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Empiricus fecha acordo com CVM e vai credenciar analistas na Apimec

A Empiricus Research, que era investigada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suspeita de fazer análises de investimento sem autorização, firmou na terça-feira, 11, um acordo com a autarquia.

Em nota, o CEO da empresa, Caio Mesquita, afirmou que o termo de compromisso “traz segurança jurídica para o nosso negócio e nos deixa ainda mais otimistas com o seu futuro”.

O termo prevê o fim do litígio judicial entre Empiricus e CVM, com a renúncia pela empresa de uma ação que discutia se negócios da área editorial deveriam estar sujeitos à regulação da autarquia, e o credenciamento dos analistas da Empiricus na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento no Mercado de Capitais (Apimec).

Segundo a Empiricus, um ofício-circular divulgado pela CVM em 2019 deu clareza sobre quais restrições se aplicam às peças publicitárias divulgadas pelos regulados da autarquia.

“Nós já vínhamos fazendo ajustes em nosso marketing e, analisando as novas diretrizes, manifestamos à autarquia nosso desejo de resolver a questão”, disse Caio, por meio da nota. “No final do dia, ampliar o acesso à informação para o investidor pessoa física sempre foi um objetivo comum.”

Haverá ainda um desembolso de R$ 3 milhões em nome da Empiricus, de R$ 500 mil em nome da Inversa (empresa que compartilha sócios com a Empiricus) e de R$ 50 mil em nome de cada um dos 15 analistas listados no termo.

Segundo a Empiricus, trata-se de uma desembolso atrelado ao tempo em que analistas não estiveram credenciados na autarquia, mas não se trata de multa, porque o recolhimento do valor não implica qualquer reconhecimento de culpa ou má conduta, e não houve qualquer processo administrativo sancionador.

O credenciamento na Apimec será feito em até 60 dias, afirma a Empiricus. “Não haverá alteração nos nossos produtos: as sugestões de investimentos feitas por nós tiveram rentabilidades extraordinárias em 2019, o que muito nos orgulha. Nosso marketing já foi ajustado desde o meio do ano passado, com a consolidação da área de compliance. O que o acordo com a CVM representa é um passo muito importante na institucionalização da Empiricus. Acreditamos que 2020 será um ótimo ano para a empresa e para a economia do país em geral”, afirmou Caio.

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos curtos recuam nesta terça-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos curtos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta terça-feira (11).

Entre os destaques do dia, o Banco Central divulgou mais cedo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e voltou a afirmar que não pretende cortar a taxa Selic na próxima reunião, em março. “Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, escreveu a autoridade monetária.

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No grupo de indicadores, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou na primeira medição de fevereiro em seis das sete capitais analisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice registrou alta de 0,51% na primeira quadrissemana deste mês, ante o avanço de 0,59% na última medição de janeiro.

No ambiente externo, o presidente da China, Xi Jinping, afirmou que os fundamentos da economia chinesa são fortes e que o impacto do surto do coronavírus será curto sobre a atividade econômica do país, o que ajudou a tranquilizar os mercados da Ásia.

No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com juros semestrais e vencimento em 2055 oferecia um prêmio anual de 3,39%, ante 3,36% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 50,91 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 5.091,59.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam um prêmio de 3,26% ao ano, ante 3,25% a.a. anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o com prazo em 2023 pagava 5,42% ao ano, ante 5,44% a.a. pela manhã, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2026 cedia de 6,26% para 6,24% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Como investir com a Selic a 4,25% ao ano?

Com a queda dos juros, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, e o mesmo acontece com a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à taxa Selic.

Nos últimos 12 meses até janeiro, a caderneta rendeu 4,14%. Agora, com a Selic em 4,25% ao ano, o retorno anual da poupança passa a ser de 2,98% e continua, portanto, perdendo para demais aplicações conservadoras e até para a inflação, caso a estimativa de alta de 3,40% para o IPCA neste ano se confirme.

Além de os juros baixos dificultarem a escolha de investimentos mais conservadores, a perspectiva de que eles voltem a subir colocam novo desafio para o aplicador brasileiro.

O InfoMoney conversou com especialistas do mercado financeiro para entender como o investidor deve se posicionar neste cenário. O consenso foi de que as aplicações deverão buscar horizontes mais longos e que, independentemente do perfil de risco do investidor, alguma parcela do portfólio deve estar alocada em ativos mais arriscados, de forma a garantir melhores rentabilidades. A matéria completa você confere aqui.

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Epidemia do coronavírus é risco relevante para atividade global, aponta SPX

SÃO PAULO – Embora o impacto do surto do coronavírus iniciado na China sobre o restante do mundo ainda esteja em análise, gestoras têm acompanhado de perto as repercussões e alterado exposições, ainda que momentaneamente, para proteger seu portfólio.

A SPX, por exemplo, destacou em sua carta aos cotistas referente ao mês de janeiro que, embora ainda acredite em uma recuperação cíclica ao longo do ano, decidiu reduzir seu risco taticamente na parte internacional, devido à deterioração do cenário de crescimento chinês e, consequentemente, global.

“Ainda é difícil mensurar o impacto real desse choque. No entanto, nos parece razoável assumir que é um vetor de redução de PIB global, em um momento em que a frágil economia mundial buscava se estabilizar”, destacou.

A gestora, contudo, manteve as alocações setoriais, priorizando novas posições mais estruturais e menos dependentes do ciclo econômico.

Já no Brasil, a SPX permaneceu com posições compradas (com aposta na alta) em empresas dos setores financeiro, utilities e consumo.

Ao comentar as consequências do coronavírus sobre a economia, a gestora de Rogério Xavier apontou que o surto deverá representar um choque na China, em várias frentes. A paralisação de diversas plantas industriais e dos grandes investimentos em infraestrutura devem gerar revisões para baixo no crescimento do país, ressaltou, em sua carta intitulada “Mais um obstáculo para a China”.

“Além disso, é sem dúvida mais um evento que arranha a imagem da China. Nos últimos anos, os países ocidentais têm feito duras críticas em relação à proteção de propriedade intelectual, direitos humanos e políticas ambientais. A guerra comercial com os EUA é uma parte dessa relação difícil com o Ocidente. Recentemente, tivemos um problema seríssimo com o rebanho suíno chinês. A epidemia do coronavírus é mais um tropeço do país em seu tortuoso processo de aproximação do Ocidente”, afirmou a SPX.

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Ainda na esfera global, a gestora comentou o processo eleitoral nos Estados Unidos, ressaltando que o nível de incerteza sobre a candidatura democrata é mais alto do que em outras edições. “A dispersão de propostas entre os candidatos e a falta de visibilidade de um favorito devem manter certo nível de incerteza nesse tema até meados de abril. Ainda não temos convicção sobre o tema, mas nos parece exagerada a forte confiança do mercado sobre o amplo favoritismo de Trump.”

Em termos de atividade, contudo, a visão é favorável e a SPX acredita que, sem nenhuma aparente pressão inflacionária, o Fed, banco central americano, seguirá com postura estimulativa, “o que deve garantir mais um bom ano para a economia americana”.

O mesmo não pode ser dito da Europa, região sobre a qual a gestora está pessimista, em meio ao nível depreciado de crescimento e problemas estruturais de difícil solução. “Sem uma solução mais clara e rápida para o Brexit, acreditamos que a região deve permanecer nesse marasmo”, pontuou.

Alocação no Brasil

O discurso da SPX sobre a situação brasileira se voltou principalmente ao câmbio. Os dados mais fracos de atividade, o choque negativo vindo da China, o principal parceiro comercial do país, e a provável redução no nível de juros devem manter a moeda fraca, segundo a gestora, que tem alocações compradas em dólar.

“Entendemos os temores de curto prazo do mercado, mas acreditamos que a aceleração do crescimento em relação aos anos recentes e a depreciação da moeda sugerem maior conservadorismo na condução da política monetária, em particular, devido às metas de inflação cadentes dos próximos anos.”

Em sua carta anterior, a SPX havia dito que os juros brasileiros já deveriam voltar a subir em 2020, de olho numa recuperação da economia e na aceleração da inflação.

No mês de janeiro, o SPX Nimitz rendeu 0,15%, ante um CDI de 0,38%.

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TIM lucra R$ 756 milhões no 4º tri de 2019; Moura Dubeux movimenta R$ 1,25 bi em IPO, oferta da Cogna e mais destaques

Em destaque no noticiário corporativo desta quarta-feira (12), a construtora e incorporadora imobiliária Moura Dubeux Engenharia, de Pernambuco, movimentou R$ 1,25 bilhão em uma oferta pública de ações, com um preço de R$ 19,00 para o papel. A empresa fará sua estreia amanhã na B3, com o código MDNE3. A empresa atua em cinco estados do Nordeste, da Bahia ao Ceará.

Já a TIM (TIMP3), a Comgas (CGAS3) e a ROMI (ROMI3) publicaram balanços na noite de ontem. A TIM informou lucro líquido de R$ 756 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 28,7% sobre igual período do ano anterior.

Vale (VALE3)

A Vale informa que acionou hoje o nível 2 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) da Barragem Capitão do Mato, da mina de mesmo nome, em Nova Lima (MG), em decorrência das chuvas na região. Segundo a empresa, o acionamento do nível 2 não terá impacto no plano de produção do primeiro trimestre.

Em nota, a companhia explica que em decorrência do volume de chuvas, superior à média histórica registrada na região, alguns instrumentos da estrutura apontaram alterações temporárias no nível de água, já tendo, neste momento, retornado aos níveis normais.

Segundo a empresa, a barragem permanecerá preventivamente em nível 2 até a conclusão da análise técnica do histórico e das condições atuais da estrutura. “Esses estudos, chamados ‘As-Is’, estão em andamento e novas discussões técnicas acontecerão em breve com a empresa de auditoria independente para reavaliação da situação”, afirma a Vale.

A mineradora informa ainda que os moradores da Zona de Autossalvamento (ZAS) já haviam sido realocados em novembro do ano passado em razão de obras de reforço na barragem Vargem Grande.

A Capitão do Mato é uma barragem de contenção de sedimentos, construída em etapa única, com aterro convencional. Segundo a Vale, além de inspeções rotineiras de campo, a barragem é monitorada permanentemente por instrumentos, como piezômetros, radares, estações robóticas, câmeras de vídeo, e pelo Centro de Monitoramento Geotécnico.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil colocou sob revisão as suas participações no setor de cartões, o que poderá levar a uma reorganização da área e até à venda de ativos, informa o Valor Econômica. O objetivo é estudar como “extrair mais valor” dessas operações. Os negócios do BB incluem uma administradora de cartões e participações na credenciadora Cielo, na empresa de “vouchers” Alelo, entre outras.

O Bradesco BBI avaliou a possível venda com cautela. “Desinvestir na emissão de cartões pode colocar a operação inteira de varejo em risco. Claramente, esta opção está sobre a mesa porque a privatização do Banco do Brasil não parece ser uma opção do ponto de vista político. A solução então parece ser levantar valores com a venda de ativos em certas áreas. Nos cartões, parcerias com outros bancos, como o Bradesco e a Caixa, tornam a reorganização uma tarefa desafiadora”, avalia o BBI.

Moura Dubeux

A construtora e incorporadora imobiliária Moura Dubeux Engenharia, de Pernambuco, fará sua estreia na B3 amanhã (dia 13) com o código MDNE3 para sua ação. A empresa, uma das maiores construtoras do Nordeste do Brasil, realiza no momento uma oferta pública de ações (IPO) e está levantando ao redor de R$ 1,25 bilhão. A ação foi precificada a R$ 19.

A oferta foi coordenada pelo Itaú BBA, com a participação do Credit Suisse, Bradesco BBI, BB Investimentos e Caixa Econômica Federal. Em prospecto enviado dia 3 à CVM, a expectativa da empresa era levantar ao redor de R$ 1 bilhão, com o preço do papel entre R$ 17,00 e R$ 21,00.

Cogna (COGN3)

A oferta de ações da Cogna Educação movimentou R$ 2,56 bilhões com a venda de 232,4 milhões de ações. O preço por ação foi estabelecido em R$ 11,00, desconto de 1,35% em relação ao valor do último fechamento.

Log-in (LOGN3)

A Log-in foi iniciada como compra pelo Goldman Sachs. O preço-alvo é de R$ 30,80, o que implica potencial de alta de 36% em
relação ao último fechamento, mas ainda assim abaixo do preço-alvo médio de R$ 30,93.

Ambev (ABEV3)

A Heineken reportou fortes resultados no quarto trimestre de 2019 sendo que, no Brasil, o volume de cerveja cresceu um dígito médio em 2019 e duplo dígito no quarto trimestre com destaque para as marcas Heineken, Amstel e Devassa. Já as marcas econômicas declinaram um dígito alto, seguindo dois aumentos de preço durante o ano.

“A Ambev reportará seus resultados no dia 27 de fevereiro: esperamos números suaves no quarto trimestre, com volumes de cerveja no Brasil crescendo 2% ao ano, após queda de 2% no quarto trimestre de 2018. Porém, os volumes surpreendentemente fortes da Heineken corroboram o cenário competitivo desafiador e por isso, temos uma leitura negativa para Ambev”, aponta a equipe de análise da XP Investimentos.

TIM (TIMP3)

A operadora de telefonia TIM (TIMP3) informou na noite de ontem em balanço que obteve um lucro líquido de R$ 756 milhões no quarto trimestre de 2019, expansão de 28,7% sobre igual período de 2018. O EBITDA cresceu 8,1% para R$ 1,9 bilhão. Já a receita líquida teve uma expansão menor no período, de 2,9% para R$ 4,58 bilhões. A empresa informou que houve uma queda de 2,6% na base de clientes no final do quarto trimestre de 2019, para 54,4 milhões. O número de clientes no pré-pago caiu 7,6% no período, para 32,9 milhões de pessoas. No pós-pago, o número de clientes cresceu 6,1% para 21,4 milhões.

O Itaú BBA manteve a recomendação outperform (acima da média) para as ações da operadora de telefonia TIM, com preço-alvo de R$ 22,30 para a ação da operadora, alta de 4,25% sobre o valor atual. No geral, o BBA considerou os resultados da TIM positivos e dentro das estimativas, com um EBITDA no quarto trimestre de 2019 (R$ 1,9 bilhão) um pouco superior às projeções do banco.

“Os aspectos positivos são a contínua recuperação da receita nos serviços móveis e o crescimento da banda larga”, comentou o BBA, alertando, porém, que o endividamento da empresa cresceu. “As provisões para as dívidas cresceram 25% em uma base anual, chegando a 2,8% do faturamento bruto, apesar do declínio trimestral”, indica o BBA. No geral, o BBA aponta que a TIM bateu as metas. A operadora divulga as metas para 2020 em 11 de março.

Ouro Fino (OFSA3)

A Ouro Fino Saúde Animal informou uma expansão de 14% no seu lucro líquido no quarto trimestre de 2019, para R$ 24,5 milhões. No ano fechado de 2019, o lucro líquido recuou 34,4% para R$ 46,6 milhões. A receita líquida teve um crescimento de 12,1% no quarto trimestre de 2019, para R$ 196,5 milhões; no ano inteiro de 2019, a receita líquida atingiu R$ 619,6 milhões, crescimento de 5,2% sobre 2018.

O EBITDA da Ouro Fino foi de R$ 44,6 milhões no quarto trimestre de 2019, expansão de 22% sobre igual período do ano anterior. A Ouro Fino, segundo o balanço, fechou 2019 com um EBITDA de R$ 107,2 milhões – queda de 18,6% sobre 2018. Em 2019 também houve um crescimento no endividamento da Ouro Fino. A dívida líquida cresceu de R$ 222 milhões em 2018 para R$ 238 milhões em 2019. A relação dívida líquida sobre o EBITDA se deteriorou, passando de 1,69 vez em 2018 para 2,22 vezes em 2019.

Comgas (CGAS3

A Comgas, Companhia de Gás de São Paulo, publicou balanço na noite de ontem e informou lucro líquido recorrente de R$ 277 milhões no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 2,7% sobre igual período do ano anterior. O EBITDA cresceu 5,4% no quarto trimestre de 2019, para R$ 489,6 milhões. Já o número de clientes da empresa cresceu 5,4% e ultrapassou 2 milhões no final de 2019.

Romi (ROMI3)

A Romi, fabricante brasileira de bens de capital, publicou balanço ontem e informou um lucro líquido de R$ 19 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 9,4% sobre igual período de 2018. A empresa teve uma receita líquida de R$ 230,8 milhões no quarto trimestre de 2019, um recuo de 6,6% sobre igual período do ano anterior. Já o EBITDA caiu 18,8% para R$ 31,3 milhões no quarto trimestre. No acumulado de 2019, a receita líquida da Romi cresceu 3% sobre 2018 para R$ 765,5 milhões.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Bandeiras da China ao vento

SÃO PAULO –  A sessão desta quarta-feira (12) é mais uma vez positiva para as bolsas mundiais em meio aos sinais preliminares de que a difusão do vírus na China está se arrefecendo, após província de Hubei informar menor nível de casos este mês. Já no Brasil, saem os dados de vendas do varejo de dezembro, que podem dar sinais sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom) depois da ata da última reunião ter deixado dúvidas.

1. Bolsas mundiais

As bolsas internacionais registram uma sessão de ganhos, com mineradoras em destaque, enquanto o S&P futuro e o Dow Jones futuro têm altas moderadas, diante de sinais de que a propagação do coronavírus está desacelerando e de que a economia mundial poderá superar o impacto da doença.

Dados oficiais mostram que 2.015 novos casos de coronavírus foram relatados na China nas últimas 24 horas, número que diminuiu pelo segundo dia seguido. Com isso, o total de infecções alcançou 44,653. Já o número de vítimas fatais aumentou para 1.113.

Em entrevista à Reuters, o epidemiologista chinês Zhong Nanshan, responsável por combater o vírus da Sars em 2003, previu que o surto do novo coronavírus deverá atingir seu pico entre a metade e o final deste mês e terminar em abril. Com isso, a sessão é mais uma vez de alta para as commodities, com o minério de ferro negociado em Dalian em alta de mais de 3%, enquanto o WTI e o brent avançam cerca de 2%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h58 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,32%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,45%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,37%

*Dax (Alemanha) , +0,65%
*FTSE (Reino Unido), +0,26%
*CAC 40 (França), +0,31%
*FTSE MIB (Itália), +0,61%

*Nikkei (Japão), +0,74% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,84% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,87% (fechado)
*Xangai (China), +0,87% (fechado)

*Petróleo WTI, +1,42%, a US$ 50,70 o barril
*Petróleo Brent, +1,87%, a US$ 55,07 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em alta. Em 12 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 3,16%, cotados a 619.500 iuanes, equivalentes a US$ 88,89 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9686 (+0,06%)
*Bitcoin, US$ 10.335,04 +0,41%

2. Indicadores econômicos

O IBGE publica na manhã de hoje sua pesquisa do varejo, relativa a dezembro de 2019. As vendas no varejo devem ter avançado 0,2% em dezembro na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, após ter registrado alta de 0,6% na medição anterior. O Banco Central divulga o fluxo cambial às 14h30. Esta sessão também marca o vencimento de opções sobre Ibovespa na B3.

Já na Europa, serão publicados na manhã de hoje indicadores sobre a produção industrial em dezembro, enquanto nos Estados Unidos serão divulgadas as solicitações de empréstimos hipotecários às 9h.

Já Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, volta ao Congresso dos EUA e fala no Comitê Bancário do Senado, às 11h50, em Washington. Na véspera, Powell destacou que o vírus impõe risco aos EUA e ao mundo.

3. Prévia democrata nos EUA

Nas primárias norte-americanas para a eleição presidencial, Bernie Sanders vence em New Hampshire e se torna líder indiscutível da ala esquerda do partido democrata, com Amy Klobuchar surpreendendo em 3º lugar e tornando ainda mais embolado o campo dos centristas.

New Hampshire foi o segundo a realizar prévias do partido, logo após a confusão do caucus em Iowa, que teve inclusive um pedido de revisão parcial feito pelas campanhas dos dois primeiros colocados, Pete Buttigieg e Sanders.

4. Política nacional

Ante a decisão quase certa do governo Jair Bolsonaro de travar o envio da proposta de PEC da reforma administrativa, a avaliação da equipe econômica é de que ela fez a sua parte, conforme ressalta o Estadão.

Diante do recuo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e seus assessores mais próximos, reforçam a interlocutores o discurso de que a proposta de reforma está pronta desde o fim do ano passado e que foi entregue ao presidente Jair Bolsonaro.

Para a equipe de Guedes, a proposta é necessária, mas o “timing” e a estratégia para o envio, agora, estão nas mãos do presidente.

Enquanto isso, o governo federal e líderes do Congresso entraram em um acordo nesta terça-feira para a derrubada de um veto presidencial em um projeto que mudou regras para a execução do Orçamento de 2020. Conforme destaca o jornal O Globo, os parlamentares irão assegurar seu direito de indicar a prioridade para a execução das emendas, mas aceitaram que não haverá um prazo de 90 dias para cumprir a ordem e que o gestor não será punido caso esse prazo não seja respeitado.

5. Noticiário corporativo

A construtora e incorporadora imobiliária Moura Dubeux Engenharia, de Pernambuco, realiza uma oferta pública de ações avaliada em R$ 1,2 bilhão, com um preço de R$ 19,00 para o papel. A empresa fará sua estreia amanhã na B3, com o código MDNE3. A Moura Dubeaux atua em cinco estados do Nordeste, da Bahia ao Ceará. Já a TIM (TIMPE3), a Comgas (CGAS3) e a ROMI (ROMI3) publicaram balanços na noite de ontem. A TIM informou lucro líquido de R$ 756 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 28,7% sobre igual período do ano anterior.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Briga entre irmãos Batista e bilionário da Indonésia atinge JBS

(Bloomberg) — A gigante de carnes JBS foi envolvida na briga de seus principais acionistas, os irmãos Batista, com uma bilionária família da Indonésia.

O mais recente problema judicial da gigante de carnes está relacionado à disputa entre a sua holding, J&F Investimentos, e a Paper Excellence pela fabricante de celulose Eldorado Brasil Celulose, disse a JBS em uma petição anexada ontem a uma ação coletiva que corre na Justiça Federal do Rio de Janeiro.

Na ação, iniciada em novembro, o professor universitário Mauricio Jorge Pereira da Mota pede o ressarcimento de R$ 4,3 bilhões ao BNDES e ao Tesouro por perdas causadas por supostas irregularidades em uma transação financiada pelo banco de fomento em 2009.

Para a JBS, existem fortes evidências de que a Paper Excellence, fabricante de celulose com sede na Holanda, está por trás do autor da ação e de seus financiadores, incluindo os custos de ações legais adotadas por advogados que representam Mota nos Estados Unidos.

Os advogados da empresa brasileira dizem na petição que a Paper Excellence iniciou uma “sórdida campanha de difamação da JBS” perante congressistas e autoridades dos EUA com a intenção de atacar a controladora J&F e os irmãos Batista.

A Paper Excellence é de propriedade de Jackson Widjaja, neto do magnata indonésio Eka Widjaja. Segundo a JBS, a suposta ação adotada pela Paper Excellence inclui a contratação de ex-congressistas dos EUA como lobistas profissionais com o “propósito declarado de prejudicar a posição da companhia naquele país e no mundo”. A JBS avalia listar ações nos EUA.

A empresa indonésia de celulose “desconhece e nega com veemência relatos de terceiros envolvendo nomes de profissionais e empresas, difundidos no sentido de atacar a companhia e seus acionistas e trabalhadores, certamente no interesse de inescrupulosas estratégias desses terceiros”, segundo nota enviada por sua assessoria de imprensa. A companhia também “repudia toda e qualquer insinuação caluniosa e de má-fé sobre sua atuação empresarial”. O escritório de advocacia que representa Mota disse que seu cliente só se manifestará através do processo.

A briga entre os bilionários sobre a propriedade da Eldorado, um dos maiores fabricantes de celulose do país, começou em 2017, quando a Paper Excellence acertou a compra da empresa dos bilionários irmãos Batista, então envolvidos em um escândalo de corrupção. A transação entrou em colapso em meio a uma disputa por garantias, e a Paper Excellence decidiu abrir um processo de arbitragem acusando os Batistas de sabotar o acordo. Desde então, os dois lados têm feito acusações públicas um contra o outro.

As evidências apontadas pelos advogados da JBS na petição incluem o fato de que o advogado que representa Mota nos Estados Unidos é o principal advogado da família Widjaja naquele país.

Para a JBS, “o autor da ação dissimula interesse privado, oculto e ilegítimo”, o que seria suficiente para desqualificá-lo como ação coletiva. A JBS pede ao juiz que o andamento da ação seja suspenso até que se conclua a apuração da relação entre o autor da ação popular, seus financiadores e a Paper Excellence.

Em petição anexada à ação coletiva no mês passado, o BNDES disse que a transação que é objeto da ação popular – a aquisição do frigorífico brasileiro Bertin em 2009 – obedeceu todas as exigências legais e que a operação não trouxe prejuízo para a BNDESPar, a empresa de participações do banco.

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Ibovespa tem segunda maior alta do ano seguindo exterior e resultado do Itaú; dólar renova máxima

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou com a segunda maior alta de 2020 nesta terça-feira (11), perdendo apenas para o primeiro pregão do ano, quando a Bolsa subiu 2,53%. Hoje, o principal driver foi o exterior, depois do presidente da China, Xi Jinping, afirmar que os fundamentos da economia do país são fortes e que o impacto do surto do coronavírus será limitado.

Além disso, está aumentando a chance do Banco do Povo da China fazer mais estímulos à economia, além dos bilhões de yuans que já foram injetados no sistema financeiro do gigante asiático.

Segundo Júlio Erse, gestor-chefe da Constância Investimentos, o movimento de hoje pode ser atribuído a uma correção, pois o índice EWZ, dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) caiu mais que os benchmarks de outros emergentes nos últimos dias. “Os ativos de midcaps e small caps, que sofreram este mês, subiram bem hoje”, ressaltou o especialista.

Também contribuiu para o dia positivo no mercado brasileiro o resultado forte do Itaú Unibanco (ITUB4) divulgado ontem. As ações da maior instituição financeira privada do País subiram 2,3%.

O principal índice da B3 registrou alta de 2,49%, a 115.370 pontos com volume financeiro negociado de R$ 26 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial teve alta de 0,13% a R$ 4,3256 na compra e a R$ 4,3264 na venda, renovando máxima histórica de fechamento. O dólar futuro para março avança 0,09% a R$ 4,332.

Ainda no exterior, na Câmara dos Deputados dos EUA, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que a autoridade monetária que chefia está monitorando de perto a situação do coronavírus na China por potenciais impactos na economia global. Powell afirmou que ainda é cedo para auferir a extensão do impacto da doença na economia americana.

As bolsas internacionais fecharam em alta diante da desaceleração da taxa de novos casos do novo coronavírus. Contudo, os investidores seguem de olho nos efeitos da doença, que já infectou 42.638 pessoas e matou 1.016 na China continental.

O que todos querem saber atualmente é o real impacto do coronavírus sobre a economia e os mercados. Ray Dalio, bilionário fundador da Bridgewater Associates, o maior hedge fund do mundo, afirmou em conferência que as preocupações dos investidores com a pandemia “talvez tenham provocado um efeito exagerado nos preços dos ativos por causa da natureza temporária disso, então eu esperaria mais uma recuperação”.

Já os juros futuros registraram baixa nesta sessão, também repercutindo os dados de inflação, com o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe) trazendo desaceleração mais forte da inflação e Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), com variação zero em parciais.

Além disso, também ata da última reunião de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe algum impacto. O documento é referente à decisão que reduziu a taxa básica de juros de 4,5% para 4,25%.

O contrato com vencimento em janeiro de 2022 registrou queda de seis pontos-base, a 4,86%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 teve baixa de oito pontos-base, a 5,42%, seguido pela baixa de cinco pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,08%.

A ata do Copom, divulgada hoje, destacou que o “atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária”. “Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019 [cortes de juros já efetuados], o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária [redução da taxa básica]”.

Contudo, o BC também avaliou que “seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”.

As avaliações sobre a ata foram divididas. Para a equipe de análise do Morgan Stanley, a adição do comentário sobre a possibilidade de uma ociosidade menor do que o esperado e o sinal claro de que a baixa inflação de 2020 não é vista como um problema apontam para um tom mais hawkish (a favor de apertos monetários).

A visão da Gauss é parecida, apontando que o Banco Central deve considerar ao menos duas reuniões para ver os próximos passos de política monetária. “A ata veio alinhada ao comunicado com pontos mais hawkish“, disseram os analistas.

Já a equipe da XP entendeu que com a inflação perto de 3% há grandes possibilidades de corte. “A ata deu grau de manobra caso os dados não cumpram as expectativas.”

Os analistas do Goldman Sachs interpretaram que a ata foi ligeiramente mais dovish (a favor de relaxamento monetário) do que o comunicado posterior à decisão. “Na ata, o Copom argumenta que dadas as diversas fontes de incertezas é importante interromper o ciclo de queda da Selic para poder avaliar melhor o nível de ociosidade da economia”, escreve a equipe do banco americano.

Para o Goldman Sachs, o texto da ata não é um comprometimento irrevogável de não cortar mais as taxas de juros, mas um momento de reavaliação sujeito às alterações no andamento da economia. “Se a inflação hoje favorável surpreender ou dados econômicos frustrantes forem divulgados o Copom poderá voltar a vislumbrar uma redução de juros.”

No começo da tarde, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, falará e pode ser o driver mais importante da sessão: os dados de atividade econômica dos EUA têm sido fortes ultimamente e os investidores buscarão informações para confirmar as chances de redução dos juros este ano.

Noticiário corporativo

Os investidores também ficam de olho na temporada de balanços: o Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 28,4 bilhões em 2019, alta de 10%. Apenas no último trimestre do ano passado, o lucro do maior banco privado do país foi de R$ 7,3 bilhões, em linha com o esperado por analistas. Enquanto isso, Petrobras e Vale reagem a dados de produção.

A produção da Petrobras (PETR3; PETR4) no quarto trimestre de 2019 foi de 3,025 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 13,7% ante os 2,660 milhões de boed em igual período do ano anterior. Esta foi a primeira vez que a companhia superou 3 milhões de barris em um trimestre. Já a Vale registrou uma produção de minério de ferro de 78,3 milhões de toneladas no quatro trimestre, queda de 9,7% na base trimestral.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
BTOW3 6.93325 70.33
USIM5 6.78149 9.92
NTCO3 6.26945 47.8
CSAN3 6.08365 83.7
GOLL4 5.88407 36.17

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
CIEL3 -1.65746 7.12
CRFB3 -0.45147 22.05
HGTX3 0.04082 24.51
ELET6 0.08039 37.35
BRFS3 0.19455 30.9

O Banco do Brasil (BBAS3) confirmou na noite de ontem que o Banco Votorantim, ou BV, protocolou pedido de registro de companhia aberta na CVM. Segundo o Banco do Brasil, que é sócio da Votorantim Finanças no BV, o banco planeja fazer uma emissão primária e secundária de “units” no mercado, mas em data a ser definida no futuro.

Já o Grupo São Martinho (SMTO3), um dos maiores da indústria canavieira do Brasil, publicou balanço e informou um lucro líquido de R$ 342 milhões no terceiro trimestre do ano-safra de 2019-2020 – que corresponde ao quarto trimestre do ano passado. O lucro do São Martinho cresceu 420% no período.

(Com Bloomberg)

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Os “opostos” se atraem: o novo normal do Brasil é bolsa e dólar em alta juntos

Dólar

Antigamente era muito claro que, se você estava otimista, deveria comprar ações; se estava pessimista, deveria comprar dólar. Afinal, estes dois mercados tinham correlação negativa (quando um subia, o outro caía, e vice-versa).

Essa relação foi verdade de 2002 até 2016. Dali para frente essa relação mudou, e as altas dos dois mercados começaram a acontecer juntas.

Mas por que isso mudou?

Para entender melhor este processo trouxemos ao Stock Pills dessa semana José Rocha, o Zé, da Dahlia Capital. Em uma frase: a política econômica brasileira mudou muito. “O Brasil era um país de fiscal frouxo [gastava demais] e monetário duro [juros altos]; hoje, somos um país de fiscal duro e monetário frouxo”, afirma. “Em qualquer país que experimenta esse tipo de política os ativos em moeda local se valorizam, e sua moeda se deprecia.”

Ou seja, o que antes era “compre um ou o outro”, hoje é “compre ambos”. A própria Dahlia carrega essa estratégia em seu fundo Total Return desde o início.

“Nos últimos 30 anos, o que o Brasil mais exportou não foi soja nem minério de ferro, foi o juro real. Capital especulativo entrava aqui única e exclusivamente pra comprar título de dívida pública, fazendo o dólar ficar permanentemente muito baixo”, descreve Zé.

Antes um capital “infiel”, especulativo, vinha para o Brasil beber dessa fonte de juro real alto, agora que o juro atingiu sua mínima histórica, diminuindo esse diferencial de juro perante ao resto do mundo, esse capital foi embora. O Brasil agora tem o desafio de atrair o capital “de longo prazo”, e para isso vai precisar entregar crescimento econômico, o que ainda não vimos por aqui.

Todo esse cenário de juro elevado com dólar controlado foi para ele um dos principais fatores do processo de desindustrialização que tivemos no país recentemente. Isso porque o juro alto desincentiva a produção e o dólar artificialmente controlado incentiva a importação. Isso tudo, no limite, tira nossa capacidade industrial.

Ou seja, realmente o dólar está encarecendo a viagem de férias de muita gente, mas não necessariamente essa é uma má notícia para o Brasil. “As pessoas associam o dólar subir como sendo uma coisa ruim, mas bolsa sobe e dólar sobe por quê? Estamos vendo a primeira desvalorização cambial benigna desde 1999. Dólar alto vai ajudar no processo de substituição de importações, vai ajudar a indústria local, gerar empregos, e assim contribuir para uma melhora mais rápida para o PIB.”

Para saber mais detalhes sobre a verdadeira aula sobre dólar de José Rocha, escute abaixo o Stock Pills que preparamos para vocês:

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Antigamente era muito claro que se você estava otimista, deveria comprar ações, se estava pessimista, deveria comprar dólar, afinal estes dois mercados tinham correlação negativa (quando um subia, o outro caia, e vice-versa). Essa relação era uma verdade de 2002 até 2016, porque dali para frente essa relação mudou, foi máxima atrás de máxima em ambos os mercados. Por que isso mudou? Para entender isso melhor trouxemos no Stock Pills dessa semana, José Rocha, da Dahlia Capital. Uma verdadeira aula viva do mercado. Resumidamente, houve uma mudança na política econômica brasileira, “Zé” explica isso muito bem com uma frase: “Brasil era um país de fiscal frouxo e monetário duro; hoje, somos um país de fiscal duro e monetário frouxo” Ele ainda complementa: “Qualquer país no mundo que experimenta esse tipo de política: seus ativos em moeda local se valorizam, e sua moeda se deprecia.” Ou seja, o que antes era “compre um ou o outro”, hoje é “compre ambos”. A própria Dahlia carrega essa estratégia em seu fundo Total Return desde o início. Tudo isso porque: “Nos últimos 30 anos, o que o Brasil mais exportou não foi soja nem minério de ferro, foi o juro real. Capital especulativo entrava aqui única e exclusivamente pra comprar título de dívida pública, fazendo o dólar ficar permanentemente muito baixo”. Antes um capital “infiel”, especulativo, vinha para o Brasil beber dessa fonte de juro real alto, agora que o juro atingiu sua mínima histórica, diminuindo esse diferencial de juro perante ao resto do mundo, esse capital foi embora. O Brasil agora tem o desafio de atrair o capital “de longo prazo”, e para isso vai precisar entregar crescimento econômico, o que ainda não vimos por aqui. Todo esse cenário de juro elevado com dólar controlado foi para ele um dos principais fatores do processo de desindustrialização que tivemos no país recentemente. Isso porque o juro alto desincentivo a produção e o dólar artificialmente controlado incentiva a importação, o que no limite, tira nossa capacidade industrial. Ou seja, realmente o dólar está encarecendo a viagem de férias de muita gente mas não necessariamente é uma “má notícia” para o Brasil.

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Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers é um podcast que vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts.

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CEO do Itaú prevê “ventos contrários” para 2020, mas por que as projeções pós-balanço animaram a ação?

SÃO PAULO – Mais um resultado de grande banco foi bem recebido pelo mercado: desta vez, foi o Itaú Unibanco (ITUB4) que trouxe números sólidos, fechando o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido recorrente de R$ 7,296 bilhões, uma alta de 1,9% ante o mesmo período de 2018, e um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 23,7%. O resultado ficou em linha com a projeção de R$ 7,28 bilhões dos analistas consultados pela Bloomberg.

Após a divulgação do resultado, os papéis da instituição subiram até 3,41% na B3, atingindo os R$ 35,45, mas ainda sem conseguir apagar a queda anual (agora em cerca de 5%), que foi intensificada em meio à agenda do Banco Central para estimular a competição via fintechs.

Durante teleconferência com a imprensa, contudo, os executivos do banco buscaram afastar a ideia de que está havendo uma disrupção no setor bancário por conta do aumento da concorrência, reforçando que esta “sempre foi bastante expressiva”.

Porém, o presidente da instituição, Cândido Bracher, mostrou cautela ao apontar que o resultado de 2020 sofrerá na comparação com 2019 pela presença de três fatores negativos, apesar do maior crescimento de crédito favorecer o banco. São esses os fatores: i) o limite da taxa de juros do cheque especial; ii) a taxa de juros básica média menor e iii) o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20%.

Bracher destacou que o limite dos juros de cheque especial terá um impacto negativo de 5% na margem financeira com clientes, que reflete as operações de crédito. Assim, haverá uma oscilação entre a estabilidade e um crescimento de 3% neste ano, enquanto o dado avançou 8,6% no ano passado. Já a Selic média de 4,25% ao ano, inferior aos 4,5% vistos no ano passado,

Outro fator que jogará contra a margem é a taxa Selic média de 4,25% ao ano, inferior aos 4,50% médios vistos no ano passado, queda esta que fará com que os ganhos decorrentes da aplicação do capital do banco rendam menos. Já o aumento da alíquota da CSLL tornará  os encargos tributários efetivos mais altos em 2020.

O guidance também foi conservador, apontando um crescimento do lucro em 2020 entre 1% e 2%, mas que chegou a surpreender parte das casas de análise que considerava queda no resultado.

Para o CEO do Itaú, o banco deve se beneficiar da aceleração da economia, gerando maior demanda por créditos e serviços. Com relação ao crédito, espera-se maior volume “em todas as linhas”, com destaque para consignado e imobiliário.

Bancos: um case só para o próximo ano?

Levando tudo isso em conta, Bracher apontou ver um desempenho relativo do banco em 2021 melhor que em 2020. Em relatório recente, o Credit Suisse havia destacado que 2020 seria justamente um ano de transição dos grandes bancos para um ano seguinte muito melhor, listando entre os fatores negativos para este ano também a exposição à América Latina (que foi especialmente sentida pelo Itaú no último trimestre pela sua participação no Chile).

Neste cenário, os que não deveriam ser tão afetados neste ano seriam justamente os bancos que apresentassem melhor controle de custos e capacidade de manter a competitividade em meio à entrada de fintechs e bancos médios.

Nos últimos três meses de 2019, por sinal, os custos animaram ao ficarem abaixo da inflação em um crescimento anual de 2% para R$ 13 bilhões, conforme o banco foca nos gastos para melhorar sua eficiência, avalia Marcel Campos, analista da XP Investimentos.

“Entre as melhorias operacionais que ajudaram tal resultado, estão: i) redução de quase 2 mil funcionários para 94,9 mil; ii) diminuiu 200 agências para 4,5 mil; e iii) diminuiu 1,3 mil caixas eletrônicos para 46,3 mil. Como resultado, o índice de eficiência do banco melhorou em quatro pontos percentuais anualmente para 41,3%”, avalia a XP.

O guidance para 2020 do Itaú, neste sentido, também surpreendeu com expectativa agressiva de redução de custos, avalia a equipe de análise do Safra.

Os analistas do banco também apontaram para uma “perspectiva um tanto positiva sobre tarifas” no guidance do banco. Aliás, as tarifas já apareceram como uma surpresa positiva no resultado do quarto trimestre de 2019, avalia o Credit, principalmente em função de uma receita bastante relevante vinda do Asset Management (alta de 12,7% na base de comparação anual).

A XP Investimentos também reforçou em relatório que a receita de serviços em R$ 10,4 bilhões no quarto trimestre superou as expectativas, impulsionada pelos serviços de assessoria e corretagem, que saltaram 104% na base anual e 64% na comparação trimestral, para R$ 1,1 bilhão. O crescimento foi promovido pela maior atividade no mercado de capitais por ofertas de ações, fusões e aquisições. Os serviços de seguros também ajudaram, crescendo 8% no trimestre e 7% na comparação anual, para R$ 1,7 bilhão.

No último trimestre, o destaque também ficou com o crescimento de empréstimos de 1,2% na base de comparação trimestral, alavancados pela maior participação de varejo.

Por outro lado, a qualidade dos ativos foi o destaque desfavorável, avalia a XP, uma vez que o custo do crédito aumentou 70% na base de comparação anual e 29% na base trimestral, para R$ 5,8 bilhões. Adicionalmente, o índice de inadimplência se manteve em 3%, enquanto o índice de cobertura do banco melhorou 8,5 bps para 229%. O índice de cobertura mede o quanto o banco tem de provisões em seu balanço dividido pela carteira de crédito total.

Levando tudo isso em conta, com a expectativa de um ano de 2020 desafiador, mas com a perspectiva de um 2021 mais positivo, os analistas se dividem sobre as preferências dentro do setor. De acordo com compilação feita pela Bloomberg com casas de análise, o Itaú possui 11 recomendações de compra, 7 de manutenção e 2 de venda.

O Credit Suisse, por exemplo, segue com a visão otimista para os bancos e reitera recomendação outperform (desempenho acima da média) para os ativos do Itaú, recomendação equivalente à do Morgan Stanley. Por outro lado, a XP Investimentos mantém recomendação neutra ao avaliar que os múltiplos do banco não estão atraentes, na mesma linha do UBS e do Bradesco BBI, que também aponta que o Itaú está se preparando para uma realidade bem mais difícil neste ano.

Victor Schabbel, analista do Bradesco BBI, reitera a visão mais cautelosa baseada em desafios estruturais que o setor deve enfrentar no futuro, enquanto o UBS aponta que, mesmo com a forte queda da ação ITUB4 na comparação com o Ibovespa (muito por conta das preocupações relacionadas à perspectiva de queda de lucros para 2020). O guidance, conforme destacam os analistas do banco, mostram uma projeção um pouco melhor do que a expectativa dos investidores. Contudo, ao olhar o valuation, a preferência segue sendo pelo Bradesco (BBDC4) que reportou na semana anterior resultados também considerados positivos.

Desta forma, as projeções, apesar de não tão animadoras para o crescimento dos números do Itaú Unibanco para 2020, não mostraram o pessimismo que muitos analistas de mercado estavam esperando, ao mesmo tempo em que a projeção de redução dos custos animou. Porém, o cenário reforça: 2020 será desafiador para o setor – a diferença será como cada uma dessas instituições passará por esse período.

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Os melhores fundos de ações estão fechando, e agora?

SÃO PAULO – Depois de um boom nos últimos anos, os fundos de investimentos em ações estão fechando para captações, o que deve deixar diversos investidores órfãos na hora de decidir onde aplicar aquela renda extra.

Para sanar essa dúvida, os analistas Renato Breia e Luiz Felippo explicam quais são as alternativas mais atrativas para o investidor no atual cenário.

Assista ao vivo no Analistas sem Censura desta terça-feira (11). O programa vai ao ar todas as terças às 15h (horário de Brasília).

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