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XP: total de ativos sob custódia dobra no 4º tri de 2019; nº de clientes cresce 91%

Guilherme Benchimol, durante IPO XP Inc

SÃO PAULO – A XP Inc. divulgou hoje que o total de ativos sob custódia dobrou do quarto trimestre de 2018 para o mesmo período de 2019, ao passar de R$ 202 bilhões para R$ 409 bilhões. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 17%.

Os dados não consideram os números relativos a clientes investidores institucionais, como RPPSs (regimes próprios de previdência social) e seguradoras. Eles fazem parte de prévia de desempenho divulgada pela empresa nesta quinta-feira .

O número de clientes ativos cresceu 91% na base anual, de 892 mil para 1,702 milhão, do quarto trimestre de 2018 para o mesmo intervalo de 2019. Houve ainda um aumento de 11% em relação ao total registrado entre julho e setembro do ano passado.

A XP considera clientes ativos aqueles de varejo, com total sob custódia acima de R$ 100 ou que tenham feito alguma transação nos últimos 30 dias.

Por fim, o grupo atingiu NPS de 73 pontos no fechamento de 2019. Sigla em inglês para Net Promoter Score, a metodologia mede a disposição dos clientes em recomendar produtos e serviços de uma empresa. O cálculo reflete a média das respostas nos seis meses anteriores e é medido em uma escala que pode variar de -100 a 100.

As informações apresentadas são preliminares, não auditadas e estão sujeitas a revisão.

“Seguimos comprometidos a continuar executando nossas estratégias para desenvolver nosso crescimento robusto, cada vez mais penetrando em nossa base de clientes existente, expandindo nosso ecossistema e ampliando nossa capacidade de soluções. Esperamos criar valor a longo prazo para todos os nossos acionistas, à medida que avançarmos nos próximos anos”, afirmou, em nota a investidores, Guilherme Benchimol, CEO da XP Inc.

A companhia pretende divulgar os resultados financeiros completos do quarto trimestre e do ano fiscal de 2019 no dia 17 de março.

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Coronavírus: quais setores e ações da bolsa brasileira são os mais impactados pela nova emergência global?

Chineses com máscaras de proteção; coronavírus

SÃO PAULO – O temor sobre os efeitos do coronavírus vem impactando fortemente os mercados, inclusive o brasileiro, em meio às indicações de que o surto da doença que se assemelha a uma pneumonia afete fortemente a economia chinesa e, consequentemente, a mundial.

Conforme destacou Zhang Ming, economista do governo do gigante asiático, o crescimento econômico do país pode cair para 5% ou menos no primeiro trimestre por conta do surto, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira (30) o coronavírus como emergência global. O Brasil, por ser um dos maiores exportadores para a China, pode ver diversos setores da economia sendo impactados.

O Itaú BBA, o Morgan Stanley, XP Investimentos e Bradesco BBI apontaram o impacto para diferentes setores da economia da América Latina e, especialmente, para a brasileira.

A equipe de análise do Itaú BBA avalia que a China é o parceiro comercial considerado chave para a economia latino-americana, sendo o principal parceiro de Peru, China e Brasil, com o gigante asiático sendo responsável por mais de 20% do total exportado desses países. Assim, dada a importância dessa relação, é possível um impacto direto para o PIB dessas nações.

Apesar de haver vários segmentos impactados, a mensagem é de que não há motivos para pânico, ainda mais quando se traçam paralelos com outros surtos de doença ao longo dos últimos anos e o impacto para a economia e para os mercados no longo prazo. Contudo, no curto prazo, algumas empresas podem sofrer.

Veja abaixo alguns dos setores que podem ser impactados de forma significativo pelo surto de coronavírus:

Commodities

Mineração, siderurgia e celulose

Os analistas do Itaú BBA fizeram um paralelo entre o novo coronavírus e a crise com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), em 2003, que também levou a uma desaceleração da economia chinesa.

A análise sugere que a crise do SARS teve um impacto limitado nos preços de commodities em geral. Após a crise no início daquele ano, na segunda metade de 2003 os preços das ações de companhias do setor recuperaram o valor de antes do surto da doença. Contudo, eles fazem a ponderação de que a China tem agora um papel mais forte como demandante de commodities do que há 17 anos.

Neste cenário, mineração e companhias de celulose aparecem como mais expostas à China, com o Ebitda (lucro antes de juros, depreciações e amortizações) sendo mais diretamente afetados, o que é negativo para Vale (VALE3) e Suzano (SUZB3).

A China responde diretamente por 72% e 49% da demanda global por minério de ferro e cobre por via marítima, respectivamente, resultando em uma participação significativa no Ebitda das mineradoras. Os analistas apontam que 48% do Ebitda da Vale e 31% do Ebitda da CSN (CSNA3) estão vinculados ao gigante chinês.

Vale ressaltar que, durante o pico do surto de SARS, a produção de aço bruto e as importações de cobre cresceram a uma média de 22% e 53% ao ano respectivamente, indicando não haver um impacto claro no mercado físico do insumo.

“Dito isso, o sentimento negativo do mercado fez com que os preços do cobre caíssem cerca de 11% entre fevereiro e abril de 2003 antes de retornaram rapidamente aos níveis anteriores no final de maio”, avaliam os analistas.

Para eles, embora os preços mais baixos de minério de ferro e cobre possam pesar nas margens dos produtores, o efeito pode ser suavizado pelo fato das empresas de mineração estarem operando com custos baixos.

A China também responde pela maior parte do crescimento da demanda global de celulose (36%). Contudo, o impacto nas empresas brasileiras é diferente: ela é responsável por uma participação relativamente maior no Ebitda da Suzano (43%) do que da Klabin (15%).

“Houve um impacto limitado nos mercados físicos durante a crise da SARS, e os preços de celulose de fibra curta e longa permaneceram fortes e em alta, apoiados por um crescimento médio de 18% na produção de papel chinesa. No entanto, considerando que a China deve impulsionar todo o crescimento estimado para o setor nos próximos anos (entre 2020 e 2023), uma revisão para baixo das taxas de crescimento da demanda por celulose do país pode adiar a tão esperada recuperação dos preços da celulose”, avalia o Itaú BBA.

Por outro lado, avaliam, os resultados dos produtores de papel dependem mais da demanda regional, sugerindo uma resiliência relativamente mais alta dos números operacionais da Klabin em relação aos da Suzano. Enquanto isso, em meio ao surto (com as pessoas evitando sair de casa), o comércio eletrônico pode ganhar relevância na comparação com as lojas físicas na China, dando suporte ao aumento da demanda por embalagens.

Enquanto isso, as empresas siderúrgicas estão menos expostas diretamente à China, mas os preços globais podem impactar essas empresas. A maior parte das receitas e do Ebitda dessas companhias são provenientes de seus respectivos mercados domésticos, com a China tendo uma participação direta de menos de 5% do Ebitda.

“Dito isso, contudo, um potencial declínio nos preços globais do aço pode ter efeitos negativos sobre os preços no Brasil, Argentina e México devido às relações de paridade de importação. De fato, os preços domésticos de aço tipo HRC e vergalhão da China caíram 19% e 4%, respectivamente, de fevereiro a maio de 2003, antes de se recuperar para níveis anteriores em outubro daquele ano. Pelo lado positivo, moedas locais mais depreciadas podem ajudar a compensar parcialmente o impacto da queda dos preços”, avaliam.

Além disso, atenção para as possíveis medidas de estímulo do governo chinês, que podem ser anunciadas para reverter o cenário de desaceleração da economia e impactar positivamente as siderúrgicas e mineradoras.

Petroleiras

O petróleo do tipo brent registra uma queda de mais de 10% em apenas seis sessões, com o barril abaixo de US$ 58 o barril, uma vez que a preocupação sobre a demanda aumenta.

Conforme destacam os analistas do Morgan Stanley, as preocupações não são infundadas, uma vez que há um número crescente dos voos para a China está sendo cancelado, as restrições de viagens estão aumentando entre as cidades chinesas e o vírus está se espalhando para outros países. Levando em conta que tudo isso afeta as expectativas de crescimento econômico do maior importador de petróleo do mundo, há justificativas para a forte queda do petróleo.

As vendas de cargas da commodity da América Latina para a China foram interrompidas esta semana, com a crise do coronavírus paralisando um período de feriado já tranquilo, aponta a Bloomberg. Desde a semana passada, nenhuma venda de cargas para entrega em março do Brasil e da Colômbia foi registrada e cargas sem vender estão se acumulando, apontaram fontes à publicação.

As refinarias na China – que recebem 30% dos embarques do Brasil, Colômbia e de outros grandes exportadores da América Latina – deverão cortar a produção em meio a especulações de que restrições de viagem para conter a propagação do coronavírus reduzirão a demanda por gasolina, diesel e combustível de aviação, aponta a agência.

Um relatório da Platts Analytics calcula que, se o surto do coronavírus for tão grave como a epidemia da SARS, a demanda por petróleo poderá cair entre 700 mil e 800 mil barris diários no mundo, que são equivalentes a mais da metade do crescimento da demanda projetado para este ano. Segundo o ministro da Energia da Argélia, Mohamed Arkab, os membros da OPEP + estão considerando uma reunião de emergência em fevereiro devido a preocupações relacionadas ao coronavírus.

Porém, aponta o Morgan Stanley, caso a situação se estabilize, há espaço para os preços do petróleo voltarem para a casa dos US$ 65,00. Enquanto isso não acontece, as ações de petroleiras, como é o caso da Petrobras (PETR3;PETR4), podem repercutir a queda da cotação da commodity negativamente na bolsa.

A estatal tem reiterado sua política de seguir o princípio da paridade de importação – levando em conta preços no mercado internacional mais os custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, com impacto também do câmbio – e já cortou três vezes o preço dos combustíveis no mês. Em 14 de janeiro, a companhia promoveu um corte de 3% no diesel e gasolina. Na semana passada, a empresa diminuiu o preço médio da gasolina e do diesel nas refinarias em 1,5% e 4,1%, respectivamente. Nesta quinta, houve um novo corte dos preços de combustíveis, também de 3%.

Frigoríficos

Já para os frigoríficos, que até então tinham registrado um forte rali por conta de uma outra doença que estava afetando a China, no caso a gripe suína africana, a expectativa é de um impacto negativo no primeiro trimestre de 2020 (principalmente para as exportadoras) por conta do coronavírus, mas um impacto mais limitado no ano cheio.

Há dois possíveis efeitos no radar, avalia a equipe de análise: i) a redução da atividade econômica, o que deve reduzir a acessibilidade em um contexto em que a carne já é cara e ii) o cancelamento de eventos do Ano Novo Chinês, que poderia guiar altos estoques de produtos no começo deste ano. “Vamos mais risco neste segundo ponto e não esperamos nenhuma mudança significativa nas estimativas para a oferta e demanda da China para 2020”, avaliam os analistas ao citar que, no surto de SARS, também não houve mudanças expressivas na demanda por proteína.

Para eles, o consumo de proteínas, assim como de produtos do varejo, sofrerão menos do que as commodities diretamente impactadas com investimentos ou atividade econômica. Em 2003, aliás, houve um aumento na demanda pelas três principais proteínas (de frango, de boi e de porco) em 3,1% na base de comparação anual, marcando uma aceleração frente os dois anos anteriores.

De qualquer forma, a expectativa é de um primeiro trimestre de 2020 mais fraco depois que todos os efeitos do coronavírus forem contabilizados, também levando em conta que o momento é pior do que o SARS, uma vez que houve uma explosão dos casos na véspera do Ano Novo Chinês.

Há evidências de que vários eventos do ano novo chinês foram cancelados mesmo fora da área em que os focos estavam concentrados. Entre os mais importantes, estavam eventos em Pequim e Hong Kong. O feriado começou em 24 de janeiro, sendo geralmente este o período de maior consumo de proteína no país.

Um aumento no estoque de proteínas devido ao consumo mais fraco, na avaliação deles, pode sim prejudicar os exportadores brasileiros de proteínas no curto prazo. “Desta vez, esperamos que as importações se recuperem menos rapidamente se houver um estoque restante por conta do Ano Novo Chinês”, avaliam.

Porém, não espera-se que o coronavírus mude o quadro geral do déficit de proteína na China no contexto da febre suína africana (ASF), uma vez que a queda no consumo devido ao cancelamento dos eventos do Ano Novo deve ser 14 vezes menor do que a queda na produção na China causada pelo ASF.

Os eventos do Ano Novo Chinês aumentam a demanda em cerca de 3% do consumo anual de proteína em comparação com a média mensal regular. Isso significa que um declínio pela metade nos eventos do ano novo chinês levaria a uma redução de 1,5% na previsão de consumo para o ano de 2020, o que equivale a cerca de 1 milhão de toneladas para as três proteínas combinadas.

Como lembrete, a gripe suína africana levou a uma redução de 14 milhões de toneladas na produção de proteína chinesa. “Apesar do potencial aumento de curto prazo para as exportações brasileiras de proteínas, esperamos que o ASF continue sendo o principal impulsionador do mercado global de proteínas”, avaliam.

Aliás, durante painel realizado pelo Credit Suisse na última quarta-feira (29), os principais produtores de proteína do Brasil disseram que a epidemia de coronavírus poderia até aumentar a demanda por alimentos produzidos no Brasil, especialmente nos países asiáticos. O CEO da BRF, Lorival Luz, disse que isso pode estar relacionado a uma maior demanda por segurança alimentar. Já o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, disse que uma comparação com o surto de SARS em 2003 não pode ser feita, pois, naquela época, o governo chinês restringia as vendas de animais vivos e o país importava mais. Porém, de acordo com o Bradesco BBI, no saldo final, não haverá impacto do coronavírus dentro das empresas do setor. Os analistas seguem com recomendação outperform (desempenho acima da média) para as ações da BRF (BRFS3) e JBS (JBSS3), com preços-alvos respectivos de R$ 47 e R$ 37.

Bens de capital e transportes

Dentro do setor de bens de capital, o Itaú BBA lembra que Iochpe Maxion (MYPK3), WEG (WEGE3) and Tupy (TUPY3) possuem exposição na Ásia, correspondendo entre 5% e 9% das receitas.

A WEG, por sinal, é uma das empresas do Brasil com maior presença na China, atuando desde 2004 no gigante asiático. Em 2019, a companhia inaugurou a sua quarta unidade no país. Por enquanto, a fabricante de materiais elétricos orientou que suas viagens sejam feitas apenas depois de 8 de fevereiro. As unidades da WEG estão paradas, com a atividade sendo retomada apenas depois daquela data, conforme orientação das autoridades do país.

Já a Marcopolo (POMO4), que é sediada em Caxias do Sul (RS) e produz carrocerias de ônibus, comunicou que a sua fábrica na China só volta a funcionar a partir do dia 10, se não surgirem novos problemas por conta do coronavírus.

Quanto às aéreas brasileiras, a exposição direta em China é vista como pouco significativa.

O Morgan Stanley aponta que, diferentemente da Europa, a América Latina tem uma exposição pequena ao turismo chinês (cerca de 0,2% dos voos diretos).

Para traçar um paralelo, os analistas lembram ainda o caso de H1N1 em 2009 e o impacto na América Latina, principalmente no México, que foi o país que mais sofreu. No país, também impactado pela crise econômica global, onde uma queda no tráfego aéreo de 20% no terceiro trimestre na base anual (quando a pandemia atingiu o pico) e 11% no ano como um todo. No Brasil, em contraste, as aéreas locais expandiram a sua capacidade doméstica e internacional em 15% e 2%, respectivamente.

Porém, conforme aponta a XP Investimentos, apesar de não ser muito significativo, caso os impactos do surto se prolonguem no médio prazo, poderemos continuar vendo pressão nos preços de ações brasileiras ligadas à demanda chinesa, o que incluiria também as aéreas e as empresas de turismo como Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e CVC (CVCB3).

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Neste cenário, a queda dos preços do petróleo, com o tipo brent indo para menos de US$ 58 pode ser um mitigador da baixa das ações das aéreas, uma vez que o petróleo mais baixo diminui os custos – grande parte deles vem do combustível querosene, que é derivado do petróleo, para o avião. Por outro lado, a alta do dólar neste momento de aversão ao risco pode afetar negativamente empresas como a Gol, que possui endividamento em dólar.

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CVM inabilita ex-administradores da Taurus por fraude na venda de controlada

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou penas de inabilitação temporária a um grupo de sete administradores e membros do conselho fiscal da fabricante de armas de fogo Forjas Taurus, atual Taurus Armas (TASA3;TASA4)), por participarem de fraude na venda de sua controlada SM Metalurgia (SML) à Renill Participações, em 2012. A SML reunia os ativos do grupo no segmento de máquinas e foi vendida após enfrentar dificuldades financeiras.

As ações da Taurus Armas se destacaram na bolsa esta semana, em alta após a empresa assinar acordo definitivo com a siderúrgica Jindal Group – maior fabricante de aço da Índia e uma das maiores do mundo – para a criação de uma joint venture que permitirá a fabricação e comercialização de armas na Índia.

No julgamento da terça-feira, 28, o ex-diretores de finanças e administrativo, Felipe Saibro e Gilmar Rabaioli, foram condenados por unanimidade à inabilitação temporária de dez anos para o exercício do cargo de administrador ou de conselheiro fiscal de companhia aberta, por envolvimento na omissão fraudulenta das reais condições da operação.

O presidente da CVM, Marcelo Barbosa, se declarou impedido de participar do julgamento.

Já Dennis Braz Gonçalves (ex-presidente), Jorge Velloso (diretor vice-presidente sênior), Edair Deconto (diretor de auditoria), Amoreti Gibbon (conselheiro fiscal) e Marcelo Saweryn (conselheiro fiscal) receberam a mesma pena, mas pelo período de oito anos. Gibbon é o único que permanece na Taurus, ainda no conselho fiscal.

Além do grupo acusado de participação ativa na fraude, a diretora de relações com investidores, Doris França, foi multada em R$75 mil, por aprovar as demonstrações financeiras que registraram a operação, mesmo com falhas. Os condenados podem recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, o Conselhinho.

Em 2013, ano seguinte à operação de venda da SML, foram descobertos contratos de prestação de serviço pela Renill à Taurus omitidos dos conselhos de administração, fiscal e do auditor independente, que aprovaram a operação.

Um Comitê Especial Independente indicou que os serviços não foram prestados e que o objetivo dos contratos era “prover recursos para que a Renill pudesse pagar as duas primeiras parcelas do contrato (de compra da SML) sem efetivo desembolso”.

A auditoria independente Ernest Young apurou que os contratos não declarados indicavam que o valor pactuado para a venda da SML era bem menor do que o registrado nos livros da companhia. Ainda segundo a EY, os eventos que levaram à redução do valor original da venda já estavam presentes na data da operação e a perda deveria ter sido reconhecida em 30 de junho de 2012.

Diante das suspeitas, a companhia contratou uma investigação externa da Control Risk, que vasculhou 577 e-mails. A consultoria concluiu ser clara a liderança do diretor Rabaioli nas negociações, inclusive formulando a proposta a ser enviada à Taurus.

Também apontou como envolvidos os diretores Saibro, Deconto e Gonçalves, copiados na grande maioria dos e-mails sobre a venda da TMFL. A empresa apurou que esses executivos, além de Saweryn e Gibbon, tinham pleno conhecimento dos termos e condições da transação, assim como da real situação de solvência da Renill.

Com base nos relatórios do comitê, da EY e da Control Risks a acusação da CVM concluiu que certos diretores e conselheiros fiscais da Taurus engendraram um esquema com representantes da Renill para que a venda da SML fosse formalmente contratada a um valor artificialmente inflado, muito embora o valor efetivamente acordado para fosse substancialmente menor. Os documentos não divulgados revelavam que a segunda parcela do preço de venda (R$ 51,3 milhões) não seria paga.

Por conta da fraude, as demonstrações financeiras da Taurus acabaram tendo que ser reapresentadas em 2014. O patrimônio líquido individual e consolidado da Taurus em 31 de dezembro de 2012 acabou reduzido em 44,09%, para R$201,8 milhões, e o resultado do exercício saiu de um lucro líquido para prejuízo de R$117,2 milhões. Os ajustes decorreram da alteração no preço de venda da SML, originalmente contabilizado por R$115,35 milhões e reduzido para R$ 57,52 milhões.

“O caso em análise envolve um grave episódio de fraude. Eventos dessa natureza têm o potencial de minar a confiança do público investidor na higidez de nosso mercado, desestimulando o investimento da poupança popular no mercado de capitais e, consequentemente, no financiamento direto da inovação e da atividade produtiva. Por esse motivo, a CVM precisa atuar de forma célere e incisiva em casos de fraude”, disse em seu voto o relator do caso, diretor Gustavo Gonzalez.

O relator absolveu outros ex-membros do conselho de administração e fiscal acusados de atuar com falta de diligência na análise da situação de crédito da Renill e das demonstrações financeiras. Para Gonzalez, os conselheiros de administração analisaram a situação, mas decidiram correr riscos, assinalando esse ponto. “Em decisões negociais, a CVM somente pode rever o procedimento que levou à decisão e não questionar se a decisão tomada era de fato a melhor. O fato de o risco ter se concretizado não altera a conclusão”, explicou.

Até o fechamento deste texto, a reportagem não havia obtido o posicionamento dos citados.

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Green shoe: entenda como funciona esse tipo de oferta

O termo green shoe pode ser familiar para quem está acostumado com o mercado financeiro, especialmente as instituições que lidam com a venda de ações.

Entretanto, é preciso entender muito bem como funciona esse procedimento, para que seja eficaz e vantajoso tanto para quem deseja investir na bolsa, quanto para as empresas que decidem vender ações.

Mas, afinal, o que significa o green shoe? De que forma é possível utilizá-lo? Vale a pena investir? Saiba mais a seguir!

O que é green shoe?

O green shoe é um mecanismo financeiro que oferece às empresas a opção de vender ações adicionais durante uma Oferta Pública Inicial (IPO, em inglês).

Trata-se de um lote suplementar de ações. Nesse tipo de contrato, os underwriters (subscritores) podem comprar até 15% adicionais das ações da empresa pelo preço da oferta. Porém, essa opção deve ser exercida dentro de 30 dias após a proposta inicial.

Geralmente, os subscritores são bancos de investimentos ou corretoras. No processo de green shoe, essas companhias podem vender lotes adicionais ao mercado posteriormente, caso julguem necessário.

Como surgiu o green shoe?

O green shoe surgiu da chamada Green Shoe Manufacturing Company (atual Stride Rite Corporation), fundada em 1919. Essa foi a primeira empresa a implementar a cláusula green shoe em seu contrato de subscrição de ações.

A partir de então, todos os acordos de subscrição que apresentam a cláusula de opção de lote suplementar são considerados uma opção de green shoe.

Há poucos anos, o termo voltou a ganhar destaque graças ao Facebook. Mas como isso aconteceu? Quando a empresa realizou seu IPO em 2012, vendeu 421 milhões de ações da companhia aos subscritores, pelo valor de 38 dólares.

Esses subscritores faziam parte de um grupo formado por bancos de investimentos, encarregados de garantir que as ações fossem vendidas e o capital levantado fosse enviado à empresa. Em troca, eles receberiam 1,1% da transação.

Porém, quando as ações do Facebook começaram a ser negociadas, o preço inicial era de 42,05 dólares, um aumento de 11% acima do preço do IPO. Logo, os papéis se tornaram voláteis e o preço caiu para 38 dólares.

No total, os subscritores venderam 484 milhões de ações do Facebook por 38 dólares. Isso significa que os subscritores exerceram uma opção de colocação, vendendo 63 milhões de ações adicionais.

Na época, declarações da imprensa norte-americana indicaram que os subscritores intervieram e adquiriram ações adicionais como uma maneira de estabilizar os preços.

Em resumo: os subscritores tiveram a oportunidade de recomprar 63 milhões de ações adicionais a 38 dólares por ação para compensar qualquer perda sofrida na estabilização dos preços.

Como o green shoe funciona?

Para entender como o green show funciona, nada melhor do que um exemplo prático. Então, vamos lá!

Quando uma empresa deseja levantar capital para alguns de seus planos futuros de desenvolvimento, uma das maneiras pelas quais ela pode arrecadar dinheiro é por meio de uma oferta pública inicial.

Durante uma IPO, a empresa declara um preço de emissão para seus títulos e anuncia uma quantidade específica dos tipos de ações que vai emitir (por exemplo, 1 milhão de títulos a R$ 5 cada).

Porém, pode ser que a demanda tenha um aumento inesperado. Nesse caso, para controlar o déficit de oferta e demanda, as empresas usam o green shoe como uma espécie de mecanismo de manipulação do mercado.

Assim, quando as negociações começam, o preço do título não aumenta drasticamente, devido à inconsistência da oferta e demanda.

O dinheiro arrecadado com a oferta adicional no mercado não é depositado em nenhuma das contas da parte, e sim em uma conta de garantia criada para esse processo.

Uma vez iniciada a negociação no mercado, o agente estabilizador pode retirar dinheiro depositado na conta de garantia, conforme requerido, e recomprar ações em excesso dos acionistas. Em seguida, realizar o pagamento aos promotores da empresa.

É chamado de Mecanismo de Estabilização todo o processo de empréstimo de ações pelos promotores e o reembolso após um determinado período de tempo pelo agente estabilizador.

No início, a aceitação do green shoe foi controversa, mas hoje é uma prática considerada normal e legalizada nos principais mercados, incluindo a Bolsa de Nova York, por exemplo.

O que é reverse green shoe?

O reverse green shoe é, basicamente, uma opção de compra reversa também contida em um contrato de subscrição de oferta pública. Ela concede o direito de vender as ações de acordo com a IPO, mas posteriormente.

Assim, as negociações acontecerão quando os papéis estiverem com o preço desvalorizado.

Essa manobra é usada para apoiar o preço da ação no caso de a demanda cair após o IPO. As ações são compradas por um preço menor de mercado e vendidas ao emissor a um preço mais alto.

Vale ressaltar que essa também é uma atividade de compra que pode estabilizar o preço dos ativos.

Vale a pena investir em green shoe?

Investir em green shoe pode gerar maiores lucros para o emissor e a empresa de subscrição caso a demanda esteja acima do esperado.

A prática do green shoe também facilita a estabilidade de preços e reduz o risco de uma empresa emitir novas ações.

Isso permite que o subscritor tenha poder de compra para cobrir posições vendidas se o preço da ação cair, sem o risco de adquirir ações se o preço subir.

Em troca, o preço dos ativos se mantém estável, beneficiando tanto os emissores quanto as pessoas que costumam investir em renda variável.

No entanto, por ser uma prática complexa, se você for iniciante e estiver com dúvidas, o recomendado é pesquisar bastante sobre o tema antes de tomar qualquer iniciativa.

Só vale a pena investir em green shoe se você tiver certeza dos riscos e das vantagens oferecidas.

Agora que você conhece o processo de green shoe, a origem do termo e de que forma ele é utilizado no mercado de ações, baixe gratuitamente o nosso Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos e saiba como investir melhor o seu capital!

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Não há prova irrefutável contra Huawei na Europa, diz França

(Bloomberg) – O chefe de segurança cibernética da França disse que sua agência não descobriu nenhuma evidência de espionagem da Huawei Technologies através de redes de comunicações da Europa, apesar das suspeitas dos Estados Unidos e da Alemanha.

Guillaume Poupard, responsável pela agência nacional de segurança cibernética ANSSI, fez os comentários após relatos de um documento dos EUA transmitido à Alemanha, citando evidências de espionagem da Huawei por meio de seus equipamentos.

Atualmente, não há prova irrefutável contra a Huawei na Europa, disse Poupard em entrevista à Bloomberg News. “Não há nenhuma situação em que a Huawei esteja espionando amplamente a Europa. Em outros lugares, talvez seja diferente, mas não na Europa.”

Agências de inteligência e empresas alertam sobre os perigos dos equipamentos da Huawei há quase uma década. A gigante de Shenzhen sempre negou que seus produtos apresentassem qualquer tipo de ameaça à segurança. Recentemente, o governo dos EUA pressionou aliados para evitar o uso de equipamentos da fabricante chinesa em sua infraestrutura 5G.

Poupard reconheceu que a Huawei teve conversas com o estado chinês, mas destacou que as leis de segurança da China exigem que todas as empresas locais cooperem com o serviço de inteligência nacional.

“O fato de a Huawei conversar com o estado chinês é normal”, disse. “É uma empresa chinesa, e a lei a obriga. Não adianta censurá-los por isso; só precisamos incluir isso como uma estrutura existente.”

Representantes da Huawei na França não fizeram comentários imediatos.

O chefe do serviço de espionagem da Alemanha disse anteriormente que a Huawei “pode não ser totalmente confiável”. Segundo reportagem do jornal Handelsblatt desta semana, citando uma nota confidencial do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, no ano passado o governo alemão teria recebido informações dos EUA de que a Huawei estaria cooperando com agências de segurança da China.

Nesta semana, a União Europeia e o Reino Unido divulgaram recomendações para a regulamentação de equipamentos para futuras redes de comunicação 5G. As regras francesas estipulam que empresas não europeias não serão aceitas nas redes principais e também em certas cidades, incluindo Paris. Os regulamentos franceses e europeus não mencionam a Huawei na documentação pública.

A Huawei atualmente processa críticos na França segundo os quais a empresa tem vínculos com o estado chinês. Em março do ano passado, a empresa registrou três denúncias de difamação em Paris por comentários feitos durante programas de televisão por um pesquisador francês, um jornalista e um especialista do setor de telecomunicações.

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Ricos dos EUA vão reduzir compras de ações em 2020, diz Goldman

(Bloomberg) — Os investimentos dos mais ricos dos Estados Unidos no mercado de ações já são tão altos que dificilmente esse grupo comprará tanto em 2020 quanto no ano passado, segundo o Goldman Sachs.

“A alocação em renda variável do 1% mais rico aumentou para perto da máxima histórica, o que provavelmente será um maior obstáculo para agregar a demanda por ações este ano do que em 2019”, disseram estrategistas, como Arjun Menon e David Kostin, em relatório na quarta-feira. “As famílias devem continuar sendo compradoras líquidas de ações este ano, mas a demanda deve ser menor do que em 2019.”

Famílias abastadas normalmente aumentam as compras líquidas de ações após períodos de aceleração do crescimento econômico, mas reduzem a demanda à medida que a quantidade em mãos aumenta, segundo o Goldman. As alocações em renda variável para o 1% mais rico das famílias estão no 97º percentil desde 1990, de acordo com o relatório.

O Goldman projeta que o S&P 500 terminará o ano em 3.400 pontos, um ganho de apenas 3,9% em relação ao fechamento da quarta-feira e muito distante do rali de 29% registrado pelo índice em 2019. E o banco não está sozinho: essa previsão para 2020 é a mediana entre estrategistas de Wall Street acompanhados pela Bloomberg.

Outros fatores que impulsionaram as ações nos últimos anos também podem não ajudar muito, segundo os estrategistas. Segundo eles, as recompras devem cair 5% este ano devido à “maior incerteza”. Os analistas esperam que a valorização das ações em relação aos títulos ajude a estimular vendas em fundos de pensão e fundos mútuos este ano.

A alocação agregada em renda variável de famílias, fundos mútuos, fundos de pensão e investidores estrangeiros aumentou para 46%, ocupando o 95º percentil desde 1990, segundo o relatório.

“O fato de essas quatro categorias de investidores, que possuem quase 90% do mercado de ações, terem potencial limitado para aumentar suas alocações em renda variável é consistente com nossa previsão de retorno de um dígito para o mercado de ações este ano”, disseram os estrategistas.

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Vendas de shoppings no Natal cresceram 3,1% e abaixo das previsões, diz Abrasce

As vendas de shopping no período do Natal cresceram 3,1% ante 7% de expectativa da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

Apesar disso, a entidade considera o resultado positivo. “Não é um banho de água fria, a gente acredita que é um resultado bem robusto, avaliamos de forma bastante positiva”, afirma o presidente Glauco Humai.

Os resultados são nominais, sem desconto da inflação.

Humai afirma que, em 2019, a Black Friday aconteceu muito próxima ao início de dezembro, o que teria pesado contra o Natal.

Além disso, neste ano a Black Friday cresceu 19,7%, o que representa quase o dobro de avanço de 2018. “A Black Friday é uma compra de impulso e pessoal, ninguém planeja com 40 dias de antecedência pro Natal. Mas, como neste ano foi realizada mais tarde, acabou influenciando”, alega.

Humai também ressalta que as vendas de Natal em 2018 foram acima das expectativas, com crescimento de 9,3% em relação a 2017, o que torna a comparação entre anos mais difícil.

O presidente da Abrasce afirma ainda que o desempenho dos shoppings neste ano foi positivo se comparado ao comércio de rua, que cresceu 1,3% ante os 3,1% alcançados pelo setor. O ticket médio, de R$ 186, também seria superior às lojas de rua.

Polêmica

Humai destaca ainda que não pode comentar a polêmica do crescimento de 9,5% nas vendas de Natal divulgados pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) no final de dezembro. A Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos) encaminhou uma nota à imprensa afirmando que “contesta e repudia” os dados da Alshop.

“Não posso falar sobre a pesquisa que a Alshop fez, porque não sei a base de dados, como foi a pesquisa. Nós só conversamos sobre expectativas”, afirma o presidente da Abrasce.

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Nova série do InfoMoney mostra que investir em Fundos Imobiliários é mais fácil do que imaginamos

Programa Mais Simples Que

SÃO PAULO – Viver da renda proveniente dos seus investimentos é possível e, muitas vezes, é mais simples do que a maioria pensa ser.

Visando descomplicar o mundo dos investimentos, o InfoMoney, em parceria com a especialista em investimentos Ana Laura Magalhães, do canal Explica Ana, apresenta a série Mais Simples Que, para ensinar o básico sobre investimentos e como fazer para suas aplicações renderem melhor, mostrando que muitas vezes ganhar dinheiro investindo é mais simples que muita coisa.

Nesse primeiro episódio, Ana explica os fundamentos básicos e os principais pontos dos fundos imobiliários, uma aplicação de renda variável que permite que o investidor se torne proprietário de partes de um imóvel, seja ele um prédio corporativo, um shopping, um galpão ou até mesmo um hospital.

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CFA Society lança curso gratuito com estágio remunerado para universitárias no mercado financeiro

SÃO PAULO – A CFA Society Brazil anunciou, com exclusividade ao InfoMoney, que vai lançar um curso gratuito exclusivo para mulheres universitárias interessadas no setor. 

“Estudos mostram que, quando há diversidade nas equipes, as empresas tendem a ter melhores resultados, pois visões diferentes e perfis complementares trazem maneiras inovadoras de encontrar soluções. Todo o setor só tem a ganhar com este tipo de iniciativa”, afirma Ruth Walter, CFA e membro do conselho da CFA Society Brazil.

O Young Women in Investment é uma iniciativa que tem como objetivo ampliar os espaços dedicados às mulheres nesse mercado oferecendo capacitação técnica para que elas estejam mais preparadas e confiantes. 

A iniciativa é pioneira no setor de finanças, já que além do curso oferece a possibilidade de um estágio. “É algo novo, mas estamos vendo que cada vez mais empresas estão criando programas focados na diversidade, promovendo treinamentos de liderança, coaching e eventos de networking, a fim de aumentar a presença de mulheres em cargos de liderança”. 

Ruth explica que o foco nesse primeiro momento é ajudar a ampliar o número de mulheres no mercado financeiro que estão começando a carreira, mas não descarta outras iniciativas voltadas para profissionais mais experientes no futuro. 

Como funciona

O curso acontece entre os dias 1º e 31 de julho de 2020, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h e tem 35 vagas abertas. Será necessária a aprovação no processo seletivo para entrar. As inscrições começam no dia 17 de fevereiro e vão até dia 6 de março. 

Para participar, as candidatas devem preencher alguns requisitos. É preciso estar cursando o último ou penúltimo ano do ensino superior nos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia, Engenharia, Estatística, Física ou Matemática e possuir nível intermediário de conhecimento da língua inglesa, com capacidade de leitura e interpretação de textos. No curso também serão abordados tópicos com matérias de finanças, gestão e liderança. 

O processo seletivo para escolher as participantes do programa terá duas fases.

Na primeira, as candidatas farão o cadastro no site com informações acadêmicas e profissionais, além de realizarem alguns testes de conhecimento da língua inglesa, perfil, raciocínio lógico e fit cultural.

Na segunda fase, as selecionadas participarão de um jogo online e quem obtiver os melhores resultados será encaminhada para entrevistas.

Para garantir a transparência, as candidatas serão informadas sobre as datas e atividades a serem realizadas e terão feedbacks sobre suas performances ao longo do processo seletivo. Serão escolhidas 35 estudantes que participarão do curso em julho.

O curso acontecerá na sede da CFA Society Brazil, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 4300, São Paulo.

Estágio remunerado

As estudantes terão a oportunidade de participar de um programa de estágio remunerado após cumprirem a carga horária mínima do treinamento. Segundo Ruth, todas as participantes serão encaminhadas para um estágio remunerado que durará entre quatro e seis meses em uma das instituições parceiras.

Ainda, elas terão mentoras que as apoiarão durante todo o período de estágio, a ser realizado na cidade de São Paulo.

As empresas parceiras que vão oferecer o estágio remunerado são Apex Capital, Banco Safra, Bradesco Asset Management, BTG Pactual, Citibank, Franklin Templeton, Itaú Unibanco, J.P. Morgan, Pragma, Santander, Votorantim e XP Inc. 

Ruth explica que para decidir para qual empresa cada estudante vai serão considerados alguns itens e a quantidade de estágios que cada parceiro oferecerá irá variar de uma a cinco vagas, dependendo principalmente do tamanho da instituição e áreas de atuação. 

“As vagas de estágio serão alocadas pela organização do programa levando em consideração as preferências das candidatas e a adequação dos perfis às instituições”.

Ela explica que existe a possibilidade de efetivação das estudantes pelas empresas parceiras. “Tudo vai depender do desempenho de cada uma e disponibilidade de vagas”, explica. 

A CFA Society Brazil faz parte de uma rede de 158 CFA Societies localizadas em mais de 70 países e que reúne profissionais detentores da certificação CFA – Chartered Financial Analyst. Para conhecer mais sobre o certificado, clique aqui. 

No Brasil, 1.200 profissionais possuem o certificado e são membros e atuam em diferentes segmentos do mercado financeiro.

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Petrobras reduz em 3% preços da gasolina e do diesel

A Petrobras informou que por conta da queda do preço do petróleo no mercado internacional vai reduzir o preço da gasolina e do diesel (S10 e S500) em 3%, assim como o diesel marítimo em 3,1% a partir da sexta-feira, 31, nas refinarias. Os outros produtos não serão alterados, segundo informou nesta quinta-feira, 30, a estatal.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustível (Abicom), a redução média comunicada às distribuidoras nas refinarias a partir da sexta-feira será de R$ 0,0552 na gasolina e de R$ 0,0655 no diesel.

Mais cedo, a FCStone havia projetado uma queda de R$ 0,1 para o diesel e de R$ 0,07 para a gasolina.

“A redução dos preços já era esperada, devido à queda das cotações no mercado internacional”, disse o presidente da Abicom, Sérgio Araújo.

O preço do petróleo no mercado internacional tem caído expressivamente nos últimos dias, refletindo as preocupações com as consequências econômicas que podem ser provocadas pelo coronavírus, principalmente no mercado chinês, o mais afetado.

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