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Após alta de 36% em 2019, qual o rumo para os FIIs em 2020? Gestor responde

SÃO PAULO – Após valorização da ordem de 36% do Ifix, índice que acompanha os principais fundos imobiliários, em 2019, investidores se questionam se ainda vale a pena entrar na classe e quais segmentos podem continuar oferecendo uma boa relação entre risco e retorno.

Para comentar o desempenho da indústria de FIIs no último ano e o cenário do mercado para 2020, o professor do InfoMoney Arthur Vieira de Moraes recebeu Eduardo Levy, diretor da Kilima Gestão de Recursos, no programa “Fundos Imobiliários” .

Na avaliação do gestor, apesar do bom desempenho dos fundos de laje corporativa em 2019, ainda há espaço para que o segmento continue entregando bons resultados, visto que há “muita revisional pela frente não precificada”.

Com um crescimento maior do que o esperado para a economia este ano, diz, os valores dos aluguéis tendem a ser revisados para cima, com potencial de valorização de 20% a 30%. “Como muitas renegociações aconteceram em 2017 e no começo de 2018, é provável que elas voltem no início de 2020 e 2021. Com o mercado aquecido, se o locatário não quiser pagar e [decidir] sair, vai ter quem pague”, afirma.

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Outra classe interessante, segundo Levy, é a de fundos de fundos, conhecidos como FOFs. “Como a maioria desses fundos pegou posições a preços mais baixos, ainda tem esse ganho adicional, do valor represado do lucro, que [o fundo] vai realizar e, obrigatoriamente, distribuir aos cotistas”, diz.

Ele destaca que a classe é uma opção interessante de diversificação para o investidor que quer ficar exposto ao mercado de FIIs, mas não sabe exatamente em quais produtos alocar.

E a queda do Ifix?

Apesar do sucesso em 2019, os fundos imobiliários começaram o ano no vermelho, com o Ifix registrando até o dia 27 de janeiro queda de 3,3%. Para Levy, a baixa é apenas um ajuste. “É normal que em um mercado saudável haja correções. Isso deve acontecer com mais frequência e o investidor precisa ter isso em mente.”

Segundo ele, o mercado de fundos imobiliários ainda tem espaço para se apreciar, mas o investidor precisa entender os fundos não são iguais nem têm o mesmo valor, por isso é necessário estudar bem o ativo antes de investir.

“Este é um momento de extrema euforia. Novos gestores, novos ativos e novas subclasses precisam ser estudadas corretamente. Mas você pode – e deve – tomar riscos diferenciados, porque hoje você precisa colocar o seu dinheiro para funcionar, para ganhar o mesmo que ganhava lá atrás ou algo parecido”, diz Levy.

Confira o programa completo no vídeo acima.

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Bolsonaro destitui secretário executivo da Casa Civil por usar avião da FAB

O secretário executivo da Casa Civil, Vicenti Santini, foi destituído do cargo pelo presidente Jair Bolsonaro. Santini usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir de Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial, para Nova Delhi, na Índia, onde se reuniu com a comitiva presidencial, durante visita de Estado de Bolsonaro ao país.

Santini ficou na função de ministro interino durante as férias do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e optou por usar o avião da FAB, enquanto outros ministros viajaram com companhias aéreas comerciais.

“Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx, decidido por mim”, disse Bolsonaro ao chegar hoje (28) ao Palácio da Alvorada, depois de desembarcar em Brasília da viagem à Índia. O presidente disse ainda que vai conversar com o ministro Onyx para ouvir os argumentos e ver quais outras medidas podem ser tomadas. Por enquanto, Santini continua no governo.

“O que ele fez não é ilegal, mas é imoral. Ministro antigo foi de comercial, de classe econômica. Eu já viajei, no passado, pela Ásia toda de comercial, classe econômica. A explicação é que ele teve que participar da reunião de ministros por isso a premissa [de usar o avião da FAB como ministro]. Essa desculpa não vale. Ele deixa de ser executivo da Casa Civil”, disse o presidente.

Bolsonaro foi o convidado especial do governo indiano para participar das celebrações do Dia da República, no último domingo (26). A viagem incluiu a assinatura de 15 acordos com o governo indiano em diversas áreas, como segurança, bioenergia e tecnologia.

A comitiva também participou de café da manhã com empresários indianos sobre oportunidades de negócios no Brasil e de um seminário entre empresários dos dois países. Santini representou a Casa Civil para apresentar a carteira de concessões e privatizações do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Enem

O presidente Bolsonaro afirmou ainda que é preciso apurar e encontrar o que gerou a falha na correção de algumas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) suspendeu a divulgação do resultado das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Ministério da Educação (MEC) também já suspendeu as inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni), programadas para começarem hoje.

Segundo o MEC, o cronograma do Sisu e o do Prouni, ambos programas de acesso à educação superior que usam a nota do Enem para seleção de estudantes, só serão divulgados após uma decisão final da Justiça. O TRF3 atendeu a pedido da Defensoria Pública da União (DPU) de suspender a divulgação dos resultados do Sisu para não comprometer a transparência e a lisura do procedimento que dá acesso às vagas, seja de um programa seja de outro.

“Está complicado, tenho que conversar com ele [ministro da Educação, Abraham Weintraub] para ver o que está acontecendo, se foi falha nossa, se tem alguma falha humana, sabotagem. Seja o que for, temos que chegar ao final da linha e apurar. Não pode acontecer isso”, disse Bolsonaro.

De acordo com o presidente, caso a responsabilidade pela falha tenha sido do governo, ele não vai se eximir. “Quero apurar para pode chegar com propriedade. Se for nossa [culpa] assume, se for do outro mostra com provas o que houve”, destacou.

Regina Duarte

Bolsonaro também falou da expectativa para que Regina Duarte assuma o cargo de secretária especial de Cultura do governo. De acordo com o presidente, talvez amanhã (29) a decisão da atriz seja anunciada.

“Se ela tem disposição realmente, para mim seria excepcional, para ela ter oportunidade de mostrar como fazer cultura no Brasil. Ela tem conhecimento do que vai fazer, precisa de gente com gestão ao seu lado, tem cargo para isso, ela vai poder trocar quem ela quiser, sem nenhum problema. Então, tem tudo para dar certo”, disse.

A atriz esteve em Brasília na semana passada para se encontrar com Bolsonaro e conhecer a estrutura da secretaria. “Eu conversei com ela como tratar a questão da cultura no Brasil, sem o viés de esquerda que tinha, só dava minoria e nós queremos uma cultura para o povo de maneira geral”, completou Bolsonaro.

A atriz foi convidada pelo presidente para assumir o cargo após a exoneração do dramaturgo Roberto Alvim.

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Para Frederico Trajano, ambiente brasileiro é o mais favorável em 62 anos

SÃO PAULO – Empresários brasileiros seguem otimistas em relação ao desenvolvimento econômico do país para os próximos anos.

Entre os principais pontos apontados por André Street, cofundador da Stone, Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza e Lídia Abdalla, CEO do Sabin, estão as reformas promovidas nos últimos anos, que contribuíram para o aumento da competição e possibilitaram um ambiente de negócio favorável para diversos segmentos.

Investimentos em tecnologia para otimização dos processos e a redução da taxa básica de juros fecham o pacote de ações indicadas pelos empresários que participaram do painel de abertura de evento promovido pelo Credit Suisse, nesta terça-feira (28), em São Paulo.

Ânimos a longo prazo

Com a ambição de revolucionar o varejo brasileiro e transformar o país em omnichanel, Frederico Trajano afirmou que, em 62 anos de existência, a companhia nunca viu um contexto tão favorável para crescimento amplo.

A gigante varejista, que viu em poucos anos suas ações saindo de R$ 1,40 para mais de R$ 50, estruturou sua operação comercial com a compra de outras plataformas, como Netshoes, Zattini e Época Cosméticos, ampliou o número de categorias em seu marketplace e passou por uma transformação digital – unificando lojas físicas e site -, quer passar sua experiência aos demais varejistas do mercado, segundo Trajano, para fazer o e-commerce brasileiro chegar ao nível chinês.

Tão otimista quanto o CEO do Magazine, André Street pontua que o cenário é animador para os próximos cinco, seis anos, por conta da cultura empresarial de melhorar a estrutura interna e criar soluções para ajudar o varejo a crescer e ser mais produtivo.

“Juros baixo e a reforma bancária ajudaram na criação desse ambiente de negócio consistente, trazendo mais players para o mercado e melhorando a concorrência, porque a concorrência é sempre favorável para todos”, pontua Street.

Mercado em potencial

Uma medicina personalizada, focada no histórico do paciente ao longo da vida visando precisão e atenção básica é o caminho seguido pela Sabin no Brasil.

Segundo Lídia Abdalla, CEO da companhia, há uma tendência que nos próximos anos se tenha mais doenças crônicas e menos agudas, por isso o investimento em genética e em dados é fundamental para o desenvolvimento do mercado.

“Gerar valor nas informações coletadas por meio de inteligência artificial para cobrir uma melhor jornada do paciente dentro do sistema de saúde é o caminho que olhamos e vemos muitas oportunidades nessa medicina de precisão em um Brasil intercontinental, com necessidades especificas”, pontua Abdalla.

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Campos Neto vê bancos com “pedaço menor” da torta de serviços e aponta razões para estrangeiros terem saído da Bolsa

SÃO PAULO – O choque inflacionário por conta da alta dos preços da carne veio mais rápido e de forma mais intensa do que a esperada, mas também se dissipará mais rapidamente, apontou Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, durante evento do Credit Suisse realizado em São Paulo.

“O choque teve efeito grande na China, mas efeito imediato foi forte e a grande parte já voltou”, avaliou, destacando que o impacto maior foi em 2019 e será menor em 2020.

Campos Neto ainda apontou que está acompanhando de perto o crescimento mundial e o ambiente geopolítico (no cenário externo) e a inflação e o crescimento econômico (no cenário doméstico) para a definição de política monetária. Vale destacar que, atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está em 4,5% ao ano, na mínima histórica. Na próxima semana, haverá reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que poderá marcar uma nova redução dos juros. “Eu ainda vejo uma volatilidade muito grande das projeções de crescimento”, apontou.

No exterior, ele citou a relevância da disputa presidencial nos EUA, mas que uma piora do mercado devido à eleição está afastada no curto prazo; para ele, o rebalanceamento da economia da China é outro ponto relevante para emergentes.

Sobre o Brasil, presidente do BC destacou a importância não só das reformas econômicas, como das microrreformas, citando as mudanças nos canais de crédito.  Neste ambiente, a construção civil é avaliada por ele como, até agora, o grande motor da recuperação nesse começo de ciclo. “A renda voltou a subir, isso foi uma boa notícia também, o emprego também está se recuperando. Enquanto isso, não vemos o superendividamento como um problema no momento”, afirmou.

Campos Neto também avaliou os avanços para o aumento da competição bancária. “O mundo bancário tem alguns pilares: são barreiras de entradas, como sistema de agência pulverizado, dados fechados, entre outros. Um banco tem muita informação sobre todos os clientes. As plataformas de crédito preferem entrar no mercado onde as informações assimétricas pesam menos”.

Neste cenário, o presidente do BC vê o processo de open banking como importante, uma vez que dará aos clientes de bancos poder sobre seus dados financeiros, aumentando a competição, levando à redução de taxas de juros e tarifas do sistema. “Vejo maior bancarização, menor custo de intermediação financeira e maior pulverização de serviços”, avalia.

No futuro, avaliou, os bancos “provavelmente” não disponibilizarão todos os serviços que ofertam agora, ao comentar sobre mudanças na dinâmica dos serviços financeiros. “Vejo uma coisa instantânea, interoperável e aberta” para a oferta de serviços financeiros, afirmou. “No final, teremos uma torta muito maior, (mas) talvez os bancos grandes (ficarão) com um pedaço menor”.

Incerteza adicional com medidas micro

Segundo ele, as medidas microeconômicas adotadas pela instituição representam uma “incerteza adicional” na condução da política monetária, pois é difícil estimar os efeitos dessas ações nos canais de transmissão do crédito, o “timing” e o “gap”.

Esse tema, aponta o presidente do BC, foi muito debatido nas duas últimas reuniões do Copom, tendo como decisão tomada incluir essa discussão na linguagem dos dirigentes. “Decidimos começar a falar sobre os canais de transmissão, pois a política monetária tem um ‘lag’ e um efeito que levam um tempo”, destacou.

Ele apontou que há outras medidas microeconômicas pela frente a serem adotadas. “Então, entendemos que o efeito dessas medidas nos canais de transmissão será muito mais intenso”, disse. “Precisamos colocar o máximo de potência possível (na política monetária)”, afirmou também.

Campos Neto reiterou nesta terça-feira que o efeito de medidas microeconômicas nos canais de transmissão não começou agora, mas sim com as ações tomadas na gestão de Ilan Goldfajn e com as mudanças na Taxa de Longo Prazo (TLP).

Câmbio e bolsa

Ao falar sobre o câmbio acima de R$ 4, ele destacou que o movimento de alta da moeda americana não tem correlação com o risco Brasil ou outras variáveis – e sim há um efeito por conta da curva de juros, em meio à forte queda da Selic nos últimos meses.

Para Campos Neto, os movimentos do câmbio precisam ser visto com dois focos: i) se eles representam uma elevação da percepção de risco em relação ao País e ii) se pode impactar a inflação. Contudo, apontou, não houve o efeito “contaminação”: “estamos em um ambiente novo. O movimento do câmbio foi muito diferente do que vimos no passado”.

Campos Neto também mencionou a entrada maior de pessoas físicas na bolsa, permitindo aos estrangeiros saírem do mercado em migração para outras bolsas. Ele justificou que a saída do estrangeiro do mercado de ações do Brasil se deve em boa parte a uma comparação do mercado local, que ficou mais valorizado, com outros, como na Ásia.

Segundo ele, que citou conversas com investidores internacionais, o fluxo estrangeiro para o Brasil não acontece por problema político, mas sim por conta de um momento de pausa para observação para saber o que vai acontecer.

“É mais do que a justificativa de que o fundamento não está bom, de problemas de governo”, disse o presidente do BC em evento promovido pelo Credit Suisse. “Os locais fizeram movimento de migração (para bolsa) muito forte. E o estrangeiro acabou comprando outros mercados.”

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(Com agências)

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Multiplan e brMalls investem R$ 69 milhões em startup de delivery integrado a shoppings

SÃO PAULO – As administradoras de shoppings brMalls (Shoppings como Vila-Lobos e  Metrô Santa Cruz) e Multiplan (Shoppings como Anália Franco e Vila Olímpia) fizeram um novo aporte R$ 69 milhões na Delivery Center, empresa de centrais de entrega alocadas dentro de shoppings e centros comerciais.

O anúncio foi feito na última segunda-feira (27) e o objetivo é iniciar o plano de expansão da empresa, que integra lojas físicas, marketplaces e shoppings por meio de apps aos clientes.

As centrais da empresa estão localizadas dentro dos shoppings ou em seus estacionamentos e mantêm uma equipe de pessoas que recebem os pedidos de consumidores, coletam os itens junto aos lojistas e fazem a entrega rápida via motoboys.

Os shoppings funcionam como centrais de distribuição tanto para compras efetuadas por aplicativos quanto como plataformas próprias e de terceiros, que utilizam a Delivery Center como operadora logística.

As administradoras já haviam feito outros aportes em 2018 e 2019. José Galló, ex-presidente da varejista de moda Renner, também investiu R$ 10 milhões na empresa por meio de seu fundo.

“Este novo aporte reforça a crença do varejo na Delivery Center e a consistência de entrega do plano de negócio. Estamos criando um ecossistema que integra lojistas, marketplaces e shoppings visando revolucionar a entrega a partir das lojas em todo o pais”, afirma Saulo Brazil, que atuava como diretor de Operações e passa a ser co-CEO da Delivery Center, responsável pela execução do plano de expansão da startup.

O fundador Andreas Blazoudakis permanece como CEO da Delivery Center, agora focado em inovação e estratégia.

Expansão

O aporte irá contribuir para a impulsionar o plano de expansão: a empresa hoje possui 24 centrais de entrega, sendo 11 em São Paulo, 10 no Rio de Janeiro e 3 em Porto Alegre.

Neste ano, a empresa prevê entrar nos mercados de Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). “Este é um momento importante para a companhia, pois mostra que estamos no caminho certo, oferendo um diferencial que agrega valor à experiência do consumidor em todas as pontas do mercado”, ressalta Brazil.

“Esse movimento reforça a estratégia de O2O da brMalls, que está buscando, cada vez mais, conectar o varejo físico ao online provendo novos canais de venda para seus lojistas”, avalia Vicente Avellar, diretor Executivo de Operações da brMalls.

No caso da Multiplan, essa aceleração está em linha com a estratégia de integrar as experiências físicas e digitais de suas propriedades, fortalecendo o Multi, superapp que oferece conveniência e serviços em todos shoppings da companhia.

“O plano de expansão e consolidação da Delivery Center permitirá expandir seu serviço de venda e entrega a mais lojistas nos shoppings Multiplan e, com isso, contribuirá para aumentar a importância do nosso superapp Multi no cotidiano dos nossos clientes.”, afirma Daniel Peres Chor, Diretor de Inovação e Negócios Digitais da Multiplan.

Segundo a startup, a meta é chegar a 200 centros de entrega em cidades brasileiras até 2021 e o objetivo é ajudar os estabelecimentos plugados na Delivery Center a atingirem um faturamento de US$ 1 bilhão por ano.

“É importante ressaltar que os planos não mudam e nossa plataforma continua disponível a todos os estabelecimentos que nos quiserem como parceiros”, diz Saulo Brazil.

Ainda, o serviço gera um aumento de 17%, em média, nas vendas de refeições nos shoppings em que atua, além de 1,5% em vendas como um todo.

Movimento já vinha acontecendo

O movimento de integrar o mundo físico com o online incluindo shoppings no ecossistema não é novo e vem crescendo. O Shopping Iguatemi lançou no ano passado uma plataforma de marketplace, o Iguatemi 365.

O intuito foi revolucionar a forma como os seus consumidores se relacionam com as compras online. Além disso, outras iniciativas também já existiam como a ON Store lançada pela CCP, que só funciona para compras com retirada em lojas físicas e o shopping Cidade Jardim entrega 60% das compras em até 3 horas.

A brMalls e a Multiplan acompanham o trabalho da startup, que desenvolveu uma tecnologia de omnicalidade e contribuiu para a transformação das unidades em centros de distribuição, desenvolvendo um ecossistema que reúne lojistas, marketplaces e administradoras de shoppings.

Também têm participação na Delivery Center, a Cyrela Commercial Properties (CCP), o grupo de restaurantes Trigo, Bloomin Brands, entre outros.

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Venezuela estuda privatizar petróleo diante de crise econômica

(Bloomberg) — Diante do colapso econômico e duras sanções, o governo socialista do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs oferecer participações majoritárias e o controle de sua indústria de petróleo a grandes corporações internacionais, uma medida que acabaria com décadas de monopólio estatal.

Representantes de Maduro conversaram com a russa Rosneft, com a espanhola Repsol e com a italiana Eni. A ideia é permitir que as empresas assumam instalações petrolíferas controladas pelo governo e reestruturem algumas dívidas da petroleira estatal Petróleos de Venezuela em troca dos ativos, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto.

A proposta, que poderia oferecer um bálsamo para o frágil setor petrolífero do país, está em fase inicial e enfrenta grandes obstáculos. A legislação venezuelana teria que ser alterada, há divergências sobre como financiar as operações e as sanções dos Estados Unidos impedem qualquer empresa americana de negociar com o regime Maduro sem permissão. As sanções também desencorajaram empresas de fora dos EUA a investir na Venezuela.

Outrora uma admirada estatal com produção de 3,5 milhões de barris por dia, a PDVSA agora bombeia apenas 700 mil barris, um recorde de baixa, apesar de operar nas maiores reservas do mundo. A situação financeira da empresa está em frangalhos: as reservas em moeda forte do banco central caíram para o menor nível em três décadas, enquanto as reservas de caixa do governo totalizam menos de US$ 1 bilhão.

Assembleia Nacional

Para que o Tesouro dos EUA mude sua política, quase certamente exigiria a aprovação do líder da oposição, Juan Guaidó, que é apoiado por Washington e líder da Assembleia Nacional, onde as leis são aprovadas.

Embora Guaidó e a oposição apoiem o aumento da participação e investimento estrangeiros na Venezuela, não querem fazer nada que ajude Maduro a sobreviver. A oposição pressiona para que Maduro renuncie e permita novas eleições presidenciais.

A PDVSA pede novos investimentos às empresas. Se a proposta for aprovada, as companhias querem receber pelo fluxo operacional, disseram duas pessoas. As negociações levantaram a possibilidade de transformar algumas das dívidas da PDVSA em capital para as empresas, disseram as pessoas.

PDVSA e Rosneft não responderam a um pedido de comentário. A Repsol não quis comentar, assim como Eni e o Tesouro dos EUA.

Várias prestadoras de serviços dos EUA, como a Chevron, possuem licenças temporárias para operar na Venezuela. Não está claro o que aconteceria com essas licenças se o governo Maduro fosse em frente com a proposta.

Joia da coroa

O petróleo tem sido a joia da coroa da Venezuela, um recurso tão precioso que restrições severas ao controle e investimento estrangeiro são estabelecidas na Constituição.

Mas a crise do país, resultado de má gestão, queda dos preços do petróleo, corrupção e pressão estrangeira, levou Maduro a abrir mão de muitos princípios socialistas recentemente.

Discretamente, o presidente da Venezuela eliminou controles sobre o câmbio e importações, permitindo o crescimento de uma economia de mercado dolarizada e limitada. Em outra medida, também iniciou conversas confidenciais com credores de cerca de US$ 60 bilhões em títulos, alguns deles dos EUA, oferecendo atrelar as dívidas a uma empresa de perfuração estrangeira que receberia os direitos dos campos de petróleo como meio de recuperar a dívida, segundo pessoas a par do assunto.

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Cielo tem “trimestre para esquecer”, mas ação tenta reagir após cair 15% em janeiro

Prédio da Cielo

SÃO PAULO – Vista por analistas como resultado da aceleração nos custos e da deterioração na receita de antecipação de recebíveis, a queda de 49,7% no lucro da Cielo em 2019 em relação ao ano anterior pode punir a empresa do ponto de vista de reação do mercado, de acordo com a equipe da XP Research.

Além dos resultado, a empresa divulgou na noite de segunda-feira (27) um memorando de entendimentos com seus controladores, Banco do Brasil e Bradesco, estabelecendo os critérios de remuneração dos bancos para a prestação de serviços de captação, indicação e manutenção de estabelecimentos comerciais para a empresa – o uso do balcão. Os bancos serão remunerados em  10 pontos base sobre o volume elegível capturado pela Cielo por um ano. O acordo tem efeito retroativo a partir de 1 de janeiro de 2020.

O analista Domingos Falavina, do JPMorgan, escreveu em relatório que o último balanço é “um trimestre para esquecer”, mas que esse novo acordo pode significar alívio para a companhia. Na manhã desta terça-feira (28), primeiro pregão após a divulgação dos resultados, CIEL3 chegou a ser negociada com queda de 6,61% por volta das 10h30, mas logo em seguida chegou a atingir alta de 1,5%. Às 11h2, o movimento havia praticamente zerado para alta de 0,14%. No ano, o papel ainda acumula queda de 15,55%.

Mas só isso pode não ser suficiente para criar confiança na adquirente. “Embora a empresa afirme consistentemente que o foco não é o lucro de curto prazo, este é o segundo trimestre consecutivo com ganhos consideravelmente abaixo do consenso, no intuito de ganhar participação de mercado”, lembra a XP. Por isso, a reação do mercado deve ser negativa. Os resultados foram abaixo das expectativas das casas de análise.

O lucro líquido da empresa de adquirência ficou em R$ 1,58 bilhão e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ficou em R$ 1,79 bilhão, 50,6% abaixo de 2018. Enquanto isso, a receita líquida da companhia caiu 17,8% em 2019, para R$ 5,3 bilhões. Considerando apenas o quarto trimestre, o baque no lucro líquido foi de 68% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Para o Morgan Stanley, o volume (que aumentou 9%) foi positivo: os esforços para cortar preços se refletiram em uma redução na perda de market share. “Mas o yield da receita contraiu novamente neste trimestre, destacando a compressão significativa nos preços que a empresa teve de fazer para se manter competitiva”. Com custos e despesas crescendo mais rapidamente que as receitas e fraco crescimento no segmento de micro e pequenas empresas, a visão do banco não é positiva.

O Itaú BBA colocou o rating da empresa sob observação mediante o período de dificuldade. Os analistas escreveram que vão esperar “maior clareza sobre os prospectos da companhia para 2020”.

Desafios

E seu release, a Cielo justificou a queda da receita à “pressão no preço médio decorrente do ambiente competitivo, efeitos parcialmente compensados pelo aumento do volume capturado e pelo crescimento da receita relacionada ao produto pagamento em dois dias”.

A companhia também informou o pagamento de juros sobre capital próprio complementares no montante de R$ 24,2 milhões. O pagamento será feito aos acionistas em 13 de fevereiro com base na posição acionária de 30 de janeiro, ou seja, as ações passam a ficar ex-JCP em 31 de janeiro.

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Ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas sobem forte após tombo na véspera; Cielo opera estável após balanço fraco

SÃO PAULO – Após o Ibovespa ter registrado a maior queda desde março de 2019 com os temores sobre o coronavírus, a sessão é de recuperação para a bolsa brasileira, na esteira das bolsas no exterior e acompanhando as medidas tomadas pela China para combater o coronavírus, que já vitimou mais de 100 pessoas.

Frigoríficos como JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), além de Vale (VALE3) e siderúrgicas como Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3) sobem forte e poucas ações do Ibovespa registram perdas, caso de Telefônica Brasil (VIVT4) e RD (RADL3), que foram uma das poucas altas do índice na sessão da véspera.

Praticamente no zero, estão as ações da Cielo (CIEL3), após a divulgação do resultado do quarto trimestre considerado fraco. Confira os destaques:

Cielo (CIEL3)

A Cielo, operadora de cartões e meios de pagamentos, comunicou ontem à CVM que obteve um lucro líquido de R$ 1,58 bilhão em 2019, uma queda de 49,7% em comparação a 2018, quando lucrou R$ 3,1 bilhões. Em seu balanço publicado na autarquia, a empresa informou que obteve um EBITDA de R$ 1,79 bilhão, o que representou um recuo de 50,6% em comparação a 2018. O volume financeiro de transações da empresa foi de R$ 683 bilhões no ano passado, um aumento de 9% sobre o ano anterior.

O Itaú BBA, Bradesco BBI e o Morgan Stanley, comentaram que o balanço da Cielo veio abaixo das expectativas para a credenciadora de cartões. O Itaú BBA colocou sob revisão o preço-alvo da Cielo e a própria classificação do papel. A perspectiva do BBA para o papel é negativa. “A Cielo apresentou fracos resultados no quarto trimestre de 2019, com aumento das despesas. Houve uma queda de 38% no EBITDA em 2019, na comparação a 2018, e os gastos levaram a uma deterioração de 13 pontos porcentuais na margem EBITDA”, comentou.

Para o Bradesco BBI, o lucro líquido do quarto trimestre, de R$ 242 milhões, veio 17% abaixo da estimativa da corretora, que era de R$ 292 milhões. O BBI avalia que as despesas e os custos no período foram 9% maiores que a projeção para a Cielo. A equipe de análise não mudou as projeções de lucro líquido para a Cielo em 2020 e 2021, de R$ 1 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente, mas alerta que o mercado pode mudar e ressalta que os preços nas empresas de meios de pagamento continuam sob pressão por causa da forte concorrência. A recomendação dos analistas para a Cielo continua “underperform” – abaixo da média, com o preço-alvo do papel em R$ 6,50, abaixo dos R$ 7,00

Já o Morgan Stanley, embora ainda classifique o papel como “overweight”, que é positiva, comentou que os resultados da Cielo “vieram abaixo das nossas estimativas. O lucro líquido de R$ 242 milhões no quarto trimestre de 2019 teve queda de 32% na comparação a igual período de 2018, e veio abaixo da nossa estimativa de R$ 392 milhões e do consenso do mercado, de R$ 345 milhões”, comentou o Morgan Stanley. “Os custos e as despesas estão crescendo bem acima do faturamento”. Como ponto positivo, o banco ressalta que o faturamento bruto da Cielo no quarto trimestre, de R$ 2,97 bilhões, cresceu 6% sobre igual período do ano anterior, “acima em 3% das nossas estimativas de R$ 2,88 bilhões e também da estimativa do mercado”.

Banco do Brasil (BBAS3)

A União concluiu a venda das ações excedentes do Banco do Brasil (BB) em poder do governo. A operação, que arrecadou R$ 1,06 bilhão, ocorreu na última quinta-feira (23), mas só foi divulgada ontem (27) pelo Ministério da Economia.

Ao todo, foram vendidas 20.785.200 ações ordinárias que excediam o limite necessário para a União manter a condição de maior acionista do banco. A operação não afetará o controle da instituição financeira pelo governo.

Em nota, o Ministério da Economia informou que a venda das ações segue a política de desinvestimentos e de redução do tamanho do Estado definida pelo governo. Segundo a pasta, o dinheiro retornará aos cofres públicos, podendo ser usado para reduzir a dívida pública ou fazer investimentos, como obras públicas.

Neste ano, o governo quer vender cerca de R$ 150 bilhões de participações da União em empresas. A venda das ações excedentes do Banco do Brasil tinha sido incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND) em 22 de agosto do ano passado. Os papéis estavam depositados no Fundo Nacional de Desestatização, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

JBS (JBSS3)

A JBS informou que fechou um acordo com a empresa chinesa WH Group, de Hong Kong, para exportar carnes bovina, suína e de aves no valor de até R$ 3 bilhões por ano à China. Segundo a empresa brasileira, serão exportados produtos in natura das marcas Seara e Friboi. “Este acordo reflete a maturidade das nossas relações comerciais com a China”, disse Renato Costa, presidente da Friboi. Segundo a JBS, o WH Group tem 60 mil pontos de venda na China. A empresa brasileira diz que os embarques começarão ainda no primeio trimestre deste ano.

Telebras (TELB4)

A estatal Telebras comunicou à CVM, na noite de ontem, que os acionistas que quiserem exercer o direito de sobras das ações ordinárias e preferenciais da empresa poderão comprá-las até 3 de fevereiro na B3, no Banco Bradesco ou nas suas corretoras. A empresa realizou um aumento de capital, com a emissão de mais de 10 milhões de ações ordinárias e 8 milhões de ações preferenciais, em dezembro. Sobraram cerca de 2,2 milhões de ações, entre ON e PN. A empresa espera levantar R$ 1,5 bilhão com o aumento de capital. Após a privatização da telefonia fixa e móvel em 1998, a estatal foi desativada. Em 2010, foi reativada para a instalação de fibra óptica e banda larga no interior de vários estados.

brMalls (BRML3)

A brMalls e a Multiplan, duas as maiores donas e administradoras de shopping centers do Brasil, informaram que investirão em 2020 um total de R$ 69 milhões na Delivery, sua joint-venture para a logística e integração entre operações do varejo físico e o comércio eletrônico. A Delivery atua em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Azul (AZUL4

A Azul informou que pretende subarrendar 53 dos seus aviões Embraer E-195 para companhia aérea LOT, da Polônia, e para a Breeze Aviation Group, uma empresa aérea “start up” dos Estados Unidos. Segundo a Azul, a operação faz parte do seu plano de substituição da frota por aeronaves mais modernas, como o Embraer E2, que é maior e tem o consumo mais baixo de combustível. “Agora que construímos uma malha mais extensa, estamos prontos para adicionar em nossa frota as aeronaves E2. O preço do combustível é 35% mais caro no Brasil que em outras partes do mundo, por isto é essencial que a Azul passe a operar com aeronaves da próxima geração o quanto antes”, comentou John Rodgerson, executivo-chefe da Azul.

 

Embraer (EMBR3)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da Embraer  pela Boeing, alegando que as empresas não concorrem nos mesmos mercados e que não há risco de problemas concorrenciais decorrentes da aquisição.

Em nota, o Cade informou que sua decisão engloba duas transações: a aquisição pela Boeing de 80% do capital do negócio de aviação comercial da Embraer e a criação de uma joint venture entre ambas as empresas voltada para a produção da aeronave de transporte militar KC-390, com participações de 49% (Boeing) e 51% (Embraer).

A autarquia concluiu que a compra da Embraer pela Boeing não deve impactar negativamente os níveis de rivalidade existentes neste mercado, apesar de as condições de entrada no setor não serem favoráveis.

“Na verdade, a ampliação do portfólio da Boeing deve aumentar sua capacidade de exercer pressão competitiva contra a líder Airbus, empresa que domina esse mercado”, explicou o Cade em nota.

Sobre a joint venture, o Cade “concluiu que não existe possibilidade de exercício de poder de mercado, uma vez que a operação não representa a união dos portfólios de aeronaves de transporte militar das empresas, mas apenas a participação em um projeto comum.”

(Com Agência Brasil e Bloomberg)

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Vale a pena investir em título de capitalização? Entenda como aqui ele funciona

Diante dos diversos tipos de investimento que existem no mercado, o título de capitalização frequentemente é oferecido pelos grandes bancos. Mas será que ele é a melhor opção?

Esses títulos oferecem alguma rentabilidade e a possibilidade de ganhar prêmios como casa, carro e valores em dinheiro. Basta participar dos sorteios que o banco promove.

Neste post, você vai entender melhor como ele funciona e se realmente vale a pena considerá-lo na sua jornada rumo aos melhores investimentos. Confira!

Como funciona o título de capitalização?

Oferecido nos bancos, o título de capitalização é um produto em que o cliente faz uma contribuição mensal em troca de rendimentos e da oportunidade de concorrer a prêmios.

O dinheiro fica retido por um tempo determinado em contrato. Após o vencimento, ele é devolvido para quem aplicou com pagamento de taxas de juros sobre o valor.

Os títulos de capitalização possuem três mecanismos que influenciam no resgate do valor aplicado. Bastante rígidos, eles são:

  • prazo de pagamento: tempo em que o valor é aplicado pelo cliente;
  • prazo de vigência: tempo em que a operação vai funcionar;
  • prazo de carência: período mínimo obrigatório para que dinheiro fique aplicado.

Toda a operação é feita diretamente entre o cliente e o banco, sem intermediários. É a própria instituição financeira quem recolhe, aplica, faz os sorteios e cuida de todo rendimento obtido.

Quais são os tipos de títulos de capitalização?

Os títulos de capitalização oferecem diferentes formatos de aplicação. Assim, se adaptam à realidade de diferentes perfis de cliente. Atualmente, há três modalidades disponíveis: tradicional, popular e incentivo.

Tipo tradicional

A modalidade tradicional é voltada a quem sabe que vai poder deixar o dinheiro na operação até o fim do prazo estabelecido. Assim, todo o dinheiro é restituído, inclusive com os juros da aplicação.

Tipo popular

Na modalidade popular, o foco são os sorteios de prêmios em dinheiro. Isso faz com que a restituição ao fim da operação não seja integral: em geral, ela é limitada a uma parte do valor aplicado.

Tipo incentivo

Na modalidade incentivo, por sua vez, o foco são eventos promocionais. Neste caso, é a própria instituição emissora que cede o título ao cliente por ocasião desse evento.

Quais são as formas de pagamento dos títulos de capitalização?

Os pagamentos dos títulos de capitalização podem ser feitos de três maneiras:

  • único: pagamento feito todo de uma só vez;
  • mensal: o cliente paga mensalmente até completar o valor total do investimento;
  • periódico: o pagamento é feito em períodos predeterminados.

Título de capitalização funciona como investimento?

A classificação do título de capitalização como investimento ainda é muito discutida. Afinal, ele funciona como um mecanismo que oferece rendimento sobre o valor aplicado.

Entretanto, os questionamentos giram em torno justamente da rentabilidade: muitas vezes ela fica até abaixo do rendimento da poupança.

Embora o rendimento seja similar, o título de capitalização é descontado de taxas de administração, além do percentual que é direcionado aos sorteios.

De forma geral, esse produto se encaixa melhor na definição de economia programada, já que a proposta principal é a de guardar dinheiro.

O grande diferencial é a possibilidade de premiações, tendo em vista que o rendimento é pequeno.

Quais os riscos de aplicar em títulos de capitalização?

Nem todos os títulos de capitalização oferecem o retorno integral do valor aplicado nas operações.

Muitas vezes, essas informações não são fornecidas pelas instituições financeiras. Então, antes de contratar, preste atenção ao modelo de funcionamento do título.

Outra situação que pode acontecer é a venda casada, que é proibida por lei.

Quando estão em busca de crédito, muitos clientes são pressionados a contratar um título de capitalização como condição para conseguir algum tipo de financiamento. Essa operação é ilegal e não deve ser aceita pelo consumidor.

Os títulos de capitalização são fiscalizados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Com isso, os riscos de fraude e as possibilidades de o cliente não reaver seu dinheiro são pequenos.

Porém, busque sempre checar as informações sobre a modalidade contratada e as tentativas de vendas casadas. É comum que os gerentes pressionem os clientes a contratar esse produto porque eles recebem comissões, então preste atenção!

Quais são as principais vantagens e desvantagens?

As controvérsias acerca dos títulos de capitalização sempre deixam dúvidas sobre quais são os seus prós e os seus contras. Como em qualquer outra modalidade de aplicação, eles têm vantagens e desvantagens. São elas:

Vantagens:

  • possibilidades de prêmios;
  • desenvolvimento da cultura de guardar dinheiro.

Desvantagens:

  • rentabilidade ruim;
  • prazos rígidos e longos;
  • taxas e descontos;
  • planos em que o valor investido não é 100% restituído.

Vale a pena investir em títulos de capitalização?

O título de capitalização pode ser vantajoso em algumas situações. Se você tem como finalidade começar a guardar dinheiro e criar um compromisso com os depósitos, o título de capitalização pode ajudar.

Entretanto, esteja sempre alerta quanto às condições da contratação para não ter surpresas no futuro.

Porém, quem quer investir para obter rendimentos melhores do que a poupança, ele é uma opção pouco rentável — e, assim, não vale a pena.

Tanto na renda fixa quanto na variável, é possível aplicar em outras aplicações mais interessantes.

O Tesouro Direto e os títulos de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs, por exemplo, são opções seguras de investimento e que oferecem rendimento melhor.

Assim, faça uma avaliação de quanto risco você tolera e quais são os seus objetivos financeiros antes de fazer qualquer aplicação.

Agora que você entende melhor o título de capitalização, que tal conhecer a fundo mais opções de aplicações financeiras? Baixe grátis o nosso Guia Completo sobre os Tipos de Investimento e tire suas dúvidas!

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Wealth Management: conheça a gestão especializada em fortunas

Você tem uma reserva financeira, mas falta tempo para gerenciar essas aplicações? O mercado financeiro oferece a comodidade de ter um patrimônio gerenciado por profissionais: o Wealth Management, expressão em inglês para gestão de patrimônio.

Uma gestora de patrimônio pode ser uma empresa independente ou pertencer a um departamento de bancos e corretoras, geralmente voltado para clientes do private bank como forma de retê-los.

Ou seja, é possível investir em banco ou corretora e, dentro dessas instituições, ter acesso ao serviço.

Quer conhecer mais sobre o serviço de Wealth Management? Leia este post!

Afinal, o que é Wealth Management?

O Wealth Management é um serviço que combina consultoria, planejamento e gestão de investimentos para cuidar dos bens, direitos e obrigações de indivíduos ou empresas.

Cuidar de bens dos clientes inclui, além de administração de investimentos, uma assessoria relacionada a divisão de bens, herança, sucessão e impostos.

O objetivo é que o cliente centralize todas as suas necessidades financeiras em um mesmo lugar, para que essa demanda seja gerenciada por especialistas.

As motivações podem ser diversas, como ter uma aposentadoria tranquila ou fazer com que o seu patrimônio garanta uma boa qualidade de vida para seus herdeiros.

Para que serve o Wealth Management?

O Wealth Management visa manter, administrar e aumentar o patrimônio dos clientes por meio de estratégias de investimento personalizadas.

Ou seja, vale tanto para quem deseja construir um patrimônio de forma sustentável quanto para quem já tem uma reserva consolidada.

Por conta da personalização e da comodidade, o serviço tem um custo mais elevado. Como consequência, é indicado para clientes de alta renda, a exemplo de profissionais liberais, empresários e herdeiros.

Esses clientes geralmente têm um patrimônio relevante, que necessita de um gerenciamento profissional. Por isso o serviço também é conhecido como gestão de fortunas.

O Wealth Management é mais comumente usado por famílias, servindo tanto para cuidar dos negócios, quanto das aplicações pessoais.

Nesse caso, cada indivíduo pode ser atendido separadamente e ter uma carteira de aplicações personalizada para seu perfil e objetivos. Gestoras de patrimônio cujo foco sejam famílias são chamadas de family offices.

O Wealth Management é diferente do Asset Management, que significa gestão de ativos.

As chamadas assets também têm foco em manter e aumentar o patrimônio dos clientes, mas não incluem serviços adicionais oferecidos na Wealth Management — como assessoria tributária, sucessão, casamento e aposentadoria.

O foco são aplicações financeiras e outros ativos, como imóveis e empresas.

Como funciona essa gestão?

A gestora de patrimônio precisa ganhar a confiança dos clientes para cuidar de todas as esferas financeiras de sua vida.

Por isso, a equipe de profissionais é altamente especializada. Multidisciplinar, ela não é apenas composta por economistas e profissionais do mercado financeiro, mas também por advogados, contadores e funcionários de áreas administrativas.

Esses profissionais realizam, primeiramente, um inventário de todos os bens e direitos que o cliente e sua família possuem.

Depois, levando em consideração esse patrimônio, é feita uma análise da situação financeira do cliente.

Então, com base nessas informações, é construída uma carteira de investimentos para objetivos de curto, médio e longo prazo e de acordo com o risco que é aceitável para o cliente.

Nesse processo, os profissionais analisam as melhores formas de mitigar custos, principalmente os relacionados a impostos e taxas. E podem utilizar tanto produtos próprios quanto plataformas de investimento de outras instituições financeiras.

Depois, os gestores têm a responsabilidade de acompanhar a performance das aplicações que compõem esse portfólio, além de criar um planejamento a fim de proteger os bens do cliente ao longo do tempo.

De tempos em tempos, os gestores de patrimônio se reúnem com o cliente para eventuais atualizações do patrimônio, revisão de metas e reequilíbrio da carteira de investimentos.

A gestão de um family office pode ser passiva ou ativa. Depende do cliente querer apenas um aconselhamento ou permitir que a instituição financeira compre e venda investimentos quando acreditar que isso vai trazer mais retornos à carteira.

A gestão ativa exige muita especialização, por isso tem um custo mais elevado.

Quais são as vantagens do Wealth Management?

A gestão de patrimônio oferece conforto a clientes que não tenham tempo ou conhecimentos para monitorar sua situação financeira com a devida atenção.

Veja abaixo as principais vantagens do serviço:

Gestão feita por profissionais especializados

Um family office tem uma equipe de profissionais diversificada. De acordo com a necessidade de cada cliente, é possível contratar serviços adicionais, prestados por profissionais e escritórios parceiros.

Diluição de custos

O serviço de Wealth Management consegue negociar melhor taxas de aplicações ao gerenciar um patrimônio relevante. Como resultado, alguns produtos oferecidos podem até ser isentos de taxas.

Assessoria profissional

Uma gestora de patrimônio também oferece assessoria para negócios, como compra e venda de empresas.

Também pode auxiliar para que a empresa familiar tenha maior eficiência tributária, além de governança e acordo de acionistas adequados.

O serviço entende que uma má gestão do negócio tem impacto negativo sobre a situação financeira do cliente.

Administração de recursos

O Wealth Management monitora investimentos e faz o rebalanceamento da carteira de aplicações quando necessário, dispensando que o cliente faça esse acompanhamento.

O objetivo é maximizar retornos e reduzir eventuais perdas.

Investimentos personalizados

Uma gestora de patrimônio geralmente oferece fundos de investimento exclusivos, criados para atender demandas específicas — como aposentadoria e planejamento sucessório.

Também oferece acesso a produtos financeiros no exterior.

Como se tornar um cliente Wealth Management?

Para se tornar um cliente de uma gestora de patrimônio, é necessário ter ao menos R$ 1 milhão investido. A exigência pode ser maior dependendo da estratégia de cada instituição financeira.

Como ganham um porcentual do lucro sobre o crescimento do patrimônio de clientes (geralmente de 1%), faz mais sentido para gestoras de patrimônio atender a clientes com volumes mais relevantes.

Para ter acesso à área de Wealth Management, você pode ter de abrir conta em uma corretora.

Áreas de Wealth Management em bancos e corretoras costumam exigir que esse montante seja investido em produtos e fundos da instituição financeira. É preciso estar atento e saber como escolher uma corretora.

Ficou interessado pelas vantagens do Wealth Management, mas ainda não adquiriu o patrimônio necessário para acessá-lo? Conheça um serviço mais acessível que pode ajudar a gerenciar uma reserva financeira: a consultoria de investimentos!

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