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‘Não tem o que fazer, dólar vai ser repassado’ a preços de automóveis, diz executivo da GM

Concessionária da Chevrolet com a fachada azul e vários carros estacionados na frente da loja

A escalada na cotação do dólar, que ontem encerrou o dia cotado a R$ 4,32, vai levar a GM a um reajuste no preço de seus automóveis nos próximos dias. A afirmação é do argentino Carlos Zarlenga, presidente da General Motors na América do Sul.

O executivo afirma que, hoje, 40% das peças de um carro de passeio básico veem do exterior. E com o dólar estabelecido acima dos R$ 4, o aumento projetado para 2020 vai ficar acima do registrado nos anos anteriores. Levantamentos da Bright Consulting, especialista no setor, apontam que os automóveis estão ficando mais caros, pelo menos, 1,5% acima da inflação todos os anos. “Neste ano, o reajuste será maior”, diz Zarlenga, que não descarta queda em volume de vendas decorrente disso. “Não tem o que fazer”, afirma.

A escalada do dólar (que ontem encerrou o dia cotado a R$ 4,32) preocupa os negócios da GM no Brasil?

Muito. Se você acompanhar a desvalorização do real nos últimos anos vai ver que é algo importante para nós. Nossa indústria tem muito custo em dólar e isso gera uma queda importantíssima nos resultados das empresas. Então, o que eu acho que vai acontecer é uma tração de preços maior neste ano do que a gente já viu no ano passado. É basicamente o único caminho.

Vocês, então, vão repassar a desvalorização do real para o preço dos produtos?

A posição do real não está para se fortalecer significativamente neste ano, ainda mais com a queda na taxa de juros. E no horizonte da economia global, não está tão claro o fortalecimento do real. Eu acho que isso vai ter um impacto, sim, nos preços.

As montadoras já vem aumentando, ano a ano, os preços dos automóveis. Em média, os carros registram alta real, acima da inflação, de até 2,5%.

O principal aumento nos custos nos últimos anos não é relacionado a inflação. O principal aumento no preço dos produtos é a desvalorização do real. Eu diria que, se você analisar o preço dos carros em dólar, eles têm caído. E também a gente tem de levar em conta os impostos. Quanto de imposto tem ai?

De quanto deve ser, então, o reajuste para este ano?

Vai depender do real.

Os economistas falam que o patamar adequado para a cotação do dólar frente o real gira em torno de R$ 4,20.

(Nesse caso, o aumento) estará acima do patamar do ano passado. É difícil falar quanto a indústria aumentou no ano passado, mas aumentou mais do que a inflação.

Com o preço médio dos carros girando em torno de R$ 75 mil, alguns afirmam que a GM vai encontrar dificuldades para aumentar os preços, que estariam hoje no limite do mercado. Isso não vai afetar o crescimento da empresa?

Não tem o que fazer. Quando se tem esse impacto tão violento nos preços por causa da desvalorização do real, basicamente você não vai vender um volume maior. Precisa aumentar os preços e pode não crescer em função disso.

Qual é o impacto hoje do dólar em um veículo popular da GM, como o Chevrolet Ônix.

O nível de produção local do Ônix é de 60%. Então, estamos importando 40%. E a gente faz um trabalho bastante bom de regionalização. O problema é que temos a dificuldade, pelo custo Brasil, de exportar fora do Mercosul, o que seria uma forma de fazer um hedge em dólar. Mas fora do mercado argentino não temos muito a oportunidade de exportar. Não são problemas de nossas fábricas. Os problemas estão na carga de impostos, que é altíssima, e da a logística, que é rodoviária. Enfim, todas as ineficiências que a gente conhece de longa data.

Você já disse que o índice de importação é muito puxado pelo aumento dos acessórios eletrônicos dentro dos carros. Mas a GM também importa pneus, rodas e amortecedores, por exemplo. Esse tipo de acessório não poderia ser fornecido por produtores locais?

Quando eu digo que temos 60% de conteúdo regional e 40% importado nós estamos falando dos valores dentro da cadeia de suprimento que pagamos em dólar. Não estamos falando aqui de tudo que o fornecedor que chamamos de pier 1, que fornece diretamente para a montadora, produz. Mas falando de tudo que é produzido dentro da cadeia dele. Uma roda tem produção nacional. Mas dentro da roda, quais são os componentes importados? Qualquer parte do carro tem componentes. É nessa visão que 40% do custo de fabricação do carro é em dólar. E essa é a realidade que temos de trabalhar. O caminho seria exportar, mas, de novo, ai fica difícil pela carga de impostos do Brasil e pelas dificuldades na logística. Nossa fábrica de Gravataí (RS) já é a fábrica mais eficiente do mundo, não só para a GM, mas é a mais eficiente do mundo para a fabricação de carros médios. Daí, da porta para fora você agrega impostos e ineficiência logística, fica impossível exportar.

Outra questão relacionada à importação de insumos é o surto de coronavírus, que levou empresas na China a fecharem temporariamente as portas. Isso pode afetar a produção da GM na América do Sul?

Nosso time está trabalhando nesse problema todos os dias, com reuniões pelas manhãs e pela parte da tarde para ver como está nosso fornecimento. Ainda não fomos atingidos, mas claramente estamos consumindo estoques de emergência. Tem o ponto que, no final, um carro possui 3,5 mil partes. Se falta uma, você não consegue fazer o carro. É uma cadeia de suprimento muito complexa. Se a situação na China não melhorar rapidamente, teremos problemas com fornecimento de peças, que vai ter impacto no nível de fabricação.

A GM consegue manter a sua produção por quanto tempo, caso a situação persista?

Acho que se estender até o início do segundo trimestre, ficará bem complexo. E não é apenas e extensão total do problema, mas, sim, em quanto tempo as fábricas voltarão a operar de forma plena. Agora mesmo deram mais uma semana de fechamento para as plantas fabris da província mais afetada pela doença. Isso já agrega um nível superior de pressão aplicado ao nosso estoque de emergência. Vamos ver o que acontece na semana que vem.

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Série gratuita e ao vivo da XP confronta empresas da Bolsa

Via Varejo x Magazine Luiza casas bahia magalu

A XP Investimentos promove, entre os dias 10 e 14, uma série gratuita de encontros ao vivo que colocará em debate os prós e contras de alguns dos papéis mais buscados na Bolsa brasileira.

Analistas de ações da XP e especialistas do mercado financeiro discutirão, por exemplo, se vale ou não a pena comprar ações da Via Varejo (VVAR3) ou do Magazine Luiza (MGLU3) no setor varejista – empresas que reúnem o maior número de CPFs na Bolsa.

Ou, quando se trata de Alimentos e Bebidas, se compensa ter na carteira Ambev (ABEV3), JBS (JBSS3) ou ambas. Outros embates agendados são Itaú (ITUB4) x Bradesco (BBDC4), Vale (VALE3) x Usiminas (USIM5), Copel (CPLE3) x Cemig (CMIG4) e Cyrela (CYRE3) x EZTEC (EZTC3).

A série de lives, chamada de “Super Clássicos da Bolsa de Valores”, reunirá confrontos dos setores de Varejo, Alimentos & Bebidas, Construção Civil, Commodities, Elétricas e Bancos.

Os internautas poderão tirar dúvidas enviando perguntas de maneira gratuita, em tempo real.

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Porcentual de famílias endividadas cai a 65,3% em janeiro, diz CNC

Os brasileiros iniciaram o ano de 2020 um pouco menos endividados, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O porcentual de famílias com dívidas diminuiu para 65,3% em janeiro, após ter alcançado 65,6% em dezembro, o maior patamar da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Na comparação com janeiro do ano passado, a proporção de endividados era consideravelmente mais baixa, 60,1%.

Para a CNC, o elevado nível de endividamento ainda é compatível com a renda das famílias, impulsionado por melhores condições de crédito e pela recuperação do mercado de trabalho.

O porcentual de famílias inadimplentes recuou de 24,5% em dezembro de 2019 para 23,8% em janeiro de 2020, a terceira queda consecutiva. Em janeiro do ano passado, o contingente de inadimplentes era menor: 22,9%.

O total de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso – e que, portanto, permaneceriam inadimplentes – diminuiu de 10% em dezembro para 9,6% em janeiro. Em janeiro de 2019, essa população somava 9,1%.

A parcela média da renda comprometida com o pagamento de dívidas encolheu de 29,7% em dezembro para 29,4% em janeiro deste ano, o nível mais baixo desde maio de 2019.

“A proporção do comprometimento da renda com dívidas vem caindo desde novembro de 2019 e reforça que o consumo está sendo retomado através do que se pode chamar de dívida responsável, com as famílias se organizando para pagar empréstimos e financiamentos”, avaliou a economista Izis Ferreira, da CNC, em nota oficial.

Segundo Izis, havia uma demanda represada das famílias por bens de consumo que são mais dependentes do crédito, como móveis e eletrodomésticos.

O cartão de crédito manteve a liderança no ranking de dívidas, citado por 79,8% dos entrevistados, seguido por carnês (15,9%) e financiamento de carro (10,9%).

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Netflix ainda é imbatível, mas resultados das concorrentes começam a preocupar

streaming vídeo tv controle remoto

SÃO PAULO – Dois anúncios de resultados da última semana deixaram claro que a Netflix pode ter saído na frente, mas a disputa pela supremacia do nascente mercado do streaming ainda está longe de ter um vencedor.

Primeiro, o Google ofereceu pela primeira vez uma espiadela nos números do YouTube, algo que até então era mantido em segredo. Depois, a Disney revelou o crescimento espetacular de seu serviço de assinatura Disney+, lançado em novembro passado nos Estados Unidos (os brasileiros devem ter acesso ainda este ano). As duas notícias, mais o iminente lançamento do HBO Max, certamente foram examinadas com atenção em Los Gatos, a sede da Netflix.

Quando o Google adquiriu o YouTube, em outubro de 2006, a startup estava somente começando a fazer sucesso fora do círculo das pessoas ligadas nas últimas novidades. Muita gente ficou perplexa com o valor pago pelo Google: US$ 1,65 bilhão. Hoje, está claro que foi uma das maiores pechinchas da história da internet.

O YouTube gerou US$ 15,1 bilhões em receitas no ano passado. A imensa maioria desse total corresponde a anúncios, e uma parte importante é repassada aos criadores de conteúdo.

Como o Google não discriminava o faturamento do YouTube em seus resultados financeiros, alguns analistas suspeitavam que o negócio fosse ainda maior. De qualquer modo, o YouTube é o terceiro maior negócio de mídia online do mundo, atrás apenas do Facebook (US$ 69,7 bi) e do próprio Google (119,7 bilhões).

YouTube e Netflix têm modelos de negócios muito diferentes. A Netflix investe na produção de séries e filmes próprios, além do licenciamento, e suas receitas vêm das assinaturas. O YouTube depende da programação criada por seus usuários, e as receitas vêm basicamente da publicidade. Mas ambas as empresas concorrem diretamente pela atenção dos consumidores – o dia tem apenas 24 horas, afinal de contas.

Apesar de YouTubers celebridades terem audiências cativas, em geral elas são muito focadas (ao contrário de séries que viram fenômenos culturais, como “Guerra dos Tronos” ou “Stranger Things”). Mas a popularidade desses criadores entre millennials e a geração Y sem dúvida aponta para um novo modelo de consumo de mídia: conteúdos “amadores” cada vez mais dividem espaço com produções profissionais de alta qualidade (e alto custo).

Concorrentes se aproximam

E, quando se fala de qualidade, um dos nomes mais confiáveis de Hollywood é a Disney. Nos primeiros resultados financeiros divulgados desde o lançamento do serviço Disney+, a empresa afirmou que o número de assinantes mais que dobrou nos três primeiros meses de operação.

O Disney+ atingiu 28,6 milhões de usuários pagantes desde a estreia, em novembro passado. E por enquanto o serviço está disponível apenas em cinco países (EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Holanda). O lançamento nos maiores mercados europeus está previsto para o final de março.

“O lançamento do Disney+ foi um enorme sucesso e superou nossas expectativas mais otimistas”, disse o CEO da Disney, Bob Iger, na teleconferência com os analistas de Wall Street. Não é exagero. O Disney+ já é maior que o serviço HBO Now (a assinatura de streaming da HBO, que não inclui quem assina o canal por meio das operadoras de TV paga).

A Netflix, que hoje conta com 167 milhões de assinantes, levou cinco anos para atingir o mesmo número obtido pelo Disney+ em pouco mais de um trimestre.

Um dos motivos para o sucesso imediato da Disney no mundo do streaming é o catálogo. O Disney+ reúne animações clássicas (de “Branca de Neve e os Sete Anões” e “Fantasia” aos recentes “Rei Leão” e “Dumbo”, da era da computação gráfica), todos os universos Marvel e Star Wars e também 30 anos de “Os Simpsons”, sitcom animada que é um dos maiores sucessos da história da televisão.

E o preço agressivo — 7 dólares mensais, contra os 13 do plano mais popular da Netflix — também ajudou, é claro (ainda não foi divulgado o preço da assinatura no Brasil).

Competição

A realidade é que o mercado de streaming está ficando mais cada vez mais concorrido, e a Netflix terá uma tarefa cada vez mais complicada para defender a liderança no mercado que inventou.

Apesar das produções cada vez mais prestigiadas e estreladas – “O Irlandês”, com Robert De Niro e Al Pacino e direção de Martin Scorsese, concorre a 10 Oscars no domingo) –, competidores com história, como a Disney, e com experiência em TV de prestígio, como a HBO, vêm com apetite.

David Einhorn, do fundo de hedge Greenlight Capital, costuma apostar contra empresas na bolsa. Seu alvo da vez? A Netflix. “Estamos pessimistas em relação às perspectivas da Netflix há muito tempo, e usamos o salto da ação no final de 2019 para fazer um investimento mais substancial”, escreveu ele numa carta para seus clientes.

Einhorn menciona os custos crescentes para produzir conteúdo original, além do aumento da concorrência, principalmente nos Estados Unidos. Além do Disney+ e do Amazon Prime Video, a Apple lançou seu serviço de streaming no fim de 2019.

Em abril, a NBCUniversal vai lançar o Peacock; em maio, deve entrar no ar a versão reformulada da HBO por assinatura, batizada de HBO Max. “Nem todo cliente vai assinar todos os serviços”, escreve Einhorn.

Por enquanto, a presença global da Netflix – tanto em alcance geográfico como em produções originais de diversos países, em várias línguas – é imbatível.

Segundo os resultados financeiros mais recentes, a companhia amealhou 8,3 milhões de novos assinantes fora dos Estados Unidos no último trimestre do ano passado. Mas é inevitável que a concorrência também vá atrás do mercado global. Aguarde as cenas do próximo capítulo.

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Ferramenta de buscas, galinha dos ovos de ouro do Google, desacelera

Google

(Bloomberg) — Novos números da Alphabet divulgados esta semana confirmaram um grande temor que paira sobre a gigante da Internet há anos: o negócio de buscas on-line do Google está desacelerando.

Em seu balanço de 2019, a Alphabet dividiu a receita de publicidade em três grupos pela primeira vez: Search, YouTube e negócio de rede, que administra espaços de marketing em outros sites. As vendas de buscas cresceram 15% em 2019, um ritmo mais lento do que o ganho de 22% em 2018.

“Esse esvaziamento da pesquisa é real”, escreveu Mark Shmulik, analista do Sanford C. Bernstein, em relatório aos investidores após os resultados. Para manter o crescimento mesmo nesse nível mais baixo, o Google terá que gerar mais receita com o serviço Maps, busca de imagens e publicidade para pesquisas de compras, disse.

A ferramenta de buscas do Google é um dos negócios mais lucrativos já criados, ajudando a empresa a acumular mais de US$ 100 bilhões. Impulsionou o Google de uma garagem no Vale do Silício para se transformar em um gigante de trilhões de dólares que domina publicidade digital, vídeo on-line, mapas e e-mail.

As buscas cresceram rápido, já que mais pessoas ficam on-line procurando informações. Smartphones também aumentaram o uso, e a receita deu um salto depois que o Google carregou mais anúncios no topo dos resultados das buscas em celulares. Mas existem limites para a expansão de um negócio tão grande.

É difícil o Google colocar tantos anúncios no site sem diminuir a qualidade dos resultados da pesquisa. Nos celulares, os anúncios costumam preencher a tela inteira, forçando os usuários a deslizar para baixo se quiserem ver listagens gratuitas.

Ao longo dos anos, o Google usou vários ajustes para obter mais cliques nos anúncios atrelados às buscas. Mas pode haver limites para isso também. Recentemente, a empresa mudou a maneira como os anúncios são rotulados, o que levou a críticas de que estava mesclando publicidade e resultados gratuitos. A empresa rapidamente voltou atrás.

E menos pessoas estão entrando na Internet nos mercados de anúncios de buscas mais lucrativos. De 2017 a 2019, o número de usuários de Internet na Europa cresceu 10%, enquanto na América do Norte o crescimento foi de apenas 2%.

Na Ásia, a população on-line aumentou 19%, segundo a empresa de agregação de dados Statista. O Google desenvolveu um serviço de busca censurado para a China, o maior mercado de Internet do mundo, mas descartou o projeto depois que algumas autoridades e políticos dos EUA criticaram a iniciativa.

Alguns dos anúncios de buscas mais valiosos – aqueles para produtos específicos que as pessoas podem comprar – enfrentam concorrência, especialmente da Amazon.com. Agora, cerca de metade das buscas de produtos começa na Amazon, escreveu Shmulik, do Bernstein, em nota no início deste ano.

Isso estimulou o Google a criar outros tipos de anúncios atrelados a compras, mas isso não reverteu a desaceleração. Buscas sobre ideias de decoração e roupas também acontecem cada vez mais em redes sociais como Pinterest e Instagram. E milhões de pessoas buscam músicas no aplicativo móvel do Spotify, não no Google.

O Google trabalha duro para conseguir uma fatia de muitas dessas pesquisas mais especializadas. Ainda assim, o analista do Bernstein espera que o crescimento da receita diminua. Depois de aumentar 19% ao ano de 2015 a 2019, Shmulik estima que o crescimento anual da receita de buscas do Google fique entre 13% e 15% nos próximos anos.

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Os mercados começam a semana com o fantasma da propagação do surto do coronavírus da China para outros países do mundo. Na China, o número de pessoas infectadas ultrapassou 40 mil e o de mortes chegou a 910; a Grã-Bretanha declarou hoje que o vírus é uma “ameaça à saúde pública” após quatro casos autóctones serem confirmados. Nos Estados Unidos, os mercados aguardam a publicação dos resultados das empresas, com a temporada de balanços chegando ao fim.

No Brasil, a atenção está na divulgação do IPC-S de fevereiro, que pode mostrar desaceleração dos preços no começo do mês. No noticiário corporativo, destaque para o aumento de capital de R$ 4 bilhões do Bradesco, enquanto o Itaú Unibanco divulgará o seu resultado do quarto trimestre de 2019 depois do fechamento do mercado. Confira os destaques desta segunda-feira:

1. Bolsas mundiais

Os futuros de Nova York operam perto da estabilidade na manhã de hoje. As bolsas de valores da Ásia fecharam quase todas em terreno negativo, enquanto os mercados europeus abriram em baixa. O governo chinês informou que o surto do coronavírus atingiu a mais de 40.170 pessoas e matou a 910. Segundo a CNBC News, muitas fábricas que deveriam retomar hoje o trabalho estão fechadas; é o caso da Foxconn, maior produtora mundial de eletrônicos e fornecedora da Apple.

A Grã-Bretanha declarou o surto uma “séria e iminente ameaça à saúde pública” após quatro casos autóctones serem confirmados. Outro dado que assustou o investidor foi a divulgação da inflação de 5,4% na China em janeiro, bem acima da projeção de 4,9%. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump deverá apresentar mais tarde na Casa Branca seu projeto de orçamento para 2021, caso seja reeleito.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h20 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,11%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,08%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,15%

*Dax (Alemanha) , -0,43%
*FTSE (Reino Unido), -0,46%
*CAC 40 (França), -0,42%
*FTSE MIB (Itália), -0,12%

*Nikkei (Japão), -0,60% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,49% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -0,59% (fechado)
*Xangai (China), +0,51% (fechado)

*Petróleo WTI, -0,64%, a US$ 50,00 o barril
*Petróleo Brent, -0,55%, a US$ 54,17 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em queda. Em 10 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com queda de 0,68%, cotados a 581,500 iuanes, equivalentes a US$ 83,27 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9832 (+0,29%)
*Bitcoin, US$ 9.839,29 -3,33%

2. Indicadores econômicos

A FGV publica na manhã de hoje o IPC-S relativo a fevereiro, que pode mostrar se a inflação continua a desacelerar no Brasil. O Banco Central publica o boletim Focus. Na União Europeia, será divulgado o índice de confiança do investidor em fevereiro, enquanto nos Estados Unidos deve ser divulgada a inadimplência nas hipotecas.

Confira mais indicadores para acompanhar na semana no InfoMonday:

3. Morte de ex-capitão

O ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano Magalhães da Nóbrega, foi morto na madrugada do domingo em um tiroteio com a Polícia Militar da Bahia. Ele estava escondido em um sítio de um vereador do PSL em Esplanada, no interior baiano. Reportagens dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo indicam que Nóbrega chefiava uma milícia na Zona Oeste do Rio de Janeiro e tinha ligações com o senador Flávio Bolsonaro. Nóbrega é citado em investigação sobre pagamento de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando o senador era deputado estadual no Rio de Janeiro.

4. Agenda econômica

O Ministério da Economia indica que a redução da taxa básica de juros, a Selic, gerou uma economia de R$ 68,9 bilhões no ano passado, superior a todo o investimento feito pelo governo federal em 2019, de R$ 56,6 bilhões. Sem mudanças nas condições gerais, a projeção é de economia de R$ 120 bilhões em 2020 e de R$ 417 bilhões até 2022, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o Banco Central, a redução da Selic levou o custo da dívida pública a fechar 2019 no menor nível da história.

Ainda em destaque, o governo corre para finalizar reforma administrativa, mas envio da proposta ainda esta semana é dúvida, diz o Valor. Na sexta-feira, ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a proposta de reforma administrativa seria encaminhada à Câmara nesta semana, segundo o Valor. A proposta da reforma tributária deverá ser apresentada a um comitê conjunto, formado entre Câmara e Senado.

5. Noticiário Corporativo

O Bradesco (BBDC3 e BBDC4) aumentará o seu capital social em R$ 4 bilhões, com a emissão de 806,3 milhões de novas ações ordinárias e preferenciais. O objetivo do aumento de capital, segundo o banco, é fazer uma bonificação aos atuais acionistas e ampliar a quantidade de papéis em circulação no mercado, “tornando o preço mais atrativo a um número maior de investidores”.

Já a Alpargatas (ALPA4) divulgou seu balanço e informou que o seu lucro líquido cresceu 29,5% no ano passado, para R$ 431,6 milhões. A fabricante das Havaianas vendeu no ano passado mais de 252 milhões de pares das sandálias e de calçados das marcas Osklen e Mizuno, um crescimento superior a 1,8% no volume de vendas.

A BB Seguridade (BBSE3) publicou balanço na manhã de hoje e informou um lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões, em crescimento de 21,3% na comparação a 2018.

Já a Petrobras divulga relatório de produção e vendas do quarto trimestre após o fechamento do mercado; desempenho financeiro será divulgado em 19 de fevereiro. O Itaú Unibanco e a São Martinho divulgam balanço após fechamento do mercado.

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As 10 ações que vão pagar mais em dividendos do que a Selic

SÃO PAULO – Uma opção para os investidores que querem (ou precisam) diversificar suas aplicações em busca de retornos maiores são as ações que pagam dividendos elevados.

Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que na última quarta-feira (5) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 4,25% ao ano, a rentabilidade da renda fixa se tornou ainda menor do que já era.

Um Tesouro Selic não entregará mais do que 4,25% ao investidor, menos do que a inflação de 2019, que fechou em 4,31% e um rendimento apenas 0,15 ponto percentual acima da inflação esperada para 2020 de acordo com as projeções do Relatório Focus do Banco Central.

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Por que o dólar renovou máxima apesar do Copom, e o Ibovespa caiu mesmo com alta no exterior?

Assim, quem quiser uma rentabilidade maior vai precisar alocar seu dinheiro em investimentos de renda variável. Felizmente, hoje há diversas ações que entregarão em dividendos um rendimento maior do que a taxa Selic.

Vale lembrar, contudo, que ações são mais arriscadas que a renda fixa e a flutuação do preço de alguns ativos pode acabar fazendo o investidor incorrer em perdas apesar dos dividendos distribuídos ao longo do ano.

A equipe de análise da XP listou dez ações com esse perfil de entregar aos acionistas um retorno via dividendos superior à taxa básica de juros. Elas têm estimativa de um dividend yield (divisão do valor esperado em dividendos pelo preço das ações) acima da Selic nos próximos dois anos, e são indicadas em razão das boas perspectivas para seus negócios. Confira o relatório completo.

 Entenda agora o que a equipe de análise da corretora pensa sobre cada um desses papéis.

ISA – CTEEP (TRPL4)

• Dividend yield de 8% para 2020-21

A antiga Transmissão Paulista se beneficia do seu setor, o de transmissão de energia elétrica, que se baseia em receitas fixas corrigidas pela inflação e margens elevadas, destaca a XP Investimentos. “Além disso, a CTEEP recebe elevados fluxos de caixa como indenizações relacionadas a ativos não amortizados existentes até maio de 2000”, apontam os analistas. A recomendação para as ações é neutra.

Desde 2018, a Transmissão Paulista distribui, no mínimo, em torno de 75% do lucro aos seus acionistas. Como a empresa tem poucas dívidas, o pagamento de dividendos extraordinários pode levar o dividend yield a patamares superiores aos 8% estimados na tabela acima.

Taesa (TAEE11)

• Dividend yield de 7,4% para 2020-21

No mesmo setor da CTEEP, e também com recomendação neutra, a Taesa alia dividendos à busca continua por crescimento, seja pela participação em leilões de novas linhas, seja pela aquisição de projetos de outras empresas.

AES Tietê (TIET11)

• Dividend yield de 8,3% para 2020-21

Recebendo recomendação de compra da XP, a AES também está no setor de energia elétrica, mas em geração. As margens aqui também são elevadas e a previsibilidade conta como outro ponto positivo, pois boa parte da receita já é contratada antecipadamente.

Segundo a equipe da XP, a AES apresenta lucros consistentes apesar da volatilidade provocada em alguns anos pelo grau na incidência de chuvas nos reservatórios. Todo o lucro da companhia costuma ser distribuído aos acionistas.

Cyrela (CYRE3)

• Dividend yield de 7,1% para 2020-21

Fora das elétricas, a construtora de alto padrão Cyrela traz boas perspectivas por conta da sua geração de caixa, que se soma ao redimensionamento do balanço, com diminuição do patrimônio líquido, para trazer expectativas de boas distribuições de dividendos este ano. A recomendação da XP é de compra para as ações da companhia.

Engie (EGIE3)

• Dividend yield de 7,2% para 2020-21

Voltando às geradoras de energia elétrica, o trunfo da Engie é sua capacidade de se proteger da baixa incidência de chuvas. Além disso, a companhia expandiu suas operações para outros segmentos, atuando também na transmissão de energia e no transporte de gás. A recomendação da XP para os papéis é neutra.

Sanepar (SAPR11)

• Dividend yield de 6,6% entre 2020-22

No setor de saneamento básico, a Sanepar conta com recomendação de compra da XP e tem uma política de distribuição de dividendos atrativa, oferecendo 25% do seu lucro aos acionistas, além de 25% adicionais quando a situação financeira permite (o que acontece desde 2012). Os acionistas da Sanepar também devem acompanhar de perto a tramitação no Senado do novo Marco do Saneamento, que foi aprovado no fim do ano passado na Câmara dos Deputados.

Itaú Unibanco (ITUB4)

• Dividend yield de 5,7% para 2020

O melhor pagador de dividendos do setor financeiro é o Itaú, que tem recomendação neutra na XP, mas altos lucros e resiliência a problemas econômicos no Brasil. O dividend yield esperado está perto de 5,7% para 2020.

Banco do Brasil (BBAS3)

• Dividend yield de 5,5% para 2020

Com recomendação de compra da XP, o BB é uma estatal com um fluxo de dividendos interessante, até porque tendo o governo como acionista a distribuição de lucros aos cofres do Tesouro se torna relevante. Segundo os analistas, o banco está bem posicionado para manter uma recorrência no pagamento de proventos.

Gerdau (GGBR4)

• Dividend yield de 4,8% para 2020

Entre as siderúrgicas, a XP defende o case de Gerdau pela exposição geográfica diversificada da empresa, que tem grandes operações nos Estados Unidos. Isso se torna uma vantagem competitiva, já que permite à companhia garantir alguma consistência em seus resultados. A recomendação da XP é de compra. O pagamento mínimo de dividendos da Gerdau é de 30% do lucro.

Copasa (CSMG3)

• Dividend yield de 9,9% nos próximos anos

A última empresa da lista atua no setor de saneamento básico e tem uma política de dividendos que prevê uma distribuição de no mínimo 25% e no máximo 50% do lucro. “Com base em nossas estimativas, acreditamos que a Copasa deveria cumprir tais condições sem dificuldades, o que nos leva a estimar um potencial dividend yield extraordinário de até 9,9% para os próximos anos (não incorporado em nossas estimativas)”, argumenta a equipe de análise. A XP tem recomendação neutra para a Copasa.

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Portugal encerra Golden Visa para compra de imóveis nas regiões de Lisboa e Porto

Vista de Lisboa, Portugal

SÃO PAULO – O Parlamento Português informou na última terça-feira (4) mudanças no Golden Visa, o visto que concede a autorização de residência para pessoas que comprarem imóveis de pelo menos 500 mil euros (R$ 2,34 milhões) – e a consequente liberação da circulação nos 25 países que integram o tratado de Schengen.

Durante a votação do Orçamento de Estado 2020, os deputados limitaram a concessão do visto para as regiões do interior do país, excluindo as propriedades localizadas em Lisboa e no Porto – duas das maiores e mais valorizadas cidades do país.

Embora seja um mercado de luxo, os brasileiros podem ser afetados. Depois da China, o Brasil é o segundo país que mais se beneficia do programa. Em 2019, a fatia brasileira de de concessões aumentou 16,6% para 210 Golden Visa, enquanto a asiática, por exemplo, diminuiu.

Vale lembrar que a medida recém-aprovada não será retroativa. Ou seja, não afeta cidadãos estrangeiros que nesse momento já encontram-se em processo de concessão do Golden Visa. 

Segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), 90% dos vistos emitidos foram provenientes da aquisição de imóveis.

A decisão acontece em um momento em que essa modalidade de visto vinha sendo bastante criticada por ONGs e instituições europeias. A Comissão Europeia publicou um relatório no ano passado no qual indicava riscos de segurança e falta de transparência no regime do Golden Visa de Portugal.

Ainda, o Projeto de Relatórios de Crime Organizado e Corrupção (OCCRP, na sigla em inglês) fez uma investigação e detalhou como os esquemas como o Visa Gold “são vulneráveis ​​a abusos e prejudicam a luta contra corrupção na União Europeia e nos países vizinhos”.

O programa de visto também foi apontado como um dos principais motivos da alta de preços no mercado imobiliário de Lisboa. 

Leonardo Freitas, especialista em imigração e negócios internacionais e CEO da Hayman-Woodward Global Mobility Services, explica que, além de combater a corrupção, os autores da proposta têm como objetivo fomentar o desenvolvimento do interior e também aliviar as sucessivas altas que os imóveis em Lisboa e Porto vem apresentando há anos.

“No entanto, as entidades do setor imobiliário e da construção civil do país são totalmente contrárias à nova regra. Acreditam que o interior não atrai o investidor estrangeiro. Tanto para a pessoa que pensa em morar, como para o investidor que procura rentabilidade no imóvel, a região interiorana não apresenta incentivo algum. Há até a preocupação de que essa mudança poderá, na prática, acabar com o Visa Gold”, afirma. 

Freitas acredita que a  estratégia do governo foi acertada considerando as suspeitas de corrupção. “Apesar do Golden Visa gerar lucro para Portugal (desde 2012, foram arrecadados 5 bilhões de euros, sendo que destes, 4.44 bilhões de euros eram provenientes da aquisição de imóveis no país), a maior parte do dinheiro obtido não beneficia, de fato, os cidadãos portugueses, já que grande parte dos investimentos são desviados e acabam inflacionando o mercado.” 

O visto Gold foi criado em 2012, quando Portugal enfrentava uma crise econômica e a concessão de vistos desse tipo era uma forma de aumentar o investimento estrangeiro rapidamente.

Além do imóvel, é possível conseguir o visto de outras formas como: fazer uma transferência de pelo menos 1 milhão de euros (cerca de R$ 4,68 milhões) para Portugal ou a criar um negócio com dez ou mais postos de trabalho.

Se o indivíduo comprar um imóvel de pelo menos 350 mil euros (R$ 1,63 milhão) em áreas de reabilitação urbana ou tenham sido construídos há mais de 30 anos.

Programa RNH

Ainda, outro tópico abordado pelos deputados portugueses está relacionado com a aposentadoria. Foi aprovada a cobrança de uma taxa de 10% sobre aposentadorias e pensões de estrangeiros do programa de residentes não habituais (RNH). O regime abrange cerca de 28 mil pessoas.

Na prática, o programa oferece algumas vantagens fiscais para profissionais altamente qualificados e pensionistas estrangeiros. E brasileiros são bastante beneficiados, segundo um estudo feito pelo jornal Português Diário de Notícias.

De 2018 para 2019, o programa teve um aumento de 52% de brasileiros beneficiários para 2.898. Vale lembrar que a nova taxa vale apenas para novos casos de RNH.

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Os melhores fundos de ações e multimercados em 12 meses até janeiro

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SÃO PAULO – Após quatro meses no azul, a Bolsa brasileira adentrou 2020 dando um pequeno susto nos investidores, diante de eventos internacionais que deixaram o mundo em alerta. Não bastassem as preocupações com a disputa entre Estados Unidos e Irã logo na abertura do ano, o surto de coronavírus elevou o nível de incerteza nos mercados, com efeito sobre as perspectivas de crescimento mundial.

Na dúvida e em meio à dificuldade de mensuração dos efeitos dos eventos, investidores reduzem a exposição a risco, isto é, correm para ativos tidos como mais seguros, como dólar, ouro e títulos americanos.

No Brasil, o estrago foi até pequeno. O Ibovespa caiu 1,63%, para 113.760 pontos, enquanto o dólar se apreciou em 5,92% em relação à moeda brasileira. Em 12 meses, o principal índice da Bolsa brasileira segue com alta, de 16,80%, enquanto a divisa americana acumula valorização de 16,91%.

Na renda fixa, o CDI, referencial das aplicações mais conservadoras, teve variação de 0,38% no mês de abertura do ano e acumula uma taxa de 5,79% em 12 meses.

E como os fundos estão se comportando neste ambiente?

Levantamento elaborado pela XP com base em dados da Economatica mostra que um total de 126 de 141 fundos de ações (ou 89%) teve desempenho melhor que o Ibovespa em janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, 122 fundos entregaram retornos aos cotistas acima do índice.

Na categoria de multimercados, no mês, 107 de 191 fundos (56%) tiveram valorização acima do CDI e 180 superaram o Ibovespa. Em 12 meses, 156 fundos tiveram variação acima do CDI, mas apenas 31 superam o desempenho do principal índice da Bolsa.

Para a análise, foram considerados fundos não exclusivos com a média do patrimônio líquido em 12 meses superior a R$ 100 milhões e mais de 99 cotistas, no fim de janeiro. No caso dos fundos de ações, foram excluídos os setoriais e monoações e, dentre os multimercados, não foram considerados fundos de crédito privado. Fundos espelho também foram eliminados do estudo.

Confira a seguir os dez melhores fundos de ações em 12 meses até janeiro, observando ainda seu desempenho no mês e a variação acumulada em até 36 meses. Retorno passado não é garantia de rentabilidade futura, mas é interessante analisar o desempenho histórico dos fundos para observar sua consistência.

Os melhores fundos de ações em 12 meses até janeiro

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O fundo Mauá Capital Ações está entre os destaques deste levantamento, com valorização da ordem de 46% em 12 meses. Em janeiro, o fundo também teve um forte desempenho, com ganhos de 6%.

Segundo Renato Ometto, gestor do fundo, duas ações tiveram forte contribuição para a trajetória recente da carteira: NotreDame Intermédica e Magazine Luiza.

As ações da primeira tiveram a seu favor o anúncio de aquisição do Grupo Clinipam, em novembro, por R$ 2,6 bilhões e a captação de R$ 3,7 bilhões em nova oferta pública de ações, no mês seguinte.

A Magazine Luiza também realizou uma oferta de ações, no valor de R$ 4,7 bilhões, e Ometto ainda ressalta que as vendas na Black Friday contribuíram igualmente para a empresa.

“São posições que já temos há bastante tempo e que pretendemos manter”, diz o gestor, ressaltando que os dois papéis têm o maior peso na carteira. “Muita gente acha o papel caro, nós costumamos olhar de outra maneira, para quem é o líder tomando o mercado dos outros, ou quem ocupa o maior espaço na piscina que já é grande”, complementa.

Um terceiro nome que tem sido relevante para a Mauá é o da CPFL, em meio à percepção de um “trabalho excepcional” de redução de custos, com uma desalavancagem que pode permitir à empresa ser uma “super geradora” de dividendos nos próximos seis meses a um ano, com uma taxa próxima a 6% ao ano.

No setor imobiliário, a preferência recai sobre as ações de Eztec e Cyrela, e a gestora ainda aderiu à oferta pública inicial de ações da Mitre. “Estamos entrando num ciclo positivo do mercado e Eztec e Cyrela aproveitaram os últimos anos ruins para fazer aquisições de terrenos, para ter um VGV compatível com a expectativa de demanda”, pontua Ometto.

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Hoje o fundo da Mauá tem 3% de caixa e tem aproveitado para fazer hedge para os próximos meses, via compra de puts (opções de venda) de Ibovespa, de olho nas turbulências mais recentes. As perspectivas, contudo, são otimistas para a Bolsa, ainda que o ritmo de crescimento do Ibovespa possa ser reduzido.

Os melhores fundos multimercado em 12 meses até janeiro

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Entre os multimercados, três fundos da lista dos melhores desempenhos são do tipo “long biased”, portanto enquadrados na categoria multimercado, mas com tributação e foco em renda variável.

Fazem parte dessa categoria os fundos Alpha Key Long Biased CSHG, Opportunity Long Biased e Ibiuna Long Biased.

Na Alpha Key, o CIO Bruno Rignel conta que as ações da Copel estiveram entre os destaques que contribuíram para a valorização de 56% do fundo em 12 meses. Em meio à avaliação de transformação pela qual a empresa tem passado, o gestor chama atenção para o trabalho da nova gestão e para a certa demora do mercado em acreditar na nova tese. “O mercado praticamente jogou a toalha por 16 anos”, diz.

No segmento de locadoras de veículos, a gestora ainda tem posições em Locamerica e, dentre as blue chips, Vale e Banco do Brasil marcam presença no portfólio.

Em meio a preocupações com relação ao nível de preço das ações negociada em Bolsa, Rignel enfatiza que seu trabalho tem como foco a avaliação de empresas, não da macroeconomia. “Não nos preocupamos em fazer projeções de dólar ou de PIB. O que a gente procura entender é a dinâmica de crescimento de lucro das empresas. A animação vem muito mais das empresas do que com o Brasil”, diz Rignel.

Contribuição internacional

Com uma estratégia global, outro fundo que se destacou neste levantamento foi o Santander Select Global Equities, um fundo de fundos com foco em ações no exterior. Com objetivo de superar o índice MSCI World, que concentra a maior parte da alocação – cerca de 60% – nos Estados Unidos e 20% em Europa, o fundo não tem hedge, portanto o investidor capturar a variação de Bolsa e do dólar.

Segundo Renato Santaniello, head de soluções de investimento da Santander Asset Management, a gestão se pauta inicialmente pela definição de cenário para estabelecer a alocação regional e, na sequência, pela seleção dos fundos, que combinam gestão passiva e ativa, por meio da equipe da asset baseada no exterior.

“Neste mês [janeiro], geramos alfa por perder menos em Bolsa e pela contribuição do câmbio. Mas o desempenho na janela mais longa de tempo reflete a valorização das ações globais”, diz. O fundo teve alta de 6,4%, em janeiro, e de 31,5%, em 12 meses.

Com a maior posição no mercado americano, a gestora segue otimista com as bolsas, que vêm renovando as máximas e testando a confiança de investidores já há algum tempo. No cenário recente, a estratégia foi por aumentar a posição em caixa para proteger o portfólio do aumento do nível de incertezas, porém Santaniello destaca que a ideia é assumir uma posição estrutural maior em Estados Unidos, diante do viés positivo da economia e do mercado.

“Não tem pressão inflacionária nos Estados Unidos que justifique um aumento de juros. Com o crescimento nesses níveis e a inflação controlada, a liquidez vai continuar alta e vai sustentar ativos de risco”, assinala o executivo. “Por ora, não temos cenário de bolsa supervalorizada.”

Com cerca de 16 fundos na carteira, Santaniello ressalta que o fundo tem uma correlação muito baixa com o Ibovespa e que a recomendação para clientes da casa é ter uma pequena parcela do portfólio total dedicada a câmbio, fatia na qual a estratégia pode se enquadrar. “Daqui para frente a parcela talvez tenda a ser maior. Olhando para o mercado de juros, não tem tanto prêmio para capturar.”

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Netflix ainda é imbatível, mas resultados das concorrentes começam a preocupar

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SÃO PAULO – Dois anúncios de resultados da última semana deixaram claro que a Netflix pode ter saído na frente, mas a disputa pela supremacia do nascente mercado do streaming ainda está longe de ter um vencedor.

Primeiro, o Google ofereceu pela primeira vez uma espiadela nos números do YouTube, algo que até então era mantido em segredo. Depois, a Disney revelou o crescimento espetacular de seu serviço de assinatura Disney+, lançado em novembro passado nos Estados Unidos (os brasileiros devem ter acesso ainda este ano). As duas notícias, mais o iminente lançamento do HBO Max, certamente foram examinadas com atenção em Los Gatos, a sede da Netflix.

Quando o Google adquiriu o YouTube, em outubro de 2006, a startup estava somente começando a fazer sucesso fora do círculo das pessoas ligadas nas últimas novidades. Muita gente ficou perplexa com o valor pago pelo Google: US$ 1,65 bilhão. Hoje, está claro que foi uma das maiores pechinchas da história da internet.

O YouTube gerou US$ 15,1 bilhões em receitas no ano passado. A imensa maioria desse total corresponde a anúncios, e uma parte importante é repassada aos criadores de conteúdo.

Como o Google não discriminava o faturamento do YouTube em seus resultados financeiros, alguns analistas suspeitavam que o negócio fosse ainda maior. De qualquer modo, o YouTube é o terceiro maior negócio de mídia online do mundo, atrás apenas do Facebook (US$ 69,7 bi) e do próprio Google (119,7 bilhões).

YouTube e Netflix têm modelos de negócios muito diferentes. A Netflix investe na produção de séries e filmes próprios, além do licenciamento, e suas receitas vêm das assinaturas. O YouTube depende da programação criada por seus usuários, e as receitas vêm basicamente da publicidade. Mas ambas as empresas concorrem diretamente pela atenção dos consumidores – o dia tem apenas 24 horas, afinal de contas.

Apesar de YouTubers celebridades terem audiências cativas, em geral elas são muito focadas (ao contrário de séries que viram fenômenos culturais, como “Guerra dos Tronos” ou “Stranger Things”). Mas a popularidade desses criadores entre millennials e a geração Y sem dúvida aponta para um novo modelo de consumo de mídia: conteúdos “amadores” cada vez mais dividem espaço com produções profissionais de alta qualidade (e alto custo).

Concorrentes se aproximam

E, quando se fala de qualidade, um dos nomes mais confiáveis de Hollywood é a Disney. Nos primeiros resultados financeiros divulgados desde o lançamento do serviço Disney+, a empresa afirmou que o número de assinantes mais que dobrou nos três primeiros meses de operação.

O Disney+ atingiu 28,6 milhões de usuários pagantes desde a estreia, em novembro passado. E por enquanto o serviço está disponível apenas em cinco países (EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Holanda). O lançamento nos maiores mercados europeus está previsto para o final de março.

“O lançamento do Disney+ foi um enorme sucesso e superou nossas expectativas mais otimistas”, disse o CEO da Disney, Bob Iger, na teleconferência com os analistas de Wall Street. Não é exagero. O Disney+ já é maior que o serviço HBO Now (a assinatura de streaming da HBO, que não inclui quem assina o canal por meio das operadoras de TV paga).

A Netflix, que hoje conta com 167 milhões de assinantes, levou cinco anos para atingir o mesmo número obtido pelo Disney+ em pouco mais de um trimestre.

Um dos motivos para o sucesso imediato da Disney no mundo do streaming é o catálogo. O Disney+ reúne animações clássicas (de “Branca de Neve e os Sete Anões” e “Fantasia” aos recentes “Rei Leão” e “Dumbo”, da era da computação gráfica), todos os universos Marvel e Star Wars e também 30 anos de “Os Simpsons”, sitcom animada que é um dos maiores sucessos da história da televisão.

E o preço agressivo — 7 dólares mensais, contra os 13 do plano mais popular da Netflix — também ajudou, é claro (ainda não foi divulgado o preço da assinatura no Brasil).

Competição

A realidade é que o mercado de streaming está ficando mais cada vez mais concorrido, e a Netflix terá uma tarefa cada vez mais complicada para defender a liderança no mercado que inventou.

Apesar das produções cada vez mais prestigiadas e estreladas – “O Irlandês”, com Robert De Niro e Al Pacino e direção de Martin Scorsese, concorre a 10 Oscars no domingo) –, competidores com história, como a Disney, e com experiência em TV de prestígio, como a HBO, vêm com apetite.

David Einhorn, do fundo de hedge Greenlight Capital, costuma apostar contra empresas na bolsa. Seu alvo da vez? A Netflix. “Estamos pessimistas em relação às perspectivas da Netflix há muito tempo, e usamos o salto da ação no final de 2019 para fazer um investimento mais substancial”, escreveu ele numa carta para seus clientes.

Einhorn menciona os custos crescentes para produzir conteúdo original, além do aumento da concorrência, principalmente nos Estados Unidos. Além do Disney+ e do Amazon Prime Video, a Apple lançou seu serviço de streaming no fim de 2019.

Em abril, a NBCUniversal vai lançar o Peacock; em maio, deve entrar no ar a versão reformulada da HBO por assinatura, batizada de HBO Max. “Nem todo cliente vai assinar todos os serviços”, escreve Einhorn.

Por enquanto, a presença global da Netflix – tanto em alcance geográfico como em produções originais de diversos países, em várias línguas – é imbatível.

Segundo os resultados financeiros mais recentes, a companhia amealhou 8,3 milhões de novos assinantes fora dos Estados Unidos no último trimestre do ano passado. Mas é inevitável que a concorrência também vá atrás do mercado global. Aguarde as cenas do próximo capítulo.

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