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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

As bolsas de valores da Ásia fecharam hoje em alta, após o governo chinês anunciar que em 14 de fevereiro cortará as tarifas sobre US$ 75 bilhões em produtos americanos, o que se somou à esperança de contenção do coronavírus após notícias de possíveis desenvolvimentos de vacina.

A medida de corte de tarifas pela China faz parte da primeira fase do acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo e aparentemente não tem relação com o surto do coronavírus de Wuhan, que contaminou mais de 28 mil e matou 560 pessoas. Bolsas europeias abriram em alta e os futuros de Nova York avançam.

No cenário brasileiro, o  Copom reduziu a Selic para novo piso histórico de 4,25%, surpreendendo com comunicado hawkish que anuncia interrupção dos cortes, citando efeitos defasados e peso crescente da meta de 2021. No radar corporativo, o BNDES informou que embolsou R$ 22 bilhões com a venda das ações da Petrobras, maior valor em uma transação no mercado de capitais do país em uma década. O noticiário corporativo traz como destaques emissões de debêntures da Localiza Hertz, maior locadora de carros do país, e da Sanepar, Companhia de Saneamento do Paraná. Confira os destaques desta quinta-feira (6):

1. Bolsas mundiais

O governo chinês informou na madrugada de hoje que cortará tarifas no valor de US$ 75 bilhões sobre produtos americanos em 14 de fevereiro. Esta informação foi um estímulo para as bolsas de valores da Ásia, que fecharam em alta expressiva.

As bolsas europeias abriram em alta e os futuros de Nova York avançam, apontando para a quarta abertura consecutiva em alta em Wall Street. O anúncio tirou a atenção do surto do coronavírus. Segundo dados atualizados, a doença atingiu mais de 28 mil pessoas e matou 560, informa a CNN. Assim, os mercados se preparam para mais um dia de ganhos.

O petróleo tem segunda alta também embalado por otimismo de que Opep+ cortará produção. Já o minério de ferro avança, revertendo perdas anteriores, com visão de que a economia global suportará o impacto potencializado pelo coronavírus e após ArcelorMittal dizer que está mais otimista quanto às perspectivas para a demanda de aço este ano.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h19 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,25%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,34%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,36%

*Dax (Alemanha) , +0,59%
*FTSE (Reino Unido), +0,15%
*CAC 40 (França), +0,60%
*FTSE MIB (Itália), +0,71%

*Nikkei (Japão), +2,38% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +2,88% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +2,64% (fechado)
*Xangai (China), +1,72% (fechado)

*Petróleo WTI, +1,95%, a US$ 51,74 o barril
*Petróleo Brent, +1,21%, a US$ 55,95 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em alta. Em 06 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 0,94%, cotados a 590.000 iuanes, equivalentes a US$ 84,66 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9686 (+0,30%)
*Bitcoin, US$ 9.603,04 +0,27%

2. Indicadores econômicos

O Banco Central Europeu (BCE) publica na manhã de hoje o seu boletim econômico. No Brasil, a FGV e o Ibre publicam às 8h30 o IAEmp – Indicador Antecedente de Emprego – referente a janeiro.

Nos Estados Unidos, na véspera do payroll, serão publicados às 10h30 os pedidos de seguro-desemprego, o custo da mão-de-obra e a produtividade de produtos não agrícolas. Ainda nos EUA, a primária democrata segue com apuração lenta; Pete Buttigieg e Bernie Sanders continuam em virtual empate.

3. Repercussão do Copom

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) indicar o fim do ciclo de cortes na Selic, analistas avaliam que o câmbio pode ter um alívio na sessão desta quinta. Isso porque o mercado passou a considerar nos últimos dias uma chance de que o Banco Central mantivesse aberta a porta para cortar juros. Na sessão desta quarta, a moeda americana ficou volátil, abrindo próxima de R$ 4,23 e chegando a subir para R$ 4,26 com este debate entre os investidores sobre o que viria no comunicado da autoridade monetária.

Copom cortou a Selic pela quinta vez seguida, desta vez em 0,25 ponto percentual, para 4,25%, a menor taxa básica de juros da história. No comunicado, a autoridade monetária indicou o fim do ciclo de redução de juros, afirmando que “vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”.

Mario Mesquita, do Itaú, destacou que o BC deve manter taxa inalterada em 4,25% até fim do ano; Copom utilizou “interromper” ao invés de “finalizar”, o que indica que pode, eventualmente, em circunstâncias apropriadas, revisitar a questão.

4. Política 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que pretende aprovar a reforma tributária no primeiro semestre deste ano, e que não está preocupado “com quem vai ser o pai da criança”. Ele criticou os governadores com quem o governo federal trava uma guerra em torno do ICMS cobrado sobre os preços dos combustíveis. Bolsonaro também se manifestou contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende mudar a forma de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

5. Noticiário corporativo 

A Localiza Hertz, maior locadora de carros do Brasil, fará uma emissão de debêntures no valor de R$ 1 bilhão, com vencimento para 2025. A empresa decidiu realizar a emissão após reunião do Conselho na sede, em Belo Horizonte (MG). Já a Sanepar, Companhia de Saneamento do Paraná, também planeja realizar uma emissão de debêntures em breve, no valor de R$ 350 milhões. Os papéis terão vencimentos em 2027 e 2029.

O BNDES arrecadará R$ 22 bilhões com a venda das ações da Petrobras, informou a Folha de S. Paulo. Em oferta concluída ontem, os investidores se comprometeram a pagar R$ 30 por ação. É a maior operação de venda de ações ocorrida no Brasil em uma década, em termos nominais. O maior valor foi registrado em 2010, quando a Petrobras levantou R$ 120,3 bilhões no mercado de capitais.

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Após Copom sinalizar fim de corte de juros, câmbio pode ter alívio nesta quinta, dizem analistas

SÃO PAULO – Após o Comitê de Política Monetária (Copom) indicar o fim do ciclo de cortes na Selic, analistas avaliam que o câmbio pode ter um alívio na sessão desta quinta-feira (6) e nos próximos dias.

Isso porque o mercado passou a considerar nos últimos dias uma chance de que o Banco Central mantivesse aberta a porta para cortar juros. Na sessão desta quarta, a moeda americana ficou volátil, abrindo próxima de R$ 4,23 e chegando a subir para R$ 4,26 com este debate entre os investidores sobre o que viria no comunicado da autoridade monetária.

Segundo Júlio Erse, gestor-chefe da Constância Investimentos, os investidores à tarde e no fim do pregão ficaram cautelosos com a decisão do Copom. “Os investidores ficaram em compasso de espera para o caso do Banco Central não entregar as expectativas de um comunicado mais dovish [a favor do prolongamento do ciclo de quedas na Selic] que o mercado embutiu na curva de juros”, disse ele antes do anúncio.

O Copom cortou a Selic pela quinta vez seguida, desta vez em 0,25 ponto percentual, para 4,25%, a menor taxa básica de juros da história.

No comunicado, a autoridade monetária indicou o fim do ciclo de redução de juros, afirmando que “vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”.

“O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária”, diz o texto. “O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”, continua o BC.

Mais cedo, o Credit Suisse, em relatório à clientes, já havia condicionado o futuro do dólar sobre a decisão do Banco Central. No documento, os analistas mantiveram a projeção de que o dólar chegue a R$ 4,30 no curto prazo, mas que isso dependeria de uma comunicação não muito “dovish” do BC.

Em entrevista para a Bloomberg, Alvise Marino, estrategista de câmbio do Credit Suisse em New York, afirmou que o real pode subir nesta quinta, dado que “um comunicado mais dovish foi evitado”.

Por outro lado, ele ressalta que para a precificação de fim de ciclo continuar, os dados econômicos precisam vir em linha com o esperado, mas até o momento no ano os números têm sido mistos, com alguns indicadores ficando bem abaixo das projeções.

Já Luiz Fernando Figueiredo, sócio-fundador da Mauá Capital, disse também para a Bloomberg que teria deixado a porta aberta porque o cenário pode mudar bastante até a próxima reunião, que ocorre daqui 45 dias. Apesar disso, ele também reforçou o efeito no câmbio.

“Amanhã deve haver leve pressão para baixo no câmbio; pode ser que parte curta da curva dos juros abra um pouco. Parte longa cai um pouco”, afirmou.

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Os desafios de tirar uma gestora do papel

Thiago Salomão, Rodrigo Furtado e Renato Santiago, no episódio especial do Stock Pickers

SÃO PAULO – Como algo que é bom fica ainda melhor? Com um bônus!

Nesse episódio extra do Stock Pickers trouxemos Rodrigo Furtado, que atuou durante dez anos na área de renda variável da XP Asset, ao lado do (roqueiro, gestor e habitué do Stock Pickers) João Braga, e Marcos Peixoto

Furtado, um dos mais novo empreendedores do mercado de ações, veio ao Stock Pickers contar sobre sua nova experiência: fundar uma nova gestora, com o fundo XP Long Term Equity.

No palco da Casa Natura, com uma audiência formada exclusivamente por alunos do MBA de Ações e Stock Picking, Furtado contou como sua rotina passou de “corpo-a-corpo” com as empresa para a de head hunter e comercial, combinada à gestão dos recursos do fundo.

Atualmente são mais de R$ 500 milhões sob gestão, em 8 meses de histórico uma performance de alta de 45%, contra 17% do Ibovespa. Segundo Furtado, as principais contribuições vieram do setor de shoppings, por meio de posições em BR Malls (BRML3) e Aliansce (ALSO3), além de fundos imobiliários.

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts.

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Ibovespa fecha em alta seguindo exterior, mas se afasta da máxima do dia; dólar cai a R$ 4,24

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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta seguindo o exterior nesta quarta-feira (5), mas ficou longe da máxima do pregão, quando chegou a bater 117.700 pontos. Segundo Júlio Erse, gestor-chefe da Constância Investimentos, os investidores à tarde e no fim do pregão ficaram cautelosos com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

“Os investidores ficaram em compasso de espera para o caso do Banco Central não entregar as expectativas de um comunicado mais dovish [a favor do prolongamento do ciclo de quedas na Selic] que o mercado embutiu na curva de juros”, afirma. Para Erse, é natural surgir uma apreensão na Bolsa antes do resultado da reunião do Copom.

A expectativa do mercado era de que o Banco Central reduzisse os juros de 4,5% para 4,25%, dando sinalização no comunicado a respeito de uma parada no ciclo de cortes ou de continuidade no processo de afrouxamento monetário. A projeção foi confirmada e a Selic foi cortada para 4,25% ao ano, enquanto os investidores ainda repercutem o comunicado da autoridade monetária (veja mais clicando aqui), que indicou fim do ciclo de redução de juros.

Erse também citou a apreensão pela venda de R$ 734,2 milhões de ações ordinárias da Petrobras (PETR3) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como um motivo para a queda nos papéis da estatal no fim da sessão. Hoje foi o último dia para reserva das ações.

O Ibovespa subiu 0,41% a 116.028 pontos com volume financeiro negociado de R$ 27,637 bilhões. Bancos puxaram o desempenho positivo, depois do resultado do Bradesco (BBDC3; BBDC4) no quarto trimestre de 2019 ter sido considerado muito positivo pelos analistas. As ações do Bradesco subiram 1,9%.

Outros bancos também refletiram o bom desempenho do Bradesco, como Itaú Unibanco (ITUB4), que subiu 0,6% e Banco do Brasil (BBAS3), que registrou ganhos de 4,46% e Santander (SANB11), que avançou 0,57%. Juntos, os quatro ativos respondem por 19,7% da composição da carteira teórica do Ibovespa.

Enquanto isso, o dólar comercial fechou em baixa de 0,45% a R$ 4,237 na compra e a R$ 4,239 na venda. Já o dólar futuro para março registrou queda de 0,32% a R$ 4,2475.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 ficou estável a 4,92%, o DI para janeiro de 2023 também teve queda de um ponto-base a 5,44% e o DI para janeiro de 2025 registrou perdas de sete pontos-base a 6,06%.

No noticiário macro, o que puxou a alta dos mercados globais foi a informação de que um grupo de pesquisadores do Reino Unido teria descoberto uma forma de acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus, e os testes em seres humanos poderiam começar já na semana que vem. O total de infectados pelo coronavírus subiu para 25 mil pessoas até esta quarta, enquanto o número de mortes aumentou de 425 para entre 490.

Todavia, o Bank of America Merril Lynch reduziu a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2020 de um crescimento de 2,4% para um de 2,2%. A justificativa foram os problemas na China e os dados mistos no Brasil.

Ainda no cenário internacional, o Senado americano termina hoje o julgamento do processo de impeachment do presidente Donald Trump. Ao que tudo indica, Trump será inocentado ao mesmo tempo em que o cenário das primárias do Partido Democrata se mostra extremamente indefinido, com o favorito Joe Biden ficando em quarto lugar, perdendo para Bernie Sanders, Pete Buttigieg e Elizabeth Warren em Iowa.

Nos indicadores, o Relatório de Emprego ADP nos EUA revelou que a maior economia do mundo criou 291 mil empregos em janeiro, bem acima da estimativa mediana dos economistas consultados pelo consenso Bloomberg, que apontava para uma geração de 158 mil vagas. Em dezembro, o ADP mostrou que 202 empregos foram criados nos EUA.

Discurso de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em seu terceiro discurso sobre o Estado da União e o último do primeiro mandato, que “anos de decadência econômica terminaram”.

“Os dias daqueles que usavam o nosso país, aproveitavam-se dele, estando até desacreditado junto de outras nações, ficaram para trás”, declarou Trump, na terça-feira, em discurso cheio de críticas à administração de Barack Obama (2009-2017), que não mencionou, e que deixou entusiasmados republicanos, mas não democratas. Ao final do discurso do Estado da União, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, rasgou uma cópia do discurso do presidente.

Para Trump, se “as políticas econômicas falidas do governo anterior” não tivessem sido revertidas, “o mundo agora não estava a ver esse grande êxito econômico”, com criação de emprego, queda de impostos e luta “por acordos comerciais justos e recíprocos”.

“A nossa agenda é implacavelmente pró-trabalhadores, pró-família, pró-crescimento e, sobretudo, pró-Estados Unidos”, destacou o chefe de Estado norte-americano, acrescentando que, há três anos, iniciou “o grande regresso” do país.

Noticiário corporativo 

A Petrobras (PETR3; PETR4) iniciou a venda de todos os seus ativos no Uruguai, como parte do seu plano de desinvestimento. A empresa mandará carta-convite aos interessados em adquirir seus ativos no país vizinho, que incluem a subsidiária Petrobras Uruguay Distribución S.A. (PUDSA), uma rede de 90 postos de combustíveis. Vale destacar a fixação de preço por ação ON da Petrobras em oferta do BNDES. Ainda em destaque, está a estreia das ações da Mitre após oferta pública inicial.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
USIM5 4.90296 10.27
BBAS3 4.45596 50.4
BPAC11 4.30989 78.9
CMIG4 3.90371 15.97
SBSP3 3.19352 64.95

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
HAPV3 -4.84108 58.38
ABEV3 -2.26629 17.25
YDUQ3 -1.94346 55.5
ELET3 -1.60539 38
GNDI3 -1.37415 72.49

Já a operadora de telefonia Oi (OIBR4) informou na noite de ontem que concluiu a subscrição e integralização da sua emissão de debêntures simples, operação anunciada em 23 de dezembro do ano passado e avaliada em R$ 2,5 bilhões.

Já o Bradesco (BBDC3; BBDC4) teve lucro líquido recorrente de R$ 6,645 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 14% maior que a registrada em igual intervalo de 2018, de R$ 5,830 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 6,542 bilhões, foi registrado incremento de 1,6%. Veja mais aqui. 

(Com Bloomberg e agências internacionais)

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Ação do Bradesco finalmente é recompensada após bom resultado e sobe até 4,5%: o que mudou desta vez?

SÃO PAULO – Ao contrário dos dois trimestres anteriores, a ação do Bradesco (BBDC3;BBDC4) finalmente registrou uma reação positiva após a divulgação de um resultado sólido, fazendo jus às expectativas já otimistas dos analistas de mercado. Na máxima da sessão desta quarta-feira (5), os ativos BBDC4 subiram 4,5%, enquanto os papéis BBDC3 avançaram até 3,82%. No final da sessão, contudo, os ganhos diminuíram, com os ativos ON fechando em alta de 1,83% e os ativos PN subindo 1,93%.

Este movimento foi bastante diverso do desempenho ocorrido no dia 25 de julho, depois da divulgação do balanço do segundo trimestre de 2019, quando os ativos caíram 5,83%, e da sessão do dia 31 de outubro, quando os papéis caíram 4,09% pós balanço do terceiro trimestre. Antecipação de resultado (com os bons números já precificados), expectativa de que números não iriam se manter e aumento das despesas levaram à reação negativa das ações.

Contudo, desta vez foi diferente: apesar do mercado já esperar bons números, três fatores levaram a um desempenho positivo para os ativos nesta sessão: i) as ações (assim como o setor bancário em geral) passaram por um mau momento – em janeiro, os papéis de bancos registraram uma das baixas mais expressivas do Ibovespa em meio ao receio de maior competição, gerando mais espaço para alta; ii) as iniciativas prometidas e bem recebidas para cortar custos após o banco ter despesas operacionais acima do esperado em 2019, iii) as medidas para seguirem competitivas em um ambiente de maior competição das fintechs e iv) o guidance considerado positivo na visão dos analistas de mercado.

Indo aos números do último ano propriamente, em 2019 o segundo maior banco privado do Brasil registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,645 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 14% maior que a registrada em igual intervalo de 2018, de R$ 5,830 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 6,542 bilhões, foi registrado incremento de 1,6%.  Em 2019, o lucro líquido foi recorde, somando R$ 25,887 bilhões, aumento de 20% em relação aos R$ 21,564 bilhões apurados no exercício de 2018.

As receitas de serviços do banco cresceram 4,7% para R$ 8,8 bilhões, beneficiadas pela linha de assessoria financeira e de administração de consórcios. A carteira de crédito do banco, no conceito expandida, totalizou R$ 604,953 bilhões no fim de dezembro, elevação de 4,6% em relação a setembro.

No ano passado, o banco conseguiu diminuir a distância que estava de seus pares em termos de retorno, com o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) crescendo 1,5 ponto percentual, para 21,2%. O Bradesco ainda lançou uma ofensiva para controlar suas despesas com um programa de demissão voluntária (PDV) e o fechamento de 450 agências, parte prevista para este ano.

O Banco Morgan Stanley classificou os números como “sólidos”, com mais fatores “positivos do que negativos”. Segundo a avaliação, “as margens e receita com taxas foram positivas, contrariando os argumentos pessimistas” de que os bancos virtuais estão avançando de forma intensa sobre os grandes bancos. Para 2020, o Morgan Stanley projeta que o crescimento nas margens e taxas siga a mesma tendência.

Também classificando os números como fortes, o Itaú BBA destaca que as receitas mais fortes com seguros e margens financeiras foram os principais destaques, compensando a provisão de perdas com empréstimos e as despesas operacionais.

Em boa parte, o lucro foi impulsionado pela seguradora, com o resultado subindo 10,1% em relação ao quarto trimestre de 2018 e repetindo o bom desempenho de períodos anteriores. Já as provisões para perdas com operações de crédito tiveram elevação de 19,3% no trimestre, alta que, de acordo com o Bradesco, se deveu aos maiores desembolsos para consumidores e pequenas empresas.

Para o Credit Suisse, o resultado do quarto trimestre do banco não apresentou tantas surpresas e, com isso, o foco ficou para o guidance, que implica em um lucro líquido gerencial de R$ 27,7 bilhões em 2020 (2% acima do consenso do banco), o que representaria um crescimento de 7% na base de comparação anual.

“Isso seria bastante positivo em um ano em que devemos ter impactos negativos com as taxas do cheque especial e com o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido [CSLL]”, destacam os analistas do banco suíço, apontando que o guidance confirma a expectativa de que o Bradesco está no caminho para registrar o maior crescimento de lucro entre os bancos privados.

Já a XP Investimentos avalia que o novo guidance indica que o banco deve continuar originando bem em 2020, com a margem financeira acompanhando melhor o crescimento da carteira e custos mais controlados, o que é positivo para o Bradesco. “Porém consideramos conservador o crescimento do segmento de seguros apresentado pela companhia, de 4 a 8% em 2020”, aponta.

A equipe de análise da Levante Ideias de Investimento aponta ainda que, mesmo em um cenário mais competitivo e com juros nas mínimas históricas, o banco manteve seu spread constante e aumentou as receitas com a prestação de serviços, “duas linhas do negócio que são alvo de discussões com relação a sustentabilidade no longo prazo”.

Além disso, apontam os analistas, dada sua menor inadimplência no trimestre (de 3,3%, uma baixa de 0,3 ponto percentual frente o trimestre anterior), as despesas de provisão se mantiveram e o índice de cobertura da instituição ficou em um patamar bem confortável, próximo dos 245%. O índice mede o quanto o banco tem de provisões em seu balanço dividido pela carteira de crédito total.

O ROE acima de 20% também é visto de forma positiva pela equipe de análise, que também ressalta a distribuição de 74% dos lucros em dividendos no ano de 2019.

A XP Investimentos aponta ainda que os custos ainda estão altos, mas melhorando. “Os gastos administrativos e com pessoal totalizaram R$ 10,3 bilhões no período, sendo que gastos com pessoal apresentou uma melhora de 3% trimestralmente para R$ 5,5 bilhões, mas foi compensado pelo crescimento de outras despesas administrativas. O destaque negativo veio nas despesas com marketing, que cresceram 20% anualmente e 46% trimestralmente para R$ 600 milhões”, avalia o analista Marcel Campos.

Visão para 2020

Durante coletiva para comentar os resultados, os temas de destaque ficaram com as expectativas para a instituição com o cenário de recuperação da economia e também as iniciativas digitais do banco. Octavio de Lazari, presidente da instituição, destacou que os empréstimos para pessoa física e micro e pequena empresas vão puxar crescimento do crédito em 2020, ao mesmo tempo em que o banco promete “compromisso muito forte com controle de custos nos próximos anos“.

Além disso, o Bradesco tem meta trazer novos clientes em 2020, principalmente via canais digitais, ao mesmo tempo em que deve fechar 300 agências no ano. Mais precisamente sobre o banco digital Next, a meta é chegar a 3,5 milhões de clientes no fim de 2020.

Uma das preocupações apontadas, porém, foi em relação à nova regra do cheque especial, que teve início em 6 de janeiro determinando que os bancos não podem cobrar juros acima de 8% ao mês, mas podendo cobrar uma tarifa de até 0,25% ao mês de quem tem limite de cheque especial acima de R$ 500. O Bradesco, contudo, informou no início do mês que não cobrará a taxa até junho de 2020. Nos próximos meses avaliará se será cobrada alguma tarifa e de que forma será aplicada, se for o caso.

Segundo Lazari, o banco vai sentir “grande impacto“ de novas regras do cheque especial, mas não detalhou a magnitude: “o cheque especial está dado. O banco agora tem que cuidar de crescer em outras linhas para compensar“.

Em teleconferência, porém, o maior otimismo com a economia foi pauta, com os diretores destacando que os níveis de consumo permaneceram saudáveis ​​no quarto trimestre devido aos fortes volumes de vendas no varejo, principalmente durante a Black Friday e o período de festas. Além disso, o banco está começando a ver sinais de recuperação nos investimentos corporativos.

Além disso, a visão dos gestores para mais investimentos é positiva com a potencial aprovação da reforma tributária e privatizações em 2020, o que potencialmente aumentaria a produtividade e estenderia o ambiente macroeconômico positivo para 2021. “Como resultado, o banco elevou sua projeção de crescimento do PIB para 2,5 % na base anual, uma aceleração significativa em relação a 2019”, destaca o Morgan Stanley.

O Morgan, por sinal, possui recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para as ações do banco, similar a do Itaú BBA e do Credit Suisse.

O Credit tem visão construtiva para o ativo, que segue como top pick junto com o Banco do Brasil (BBAS3) no setor; os analistas do Itaú BBA, por sua vez, avaliam que o Bradesco provavelmente sustentará um bom nível de lucratividade em 2020, com um crescimento de lucros de um dígito no ano. “Após a performance abaixo da média do mercado no acumulado do ano, o Bradesco está sendo negociado a múltiplos baixos”, avalia. Enquanto isso, a XP reforça recomendação de compra, destacando que o banco está bem posicionado para capturar o crescimento de volumes.

Assim, as visões são positivas para o banco, segundo os analistas de mercado, mas vale reforçar: 2020 também aponta para ser um ano desafiador para o setor. Desta forma, os avanços do banco em inovação e o ritmo de recuperação econômica serão cruciais para determinar se a tendência da ação será positiva no resto do ano após um primeiro mês negativo.

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Bezos vende US$ 1,8 bilhão em ações da Amazon em dois dias após disparada

Logo da Amazon sendo exposto na tela de um cinema.

(Bloomberg) – A Amazon abriu capital em 1997 e, nos 15 anos seguintes, Jeff Bezos vendeu cerca de 20% da empresa por aproximadamente US$ 2 bilhões. Só na semana passada, o executivo vendeu 0,2% da gigante de comércio eletrônico por US$ 1,8 bilhão.

Bezos se desfez de 905.456 ações da Amazon na sexta e segunda-feira sob um plano de negociação pré-estabelecido, de acordo com registros. Isso eleva suas vendas totais de ações para cerca de US$ 12 bilhões, sendo que dois terços desse total foi vendido nos últimos quatro anos, segundo cálculos da Bloomberg.

O aumento das vendas recentes – incluindo US$ 2 bilhões em 2017 e US$ 2,8 bilhões em 2019 – reflete parcialmente o salto no valuation da Amazon, que ultrapassou US$ 1 trilhão pela primeira vez no fechamento de terça-feira. Isso significa que a atual participação de Bezos, de 11%, vale US$ 116 bilhões.

A proporção e frequência das vendas também refletem as novas necessidades de seu perfil cada vez mais público.

Nos últimos anos, Bezos tem se destacado com um novo estilo e, desde que se divorciou de MacKenzie Bezos em 2019, raramente escapa das manchetes. Isso inclui desfilar pelo tapete vermelho com a namorada Lauren Sanchez, dar uma festa em sua mansão em Washington para a elite política e financeira e até fazer parte de uma polêmica internacional depois da suspeita de que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita estaria envolvido na invasão de seu celular.

É um estilo muito distante do discreto perfil que os Bezos cultivaram por anos. Como o bilionário Bill Gates, de Seattle, ele mostrava pouco interesse em seguir o estilo de vida extravagante de outros titãs da tecnologia, como Larry Ellison, da Oracle, cujas compras incluíram uma ilha no Havaí e um superiate.

Isso não significa que Bezos não tenha gastado rios de dinheiro. Além das propriedades na costa oeste e leste dos EUA, Bezos tem seu próprio refúgio rural: 170 mil hectares no deserto do Texas, onde se entrega à sua paixão pela exploração espacial. Bezos disse anteriormente que está financiando a empresa de foguetes Blue Origin com cerca de US$ 1 bilhão por ano com a venda de ações da Amazon.

“O preço de entrada no espaço é muito alto”, disse Bezos em 2018, quando recebeu o prêmio Buzz Aldrin Space Exploration no jantar anual do Explorers Club. “Estou no processo de converter meus ganhos na loteria da Amazon em um preço de entrada muito mais baixo, para que possamos explorar o Sistema Solar.”

E ainda sobra dinheiro para outras atividades, do Washington Post a um relógio construído na cordilheira Sierra Diablo, no Texas, projetado para funcionar por 10 mil anos. Atualmente, Bezos também procura imóveis em Los Angeles, segundo o New York Post.

Seu patrimônio continua a aumentar. O valor de suas ações da Amazon aumentou em US$ 11 bilhões este ano.

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Brookfield: o que uma das maiores gestoras do mundo está comprando no Brasil

SÃO PAULO – Uma empresa com 120 anos no Brasil já faz tempo passou pelo teste de resiliência, em meio a tantos ciclos econômicos vividos no país, com diferentes desafios e necessidades de adaptação. A história da Brookfield começou em 1899 e a empresa vem estreitando o vínculo com o mercado brasileiro, com planos para expandir as operações.

Pelo menos essa foi a sinalização dada por Roberto Perroni, CEO da Brookfield Properties Group Brazil, que participou do programa de estreia do novo podcast do InfoMoney, o “Banco Imobiliário”.

Apresentado por Marcelo Hannud, sócio especialista em mercado imobiliário da XP Asset, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o podcast pode ser ouvido nas plataformas Spotify, Spreaker e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

Com foco no mercado imobiliário, o novo podcast terá episódios semanais e contará com convidados que são figuras de peso no setor e de diferentes áreas de atuação, como Walter Torre (WTorre), Carolina Burg (JFL Realty) e Giancarlo Nicastro (SiiLa Brasil).

No episódio de estreia, Perroni, da Brookfield, fala de sua visão sobre a economia, das perspectivas e oportunidades para o mercado imobiliário e também dos riscos, como de euforia dos investidores.

Com o Brasil passando pelo que considera um “momento atípico”, Perroni disse enxergar uma recuperação do país e contou que aproveitou as oportunidades da crise para reforçar o portfólio.

“Investimos no Brasil nos últimos cinco anos muito mais do que em outros anos em que a economia estava boa”, afirmou, ressaltando que a empresa segue com a intenção de expandir os negócios em diferentes segmentos.

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A crise permitiu à empresa fazer aquisições abaixo do custo de reposição, com descontos que chegaram a até 40%, segundo o CEO, em referência ao portfólio de escritórios “Triple A” montado em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Além desse segmento, a empresa tem em sua carteira shoppings e galpões logísticos, foco dos novos negócios do momento atual. Hotéis também estão sendo analisados, ainda que “com cautela”.

O mercado, contudo, está mais competitivo, com maior disputa nas aquisições e também maior interesse de compradores pelo portfólio, assinalou Perroni.

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Cabify anuncia operação lucrativa pela primeira vez

SÃO PAULO – A espanhola Cabify anunciou nesta quarta-feira (5) que é a primeira empresa de mobilidade urbana como serviço a reverter o prejuízo e fechar um trimestre no azul. Segundo comunicado à imprensa, foi a primeira vez que a companhia apresentou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) trimestral consolidado positivo, em US$ 3 milhões.

A Receita líquida em 2019, após despesas com fornecedores de frotas de veículos e outros operadores como taxistas, ficou em US$ 104 milhões, 11% acima de 2018.

“A Cabify se torna a primeira empresa de mobilidade do setor financeiramente sustentável”, disse a empresa em nota.

Juan de Antonio, fundador e CEO da companhia, afirmou que o resultado confirma a sustentabilidade do modelo de negócio. “Entendemos que a única maneira de manter o impacto positivo gerado por nossas operações nas cidades e no resto do planeta é garantir sua continuidade ao longo do tempo”.

“Na contramão do setor, estamos focando nos segmentos de negócio e de mercado com mais valor de margem. Nosso desafio em 2020 é reforçar essa estratégia de sustentabilidade financeira”, complementa Juan Ignacio García, CFO.

Uber diz que já ganha com corridas

No último resultado divulgado, referente ao terceiro trimestre de 2019, a Uber, maior nome do setor, reportou US$ 5,2 bilhões em prejuízo, mas o resultado foi puxado para baixo principalmente pela operação de delivery Uber Eats e por custos internos.

O Ebitda ajustado para o segmento de corridas ficou positivo em US$ 631 milhões nos três meses terminados em setembro. Já o Eats ficou com prejuízo de US$ 316 milhões e o segmento que a Uber chama de “despesas gerais e administrativas corporativas e pesquisa e desenvolvimento de plataforma” queimou US$ 623 milhões, por exemplo.

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Dólar pode subir para R$ 4,30 no curto prazo com dados da economia e reflexo do coronavírus, aponta Credit Suisse

SÃO PAULO – Recentemente o dólar renovou sua máxima histórica nominal contra o real, em R$ 4,28, mas apesar de ter recuado um pouco, no curto prazo é provável que a moeda americana chegue na marca dos R$ 4,30.

Isso segundo uma projeção feita pelo Credit Suisse em relatório divulgado nesta quarta-feira (5), que apontou ainda que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta noite será bastante importante para definir o futuro do câmbio.

Para os analistas, o Banco Central deve cortar mais uma vez a Selic em 0,25 ponto percentual, para 4,25%. “Desde o começo do ano, o mercado elevou as expectativas de reversão no ciclo de flexibilização de juros: isso em parte reflete riscos crescentes às expectativas de crescimento criadas pelo surgimento do coronavírus, mas está longe de ser o principal fator da mudança”, afirmam.

Segundo o Credit, o movimento de alta do dólar contra o real já era visível antes do surgimento do vírus na China, e isso é reflexo da piora nas projeções para a inflação em meio a dados desapontadores sobre o crescimento da economia, como o recente número da produção da indústria de dezembro de 2019, que mostrou queda de 1,2% na comparação com dezembro de 2018. No ano, a indústria teve queda de 1,1% após duas altas seguidas.

Com isso, piorou o sentimento do mercado em relação ao que se via um mês atrás, com maiores projeções de números decepcionantes para a economia, o que também reduziu a visão dos investidores de que o BC pode elevar os juros no segundo semestre.

“Isso significa que o real está mais vulnerável a um comunicado dovish (brando, que indique mais queda de juros) do Copom nesta noite e que a nossa meta de R$ 4,30 ainda parece apropriada”, avaliam.

Sobre o efeito do coronavírus, o Credit avalia que a possibilidade de que o assunto comece a perder força leve a uma recuperação do dólar no mundo todo.

Com esse movimento generalizado, os analistas apontam que o BC pode ficar menos disposto a intervir no câmbio, o que vai contra a visão do mercado, que segundo eles estão extremamente confiantes de que a autoridade monetária agiria em caso de um rali do dólar.

“O fato de o BC não ter intervindo ainda este ano, apesar da contínua fraqueza do real, é certamente uma razão para ser cauteloso”, afirmam.

Mas o Brasil é uma das exceções para os analistas em mercado emergentes. Dentro deste grupo, o banco destaca o peso mexicano como sua moeda favorita.

No relatório, os analistas apontam uma série de fatores que favorecem a divisa latina, como a falta de notícias políticas negativas, o bom momento para o carry trade (operação para ganhar com o diferencial de juros dos países desenvolvidos e emergentes) e a menor exposição do México a uma queda na demanda chinesa.

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Investidores institucionais esperam Ibovespa a 135 mil pontos ao final de 2020, aponta sondagem XP

SÃO PAULO – Apesar do início de ano conturbado no mercado, os investidores institucionais seguem otimistas com a bolsa brasileira.

Segundo sondagem feita pela XP Investimentos, a mediana de 124 gestores, economistas e analistas projeta que o Ibovespa feche o ano em 135 mil pontos, o que representa uma alta de cerca de 15% sobre o nível atual. O levantamento foi feito entre os dias 3 e 4 de fevereiro. A projeção vai em linha com compilação feita pelo InfoMoney no início do ano com 11 casas de análise (veja mais clicando aqui).

Entre os mais otimistas, 84 deles esperam o índice acima de 127.100 pontos, sendo que 25 investidores apontaram que o benchmark da bolsa feche 2020 entre 138.500 e 144.200 pontos.

Já no câmbio, a projeção é de uma leve valorização da moeda brasileira, com a média dos 120 investidores institucionais que responderam a questão esperando um dólar em R$ 4,17 no fim deste ano.

Enquanto isso, 20 deles esperam que a moeda americana fique no nível entre R$ 4,30 e R$ 4,50, ao passo que outros 36 acreditam que a divisa possa fechar o ano abaixo da casa de R$ 4,00.

Economia

No levantamento da XP, 44% dos investidores esperam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique abaixo dos 3,47% projetados no boletim Focus do Banco Central de 24 de janeiro.

Outros 36% afirmaram que o número está balanceado, enquanto 20% acreditam que a inflação pode ser maior que isso no fim do ano. No Focus desta semana, os economista já reduziram a projeção para 3,40%.

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Já em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), 46% dos investidores consultados acreditam que o resultado pode ser menor que os 2,31% do Focus da semana passada.

Por outro lado, 18% deles projetam que a economia brasileira possa crescer mais do que isso, ao passo que 35% enxergam esta expectativa como balanceada. No Focus desta semana houve uma redução da projeção do PIB para 2,30%.

Riscos para a bolsa

Já entre os principais temores dos investidores para o mercado brasileiro nos próximos meses, 50% deles apontaram para o próprio crescimento do País, que precisará mostrar números consistentes de recuperação para que haja um maior otimismo.

O coronavírus, que tanto tem afetado a bolsa nas últimas semanas, foi apontado como um fator de risco por apenas 6% dos entrevistados. Enquanto isso, a eleição americana preocupa 22% dos investidores, seguida pela política local, com 14%.

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