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Demanda por petróleo na China cai 20% por coronavírus

(Bloomberg) — A demanda chinesa por petróleo caiu em cerca de três milhões de barris por dia, ou 20% do consumo total, diante do impacto do coronavírus na economia, segundo pessoas com informações sobre o setor de energia do país.

A queda é provavelmente o maior choque de demanda sofrido pelo mercado de petróleo desde a crise financeira global de 2008-2009 e o mais repentino desde os ataques de 11 de setembro. A baixa poderia obrigar a uma intervenção da Opep e aliados, que avaliam uma reunião de emergência para reduzir a produção e estancar a queda dos preços, que estão a caminho do menor fechamento em quatro meses.

“É realmente um evento de cisne negro para o mercado de petróleo”, disse John Kilduff, sócio da Again Capital, em Nova York. “Havia alguma esperança para as perspectivas de demanda este ano antes do surto, mas isso foi revertido. A Opep+ tem que reagir. Se não houver mais cortes na produção, a queda dos preços vai continuar.”

A China é o maior importador de petróleo do mundo, depois de ter ultrapassado os Estados Unidos em 2016, portanto, qualquer mudança no consumo tem impacto enorme no mercado global de energia. O país consome cerca de 14 milhões de barris por dia – o equivalente às necessidades combinadas da França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul.

Executivos do setor de petróleo chineses e ocidentais, falando sob condição de anonimato, disseram que o declínio foi medido em relação aos níveis normais para esta época do ano. É uma medida da atual queda da demanda, e não da perda média desde o início da crise, que seria menor.

Pequim confinou milhões de pessoas em quarentena e o feriado de Ano Novo foi prorrogado. Voos foram cancelados e autoridades de todo o mundo tentam conter a propagação do vírus. Tradicionalmente, durante o feriado de Ano Novo, a demanda por gasolina e combustível de aviação aumenta já que centenas de milhões de pessoas voltam para casa, enquanto o consumo de petróleo cai devido à menor atividade industrial.

O colapso do consumo de petróleo na China começa a reverberar no mercado global de energia. As vendas de alguns produtos brutos desaceleram, e os preços de referência estão em queda livre. Exportações de cargas de petróleo da América Latina para a China estavam paralisadas na semana passada, enquanto as vendas de petróleo da África Ocidental, uma fonte tradicional para refinarias chinesas, também registram ritmo mais lento do que o normal, disseram operadores.

Refinarias chinesas estão armazenando derivados de petróleo não vendidos, como gasolina e combustível de aviação, segundo os executivos. Mas os estoques crescem a cada dia e algumas refinarias podem, em breve, atingir seus limites de armazenamento. Se isso acontecer, a quantidade de petróleo processada teria que ser diminuída. Um executivo disse que as operações nas refinarias provavelmente serão reduzidas em breve em 15% a 20%.

Há sinais de que isso já está acontecendo. A Sinopec, maior refinaria do país, está reduzindo as operações em suas usinas em uma média de 13% a 15% e analisará se outros cortes serão necessários em 9 de fevereiro, segundo uma das pessoas. A empresa não quis comentar.

Cerca de 18 refinarias de petróleo independentes podem estar diminuindo o ritmo ou suspendendo completamente as operações à medida que a capacidade de armazenamento diminui, de acordo com traders a par do funcionamento das usinas conhecidas como bules de chá. A China possui cerca de 40 refinarias independentes, localizadas principalmente na região leste de Shandong, que representam cerca de 25% da capacidade de processamento do país.

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Henrique Bredda no livro Fora da Curva 2: “O grande investimento da Alaska começou com mal-entendido”

SÃO PAULO – Com lançamento previsto para meados de fevereiro, o livro Fora da Curva 2 reúne as histórias de 13 ícones do mercado financeiro nacional.

Entre eles, estão os gestores de fundos de ações Henrique Bredda, da Alaska, Leonardo Linhares, da SPX, Mauricio Bittencourt, da Velt, e Roberto Vinhaes, fundador de uma das casas mais tradicionais do país, a Investidor Profissional.

Também fazem parte do livro Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da gestora Gávea, Márcio Appel, fundador da Adam, Paulo Passoni, atualmente no Softbank, e Arthur Mizne, fundador da M Square.

Há ainda os gestores de fundos de private equity Martin Escobari, da General Atlantic, e Patrice Etlin, da Advent, além da investidora especializada em inovação Veronica Serra.

Do lado dos empreendedores, Guilherme Benchimol, fundador da XP Inc., e André Street, fundador da Stone.

Os organizadores do livro são Florian Bartunek, sócio-fundador da gestora Constellation, o advogado Pierre Moreau e Giuliana Napolitano, editora-chefe do InfoMoney. O projeto surgiu em 2016, com a primeira edição do Fora da Curva, que reuniu os depoimentos de dez grandes investidores.

Em ambas as edições, os entrevistados contam, em primeira pessoa, como tomam decisões de investimento, quais foram seus grandes acertos e seus erros. Falam ainda sobre o começo da carreira e os desafios profissionais que enfrentaram.

Confira a seguir trechos exclusivos do Fora da Curva 2:

Henrique Bredda, sócio da gestora Alaska

(Antes da Alaska, Bredda foi sócio de outra gestora, a Skipper, em 2010, e o depoimento a seguir começa por esse período.)

“Em 2012, virei gestor de fato do nosso fundo de ações, que se chamava Black, e o estresse aumentou, porque eu não tinha a confiança de todos os sócios. Passei o ano batendo na tecla da filosofia fundamentalista de investimento, da importância de analisar as empresas a fundo e ter visão de longo prazo, e os resultados acabaram sendo muito bons. O Black teve um rendimento de 38% em 2012.

Mas, no ano seguinte, o Brasil começou a desaquecer, e o fundo perdeu 9%. Até aí, nada de mais para um fundo de ações. Em 2014, em meio ao estresse eleitoral – caiu o avião de um dos candidatos, Eduardo Campos, que faleceu; a ex-presidente Dilma Rousseff foi reeleita e ninguém sabia o que esperar –, o Black teve mais um ano negativo: baixa de 15%. Tentei uma fusão com outra gestora, a VentureStar, mas não deu certo porque não havia alinhamento entre os sócios.

Quem nos salvou – apesar de a gente não saber disso na época – foi Angela Freitas, que era sócia da Skipper e é minha sócia até hoje. Ela deu a ideia de conversarmos com Luiz Alves Paes de Barros, um ícone do mercado financeiro do país. Ele teve muito sucesso investindo dinheiro próprio na bolsa ao longo de décadas e descobrimos por acaso que também estava buscando uma equipe para montar uma gestora. Meu santo bateu muito rápido com o de Ney Miyamoto, sócio de Luiz Alves que estava encarregado de achar essa equipe. Em um dia de conversas, já havíamos decidido que faríamos algo em conjunto. A parceria de fato levou uns três meses para ser concretizada, porque havia aspectos legais e burocráticos para serem ajustados, porém o mais importante era que estávamos totalmente alinhados. Nascia a Alaska, que é um acrônimo para Angela, Luiz Alves e Skipper.

Mantivemos o Black na nova gestora, com uma estratégia parecida com a que eu havia adotado quando virei gestor, em 2012: procurar empresas fora do radar da maioria dos investidores e analisá-las a fundo antes de investir. Sempre quis me desvencilhar completamente da obrigação de seguir o desempenho do Ibovespa. Não queria ser forçado a avaliar Petrobras só porque é uma das maiores empresas da bolsa e está no índice. Além disso, queria poder investir em ações de empresas estrangeiras, por meio de BDRs, fazer hedge (proteção) cambial e operar juros, porque todos esses mercados se conversam. Um exemplo: se eu decido comprar ações de uma exportadora sem fazer hedge, preciso ter uma opinião sobre o câmbio, porque os papéis dessas empresas sobem quando o dólar valoriza e vice-versa. Mas eu não quero analisar o câmbio, quero analisar apenas a companhia. Para isso, preciso do hedge.

(…)

Quando fizemos a junção com o time de Luiz Alves, expliquei a ideia e eles gostaram, então deixamos o mandato do fundo mais aberto, passando a investir também em juros e câmbio. O jeito de escolher empresas não mudou. O que mudou foi a qualidade técnica, graças à influência de Luiz Alves.

(…)

O grande investimento da Alaska foi a compra de ações do Magazine Luiza, e começou com um mal-entendido, justamente em 2015. Estávamos trabalhando com Luiz Alves fazia uns três meses quando ele me mandou um e-mail com frases meio truncadas. Escreveu algo do tipo: ‘Magazine Luiza, queda, 40%’. Entendi o seguinte: dá uma olhada no Magazine, porque a ação está caindo 40%. Em 2015, estava mesmo. Querendo mostrar serviço rápido, marquei uma reunião com o CFO (vice-presidente financeiro) da empresa e liguei imediatamente para Luiz Alves. E ele: ‘Mas por que você fez isso?’. Eu falei do e-mail, e ele explicou que havia conversado com um fornecedor do Magazine, que contou que as vendas estavam caindo 40%. Me senti o imbecil. Mas achei chato desmarcar e disse para Luiz que iria e depois contaria como havia sido. No final, ele resolveu ir junto.

Achamos que iríamos encontrar uma companhia desorganizada, com funcionários desanimados, clima pesado. Mas vimos o contrário: um formigueiro com pessoas trabalhando freneticamente. A empresa estava cortando custos, revendo processos e tentando se tornar mais ágil. Voltando para o escritório, eu disse: ‘A empresa está tomando atitude’. Luiz falou: ‘Gostei da turma lá’. Em 2015, com a recessão, as vendas do varejo caíam fortemente, e as de eletroeletrônicos, que eram o forte do Magazine Luiza, diminuíam mais ainda. Ele me pediu para olhar os números, e achei que precisava de mais uma reunião lá. Dessa vez, marcamos já com a cabeça de fazer uma análise mais profunda.”

Guilherme Benchimol, fundador da XP Inc.

“Se tivesse de escolher um fator como responsável por nos fazer chegar até aqui diria que é a nossa cultura. Existem três valores fundamentais na XP: sonho grande, mente aberta e espírito empreendedor. Acreditamos que tudo é possível, para tudo existe um caminho: basta ter um sonho grande e muita garra para atingir seu objetivo. É importante ter mente aberta e humildade porque, por mais que o plano seja sólido, pode ter de ser modificado ao longo do tempo, e é preciso aceitar isso. Também queremos pessoas com espírito empreendedor, ou seja, que se comportem como CEOs, assumam responsabilidades e sejam capazes de partir para a ação com o mínimo necessário para gerar valor. Testar ideias novas é vital para fazer a empresa evoluir.

Antes de contratar, procuramos avaliar se a pessoa tem essas características e a vontade de montar algo grande, transformador, no longo prazo. Muitos jovens de hoje são imediatistas demais: querem virar diretores do dia para a noite, mas não funciona assim. É preciso ir ligando os pontos de olho nos objetivos de longo prazo. As realizações que de fato importam são construídas assim.

Atrair e reter pessoas talentosas foi um dos grandes desafios da XP. No começo, eu era o CEO de uma empresa com mais um sócio e dois estagiários. Tempos depois, éramos uma salinha com trinta pessoas, depois com cinquenta, cem, duzentos. Em 2019, a empresa tinha aproximadamente 1900 funcionários, além de cerca de 5 mil agentes autônomos de investimentos. Tivemos de fazer várias transformações no estilo de gestão, e eu precisei mudar para me adaptar a cada novo cenário. Numa empresa que dobra a cada ano porque o mercado permite, quem não evolui acaba ficando pelo caminho. Com o tempo, aprendemos a buscar no mercado os profissionais de que a empresa precisa em cada fase em que está. É necessário encontrar pessoas que andem junto com a sociedade, tenham reconhecimento adequado e principalmente a cultura certa – não adianta ser alguém com alta performance se os valores não combinam com os da companhia.

O desafio da XP é crescer mantendo o espírito de startup – ou seja, continuar sendo uma empresa de dono, em que se presta atenção aos mínimos detalhes.

Além disso, para esse espírito empreendedor continuar, é fundamental dar espaço para projetos novos. Ao mesmo tempo, é preciso manter a empresa lucrativa e crescendo. Não existe uma fórmula exata que garanta o equilíbrio entre essas duas coisas, mas acho que nosso time de líderes e nosso sistema de metas têm garantido isso. Cada projeto tem seu objetivo e seu indicador. Se a equipe não está atingindo a meta, pode adotar outra medida, mas precisamos enxergar o valor do que está sendo feito. Quando fica evidente que não vai dar certo, abandonamos. Por isso, também é importante ser humilde. Se, na prática, a ideia que parecia brilhante não deu tão certo, vamos interromper. E partir para a próxima. Normalmente, quando se faz uma autocrítica baseada em fatos e dados, a verdade não demora a aparecer.”

Roberto Vinhaes, fundador da Investidor Profissional e Pipa Global

“A partir de 2003, quando houve uma euforia com o Brasil e a bolsa local passou a subir muito, a IP captou bastante dinheiro. Tínhamos um histórico longo e bom, o que facilitava. O problema era a dificuldade de investir esses recursos. O mercado brasileiro é pequeno, e as ações estavam caras porque a demanda era grande. Havia diversas aberturas de capital, mas acho um problema comprar o papel de empresas novatas. A assimetria de informações é enorme: os donos e os assessores que estão estruturando a abertura de capital sabem muito, e o restante do mercado, pouco. Quando eu falava isso para os outros sócios da IP, diziam que eu estava ficando velho, que não entendia como o mercado funcionava. Respondi: ‘Verdade, estou ficando velho e velho não pode ficar nervoso’. Em 2006, decidi tirar um período sabático e fui morar em Londres. Foi um dos maiores erros que cometi.

Dois anos depois, a IP estava um horror. A visão da equipe era que a crise internacional de 2008 era uma marolinha que não teria impactos mais sérios no Brasil e que a nossa economia estava ótima. Eu não concordava. Além disso, a performance estava ruim: o fundo perdeu 40% em 2008, praticamente o mesmo que o Ibovespa. Ou seja, não havíamos sido capazes de gerar qualquer valor para os cotistas. Decidi voltar para a gestora.

Quando cheguei, mandei 70% dos funcionários embora, além de dispensar a maioria dos clientes, para termos um tamanho adequado para gerar retorno. Idealmente, uma gestora deve ser minimalista e ter, no máximo, vinte investimentos – o melhor são doze – e cerca de vinte cotistas. O dia tem apenas 24 horas, e preciso estar bem informado: expandindo demais, não consigo dar conta de tudo. Nossos principais investidores são empresários, ex-empresários ou executivos, que analisam as coisas da mesma forma que a gente. Nunca tem ninguém perguntando o que a gente acha do próximo trimestre ou da oscilação do câmbio. Eles querem saber, na nossa opinião, qual será a próxima inovação que poderá transformar – para melhor ou pior – um setor.

(…)

O que mais faz diferença no retorno de um investimento é a qualidade da gestão da empresa. Quando adquirimos ações da Renner, estávamos na verdade comprando José Galló, que presidiu a empresa por quase vinte anos, com bastante sucesso. Em segundo lugar, vem o fato de o interesse da administração estar alinhado ao dos acionistas e, em terceiro, o plano de negócios.

Também é importante fazer uma análise multidimensional das empresas e dos setores em que estão inseridas. Para ficar no exemplo da Renner: quando os juros sobem, alguns analistas afirmam que isso pode prejudicar as vendas, porque dificulta as compras parceladas. É verdade, mas há um fator muito mais importante, que são os produtos de outros segmentos, especialmente os celulares. Se o cliente resolve trocar de celular, sobra menos dinheiro para gastar com roupas. Os concorrentes da Renner estão em diferentes mercados. Galló sabia disso, e um bom investidor também precisa levar esse fato em conta.”

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Brasil poderá ter pagamentos via WhatsApp

O WhatsApp deve expandir para mais países seu recurso de transferência de dinheiro pelo aplicativo ainda neste ano. Desde 2018, a ferramenta é testada na Índia. A declaração foi feita pelo presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, nesta semana, durante conferência com investidores.

Segundo o executivo, o WhatsApp Payments deve chegar a países em que o aplicativo tem grande base de usuários, como Brasil, México, Indonésia e Índia.

A ferramenta de pagamentos permite que usuários façam transferência de dinheiro pelo aplicativo. “É tão fácil quanto mandar uma foto”, afirmou Zuckerberg na conferência, completando que a função foi testada com 1 milhão de pessoas na Índia, com uma boa receptividade pelos usuários.

“Estou realmente animado com isso e espero que a função comece a ser lançada em vários países e que tenhamos progresso nessa área nos próximos seis meses”, disse ele.

De acordo com a empresa, o WhatsApp Payments será integrado à estrutura do Facebook Pay, plataforma de pagamentos da rede social, anunciada no ano passado.

Ela permite que usuários transfiram dinheiro ou façam pagamentos, em compatibilidade com diferentes bandeiras de cartões de crédito e débito, além do PayPal. Hoje, esse recurso funciona apenas nos EUA.

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Petrobras negocia venda da Gaspetro na bolsa; Cogna fará oferta de R$ 2 bilhões em ações e mais destaques

Plataforma Petrobras

Em destaque no radar, a Cogna (COGN3) fará uma oferta pública primária de 172,1 milhões de ações na B3, ao valor de pelo menos R$ 2 bilhões. A empresa informou que usará a soma levantada para a aquisição de “sociedades que atuam no ensino superior” no Brasil. Posteriormente, a empresa ofertará ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) no valor de R$ 700 milhões, em outra operação.

Já a construtora e incorporadora MRV (MRVE3) comunicou que resolveu as questões sobre o investimento na sua subsidiária AHS Residential nos Estados Unidos. Segundo a MRV, houve uma conciliação de interesses entre o maior acionista individual no Brasil, Rubens Menin, e os outros acionistas.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Conforme destaca o jornal O Globo, a Petrobras negocia venda da Gaspetro na Bolsa em operação que pode levantar R$ 4 bilhões, segundo analistas. Por meio da subsidiária, estatal tem fatias em 19 distribuidoras estaduais de gás – o objetivo é sair do setor por completo.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a ideia é fazer uma oferta pública de ações da Gaspetro, subsidiária que reúne as participações da estatal nas distribuidoras, numa operação parecida com a que privatizou a BR Distribuidora, em 2019.

Já a greve de funcionários da Petrobras, iniciada na madrugada de sábado, seguiu no domingo e cinco sindicalistas da Federação Única dos Petroleiros (FUP) ocupavam desde as 15h de sexta-feira  uma sala do quarto andar do edifício sede da estatal, no centro do Rio. Eles afirmam que não deixarão o local enquanto a empresa não iniciar uma negociação.

A Petrobras divulgou hoje também um teaser para a venda do campo Papa-terra, na Bacia de Campos (RJ). Segundo a Petrobras, o campo Papa-terra entrou em operação em 2013, fica em águas profundas (1.200 metros) e produz 17,3 mil barris por equivalência (boe) por dia. A Petrobras é a operadora do campo, com 62,5% de participação, enquanto a americana Chevron tem os 37,5% restantes.

Braskem (BRKM5)

Ainda em destaque, a Odebrecht e a Petrobras conversam sobre uma possível migração da petroquímica para o Novo Mercado da B3, segundo informações do jornal Valor Econômico.  Seria a forma da estatal deixar o capital da Braskem.

Cogna (COGN3)

A Cogna fará uma oferta pública primária de 172,1 milhões de ações ordinárias no Brasil e projeta levantar uma soma de ao menos R$ 2 bilhões, tomando por base o preço do papel no fechamento do pregão de 31 de janeiro na B3, ou R$ 11,62. A empresa de educação (antiga Kroton) também fará uma oferta adicional de ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), avaliada no valor de R$ 700 milhões. Juntas, as duas operações deverão levantar R$ 2,7 bilhões para a Cogna.

A empresa informou que usará o dinheiro das operações para a aquisição de “sociedades que atuam no ensino superior” no Brasil. O bookbuilding deve começar nesta segunda-feira, com encerramento no dia 5 de fevereiro. A oferta na B3 ocorrerá no dia 13, com liquidação no dia 14. No Brasil, a oferta será coordenada pelo bancos Itaú, Bradesco, BTG Pactual, Morgan Stanley, Credit Suisse, J.P. Morgan e Santander Brasil.

Gol (GOLL4) e Smiles (SMLS3)

A Gol concluiu na sexta a primeira etapa da reorganização societária da Smiles, proposta em dezembro. A companhia aérea transferiu as ações da Smiles de sua titularidade para sua subsidiária Gol Linhas Aéreas (GLA). Com isso, ela passou a ser controladora indireta da empresa de fidelidade.

Após essa etapa, as ações da GLA serão incorporadas pela Gol. Por fim, as ações PN resgatáveis da GLA e as da Gol serão resgatadas com pagamento em dinheiro. A Gol ofereceu, ao anunciar a reestruturação, duas relações de troca, em que uma ação da Smiles seria trocada por uma fração de um papel da Gol acrescida de um valor de resgate.

Na primeira relação, cada ação ordinária da Smiles corresponde a 0,6319 ação preferencial da Gol mais R$ 16,54 como valor de resgate. Uma relação opcional oferece 0,4213 ação PN da Gol para cada papel ON da Smiles mais R$ 24,80 como valor de resgate. As relações levam em conta o valor de R$ 39,25 por ação da Gol e de R$ 41,34 por ação da Smiles.

Linx (LINX3)

A Linx acertou a compra da Neemo por R$ 17,6 mi à vista, destacou a companhia em comunicado. A Neemo, uma empresa que presta serviços de
comércio eletrônico, tem faturamento bruto esperado para 2020 de R$ 7,7 milhões.

Além dos R$ 17,6 milhões à vista, um valor de até R$ 4,8 milhões poderá ser pago dependendo de metas a serem alcançadas entre 2021 e
2023.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro divulgou na manhã de hoje seus resultados do quarto trimestre de 2019. A Porto Seguro mostrou que houve uma queda de 4,2% no lucro líquido, de R$ 387 milhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 371 milhões em igual período do ano passado.

O faturamento bruto da seguradora cresceu 5,2% para R$ 4,9 bilhões no quarto trimestre de 2019, sobre igual período do ano anterior. A empresa destacou que houve um crescimento de 11% no número de usuários do cartão de crédito Porto, “superando pela primeira vez a marca de 1 milhão de usuários”. Outro destaque foi a expansão dos planos de saúde, médico e odontológico, da Porto Seguro, de 17,6% no quarto trimestre do ano passado, sobre igual trimestre de 2018.

A queda do lucro líquido no último trimestre do ano passado é explicada “em razão da redução da taxa de juros”. Embora tenha caído no último trimestre, o lucro líquido da PSSA3 subiu 5% no ano inteiro de 2019, sobre 2018, para R$ 1,3 bilhão. O índice de sinistralidade, importante no setor, teve uma leve piora nos seguros de carros, para 57,1% no último trimestre – três pontos porcentuais acima do mesmo período do ano anterior.

“O aumento foi justificado pelo crescimento das despesas com colisão e pela base de comparação, já que em 2018 a sinistralidade permaneceu muito abaixo da média histórica”, comenta a PSSA3. O lucro antes do IR e da CS foi de R$ 592,7 milhões no quarto trimestre, uma queda de 6,2% sobre os R$ 661,3 milhões de igual período de 2018.

MRV (MRVE3)

Os acionistas da MRV aprovaram o investimento que a construtora e incorporadora imobiliária mineira fará na sua subsidiária americana AHS Residential. A questão levou vários meses para ser resolvida e a MRV comunicou que os interesses do principal acionista individual da empresa no Brasil, Rubens Menin, foram conciliados aos dos outros acionistas brasileiros da MRV. A AHS Residential é uma subsidiária que a MRV montou nos Estados Unidos para explorar um ramo em crescimento no mercado imobiliário local, o da construção e aluguel de imóveis residenciais. A AHS Residential realizará seus investimentos após subscrever US$ 236 milhões (R$ 986,4 milhões) em ações nos EUA, nos próximos quatro anos.

Engie (EGIE3)

A Engie Brasil aprovou a emissão de até R$ 500 milhões em debêntures da sua subsidiária Engie Transmissora. As debêntures são simples e não conversíveis em ações, com prazos de vencimentos em nove emses a partir da emissão. A empresa, filial do grupo franco-belga Engie, informou que pagará juros correspondentes a 100% do DI mais 0,67% ao ano no papel.

Inepar (INEP4

A Inepar Indústria e Construções, de Curitiba (PR), comunicou ao mercado que aumentou o capital social em R$ 2,6 milhões, através da conversão de 2,6 milhões de debêntures da sexta série em 37 mil ações ordinárias. A Inepar está em recuperação judicial. Segundo a empresa, seu capital social passou para R$ 415, 1 milhões.

AMBEV (ABEV3)

O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo da ação da cervejaria Ambev de R$ 22,00 para R$ 18,50, citando o cenário de maior concorrência no setor de cervejas no Brasil a partir do quarto trimestre do ano passado. O BBI também reduziu a projeção de crescimento da receita da Ambev de 7% para 4,5% no quarto trimestre de 2019. A recomendação para o papel ABEV3, contudo, permaneceu neutra. Os analistas projetam que a expansão do volume de vendas das cervejarias no Brasil será baixa em 2020, ao redor de 2%, com uma pressão de preços muito forte nos fabricantes – Heineken, Eisenbahn e Amstel dobraram a capacidade de produção. Por isto, as margens tendem a ficar baixas.

Unidas (LCAM3)

A Unidas elegeu Eduardo Luiz Wurzmann como presidente do Conselho de Administração.

Oi (OIBR3;OIBR4)

A coluna de Lauro Jardim, do Jornal O Globo, informou que, depois de vender sua fatia na angolana Unitel e de contratar o Bank of America para vender sua operação de telefonia móvel, a Oi estudaria se desfazer se sua rede de fibras ótica que leva a banda larga da empresa Brasil afora.

Contudo, em nota, a Oi informou que não planeja a venda dos seus ativos de fibra ótica. O pilar central do plano estratégico da Oi prevê que a empresa será a maior companhia de infraestrutura de fibra do Brasil e viabilizadora da banda larga de última geração no país.

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(Com Bloomberg e Agência Estado)

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Cisão da GAP, Sharp duplica patrimônio e tem um dos melhores fundos da década

SÃO PAULO – Serão os algoritmos algum dia capazes de “identificar o próximo André Street a partir de uma apresentação, acreditar no turnaround da Magazine Luiza, mas desconfiar da Oi, ou compreender incentivos não econômicos e analisar a cultura enraizada em cada companhia” para escolher automaticamente em que empresas investir?

A provocação está na última carta aos investidores da Sharp Capital, publicada em janeiro – um documento que, admitidamente por um “misto de curiosidade e autopreservação”, discute a interferência das máquinas na precificação dos ativos e na forma de investir. Não é por acaso.

Um estilo focado na análise das ações para comprar ou vender, feita por seres bem humanos, foi o que garantiu à gestora a terceira colocação entre os melhores fundos multimercado da década, segundo o ranking InfoMoney-Ibmec 2020.

A Sharp Capital nasceu da cisão de uma das mais tradicionais gestoras independentes de fundos, a carioca GAP Asset Management. Liderado por Ivan Guetta, que trabalhava na GAP desde 2003, o time responsável pela área de renda variável migrou em bloco para a nova gestora, fundada oficialmente dois anos atrás.

Não foram sozinhos: levaram consigo os fundos que geriam e os cerca de R$ 2,5 bilhões que estavam aplicados neles, além de um histórico já conhecido de resultados consistentes. Com o bom momento da Bolsa brasileira, que valorizou as aplicações, e a chegada de novos clientes, a Sharp mais que dobrou de tamanho desde que passou a existir como uma gestora solo.

A casa encerrou 2019 com quase R$ 6 bilhões sob gestão, divididos em duas grandes estratégias: uma focada em valor absoluto e outra em valor relativo.

É na estratégia de valor relativo que se insere o fundo Sharp Long Short, o terceiro melhor multimercado da década, com um retorno acumulado de 204% no período. Grosso modo, a carteira é formada por pares de ações compradas e vendidas. Mais do que o lucro absoluto com a alta ou a queda de cada papel, o objetivo é conseguir o ganho relativo resultante do desempenho do par em conjunto.

Desempenho

Guetta já era reconhecido pela habilidade com esse tipo operação desde a GAP, o que seguiu sendo seu diferencial também na própria gestora. “O Sharp é um dos poucos fundos long short da indústria brasileira que tem conseguido se sair bem há um longo período”, diz um analista de fundos.

Enquanto na indústria de long short o mais comum é os gestores comprarem ações e venderem o índice Ibovespa, no Sharp, a ponta vendida raramente não é feita também com ações. “Trata-se de uma gestora focada não apenas na escolha dos melhores papéis, como também no momento certo de comprá-los e vendê-los”, afirma o analista.

Desde que foi criado, em 2005, ainda como GAP Long Short, o fundo rendeu 510%, contra 356% da taxa do CDI, seu benchmark. A conta considera o acumulado até 2019.

Curiosamente, o Sharp Long Short é o menor fundo da gestora atualmente, com um patrimônio líquido de R$ 216 milhões. A carteira está fechada para novas aplicações há cerca de cinco anos. Nesse período, as únicas movimentações permitidas foram os resgates.

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Desde 2015, a Sharp tem focado os esforços de captação no Sharp Long Short 2X, que replica a carteira do fundo original, mas com o dobro de exposição. O objetivo é aumentar o potencial de ganho – o que, tudo indica, tem sido possível. No ano passado, enquanto o primeiro fundo rendeu 6,7%, o segundo alcançou 9%.

Com ressalvas: “Assim como alguns placares esportivos às vezes não contam toda a história do jogo, esse resultado aparentemente tranquilo certamente não veio sem esforço e sofrimento”, diz a Sharp sobre o Long Short 2X na carta anual para seus investidores, publicada em janeiro. “O ambiente de otimismo e recuperação econômica deixa o investimento em shorts ainda mais desafiador, mesmo com valuations que seriam um belo estímulo em outros tempos.”

De estagiários a gestores

Os fundos da Sharp costumam ter a carteira diversificada, sem uma preferência explícita por um setor ou outro. Ainda assim, algumas das suas apostas históricas são conhecidas no mercado.

Uma delas foi nas ações da Equatorial Energia, nos idos de 2006, quando a empresa estreou na Bolsa. De lá para cá, o valor do papel foi multiplicado por 12, e uma parte da posição está mantida nas carteiras da gestora até hoje – inclusive no Sharp Long Short. É uma exceção em relação ao padrão mais usual da Sharp, que costuma trabalhar com um horizonte de três anos para os seus investimentos.

Também é característica da gestora manter um time equilibrado e estável ano após ano. Das 11 pessoas que compõem a equipe de gestão, nove começaram como estagiários. Guetta e Marcelo Clark, por exemplo, que também integra a diretoria executiva da Sharp, trabalham juntos há 13 anos.

Todos os materiais informativos reforçam e valorizam esse ponto – em seu site, aliás, a gestora se define como “uma empresa de donos, organizada sob um modelo de partnership”. Parcela relevante do patrimônio dos sócios é mantida aplicada nos próprios fundos.

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Fund Pickers: como NÃO escolher um fundo de investimento

“Investir em fundos é fácil! Vai na plataforma da sua corretora, ordene os fundos pela maior rentabilidade dos últimos 12 meses e escolha os primeiros colocados”.
— Zé Cotinha, investidor despreparado

Ninguém que se diga analista de fundos ou assessor de investimentos repetiria isso. Estas é uma declaração inventada, mas que poderiam ser ditas por muitos investidores despreparados (às vezes chamados de Zé Cotinha).

Mas se ninguém sério disse isso, por que tanta gente investe em fundos tomando como parâmetro apenas o que este botãozinho mostra?

Aos que não sabem como funciona um fundo de investimento, um resumo breve. Em um fundo, há duas figuras principais: i) o gestor (geralmente um profissional com longa experiência), que, munido de uma equipe focada em acompanhar o mercado e com ferramentas necessárias para tomar melhores decisões, aloca o dinheiro nas melhores opções do mercado; ii) o cotista, que é quem “dá” o dinheiro para este fundo. Em poucas palavras: quando você aplica num fundo, você está terceirizando toda a tomada de decisão de investimento para um profissional – e por esse “serviço”, o gestor cobra taxas.

Posso dizer, como analista de fundos, que escolher o melhor fundo para investir não é uma tarefa tão trivial. Mas é justamente nessa dificuldade que muitos investidores simplificam o processo e escolhem fundos como eu escolhia doce quando criança: pela aparência – ou, no caso dos fundos, pela performance.

Embora pareça intuitivo, escolher fundos de investimentos olhando só para a rentabilidade de 12 pode ser muito perigoso. Poderíamos falar muito sobre isso, mas como valorizamos cada minuto de seu tempo, vou resumir esse perigo na frase mais clichê do mercado financeiro: rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro.

Muitas vezes, um fundo estar entre os mais rentáveis significa apenas “corri mais riscos do que os outros no mercado, mas me dei bem!”. A pergunta aqui é: e quando ele correr riscos mas se der mal, o que acontecerá com a rentabilidade do fundo?

Em uma entrevista com o nosso querido Thiago Salomão, Florian Bartunek, gestor da Constellation, disse que prefere  ficar no fim do primeiro quartil ou no começo do segundo. Fazendo uma analogia com futebol: se o ranking fosse a tabela da Libertadores, seria como se o fundo estivesse em 4° ou 6° colocado. Isso porque, segundo ele, o fundo que aparece como melhor do Brasil nesse quesito corre o risco de aparecer como um dos piores na próxima janela. Tudo isso para dizer que o curto prazo não vai apontar, de fato, qual o melhor fundo.

O foco em consistência de resultados em prazos mais longos é muito mais importante do que janelas de 12 meses.

Conclusão: diversifique e esqueça o curto prazo! Aquela máxima que investidores de ações usam de “não colocar todos os ovos no mesmo cesto” também vale para fundos. Gestores em geral são grandes profissionais e que podem ter resultados espetaculares no mercado, mas não podemos esquecer que eles são humanos, demasiadamente humanos, e estão expostos a problemas que podem até não estar ligados ao mundo dos negócios mas que podem abalar suas tomadas de decisões. Por isso, em vez de querer acertar “o fundo” e colocar todo o dinheiro nele, escolha alguns fundos e divida o dinheiro neles.

Não se iluda com a coluna da rentabilidade de 12 meses. A foto pode parecer bonita mas daqui 12 meses essa lista pode estar diferente.

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

As bolsas de valores da China fecharam hoje em forte queda, na volta do feriado do Ano Novo lunar. As medidas adotadas pelo BC chinês no final de semana não impediram uma venda generalizada de ações em Xangai e Shenzen; contudo, as outras bolsas da Ásia não foram muito afetadas, com Hong Kong fechando em leve alta. O preço da tonelada do minério de ferro desabou para US$ 86 na bolsa chinesa de Dalian na volta do feriado, enquanto o yuan desvalorizou-se frente ao dólar, na faixa dos 7 yuanes por US$ 1.

Segundo a CNBC, o governo chinês acusou os Estados Unidos de exagerarem e provocarem “medo” com o surto do coronavírus. Os futuros de Nova York avançam e as bolsas europeias abriram em alta.

Nos indicadores, serão publicadas hoje as pesquisas da Markit sobre a indústria em janeiro na Zona do Euro, Estados Unidos e Brasil. A FGV também publica o IPC-S, que deve mostrar desaceleração dos preços.

1. Bolsas mundiais

As medidas adotadas pelo Banco Popular da China, o BC chinês, não evitaram hoje uma venda geral de ativos nas bolsas de valores chinesas, que fecharam com fortes quedas de 7,75% em Xangai e 8,4% em Shenzen. As bolsas da China estavam fechadas desde 24 de janeiro. Mas as outras bolsas de valores da Ásia tiveram reações diferentes, com Seul fechando estável e Hong Kong com pequeno avanço.

As bolsas europeias abriram em alta, enquanto os futuros de Nova York avançam na manhã de hoje. O surto do coronavírus, contudo, permanece uma ameaça, com o número de pessoas atingidas ultrapassando 17,2 mil e 362 mortes. A chancelaria chinesa acusou os governos de alguns países, especialmente dos Estados Unidos, de exagerarem nas medidas contra o surto e espalharem o “medo”.

Os esforços globais para conter a disseminação aumentaram depois que as Filipinas notificaram a primeira fatalidade fora da China e os EUA confirmaram mais infecções.

Voltando às commodities, o petróleo WTI mantém patamar de US$ 51 após despencar 12% nas duas últimas semanas.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h23 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,36%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,48%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,31%

*Dax (Alemanha) , +0,09%
*FTSE (Reino Unido), +0,35%
*CAC 40 (França), +0,05%
*FTSE MIB (Itália), +0,15%

*Nikkei (Japão), -1,01% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,01% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,17% (fechado)
*Xangai (China), -7,72% (fechado)

*Petróleo WTI, +0,27%, a US$ 51,70 o barril
*Petróleo Brent, -0,23%, a US$ 56,49 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em forte queda. Em 03 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com queda de 7,97%, cotados a 606,500 iuanes, equivalentes a US$ 86,42 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0197 (-1,18%)
*Bitcoin, US$ 9.331,21, -0,05%

2. Indicadores econômicos

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga na manhã de hoje o IPC-S referente à última quadrissemana de janeiro. Já o Banco Central divulga a pesquisa semanal Focus.

Já a balança comercial deve mostrar superávit de US$ 275 milhões em janeiro, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, após superávit de US$ 5,6 bilhões na medição anterior e superávit de US$ 1,7 bilhão em janeiro de 2019; o ministério da Economia divulga o indicador às 15h.

A Markit publicará hoje o PMI, indicador de compras, do setor industrial em janeiro de três países e da Zona do Euro: Itália (6h), Zona do Euro (6h30), Brasil (10h) e Estados Unidos (11h45). Nos EUA, serão divulgados ao meio-dia os gastos com construção em dezembro.

3. Política 

O Congresso Nacional volta hoje do recesso com apenas três projetos prontos para votação, informa o jornal O Globo. A mudança na Lei do Saneamento é a única elencada como prioritária, no curto prazo, pelo poder executivo e pelos líderes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Há também as reformas tributária e administrativa, cuja tramitação ainda depende do envio das propostas do poder executivo. A oposição quer convocar o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para explicar as falhas no Enem, mas não definiu uma data. Desgastado pela crise com um dos seus assessores, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, lerá uma mensagem elencando as prioridades do governo.

4. Repatriação da China 

O governo brasileiro decidiu enviar um avião para retirar os brasileiros que estão em Wuhan, epicentro do surto do coronavírus chinês. Em vídeo, brasileiros na China pediram a Bolsonaro apoio para voltar ao país. Estados Unidos, Austrália, França e Reino Unido já resgataram seus cidadãos. Ontem as Filipinas registraram a primeira morte provocada pelo vírus.

5. Noticiário corporativo

A Cogna (COGN3) fará uma oferta pública primária de 172,1 milhões de ações na B3, ao valor de R$ 2 bilhões. A empresa informou que usará a soma levantada para a aquisição de “sociedades que atuam no ensino superior” no Brasil. Posteriormente, a empresa ofertará ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) no valor de R$ 700 milhões, em outra operação. Já a construtora e incorporadora MRV (MRVE3) comunicou que resolveu as questões sobre o investimento na sua subsidiária AHS Residential nos Estados Unidos. Segundo a MRV, houve uma conciliação de interesses entre o maior acionista individual no Brasil, Rubens Menin, e os outros acionistas.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Título paga inflação mais 3,38% ao ano nesta sexta-feira; confira taxas do Tesouro Direto

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, seguiram em alta na tarde desta sexta-feira (31), em meio à cautela dos mercados globais diante do coronavírus.

Pela manhã, o governo chinês atualizou para 9,6 mil o número de pessoas atingidas pelo coronavírus, com 217 mortes. Na véspera, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência global de saúde devido à epidemia que atinge a China, mas ressaltou que ainda não há recomendação para interromper voos nem comércio.

Na agenda de indicadores domésticos, a taxa de desocupação no Brasil ficou em 11% no trimestre encerrado em dezembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo IBGE. O resultado veio em linha com as expectativas calculadas pelo Projeções Broadcast, que iam de 10,8% a 11,3%. Na média anual, a taxa de desemprego foi de 11,9% em 2019.

Já a renda média real do trabalhador foi de R$ 2,3 mil no último trimestre, alta de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Ainda no radar, o Banco Central divulgou o balanço das contas públicas no último ano, que registrou um déficit primário de R$ 61,9 bilhões. Apesar de ter sido o sexto ano seguido de resultado negativo, o número representa melhora em relação a 2018, quando as contas ficaram negativas em R$ 108,3 bilhões.

Leia também:
Número de investidores no Tesouro Direto aumenta em 415 mil em 2019
Tesouro pretende lançar título prefixado com vencimento acima de 10 anos

No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2024 oferecia um prêmio anual de 2,31%, ante 2,30% a.a. na abertura do dia. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.978,25 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 59,56 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam 3,38% ao ano, ante 3,37% a.a. anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o retorno do papel com vencimento em 2022 avançava de 4,94% para 4,97% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2025 pagava 6,21%, ante 6,20% a.a. pela manhã.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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Saga de operador do flash crash de 2010 termina com final de Hollywood

(Bloomberg) — A história de Navinder Sarao acabou tendo o final de Hollywood merecido. Cinco anos depois de o trader ter sido preso na residência dos pais em Londres, acusado de manipular mercados, Sarao, de 41 anos, foi condenado por uma juíza dos Estados Unidos a voltar para casa com um ano de prisão domiciliar, escondido no mesmo quarto no qual cometeu seus crimes.

Durante a sentença, proferida na terça-feira em Chicago, até os promotores instaram a juíza a deixar Sarao ir para casa como um homem livre, citando seu diagnóstico de autismo e sua “cooperação extraordinária” para ajudar o governo a investigar outros casos.

Mas a juíza distrital dos EUA Virginia Kendall insistiu que o manipulador em série sofresse algum tipo de punição por colocar em risco a economia global, além dos quatro meses de prisão que já havia cumprido no Reino Unido.

Sarao pode ter tratado os mercados como um jogo de computador, disse Kendall, mas isso “não afeta a seriedade do que aconteceu” em 6 de maio de 2010, quando os mercados perderam US$ 1 trilhão em cinco minutos antes de se recuperarem.

Exatamente quanto a negociação de Sarao contribuiu para o chamado “flash crash” continua sendo objeto de debate considerável.A sentença coloca um ponto final em uma das histórias do mercado financeiro mais notáveis da memória recente, que revela muito sobre a natureza precária dos modernos sistemas financeiros eletrônicos e do fracasso dos reguladores e das bolsas em policiá-los adequadamente.

Fã de Messi

Sarao aprendeu a negociar em um pórtico no andar de cima de um supermercado depois de responder a anúncio de jornal em 2003. Do nada, ele acumulou milhões de dólares, comprando e vendendo contratos futuros do S&P 500 enquanto usava um agasalho e um par de fones de ouvido vermelhos para bloquear o som.

Depois de alguns anos, voltou para seu quarto para negociar sozinho, cercado por bichos de pelúcia e objetos de coleção de Lionel Messi, de acordo com documentos judiciais. Sarao ganhou dezenas de milhões de dólares, mas não contou à família ou amigos porque temia que eles o tratassem de maneira diferente. Sua compra mais extravagante foi um Volkswagen usado.

Mas, quando uma nova geração de participantes de mercado sofisticados e ultrarrápidos, conhecidos como traders de alta frequência, apareceu e tirou do mercado operadores diários como Sarao, ele tomou uma decisão fatídica de revidar, pagando a um programador que construísse uma máquina chamada NAVTrader.

O programa, que permitiu a Sarao fazer e cancelar grandes ordens, enganando os algoritmos das empresas de alta frequência, mostrou-se extremamente eficaz: em seu dia de maior sucesso, Sarao faturou mais de US$ 4 milhões. Mas também desestabilizou os mercados, de acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, inclusive no dia já volátil do flash crash.Levaria mais cinco anos e um informante para Sarao ser pego.

Naquela época, ele confiou seus ganhos a um elenco de investidores inescrupulosos que lhe prometeram retornos garantidos de dois dígitos. Em vez disso, ele perdeu tudo o que ganhou – cerca de US$ 70 milhões, de acordo com seus advogados -, algo que só descobriram quando tentavam conseguir US$ 5 milhões para a fiança.

Diante de poucas alternativas, Sarao fechou um acordo em 2016, declarando-se culpado de falsificação e fraude eletrônica, crimes com sentenças máximas de 10 e 20 anos, respectivamente. Na época, parecia inconcebível que ele não passasse pelo menos alguns anos na prisão.

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McDonald’s testa aditivo para competir com sanduíche de frango

(Bloomberg) — Em sua ambição de produzir um sanduíche de frango frito que desafie a rede Chick-fil-A, o McDonald’s introduziu um ingrediente na receita: o intensificador de sabor MSG, que tem tantos fãs quanto inimigos.

A maior rede de restaurantes do mundo testa atualmente sanduíches de frango com glutamato monossódico, um ingrediente que agrega sabor, mas também causa preocupações de saúde entre consumidores. O aditivo está sendo usado no novo sanduíche em teste em Knoxville, Tennessee e Houston, além de testes com salsichas, sopas e diferentes filés de frango crocante realizados em outras localidades.

O frango é um produto fundamental no negócio de fast-food. Anualmente, os norte-americanos comem mais frango do que qualquer outro tipo de carne, e o consumo está crescendo. Durante anos, o McDonald’s também tentou fazer um sanduíche de frango frito para rivalizar com a Chick-fil-A, a cadeia de Atlanta com seguidores fanáticos. A Chick-fil-A também usa MSG em seu sanduíche clássico de frango, e em outros itens do cardápio, assim como a Popeyes Louisiana Kitchen, que no verão passado introduziu um sanduíche que se esgotou em meio a um frenesi nas redes sociais.

“Estamos sempre ouvindo nossos clientes sobre nossas ofertas do cardápio”, disse uma porta-voz do McDonald’s em resposta a perguntas sobre a adição de MSG. O feedback e as informações do teste serão levados em conta para decisões futuras, disse.

Um representante da Chick-fil-A não quis comentar. Uma porta-voz da Popeyes confirmou que seu novo sanduíche tem MSG e não quis fazer outros comentários sobre o ingrediente.

O MSG é um intensificador de sabor usado há décadas depois do início de sua produção comercial no início do século XX. Agora é comumente associado a comida para viagem, sopas e carnes processadas. Embora o ingrediente seja considerado em geral seguro, segundo a FDA, que regula fármacos e alimentos nos EUA, seu uso é polêmico e algumas pessoas se queixam de efeitos colaterais, como dor de cabeça, dormência e palpitações cardíacas.

Atualmente, o McDonald’s não usa MSG em produtos de seu cardápio nos EUA e lista ingredientes do cardápio nacional no site, de acordo com a empresa.

Os clientes do McDonald’s em Houston e Knoxville responderam positivamente aos testes do Crispy Chicken Sandwich e Deluxe Crispy Chicken, oferecidos em mais de 230 lojas, segundo a porta-voz. O teste continuará por mais algumas semanas. A empresa também testa uma linguiça portuguesa e uma base de sopa com adição de MSG em locais selecionados no Havaí, além de mais filés de frango crocantes em Augusta, Geórgia e Seattle.

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