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Conselho do Magazine Luiza aprova pagamento de R$ 290,9 milhões em dividendos

Tela de celular com Magazine Luiza

SÃO PAULO – Junto com o resultado do último trimestre de 2019, o Magazine Luiza (MGLU3) informou, via ata de reunião, que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de até R$ 290,9 milhões em dividendos.

O valor corresponde a R$ 31,56% do lucro líquido de R$ 921,8 milhões que a varejista registrou no ano passado.

Na ata, a companhia ainda destacou que estes dividendos se somam aos R$ 170 milhões anunciados no ano passado, sendo R$ 112 milhões informados em 30 de setembro e R$ 58 milhões em 23 de dezembro.

Com isso, o Magalu irá totalizar R$ 460,9 milhões em proventos, o que corresponde a 50% do lucro de 2019.

A companhia não informou quando irá realizar o pagamento ou qual é a data em que as ações passarão a negociar ex-dividendos.

Como aproveitar?

Para ter direito aos proventos, é preciso comprar os papéis e segurá-los em sua carteira de investimentos até a ‘data-com’, ou seja, o último dia para estar apto a receber o pagamento, o que ainda não foi informado.

Primeiro, é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores credenciada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Lembre-se que quanto menor os custos operacionais, maior será a sua rentabilidade. Hoje, corretoras como a Clear oferecem taxa zero para corretagem de ações.

Uma vez com a conta aberta, basta transferir o dinheiro a ser investido de sua conta corrente para a conta da corretora e enviar uma ordem de compra de ações da empresa, informando a quantidade de ações que você deseja comprar.

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Como os fundos de ações que mais renderam em 2018 se saíram em 2019

SÃO PAULO – Fundos que encabeçam as listas de melhores do ano são tentadores. Atraídos por retornos bem acima da média, alguns investidores mergulham de cabeça nesses produtos, dando por certo que os ganhos irão se repetir e sem analisar nenhum outro critério.

O problema é que esse raciocínio não permite enxergar a volatilidade dos fundos que conseguem chegar ao topo em janelas tão curtas quanto 12 meses. A decepção é, portanto, quase inevitável quando as perdas acontecem, levando o investidor a resgatar a aplicação, em geral, no pior momento.

A comparação dos dez melhores fundos de ações de 2018 com os de 2019 ilustra o sobe e desce que marca essas listas. O comportamento dos top 10 de 2018 em 2019, e vice-versa, também mostra o grau de oscilação, que é frequente nesses produtos.

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Ainda que o resultado seguinte tenha sido positivo, o levantamento mostra que nenhum dos dez melhores fundos de 2018 repetiu sua colocação em 2019. E os melhores do ano passado tiveram um desempenho muito melhor do que haviam registrado em 2018 – subiram, em média, 54 pontos percentuais em relação ao resultado anterior.

Líder em 2019, o fundo Guepardo Institucional havia fechado 2018 com resultado negativo da ordem de 11,6%. Naquele ano, o fundo chegou a perder mais de 13% apenas no mês de junho, quando as ações da Cosan, então sua principal posição, caíram 9,3%.

O mesmo vale para a HIX Capital, que saiu do vermelho, em 2018, para terminar o ano seguinte com alta de 63%.

Já no grupo dos melhores de 2018, os fundos seguiram com resultados positivos no ano seguinte, ainda que três tenham ficaram abaixo do forte desempenho do Ibovespa.

Com base em dados da Economatica, foram considerados para o levantamento somente fundos não exclusivos, com a média do patrimônio líquido em 12 meses superior a R$ 100 milhões e mais de 99 cotistas no fim de cada ano. Foram excluídos fundos setoriais e monoações, assim como foram eliminados do estudo fundos espelho.

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Guilherme Anversa, sócio e gestor da XP Advisory, explica que um fundo com melhor desempenho em determinado ano geralmente é mais arrojado, com uma carteira mais concentrada. Essa estratégia é mais dependente de casos específicos de sucesso, que turbinam os retornos. Desse modo, não é de se esperar que ele dispare ano após ano.

“Geralmente são gestores fundamentalistas que acertaram na veia”, conta, lembrando que, em geral, são produtos que olham dois ou três anos à frente. “Eventualmente não será no primeiro ano que a posição do gestor irá se materializar.”

Anversa aponta que o desempenho dos líderes de 2019 exemplifica como a tese de alguns fundos pode não se concretizar durante um ano, mas se consolidar em períodos seguintes.

No caso da HIX Capital, o ano de 2018 foi um dos mais desafiadores para o fundo, escreveram os gestores da casa, em carta publicada no início de 2019. “As variáveis macro dominaram os movimentos do mercado e tornaram os fundamentos das empresas temporariamente menos relevantes. Este não foi o primeiro teste de robustez que passamos como empresa, e temos certeza que não será o último. Seguimos fiéis aos nossos princípios e filosofia de investimento.”

Eles perderam quase 8% por conta de uma posição comprada em Biotoscana, pior investimento do fundo. O papel recuou quase 60% naquele ano.

A HIX destacava, na ocasião, que a volatilidade associada às eleições brasileiras e o ambiente externo incerto reduziram a liquidez de empresas de menor capitalização. Em meio à turbulência, contudo, os gestores indicavam que resultados melhores viriam adiante.

“Diversas oportunidades bastante interessantes vêm à tona neste ambiente onde algumas empresas perderam liquidez, e, por consequência, foram excluídas dos filtros de análises da maioria dos investidores”, afirmaram os gestores da casa. “Acreditamos que o nosso portfólio é composto de excelentes empresas, posicionadas em mercados interessantes, administradas por profissionais competentes e precificadas com margem de segurança significativa para os seus valores intrínsecos. Ao longo do tempo, estas deveriam ter evoluções de preços similares às evoluções de sua lucratividade.”

Desde sua criação, em 2012, o fundo da HIX subiu 276,5%, contra um Ibovespa de 103,3%.

Como escolher um fundo?

Embora o vaivém entre os melhores fundos de cada ano seja mais forte para o mercado de ações, diz Anversa, a escolha de fundos com base apenas nesse ranking é uma decisão ruim também para outras classes de ativos.

“É a pior forma para selecionar um gestor, você vê apenas uma fotografia do passado dele”, destaca. “Com certeza você vai cair em alguma armadilha.”

Do ponto de vista quantitativo, que é mais fácil para o investidor acompanhar, ele recomenda que se analise a rentabilidade em janelas mais longas, com pelo menos três anos. Segundo o gestor, isso ajuda a entender como o fundo se comportou ao longo do tempo, em diferentes cenários.

Outro ponto importante é avaliar as quedas, levar em conta o quanto um gestor perdeu ao longo do caminho. “Faz parte de um grande gestor passar por períodos difíceis. Você tem que entender se aguentaria passar pelo pior momento dele.”

Essa análise evita que o investidor escolha um fundo que esteja fora de seu perfil de risco, apesar de bem gerido. Anversa lembra que até mesmo os melhores fundos de ações da década, segundo classificação feita pelo InfoMoney em parceria com a escola de negócios Ibmec, passaram por oscilações ao longo de suas trajetórias.

“Os três fundos premiados tiveram uma janela de perdas de mais de 20%. São nesses momentos que o investidor se assusta, o fundo cai e ele sai no pior momento, deixando de pegar o retorno composto no tempo.”

Ele aconselha ainda que os investidores não limitem seus universos de observação aos rankings anuais. Isso porque gestoras com retornos menos explosivos, porém mais consistentes, não aparecem com frequência em levantamentos de curto prazo.

“Existem casas que olham mais o retorno composto ao longo do tempo. Não necessariamente vão aparecer no primeiro quartil de retorno, mas consistentemente vão estar no segundo quartil”, conta. “Há diferentes formas de se ganhar dinheiro, mas alguns gestores acabam prejudicados por não aparecerem nesses rankings.”

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Portaria com novos valores dos benefícios do INSS é publicada

Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão reajustados em 4,48%, com validade a partir de 1º de janeiro deste ano. Com o novo percentual de reajuste, o salário de benefício e o salário de contribuição não poderão ser inferiores a R$ 1.039,00, nem superiores a R$ 6.101,06.

A Portaria nº 914, de 13 de janeiro de 2020, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que determina o novo percentual de reajuste, está publicada na edição desta terça-feira (14) do Diário Oficial da União.

Com o novo percentual, não terão valores inferiores a R$ 1.039,00 os benefícios de prestação continuada pagos pelo INSS correspondentes a aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte; de aposentadorias dos aeronautas, concedidas com base na Lei nº 3.501, de 21 de dezembro de 1958; e de pensão especial paga às vítimas da síndrome da talidomida.

O auxílio-reclusão, por exemplo, a partir de 1º de janeiro de 2020, “será devido aos dependentes do segurado cujo salário de contribuição seja igual ou inferior a R$ 1.425,56, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas”.

Com relação ao valor da cota do salário-família por filho até 14 anos de idade, ou inválido de qualquer idade, é de R$ 48,62 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 1.425,56.

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Ibovespa Futuro sobe com novo estímulo chinês e dólar tem leves ganhos sem atuação do BC

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta segunda-feira (17), dia que provavelmente será de liquidez reduzida por conta do feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos. O que beneficia os ativos de renda variável é a sinalização de estímulos na economia chinesa para fazer frente aos impactos do coronavírus.

Liu Kun, ministro de Finanças da China, publicou artigo na revista do Partido Comunista afirmando que Pequim planeja cortar impostos para empresas e injetar mais US$ 1,1 bilhão no sistema financeiro. A atualização dos números desta segunda mostra que 70 mil pessoas foram infectadas pelo coronavírus, com 1.700 mortos.

Do lado negativo, os investidores temem o impacto da contração maior que a esperada do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, que caiu 6,3% no quarto trimestre do ano passado, contra uma retração esperada de 3,7%.

Às 09h14 (horário de Brasília), o índice futuro para abril registrava ganhos de 0,45%, a 115.475 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em março tem leve alta de 0,29%, para R$ 4,313. Já o dólar comercial registrava alta de 0,21%, a R$ 4,3092 na compra e R$ 4,3104 na venda.

A moeda dos EUA volta a se valorizar depois de ter caído 0,46% ante o real na semana passada. Esse movimento de apreciação da divisa brasileira esteve ligado às intervenções do Banco Central, que vendeu 20 mil contratos de swap por dia desde que o câmbio bateu R$ 4,38 na esteira de coronavírus e falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o atual patamar da moeda não é um problema, pois ajudaria os exportadores.

Já os contratos de juros futuros registram ganhos. O contrato com vencimento em janeiro de 2022 registra alta de três pontos-base, a 4,74%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avança cinco pontos-base, a 5,30%, seguido pela alta de três pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 5,99%.

Entre os indicadores, o mercado fez revisões baixistas para inflação e PIB deste ano. Segundo o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 passou de 3,25% para 3,22%, e permaneceu em 3,75% 2021.

Para o PIB, as projeções indicam crescimento de 2,23% neste ano (recuando em relação à expectativa de 2,30% da semana passada) e de 2,50% no ano que vem.

Para a taxa de câmbio, a mediana do dólar permaneceu em R$ 4,10 para o fim de 2020 e passou de R$ 4,10 para R$ 4,11 para 2021. Por fim, o mercado espera a taxa Selic em 4,25% neste ano e em 6% no próximo ano.

Política 

O governo irá segurar a realização de novos concursos públicos federais até a aprovação da reforma administrativa pelo Congresso. A ideia é usar a abertura de novas vagas como moeda de troca pelas mudanças nas regras do funcionalismo.

Só entre 2020 e 2022, 60 mil servidores públicos se aposentarão, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que “enquanto não aprovar a reforma, não vamos ter espaço para fazer novos concursos”.

O governo aposta que os servidores acabarão por aceitar a mudança, em função do estrangulamento dos serviços públicos e do aumento da carga de trabalho para quem seguir na ativa. O envio da proposta ao Legislativo, contudo, ainda depende da aprovação do presidente Jair Bolsonaro.

Noticiário corporativo

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou que a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, aprovou a admissão do GPA no segmento especial de listagem Novo Mercado. Já a Triunfo Participações (TPIS3) comunicou ao mercado que seu plano de recuperação judicial para a sua subsidiária que controla o Aeroporto de Viracopos (SP) foi aprovado pela assembleia dos credores.

O Magazine Luiza, por sua vez, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 185,3 milhões no quarto trimestre de 2019, uma leve queda de 0,5% na comparação com igual período do ano passado. Apesar da queda, o resultado foi acima da maior estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam lucro entre R$ 133 milhões e R$ 153 milhões. Já no acumulado do ano, o lucro líquido ajustado foi de R$ 552,1 milhões, queda de 6,4% frente os R$ 589,6 milhões de 2018.

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam após prévia do PIB

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta sexta-feira (14).

Após uma bateria de dados fracos sobre o comportamento da economia brasileira em dezembro, com resultados decepcionantes da produção, do varejo e do setor de serviços, a prévia do PIB, medida pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), sinalizou hoje que a atividade segue fragilizada.

O indicador registrou queda de 0,27% em dezembro na comparação mensal, em linha com a estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, de recuo de 0,30%. Enquanto isso, a alta de 0,18% da medição anterior, de novembro ante outubro, foi revisada para queda de 0,11%.

Na comparação anual, o índice registrou avanço de 1,28% em dezembro, em linha com a estimativa, de alta de 1,3%. O dado anterior, de novembro de 2019 em relação ao mesmo período de 2018, por sua vez, também foi revisado de +1,10% para +0,76%.

Após expansão de 1,34% do PIB em 2018, a economia brasileira cresceu 0,89% em 2019, segundo o Banco Central. O resultado oficial, porém, será divulgado apenas em 4 de março, pelo IBGE.

Ainda no cenário doméstico, investidores monitoraram a nova atuação do BC no câmbio, com a oferta de 20 mil contratos de swap cambial em leilão para tentar conter a alta da moeda americana. Às 16h22, a moeda operava em baixa de 0,57%, cotada a R$ 4,31 na compra e na venda.

No cenário externo, as atenções seguem naturalmente sobre a China, em meio a dúvidas sobre a exatidão das informações divulgadas sobre o surto do coronavírus. Isso porque um erro na contagem do número de mortos na província de Hubei, epicentro da epidemia, fez as autoridades de Beijing retirarem 108 nomes da lista de mortos, por “dupla contagem”.

Apesar da revisão nos dados, o número de atingidos pelo surto superou 65 mil pessoas, com mais de 1.300 mortes.

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No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2023 oferecia um prêmio anual de 5,28% ao ano, ante 5,35% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,52 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 863,10.

O papel com vencimento em 2026, por sua vez, pagava 6,18% ao ano, ante 6,23% pela manhã.

Entre os títulos indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava 2,51% ao ano, ante 2,54% a.a. anteriormente, enquanto o retorno do Tesouro IPCA+ 2035 cedia de 3,25% para 3,22% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Como investir com a Selic a 4,25% ao ano?

Com a queda dos juros, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, e o mesmo acontece com a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à taxa Selic.

Nos últimos 12 meses até janeiro, a caderneta rendeu 4,14%. Agora, com a Selic em 4,25% ao ano, o retorno anual da poupança passa a ser de 2,98% e continua, portanto, perdendo para demais aplicações conservadoras e até para a inflação, caso a estimativa de alta de 3,40% para o IPCA neste ano se confirme.

Além de os juros baixos dificultarem a escolha de investimentos mais conservadores, a perspectiva de que eles voltem a subir colocam novo desafio para o aplicador brasileiro.

O InfoMoney conversou com especialistas do mercado financeiro para entender como o investidor deve se posicionar neste cenário. O consenso foi de que as aplicações deverão buscar horizontes mais longos e que, independentemente do perfil de risco do investidor, alguma parcela do portfólio deve estar alocada em ativos mais arriscados, de forma a garantir melhores rentabilidades. A matéria completa você confere aqui.

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COE: entenda como funciona o investimento que combina renda fixa com variável

Já pensou em combinar a proteção oferecida pela renda fixa com a possibilidade de ganhos mais robustos proporcionada pela renda variável e ainda acessar diversos ativos internacionais? Essa é a proposta dos COE (Certificados de Operações Estruturadas).

Trata-se de de um investimento que ajuda a diversificar a carteira do investidor, pois permite atuar em cenários que dificilmente obteria ganhos sem correr grandes riscos.

No COE, tanto as perdas quanto os ganhos do investimento costumam ser limitados. Dessa forma, quem aplica hoje já tem noção de quanto dinheiro terá ao final do investimento.

Quer saber mais? Então confira este guia com tudo o que você precisa saber para entender como funcionam os COEs, além das suas vantagens e desvantagens. Descubra se são os investimentos ideais para seus objetivos financeiros – ou se é melhor procurar outras opções.

1. O que é COE?
2. Como funciona?
3. Vantagens e desvantagens
4. Para quem é indicado?
5. Como investir em COE com segurança; passo a passo

O que é COE?

Os Certificados de Operações Estruturadas estão disponíveis para os investidores brasileiros há alguns anos e se parecem muito com as chamadas “notas estruturadas”, que são populares nos Estados Unidos e na Europa.

Na prática, os COEs são um produto financeiro que mescla aplicações e características de renda fixa e de renda variável em um só “pacote”.

Em certa medida, por ser um conjunto de ativos, o COE lembra um pouco o funcionamento de um fundo de investimentos. Mas há diferenças importantes: além de ter um valor mínimo de investimento e um indexador definido, o COE possui também uma data de vencimento e apresenta ao investidor uma série de cenários diferentes de ganhos e perdas.

Por isso, o COE é um produto que tanto pode atender os investidores mais conservadores, ainda receosos de aplicar em mercados mais arrojados, quanto investidores experientes, que buscam diversificar suas aplicações em mercados mais sofisticados.

Como funciona?

O COE é um produto relativamente novo no mercado brasileiro e possui características bem diferentes dos investimentos mais conhecidos por aqui. Por isso, é necessário entender detalhadamente como os certificados funcionam antes de aplicar. Abaixo, você vai conhecer o que há de mais importante sobre o assunto:

Emissão e registro

Os COEs são emitidos pelos bancos. De acordo com a regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todos precisam ser registrados junto à B3 (antiga Cetip).

Desde 2015, os COEs podem ser ofertados publicamente – antes, eles eram distribuídos apenas de maneira privada, sem publicidade. Por isso, acabavam circulando entre os clientes de alta renda de bancos. Uma instrução da CVM, no entanto, permitiu que eles passassem a ser vendidos também por corretoras e distribuidoras de valores.

Para tanto, essas instituições precisam fornecer o Documento de Informações Essenciais (DIE), que especifica todas as características do COE. Devem estar presentes explicações sobre o funcionamento do produto, a previsão de fluxo de pagamentos, os riscos envolvidos, as garantias que existirem, os prazos, a expectativa de rentabilidade, entre outros dados.

Além do DIE, o investidor também precisa receber – antes de fazer o investimento – um termo de ciência de risco, indicando que conhece os riscos a que se submeterá ao comprar um COE.

Rentabilidade e tipos de COE

Os COEs são um investimento muito flexível. Como podem adotar estratégias bastante variadas, a rentabilidade depende principalmente do tipo de aplicação feito em cada produto. Um COE de ações poderá ter um desempenho muito diferente de um COE focado em ativos de renda fixa ou em moedas, por exemplo.

Mas existe uma característica fundamental que divide os COEs em dois grupos distintos, e ela tem a ver com uma garantia que pode ser oferecida pelos emissores. São eles:

• COE de Valor Nominal Protegido: COEs desse tipo garantem que o investidor receberá de volta no mínimo o valor que investiu inicialmente – mesmo que os ativos de referência do produto tenham um desempenho negativo. Essa categoria costuma ser indicada para quem ainda tem pouca experiência no mercado financeiro ou muita aversão à perda.

É importante entender dois riscos dos COEs de valor nominal protegido. Um deles é o custo de oportunidade: ter a garantia de não perder o investimento inicial é bom, mas também é preciso considerar o que se deixa de ganhar. Ficar no zero a zero não é tão bom quanto ter alguma rentabilidade, mesmo que ela seja pequena.

O segundo risco é ganhar menos do que seria possível. Em troca do conforto da proteção, alguns COEs limitam o ganho dos investidores a um determinado patamar – assim, mesmo que o ativo de referência avance 20% ou 30% no período, o certificado talvez repasse 10% ou 15% para quem aplicou.

• COE de Valor Nominal em Risco: Já nesse tipo de COE não há nenhuma garantia. O investidor pode perder até o limite do capital que foi inicialmente investido.

Ativos e indexadores

Os bancos podem criar uma série de estratégias para os COEs, atreladas a uma variedade de ativos de referência. Todos os cenários de rentabilidade serão baseados no desempenho desses indexadores durante o período de vigência do certificado. Entre os ativos de referência mais comuns estão:

• Juros
• Moedas
• Ouro
• Commodities
• Índices de inflação
• Ações e índices de ações nacionais
• Ações e índices de ações internacionais

Valor mínimo de investimento

O valor mínimo de investimento em um COE varia de produto para produto. Os emissores estabelecem esse número de acordo com o nível de complexidade da aplicação, o patamar de risco embutido, o potencial de ganho, entre outros aspectos. Quanto mais sofisticado for o COE, maior tende a ser o valor mínimo de investimento.

Muitos COEs são emitidos com valores mínimos a partir de R$ 5.000 – a maioria dos produtos disponíveis na XP Investimentos, por exemplo, variam ao redor dessa faixa. Isso torna o produto relativamente acessível para diversos públicos de investidores.

Imposto de Renda

Incide Imposto de Renda sobre o rendimentos dos COEs, seguindo a mesma tabela regressiva aplicada à renda fixa. Assim, as alíquotas variam de 22,5% a 15%, de acordo com o prazo da aplicação. Se o investimento for mantido por menos de seis meses, o IR incidirá pela alíquota mais alta (22,5%). A alíquota mais baixa só é aplicada se o investimento for mantido por dois anos ou mais.

Embora possa ter ações como ativos de referência, os COEs não têm alguns benefícios fiscais que se aplicam à renda variável. Por exemplo, as perdas realizadas em operações com os certificados não podem servir para compensar os ganhos em operações com ações.

Custos e taxas

Dependendo da corretora, a negociação dos COEs pode envolver algumas taxas. Algumas cobram corretagem, taxa que existe também para comprar e vender ações na bolsa. Outras estabelecem um valor de custódia, uma espécie de “aluguel” pago pelo investidor pela guarda dos recursos e investimentos.

Muitas casas, no entanto, isentam os investidores de todos esses custos. É o caso da XP Investimentos, por exemplo.

Risco e liquidez

Investir em COEs envolve três riscos principais. Conhecê-los bem permite que os investidores saibam se essa alternativa é a melhor diante dos seus objetivos financeiros:

• Risco de crédito do emissor: Ao adquirir um COE, o investidor se sujeita ao risco de crédito do banco emissor. Quer dizer que se a instituição financeira passar por alguma dificuldade, haverá impacto sobre os COEs também. E atenção: os certificados não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC);

• Custo de oportunidade: Para ter a garantia de receber o investimento inicial de volta, o investidor abre mão da rentabilidade de outra aplicação. Acabar no “zero a zero” é uma possibilidade real no caso dos COEs;

• Risco de liquidez: Os COEs têm uma data de vencimento fixa, e normalmente ela não ocorre no curto prazo. Em geral, os certificados são emitidos com prazos de pelo menos dois ou três anos, mas muitos podem chegar a cinco anos.

Resgate antecipado de COE

Se o investidor precisar do dinheiro de volta antes do vencimento do COE, existe a opção de negociá-lo no mercado secundário. Nesse caso, o certificado pode ser vendido diretamente a outro investidor que esteja interessado no produto. As corretoras atuam na intermediação desse tipo de operação.

Essa saída, no entanto, tem uma implicação: o COE é vendido pelo seu preço de mercado e, por isso, a rentabilidade acertada no momento do investimento pode não ser obtida.

Vantagens e desvantagens

A flexibilidade é uma das principais vantagens dos COEs. Como eles possuem ativos de referência muito variados, os investidores podem ter acesso à rentabilidade de ativos mais sofisticados – como ações internacionais ou moedas – sem complicação. Cada uma dessas opções atende a perfis distintos, e as pessoas podem escolher os que mais combinam com seus próprios objetivos financeiros.

Além disso, é possível obter retorno em diferentes cenários. Isso porque há COEs em que o investidor se beneficia se o mercado for bem, mas também outros em que é possível ganhar mesmo se o mercado cair. Existem ainda produtos em que o retorno para o investidor é positivo nos dois casos, e outros que preveem ganhos até se o mercado andar de lado.

A garantia de receber de volta o investimento inicial, prevista em muitos COEs, dá segurança para os investidores que ainda não estão habituados a investir em opções mais arriscadas, como a renda variável. Com isso, eles podem se permitir fazer uma espécie de “teste” antes de alçar voos mais longos e arriscados.

Outra vantagem é o fato de todas as aplicações feitas pelo COE poderem ser acompanhadas juntas, em pacote, e não uma por uma. Isso facilita o trabalho do investidor, que também se beneficia dessa característica na hora de pagar o Imposto de Renda – uma só alíquota e forma de cálculo são aplicadas ao conjunto inteiro.

As desvantagens estão relacionadas principalmente à liquidez, já que não é possível resgatar um COE antes do vencimento (apenas negociá-lo no mercado financeiro).

Para quem é indicado?

O COE com capital protegido é indicado para investidores com perfil de risco a partir de “moderado”, que querem exposição a algum indexador de renda variável sem risco de perda do principal investido.

Já o COE que não possui capital protegido é mais arriscado e portanto é recomendado para investidores com perfil moderado/agressivo ou agressivo. Como o risco é maior, este produto também deve oferecer uma possibilidade de retorno mais elevado.

Como investir em COE com segurança; passo a passo

Se todo esse papo deixou você interessado nesse novo tipo de investimento, ótimo. Aqui você vai aprender todos os passos necessários para começar a comprar Certificados de Operações Estruturadas com segurança. Confira:

1. Abra uma conta

Para investir em COEs, o primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora. Isso normalmente é algo bastante simples: você precisará preencher algumas informações e enviar documentos pessoais, como a cópia do RG e do CPF.

Para escolher uma corretora, avalie quesitos como o leque de COEs e outros investimentos que ela oferece, o prazo que leva para depositar os valores quando um resgate é solicitado e até a facilidade de uso da plataforma de investimentos.

2. Faça um teste de suitability

Cada tipo de investimento é adequado para um certo tipo de investidor – e isso é verdade também no caso dos COEs. Por isso, quando tiver uma conta aberta, é importante que você preencha o Formulário do Perfil do Investidor.

Esse documento traz perguntas sobre a relação das pessoas com possíveis perdas nas aplicações financeiras. Ele serve para definir o perfil de risco de cada cliente – ou seja, quanto risco ele está disposto a correr nos seus investimentos.

Na XP Investimentos, por exemplo, os COEs de valor nominal protegido são indicados para os investidores de perfil moderado. Já os COEs de valor nominal em risco só são liberados para investidores de perfil agressivo. Apenas investidores com o perfil condizente podem aplicar no produto.

Essa adequação dos produtos ao perfil de risco de cada investidor é conhecida como suitability.

3. Escolha o ativo

Depois que tiver passado pelos dois primeiros passos, é hora de escolher os COEs em que você quer aplicar. Leia atentamente o Documento de Informações Essenciais (DIE) dos ativos que chamarem mais atenção, considerando as características deles em relação a seus objetivos financeiros.

Lembre-se de estudar o funcionamento do produto, a previsão de fluxo de pagamentos, os riscos, as garantias, os prazos e a rentabilidade pretendida.

4.  Avalie os riscos e assine os documentos

Lembre-se que para começar a investir em COEs você precisará assinar um termo de ciência de risco. Por isso, esteja certo de que tem clareza sobre as vantagens e desvantagens do produto antes de comprá-lo.

5. Transfira os recursos e comece a investir

Quando sua decisão tiver sido tomada, é hora de começar a operar. Transfira recursos da sua conte corrente para a sua nova conta na corretora por meio de um DOC ou de uma TED. Leva, no máximo, um dia. Compre os COEs que tiver escolhido e comece a acompanhar o desempenho deles por meio da plataforma de investimentos.

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Pão de Açúcar recebe aprovação para o Novo Mercado da B3; Cosan lucra R$ 792 mi no 4º tri e mais resultados

Pão de açúcar supermercado loja varejo

SÃO PAULO – O noticiário corporativo é movimentado nesta segunda-feira (17). O destaque fica para a temporada de balanços, com os números de Magazine Luiza, Cosan e Biosev, enquanto o Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou que a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, aprovou a admissão do GPA no segmento especial de listagem Novo Mercado. Já a Triunfo Participações (TPIS3) comunicou ao mercado que seu plano de recuperação judicial para a sua subsidiária que controla o Aeroporto de Viracopos (SP) foi aprovado pela assembleia dos credores.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza registrou um lucro líquido ajustado de R$ 185,3 milhões no quarto trimestre de 2019, uma leve queda de 0,5% na comparação com igual período do ano passado. Apesar da queda, o resultado foi acima da maior estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam lucro entre R$ 133 milhões e R$ 153 milhões. Já no acumulado do ano, o lucro líquido ajustado foi de R$ 552,1 milhões, queda de 6,4% frente os R$ 589,6 milhões de 2018.

Sem contar os ajustes, o lucro líquido no trimestre foi de R$ 168 milhões, queda de 11,4% na base de comparação anual, e de R$ 921,8 milhões em 2019, um avanço de 54,3%.

A receita líquida somou R$ 6,385 bilhões no quarto trimestre, avanço de 38,5% na base de comparação com os últimos três meses de 2018, e com uma alta de 27,6% na comparação ano-a-ano, totalizando R$ 19,88 bilhões em 2019.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado passou de R$ 348,2 milhões entre outubro e dezembro de 2018 para R$ 394,5 milhões em igual período de 2019, um avanço de 13,3%; no ano, o Ebitda foi de R$ 1,303 bilhão, avanço de 5,7%. A margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) ajustada, por sua vez, teve baixa de 1,4 ponto percentual na base de comparação anual no trimestre, a 6,2%, enquanto que no ano a queda foi de 1,3 ponto, a 6,6%.

A varejista ainda destacou em seu release de resultados que, nos últimos 12 meses, a posição de caixa líquido ajustado aumentou de R$ 2,2 bilhões em dezembro de 2018 para R$ 6,3 bilhões em dezembro de 2019, incluindo os recursos da oferta de ações no montante de R$ 4,3 bilhões. A empresa encerrou o quarto trimestre de 2019 com uma posição total de caixa de R$ 7,1 bilhões, considerando caixa e aplicações financeiras de R$ 4,7 bilhões e recebíveis de cartão de crédito disponíveis de R$ 2,4 bilhões. Veja mais clicando aqui.

O Itaú BBA aponta que, à primeira vista, os resultados foram acima das expectativas, com crescimento das vendas nas mesmas lojas de 12,6% acima da expectativa de 9,5% dos analistas do banco mesmo com a forte base de comparação com o quarto trimestre de 2018. O crescimento do volume bruto de mercadorias (GMV) online do quarto trimestre foi de 92,8%, acima dos 83,7% esperados pelos analistas, enquanto a margem Ebitda foi em linha.

O Magazine Luiza comunicou ainda na manhã de hoje que concluiu a aquisição da Estante Virtual, um dos maiores sebos digitais de livros no Brasil. Fundada em 2005, a Estante virtual tem mais de 20 milhões de livros. A empresa no início vendia apenas livros usados, mas atualmente também comercializa livros novos. O Magazine Luiza informou que em breve o app da loja oferecerá acesso à Estante Virtual.

Cosan (CSAN3)

A Cosan apurou lucro líquido de R$ 792,5 milhões no quarto trimestre de 2019, número 40,3% menor que os R$ 1,327 bilhão de um ano antes. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,425 bilhões, avanço de 46,8% ante 2018. A companhia divulgou ainda o lucro ajustado, que no trimestre ficou em R$ 392 milhões, recuo de 46,3%. No ano, ficou em R$ 1,593 bilhão, alta de 23,5%.

A companhia apresentou também o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) nos critérios reportado e ajustado. No primeiro, o número ficou em R$ 2,099 bilhões entre outubro e dezembro, queda de 6,2% na comparação anual. Em 2019, o indicador ficou em R$ 7,157 bilhões, alta de 38,4%.

No critério ajustado, o Ebitda do quarto trimestre ficou em R$ 1,372 bilhão, queda de 7,5%. No ano, o valor foi de R$ 5,626 bilhões, crescimento de 11,5%.

Os ajustes excluem efeitos de resultados não realizados na Raízen Combustíveis e Raízen Energia, além de baixa de ativos e encerramento de disputas judiciais na Comgás, e outros efeitos pontuais.

O Banco Morgan Stanley avaliou como “fortes” os resultados do quarto trimestre do ano passado e de 2019 inteiro divulgados na sexta-feira pela holding Cosan. A avaliação do banco é que “houve uma importante recuperação nas margens na distribuição de combustíveis no quarto trimestre, que deveria mais do que compensar o fraco guidance para 2020” no ramo de etanol e gasolina.

O Morgan Stanley também considerou “muito fortes” os resultados da Comgás, Companhia de Gás de São Paulo.”O guidance para 2020 para a Raizen Brasil e Raizen Argentina ficou um pouco abaixo da nossa expectativa”, comentou o banco. A receita líquida da holding Cosan foi de R$ 19,4 bilhões no quarto trimestre de 2019, 3% acima da projeção do Morgan Stanley e 13% superior a igual período de 2018. O Ebitda foi de R$ 1,3 bilhão, 20% superior à projeção do banco, embora inferior em 7% a igual período de 2018. Já o lucro líquido foi de R$ 392 milhões no quarto trimestre de 2019, 17% menor que o projetado pelo banco e 70% menor que em igual período de 2018.

BRF (BRFS3)

A BRF comunicou que a Arábia Saudira suspendeu a exportação de frango de duas unidades, especificamente Dois Vizinhos (PR) e Francisco Beltrão (PR).

Contudo, a companhia informou que a medida é temporária e solicita às autoridades brasileiras, entre outros, mais detalhes acerca das investigações conduzidas entre 2014 e 2018 sobre supostas violações cometidas pela companhia na produção de ração e premix, preparado contendo vitaminas e aminoácidos.

“O impacto efetivo dessa medida para a BRF se restringe às exportações da planta de Dois Vizinhos, que vinha operando com um volume de aproximadamente 6 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita. A planta de Francisco Beltrão não estava realizando embarques ao país”, afirma a empresa.

Biosev (BSEV3)

A Biosev, braço sucroenergético do Grupo Louis Dreyfus, voltou a dar lucro líquido, reportando resultado de R$ 2,857 milhões no terceiro trimestre do ano-safra 2019/20, entre outubro e dezembro do ano passado – o resultado leva em conta os impactos da norma IFRS 16, sem a qual a companhia teria registrado lucro líquido de R$ 22,679 milhões. No mesmo trimestre da safra anterior, a companhia havia registrado prejuízo líquido de R$ 230,552 milhões.

Em nove meses de safra, a companhia acumula prejuízo líquido de R$ 470,372 milhões, queda de 47,30% sobre os R$ 892,581 milhões de prejuízo em igual período de 2018/2019.

O prejuízo no acumulado da safra se deve, entre outros fatores, à variação cambial, já que cerca de 90% da dívida da companhia é em dólar. Já o lucro no trimestre é resultado, em parte, do avanço dos preços médios de açúcar e etanol.

A receita líquida da companhia (ex-HACC) caiu 12,7% na mesma base de comparação trimestral, para R$ 1,422 bilhão, e recuou 2,4% em nove meses, a R$ 4,926 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ex-revenda/HACC totalizou R$ 334,341 milhões no terceiro trimestre de 2019/2020, queda de 29,1% sobre igual período da safra passada, e subiu 9,4% na comparação dos três primeiros trimestres de 2018/2019 e 2019/2020, para R$ 1,373 bilhão.

A dívida líquida em 31 de dezembro do ano passado era de R$ 5,637 bilhões, 0,4% maior em comparação com a do segundo trimestre de 2019/2020, finalizado em 30 de setembro, de R$ 5,615 bilhões. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda da Biosev caiu de 3,10 vezes para 3,05 vezes entre os segundo e terceiro trimestres da atual safra.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) comunicou ao mercado que a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, que controla a Bolsa de Valores de São Paulo, admitiu o GPA no segmento especial de listagem Novo Mercado. “A migração para o Novo Mercado reforça o compromisso do GPA com elevados padrões de governança corporativa, além de poder permitir ao GPA ampliar sua base de potenciais investidores”, comentou o grupo varejista.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil anunciou neste domingo a compra de 30 lojas da rede Makro no país, por R$ 1,95 bilhão. O objetivo é acelerar a expansão do Atacadão, marca de “atacarejo” do Carrefour. Com a aquisição, o Atacadão passa a ter 217 pontos de venda.

Segundo comunicado, as lojas ficam em 16 estados e no Distrito Federal e as bandeiras serão convertidas em até 12 meses. A transação também envolveu a compra de 14 postos de gasolina. Veja mais clicando aqui.

Triunfo (TPIS3

A Triunfo Participações comunicou ao mercado que o seu plano de recuperação judicial para a sua subsidiária Aeroportos Brasil Viracopos S.A. foi aprovado pela Assembleia Geral de Credores realizada no último dia 14. O plano prevê que a concessionária deverá requerer a relicitação do contrato de concessão do Aeroporto de Viracopos (SP), o segundo maior em volume de cargas do Brasil após Guarulhos.

A Triunfo também comunicou ao mercado que assinou um acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estabeleceu que os valores concedidos (pelo banco) à concessionária em Viracopos não estão sujeitos ao processo de recuperação judicial.

Priner (PRNR3)

As ações da Priner estreiam hoje no Novo Mercado da B3. O papel foi precificado em R$ 10, piso da faixa indicativa que
variava até R$ 13.

A companhia atua na área de engenharia de manutenção com foco em acesso, pintura, isolamento, inspeção e limpeza industrial.

Fertilizantes Heringer (FHER3

A Fertilizantes Heringer (FHER3) comunicou que o seu plano de recuperação judicial foi homologado pela Segunda Vara Cível da Comarca de Paulínia (SP). A Heringer tem uma dívida superior a R$ 2 bilhões. O plano de recuperação judicial da empresa foi aprovado pelos credores em 3 de dezembro do ano passado, mas faltava a homologação do poder judiciário. Algumas unidades da Heringer, com a aprovação do plano, terão as suas atividades suspensas para economizar recursos: Uberaba (MG), Rosário do Catete (SE), Paranaguá (PR), Porto Alegre (RS), Rio Grande (RS), Dourados (MS) e Rio Verde (GO).

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(Com Agência Estado)

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Viracopos consegue aprovar plano de recuperação judicial com proposta de relicitação

A Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos informou que o plano de Recuperação Judicial do aeroporto foi aprovado na sexta-feira (14), em assembleia geral de credores, com 99,9% dos votos, entre os quais o da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No plano, a concessionária concorda em requerer, no prazo de 15 dias após a homologação do Plano pela Justiça, a relicitação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

Em nota, a concessionária diz que após o requerimento de relicitação, o pedido precisará ser qualificado pela Anac, Secretaria de Aviação Civil (SAC) e pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), órgão do Ministério da Economia, onde será avaliada a conveniência da medida. “Após este enquadramento pelos órgãos do governo federal, as partes estarão aptas a assinar o Termo Aditivo que prevê a relicitação do aeroporto”, informa a empresa.

A concessionária informa que, na relicitação, terá direito a uma indenização antes da entrega do ativo para o próximo concessionário. A companhia também permanecerá com o direito de discutir a indenização calculada de acordo com a legislação, os pleitos de reequilíbrio econômico-financeiros por via arbitral.

“Após a homologação, os credores começam a ser pagos com recursos liberados das contas reservas. Os credores financeiros (bancos) serão pagos conforme contrato original. Os créditos da ANAC serão pagos no âmbito da reliticação”, afirma.

A previsão é de que a homologação do Plano de Recuperação pela Justiça ocorra dentro de uma semana. A partir da assinatura do Termo Aditivo à Relicitação, há um prazo de 60 dias para que a concessionária deixe o processo de Recuperação Judicial, que foi iniciado em 2018.

A concessionária destaca que, durante todo o processo, continua com a prioridade de manter a prestação dos serviços públicos e os níveis de excelência apresentados desde o início da concessão, em 2012.

A concessionária reafirma na nota que “a opção pelo pedido foi a única saída diante da relutância da procuradoria da Anac em reconhecer os desequilibrios financeiros gerados pelo Poder Concedente desde o primeiro dia da concessão”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Magazine Luiza (MGLU3) tem lucro líquido ajustado de R$ 552,1 milhões em 2019, queda de 6,4%

SÃO PAULO – O Magazine Luiza (MGLU3) registrou um lucro líquido ajustado de R$ 185,3 milhões no quarto trimestre de 2019, uma leve queda de 0,5% na comparação com igual período do ano passado. Apesar da queda, o resultado foi acima da maior estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam lucro entre R$ 133 milhões e R$ 153 milhões. Já no acumulado do ano, o lucro líquido ajustado foi de R$ 552,1 milhões, queda de 6,4% frente os R$ 589,6 milhões de 2018.

Sem contar os ajustes, o lucro líquido no trimestre foi de R$ 168 milhões, queda de 11,4% na base de comparação anual, e de R$ 921,8 milhões em 2019, um avanço de 54,3%.

A receita líquida somou R$ 6,385 bilhões no quarto trimestre, avanço de 38,5% na base de comparação com os últimos três meses de 2018, e com uma alta de 27,6% na comparação ano-a-ano, totalizando R$ 19,88 bilhões em 2019.

As vendas do e-commerce cresceram 92,8% no quarto trimestre, comparado ao crescimento do mercado de 16,3% (E-bit), e representaram 48,0% das vendas totais.

No e-commerce tradicional, as vendas evoluíram 68,6% e o marketplace contribuiu com vendas adicionais de R$1,2 bilhão, crescendo 216,4% e representando 26,8% do e-commerce total.

“O ganho de marketshare novamente foi impulsionado pela excelente performance do app, que alcançou a marca de 19 milhões de usuários ativos mensais (incluindo, além do Superapp do Magalu, os aplicativos Netshoes, Zattini e Época Cosméticos), aumento do número de Sellers e do sortimento do marketplace, entrega mais rápida e a melhor experiência do varejo”, destaca a companhia.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado passou de R$ 348,2 milhões entre outubro e dezembro de 2018 para R$ 394,5 milhões em igual período de 2019, um avanço de 13,3%; no ano, o Ebitda foi de R$ 1,303 bilhão, avanço de 5,7%. A margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) ajustada, por sua vez, teve baixa de 1,4 ponto percentual na base de comparação anual no trimestre, a 6,2%, enquanto que no ano a queda foi de 1,3 ponto, a 6,6%.

A varejista ainda destacou em seu release de resultados que, nos últimos 12 meses, a posição de caixa líquido ajustado aumentou de R$ 2,2 bilhões em dezembro de 2018 para R$ 6,3 bilhões em dezembro de 2019, incluindo os recursos da oferta de ações no montante de R$ 4,3 bilhões. A empresa encerrou o quarto trimestre de 2019 com uma posição total de caixa de R$ 7,1 bilhões, considerando caixa e aplicações financeiras de R$ 4,7 bilhões e recebíveis de cartão de crédito disponíveis de R$ 2,4 bilhões.

A dívida líquida subiu de R$ 512 milhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 3,9 bilhões no final de 2019. Contudo, a posição não preocupa justamente porque o MGLU3 encerrou 2019 com um caixa de R$ 7,1 bilhões. Segundo o Magazine Luiza, 99% das dívidas são de longo prazo. A relação caixa líquido sobre dívida, porém, cresceu de 1,7 vez (1,7x) no fim de 2018 para 4,8 vezes (4,8x) no fim de 2019.

O Itaú BBA aponta que, à primeira vista, os resultados foram acima das expectativas, com crescimento das vendas nas mesmas lojas de 12,6% acima da expectativa de 9,5% dos analistas do banco mesmo com a forte base de comparação com o quarto trimestre de 2018. O crescimento do volume bruto de mercadorias (GMV) online do quarto trimestre foi de 92,8%, acima dos 83,7% esperados pelos analistas, enquanto a margem Ebitda foi em linha.

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E-commerce estimula a mudança em galpões logísticos – e fundos imobiliários podem ganhar com isso

SÃO PAULO – Em um mercado cada vez mais competitivo para o e-commerce, o preço do produto, que era determinante para a finalização de uma compra online, passa a andar lado a lado com outros fatores, como o valor do frete e o prazo da entrega.

Neste cenário de imediatismo do consumidor, o mercado de logística também precisa se reinventar. Para se aprofundar no tema, o professor do InfoMoney Arthur Vieira de Moraes levou para o programa “Fundos Imobiliários” Ricardo Hirata, gerente de transações da consultoria imobiliária JLL.

Segundo ele, o mercado logístico no Brasil está passando por uma “metamorfose”, com os imóveis deixando de atuar apenas como um meio de campo entre as fábricas e as lojas físicas para servirem, principalmente, como um meio de distribuição direto para o consumidor final.

Hirata cita como exemplo os serviços de assinatura utilizados por marcas como Amazon e Lojas Americanas, em que o cliente paga uma taxa mensal para receber determinados produtos no prazo de um dia útil.

Desta forma, o desafio hoje não é ficar apenas próximo das capitais, mas dentro das cidades, de forma a encurtar o trajeto e o custo até o cliente. “Como é uma necessidade das varejistas, elas têm usado o que têm disponível. Muitas, por exemplo, usam o self-storage, mas, por eles não serem focados para o segmento, acabam cobrando um valor mais alto e são menos eficientes”, diz.

De acordo com Hirata, além do alto custo dos terrenos nas cidades, a grande dificuldade da inserção dos galpões nos centros reside na concorrência com escritórios e com o próprio varejo. Em São Paulo, a busca tem sido por espaços menores, de até mil metros quadrados.

Durante o programa, o executivo da JLL também falou sobre a construção de galpões logísticos de múltiplos andares nos Estados Unidos, de forma a utilizar melhor o espaço e aumentar a rentabilidade para os investidores. Confira a entrevista completa no vídeo acima.

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