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Ibovespa sobe forte e dólar cai a R$ 5,03 com controle do coronavírus na China e medidas globais para conter a pandemia

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SÃO PAULO – O Ibovespa opera em alta nesta sexta-feira (20) com as medidas promovidas por governos no mundo todo para mitigar os efeitos do coronavírus na economia e com o controle da doença na Ásia. Na China, o banco central manteve ontem as taxas de juros em 4,05%, mais uma prova de que o país conseguiu controlar a pandemia em seu território. Lá, não foram registrados novos casos de transmissão local da Covid-19 pelo segundo dia consecutivo.

Já nos Estados Unidos, as medidas para conter o vírus se aprofundam. O estado da Califórnia colocou 40 milhões de pessoas em quarentena obrigatória. A Itália atingiu 3.405 mortos e deve fazer um lockdown ainda maior para conter o avanço no número de casos.

A boa notícia é que paralelamente ao desenvolvimento de uma vacina, tratamentos para o coronavírus têm dado resultados preliminares muito positivos. Em uma pesquisa francesa realizada com 20 voluntários que sofriam com a Covid-19, a administração de hidroxicloroquina (medicamento utilizado no tratamento de malária) com azitromicina resultou na cura de 100% dos pacientes.

Às 11h33 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 4,6% a 71.476 pontos, enquanto o dólar futuro para abril caía 1,38%, a R$ 5,032. O dólar comercial registrava queda de 1,37%, a R$ 5,0313 na compra e R$ 5,0343 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai 47 pontos-base a 5,3%, o DI para janeiro de 2023 recua 56 pontos-base a 6,44% e o DI para janeiro de 2025 tem queda de 41 pontos-base a 7,62%.

Após uma semana de perdas pesadas, os investidores parecem ir às compras, um pouco mais confiantes com os estímulos do Federal Reserve e de outros bancos centrais.

Apesar do maior apetite por risco, o​​​​​peradores vão enfrentar incerteza nesta sexta quando vencem opções e futuros de índices e ações vencem ao menos tempo em Nova York.

Os preços do petróleo estendem os ganhos da véspera. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que pode intervir se Arábia Saudita e Rússia não chegarem a um acordo para acabar com a guerra de preços. Após perder mais de 60% neste ano, o barril do petróleo americano WTI ontem recuperou parte das perdas.

Atuação do BC

O Banco Central anunciou leilões para essa sexta para compra de títulos soberanos do Brasil denominados em dólar (global bonds) das instituições financeiras nacionais. A operação é com compromisso de revenda (repo).

A queda do dólar ocorreu pelo swap entre o BC brasileiro e o Fed, que gerou no mercado a percepção de que o BC ganhou força para intervir no mercado caso decida atuar de forma mais incisiva do que o visto ontem – quando a autoridade monetária fez leilões à vista de baixa escala, com oferta maior – de US$ 2 bi – apenas de linha. O Fed anunciou linhas de swaps em dólar com mais nove bancos centrais, incluindo o brasileiro, repetindo medida adotada na crise de 2008.  Algumas linhas envolvem montantes de até US$ 30 bilhões e outras, até US$ 60 bilhões. O Tesouro também segue com leilões de compra e venda de títulos

Coronavírus no radar

Nesta sexta, o Senado Federal pretende votar decreto de calamidade pública encaminhado pelo governo federal nesta sexta-feira, segundo a agência Senado Notícias. O texto foi aprovado na Câmara na quarta-feira e autoriza o Executivo a gastar mais para enfrentar a pandemia do coronavírus sem que caracterize desobediência às metas fiscais. A votação está prevista para acontecer em sessão remota a partir das 11h.

Além disso, o Ministério da Economia vai reduzir estimativa de PIB de 2020 pela segunda vez neste mês pelos impactos da pandemia do coronavírus. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a previsão deve ser reduzida para zero.

Noticiário corporativo

Os impactos do coronavírus nas operações das empresas seguem sendo sentidos fortemente.

A Lojas Renner anunciou que fechará, por tempo indeterminado, todas as lojas físicas da Renner (Brasil, Uruguai e Argentina), Camicado, Youcom e Ashua, sejam em shoppings ou lojas de rua, a partir desta sexta-feira. A decisão, segundo a empresa ocorre após os desdobramentos recentes relacionados à covid-19. A Gol reduziu a jornada e salário de funcionários em pelo menos 35%, a Randon paralisou atividades em 7 unidades de negócios e a Petrobras afirmou que pode manter a produção com efetivo reduzido.

Ainda em destaque, a AES Tietê disse que continua a avaliar proposta da Eneva; na Enauta, o presidente está de licença e o CFO acumula o cargo interinamente. Já na Cemig, Leonardo Magalhães é nomeado para diretor de finanças e RI.

A Eztec aprovou a recompra de até 9,6 milhões de ações ordinárias. Cyrela, Tenda, C&A, Cemig, Copasa, EzTec e Marisa divulgaram seus números referentes ao quarto trimestre de 2019.

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Fundos imobiliários: é hora de aproveitar a queda e investir? Especialista tira dúvidas

SÃO PAULO – Os fundos imobiliários vêm sofrendo com a crise provocada pela pandemia de coronavírus.

Desde a volta do carnaval, quando teve início uma onda de baixa e intensa volatilidade no mercado financeiro, o Ifix, índice que mede o desempenho desses fundos na Bolsa, caiu quase 30%.

Em seu programa Fundos Imobiliários, o professor Arthur Vieira de Moraes vai explicar o que está por atrás desse movimento e como investir agora.

Como parte da campanha InfoMoney Orienta, você também pode mandar suas perguntas sobre o assunto, para que elas sejam respondidas durante o programa, que será transmitido hoje no Youtube do InfoMoney a partir das 15h40.

É possível enviar dúvidas e comentários para o e-mail orienta@infomoney.com.br ou utilizando a hashtag #InfoMoneyOrienta no Twitter e no Instagram.

Para não perder nenhum conteúdo do InfoMoney Orienta, cadastre-se na newsletter especial da campanha.

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Ibovespa Futuro sobe 8% com controle do coronavírus na China e medidas globais; dólar cai

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta sexta-feira (20) com as medidas promovidas por governos no mundo todo para mitigar os efeitos do coronavírus na economia e com o controle da doença na Ásia. Na China, o banco central manteve ontem as taxas de juros em 4,05%, mais uma prova de que o país conseguiu controlar a pandemia em seu território. Lá, não foram registrados novos casos de transmissão local da Covid-19 pelo segundo dia consecutivo.

Já nos Estados Unidos, as medidas para conter o vírus se aprofundam. O estado da Califórnia colocou 40 milhões de pessoas em quarentena obrigatória. A Itália atingiu 3.405 mortos e deve fazer um lockdown ainda maior para conter o avanço no número de casos.

Às 09h05 (horário de Brasília), o índice futuro do Ibovespa com vencimento em abril subia 8,47% a 71.140 pontos, enquanto o dólar futuro para abril caía 1,47%, a R$ 5,026, enquanto o dólar comercial registrava queda de 1,64%, a R$ 5,0192 na compra e R$ 5,0204 na venda.

Após uma semana de perdas pesadas, os investidores parecem ir às compras, um pouco mais confiantes com os estímulos do Federal Reserve e de outros bancos centrais.

Apesar do maior apetite por risco, o​​​​​peradores vão enfrentar incerteza nesta sexta quando vencem opções e futuros de índices e ações vencem ao menos tempo em Nova York.

Os preços do petróleo estendem os ganhos da véspera. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que pode intervir se Arábia Saudita e Rússia não chegarem a um acordo para acabar com a guerra de preços. Após perder mais de 60% neste ano, o barril do petróleo americano WTI ontem recuperou parte das perdas.

Atuação do BC

O Banco Central anunciou leilões para essa sexta para compra de títulos soberanos do Brasil denominados em dólar (global bonds) das instituições financeiras nacionais. A operação é com compromisso de revenda (repo).

Contudo, o BC ainda não anunciou qualquer leilão para o câmbio nesta sexta-feira, após dólar fechar ontem em leve baixa de 0,3%, encerrando ciclo de quatro altas seguidas.

A queda do dólar ocorreu pelo swap entre o BC brasileiro e o Fed, que gerou no mercado a percepção de que o BC ganhou força para intervir no mercado caso decida atuar de forma mais incisiva do que o visto ontem – quando a autoridade monetária fez leilões à vista de baixa escala, com oferta maior – de US$ 2 bi – apenas de linha. O Fed anunciou linhas de swaps em dólar com mais nove bancos centrais, incluindo o brasileiro, repetindo medida adotada na crise de 2008.  Algumas linhas envolvem montantes de até US$ 30 bilhões e outras, até US$ 60 bilhões. O Tesouro também segue com leilões de compra e venda de títulos

Coronavírus no radar

Nesta sexta, o Senado Federal pretende votar decreto de calamidade pública encaminhado pelo governo federal nesta sexta-feira, segundo a agência Senado Notícias. O texto foi aprovado na Câmara na quarta-feira e autoriza o Executivo a gastar mais para enfrentar a pandemia do coronavírus sem que caracterize desobediência às metas fiscais. A votação está prevista para acontecer em sessão remota a partir das 11h.

Além disso, o Ministério da Economia vai reduzir estimativa de PIB de 2020 pela segunda vez neste mês pelos impactos da pandemia do coronavírus. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a previsão deve ser reduzida para zero.

Noticiário corporativo

Os impactos do coronavírus nas operações das empresas seguem sendo sentidos fortemente.

A Lojas Renner anunciou que fechará, por tempo indeterminado, todas as lojas físicas da Renner (Brasil, Uruguai e Argentina), Camicado, Youcom e Ashua, sejam em shoppings ou lojas de rua, a partir desta sexta-feira. A decisão, segundo a empresa ocorre após os desdobramentos recentes relacionados à covid-19. A Gol reduziu a jornada e salário de funcionários em pelo menos 35%, a Randon paralisou atividades em 7 unidades de negócios e a Petrobras afirmou que pode manter a produção com efetivo reduzido.

Ainda em destaque, a AES Tietê disse que continua a avaliar proposta da Eneva; na Enauta, o presidente está de licença e o CFO acumula o cargo interinamente. Já na Cemig, Leonardo Magalhães é nomeado para diretor de finanças e RI.

A Eztec aprovou a recompra de até 9,6 milhões de ações ordinárias. Cyrela, Tenda, C&A, Cemig, Copasa, EzTec e Marisa divulgaram seus números referentes ao quarto trimestre de 2019.

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Gol e Azul propõem cortes de jornadas e salários por coronavírus; resultados e mais destaques

SÃO PAULO  – A sessão deve apontar novamente para ganhos na bolsa brasileira, com a Petrobras (PETR3;PETR4) devendo registrar uma nova alta por conta do novo dia de recuperação do petróleo, após EUA indicarem possível ação no impasse entre Rússia e Arábia Saudita.

Contudo, os temores sobre o impacto do coronavírus nas operações das empresas continuam, com Lojas Renner anunciando fechamento de lojas por tempo indeterminado, Multiplan informando fechamento de shoppings, Grendene anunciando férias coletivas, entre outras empresas.

A construtora e incorporadora Cyrela publicou balanço na noite de ontem e reportou um lucro líquido de R$ 415,8 milhões em 2019, revertendo o prejuízo de R$ 84,4 milhões de 2018. Já a mineradora Vale informou que mantém aberto seu terminal de Teluk Rubian, na Malásia. A empresa cogitou o fechamento da instalação por causa do avanço do coronavírus no país asiático. Confira os destaques desta sexta-feira (20):

Cyrela (CYRE3)

A construtora e incorporadora Cyrela publicou balanço na noite de ontem e informou que obteve um lucro líquido de R$ 149 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 28,5% sobre igual período de 2018. No ano inteiro de 2019, a Cyrela teve lucro líquido de R$ 415,8 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 84,4 milhões em 2018.

A empresa informou que o resultado do ano passado melhorou por causa de R$ 18 milhões relativos à sua participação na construtora Cury, e do lucro vindo das ações da Cyrela Commercial Properties, sua empresa administradora de shopping centers. A receita líquida da Cyrela recuou 7,4% no quarto trimestre do ano passado, sobre igual período de 2018, para R$ 1,2 bilhão. Mas no ano inteiro a receita líquida avançou 24,9% sobre 2018, para R$ 3,93 bilhões. A empresa informou que encerrou 2019 com uma dívida líquida de R$ 851 milhões. A Cyrela declarou que pagou dividendos de R$ 400 milhões aos acionistas no ano passado.

Vale (VALE3)

A mineradora Vale comunicou na noite de ontem que manterá aberto o terminal marítimo de Teluk Rubian, na Malásia. O avanço do coronavírus no país asiático levou a empresa a estudar o fechamento do terminal a partir do dia 21. “Com base em comunicações e em nossas discussões com autoridades e agências locais e nacionais, a Vale considera que pode continuar operando o terminal”, informou a empresa brasileira. O terminal é usado como ponto de embarque de minério de ferro na região da Península Malaia.

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner comunicou na noite de ontem que fechará temporariamente, a partir de hoje, todas as suas no Brasil, em shopping centers ou nas ruas. Segundo a varejista, o objetivo é evitar a exposição dos funcionários e consumidores ao coronavírus. Os funcionários da área administrativa da Renner continuarão trabalhando em home office. As Lojas das bandeiras Camicado e de outras da Renner também fecharão. “Essas medidas são necessárias para preservar a integridade dos nossos colaboradores, clientes, fornecedores e de comunidade, diante da disseminação do Covid-19, bem como a preservação do negócio”, informou a Renner em comunicado. Na manhã de ontem a empresa informou que fecharia apenas as lojas na Região Metropolitana de São Paulo, mas com o vírus se alastrando, a empresa optou pela medida em todo o país.

Guararapes (GUAR3)

A Riachuelo suspendeu as atividades nas fábricas do Grupo Guararapes em dois estados do Nordeste, em princípio por prazo indeterminado.

A decisão, que passou a valer ontem para o parque fabril de Fortaleza e hoje para o de Natal, é uma das medidas adotadas pela empresa como prevenção ao avanço do coronavírus. Além do fechamento das fábricas, o grupo deu férias coletivas a todos os funcionários do parque fabril.

Segundo a empresa, a ação tem como objetivo “impedir a aglomeração de pessoas no mesmo ambiente, a utilização de equipamentos coletivos e evitar expor seus funcionários a maiores riscos como o uso do transporte público, em que ainda circulam milhares de pessoas por dia”.

A Riachuelo também reduziu o quadro de funcionários em seus escritórios e alterou o horário de funcionamento de lojas, centros de distribuição e centro de atendimento ao cliente.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan informou na noite de ontem que fechará todos os seus shopping centers em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília a partir de hoje. A empresa informou que o objetivo da medida é proteger funcionários e consumidores do Covid-19.

Azul (AZUL4)

Diante da crise com o coronavírus no setor aéreo e a disparada do dólar, a Azul anunciou uma série de medidas para reduzir o custo fixo de suas operações – que representa cerca de 40% do total das despesas operacionais da empresa. O plano de contingência abre espaço para a licença não remunerada – com 600 pedidos aprovados até o momento – e prevê a redução de salário de 25% dos membros do comitê executivo até a normalização da situação.

No plano, foi suspensa também novas contratações, além de terem determinado a postergação do pagamento referente à participação nos lucros e resultados de 2019. O plano aponta para o estacionamento de aeronaves e suspensão de novas entregas de aviões.

Gol (GOLL4)

A Gol Linhas Aéreas anunciou a redução da jornada e salários para funcionários e diretores diante da crise no setor com o coronavírus.

Segundo a empresa, todos os diretores, vice-presidentes e o CEO terão uma redução salarial de 40%, válida para os meses de abril, maio e junho. Já a jornada dos colaboradores internos e aeroviários será reduzida em 35%, assim como as remunerações e benefícios.

A empresa também anunciou a postergação de pagamento de PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) 2019 para a partir de agosto de 2020, além da implementação de trabalho remoto para todos os colaboradores de áreas administrativas. Para os aeronautas, a redução de remuneração e jornada também acontecerá, levando em conta as horas de voo que serão adequadas à demanda do período.

“Mais uma vez, a Companhia ressalta que todos esses movimentos são feitos com as informações atualmente disponíveis, e que futuras revisões não estão descartadas”, acrescentou a Gol.

Ânima (ANIM3)

A Ânima Educação informa que desde quinta-feira, 19, 100% da sua base de aproximadamente 140 mil alunos (incluídos Unicuritiba e Unisul) já acompanham as aulas em salas virtuais, a partir de suas casas. A empresa esclarece ainda que este cenário não deve ser confundido com o denominado Ensino à Distância (EAD), em que, por definição da própria norma, profissionais da educação e alunos estão em lugares e tempos diferentes.

Em comunicado ao mercado, a empresa destaca que tem mobilizado esforços desde 9 de março para enfrentar os desafios que se apresentam em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19) e que entende “ser primordial, nesse momento de isolamento social, a continuidade das atividades intelectuais”.

Toda a equipe da Ânima está trabalhando remotamente a partir dessa semana, com exceção das times de segurança e manutenção, que adotaram regime de escala. A companhia marcou um webinar para 24 de março, às 10h, onde fará uma atualização sobre a situação.

Grendene (GRND3)

A Grendene resolveu conceder férias coletivas em todas as unidades localizadas no Brasil a partir da próxima segunda-feira (com duração de 21 (vinte e um) dias.

A adoção de férias coletivas pressupõe a paralisação das atividades fabris e administrativas, com restrição de acesso às unidades da companhia.

“A decisão faz parte de uma série de ações preventivas adotadas pela companhia para mitigar o risco de contaminação e preservar a saúde de seus colaboradores, familiares e das comunidades em que está presente.

Diante da incerteza da evolução do Covid-19 e de suas consequências, torna-se muito difícil, neste momento, prever o impacto final que este terá no mercado financeiro e na economia global e, consequentemente, sobre as atividades da Companhia no Brasil e no exterior.

C&A (CEAB3)

A C&A divulgou balanço de 2019 e informou um lucro líquido de R$ 971,9 milhões no ano passado, uma forte expansão de 459% sobre 2018. A varejista de vestuário, que entrou na B3 no ano passado com uma oferta primária de ações, mostrou resultados robustos em 2019. A margem líquida avançou de 3,4% em 2018 para 18,4% em 2019. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), foi de R$ 633,1 milhões em 2019, uma queda de -0,3% sobre 2018.

A margem Ebitda ficou em 12%, praticamente estável em comparação ao ano anterior. A receita líquida avançou 2,8% sobre 2018, para R$ 5,2 bilhões no ano passado.

Segundo a empresa, houve aumento de 4,1% nas vendas das coleções masculina e feminina, o que influenciou positivamente no avanço do faturamento líquido. Já a receita líquida de serviços financeiros, em parceria com a Bradescard, caiu 10%. A C&A destacou dois eventos importantes: a reforma de 149 lojas e a oferta pública de ações na B3, acontecimento que permitiu à empresa liquidar grande parte das dívidas. O investimento nas lojas somou R$ 197 milhões, dos quais R$ 65 milhões na abertura de dez novas unidades.

A abertura de capital aconteceu em 28 de outubro e a C&A afirma que com a captação “liquidou as dívidas de curto e longo prazo, encerrando 2019 com um caixa líquido de R$ 447,1 milhões”. A empresa pagará dividendos de R$ 75 milhões aos acionistas, em data a ser definida na próxima Assembleia Geral da companhia.

Lojas Marisa (AMAR3)

A Lojas Marisa, rede de departamentos voltada ao público feminino, obteve um lucro líquido de R$ 34,3 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo um prejuízo de R$ 38,1 milhões em igual período de 2018. Os resultados da varejista melhoraram no quarto trimestre, mas não o suficiente para salvar o ano inteiro: a Marisa fechou 2019 com prejuízo de R$ 90,9 milhões.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 85,1% em 2019 sobre 2018, para R$ 190,9 milhões. Já a receita líquida da Lojas Marisa cresceu 12,3% no quarto trimestre de 2019, sobre 2018, para R$ 899,7 milhões. No ano fechado de 2019, a receita líquida avançou 4,5% para R$ 2,89 bilhões.

O endividamento líquido da empresa cresceu de R$ 521,9 milhões no final de 2018 para R$ 814 milhões no final de 2019. A relação dívida líquida sobre o Ebitda cresceu de 1,2 vezes (1,2x) no final de 2018 para 1,9 vezes (1,9x) no final de 2019. O cartão da loja contribuiu para o lucro no quarto trimestre, com uma expansão de 16,2% na receita sobre igual período de 2018, para R$ 69,7 milhões. Outro destaque positivo foram as vendas mesmas lojas, que avançaram 9,5% em 2019. Em dezembro do ano passado, a Marisa realizou um aumento de capital de R$ 550 milhões.

Cemig (CMIG4

A Cemig divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A estatal elétrica mineira teve uma queda de 50,6% no lucro líquido no quarto trimestre de 2019, sobre 2018, para R$ 497,5 milhões. No ano inteiro de 2019, contudo, o lucro líquido da Cemig avançou 83,95% sobre o ano anterior, para R$ 3,12 bilhões.

A receita líquida avançou 16,77% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 6,3 bilhões. No consolidado de 2019, a receita líquida cresceu 14,03% para R$ 25,3 bilhões. Segundo a Cemig, o mercado de distribuição de energia elétrica mostrou o melhor desempenho, principalmente no quarto trimestre.

A empresa também obteve um resultado não recorrente, que foi o recebimento de créditos fiscais do PIS-Pasep e da Cofins sobre o ICMS, no valor de R$ 1,4 bilhão. O fornecimento total de energia elétrica em 2019 foi de 55,05 milhões de Megawatts, praticamente estável em comparação a 2018, quando foi de 55,5 milhões de Megawatts. Embora o fornecimento tenha tido leve queda, o preço médio do megawatt-hora subiu de R$ 447,70 para R$ 489,20 em 2019, o que ajuda a explicar o melhor resultado financeiro. O consumo comercial e residencial subiram no ano passado, mas o industrial caiu.

EZTEC (EZTC3)

A construtora paulista EzTec divulgou balanço do quarto trimestre de 2019 e do consolidado do ano passado, mostrando um forte crescimento no lucro líquido. No quarto trimestre de 2019, o lucro líquido cresceu 147% sobre igual período de 2018, para R$ 107,6 milhões. No ano consolidado de 2019, o lucro líquido avançou 188% sore o ano anterior para R$ 281 milhões.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) também foi robusto, avançando 347% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 92,6 milhões. O Ebitda do ano inteiro de 2019 cresceu 1.932% sobre 2018, para R$ 237 milhões.

A receita líquida da empresa avançou 114% para R$ 308,5 milhões no quarto trimestre de 2019. No consolidado de 2019, a receita líquida da EzTec cresceu 106% sobre 2018, para R$ 804,3 milhões. A construtora informou que encerrou 2019 com R$ 1,2 bilhão de caixa líquido e com um endividamento baixo, de R$ 41,5 milhões. Como destaques para atingir os resultados, a EzTec realizou uma oferta primária bem sucedida na B3, levantando R$ 941 milhões. A EzTec informou ter encerrado 2019 com um estoque de terrenos com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 7,4 bilhões.

(Com Agência Estado)

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Lojas Renner fechará lojas físicas por tempo indeterminado a partir desta sexta

A varejista Lojas Renner (LREN3) anunciou que fechará, por tempo indeterminado, todas as lojas físicas da Renner (Brasil, Uruguai e Argentina), Camicado, Youcom e Ashua, sejam em shoppings ou lojas de rua, a partir desta sexta-feira, 20. A decisão, segundo a empresa ocorre após os desdobramentos recentes relacionados à covid-19.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que as lojas online, no Brasil, continuarão funcionando, com número reduzido de colaboradores, com o objetivo único de prestar serviço, sanando possíveis necessidades de consumo de seus clientes.

Os colaboradores das áreas administrativas continuarão trabalhando em home office.

“Essas medidas são necessárias para preservar a integridade dos nossos colaboradores, clientes, fornecedores e da comunidade, diante da disseminação do Covid-19, bem como a preservação do negócio”, diz a companhia.

“Esse momento exige de todos nós serenidade, transparência, responsabilidade social e senso de urgência”, acrescenta.

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ETF brasileiro EWZ sobe quase 10% em NY e mais assuntos que vão agitar esta sexta-feira

Nesta sexta-feira, as bolsas mundiais buscam sustentar alta, enquanto os investidores avaliam as medidas adotadas em todo o mundo para aliviar a crise com o coronavírus.

Desta forma, o MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), principal ETF (fundos de gestão passiva que acompanham algum índice e são negociados em Bolsa) dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) brasileiros também sobem forte, 9,86%, no pré-market da bolsa de Nova York.

Apesar do maior ânimo da sessão, os temores sobre o impacto da Covid-19 na economia global e, consequentemente, no Brasil, continuam, com analistas não vendo a situação se normalizando no curto prazo. No caso brasileiro, após diversas instituições cortarem a previsão para o PIB, prevendo queda de até 3%, a expectativa é de que o governo corte a projeção para este ano já nesta sexta. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira, com destaque para Seul, onde o índice Kospi avançou 7,44%, recuperando parte das perdas de ontem. Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 3,97%. Em Xangai, o avanço foi de 0,47%. No Japão, é feriado e a bolsa de Tóquio ficou fechada.

O Banco do Povo da China, o BC chinês, manteve as taxas básicas de juros em relação a fevereiro, com a taxa de um ano em 4,05% e a de cinco anos em 4,75%. Analistas interpretaram isso como uma mostra de que a China acredita ter o surto de coronavírus sob controle.

Na Europa, as bolsas de valores abriram em alta, enquanto, em Nova York, os índices futuros avançam. Após uma semana de perdas pesadas, os investidores parecem ir às compras, um pouco mais confiantes com os estímulos do Federal Reserve e de outros bancos centrais.

Apesar do maior apetite por risco, o​​​​​peradores vão enfrentar incerteza nesta sexta quando opções e futuros de índices e ações vencem ao mesmo tempo em Nova York.

Os preços do petróleo estendem os ganhos da véspera. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que pode intervir se Arábia Saudita e Rússia não chegarem a um acordo para acabar com a guerra de preços. Após perder mais de 60% neste ano, o barril do petróleo americano WTI ontem recuperou parte das perdas.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h59 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +3,46%
*Nasdaq Futuro (EUA), +4,89%
*Dow Jones Futuro (EUA), +3,68%

Europa
*Dax (Alemanha), +4,96%
*FTSE (Reino Unido), +2,82%
*CAC 40 (França), +5,85%
*FTSE MIB (Itália), +3,92%

Ásia
*Nikkei (Japão), (Feriado no Japão – sem pregão)
*Kospi (Coreia do Sul), +7,44% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +3,97% (fechado)
*Xangai (China), +0,47% (fechado)

*Petróleo WTI, +7,73%, a US$ 27,11 o barril
*Petróleo Brent, +6,78%, a US$ 30,40 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 0,53%, cotados a 661,500 iuanes, equivalentes a US$ 93,47 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0701 (+0,37%)

*Bitcoin, US$ 6.797,38 +24,06% (com relação às últimas 24 horas)

2. Agenda do dia

Sem tantos indicadores na sessão, o destaque da agenda econômica fica para os dados de vendas de casas de fevereiro nos EUA, que serão publicados às 11h.

Na agenda do governo, Paulo Guedes, ministro da Economia, cumpre compromissos no Rio de Janeiro, com reuniões, todas por teleconferência, com o CEO da Accor Rede de Hotéis, Patrick Mendes, com o presidente do conselho do grupo Cosan, Rubens Ometto, com a presidente do IBGE, Susana Guerra, com o CEO global da BRF, Lorival Luz e com o diretor-presidente da Oi, Rodrigo Abreu. Roberto Campos Neto tem reunião, por teleconferência, com Brent McIntosh, subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos.

3. Atuação do BC

O Banco Central anunciou leilões para essa sexta para compra de títulos soberanos do Brasil denominados em dólar (global bonds) das instituições financeiras nacionais. A operação é com compromisso de revenda (repo).

Contudo, o BC ainda não anunciou qualquer leilão para o câmbio nesta sexta-feira, após dólar fechar ontem em leve baixa de 0,3%, encerrando ciclo de quatro altas seguidas.

A queda do dólar ocorreu pelo swap entre o BC brasileiro e o Fed, que gerou no mercado a percepção de que o BC ganhou força para intervir no mercado caso decida atuar de forma mais incisiva do que o visto ontem – quando a autoridade monetária fez leilões à vista de baixa escala, com oferta maior – de US$ 2 bi – apenas de linha. O Fed anunciou linhas de swaps em dólar com mais nove bancos centrais, incluindo o brasileiro, repetindo medida adotada na crise de 2008.  Algumas linhas envolvem montantes de até US$ 30 bilhões e outras, até US$ 60 bilhões. O Tesouro também segue com leilões de compra e venda de títulos

4. Coronavírus no radar

Nesta sexta, o Senado Federal pretende votar decreto de calamidade pública encaminhado pelo governo federal nesta sexta-feira, segundo a agência Senado Notícias. O texto foi aprovado na Câmara na quarta-feira e autoriza o Executivo a gastar mais para enfrentar a pandemia do coronavírus sem que caracterize desobediência às metas fiscais. A votação está prevista para acontecer em sessão remota a partir das 11h.

Além disso, o Ministério da Economia vai reduzir estimativa de PIB de 2020 pela segunda vez neste mês pelos impactos da pandemia do coronavírus. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a previsão deve ser reduzida para zero.

5. Noticiário corporativo

Os impactos do coronavírus nas operações das empresas seguem sendo sentidos fortemente.

A Lojas Renner anunciou que fechará, por tempo indeterminado, todas as lojas físicas da Renner (Brasil, Uruguai e Argentina), Camicado, Youcom e Ashua, sejam em shoppings ou lojas de rua, a partir desta sexta-feira. A decisão, segundo a empresa ocorre após os desdobramentos recentes relacionados à covid-19. A Gol reduziu a jornada e salário de funcionários em pelo menos 35%, a Randon paralisou atividades em 7 unidades de negócios e a Petrobras afirmou que pode manter a produção com efetivo reduzido.

Ainda em destaque, a AES Tietê disse que continua a avaliar proposta da Eneva; na Enauta, o presidente está de licença e o CFO acumula o cargo interinamente. Já na Cemig, Leonardo Magalhães é nomeado para diretor de finanças e RI.

A Eztec aprovou a recompra de até 9,6 milhões de ações ordinárias. Cyrela, Tenda, C&A, Cemig, Copasa, EzTec e Marisa divulgaram seus números referentes ao quarto trimestre de 2019.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Índices futuros de NY sobem forte e Nasdaq atinge limite de alta; bolsas de Alemanha e França avançam mais de 5%

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SÃO PAULO – Os mercados têm uma manhã de recuperação nesta sexta-feira.

As bolsas de valores da Ásia fecharam em forte alta, com destaque para Seul, onde o índice Kospi avançou 7,44%, depois de ter caído bastante ontem. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 3,97%. Em Xangai, a valorização foi de 0,47%. No Japão, é feriado e a bolsa de Tóquio ficou fechada.

O Banco do Povo da China, autoridade monetária do país, manteve a taxa de juros inalterada em março. A taxa de um ano está em 4,05% e a de cinco anos, em 4,75%. Analistas interpretaram a decisão como uma mostra de que a China acredita ter o surto de coronavírus sob controle.

Na Europa, as bolsas de valores operavam com valorização superior a 2%. Na Inglaterra, a alta era de 2,47%. Na Alemanha e na França, o mercado subia 5% e 6%, respectivamente

Em Nova York, os índices futuros avançam. O futuro do Dow Jones tinha alta de 3,6%, enquanto o futuro do Nasdaq subia perto de 5%, atingindo o limite de alta, enquanto o S&P avançava 2,12%.

Após uma semana de perdas pesadas, os investidores parecem ir às compras, um pouco mais confiantes com os estímulos do Federal Reserve e de outros bancos centrais.

Ontem, o Bank of England (banco central da Inglaterra) cortou os juros para 0,1% ao ano e elevou sua compra de títulos da dívida britânica em 200 bilhões de libras, para 645 bilhões de libras.

Além disso, o Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos, anunciou que irá emprestar dólares aos bancos centrais do Brasil e outros oito países para aliviar a tensão nos mercados.

Os preços do petróleo estão em alta de cerca de 7%. O presidente americano, Donald Trump, disse ontem que pode intervir se Arábia e Rússia não chegarem a um acordo para acabar com a guerra de preços. Após perder mais de 60% neste ano, o barril do petróleo americano WTI ontem recuperou parte das perdas.

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Petrobras: após queda de quase 50% em menos de 2 semanas, o que fazer com as ações?

SÃO PAULO – A pandemia global de coronavírus mudou completamente o cenário global para as ações. Se no começo do ano os analistas eram praticamente unânimes no otimismo, agora o pânico toma conta dos mercados e quanto mais um papel está exposto a riscos sistêmicos na economia, mais ele sofre. É o caso de Petrobras (PETR3; PETR4).

As ações da maior petroleira do Brasil desabaram cerca de 48% desde que a crise do Covid-19, que reduziu bruscamente a demanda por petróleo, teve um desdobramento inesperado: a guerra de preços de petróleo entre a Arábia Saudita e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), fazendo com que as ações da Petrobras caíssem cerca de 30% apenas no fatídico pregão de 9 de março. Para o analista Regis Cardoso, do Credit Suisse, os sauditas parecem querer dar um choque nos mercados como aconteceu durante a década de 1980 e, mais recentemente em 2014, quando a Opep enfrentou os produtores de xisto nos Estados Unidos.

Atualmente, a Arábia Saudita tem inundado o mercado com barris de petróleo a US$ 25, em uma tentativa de forçar a Rússia a reduzir sua produção. Soma-se a isso o agravamento da pandemia do coronavírus em várias partes do mundo, levando a perspectivas de uma desaceleração econômica global e reduzindo a demanda por petróleo.

Nesta quinta, o barril do Brent, usado como referência pela Petrobras, fechou na casa dos US$ 28, enquanto o WTI fechou na casa dos US$ 25, com uma forte alta percentual de 13% para o primeiro e de 23% para o segundo. Isso ajudou na alta da Petrobras, mas foi apenas um repique após a forte derrocada da véspera, que levou a uma forte perda dos ativos da estatal – e trouxe o panorama de volatilidade para as ações da estatal.

Diante dessa situação, muitos investidores que compraram papéis PETR3 e PETR4 nas máximas do ano, perto dos R$ 30, imaginam que a estatal jamais irá recuperar seu valor de mercado, e portanto, só resta vender as ações e embolsar o prejuízo. Enquanto isso, outros se questionam se é melhor esperar. Afinal, para o pequeno investidor que comprou as ações de olho na venda de ativos, no aumento da produção e no que fazer com ativos, o que fazer com os papéis em meio à forte queda?

Conforme destacou Fernando Fontoura, gestor da Persevera, em entrevista ao InfoMoney, os investidores que têm posição em Petrobras devem ajustar os seus horizontes de investimentos para um prazo mais longo.

Ele destaca que é difícil fazer uma previsão de quando o petróleo voltará aos níveis de antes da crise, uma vez que dependerá muito de como se desenrolará a questão entre Arábia Saudita e Rússia, além da retomada da atividade econômica mundial, duramente afetada pelo coronavírus. Contudo, a cotação atual do barril (na quarta-feira, o WTI chegou a US$ 22, no menor valor em 18 anos), não é sustentável, podendo ameaçar boa parte das produtoras de petróleo de xisto nos EUA.

Dito isto, até o momento, não há nenhuma perspectiva da Petrobras ter problemas de liquidez, solvência, avalia o gestor. Fontoura avalia que, obviamente, a geração de caixa desse ano ficou comprometida e muito provavelmente vai haver um corte na distribuição de dividendos – mas que não deve haver uma crise de solvência ou uma necessidade de aumento de capital.

“Assim, para o investidor que não estiver precisando do dinheiro no momento, o melhor que ele faz é segurar a posição. Ele deve estar ciente de que a recuperação pode demorar mas, num horizonte de investimento um pouco mais longo – que é o adequado para investimentos de renda variável – a Petrobras tende a se recuperar”, afirma o gestor.

Pontos positivos…

Mantenha a calma e siga em frente. Essa também é a recomendação dos analistas André Hachem e Leonardo Marcondes, do Itaú BBA. Em relatório, eles mantiveram recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a Petrobras, mas reduziram o preço-alvo das ações preferenciais PETR4 de R$ 40,00 para R$ 29,00.

A explicação é que os valores atuais das ações da companhia refletem preços de petróleo bem mais deprimidos no horizonte do que indicam as curvas dos contratos futuros de petróleo. “Analisando o múltiplo valor de mercado da empresa sobre o Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês], os barris de petróleo da Petrobras estão sendo precificados em US$ 33 para 2020, abaixo da curva dos futuros, que precifica US$ 35”, calculam Hachem e Marcondes.

“Para 2021, as ações da Petrobras estão assumindo um barril de petróleo de US$ 30, enquanto a curva dos contratos futuros da commodity aponta para US$ 43 para o mesmo período.”

Na mesma linha, a equipe de análise do Credit Suisse projeta preços do barril de petróleo em US$ 42 para 2020, US$ 50 para 2021 e US$ 60 no longo prazo. “Nestes níveis, o case de Petrobras nos parece entregar vários pontos interessantes em valuation nos níveis atuais e acreditamos que a empresa conseguira navegar este ambiente difícil”, aponta research do banco suíço.

Em outro ponto do relatório, os analistas do Itaú BBA escrevem que os fatores essenciais a serem considerados na precificação da Petrobras, além das receitas, são as taxas especiais de participação, que compõem os custos da empresa e mudam significativamente em diferentes cenários para os preços do petróleo. “Os impostos especiais de participação operam sob uma taxa progressiva que varia de 0% a 40%, dependendo da profundidade do campo, da produtividade, da idade de produção e, mais importante, dos preços do petróleo”, explicam.

Também foi ressaltado pela equipe do Itaú que aproximadamente 60% dos custos da estatal, excluindo as despesas com leasing, são atrelados ao real e não ao dólar, de modo que a depreciação da moeda brasileira gera benefícios do lado dos custos.

Já a geração de fluxo de caixa de fato será prejudicada com o barril do Brent abaixo de US$ 50, podendo chegar a zero. Entretanto, esses cálculos não levam em consideração as vendas de ativos promovidas pela estatal, que quando acabar a crise do coronavírus devem ser retomados.

Por fim, a Petrobras hoje tem uma grande vantagem quando comparada a outros momentos recentes: a sua posição financeira confortável, com vencimentos de dívidas espalhados por prazos mais longos. “A Petrobras também possui aproximadamente US$ 5 bilhões em saldos em aberto, ou seja, ativos que já foram vendidos, mas ainda não foram pagos. Isso daria à Petrobras outra ajuda para enfrentar os preços do petróleo”, avaliam.

Também otimista com Petrobras, mas também fazendo ponderações em meio a esse cenário desafiador para o mercado de petróleo, o Morgan Stanley manteve a recomendação overweight para os American Depositary Receipts (ADRs, ou recibos de ações das companhias negociados na Bolsa de Nova York) PBR, equivalente aos ordinários, mas cortando o preço-alvo de US$ 24 para US$ 11,40 pro ativo, um potencial de valorização de 165% frente o fechamento do dia 18. Ela é a única com essa recomendação dentre as petroleiras da América Latina sob cobertura do Morgan Stanley.

Segundo os analistas do banco, comparada com a última forte queda de preços do petróleo, no final de 2014, a Petrobras está em uma posição financeira muito melhor e conta com um portfólio resiliente com uma alta exposição aos campos do pré-sal (provavelmente o mais competitivo no cenário offshore atualmente). “Acreditamos que a empresa será capaz de surpreender com a resiliência de seu fluxo de caixa. Além disso, o crescimento da produção no curto prazo é totalmente contratado, não dependendo de novos investimentos externos.

A venda de ativos, por sua vez, por mais que seja mais difícil, com a participação de grandes empresas do setor mais incerta, a venda de alguns ativos, como refinarias, ainda podem ocorrer no atual ambiente de mercado, passada a volatilidade inicial, avaliam.

…mas o cenário é incerto

De qualquer forma, há também quem tenha recomendado cautela com a Petrobras desde o dia 9 de março, quando eclodiu a disputa entre Arábia Saudita e Rússia. O Bradesco BBI reduziu a recomendação para os ativos da companhia, avaliando que seria difícil saber quando a guerra de preços entre os dois países iria terminar, mas prevendo dias bem negativos para o petróleo no curto prazo, o que se concretizou nas sessões seguintes.

O preço-alvo foi reduzido de R$ 23,50 para R$ 16,00. Segundo os analistas, distribuição de combustíveis é um negócio estruturalmente melhor atualmente do que exploração, produção e refino, que são os focos da Petrobras. “Nós vemos preços mais baixos de petróleo como uma oportunidade para que distribuidoras recuperem margens.”

Assim, é importante ficar atento aos próximos desdobramentos geopolíticos e também da Petrobras. Ela também deve reagir ao cenário de queda de demanda e maior oferta de petróleo, conforme ganha força no noticiário as informações de que ela avalia mudar seu plano de negócios, mas vendo normalização no médio prazo.

O cenário aponta para forte volatilidade de curto prazo para os ativos da companhia e dias desafiadores para empresa. Contudo, na visão dos especialistas, os investidores que conseguirem ter uma visão de longo prazo podem passar pela turbulência.

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Varejistas no Brasil tendem a se recuperar, diz XP; nos EUA, vírus acelera “apocalipse”

SÃO PAULO – Shoppings e lojas de rua fechados ou abertos por horário reduzido, funcionários em férias coletivas e clientes com medo são parte dos desafios que as varejistas enfrentam nesta pandemia do novo coronavírus.

Entidades do setor já revisaram suas estimativas de crescimento, que eram expressivas, e não descartam novos cortes. As ações dessas empresas veem quedas significativas desde o início de fevereiro, quando a crise do coronavírus começou a dar sinais de ser mundial.

A visão de analistas, porém, é de que o choque não muda os fundamentos das boas companhias e não deve ser considerado fator decisivo pelo investidor por ora. A XP, por exemplo, manteve suas recomendações inalteradas para as empresas que cobre no setor. 

Crédito: XP Investimentos

Pedro Fagundes, analista da XP, vê dois lados nessa moeda. Na ponta negativa, as companhias devem sofrer com baixa demanda desde já, com restrição de movimento e priorização de itens de necessidade básica. No médio prazo, pode haver também um choque de oferta, caso as implicações do vírus atinjam a cadeia de abastecimento com queda na disponibilidade de insumos. 

A China, grande fornecedora de insumos para o mundo inteiro, retomou a produção, mas 70% das empresas dos setores elétrico e eletrônico no Brasil apresentam problemas no recebimento de itens vindos do país, de acordo com o dado de 10 de março da Abinee. Produtos dessas indústrias são, claro, vendidos no varejo – e podem começar a rarear. 

Em outro ângulo, as varejistas mais sólidas e maiores (caso das que têm ações listadas em bolsa) podem a se beneficiar de um maior poder de barganha com fornecedores e enfraquecimento das empresas menores – essas sim podem ter impactos até irreversíveis. 

O analista pondera, porém, que o eventual aumento de mortalidade de PMEs pode ser negativo para varejistas que operam com marketplace (65% das vendas da B2W, por exemplo) e que fornecem para os pequenos, como GPA e Carrefour (45% das vendas do atacarejo são para esse grupo). Isso significa que, apesar da movimentação maior em supermercados, nem esse grupo está protegido dos impactos do vírus. 

Efeitos fortes no curto prazo também devem aparecer nos números das varejistas com amplo estoque de produtos sazonais, como itens de coleção na moda. Dentre elas, Fagundes destaca C&A, Vivara e Lojas Renner. Hering, Arezzo, Marisa e Le Lis Blanc também são nomes que podem entrar nessa categoria, entre outros. 

Para a XP, as ações de varejistas que devem ser beneficiadas (ou menos impactadas negativamente) são aquelas que têm bom desempenho no comércio eletrônico, com destaque para B2W, Magazine Luiza e Via Varejo – as mesmas que devem se recuperar mais rápido pelo perfil dos produtos que vendem. “Destacamos que alguns setores devem apenas ver parte da demanda ser postergada, e deslocada para um período posterior. Acreditamos que esse será o caso para as categorias de ticket mais alto (eletrodomésticos, móveis e celulares)”, explica Fagundes.  

Estados unidos: apocalipse acelerado?

Enquanto no Brasil os efeitos são temporários, nos Estados Unidos os problemas parecem agravar a situação de empresas que já sofrem com o chamado Apocalipse do Varejo, fenômeno de fechamento em massa de lojas e falências causadas pelas mudanças nos hábitos de consumo dos americanos e pelo efeito-Amazon de explosão do comércio eletrônico. 

A princípio, inúmeras varejistas fecharam as portas por um período inicial de 15 dias, mas analistas já esperam novos comunicados. 

“Existe uma alta probabilidade de que os fechamentos [de lojas] sejam estendidos à medida que os casos de coronavírus aumentem”, dizem analistas do Credit Suisse. Considerando apenas o período inicial de fechamento (duas semanas), eles estimam impacto médio de queda de 3% nas receitas anuais e 13% no indicador de receita por ação em relação às estimativas anteriores para 2020, partindo de um impacto de 100% nas vendas de lojas físicas e funcionamento normal das operações online. 

Segundo eles, as lojas mais impactadas devem ser as de departamento, com perdas estimadas em até 25% para a Macy’s, por exemplo, pelas mesmas razões de sazonalidade observadas no Brasil. Arede, vale lembrar, passa por uma grave crise e anunciou no início de fevereiro que deve fechar 125 lojas nos próximos três anos. 

As lojas menos impactadas incluem Walmart e Target, considerando que a maioria das lojas permanecerá aberta, e Home Depot, cujas margens são consideravelmente mais altas que a média do setor.

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Ibovespa sobe 2,15% com esforço anti-coronavírus; dólar cai a R$ 5,10 após atuação conjunta Fed-BC

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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (19) em um pequeno alívio diante das fortes quedas recentes. Os investidores aqui acompanharam a redução no pessimismo lá fora. Os índices Dow Jones e S&P 500 subiram cerca de 1% com estímulos e notícias levemente melhores sobre a pandemia de coronavírus.

Da parte das medidas para mitigar os efeitos da Covid-19 na economia, o Bank of England (banco central da Inglaterra) cortou os juros em 15 pontos-base para 0,1% ao ano. A autoridade monetária também elevou sua compra de títulos da dívida britânica em 200 bilhões de libras, para 645 bilhões de libras.

Na noite da véspera, o Banco Central Europeu (BCE) lançou um pacote de 750 bilhões de euros para prover liquidez aos mercados. “Tempos extraordinários pedem medidas extraordinárias”, disse Christine Lagarde presidente do BCE, que era contrária a injetar dinheiro nos mercados.

O Ibovespa fechou com alta de 2,15% a 68.331 pontos com volume financeiro negociado de R$ 34,195 bilhões.

Enquanto isso, o o dólar comercial registrou queda de 1,8%, a R$ 5,102 na compra e R$ 5,1041 na venda. O câmbio refletiu o anúncio do Federal Reserve de que irá emprestar dólares aos bancos centrais do Brasil e outros oito países para aliviar a tensão nos mercados.

Além do Brasil, as operações fornecerão empréstimos de até US$ 60 bilhões aos bancos centrais da Austrália, Coreia do Sul, México, Cingapura e Suécia e de US$ 30 bilhões em bancos centrais na Dinamarca, Noruega e Nova Zelândia. Os novos swaps permanecerão em vigor por pelo menos seis meses.

O dólar futuro para abril teve baixa de 0,56% a R$ 5,079.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 disparou 53 pontos-base a 5,77%, o DI para janeiro de 2023 subiu 45 pontos-base a 6,96% e o DI para janeiro de 2025 registrou ganhos de 28 pontos-base a 7,98%.

Os investidores também monitoraram também as falas do presidente americano Donald Trump. Ele disse que que a entidade reguladora de medicamentos do seu país vai acelerar o processo para aprovação de terapias contra a Covid-19 enquanto uma vacina está sendo desenvolvida. Ele citou especificamente o medicamento Remdesivir, ainda em fase de experimentação.

No mundo todo, o número de casos da doença atingiu 220.691, com 8.957 mortes. Só a Itália registrou 475 mortes em um único dia. Por outro lado, em Hubei, província chinesa que foi o epicentro da doença, nenhum novo caso de infecção por Covid-19 foi registrado ontem, pela primeira vez desde que a pandemia começou.

Ontem, a Bolsa de Valores de Nova York informou que temporariamente vai suspender o pregão viva-voz e manter negociações apenas na via eletrônica para cumprir as medidas de segurança de evitar aglomerações.

Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa de juros básica Selic em 0,5 ponto percentual para 3,75% ao ano. Os integrantes do comitê falaram em “cautela” e disseram que “neste momento [o Banco Central] vê como adequada a manutenção da taxa Selic em seu novo patamar”, o que foi visto como um corte “hawkish”.

Conforme destaca o Credit Suisse, no geral, o comunicado divulgado após a reunião do Copom sugere que o Banco Central será mais sensível à evolução do cenário macroeconômico em suas próximas reuniões.

“No ambiente atual, o principal objetivo da autoridade monetária deve ser o de garantir a estabilidade do mercado financeiro, pois o impacto da redução da taxa de juros na atividade econômica deve ser menor do que usual e menos eficaz para compensar os efeitos negativos da crise da Covid-19”, avaliam.

Estando os mercados financeiros mais calmos, os economistas veem algum espaço para maior flexibilização da política monetária como resultado da alta probabilidade de deterioração dos indicadores de atividade econômica próximos meses.

“Como resultado, esperamos agora que o Copom reduza a Selic em mais 50 pontos base, com a taxa Selic caindo para 3,25% ao ano ano, com estabilidade da taxa de juros nesse nível até meados de 2021”, avaliam.

Coronavírus: política e economia

A Câmara aprovou o decreto que reconhece calamidade pública até 31 de dezembro e permite o descumprimento da meta fiscal. Ele é base para as medidas de estímulo anunciadas pela equipe econômica. Também foi aprovada a MP 899, que permite renegociação de dívidas e também foi usada como suporte para algumas das medidas já anunciadas pelo governo. O Senado precisa votá-la na semana que vem para manter a eficácia da medida.

Já o presidente Jair Bolsonaro mudou o tom e mudou seu discurso sobre o coronavírus, reconhecendo a gravidade do momento, ressaltou ter tido apoio incondicional da Câmara e do Senado na aprovação de medidas de enfrentamento e classificou como “movimento espontâneo da população” e “expressão da democracia” o panelaço contra seu mandato que estava marcado para o fim do dia.

Vale destacar que o São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Distrito Federal registraram panelaços na noite desta quarta contra o presidente Jair Bolsonaro. Além de bater panelas, as pessoas gritavam “fora, Bolsonaro”, expondo um maior desgaste do presidente em meio à crise do coronavírus.

A expectativa é por mais impactos na economia. A Prefeitura de SP determinou o fechamento do comércio até 5 de abril, enquanto o governo do estado paulista ordenou o fechamento de todos os shoppings e academias da grande São Paulo.

Em meio ao cenário de desaceleração econômica,  o JPMorgan fez a revisão mais drástica para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano entre grandes bancos, passando de uma estimativa de alta de 1,6% para queda de 1% (a primeira contração anual desde 2016) e projetando uma “profunda recessão” no primeiro semestre. O Goldman Sachs também cortou sua estimativa para 2020, passando de expansão de 1,5% para queda de 0,9%.

Noticiário corporativo

A Lojas Renner anunciou a interrupção do funcionamento de suas lojas na Grande São Paulo a partir desta quinta, diante da pandemia do novo coronavírus. Em fato relevante, a companhia informou ainda que o horário de funcionamento de suas demais unidades será reduzido, mas não deu detalhes.

A Petrobras informou na noite de ontem que iniciou a fase vinculante para a venda dos blocos de Golfinho e Camarupim, em águas profundas na Bacia do Espírito Santo. Segundo a estatal, os interessados receberão carta-convite para participar do processo. Em outro comunicado, a petrolífera informou que adiou para 30 de abril o prazo de entrega das propostas dos interessados em comprar sua participação de 51% na Gaspetro.

Já a Tecnisa registrou prejuízo líquido de R$ 59,627 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 7,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os números de, Cyrela, Copasa, EzTec, Marisa e Tenda serão divulgados após o fechamento do mercado, enquanto a Braskem anunciou que vai adiar a data de divulgação dos resultados.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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