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TST considera greve dos petroleiros ilegal; Petrobras notifica sindicatos e pede que funcionários retornem

Petrobras

A Petrobras (PETR3;PETR4) afirmou ter notificado as entidades sindicais da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que definiu como abusiva e ilegal a greve dos petroleiros iniciada no primeiro dia deste mês.

Em nota divulgada à imprensa, acrescentou que “aguarda que todos os empregados retornem às suas atribuições imediatamente”.

A empresa também reiterou que a paralisação não interferiu na sua produção, mantida por “equipes de contingência e de empregados que não aderiram ao movimento”. E acrescentou que a produção diária e os estoques de combustíveis garantem a oferta ao mercado e evitam o desabastecimento.

As equipes de contingência são formadas por funcionários da Petrobras, temporários e de empresas contratadas. Eles cumprem carga horária diferenciada, com pelo menos 12 horas diárias de descanso, segundo a empresa.

“A Petrobras informa regularmente à ANP o volume de combustíveis produzidos em suas refinarias, assim como a produção de petróleo, não sendo observada queda dos estoques, o que evidencia a normalidade das operações”, complementa a direção da Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa.

Logo após o TST liberar sua decisão, no início da noite, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que lidera a paralisação, informou ainda não ter sido notificada.

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Na volta do feriado do Dia do Presidente nos EUA, a aversão ao risco volta a tomar conta dos mercados após alerta da Apple, que cortou sua perspectiva de vendas e apontou que fábricas chinesas retomam produção mais lentamente que o previsto.

Assim, as bolsas caem com receio de impacto econômico mais duradouro do coronavírus. Enquanto isso, no Brasil, atenção para a greve dos petroleiros. O TST considera ilegal greve da Petrobras, enquanto a oposição quer usar o movimento contra privatizações, segundo a Folha, enquanto Globo destaca tentativa do governo de acelerar venda de estatais.

1.Bolsas mundiais

A sessão é de aversão ao risco para as principais bolsas mundiais e para os mercados futuros norte-americanos, após a Apple se tornar a mais recente vítima das consequências econômicas do coronavírus.

Ontem, a Apple fez um alerta de que não deverá cumprir projeções de receita no trimestre até março, em razão dos efeitos do coronavírus. Isso prejudicou fortemente o setor de tecnologia asiático. Também pressionados por papéis de tecnologia, o japonês Nikkei teve forte queda em Tóquio.

Contudo, na China continental, os mercados subiram após Pequim anunciar que poderá conceder isenção tarifária a mais produtos dos EUA e ainda na esteira de recentes estímulos monetários. Além disso, o banco central chinês (PBoC) cortou ontem o juro de empréstimos de um ano e pode reduzir seus juros de referência ainda nesta semana, como parte de esforços para amenizar o impacto do coronavírus.

Com isso, no mercado de commodities, o petróleo WTI cai abaixo de US$ 52 após quatro altas seguidas; metais recuem em Londres; minério de ferro fechou estável na China depois que a Rio Tinto reduziu seu guidance de produção para o ano.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h55 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,44%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,81%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,52%

Europa
*Dax (Alemanha) , -0,63%
*FTSE (Reino Unido), -0,68%
*CAC 40 (França), -0,37%
*FTSE MIB (Itália), +0,51%

*Nikkei (Japão), -1,40% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +1,48% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -1,47% (fechado)
*Xangai (China), +0,05% (fechado)

*Petróleo WTI, -1,48%, a US$ 51,27 o barril
*Petróleo Brent, -1,72%, a US$ 56,26 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em alta. Em 18 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 1,43%, cotados a 639,500 iuanes, equivalentes a US$ 91,32 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0028 (-0,33%)
*Bitcoin, US$ 9.697,71 +0,42%

2. Indicadores econômicos

A FGV publicou na manhã de hoje o IPC-S da segunda semana de fevereiro, nas capitais brasileiras, e também o IGP-M relativo ao segundo decêndio de fevereiro. O IGP-M ficou estável na segunda prévia de fevereiro, ante estimativa de queda de 0,09%.

A Fipe publica hoje o IPC relativo à cidade de São Paulo na segunda quadrissemana de fevereiro.

3. Política

Para acelerar a venda de estatais, o Ministério da Economia avalia o uso de um “fast-track” (via rápida) por decreto, informa matéria do jornal O Globo. Seria uma inovação em tempos de democracia, a partir de 1985 poucos presidentes fizeram uso de decreto-Lei. Para a equipe econômica, a Lei do programa Nacional de desestatização (PND) já autoriza as privatizações e prevê exceções, o que seria o caso do Banco do Brasil, cuja venda teria que passar pelo Congresso.

4. Greve de petroleiros

Em sua segunda semana, a greve dos petroleiros começou a atrair apoio dos caminhoneiros e de alguns partidos de oposição, informa matéria do jornal Folha de S. Paulo. A adesão já passa de 21 mil trabalhadores e afeta 22 unidades da Petrobras, segundo a FUP – Federação Única dos Petroleiros. O ministro do TST, Ives Gandra, declarou a greve ilegal e fixou multa de R$ 500 em caso de descumprimento da ordem judicial.

Vale destacar que o TST atendeu a Petrobras e declara ilegalidade em greve de trabalhadores; a estatal pediu a volta de empregados após greve ser julgada ilegal. Contudo, os petroleiros mantiveram greve e vão recorrer de decisão do TST.

5. Noticiário corporativo

O Bradesco (BBDC3 e BBDC4) comunicou na noite de ontem que pagará R$ 490,9 milhões em dividendos complementares de 2019 aos acionistas. O pagamento ocorrerá no dia 28 deste mês. Itaúsa (ITSA3 e ITSA4), CESP (CESP6) e Multiplan (MULT3) publicaram balanços na noite de ontem. Na Usiminas (USIM5), os controladores querem manter Sergio Andrade como CEO.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

 

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Resultado do Banco Inter evidencia desafios das fintechs e Morgan reitera venda para ação

SÃO PAULO – O Banco Inter (BIDI11) divulgou seus dados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2019 e ao ano no final da última semana. Logo na sessão após o resultado, do dia 13 de fevereiro, as units do banco digital caíram 3,89% na B3.

O lucro líquido foi de R$ 25 milhões, um aumento de 112% em relação ao trimestre anterior e uma redução de 7% em relação ao ano anterior. O prejuízo operacional, excluindo negociação, foi de R$ 21 milhões, comparado a ganhos de R$ 2 milhões no terceiro trimestre de 2019 e R$ 21 milhões no quarto trimestre do ano anterior.

Conforme aponta em relatório o Morgan Stanley, o número foi muito pior do que a estimativa de R$ 13 milhões. “De fato, as operações bancárias de varejo da empresa não estão mais gerando lucros. O ROE [Retorno sobre o Patrimônio Líquido] foi de apenas 5%, abaixo dos 10% do ano passado”, avaliam em relatório os analistas Jorge Kuri, Jorge Echevarria e Eugenia Sanchez.

Os analistas do banco apontam que, excluindo o aumento ímpar e inesperado das negociações, os resultados operacionais sofreram uma grande queda.

“A companhia, novamente, e como tem sido o caso desde seu IPO, frustrou as expectativas do mercado por uma ampla margem”, destaca o Morgan.

Os analistas do banco americano possuem recomendação underweight – exposição abaixo da média do mercado – para as ações BIDI4, com preço-alvo de R$ 2,80, o que corresponde a um downside de 82,5% em relação ao fechamento de sexta-feira (14).

“A nossa tese de investimento se baseia nos desafios de execução que a empresa pode enfrentar ao tentar expandir os seus negócios”, apontam os analistas do Morgan.

O último trimestre evidenciou as preocupações, avaliam os analistas, uma vez que as receitas financeiras foram muito mais fracas do que o esperado, assim como as provisões para perdas com empréstimos e as despesas, que foram piores do que as estimativas.

As receitas por usuário ativo continuam diminuindo rapidamente (queda de 10% na base trimestral e 49% na base anual) e, assim, o centro das preocupações do Morgan com o banco, assim como com outras fintechs, está no modelo de negócios de oferecer contas correntes gratuitamente para atrair clientes e esperar vender produtos bancários sem possuir experiência ou histórico.

“É improvável que essas empresas gerem monetização significativa de clientes. Enquanto isso, em termos de valuation, os múltiplos da ação preferencial (BIDI4), de 115 vezes a relação entre preço e lucro esperado para 2020 e 5,3 vezes o preço sobre o book value (valor patrimonial) parece excessiva para um banco em que a monetização do cliente é mínima e o ROE é de apenas 5%”.

Por outro lado, um dado destacado como positivo por analistas de mercado foi o fato do Inter ter batido a marca de 4,1 milhões de correntistas no fim de 2019, apresentando uma elevação de 180% em relação a 2018. Quando o assunto são os clientes ativos, o total foi de 2,3 milhões, alta de 169%. Na Plataforma Aberta Inter (PAI), de investimentos, o número de clientes ativos chegou a 425 mil, crescimento anual de 269%.

Conforme destaca o BTG Pactual, que reitera recomendação de compra para os ativos, embora ainda longe de atingir bons níveis de monetização, o quarto trimestre trouxe sinais de um potencial ponto de inflexão no custo de captação de novos clientes e quanto eles usam o produto do banco, aliviando algumas preocupações. Para o BTG, o momentum permanecerá positivo para o Banco Inter, principalmente em adições de contas e engajamento de clientes, mantendo assim a recomendação de compra para os ativos.

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Lucro da Multiplan sobe 26,3% no 4º trimestre de 2019; Guararapes e Cesp superam estimativas

SÃO PAULO — A Multiplan (MULT3) lucrou R$ 471 milhões em 2019, um pouco abaixo do registrado no ano anterior (R$ 472 milhões).

O Ebitda da companhia (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 932,1 milhões no ano passado, uma queda de 1,6% sobre 2018.

Enquanto isso, a receita líquida da empresa foi de R$ 1,328 bilhão, crescendo 6,2% sobre o resultado consolidado do ano anterior.

Apenas no quarto trimestre de 2019, o lucro líquido da Multiplan ficou em R$ 142,3 milhões, uma alta de 26,3% sobre o registrado em igual período de 2018.

O Ebitda trimestral da companhia foi de R$ 252,5 milhões, 9,9% a mais na comparação anual.

Já a receita líquida da Multiplan atingiu R$ 367,5 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, o que configura uma alta de 5,5%.

A Multiplan destacou em seu balanço que as vendas dos lojistas em seus shopping centers aumentaram 6,8% no quarto trimestre de 2019, atingindo a marca de R$ 5,2 bilhões — um novo recorde sobre sequenciais aumentos trimestrais desde o IPO da companhia.

Itaúsa

A holding que controla o Itaú (ITUB4) também divulgou seu balanço nesta noite. A Itaúsa (ITSA4) teve lucro líquido de R$ 10,312 bilhões no ano passado, aumento de 9,3% sobre 2018.

O desempenho, segundo a Itaúsa, reflete o melhor resultado de todas as empresas investidas e de efeitos não recorrentes. O lucro líquido recorrente foi de R$ 9,765 bilhões, 3,6% superior ao de 2018.

Apenas no quatro trimestre, o lucro líquido da Itaúsa ficou em R$ 3,45 bilhões, 37,6% maior do que os R$ 2,507 bilhões vistos um ano antes.

O resultado financeiro somou R$ 49 milhões de despesa em 2019, redução de 26,9% em comparação a 2018, resultado, principalmente, do efeito da menor taxa de juros sobre a dívida.

A receita líquida da Itaúsa passou de R$ 5,375 bilhões em 2018 para R$ 5,008 bilhões em 2019.

Guararapes

A Guararapes (GUAR3) viu seu lucro líquido despencar 56,5% no quarto trimestre de 2019, na comparação com igual período de 2018, totalizando R$ 440,6 milhões. O resultado, no entanto, ficou acima da expectativa de analistas consultados pela Bloomberg, que previam uma cifra de R$ 277 milhões.

Já a receita líquida da companhia fechou os três últimos meses do ano passado em R$ 2,44 bilhões — também superando as estimativas, que eram de R$ 2,11 bilhões. Sobre o mesmo período de 2018, houve crescimento de 11,5%.

A empresa também conseguiu apresentar resultado melhor do que os analistas esperavam para o seu Ebitda ajustado, que totalizou R$ 640,9 milhões no quarto trimestre de 2019, contra a expectativa de R$ 465,5 milhões do mercado. Sobre o mesmo período de 2018, porém, houve queda de 40,4%.

No acumulado de 2019, o lucro líquido da companhia atingiu R$ 592,7 milhões, 52% menor do que o resultado de 2018 (R$ 1,236 bilhão). Já a receita líquida subiu 8,6% na mesma base de comparação, ficando em R$ 7,808 bilhões.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado da empresa caiu 22,5% em 2019 sobre 2018, totalizando R$ 1,319 bilhão.

Cesp

A Cesp (CESP6) reportou lucro líquido de R$ 1,333 bilhão no quarto trimestre de 2019, bem maior do que a estimativa de R$ 39,3 milhões dos analistas consultados pela Bloomberg. Um ano antes, o lucro da empresa havia sido de R$ 59,25 milhões.

No ano, o lucro líquido da Cesp totalizou R$ 1,163 bilhão, enquanto em 2018 a companhia havia registrado ganho de R$ 294,43 milhões.

“As iniciativas operacionais executadas ao longo de 2019 em consonância com fatores não operacionais como, reversão das provisões para litígios, reversão de impairment, constituição de IR/CSLL diferidos, permitiram a CESP registrar em 2019 um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, crescimento de R$ 869 milhões em relação ao lucro líquido de 2018″, explicou a empresa em seu balanço.

“A combinação da forte geração de caixa com o resultado líquido obtido em 2019, permite a proposta de distribuição de dividendos aos acionistas no montante de R$606 milhões, representando um payout de 52% e dividend yield de ~6% para todas as classes de ação da CESP (ON, PNA e PNB), com pagamento nos meses de abril e outubro de 2020”, continuou.

O Ebitda da Cesp no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 471,5 milhões, o dobro do registrado um ano antes. Já no acumulado de 2019, a cifra ficou em R$ 863 milhões, queda de 12% sobre o resultado de 2018 (R$ 975,5 milhões).

O resultado financeiro líquido no quarto trimestre de 2019 registrou despesa de R$ 59 milhões, comparado à despesa de R$ 34 milhões apresentada no mesmo período de 2018 — um crescimento de 77%. Já no acumulado de 2019 a cifra caiu 7%, na comparação com 2018, ficando em R$ 347,05 milhões.

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Grandes bancos brasileiros distribuíram R$ 58 bilhões em dividendos em 2019; Itaú lidera lista

SÃO PAULO – Os quatro grandes bancos brasileiros de capital aberto distribuíram R$ 58 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP) em 2019, segundo levantamento da consultoria Economatica. O montante é próximo de todo o valor de mercado do Grupo Natura (NTCO3).

Além disso, é o maior valor em proventos já divulgado pelas instituições financeiras em toda a série histórica da Economatica, que se inicia em 2008.

Confira na tabela abaixo a evolução histórica da distribuição de proventos dos maiores bancos que atuam no País.

O Itaú Unibanco (ITUB4) foi o que mais distribuiu dividendos e JCPs no ano de 2019 com R$ 26,1 bilhões, seguido pelo Bradesco (BBDC3; BBDC4) com R$ 17,7 bilhões. No entanto, vale destacar que o maior crescimento percentual entre 2018 e 2019 foi do Bradesco, que aumentou em 173,8% sua entrega de proventos aos acionistas.

Vale destacar que o lucro líquido nominal dos quatro bancos juntos totalizou R$ 81,5 bilhões em 2019, maior valor já registrado historicamente. O Itaú teve lucro contábil de R$ 26,58 bilhões, enquanto o Bradesco lucrou R$ 22,58 bilhões no período (também considerando o lucro contábil, e não recorrente). Já o BB teve lucro de R$ 18,16 bilhões e o Santander, de R$ 14,18 bilhões.

Como o setor financeiro é caracterizado por lucros altos e resiliência a cenários macroeconômicos adversos, muitos investidores buscam as ações de bancos para montar uma estratégia baseada no recebimento de dividendos.

Vale lembrar, contudo, que a forma mais usual para avaliar se uma empresa paga bons proventos ou não é olhar o dividend yield, dado pela divisão do valor dos dividendos em um determinado período pelo preço da ação.

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O yield pode ser comparado então a taxas como o CDI ou a Selic para o investidor definir se vale a pena se manter posicionado naquele papel para receber proventos ou se seria melhor deixar o dinheiro na renda fixa.

Com isso em mente, elaboramos uma tabela comparando o dividend yield total de cada um dos grandes bancos em 2019. Lembrando que os dividendos anunciados recentemente referentes ao quarto trimestre não entram nessa conta, pois estão sendo distribuídos em 2020 e muitos ainda não chegaram sequer na”data-ex”.

Empresa Ticker Dividend yield
Banco do Brasil BBAS3 5,49%
Bradesco ON BBDC3 6,46%
Bradesco PN BBDC4 6,23%
Itaú Unibanco ITUB4 7,9%
Santander SANB11 4,89%

Como aproveitar dividendos

O primeiro passo é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores credenciada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Lembre-se que quanto menores os custos operacionais, maior será a sua rentabilidade, portanto dê preferência para corretoras que não cobram taxa pela corretagem de ações.

Uma vez com a conta aberta, basta transferir o dinheiro a ser investido de sua conta corrente para a conta da corretora e enviar uma ordem de compra de ações da empresa, informando a quantidade de ações que você deseja comprar.

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Sem atuação do BC, dólar sobe e encosta nos R$ 4,33; Ibovespa retoma os 115 mil pontos

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (17) e retomou os 115 mil pontos acompanhando o desempenho das bolsas internacionais, que refletiram positiva a nova sinalização de estímulos à economia chinesa para fazer frente aos impactos do coronavírus na atividade do país.

Liu Kun, ministro de Finanças da China, publicou artigo na revista do Partido Comunista afirmando que Pequim planeja cortar impostos para empresas e injetar mais US$ 1,1 bilhão no sistema financeiro. A atualização dos números desta segunda mostra que 70 mil pessoas foram infectadas pelo coronavírus, com 1.700 mortos.

O Ibovespa teve alta de 0,81%, a 115.309 pontos com volume financeiro negociado de R$ 26,38 bilhões. O dia hoje foi marcado pela presença esvaziada do investidor estrangeiro por conta do Dia do Presidente nos Estados Unidos, mas o volume foi compensado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou R$ 8,47 bilhões neste pregão.

Enquanto isso, o dólar comercial registrou ganhos de 0,66% a R$ 4,3285 na compra e a R$ 4,3295 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em março registrou alta de 0,69%, para R$ 4,33. A moeda dos EUA voltou a se valorizar depois de ter caído 0,46% ante o real na semana passada.

A não intervenção do Banco Central após repetidas atuações nos últimos dias acabou estimulando os especuladores a movimentarem suas posições compradas na divisa americana. Na semana anterior, o BC vendeu 20 mil contratos por dia desde que o câmbio bateu R$ 4,38 na esteira de coronavírus e falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o atual patamar da moeda não é um problema, pois ajudaria os exportadores.

No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 ficou estável a 4,71%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avançou um ponto-base, a 5,26%, seguido estabilidade do vencimento em janeiro de 2025, a 5,96%.

Do lado negativo, os investidores temem o impacto da contração maior que a esperada do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, que caiu 6,3% no quarto trimestre do ano passado, contra uma retração esperada de 3,7%.

Sobre a China, a equipe de análise da XP Investimentos destacou que a redução dos juros de uma linha de crédito de médio prazo, que oferece empréstimos de um ano, de 3,25% para 3,15%, pode abrir caminho para o Banco do Povo da China (PBoC na sigla em inglês, o banco central chinês) cortar os juros de suas principais taxas de referência, que serão redefinidas na noite de quarta-feira (19).

Já o Credit Suisse apontou ainda o discurso do presidente chinês, Xi Jinping, avaliando que ele enviou um sinal claro de que o governo do gigante asiático deve alcançar um equilíbrio melhor entre combater o surto de coronavírus e a manutenção do crescimento econômico.

“Isso implica em aumentar a confiança de que vão conter o surto do coronavírus e acelerar a volta da economia que ficou estagnada como resultado das medidas de quarentena”, destacam os analistas do banco suíço.

Entre os indicadores, o mercado fez revisões baixistas para inflação e PIB deste ano. Segundo o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 passou de 3,25% para 3,22%, e permaneceu em 3,75% 2021.

Para o PIB, as projeções indicam crescimento de 2,23% neste ano (recuando em relação à expectativa de 2,30% da semana passada) e de 2,50% no ano que vem.

Para a taxa de câmbio, a mediana do dólar permaneceu em R$ 4,10 para o fim de 2020 e passou de R$ 4,10 para R$ 4,11 para 2021. Por fim, o mercado espera a taxa Selic em 4,25% neste ano e em 6% no próximo ano.

Política 

O governo irá segurar a realização de novos concursos públicos federais até a aprovação da reforma administrativa pelo Congresso. A ideia é usar a abertura de novas vagas como moeda de troca pelas mudanças nas regras do funcionalismo.

Só entre 2020 e 2022, 60 mil servidores públicos se aposentarão, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que “enquanto não aprovar a reforma, não vamos ter espaço para fazer novos concursos”.

O governo aposta que os servidores acabarão por aceitar a mudança, em função do estrangulamento dos serviços públicos e do aumento da carga de trabalho para quem seguir na ativa. O envio da proposta ao Legislativo, contudo, ainda depende da aprovação do presidente Jair Bolsonaro.

Noticiário corporativo

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou que a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, aprovou a admissão do GPA no segmento especial de listagem Novo Mercado. Já a Triunfo Participações (TPIS3) comunicou ao mercado que seu plano de recuperação judicial para a sua subsidiária que controla o Aeroporto de Viracopos (SP) foi aprovado pela assembleia dos credores.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
MRFG3 8.15451 12.6
TOTS3 6.69241 82.9
IRBR3 5.59885 36.59
MGLU3 5.50328 59.43
VALE3 4.19608 53.14

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
USIM5 -2.0202 9.7
CSAN3 -1.87424 81.15
RAIL3 -1.6073 22.65
BRML3 -1.43805 17.82
NTCO3 -1.35587 50.2

O Magazine Luiza, por sua vez, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 185,3 milhões no quarto trimestre de 2019, uma leve queda de 0,5% na comparação com igual período do ano passado. Apesar da queda, o resultado foi acima da maior estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam lucro entre R$ 133 milhões e R$ 153 milhões. Já no acumulado do ano, o lucro líquido ajustado foi de R$ 552,1 milhões, queda de 6,4% frente os R$ 589,6 milhões de 2018.

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Magalu “troca” margem por qualidade e balanço surpreende – mas desafio está na alta da ação

SÃO PAULO – Como já virou costume no mercado, o resultado do Magazine Luiza (MGLU3) surpreendeu os investidores e os analistas. Porém, desta vez, chamou atenção uma elevação das despesas, e consequente queda de margem e lucro.

No quarto trimestre do ano passado, a varejista registrou uma alta de 50,6% em suas despesas operacionais, número potencializado ainda pela aquisição da Netshoes. Por conta disso, o lucro líquido ajustado no período recuou 0,5%, para R$ 185,3 milhões, que mesmo assim ficou acima da melhor das projeções compiladas pela Bloomberg, que era de R$ 153 milhões.

A explicação para este recuo nos números veio da própria empresa: foco na melhora do serviço. Em entrevista ao InfoMoney, Roberto Bellissimo Rodrigues, diretor financeiro e de relações com investidores do Magalu, apontou que desde o segundo semestre de 2018 a companhia decidiu investir mais no cliente e no serviço que presta.

Por conta disso, segundo ele, a varejista “abriu mão” de dois pontos percentuais de margem Ebitda em favor do crescimento e nível de serviço. No último trimestre, a margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) ajustada teve baixa de 1,4 ponto percentual sobre o ano anterior, a 6,2%, enquanto que no ano a queda foi de 1,3 ponto, a 6,6%.

Rodrigues explica que os efeitos positivos colhidos desta queda de margem compensaram e ressaltou que a empresa seguirá focada não só em melhorar seu nível de serviço, mas não que não deixou de estar atenta a possíveis novas aquisições.

E o mercado parece ter visto da mesma forma. Nesta segunda-feira (17), as ações MGLU3 chegaram a abrir com ganhos, ainda que mais tímidos, mas ganharam força durante o dia e, na máxima chegaram a subir 6,37%, a R$ 59,92.

O executivo destaca que, após focar no cliente e no crescimento nos dois últimos anos, o lema do Magalu em 2020 é aumentar o sortimento, algo que é reforçado pelas recentes aquisições feitas pela empresa, como a Netshoes e Estante Virtual.

Para a equipe de analistas da XP Research, “a entrada da companhia em novas categorias por meio das aquisições concluídas ao longo dos últimos anos e o crescimento do marketplace devem continuar a contribuir para a expansão do sortimento de produtos oferecido pelo Magalu”.

Segundo eles, além do fato do lucro ter surpreendido positivamente, os investimentos na plataforma de serviços e captação de clientes devem seguir contribuindo para o crescimento acelerado da varejista em 2020. “Esperamos que isso seja suportado pela posição de caixa de R$ 4,7 bilhões ao final do ano, e vemos espaço para potenciais surpresas positivas em relação à estratégia de alocação de capital da companhia”, completam.

Na mesma linha, Victor Saragiotto e Pedro Pinto, do Credit Suisse, afirmam que “a palavra de ordem para Magalu é crescimento, que parece interminável no futuro próximo”. Assim como a XP, eles também acreditam que a estrutura e caixa criados pela companhia devem manter o cenário positivo e deixar pouco espaço para uma decepção.

Apesar do otimismo, as duas casas de análise destacaram o mesmo desafio: valorização das ações. Os analistas afirmam que enxergam um potencial limitado para os papéis e por isso mantêm uma recomendação neutra.

Segundo dados compilados pela Bloomberg, atualmente o Magalu tem 8 recomendações de compra, 6 neutras e apenas uma de venda. A XP explica que esta alta limitada para as ações é justificada pelo fato dos papéis estarem negociando a um múltiplo de 2,4 vezes em relação às vendas totais (GMV), contra 1,5 vez no caso da B2W.

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Petrobras suspende férias de março de alguns funcionários para enfrentar greve

A direção da Petrobras (PETR3; PETR4) vai suspender as férias de alguns funcionários de áreas operacionais para fazer frente à greve dos petroleiros, que nesta segunda-feira, 17, completa 17 dias.

A medida afeta empregados com férias marcadas para a primeira quinzena de março que atuam na exploração e produção de petróleo e gás natural, em refinarias, unidades de tratamento de gás, termelétricas e no administrativo de apoio a essas atividades.

Em texto divulgado aos funcionários na rede interna de comunicação, a direção informa que “avaliará as posições críticas em que a suspensão se faz necessária e comunicará a cada empregado”. E atribui a responsabilidade da suspensão aos sindicatos que lideram a paralisação.

“A Petrobras não tem medido esforços para assegurar a normalidade de suas operações e manter o abastecimento de produtos combustíveis e geração de energia”, traz o comunicado.

A greve é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que protesta, principalmente, contra a demissão de pelo menos 396 empregados da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná. A entidade sindical alega também que a direção da estatal não cumpriu alguns pontos do acordo coletivo.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), em linha com reivindicação da empresa, exigiu dos manifestantes a manutenção de 90% do efetivo para garantir o suprimento e a segurança das operações.

Em sua página na internet, a FUP informa que já foram mobilizados “cerca de 64% de todos os petroleiros de áreas operacionais da Petrobras e subsidiárias, em 13 Estados do País”.

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Resultado do Banco Inter evidencia desafios das fintechs e Morgan reitera venda para ação

SÃO PAULO – O Banco Inter (BIDI11) divulgou seus dados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2019 e ao ano no final da última semana. Logo na sessão após o resultado, do dia 13 de fevereiro, as units do banco digital caíram 3,89% na B3.

O lucro líquido foi de R$ 25 milhões, um aumento de 112% em relação ao trimestre anterior e uma redução de 7% em relação ao ano anterior. O prejuízo operacional, excluindo negociação, foi de R$ 21 milhões, comparado a ganhos de R$ 2 milhões no terceiro trimestre de 2019 e R$ 21 milhões no quarto trimestre do ano anterior.

Conforme aponta em relatório o Morgan Stanley, o número foi muito pior do que a estimativa de R$ 13 milhões. “De fato, as operações bancárias de varejo da empresa não estão mais gerando lucros. O ROE [Retorno sobre o Patrimônio Líquido] foi de apenas 5%, abaixo dos 10% do ano passado”, avaliam em relatório os analistas Jorge Kuri, Jorge Echevarria e Eugenia Sanchez.

Os analistas do banco apontam que, excluindo o aumento ímpar e inesperado das negociações, os resultados operacionais sofreram uma grande queda.

“A companhia, novamente, e como tem sido o caso desde seu IPO, frustrou as expectativas do mercado por uma ampla margem”, destaca o Morgan.

Os analistas do banco americano possuem recomendação underweight – exposição abaixo da média do mercado – para as ações BIDI4, com preço-alvo de R$ 2,80, o que corresponde a um downside de 82,5% em relação ao fechamento de sexta-feira (14).

“A nossa tese de investimento se baseia nos desafios de execução que a empresa pode enfrentar ao tentar expandir os seus negócios”, apontam os analistas do Morgan.

O último trimestre evidenciou as preocupações, avaliam os analistas, uma vez que as receitas financeiras foram muito mais fracas do que o esperado, assim como as provisões para perdas com empréstimos e as despesas, que foram piores do que as estimativas.

As receitas por usuário ativo continuam diminuindo rapidamente (queda de 10% na base trimestral e 49% na base anual) e, assim, o centro das preocupações do Morgan com o banco, assim como com outras fintechs, está no modelo de negócios de oferecer contas correntes gratuitamente para atrair clientes e esperar vender produtos bancários sem possuir experiência ou histórico.

“É improvável que essas empresas gerem monetização significativa de clientes. Enquanto isso, em termos de valuation, os múltiplos da ação preferencial (BIDI4), de 115 vezes a relação entre preço e lucro esperado para 2020 e 5,3 vezes o preço sobre o book value (valor patrimonial) parece excessiva para um banco em que a monetização do cliente é mínima e o ROE é de apenas 5%”.

Por outro lado, um dado destacado como positivo por analistas de mercado foi o fato do Inter ter batido a marca de 4,1 milhões de correntistas no fim de 2019, apresentando uma elevação de 180% em relação a 2018. Quando o assunto são os clientes ativos, o total foi de 2,3 milhões, alta de 169%. Na Plataforma Aberta Inter (PAI), de investimentos, o número de clientes ativos chegou a 425 mil, crescimento anual de 269%.

Conforme destaca o BTG Pactual, que reitera recomendação de compra para os ativos, embora ainda longe de atingir bons níveis de monetização, o quarto trimestre trouxe sinais de um potencial ponto de inflexão no custo de captação de novos clientes e quanto eles usam o produto do banco, aliviando algumas preocupações. Para o BTG, o momentum permanecerá positivo para o Banco Inter, principalmente em adições de contas e engajamento de clientes, mantendo assim a recomendação de compra para os ativos.

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Taxa de câmbio: entenda como ela funciona!

Quando você começa a estudar sobre o mercado financeiro, percebe que existem diversas nomenclaturas e termos específicos da área e que eles precisam ser bem entendidos, principalmente pelo fato de afetarem os investimentos. Um deles é a taxa de câmbio.

Certamente você já ouviu falar sobre isso em notícias e até em conversas ligadas à economia. Mas você sabe bem o que ela é, como funciona, de que maneira influencia o mercado e como pode afetar uma carteira de investimentos?

É sobre isso que falaremos neste artigo. Continue conosco e saiba mais sobre o assunto!

Afinal, o que é taxa de câmbio?

De forma simples, podemos dizer que a taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira em relação ao valor que a moeda nacional tem.

Ou seja, ela determina quanto precisamos ter para comprar o dinheiro de outro país.

Na prática, para ficar ainda mais fácil de entender, você já deve ter visto por aí quando dizem que o dólar está custando um determinado valor de reais.

O câmbio é essa relação de quantos reais são necessários para adquirir um dólar — ou qualquer outra moeda. Além disso, ela também está ligada a negociações comerciais e transações de troca entre os países.

Contudo, vale destacar que esse preço não é o mesmo para operações de compra e venda de moeda, o que chamamos de câmbio comercial. E ainda temos o câmbio turismo, para viagens ao exterior.

Entenda melhor nos tópicos a seguir:

Câmbio comercial

É a taxa utilizada como referência no mercado para transações entre empresas e países. É por meio dela que se recebe ou se faz o pagamento de operações de importação ou exportação.

Dessa forma, quando o dólar comercial (visto que essa moeda é referência, usaremos bastante como exemplo) está alto, quem exporta produtos ou serviços lucra mais, já que é mais dinheiro para cada real ganho.

Por outro lado, os importadores são prejudicados, uma vez que precisam pagar mais para receber os produtos ou serviços que adquirem de fora.

O contrário acontece nos dois casos quando o dólar está barato: exportadores lucram menos e importadores são beneficiados.

Câmbio turismo

Quando se trata de câmbio turismo, estamos falando de transações de compra e venda de moeda estrangeira para quem pretende fazer viagens ao exterior.

Nesse caso, a taxa é baseada na cotação comercial do dinheiro do país de destino em relação ao preço do real.

Porém, aqui é preciso incluir na conta do valor cambial:

  • custos administrativos;
  • custos de importação;
  • custos de segurança;
  • custos de logística;
  • impostos;
  • estoque da moeda.

Devido a essas cobranças adicionais, o dólar turismo acaba sendo maior que o comercial.

Então, se você for planejar uma viagem para o exterior, precisa atentar para a cotação correta na hora de fazer as contas — caso se baseie no dólar comercial, há o risco faltar uma parte do dinheiro necessário na hora de fazer a conversão do montante que você juntou.

Quais são os tipos de taxa de câmbio?

Além dos tipos de câmbio, ainda há os tipos de taxa de câmbio. Nos próximos tópicos, explicamos cada um deles.

Taxa de câmbio nominal

Essa é a mais comum e conhecida pela população em geral. Representa o conceito simples que já explicamos: é o custo de uma moeda em relação a outra. Então, quando falamos que 1 dólar custa R$ 4, estamos nos referindo à taxa de câmbio nominal.

Ela varia de acordo com a oscilação das bolsas de valores que existem pelo mundo afora.

Taxa de câmbio real

Já nesse caso, os valores passam pela correção dos índices internos e externos de inflação.

Taxa de câmbio real efetiva

Esta, por sua vez, considera o grau de interferência de determinado país nos fluxos das transações comerciais.

Quais são os regimes cambiais?

Além dos tipos de taxas de câmbio existentes, existem os regimes cambiais. Eles são formados por um conjunto de acordos e regras que definem as transações financeiras entre as nações, e é por meio deles que a taxa de câmbio é formada.

Conheça mais sobre eles nos próximos tópicos:

Fixo

O câmbio fixo é determinado pela autoridade monetária de um país — aqui no Brasil, é o Banco Central — e, como o nome sugere, ele não se altera.

Os principais motivos para que esse regime seja colocado em prática é a tentativa de estabilizar o valor da moeda, evitar a alta da inflação e eliminar o risco cambial, que pode gerar perdas substanciais em negociações importantes.

Para mantê-lo, o governo atua no mercado comprando e vendendo a própria moeda a um preço fixado.

Flutuante

Nesse regime, o governo não interfere diretamente e deixa que o próprio mercado estabeleça o câmbio, e isso é feito com base na oferta da lei e da procura.

Contudo, podem existir casos em que o Banco Central venha a atuar a fim de evitar grandes oscilações ou mesmo influenciar as taxas de câmbio.

Atrelado

Aqui, a autoridade monetária interfere no câmbio. Contudo, essa influência é feita exclusivamente para manter as variações das taxas dentro de um limite mínimo e máximo. Esse intervalo é conhecido no mercado como banda cambial.

Porém, para que ele seja colocado em prática, é necessário que essa autoridade mantenha reservas internacionais que sejam suficientes para efetuar a compra e a venda de moeda, mesmo que o país esteja passando por alguma crise econômica.

Qual é a diferença entre taxa de compra e taxa de venda?

Você já ouviu falar de preço de venda do dólar e preço de compra do dólar? Esses termos existem porque, de fato, os valores praticados nessas operações não são os mesmos.

Se você deseja comprar moeda estrangeira em bancos, casas de câmbio ou qualquer outra instituição autorizada, vai fazer uma transação com base na taxa de venda.

Já no caso de ser a instituição quem compra a moeda estrangeira, a taxa aplicada é a de compra.

De modo geral, a taxa de venda é mais alta que a de compra, da mesma forma como acontece com os empréstimos bancários: os juros cobrados do consumidor sempre serão mais altos que os juros pagos em um CDB, por exemplo.

Entenda o que é a PTAX

Essas cotações para compra e venda não são as mesmas que o Banco Central divulga diariamente para certas moedas, como o euro e o dólar.

Basicamente, é feita uma média entre as operações de todas as pessoas e empresas que operam comprando e vendendo, e isso é a chamada PTAX: a taxa definida pelo Banco Central que é usada como referência por instituições que trabalham com o câmbio.

Como a taxa de câmbio é calculada?

Agora que você entende um pouco melhor os conceitos, vamos partir para a parte mais prática.

Existem diversas variáveis que influenciam, para cima ou para baixo, a taxa de câmbio de determinada moeda em relação a outra. A principal delas é a chamada lei de oferta e procura.

Então, se uma moeda é forte e muito procurada pelos países, certamente ela será mais cara que outras. É por isso que sempre vemos o dólar valorizado, uma vez que muitas negociações entre nações no mundo inteiro a utilizam como referência.

Além disso, questões econômicas e políticas também podem enfraquecer ou fortalecer uma moeda e interferir no preço final da taxa de câmbio. O cálculo é realizado com base nesses fatores e no regime cambial adotado pelo país.

O que influencia a taxa de câmbio?

Qualquer fator afeta a taxa de câmbio, mas os mais influentes estão ligados à economia e à política.

Dessa forma, sempre que o país passa por algum momento de instabilidade e tem a economia afetada, há variação no câmbio, tornando as principais moedas estrangeiras mais caras.

Como ela varia

A variação da taxa de câmbio é influenciada por inúmeros fatores, sendo os principais:

  • a forma de entrega da moeda estrangeira;
  • a origem da operação;
  • os custos administrativos;
  • o prazo de liquidação;
  • o valor da operação.

Como ela impacta a economia?

Existem economistas que defendem que a taxa de câmbio é intrínseca à economia e afeta tudo, uma vez que interfere na inflação e também nos preços praticados no mercado interno — e isso vale até mesmo para produtos que são produzidos aqui dentro.

Se existe algum produto, como o trigo, que é produzido no Brasil, mas que não é capaz de suprir toda a demanda, é necessário fazer a importação.

Com o dólar caro, os preços vão subir internamente, afetando o preço do pão e de outros itens fabricados a partir do cereal.

Além do mais, existem matérias-primas que, mesmo existindo em abundância aqui, têm seus preços baseados no dólar. Qualquer variação que houver na taxa de câmbio afeta o valor desses itens no Brasil também.

No setor da indústria, os efeitos são muitas vezes imediatos, visto que se trabalha com bastante produto importado.

Você se lembra do exemplo que mostramos ali em cima sobre os efeitos do preço do dólar para importadores e exportadores? É o raciocínio aplicado aqui.

Como a instabilidade afeta a taxa de câmbio

Como você já sabe, qualquer instabilidade política ou econômica pode afetar a taxa de câmbio.

Então, se as notícias não forem boas e despertarem a desconfiança de quem investe — empresas e bancos, por exemplo —, é provável que a taxa suba, tornando o real desvalorizado diante do dólar ou do euro.

Inclusive, há situações em que é possível surgir uma diferença considerável em apenas um dia.

A importância do preço do dólar

O dólar alto representa uma elevação nos preços do mercado. Isso significa que é bem provável que a gasolina, o pão ou uma viagem para o exterior fiquem mais caros.

Entendendo a balança comercial

Balança comercial é o termo usado para indicar o saldo entre importações e exportações que ocorrem entre os países.

Se as exportações forem maiores que as importações, dizemos que a balança comercial é favorável, já que está entrando mais dinheiro que saindo.

Caso o contrário ocorra, havendo mais importações que exportações, a balança comercial estará desfavorável.

Um resultado positivo é benéfico para o país, visto que atrai moeda estrangeira e gera mais postos de empregos para suprir a demanda.

Voltando ao dólar, se ele está mais alto, as exportações ou vendas aumentam e o cenário fica mais favorável para o Brasil.

Como a taxa de câmbio afeta os meus investimentos?

Depois de explicar os conceitos principais, vamos mostrar de que forma a taxa de câmbio influencia os investimentos financeiros. Para isso, existem os chamados fundos cambiais.

Eles são usados com o objetivo de ter proteção cambial e alocar o dinheiro disponível em títulos que estejam atrelados à oscilação do preço das moedas estrangeiras.

Esse tipo de papel é bem procurado para compor e diversificar a carteira, principalmente quando falamos de investir em dólar, que é a moeda mais importante.

Você pode contar com uma consultoria em investimentos para entender melhor como eles funcionam e de que forma podem contribuir para o alcance dos seus objetivos.

Se a ideia é proteger ainda mais a rentabilidade das variações na taxa, você pode contar com um limite de preço na hora da compra. Ele é chamado de hedge cambial e permite que se saiba exatamente quanto será pago no câmbio.

O mercado futuro também é uma alternativa muito usada por quem investe. Nesse caso, a negociação é feita com base em contratos de compra e venda de produtos, como soja e café, que só acontecerão no futuro.

A vantagem é que, para fazer isso, não é necessário desembolsar quantias exorbitantes em dinheiro.

A Letra de Câmbio, ao contrário do que o nome sugere, não faz parte do investimento em moeda estrangeira.

Ela ocorre devido ao fato de a instituição financeira pagar juros em troca (câmbio) de ter uma quantia em dinheiro emprestada por determinado período de tempo.

Então, cuidado para não cair no engano sem querer na hora de compor a sua carteira!

A taxa de câmbio afeta diretamente vários setores da economia e também o mercado financeiro, sendo parâmetro para alguns títulos que são usados como diversificação e uma forma de proteger o patrimônio.

Gostou deste artigo sobre taxa de câmbio? Então aproveite para conferir o guia que fizemos para explicar como funciona uma consultoria de investimentos!

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