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Tesouro Direto: confira as taxas dos títulos públicos; novos papéis passam a ser ofertados

SÃO PAULO – Os títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, operam sem direção definida nesta segunda-feira (10), quando novos títulos passam a ser ofertados pela plataforma.

Entre os destaques do dia, o relatório Focus, do Banco Central, mostrou uma queda na projeção para a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2020, de 3,40% para 3,25%, ficando estável em 3,75% para 2021.

As perspectivas para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foram preservadas, indicando crescimento de 2,30% da economia neste ano e de 2,50%, em 2021. Com relação aos juros, o mercado manteve sua projeção de Selic em 4,25% para este ano, e de 6,00% para o ano que vem.

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No ambiente externo, investidores seguiram monitorando os impactos do coronavírus, com a notícia de que a China adiou o retorno das empresas por conta da epidemia. Já chegou a 40,2 mil o número de pessoas infectadas e a 908 o total de mortos.

No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2026 oferecia um prêmio anual de 6,34%, ante 6,36% ao ano na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,83 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 696,79.

Nos papéis indexados à inflação, a taxa não sofreu alterações nos títulos com vencimentos em 2035 e 2045, que pagavam 3,31% ao ano. Já o retorno do Tesouro IPCA+2026 cedia de 2,65% para 2,63% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Tesouro passa a contar com novos papéis

A partir desta segunda-feira, novos títulos públicos passaram a constar na plataforma do Tesouro Direto, em substituição a papéis com prazos mais curtos de vencimento.

Entre os títulos prefixados, os com vencimento em 2022 e 2025 foram substituídos pelos com prazos em 2023 e 2026, enquanto o papel com juros semestrais e vencimento em 2029 deu lugar ao mesmo título com prazo em 2031.

Houve mudança ainda no grupo de papéis com retornos indexados à inflação. Caso do Tesouro IPCA+2024 e dos papéis com juros semestrais e vencimentos em 2026, 2035 e 2050, que foram trocados, respectivamente, pelo Tesouro IPCA+2026, e pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2030, 2040 e 2055.

Como investir com a Selic a 4,25% ao ano?

Com a queda dos juros, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, e o mesmo acontece com a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à taxa Selic.

Nos últimos 12 meses até janeiro, a caderneta rendeu 4,14%. Agora, com a Selic em 4,25% ao ano, o retorno anual da poupança passa a ser de 2,98% e continua, portanto, perdendo para demais aplicações conservadoras e até para a inflação, caso a estimativa de alta de 3,40% para o IPCA neste ano se confirme.

Além de os juros baixos dificultarem a escolha de investimentos mais conservadores, a perspectiva de que eles voltem a subir colocam novo desafio para o aplicador brasileiro.

O InfoMoney conversou com especialistas do mercado financeiro para entender como o investidor deve se posicionar neste cenário. O consenso foi de que as aplicações deverão buscar horizontes mais longos e que, independentemente do perfil de risco do investidor, alguma parcela do portfólio deve estar alocada em ativos mais arriscados, de forma a garantir melhores rentabilidades. A matéria completa você confere aqui.

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Empresas debaixo d’água em SP; só no comércio, prejuízo pode ser de R$ 110 mi

Alagamento

A chuva que atinge São Paulo desde a noite deste domingo, 9, causa estragos pela cidade visíveis nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 10.

Algumas empresas, principalmente as localizadas próximas à Marginal Tietê e Marginal Pinheiros, nas zonas sul e oeste da capital, amanhecerem hoje debaixo de água. Enquanto tentam se organizar para manter ao menos parte de sua operação, os negócios contabilizam os prejuízos com a inundação e a falta de funcionários, que não conseguiram chegar ao trabalho.

O varejo da Região Metropolitana de São Paulo, da Capital, ABCD paulista, Guarulhos e Osasco deve deixar de faturar nesta segunda-feira R$ 110 milhões por causa da situação, segundo projeções da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP).

De acordo com o assessor econômico da Fecomércio-SP, Guilherme Dietze, essa cifra corresponde a 11% do receita de um dia das lojas instaladas nessas regiões e 0,40% do faturamento mensal.

Nesse cálculo, o economista considerou lojas que não foram abertas por falta de funcionários, outras que abriram, porém com o quadro de pessoal incompleto e deve registrar movimento muito fraco.

Segundo Dietze, os segmentos mais afetados pelas chuvas são supermercados, farmácias e de compras por impulso, como artigos de vestuário. Já itens de maior valor, como eletrodomésticos, devem ter as compras adiadas.

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Agência parada

O presidente da agência Young & Rubicam, David Laloum, disse nesta segunda que os trabalhos da sede principal da agência de publicidade estão completamente parados. A empresa, que fica na Marginal Pinheiros, teve o subsolo e o estacionamento tomados pela água na madrugada desta segunda. “Tentei ir à agência, pois moro a 1,5 km de distância, mas não consegui chegar porque o nível da água não para de subir”, disse ele.

A orientação da Y&R aos funcionários é que permaneçam em casa. A agência vem monitorando a situação, mas a informação atual é que o nível da água continuou a subir ao longo da manhã. Como parte da rede de computadores da empresa esta no subsolo, Laloum disse que existe risco de prejuízo para as operações – a verdadeira extensão do problema só deve ficar clara nos próximos dias, de acordo com o executivo. “Já tivemos um problema parecido, há cerca de 15 anos. Realmente está um caos.”

A Y&R tem escritórios em São Caetano do Sul, no ABC – para atender a conta da Via Varejo – e na Faria Lima. Alguns funcionários conseguiram chegar a esses locais, mas a orientação geral para todos os funcionários da companhia nesta segunda é evitar deslocamentos.

‘Perdi tudo’

O empresário Marcio Daré, de 40 anos, perdeu tudo na enchente que atingiu a grande São Paulo. Ele tem uma companhia de desenvolve maquinários especiais e trabalha com robôs nas cidade de Osasco, na Grande SP. “Estimo que meu prejuízo foi de mais de R$ 1 milhão”, conta.

A MCK Automação Industrial funciona em um condomínio comercial que reúne cerca de 30 galpões. “Todas as empresas foram afetadas”, conta Daré.

Ele tem 130 funcionários e diz que vai passar o dia contabilizando os prejuízos. “Tenho seguro, mas não sei se o seguro vai cobrir esse tipo de episódio. Há pessoas que trabalham no condomínio há mais de 20 anos e contam que nunca viram uma enchente assim. Eu mesmo nunca vivi nada parecido”, diz.

Daré afirma que a preocupação é não só com o dia de hoje, mas com os próximos. “Tenho várias encomendas, máquinas de clientes. Não sei como vou entregar isso e nem como vai ser o futuro da companhia. Uma tragédia dessas fez com que muitas pessoas fossem prejudicadas e muitas podem mesmo a vir ficar desempregadas”, diz.

Fabio Luís Schaderle, dono do restaurante Jaguar, no bairro paulistano de Campos Elíseos, decidiu não abrir as portas nesta segunda. Metade da equipe de funcionários não conseguiu chegar ao trabalho. Também não foram entregues os hortifrutis, que ele compra diariamente. Schaderle, que mora perto do restaurante, na região central, teve de ir a pé até o local, porque não conseguiu táxi nem carro de aplicativo.

O empresário diz que não é possível calcular o prejuízo por causa das chuvas. Segundo ele, as perdas não deve se restringir às cerca de 60 refeições diárias que vai deixar de servir. “Estou preocupado com a perda do estoque também”, explica.

Normalmente, ele tem produtos para um ou dois dias. No caso dos hortifrutis, que são abastecidos diariamente, o empresário está apreensivo com o aumento de preços desses itens que deve ocorrer por causa das perdas e da oferta menor. “Vou ter de mudar o cardápio”, prevê.

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Abacates são o novo carvão para fundos de hedge que perseguem caixa sustentável

Abacateiro

(Bloomberg) — À medida que clientes se preparam para recompensar e punir gestores de recursos por suas credenciais ecológicas, mais hedge funds começam a tomar medidas concretas: desde plantar abacateiros até vender ativos de carvão. Tem sido uma rápida mudança de opinião: há pouco mais de um ano, menos de 4 em cada 10 hedge funds consideravam que fatores ambientais, sociais e de governança, conhecidos pela sigla ESG em inglês, estavam ganhando importância.

Mas rivais que incorporaram questões ESG agora registram entradas recordes, enquanto investidores influentes ameaçam demitir gestores que não reduzem seus riscos climáticos. Com isso, hedge funds enfrentam a perspectiva de perder seus próprios clientes em um setor que registra uma rápida saída de recursos em meio a uma série de promessas verdes de empresas como TCI Fund Management e Algebris Investments.

“Independentemente se alguém vê isso como jogada de marketing ou como um esforço mais genuíno para mitigar seu impacto ambiental, o resultado é inquestionavelmente positivo”, disse Adam Jones, sócio da consultoria de investimentos Albert E. Sharp. É “algo que nosso processo de investimento procura identificar em um gestor de fundos”.

Colocar hedge funds e clima na mesma frase normalmente gera sarcasmo em um setor conhecido por suas motivações de lucro sem compromissos. Mas com US$ 3 trilhões em ativos, capacidade de fazer apostas contra ações e exigir mudanças nas carteiras de investimentos, esses fundos têm grande poder para influenciar poluidores ou apoiar empresas verdes.

O líder atual do grupo é Chris Hohn. Quando o chefe do TCI realizou seu encontro anual com investidores em meados do ano passado no hotel Mandarin Oriental, em Nova York, uma pista da futura estratégia da temida empresa ativista foi oferecida no menu: um banquete de guloseimas veganas e nem uma fatia de carne à vista.

Talvez na mensagem mais clara do setor para gerências e conselhos, Hohn pressiona empresas de seu portfólio a reduzirem emissões ou sofrerem as consequências. Com US$ 30 bilhões em ativos sob gestão, ele também pediu a demissão de gestores que não pressionam empresas a reduzirem a pegada de carbono. Hohn chegou a doar 200 mil libras (US$ 260,4 mil) ao movimento climático radical Extinction Rebellion.

Embora alguns colegas de Hohn ainda não tenham adotado uma linha tão dura, alguns vão na mesma direção. A londrina Algebris, de Davide Serra, com US$ 12,5 bilhões em ativos, está plantando 25 mil pés de eucalipto, manga, laranja, abacate e mamão em vilarejos da Tanzânia para compensar sua pegada de carbono, se unindo a programas semelhantes do Fórum Econômico Mundial e influenciadores do YouTube.

“Investir é nossa missão e ESG é nossa alma”, escreveu Serra aos clientes enquanto anunciava os planos para combater as mudanças climáticas no mês passado.

A Lyxor Asset Management, com sede em Paris, que administra quase 170 bilhões de euros (US$ 188 bilhões) em investimentos e oferece estratégias de hedge funds, está saindo de empresas muito expostas ao carvão térmico. Até agora, a empresa vendeu ativos de cerca de 350 milhões de euros. A AQR Capital Management, de Cliff Asness, administra US$ 10 bilhões em carteiras de baixo carbono, enquanto mais de 80% de seus US$ 186 bilhões em ativos usam sinais de trading relacionados ao ESG.

A Man Group, maior empresa de hedge fund de capital aberto do mundo, tem uma política de usar energia renovável em seus edifícios sempre que possível. Cerca de 75% de seus funcionários trabalham nesses escritórios. A Winton, firma de investimento quantitativo do bilionário David Harding, está ajudando a apoiar empresas em estágio inicial que desenvolvem tecnologias renováveis de ponta, como fusão nuclear e energia solar.

Alguns dos maiores hedge funds do mundo, como Millennium Management, Renaissance Technologies e Marshall Wace, não quiseram comentar quando perguntados sobre suas iniciativas ESG. O maior de todos, Bridgewater Associates, não respondeu aos pedidos de comentários.

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Receita do Atmos, melhor fundo de ações da década: não errar, em vez de acertar na mosca

SÃO PAULO – Há certas palavras proibidas na Atmos Capital, gestora carioca criada em 2009. Uma delas é “convicção”. Fundadores da casa, Bruno Levacov e Lucas Bielawski são não-convictos com orgulho: eles raramente perseguem “a” grande aposta.

A lógica é que a dúvida permanente em relação às próprias decisões de investimento afasta a rigidez e abre espaço para a flexibilidade nos investimentos, dando margem para que possam mudar de ideia sem peso na consciência. Gerar bons resultados ao longo do tempo, afinal, depende menos de fazer algo brilhante – e mais de não fazer nada estúpido, defendem.

Esse mantra, incomum em um ambiente competitivo como o mercado financeiro, conduziu a gestora a um feito e tanto: o Atmos Ações, principal fundo da casa, foi eleito o melhor fundo de ações da década pelo ranking InfoMoney-Ibmec 2020, com um retorno acumulado de 647,44%, quase dez vezes maior que o do Ibovespa no mesmo período.

A filosofia da Atmos de evitar riscos desproporcionais se reflete em alguns marcos conquistados pelo fundo. Historicamente, por exemplo, os maiores impactos negativos causados por maus investimentos não passaram de 2% da carteira. Das duas, uma: ou a equipe de gestores opta por papéis considerados mais seguros, ou compra uma posição pequena quando as ações envolvem um nível de risco maior.

A Atmos se tornou conhecida nos últimos anos por não se apegar a teses de investimento como se estivessem escritas em pedra. Entre 2013 e 2015, a Bolsa brasileira teve três anos de desempenho sofrível. O fundo, por sua vez, valorizou dois dígitos em todos eles. A estratégia foi mudar o foco. Embora normalmente permaneçam comprados em ações o tempo todo, os gestores não se encabularam ao buscar instrumentos alternativos durante o pior da crise.

Nesse período, investiram em títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação. Alocaram parte do patrimônio em dólares. Compraram bonds no mercado internacional, e abriram até uma pequena exposição em ações globais. Mantiveram-se dentro dos limites da regulação, que obriga fundos de ações a investir pelo menos dois terços do patrimônio em ações de fato. Com o terço que sobrou, no entanto, fizeram combinações para reduzir as chances de perda – e com elas, acabaram ganhando bastante dinheiro.

Adotar esse tipo de proteção, é claro, teve seus custos. Enquanto o Ibovespa avançou 39% em 2016, o Atmos ganhou 26%. Em 2017, o placar foi de 27% a 21%, também em favor do Ibovespa.

Investimentos de valor

“A Atmos segue a escola do value investing. Os gestores procuram ações de empresas não tão óbvias e que, por isso, sejam menos visadas”, diz um analista de fundos. “Eles olham menos para o cenário macroeconômico e mais para os detalhes de cada papel. Com isso, não se deixam influenciar pelos grandes movimentos ao tomar suas decisões de investimentos.”

A origem dos fundadores ajuda a entender esse ponto. Levacov veio da Investidor Profissional, uma das primeiras gestoras de fundos do país. Bielawski era da Gávea Investimentos. Seus primeiros sócios também trabalharam nas mesmas casas.

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Hoje, com um total de 10 sócios, a Atmos é a oitava maior gestora de fundos de ações do país, com quase R$ 9 bilhões sob gestão, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Cerca de dois terços desse patrimônio foi formado somente pela valorização dos investimentos. A captação de recursos responde por um terço, já que o fundo da casa está fechado para novos investidores há anos. Sempre operando uma só carteira, a Atmos é monoproduto por opção. “Quanto mais nosso sucesso depende de um só produto, mais chances de entregarmos um bom desempenho e mais leal nossa relação com os cotistas”, diz Levacov.

O fundo campeão tem uma carteira formada por cerca de 20 papéis. Eles raramente estão focados em um segmento específico da economia. Nos últimos dois anos, algumas das posições com melhor desempenho foram em ações de Alpargatas, Eneva e Equatorial Energia. Já tiveram também papéis da Cielo, da Lojas Renner e da Localiza.

“Em comum, são empresas mais ligadas ao desempenho da economia doméstica. A Atmos sobressaiu com ações de consumo e varejo, evitando as que pudessem sofrer o impacto dos preços das commodities ou de uma mudança estrutural de mercado, como as estatais”, afirma o analista de fundos.

Nova economia

Recentemente, o tema a que os gestores têm dedicado mais tempo de estudo é a “nova economia”, jovens empresas de base tecnológica com modelos de negócio muito distintos dos tradicionais grandes nomes da Bolsa. Em um ajuste de velas “tímido”, como diz sua mais recente carta a investidores, a Atmos tem hoje cerca de 10% do portfólio alocado em empresas como Stone, Mercado Livre e Banco Inter.

Não é um movimento trivial para um fundo como o Atmos, tão focado em equilibrar retorno e risco. Mas, na visão dos gestores, “ter um portfólio concentrado em declinantes incumbentes geradores de caixa, mesmo que estes estejam incrivelmente descontados, pode ser a verdadeira antítese da proteção de patrimônio”, como defendem na carta aos investidores. “Para complementar, a atual abundância de capital resulta na atribuição de múltiplos estratosféricos aos negócios maduros com algum crescimento, justamente quando estão mais próximos de serem disruptados.”

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Bancos BV e Daycoval pedem registro para IPO à CVM; Gerdau interrompe atividades em fábrica nos EUA e mais destaques

O radar corporativo é movimentado, com os números do quarto trimestre do Itaú e os resultados de produção da Petrobras.

Já o Banco do Brasil (BBAS3) confirmou na noite de ontem que o Banco Votorantim, ou BV, protocolou pedido de registro de companhia aberta e para IPO na CVM. Segundo o Banco do Brasil, que é sócio da Votorantim Finanças no BV, o banco planeja fazer uma emissão primária e secundária de “units” no mercado, mas em data a ser definida no futuro.

Já o Grupo São Martinho (SMTO3), um dos maiores da indústria canavieira do Brasil, publicou balanço e informou um lucro líquido de R$ 342 milhões no terceiro trimestre do ano-safra de 2019-2020 – que corresponde ao quarto trimestre do ano passado. O lucro do São Martinho cresceu 420% no período.

 Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido recorrente de R$ 7,296 bilhões, uma alta de 1,9% ante o mesmo período de 2018. O resultado ficou em linha com a projeção de R$ 7,28 bilhões dos analistas consultados pela Bloomberg.

No acumulado de 2019, o lucro líquido recorrente do maior banco privado do país chegou a R$ 28,363 bilhões. É um avanço de 10,2% sobre 2018.

O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido — um indicador que mede como os bancos investem os recursos de seus acionistas) também avançou, tanto no trimestre (+0,3 ponto percentual) quanto no ano (+1,7 ponto percentual), para 23,7%.

“Nosso ambiente de negócios em 2019 foi influenciado pela continuidade do ciclo de cortes na taxa Selic, sustentada pelo baixo nível de inflação no país e por reformas estruturais na economia, como a da previdência social. Nesse cenário, alguns indicadores sinalizam uma recuperação da atividade econômica, como o crescimento das concessões de crédito e uma redução gradual do índice de desemprego”, destacou o banco em seu balanço.

A margem financeira aumentou 8% em 2019 sobre o ano anterior, o que permitiu um desempenho melhor do lucro. A margem financeira gerencial, que leva em conta operações com clientes e com o mercado (tesouraria), ficou em R$ 74,630 bilhões no ano passado, ante R$ 69,084 bilhões em 2018. Considerando apenas o último trimestre de cada ano, houve avanço de 1,9%, passando de R$ 19,071 bilhões a R$ 19,439 bilhões.

A receita de serviços do banco também apresentou um salto em 2019, na comparação com 2018, indo de R$ 35,1 bilhões para R$ 37,3 bilhões — aumento de 6,4%. O desempenho reflete a alta de 7,2% nas emissões de cartões de crédito e débito, de 24,9% na administração de recursos e de 79,3% na assessoria econômica, financeira e de corretagem.

O Bradesco BBI avaliou os resultados como positivos e sob alguns aspectos até superiores às projeções para o Itaú, mas ressaltou que 2020 será um período de desafios para os bancos no Brasil e recomendou cautela. A recomendação para o papel ITUB4 permanece neutra, com um preço-alvo de R$ 38, alta de 11% frente o último fechamento. “O lucro líquido do Itaú chegou 1,6% acima da nossa estimativa e amplamente em linha com o consenso de R$ 7,28 bilhões. A qualidade do crédito permaneceu sob controle e a receita com as tarifas teve influência positiva do mercado de capitais, com forte desempenho na gestão de ativos e investimentos em banking (incluída a XP). Com relação ao guidance para 2020, destacamos a redução das despesas e a receita com as tarifas ( de 4,5% para 7,5%). Como lado negativo, vemos o aumento dos ativos de risco (de R$ 18,5 bilhões para R$ 22 bilhões)”, comenta o BBI. Segundo a análise, a posição mais cautelosa se deve a “uma visão de que os desafios são estruturais e não relacionados a eventos pontuais”.

Banco do Brasil (BBAS3

O Banco do Brasil comunicou na noite de ontem que o Banco Votorantim, ou BV, protocolou ontem pedido de registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além disto, o Banco do Brasil informou que o BV planeja realizar uma distribuição primária e secundária de “units” no mercado, mas em data a ser definida no futuro. O Banco do Brasil é sócio minoritário no BV, com 49,9% do capital social do banco, enquanto a Votorantim Finanças tem 50,1% do capital e é majoritária.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A produção da Petrobras no quarto trimestre de 2019 foi de 3,025 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 13,7% ante os 2,660 milhões de boed em igual período do ano anterior. Esta foi a primeira vez que a companhia superou 3 milhões de barris em um trimestre.

Já no acumulado do ano, a estatal teve produção de 2,770 milhões de boed, avanço de 5,4% sobre 2018. Com isso, a petroleira atingiu o limite superior da meta traçada para o ano, de 2,7 milhões de boed, com variação de 2,5% para cima ou para baixo.

De acordo com a empresa, o resultado se deu principalmente devido a melhora dos 8 novos sistemas que entraram em produção em 2018 e 2019 nos campos de Búzios, Lula, Berbigão e Sururu e Tartaruga Verde.

Já a produção de óleo do pré-sal cresceu 12,1% nos três últimos meses de 2019 ante mesmo período do ano anterior, ficando em 1,533 milhões de boed, com destaque, segundo a Petrobras, para os campos de Búzios e Lula.

Enquanto isso, no acumulado de 2019, a Petrobras teve produção de 1,277 milhões de barris no pré-sal, uma alta de 28,5% em relação ao ano anterior.

A produção do pós-sal em águas profundas e ultra profundas, porém, fechou o período entre outubro e dezembro em 680 mil boed, uma queda de 14,2% em um ano. Houve recuo também na produção em águas rasas, 14,5%, para 59 mil barris.

Em 2019, o pós-sal produziu 704 mil boed, enquanto águas rasas ficou em 66 mil boed, quedas de 13,7% e 26,7%, respectivamente.

“A performance operacional do ano reflete o melhor resultado no 2S19, impulsionado pelo ramp-up dos novos sistemas de produção, que mais do que compensou os desafios, enfrentados no 1S19”, disse a Petrobras em seu release.

A estatal ainda comunicou ao mercado que o Judiciário negou um pedido de ressarcimento feito por investidores da Sete Brasil, empresa em recuperação judicial. Com a sentença favorável, a petroleira informou que reverterá a soma de R$ 1,3 bilhão que havia provisionado para litígios com a Sete Brasil. A soma deverá ser integralizada aos resultados financeiros do quarto trimestre da estatal, ainda não publicados.

Vale (VALE3)

A Vale divulgou o relatório de produção do quarto trimestre de 2019, com uma queda de 9,7% na base de comparação trimestral na produção de minério de ferro, para 78,3 milhões de toneladas. Na base de comparação com o mesmo trimestre de 2018, a queda foi de 21,5%. No ano, a produção foi de 301,972 milhões de toneladas métricas, queda de 21,5% na comparação com 2018.

“A interrupção operacional que se seguiu à ruptura da barragem I, com interdições nas operações de Vargem Grande, Fábrica, Brucutu, Timbopeba e Alegria, juntamente com a sazonalidade climática mais forte do que o normal no primeiro semestre, causaram grandes impactos na produção, parcialmente compensados por: (a) ramp-up do S11D; (b) redução de estoques; (c) retomada gradual das operações de Vargem Grande, Brucutu e Alegria”, destacou a companhia em comunicado.

Já as vendas foram de 77,9 milhões de toneladas métricas, alta de 5,2% na base de comparação com o terceiro trimestre do ano passado e queda de 3,2% frente os últimos três meses de 2018.  As vendas para o ano tiveram queda de 12,8%, passando de 308,981 milhões de toneladas para 269,306 milhões.

O volume de vendas de finos de minério de ferro e pelotas, por sua vez, atingiu 312,5 milhões de toneladas em 2019, ficando em linha com o guidance anual de 307-312 milhões de toneladas.

A companhia ainda informou que, apesar dos impactos combinados na produção, o guidance de produção de finos de minério de ferro da Vale em 2020 permanece em 340-355 milhões de toneladas. “Os volumes de produção dependerão, principalmente, da concessão de autorizações externas para retomar a produção interrompida, enquanto a conquista do maior nível de produção continua possível, dependendo de várias vantagens que estão sendo exploradas”, avaliou.

Banrisul (BRSR6)

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) publicou na manhã de hoje seu balanço de 2019 e informou um lucro líquido recorrente de R$ 1,27 bilhão no ano passado, um crescimento de 16,2% sobre 2018. Segundo o banco estatal gaúcho, o resultado no ano passado refletiu “o crescimento das receitas de tarifas bancárias, a relativa estabilidade das despesas administrativas ajustadas e a redução da margem financeira”. O Banrisul informou que destinou R$ 536,6 milhões para o pagamento de dividendos e reteve R$ 610,8 milhões.

O Banrisul comunicou que no ano passado seus ativos cresceram 5,3% para R$ 81,5 bilhões em dezembro. Segundo o banco, houve crescimento nos depósitos e nos títulos de letras. As operações de crédito representaram 44,4% dos ativos; as aplicações interfinanceiras de liquidez, 31,8%; e as relações interfinanceiras, 18,5%. Outros 5,3% são ativos não detalhados. A carteira de crédito totalizou R$ 36,1 bilhões em dezembro de 2019, uma expansão de 6,2% em doze meses.

São Martinho (SMTO3)

O Grupo São Martinho teve um lucro líquido de R$ 342,9 milhões no terceiro trimestre do ano-safra de 2019-2020 (correspondente ao quarto trimestre de 2019), informou a empresa do setor canavieiro em balanço publicado na noite de ontem. O lucro cresceu 420,1% sobre o terceiro trimestre do ano safra anterior de 2018-2019. A receita líquida avançou 22,2% para R$ 1,02 bilhão no terceiro trimestre. Nos nove meses do ano-safra 2019-2020, a expansão foi menor, de 13,2% para R$ 2,5 bilhões. O EBITDA foi de R$ 541,4 milhões no terceiro trimestre 2019-20, expansão de 29,7% sobre igual período de 2018-19.

Segundo o Grupo, houve aumento de 17% no volume de vendas do etanol; de 11,8% no volume do açúcar; e de 13,9% na energia no trimestre. A relação dívida líquida sobre EBITDA caiu de 1,8x no terceiro trimestre do ano-safra 2018-19 para 1,65x no terceiro trimestre do ano-safra 2019-2020. A empresa fechou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 2,9 bilhões, 5% menor que os R$ 3,1 bilhões de igual trimestre do ano-safra anterior.

Ânima (ANIM3

A Ânima Educação informou ontem que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou sem restrições a aquisição da Unicuritiba. A Ânima anunciou a aquisição da Unicuritiba em dezembro do ano passado por R$ 130 milhões. A Unicuritiba conta atualmente com 5,2 mil alunos e oferece 13 cursos de graduação na capital paranaense.

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau anunciou a interrupção das atividades na fábrica de Jackson (Michigan). A planta de aços especiais tem capacidade de 275 mil toneladas ao ano e a empresa tomou a decisão visando a otimização de custos. “Por se tratar de uma planta relativamente pequena (cerca de 2% da produção consolidada da companhia), vemos impacto marginalmente positivo para as ações”, aponta Yuri Pereira, analista da XP, que possui recomendação de de compra para o papel.

Carrefour (CRFB3

O Carrefour Brasil confirmou na noite de ontem que está em negociações para comprar a operação do atacadista Makro no País. O grupo de comércio ressaltou, contudo, que a possível transação não contempla a aquisição “da subsidiária do Makro, nem a totalidade das operações do Makro no Brasil”. O Carrefour já atua no atacado com o Atacadão, uma operação que mistura atacado com varejo (apelidada de “atacarejo”) que comprou em 2005. Já o Makro, empresa holandesa, está no Brasil desde 1972 e não atua no conceito “atacarejo”. O Carrefour Brasil negou na nota ter a assessoria do Banco Rothschild nas negociações.

Gol (GOLL4)

A Gol anunciou ter fechado contratos de venda e arrendamento de 11 Boeing 737 NG com a Carlyle Aviation. “Isso acelerará ainda mais a renovação da frota da GOL e a desalavancagem do balanço. A Gol pretende substituir esses NGs por aeronaves Boeing 737 MAX-8 durante os próximos anos”, destaca a aérea em comunicado.

Daycoval 

O Banco Daycoval pediu registro de IPO à CVM. Além do pedido pedido de registro da oferta primária e secundária de ações PN, o banco pediu à B3 para ser listado no segmento de negociação Nível 2, disse a Daycoval em comunicado.

Na ata da AGE na qual os acionistas aprovaram as decisões, a Daycoval diz que decisão sobre o montante de ações a ser ofertado depende de decisão do conselho de administração. Os coordenadores são o Itaú BBA, BTG Pactual, Santander e BofA.

Priner

A faixa de preço da ação da Priner para IPO será entre R$ 10 e R$ 13. A oferta contará com participação de determinadas instituições consorciadas que estão autorizadas a operar no mercado de capitais brasileiro, destaca a empresa em comunicado.

A quantidade de ações da oferta base poderá ser acrescida em até 20%, ou seja, em 3.478.261 ações, a critério do acionista vendedor.

 

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

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O presidente da China, Xi Jinping, afirmou que os fundamentos da economia chinesa são fortes e que o impacto do surto do coronavírus será curto sobre a atividade econômica do país, o que ajudou a tranquilizar os investidores da Ásia, que aguardam por novos estímulos do Banco do Povo da China. Os futuros de Nova York tinham modesto avanço na manhã de hoje, após o forte pregão de ontem, enquanto as bolsas europeias abriram em alta.

Nos EUA, os mercados aguardam o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve. No Brasil, o Banco Central publicou a ata da última reunião do Copom, apontando que o “atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária”. No noticiário corporativo, o Banco do Brasil informou que o BV, ou o antigo Banco Votorantim, protocolou ontem pedido de companhia aberta na CVM e poderá realizar a emissão de “units”. Ainda em destaque, está a divulgação do resultado do quarto trimestre do Itaú Unibanco e o relatório de produção da Petrobras.

1. Bolsas mundiais

O presidente da China, Xi Jinping, apareceu na televisão estatal chinesa e garantiu que os fundamentos econômicos do país são sólidos a longo prazo e que o impacto do surto do coronavírus será curto. Os comentário de Xi ajudaram a tranquilizar as bolsas de valores da Ásia, que fecharam em alta. Os mercados chineses aguardam novos estímulos do Banco do Povo da China (o BC chinês) que já injetou mais de US$ 100 bilhões no sistema desde o início de fevereiro.

Em Nova York, onde ontem a NYSE fechou com máxima no Nasdaq, os futuros avançam nesta manhã, enquanto na Europa as bolsas abriram em alta. Os investidores aguardam o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h29 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,22%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,37%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,22%

*Dax (Alemanha) , +0,63%
*FTSE (Reino Unido), +0,68%
*CAC 40 (França), +0,42%
*FTSE MIB (Itália), +0,36%

*Nikkei (Japão), – Sem pregão/Feriado no Japão
*Kospi (Coreia do Sul), +1% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +1,26% (fechado)
*Xangai (China), +0,39% (fechado)

*Petróleo WTI, +1,35%, a US$ 50,28 o barril
*Petróleo Brent, +1,45%, a US$ 54,10 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em forte alta. Em 11 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 4,40%, cotados a 605.500 iuanes, equivalentes a US$ 86,82 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9735 (+0,08%)
*Bitcoin, US$ 9.789,96 +0,08%

2. Indicadores 

No Brasil, o Banco Central publicou às 8h a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na qual a taxa Selic foi reduzida para 4,25% ao ano. O documento destaca que o “atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária”.

“Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019 [cortes de juros já efetuados], o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária [redução da taxa básica]”. Contudo, o BC também avaliou que “seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”.

“Tendo em vista que há incertezas sobre a defasagem e a magnitude dos efeitos do estímulo já concedido, o Copom julga que é fundamental observar a evolução da atividade econômica e das projeções e expectativas de inflação ao longo dos próximos meses, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”, avaliou a ata.

Dois índices de inflação também serão publicados na manhã de hoje, o IPC da Fipe e o IGP-M da FGV. Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, fala ao meio-dia ao Congresso americano.

3. Estados e União 

Estudo publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que apenas o Distrito Federal e 12 Estados devem fechar 2020 com o PIB no nível pré-crise. Com despesas de pessoal elevadas e baixa arrecadação, governadores cortam investimentos para fechar as contas.

4. Lista de desenvolvidos 

Os Estados Unidos retiraram o Brasil e mais 18 países, entre eles China, Índia, Argentina e Colômbia, da lista de países em desenvolvimento. Todos os países retirados da lista podem, teoricamente, ser alvo de restrições comerciais caso seja comprovado que os governos adotam práticas de subsídio a setores da economia. Segundo matéria do jornal Folha de S. Paulo, o objetivo americano é atingir principalmente a China, com quem os EUA travam disputas comerciais há vários anos. A decisão americana foi publicada ontem pelo USTR.

5. Noticiário corporativo

O Itaú Unibanco (ITUB4) tem lucro líquido de R$ 28,4 bilhões em 2019, alta de 10%. Apenas no último trimestre do ano passado, o lucro do maior banco privado do país foi de R$ 7,3 bilhões, em linha com o esperado por analistas.

O Banco do Brasil (BBAS3) confirmou na noite de ontem que o Banco Votorantim, ou BV, protocolou pedido de registro de companhia aberta na CVM. Segundo o Banco do Brasil, que é sócio da Votorantim Finanças no BV, o banco planeja fazer uma emissão primária e secundária de “units” no mercado, mas em data a ser definida no futuro.

Já o Grupo São Martinho (SMTO3), um dos maiores da indústria canavieira do Brasil, publicou balanço e informou um lucro líquido de R$ 342 milhões no terceiro trimestre do ano-safra de 2019-2020 – que corresponde ao quarto trimestre do ano passado. O lucro do São Martinho cresceu 420% no período.

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Petrobras bate meta e produção supera 3 milhões de barris pela primeira vez em um trimestre

SÃO PAULO – A produção da Petrobras (PETR3; PETR4) no quarto trimestre de 2019 foi de 3,025 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 13,7% ante os 2,660 milhões de boed em igual período do ano anterior. Esta foi a primeira vez que a companhia superou 3 milhões de barris em um trimestre.

Já no acumulado do ano, a estatal teve produção de 2,770 milhões de boed, avanço de 5,4% sobre 2018. Com isso, a petroleira atingiu o limite superior da meta traçada para o ano, de 2,7 milhões de boed, com variação de 2,5% para cima ou para baixo.

De acordo com a empresa, o resultado se deu principalmente devido a melhora dos 8 novos sistemas que entraram em produção em 2018 e 2019 nos campos de Búzios, Lula, Berbigão e Sururu e Tartaruga Verde.

Já a produção de óleo do pré-sal cresceu 12,1% nos três últimos meses de 2019 ante mesmo período do ano anterior, ficando em 1,533 milhões de boed, com destaque, segundo a Petrobras, para os campos de Búzios e Lula.

Enquanto isso, no acumulado de 2019, a Petrobras teve produção de 1,277 milhões de barris no pré-sal, uma alta de 28,5% em relação ao ano anterior.

A produção do pós-sal em águas profundas e ultra profundas, porém, fechou o período entre outubro e dezembro em 680 mil boed, uma queda de 14,2% em um ano. Houve recuo também na produção em águas rasas, 14,5%, para 59 mil barris.

Em 2019, o pós-sal produziu 704 mil boed, enquanto águas rasas ficou em 66 mil boed, quedas de 13,7% e 26,7%, respectivamente.

“A performance operacional do ano reflete o melhor resultado no 2S19, impulsionado pelo ramp-up dos novos sistemas de produção, que mais do que compensou os desafios, enfrentados no 1S19”, disse a Petrobras em seu release.

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Como os produtos do Nubank podem ajudar a controlar as suas finanças, segundo 5 clientes

Nubank - Cliente Luana
A Luana se rendeu à facilidade do Nubank para gerenciar seu dinheiro.

Faz dois anos que Luana Gardin é cliente do cartão de crédito Nubank.

No entanto, foi quando ela resolveu correr atrás do próprio sonho, que a fintech se tornou uma parceira decisiva. Experiente advogada trabalhista, Luana decidiu trocar as audiências pelos tratamentos naturais.  

Agora, como naturopata, ela fez uma Nuconta, a conta do Nubank,  por conta das facilidades. “Antes eu tinha um salário, era o mesmo valor todo mês, mas agora esse montante varia. Por isso, eu preciso ter um controle financeiro melhor. Com a conta do Nubank, eu consigo separar o valor que eu preciso para pagar meus gastos fixos”, conta. 

A função “Guardar Dinheiro” da conta digital do Nubank permite reservar uma parte dos valores depositados em uma área separada do saldo para o dia a dia. Com essa funcionalidade,o cliente ganha  mais controle para organizar as suas finanças e pode usar  a NuConta tanto para gastos como para reservas – sem medo de confundir as quantias. 

Todo dinheiro depositado na NuConta, rende mais do que a poupança, a 100% do CDI, e tem liquidez diária.  

Além dessas funções, Luana está bastante satisfeita com a isenção de tarifas. “Eu posso fazer transferências ilimitadas sem cobranças, sem contar que não tem tarifa de manutenção”, conta. A fintech estima que, por mês, cada cliente economize o equivalente a R$ 40 com os serviços gratuitos que a conta do Nubank oferece. 

Fã do serviço da fintechLuana  também tem o cartão com a função débito habilitada. Segundo a jovem, a NuConta oferece ainda uma série de funções úteis que não estão disponíveis em outras instituições financeiras.  

Um exemplo é a função Cobrar Amigos, que permite que usuários da conta do Nubank enviem para qualquer pessoa todos os dados necessários para uma transferência.

Basta entrar na conta, clicar em Cobrar e digitar o valor. Em instantes, o app exibe uma página com um código QR com os dados para transferência, incluindo o valor a ser pago. 

Clientes da NuConta só precisam clicar no link compartilhado para acessar uma página direto no app com todas as informações da transferência, que deve ser confirmada com senha.

Também é possível escanear o código QR diretamente na sessão de Transferências dentro do aplicativo do Nubank. Transferência dentro do app. 

Nação Roxa  

Recentemente o Nubank chegou a marca de 20 milhões de clientes.

Para festejar o marco, a fintech criou a Nação Roxa, uma nação sem fronteiras, sem burocracia e que não cobra tarifas abusivas.

Entre os 20 milhões de cidadãos roxos está a engenheira eletrônica Patrícia Nedina Gonçalves de Mesquita.

Ela é uma das cidadãs que proclama a liberdade e a falta de burocracia, e está  satisfeita com o Nubank. “Eu já fiquei meia hora explicando a uma amiga que ela PRECISAVA de um roxinho (cartão de crédito do Nubank)”, brinca Patrícia.  

A engenharia tem cartão de crédito, NuConta e o Rewards, programa de pontos do cartão de crédito Nubank. “Um amigo me falou sobre o Nubank Rewards e achei fantástico”, conta.  

O programa de benefícios Nubank é diferente dos programas de cartões de crédito tradicionais. Pelo aplicativo, o cliente pode acompanhar o acúmulo de pontos, que são creditados instantaneamente (cada R$1 em compras corresponde a 1 ponto), sem a necessidade de esperar o fechamento da fatura. Os pontos também nunca expiram e os clientes podem decidir o melhor momento para usá-los.  

O Nubank Rewards é um serviço opcional e com custo de R$19 ao mês ou R$190 ao ano.  

Patrícia também tem elogios para os outros serviços. “Eu gosto de tudo no Nubank. No cartão de crédito, o melhor mesmo é controlar meu limite pelo aplicativo. Na NuConta, são os TEDs gratuitos”, complementa.

Nubank - Cliente Débora
A Débora usa a função de antecipar as parcelas para conseguir desconto mesmo quando a loja não dá.

Planejamento financeiro 

Para a analista de tráfego e performance Débora Beatriz, a escolha pelo Nubank foi porque ela queria ter um melhor controle financeiro. “Com o cartão de crédito do Nubank, eu consigo definir qual é o meu limite pelo aplicativo”, comenta. 

Além disso, Débora também utiliza a função Antecipar Parcelas. “É ótimo. Se uma loja não me dá desconto à vista, eu parcelo com o cartão de crédito Nubank. Depois, entro no aplicativo, antecipo quantas parcelas eu quero e ainda tenho desconto”, complementa.  

A função “Antecipar Parcela”, desenvolvida em resposta a uma alta demanda dos clientes, permite que o consumidor tenha desconto em compras parceladas. O usuário poderá fazer uma simulação para conferir o desconto oferecido e o número de prestações antecipadas. Assim que o processo for confirmado, o desconto já será adicionado em sua fatura.  

Débora também elogia a opção de acessar os gastos e o gráfico de compras que aparecem no próprio aplicativo do Nubank. “É bem interessante porque ele me mostra em que setor eu estou gastando mais, se é alimentação, transporte …”, conta. 

O viajante 

O jornalista Carlos Eduardo Banhos é cliente Nubank há menos de seis meses, mas já está satisfeito. Viajante assíduo, na primeira viagem que fez com o roxinho, ele usou o aplicativo para liberar o cartão de crédito para compras internacionais. 

“Esse aviso foi super simples. Eu nem precisei detalhar o destino ou período”, conta. O próprio sistema do Nubank já entende essas informações a partir dos padrões de compra de cada cliente. 

Carlos também assinou o Rewards. “Fiz as contas e percebi que pelo valor que eu gasto no cartão de crédito, eu seria bastante beneficiado, já que há a opção de apagar as compras da fatura usando pontos”, complementa.  

Nubank - Cliente Larissa
A Larissa gosta da segurança de usar a versão virtual do roxinho para compras online.

Segurança 

A designer Larissa Castilho também usa o cartão de crédito Nubank, além de ter a NuConta. “Gosto bastante da opção do cartão virtual. Me sinto mais segura ao fazer compras, principalmente em sites internacionais”, conta. 

O cartão virtual funciona como um segundo cartão, conectado à mesma fatura e limite, mas com número e código de segurança diferentes. É possível bloquear e desbloquear o cartão sempre que quiser. 

Outra função que Larissa usa bastante é opção de realizar compras por aproximação (contactless), em que basta aproximar o cartão da maquininha para finalizar a transação, que pode ser no débito ou no crédito.  

A designer afirma que o fato de poder colocar dinheiro na conta do Nubank por meio de boletos de depósito é algo muito útil. “Assim eu consigo transferir o valor de uma conta que eu tenho em outro banco sem ter que pagar uma taxa”, comenta.  

Campeão no atendimento 

Já deu para perceber que algumas facilidades dos produtos Nubank são quase unanimidade. Porém, tem algo que é imbatível: o atendimento 

Em todos os depoimentos, os clientes elogiaram a atenção dada pela empresa.  

“Precisei usar duas vezes o atendimento. As duas foram pelo chat e tudo foi resolvido facilmente”, conta Luana Gardin. 

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Itaú Unibanco (ITUB4) tem lucro líquido de R$ 28,4 bilhões em 2019, alta de 10%

SÃO PAULO — O Itaú Unibanco (ITUB4) fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido recorrente de R$ 7,296 bilhões, uma alta de 1,9% ante o mesmo período de 2018. O resultado ficou em linha com a projeção de R$ 7,28 bilhões dos analistas consultados pela Bloomberg.

No acumulado de 2019, o lucro líquido recorrente do maior banco privado do país chegou a R$ 28,363 bilhões. É um avanço de 10,2% sobre 2018.

O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido — um indicador que mede como os bancos investem os recursos de seus acionistas) também avançou, tanto no trimestre (+0,3 ponto percentual) quanto no ano (+1,7 ponto percentual), para 23,7%.

“Nosso ambiente de negócios em 2019 foi influenciado pela continuidade do ciclo de cortes na taxa Selic, sustentada pelo baixo nível de inflação no país e por reformas estruturais na economia, como a da previdência social. Nesse cenário, alguns indicadores sinalizam uma recuperação da atividade econômica, como o crescimento das concessões de crédito e uma redução gradual do índice de desemprego”, destacou o banco em seu balanço.

A margem financeira aumentou 8% em 2019 sobre o ano anterior, o que permitiu um desempenho melhor do lucro. A margem financeira gerencial, que leva em conta operações com clientes e com o mercado (tesouraria), ficou em R$ 74,630 bilhões no ano passado, ante R$ 69,084 bilhões em 2018.

Considerando apenas o último trimestre de cada ano, houve avanço de 1,9%, passando de R$ 19,071 bilhões a R$ 19,439 bilhões.

A receita de serviços do banco também apresentou um salto em 2019, na comparação com 2018, indo de R$ 35,1 bilhões para R$ 37,3 bilhões — aumento de 6,4%. O desempenho reflete a alta de 7,2% nas emissões de cartões de crédito e débito, de 24,9% na administração de recursos e de 79,3% na assessoria econômica, financeira e de corretagem.

Empréstimos e calotes

Com a maior demanda por crédito, o Itaú obteve crescimento de sua carteira, sobretudo em empréstimos para pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas.

No final do quarto trimestre de 2019, a carteira de crédito total do Itaú atingiu R$ 706,7 bilhões, uma alta de 10,9% sobre 2018 (R$ 636,9 bilhões). Do total, R$ 239,8 bilhões eram empréstimos para pessoas físicas e R$ 89,6 bilhões para micro, pequenas e médias empresas. Um ano antes, as cifras eram de R$ 211,3 bilhões e 70,8 bilhões, respectivamente.

Com o aumento da carteira de crédito, o banco também elevou a despesa com provisões para calotes, que passou de R$ 14,5 bilhões em 2018 para R$ 23,9 bilhões no ano passado.

O índice de inadimplência do banco (devedores por mais de 90 dias) subiu 0,1 ponto percentual de um ano para outro, chegando a 3% em 2019.

Receita extra e dividendos

O Itaú informou em seu balanço que obteve receita extra em função da emissão primária de ações da XP de R$ 1,97 bilhão no último trimestre do ano passado. O ganho extra foi compensado com uma provisão para calotes de R$ 2,45 bilhões no trimestre e uma provisão cível, fiscal e trabalhista de R$ 1,3 bilhão.

O conselho do Itaú também aprovou nesta segunda-feira o pagamento de dividendos complementares de R$ 0,4832 por ação. O pagamento será feito em 6 de março, tendo como base de cálculo a posição acionária final registrada no dia 20 de fevereiro de 2020.

O banco aprovou ainda o pagamento de juros sobre o capital próprio complementares no valor de R$ 0,5235 por ação, com retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte, resultando em juros líquidos de R$ 0,444975 por ação, excetuados dessa retenção os acionistas pessoas jurídicas comprovadamente imunes ou isentos.

Os juros sobre o capital próprio declarados pelo conselho de administração em 28 de novembro de 2019, no valor bruto de R$ 0,037560 por ação (líquido de R$ 0,031926 por ação), também serão pagos em 6 de março de 2020 aos acionistas com posição acionária final registrada no dia 12 de dezembro de 2019.

Em relação ao resultado de 2019, os acionistas do banco receberão R$ 1,9270 por ação, que totaliza R$ 18,8 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (líquido de imposto de renda), valor esse que equivale a 66,2% do lucro líquido consolidado recorrente do exercício de 2019.

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O que fez o Ibovespa cair 1% e atingir o menor patamar desde dezembro

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (10), atingindo seu menor patamar desde 16 de dezembro do ano passado. A baixa de hoje, segundo operadores do mercado, refletiu as preocupações com o coronavírus na China, mas o índice brasileiro terminou na contramão das bolsas dos Estados Unidos. O que aconteceu para esse descompasso?

De acordo com Ari Santos, operador da Commcor, os investidores traduziram em vendas os seus temores em relação às ações ligadas a commodities. “Ficou claro que foram derrubados hoje os papéis expostos ao ambiente chinês”, afirma o especialista.

A fraqueza das commodities prevaleceu até mesmo sobre o bom desempenho do setor financeiro, que é o mais pesado do Ibovespa, com o mercado na expectativa pelo resultado do Itaú Unibanco (ITUB4) após o fechamento do pregão. Já a Vale (VALE3), as siderúrgicas, as construtoras e as empresas do setor de varejo e consumo caíram.

Para Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae Asset, a desconfiança que começa a surgir entre alguns traders de que as informações relativas ao coronavírus vindas da Ásia não são totalmente precisas se somou à notícia de que a Fitch pode demorar mais até devolver o grau de investimento aos países que o perderam, como é o caso do Brasil.

Ao mesmo tempo em que pioram as notícias para Brasil e outros emergentes exportadores de commodities para a China, melhora o ambiente econômico dos Estados Unidos, que na última sexta revelou um aumento maior que o esperado no número de postos de trabalho.

“Os juros dos treasuries [os títulos do Tesouro dos EUA, considerados os ativos mais seguros do mundo] estão caindo, provando que há um movimento de flight to quality [aversão a risco e busca por investimentos seguros], em curso”, avalia.

Vale lembrar que quando os juros dos títulos caem é porque o preço deles está subindo, o que significa que a demanda por esses ativos está mais forte.

O Ibovespa teve queda de 1,05%, a 112.570 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 29 bilhões. É o menor patamar de fechamento desde 16 de dezembro, dia em que o principal índice da B3 fechou cotado em 111.896 pontos.

Já o dólar fechou em leve variação negativa de 0,01%, a R$ 4,3194 na compra e R$ 4,3206 na venda. O dólar futuro para março subiu 0,08%, a R$ 4,3295.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu seis pontos-base, a 4,92%, o DI para janeiro de 2023 teve queda de sete pontos-base, a 5,49%, e o DI para janeiro de 2025 perdeu também sete pontos-base, a 6,13%.

Ficou no radar dos investidores a informação de que a China teve que adiar a volta completa ao trabalho por conta do coronavírus. Era esperado que hoje as empresas chinesas voltassem a funcionar após ficarem paralisadas desde o dia 24 de janeiro, mas, com a disparada no número de infectados pela doença, indústrias como a Foxconn, fornecedora da Apple, decidiram permanecer fechadas.

Já chegou a 40.170 o número de pessoas infectadas e a 908 a quantidade de mortos pelo vírus. Algumas províncias chinesas só vão retomar as atividades em março. A Grã-Bretanha declarou hoje que o vírus é uma “ameaça à saúde pública” após quatro casos autóctones serem confirmados.

Segundo a Capital Economics, a propagação do coronavírus custará à economia mundial mais de US$ 280 bilhões nos primeiros três meses do ano, pondo fim a uma série de 43 trimestres de expansão global, de acordo com a Capital Economics. Com base nessas previsões, “o PIB global não crescerá em termos trimestrais pela primeira vez desde 2009”, segundo relatório de autoria de Simon Macadam, economista global da empresa com sede em Londres.

Na mesma linha, o Credit Suisse cortou estimativas de crescimento global de 2,6% para 2,4% em 2020. Para a equipe de análise do banco, as commodities metais estão sendo muito impactadas pelo surto do vírus. “Algumas siderúrgicas reduziram a produção em 20-25% em função da falta de insumos”, destacam os analistas.

Diversos outros bancos reduziram estimativas para a economia brasileira por conta dos reflexos econômicos da epidemia que assola a China.

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Entre os indicadores, o Relatório Focus do Banco Central revelou que os economistas do mercado mantiveram suas expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2020 em 2,3% e para o PIB de 2021 em 2,5%.

Com relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a mediana das expectativas foi reduzida de 3,4% para 3,25% em 2020, mas ficou estável em 3,75% para 2021.

Para o câmbio, as expectativas se mantiveram em R$ 4,10 para 2020, mas foram elevadas de R$ 4,05 para R$ 4,10 para 2021. Já para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, houve manutenção das projeções em 4,25% para 2020 e 6% para 2021.

Noticiário Corporativo

O Bradesco (BBDC3 e BBDC4) aumentará o seu capital social em R$ 4 bilhões, com a emissão de 806,3 milhões de novas ações ordinárias e preferenciais. O objetivo do aumento de capital, segundo o banco, é fazer uma bonificação aos atuais acionistas e ampliar a quantidade de papéis em circulação no mercado, “tornando o preço mais atrativo a um número maior de investidores”.

Já a Alpargatas (ALPA4) divulgou seu balanço e informou que o seu lucro líquido cresceu 29,5% no ano passado, para R$ 431,6 milhões. A fabricante das Havaianas vendeu no ano passado mais de 252 milhões de pares das sandálias e de calçados das marcas Osklen e Mizuno, um crescimento superior a 1,8% no volume de vendas.

A BB Seguridade (BBSE3) publicou balanço na manhã de hoje e informou um lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões, em crescimento de 21,3% na comparação a 2018.

A Petrobras (PETR3; PETR4) divulga relatório de produção e vendas do quarto trimestre após o fechamento do mercado; desempenho financeiro será divulgado em 19 de fevereiro. O Itaú Unibanco e a São Martinho divulgam balanço após fechamento do mercado.

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