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Coronavírus leva à maior experiência de trabalho remoto do mundo

Mulher digitando no teclado

(Bloomberg) — Graças ao surto do coronavírus, trabalhar de casa não é mais um privilégio, é uma necessidade.

Enquanto fábricas, lojas, hotéis e restaurantes alertam sobre a queda do tráfego de pedestres que está criando cidades fantasmas, atrás de portas fechadas de apartamentos e casas em áreas residenciais, milhares de empresas tentam descobrir como permanecer operacionais em um mundo virtual.

“É uma boa oportunidade para testarmos o trabalho de casa em grande escala”, disse Alvin Foo, diretor-gerente da Reprise Digital, uma agência de publicidade de Xangai com 400 funcionários que faz parte do Interpublic Group.

“Obviamente, não é fácil para uma agência de publicidade criativa que faz muitos ‘brainstorms’ pessoalmente.” Isso vai significar muitas conversas por vídeo e telefonemas, disse.

Grupos de pessoas que trabalham de casa estão prestes a se tornar exércitos. No momento, a maioria das pessoas na China ainda está de férias devido ao Ano Novo Lunar. Mas, quando empresas chinesas começarem a reiniciar as operações, é provável que a maior experiência de trabalho remoto do mundo tenha início.

Isso significa muito mais pessoas tentando organizar reuniões de clientes e discussões em grupo por meio de aplicativos de videochat ou discutindo planos em plataformas de software de produtividade como o WeChat Work ou o Slack-like Lark, da Bytedance.

As vanguardas do novo modelo de funcionários dispersos são os centros financeiros chineses de Hong Kong e Xangai, cidades com distritos comerciais centrais que contam com centenas de milhares de trabalhadores em finanças, logística, seguros, direito e outros empregos de colarinho branco.

Despesas

Um banqueiro de Hong Kong disse que vai prolongar as férias no exterior, pois pode trabalhar de qualquer lugar com um laptop e um telefone.

Outros dizem que estão usando o tempo normalmente gasto para buscar clientes e ir a restaurantes com eles para fazer o balanço atrasado das despesas de viagem. Um executivo disse que mudou o foco para negócios no sudeste da Ásia.

“Ninguém está participando de reuniões, minha agenda está bastante vazia”, disse Jeffrey Broer, consultor de projetos em Hong Kong. “Uma pessoa me enviou um e-mail dizendo: ‘Vamos nos encontrar em algum lugar em fevereiro?’”

Alguns gerentes temem que o êxodo dos escritórios diminua a produtividade, mas há evidências de que o oposto pode ser verdadeiro.

Um estudo de 2015 da Universidade Stanford, na Califórnia, revelou que a produtividade entre funcionários de call center da agência de viagens chinesa Ctrip aumentou 13% quando trabalhavam de casa devido a menos pausas e ambientes de trabalho mais confortáveis.

Espaços compartilhados

Embora o vírus possa testar essa teoria em uma escala mais ampla, o surto representa uma ameaça existencial para outro novo modelo de negócios: espaços de coworking, que se multiplicaram nas grandes cidades chinesas nos últimos anos com a disparada do aluguel de imóveis e expansão de startups de tecnologia.

“Será um período muito difícil”, disse Dave Tai, vice-diretor da Beeplus, um espaço de coworking e padaria na China com 300 funcionários.

O vírus atrasou a abertura de uma unidade em Pequim. Segundo Tai, é praticamente impossível para ele e outras pessoas em seu setor trabalharem de casa. Sem os clientes dispostos a trabalhar em cubículos próximos no espaço físico, o negócio pode morrer.

Mesmo para quem pode fazer negócios pela Internet e por telefone, o surto pode deixar poucas opções.

Banqueiros dizem que IPOs e acordos estão suspensos. O valor das transações nos primeiros 30 dias de 2020 correspondia à metade da montante no ano anterior, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Com fábricas fechadas e trabalhadores administrativos em casa, muitos no setor de serviços da China enfrentam momentos difíceis.

O segmento é muito maior do que durante o surto da SARS, representando 53% da economia contra 41% em 2002. Mas, sem clientes, muitas empresas estão no limbo.

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Ibovespa Futuro sobe com alívio no noticiário sobre o coronavírus; dólar cai

ações bolsa gráfico índice mercado

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro sobe nesta quarta-feira (5) com os investidores acompanhando o movimento das bolsas internacionais em dia de notícias esperançosas sobre o coronavírus. Um grupo de pesquisadores do Reino Unido teria descoberto uma forma de acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra a doença, e os testes em seres humanos poderiam começar já na semana que vem.

O total de infectados pelo coronavírus atingiu 25 mil pessoas nesta quarta, enquanto o número de mortes subiu de 425 para entre 490 e 500.

Ainda no cenário internacional, o Senado americano termina hoje o julgamento do processo de impeachment do presidente Donald Trump. Ao que tudo indica, Trump será inocentado ao mesmo tempo em que o cenário das primárias do Partido Democrata se mostra extremamente indefinido, com o favorito Joe Biden ficando em quarto lugar, perdendo para Bernie Sanders, Pete Buttigieg e Elizabeth Warren em Iowa.

Às 09h14 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para fevereiro subia 0,96% a 116.830 pontos, já o dólar futuro para março cai 0,35% a R$ 4,246.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai três pontos-base a 4,89%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de três pontos-base a 5,42% e o DI para janeiro de 2025 registra perdas de três pontos-base a 6,10%.

No Brasil, hoje é dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve reduzir os juros de 4,5% para 4,25%.

Discurso de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em seu terceiro discurso sobre o Estado da União e o último do primeiro mandato, que “anos de decadência econômica terminaram”.

“Os dias daqueles que usavam o nosso país, aproveitavam-se dele, estando até desacreditado junto de outras nações, ficaram para trás”, declarou Trump, na terça-feira, em discurso cheio de críticas à administração de Barack Obama (2009-2017), que não mencionou, e que deixou entusiasmados republicanos, mas não democratas. Ao final do discurso do Estado da União, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, rasgou uma cópia do discurso do presidente.

Para Trump, se “as políticas econômicas falidas do governo anterior” não tivessem sido revertidas, “o mundo agora não estava a ver esse grande êxito econômico”, com criação de emprego, queda de impostos e luta “por acordos comerciais justos e recíprocos”.

“A nossa agenda é implacavelmente pró-trabalhadores, pró-família, pró-crescimento e, sobretudo, pró-Estados Unidos”, destacou o chefe de Estado norte-americano, acrescentando que, há três anos, iniciou “o grande regresso” do país.

Noticiário corporativo 

A Petrobras (PETR3 e PETR4) iniciou a venda de todos os seus ativos no Uruguai, como parte do seu plano de desinvestimento. A empresa mandará carta-convite aos interessados em adquirir seus ativos no país vizinho, que incluem a subsidiária Petrobras Uruguay Distribución S.A. (PUDSA), uma rede de 90 postos de combustíveis. Vale destacar a fixação de preço por ação ON da Petrobras em oferta do BNDES. Ainda em destaque, está a estreia das ações da Mitre após oferta pública inicial.

Já a operadora de telefonia Oi (OIBR4) informou na noite de ontem que concluiu a subscrição e integralização da sua emissão de debêntures simples, operação anunciada em 23 de dezembro do ano passado e avaliada em R$ 2,5 bilhões.

Já o Bradesco (BBDC4) teve lucro líquido recorrente de R$ 6,645 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 14% maior que a registrada em igual intervalo de 2018, de R$ 5,830 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 6,542 bilhões, foi registrado incremento de 1,6%. Veja mais aqui. 

(Com Bloomberg e agências internacionais)

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Forever 21 pode ser comprada por US$ 81 milhões por donos de shopping

SÃO PAULO – Após entrar com processo de proteção à falência em setembro do ano passado, a rede Forever 21 pode ter chegado a um acordo de venda dos negócios para um consórcio formado por Simon Property Group, Brookfield Asset Management e Authentic Brand Group. Os dois primeiros já são os maiores locatários da varejista: só o Simon Property tem quase 100 lojas da marca em seus shoppings.

Um documento de uma vara de falências obtido pela imprensa americana no domingo mostra que o acordo é de US$ 81 milhões, um valor significativamente baixo para uma companhia que chegou a atingir US$ 4,4 bilhões em receita no auge do negócio.

O acordo de venda provavelmente será fechado se outra empresa não fizer outra proposta até 7 de fevereiro, mas também depende de aprovação das autoridades americanas. Caso haja outros interessados, pode ocorrer um leilão.

Do lado do comprador, avalia-se que a proposta também é uma forma de evitar (ou atrasar) mais deterioração: se as lojas da Forever 21, algumas das maiores que ocupam os corredores dos shoppings, fecharem, as consequências tendem a ser graves.

Vale lembrar que os EUA passam por um fenômeno chamado de Apocalipse do Varejo nos centros de compras. Uma pesquisa do Business Insider estima que 25% dos shoppings do país devem fechar as portas até 2022. Estima-se que mais 9.300 lojas fecharam as portas em 2019. Uma compra bem-sucedida da Forever pode dar sobrevida a esses empreendimentos.

Com dívidas de mais de US$ 500 milhões, a Forever 21 é uma empresa familiar fundada pelo casal de imigrantes Do Won Chang e Jin Sook Chang e hoje presidida pela filha dos dois, Linda Chang. Atualmente, a marca tem mais de 700 lojas ao redor do mundo, sendo 540 nos EUA.

Quando anunciou o pedido de proteção, a companhia disse que sairia de alguns mercados, como Ásia e Europa, e manteria operações na América Latina. Devem ser extintas 350 unidades no total, 100 delas já fecharam as portas. A manutenção desses planos deve depender da avaliação dos compradores.

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Os dois cisnes negros que abalaram o mercado no início de 2020 – e as lições que o investidor pode tirar deles

SÃO PAULO – Em meio à forte alta de 31,58% do Ibovespa em 2019, no quarto ano seguido de valorização, as expectativas eram de continuidade dos ganhos ao longo de 2020, embalado pelas perspectivas de aceleração da economia brasileira em meio às reformas econômicas e queda dos juros.

Tendo em vista esse otimismo, a B3 dobrou sua base de investidores pessoas físicas em 2019, passando de 813,3 mil CPFs registrados na central depositária para 1,678 milhão.

Contudo, um fator era visto como de risco para o mercado neste ano: o cenário externo, em meio à alta polarização política e “desglobalização”, além das incertezas sobre a guerra comercial.

Janeiro chegou e com ele, uma queda para as bolsas globais e, consequentemente, para o Ibovespa, confirmando a tese de que o cenário externo poderia ser um fator de risco. O principal índice da bolsa brasileira fechou o primeiro mês do ano com queda de 1,52%, o pior mês desde fevereiro de 2019. O dólar comercial teve uma reação ainda mais forte: alta de 6,8%.

Os motivos para a maior aversão dos investidores, porém, foram considerados verdadeiros “cisnes negros” para os mercados, ou seja, eventos considerados improváveis mostrando que, a despeito de todas as projeções, estamos constantemente à mercê da imprevisibilidade.

O primeiro dos “cisnes” – e com menor efeito no mercado, mas que foi sentido logo no início do ano – foi a eclosão da tensão entre EUA e Irã após o ataque promovido pelos americanos (ordenado por Donald Trump) que culminou na morte do chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani, considerado um dos homens mais poderosos de Teerã.

Isso desencadeou uma escalada de tensões que leva a uma forte alta do petróleo e queda das bolsas internacionais neste início de ano, que havia começado com tom positivo, depois de um ano brilhante para a maioria das classes de ativos em 2019: as ações dos EUA registraram um dos melhores anos da década passada.

Dias depois do ataque, ocorrido na madrugada do dia 3 de janeiro, o Irã atacou duas bases americanas no Iraque, sem vítimas humanas, e disse que adotou medidas proporcionais de autodefesa e que “não buscava a guerra”. No mesmo dia, Trump falou em novas sanções contra o Irã, mas descartou guerra, o que ajudou a acalmar os mercados.

Mas o grande fator de risco para o mercado em janeiro foi a eclosão dos casos do novo coronavírus. Os casos da doença, que se assemelha a uma pneumonia, começaram a aparecer em dezembro, mas os números de infectados e vítimas fatais escalaram e ganharam contornos de uma emergência de saúde global na segunda quinzena de janeiro.

Desde a máxima de fechamento do Ibovespa registrada em 20 de janeiro, quando atingiu os 118.573 pontos, até o último dia de janeiro, quando foi aos 113.760 pontos, a queda foi de 4,06%, com os investidores temendo as consequências para a economia e para os diferentes setores da bolsa com a epidemia. Papéis de ações dos setores de commodities, frigoríficos e aéreas foram as que mais sofreram no período, principalmente por sua dependência com as vendas para a China.

A lição para os iniciantes na bolsa

Mas, para além desta queda, praticamente todas as sessões guiadas pelas notícias sobre o coronavírus foram de forte volatilidade para o Ibovespa, notoriamente as sessões do dia 21 (queda de 1,54%) e do dia 27 (baixa de 3,29%) do mês passado.

Se tais movimentos extremos muitas vezes podem assustam os investidores, mesmo os mais experientes, eles podem ser bem mais impactantes para os novos entrantes na bolsa brasileira que sustentaram os ganhos do índice no ano passado e pouco conheciam movimentos tão bruscos ou não estavam acostumados com tamanhos períodos de queda.

Quem entrou na bolsa com muita sede ao pote e se decepcionou com as fortes quedas do mercado acabou aprendendo valiosas lições na prática, conforme destaca Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, destacando principalmente a importância de ter uma carteira diversificada e a importância de proteger o caixa.

“Mesmo sendo mega entusiasta na Bolsa, sempre é importante ter uma exposição em renda fixa, seja para reserva de emergência, seja para proteger o capital ou para ter caixa. A única coisa que muda é o percentual que vai ter alocado em cada ativo num momento. É óbvio que um investidor poderia ter mais exposição em renda variável do que em renda fixa. Mas o desconforto com a carteira neste momento mostra que ele tem mais renda variável do que realmente deveria ter”, avalia Salomão.

Ele reforça ainda que é normal que, na renda variável, haja movimentos de volatilidade, ou por notícias que impactam o mercado ou por investidores embolsando lucros e indo para novos mercados após fortes altas.

Exposição em fundos cambiais e investimentos no exterior são alternativas interessantes de modo a formar uma carteira diversificada. Porém, é preciso ter cuidado para não elevar a posição justo nos momentos de maior aversão ao risco para o mercado brasileiro, o que poderia fazer com que o investidor eleve a posição no pior momento.  “Neste caso, a diversificação tem que vir antes das quedas”, avalia.

É essencial também a alocação de uma parcela do capital em reserva de emergência e caixa livre através de investimentos que permitam resgate imediato tais como CDB de liquidez diária, fundos DI e Tesouro Selic que, mesmo que não alcancem alto rendimento, podem promover mais segurança e flexibilidade para o investidor ir às compras (inclusive se expondo em ativos mais arriscados).

O investidor também precisa estar preparado para ter cautela e manter os investimentos até segunda ordem, principalmente quando se expor em renda variável. Isso pode ser observado nas últimas sessões: após últimos meses de forte alta para o mercado de forma geral, períodos como das últimas semanas foram de baixa – e é preciso sangue frio para lidar com esses movimentos.

Em meio a eventos como a crise entre EUA X Irã e a eclosão do coronavírus, a tendência é de que os preços fiquem instáveis em um primeiro momento e depois sigam determinada direção.  Caso o investidor faça a liquidação de suas aplicações de imediato, pode sofrer vendendo na baixa e observando a subida dos preços logo em seguida.

No cenário atual, mesmo com a economia global podendo desacelerar e em um cenário de incertezas sobre os reais impactos do coronavírus, a expectativa é de recuperação no médio e longo prazos. Conforme destacou em gráfico a Charles Schwab ao mencionar casos como do coronavírus, as epidemias afetam os mercados no curto prazo, mas não são capazes de mudar a tendência no longo prazo.

Especificamente sobre a bolsa brasileira, de acordo com analistas ouvidos pelo InfoMoney, a tendência apontada é de alta também em meio ao cenário de reformas econômicas e juros baixos. Por enquanto, poucas casas de análise revisaram suas projeções para o índice no final do ano que, na média de 11 casas de análise consultadas, é acima de 132 mil pontos.

Um bom exemplo da recuperação do mercado – e que muitos investidores poderiam ter perdido caso saíssem em momentos de “desespero” – acontece nos primeiros dois pregões do mês de fevereiro, em que o Ibovespa aponta para ganhos de cerca de 2%, principalmente com alta de ações ligadas a commodities que tiveram forte queda nos pregões em que a tensão com o coronavírus tinha encontrado até então o seu ápice. As medidas da China para conter o impacto da doença na economia estão sendo acompanhadas com ânimo pelos investidores.

Porém, com os desdobramentos do surto de coronavírus ainda acontecendo, os movimentos bruscos de alta e queda do mercado podem ser frequentes nos próximos pregões. Assim, reforça-se a importância de ter uma carteira diversificada e uma reserva, de forma a se preparar para possíveis novos solavancos na bolsa – venham da onde vierem.

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Ação da Mitre estreia na bolsa; fundador da Qualicorp quase zera posição na companhia, balanço do Bradesco e mais destaques

Em destaque no radar corporativo, estão o resultado do Bradesco e a estreia da Mitre na bolsa. Já a Petrobras iniciou a venda de todos os seus ativos no Uruguai, como parte do seu plano de desinvestimento. A empresa mandará carta-convite aos interessados em adquirir seus ativos no país vizinho, que incluem a subsidiária Petrobras Uruguay Distribución S.A. (PUDSA), uma rede de 90 postos de combustíveis.

A operadora de telefonia Oi, por sua vez, informou na noite de ontem que concluiu a subscrição e integralização da sua emissão de debêntures simples, operação anunciada em 23 de dezembro do ano passado e avaliada em R$ 2,5 bilhões. Confira no que ficar de olho.

Petrobras (PETR3; PETR4

A Petrobras iniciou a fase vinculante para vender todos os seus ativos no Uruguai. Segundo a petrolífera estatal brasileira, os interessados em participar do processo receberão uma carta-convite e poderão adquirir 100% das ações da companhia na Petrobras Uruguay Distribución S.A. (PUDSA). A Petrobras informou que o desinvestimento faz parte dos seus planos de gerar maior valor para os acionistas. A PUDSA controla 90 postos de combustíveis, 16 lojas de conveniência, um terminal logístico de lubrificantes e dois terminais de armazenamento de fertilizantes líquidos.

Estreia da Mitre

A ação da Mitre, construtora que atua no segmento de classe média, em São Paulo, estreia nesta quarta na B3, sob o código MTRE3.

No IPO, a arrecadação foi de R$ 1,18 bilhão. Trata-se da primeira abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) do País do ano. A companhia familiar irá usar o dinheiro que chega para a compra de terrenos e para o pagamento de custos de construção e despesas operacionais.

A Mitre será listada no Novo Mercado, segmento de mais elevadas exigências de governança corporativa da B3.

A construtora Mitre teve suas ações precificadas em R$ 19,30 cada no IPO (Oferta Pública Inicial), ficando no topo da faixa indicativa, que partia de R$ 14,30.

Qualicorp (QUAL3)

A Qualicorp foi informada que o fundador da companhia, José Seripieri Filho, reduziu a participação na companhia para aproximadamente 2,75% das ações ordinárias, em razão da alienação de 20.438.765 ativos de emissão da companhia.

Os analistas do Bradesco BBI avaliam o movimento como positivo, pois significa: (i) mais liquidez para o ativo; e (ii) poder completo e nenhuma interferência para a Rede D’Or administrar a empresa, e os analistas do banco esperam que eles façam mudanças significativas em termos de controle de custos. “A Qualicorp é o melhor nome para o setor no curto prazo”, apontam os analistas, que possuem recomendação equivalente à compra para a ação e preço-alvo de R$ 50.

A venda de ações por Seripieri Filho aconteceu seis meses depois de vender 10% da companhia para a Rede D’Or — desde então o acionista de referência da Qualicorp.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Bradesco publicou seu balanço do quarto trimestre de 2019 na manhã de hoje. O banco informou um lucro líquido de R$ 6,6 bilhões no período, uma expansão de 14% sobre igual período de 2018 e de 1,6% sobre o trimestre anterior.

A carteira de empréstimos cresceu 13,8% sobre igual período do ano anterior, para R$ 605 bilhões. O banco também informou que o total de ativos sob seu poder atingiu R$ 1,4 trilhão no quarto trimestre do ano passado, um crescimento de 1,7% sobre igual período de 2018 e de 0,3% sobre o trimestre anterior. O lucro líquido por ação foi de R$ 3,22, um pouco abaixo dos R$ 3,3 do quarto trimestre de 2018, embora superior aos R$ 3,12 do terceiro trimestre de 2019. Veja mais clicando aqui. 

O Banco Morgan Stanley comentou os resultados, classificando-os “sólidos”, com mais fatores “positivos do que negativos”. Segundo a avaliação, “as margens e taxas foram positivas, ao contrário dos argumentos pessimistas de que os bancos virtuais estão avançando sobre os grandes bancos”. Para 2020, o Morgan Stanley projeta que o crescimento nas margens e taxas segue a mesma tendência. “O lucro com as taxas cresceu 4% no quarto trimestre sobre o trimestre anterior.

Os empréstimos tiveram expansão trimestral de 4% e anual de 15%, com crescimento em todas as categorias”, avalia o banco. Por outro lado, as despesas operacionais do Bradesco cresceram apenas 1% no trimestre e 5% no ano, “o que demonstra um comprometimento da gerência para controlar os custos em um ambiente com juros mais baixos”. O Morgan mantém a recomendação overweight, ou exposição “acima da média” para as ações BBDC3 e BBDC4.

O Credit Suisse avaliou como “positivos” os resultados: os analistas do banco suíço dizem que o mais importante está no guidance para 2020, projetando um lucro bruto de R$ 27,7 bilhões para o Bradesco, acima em 2% das estimativas do Credit Suisse. “Os destaques positivos foram a aceleração no book de empréstimos do varejo e uma aceleração moderada nas taxas”, comentam sobre os resultados de 2019. “Mantemos nossa visão construtiva para o papel”.

Oi (OIBR3;OIBR4)

A operadora de telefonia Oi, em recuperação judicial, comunicou ao mercado que concluiu a subscrição e integralização da sua primeira emissão de debêntures simples, da sua controlada Oi Móvel S.A. Segundo a operadora, a emissão teve o valor de R$ 2,5 bilhões e está no “Plano de recuperação judicial”. A emissão foi anunciada pela OI em 23 de dezembro do ano passado.

Gol (GOLL4)

A empresa aérea Gol informou que suas decolagens cresceram 5,8% em janeiro deste ano, sobre dezembro, para 25.892 operações, enquanto a taxa de ocupação subiu para 83,9%, em expansão sobre os 83,5% de dezembro. O número de passageiros transportados cresceu de 3,4 milhões de pessoas em dezembro para 3,6 milhões em janeiro, em expansão de 5,5%.

O crescimento nos passageiros transportados foi maior nos voos internacionais que nos domésticos, segundo os dados divulgados hoje: houve aumento de 8,2% em janeiro para 230 mil passageiros, enquanto o crescimento de passageiros nos voos domésticos foi menor, de 5,4% para 3,4 milhões. Outros números positivos da Gol foram a oferta (ASK), que caiu 0,1% em janeiro para 5,16 milhões de assentos, enquanto a demanda (RPK) cresceu 0,4% para 4,3 milhões de assentos.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, a incorporar a Transmissora Delmiro Gouveia S.A. (TDG). A empresa incorporada atua em vários estados da Região Nordeste do país.

CCR (CCRO3)

O Grupo CCR informou que sua subsidiária, a concessionária Nova Dutra, tentará reverter “por meios legais” a determinação para que o pedágio seja reduzido em 5,26% em todas as praças da rodovia Presidente Dutra (BR-116 entre São Paulo e Rio). A determinação é da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e foi expedida em 23 de dezembro do ano passado.

Dommo Energia (DMMO3)

A Dommo anunciou a produção de óleo do Campo de Tubarão Martelo, operado pela companhia no sul da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, com a produção atingindo 178.241 barris no mês de janeiro de 2020.

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Cresce número de trabalhadores que ganham no máximo um salário mínimo

Com a retomada lenta do emprego, que vem sobretudo por meio de vagas de baixa remuneração, e o número ainda expressivo de desempregados, o salário mínimo se tornou praticamente um teto para muitos trabalhadores. Entre o terceiro trimestre de 2014, início da recessão, e o mesmo período do ano passado, meio milhão de trabalhadores passaram a ganhar o mínimo. Quando se compara o ano passado com 2015, no auge da crise, essa diferença chega a 1,8 milhão de pessoas.

No trimestre encerrado em setembro do ano passado, eram 27,3 milhões recebendo até um salário, um terço do total de trabalhadores do País. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, compilados pela consultoria Idados.

Eles mostram que muito desse aumento ocorreu pela explosão da informalidade. Sem a estrutura que os empregos com carteira assinada oferecem, os informais são expostos a condições piores e à baixa remuneração. No terceiro trimestre de 2019, eram 20,9 milhões de informais ganhando até R$ 998 por mês — ante 6,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada que tinham essa remuneração no mesmo período.

A partir deste mês, o mínimo passa a ser de R$ 1.045. O novo piso, porém, é insuficiente para as despesas básicas do trabalhador, de acordo com especialistas.

“O aumento da informalidade realmente levou mais trabalhadores no mercado a ganhar menos. As pessoas perderam a proteção que o mínimo representa e, por sobrevivência, aceitaram qualquer oportunidade”, avalia Ana Tereza Pires, pesquisadora da IDados. Além disso, a diferença salarial entre demitidos e admitidos aumentou nos últimos meses do ano passado, o que aponta que o aquecimento do mercado ainda não recuperou o vigor de antes.

Ela lembra que a crise também fez crescer o número de trabalhadores com mais anos de estudo que caíram na informalidade ou aceitaram uma remuneração menor no mercado formal. De 2014 a 2019, houve um forte crescimento entre os trabalhadores que têm o ensino médio completo ou a partir do ensino superior que ganham até um salário mínimo. Eles ocuparam vagas que antes eram destinadas a pessoas menos qualificadas.

A assistente comunitária Valdelice Lima, de 44 anos, é um exemplo disso. Ela se formou em administração de empresas, em 2010. Hoje, trabalha para a Prefeitura do Rio, por cerca de um salário mínimo – quase a metade do que ganhava. “Lá em casa, somos três. Estamos gastando só no que é essencial.”

Mais desigual

Desde o início da crise, mais pessoas passaram a ganhar até um salário nas regiões Sudeste (com mais 859,4 mil pessoas nessa situação) e Norte, com aumento de 306,1 mil. Apesar de ter caído o número de trabalhadores no Nordeste com essa remuneração, cerca de 55% dos trabalhadores de lá recebem até um salário mínimo.

Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, embora mais pessoas tenham voltado ao mercado formal em 2019, houve uma precarização. “Sem um compromisso com o crescimento do País e políticas de inserção, o engenheiro vai continuar dirigindo Uber.”

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central

Os mercados aguardam nesta quarta-feira (5) a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve anunciar a redução da taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 4,25% ao ano.

Na Ásia as bolsas de valores fecharam em alta e os futuros de Nova York avançam apontando para uma abertura em terreno positivo. A General Motors deve divulgar hoje na NYSE seus resultados trimestrais. Na política, o Senado dos EUA pode votar hoje o fim do processo de impeachment contra o presidente Donald Trump.

No discurso “Estado da Nação” de ontem à noite, Trump afirmou que Washington trabalha junto com Beijing monitorando o surto do coronavírus na China. No noticiário corporativo, destaque para o anúncio da venda das operações da Petrobras no Uruguai e para a conclusão da emissão de debêntures da Oi.

1. Bolsas mundiais

Os futuros de Nova York estão em terreno positivo na manhã de hoje, após as bolsas de valores da Ásia terem fechado em alta. Empresas como a Ford e a Disney, que divulgaram ontem resultados, alertam para os efeitos do coronavírus na China sobre o fechamento temporário de fábricas e parques, que poderão ter impacto sobre as operações das companhias, informa a CNBC. Os mercados europeus abriram e operam em alta.

Apesar do alívio nos mercados chegar ao terceiro dia, os números de vítimas do vírus seguem avançando; mortos pelo surto de coronavírus sobem para 500, enquanto os casos confirmados em todo o mundo se aproximaram de 25 mil. Milhares foram colocados em quarentena em navios de cruzeiro no Japão e Hong Kong. Apesar dos temores globais, o vírus ainda está concentrado principalmente em Hubei.

No mercado de commodities, o petróleo retoma alta e recupera patamar de US$ 50, perdido ontem, em meio à resistência da Rússia em aceitar a proposta da Arábia Saudita de corte de produção; já os metais avançam em Londres e mineradoras lideram altas das ações na Europa.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h13 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,86%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,14%
*Dow Jones Futuro (EUA), +1,04%

*Dax (Alemanha) , +1,37%
*FTSE (Reino Unido), +0,77%
*CAC 40 (França), +1,04%
*FTSE MIB (Itália), +0,96%

*Nikkei (Japão), +1,02% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,36% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,42% (fechado)
*Xangai (China), +1,25% (fechado)

*Petróleo WTI, +2%, a US$ 50,60 o barril
*Petróleo Brent, +2,08%, a US$ 55,08 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em queda. Em 05 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com queda de 1,53%, cotados a 578.000 iuanes, equivalentes a US$ 82,71 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9880 (+0,06%)
*Bitcoin, US$ 9.223,71, +0,61%

2. Indicadores econômicos

No Brasil, poucos indicadores em dia de Copom. O Comitê deverá realizar mais um corte na Selic e deixar a taxa em 4,25% na primeira reunião do ano, de acordo com consenso dos economistas, que esperam um comunicado mais cauteloso, mas divergem sobre o tom, com alguns esperando que BC mantenha a porta ao menos semiaberta para novo corte em março e outros esperando fim do ciclo

A FGV deve divulgar às 8h o IPC-C1, enquanto a Markit divulga às 10h o índice de compras do setor de serviços em janeiro. Na União Europeia, o Eurostat publicará às 7h as vendas do varejo em dezembro.

Nos Estados Unidos, o governo divulgará a balança comercial de dezembro às 10h30.

3.Discurso de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em seu terceiro discurso sobre o Estado da União e o último do primeiro mandato, que “anos de decadência econômica terminaram”. “Os dias daqueles que usavam o nosso país, aproveitavam-se dele, estando até desacreditado junto de outras nações, ficaram para trás”, declarou Trump, na terça-feira, em discurso cheio de críticas à administração de Barack Obama (2009-2017), que não mencionou, e que deixou entusiasmados republicanos, mas não democratas. Ao final do discurso do Estado da União, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, rasgou uma cópia do discurso do presidente.

Para Trump, se “as políticas econômicas falidas do governo anterior” não tivessem sido revertidas, “o mundo agora não estava a ver esse grande êxito econômico”, com criação de emprego, queda de impostos e luta “por acordos comerciais justos e recíprocos”. “A nossa agenda é implacavelmente pró-trabalhadores, pró-família, pró-crescimento e, sobretudo, pró-Estados Unidos”, destacou o chefe de Estado norte-americano, acrescentando que, há três anos, iniciou “o grande regresso” do país.

“Inacreditavelmente, a taxa média de desemprego durante o meu governo é menor do que durante qualquer outra administração na história do nosso país”, afirmou Trump. Sobre o comércio, um dos pilares da atual administração, o presidente dos Estados Unidos afirmou ter prometido aos cidadãos norte-americanos que ia impor taxas alfandegárias à China para resolver o roubo maciço de empregos. “Nossa estratégia funcionou”.

Depois de quase 18 meses de “guerra” comercial, Trump assinou em dezembro uma trégua parcial com Pequim.

4. Política

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal investiga se o secretário de Comunicação da presidência da República, Fabio Wajngarten, praticou corrupção passiva e peculato no cargo. Ele é sócio de empresa que tem contratos com emissoras de TV que recebem verbas publicitárias da Secom, informa o jornal O Globo.

Ainda em destaque, o governo deve criar hoje Conselho da Amazônia, sob comando de Mourão. Segundo o jornal, o setor produtivo não esconde apreensão com o impacto das queimadas sobre a imagem do país.

Sobre a questão do coronavírus, os brasileiros que serão resgatados na China deverão chegar ao Brasil já neste sábado (8) e ficarão em quarentena na base aérea de Anápolis (GO). Deverão embarcar 29 pessoas, incluindo quatro parentes chineses dos brasileiros, que também poderão vir ao Brasil.  O anúncio foi feito pelos ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em entrevista no Palácio do Planalto.

5. Noticiário corporativo 

A Petrobras (PETR3 e PETR4) iniciou a venda de todos os seus ativos no Uruguai, como parte do seu plano de desinvestimento. A empresa mandará carta-convite aos interessados em adquirir seus ativos no país vizinho, que incluem a subsidiária Petrobras Uruguay Distribución S.A. (PUDSA), uma rede de 90 postos de combustíveis. Vale destacar a fixação de preço por ação ON da Petrobras em oferta do BNDES. Ainda em destaque, está a estreia das ações da Mitre após oferta pública inicial.

Já a operadora de telefonia Oi (OIBR4) informou na noite de ontem que concluiu a subscrição e integralização da sua emissão de debêntures simples, operação anunciada em 23 de dezembro do ano passado e avaliada em R$ 2,5 bilhões.

Já o Bradesco (BBDC4) teve lucro líquido recorrente de R$ 6,645 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 14% maior que a registrada em igual intervalo de 2018, de R$ 5,830 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 6,542 bilhões, foi registrado incremento de 1,6%. Veja mais aqui. 

(Com Bloomberg e agências internacionais)

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Lucro líquido do Bradesco sobe 20% em 2019 e atinge R$ 25,89 bilhões

O Bradesco (BBDC3;BBDC4) teve lucro líquido recorrente de R$ 6,645 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 14% maior que a registrada em igual intervalo de 2018, de R$ 5,830 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 6,542 bilhões, foi registrado incremento de 1,6%.

O resultado do quarto trimestre foi influenciado pelo desempenho operacional, com destaque para o crescimento das margens financeiras, da operação de seguros e receitas com prestação de serviços, conforme explica o Bradesco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

“Estes fatores compensaram o crescimento das despesas operacionais, em sua maioria relacionadas às maiores despesas variáveis, e despesas com provisões (PDD expandida), relacionadas ao forte desempenho das operações de crédito, nos comparativos trimestrais”, acrescenta o banco.

Em 2019, o lucro líquido do Bradesco foi recorde. Totalizou R$ 25,887 bilhões, aumento de 20% em relação aos R$ 21,564 bilhões apurados no exercício de 2018. No ano passado, o banco conseguiu diminuir a distância que estava de seus pares em termos de retorno e ainda lançou uma ofensiva para controlar suas despesas com um programa de demissão voluntária (PDV) e o fechamento de 450 agências, parte prevista para este ano, após entregar gastos acima de suas projeções (guidances).

A carteira de crédito do banco, no conceito expandida, totalizou R$ 604,953 bilhões no fim de dezembro, elevação de 4,6% em relação a setembro. Em um ano, os empréstimos apresentaram elevação de 13,8%. No quarto trimestre, tanto as pessoas físicas quanto as jurídicas impulsionaram o maior volume de empréstimos. Enquanto a carteira de indivíduos cresceu 4,9% ante os três meses anteriores, a de empresas avançou 4,5%. Em um ano, as altas foram de 19,2% e 10,7%, respectivamente, com pessoas físicas sendo motor da carteira do banco.

O Bradesco tinha patrimônio líquido de R$ 133,723 bilhões no quarto trimestre, aumento de 10,4% em um ano. Em três meses, foi vista queda de 3,3%. A rentabilidade média sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) foi a 21,2% no quarto trimestre contra 20,2% no terceiro. No ano de 2019, o indicador foi a 20,6% ante 19,0% em 2018.

Os ativos totais do Bradesco foram a R$ 1,409 trilhão no quarto trimestre, expansão de 1,7% em um ano. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, de R$ 1,404 trilhão, foi identificada leve alta ficou em 0,3%.

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2020: o ano de transição dos grandes bancos para um 2021 muito melhor, segundo o Credit Suisse

SÃO PAULO – A temporada de resultados com os últimos dados de 2019 começa para valer com os grandes bancos. Após a divulgação no último dia 29 do balanço do Santander Brasil (SANB11) – com números mistos, com o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) acima de 21%, mas com analistas avaliando a qualidade de crédito um pouco pior – o próximo a divulgar resultado é o Bradesco (BBDC3;BBDC4), no dia 5.

A expectativa é de que a instituição se destaque entre os bancões em um cenário em que a competitividade deve ganhar ainda mais força com os detalhes da Agenda BC#, promovida pelo Banco Central. No dia 10, é a vez do Itaú Unibanco (ITUB4) divulgar seus números, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3) no dia 13. Como, junto com os balanços, as companhias também costumam dar suas projeções para os próximos trimestres, elas podem dar boas indicações de como será o ano para as grandes instituições financeiras.

Mas, mesmo sem o resultado de todas as empresas, já é possível traçar expectativas para o setor nos próximos anos. Segundo aponta relatório recente do Credit Suisse, se 2019 foi desafiador, 2020 não deve ser diferente.

Mesmo em meio às expectativas positivas para a economia, com a expectativa de aceleração no crescimento e com o crédito como proporção do PIB próximo dos níveis mais baixos desde 2012, o que deve favorecer o ciclo de crescimento do crédito, o resultado final do balanço de bancos ainda não deverá se refletir totalmente nos resultados deste ano, conforme destacaram os analistas Marcelo Telles, Otavio Tanganelli e Alonso Garcia.

A expectativa é de um crescimento do lucro modesto, de 2,6% em relação a 2019. Além disso, o ROE dos quatro grandes teve uma revisão para baixo pelo Credit de 300 pontos-base para 2020, indo para 18,75%.

Em 2020, avaliam, haverá duas grandes forças opostas atuando. No lado positivo, a margem financeira deve se beneficiar com um longo crescimento de dois dígitos, do melhor portfólio da carteira e maiores ganhos da gestão de ativos e passivos em decorrência da Selic mais baixa. Além disso, as taxas de serviços devem acelerar, com os volumes compensando a maior pressão de preços, enquanto os bancos devem evoluir nos esforços de corte de custos (aliás, um dos pontos destacados como positivos para o balanço dos últimos três meses era justamente o efeito do corte de custos nos balanços).

Já do lado negativo, o Credit Suisse lista a reprecificação da carteira de crédito baseado em juros fixos, os efeitos da elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% e a exposição à América Latina (e aos seus problemas), que devem atrapalhar os números de alguns bancos.

Neste cenário, os que não devem ser tão afetado são os que souberem controlar custos e se manter competitivos em meio à maior competição com fintechs e bancos médios.

Porém, após um 2020 de transição, os analistas do banco têm uma visão bem mais positiva para 2021, com aceleração das margens financeiras impulsionando o crescimento de lucro para taxas de duplo dígito (10% em 2021 e 11,6% em 2022).

“Acreditamos que a gestão de custos continuará sendo um aspecto crucial para os grandes bancos, e necessário para (i) compensar o crescimento de receitas mais modestas em 2020, (i) ter relação receita/despesas positivas nos próximos anos e (iii) manter um posicionamento positivo versus fintechs e bancos médios”, avaliam os analistas do banco.

Olhando para os papéis do setor, os analistas destacaram os valuations atrativos, uma vez que os preços atuais representam uma queda de 3 pontos-base do ROE. Neste cenário, Banco do Brasil e Bradesco aparecem como os top picks do banco, com preços-alvos respectivos de R$ 72 e T$ 46. Em seguida, estão o Itaú com recomendação outperform (equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 44 e o Santander Brasil, com preço-alvo de R$ 54. Assim, mesmo com o corte nas projeções para o ano, há boas perspectivas para quem estiver em vista investimentos a prazos mais longos.

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Os desafios de tirar uma gestora do papel

Thiago Salomão, Rodrigo Furtado e Renato Santiago, no episódio especial do Stock Pickers

SÃO PAULO – Como algo que é bom fica ainda melhor? Com um bônus!

Nesse episódio extra do Stock Pickers trouxemos Rodrigo Furtado, que atuou durante dez anos na área de renda variável da XP Asset, ao lado do (roqueiro, gestor e habitué do Stock Pickers) João Braga, e Marcos Peixoto

Furtado, um dos mais novo empreendedores do mercado de ações, veio ao Stock Pickers contar sobre sua nova experiência: fundar uma nova gestora, com o fundo XP Long Term Equity.

No palco da Casa Natura, com uma audiência formada exclusivamente por alunos do MBA de Ações e Stock Picking, Furtado contou como sua rotina passou de “corpo-a-corpo” com as empresa para a de head hunter e comercial, combinada à gestão dos recursos do fundo.

Atualmente são mais de R$ 500 milhões sob gestão, em 8 meses de histórico uma performance de alta de 45%, contra 17% do Ibovespa. Segundo Furtado, as principais contribuições vieram do setor de shoppings, por meio de posições em BR Malls (BRML3) e Aliansce (ALSO3), além de fundos imobiliários.

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts.

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