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Ação da Vale cai mais de 1% com temores renovados sobre coronavírus; Eletrobras salta 6% com fala de secretário

SÃO PAULO – A sessão é de queda para o Ibovespa, acompanhando o mau humor internacional por conta dos alertas sobre os efeitos econômicos do coronavírus, intensificados após a Apple afirmar que não irá conseguir cumprir seu guidance de receita para o trimestre até março devido aos efeitos do fechamento das plantas na sua cadeia de fornecedores na China por conta da doença. A Vale (VALE3) registra queda de mais de 1%, enquanto Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) registram movimentos distintos na bolsa.

Já a Totvs (TOTS3) cai mais de 4% após a forte alta da véspera, após a companhia ter a recomendação reduzida de overweight (exposição acima da média) para neutra pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 89, o que implica em potencial de alta de 6,3%
ante o último fechamento.

“O desempenho recente das ações [da Totvs] ‘reflete adequadamente’ as melhorias operacionais no principal negócio da empresa e os desenvolvimentos no front de fintech”, escreveu Marcelo Santos, analista do JPMorgan, em nota.

No radar de balanços, a Multiplan (MULT3) e a Cesp (CESP6) veem seus papéis subirem forte na esteira de balanços considerados positivos.  Entre as maiores altas do Ibovespa, atenção para a Marfrig (MRFG3), que na véspera já havia subido forte com os investidores à espera dos resultados.

Já o IRB (IRBR3), que iniciou a sessão estendendo os ganhos registrados desde a última sexta, virou para queda. Na semana passada, a companhia de resseguros registrou a maior queda do índice na esteira de uma segunda carta da gestora Squadra contestando a recorrência dos números da companhia. Após o fechamento do mercado, serão revelados os dados financeiros referentes ao quarto trimestre.

Ainda em destaque, após subir 34% na sua estreia na bolsa, a ação da Priner registra mais um dia de fortes ganhos, chegando a subir mais de 20%.

A Eletrobras (ELET3;ELET6), por sua vez, sobe forte após Salim Mattar, secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, afirmar que o modelo de privatização da Eletrobras deve ser definido nos próximos dias.

Confira os destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)

O ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), decidiu ontem considerar ilegal a greve dos petroleiros da Petrobras, iniciada há 18 dias. Cabe recurso contra a decisão. A previsão é de que o dissídio coletivo seja julgado pelo TST no dia 9 de março.

Na decisão liminar, o ministro também autorizou a estatal a impor sanções disciplinares contra os grevistas, entre elas, corte de salário e demissão por justa causa como forma de garantir o cumprimento do efetivo de 90% dos petroleiros trabalhando para não interromper a produção da Petrobras.

Na decisão, Ives Gandra Filho entendeu que a greve é abusiva porque não foram cumpridas diversas determinações de outras liminares concedidas à empresa para garantir as atividades.

“As medidas judiciais até o momento deferidas, concernentes a bloqueio de contas bancárias e autorização de retenção de repasse de mensalidades associativas e contratação emergencial de pessoal não têm surtido efeito em coibir os abusos, até porque a maioria das entidades sindicais, cientes das ordens judiciais, promoveram esvaziamento prévio de contas, a par de se ter notícia da hostilização de trabalhadores contratados em caráter emergencial”, disse o ministro.

A greve foi deflagrada para protestar contra as demissões que devem ocorrer na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que deve ser fechada pela Petrobras. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a suspensão das atividades vai provocar a demissão de mil trabalhadores. De acordo com a FUP, o acordo coletivo de trabalho não está sendo respeitado pela estatal.

A Petrobras afirmou ter notificado as entidades sindicais da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que definiu como abusiva e ilegal a greve dos petroleiros iniciada no primeiro dia deste mês.

Em nota divulgada à imprensa, acrescentou que “aguarda que todos os empregados retornem às suas atribuições imediatamente”.

A empresa também reiterou que a paralisação não interferiu na sua produção, mantida por “equipes de contingência e de empregados que não aderiram ao movimento”. E acrescentou que a produção diária e os estoques de combustíveis garantem a oferta ao mercado e evitam o desabastecimento.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Salim Mattar, secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, disse que o modelo de privatização da Eletrobras deve ser definido nos próximos dias.

Para o secretário, será possível que a capitalização da estatal de energia caminhe ainda este ano. Segundo ele, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estão convencidos da necessidade disso.

“As conversas estão indo muito bem”, afirmou o secretário. “Temos grandes aliados na Câmara e no Senado”, disse também.

Mattar afirmou que em poucos dias o governo pretende concluir a modelagem da capitalização. “Estamos alinhavando e finalizando a modelagem para o mercado e para o governo, pois como é uma empresa que pertence ao pagador de impostos, temos de vender a perda de controle pelo melhor valor possível”, disse.

O secretário ressaltou que a Eletrobras tem uma capacidade de investir até R$ 4 bilhões por ano, menor do que a necessária. Segundo ele, se a empresa não for capitalizada, a consequência será perda de participação de mercado.

Priner (PRNR3)

Após subir 34% na sua estreia na bolsa, a ação da Priner registra mais um dia de fortes ganhos, chegando a subir mais de 20%.

A empresa captou R$ 173,9 milhões em sua oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês); a oferta poderia ter sido acrescida em até 3.478.261 ações, o que não aconteceu.

A Priner atua no segmento de serviços e manutenção industrial para negócios de óleo e gás, mineração, papel e celulose, petroquímica, siderurgia e também para o setor naval.

Entre os trabalhos desenvolvidos pela companhia está a pintura industrial, o tratamento de superfícies e o habitáculo pressurizado.

Itaúsa (ITSA4

A Itaúsa publicou balanço na noite de ontem e comunicou um lucro líquido de R$ 3,45 bilhões no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 37,6% sobre igual período de 2018. Em 2019 inteiro, o lucro da holding Itaúsa avançou 9,3% para R$ 10,3 bilhões. Segundo a holding, esse resultado foi não recorrente e obtido com ganhos da abertura de capital da XP Investimentos e de reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

O lucro líquido recorrente da Itaúsa caiu 5,4% no quarto trimestre, para R$ 2,5 bilhões. Em 2019 inteiro, a Itaúsa teve um lucro líquido recorrente de R$ 9,7 bilhões, um crescimento de 3,6% sobre 2018. A Itaúsa informou que pagará dividendos aos acionistas no dia 6 de março.

CESP (CESP6

A Companhia Energética de São Paulo informou na noite de ontem seus resultados do quarto trimestre do ano passado e de 2019. A companhia comunicou que obteve um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre de 2019. O resultado representou um aumento de mais de R$ 1,2 bilhão sobre o mesmo período de 2018, quando a empresa lucrou R$ 59 milhões. O principal motivo para o lucro líquido ter sido tão forte no último trimestre – maior até que o do ano inteiro – foram créditos tributários do IR e da CSLL, no valor de R$ 1 bilhão, que a Cesp recebeu no quarto trimestre. A empresa também informou no balanço que conseguiu reduzir as suas contingências em R$ 1,5 bilhão no ano passado.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) foi de R$ 257 milhões no quarto trimestre, quadruplicando sobre os R$ 64 milhões de igual trimestre de 2018. A receita líquida da Cesp foi de R$ 432 milhões no quarto trimestre, expansão de 6% sobre igual período de 2018. O lucro líquido da empresa em 2019 inteiro foi de R$ 1,16 bilhão, mais que triplicando sobre os R$ 294 milhões de 2018.

O EBITDA ajustado em 2019 foi de R$ 751,8 milhões, uma expansão de 50% sobre 2018. Já a receita líquida caiu 4% no ano passado, para R$ 1,57 bilhão. A Cesp informou ontem que pagará R$ 606 milhões em dividendos de 2019 aos acionistas. O pagamento será feitos em duas tranches em abril e novembro.

O Itaú BBA e o Credit Suisse analisaram o balanço da CESP e comentaram que os resultados da empresa vieram acima das estimativas. O BBA comentou que as surpresas positivas da CESP foram os créditos fiscais de R$ 1 bilhão que a geradora e transmissora de energia recebeu no quarto trimestre. Este fator não recorrente elevou o lucro líquido a R$ 1,3 bilhão no período. “Outro ponto positivo é o pagamento de R$ 606 milhões em dividendos relativos a 2019, um payout de 52%, a ser pago em abril e outubro”, comentou o BBA.

O Itaú BBA manteve a nota “outperform” (acima da média) para o papal CESP3. O preço-alvo da ação passou de R$ 34,67 para R$ 37,00, alta de 7% e recomendação de compra.

O Credit Suisse também avaliou que os créditos fiscais foram decisivos para o forte resultado do quarto trimestre. “A companhia começou a usar os créditos fiscais, que, combinados com despesas financeiras menores que o esperado, impulsionaram o lucro líquido”, avalia o banco suíço. O CS também nota que a dívida líquida recuou 24,1% para R$ 1 bilhão, fazendo cair em consequência a alavancagem da CESP de 2,4 vezes (2,4x) no terceiro trimestre de 2019 para 1,3 vez (1,3x) no quarto.

Braskem (BRKM5)

A Braskem assinou um termo de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) no montante de R$ 40 milhões para implementação do Programa para Recuperação de Negócios e Promoção de Atividades Educacionais dos moradores e trabalhadores nos bairros de Mutange, Bom Parto, Pinheiro e Bebedouro, em Maceió, Alagoas.

“Tal programa consiste no apoio à construção de creches e escolas e realização de cursos de capacitação profissional, bem como apoio à Defesa Civil na contratação de pessoal qualificado para a continuidade do processo de monitoramento das áreas de risco dos bairros mencionados”, afirma a petroquímica.

Com o acordo, o MPT concordou pelo encerramento da ação civil pública e dos pedidos de bloqueio feitos em tal ação.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes  viu seu lucro líquido despencar 56,5% no quarto trimestre de 2019, na comparação com igual período de 2018, totalizando R$ 440,6 milhões. O resultado, no entanto, ficou acima da expectativa de analistas consultados pela Bloomberg, que previam uma cifra de R$ 277 milhões.

Já a receita líquida da companhia fechou os três últimos meses do ano passado em R$ 2,44 bilhões — também superando as estimativas, que eram de R$ 2,11 bilhões. Sobre o mesmo período de 2018, houve crescimento de 11,5%.

A empresa também conseguiu apresentar resultado melhor do que os analistas esperavam para o seu Ebitda ajustado, que totalizou R$ 640,9 milhões no quarto trimestre de 2019, contra a expectativa de R$ 465,5 milhões do mercado. Sobre o mesmo período de 2018, porém, houve queda de 40,4%.

No acumulado de 2019, o lucro líquido da companhia atingiu R$ 592,7 milhões, 52% menor do que o resultado de 2018 (R$ 1,236 bilhão). Já a receita líquida subiu 8,6% na mesma base de comparação, ficando em R$ 7,808 bilhões.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado da empresa caiu 22,5% em 2019 sobre 2018, totalizando R$ 1,319 bilhão.

O Itaú BBA avaliou o balanço da Guararapes, controladora das Lojas Riachuelo, como “ligeiramente positivo”. O BBA ressaltou que os resultados do quarto trimestre de 2019 da empresa vieram acima das expectativas, com a divisão de varejo reportando crescimento no topo das projeções, embora com uma margem EBITDA ainda pressionada. “Um forte desempenho das vendas mesmas lojas indica a continuação da tendência de recuperação do varejo”, comentou o BBA, que manteve a nota “outperform” para o papel GUAR3, com preço-alvo de R$ 31,00 na ação para 2020.

Multiplan (MULT3

A Multiplan, administradora de shopping centers, publicou o balanço de 2019 na noite de ontem e informou um crescimento de 10,6% no lucro líquido no quarto trimestre, para R$ 164,5 milhões. A empresa comunicou um lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) de R$ 252,4 milhões no quarto trimestre, expansão de 9,9% sobre igual período de 2018. Já a receita líquida no quarto trimestre de 2019 cresceu 5,5% sobre igual período do ano anterior, para R$ 367,4 milhões. Os resultados do ano inteiro de 2019 também mostraram crescimento, sem considerar o resultado financeiro com as ações MULT3.

A receita líquida no ano passado teve expansão de 6,2% sobre 2018 para R$ 1,3 bilhão. O EBITDA ajustado cresceu 4,5% para R$ 997,6 milhões. O lucro líquido ajustado subiu 11,7% em 2019 para R$ 536,5 milhões. A Multiplan administra 19 shopping centers no Brasil, dos quais é dona ou tem participação em 18 deles. Entre os centros comerciais estão o BH Shopping, Morumbi Shopping e Barra Shopping. Em outra nota divulgada à CVM na noite de ontem, a Multiplan informou que comprou os 20% restantes do BH Shopping, que agora passa a ser “100%” da empresa.

O Credit Suisse comentou que os resultados foram “bastante positivos”. O banco reforçou a recomendação “outperform” (acima da média) para a ação, e elevou o preço-alvo para R$ 39,50. “O crescimento dos aluguéis (das lojas nos shoppings) deve ser sustentado e podemos esperar lucros pela frente, considerando o forte crescimento dos shoppings e as aquisições com adição de valor”, comentou o CS. Já o Itaú BBA avaliou que os resultados da Multiplan foram “ligeiramente positivos” e vieram dentro das projeções do banco para a empresa. “As vendas foram o destaque do quarto trimestre, com o Morumbi Shopping na liderança”, comentou o BBA. “Os resultados financeiros chegaram mais fortes que o esperado, embora impostos mais altos no quarto trimestre tenham reduzido o lucro para dentro das projeções. Mantemos nossa recomendação ‘outperform’ para a Multiplan, com um preço-alvo de R$ 38,70 para o papel em 2020”, recomenda o Itaú BBA.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Bradesco aprovou o pagamento de R$ 490,9 milhões em dividendos complementares aos acionistas, relativos a 2019. Segundo o banco, serão pagos R$ 0,058213963 por ação ordinária (BBDC3) e R$ 0,064035359 para cada ação preferencial (BBDC4), sem imposto de renda na fonte. O Bradesco comunicou que o pagamento será feito em 28 de fevereiro.

Randon (RAPT4)

A Randon anunciou que fará investimentos de R$ 220 milhões em 2020, enquanto a empresa projeta uma receita bruta de R$ 7,7 bilhões e uma receita líquida consolidada de R$ 5,5 bilhões para este ano.

“Tais indicadores foram validados no processo de planejamento estratégico da companhia e respaldados pela avaliação do cenário macroeconômico doméstico e dos países com os quais ela mantém relações comerciais, bem como, indicadores setoriais e da indústria automotiva”, destacou a companhia.

(com Agência Brasil e Agência Estado)

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Stone entra na Justiça contra Banco Safra por práticas desleais no mercado de maquininhas

*Reportagem atualizada às 16h (18/2) para incluir despacho que derrubou liminar a favor da Stone no processo

SÃO PAULO — A forte concorrência entre as empresas de maquininhas para garantir maior participação no mercado de meios eletrônicos de pagamentos no país acaba de ganhar um novo capítulo na Justiça.

Segundo informações do Estadão/Broadcast, a Stone entrou com uma ação contra o Banco Safra na 2ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem de São Paulo. O motivo seria a estratégia do SafraPay, que é acusada pela fintech carioca de ter aliciado 61 vendedores em um período de seis meses.

A Stone afirma que a concorrente ofereceu aos seus vendedores pacotes de remuneração mais vantajosos para que eles violassem informações contratuais confidenciais e sigilosas de seus clientes, estratégias, preços e operações. A empresa também apresentou à Justiça uma lista de consultores que pediram demissão e migraram para o concorrente e relatos de declarações de funcionários abordados pelo Banco Safra.

O unicórnio brasileiro, que fechou o dia em queda de 0,45% na Nasdaq, mas conseguiu recuperar suas perdas no after-market da Bolsa americana — quando ocorre negociações após o término do pregão —, fechando o dia em US$ 42,01, solicita que o processo judicial seja mantido em sigilo, a proibição de abordagem de seus funcionários, do uso de informações sensíveis e o fim do uso de links patrocinados que associavam sua marca à do Safra em uma campanha que estaria estimulando boatos sobre sua imagem e solidez financeira.

Os pedidos não foram acatados integralmente pelo juiz Luís Felipe Bedendi, que não concedeu segredo de Justiça e entendeu que o Safra não estaria violando nenhuma lei ao utilizar links patrocinados envolvendo a marca Stone.

Em seu despacho, o juiz determinou que o banco pare de abordar os empregados da concorrente e também proibiu o uso de informações sensíveis da concorrência.

Na segunda instância, o desembargador Cesar Ciampolini Neto modificou a decisão que proibia o Banco Safra de abordar e contratar funcionários da Stone sob a justificativa da garantia constitucional de liberdade de trabalho. No parecer, o relator afirma que a abordagem de potenciais funcionários em canais de comunicações dedicados ao meio profissional “é praxe usual em contratações em um mercado aquecido”.

O mérito da ação ainda será julgado, sem prazo previsto.

Em nota enviada ao InfoMoney, a Stone afirmou não comentar processos em andamento.O Banco Safra fez a contestação do caso que está sub júdice.

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Ibovespa cai abaixo de 115 mil pontos e dólar sobe após alerta da Apple sobre impactos do coronavírus

SÃO PAULO – O Ibovespa segue o clima de aversão ao risco do exterior e recua nesta terça-feira (18). Pesa no humor o alerta feito pela Apple sobre as consequências econômicas do coronavírus, apontando para impactos em sua produção.

Às 12h30 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registrava perdas de 0,99%, aos 114.173 pontos, enquanto o dólar comercial subia 0,54%, cotado a R$ 4,3521 na compra e R$ 4,3528 na venda. O dólar futuro com vencimento em março, por sua vez, tinha ganhos de 0,55%, para R$ 4,354.

Já os contratos de juros futuros operam sem uma direção definida. O contrato com vencimento em janeiro de 2022 registra baixa de um ponto-base, a 4,70%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avança um ponto-base, a 5,27%, seguido pela alta de três pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 5,99%.

Ontem, a Apple alertou que não vai conseguir cumprir seu guidance de receita para o trimestre até março, devido aos efeitos do fechamento das plantas na sua cadeia de fornecedores na China por conta do vírus.

A empresa de tecnologia afirmou que, mesmo com as instalações para produção no país terem sido reabertas, elas estão retomando as atividades em um ritmo mais lento que o esperado. Por isso, o fornecimento mundial de peças para iPhones será afetado.

Isso trouxe maior aversão ao risco para o mercado por sinalizar que os efeitos do coronavírus para a produção das empresas estão sendo maiores do que esperado. Por outro lado, vale destacar que o número de novas infecções registradas em um único dia na China permaneceu abaixo de 2 mil pela primeira vez desde 30 de janeiro.

Ainda no exterior, o bancos HSBC anunciou cortes de até 35.000 empregados e uma drástica reorganização em regiões que estão com uma performance aquém do esperado, principalmente EUA e Europa. Segundo a equipe da XP, apesar de não haver nenhum impacto direto no Brasil, a notícia demonstra os desafios crescentes no mundo para o setor bancário. Os papéis do banco registram queda de 5%.

Somado a esse cenário já negativo, o índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de 26,7 pontos em janeiro para 8,7 pontos em fevereiro, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto alemão ZEW. O resultado ficou bem abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda mais contida do indicador, a 21 pontos.

Contudo, na China continental, os mercados subiram após Pequim anunciar que poderá conceder isenção tarifária a mais produtos dos EUA e ainda na esteira de recentes estímulos monetários. Além disso, o banco central chinês (PBoC) cortou ontem o juro de empréstimos de um ano e pode reduzir seus juros de referência ainda nesta semana, como parte de esforços para amenizar o impacto do coronavírus.

Com isso, no mercado de commodities, o petróleo WTI cai abaixo de US$ 52 após quatro altas seguidas; metais recuem em Londres; minério de ferro fechou estável na China depois que a Rio Tinto reduziu seu guidance de produção para o ano.

Leia também:
• Coronavírus dita tensões de investidores na América Latina; no Brasil, ritmo da economia preocupa

Indicadores econômicos

A FGV publicou na manhã de hoje o IPC-S da segunda semana de fevereiro, nas capitais brasileiras, e também o IGP-M relativo ao segundo decêndio de fevereiro. O IGP-M ficou estável na segunda prévia de fevereiro, ante estimativa de queda de 0,09%.

A Fipe publica hoje o IPC relativo à cidade de São Paulo na segunda quadrissemana de fevereiro.

Política

Para acelerar a venda de estatais, o Ministério da Economia avalia o uso de um “fast-track” (via rápida) por decreto, informa matéria do jornal O Globo. Seria uma inovação em tempos de democracia, a partir de 1985 poucos presidentes fizeram uso de decreto-Lei. Para a equipe econômica, a Lei do programa Nacional de desestatização (PND) já autoriza as privatizações e prevê exceções, o que seria o caso do Banco do Brasil, cuja venda teria que passar pelo Congresso.

Greve de petroleiros

Em sua segunda semana, a greve dos petroleiros começou a atrair apoio dos caminhoneiros e de alguns partidos de oposição, informa matéria do jornal Folha de S. Paulo. A adesão já passa de 21 mil trabalhadores e afeta 22 unidades da Petrobras, segundo a FUP – Federação Única dos Petroleiros. O ministro do TST, Ives Gandra, declarou a greve ilegal e fixou multa de R$ 500 em caso de descumprimento da ordem judicial.

Vale destacar que o TST atendeu a Petrobras e declara ilegalidade em greve de trabalhadores; a estatal pediu a volta de empregados após greve ser julgada ilegal. Contudo, os petroleiros mantiveram greve e vão recorrer de decisão do TST.

Noticiário corporativo

O Bradesco (BBDC3 e BBDC4) comunicou na noite de ontem que pagará R$ 490,9 milhões em dividendos complementares de 2019 aos acionistas.

O pagamento ocorrerá no dia 28 deste mês. Itaúsa (ITSA4), CESP (CESP6) e Multiplan (MULT3) publicaram balanços na noite de ontem. Na Usiminas (USIM5), os controladores querem manter Sergio Andrade como CEO.

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Grupo 3corações adquire operações da Mitsui, dona da Café Brasileiro, por R$ 210 milhões

SÃO PAULO – O Grupo 3corações, joint-venture entre São Miguel Holding e a israelense Strauss que configura a maior empresa do segmento de café do Brasil, anunciou nesta segunda-feira (17) a aquisição da divisão de café torrado e moído da Mitsui Alimentos.

A adquirida, subsidiária da Mitsui & Co. no Japão e a Mitsui & Co. (Brasil) S.A., detém as marcas Café Brasileiro, .br Gold (especial), 3 Fazendas, Premiado, Café Superior e Bandeira, além da linha de solúveis, achocolatados, cápsulas e drip coffee, duas fábricas de café torrado e moído, em Araçariguama, São Paulo, e Cuiabá, Mato Grosso, e um centro de distribuição em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O negócio de exportação de café verde da Mitsui Alimentos permanece sob o guarda-chuva da Mitsui & Co., Ltd.

Em comunicado, a empresa divulga que a operação totaliza R$ 210 milhões e faz parte do plano de expansão da companhia no Brasil, com foco agora no Centro-Oeste do país. O negócio ainda depende da aprovação de autoridades antitruste.

“Essa é a maior aquisição já realizada pelo Grupo 3corações e é um importante passo para a consolidação da nossa posição no segmento de café torrado e moído, principalmente na região Centro-Oeste e no estado de São Paulo”, diz, na nota, Pedro Lima, presidente do grupo 3corações.

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Ibovespa Futuro cai com exterior após alerta da Apple sobre coronavírus; dólar sobe

SÃO PAULO – O Ibovespa futuro registra queda nesta terça-feira (18) em dia de aversão ao risco para as principais bolsas mundiais e mercados futuros americanos, após a Apple se tornar a mais recente vítima das consequências econômicas do coronavírus.

Às 09h08 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril registrava perdas de 0,63%, aos 114.980 pontos. O dólar futuro para março, por sua vez, subia 0,40%, para R$ 4,346.

Já os contratos de juros futuros registram ganhos. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 registra alta de um ponto-base, a 4,22%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avança quatro pontos-base, a 5,30%, seguido pela alta de quatro pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,00%.

Ontem, a empresa fez um alerta de que não deverá cumprir projeções de receita no trimestre até março, em razão dos efeitos do coronavírus. Isso prejudicou fortemente o setor de tecnologia asiático. Também pressionados por papéis de tecnologia, o japonês Nikkei teve forte queda em Tóquio.

Contudo, na China continental, os mercados subiram após Pequim anunciar que poderá conceder isenção tarifária a mais produtos dos EUA e ainda na esteira de recentes estímulos monetários. Além disso, o banco central chinês (PBoC) cortou ontem o juro de empréstimos de um ano e pode reduzir seus juros de referência ainda nesta semana, como parte de esforços para amenizar o impacto do coronavírus.

Com isso, no mercado de commodities, o petróleo WTI cai abaixo de US$ 52 após quatro altas seguidas; metais recuem em Londres; minério de ferro fechou estável na China depois que a Rio Tinto reduziu seu guidance de produção para o ano.

Indicadores econômicos

A FGV publicou na manhã de hoje o IPC-S da segunda semana de fevereiro, nas capitais brasileiras, e também o IGP-M relativo ao segundo decêndio de fevereiro. O IGP-M ficou estável na segunda prévia de fevereiro, ante estimativa de queda de 0,09%.

A Fipe publica hoje o IPC relativo à cidade de São Paulo na segunda quadrissemana de fevereiro.

Política

Para acelerar a venda de estatais, o Ministério da Economia avalia o uso de um “fast-track” (via rápida) por decreto, informa matéria do jornal O Globo. Seria uma inovação em tempos de democracia, a partir de 1985 poucos presidentes fizeram uso de decreto-Lei. Para a equipe econômica, a Lei do programa Nacional de desestatização (PND) já autoriza as privatizações e prevê exceções, o que seria o caso do Banco do Brasil, cuja venda teria que passar pelo Congresso.

Greve de petroleiros

Em sua segunda semana, a greve dos petroleiros começou a atrair apoio dos caminhoneiros e de alguns partidos de oposição, informa matéria do jornal Folha de S. Paulo. A adesão já passa de 21 mil trabalhadores e afeta 22 unidades da Petrobras, segundo a FUP – Federação Única dos Petroleiros. O ministro do TST, Ives Gandra, declarou a greve ilegal e fixou multa de R$ 500 em caso de descumprimento da ordem judicial.

Vale destacar que o TST atendeu a Petrobras e declara ilegalidade em greve de trabalhadores; a estatal pediu a volta de empregados após greve ser julgada ilegal. Contudo, os petroleiros mantiveram greve e vão recorrer de decisão do TST.

Noticiário corporativo

O Bradesco (BBDC3 e BBDC4) comunicou na noite de ontem que pagará R$ 490,9 milhões em dividendos complementares de 2019 aos acionistas.

O pagamento ocorrerá no dia 28 deste mês. Itaúsa (ITSA4), CESP (CESP6) e Multiplan (MULT3) publicaram balanços na noite de ontem. Na Usiminas (USIM5), os controladores querem manter Sergio Andrade como CEO.

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Braskem faz acordo com MPT; Itaúsa tem lucro líquido de R$ 3,45 bilhões no 4º tri e mais 3 balanços são destaques

SÃO PAULO – Em destaque no noticiário corporativo, está a greve de petroleiros, declarada ilegal pela Petrobras, além da temporada de balanços, com os números de Itaúsa, Cesp, Multiplan e Guararapes. Confira os destaques da sessão desta terça-feira (18):

Petrobras (PETR3;PETR4)

O ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), decidiu ontem considerar ilegal a greve dos petroleiros da Petrobras, iniciada há 18 dias. Cabe recurso contra a decisão. A previsão é de que o dissídio coletivo seja julgado pelo TST no dia 9 de março.

Na decisão liminar, o ministro também autorizou a estatal a impor sanções disciplinares contra os grevistas, entre elas, corte de salário e demissão por justa causa como forma de garantir o cumprimento do efetivo de 90% dos petroleiros trabalhando para não interromper a produção da Petrobras.

Na decisão, Ives Gandra Filho entendeu que a greve é abusiva porque não foram cumpridas diversas determinações de outras liminares concedidas à empresa para garantir as atividades.

“As medidas judiciais até o momento deferidas, concernentes a bloqueio de contas bancárias e autorização de retenção de repasse de mensalidades associativas e contratação emergencial de pessoal não têm surtido efeito em coibir os abusos, até porque a maioria das entidades sindicais, cientes das ordens judiciais, promoveram esvaziamento prévio de contas, a par de se ter notícia da hostilização de trabalhadores contratados em caráter emergencial”, disse o ministro.

A greve foi deflagrada para protestar contra as demissões que devem ocorrer na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que deve ser fechada pela Petrobras. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a suspensão das atividades vai provocar a demissão de mil trabalhadores. De acordo com a FUP, o acordo coletivo de trabalho não está sendo respeitado pela estatal.

A Petrobras afirmou ter notificado as entidades sindicais da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que definiu como abusiva e ilegal a greve dos petroleiros iniciada no primeiro dia deste mês.

Em nota divulgada à imprensa, acrescentou que “aguarda que todos os empregados retornem às suas atribuições imediatamente”.

A empresa também reiterou que a paralisação não interferiu na sua produção, mantida por “equipes de contingência e de empregados que não aderiram ao movimento”. E acrescentou que a produção diária e os estoques de combustíveis garantem a oferta ao mercado e evitam o desabastecimento.

Itaúsa (ITSA4

A Itaúsa publicou balanço na noite de ontem e comunicou um lucro líquido de R$ 3,45 bilhões no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 37,6% sobre igual período de 2018. Em 2019 inteiro, o lucro da holding Itaúsa avançou 9,3% para R$ 10,3 bilhões. Segundo a holding, esse resultado foi não recorrente e obtido com ganhos da abertura de capital da XP Investimentos e de reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

O lucro líquido recorrente da Itaúsa caiu 5,4% no quarto trimestre, para R$ 2,5 bilhões. Em 2019 inteiro, a Itaúsa teve um lucro líquido recorrente de R$ 9,7 bilhões, um crescimento de 3,6% sobre 2018. A Itaúsa informou que pagará dividendos aos acionistas no dia 6 de março.

CESP (CESP6

A Companhia Energética de São Paulo informou na noite de ontem seus resultados do quarto trimestre do ano passado e de 2019. A companhia comunicou que obteve um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre de 2019. O resultado representou um aumento de mais de R$ 1,2 bilhão sobre o mesmo período de 2018, quando a empresa lucrou R$ 59 milhões. O principal motivo para o lucro líquido ter sido tão forte no último trimestre – maior até que o do ano inteiro – foram créditos tributários do IR e da CSLL, no valor de R$ 1 bilhão, que a Cesp recebeu no quarto trimestre. A empresa também informou no balanço que conseguiu reduzir as suas contingências em R$ 1,5 bilhão no ano passado.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) foi de R$ 257 milhões no quarto trimestre, quadruplicando sobre os R$ 64 milhões de igual trimestre de 2018. A receita líquida da Cesp foi de R$ 432 milhões no quarto trimestre, expansão de 6% sobre igual período de 2018. O lucro líquido da empresa em 2019 inteiro foi de R$ 1,16 bilhão, mais que triplicando sobre os R$ 294 milhões de 2018.

O EBITDA ajustado em 2019 foi de R$ 751,8 milhões, uma expansão de 50% sobre 2018. Já a receita líquida caiu 4% no ano passado, para R$ 1,57 bilhão. A Cesp informou ontem que pagará R$ 606 milhões em dividendos de 2019 aos acionistas. O pagamento será feitos em duas tranches em abril e novembro.

O Itaú BBA e o Credit Suisse analisaram o balanço da CESP e comentaram que os resultados da empresa vieram acima das estimativas. O BBA comentou que as surpresas positivas da CESP foram os créditos fiscais de R$ 1 bilhão que a geradora e transmissora de energia recebeu no quarto trimestre. Este fator não recorrente elevou o lucro líquido a R$ 1,3 bilhão no período. “Outro ponto positivo é o pagamento de R$ 606 milhões em dividendos relativos a 2019, um payout de 52%, a ser pago em abril e outubro”, comentou o BBA.

O Itaú BBA manteve a nota “outperform” (acima da média) para o papal CESP3. O preço-alvo da ação passou de R$ 34,67 para R$ 37,00, alta de 7% e recomendação de compra.

O Credit Suisse também avaliou que os créditos fiscais foram decisivos para o forte resultado do quarto trimestre. “A companhia começou a usar os créditos fiscais, que, combinados com despesas financeiras menores que o esperado, impulsionaram o lucro líquido”, avalia o banco suíço. O CS também nota que a dívida líquida recuou 24,1% para R$ 1 bilhão, fazendo cair em consequência a alavancagem da CESP de 2,4 vezes (2,4x) no terceiro trimestre de 2019 para 1,3 vez (1,3x) no quarto.

Braskem (BRKM5)

A Braskem assinou um termo de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) no montante de R$ 40 milhões para implementação do Programa para Recuperação de Negócios e Promoção de Atividades Educacionais dos moradores e trabalhadores nos bairros de Mutange, Bom Parto, Pinheiro e Bebedouro, em Maceió, Alagoas.

“Tal programa consiste no apoio à construção de creches e escolas e realização de cursos de capacitação profissional, bem como apoio à Defesa Civil na contratação de pessoal qualificado para a continuidade do processo de monitoramento das áreas de risco dos bairros mencionados”, afirma a petroquímica.

Com o acordo, o MPT concordou pelo encerramento da ação civil pública e dos pedidos de bloqueio feitos em tal ação.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes  viu seu lucro líquido despencar 56,5% no quarto trimestre de 2019, na comparação com igual período de 2018, totalizando R$ 440,6 milhões. O resultado, no entanto, ficou acima da expectativa de analistas consultados pela Bloomberg, que previam uma cifra de R$ 277 milhões.

Já a receita líquida da companhia fechou os três últimos meses do ano passado em R$ 2,44 bilhões — também superando as estimativas, que eram de R$ 2,11 bilhões. Sobre o mesmo período de 2018, houve crescimento de 11,5%.

A empresa também conseguiu apresentar resultado melhor do que os analistas esperavam para o seu Ebitda ajustado, que totalizou R$ 640,9 milhões no quarto trimestre de 2019, contra a expectativa de R$ 465,5 milhões do mercado. Sobre o mesmo período de 2018, porém, houve queda de 40,4%.

No acumulado de 2019, o lucro líquido da companhia atingiu R$ 592,7 milhões, 52% menor do que o resultado de 2018 (R$ 1,236 bilhão). Já a receita líquida subiu 8,6% na mesma base de comparação, ficando em R$ 7,808 bilhões.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado da empresa caiu 22,5% em 2019 sobre 2018, totalizando R$ 1,319 bilhão.

O Itaú BBA avaliou o balanço da Guararapes, controladora das Lojas Riachuelo, como “ligeiramente positivo”. O BBA ressaltou que os resultados do quarto trimestre de 2019 da empresa vieram acima das expectativas, com a divisão de varejo reportando crescimento no topo das projeções, embora com uma margem EBITDA ainda pressionada. “Um forte desempenho das vendas mesmas lojas indica a continuação da tendência de recuperação do varejo”, comentou o BBA, que manteve a nota “outperform” para o papel GUAR3, com preço-alvo de R$ 31,00 na ação para 2020.

Multiplan (MULT3

A Multiplan, administradora de shopping centers, publicou o balanço de 2019 na noite de ontem e informou um crescimento de 10,6% no lucro líquido no quarto trimestre, para R$ 164,5 milhões. A empresa comunicou um lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) de R$ 252,4 milhões no quarto trimestre, expansão de 9,9% sobre igual período de 2018. Já a receita líquida no quarto trimestre de 2019 cresceu 5,5% sobre igual período do ano anterior, para R$ 367,4 milhões. Os resultados do ano inteiro de 2019 também mostraram crescimento, sem considerar o resultado financeiro com as ações MULT3.

A receita líquida no ano passado teve expansão de 6,2% sobre 2018 para R$ 1,3 bilhão. O EBITDA ajustado cresceu 4,5% para R$ 997,6 milhões. O lucro líquido ajustado subiu 11,7% em 2019 para R$ 536,5 milhões. A Multiplan administra 19 shopping centers no Brasil, dos quais é dona ou tem participação em 18 deles. Entre os centros comerciais estão o BH Shopping, Morumbi Shopping e Barra Shopping. Em outra nota divulgada à CVM na noite de ontem, a Multiplan informou que comprou os 20% restantes do BH Shopping, que agora passa a ser “100%” da empresa.

O Credit Suisse comentou que os resultados foram “bastante positivos”. O banco reforçou a recomendação “outperform” (acima da média) para a ação, e elevou o preço-alvo para R$ 39,50. “O crescimento dos aluguéis (das lojas nos shoppings) deve ser sustentado e podemos esperar lucros pela frente, considerando o forte crescimento dos shoppings e as aquisições com adição de valor”, comentou o CS. Já o Itaú BBA avaliou que os resultados da Multiplan foram “ligeiramente positivos” e vieram dentro das projeções do banco para a empresa. “As vendas foram o destaque do quarto trimestre, com o Morumbi Shopping na liderança”, comentou o BBA. “Os resultados financeiros chegaram mais fortes que o esperado, embora impostos mais altos no quarto trimestre tenham reduzido o lucro para dentro das projeções. Mantemos nossa recomendação ‘outperform’ para a Multiplan, com um preço-alvo de R$ 38,70 para o papel em 2020”, recomenda o Itaú BBA.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Bradesco aprovou o pagamento de R$ 490,9 milhões em dividendos complementares aos acionistas, relativos a 2019. Segundo o banco, serão pagos R$ 0,058213963 por ação ordinária (BBDC3) e R$ 0,064035359 para cada ação preferencial (BBDC4), sem imposto de renda na fonte. O Bradesco comunicou que o pagamento será feito em 28 de fevereiro.

Randon (RAPT4)

A Randon anunciou que fará investimentos de R$ 220 milhões em 2020, enquanto a empresa projeta uma receita bruta de R$ 7,7 bilhões e uma receita líquida consolidada de R$ 5,5 bilhões para este ano.

“Tais indicadores foram validados no processo de planejamento estratégico da companhia e respaldados pela avaliação do cenário macroeconômico doméstico e dos países com os quais ela mantém relações comerciais, bem como, indicadores setoriais e da indústria automotiva”, destacou a companhia.

(com Agência Brasil e Agência Estado)

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Sem glúten e com restrições: o papel da defesa da liberdade em prol do empreendedorismo feminino

Mulheres em reunião

*Por Camila Braune

A doença celíaca é uma condição autoimune causada pela intolerância ao glúten, proteína presente no trigo, cevada e centeio. Calcula-se que mais de 42 mil crianças morram por não serem diagnosticadas a tempo.

Estudos de 2016 da Unifesp comprovam que cerca de 83% dos alimentos rotulados como “livres de glúten” estão contaminados com índices superiores aos permitidos pelos órgãos internacionais. Em 2013, minha sobrinha foi diagnosticada com essa condição, o que me inspirou a seguir um novo caminho.

Em 2016, aos 28 anos, abandonei minha carreira publicitária e, tendo minha irmã como sócia, resolvemos empreender, e criar uma empresa de produtos sem glúten, livre do risco de contaminação cruzada.

Devido a nossos critérios rígidos de produção, ganhamos diversos concursos de startups, e hoje somos a quarta marca brasileira com a certificação internacional GFCO, que garante que nossos produtos são 100% livres de glúten.

O começo não foi fácil, mas difícil mesmo é ser levada à sério.

Consulte o verbo “empreender” no Google, e a definição apresentada o faz refletir: verbo transitivo direto, decidir realizar (tarefa difícil e trabalhosa); tentar.

Muitos acharam que só estávamos “tentando”. Alguns fornecedores se recusavam a nos atender, argumentando que nosso pedido mínimo de compra era muito alto para cozinhas artesanais. Pediam para falar com nosso pai, marido ou responsável pelo setor de compras, mas não conosco. Chamavam-nos de meninas, garotas, queridas…

Esse artigo não é uma ode ao feminismo. Mesmo porque esse é um termo impreciso que foi distorcido ao longo do tempo, sendo relacionado erroneamente à vitimização da condição da mulher-empresária, à superioridade do feminino ou ao inconformismo perante as diferenças naturais entre os sexos.

No entanto, sim, ele é feminista, já que não podemos esquecer que a participação das mulheres no meio empresarial é relativamente recente. No século XVIII, o autor liberal John Stuart Mill [1], em sua obra sobre a liberdade: a sujeição das mulheres, defendeu que os homens de sua época não deveriam condicionar a natureza da mulher a uma visão idealizada da época: um ser emotivo, dócil e fraco.

Mill considerava que a sujeição feminina é errada em si mesma, violando as liberdades individuais e um dos principais obstáculos ao progresso humano. Ele igualava a situação feminina da época à “escravidão primitiva”.

Minha luta pelo sufrágio feminino e pela representação pessoal, foi vista como um mero capricho individual, mas o grande progresso, desde então, feito por essas opiniões e especialmente a reação motivada, em quase todas as partes do Reino, pela demanda do sufrágio às mulheres, justificam completamente a oportunidade daquelas declarações, e se tornaram um empreendimento pessoal, tomado como um dever moral e social [2].

Existem outras dimensões das liberdades individuais que foram conquistadas pelas mulheres ao longo do tempo. Não só a licença maternidade, como direito ao voto, ao divórcio e o de usar métodos contraceptivos. Hoje, as mulheres desfrutam de mais autonomia sobre essa liberdade individual, mesmo que persista a mística da mulher como sexo frágil.

Segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 2018 o Brasil possui a sétima maior proporção de mulheres empreendedoras, dentre as 49 principais economias estudadas.

Mesmo assim, a mulher tem mais dificuldade para conseguir crédito e abrir seu negócio. De acordo com o estudo do Sebrae [3] de 2017, as linhas de crédito para mulheres são, em média, R$ 13 mil inferiores e cobram taxas 3,5% ao ano maiores que para homens (com exceção de programas de microcrédito que incentivam esse tipo de empréstimo).

Quando falamos em salários, a média de remuneração é 22% menor para as mulheres. Estudos feitos pelo Sebrae [4] mostram que há mais de 9 milhões de mulheres à frente de uma empresa, sendo 34% delas donas do próprio negócio. O grau de escolaridade dessas mulheres é 16% maior que o dos homens na mesma posição.

Parece que, em muitos aspectos, nossa sociedade se iguala à do século XVIII de John Stuart Mill, pois opta por limitar a liberdade de um grupo de indivíduos. E quando são criadas políticas de incentivo e cotas para mulheres, mantemos um intervencionismo arcaico. Devemos educar as próximas gerações a respeitar a liberdade do indivíduo, julgando-o por seus valores e dando oportunidades para os mais competentes.

Para finalizar, parafraseio uma afirmação de John Stuart Mill em seu livro que, mesmo escrito no século XVIII é tão atual (e tão feminista em sua essência): “o fato de não sabermos do que as mulheres são capazes, é porque os homens nunca as deixam tentar – e não podemos fazer uma afirmação autoritária sem evidências” [5].

[1] https://pt.m.wikipedia.org/wiki/John_Stuart_Mill

[2] Mill, John Stuart. Sobre a liberdade. São Paulo: L&PM Pocket.

[3]https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/por-que-e-fundamental-estimular-o-empreendedorismo-feminino,ca96df3476959610VgnVCM1000004c00210aRCRD

[4] https://datasebrae.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Empreendedorismo-Feminino-no-Brasil-2019_v5.pdf

[5] Outros artigos interessantes: (i) https://www.contraocorodoscontentes.com.br/2013/05/feminismo-e-liberalismo-uma-relacao.html e (ii) https://www.geledes.org.br/toda-feminista-e-mal-amada-por-luise-bello/

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Fundador da RBR Asset Management explica a importância dos terrenos nos negócios imobiliários

Engenheiro parado na frente de um equipamento de topógrafo. Ele aponta para um guindaste ao fundo da imagem com uma caneta na mão

SÃO PAULO – Na última segunda-feira (17), Ricardo Reis, professor do InfoMoney, conversou com Guilherme Bueno Netto, sócio-fundador da RBR Asset Management, uma gestora de fundos imobiliários, sobre o impacto dos terrenos nos negócios imobiliários e como eles afetam a dinâmica de gestão dos empreendimentos.

Como explica Netto, grande parte dos grandes nomes da incorporação imobiliária acredita que o terreno é a parte mais importante para uma incorporadora, já que o terreno é a matéria prima de toda e qualquer obra imobiliária.

Todo e qualquer empreendimento imobiliário começa com a escolha do terreno em que a obra será realizada. Essa parte, além de ser uma das mais importantes para qualquer obra, é um dos fatores mais complexos.

“O mercado de terrenos é bastante complexo, pois envolve uma série de variáveis, como a parte jurídica – já que ter um bom advogado para olhar a documentação é muito importante. Hoje em dia, a parte ambiental é também muito complexa. Então é preciso olhar se um terreno está contaminado, quantas arvores tem, se está próximo a um córrego ou manancial”, explica Netto.

Fora isso, Netto ainda conta que a parte de análise de mercado também é fundamental para entender se um terreno pode ou não abrigar um empreendimento.

“Fora todas as variáveis, no terreno é preciso fazer uma analise de zoneamento por um arquiteto, um projeto, um estudo, para saber o que cabe ou não naquele terreno. Depois, é preciso ver o que o mercado imobiliário quer naquela localização”

Como exemplifica Netto, terrenos com as mesmas dimensões na Vila Olímpia, no Jabaquara ou na Vila Leopoldina terão usos completamente distintos, já que o mercado de cada localidade pode ter diferentes necessidades.

“É preciso conhecer a região em que está e tentar projetar, daqui a cinco anos, qual seria o produto ideal para aquela região. É uma analise bastante complexa, mas que tende a ser intuitiva para quem está fazendo isso a bastante tempo”, argumenta Netto.

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Petrobras suspende férias de março de alguns funcionários para enfrentar greve

A direção da Petrobras (PETR3; PETR4) vai suspender as férias de alguns funcionários de áreas operacionais para fazer frente à greve dos petroleiros, que nesta segunda-feira, 17, completa 17 dias.

A medida afeta empregados com férias marcadas para a primeira quinzena de março que atuam na exploração e produção de petróleo e gás natural, em refinarias, unidades de tratamento de gás, termelétricas e no administrativo de apoio a essas atividades.

Em texto divulgado aos funcionários na rede interna de comunicação, a direção informa que “avaliará as posições críticas em que a suspensão se faz necessária e comunicará a cada empregado”. E atribui a responsabilidade da suspensão aos sindicatos que lideram a paralisação.

“A Petrobras não tem medido esforços para assegurar a normalidade de suas operações e manter o abastecimento de produtos combustíveis e geração de energia”, traz o comunicado.

A greve é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que protesta, principalmente, contra a demissão de pelo menos 396 empregados da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná. A entidade sindical alega também que a direção da estatal não cumpriu alguns pontos do acordo coletivo.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), em linha com reivindicação da empresa, exigiu dos manifestantes a manutenção de 90% do efetivo para garantir o suprimento e a segurança das operações.

Em sua página na internet, a FUP informa que já foram mobilizados “cerca de 64% de todos os petroleiros de áreas operacionais da Petrobras e subsidiárias, em 13 Estados do País”.

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Contêineres de carne congelada se acumulam em portos chineses

(Bloomberg) — Milhares de contêineres com carne de porco, de frango e bovina congeladas se acumulam em alguns dos maiores portos chineses, já que bloqueios no transporte e falta de funcionários atrasam as operações, disseram pessoas a par do assunto.

As entregas se acumulam em portos como Tianjin, Xangai e Ningbo porque não há motoristas de caminhão suficientes para coletar os contêineres devido às restrições de viagens impostas no país para controlar o surto de coronavírus, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas.

Os portos também começam a ficar sem pontos de eletricidade para congelar os contêineres, e alguns navios foram instruídos a redirecionar para outros destinos na China continental e Hong Kong, disseram as pessoas.

A China é uma enorme importadora de carne da América do Sul, Europa e dos Estados Unidos e tem elevado as compras para ajudar a aliviar a escassez causada pela peste suína africana. O país aumentou as importações de carne e miúdos em quase 50% em 2019, para um recorde de cerca de 6,2 milhões de toneladas, segundo dados alfandegários.

Ainda não está claro quando as operações nos portos voltarão ao normal, pois caminhoneiros que retornam de outras cidades precisam ficar em quarentena por 14 dias e outras restrições de transporte ainda estão em vigor, afirmam as pessoas.

O governo incentivou fábricas a acelerarem a produção nesta semana, após o feriado prolongado do Ano Novo Lunar. O surto de coronavírus vírus infectou mais de 70 mil pessoas e matou mais de 1,8 mil na China. Mais de 220 milhões de trabalhadores migrantes não retornaram a tempo e podem viajar no final de fevereiro ou março, disse no sábado Liu Xiaoming, ministro dos Transportes.

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