Blog Feed

Compra de ativos do Makro pelo Carrefour avança 

A gigante francesa Carrefour está na fase final das negociações para a aquisição de ativos da rival Makro no País, apurou o jornal O Estado de São Paulo com duas fontes próximas às negociações. As conversas, que já duram cerca de seis meses, voltaram a esquentar nas últimas semanas. Há a expectativa de que o fechamento possa ocorrer já na semana que vem. O Carrefour deverá selecionar lojas, e não comprar toda a operação, diz uma fonte.

Ao colocar ativos do Makro para dentro de casa, o Carrefour vai reforçar a operação de seu atacarejo, o Atacadão – fruto de uma aquisição feita em 2007. Essa bandeira vem respondendo pela maior parte dos resultados do grupo francês no Brasil. O Makro, que pertence ao grupo holandês SHV, tem hoje 74 lojas no País, onde fatura R$ 7 bilhões por ano.

A operação brasileira ainda está nas mãos do grupo holandês, que foi fundado em 1964 e começou a operar por aqui no início dos anos 1970. O negócio brasileiro ficou nas mãos do SHV, apesar de a companhia ter vendido as lojas na Europa – onde estava concentrada a maior parte de sua operação – para o grupo alemão Metro há mais de 20 anos. A intenção dos holandeses de se desfazer da operação nacional seria, portanto, bastante antiga.

Para levar esse objetivo a cabo, desde 2018 o Makro vem “enfeitando” sua operação para garantir um valor mais atraente. A decisão foi tomada tanto pelo fato de a SHV já ter saído do negócio há tempos lá fora quanto pelo fato de a rede não ter fôlego suficiente para disputar o varejo de igual para igual com as gigantes de mercado.

Para atrair interessados, a rede fez um esforço de reforma de algumas lojas, além de abrir suas unidades, antes voltadas apenas a sócios, para o público em geral. Além disso, também fechou unidades deficitárias nos últimos tempos.

Depois de muito tempo fora da mídia, o Makro fez uma grande campanha no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. A companhia, que não aceitava cartões de crédito, fez parcerias com todas as bandeiras e passou a “convidar” o público pessoa física a comparecer a suas lojas. Ou seja: ficou cada vez mais parecida com rivais como o Atacadão e o Assaí, do Grupo Pão de Açúcar.

Segundo Pedro Fagundes, analista de varejo da XP Investimentos, o Makro é deficitário. Sob essa ótica, os múltiplos de uma transação não são atrativos. A estratégia adotada pelo Carrefour é que pode fazer a diferença. “Se o Carrefour converter as lojas em Atacadão, por exemplo, pode ser algo positivo”, disse.

Líder

Nos resultados divulgados mais recentemente pelo Carrefour, as vendas líquidas do Brasil cresceram 8,1% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 13,8 bilhões. O lucro cresceu 21% entre outubro e dezembro, para R$ 430 milhões, mas o resultado ficou abaixo das expectativas de analistas.

Segundo a mais recente edição do ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), publicada em março do ano passado, o Carrefour é líder de mercado no País, tendo faturado R$ 56,3 bilhões em 2018, seguido de perto pelo Grupo Pão de Açúcar, com R$ 53,6 bilhões. Em seguida vem o Grupo Big, que assumiu a operação do Walmart no País.

Procurados, o Makro não respondeu, enquanto o Carrefour não comentou. /Colaborou Matheus Piovesana

Invista melhor o seu dinheiro. Abra uma conta gratuita na XP. 

The post Compra de ativos do Makro pelo Carrefour avança  appeared first on InfoMoney.

O primeiro exame do CFA está ficando mais curto, mais frequente e digital

(Bloomberg) — Uma era de aspirantes a analistas financeiros certificados, debruçados sobre fileiras intermináveis de mesas e com um lápis na mão, está lentamente chegando ao fim.

Nesta semana, o CFA (sigla em inglês para Chartered Financial Analyst) abrirá as inscrições para o exame nível I em dezembro, a última vez que esse teste será realizado em papel. A partir de 2021, o teste será conduzido eletronicamente quatro vezes por ano, com 25% menos perguntas. O som suave de um exército de lápis rabiscando papéis será substituído pelo ruído dos teclados.

“Nossos novos recursos de teste digital refletirão melhor as práticas do atual local de trabalho, enquanto nos permitem modernizar o exame e aumentar o acesso a mais candidatos”, disse Margaret Franklin, diretora-executiva do Instituto CFA, em comunicado.

As mudanças abrangem apenas o nível I do exame, que atrai o maior número de pessoas e, normalmente, filtra candidatos para as duas etapas seguintes.

Leia também:
CFA: 900 horas de estudo e até US$ 4,5 mil; conheça o certificado mais cobiçado do mercado financeiro

Sob o novo sistema, os participantes do teste visitarão um dos centros do instituto durante uma janela de até uma semana que será aberta quatro vezes ao ano: fevereiro, maio, agosto e novembro. Apenas 180 perguntas serão apresentadas em relação às 240 anteriormente. Com as mudanças, os resultados serão divulgados mais rapidamente.

O teste “cobre tópicos idênticos com a mesma profundidade e amplitude”, disse Lisa Plaxco, diretora do programa CFA do instituto. “Estamos mantendo o mesmo rigor e os mesmos padrões de aprovação.”

Por mais de uma década, a primeira etapa do exame foi realizada em uma única data, duas vezes por ano, atraindo milhares de profissionais de Wall Street para fazer o teste em todo o mundo. Muitos candidatos esperam que a certificação lhes ofereça melhores empregos, salários mais altos e uma compreensão mais profunda do setor.

No ano passado, apenas 41% das mais de 157 mil pessoas que realizaram o nível I do teste passaram. O instituto administrou o teste de dezembro em 134 centros em 87 cidades em todo o mundo, com 59% dos candidatos vindos da região Ásia-Pacífico.

Aproveite as oportunidades para fazer seu dinheiro render mais: abra uma conta de investimentos na XP – é de graça

The post O primeiro exame do CFA está ficando mais curto, mais frequente e digital appeared first on InfoMoney.

Tesouro Direto: prefixados pagam 6,17% ao ano nesta sexta-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam leve alta na tarde desta sexta-feira (7).

No ambiente externo, o coronavírus gerou cautela, com aumento do número de mortes e dos sinais de impacto econômico. Por conta do vírus, a China interrompeu os pedidos de carne brasileira e adiou a divulgação dos dados da balança comercial de janeiro, que estavam previstos para hoje.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho informou que foram criados 225 mil postos de trabalho em janeiro, acima da estimativa do mercado e compilada pela Bloomberg, de 165 mil vagas.

A taxa de desemprego, por sua vez, teve leve variação positiva, de 3,5% para 3,6%, ante estimativa de manutenção. Já os ganhos médios por hora tiveram leve alta de 0,2% na base mensal, ante estimativa de alta de 0,3%.

No Brasil, o IBGE divulgou mais cedo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que desacelerou de 1,15% em dezembro para 0,21% em janeiro, ficando abaixo da estimativa dos economistas consultados pela Bloomberg, de 0,35%. Este foi o menor resultado para um mês de janeiro desde o início do Plano Real, em 1994.

Segundo o IBGE, as carnes apresentaram queda de 4,03% no indicador no mês, contribuindo com o maior impacto negativo.

Leia também:
Brasileiro aumenta parcela em renda variável, mas diversificação ainda é maior entre mais ricos

No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com juros semestrais e vencimento em 2035 pagava 3,17% ao ano, ante 3,16% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 44,53 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 4.453,43.

Os papéis com vencimentos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,32%, ante 3,31% a.a. anteriormente.

Já entre os títulos prefixados, o retorno do papel com vencimento em 2025 subia de 6,11% para 6,17% ao ano, enquanto o com juros semestrais e prazo em 2029 avançava de 6,50% para 6,56% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

Saia da poupança e faça seu dinheiro render mais: abra uma conta gratuita na Rico

Como investir com Selic a 4,25% ao ano?

Com a queda dos juros, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, e o mesmo acontece com a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à taxa Selic.

Nos últimos 12 meses até janeiro, a caderneta rendeu 4,14%. Agora, com a Selic em 4,25% ao ano, o retorno anual da poupança passa a ser de 2,98% e continua, portanto, perdendo para demais aplicações conservadoras e até para a inflação, caso a estimativa de alta de 3,40% para o IPCA neste ano se confirme.

Além de os juros baixos dificultarem a escolha de investimentos mais conservadores, a perspectiva de que eles voltem a subir colocam novo desafio para o aplicador brasileiro.

O InfoMoney conversou com especialistas do mercado financeiro para entender como o investidor deve se posicionar neste cenário. O consenso foi de que as aplicações deverão buscar horizontes mais longos e que, independentemente do perfil de risco do investidor, alguma parcela do portfólio deve estar alocada em ativos mais arriscados, de forma a garantir melhores rentabilidades. A matéria completa, você confere aqui.

The post Tesouro Direto: prefixados pagam 6,17% ao ano nesta sexta-feira appeared first on InfoMoney.

China agrava caos com força maior em contratos de commodities

(Bloomberg) — Empresas chinesas começam a deixar de cumprir contratos de compra por causa da propagação do coronavírus e agravam o caos no comércio global de commodities.

Um cliente chinês de gás natural liquefeito (GNL) e um importador de cobre declararam força maior, o que significa que estão suspendendo acordos, já que o vírus restringe a capacidade de receber entregas. Os cancelamentos estão entre os primeiros casos conhecidos da cláusula usada em contratos de commodities devido à epidemia.

“Tudo o que tínhamos medo, como guerras comerciais ou crescimento global, não se compara”, disse Jan Stuart, economista global de energia da Cornerstone Macro. “Este vírus é um risco totalmente diferente, especialmente em commodities, onde o papel da China domina.”

A China é o maior consumidor mundial da maioria de matérias-primas, como produtos de energia e metais industriais, e o cancelamento das compras causa impacta cadeias de fornecimento globais. No momento em que os mercados globais se recuperam dos temores iniciais sobre o impacto do vírus, as consequências no comércio de commodities só pioram, já que Pequim mantém áreas do país bloqueadas e restringe as viagens.

Em um passo sem precedentes, a China National Offshore Oil, maior importadora de GNL do país, declarou força maior e disse a alguns fornecedores que não aceitaria entregas de cargas por causa de restrições causadas pelo coronavírus. A gigante francesa de petróleo e gás Total rejeitou a declaração.

Horas depois, a processadora de cobre chinesa Guangxi Nanguo também havia declarado a mesma cláusula, recusando entregas de mercadorias.

Enquanto isso, clientes de cobre têm pedido que mineradoras chilenas adiem embarques por causa de paralisações nos portos, enquanto a maior refinaria de petróleo da China, a Sinopec, planeja pedir à Arábia Saudita uma redução da oferta de petróleo no próximo mês. Carregamentos de soja do Brasil e dos EUA estão sendo segurados no leste da China, enquanto embarques de óleo de palma da Indonésia também estão sendo adiados.

“Estamos realmente preocupados com a perda de poder de compra que se espalhou por todas as divisões de commodoties”, disse Pete Thomas, vice-presidente sênior da corretora Zaner, com sede em Chicago. “O impacto foi muito maior do que todos imaginavam.”

No caso do GNL, a força maior da CNOOC afeta um mercado já saturado pelo aumento da oferta dos EUA e pela fraca demanda após um inverno ameno na Europa e Ásia. Mesmo antes de os clientes chineses suspenderem contratos de fornecimento, os preços à vista haviam caído para uma mínima histórica, reduzindo a rentabilidade de gigantes de energia como Royal Dutch Shell e Exxon Mobil.

A CNOOC enviou o aviso de força maior a fornecedores, incluindo Shell e Total, de acordo com pessoas a par do assunto, que não quiseram ser identificadas. A Shell não quis comentar.

A Total confirmou que recebeu uma notificação de força maior, que foi rejeitada após análise dos termos legais, disse Philippe Sauquet, presidente do grupo para gás, fontes renováveis e energia, durante apresentação da empresa.

“É claro que temos que ter cuidado, se houver uma quarentena real em todos os portos de descarga na China, teremos um caso real de força maior”, afirmou. “Mas, por enquanto, esse não é o caso. Para mim, é uma negociação comum.”

Invista contando com a melhor assessoria do mercado: abra uma conta gratuita na XP.

The post China agrava caos com força maior em contratos de commodities appeared first on InfoMoney.

Uber registra prejuízo de US$ 8,51 bilhões, mas traz boas notícias

Uber

SÃO PAULO – Com prejuízo líquido de US$ 8,51 bilhões em 2019, a Uber fecha mais um ano no vermelho. Mesmo assim, após o anúncio dos resultados anuais e as promessas de rentabilidade para 2021, as ações da empresa atingiram um pico de 10% no after-market da Bolsa americana, ou seja, as negociações após o término do pregão.

Desta vez, o grande vilão foi a vertical de tecnologia. Dentro disso, as remunerações baseadas em ações geraram uma despesa de US$ 243 milhões.

Enfrentando graves problemas ao redor do mundo devido às legislações, as viagens continuam registrando os maiores lucros da companhia, o que diminui a desconfiança do mercado sobre a sustentabilidade do negócio.

Em relatório, o Morgan Stanley melhorou a perspectiva de lucratividade da companhia. Antes esperado para o ano fiscal de 2021, o chamado break even (quando uma empresa se torna financeiramente sustentável) é visto como possível ainda no quarto trimestre de 2020 pelos analistas.

O Ebitda ajustado do segmento proporcionou uma margem de 24,3% para a companhia e um lucro de US$ 742 milhões, um aumento de 281% em relação a 2018.

A receita cresceu 37% em relação ao ano anterior e as reservas brutas aumentaram em 28%, atingindo a marca de US$ 18,1 bilhões, sendo a plataforma de viagem responsável por US$ 13,51 bilhões e o Uber Eats, por US$ 4,37 bilhões.

A empresa atribuiu o crescimento do segmento de corridas ao acesso para embarque, expansão do Uber for Business e desembarque de passageiros em aeroportos em todo o mundo e às ofertas premium, como o Uber Comfort e Uber Black, que cobram mais caro dos passageiros e entregam experiências de alto nível. Só as viagens de alto padrão impulsionaram 54% de crescimento ano a ano.

A expansão dos negócios de entregas, as vendas de ativos e a expansão ao redor do mundo com investimento em companhias locais criam um cenário positivo para empresa começar a ser rentável, segundo o mercado.

Analistas do Morgan Stanley aumentaram as perspectivas do Ebitda Uber em 8%, para este ano, e 65%, para 2020, por conta da venda do Uber Eats Índia e a compra por US$ 3,1 bilhões de 75% da Careem, empresa de mobilidade, entrega e pagamentos presente em toda a região do Oriente Médio.

Eric Sheridan, analista do UBS, espera que a empresa continue aumentando suas taxas de reservas e amplie as margens para alcançar sua meta de rentabilidade de Ebitda até 2021. Segundo Sheridan, ainda existe oportunidades de explorar novos mercados em todo o portfólio de negócios e ativos da Uber.

Para Joaquim Alves, analistas de ações globais da XP Investimentos, a grande dúvida é se a empresa continuará a queimar caixa para sustentar os prejuízos registrados que, apesar de estarem crescendo integram um negócio de capital muito intensivo, marcado por margens estremidas e grande concorrência.

A saída de Londres e da Colômbia intensifica a batalha que a companhia trava com reguladores em diversas cidades. Na Califórnia, o projeto de lei AB5 dificulta as contratações baseadas em trabalhos temporários e sem contratações formais, incidindo diretamente na forma de negócio em que a Uber se relaciona na contratação de seus profissionais.

O JPMorgan espera um grande crescimento, impulsionado por sua rede de motoristas, posições de destaque no compartilhamento de carona e entrega de alimentos “mais rápida do que o esperado” nos mercados de compartilhamento de carona e entrega de alimentos nos EUA – responsável pela maior parte da receita junto com o Canadá.

A empresa registrou 1,9 milhão de viagens, incluindo passeios e entregas de refeições no quarto trimestre, acima dos 1,8 milhões.

Em seu balanço no quarto trimestre foi enfatizada a liderança no download de 2019 em dois segmentos principais – o aplicativo mais baixado globalmente nas categorias Rideshare (aplicativo Uber) e Food Delivery (Uber Eats) nas categorias Apple App Store e Google Play Store, segundo a Sensor Tower.

Seja sócio das melhores empresas da Bolsa: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações

The post Uber registra prejuízo de US$ 8,51 bilhões, mas traz boas notícias appeared first on InfoMoney.

Azul e TAP anunciam acordo em rotas Brasil-Europa e programas de fidelidade

SÃO PAULO – As aéreas Azul e Transportes Aéreos Portugueses (TAP) anunciaram, nesta quinta-feira (6), a celebração de um acordo de cooperação comercial que permite o compartilhamento de receitas nas rotas entre Brasil e Europa.

A implementação do acordo está sujeita a aprovações de autoridades de concorrência e regulatórios.

Em comunicado, as empresas disseram que poderão “realizar conjuntamente vendas e ações de marketing, harmonizar ofertas e serviços, e planejar uma malha aérea ampliada e eficiente, oferecendo mais e melhores opções de viagens e destinos para seus clientes”.

Os programas de fidelidade das companhias também serão compartilhados, o que significa que voos pela Azul contarão pontos no programa da TAP e vice-versa.

“Estamos muito satisfeitos com o fortalecimento de nossa parceria com a TAP. Por meio deste acordo, ofereceremos mais opções de voos, tarifas competitivas e maior acesso a destinos europeus e brasileiros para nossos Clientes”, disse Abhi Shah, Vice-Presidente de Receitas da Azul.

 

The post Azul e TAP anunciam acordo em rotas Brasil-Europa e programas de fidelidade appeared first on InfoMoney.

Brasileiro aumenta parcela em renda variável, mas diversificação ainda é maior entre mais ricos

SÃO PAULO – A queda dos juros tem levado o investidor brasileiro a questionar o retorno de suas aplicações mais conservadoras e a migrar, ainda que lentamente, para ativos de maior risco, como fundos multimercado e de ações. A alocação, contudo, ainda varia muito conforme o volume do patrimônio aplicado. É o que mostra um levantamento divulgado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta quinta-feira (6).

O volume financeiro dos investidores de varejo cresceu 6,8%, de R$ 1,83 trilhão para R$ 1,96 trilhão, de 2018 para 2019. Dentro do portfólio, a maior parte (40%) segue na poupança, com volume de R$ 783,2 bilhões, um aumento de 7,2% ante 2018 – ainda que a caderneta perca, em rentabilidade, para as demais aplicações conservadoras. Isso porque com Selic a 4,25% ao ano, a poupança tende a render apenas 2,98%.

Na sequência do portfólio do varejo estão os fundos de investimento, com 33% do total, ou R$ 655,3 bilhões – 10% acima do ano anterior. Por fim, títulos e valores mobiliários, representados principalmente por CDBs, respondem por 26% da carteira do varejo, com um volume de R$ 517,7 bilhões, 2,6% superior ao de 2018.

Dentro da categoria de fundos de investimento, as carteiras de ações e os fundos imobiliários se destacaram em 2019, com crescimento em volume de 158,6% e 136%, respectivamente.

Segundo a Anbima, também houve alta na fatia alocada em fundos multimercados, de 31,2%, enquanto o volume de investimento do varejo em fundos de renda fixa caiu 3,2%.

Apesar da maior disposição dos investidores em tomarem risco, a participação de produtos de renda variável na carteira de fundos do varejo segue pouco expressiva. A maior parte dos recursos segue concentrada em produtos de renda fixa, com 69% do total, abaixo dos 78,3% de 2018.

A fatia dos fundos de ações subiu de 2,9% para 6,8%, de dezembro de 2018 para o fim de 2019, e a parcela dos multimercado cresceu de 15,5% para 18,5%.

O crescimento da demanda por ações também ocorreu de forma direta, não apenas via fundos. Em 2019, o volume do varejo em Bolsa subiu de R$ 58 bilhões para R$ 84,4 bilhões.

//e.infogram.com/js/embed.js

Varejo “alta renda”

Nem todos os clientes do varejo, contudo, investem da mesma forma. Pelo contrário. Quando comparados os clientes do varejo tradicional com os de alta renda, vemos que o percentual alocado em poupança cai significativamente, de 68,2% para 12,5%, abrindo espaço para novos produtos.

Essa diversificação consiste em uma participação maior de fundos de investimento, títulos públicos e privados, bem como na compra direta de ações, que subiu de 1,4%, no varejo tradicional, para 7,2% entre os de alta renda.

Na avaliação de José Ramos Rocha Neto, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, uma maior migração do varejo tradicional para a Bolsa deve acontecer com mais intensidade nos próximos meses, dado o momento de juros na mínima histórica e com distribuidores reforçando suas equipes de especialistas para assessorarem clientes.

//e.infogram.com/js/embed.js

Private

Entre os milionários, a maior parte do capital investido (51%) está em fundos de investimento, com R$ 664,4 bilhões. Neste caso, a preferência recai sobre multimercados, com participação de 31,8% nas carteiras.

Em 2019, ano em que o Ibovespa teve valorização de 31%, os investidores do segmento private também buscaram se expor a nomes individuais listados na Bolsa. No período, a fatia alocada diretamente em ações foi de 17%, ou R$ 223,6 bilhões, ante 13,6% em 2018.

Ainda na renda variável, fundos de ações também se destacaram, com alta de 6,1% para 8% nas carteiras.

Já a parcela mais conservadora dos portfólios correspondeu a 21%, ou R$ 275,8 bilhões, com os recursos investidos em ativos de renda fixa, como CDBs, títulos públicos e debêntures.

Segundo a Anbima, não há um valor determinado em aplicações para diferenciar o investidor de varejo tradicional do de alta renda. A regra é definida individualmente pelas instituições financeiras. Para o segmento private, contudo, são considerados investidores que possuem um patrimônio investido acima de R$ 3 milhões.

Aproveite as oportunidades para fazer seu dinheiro render mais: abra uma conta de investimentos na XP – é de graça

The post Brasileiro aumenta parcela em renda variável, mas diversificação ainda é maior entre mais ricos appeared first on InfoMoney.

Como comprar ações da Centauro (CNTO3); passo a passo para investir

IPO da Centauro em abril de 2019 (Divulgação)

A Centauro (CNTO3) estreou na bolsa de valores em abril de 2019 e vem atraindo cada vez mais o interesse dos investidores. Com quase 40 anos de atuação, a empresa captou R$ 772 milhões em sua oferta inicial de ações (IPO) para acelerar seu crescimento. Se você deseja investir nesta ação, vale a pena conferir algumas informações sobre a empresa e seu mercado.

O que você deve saber antes de comprar

Novata na bolsa de valores, a Centauro é uma varejista esportiva que concentra a maior parte das suas atividades – cerca de 85% – em lojas físicas. A companhia conta com mais de 195 lojas em 97 cidades brasileiras, sendo a maioria delas em shoppings.

O dono da marca Centauro é o grupo SBF, controlado por Sebastião Vicente Bomfim Filho, sócio-fundador, que possui participação de 45,6% na empresa, e pela GP Investimentos, que detém 26,3%, enquanto a parcela em circulação no mercado (free float) é de 28,1%.

O principal objetivo da empresa com seu IPO era reduzir seu nível de alavancagem (relação entre dívida líquida e geração de caixa) e acelerar a abertura de novas lojas, o que já começou a ocorrer. Vale destacar, no entanto, que a empresa ainda não distribuiu nenhum provento aos investidores.

Os resultados da Centauro são influenciados por alguns fatores específicos. Confira como o valor de mercado da companhia tem variado nos últimos trimestres:

//e.infogram.com/js/embed.js

Conheça três fatores determinantes para o negócio da Centauro:

Modelo de negócios

Para se adaptar às novas demandas do consumidor digital, a empresa está trabalhando para integrar os seus canais de venda, estratégia conhecida como omnichannel. O objetivo da companhia é que todas a lojas físicas passem a atuar como pontos de distribuição, permitindo ao cliente retirar e trocar nas lojas físicas os produtos comprados pela internet, assim como receber em casa produtos que estavam nos estoques das lojas físicas, e foram comprados na plataforma digital.

Quem acompanhar de perto os negócios da Centauro vai ouvir falar do conceito de lojas físicas Geração 5, ou G5, modelo criado pela empresa para melhorar a experiência do consumidor e avançar no omnichannel. Entre as inovações destas lojas estão a possibilidade de experimentar calçados em esteira que simula corrida em diferentes partes do mundo, a personalização de itens esportivos e o pagamento direto com o atendente.

O objetivo da empresa é migrar todas as suas lojas físicas para este modelo. Por isso, o sucesso desta estratégia e a consolidação do omnichannel serão relevantes para as ações da Centauro e devem ser acompanhadas de perto pelos investidores.

Comportamento do consumo

A Centauro é uma varejista, e por isso seu desempenho está relacionado ao poder de compra das famílias brasileiras. Quanto melhores os indicadores de renda e emprego, mais positivas serão as expectativas para o negócio, enquanto as crises econômicas vão respingar diretamente sobre os números de vendas.

O varejo esportivo é um mercado de grande porte e ainda muito pulverizado, sinal de que há espaço para a empresa ganhar participação de mercado dos concorrentes. O setor movimentou cerca de R$ 33,2 bilhões em 2017, segundo informações do prospecto da oferta da SBF. A Centauro tem uma participação de 5,5% no segmento de lojas físicas de varejo esportivo, sendo que a maior parte da sua receita está na região Sudeste.

É um negócio sazonal

Por ser uma varejista esportista, a empresa também está sujeita a variações nos seus números conforme o período do ano. Datas como dias dos pais, a Black Friday e o Natal são algumas das mais relevantes em vendas.

A Copa do Mundo também tem uma influência sobre os negócios, impactando positivamente as vendas a cada quatro anos. Por isso, quem investe neste papel deve estar preparado para variações nos padrões das vendas ao longo do tempo.

Passo a passo para comprar

Ficou com vontade de comprar ações da Centauro? Então confira um passo a passo para fazer isso com segurança.

Analise seu perfil de investidor

Comprar ações de empresas é sinônimo de enfrentar volatilidade. E o grande desafio é que os altos e baixos são muito difíceis de prever. Por isso, antes de comprar ações da Centauro, tenha certeza de que está pronto para lidar com estas variações.

Uma maneira de minimizar estes efeitos é comprar o papel e permanecer com ele no longo prazo, com a possibilidade de escolher a melhor hora para vender. Mas se você vai precisar do dinheiro no curto prazo, vai ficar sujeito às oscilações e pode precisar vender em um momento de baixa da cotação.

Pense sobre isso e imagine qual seria a sua reação se a ação tivesse um tombo durante um pregão. Também é importante pensar se tem disponibilidade para estudar sobre a empresa e quanto tempo terá para aumentar seu nível de conhecimento seus negócios.

Fique de olho na empresa

Para ter mais segurança de investir na Centauro, estude suas perspectivas de desempenho. Algumas das formas de fazer isso é acompanhar o noticiário sobre a companhia e acessar relatórios de análise oferecidos por corretoras e casas de análise.

Também é importante monitorar o comportamento dos papéis, o que pode ser feito diretamente pelo home broker. Os resultados trimestrais são uma fonte importante de informações sobre a companhia e ajudam a saber o que esperar do negócio no futuro.

Abra uma conta em uma corretora

Para comprar ou vender ações, é preciso ter uma conta em uma corretora. Existem mais de 80 instituições autorizadas pela B3. Verifique as taxas de corretagem, que são cobradas sempre que comprar ou vender uma ação – pode ser um valor fixo ou percentual sobre a operação.

Corretoras como a Clear não fazem essa cobrança. Quanto menor for esse custo, menor o impacto sobre o resultado das operações. Depois que a conta estiver aberta, envie dinheiro para a corretora por meio de uma transferência (TED ou DOC) a partir do seu banco.

Depois, acesse o home broker – sistema de negociação online – ou ligue para a mesa de operações e passe sua ordem. Nesse momento, você terá de informar quantas ações quer comprar e a que preço.

Seja sócio das melhores empresas do país: abra uma conta gratuita na Clear com taxa ZERO para corretagem!

The post Como comprar ações da Centauro (CNTO3); passo a passo para investir appeared first on InfoMoney.

CEO do Credit Suisse renuncia após escândalo de espionagem

O Credit Suisse anunciou nesta sexta-feira (8) a saída do CEO Tidjane Thiam, por conta de um escândalo de espionagem contra ex-executivos do banco e também integrantes da organização Greenpeace.

Tidjane Thiam, 57 anos, deixará o cargo em 14 de fevereiro, após a divulgação dos resultados anuais do banco. Ele é franco-marfinense e assumiu o comando do banco em 2015, depois de trabalhar na seguradora britânica Prudential.

“Eu concordei com o conselho que deixarei o cargo de CEO. Tenho orgulho do que a equipe alcançou durante meu mandato. Nós mudamos o Credit Suisse”, disse o executivo, por meio de nota.

Em seu lugar, ficará o diretor de negócios domésticos, Thomas Gottstein, o primeiro suíço no cargo desde 2002, quando o banco era chefiado por Lukas Mühlemann.

O Credit Suisse foi abalado após a revelação de que o banco suíço contratou uma empresa de espionagem corporativa para seguir o ex-diretor de gestão de patrimônio, Iqbal Khan, depois de sua saída inesperada do grupo para trabalhar no concorrente UBS.

O caso voltou à tona em dezembro, quando o banco admitiu um segundo caso e, no fim de semana passado, o jornal SonntagsZeitungg informou que a organização Greenpeace também foi espionada.

Com a notícia, as ações do Credit Suisse chegaram a cair 3,5% na manhã desta sexta-feira (7), na Bolsa de Zurique, mas amenizou as perdas durante a sessão.

(Com agências internacionais)

Invista contando com a melhor assessoria do mercado: abra uma conta gratuita na XP.

The post CEO do Credit Suisse renuncia após escândalo de espionagem appeared first on InfoMoney.

Ações de Renner e Sanepar avançam após balanços; frigoríficos caem com notícia de China suspendendo pedidos

SÃO PAULO – A sessão foi de aversão ao risco para a bolsa brasileira nesta sexta-feira (7), seguindo o exterior com os temores sobre o coronavírus e os impactos da doença para a economia mundial, que voltaram à tona após algumas sessões de alívio.

Assim, papéis de empresas de commodities como Vale registraram baixa, enquanto a Petrobras teve ganhos na ação ordinária e perdas na preferencial.

A sessão foi de queda também para JBS (JBSS3), BRF (BRFS3), Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3) em meio à notícia da Bloomberg de notícia de suspensão de novos pedidos da China. Por outro lado, Lojas Renner (LREN3) e Sanepar (SAPR11), que divulgaram resultado ontem à noite, viram suas ações subirem. Confira os destaques:

[altas-e-baixa]

Frigoríficos

Segundo a Bloomberg, as negociações para novos pedidos de carne brasileira por compradores chineses estão suspensas desde o fim do Ano Novo Lunar, obscurecendo as perspectivas de demanda do principal comprador de alimentos do mundo, à medida que o coronavírus se espalhou.

Importadores chineses renegociam contratos de carne bovina com exportadores sul-americanos. Mas essas negociações foram interrompidas em 25 de janeiro e não foram retomadas, segundo pessoas com conhecimento do assunto, que pediram para não serem identificadas porque as conversas são privadas. Os embarques de carne bovina brasileira comprada anteriormente não foram afetados, disseram eles.

Já a A África do Sul planeja aumentar as tarifas de importação de aves dos Estados Unidos e do Brasil como forma de apoiar produtores locais que pediram novas medidas para combater a entrada de frango barato de outros países.

O ministro do Comércio e Indústria, Ebrahim Patel, concordou com as novas tarifas no fim do ano passado, e a medida será oficializada em breve, de acordo com Izaak Breitenbach, gerente-geral da Associação de Avicultura da África do Sul. A associação solicitou o aumento de tarifas para os dois países para combater o fluxo de embarques, às vezes com preços muito baixos, para evitar impostos de importação, resultando em perdas anuais de 6,5 bilhões de rands (US$ 436 milhões) para a indústria local.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A sessão desta sexta marcou a estreia de novas ações ordinárias da Petrobras após oferta do BNDES, que totalizou R$ 22 bilhões. A B3 realizou coletiva de imprensa com presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, antes do início da negociação das novas ações da empresa, São Paulo.

No evento, Castello Branco disse que a Petrobras está preparada para lidar com um ambiente de preços baixos de petróleo, devido a um choque na demanda global causado pela eclosão do coronavírus. Apesar disso, o CEO da estatal apontou que a epidemia ainda não afetou as exportações e vendas da empresa.

Já o Valor Econômico ressalta que a Petrobras deve adiar para abril as ofertas para primeiras refinarias.

Pão de Açúcar (PCAR4

O Pão de Açúcar comunicou que o prazo para os acionistas donos de papéis preferenciais da empresa exercessem seu direito de recesso acabou no dia 4 deste mês. Segundo a empresa, apenas três acionistas o exerceram. Ao invés de terem as ações preferenciais convertidas em ordinárias, receberão R$ 41,54 para cada ação preferencial. A GPA afirma que recomprou as 6.474 ações preferenciais dos três acionistas que não aceitaram a troca. Eles serão pagos no dia 11 deste mês, com um valor aproximado de R$ 268,9 mil. O Pão de Açúcar não revelou a identidade dos acionistas.

Lojas Renner (LREN3

A varejista Lojas Renner informou na noite de ontem que obteve um lucro líquido de R$ 1,09 bilhão em 2019, um crescimento de 7,7% sobre 2018. O EBITDA da empresa avançou 15,7% para R$ 859,6 milhões no ano passado, incluindo varejo e receitas financeiras com o cartão Renner. O faturamento líquido da Renner foi de R$ 8,4 bilhões, uma expansão de 13,2% sobre 2018. A empresa informou que abriu 34 lojas no ano passado, chegando a 388 unidades apenas da marca Renner.

O Bradesco BBI e o Itaú BBA avaliam que os números foram fortes. O BBI manteve recomendação outperform para as ações LREN3, com uma alta de 18% no preço-alvo para R$ 65,00. O BBA também possui recomendação equivalente à compra para o papel da varejista, projetando uma alta de 5% dos atuais R$ 55,22 para R$ 58,00.

Os dois bancos destacaram que houve um forte crescimento de 6% nas vendas das mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) no quarto trimestre de 2019. “A coleção de verão foi bem aceita pelos consumidores, levando a um incremento de vendas na Black Friday e no Natal. A receita líquida no varejo então cresceu 11% sobre igual período do ano anterior para R$ 2,87 bilhões, 1% acima das nossas projeções”, destacou o BBA.

“No conjunto, nós vemos este como mais um bom resultado da Renner. A Renner é uma das empresas mais consistentes da nossa cobertura e isto deverá continuar em 2020. O preço das ações ainda está 10% abaixo do pico de meados de janeiro, então a oportunidade para comprar é boa”, avalia o Bradesco BBI.

Equatorial (EQTL3)

A Equatorial Energia divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. Segundo a transmissora e distribuidora de energia, houve uma expansão de 7,3% no faturamento líquido trimestral, para R$ 5,4 bilhões. Já no resultado fechado de 2019, a receita líquida foi de R$ 19,6 bilhões, uma queda de 0,4% sobre 2018.

O número de consumidores da Equatorial cresceu de 7,5 milhões em 2018 para 7,6 milhões em 2019, expansão de 1,7%. A Equatorial realiza a transmissão e distribuição de energia elétrica no Estado do Pará (Norte) e em três Estados do Nordeste: Maranhão, Piauí e Alagoas. O Banco Credit Suisse comentou os resultados da Equatorial.

“Os resultados mais positivos na distribuição de energia foram para a Cemar (Maranhão) e a Cepisa (Piauí), com a energia crescendo 7,5% e 5,6%, respectivamente. Os resultados foram contrabalançados pelos números mais fracos, mas positivos, do Pará. Houve expansão na base de clientes. No geral, a orientação (“guidance”) deve trazer resultados mais fortes para a Equatorial (em 2020). Os números reforçam a nossa visão de que a economia está se recuperando”, avaliaram analistas do banco suíço.

Sanepar (SAPR11)

A Companhia de Saneamento do Paraná – Sanepar, divulgou na noite de ontem seu balanço e informou que seu lucro líquido cresceu 21% para R$ 1,08 bilhão em 2019. A empresa estatal informou uma receita líquida de R$ 4,7 bilhões no ano passado, um crescimento de 13,5% sobre 2018.

Já o EBITDA da Sanepar foi de R$ 1,97 bilhão, montante 20,1% maior que no ano anterior. A Sanepar também informou que reduziu seu endividamento. A dívida bruta da estatal é de R$ 5,8 bilhões. O endividamento líquido era de R$ 2,8 bilhões no final de 2019. A relação dívida líquida sobre o EBITDA, que mede a alavancagem da companhia, foi reduzida para 1,4x no final de 2019. Em 2018, era de 1,5x, enquanto em 2015 estava em 2,4x.

O balanço de 2019 da Sanepar foi bem avaliado pelo mercado. O Itaú BBA avaliou que o Ebitda informado no quarto trimestre, de R$ 631 milhões, em expansão de 33% sobre igual período de 2018, superou tanto as suas projeções de R$ 598 milhões como as do mercado, que eram de R$ 510 milhões. O BBA notou que a empresa reduziu o endividamento, já relativamente baixo, do terceiro para o quarto trimestre de 2019.

A nota para a Sanepar permanece positiva, com recomendação de compra para as units SAPR11. O papel SAPR11, cotado atualmente a R$ 102,64, tem preço-alvo de R$ 111 até o final do ano. Para o Brasil Plural, “a Sanepar permanece a líder absoluta em termos de lucratividade na indústria de água e saneamento” no País. “Mais uma vez, a empresa entregou um resultado melhor que o esperado”, comenta o Plural, que projeta preço-alvo de R$ 116,00 para o pacote SAPR11 em 2020, com rating “acima da média”.

Azul (AZUL4)

A demanda de passageiros consolidada da Azul (RPKs) subiu 29,1% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2019, para 3,323 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, a oferta de assentos (ASKs) subiu 26,5%, para 3,899 milhões. Com a combinação dos números, a taxa de ocupação dos voos da empresa foi a 85,2%, alta de 1,7 ponto porcentual em um ano.

No mercado doméstico, a demanda subiu 28,3%, para 2,465 milhões de passageiros, enquanto que a oferta de lugares nos voos subiu 25,2%, para 2,922 milhões. A taxa de ocupação nos voos nacionais da empresa teve ganho de 2 pontos porcentuais em um ano, para 84,4%.

Nos voos internacionais, a alta da demanda foi de 31,5%, para 858 mil passageiros, e a oferta de assentos cresceu 30,5%, para 977 mil. Combinados, os dois indicadores levaram a um aumento de 0,7 ponto porcentual na taxa de ocupação, para 87,8%.

“Graças à conectividade e alcance exclusivo da nossa malha, conseguimos estimular a demanda e fortalecer nossas rotas sempre que substituímos uma aeronave de antiga geração por uma aeronave maior e mais eficiente em termos de combustível”, afirma, no comunicado da Azul, John Rodgerson, CEO da empresa. Segundo ele, os resultados do plano de renovação de frota da aérea têm sido satisfatórios até o momento.

Seja sócio das melhores empresas da Bolsa: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações

The post Ações de Renner e Sanepar avançam após balanços; frigoríficos caem com notícia de China suspendendo pedidos appeared first on InfoMoney.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora