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Caixa quer juro de crédito imobiliário prefixado entre 8% e 9% ao ano

Uma mão segurando uma casa para simbolizar a compra de um imóvel

A Caixa Econômica Federal já bateu o martelo quanto aos juros que serão cobrados na nova modalidade de crédito imobiliário, sem correção, conforme apurou o jornal O Estado de São Paulo/Broadcast. As taxas mínimas devem começar entre 8% e 9% ao ano e o banco da habitação mira, de acordo com fontes próximas à instituição, bater a marca dos R$ 10 bilhões em empréstimos na linha prefixada para a compra da casa própria no primeiro ano de operação.

O lançamento do crédito imobiliário sem correção ocorrerá na próxima semana, em cerimônia no Palácio do Planalto. Deve contar com a presença do presidente Jair Bolsonaro, em evento similar ao do anúncio do financiamento com lastro no índice de inflação, o IPCA, realizado em agosto de 2019.

O evento, que estava previsto para março, foi antecipado por causa do processo de abertura de capital da Caixa Seguridade, holding de seguros do banco. Há um mantra nos corredores da instituição: foco no IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês).

Nesse primeiro ano de governo, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e Bolsonaro estreitaram relações. O executivo passou a acompanhar o presidente em viagens e também em algumas das tradicionais “lives” de Bolsonaro, feitas às quintas-feiras.

O foco da Caixa, conforme fontes, é mostrar que o banco tem “segurança” e “tranquilidade” para lançar a nova modalidade de crédito imobiliário, uma aposta para ampliar esse tipo de crédito no País. Com o lançamento, a Caixa passa a oferecer a seus clientes três modalidades de crédito imobiliário: taxa referencial (TR) mais juros; com lastro no IPCA e sem correção. A ideia do banco, conforme uma fonte, é oferecer taxas diferenciadas conforme os prazos da linha prefixada. Os financiamentos de 20 anos, por exemplo, terão juros serão mais atrativos do que os empréstimos de 30 anos.

Ofensiva.

O lançamento do crédito imobiliário sem correção é também mais uma ofensiva da atual gestão da Caixa de confrontar a linha tradicional, que cobra juros mais TR. O presidente do banco tem chamado a atenção para o tema de forma recorrente. Ele diz que a TR está zerada, mas que isso pode mudar, o que representaria um risco para os bancos.

Durante evento no fim de janeiro, o presidente da Caixa confirmou que a perspectiva do banco é de que os juros da modalidade prefixada ficassem abaixo de 10% ao ano. Disse ainda que, embora a oferta do banco compreenda prazos mais longos, a expectativa era a de que o prazo médio ficasse ao redor dos 8,5 anos.

Entre os bancos privados, o crédito prefixado é visto com mais bons olhos do que o com lastro no IPCA. Questionado pela reportagem, o Bradesco informou que estuda a nova modalidade. Já o Itaú Unibanco afirmou que não tem planos de operá-la no curto prazo, mas que está sempre atento aos movimentos do mercado.

“O crédito imobiliário prefixado desperta mais interesse que o IPCA porque é mais seguro aos clientes. O risco é da curva de juros, que fica com o banco e a tesouraria tem como controlar, ao menos no cenário atual”, diz o executivo de um grande banco, na condição de anonimato.

Em outra frente, afirma uma fonte, o presidente da Caixa também defende, nos bastidores, que os juros da linha TR caiam mais, considerando o atual patamar dos juros básicos no País, a Selic. A taxa sofreu um novo corte na semana passada, caindo para o nível histórico de 4,25% ao ano.

Com a ofensiva nos juros, a Caixa retomou, no ano passado, o posto de líder no crédito imobiliário com recursos da poupança (SBPE), ao conceder R$ 26,6 bilhões em 2019, em comparação a R$ 13,3 bilhões no exercício anterior, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Assim, desbancou, o concorrente Bradesco – líder em 2018, com cerca de R$ 17,9 bilhões, seguido por Itaú Unibanco, com R$ 16,7 bilhões.

Procurada, a Caixa não comentou. Disse que as taxas da modalidade prefixada ainda estão sendo fechadas.

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Vendas de carros elétricos e híbridos no Brasil cresce 320%. E a culpa é da Toyota

Toyota RAV4 Hybrid

Novo Toyota Corolla
(divulgação)

Caros leitores, digníssimas leitoras: um dos temas que já abordamos por aqui é o processo de “eletrificação” ao qual a indústria automotiva vem passando. Processo que está cada vez mais forte na Europa e agora vem crescendo por aqui em terra tupiniquim – nós já publicamos um relato a respeito aqui.

Mas, como anda esse mercado?

Em janeiro tivemos quase 1,6 mil carros (elétricos e/ou híbridos) comercializados no Brasil. O que representou um crescimento de 320% sobre janeiro do ano passado, quando tivemos míseros 373 carros vendidos.

OK, pode parecer quase nada, mas isso representa quase 1% de todos os carros vendidos no país nesse período. Para fazermos uma análise mais justa, esses tipos de veículos venderam mais que, por exemplo, vendeu a: Peugeot, ou Mitsubishi + Audi, ou BMW + M. Benz, ou Kia + Volvo + Land Rover. Aqui fica a seu critério a escolha de comparação.

Parece que o mundo automotivo (150 anos depois) vem redescobrindo a eletrificação dos veículos.

Mas o que vem motivando esse crescimento por esse tipo de veículo aqui no Brasil?

Bem, o grande culpado (por este crescimento) no mercado brasileiro, tem nome e sobrenome: Toyota

O problema da Toyota é que eles não sabem brincar… quando eles decidem fazer as suas “toyotices”, sobra quase nada para os demais.

O mercado cresceu 320%. Mas o crescimento da Toyota com esses veículos foi de “apenas” 622% (de 172 carros para 1.242); a Volvo cresceu 225%; BMW subiu 31% e a Renault, que vem colocando o seu Zoe como carro de aplicativo elétrico, só 10,5% de evolução.

Isso implica em afirmar que, neste ano, a Toyota detém 80% neste mercado. Viu só? É a Toyota fazendo as suas “toyotices”!

Para complementar, dos 1.242 carros híbridos da Toyota, 48% foram do RAV4; 51% do Corolla e apenas 1% do Prius, o pioneiro.

E aí, para facilitar a vida de vocês, nós tivemos a ousadia de pedir para os japoneses da Toyota emprestarem os seus carros híbridos para darmos uma bisolhada neles. Logicamente que não esperávamos que eles tivessem a ousadia de emprestar; afinal de contas, os orientais – em geral – possuem uma certa aversão ao risco (e quer risco maior do que emprestar um carro para o estagiário?).

Mas eles emprestaram!

A nossa epopéia

Ela já começou com a retirada do veículo, que tinha que ser feita na fábrica, em São Bernardo do Campo. A Bike do Itaú, que uso, não chega até lá.

Resolvido isso, me preparei devidamente para fazer a retirada. Como todo “ser humano”, nós tínhamos os nossos “pré-conceitos” sobre a marca. A primeira é que a Toyota é “carro de tiozão” (neste caso, corri atrás de um pulôver – padrão tio Sukita – e já havia decorado todas as piadas clássicas …é PAVÊ ou PA CUMÊ?); a segunda é que – para mim – os carros da Toyota sempre me lembravam o Leônidas:

Esparta Sparta

Afinal de contas, requinte e Toyota não cabiam na mesma frase. E a fama de carro “espartano” é bem forte na marca.

Aí vem a Toyota, dando uma bofetada na cara do estagiário.

Toyota RAV4 Hybrid

Voltando ao carro. Esse novo RAV-4 não tem nada a ver com as antigas gerações do carro. Ou seja, esqueça tudo o que você tinha visto sobre o RAV-4. Isso aqui, amiguinhos, é um novo carro!

O RAV-4 é um SUV “parrudo” (não igual aos outros SUV “compactos”), com cara de invocado. Se você tinha os mesmos pré-conceitos que eu, fique sabendo que a mudança foi brutal: a beleza do veículo é tanta que ele conseguiu deixar o estagiário até mais bonito.

Toyota RAV4 Hybrid

Mas, apesar de tudo, a Toyota consegue dar as suas “deslizadas”. Afinal de contas, colocar uma televisão de tubo com CD player (quem hoje em dia usa CD? Só faltou colocar a disqueteira no porta-malas), nos faz lembrar que até as “musas inspiradoras” (Toyota) fazem o número 2.

Toyota RAV4 Hybrid

A grande sacada da Toyota é ela não estar comercializando um carro 100% elétrico ou um híbrido plug-in (os veículos híbridos plug-in serão o tema do próximo post); mas um carro com motor a combustão (a gasolina, de 2,5 litros) trabalhando em conjunto com três motores elétricos que carregam suas baterias por conta própria, seja através do motor ou usando o sistema de frenagem.

Toyota RAV4 Hybrid

O que isso quer dizer? Que os 4 motores combinados podem gerar uma potencia máxima de 222 cavalos. Só de você pensar em “vou pisar no acelerador do carro”, o carro já foi…

Outra análise feita é que, se você pensar em segurança, ele tem de tudo e mais um pouco. O que mais utilizamos foi o sistema PCS do veículo (Pre-Crash System), ou seja, se você for bater o carro, ele te avisa com alerta sonoro (bem alto) e visual, além de fazer uma frenagem automática. E funciona mesmo. Com a gente ele funcionou umas três vezes (vai ver que foi por isso que eles tiveram a coragem de emprestar o carro).

A nossa dúvida foi que: com um motor a gasolina de 2,5 litros, o carro tenderia a ser meio beberrão… grande engano. Rodamos com ele 632 km (60% estrada e 40% cidade), e o devolvemos com mais de ¼ do tanque de combustível. Ou seja, ele faz 900 km de boa!

Dando continuidade à nossa saga, pegamos o Corolla híbrido.

Toyota Corolla Hybrid

O que temos para falar do Corolla? Nada! Um carro que existe desde 1966, com mais de 40 milhões de unidades vendidas no mundo inteiro, deve ter lá suas qualidades. Essa 12º geração só serviu para melhorar o que era excelente.

No Brasil, o segmento de sedãs médios é composto basicamente por Corolla, Chevrolet Cruze, Honda Civic, VW Jetta, Nissan Sentra e Audi A3 Sedan. Neste contexto, 50% do que é vendido é de Corolla, enquanto os outros cinco disputam os 50% restantes. O Corolla está anos luz à frente dos concorrentes, tanto que consegue vender mais que o dobro do segundo colocado (Cruze).

Mas qual foi a grande sacada aqui? A Toyota fez o híbrido perfeito! Diferentemente do RAV4, o motor a combustão do Corolla é flex (o que ainda faz sentido em São Paulo e sua fartura de etanol).

Rodamos um pouco mais com o Corolla do que com o RAV4. Foram 852 Km, grande parte na cidade, e o ponteiro de combustível quase não baixou! Quando pegamos o carro, a autonomia apontada passava dos 1,1 mil km.

Toyota Corolla Hybrid

E, para não me alongar mais na história, qual o resultado disso tudo?

Que a Toyota, mais uma vez, fez uma “toyotice”. Ela soltou no mercado brasileiro dois carros híbridos excelentes, sendo um deles flex (e que já era o sedã médio mais vendido há séculos).

Não existe, no curto prazo, algum “grande concorrente” para ela; vai nadar de braçadas neste nicho de carros híbridos por um bom tempo; e quando finalmente chegar algum concorrente pra valer, ela provavelmente já estará posicionada para lançar uma nova geração dos seus veículos.

Os japas são demais!

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E aí, o que achou? Dúvidas, me manda um e-mail aqui. Ou me segue lá no Facebook, Instagram, Linkedin e Twitter.

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Lucro do Softbank desaba 99%, mas ações sobem 12%. Entenda

Faixada do Softbank

SÃO PAULO – O SoftBank divulgou que teve uma queda de 99% no lucro do último trimestre de 2019. Mesmo assim, as ações listadas na Bolsa saltam 12% nesta quarta-feira (12).

O conglomerado japonês obteve uma receita de 2,59 bilhões de ienes (cerca de US$ 23,6 milhões) no último trimestre de 2019, o que representa uma queda de 99% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Vision Fund, um dos fundos mais famosos do SoftBank, foi um dos principais responsáveis por essa brusca queda nos lucros do banco – o fundo relatou uma perda operacional de quase 225 bilhões de ienes (cerca de US$ 2 bilhões) no trimestre.

Segundo analistas consultados pelo Business Insider, grande parte desse prejuízo é oriundo de resultados financeiros ruins de algumas das empresas em que o fundo investe – como a Uber – e por conta dos cancelamentos consecutivos de IPO da WeWork ainda em 2019, o que culminou em um aporte emergencial do banco para que a startup de compartilhamento de escritórios continuasse operando.

O Vision Fund é um fundo conhecido por acreditar e investir muito capital em empresas novas, tecnológicas e consideradas disruptivas, assim como fez com Uber, WeWork e Rappi, por exemplo.

Masayoshi Son, fundador e CEO do SoftBank, confirmou na apresentação de resultados o recente fraco desempenho do fundo.

Boas notícias ofuscaram resultado negativo

No entanto, tal mudança no balanço do SoftBank não abalou muito os investidores. Os acionistas se preocuparam mais com uma decisão de um juiz de Nova York a favor da fusão da Sprint, empresa de telecomunicação, com a T-Mobile na terça-feira (11), abrindo caminho para o fechamento do negócio após quase dois anos de desafios e entraves regulatórios.

Com a fusão das duas gigantes da comunicação, as ações do banco chegaram a subir mais de 10%, aumentando ao valor de mercado do SoftBank em cerca de US$ 10 bilhões.

No fechamento do mercado de ontem, os papéis do banco japonês registraram uma alta de 11,89% na Bolsa de Tóquio, cotados a 5.751 ienes (cerca de US$ 52), moeda oficial do Japão.

Já as ações da operadora de telefonia móvel dispararam 78% com as notícias referentes ao acordo. Como o SoftBank possui quase 85% da Sprint, o banco faturou mais de US$ 12 bilhões com a alta dos papéis.

Alguns analistas, porém, acreditam que o resultado do Vision Fund não deve ser ofuscado pela fusão e precisam ser levados mais a sério, pois representam uma fragilidade na estratégia de investimento do fundo.

“A Sprint tem sido uma grande distração para o SoftBank desde 2012”, disse Atul Goyal, analista do Jefferies Group, banco de investimento americano, ao CNN Business, acrescentando que a fusão e todos os anos que Son passou tentando realizar a fusão da Sprint “trouxeram pouco em termos de resultados efetivos”.

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Ibovespa Futuro cai e dólar vai a R$ 4,38 com reviravolta no noticiário sobre o coronavírus e fala de Guedes

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quinta-feira (13) pressionado pela reviravolta no noticiário sobre o coronavírus. O governo da China informou hoje que detectou 15.152 novos casos, com 254 mortes nas últimas 24 horas (o dobro em relação ao dia anterior) e todos na província de Hubei. Agora, o total de infectados é 59.804 e 1.367 é o número de mortos na China.

Segundo o governo chinês, os laboratórios mudaram o método de exames de diagnose para scanner CT. Assim, leva apenas horas para confirmar os casos, ao contrário do que ocorria com o método anterior de exames com ácido nucleico, que demorava dias para trazer um resultado. Por isso, de acordo com o governo chinês, houve a rápida escalada no número de casos em Hubei.

Os números provocaram pânico nos mercados e aparentemente contradizem declarações de funcionários do Ministério da Saúde chinês, que ontem sugeriram que o surto acabaria completamente até abril.

Às 09h14 (horário de Brasília), o índice futuro para abril registrava perdas de 0,95%, a 116.240 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em março tem alta de 0,33%, para R$ 4,373.

Já os contratos de juros futuros registram alta. O contrato com vencimento em janeiro de 2022 registra ganhos de cinco pontos-base, a 4,83%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avança seis pontos-base, a 5,42%, seguido pela alta de seis pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,09%.

Entre os indicadores, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma queda de 0,4% no setor de serviços em dezembro na comparação com novembro. Na base anual, houve um crescimento de 1,6%, acima da expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para avanço de 1,5%.

No acumulado do ano, o volume de serviços expandiu 1,0%, interrompendo sequência de 4 anos sem crescimento: 2015 (-3,6%), 2016 (-5,0%), 2017 (-2,8%) e 2018 (0,0%).

Dólar alto

O dólar fechou ontem na maior cotação nominal da história recente do país (desde 1994), a R$ 4,35, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, achou que o movimento é “positivo”. Guedes afirmou que a cotação alta é “boa para todo mundo” e que o dólar mais barato prejudicava as exportações.

A moeda americana está fortalecida não apenas frente ao Real, mas a todas as moedas de países emergentes e também dos países desenvolvidos, como Euro, Libra e Franco suíço.

Guedes mais uma vez citou a mudança de mix entre câmbio e juros no País. “É melhor termos juros a 4% e câmbio a R$ 4,00, do que câmbio a R$ 1,80 e juros de 14%, nas alturas”, repetiu. “O câmbio não está nervoso, mudou para R$ 4,00. O modelo não é juro na lua e câmbio baixo, desindustrializando o Brasil”, acrescentou.

“O câmbio é flutuante” e faz parte do conjunto de políticas adotadas pelo Banco Central, que ainda inclui ainda o uso da taxa de juros na política monetária e ações macroprudenciais para estabilidade financeira, disse o presidente do BC, Roberto Campos Neto, quando perguntado sobre as declarações do ministro da Economia.

Em entrevista à GloboNews na noite desta quarta-feira, Campos Neto comentou a atuação do BC no câmbio, reafirmando que não tem restrição a nenhum tipo de instrumento. “Se existe uma demanda no à vista vou fazer uma intervenção no à vista, se existe uma demanda no futuro vou fazer uma intervenção no futuro”.

Campos Neto disse que previsão do BC para o crescimento do PIB em 2020 está um pouco acima de 2%, podendo ser um pouco a mais ou a menos.

Noticiário corporativo 

Em destaque, está o resultado do Banco do Brasil (BBAS3), que obteve lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões no quarto trimestre,  20,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O Banco Inter (BIDI11) informou que obteve um lucro líquido de R$ 81,6 milhões em 2019, um crescimento de 16,4% sobre 2018. O banco digital mineiro comunicou em balanço que ultrapassou a marca de 4 milhões de clientes – mais do que dobrando o número de pessoas atendidas, que em dezembro de 2018 eram 1,4 milhão.

Já a Petrobras (PETR3; PETR4) divulgou relatório da auditoria Loudon Blomquist na sua subsidiária E-Petro, que deverá ser incorporada pela estatal. O patrimônio líquido remanescente da E-Petro, segundo a auditoria, é de R$ 39,3 milhões.

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BC vê crescimento gradual da economia do País, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou na noite desta quarta-feira, 12, à GloboNews que a autarquia vê o cenário de crescimento da economia brasileira de modo gradual, com movimentos distintos em relação às variáveis.

Ele afirmou que o canal do crédito está saudável e que o varejo e os serviços estão um pouco melhores. Campos Neto admitiu, porém, que a indústria “está sofrendo mais”.

“Falamos desde o começo que o crescimento seria mais gradual. É como se tivesse duas turbinas, com a pública diminuindo e a privada compensando”, afirmou, ao ressaltar que o BC trabalha com um crescimento em torno de 2%.

Ao analisar as condições atuais, ele comentou que o investimento privado vem crescendo de forma sustentável.

Ao arriscar uma projeção adiante, Campos Neto disse que o BC acredita que o lado público vai estabilizar e o privado, “começar a decolar”.

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Por que este pode ser o melhor momento para investir no setor hoteleiro no Brasil

SÃO PAULO – A crise vivida pelo mercado hoteleiro no Brasil, em um contexto de encolhimento da própria economia e após um ciclo de investimento muito forte no setor, pode estar ficando para trás.

Segundo Roland Bonadona, consultor do mercado hoteleiro com mais de 40 anos no grupo Accor, até 2014, a indústria brasileira estava em uma situação confortável, com uma taxa média de ocupação de 65%.

À medida que a economia entrava em uma crise, contudo, a situação foi piorando, com um contexto agravado pela realização de grandes eventos esportivos no país – Copa do Mundo e Olimpíadas –, que levaram a uma supercapacidade do setor.

Ao participar do mais novo podcast do InfoMoney, o “Banco Imobiliário”, Bonadona afirmou que o mercado hoteleiro adentrou o período de maior dificuldade na virada de 2014 para 2015.

“Praticamente por 24 meses, teve uma queda tremenda da demanda e da diária de hotéis. Nesse período, tivemos uma queda de 18% da taxa de ocupação dos hotéis e de 25% da diária corrigida pelo IPCA”, afirmou o executivo, apontando para uma perda de receita da ordem de 40%. “Foi um momento muito difícil e uma queda histórica.”

A reação, contudo, foi dura e o setor passou os dois últimos anos batalhando para retomar o patamar pré-crise. Hoje, o consultor assinala que a praça de São Paulo, por exemplo, já apresenta uma taxa de ocupação próxima de 70%, acima do nível antes de 2015.

O desafio, agora, é retomar as tarifas, mas o executivo francês, que chegou a comandar o grupo Accor em toda América, está otimista.

“Acredito que não tem melhor momento para investir na hotelaria, porque a demanda está de volta, a taxa de ocupação dos hotéis está subindo e os preços começam a se recuperar”, observou. “Os hotéis fizeram um trabalho de redução de custo importante. Vai ter uma recuperação das vendas e a oferta está absolutamente limitada.”

Para conferir a visão completa de Bonadona sobre o mercado hoteleiro e entender por que a situação está tão diferente no Brasil e no mundo, vale escutar o segundo episódio do “Banco Imobiliário”.

Apresentado por Marcelo Hannud, sócio especialista em mercado imobiliário da XP Asset, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o podcast pode ser ouvido nas plataformas Apple Podcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

Com foco no mercado imobiliário, o podcast “Banco Imobiliário” conta com episódios semanais e com convidados que são figuras de peso no setor, como Walter Torre (WTorre), Carolina Burg (JFL Realty) e Giancarlo Nicastro (SiiLa Brasil).

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BB lucra R$ 17,8 bi em 2019, alta de 32%; balanços de Suzano e Totvs; estreia da Moura Dubeux na B3 e mais

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta quinta-feira tem como destaque a temporada de balanços, com os números do Banco do Brasil, Suzano, Totvs e Duratex. Já a Petrobras (PETR3 e PETR4) divulgou relatório da auditoria Loudon Blomquist na sua subsidiária E-Petro, que deverá ser incorporada pela estatal. O patrimônio líquido remanescente da E-Petro, segundo a auditoria, é de R$ 39,3 milhões. Confira os destaques:

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões no quarto trimestre, 20,3% acima ao registrado em igual período de 2018. Frente o terceiro trimestre, o crescimento foi de 1,8%. No ano, o lucro avançou 32,1%, a R$ 17,8 bilhões em 2019.

O lucro líquido do BB chegou acima das expectativas dos economistas ouvidos pela agência Bloomberg. A carteira de crédito de pessoas físicas do banco estatal cresceu 8,9% em dezembro de 2019, em comparação a igual mês de 2018, para R$ 17,4 bilhões. Já a carteira de crédito ampliada de 2019 teve queda de 2,6% em comparação a 2018, para R$ 680,7 bilhões.

Dentro da carteira ampliada, a carteira de crédito para pessoas jurídicas recuou 10,9% em 2019, em comparação a 2018, para R$ 197,5 bilhões. A carteira para microempresas cresceu 8,5% para R$ 64,5 bilhões em 2019. O BB informou que as despesas administrativas aumentaram 8,7% no quarto trimestre e 11% no terceiro, porque o banco teve que repassar R$ 514 milhões à Cassi, um fundo de seguro-saúde dos funcionários e ex-funcionários do banco. Mas esse efeito foi não recorrente.

A leitura preliminar indica números do quarto trimestre e guidance para 2020 como positivos, destaca o Credit Suisse. “O ponto médio do guidance indica um crescimento do lucro líquido de 9% em 2020. Este patamar representaria uma das melhores performances entre os grandes bancos e também fica bastante alinhado com nossas projeções. A composição da receita ficou acima do esperado com maior contribuição de margem financeira e queda em outras despesas”, afirmam os analistas.

Suzano (SUZB3)

A maior fabricante de papel e celulose do Brasil teve um lucro líquido de R$ 1,175 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 61% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior. A expectativa dos analistas compilada no consenso Bloomberg era de um lucro de R$ 1,079 bilhão. No ano, a empresa teve prejuízo de R$ 2,815 bilhões, ante R$ 2,736 bilhões previstos.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia foi de R$ 2,465 bilhões nos últimos três meses do ano passado, número 31% menor que o do ano anterior. A expectativa dos analistas era de um Ebitda de R$ 2,511 bilhões.

Por fim, a receita líquida atingiu R$ 7,049 bilhões no último trimestre do ano passado, uma queda de 3% ante os três últimos meses de 2018, mas acima das projeções de R$ 6,498 bilhões de faturamento anual.

O Itaú BBA e o Morgan Stanley comentaram o balanço. Segundo as duas análises, a perspectiva é positiva e a redução dos estoques de celulose foi indicada como um fato benéfico, bem como as sinergias com a Fibria.

Na avaliação do BBA, “a Suzano reportou uma redução dos estoques em cerca de 650 mil toneladas no quarto trimestre, ultrapassando a redução de 450 mil toneladas do trimestre anterior, reduzindo assim em dois terços os estoques no segundo semestre de 2019. A empresa também aumentou para até R$ 1,2 bilhão a economia com as sinergias obtidas com a Fibria, o que potencialmente aumentará o valor das ações SUZB3 em R$ 2,5 bilhões”, projeta o Itaú BBA.

Como lado negativo, o BBA aponta que a relação dívida líquida sobre o EBITDA piorou, de 4,7 vezes no terceiro trimestre para 5 vezes no quarto. “O EBITDA ajustado de R$ 2,6 bilhões (no quarto trimestre) chegou 2% acima da nossa estimativa. A redução dos estoques foi sólida. Como lado negativo, a relação dívida líquida sobre o EBITDA subiu para 5 vezes”, comenta o Morgan Stanley. O banco continua a avaliar o papel como Neutro, com preço-alvo de R$ 42,00. Já o Itaú BBA continua a avaliar a ação SUZB3 com recomendação acima da média (outperform), com preço-alvo de R$ 45,00, 12,4% acima do preço atual de R$ 40,03 na B3.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes, controladora da Riachuelo, fechou um contrato para vender as roupas da marca Carter’s no Brasil pelos próximos dez anos. A Carter’s é uma empresa americana que se especializou na comercialização de roupas infantis.

Totvs (TOTS3)

Fornecedora de soluções de informática para empresas, a Totvs (TOTS3) teve um lucro líquido ajustado de R$ 71,3 milhões no quarto trimestre de 2019 (alta de 107,8% contra o mesmo período de 2018) e de R$ 252,1 milhões em 2019, um crescimento de 83,9% sobre 2018.

O Ebitda da companhia foi de R$ 118,3 milhões no quarto tri e de R$ 469,7 milhões no ano, altas de 51,5% e de 35,4% respectivamente na base anual.

A receita líquida foi de R$ 579,3 milhões nos últimos três meses de 2019, um crescimento de 7,5% sobre o quarto trimestre de 2018.

A Totvs ainda propôs o desdobramento de suas ações de três para uma. A Assembleia Geral Extraordinária para decidir sobre a mudança está marcada para o dia 27 de abril.

O Banco Itaú BBA avaliou como positivos os resultados publicados ontem à noite pela Totvs, empresa de software e informática. O BBA manteve a nota outperform (acima da média) para o papel, ressaltando que os resultados da Totvs vieram acima das expectativas e deverão ser incorporados em novo preço-alvo para a ação.

No pregão de ontem da B3, a TOTS3 foi negociada a R$ 75,21. “O EBITDA cresceu 20,4% em 2019, acima das nossas expectativas, enquanto houve redução do endividamento maior que a projetada, refletindo a queda da inadimplência entre os clientes e a melhora no mix da receita”, avalia o BBI. Como ponto negativo, o BBA indica que os gastos com marketing e vendas cresceram 12,5% em 2019, acima da projeção do banco, que era de 8,5%.

Moura Dubeux (MDNE3)

A construtora Moura Dubeux estreia hoje na B3, sendo a segunda companhia do setor a entrar na B3 neste ano – após a Mitre.

A companhia movimentou R$ 1,25 bilhão com sua oferta inicial de ações e teve os papéis precificados em R$ 19,00 cada. O dinheiro captado com a  será direcionado aos cofres da companhia e deverá ser usado para zerar dívidas.

A Priner, que presta serviços para companhias de petróleo, gás e mineração, fixa hoje preço por ação, em uma das menores aberturas de capital já registradas no país. Oferta pode movimentar até R$ 384 mi. A faixa indicativa será entre R$ 10 e R$ 13 por papel.

Duratex (DTEX3)

Fabricante de painéis, louças e metais sanitários, a Duratex (DTEX3) teve um lucro recorrente no quarto trimestre de R$ 157,8 milhões, Ebitda ajustado de R$ 278,3 milhões (contra projeções de R$ 279,5 milhões) e receita líquida de R$ 1,49 bilhão. A expectativa dos analistas era que a empresa tivesse uma receita de R$ 1,39 bilhão no período.

Em todo o ano de 2019, a receita da Duratex foi de R$ 5,01 bilhões e o lucro de R$ 405,6 milhões.

Banco Inter (BIDI4

O Banco Inter informou na noite de ontem seus dados financeiros de 2019. O Inter comunicou que teve lucro líquido de R$ 81,6 milhões no ano passado, uma expansão de 16,4% sobre 2018. O banco também comunicou que seu número de clientes avançou de 1,4 milhão em 2018 para 4 milhões de pessoas no final de 2019. A receita da instituição cresceu de R$ 630 milhões em 2018 para R$ 821 milhões em 2019. No ano passado, o Inter realizou um aumento de capital fazendo uma oferta pública de ações na B3. O capital do banco passou de R$ 512 milhões em 2018 para R$ 1,2 bilhão em 2019.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras incorporará o patrimônio líquido remanescente da sua subsidiária E-Petro – Petrobras Negócios Eletrônicos S.A., que foi avaliado em R$ 39,3 milhões pela auditoria contábil Loudon Blomquist. A petrolífera publicou ontem o relatório dos auditores na página da CVM.

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Maior evento de telefonia do mundo é suspenso por medo do coronavírus

Principal evento de telecomunicações e telefonia celular do mundo, a Mobile World Congress (MWC) foi cancelada por causa das preocupações com o coronavírus – nos últimos meses, mais de 44,6 mil pessoas foram infectadas e mais de mil morreram em decorrência do vírus em todo o mundo. Após a desistência de diversas empresas importantes, a organização da feira, a GSMA, decidiu por não realizar o evento, a 12 dias de seu início na cidade de Barcelona, na Espanha.

“A GSMA cancelou a MWC 2020 porque as preocupações globais com o coronavírus tornaram impossível o evento”, declarou o presidente executivo da organizadora, John Hoffman, em nota à imprensa no início da tarde de ontem.

É a primeira vez em 33 anos que a MWC não ocorrerá. Criada em 1987 de forma itinerante pela GSMA, organização que representa as principais operadoras do mundo, a feira acontece em Barcelona desde 2006. Há ainda edições, de escopo menor, em Xangai e Los Angeles. No comunicado, a organização confirmou também que uma nova edição em Barcelona só será realizada em 2021.

O cancelamento, porém, parecia ser uma questão de tempo. Desde o começo da semana o evento vinha sofrendo com baixas importantes, como Sony, LG, Ericsson e Intel. Nesta quarta-feira, 12, antes do anúncio do cancelamento, Facebook e Nokia também tinham desistido de participar da feira.

A lista de desistentes inclui também Accedian, Amazon, Amdocs, CommScope, Dali Wireless, F5 Networks, iconectiv, InterDigital, LG, MediaTek, NTT Docomo, Nvidia, Rakuten, Ulefone, Umidigi, Viber,Vivo, Sprint, AT&T, BT, Vodafone, Deutsche Telekom e Cisco. Poucos nomes de peso haviam confirmado a presença, entre elas as fabricantes chinesas Xiaomi e Huawei.

No ano passado, a MWC teve público de mais de 100 mil pessoas, incluindo funcionários de fabricantes, operadoras e outras empresas do setor. Cerca de 5% dos participantes da feira vêm da China. Nos últimos anos, Xiaomi e Huawei tomaram conta dos principais anúncios do evento, que também foi palco para diversas novidades da Samsung, incluindo celulares da família Galaxy S.

É nessa feira que também ocorrem alguns dos principais lançamentos de smartphones do ano, bem como discussões importantes na área de telecomunicações. Em 2020, a expectativa era a de que o 5G fosse o principal tema da MWC. A GSMA estima que o evento gere US$ 500 milhões à economia espanhola, além de 14 mil empregos temporários.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Os nós que o Banco do Brasil precisa desatar se quiser vender os negócios de cartões

SÃO PAULO – Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil (BBAS3), nunca escondeu que gostaria de ver a instituição privatizada. Como isso não é possível, por razões políticas, estuda, desde que assumiu o cargo, outras maneiras de ventilar o negócio. Uma das ideias frequentemente discutidas é a da reestruturação das operações de cartões, que, segundo o Valor, voltou à pauta do banco recentemente. A avaliação de parte do setor, porém, é que a probabilidade de esse negócio vingar ainda neste ano é muito pequena.

“Essa história não é nova, mas tem uma complexidade grande”, disse ao InfoMoney Carlos Daltozo, head de renda variável da Eleven que trabalhou por 20 anos no BB Investimentos. Na opinião do analista, toda a estrutura de parcerias neste segmento dificulta uma estrutura passível de venda, e o maior nó a ser desatado antes de qualquer ação nessa linha é a Cateno, parceria do banco com a Cielo em processamento de transações.

A exposição do BB em cartões acontece em algumas frentes: a administradora de cartões; parcerias com o Bradesco na Cielo, na Alelo e na bandeira Elo, em que a Caixa também tem participação; e outra sociedade, com a Cielo, na processadora de cartões Cateno. A maioria dos negócios, portanto, não depende só da estatal.

“[O BB] vai vender o que? Só o negócio de emissão? Concentrar tudo em um único business? Como ficam as parcerias em adquirência, na bandeira, no negócio de benefícios e na emissão?”, questiona Daltozo. “Eu não vejo como costurar uma empresa que seria vendável”, avalia.

Ele vê a abertura de capital da EloPar, holding que controla a Elo Serviços, como o mais viável dos cenários, “mas precisaria convencer o Bradesco [que tem 50,01% de participação] a vender também”.

Além de um IPO, outro rumor de mercado, segundo uma fonte do setor, trata da possível intenção do Bradesco em comprar a fatia do BB na Cielo, onde os dois bancos são sócios. Mas a estrutura atual da Cateno inviabiliza esse acordo, já que significaria acesso, pelo Bradesco, a dados relevantes da operação do BB através do processamento dos cartões do banco.

Para a Cielo, aliás, o mercado avalia que uma eventual compra da fatia do BB na Cateno poderia fazer sentido, já que suas receitas dependem cada vez mais do negócio de processamento, conforme os números do último balanço. A ação da Cielo (CIEL3) dispara perto de 5% nesta terça-feira (12) na esteira das especulações.

Bom negócio?

Além da complexidade, se desfazer dessas operações não seria necessariamente positivo para o BB, na visão de analistas.

“Desinvestir na emissão de cartões pode colocar a operação inteira de varejo em risco”, escreveram analistas do Bradesco BBI em relatório. “Claramente, Claramente, esta opção está sobre a mesa porque a privatização do Banco do Brasil não parece ser uma opção do ponto de vista político”.

Daltozo lembra que as verticais de cartões geram receita significativa em serviços para o banco. “[Vender] é abrir mão de uma receita importante para tentar antecipar uma parte desse fluxo de recursos”, argumenta. “Depende da intenção do banco, mas no longo prazo a conta de fazer essas vendas chega, já que abre-se mão de uma receita cada vez mais relevante dentro do universo bancário, ainda mais com spreads reduzidos”.

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Paulo Guedes

Os mercados mundiais poderão ter um dia tenso nesta quinta-feira. Na madrugada, o governo chinês informou que mais de 15 mil novos casos do coronavírus foram registrados em Hubei, com mais de 200 mortes, o que elevou para 59,8 mil o número de pessoas infectadas e a 1.367 as mortes.

Os futuros de Nova York operam em queda e as bolsas de valores da Europa abriram em baixa, informa a CNBC News. Já as bolsas de valores da Ásia fecharam em baixa moderada. Segundo o governo chinês, o aumento ocorreu porque mudou a metodologia de diagnose em Hubei e não por uma escalada no surto.

Nos indicadores, o IBGE publica hoje a pesquisa do setor de Serviços relativa a dezembro após os dados de varejo decepcionarem. No noticiário corporativo, destaque para o resultado do Banco do Brasil, que obteve lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões no quarto trimestre,  20,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Ante o terceiro trimestre, o crescimento foi de 1,8%.

1. Bolsas mundiais

Os futuros de Nova York operam em queda firme e pressagiam uma abertura em baixa. O governo chinês informou hoje que o número de novos casos do coronavírus na província de Hubei é de 15 mil, o que elevou para mais de 59,8 mil pessoas o número de atingidos pelo surto e para 1.367 o número de mortos, informa a CNBC News.

Os secretários do Partido Comunista de Hubei e da cidade de Wuhan foram removidos de seus postos, nos desdobramentos políticos mais relevantes até agora da epidemia na China, enquanto o país alterou a forma como contabiliza os casos do surto, adicionando também os diagnósticos clínicos; antes, era necessário teste de ácido nucleico para confirmar casos.

As mortes em Hubei aumentaram 242, com o total de mortes na China subindo para 1.367; o número de infecções em Hubei aumentou 14.840, elevando o número total de casos na China para 60.000. O Japão confirmou mais 44 casos em um navio de cruzeiro em quarentena e Hong Kong estendeu a fechamento das escolas até pelo menos 16 de março.

O governo chinês afirma que não houve escalada no surto, apenas mudança da metodologia de diagnose em Hubei. As bolsas de valores da Ásia fecharam em queda, mas não acentuada; Xangai recuou -0,71% no pregão. As bolsas de valores da Europa abriram em queda.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h25 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,75%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,91%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,74%

*Dax (Alemanha) , -1,10%
*FTSE (Reino Unido), -1,42%
*CAC 40 (França), -1,09%
*FTSE MIB (Itália), -0,96%

*Nikkei (Japão), -0,14% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,24% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -0,34% (fechado)
*Xangai (China), -0,71% (fechado)

*Petróleo WTI, +0,76%, a US$ 50,78 o barril
*Petróleo Brent, +1,18%, a US$ 55,13 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em alta. Em 13 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 1,63%, cotados a 624,500 iuanes, equivalentes a US$ 89,42 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9632 (-0,14%)
*Bitcoin, US$ 10.180,21 +1,71%

2. Indicadores econômicos

O IBGE publica hoje às 9h a pesquisa do setor de Serviços relativa a dezembro do ano passado, com expectativa de alta de 1,5%.

Nos Estados Unidos, o governo americano divulga às 10h30 a inflação de janeiro.

3. Política 

O presidente Jair Bolsonaro convidou e o general Walter Braga Netto aceitou ser o novo ministro da Casa Civil. Com a queda de Onyx Lorenzoni, que será movido para o Ministério da Cidadania, o Palácio do Planalto terá apenas ministros militares nas principais funções, informa o jornal O Estado de S. Paulo. Além do vice-presidente Hamilton Mourão, também são militares os titulares do Gabinete de Segurança Institucional, da Secretaria de Governo, da Secretaria-Geral da Presidência e o porta-voz do governo.

4. Dólar alto

O dólar fechou ontem na maior cotação nominal da história recente do país (desde 1994), a R$ 4,35, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, achou que o movimento é “positivo”. Guedes afirmou que a cotação alta é “boa para todo mundo” e que o dólar mais barato prejudicava as exportações. A moeda americana está fortalecida não apenas frente ao Real, mas a todas as moedas de países emergentes e também dos países desenvolvidos, como Euro, Libra e Franco suíço.

“O câmbio é flutuante” e faz parte do conjunto de políticas adotadas pelo Banco Central, que ainda incluem o uso da taxa de juros na política monetária e ações macroprudenciais para estabilidade financeira, disse o presidente do BC, Roberto Campos Neto, quando perguntado sobre as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em entrevista à GloboNews na noite desta quarta-feira, Campos Neto comentou a atuação do BC no câmbio, reafirmando que nao tem restrição a nenhum tipo de instrumento. “Se existe uma demanda no à vista vou fazer uma intervenção no à vista, se existe uma demanda no futuro vou fazer uma intervenção no futuro”. Campos Neto disse que previsão do BC para o crescimento do PIB em 2020 está um pouco acima de 2%, podendo ser um pouco a mais ou a menos.

5. Noticiário corporativo 

Em destaque, está o resultado do Banco do Brasil, que obteve lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões no quarto trimestre,  20,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O Banco Inter (BIDI4) informou que obteve um lucro líquido de R$ 81,6 milhões em 2019, um crescimento de 16,4% sobre 2018. O banco digital mineiro comunicou em balanço que ultrapassou a marca de 4 milhões de clientes – mais do que dobrando o número de pessoas atendidas, que em dezembro de 2018 eram 1,4 milhão. Já a Petrobras (PETR3 e PETR4) divulgou relatório da auditoria Loudon Blomquist na sua subsidiária E-Petro, que deverá ser incorporada pela estatal. O patrimônio líquido remanescente da E-Petro, segundo a auditoria, é de R$ 39,3 milhões.

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