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Por que o IRB perdeu mais de R$ 10 bilhões em valor de mercado desde o início de fevereiro?

Gráfico de um mês das ações do IRB

SÃO PAULO — As ações do IRB (IRBR3) chegaram a cair até 17,23% nesta segunda-feira (10), quando atingiram a mínima de R$ 32,72. Os papéis reagiram à nova carta da Squadra Investimentos questionando as práticas contábeis realizadas pela resseguradora. No fim da sessão, eles fecharam em baixa de 16,49%, a R$ 33,01.

Em um documento divulgado hoje, a Squadra explicou em 50 páginas seu ponto de vista de que existem indícios que apontam para lucros normalizados (recorrentes) significativamente inferiores aos lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras do IRB.

Segundo a gestora, a disparidade entre lucro contábil e lucro normalizado foi crescente durante o período analisado e atingiu sua maior diferença nos resultados trimestrais mais recentes. Ela enfatizou na carta de hoje que não há “problemas nos números contábeis do IRB ou existirem razões, legais ou regulatórias, que exijam a divulgação de lucros de modo diferente ao realizado pela companhia.”

Porém, a Squadra afirma que houve ganhos que entende como “extraordinários”, “one-offs” ou “não recorrentes”. Ela mencionou que, no dia 2 de fevereiro, mesma data em que divulgou sua primeira carta sobre IRB aos clientes, também encaminhou o documento ao IRB.

“Desde o dia 3, executivos da companhia participaram de eventos organizados por instituições de sell-side com o objetivo de rebater o estudo elaborado pela Squadra, tendo disponibilizado uma apresentação em slides no âmbito de pelo menos um desses conference calls. Lembramos que, assim como deixamos clara nossa posição short no IRB, os analistas de sell-side costumam corretamente incluir em seus relatórios disclaimers no sentido de que eles ‘do and seek to do business with covered companies’”, disse a gestora.

A Squadra afirmou ainda que gostaria que o IRB apresente suas considerações. “Naturalmente, o IRB possui uma grande quantidade de informações e dados não públicos, os quais poderia vir a divulgar com vistas a refutar algum ponto específico levantado em nossa análise. A Squadra não tem compromisso com o erro.”

“Caso eventual nova informação invalidasse algum ponto abordado, não teríamos problema em revisar nosso entendimento em relação àquele item específico e avaliaríamos seu impacto em nossa percepção sobre o valor da companhia. Todavia, com base nas comunicações a que tivemos acesso, não houve apresentação de nova informação que nos fizesse alterar nosso entendimento”, disse a gestora.

A gestora destacou que há uma “divergência de opinião” entre ela e o IRB, e que isso é “perfeitamente natural”. Ela citou como exemplo o fato de ter classificado o ganho de capital na venda da participação do IRB no Minas Shopping como não recorrente.

Segundo a Squatra, a própria companhia perguntou a especialistas de contabilidade se ganhos/perdas na venda de ativos imobiliários deveriam ser considerados como itens não recorrentes ou como resultado operacional no contexto de operações de resseguros.

“Em seu parecer, os professores responderam que a ‘operação está intimamente ligada às operações da companhia sendo mais apropriado – do ponto de vista do desempenho econômico – a sua classificação como resultado recorrente’”, disse.

Na análise da Squadra, a gestora diz que a participação no Minas Shopping foi adquirida há cerca de 30 anos, possuindo valor contábil muito defasado em relação ao valor de mercado, de tal forma que ela entende o ganho de capital como não recorrente.

“Desde a nossa carta aos cotistas, as comunicações da companhia de que tivemos conhecimento vêm buscando confrontar nossa análise de outra forma, a qual não julgamos correta. Nos conference calls e na apresentação disponibilizada, a companhia e seus executivos têm afirmado que o estudo da Squadra contém ‘a lot of mistakes’. Diante do exposto, entendemos por bem escrever este esclarecimento aos senhores”, destacou a Squadra.

Leia também:
Tombo das ações do IRB abre oportunidade de compra? Morgan e Credit discordam

O que disse o IRB

Em teleconferência nesta tarde, José Carlos Cardoso, diretor presidente do IRB Brasil, disse que a empresa segue caminhada segura, com objetivo de trazer melhores resultados para acionistas.

“Estou hoje, diante desses últimos acontecimentos, bastante chocado, negativamente surpreso”, afirmou. “Todos os 400 funcionários dessa empresa estão ávidos e motivados a provar — para quem quer que seja — o valor e a competência técnica dessa companhia.”

Já o diretor financeiro Fernando Passos disse que a demonstração contábil e o guidance do IRB, com as respectivas fundamentações que o embasam, darão a todos o conforto para projetar adequadamente os resultados da empresa.

Segundo ele, a demonstração contábil agora terá auditor contábil, um auditor atuarial e mais uma “big four” auditando. “A gente não tem dúvida da capacidade da companhia de gerar resultados”, disse. “O impacto das estimativas de salvados e ressarcidos é menor do que os R$ 605 milhões que os colegas chegaram à conclusão.”

Passos afirmou ainda que a sinistralidade bruta de 2019 não foi de 30%, mas de pouco mais de 50%. Em relação à valorização dos ativos imobiliários, o IRB vai deixar tudo aberto, “para que cada um faça sua conclusão.”

A companhia afirmou que tem convicção de que expectativa de salvados e ressarcidos teve impacto em 2019 em linha, muito próximo do que teve em 2018. Já o impacto do Minas Shopping foi de R$ 27 milhões. “A gente espera que, mostrando magnitude dos números, os movimentos como eles de fato aconteceram, de forma técnica e aberta, isso tudo vai ficar extremamente esclarecido.”

Entenda o caso

Em fevereiro do ano passado foi a público a informação de que a Squadra estava “short” em IRB, ou seja, apostava na queda dos papéis. Em novembro de 2019, a gestora carioca diz ter enviado à companhia uma primeira comunicação em que já apontava não concordar com efeitos não recorrentes nos balanços divulgados.

O IRB respondeu aos questionamentos da gestora no final daquele mês, mas as respostas não foram consideradas satisfatórias. Em 2 de fevereiro deste ano, a Squadra enviou uma nova comunicação a seus clientes e ao IRB, mais detalhada, mantendo seu ponto de vista sobre efeitos que não estavam sendo considerados de forma correta, em sua avaliação, nos demonstrativos da companhia.

A exposição da carta fez os papéis da companhia caírem até 15% no pregão de 3 de fevereiro. Ao longo da semana passada, as ações continuaram caindo, embora algumas casas de análise tenham se posicionado a favor do IRB e questionado as alegações da Squadra.

O valor de mercado do IRB passou de R$ 41,74 bilhões no pregão anterior à primeira carta da Squadra sobre a companhia em 2020, em 31 de janeiro, para R$ 37,97 bilhões na segunda-feira seguinte à divulgação do conteúdo, dia 3 de fevereiro.  No final da semana passada, na sexta-feira 7 de fevereiro, a companhia já estava valendo R$ 36,81 bilhões.

Com a forte desvalorização na sessão de hoje, o valor de mercado do IRB despencou para R$ 30,897 bilhões. A companhia perdeu mais de R$ 10 bilhões em valor de mercado somente neste mês, diante das alegações da Squadra.

Em nota enviada na semana passada, o IRB se defendeu e disse que não há fundamento nas alegações da gestora carioca. A companhia afirmou que sua perfomance financeira e seu earnings power está fielmente retratado nas referidas demonstrações. Além disso, reforçou que as suas demonstrações contábeis são auditadas internamente e externamente pela empresa PwC.

“A companhia informa ainda que está avaliando com seus assessores legais, as medidas cabíveis a serem tomadas neste cenário, onde o emissor da carta tem interesse econômico diametralmente conflitante com os interesses da companhia”, informou em nota o IRB.

Em janeiro, as ações do IRB acumularam ganho de 15,1%, ficando entre as cinco maiores altas do Ibovespa no primeiro mês do ano. Os papéis já devolveram bem mais do que o desempenho positivo visto no primeiro mês de 2020.

Sob revisão

A XP Investimentos divulgou hoje um relatório no qual coloca sua cobertura de IRB sob revisão, “dada a alta incerteza gerada pela falta de esclarecimentos por parte da empresa.” Segundo o analista Marcel Campos, ainda não há esclarecimentos suficientes por parte da companhia para que a XP pudesse reavaliar os questionamentos levantados pela Squadra.

“Segundo o documento da gestora, muitas das análises envolvem interações com reguladores (locais e estrangeiros), além da interpretação independente de dados contábeis. Dessa forma, dada a falta de visibilidade, estamos colocando nossa cobertura das ações do IRB sob revisão”, disse.

“Nossa recomendação anterior e estimativas não são mais válidas a partir da publicação desse relatório. A empresa atualmente encontra-se em período de silêncio, em função da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2019. Nossa expectativa, entretanto, é de que maiores esclarecimentos sejam compartilhados com o mercado na divulgação. Até então, investidores devem esperar volatilidade no curto prazo, conforme o mercado continue a assimilar as informações.”

Discordância entre gigantes

Diante do forte tombo dos papéis do IRB em fevereiro, muitos investidores têm se perguntado se isso abre uma oportunidade de compra dos papéis. Para o Credit Suisse, não.

Em relatório divulgado a clientes, os analistas do banco disseram que o papel ainda não está em um entry point (ponto de entrada) interessante mesmo depois do sell-off recente. Ainda assim, eles enxergam bons resultados para a companhia e aumentaram o preço-alvo dos papéis.

“As nossas projeções de earnings para o papel estão razoavelmente otimistas, incluindo um crescimento forte nos prêmios emitidos, custos bem menores de retrocessão e apenas uma pequena queda no loss ratio em relação ao histórico”, afirmou o Credit.

As projeções do banco suíço para o IRB em 2020 e 2021 indicam um lucro líquido de R$ 1,83 bilhão para 2020 (+12,7% na comparação anual; 7% abaixo do consenso) e R$ 2,14 bilhões em 2021 (+16,5% na comparação anual; 2% abaixo do consenso).

“Vale destacar que, mesmo estando abaixo do consenso, estamos dando o benefício da dúvida em alguns pontos, como incorporar uma relevante redução de custos de retrocessão de 27% em 2019 para 17% em 2020.”

Segundo o banco, os resultados financeiros devem ficar bem acima dos 100% do benchmark e o crescimento de top line (receitas) deve permanecer resiliente, acima dos 20% tanto em 2020 quanto 2021.

“Assumimos apenas uma pequena deterioração na sinistralidade. A redução de nossas estimativas está lastreada em boa parte pela queda de resultados financeiros (-6% em 2020 e -1,5% para 2021) e o nosso preço-alvo para as ações subiu de R$ 38 para R$ 43, principalmente em função de um menor risk-free.”

No entanto, para justificar a falta de visão de um ponto de entrada nas ações do IRB neste momento, os analistas do Credit disseram que a relação entre risco e retorno não parece muito atrativa.

“No blue sky, assumimos sinistralidade estável em relação a 2019. O ROE (retorno sobre patrimônio) ficaria em 38% (em linha com 2019) e o valuation de R$ 55 por ação. No grey sky, temos um loss ratio voltando para o patamar de 2012/2013 de 70%”, afirmou o banco.

Para o quarto trimestre de 2019, o Credit espera que o lucro líquido da companhia deve ficar em R$ 504 milhões, avanço de 35% na base anual e em linha com o consenso.

“O nível de written premiums deve acelerar na parte local e ficar estável na linha internacional. Esperamos também uma reversão de 50% das provisões técnicas dos 9 primeiros meses de 2019, basicamente em linha com o histórico. Loss ratio deve mostrar alguma deterioração enquanto que incluímos um ganho de R$ 94 milhões relacionado à venda de dois ativos de real estate (imóveis)”, concluiu o banco.

Ao contrário da visão do Credit, o Morgan Stanley já havia se pronunciado a seus clientes indicando que a queda dos papéis do IRB na semana passada abriu, sim, um ponto de entrada.

O banco citou “conceitos errôneos” que alguns investidores têm sobre a sustentabilidade da lucratividade no IRB versus pares globais. “Achamos que os investidores estão comparando maçãs e laranjas”, disse em nota o diretor do banco Jorge Kuri. “Contratos de curto prazo e falta de risco catastrófico geram uma lacuna no ROE (retorno sobre o patrimônio) e produzem modelos de negócios fundamentalmente diferentes.”

Kuri destacou que o IRB possui uma força de trabalho centralizada de 385 funcionários, em comparação com uma média de 10.000 dos players globais. “Esse modelo de headcount light conta com uma única plataforma de TI totalmente integrada, que reduz significativamente os custos de back office e torna a aceitação de riscos e o processamento de reclamações mais eficientes. No futuro, vemos espaço adicional para ganhos de eficiência, dados os planos da administração de reduzir ainda mais o número de funcionários. De fato, a administração espera ter uma estrutura completamente enxuta até 2021 e alcançar um índice sustentável de despesas administrativas de longo prazo de 4,5%.”

O diretor do Morgan Stanley ressaltou ainda outros diferenciais do IRB em relação aos seus pares globais. “O rendimento dos títulos é significativamente maior no IRB do que em pares globais, principalmente devido a um ambiente de taxa de juros mais alto que permite spreads maiores e ao fato de que, diferentemente das empresas de resseguros globais, o IRB não precisa proteger seu risco cambial. Apesar do maior rendimento, a receita financeira representa uma parcela menor da receita líquida no IRB do que nos pares globais, outra diferença fundamental no modelo de negócios do IRB. Além disso, a receita financeira do IRB, como uma porcentagem do lucro total, tem diminuído constantemente à medida que as operações de subscrição da empresa se tornam mais eficientes.”

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Apple paga quatro vezes mais a seus desenvolvedores que o Google

SÃO PAULO – Uma pesquisa publicada pelo Morgan Stanley, instituição americana de serviços financeiros, revela que o valor pago para os desenvolvedores de Android corresponde a aproximadamente um quarto do montante pago pela Apple para programadores que criam aplicativos para o iOS.

De acordo com os números levantados, os desenvolvedores de Android recebem da Alphabet cerca de U$ 0,10 por download, enquanto os programadores que criam aplicativos para o iOS ganham por volta de U$ 0,44.

Dentre os diversos dados divulgados na última segunda-feira (3) no balanço da Alphabet, holding que controla o Google, a companhia divulgou o quanto já foi pago para desenvolvedores que criaram aplicativos para o Android.

A Google pagou, até hoje, um total de US$ 80 bilhões aos desenvolvedores de aplicativos para seu sistema operacional – em um momento em que o número de usuários na Google Play Store, loja de aplicativos do sistema Android, bate US$ 2 bilhões.

A diferença

O Morgan calculou que, no primeiro trimestre de 2016, cada iPhone gerava, em média, US$ 3,27 para os desenvolvedores, enquanto, no Android, essa estimativa era de US$ 0,35. Dois anos depois, no fim de 2018, os ganhos eram de, respectivamente, US$ 5,08 e US$ 0,47.

Outro relatório, da Sensor Tower, empresa especializada em prestar serviços para desenvolvedores de aplicativo e companhias digitais, informa que, no primeiro bimestre de 2019, os 100 principais desenvolvedores da App Store faturaram aproximadamente US$ 83,8 milhões em receita bruta média, enquanto os 100 principais desenvolvedores de aplicativos da Google Play Store faturaram apenas US$ 51 milhões.

Ou seja, os desenvolvedores da App Store conseguiram ganhar aproximadamente 64% a mais do que seus colegas do Google Play Store em um bimestre.

Isso também pode ser relacionado ao fato de que os usuários de iOS possuem um gasto médio superior aos usuários de Android.

Embora tenha uma base de clientes bem menor do que o Android, os usuários da Apple possuem celulares mais caros e voltados para um público de alto padrão, que pode estar mais propenso a gastar em aplicativos. Além disso, o sistema do Google é mais fácil de piratear e burlar paywalls para baixar programas de graça, o que diminui o retorno para o desenvolvedor.

Vale lembrar que os aplicativos da App Store geram mais receita do que os aplicativos da Google Store para seus desenvolvedores, mas também são mais custosos e trabalhosos para os programadores.

Enquanto os apps de Android podem ter seu código escrito em Linux, uma das plataformas preferidas de programadores e desenvolvedores, os aplicativos de iOS obrigatoriamente precisam ser desenvolvidos em um Mac, o que encarece a produção consideravelmente.

Mercado de apps em crescimento

No entanto, ambas as lojas de aplicativos móveis, mas principalmente a Google Play Store, continuaram apresentando um crescimento intenso e constante, especialmente em mercados fora dos Estados Unidos e Europa.

A Google Play Store ultrapassou a rival em números de apps disponíveis no final de 2014 e, desde então, mantem-se na liderança, principalmente após o boom do sistema operacional do Google em mercados emergentes, como o Brasil, como mostrou o The Wall Street Journal à época.

“A Google Store tinha mais 70% de downloads de app em relação a Apple, amparada pela demanda crescente em mercados emergentes, como México, Peru, Brasil e Indonésia. A liderança do Google no terceiro trimestre no ano passado foi de 60%”, diz a reportagem do WSJ.

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Chuva em São Paulo suspende alguns serviços; veja lista

SÃO PAULO – Após fortes chuvas na noite do último domingo (9) e na madrugada desta segunda-feira (10), São Paulo amanheceu com mais de 70 pontos de alagamento, o que atrapalhou o deslocamento das pessoas ao trabalho, fora diversas situações de perigo.

Segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), o volume de água chegou a 67 milímetros nas últimas 24 horas, causando alagamentos, quedas de árvores, desabamentos, além de comprometer o trânsito e a circulação dos trens da CPTM.

O corpo de bombeiros de São Paulo emitiu uma nota pedindo para a população evitar sair de casa nesta segunda-feira (10) e não tentem enfrentar os alagamentos.

Para o mês de fevereiro a média esperada é de 216,7 milímetros e até ás 7h desta segunda-feira havia chovido cerca de 179,9 milímetros, que equivale a 83% da média esperada em apenas 10 dia.

Confira a situação de alguns serviços em SP:

 

Trem

Os trens da CPTM enfrentaram vários problemas na manhã desta segunda-feira (10), mas às 11h apenas a linha 9 -Esmeralda encontra-se com operação parcial e velocidade reduzida. Todas as outras voltaram a operar normalmente, segundo dados da CPTM.

O Plano de Ação Entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado a pedido da CPTM, em decorrência de problemas que afetaram a circulação dos trens na linha 9 – Esmeralda entre as estações Osasco e Santo Amaro, de acordo com a SP Trans.

Metrô

No metrô, também às 11h todas as estações funcionavam normalmente.

Ônibus

A circulação de ônibus municipais foi prejudicada. Segundo dados da SP Trans, suas equipes reforçaram o monitoramento da operação dos ônibus e orientam os passageiros em seus deslocamentos.

Os ônibus não circulam em vias como:

Av. das Nações Unidas
Av. Dr. Chucri Zaidan
Av. Marquês de São Vicente
Av. Prof Francisco Morato
Av. Pres Castelo Branco
Av. Santos Dumont (Bom Retiro)
Av. Nossa Senhora do Ó
Av. Braz Leme
Av. Giovanni Gronchi
Av. Interlagos
Av. Santo Amaro
Av. Miguel Estéfano
Av. 11 de Junho

Os 31 terminais de ônibus municipais estão operando normalmente e não há alagamento no interior desses equipamentos, entretanto, os ônibus têm dificuldade em realizar o atendimento devido ao acesso prejudicado pelos alagamentos, segundo a SP Trans.

Carros

Vale lembrar que o rodízio municipal de veículos foi suspenso nesta segunda-feira.

Já a Marginal Tietê e Marginal Pinheiros estão fechadas com pontos de alagamentos. Os bombeiros estão atuando para resgatar as pessoas que ficaram ilhadas em meio às chuvas.

Aeroportos

Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos estão operando normalmente. A Azul informou que oito voos foram cancelados pela regulamentação das tripulações, que não conseguiram chegar aos aeroportos para assumir seus voos.

Ainda, quem perdeu o voo devido às chuvas poderá remarcá-lo sem custos ou solicitar o reembolso integral.

“A companhia ressalta que está prestando toda a assistência necessária a seus Clientes, conforme previsto na resolução 400 da Anac, e os reacomodará em outros voos da própria companhia. Além disso, a empresa irá proteger todos os Clientes que não estão conseguindo chegar nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas em função dos pontos de alagamento em diversas regiões de São Paulo. As pessoas podem optar por remarcar seus voos para hoje ou amanhã sem custo. Também será possível solicitar o reembolso integral do bilhete.

A Latam informou que flexibilizou as regras de alteração de viagem para os passageiros com voos programados nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.

Para quem teve seus voos cancelados, a companhia permite alterar a data do voo sem cobrança de multa e diferença tarifária para nova data dentro da vigência do bilhete ou alterar origem/destino do voo sem cobrança de multa, mas sujeito à diferença tarifária e para período dentro da vigência do bilhete ou solicitar o reembolso do bilhete sem cobrança de multa.

Ainda, os passageiros que não tiveram voos cancelados ou reprogramados podem alterar a data do voo sem cobrança de multa e diferença tarifária para voo até 15 dias após a data do voo original ou alterar origem/destino do voo sem cobrança de multa, mas sujeito à diferença tarifária e para período dentro da vigência do bilhete ou solicitar o reembolso do bilhete sem cobrança de multa.

A Gol informou que 42 voos da Companhia (até às 16 horas de Brasília) que tinham como origem ou destino os aeroportos de Congonhas e Guarulhos tiveram de ser alternados ou cancelados.

“A companhia que está prestando total assistência aos clientes, que poderão remarcar suas viagens de e para os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, sem a cobrança de taxas e de acordo com a disponibilidade, ou solicitar reembolso com crédito integral de suas passagens para usar em futuros voos”, disse a empresa em nota.

Emissão de Passaportes

Na região da Lapa de Baixo, a Polícia Federal de São Paulo suspendeu os atendimentos ao público. As pessoas requerentes de passaporte que tinham marcado horários para esta segunda-feira (10), não serão atendidas hoje, mas têm até dia 28 para comparecer, sem necessidade de reagendamento.

Audiências 

O Tribunal de Justiça de São Paulo também suspendeu os serviços nesta segunda-feira (10). Não haverá expediente em nenhuma unidade da capital paulista, segundo nota divulgada pelo TJSP.

“A medida é necessária em razão do caos que chuvas intensas e alagamentos estão causando na cidade. A Presidência do TJSP também informa que, aos funcionários que chegarem a suas unidades até as 11 horas e quiserem, espontaneamente, permanecer até 17 horas, quando todos serão dispensados, serão concedidas horas credoras”, diz a nota. 

Ainda, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região também anunciou a suspensão de prazos e de expediente em todas as unidades nesta segunda-feira. “Diante das fortes chuvas que atingiram a capital paulista, região metropolitana de São Paulo e Baixada Santista, a Presidência do TRT-2 suspendeu o expediente, o atendimento ao público e as audiências em todas as unidades”, diz a nota.

Segundo o TRT, os prazos processuais também foram suspensos, inclusive quanto aos processos que tramitam no Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Escola 

Aulas estão mantidas em toda a rede municipal de ensino.

Leia também:

• Empresas debaixo d’água em SP; só no comércio, prejuízo pode ser de R$ 110 mi

• Trabalho remoto permite funcionamento do mercado financeiro em dia de caos em SP

Orientações

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) divulgou algumas medidas simples para amenizar os efeitos dos alagamentos. Veja:

Evite transitar em ruas alagadas;

Se a chuva causou inundações, não se aventure a enfrentar correntezas;

Fique em lugar seguro. Se precisar, peça ajuda;

Mantenha-se longe da rede elétrica e não pare debaixo de árvores. Abrigue-se em casas e prédios;

Planeje suas viagens, para que haja menor possibilidade de enfrentar engarrafamentos causados por ruas bloqueadas;

Em caso de dúvida sobre vias bloqueadas, ligue para a central de atendimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) através do número 156 ou entre no site da CET para saber como está o trânsito nas principais vias.

Ainda, Thiago Alves, CEO Brasil da empresa de escritórios coworking, Regus & Spaces, informou por meio do seu LinkedIn que devido a falta de mobilidade causada pela chuva, “todos os lounges e coworkings das unidades da Regus e Spaces Brasil estarão liberados ao público geral sem custo em horário comercial nesta segunda-feira (10), mediante cadastro na hora com CPF e RG. Assim, se as pessoas não tem como se deslocar podem ao menos usufruir de um espaço profissional de trabalho em um dia caótico na capital”.

Para saber se tem alguma unidade perto de onde você está, basta acessar o site da Regus. São 34 unidades em São Paulo e o uso é mediante disponibilidade.

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Curva invertida reflete mais medo global do que recessão nos EUA

(Bloomberg) — A curva de juros dos Estados Unidos flerta novamente com outra ampla inversão, realimentando temores de Wall Street sobre o destino da economia norte-americana.

Um coro crescente de especialistas está sendo influenciado por outro fator: o sinal pode dizer mais sobre o estado da economia global do que sobre o ciclo econômico dos EUA.

Os títulos do Tesouro dos EUA agora respondem por mais da metade de todos os ativos globais considerados seguros, o dobro da proporção que representavam durante a crise financeira, segundo a Eurizon SLJ Capital. Isso complica as coisas quando os juros de longo e curto prazo se invertem: o que costumava ser um indicador confiável de recessão nos EUA é, em vez disso, um termômetro de investidores em busca de proteção em todo mundo.

É uma narrativa que faz muito sentido, pois a ameaça do coronavírus continua a aumentar e reacende o debate do ano passado sobre o poder de previsão ainda embutido na curva.

“Em busca de segurança e duração, todo mundo está indo para os Treasuries dos EUA”, disse Gregory Faranello, chefe para juros dos EUA na AmeriVet Securities. “A inversão da curva de juros agora é sinal de problemas de crescimento global e não reflete realmente o que está acontecendo nos EUA.”

Após uma pausa no início da semana passada, a curva está novamente achatando, e a diferença entre a taxa dos títulos do Tesouro de 10 anos e a de três meses diminuiu pelo terceiro dia na segunda-feira. No auge da ansiedade causada pelo coronavírus e onda de venda de ações no fim do mês passado, a curva se inverteu brevemente pela primeira vez desde outubro.

Os rendimentos dos títulos geralmente aumentam em linha com a duração da dívida porque compensam os efeitos da inflação. Se o retorno de uma nota de 10 anos for inferior ao de um título de três meses, sugere que os investidores têm uma visão pessimista do crescimento e inflação daqui a uma década.

Stephen Jen, presidente da Eurizon SLJ, diz que o apetite global por títulos de dívida dos EUA ajuda a explicar o caso excepcional dos EUA em termos de crescimento, mercados de câmbio e ações.

Jen prevê que até 2022 a dívida do governo dos EUA representará dois terços do volume mundial de títulos considerados seguros graças à grande emissão e à flexibilização quantitativa de outros bancos centrais. Seus cálculos são baseados no montante pendente de dívida do governo nos EUA, Japão e nas três maiores economias europeias, subtraindo a parcela que pertence aos bancos centrais.

“Os EUA podem, perversamente, prosperar por causa de problemas em outros lugares”, disse Jen em entrevista. “Quando os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano caem devido a choques fora dos EUA que podem ou não ter um impacto na economia norte-americana, isso geralmente fornece estímulos adicionais.”

É uma visão que autoridades do Federal Reserve estão prestando muita atenção diante do aumento dos riscos globais decorrentes do vírus. Em entrevista à Bloomberg TV na sexta-feira, o vice-presidente do Fed, Richard Clarida, minimizou a inversão da curva e disse que o spread negativo “é na verdade impulsionado não tanto pelas perspectivas para a economia dos EUA, mas globalmente”. Quando há incerteza, o dinheiro flui para os EUA, disse, por isso os atuais movimentos dos rendimentos não refletem as perspectivas para os EUA.

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Recuperação virá para Vale e siderúrgicas, mas coronavírus seguirá impactando ações no curto prazo

SÃO PAULO – O temor sobre o coronavírus chinês segue afetando negativamente o mercado, e isso não deve acabar tão cedo. Apesar disso, o analista Thiago Lofiego, do Bradesco BBI, mantém uma visão otimista para o setor de mineração e siderurgia, acreditando que a partir do segundo trimestre o cenário deve voltar a melhorar.

Em relatório publicado no domingo (9), Lofiego diz os investidores devem se preparar para uma maior volatilidade nas próxima semanas, citando que as quedas das ações podem ser boas oportunidades de compra.

“Estamos lentamente aumentando posições a nomes como Vale, Gerdau, Usiminas e GMEX, pois esperamos uma normalização [do mercado] a partir do segundo trimestre”, afirma o analista.

Desde o dia 20 de janeiro, quando teve início a queda dos papéis por conta dos temores com o coronavírus, as ações da Vale já recuaram 11,4%, enquanto a Gerdau teve perdas de 9,2%. No mesmo período, o Ibovespa caiu 5,4%.

A exceção fica com a Usiminas, que recuou de apenas 2,7%, favorecida por uma disparada de 14% das ações apenas no dia 22 por conta de um relatório também do Bradesco BBI, que na ocasião apontou a empresa como sua favorita e disse que o papel estava bastante descontado.

Visando esta recuperação, o BBI agora mantém suas estimativas de preços de aço, minério de ferro, cobre, zinco e níquel para 2020, ressaltando que o impacto na demanda por conta do coronavírus deve ser “transitório” e provavelmente será compensado nos próximos meses.

Também em relatório, o Credit Suisse destacou que o minério de ferro teve o pior momento com o vírus chinês. “O minério de ferro foi precificado para uma demanda robusta e oferta reduzida no primeiro trimestre, mas o vírus levou ao oposto, com a demanda ausente e os estoques portuários provavelmente aumentando”, dizem os analistas.

O Credit destaca que algumas siderúrgicas recentemente diminuíram a produção em 20% a 25% devido à escassez de matérias-primas causadas por restrições no transporte rodoviário. Por outro lado, o banco aponta que a maioria das usinas deve ter suprimento adequado, a menos que as restrições rodoviárias continuem na segunda metade de fevereiro.

No caso do minério de ferro, o Bradesco BBI vê a commodity negociando entre US$ 75 e US$ 85 no curto prazo.

Do lado negativo, Lofiego aponta para as restrições de transporte, estoques ainda em níveis confortáveis nas siderúrgicas e altos nos portos chineses. Por outro lado, favorece o mercado a oferta sazonalmente ainda baixa do Brasil e possíveis interrupções no fornecimento na Austrália por conta da temporada de ciclones, deixando o cenário mais equilibrado.

“Por enquanto, esperamos que o impacto do coronavírus seja contido durante o primeiro trimestre, com a combinação de demanda reprimida e outros estímulos do governo ajudando a aumentar os preços das commodities nos meses seguintes”, afirma o analista.

Do lado das produtoras de minério, ele avalia que a perda potencial de embarques pode ser compensada nos próximos trimestres, enquanto no caso das siderúrgicas, o analista está otimista com a dinâmica da demanda local, além de esperar que a pressão internacional de preços ameace a alta dos preços domésticos, dado que o real está mais depreciado e ainda existem descontos para o material importado.

Com isso, ele reforça que suas ações favoritas no setor são as brasileiras Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), além da mexicana GMEX.

O Credit Suisse, por sua vez, apontou em relatório na última semana que os potenciais impactos temporários do coronavírus sobre a demanda podem ser compensados pela aceleração das medidas de estímulo na China nos próximos trimestres.

Neste cenário, os analistas do banco suíço mantêm recomendação outperform (desempenho acima da média) para os ativos, destacando que o valuation está descontado em relação aos pares e também tendo em vista a perspectiva de pagamentos de proventos ainda em 2020.

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OZ1D: tudo que você deve saber sobre esse tipo de contrato

Você sabia que uma das formas mais seguras e fáceis de investir em ouro é por meio da bolsa de valores? Com contratos como o OZ1D, é possível investir na bolsa e ainda adquirir lotes de ouro diretamente no pregão.

O ouro tem tudo a ver com o mercado de ações. Você já notou que quando as ações da bolsa caem, a cotação do ouro sobe?

Isso acontece porque a demanda do ouro aumenta em períodos de crise econômica. E é por esse motivo, também, que ele costuma ser encarado como um investimento de longo prazo.

Se você pretende aplicar em ouro, com certeza vai encontrar a sigla OZ1D em suas buscas. Neste artigo, você vai saber tudo sobre essa modalidade e entender por que ela pode ser uma boa opção para quem busca a diversificação de investimentos. Confira!

O que é OZ1D?

O OZ1D é o principal contrato de compra de ouro na bolsa de valores. O seu lote padrão é de 250g de ouro com grau de pureza de 99,99%.

A compra começa com o mínimo de um lote e é sempre realizada em contratos cheios — ou seja, sem a possibilidade de fracioná-los.

Ao adquirir um contrato OZ1D, você não compra diretamente a barra de ouro física, mas uma espécie de escritura.

Porém, você pode solicitar a entrega dos lingotes físicos a qualquer momento. Por isso, ele é uma boa opção para quem deseja não apenas investir nessa commodity, mas também comprá-la em forma física.

Todas as refinarias, distribuidoras e instituições depositárias envolvidas na compra e entrega do contrato OZ1D são credenciadas pela B3. Isso garante maior transparência, segurança e facilidade na negociação desse metal precioso.

Qual é o valor do grama de ouro OZ1D?

No Brasil, a cotação do ouro é dada em reais para o valor de 1g de ouro. Para calcular o valor de um contrato OZ1D, basta fazer uma conta simples: multiplique a cotação do ouro atual em reais × 250, que é o peso do lote padrão do OZ1D.

Em dezembro de 2019, o grama de ouro estava sendo negociado por cerca de R$ 200 no mercado de ações. Portanto, deveriam ser desembolsados cerca de R$ 50 mil para comprar um lote do contrato de OZ1D (200 × 250 = 50.000) no pregão.

Mais adiante falaremos de outras opções de compra de ouro para quem deseja começar com um investimento menor.

O que influencia no preço do ouro?

Por ser uma renda variável, a cotação está sujeita às mudanças do mercado.

No Brasil, ela acompanha principalmente a cotação do dólar, já que tem como base o preço do ouro em Nova Iorque. Quase sempre o ouro depende de uma economia instável para ser valorizado.

Vale a pena investir em OZ1D?

Vantagens

O contrato OZ1D é uma das formas mais seguras de comprar ouro atualmente. Isso porque você adquire os lingotes sem precisar se preocupar com cofres, verificação de pureza e demais burocracias que envolvem a negociação e o armazenamento de barras de ouro físicas.

Além disso, por ser o mais procurado por quem deseja investir em ouro, ele tem a melhor liquidez em relação aos demais contratos. E isso vale tanto para o Brasil quanto para mercados internacionais.

Outra vantagem é que, ao investir nesse contrato padrão, você gasta menos com taxas proporcionalmente em relação aos contratos fracionários, sobre os quais falaremos ainda neste conteúdo.

Na maioria das vezes, o contrato OZ1D também é aceito como garantia. Portanto, ele ainda pode ser usado na negociação de ativos.

Desvantagens

Depois de ler tantas vantagens, é importante ressaltar que esse tipo de investimento costuma ser indicado para pessoas com alguma experiência e conhecimento técnico na bolsa de valores. Isso porque:

  • as operações são sempre individualizadas, o que exige uma maior dedicação e método nas negociações;
  • é necessário acompanhar a volatilidade do mercado de ações e as alterações do câmbio para saber o melhor momento para negociar esse ativo;
  • nesse tipo de contrato, o investimento inicial é alto. Portanto é necessário já possuir uma reserva importante para dedicar a essa renda variável — que não é coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Como comprar ouro OZ1D?

Nem todas as corretoras possibilitam a compra do contrato OZ1D online. Se você não encontrar o código do ativo OZ1D em seu home broker, entre em contato com a sua operadora e solicite orientações específicas para adquirir esse tipo de contrato.

A compra do lote de 250g está disponível à vista, em futuro, opções ou a termo e pode ser realizada em mesas de operações.

Além dos custos operacionais da bolsa e das taxas de corretagem, você também arcará com:

  • os custos de custódia, por meio de uma taxa mensal proporcional ao tempo em que o ouro ficar guardado;
  • os custos de entrega do metal precioso, se esse for o caso;
  • uma tributação de Imposto de Renda de 15% caso os rendimentos mensais ultrapassem R$ 20 mil (abaixo disso, há isenção de imposto).

Quais são as outras opções disponíveis?

Se você deseja investir em ouro mas não tem o montante necessário para um OZ1D, há opções mais acessíveis no mercado de ações.

A bolsa disponibiliza dois tipos de lotes fracionários, ambos com compra à vista. Porém, considere que investir no mercado fracionário implica em maiores gastos proporcionais com corretagem.

O lote OZ2D equivale a 10g de ouro e o lote OZ3D equivale a 0,225g de ouro. Sendo assim, levando em conta a cotação atual, com R$ 50 já seria possível comprar ouro na bolsa de valores.

O único detalhe é que, para a retirada física do produto, é preciso acumular no mínimo o peso do lingote padrão de 250g.

Agora que você já sabe como funciona o contrato de compra de ouro OZ1D, que tal aprender sobre outras formas de investimento? Baixe gratuitamente nosso Guia e saiba como escolher a aplicação ideal para os seus objetivos!

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BB Seguridade lucra R$ 4,3 bilhões em 2019; Bradesco pretende aumentar capital social em R$ 4 bilhões e mais destaques

No radar desta sessão, está em destaque o Bradesco (BBDC3), que propôs aumento do seu capital social em R$ 4 bilhões, com a emissão de 806,3 milhões de novas ações ordinárias e preferenciais. O objetivo do aumento de capital, segundo o banco, é fazer uma bonificação aos atuais acionistas e ampliar a quantidade de papéis em circulação no mercado, “tornando o preço mais atrativo a um número maior de investidores”.

Já a Alpargatas (ALPA4) divulgou seu balanço e informou que o seu lucro líquido cresceu 29,5% no ano passado, para R$ 431,6 milhões. A fabricante das Havaianas vendeu no ano passado mais de 252 milhões de pares das sandálias e de calçados das marcas Osklen e Mizuno, um crescimento superior a 1,8% no volume de vendas.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade publicou balanço na manhã de hoje e informou um lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões em 2019, em crescimento de 21,3% na comparação a 2018. Considerando os “eventos extraordinários”, que no ano passado foram a venda da participação da BB na seguradora IRB Brasil-RE, que renderam à companhia R$ 2,3 bilhões, o lucro líquido da BB foi de R$ 6,7 bilhões. A BB também destacou em seu balanço que as contribuições previdenciárias cresceram 21,5% no ano passado, com o aumento das contribuições médias e a adição de 256 mil planos ativos. O índice de resgate, de 6,9%, foi considerado o menor da série histórica da seguradora, levando a um crescimento de 53,3% na captação líquida. A seguradora informou que suas reservas chegaram a R$ 290 bilhões. A BB informou que destinou R$ 5,6 bilhões do lucro líquido de 2019 ao pagamento de dividendos, em “payout” aproximado de 84%. “O forte desempenho comercial associado à redução na sinistralidade e ao aumento do saldo de reservas de previdência foram os principais fatores que contribuíram para o resultado do ano”, comentou a empresa estatal. Para 2020, a BB seguridade projeta um crescimento entre 7% e 13%.

Bradesco (BBDC3 ; BBDC3 )

O Bradesco aumentará seu capital social em R$ 4 bilhões, com a emissão de 806,3 milhões de novas ações preferenciais (BBDC4) e ordinárias (BBDC3). A operação precisará ser aprovada pela Assembleia Geral do banco, que acontecerá no dia 10 de março, na chamada Cidade de Deus, onde fica a sede do banco, em Osasco (SP).

Segundo o Bradesco, o objetivo do aumento de capital é fazer uma bonificação aos atuais acionistas. Cada acionista que possuir dez ações do banco receberá uma nova. “A bonificação tem o propósito de aumentar a liquidez das ações no mercado e possibilitar um ajuste na cotação das ações, tornando o preço mais atrativo a um número maior de investidores”, informou o Bradesco. O capital social do banco será aumentado de R$ 75,1 bilhões para R$ 79,1 bilhões.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras iniciou a contratação emergencial de pessoas e serviços durante greve. A estatal está providenciando a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve dos petroleiros, informou em nota.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas informou em balanço um lucro líquido de R$ 197 milhões no quarto trimestre de 2019, expansão de 23,6% sobre igual trimestre de 2018. No ano fechado de 2019, a Alpargatas teve lucro líquido de R$ 431,6 milhões, uma expansão de 29,5% sobre 2018. O EBITDA cresceu 18,3% sobre 2018 para R$ 619,3 milhões em 2019.

A receita líquida da fabricante das sandálias Havaianas e dos calçados Osklen e Mizuno teve expansão de 9,8% sobre 2018, para R$ 3,7 bilhões. A situação de caixa da Alpargatas é bem robusta, informou a companhia no balanço: a empresa tinha em 31 de dezembro do ano passado um saldo de R$ 577,9 milhões, enquanto as dívidas totais eram de R$ 278,7 milhões, das quais R$ 176 milhões de curto prazo. No Brasil, a Alpargatas vendeu 224 milhões de pares das Havaianas e calçados das duas outras marcas, um crescimento de 1,8% em volume sobre 2018. No exterior, vendeu 28,8 milhões de pares, expansão de 5,7% sobre 2018.

O Bradesco BBI comentou os resultados do quarto trimestre da Alpargatas como “fortes” e manteve a recomendação para a ação ALPA4 como neutra, embora tenha aumentado em 4% o preço-alvo do papel para R$ 36,00. “A Alpargatas publicou fortes resultados para o quarto trimestre de 2019, acima das nossas estimativas, embora o crescimento do volume de vendas da marca Havaianas tenha sido marginal no Brasil. A divisão internacional teve resultados desapontadores, com queda de 11% no volume de vendas, mas a mudança de parceiros de distribuição na América Latina foi o motivo, porque as outras regiões tiveram expansão”, comenta o BBI. O BBI avalia que a empresa segue uma estratégia correta ao fortalecer o canal de comércio eletrônico para as Havaianas no Brasil. “Nós achamos que a companhia entrou em uma nova fase de crescimento dinâmico”.

Intermédica (GNDI3)

A Notre Dame Intermédica comunicou que concluiu a aquisição da Clinipam – Clínica Paranaense de Assistência Médica. A operadora paulista de planos de saúde e hospitais pagou R$ 2,6 bilhões na Clinipam, que atua no mesmo ramo na Região Metropolitana de Curitiba (PR) e nos municípios do norte de Santa Catarina, como Joinville, Blumenau e Jaraguá do Sul. Anunciada no final do ano passado, a aquisição já foi aprovada pelo Conselho Administrativo de defesa Econômica (CADE) e pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo aprovou o exercício de opção de compra de 80% das ações do banQi, banco digital que já tinha participação do grupo. Quando consumada a operação, a Via Varejo poderá passar a ser titular de 100% do banQi.

CCR (CCRO3)

A CCR conseguiu na justiça a suspensão da redução das tarifas de pedágio na Rodovia Presidente Dutra em 5,26%, que havia sido determinada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na terça. A rodovia é operada pela concessionária NovaDutra, controlada pela CCR.

A redução que havia sido determinada pela ANTT abrangia todas as praças de pedágio da BR-116 entre as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. A decisão foi resultado de um processo administrativo, e foi tomada levando-se em conta as exigências legais que foram levantadas pela concessionária, por meio de Mandado de Segurança.

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(Com Agência Estado)

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Aéreas de baixo custo já pensam em deixar Brasil

Pouco mais de um ano após a chegada das primeiras companhias aéreas internacionais de baixo custo no Brasil, algumas delas já dão sinais de que podem não permanecer por muito tempo no País. Também não há nenhum indicativo de que elas começarão a operar voos domésticos, apesar dos incentivos ­­– e da vontade — do governo federal, que abriu totalmente o setor aéreo ao capital estrangeiro no ano passado.

A chilena Sky, fundada em 2002 e que atua como low cost desde 2015, foi a primeira a voar para o Brasil, em outubro de 2018. O movimento das aéreas de baixo custo no País se consolidou, então, com a vinda da norueguesa Norwegian, da argentina Flybondi e da também chilena JetSmart. Enquanto Norwegian e Flybondi atravessam um período delicado que pode colocar fim aos voos delas que chegam ou partem do Brasil, Sky e, principalmente, JetSmart têm se saído um pouco melhor.

A competitividade do setor, porém, com Gol, Latam e Azul operando com grande eficiência, é um desafio para que Sky e JetSmart consigam se tornar mais relevantes nos voos entre o Brasil e países da região, segundo fontes do mercado. Na primeira semana de fevereiro, por exemplo, apenas 3,5% dos voos internacionais foram realizados por uma empresa aérea de baixo custo. “Enquanto as outras (Gol, Latam e Azul) forem eficiente, é difícil que elas tenham um papel relevante (nas rotas na América do Sul)”, diz o consultor André Castellini, sócio da Bain & Company e especialista no setor aéreo.

Segundo o consultor, no Brasil, também não é fácil para as empresas terem um custo muito baixo e, consequentemente, oferecerem tarifas significativamente menores do que as das aéreas tradicionais, como ocorre na Europa. “O diferencial de custo não permite tarifas muito baixas”, diz.

O jornal O Estado de São Paulo fez um levantamento de preços e, nessa simulação, apenas Flybondi e Norwegian ofereceram tarifas mais atrativas. No caso da argentina, a passagem de ida e volta entre São Paulo e Buenos Aires era 27% mais barata que a da Gol e a da Latam. No da norueguesa, o preço do voo entre Rio de Janeiro e Londres era 34% inferior ao da Latam, mas não oferecia nem refeições durante a viagem nem a possibilidade de o passageiro levar uma bagagem de mão .

Justamente Flybondi e Norwegian, no entanto, são as empresas cujas operações estão ameaçadas, segundo fontes do setor. A Norwegian enfrenta uma grave crise financeira e reestruturou parte de sua dívida no ano passado. Em 2018, a empresa teve prejuízo de 1,4 bilhão de coroas norueguesas (R$ 640 milhões na cotação atual). Apesar de o resultado ter sido positivo em 263,7 milhões de coroas norueguesas (R$ 120 milhões) nos primeiros nove meses de 2019, o mercado projeta prejuízo para 2019 e 2020, segundo reportagem do Financial Times com base em levantamento da Bloomberg.

A própria Norwegian afirmou, em seu último relatório, que a “companhia está exposta a risco de liquidez”, mas acrescentou que esse risco tem diminuído conforme avança sua estratégia de trocar crescimento por lucratividade. Nada disso, porém, foi o suficiente até agora para convencer os investidores. As ações da empresa caíram 80% em pouco mais de um ano, passando de US$ 20,70 em janeiro de 2019 para US$ 4.

A estratégia da companhia de realizar voos transatlânticos, iniciada em 2013, é apontada como uma das responsáveis pela crise. No ano passado, a empresa teve de vender sua subsidiária na Argentina para a chilena JetSmart. No Brasil, a Norwegian não opera com subsidiária e tem apenas o voo entre Rio e Londres, mas, cortes em rotas podem afetar a operação local.

A empresa já informou que pretende reduzir sua oferta em 10% neste ano. Em entrevista no fim do ano passado para o Financial Times, o presidente da companhia, Geir Karlsen, afirmou estar comprometido com voos de longa distância, mas, segundo o jornal, rotas transatlânticas entre a Irlanda e os Estados Unidos, por exemplo, estão sendo revistas. Ainda que a empresa opte por manter o voo para o Rio de Janeiro em um primeiro momento, sua condição financeira é uma ameaça à operação na cidade brasileira. Procurada pelo Estado, a Norwegian não retornou.

A Flybondi, por sua vez, sofre com a crise argentina. A companhia fez seu primeiro voo doméstico em janeiro de 2018, pouco antes de o país afundar em uma recessão. Com a crise e a desvalorização do peso ­­- a moeda americana avançou 210% na Argentina desde a estreia da companhia –, a expansão da operação ficou comprometida e as finanças da empresa começaram a se deteriorar.

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A promessa era que a companhia terminaria 2019 voando com dez aviões. A frota, no entanto, tem hoje cinco aeronaves. Segundo afirmou o presidente da Flybondi, Sebastián Pereira, por e-mail, a redução na demanda decorrente da crise argentina tornou a ampliação da frota menos urgente. Além disso, os acidentes com o 737 MAX, da Boeing, que mataram 346 pessoas e retiraram o modelo do mercado, têm pressionado o aluguel de aviões globalmente e dificultado as negociações para a Flybondi adquirir novos aviões. “Mas estou muito otimista com o momento. Estamos muito perto de poder definir em que época do ano incorporaremos mais aviões e rotas”, disse Pereira.

Mesmo com apenas cinco jatos, a companhia já anunciou uma ampliação na malha aérea internacional. Na última semana de janeiro, começou a voar para São Paulo e, em março, incluirá Porto Alegre em suas rotas. A Flybondi atua no Brasil desde outubro do ano passado com um voo entre Buenos Aires e Rio de Janeiro e, durante o verão, está operando também em Florianópolis.

Apesar dessa expansão, a informação no mercado brasileiro é que a situação financeira da companhia é delicada e que a empresa já procura algum interessado para comprá-la. A intenção de ampliar a atuação seria, justamente, se tornar mais atraente para potenciais compradores. Questionado sobre o assunto, Pereira, afirmou que a empresa analisa o “mercado brasileiro de forma muito dinâmica e diversificada, mas apenas com o objetivo de alcançar maior crescimento no País”.

A companhia costuma destacar que está crescendo, apesar da situação argentina, e diz conseguir ser mais competitiva que as concorrentes brasileiras por ter mais assentos em seus aviões e voar as aeronaves por mais tempo — o que garantiria margens positivas apesar das tarifas em média 30% mais baratas. A diferença na capacidade dos jatos, porém, é pequena. Enquanto a Flybondi opera aviões Boeing 737-800 NG para 189 passageiros, a Gol oferece 186 assentos na mesma aeronave. A aérea argentina também afirma que seus aviões voam quase 11 horas e 20 minutos por dia. No mercado brasileiro, a média fica entre 10 horas e meia e 11 horas.

Sem perspectivas para o mercado doméstico

Se nos voos internacionais, há possibilidade de redução na oferta de voos de baixo custo, no mercado doméstico não há, ao menos por enquanto, intenção das companhias low cost avançarem. Nem as duas chilenas em posição mais sólida — JetSmart e Sky — têm planos de curto prazo para uma operação brasileira nem a Flybondi. “Sempre existe a possibilidade (de operar voos domésticos no País), mas hoje nós não temos plano. Hoje, temos habilitação apenas para voos internacionais”, disse o diretor comercial da Flybondi, Mauricio Sana Saldaña.

Segundo o diretor regional de vendas da Sky, Jaime Fernandez, a empresa está focando seus negócios agora no Peru, onde começou o tráfego doméstico em 2019. “O Brasil é um mercado atrativo, mas por enquanto não temos planos para voos domésticos”, disse. Por aqui, o objetivo é alcançar a frequência diária entre Santiago e São Paulo. Hoje, a empresa tem cinco voos por semana para o destino, além de atender também Rio de Janeiro, Florianópolis e Salvador.

Já o presidente da JetSmart, Estuardo Ortiz, afirma que, “no momento”, o interesse da empresa é por voos internacionais a partir do Brasil. “Precisamos conhecer o mercado. Por enquanto, estamos analisando mais Peru e Colômbia (para voos domésticos).” Segundo o executivo, porém, novas rotas para o Brasil podem ser lançadas no segundo semestre. “O mercado brasileiro (internacional) está em uma situação muito boa. Mas alguns custos de operação, como combustível e taxa de embarque dificultam.” A JetSmart opera voos de Santiago para Salvador, São Paulo e Foz do Iguaçu.

Criada pelo fundo de investimentos americano Indigo Partners — que também tem participação nas áreas Volaris (México), Wizz (leste europeu) e Frontier (Estados Unidos) –, a JetSmart é vista hoje como a low cost de maior potencial da região. Apesar de ter uma frota de apenas 20 aviões, a companhia tem encomendado outras 76 aeronaves para serem entregues até 2026.

A falta de interesse imediato das low cost no mercado doméstico é explicada pelas dificuldades de custo do Brasil, segundo o diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), Dany Oliveira. “É muito difícil operar no Brasil. O custo é grande. Temos uma judicialização forte para todo o setor. Além disso, um dos combustíveis de aviação mais caros do mundo”, destaca.

De acordo com Oliveira, uma aeronave que vem de fora do Brasil tem um custo 15% superior para reabastecer e sair do País. As aéreas locais, entretanto, pagam ainda mais caro por causa de tributos como o PIS e Cofins. Enquanto o combustível de aviação gira em torno de 35% a 40% do custo do negócio no Brasil, diz, a média mundial varia entre 20% e 22%.

Segundo o Diretor da ANAC, Ricardo Catanant, o país deu passos importantes no setor aéreo e começou a atrair a atenção dos investidores. Entre as medidas destacadas estão a permissão de 100% de capital estrangeiro para as aéreas e a cobrança separada da bagagem despachada. “Acredito que (a modernização) deva trazer alguns resultados nos próximos meses”, disse, mas colocando o avanço também na conta do crescimento econômico esperado para o País.

Catanant acrescentou que algumas mudanças no setor precisam se consolidar para, então, trazer segurança para os investidores, como é o caso da própria cobrança da bagagem despachada, que constantemente é questionada. “O foco de preocupação hoje, e isso já foi externado pelo governo, é a gente tentar trazer um ambiente de maior racionalidade para a questão de conflitos e consumo. A nossa preocupação é tentar reduzir a judicialização, gerar um entendimento e respeito aos contratos de transporte”, disse.

Confira o depoimento de brasileiros que viajaram com empresas low cost

As experiências dos brasileiros que foram para o exterior em um voo de baixo custo variam. Há os que aprovaram a viagem, principalmente se conseguiram comprar a passagem em uma promoção, mas reclamações como cheiro de comida durante toda a viagem e tripulantes mal treinados costumam ser bastante frequentes em sites de avaliação como o TripAdvisor. Confira abaixo o depoimento de alguns brasileiros que experimentaram as companhias low cost que estão operando no Brasil.

João Moris, tradutor e jornalista, 62 anos

Empresa: Norwegian

Trecho: Rio de Janeiro – Londres

Eu fui do Rio para Londres com a Norwegian. Eu já tinha voado com low cost antes (na Europa), mas nunca um voo internacional. Quando vi que a Norwegian ia viajar para cá, achei bem legal e aderi. Como era alta temporada, paguei uns US$ 750. Nas outras, estava por volta de US$ 900. Para mim, foi inusitado, porque cada item tinha de pagar. Escolhi pagar para reservar o assento, pela refeição e para despachar bagagem. A reserva não tem fim. Vai aparecendo tudo para você comprar. Os US$ 750 que paguei incluía já esses extras (assento, refeição e bagagem). O avião era novo, mas o espaço era pequeno para as pernas e a poltrona quase não reclinava. Mas, hoje, estão quase todas as companhia aéreas assim. Tem tudo no cardápio no voo: cobertor, fone de ouvido, água, tudo é pago. Uma hora depois de decolar, mais ou menos, abriram um sanduíche do meu lado e na minha frente, que tinham levado de casa. As bebidas, (os passageiros próximos) tinham comprado em lanchonete e restaurante da área de embarque. O meu jantar, trouxeram em uma caixinha de papelão retangular. Era bem básico. Não fiquei com fome, mas era pouca comida: duas almôndegas, arroz, legumes e uma sobremesa. Não tinha salada. Teve café da manhã também (incluso quando se compra a refeição a bordo), mas, quando cheguei, estava com fome. Não tem aqueles lanches que costuma ter no fundo para caso você tenha fome durante o voo. Na volta, me irritei. Estava do lado de gente com garrafa, comida. Senti que só eu tinha pedido refeição. O avião fica cheirando a comida o tempo inteiro (porque as pessoas levam seus lanches). Prefiro pagar R$ 1.000 a mais do que viajar de novo (com a Norwegian).

Raul Faust, advogado, 27 anos

Empresa: Flybondi

Trecho: Florianópolis – Buenos Aires

Uma amiga minha me convidou pra viajar pra Buenos Aires e procuramos os voos mais baratos na internet. Eu nunca tinha ouvido falar em Flybondi, mas minha amiga disse que era uma empresa low cost. Eu vi no TripAdvisor vários comentários negativos sobre a companhia, que eles cancelam em cima da hora e que aviões são velhos. Vi tudo de pior que podia acontecer no mundo. Mas aí conversei com um amigo que é engenheiro, e ele me disse que o avião não cairia, porque a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) fica em cima. Eu procurei passagem com outras empresas também, mas eram bem mais caras. Comprei só passagem de ida, com um mês de antecedência, e paguei R$ 500, com bagagem despachada. Outras custavam entre R$ 1.200 e R$ 1.800. No dia do voo, o check-in era online, igual ao de outras empresas, e só despachei a bagagem. Tudo foi relativamente rápido, nem mais rápido nem devagar que outras empresas. Os atendentes do aeroporto falavam português e espanhol. Embarquei no horário normal, não atrasou nem dez minutos. Dentro do avião, o avião estava bem limpo. Não vi nada diferente de outras companhias brasileiras, mas achei um pouco estranho que, no começo, falavam em espanhol e em inglês. Aí entendi os primeiros comunicados em inglês. Depois de um momento, começaram a falar só espanhol. Eu não entendi mais nada. Nesse aspecto, fiquei meio perdido. Se você quisesse tomar uma água, tinha de pagar. Não comprei nada. Não sei nem quanto era, porque estava todo mundo falando espanhol e eu fiquei até com vergonha de me manifestar, porque não falo espanhol. Quando cheguei lá, a bagagem chegou também. Deu tudo certo, mas o aeroporto não tem estrutura nenhuma. Não dá nem pra fazer câmbio. Eu só tinha real. Minha amiga tinha peso e acabou me salvando. Pegamos um ônibus para o centro de Buenos. Um ônibus de linha, bem rápido e bom. Eu viajaria de novo (com a Flybondi), com certeza. Pelo preço, vale a pena. Acho que a única questão é se você tiver algum problema e precisar entrar em contato com eles, porque o atendimento é todo digital.

Juçara Nascimento, aposentada, 60 anos

Empresa: Flybondi

Trecho: Rio de Janeiro – Florianópolis

Fui em novembro para Buenos Aires. Apareceu uma promoção e minha filha comprou a passagem. Pagou R$ 250 a ida e a volta. Foi muito barato, mas a gente só tinha direito a bagagem de mão. Quando fiz o check-in, marcaram eu e meu marido na mesma poltrona. Aí fomos ver isso e não tinha lugar marcado pra ninguém, mas consegui sentar com meu marido. O voo foi horrível. A única coisa boa foi a pontualidade. O avião é muito velho. Desconfortável sujo. As poltronas eram tipo assento de ônibus municipal. Quando fui sentar, minha poltrona estava suja, como se alguém tivesse derramado iogurte nela. Pedi para a comissária limpar. Ela passou um papel toalha para tirar o que estava melado e ponto. Já viajei com low cost na Europa e o serviço foi muito melhor. Depois de entrar no avião, só voltei a ver a tripulação no desembarque. Não passaram em nenhum momento nem para oferecer água nem para vender nada. Amassaram minha mala toda na hora de fechar o bagageiro superior. Danificaram a alça dela. Reclamei quando cheguei ao aeroporto, e eles disseram que não se responsabilizavam pelo dano. O aeroporto é muito pequeno. Sem estrutura nenhuma. Não tem muita orientação. É tudo muito tumultuado. Já tínhamos contratado, ainda quando estávamos no Rio, um serviço de transfer. Aí fizemos câmbio quando chegamos no hotel, porque não tem no aeroporto. Eu não voltaria a viajar por eles. Não vale a pena o preço. Por ser uma empresa nova, poderia fazer a promoção pra mostrar o serviço, mas não convenceu. Na Europa, já viajei com a Ryanair. O atendimento dos tripulantes, a aeronave e os aeroportos eram melhores. Durante a viagem, não oferecem nada gratuito para comer ou beber, mas passam o serviço, você pode comprar. Tudo muito organizado.

Evanio Marinho da Silva, bancário, 49 anos

Empresa: SKY

Trecho: Santiago – Calama (Chile)

Quando fui comprar a passagem, tive um pouco de receio de escolher a SKY, porque nunca tinha viajado com low cost. Mas comprei pelo preço. A diferença para a Latam era bem grande nessa rota. Eu adicionei bagagem de mão, uma bagagem despachada e comprei assentos. Isso encareceu bastante e ainda assim ficou uns 30% mais barato do que na Latam. No voo, eu até me surpreendi. As aeronaves são mais antigas, mas em bom estado de conservação. Os voos foram muito pontuais. Tudo que você quer consumir tem de pagar, até a água. Não comprei nada nem consultei preço. Os comissários foram solícitos durante a viagem, mas, no embarque, foram muito rigorosos com o tamanho da bagagem. Notei certa falta de habilidade dos funcionários do aeroporto para lidar com situações que são corriqueiras. Eles não são muito amigáveis para lidar quando o passageiro está com uma bagagem maior do que a permitida. Mas tem passageiro também que costuma exagerar. Viajaria com eles de novo depois dessa experiência. Passou um pouco o receio. Para quem vai fazer viagem curta, sem bagagem ou mesmo adquirindo bagagem de mão, o custo é muito inferior.

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Tiago Alves: o torneiro mecânico que se tornou o CEO da inovadora Regus

Tiago Alves, CEO da Regus, é o entrevistado do primeiro episódio da segunda temporada do Construcast.

Apesar de jovem e ter um cargo de bastante destaque, a trajetória de Tiago Alves é bem diversa. Aos 14 anos, entrou em um estágio como torneiro mecânico. Passou por uma oficina mecânica, trabalhou em um provedor de internet – quando a internet era algo desconhecido pela maioria – e na manutenção de prédios.

Até conseguir entrar na Regus, passou por 16 entrevistas dentro da empresa – e ainda recusou a proposta de morar em Miami. “Nosso trabalho é de serviço. É preciso estar alocado no Brasil para fazer sentido”, justifica.

Tiago Alves, 14 anos, no estágio como torneiro mecânico.

Regus

A Regus está presente em 14 cidades no Brasil, sendo 33 escritórios em São Paulo. “O coworking representa só 15% do meu faturamento. Grande parte é de escritórios criativos que são flexíveis. São escritórios que têm flexibilidade diante dos demais, pode locar pelo prazo que quiser, pelo tamanho que você quiser, sem necessidade de investir, sem necessidade de dar garantias locatícias”, explica.

Tiago Alves ainda falou sobre a “moda dos coworkings”, pra quem escritórios flexíveis são indicados e como a crise foi importante para esse modelo de negócio. Acompanhe tudo no Construcast.

 

Construcast

O Construcast é o podcast do MoneyLab, laboratório de criação do InfoMoney, em parceria com a OLX, maior plataforma de compra e venda online do Brasil e a mais lembrada pelos consumidores para compra, locação e venda de imóveis; e com a CashMe, fintech do Grupo Cyrela que faz empréstimo com imóvel e garantia, sendo uma alternativa de funding para incorporadores e um parceiro estratégico para as imobiliárias.

O programa vai ao ar toda segunda-feira, às 6h, e conta com um trio bastante experiente na apresentação: Ricardo Reis, CEO da Reis Real Estate e professor e apresentador do Programa Imóveis no InfoMoney, Marcelo Dadian, diretor de Imóveis da OLX, e Juliano Bello, CEO da CashMe e diretor administrativo da Cyrela

É possível seguir e escutar o programa pelo Apple PodcastsSpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e demais agregadores de podcast.

 

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