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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

A volatilidade continua nos mercados nesta quinta-feira. As bolsas da Ásia tiveram mais uma jornada negativa, com a Bolsa de Seul derretendo, mas os mercados europeus abriram em alta com o pacote de 750 bilhões de Euros do Banco Central europeu (BCE). Futuros de Nova York, que ficaram negativos durante a madrugada, oscilam entre leve alta e baixa.

No Brasil os mercados devem reagir ao corte de 50 pontos-base na taxa básica de juros, feito ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a taxa a 3,75% ao ano, em meio ao cenário de redução da atividade, que fez com que JPMorgan e Goldman Sachs projetassem queda do PIB para esse ano. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Ásia tiveram mais um dia de forte queda nesta quinta-feira, com Seul liderando as quedas e afundando 9%, com acionamento do circuit-breaker, com os investidores repercutindo a forte queda da véspera nos mercados americanos. O medo do avanço da epidemia do coronavírus apavora os investidores, que fogem para ativos considerados mais seguros, como o dólar – a moeda americana se valoriza frente a todas de países emergentes.

Desta forma, nem mesmo a nova rodada de corte de juros, desta vez na Filipinas – que cortou a taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual, a 3,25% – e na Indonésia – que decidiu que a taxa básica de juros cairia para 4,50%, uma redução de 0,25 ponto porcentual, no menor nível desde abril de 2018 – ajudou a animar o mercado.

Enquanto isso, os mercados europeus buscam registrar altas, ainda que tímidas, após a forte queda da sessão anterior. Nesta data, também por lá, houve mais uma rodada de estímulos: o Banco Central Europeu (BCE) lançou na noite de ontem um pacote de 750 bilhões de Euros para prover liquidez aos mercados. “Tempos extraordinários pedem medidas extraordinárias”, disse Christine Lagarde presidente do BCE, que era contrária a injetar dinheiro nos mercados.

Também repercutindo o BCE, os futuros em Nova York abriram em alta, chegaram a ter forte queda no final da noite de ontem e, durante a manhã desta quinta, passaram a operar em leve queda, o que indica que mais um dia de volatilidade aguarda as bolsas ao redor do mundo.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h31 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -1,21%

*Nasdaq Futuro (EUA), -0,49%

*Dow Jones Futuro (EUA), -1,53%

Europa

*Dax (Alemanha), -0,94%

*FTSE (Reino Unido), -0,92%

*CAC 40 (França), +0,72%

*FTSE MIB (Itália), +2,17%

Ásia

*Nikkei (Japão), -1,04% (fechado)

*Kospi (Coreia do Sul), -8,39% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong), -2,26% (fechado)

*Xangai (China), -0,98% (fechado)

*Petróleo WTI, +12,62%, a US$ 22,94 o barril

*Petróleo Brent, +7,07%, a US$ 26,64 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam estáveis, cotados a 678,000 iuanes, equivalentes a US$ 95,46 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,1023 (-1,07%)

*Bitcoin, US$ 5.547,04 +3,35%

2. Agenda de indicadores

Na agenda de indicadores, os EUA divulgarão às 9h30 os novos pedidos de seguro-desemprego até 14 de março e os indicadores antecedentes de fevereiro, às 11h.

Em destaque no Brasil, Paulo Guedes, ministro da economia, tem às 10h30 reunião com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, às 14h00, com presidente Jair Bolsonaro e, às 15h30, vídeoconferência com o presidente da Azul, John Rodgerson.

3. Reação ao Copom

Por aqui, os investidores devem reagir à decisão do Copom de reduzir a taxa Selic em 50 pp, para nova mínima histórica de 3,75%, como forma de mitigar os efeitos da pandemia do coronavírus na economia. BC falou em “cautela” e disse que “neste momento vê como adequada a manutenção da taxa Selic em seu novo patamar”, o que foi visto como um corte “hawkish”.

Conforme destaca o Credit Suisse, no geral, o comunicado divulgado após a reunião sugere que o Banco Central será mais sensível à evolução do cenário macroeconômico em suas próximas reuniões. “No ambiente atual, o principal objetivo da autoridade monetária deve ser o de garantir a estabilidade do mercado financeiro, pois o impacto da redução da taxa de juros na atividade econômica deve ser menor do que usual e menos eficaz para compensar os efeitos negativos da crise da Covid-19”, avaliam.

Estando os mercados financeiros mais calmos, os economistas veem algum espaço para maior flexibilização da política monetária como resultado da alta probabilidade de deterioração dos indicadores de atividade econômica próximos meses. “Como resultado, esperamos agora que o Copom reduza a Selic em mais 50 pontos base, com a taxa Selic caindo para 3,25% ao ano ano, com estabilidade da taxa de juros nesse nível até meados de 2021”, avaliam.

4. Coronavírus: política e economia

A Câmara aprovou o decreto que reconhece calamidade pública até 31 de dezembro e permite o descumprimento da meta fiscal. Ele é base para as medidas de estímulo anunciadas pela equipe econômica. Também foi aprovada a MP 899, que permite renegociação de dívidas e também foi usada como suporte para algumas das medidas já anunciadas pelo governo. O Senado precisa votá-la na semana que vem para manter a eficácia da medida.

Já o presidente Jair Bolsonaro mudou o tom e mudou seu discurso sobre o coronavírus, reconhecendo a gravidade do momento, ressaltou ter tido apoio incondicional da Câmara e do Senado na aprovação de medidas de enfrentamento e classificou como “movimento espontâneo da população” e “expressão da democracia” o panelaço contra seu mandato que estava marcado para o fim do dia.

Vale destacar que o São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Distrito Federal registraram panelaços na noite desta quarta contra o presidente Jair Bolsonaro. Além de bater panelas, as pessoas gritavam “fora, Bolsonaro”, expondo um maior desgaste do presidente em meio à crise do coronavírus.

A expectativa é por mais impactos na economia. A Prefeitura de SP determinou o fechamento do comércio até 5 de abril, enquanto o governo do estado paulista ordenou o fechamento de todos os shoppings e academias da grande São Paulo. Em meio ao cenário de desaceleração econômica,  o JPMorgan fez a revisão mais drástica para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano entre grandes bancos, passando de uma estimativa de alta de 1,6% para queda de 1% (a primeira contração anual desde 2016) e projetando uma “profunda recessão” no primeiro semestre. O Goldman Sachs também cortou sua estimativa para 2020, passando de expansão de 1,5% para queda de 0,9%.

5. Noticiário corporativo

A Lojas Renner anunciou a interrupção do funcionamento de suas lojas na Grande São Paulo a partir desta quinta, diante da pandemia do novo coronavírus. Em fato relevante, a companhia informou ainda que o horário de funcionamento de suas demais unidades será reduzido, mas não deu detalhes.

A Petrobras informou na noite de ontem que iniciou a fase vinculante para a venda dos blocos de Golfinho e Camarupim, em águas profundas na Bacia do Espírito Santo. Segundo a estatal, os interessados receberão carta-convite para participar do processo. Em outro comunicado, a petrolífera informou que adiou para 30 de abril o prazo de entrega das propostas dos interessados em comprar sua participação de 51% na Gaspetro.

Já a Tecnisa registrou prejuízo líquido de R$ 59,627 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 7,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os números da Cyrela, Copasa, EzTec, Marisa e Tenda serão divulgados após o fechamento do mercado; já a Braskem adiou seus números referentes ao quarto trimestre.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Mercados voláteis: futuros de NY caem, Europa vira para baixo e petróleo sobe

SÃO PAULO – Os mercados mundiais têm comportamentos distintos na manhã desta quinta-feira.

As bolsas europeias abriram em alta, com os investidores reagindo bem ao pacote de estímulos de 750 bilhões de euros anunciado ontem pelo Banco Central Europeu (BCE). “Tempos extraordinários pedem medidas extraordinárias”, disse Christine Lagarde presidente do BCE, que era contrária a injetar dinheiro nos mercados. Contudo, logo perderam o ímpeto e passaram a registrar queda, ainda em meio ao cenário de temor com os efeitos da pandemia do coronavírus nas economias, a despeito das medidas de estímulos.

Por volta das 9h54, porém, as bolsas de Alemanha e Londres passaram a cair 0,77% e 1,73%, o mercado da França tinha baixa de 0,46%.

Os índices futuros de Nova York passaram a cair mais forte Há pouco, o futuro do Dow Jones caía 2,08%, o do S&P 500 perdia 2,24% e do Nasdaq tinha baixa 1,5%.

Vale destacar que, a partir de sexta, a bolsa de valores de Nova York ficará com o pregão temporariamente interrompido e operando apenas no no eletrônico até a próxima segunda-feira (23). A decisão veio também depois que um trader e um funcionário da NYSE testaram positivo para COVID-19.

Os preços dos contratos futuros de petróleo subiam: o WTI tinha alta de cerca de 8% e o Brent valorizava 3%.

As bolsas de valores da Ásia tiveram mais um dia de volatilidade e pânico nesta quinta-feira, com Seul liderando as quedas e afundando cerca de 8%, com acionamento do circuit-breaker.

A bolsa de Hong Kong fechou em baixa de 2,3%, enquanto as da China e do Japão encerraram com desvalorização de cerca de 1%.

O medo do avanço da epidemia do coronavírus apavora os investidores, que fogem para ativos considerados mais seguros, como o dólar – a moeda americana se valoriza frente a todas de países emergentes.

O comportamento dos mercados nesta manhã indica que mais um dia de volatilidade aguarda os investidores.

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Rendimento da poupança hoje: como evitar que seu dinheiro perca valor

A poupança é o primeiro contato de muitas pessoas com uma aplicação financeira. Não é à toa que ela é a aplicação mais popular do Brasil. Porém, o rendimento da poupança é ruim e o dinheiro depositado nela hoje está perdendo valor.

Se você está sem tempo para ler, que tal ouvir este conteúdo? Aperte o play ou faça o download do áudio:

O rendimento da poupança hoje é de 2,62% ao ano. Ou seja: se você investir R$ 100 na poupança, sem dúvida sacará R$ 102,62 no ano que vem. Já o rendimento mensal da caderneta fica em 0,21%. Assim, R$ 100 rendem R$ 0,21 por mês.

A partir de agora, vamos explicar como os juros da poupança são calculados e o que faz a caderneta render tão pouco.

Você também vai entender porque a poupança hoje está rendendo abaixo da inflação e quais são as opções de investimentos para quem quer proteger seu patrimônio.

Se você está em busca de rendimentos melhores, chegou ao lugar certo! Aqui, você vai ver:

  • como o rendimento da poupança é calculado;
  • como o aniversário da poupança influencia os juros da caderneta;
  • como a inflação afeta o rendimento da poupança;
  • simulador de poupança: saiba se você está perdendo dinheiro na caderneta;
  • investimento melhor do que a poupança: veja 5 opções.

Se você tiver alguma dúvida, fique à vontade para compartilhar nos comentários no fim deste post. Vamos começar?

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Como o rendimento da poupança é calculado?

O rendimento da poupança é igual para todos os bancos. Assim, não importa se você tiver poupança da Caixa ou poupança do Itaú, sua rentabilidade sempre será a mesma.

A poupança tem duas regras de cálculo, que são as seguintes:

a) para os depósitos feitos antes de 4 de maio de 2012

A chamada poupança antiga rende 0,5% ao mês + taxa referencial, a famosa TR, que hoje está zerada. Assim, a rentabilidade da poupança antiga fica em 6,16% ao ano.

b) para os depósitos feitos depois de maio de 2012

A nova regra da poupança diz que ela rende 70% da taxa Selic enquanto ela estiver abaixo de 8,5% ao ano. Em 2019, o rendimento da poupança nova foi de 4,34%.

Quando a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança vai render 0,5% ao mês + TR, assim como era antigamente.

Ano Rendimento da poupança – nova Rendimento da poupança – antiga
2019 4,34% 6,16%
2018 4,68% 6,16%
2017 6,88% 6,99%
2016 8,34% 8,34%
2015 7,94% 7,94%
2014 7,02% 7,02%
2013 5,67% 6,31%
2012 2,74% 6,57%
2011 7,50%
2010 6,80%
2009 7,09%

Quem define a taxa Selic?

Como vimos, a rentabilidade da poupança depende diretamente da taxa Selic, que é a taxa básica de juros do Brasil.

Essa taxa é definida a cada 45 dias pelo Copom, um comitê de diretores do Banco Central do Brasil.

A Selic hoje está em 3,75% ao ano, sendo 0,30% ao mês.

Juros da poupança: como eles são calculados?

Os juros da poupança são acrescentados ao valor investido a cada 30 dias corridos, no chamado aniversário da poupança.

Essa data começa a ser contada a partir da abertura da conta e geralmente aparece no extrato bancário ou no internet banking.

Segundo o Banco Central, a rentabilidade é calculada sobre o menor saldo de cada período de rendimento, contando a partir do aniversário.

Logo, o mecanismo de aniversário da poupança é mais um dos motivos pelos quais seu rendimento é ruim.

Como a inflação afeta a rentabilidade da poupança?

A inflação pode ser definida como o aumento generalizado de preços em um determinado período de tempo.

Os preços dos bens, produtos e serviços sobem de forma consistente e você terá de pagar mais caro para conseguir comprar a mesma quantidade de coisas. Ou seja: seu dinheiro perde valor.

Esse fenômeno é traduzido pela rentabilidade real dos investimentos de renda fixa. Assim, quanto maior a inflação, mais espremido fica o retorno dessas aplicações.

Em novembro, o rendimento da poupança ficou abaixo da inflação pela primeira vez desde 2015. Essa tendência deve se manter ao longo do próximo ano, uma vez que a Selic vai continuar em seu atual patamar.

Veja na tabela a seguir o rendimento mensal da poupança em relação ao IPCA, o índice que mede a inflação oficial no Brasil.

mês/ano Rendimento mensal da poupança Inflação (IPCA)
fev/2020 0,24% 0,25%
jan/2020 0,24% 0,21%
dez/2019 0,28% 1,15%
nov/2019 0,31% 0,51%
out/2019 0,34% 0,10%
set/2019 0,34% -0,04%
ago/2019 0,37% 0,11%
jul/2019 0,37% 0,19%
jun/2019 0,37% 0,01%
mai/2019 0,37% 0,13%
abr/2019 0,37% 0,57%
mar/2019 0,37% 0,75%
fev/2019 0,37% 0,43%

Investimento melhor do que a poupança: veja 5 opções

Embora atualmente a poupança supere a inflação, ela não rende tanto quanto outras aplicações de renda fixa que também são seguras. Veja algumas opções a seguir:

1 – Tesouro Direto

Mesmo quem não tem muito dinheiro para começar a investir consegue encontrar opções de investimentos seguros.

Prova disso são os títulos públicos do Tesouro Direto, que permitem aplicações a partir de R$ 30.

A lógica por trás desses títulos é bastante simples: para se manter funcionando, o Estado precisa de recursos que vão além daqueles arrecadados com a cobrança de impostos.

Por isso, ele emite papéis para captar dinheiro e qualquer pessoa pode investir alguma quantia.

Em troca, há o pagamento de juros dentro do prazo estipulado pelo título. Ou seja, quem investe no Tesouro Direto está emprestando dinheiro ao Estado.

2 – LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos pelos bancos.

Esses títulos são usados para financiar, respectivamente, o setor imobiliário e o agronegócio.

A grande vantagem desses investimentos é isenção do Imposto de Renda (IR), além da cobertura do FGC.

Por outro lado, essas letras de crédito costumam ter prazos de vencimento mais longos.

As taxas de retorno variam de acordo com o banco que emitiu o título. Logo, é necessário fazer comparações entre diferentes títulos e bancos, em busca da melhor rentabilidade.

3 – Fundos DI

Os fundos DI são fundos de investimento que investem pelos menos 80% da carteira em títulos públicos, ativos de baixo risco e em cotas de outros fundos de renda fixa.

A rentabilidade desses fundos busca acompanhar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa muito próxima da Selic.

Os riscos para quem investe em fundos DI são relativamente pequenos, já que o dinheiro é aplicado em ativos de baixíssimo risco.

Não há cobertura do FGC. No entanto, em caso de quebra do banco, o dinheiro fica protegido.

Isso porque, do ponto de vista jurídico, os investimentos dos fundos não fazem parte do patrimônio da instituição.

4 – CDB

A lógica dos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) é parecida com a do Tesouro Direto.

No entanto, quem capta os recursos são bancos, que utilizam o dinheiro para emprestá-lo a outros clientes.

Os CDBs também são cobertos pelo FGC, dentro do limite de R$ 250 mil por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão por CPF.

5 – Nuconta

A Nuconta é um conta digital sem tarifas disponibilizada pela Nubank. Ela também funciona como um investimento de baixo risco, já que todo o dinheiro depositado é aplicado em títulos públicos em nome da empresa.

Não há cobrança de taxas, mas incidem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IR sobre os rendimentos, que são próximos aos do CDI.

4 conceitos básicos para fazer investimentos melhores

Se você se preocupa com seus investimentos, já deve ter pesquisado sobre alternativas de aplicações financeiras melhores do que a poupança. Porém, deve ter se deparado com siglas e expressões que não são muito amigáveis.

Mas não desanime! Aqui está um guia rápido para entender o que significam os nomes mais comuns no mundo dos investimentos.

1 – CDI e taxa DI

Quando se fala em investimentos, a sigla CDI está por toda parte. Ela significa Certificado de Depósito Interbancário.

O CDI é um título emitido por uma instituição financeira, como um banco ou uma corretora, para tomar dinheiro emprestado de outra instituição.

A partir dos juros cobrados nesses empréstimos entre instituições financeiras, é obtida a taxa DI, que você vê quando vai investir.

A taxa DI é uma média dos empréstimos feitos entre os bancos. Como eles costumam negociar títulos públicos entre si, essa taxa costuma ficar um pouco abaixo da Selic.

Quando um banco oferece um título para um investidor, ele promete uma rentabilidade que tem como referência a taxa DI.

Essa taxa é geralmente expressa em porcentagem (%) do CDI: 100% do CDI, 90% do CDI, e assim por diante. Quanto menor for essa porcentagem, menos renderá a aplicação.

2 – Renda fixa

É o mercado do investimentos cuja rentabilidade é possível prever no momento em que o investidor faz uma aplicação.

Essa previsão pode ser feita no momento da compra, seja por indicadores como a inflação ou a taxa de juros, seja por uma taxa prefixada.

É diferente do mercado de investimentos de renda variável, cujo desempenho depende de uma série de fatores envolvendo a situação da economia local, nacional e até mesmo internacional.

3 – Diversificação dos investimentos

Uma carteira de investimentos diversificada é um conjunto de aplicações financeiras que leva em conta seu perfil e seus objetivos financeiros.

Longe de escolher aplicações aleatoriamente, a diversificação dos investimentos leva em conta teorias consagradas.

O objetivo é equilibrar aplicações em um determinado porcentual dentro de um portfólio de investimentos, que varia conforme o perfil de cada pessoa.

4 – Fintech

As fintechs são empresas financeiras com um forte braço tecnológico cuja finalidade é facilitar o acesso a serviços financeiros.

No caso das fintechs de investimento – como é o caso da Magnetis -, elas tornaram mais acessível um processo que antes era burocrático e só valia a pena para quem tinha um grande volume de recursos para administrar.

Hoje, com apenas alguns cliques, é possível investir e acompanhar o desempenho de suas aplicações. Tudo isso 100% online, sem você precisar sair de casa.

Como fazer os melhores investimentos?

O mercado financeiro brasileiro é um dos mais sofisticados do mundo, porém a maior parte da população não investe o seu dinheiro.

A falta de educação financeira torna cuidar do dinheiro uma atividade extremamente desgastante e complexa em algumas situações.

Além disso, não são poucos os casos de pessoas que foram enganadas pelos seus bancos, fazendo aplicações com taxas caras e baixo retorno.

Por isso, o conhecimento é o primeiro passo para colocar o dinheiro trabalhar para você por meio do poder dos juros compostos.

Mas calma! Não precisa ficar triste se você não souber por onde começar. Existem empresas que fazem todo o trabalho duro por você com transparência e a um custo bem acessível. A Magnetis, por exemplo, é uma dessas empresas.

***

A Magnetis é uma gestora de recursos que, por meio do serviço de consultoria online de investimentos, ajuda você a encontrar o melhor caminho para aplicar o seu dinheiro. Tudo isso de forma simples, automatizada e sem burocracia. Você não precisa nem sair de casa!

Tornamos o ato de investir algo descomplicado e seguro, pois buscamos sempre as melhores aplicações para o seu perfil. Fazemos um teste rápido e gratuito para identificar quais são os seus objetivos.

Com base nessas informações, oferecemos uma seleção de investimentos diversificados com o intuito de melhorar sua rentabilidade com o menor risco.

O resultado desse esforço é o melhor rendimento com o melhor custo-benefício para você! Monte o seu plano grátis e entenda como funciona!

Agora que você sabe por que o rendimento da poupança é ruim, que tal fazer investimentos melhores? Confira o nosso Guia Completo sobre os Melhores Investimentos para 2020 e saia da inércia!

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O que uma taxa Selic em 3,75% ao ano muda em um mercado ‘disfuncional’?

Em tempos de Home Office, Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos e apresentador do Stock Pickers, convidou Bruno Marques, gestor do XP Macro, para uma live no Instagram da Rico para saber a visão dele sobre o corte de 50 pontos-base na Selic (agora em 3,75% ao ano) e como ele está vendo a situação do mercado.

Abaixo os melhores momentos da conversa:

Thiago Salomão: Bruno, como você enxerga a comunicação do Copom?

Bruno Marques: O cenário mudou muito forte e o que estamos observando é que os efeitos são desinflacionários. O próprio BC revisou para baixo a inflação e ainda achamos que ele revisou pouco.

O Copom deu a entender que não está em pânico, mas disse que vai usar todo o arsenal que tem para combater a crise. Embora o BC não tenha se comprometido com novos cortes, na minha visão é quase inevitável.

TS: Corte de juros funciona em um cenário de paralisação total da economia?

BM: Sim, o corte ajuda, mas não salva. O que o BC pode fazer é minimizar os impactos negativos na economia. O corte ajudará, principalmente, na retomada da economia, pois é quando as empresas ficam líquidas com mais facilidades. Não é o BC que vai resolver a crise, mas ele tem um papel importante. Os vasos comunicantes da economia são muito fortes (se uma empresa quebra pode prejudicar outras).

O mercado está quebrado, disfuncional, ele não está se achando, não tem conseguido encontrar preços pra diversas coisas. Estamos vendo um problema de liquidez muito grande.

TS: E o que você tem feito no fundo XP Macro?

BM: Estamos ajustando algumas posições.

Juros: Mercado de juros curtos parece assimétrico (5 a 6% de alta implícita, é como se a taxa Selic tivesse que voltar para 8% em um curto espaço de tempo). Prefere ficar de fora dos juros longos porque o longo prazo parece muito confuso visto que a questão fiscal pode piorar.

Bolsa: diminuiu bem as posições, mas ainda tem. Se os earnings (lucro das empresas) não subirem mais, parece que a mínima pode ser nos 60 mil pontos.

Crise bancária já tivemos muitas, mas uma crise pandêmica nunca. Negócio novo e muito forte, mas que deve ser temporário (a observar o que aconteceu na China e Coreia). A vantagem é que está todo mundo panicado o que faz com que todos os agentes (países, BCs) estejam agindo.

Mas é bom lembrar que não há nada que esteja barato que possa ficar ainda mais barato.

[No final da live ele voltou a falar sobre o corte]

Eu teria sido ainda mais agressivo no corte de juros. Ah, mas e o dólar? O Real se desvalorizou assim como todas as outras moedas emergentes. O BC fez bem em ter cortado. O Brasil tem reservas que devem ser usadas em emergências, essa é a hora de usar o seguro que o Brasil possui.

O mercado está tudo, menos funcional. Não só aqui, mas no mundo todo. Difícil prever o que acontecerá.

Palpite do que pode acontecer amanhã: parte curta da curva intermediária deve sofrer mais do que a longa.

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Ações da Via Varejo já despencaram 65%, mas analistas e gestores seguem otimistas

SÃO PAULO – O agravamento da crise de coronavírus atingiu em cheio as varejistas na Bolsa e uma das mais afetadas foi a Via Varejo. Os papéis (VVAR3) caíram 31,53% nesta quarta-feira (18). Desde o início da atual crise, no dia 06 de março, a ação já perdeu 65,6% de seu valor, ante a queda de 38,1% do Ibovespa no mesmo período.

“A empresa está passando por um turnaround, tem um negócio muito cíclico e subiu muito nos últimos meses, quando o mercado estava otimista. É razoável que caia tudo isso em meio ao desespero do mercado”, afirma Carlos Herrera, estrategista-chefe da casa de análise Condor Insider.

A gestão atual, que tem Roberto Fulcherberguer como CEO, assumiu a companhia em meados do ano passado e, desde então, se concentrou em resolver os diversos problemas encontrados no e-commerce e nas lojas físicas.

Alguns investidores chegaram a criticar a empresa nos últimos meses pela falta de um plano mais robusto e agressivo para enfrentar a concorrência.

A maior preocupação desses investidores agora, no entanto, é bem pontual: está concentrada nas linhas financeiras da Via Varejo, mais especificamente em sua liquidez.

No fim do terceiro trimestre de 2019, último dado disponível, a companhia possuía R$ 1,4 bilhão em caixa, enquanto as dívidas que vencem ao longo deste ano totalizam R$ 1,7 bilhão.

Mas especialistas consultados pelo InfoMoney não veem essa questão como um problema, ou seja, acreditam que haverá caixa suficiente para quitar todas as dívidas ao longo do ano.

“A liquidez não é um problema. A empresa tem muitos recebíveis de cartão de crédito que podem ser adiantados. Ela pode negociar também os preços e prazos com fornecedores e com os bancos caso a situação se agrave”, explica Paulo Ghedini, sócio da gestora Perfin Asset, que possui ações da varejista.

“Em nossa opinião, o balanço de 3T19 não reflete de forma adequada a fotografia mais atual da situação patrimonial da companhia pois desconsidera o desempenho do 4T19, sazonalmente o mais relevante, em um momento de turnaround da companhia”, afirmam analistas da casa de análise Eleven Financial em relatório divulgado nesta quarta-feira.

A desvantagem no e-commerce

Um agravante que passou a fazer parte da conta dos investidores nesta quarta-feira é a restrição de circulação de pessoas. A maioria dos analistas não considerava o fechamento de lojas e restrição de circulação de clientes como algo provável. Surpreendeu, portanto, a notícia de que de que o governo de São Paulo anunciou o fechamento de todos os shoppings.

Com as lojas fechadas, a tendência é que parte das compras migre para os sites e, entre as maiores varejistas do país, a Via Varejo ainda tem um e-commerce mais fraco.

“Na Via Varejo a nova gestão passou os últimos trimestres resolvendo problemas no site e no aplicativo. A operação hoje está bem melhor, mas em termos de variedade de produtos e vendas, as outras companhias ainda são muito maiores”, afirma Pedro Fagundes, analista da XP Investimentos.

“O Magazine Luiza, por exemplo, tem o dobro de vendas online da Via Varejo”, completa.

A recomendação das ações

Para a maioria dos analistas, diante do cenário atual, as ações devem continuar enfrentando maior volatilidade. “A nossa maior preocupação hoje é com as vendas no curto prazo”, explica Fagundes.

Mas eles garantem que a crise é pontual e, no longo prazo, o cenário continua positivo. “O mercado está em pânico no momento, mas a companhia está bem preparada para lidar com as adversidades. Além disso, quando a quarentena passar, as vendas devem ter uma alta brusca, por conta da demanda reprimida”, afirma Herrera, da Condor.

“O trabalho dentro de casa, de turnaround, vai continuar sendo feito apesar da crise. Óbvio que vamos ter que rever expectativa de receita especificamente nesse ano, mas o longo prazo não muda. O resultado desse trabalho que a gestão vem fazendo virá”, explica Ghedini, da Perfin.

Com a queda desta terça-feira, o papel fechou o dia a R$ 5,02. Antes de a crise se agravar, analistas consultados pelo InfoMoney recomendavam a compra do papel com preço-alvo entre R$ 16,00 e R$ 17,00.

A recomendação se mantém, mas a maioria colocou o preço em revisão. A exceção é a Eleven Financial, que em relatório desta quarta-feira reiterou a compra e o preço-alvo a R$ 16,20.

“Mesmo reconhecendo que o COVID-19 terá impacto significativo nas vendas do varejo em geral ao longo de 2020 e no desempenho da Via Varejo especificamente, entendemos que o patamar de preço atual representa um atraente ponto de entrada para esta ação pois não enxergamos risco de insolvência para Companhia”, afirmam os analistas da Eleven em relatório.

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Ibovespa cai 10,3% e volta a níveis de 2017 com coronavírus; dólar bate R$ 5,20 pela primeira vez na história

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em forte queda nesta quarta-feira (18), em mais um dia histórico para a Bolsa, que teve seu sexto circuit breaker em oito pregões em meio ao pânico que toma conta dos investidores por conta da proliferação do coronavírus.

O principal índice da B3 caiu 10,35% a 66.894 pontos. Essa é a menor cotação desde o dia 10 de agosto de 2017, quando a Bolsa fechou cotada a 66.992 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 58,9 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial avançou 3,9%, a R$ 5,197 na compra e R$ 5,1976 na venda, atingindo nova máxima nominal histórica de fechamento. Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 5,23. O dólar futuro para abril sobe 2,84%, a R$ 5,154.

No radar, voltou a pesar a aversão ao risco por conta do coronavírus, que se sobrepõe a análises mais otimistas a respeito dos recentes pacotes de estímulos lançados por governos e bancos centrais no mundo inteiro para combater a pandemia.

Devido às medidas que são tomadas para conter o avanço da Covid-19, diversos bancos e casas de análise cortaram projeções para a economia brasileira. O Santander revisou de 2% para 1% sua expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, enquanto o Credit Suisse foi mais radical e reduziu de 1,4% para 0% sua previsão. O UBS cortou sua projeção do PIB de 1,3% para 0,5%.

Em entrevista ao InfoMoney, Alberto Ramos, economista-chefe da área de pesquisas para a América Latina do Goldman Sachs, destacou que o banco está revisando as projeções no momento para o PIB do Brasil, anteriormente de 1,5%.

“Contudo, é bem provável que o crescimento do PIB brasileiro seja zero ou negativo em 2020”, destacando o baixo poder que o País tem para lidar com a crise do coronavírus.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe 40 pontos-base a 4,97%, o DI para janeiro de 2023 avança 51 pontos-base a 6,01% e o DI para janeiro de 2025 tem alta de 60 pontos-base a 7,33%.

Vale lembrar que hoje é dia de decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). De acordo com expectativa mediana da Bloomberg, o Copom deve realizar corte de 0,5 ponto percentual na Selic e reduzir a taxa para 3,75%. A decisão sai após o fechamento dos mercados.

A segunda reunião do colegiado no ano ocorre em meio à pandemia global de coronavírus, o que leva o mercado a se mostrar atipicamente dividido sobre a decisão, com previsões entre os analistas pesquisados pela Bloomberg oscilando desde a estabilidade até corte de 0,75 ponto. Fora da pesquisa, alguns economistas, como Carlos Kawall, do Asa Bank, têm destacado que o BC poderia cortar até 1 ponto.

Os contratos futuros do petróleo operam em forte queda nesta quarta-feira, ampliando robustas perdas, em meio a temores sobre o impacto que a pandemia de coronavírus terá na demanda pela commodity e na economia global. O contrato WTI atingiu os US$ 25 pela primeira vez desde 2002.

Política 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, enviou na noite de ontem um pedido para o Congresso declarar estado de calamidade pública no Brasil, por causa da pandemia do coronavírus.

O Congresso deverá aprovar hoje o pedido. O estado de calamidade pública pedido pelo presidente deverá vigorar até o final deste ano e permitirá que o governo federal exceda o limite de gastos fixado na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Coronavírus no Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Mandetta, traçou um possível quadro dramático da pandemia do coronavírus nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mandetta disse em entrevista à Folha de S. Paulo que a infraestrutura de saúde dos dois estados, que já atravessavam grave crise fiscal antes mesmo da chegada do Covid-19, é muito frágil e os pacientes poderão migrar para o sistema de saúde de São Paulo.

Noticiário corporativo

Várias empresas da indústria e do comércio, como Minerva (BEEF3), Suzano (SUZB3) e Multiplan (MULT3) anunciaram ontem à noite que liberaram home office para funcionários das áreas administrativas, deram férias coletivas ou reduzirão os horários dos funcionamentos das operações comerciais, por causa da pandemia do coronavírus no Brasil.

Já nos negócios, a Brasil Properties (BRPR3) anunciou na noite de ontem que recomprará quatro milhões de ações ordinárias, em um programa que se estenderá a 2021.

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Agarrem-se aos seus ativos

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Dirijo-me aos que permanecem investidos em ações, que acredito serem a imensa maioria dos que entraram no mercado nos últimos 18 meses.

Começo repetindo uma frase que ouvi ontem de um colega investidor, que reputo ser uma das cabeças privilegiadas do mercado: “Agarrem-se aos seus ativos porque o barco vai chacoalhar, e muito”.

É incontável o número de crises que já vivi, e também a natureza delas.

A primeira notícia boa é que eu me lembro muito pouco de cada uma delas (minha mulher diz que o problema é que não tenho memória!). Mas acho que isso se deve ao fato de que, invariavelmente, o final foi feliz.

Como na peça de William Shakespeare, All’s Well That Ends Well.

O principal diferencial que vejo nesta crise é a velocidade com que se implantou, reproduzida nas quedas do mercado de capitais. Jamais o preço das ações caiu tão rapidamente, ainda que as baixas tenham sido entrecortadas por dias de forte recuperação.

Esse último aspecto é, a meu ver, característico das personalidades maníaco-depressivas que estão moldando nosso comportamento.

A velocidade acentuada é um grande chamamento à intervenção do Estado, que vem de uma experiência muito bem sucedida de “quantitative easing” na política monetária.

Fazer jorrar dinheiro fez com que a crise de 2008 tivesse uma saída rápida e quase indolor.

Já estamos vendo que os estados estão se mobilizando para injetar rios de dinheiro nas respectivas economias.

Não me entendam mal, porque eu tenho convicção de que é papel do Estado intervir nesses momentos – é muito importante que o faça. A exemplo de Keynes, que sugeriu que o Estado contratasse um grupo para cavar buracos e outro grupo para tapar os mesmos buracos, como forma de animar a economia.

O problema dessa vez é que existe a perspectiva de que o Estado comece a comprar os ativos depreciados, como forma de sustentá-los.

Como sabemos que nos períodos pós-crise (acredite, haverá um) e com excesso de liquidez haverá uma enorme demanda por ativos (contrário do que vimos no passado em que a inflação aconteceu nos produtos anulando a liquidez), esse é o fundamento da recomendação de “agarrem-se a seus ativos”.

Óbvio, os que puderem comprem mais. No longo prazo é pule de dez!

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Petrobras reduz preços da gasolina em 12% e do diesel em 7,5%

A Petrobras (PETR3;PETR4) informou que a partir desta quinta-feira, 19, vai reduzir preço da gasolina em 12%, depois de ter anunciado, na semana passada, queda de 9,5% para o combustível. O preço do diesel terá queda de 7,5%, acima da redução de 6,5% ocorrida na semana passada.

Os preços dos combustíveis da Petrobras seguem a política da empresa de repassar para o mercado a paridade com o preço internacional.

Desde o último final de semana, o petróleo acelerou o processo de perda de valor, agravado na terça pela fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de prováveis medidas adicionais para conter o coronavírus,como a proibição de voos vindos do México e Canadá, depois de já ter fechado outras fronteiras.

A notícia afeta ainda mais o fluxo de transporte no mundo, já bastante restrito por causa da pandemia. A gasolina, junto com o diesel e o QAV (querosene de aviação) são responsáveis por 60% do consumo global de petróleo.

A Petrobras informou ainda que vai reduzir o preço do diesel marítimo em 7,7% e das térmicas em 7,6%, para o diesel S500, e em 7,8% para as unidades que utilizam S10.

De acordo com o analista Thadeu Siva, da INTL FCStone, o preço da gasolina caiu R$ 0,1820 e o diesel automotivo R$ 0,1330 nas refinarias.

“Estamos calculando o valor exato da paridade agora, mas a janela de importação segue aberta”, disse Silva ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. “A redução segue a estratégia de suavizar os movimentos do mercado internacional, repassando aos poucos a queda, o que preserva a margem e evita novos reajustes no caso de uma retomada”, explicou.

No início da semana, o analista da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman, já havia previsto que, quando o petróleo ultrapassasse a barreira dos US$ 30 o barril, como ocorreu na terça, a estatal teria que anunciar uma nova queda de preços dos combustíveis, o que seria coerente com a sua política de preços baseada paridade internacional.

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De bancos a Rumo, Fidelity busca barganhas na bolsa brasileira

(Bloomberg) — A onda vendedora que fez a bolsa brasileira entrar em bear market e levou os múltiplos a níveis abaixo das médias históricas está gerando grandes oportunidades de compra, principalmente entre as ações de bancos, de acordo com Will Pruett, gestor da Fidelity.

A turbulência global provocada pelo coronavírus chegou em um momento em que os bancos locais tentavam conter o avanço das fintechs e começavam a acelerar a oferta de crédito. O MSCI Brazil Financials acumula baixa de 48% neste ano, enquanto o Banco do Brasil passou a negociar abaixo do valor patrimonial.

“Eles têm desafios de longo prazo em termos de disrupção das fintechs, mas os valuations se aproximam dos níveis vistos no início de 2016, quando a economia estava em queda livre”, disse Pruett, que administra cerca de US$ 500 milhões no fundo Fidelity Latin America. “Em comparação com 2016, os bancos atualmente possuem bastante capital e risco muito menor de deterioração significativa do crédito”, disse em entrevista.

Pruett também está de olho em varejistas, empresas de tecnologia e companhias “com modelos de negócio resilientes que se desvalorizaram junto com o resto do mercado”, como a Rumo.

O fundo Fidelity Latin America registrou retorno negativo de 31% nos últimos três anos, contra queda de 38% do MSCI Emerging Markets Latin America no mesmo período. O Ibovespa acumula baixa de 40% desde seu pico no fim de janeiro. Atualmente, o índice acionário é negociado em torno de nove vezes o lucro projetado, abaixo da média histórica de 10 anos, de 11,4 vezes.

O fato de a economia brasileira ser “relativamente fechada” deve causar uma disrupção menor pelos problemas na cadeia de suprimentos na Ásia, segundo Pruett.

“Se o Covid-19 criar uma desaceleração global sincronizada, o Brasil cairia de uma cadeira, enquanto muitos outros mercados cairiam de um edifício”, disse.

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A bolha inflada pelo Fed desde 2000 estourou e sinais apontam que não é hora de comprar ações ainda

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Já escrevi bastante sobre o momento pelo qual estamos passando e a experiência vale muito nessas horas; afinal, esse é o terceiro crash que presencio (2000, 2008 e 2020). Quem lê esse blog e me acompanha não está surpreso com o que estamos vivenciando. A única surpresa é a velocidade com a qual as coisas estão acontecendo e, claro, não há como prever com exatidão o momento em que essas coisas vão ocorrer nem o gatilho que dispararia esse movimento.

Mas eu já avisei em vários posts, blogs, podcasts e conversas pela TV sobre o crash, dizendo que teríamos saudades de 2008 quando ele acontecesse. Agora, vários “gurus”, profetas do acontecido, que não viram esse momento chegar vão nos explicar como sair dele. Pois vou dar minha contribuição aqui.

Em primeiro lugar, nenhum dos problemas que o mundo tinha em 2000 ou 2008 foi resolvido. Muito pelo contrário, eles foram aumentados e agora apresentam um risco ainda maior para os mercados.

No final da década de 90, para evitar que o mercado passasse por uma pequena desaceleração causada por especulações, Alan Greenspan, então presidente do Fed, decidiu reduzir a taxa de juros. Isso alimentou um novo setor que estava crescendo bastante – as empresas de tecnologia ligadas à internet. Com baixas taxas de juros, o custo de oportunidade diminuiu e investir em empresas que não dão lucro, mas que têm potencial para isso (de acordo com o PowerPoint), tornou-se extremamente interessante.

E foi isso que os investidores fizeram, impulsionados pelas taxas de juros artificiais. Houve uma enorme má alocação de recursos (Malinvestment) que culminou com o crash de 2000. E o que o Fed fez para conter um problema que agora não era de especuladores somente, mas também de um setor (empresas de tecnologia)? Ele fez a única coisa que ele sabe fazer: abaixou a taxa de juros novamente, dessa vez para 1%. Para quem só sabe usar martelo, todo problema é um prego, como diria Abraham Maslow.

Isso criou uma bolha maior ainda, que atingiu seu ápice em 2008, causando uma destruição bem maior. Vários bancos quebraram, dentre eles os famosos Lehman Brothers e Bear Stearns, além de dezenas de milhares de empresas pelo mundo afora. Agora, um problema que era de alguns poucos especuladores se tornou um problema de um setor, o das empresas ligadas ao setor de tecnologia, depois para setores ainda maiores, o imobiliário e bancário, que então se tornou um problema praticamente global.

Mas não se preocupem, o Fed teve uma ideia genial e inédita: resolveu, mais uma vez, abaixar a taxa de juros. Só que dessa vez ele a levou a zero e a manteve lá por vários anos, além de aumentar seu balanço com as medidas QE1, QE2, Operação Twist e QE3, que são eufemismos para a impressão de trilhões de dólares. O problema agora foi magnificado. Se a última bolha criada pelo Fed quase levou o mundo todo à bancarrota, imagina o que essa não fará?

Algumas vozes solitárias e eu avisamos o que estava por vir, mas poucas pessoas resolveram ouvir. O problema que estamos tendo hoje é muito sério e é preciso ter cautela. Já vi vários investidores correndo para comprar mais ações enquanto elas caiam, ao ponto de esgotarem o próprio caixa – afinal, BTD (buythedip, ou compre as quedas) foi o movimento que funcionou nos últimos anos. Não havia controle de risco ou seleção de ativos.

Está havendo uma liquidação de ativos como nunca e a correlação deles está indo para +1, mesmo para ativos histórica e fundamentalmente negativamente correlacionados entre si. Existem vários hedge funds ultra-alavancados no mundo e não ficaria surpreso em ver o Fed provendo liquidez a eles para tentar estancar a sangria. Os mercados estão sem referências de preços e o VIX, também conhecido como índice do medo, está nas alturas, o que indica que a hora para comprar ativos de risco ainda não chegou, embora possa estar perto.

Eu entendo que hoje alguns ativos estejam bem interessantes e com alto potencial de valorização para investidores que têm uma visão de longo-prazo, mas ainda ninguém sabe qual será a repercussão mundial desse crash. Várias oportunidades surgirão e é preciso diligência e seriedade para poder aproveitá-las.

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