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Componentes mais caros criam dilema de preço para PlayStation 5

(Bloomberg) — A falta de componentes aumentou os custos de fabricação do próximo PlayStation da Sony para cerca de US$ 450 por unidade, levando a empresa a uma difícil definição de preços em sua batalha contra a Microsoft, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

O conglomerado japonês se prepara para substituir gradualmente o console PS4, que já tem seis anos, com o lançamento do PlayStation 5 na mesma época da estreia do novo Xbox Series X, que chega ao mercado na temporada de Natal. A Sony normalmente define o preço de um console em fevereiro do ano de lançamento, seguido pela produção em grande escala no segundo trimestre. Com o PS5, a estratégia da empresa ainda é de cautela, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas.

O PS4, lançado em 2013 com preço de varejo de US$ 399, tinha custo de fabricação de US$ 381, segundo estimativa da IHS Markit. Com o custo unitário de US$ 450 e uma margem bruta semelhante, o preço de varejo do PlayStation 5 teria que ser de pelo menos US$ 470. Seria difícil vendê-lo a esse preço aos consumidores, considerando que a máquina mais cara da Sony agora é o PS4 Pro, de US$ 399,99, e que geralmente é vendida com desconto, de acordo com Damian Thong, analista do Macquarie Capital.

“Consumidores avaliarão suas expectativas com base no PS4 Pro e PS4”, disse Thong. “Se a Sony precificar acima disso, talvez precisará considerar a necessidade de compensar um custo mais alto dos materiais contra o risco para a demanda.”

A Sony não quis comentar.

A maior dor de cabeça para a empresa é garantir fornecimento de memória flash DRAM e NAND, ambos os tipos em alta demanda, já que fabricantes de smartphones se preparam para lançar aparelhos de quinta geração, de acordo com pessoas a par das operações da Sony. A Samsung Electronics acaba de anunciar sua gama de produtos Galaxy S20, cada um equipado com 5G e um mínimo de 12 GB de RAM nos EUA.

O preço da maioria dos componentes do console foi pré-fixado, disseram as pessoas, incluindo o sistema de refrigeração, que está excepcionalmente caro, custando alguns dólares por unidade. Normalmente, as empresas gastariam menos de um dólar, mas a Sony optou por gastar mais para garantir que a dissipação de calor dos poderosos chips alojados no console não seja um problema.

O surto de coronavírus não teve nenhum impacto até agora nos preparativos para a produção do PlayStation 5, disseram as fontes. A empresa ainda não decidiu quantas unidades do PlayStation 5 fabricará no primeiro ano, acrescentaram.

Separadamente, a Sony deve apresentar uma nova versão do fone de ouvido de realidade virtual PlayStation VR após o início das vendas do PlayStation 5, disseram as pessoas.

Pessoas da unidade de negócios do PlayStation disseram que um fator-chave na decisão do custo final do varejo do PlayStation 5 será o preço definido pela Microsoft para a próxima geração do Xbox Series X. A Microsoft deve manter a informação sob sigilo até o evento de games E3, que será realizado em junho, em Los Angeles.

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Nestlé aumenta apetite por aquisições diante de vendas fracas

(Bloomberg) — O diretor-presidente da Nestlé, Mark Schneider, disse que a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo planeja acelerar as aquisições, identificando áreas como saúde e nutrição metabólica para impulsionar o crescimento das vendas, que ainda está aquém da meta do grupo.

A Nestlé fechou mais de 50 acordos desde que Schneider assumiu o comando em 2017, transformando 12% do portfólio da empresa. Em entrevista, o CEO disse na quinta-feira que esse ritmo vai continuar, embora com um foco mais forte em aquisições do que em vendas de ativos.

A maior empresa da Europa em valor de mercado está sob crescente pressão para se desfazer de ativos com baixo desempenho, como água engarrafada em larga escala e de sua problemática marca chinesa Yinlu. A empresa informou na quinta-feira que precisará de mais um ou dois anos para retornar ao crescimento anual de vendas de 4% a 6%.

Um dos principais ativos à disposição de Schneider para financiar um negócio potencialmente grande é a participação de US$ 37 bilhões da Nestlé na fabricante francesa de cosméticos L’Oreal, que Schneider chamou de investimento financeiro, sugerindo que pode ser vendida caso a empresa precise dos recursos.

“De qualquer forma, temos muito espaço e colchão em nosso balanço patrimonial, mas essa é uma opção”, afirmou em entrevista à Bloomberg TV. “Se necessário, poderíamos aproveitar isso para financiar uma aquisição.”

A Nestlé possui ações da L’Oreal há mais de 40 anos e a empresa está feliz com sua posição, disse Schneider. Ele também disse que não iria especular quando uma venda poderia acontecer.

Na quinta-feira, a Nestlé adiou o prazo para atingir sua meta de crescimento de vendas porque a receita da China, o segundo maior mercado da fabricante do Nescafé, já desacelerava antes mesmo do surgimento do novo coronavírus.

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Ibovespa fecha em queda de 1% nesta sexta, mas não apaga alta da semana; dólar cai a R$ 4,30

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (14) com os investidores já atentos ao vencimento de opções na segunda-feira (17). Papéis que subiam na semana como Itaú Unibanco, tiveram os piores tombos, em meio a uma realização de ganhos antes do fim de semana, quando podem surgir novas reviravoltas no noticiário sobre o coronavírus.

Hoje, as notícias sobre o contágio não conseguiram segurar as bolsas mundiais em alta. Os índices europeus e americanos abriram com ganhos, mas viraram para queda ao longo da sessão e terminaram o dia no negativo.

A Comissão Nacional de Saúde chinesa reduziu o número de mortos pelo coronavírus em 108 por “dupla contagem” na província de Hubei, epicentro da epidemia. Apesar da revisão nos dados, o número de atingidos pelo surto superou 65 mil pessoas, com mais de 1.300 mortes.

O índice registrou baixa de 1,11%, a 114.380 pontos com volume financeiro negociado de R$ 19,608 bilhões. Na semana, que foi marcada pelas informações desencontradas sobre o coronavírus e pelos fortes resultados trimestrais dos bancos, o Ibovespa conseguiu subir 0,54%.

Enquanto isso, o dólar comercial caiu 0,79% a R$ 4,2994 na compra e a R$ 4,3012 na venda. Na semana, o dólar caiu 0,46%. Foi a primeira queda semanal da moeda americana no ano. O dólar futuro com vencimento em março tem queda de 1,23%, para R$ 4,2995.

Hoje, o BC colocou todos os 20.000 contratos de swap cambial (o equivalente à venda de dólares no mercado futuro) ofertados, no segundo dia de intervenção no câmbio. Ontem, o BC atuou com swaps pela primeira vez no ano, após o dólar bater novo recorde e superar R$ 4,38 com retomada da tensão com coronavírus e após ministro Guedes dizer que câmbio alto é bom para a economia.

As duas intervenções interromperam a trajetória de alta da divisa dos EUA, que estava marcando sua sétima semana consecutiva de valorização sobre o real.

Já os contratos de juros futuros registraram baixa. O contrato com vencimento em janeiro de 2022 registrou perdas de 11 pontos-base, a 4,71%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 recuou 15 pontos-base, a 5,25%, seguido pela queda de 12 pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 5,96%.

Por aqui, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou queda de 0,27% em dezembro na comparação mensal. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes). Em 2019, a atividade subiu 0,89%.

A estimativa mediana em pesquisa Bloomberg era de queda de 0,30% na comparação mensal. A alta de 0,18% na medição anterior foi revisada para -0,11%. No comparativo anual, índice de atividade do BC subiu 1,28%, ante estimativa de +1,3% e dado anterior revisado de +1,10% para +0,76%.

Noticiário corporativo 

A construtora e incorporadora JHSF (JHSF3) publicou balanço na noite de ontem e reportou um crescimento de 197% no lucro líquido do quarto trimestre de 2019, para R$ 211 milhões. No fechamento de 2019, a JHSF informou que o lucro líquido foi de 326,7 milhões, um crescimento de 508,5% sobre 2018.

A Grendene (GRND3) também publicou balanço na noite de ontem. A fabricante de calçados informou um lucro líquido de R$ 215,2 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 14,4% sobre igual período do ano anterior.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
IRBR3 5.67073 34.66
NTCO3 3.25402 50.77
MRFG3 2.83186 11.62
ELET3 1.95689 35.95
CIEL3 1.80556 7.33

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
USIM5 -4.15459 9.92
BPAC11 -4.0884 78.12
BTOW3 -4.03655 70.37
RAIL3 -3.78151 22.9
GGBR4 -3.35222 20.47

Já o presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), afirmou que nenhum barril de petróleo deixou de ser produzido por conta da greve, após a ANP alertar para risco de abastecimento.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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Vale, Petrobras, Magazine Luiza e outros resultados que serão divulgados na próxima semana

Petrobras

SÃO PAULO — A temporada de divulgação de resultados do quatro trimestre do ano passado e do acumulado de 2019 continua na semana que vem com balanços importantes. Os mais esperados são o da Petrobras (PETR3 ; PETR4), na quarta-feira (19) após o fechamento do mercado, e o da Vale (VALE3), na sexta-feira (20) depois da abertura do mercado.

A expectativa dos analistas para ambas as empresas são de resultados sólidos. Para a Petrobras, é esperado um resultado positivo guiado principalmente por bons dados de produção, enquanto o preço médio do petróleo ficou estável nos últimos três meses do ano. Enquanto o isso, os mercados seguirão monitorando se a greve de petroleiros pode impactar a produção deste ano da companhia.

Já para a Vale, a expectativa é de que as vendas mais fortes sejam o destaque do balanço, apesar de preço do minério mais baixo na comparação trimestral. Além disso, os volumes mais fortes devem ajudar na diluição de custos e manter as margens em níveis saudáveis.

No setor de varejo, o balanço mais esperado na semana é o da Magazine Luiza (MGLU3), que sai na quarta-feira (19). Já a B2W (BTOW3) e a Lojas Americanas (LAME4) divulgam resultados na quinta-feira (20).

Ainda na agenda da semana que vem, estão previstos os resultados do Fleury (FLRY3) e da Raia Drogasil (RADL3), ambos na quarta-feira (19).

Na terça-feira (18), os olhos estarão voltados aos números do IRB (IRBR3). A empresa está no centro de uma polêmica envolvendo a Squadra Investimentos. A gestora carioca sugere inconsistências nos balanços do IRB, que nega as acusações. Os analistas esperam que a companhia divulgue mais informações que esclareçam os pontos abordados pela Squadra.

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Cenário para Franklin Templeton na Argentina fica cada vez pior

(Bloomberg) — A decisão da Argentina de adiar um pagamento de títulos locais de US$ 1,4 bilhão nesta semana dificilmente terá causado grande impacto no amplo universo de investimentos globais. A maioria de fora viu a medida como uma demonstração à parte do drama real em torno do default iminente de bilhões de dólares em títulos estrangeiros do país.

A história é um pouco diferente para a Franklin Templeton e para o famoso gestor Michael Hasenstab. A empresa possuía cerca de 25% desses títulos em dezembro, segundo dados compilados pela Bloomberg.

É apenas o mais novo contratempo da incursão de Hasenstab na segunda maior economia da América do Sul, onde apostas de peso ajudaram a colocar seu fundo Templeton Global Bond, com US$ 26 bilhões em ativos, entre os com pior desempenho na categoria no ano passado, devido ao colapso dos preços dos títulos argentinos. Os fundos da Franklin Templeton possuem títulos argentinos com valor de face de pelo menos US$ 4,3 bilhões, de acordo com os últimos registros compilados pela Bloomberg.

Há sinais de que as coisas podem piorar em breve. Na quarta-feira, o ministro da Economia, Martin Guzmán, disse a investidores que se preparassem para uma dolorosa reestruturação da dívida, pois o governo tenta colocar as finanças de volta nos trilhos depois de uma grave crise cambial e profunda recessão. Guzmán disse que aqueles que esperam termos amistosos estão equivocados – o que empurrou os títulos de referência para 45 centavos de dólar – e que as autoridades não permitirão que “empresas de investimento estrangeiras definam as diretrizes da política macroeconômica”.

“É necessário ter uma profunda reestruturação da dívida”, disse em audiência no congresso. “Está claro que haverá frustração por parte dos detentores de títulos.”

O fundo Templeton Global Bond, de Hasenstab, registrou perdas de 3% no ano passado, um desempenho pior do que 88% dos pares, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Embora o fundo global tenha várias apostas grandes na Argentina, o país respondeu por apenas 1,4% da carteira, segundo dados mais recentes sobre as posições. O desempenho também foi prejudicado por uma aposta equivocada de que os Treasuries sofreriam uma forte queda.

No fundo Templeton Emerging Markets Bond, com US$ 9,5 bilhões em ativos e que ficou aquém de 98% de seus pares no ano passado, a Argentina representa 5,6% do total de participações.

A Franklin Templeton não quis comentar sobre os investimentos da empresa na Argentina ou sobre o desempenho de seus fundos.

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Como investidores comuns estão usando estratégias de tesourarias de bancos para criar uma renda extra

Em um cenário de taxa de juros cada vez mais baixa, encontrar um investimento que ofereça o potencial de retorno da renda variável, mas com os riscos mais reduzidos de aplicações mais conservadoras parece um sonho muito distante para boa parte dos brasileiros. No entanto, segundo o analista e matemático Su Choung Weio risco assumido no mercado pode ser administrado se o investidor comum usar o tempo a seu favor a partir das estratégias de operações estruturadas com opções. 

Operações estruturadas são estratégias de mercado que combinam dois ou mais ativos. Esse tipo de operação permite que os investidores montem uma espécie de estrutura dentro da bolsa de valores, que ajuda a maximizar o retorno da aplicação, com um mínimo de risco”, explica Su, acrescentando que costuma operar com opções por entender o derivativo como um instrumento de redução dos riscos operacionais.  

Opções de ações são uma espécie de contrato de direito sobre um ativo, que oferece a possibilidade de comprá-lo ou vendê-lo por um valor e uma data pré-determinados. Segundo a própria B3, o mercado de opções foi criado para mitigar os riscos de oscilação do preço, de forma a oferecer um mecanismo de proteção ao mercado contra possíveis variações.   

Com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, que incluem a passagem por tesourarias de 3 bancos centrais, Su desenvolveu estratégias que possibilitam ao investidor extrair uma renda extra da bolsa de valores todos os meses.    

“Nas tesourarias de bancos, os profissionais não compram ações e ficam lá esperando para ver o quanto elas valorizam. Eles também não ficam arriscando milhões em palpites, eles precisam conseguir bons resultados e arriscando o mínimo possível. Por isso, eles vão para as operações estruturadas”, conta Su, acrescentando que suas estratégias usam a mesma lógica operacional dos bancos 

Segundo o matemático, um bom exemplo de operação estruturada realizada dentro da bolsa de valores é a trava horizontal de linha, que consiste na compra de uma call (opção de compra) com vencimento mais longo, e na venda de outra call com vencimento mais curto, ambas com o mesmo strike (preço de exercício).  

“Considerando que o ativo da PETR4 está sendo negociado a R$ 30,00, se comprarmos a PETRB30 (com vencimento em fevereiro) por R$ 1,40 e vendermos a PETRA30 (vencimento em janeiro) por R$ 1,00, a diferença será de R$ 0,40. Se o ativo continuar próximo dos R$ 30,00, o desgaste da A30 é maior do que o da B30, o que gera ganhos com a passagem do tempo”, explica o matemático 

E são diversos os investidores que estão se beneficiando dessas estratégias. “Hoje, fiz minha primeira rolagem da THL K305-A301 e peguei R$ 0,52 de lucro [por opção]. Muito bom! Nunca tive um retorno  deste!”, compartilhou Adener Rocha, em uma publicação na comunidade de alunos de Su.

“Montei uma THL/P perfeita e rolei logo em seguida com R$ 0,404 de lucro. Nem estou acreditando, acho que conseguir aprender!!”, comentou Marcos Vinicius na mesma comunidade.

De acordo com o matemáticohá momentos em que realizar alavancagem com opções é uma boa movimentação. No entanto, é preciso realizar uma alavancagem estratégica com operações estruturadas, que é feita de forma cautelosa e, geralmente, envolvendo um pequeno percentual do patrimônio do investidor, o que diminui consideravelmente o risco de quebra. 

“Para você assumir risco de ganho, você também precisa assumir risco de perda e, na maioria das vezes, esses riscos não são proporcionais. Você precisa encontrar um ponto específico de entrada, no qual sua possibilidade de ganho seja maior do que sua possibilidade de perda”, explica Su. 

Grande parte das estratégias com operações estruturadas de Su são baseadas no estudo do preço do ativo e do tempo para o vencimento das opções. Entre os diferenciais de suas abordagens, o matemático destaca o fato da operação não exigir um acompanhamento contínuo, mas apenas uma supervisão semanal.

“Você pode usufruir melhor do seu tempo e deixar que o próprio tempo faça o seu trabalho na operação”, afirma Su.

Quer conhecer mais sobre as estratégias de operações estruturadas com opções do professor Su? Clique aqui e assista gratuitamente à série O Segredo das Tesourarias dos Bancos. Nela, Su explica os pilares de suas estratégias e conta como você pode investir em renda variável, mas com risco administrado.

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Primo Rico compra participação em canal de finanças por R$ 1 milhão

Breno Perrucho e Thiago Nigro, em vídeo do Primo Rico

A holding Primo Rico, controlada pelo investidor e empresário Thiago Nigro, anunciou nesta quinta-feira (13) a compra de 20% de participação no canal de finanças Jovens de Negócios, do empreendedor carioca Breno Perrucho.

A aquisição custará a Nigro e seus sócios R$ 1 milhão, o que estabelece um valuation de R$ 5 milhões para a empresa de Perrucho. O movimento de consolidação, o primeiro entre os grandes players do segmento, deve criar um precedente para a precificação de ativos no setor.

“O Jovens de Negócios tem conteúdo de altíssimo nível e está hoje entre os melhores canais do país. Eu acredito que em pouquíssimo tempo, ele estará também entre os maiores”, afirmou Nigro em entrevista ao Infomoney.

O canal do YouTube Jovens de Negócios foi ao ar há um ano e meio e já bateu a marca de 540 mil inscritos e 14 milhões de visualizações. Na mesma rede, o Primo Rico conta hoje com 3,1 milhões de seguidores e 119 milhões de visualizações.

Assim como outros youtubers, Perrucho produz vídeos sobre empreendedorismo, educação financeira e desenvolvimento pessoas. O diferencial do canal, segundo seu criador, está na linguagem acessível com que conteúdos aparentemente complexos são tratados.

“As pessoas costumam pensar que esse tipo de assunto só pode ser abordado por pessoas engravatadas, falando na TV. Eu tento trazê-lo da forma mais simples possível para pessoas da minha idade, e acredito que essa conexão faz toda a diferença”, diz o empreendedor, que tem hoje 22 anos.

Para Perrucho, a própria premissa de que os dois canais possam disputar hoje o mesmo público está equivocada. “Essa afirmação cai diante de uma simples estatística. Existem 210 milhões de pessoas no Brasil. Pouquíssimas delas receberam educação financeira ou sobre empreendedorismo na escola. Somente 1,5 milhão de CPFs são hoje cadastrados na Bolsa. Se você somar a quantidade de inscritos dos 5 maiores canais do segmento, não bate 5% da população brasileira”, argumenta.

Questionado sobre sua atuação na empresa de Perrucho após o início da sociedade, Nigro afirma que manterá uma distância saudável. “Eu deixei bem claro para o Breno que não quero que ele mude nada, e que ele vai ter liberdade total de produção de conteúdo. Tudo que eu quero é ajudar a alavancar sua exposição e acelerar ainda mais o crescimento do canal”, diz.

Você pode acessar o canal do Telegram do Primo Rico clicando aqui

Breno quem?

O empreendedor Breno Perrucho conta que teve seu primeiro contato com o YouTube por meio da música. Apaixonado pelos instrumentos desde criança, ele começou a acompanhar músicos que editavam seus próprios vídeos, e decidiu aprender a fazer o mesmo.

“Eu precisava aprender a fazer aquilo, e mergulhei fundo na melhor escola que eu conhecia: o próprio Youtube”, conta. “Hoje, os vídeos que eu produzi estão fora do domínio público, mas o que eu aprendi com eles foi fundamental para a criação do canal”, brinca.

Foi na empresa Júnior da UFRJ, onde chegou a iniciar o curso de Engenharia de Produção, que Perrucho teve seu primeiro contato prático com o mundo dos negócios. “Lá, precisei desenvolver habilidades de oratória para negociar com clientes, e também comecei a gerenciar equipes nos projetos.”

Paralelamente, o jovem passou a seguir produtores de conteúdo financeiro já consagrados, como o americano Robert Kiyosaki, conhecido pelo best-seller Pai Rico, Pai Pobre, o autor Gustavo Cerbasi e o próprio Primo Rico.

“Foi aí que tive a ideia de unir a habilidade de comunicação aos meus conhecimentos em vídeos, negócios e finanças”, lembra.

Nascia o Jovens de Negócios. Quase dois anos depois, a empresa de Perrucho conta com sete colaboradores e está de mudança para São Paulo.

Já estabelecido no YouTube, Perrucho agora quer fortalecer sua presença em outros formatos e plataformas. A exemplo do que já faz o Primo Rico, ele deve lançar em breve um podcast próprio, inaugurar um modelo de membership e iniciar o desenvolvimento de seu primeiro livro.

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XP zera taxa de corretagem de minicontratos

minicontratos

Que tal operar minicontratos com corretagem ZERO? Agora, você pode usar a qualidade e a solidez da plataforma da XP e sem precisar pagar nada de corretagem por isso. 

Com isso, a XP mais uma vez atende aos clientes que estavam esperando pela corretagem zero que vai complementar a robustez e a confiabilidade da plataforma.  

Independente do volume negociado por cliente, a taxa de corretagem para investir em minicontratos de dólar e de índice foi zerada. 

Essa taxa zero vale para clientes que ativarem o mecanismo conhecido como RLP (Retail Liquidity Provider, que em tradução livre para o português significa Provedor de Liquidez para o Varejo). É por meio dele que a XP é autorizada a atuar como contraparte nas negociações. 

Esse mecanismo passou a ser regulado em agosto de 2019, mas precisa ser autorizado pelo investidor para de fato agir a seu favor. Como principal benefício, há o aumento da liquidez das operações, já que a XP pode comprar o ativo no momento em que o investidor quer vendê-lo. Antes, ela teria de esperar que um interessado aparecesse para fazer a compra. 

O que são minicontratos? 

Na renda variável, a primeira coisa que vêm à mente são as ações. Mas, na bolsa de valores, muitos investidores preferem negociar minicontratos no mercado futuro. 

Esse tipo de contrato é simples: as compras e vendas de ativos são acordadas como se fossem uma moeda, um índice ou até mesmo uma commoditiesendo concretizados no mercado futuro. 

O acordo define qual será o valor para compra e venda que será feita, além de estabelecer uma data pré-definida.  

Mas por que o nome minicontrato? Os contatos cheios de índices e de dólar possuem valores não acessíveis aos investidores comuns (em torno de US$ 50 mil). Como o mínimo que se pode operar é com lote de cinco contratos, o valor mínimo de negociação é de US$ 250 mil. 

No caso do índice, cada contrato fica em torno de R$ 75 mil, com lote mínimo de cinco contratos (o que soma R$ 375 mil). 

O que é o RLP? 

O RLP é um sistema que dá liberdade de negociar com as próprias carteiras, sendo uma contraparte dos clientes pessoa física nas compras e vendas de minicontratos de índice e dólar. 

O objetivo é proporcionar aos clientes uma liquidez maior nesse tipo de operação. Além disso, o RLP reduz os custos operacionais e aumenta a rentabilidade das carteiras dos clientes que operam minicontratos. 

Na XP, o RLP é um serviço gratuito (sem cobranças de taxa de corretagem). Ele é auditado diretamente pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o órgão regulador do mercado financeiro. 

Por que aderir ao RLP? 

Se você quer executar as ordens no melhor preço e ainda manter os custos operacionais baixos nos minicontratos, o RLP é essencial. 

Um adendo importante: a decisão de aderir ou não ao RLP é de total responsabilidade do cliente e pode ser cancelada sem custos a qualquer momento 

Para aderir é fácil: acesse a sua área logada de cliente e clique em Menu Produtos > Renda Variável > Provedor de Liquidez. 

Acesse aqui o portal da XP, ative agora o seu e garanta mais rentabilidade e liquidez nas operações. 

Ainda não tem conta na XP? Abra a sua agora e ative seu RLP para operar minicontratos de dólar e de índice com a nossa plataforma robusta e confiável. 

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Kapitalo, Verde e Navi: as estratégias por trás dos melhores fundos multimercado

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SÃO PAULO – Ser referência na indústria de fundos brasileira não é tarefa para qualquer gestora. São poucas as que contam com profissionais renomados com longa experiência no mercado, que já viveram os altos e, principalmente, os baixos, e que fogem dos holofotes, ainda que as atenções sempre se voltem às suas movimentações.

A categoria de fundos multimercado ganhadores do ranking feito pelo InfoMoney em parceria com a escola de negócios Ibmec tem dois nomes de peso, ambos com um histórico de longa data: Kapitalo e Verde.

Com possibilidade de se expor a câmbio, juros e bolsa, no Brasil e no mercado internacional, o que leva os fundos das duas casas a se destacarem em um universo que conta com mais de 400 instituições financeiras com multimercados no país?

A terceira posição do ranking, por sua vez, destoa um pouco dos dois primeiros fundos por ser um produto long and short, portanto com foco em renda variável, com posições compradas (aposta na alta) e vendidas (aposta na queda).

O fundo Navi Long Short também é um conhecido de longa data do mercado, já que foi criado em 2010, quando integrava o leque de produtos da Kondor Investimentos.

Em meio ao processo de corte de juros, que levou a Selic para a mínima histórica de 4,25%, e ao atual ciclo de alta das bolsas brasileira e americana, o investidor desavisado pode ter a impressão de que foi fácil bater o CDI nos últimos três anos. Os desafios, contudo, foram imensos. A seguir, gestores contam as dificuldades e comentam as oportunidades neste momento.

Trabalho de formiguinha

O Banco BBM (antes Banco da Bahia) formou alguns dos maiores nomes do mercado de gestão brasileira. Rogério Xavier e Beny Parnes, por exemplo, carregaram a experiência da casa para a SPX. Já Carlos Woelz e João Pinho, que chegaram a sócios diretores da instituição mineira, levaram sua parceria de 15 anos para fundar a Kapitalo, em 2009.

Hoje, com 75 pessoas, das quais 25 sócias, e cerca de R$ 22 bilhões sob gestão, a gestora preza por um modelo de sociedade menos hierárquico, com independência operacional, tomada de decisões por consenso e foco no produto. Na instituição, não existe a figura do CIO. “Queríamos fazer uma empresa que sobrevivesse ao Carlos e ao João”, diz Woelz.

De opiniões contundentes, o gestor desempenha papel ativo no dia a dia da casa e deixa claro que o bom desempenho não é feito de acertos de grande repercussão, mas, sim, de consistência. “O trabalho do gestor é de formiguinha, fruto de centenas de decisões tomadas. O gestor não é feito de grandes tacadas, é feito de muito trabalho.”

O fundo Kapitalo Zeta, lançado em 2010, teve valorização de 65% nos últimos três anos, ante um CDI da ordem de 24%.

Ainda que esteja cada vez mais conhecida pelo investidor de varejo, que precisa se contentar com um pequeno período de abertura do fundo para novas captações ao ano, o foco da Kapitalo sempre esteve mais concentrado no cliente de maior patrimônio, seja de family office, fundos de fundos ou private banking. “Captamos lentamente. Só 13% [dos investidores] vêm de plataforma”, afirma Woelz.

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Com quatro estratégias, a casa conta hoje com dois a quatro profissionais responsáveis por cada um dos 14 books. O Zeta ganhou nos últimos três anos principalmente com juros e bolsa local e internacional.

Segundo Woelz, a equipe começou a ficar mais otimista com o desempenho dos ativos antes do impeachment de Dilma Rousseff, de olho ainda em um ciclo econômico global favorável, com reflexo sobre a lucratividade das empresas.

Com acertos calculados e um pouco de sorte, como o gestor admite, a Kapitalo conseguiu colher os frutos nos últimos anos de uma alocação pautada pela cautela e por questionamentos com os novos rumos tomados pela economia mundial.

“Em 2019, tivemos muita dificuldade para montar risco, com insegurança com o crescimento global”, afirma. “O crescimento é baixo, mas está estabilizado. Uma retomada cíclica está sendo ensaiada e estamos com posições mais construtivas.”

Em sua última carta a cotistas do Zeta, referente a janeiro, a Kapitalo afirmou que, ainda que o surto de coronavírus tenda a ter impacto negativo sobre o nível de atividade no primeiro trimestre, a liquidez global permanece elevada e as condições para a recuperação econômica, favoráveis.

Em bolsas globais, a gestora seguiu com posição comprada em uma carteira de ações e reduziu posições compradas em índices. Já no Brasil, a Kapitalo diminuiu a posição liquidamente comprada em ações.

“No médio prazo, a alocação em Bolsa no Brasil é certa. Já o que o cliente pessoa física quer não é”, assinala Woelz, em meio a receios com relação a uma impaciência do pequeno investidor, que segue em um processo de maior alocação em renda variável.

Retornos nada óbvios

Com a segunda posição do ranking de melhores multimercados, o fundo Verde AM Scena Advisory tem Luiz Parreiras no comando da gestão, que segue os mesmos princípios da estratégia do lendário fundo Verde.

Criado por Luis Stuhlberger, o Verde tem um histórico de gestão invejável, com apenas três de 23 anos abaixo do CDI – 2008, 2014 e 2017.

Em 2018, enquanto o Scena rendeu 7,98%, o Verde teve ganho de 7,91%. Em 2019, a valorização do primeiro fundo foi de 13,97%, novamente bem próxima do retorno de 13,33% do Verde.

A renda fixa concentra a maior parte da alocação, que oscila numa faixa de 60% a 80%, enquanto as estratégias de ações long bias e multimercado global podem responder por 0% a 20% do portfólio.

Com R$ 1,7 bilhão sob gestão, o Scena Advisory foi criado em abril de 2017 e rende 32,3% desde o início, ante um CDI de 19,8% no período.

Embora os últimos três anos tenham sido bastante favoráveis para os investimentos no Brasil, Parreiras frisa que nada foi óbvio.

Em 2017, a economia vinha de uma recessão brutal, Donald Trump acabava de ser eleito presidente dos Estados Unidos e Jair Bolsonaro era apenas um “deputado folclórico”, diz. “Agora parece que foi tudo muito fácil, mas, ao longo do tempo, ganhamos dinheiro em tudo – dólar, juros, bolsa aqui e lá fora e alocação internacional. É normal isso? Não, é raro. Diria que é bem incomum”, frisa.

O sócio e gestor da estratégia multimercado e previdência na Verde Asset credita à antecipação da casa ao resultado das eleições presidenciais de 2018 o grande diferencial dos últimos anos. Em 2020, assim como a Kapitalo, o tom da casa é otimista, mas Parreiras sugere cuidadoso com o que já parece caro.

“Nossa alocação em Bolsa está maior que a média dos últimos anos, mas estável nos últimos seis meses. Preocupa ver sinais meio clássicos de exagero, de excessos em ativos de risco. É dever do gestor ser eternamente preocupado”, destaca. “O mercado não está desalinhado, mas as pessoas têm que aprender a respeitar o risco. Preocupa um pouco elas acharem que tudo é obvio.”

Rumo à primeira década

Se os dois primeiros fundos do ranking se destacam com atuações nos mais diferentes mercados, a terceira posição tem uma história particular. A Navi Capital foi lançada oficialmente em 2018, mas sua origem precede a data, já que a casa foi criada após “uma gestação de nove anos como equipe na Kondor Invest”.

O fundo Navi Long Short completa, portanto, dez anos de existência em 2020, com patrimônio de R$ 1,67 bilhão, do total de R$ 5,1 bilhões da gestora.

Com 12 sócios, dos quais sete egressos da Kondor, a gestora tem foco total em ações. Seu fundo long and short rendeu 41,6% nos últimos três anos e tem, em média, 20 ações compradas.

Na parte hedgeada, isto é, de proteção do portfólio, o fundo monta posições vendidas principalmente via índice futuro ou por meio de uma carteira pulverizada com cem ações líquidas.

Com maior dificuldade para encontrar bons papéis para shortear, Waldir Serafim, sócio fundador e co-CIO da Navi, aponta como destaques recentes da parte comprada Copasa (em 2017) e Lojas Americanas, Intermedica e Hapvida (em 2019).

Hoje, essa parte da carteira ainda conta com nomes como Petrobras, em meio a evolução de sua eficiência, e de utilities, como Equatorial, beneficiada pela queda dos juros. Bancos como o Itaú também têm lugar no portfólio comprado, ainda que Serafim assinale que, para as ações deslancharem, seja necessária a volta do investidor estrangeiro ao país.

Ainda que tenha um histórico curto como Navi, a gestora já tem planos para expandir a atuação.

“Temos vontade de ter novos produtos em outro mercado, como o de fundos imobiliários ou de dívida”, diz. “Estamos animados com o Brasil, tem muito espaço para andar, crescer e para oportunidades. Agora tem que fazer esse dinheiro do mercado de capitais se traduzir em investimentos.”

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Dacasa Financeira: quem investiu perdeu dinheiro? Veja como funciona o FGC nesse caso

A Dacasa Financeira foi liquidada pelo Banco Central em 13 de fevereiro de 2020. A garantia do FGC foi acionada e quem tinha investimentos na instituição receberá seu dinheiro de volta.

A partir de agora, vamos entender mais detalhes sobre o que aconteceu com a financeira e quais foram os motivos alegados para sua liquidação.

Também vamos entender um pouco mais sobre como funciona a garantia do FGC nesses casos e em quanto tempo as pessoas afetadas poderão ter seu dinheiro de volta.

Quem é a Dacasa Financeira?

A Dacasa Financeira é uma instituição que fica em Vitória (ES). Ela pertence ao grupo Dadalto.

O grupo também é dono das lojas Dadalto e da corretora de câmbio Uniletra, que também foi liquidada pelo Banco Central.

A especialidade da Dacasa Financeira era fazer empréstimos pessoais. Na outra ponta, ela oferecia investimentos de renda fixa para lastrear esses empréstimos.

Nesse caso, a LC da Dacasa era o investimento que estava disponível nas plataformas de corretoras e bancos.

Em alguns casos, ela chegava a oferecer rentabilidade prefixada de até 11% ao ano.

Para você ter uma ideia, esse rendimento hoje supera em duas vezes o CDI, que é o indicador de referência para os investimentos básicos de renda fixa.

Por que o Banco Central liquidou a Dacasa Financeira?

Liquidação extrajudicial é um processo que, na prática, implica no fechamento de uma instituição.

Quando isso acontece, o BC nomeia uma pessoa ou empresa para administrar essa instituição, avaliando seus bens e fazendo um pente fino nas suas contas.

O BC tem poder para decretar a liquidação extrajudicial de qualquer instituição regulada por ele.

O órgão não dá detalhes sobre o que exatamente leva a esse tipo de medida, mas os motivos podem ser um dos três a seguir:

  • quando acontecem fatos que comprometem a situação financeira da empresa;
  • quando houver algum prejuízo que possa colocar o dinheiro dos clientes em risco;
  • quando a empresa viola gravemente alguma lei ou norma estabelecida pelo BC e outros órgãos reguladores.

O que acontece com quem investiu em LC Dacasa?

As pessoas que tinham dinheiro depositado ou investido na Dacasa Financeira estão cobertas pelo FGC em até R$ 250 mil. Este é o limite estabelecido pelo fundo por instituição financeira.

Assim, se você tinha até R$ 250 mil em depósitos ou investimentos na Dacasa, não precisa se preocupar: o FGC devolverá todo o seu dinheiro.

No entanto, vale prestar atenção a um detalhe: se você tinha investimentos em LC Dacasa em diferentes bancos ou corretoras, é preciso somar as quantias.

O limite de R$ 250 mil é válido para todas as suas contas, sejam elas de depósito ou de investimento. Além disso, o capital e os rendimentos das suas aplicações financeiras também estão incluídos nesse limite.

E agora, como acionar a garantia do FGC?

A garantia do FGC foi acionada automaticamente a partir da liquidação extrajudicial da Dacasa Finaceira.

Assim, a partir de 13/2/2020, os investimentos em LC Dacasa ficaram congelados.

A partir de agora, o BC vai nomear um responsável por levantar todas as pessoas que tinham dinheiro investido na instituição e quanto elas devem receber.

Depois, o FGC vai comunicar como o processo de devolução do dinheiro será feito.

Nos casos mais recentes, o FGC levou cerca de 15 dias para devolver o dinheiro das pessoas após a liquidação extrajudicial. Foi o caso, por exemplo, do Banco Neon.

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