em 2019, o indicador foi de 7,9% (ON) e 8% (PN);
  • Bradesco — nos últimos 12 meses, ficou em 8,89% (ON) e 9,13% (PN). Em 2019, o indicador foi de 6,46% (ON) e 6,23% (PN).
  • Banestes — nos últimos 12 meses, ficou em 6,11% (ON) e 4,62% (PN). Em 2019, o indicador foi de 5,2% (ON).

O Itaú Unibanco lidera a lista, elaborada pela Economática, de empresas com os maiores dividend yields esperados para 2020. A consultoria levou em conta o volume de dividendos distribuídos em 2019 e o preço de cada papel no último dia útil do ano passado. Também considerou companhias que pagassem dividendos a uma proporção acima da taxa Selic no final de 2019.

Hoje, com a taxa básica de juros a 2% ao ano, o dividend yield dessas empresas parece ainda mais atrativo. Por isso, procure companhias que paguem ao menos uma proporção equivalente à Selic. Afinal, seu risco precisa ser remunerado com uma maior rentabilidade.

Em 2020, o pagamento projetado é de 8,95% para quem tem ações ordinárias do Itaú Unibanco. Outros bancos participam da lista:

  • ABC Brasil (5,44%);
  • Banco do Brasil (4,83%);
  • Banrisul (5,75%);
  • Bradesco (5,54%);
  • Santander (4,22%).

Outros setores que apresentam bons dividend yields

O setor financeiro não é o único que apresenta bons dividend yields. Participam da lista da Economática empresas de água e saneamento, construção, energia, logística, metalurgia, seguros e varejo. Veja alguns exemplos:

  • Sanepar (4,35%);
  • MRV (5,16%);
  • Cemig (5,26%);
  • Tegma (4,17%);
  • Tupy (4,45%);
  • BB Seguridade (4,19%);
  • brMalls (5,40%).

O que levar em conta ao escolher uma ação

Mas não basta analisar a frequência e o volume de dividendos ou o dividend yield para decidir quais papéis comprar. O primeiro ponto é saber se essa distribuição de lucros é saudável para o estágio da companhia.

Se ela ainda está em amadurecimento, deixar de pagar dividendos pode ser essencial. Assim, a empresa terá caixa para investir em novos produtos e serviços, expandir sua participação de mercado e finalmente distribuir lucros ainda maiores aos acionistas.

Como o dividend yield é a razão entre dividendos e preço da ação, o indicador pode estar alto porque o preço do papel caiu muito. Por isso, quanto maior for o histórico de distribuição de lucros analisado, mais certeira será sua decisão.

A regra mais importante é colocar seu dinheiro em companhias que você julga serem sólidas, a partir de uma análise fundamentalista. Afinal, a ideia é receber dividendos ao longo de vários anos.

Empresas que pagam dividendos mensais são uma boa alternativa para este período de incerteza ainda maior no mercado. Companhias do setor financeiro costumam fazer essa distribuição mensal dos lucros, mas outros segmentos também apresentam oportunidades. Agora que você já sabe como escolher boas pagadoras de dividendos, aprenda sobre outro investimento lucrativo diante dos juros atuais: o venture capital.

análise de investimentos

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