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Pacote de R$ 147,3 bilhões de Guedes: ele atenuará os efeitos do coronavírus na economia?

Waldery Rodrigues, Paulo Guedes e Marcelo Guaranys

SÃO PAULO – Um pacote de medidas que, ao olhar apenas para o valor anunciado, é bastante expressivo. Porém, ao olhar mais de perto, não tão robusto assim.

Na noite da última segunda-feira – com os casos de coronavírus avançando no Brasil e diminuindo as perspectivas de crescimento já frágeis da atividade econômica nacional -, Paulo Guedes, ministro da Economia, anunciou um montante de R$ 147,3 bilhões em medidas emergenciais para atender grupos mais vulneráveis da população e setores específicos da economia.

O plano foi dividido em três frentes (auxílio imediato à população mais vulnerável, manutenção de empregos e combate à pandemia).

Deste montante, R$ 83,4 bilhões serão destinados ao primeiro grupo, com medidas como a antecipação do 13º  de aposentados, já divulgada na última sexta-feira (13), e a transferência de valores não sacados do PIS/Pasep para o FGTS, para permitir novos saques.

Já o segundo grupo ficará com os R$ 59,4 bilhões, a partir de políticas como o diferimento do prazo de pagamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) por 3 meses, assim como o diferimento da parte da União no Simples Nacional por 3 meses. Para combate à pandemia, foram destinados R$ 4,5 bilhões, com a destinação do saldo do fundo do DPVAT para o SUS.

Todas essas medidas apontam na direção correta, conforme destacam economistas consultados pelo InfoMoney. Mas, ao mesmo tempo, é preciso fazer várias considerações, uma vez que a esmagadora maioria delas não se configura como uma fonte nova de recursos, e sim como um rearranjo intertemporal deles. E também traz sinais de que o governo não consegue ter espaço fiscal para atuar em meio à essa crise, dando mais uma prova de como era importante ter aprovado reformas estruturantes o quanto antes.

“Esse rearranjo, sem dúvidas, ajuda a reduzir o efeito negativo da crise no curto prazo […], mas o total dessas medidas é de R$ 31,8 bilhões, e não R$ 147,3 bilhões”, destaca Marcos Ross, economista-sênior da XP Investimentos, em relatório (confira clicando aqui).

Ele destaca que apenas os valores do PIS/Pasep (R$ 21,5 bilhões), a inclusão de mais de 1 milhão de pessoas no programa Bolsa Família (R$ 3,1 bilhões), a redução de 50% na contribuições do sistema S (R$ 2,2 bilhões) e o crédito extra do PROGER/FAT para Micro e Pequenas empresas (R$ 5 bilhões) possuem característica de novos recursos.

Ainda assim, não é claro o quão estimulativas elas podem ser no curto prazo., avalia Ross. “Por exemplo, o saque do Pis/Pasep pode demorar muito para ser implementado e realizado pela população. Até mesmo algumas das medidas que não configuram como novos recursos, tais como a antecipação do 13º, previsto pra maio, e do abono salarial, previsto pra junho, demorarão a ter seus efeitos completamente sentidos”, avalia. Desta forma, essa primeira medida ficou aquém do esperado, avalia.

Outro problema é que o pacote está muito focado nos trabalhadores formais, uma vez que praticamente a única iniciativa que pode ajudar o trabalhador informal é a ampliação do Bolsa Família.

A economista Alessandra Ribeiro, diretora de Macroeconomia e Análise Setorial da Tendências Consultoria, destaca que o adiamento do pagamento do FGTS e do Simples Nacional pelas empresas é muito bom, pois evitará que diversas companhias quebrem durante a crise – o que resultaria em desemprego em massa – mas não atinge quem não tem carteira assinada.

“Espero que seja lançado nas próximas semanas um segundo pacote, este mais focado na economia informal”, defende ela. Alessandra entende que é até melhor que o governo lance novos pacotes de estímulo paulatinamente, semana a semana, pois isso permite que a equipe econômica avalie melhor os resultados do que já foi feito e tenham mais informações sobre quem precisa de mais ajuda para enfrentar o coronavírus.

De acordo com a economista, o pacote foi essencial e avançou na direção correta, mas não será capaz de evitar os impactos negativos do coronavírus para o Produto Interno Bruto (PIB).

Importância das reformas

Para Roberto Secemski, economista-chefe para Brasil do Barclays, as medidas foram criadas como de transição neste momento de interrupção de atividade, já que implicam a antecipação de gastos, ilustrando a falta de espaço fiscal para se promover medidas contracíclicas de porte no momento.

Também apontando que o Brasil não tem espaço fiscal para adotar ações mais contundentes, Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs, avalia que o anúncio demonstra a importância que teria para o Brasil já ter aprovado um leque mais amplo de reformas, incluindo a administrativa, de modo que o governo tivesse mais espaço para atuar fiscalmente nesses momentos de crise.

“O Brasil não tem espaço fiscal, dormiu no ponto e não aprovou as reformas necessárias para estimular à economia, além de ter perdido mais de três anos e meio até a aprovação da Previdência, uma vez que as discussões já existiam desde o governo Dilma”, avalia o economista.

Ao ser questionado sobre o impacto do coronavírus na agenda de reformas, por um lado, Ramos destaca que a nova crise pode aumentar o senso de urgência para que ela prossiga dentro do Congresso mas, por outro, é necessária ainda mais coordenação entre o Poder Executivo e Legislativo para que elas aconteçam.

Sobre esse ponto, Ross, da XP, ressalta que a coletiva do ministro da economia para o anúncio das medidas foi marcada por um tom não conciliador, uma vez que tentou transferir o ônus da situação atual ao Congresso. Durante sua fala, Guedes afirmou que as “medidas estruturantes” já encaminhadas ao Legislativo ainda não foram votadas.

Gastos e o teto

Para Ramos, é possível que novas medidas sejam anunciadas pelo governo, principalmente para mitigar o impacto social e ampliar o apoio ao setor de saúde nacional. Mais gastos e a expectativa de um menor crescimento da economia provavelmente levarão a uma revisão da meta de déficit primário, atualmente em R$ 124,1 bilhões.

A necessidade de tais medidas de elevação de gastos tem aumento o debate sobre mudar a regra do teto de gastos. Contudo, o economista do Goldman avalia que isso não é necessário, já que eventuais despesas emergenciais para combater o coronavírus podem ser autorizadas via crédito extraordinário no Orçamento, que estão fora do teto.

De qualquer forma, o impacto do coronavírus acaba por ser forte em uma economia ainda em recuperação, que buscava uma aceleração do PIB. Para o economista do Goldman, que atualmente tem a projeção do PIB em revisão, a tendência é de que o PIB de 2020 fique perto do zero ou até mesmo contraia.

Alessandra, da Tendências, explica que a projeção da consultoria para o crescimento econômico brasileiro em 2020 está hoje em 1,6%, mas o número está sob revisão e adianta “nosso teto deve ficar em 1%, a expansão deve ser menor do que isso”.

Todavia, a economista não acredita que Guedes vá anunciar um plano mais robusto, que se assemelhe ao que foi realizado nos Estados Unidos, que envolve até mesmo um envio de uma renda básica aos americanos. “Diferentemente dos EUA, a nossa situação fiscal é muito difícil, temos déficit primário e dívida pública elevada. Contudo, temos a vantagem de que estamos agindo com mais rapidez do que nos EUA. Começamos a tomar medidas de isolamento social ainda com 240 casos de infecção pela Covid-19. Isso é um ponto positivo”, ressalta.

Para Secemski, as medidas podem até ir na direção correta do necessário neste período de incertezas, para reduzir o aperto das condições financeiras. “Mas ainda não sabemos a extensão desta choque, de forma que novas medidas poderão ser necessárias”, avalia.

Em um tom mais pessimista, Ross, da XP, avalia que, com o plano ainda insuficiente, haverá duas consequências imediatas: i) as expectativas de crescimento do PIB em 2020 se deteriorarão ainda mais, e ii) por conta disso disso, transfere responsabilidade ao Banco Central (de forma desnecessária), na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

“Acreditamos que o BC cortará 0,50 ponto percentual nessa semana, mas entendemos que a chance de corte de 0,75 ponto percentual subiu consideravelmente após o anúncio de medidas”, avalia o economista.

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Boeing busca ajuda de curto prazo com governo e Congresso

(Bloomberg) — A Boeing pediu a autoridades da Casa Branca e do Congresso ajuda no curto prazo, como também para fornecedores e companhias aéreas, já que as perspectivas para a indústria de viagens pioram a cada dia por causa do surto de coronavírus, disseram pessoas a par do assunto.

A fabricante de aviões norte-americana tenta evitar demissões e prejudicar centenas de empresas de menor porte que fabricam peças e sistemas para suas aeronaves, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. A Boeing também sente o impacto do aterramento de seu modelo mais vendido, o 737 Max, que aguarda autorização regulatória para retomar os voos após dois desastres aéreos.

A Boeing, a rival europeia Airbus e uma série de fornecedores enfrentam a pior crise do setor desde pelo menos os ataques terroristas de 11 de setembro, quando países fecharam fronteiras e companhias aéreas aterraram frotas de aeronaves. Na terça-feira, a Airbus anunciou que interromperá a produção e montagem em fábricas francesas e espanholas nos próximos quatro dias para implementar medidas de saúde, como limpeza e distanciamento.

O setor aeroespacial enfrentará problemas extremos no curto prazo e possivelmente nos meses seguintes, disse Ron Epstein, analista do Bank of America, em relatório a clientes na segunda-feira.

“Em nossa opinião, os modelos globais de negócios de companhias aéreas estarão sob estresse, as companhias aéreas reduzirão investimentos, os planos de crescimento serão cortados e haverá recuperações judiciais de companhias aéreas”, disse Epstein. “O programa 737 Max pode ser especialmente afetado devido às próprias circunstâncias idiossincráticas.”

Acesso à liquidez

Em comunicado, a Boeing confirmou que “discussões positivas e contínuas continuam com os líderes do governo e do setor”, inclusive com o governo Trump e Congresso. O acesso a curto prazo a fundos públicos e privados é fundamental para toda a indústria aeroespacial, que tem forte perspectiva de longo prazo, mas um “desafio urgente” causado pelo vírus, informou a empresa.

“O acesso de curto prazo à liquidez pública e privada será uma das maneiras mais importantes para companhias aéreas, aeroportos, fornecedores e fabricantes conseguirem a recuperação”, disse a Boeing em comunicado. “Agradecemos como o governo e o Congresso estão se engajando com todos os elementos da indústria da aviação durante esse período difícil.”

A Casa Branca está em contato com a Boeing para discutir questões relacionadas ao vírus, disse um importante representante do governo. O presidente Donald Trump já havia dito que o governo dos EUA “apoiaria as companhias aéreas em 100%”, um ponto depois reforçado em um tuíte. A associação Airlines for America disse que companhias aéreas comerciais precisam de US$ 50 bilhões em ajuda, além de outros US$ 8 bilhões para empresas de carga.

As ações da Boeing fecharam em queda de 24% na segunda-feira em Nova York, cotadas a US$ 129,61, o preço mais baixo desde setembro de 2016. As ações perderam mais da metade do valor este ano, o que faz da Boeing a empresa com o pior desempenho no Dow Jones Industrial Average.

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Efeito coronavírus força frigoríficos a parar unidades e dar férias coletivas

marfrig frigorífico carne abatedouro

Os frigoríficos estão em estado de alerta com a pandemia do coronavírus que, além de afetar o Brasil, reduziu drasticamente as exportações de produtos para grandes clientes, como a China. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a JBS vai dar férias coletivas de 20 dias em cinco das 37 unidades no Brasil. Serão fechadas temporariamente quatro fábricas do Mato Grosso e uma do Mato Grosso do Sul entre os dias 19 de março e 9 de abril.

A Minerva avalia fazer o mesmo em cinco de suas dez plantas no País. A companhia está definindo quais serão as unidades a serem desativadas por um tempo. Procurada, a JBS confirmou apenas que “avalia a implantação de férias coletivas”. Minerva não comentou.

A Marfrig fechou uma unidade, a de Salto, no Uruguai, por casos suspeitos do novo coronavírus na própria fábrica. No Brasil, a empresa encerrou as atividades de Tarumã (PA) para concentrar suas atividades em outras unidades mais produtivas. A BRF comentou que não vai fazer alterações no momento.

Com o fechamento do mercado europeu e a queda do consumo da China, “as exportações brasileiras vão passar por um momento crítico”, admite Antônio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Na China, segundo ele, o consumo caiu significativamente por conta da pandemia. Na Europa, o mercado está praticamente fechado. “Acredito que no Brasil, por conta da similaridade dos casos, seremos afetados. O setor de food service (comida fora do lar) também vai ser atingido.”

O rápido aumento de casos do novo coronavírus no Brasil também levou representantes da indústria e dos trabalhadores a iniciarem medidas para suspender a produção em caso de necessidade. A Volkswagen protocolou ontem à tarde no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC a intenção de dar férias coletivas por 10 dias na unidade local a partir do dia 30.

O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, informa que vai convocar dirigentes dos 83 sindicatos representantes dos trabalhadores do setor para discutir um plano de contingência para o período mais difícil. O setor emprega 310 mil trabalhadores, dos quais 60% são nas linhas de produção. “Vamos negociar banco de horas para quem ficar parado e parcelamento de salários, caso as indústrias passem por dificuldade.”

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, onde estão, por exemplo, a Embraer, e Caoa Chery e uma das fábricas da General Motors iniciou ontem o envio de cartas às empresas propondo a adoção de licença remunerada, em caráter emergencial. “Há um temor muito grande entre a categoria e estamos sendo cobrados por isso”, diz Renato Almeida, vice-presidente da entidade. “A produção poderá ser recuperada futuramente, as vidas não”. Segundo ele, hoje está prevista uma reunião com representantes da GM e o assunto também será debatido.

Na segunda-feira, 16, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, cidade que também abriga uma fábrica da GM, esteve com a direção da empresa e ocorreram conversas sobre a adoção de medidas como férias coletivas, licença remunerada e lay-off (suspensão temporária de contratos) caso a situação provocada pelo covid-19 exija esse tipo de medida.

“Por enquanto a produção está normal, inclusive talvez parte dos funcionários tenha de trabalhar no sábado para dar conta da demanda pelo novo Tracker”, informa o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva. Segundo ele, desde janeiro a empresa contratou entre 400 e 450 funcionários para incrementar a produção do modelo, o primeiro utilitário esportivo (SUV) fabricado pela marca no País. A empresa não confirma esses dados.

Home office

Muitas empresas já estão adotando ou ampliando o trabalho remoto na área administrativa. Na segunda, a Vale anunciou que adotou o home office para 1,8 mil funcionários da sua sede no Rio. A Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul de eletrodomésticos, adotou o trabalho em casa para cerca de mil funcionários que trabalham nos escritórios em São Paulo. Entre as montadoras, GM, Ford, Pirelli, FCA Fiat Chrysler, Mercedes-Benz, Renault e Toyota também optaram pelo trabalho remoto. Honda e Nissan adotaram home office em casos específicos.

João Carlos Brega, presidente da Whirlpool para América Latina, diz que deu autonomia para gestores administrarem o home office e frisa que há uma campanha de conscientização dos funcionários. “Não adianta o funcionário ficar em casa e ir para o shopping.”

Brega admite que a epidemia terá impacto na demanda por eletrodomésticos. No entanto, até agora as três fábricas funcionam normalmente. Ele argumenta que a prioridade é a saúde dos funcionários e que é difícil prever quais medidas serão adotadas para ajustar a oferta à menor demanda.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Como ler o Informe de Rendimentos da Easynvest

Como ler o Informe de Rendimentos da Easynvest

Preparados para preencher a declaração do Imposto de Renda mais um ano?

É bem fácil fazer o download do seu informe de rendimentos Easynvest. Depois de fazer login na nossa plataforma, acesse o menu “Mais” e depois em “Informe de rendimentos” se estiver no computador. No app Easynvest, o caminho é “Mais”, “Extrato e relatórios” e “Informe de rendimentos”.

Nosso informe fica melhor a cada ano, para deixar tudo mais fácil pra todo mundo. Olha só:

Informe de rendimentos da Easynvest

Na parte de cima, não tem segredo. Lá, estão todos os dados da Easynvest, como nossa razão social e CNPJ. Na parte de baixo, estão os seus dados.

Informações Consolidadas

Logo depois, você vai ver a seção “Informações Consolidadas”. Aqui, você encontra um resumo de todos os investimentos na sua carteira Easynvest, divididos entre “Rendimentos Isentos e não Tributáveis”, “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva” e “Bens e Direitos”.

Os rendimentos não tributáveis são aqueles livres de Imposto de Renda, como ganhos com LCIs e LCAs, CRIs e CRAs, Debêntures Incentivadas e ganhos com Ações abaixo do limite de R$20 mil por mês, por exemplo.

Os rendimentos sujeitos a tributação exclusiva são aqueles tributados na fonte, ou seja, não exigem que o investidor pague Imposto de Renda via DARF, como alguns Fundos de Investimento e Tesouro Direto.

Em bens e direitos, você encontra um resumo de tudo que tem na sua carteira Easynvest, dividido entre Renda Fixa, Tesouro Direto, Fundos de Investimento, Renda Variável e saldo em conta.

Informações Detalhadas

Para fazer a sua declaração de Imposto de Renda é importante se atentar a seção Informações detalhadas.

Você vai ver a mesma divisão da seção de informações consolidadas: rendimentos isentos, rendimentos sujeitos a tributação exclusiva e bens e direitos.

Começando pelos rendimentos isentos, você vai ver uma lista dessas aplicações com o vencimento, quando cabível, o valor e a identificação.

Depois, você vai encontrar os rendimentos sujeitos a tributação exclusiva, com o nome do fundo ou do título do mesmo jeito que você deve colocar na sua declaração. É importante também se atentar ao valor e tipo de cada um deles.

Na seção Bens e direitos, estarão todos os investimentos da sua carteira Easynvest. Divididos entre Fundos de Investimento, Renda Fixa, Tesouro Direto e por fim Renda Variável, você vai encontrar o saldo que você tinha em cada ativo ao final de 2018 e ao final de 2019, com os totais consolidados ao final de cada tipo de investimento.

Se você recebeu vencimentos ou ganhos de Juros sobre capital próprio de alguma das suas ações, essa informação será passada para você via comunicação oficial da B3 ou na Central Eletrônica do Investidor, também da B3.

As dicas dos códigos a serem inseridos na declaração do Imposto de Renda é uma das novidades mais legais do informe de rendimentos de 2020 da Easynvest. Não deixe de consultá-las!

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Fed anuncia injeção de liquidez de US$ 500 bi e operações para ajudar empresas a se financiarem

SÃO PAULO – O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou nesta terça-feira (17) mais uma injeção de mais de US$ 500 bilhões no sistema financeiro para conter problemas de financiamento associados aos efeitos do coronavírus, através de suas operações de recompras de títulos (repo).

Na semana passada, a autoridade monetária já havia anunciado uma operação do tipo, que totalizou US$ 1,5 trilhão.

As operações seguem outras medidas de liquidez do Fed destinadas a fazer com que os bancos mantenham o dinheiro circulando na economia.

Juntamente com as agressivas medidas de liquidez, o Fed também cortou sua taxa básica de juros em 150 pontos base, ou 1,5 ponto percentual, nas duas últimas semanas. No último domingo, o corte de juros foi de 1 ponto percentual, para a banda entre 0% e 0,25% ao ano.

A autoridade monetária também aprovou no domingo um programa de estímulos (Quantitative Easing) de US$ 700 bilhões como proteção para a maior economia do mundo contra a pandemia da doença. Deste montante, US$ 500 bilhões serão usados na compra de títulos do Tesouro e US$ 200 bilhões em hipotecas.

O Fed ainda informou que está realizando operações com objetivo de prestar ajuda às empresas que enfrentam dificuldades para obter o financiamento de curto prazo necessário para operar.

Em uma medida muito esperada em Wall Street, o banco central americano anunciou uma linha de crédito especial para comprar papéis corporativos de emissores que têm dificuldade em encontrar compradores no mercado aberto.

Trata-se do instrumento de financiamento “Commercial Paper” (CPFF, na sigla em inglês) para apoiar o fluxo de crédito para pessoas e empresas. “Os mercados de commercial papers financiam diretamente um grande espectro da atividade econômica, fornecendo crédito e financiamento para empréstimos e hipotecas, bem como liquidez para atender às necessidades operacionais de uma série de companhias”, afirma o Fed em comunicado no seu site.

O BC dos Estados Unidos diz que, para garantir o bom funcionamento desse mercado, especialmente em momentos de mais dificuldades, está fornecendo crédito para apoiar famílias, empresas e empregos pelo país. O BC americano informa que o mercado de commercial papers tem estado sob “considerável pressão” nos últimos dias, conforme as empresas e as pessoas físicas enfrentam mais incerteza, diante da pandemia de coronavírus.

O Tesouro destinará US$ 10 bilhões de proteção ao crédito para o Fed, em conexão com o instrumento lançado a partir do Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro (ESF, na sigla em inglês), informa o comunicado.

O BC norte-americano então fornecerá financiamentos por meio do veículo de propósito especial (SPV, na sigla em inglês), no âmbito do CPFF, e seus empréstimos estarão garantidos por todos os ativos do SPC, explica o Fed.

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(Com Agência Estado)

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Conheça Libra, a ambiciosa criptomoeda do Facebook

Em junho de 2019, o Facebook anunciou ao mundo o projeto Libra, sua investida no mercado de criptomoedas. Desde então, o mundo financeiro está com os olhos atentos ao desenrolar dessa empreitada. A Libra Facebook é um projeto ambicioso, cujo público em potencial gira em torno de 2,5 bilhões de usuários no mundo todo

Mesmo quem ainda não investe em criptomoedas pode sentir o impacto da Libra. Há quem acredite que todas as transações dentro do Facebook, Instagram e WhatsApp passarão a ser feitas apenas em Libra. Além disso, a proposta é que a moeda digital seja usada também para compras feitas no mundo físico. 

Se você quer ficar por dentro do projeto, confira este guia com as informações mais atuais já divulgadas sobre a Libra Facebook. Aqui, explicamos o que é o projeto, como ele funciona e qual é o impacto no mercado financeiro. Saiba também como investir nessa nova moeda. 

O que é o projeto Libra? 

O projeto Libra tem como objetivo permitir que seus usuários realizem transações financeiras em uma única moeda, global e estável. A proposta da Libra é tornar a operação de compra e venda mais fácil, rápida e acessível. Com isso, a Libra pretende incluir pessoas que não têm conta em banco no seu mercado consumidor. 

Diferentemente da maioria das altcoins, a Libra será uma stablecoin, ou seja, terá baixa volatilidade. Aliada às baixas taxas de transferência, essa característica vai permitir que a moeda seja adotada para pequenas transações. Isso inclui desde compras em aplicativos até vendas no mundo real, que poderão ser pagas usando apenas o smartphone. 

Qual é a real participação do Facebook no projeto? 

Apesar de ser encabeçado pelo Facebook, foi criada uma associação sem fins lucrativos na Suíça para fazer a gestão do projeto. Entre os membros fundadores da Associação Libra estão organizações provenientes de diversos países e mercados de atuação. O Facebook está presente por meio da subsidiária Calibra, empresa responsável pelo desenvolvimento da carteira digital da criptomoeda. 

Além da Calibra, a lista inclui 20 organizações com forte atuação em seus setores, como Uber, Spotify e Thrive Capital. Com as fortes críticas recebidas de governos e agências reguladoras desde o seu anúncio, 8 das 28 empresas iniciais já se retiraram do projeto. Entre as que saíram estão nada menos que Mastercard, Visa e PayPal, entre outros bancos digitais

Como a Libra funciona? 

Engana-se quem associa a Libra à moeda de mesmo nome do Reino Unido. Na verdade, ela não é baseada em uma moeda fiduciária, mas em uma reserva de ativos reais. Cada Libra representa uma cota de um fundo composto por vários ativos. Assim, diferentemente de outras criptomoedas como o bitcoin, a Libra tem lastro no mundo real. 

Para garantir a estabilidade da criptomoeda, a solução está na diversidade e na qualidade dos ativos que compõem sua reserva. Entre eles estão moedas fortes e títulos de baixo risco de vários lugares do mundo. Com isso, a Libra sempre vai acompanhar a estabilidade da economia global como um todo, e não apenas espelhar uma moeda específica. 

Como o blockchain se relaciona com a Libra?

Assim como a maioria das criptomoedas, a Libra é baseada na tecnologia blockchain, espécie de livro contábil digital. O blockchain da Libra conta com algumas características que a diferenciam em relação ao bitcoin e às demais altcoins. 

Para começar, os validadores da rede serão administrados pelas organizações da Associação Libra. Os membros fundadores, portanto, serão os responsáveis pela segurança da rede e pela validação das transações. A proposta é que a rede migre para o mesmo modelo de validação pública usado pelo bitcoin quando se tornar autossuficiente. 

Veja as principais diferenças da Libra em relação a outras criptomoedas. 

Bitcoin

O bitcoin não tem lastro no mundo real, tem reserva limitada e validação descentralizada. Pode ser minerado por empresas profissionais ou comprado no mercado financeiro, com alto custo. É a criptomoeda para quem deseja realizar investimentos de alto risco, e não para transações cotidianas, como propõe a Libra. 

Litecoin

Se o bitcoin é o ouro, o litecoin é a prata das criptomoedas. Trata-se de uma versão mais leve do bitcoin, o que faz com que a moeda possa ser minerada em computadores pessoais. Isso se reflete no valor do litecoin, que costuma ser bem menor do que o bitcoin. Ainda assim, trata-se de uma criptomoeda volátil, usada em transações financeiras de maior volume. 

Ethereum

Assim como a Libra, a ethereum também fornece uma plataforma de blockchain e tem código aberto. Isso possibilita desenvolver novos aplicativos e smart contracts. Mas não é uma criptomoeda estável e tem um alto custo de investimento, sendo indicada para quem tem um perfil mais arrojado. 

IOTA

A IOTA é uma criptomoeda criada para ter um processamento rápido e pode ser usada juntamente à Internet das Coisas. Assim como a Libra, a IOTA tem grande potencial de uso em transações cotidianas. Apesar disso, é um investimento volátil e restrito ao uso de determinados dispositivos pessoais. 

Como investir na Libra? 

A Libra não foi criada como uma criptomoeda que paga juros aos seus detentores. A única forma de investir na Libra é adquirir a moeda quando ela for lançada, assim como se investe em dólar

A ideia é tornar a Libra acessível a qualquer pessoa, inclusive a quem está fora do sistema bancário. Para adquirir Libras, o usuário poderá usar um cartão de crédito ou realizar transferências em dinheiro. Isso pode ser feito por meio de boletos ou em lojas de conveniência. 

Para realizar compras em Libra no dia a dia, os usuários deverão baixar o aplicativo Calibra, que funcionará como uma carteira digital. O Calibra também poderá ser acessado a partir do Facebook, do Instagram, do WhatsApp e do Messenger. 

No momento do cadastro, o Calibra vai solicitar os dados pessoais e uma identidade de cada usuário, para evitar crimes financeiros. De acordo com o Facebook, a empresa fornecerá suporte no caso de possíveis perdas ou roubos dessa carteira digital. Por exemplo, tentativas de fraude e perda da senha ou do smartphone.

Como funciona a privacidade dos dados na Libra? 

Após o que aconteceu com o Cambridge Analytica, os usuários estão cada vez mais preocupados com a privacidade dos seus dados pessoais e financeiros. De acordo com a empresa, essas informações só serão compartilhadas com terceiros mediante consentimento do consumidor. Há ainda casos específicos e limitados, como determinações judiciais. 

O Facebook também alega que não usará os dados de transações financeiras para direcionar anúncios. Além disso, as empresas que realizarem vendas em Libra receberão o mesmo nível de informação que hoje é fornecido pelas operadoras de cartões de crédito. Essas e outras decisões de compliance e governança são tomadas em conjunto por todas as empresas fundadoras da associação. 

Quais serão os impactos no mercado financeiro? 

A princípio, a empreitada do projeto Libra foi vista com bons olhos pelo mercado de criptomoedas. Com a imensa base de usuários dos serviços do Facebook, ele já nasce com um público potencial massivo e global

Além disso, iniciativas semelhantes já deram certo em outros mercados. É o caso do Alipay, na China. O aplicativo foi criado para atender a uma alta demanda de e-commerce em um país em que apenas uma pequena parcela tinha cartão de crédito. Hoje, o Alipay é responsável por metade das compras e vendas realizadas no país asiático.

Desde que foi anunciado, o projeto tem encontrado vários entraves, principalmente quanto à regulação. Devido ao enorme potencial de adesão da criptomoeda, países do G7 se mostraram preocupados com o possível impacto da Libra na estabilidade de suas economias. Além disso, existem questões relativas à exposição de dados de seus consumidores que precisam ser resolvidas. 

O plano divulgado pela associação anunciou que a Libra entraria em vigor em meados de 2020. Mas ele também tinha como objetivo alcançar 100 membros fundadores até o lançamento. Sendo assim, ainda não é possível prever a compra e a venda na criptomoeda em um futuro imediato

De qualquer forma, o mercado já tem centenas de opções para quem pretende investir em criptomoedas. Agora que você já conhece a Libra Facebook e suas principais características, uma boa ideia é contar com o nosso serviço de consultoria de investimentos. Comece baixando nosso guia para entender como a consultoria de investimentos funciona!

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Estrategista-chefe da XP fala sobre “efeito coronavírus” nas ações e o que esperar a partir de agora

SÃO PAULO — As bolsas do mundo inteiro despencaram com a escalada do coronavírus e seus efeitos sobre a economia global. Aqui no Brasil, o Ibovespa teve cinco circuit breakers em seis pregões. E agora?

O assunto foi abordado por Fernando Ferreira, o estrategista-chefe da XP Investimentos, em live na tarde desta terça-feira. Confira o conteúdo completo no vídeo acima.

InfoMoney Orienta

A live faz parte da campanha InfoMoney Orienta, que lançamos ontem. O objetivo é resolver dúvidas sobre investimentos publicando informações de qualidade nas nossas diferentes plataformas — site, Youtube, redes sociais.

Você também pode enviar suas perguntas e comentários utilizando a hashtag #InfoMoneyOrienta no Twitter e no Instagram. As dúvidas serão analisadas por especialistas financeiros e as respostas serão publicadas nos próximos dias no site, no Instagram e no Twitter do InfoMoney.

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Mande suas dúvidas sobre investimentos para o InfoMoney

SÃO PAULO – O InfoMoney lançou a campanha InfoMoney Orienta, com o objetivo de ajudar os leitores a se planejar e decidir o que fazer com seus investimentos em meio à crise provocada pela pandemia de coronavírus.

Reportagens especiais, entrevistas e lives com os principais especialistas do mercado trarão resumos e análises sobre os efeitos da crise sobre suas finanças.

Você também pode enviar suas perguntas e comentários para o e-mail orienta@infomoney.com.br ou utilizando a hashtag #InfoMoneyOrienta no Twitter e no Instagram.

As dúvidas serão analisadas por especialistas financeiros e as respostas serão publicadas nos próximos dias no site, no Instagram, no Twitter e no canal no Youtube do InfoMoney.

Algumas das dúvidas sobre bolsa de valores e investimentos em ações serão respondidas em live hoje, às 16h, com Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP.

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Bolsas dos EUA operam entre perdas e ganhos com coronavírus e à espera de estímulos de Trump

SÃO PAULO – As bolsas de Nova York abriram em alta de cerca de 2% nesta terça-feira (17) após o Dow Jones registrar seu pior pregão desde 1987 na véspera, amenizaram os ganhos nos primeiros minutos, e logo passaram a cair, mas agora se recuperam se aproximam do patamar de abertura.

Na segunda-feira, o índice recuou 12,93% e acionou o mecanismo de circuit breaker, quando as negociações ficam paralisadas após um limite de queda. Já o Nasdaq caiu 12,32%, em sua pior sessão na história.

Já às 11h43 (horário de Brasília) desta terça, o índice Dow Jones subia 0,61% a 20.312 pontos, o S&P 500 tinha alta de 2,22% a 2.439 pontos e o Nasdaq registrava ganhos de 2,41% a 7.076 pontos.

Hoje, os investidores americanos iniciaram a sessão indo timidamente às compras passada a interpretação que se fez ontem das medidas extraordinárias do Federal Reserve, mas logo a aversão ao risco voltou a dominar com as preocupações sobre o coronavírus seguindo entre os investidores.

Em vez de acalmar os mercados, o corte de juros de 1 ponto percentual antes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) somado ao quantitative easing de US$ 700 bilhões gerou preocupações de que o Fed esgota seus mecanismos de relaxamento monetário sem conseguir reativar a economia americana, que também sofre os efeitos da proliferação do coronavírus.

Também no radar, o Washington Post noticiou que o governo Trump está tentando aprovar no Congresso um pacote de estímulos econômicos da ordem de US$ 850 bilhões.

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Ações da Vale sobem 11% e Petrobras avança 5% seguindo alívio no exterior; Azul zera perdas

SÃO PAULO – A sessão é de forte volatilidade para a bolsa brasileira após a forte queda de quase 14%, com os investidores em busca de oportunidades depois da sequência de derrocadas do índice, mas ainda apreensivos com os impactos do coronavírus nos setores da economia, em especial para as aéreas.

Sobre elas, que desabaram na véspera com a redução do turismo e fechamento de fronteiras em diversos países por conta da pandemia de coronavírus, o início da sessão foi de leves perdas e ganhos. Contudo, as perdas foram se intensificando durante a sessão: a Azul (AZUL4) viu seus ativos caírem até 12%, mas zerarem acompanhando o forte movimento de alta da bolsa, enquanto a Gol (GOLL4) virou para leve alta%: ambas anunciaram recentemente forte redução da capacidade em meio à queda de demanda com o coronavírus. Já a CVC (CVCB3), após abrir em alta, virou para queda de cerca de 3%.

Entre as empresas ligadas commodities, as ações da Vale sobem cerca de 11%, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4) sobe cerca de 5% após desabar 15% na véspera, com o mercado ganhando força em meio às medidas do Federal Reserve para garantir liquidez e financiar os mercados.

Entre os maiores ganhos, a ação da Marfrig (MRFG3) sobe cerca de 6% com mudanças no comando da companhia, mas também seguindo o dia de alta para o setor como um todo.

Confira os destaques:

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig anunciou a nomeação de Miguel de Souza Gularte como Diretor Presidente, em substituição a José Eduardo de Oliveira Miron.

“Miguel Gularte, 61 anos, médico veterinário de formação, conta com histórico profissional de quase 40 anos no setor de carne bovina. Está na Marfrig desde 2018 quando assumiu o cargo de CEO e liderou com excelência as operações no Brasil e América do Sul”, destaca a companhia.

A companhia informa ainda que está promovendo alterações em sua diretoria estatutária, sendo que seu atual diretor estatutário, Tang David, assume a Vice-Presidência de Finanças e de Relações com Investidores em substituição a Marco Antonio Spada. O atual Vice-Presidente de Gestão e Planejamento, Fábio Taiate Cunha Vasconcellos, também se desliga da Companhia. Os demais diretores permanecem em seus cargos.

A operação da América do Norte permanece sob a liderança de Tim Klein que atua como CEO da National Beef desde julho de 2009.

Gol (GOLL4

A Gol informou na noite de ontem que readequará a sua malha aérea por causa da pandemia do coronavírus no Brasil. Segundo a empresa, nenhum voo doméstico será cancelado, mas a empresa reduzirá sua capacidade total entre 60% e 70% até meados de junho. Nas rotas internas, a redução será entre 50% e 60%. Nas rotas internacionais, a readequação da malha reduzirá a capacidade total entre 90% e 95%. A empresa ressaltou que as medidas são temporárias e que seus projetos de longo prazo estão mantidos.

OI (OIBR4)

A operadora de telefonia Oi, em recuperação judicial, publicou seus dados financeiros relativos a janeiro deste ano. Segundo o grupo, a geração de fluxo de caixa operacional líquido foi negativo em R$ 413 milhões em janeiro. Os investimentos somaram R$ 685 milhões. A empresa teve uma queda de R$ 109 milhões nos recebimentos, que totalizaram R$ 2,3 bilhões.

Já nos pagamentos houve uma queda de R$ 51 milhões, para R$ 2,03 bilhões. A empresa comunica que houve a entrada de caixa de R$ 2,26 bilhões no item operações financeiras. O saldo total de caixa das empresas em recuperação judicial do grupo Oi somou R$ 3,76 bilhões, uma elevação de R$ 1,85 bilhão. Em dezembro de 2019, a geração de fluxo de caixa líquido ficou negativa em R$ 331 milhões.

Magazine Luiza (MGLU3) e Carrefour (CRFB3)

O Magazine Luiza anunciou nesta terça-feira a interrupção do projeto piloto com o Grupo Carrefour Brasil. De acordo com o Magalu, o projeto piloto entre as empresas varejistas brasileiras gerou inúmeros aprendizados.

Entretanto, aponta a varejista, as duas partes não chegaram a um modelo de negócio que atendesse às necessidades de ambas e que possibilitasse a sua expansão.

“Sendo assim, em comum acordo, as companhias decidiram pelo encerramento amigável do piloto. Futuros acordos entre as partes podem ser construídos, em modelos diferentes, uma vez que o piloto evidenciou diversas sinergias”, destaca a empresa.

O Magalu ainda informou que manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados, nos termos da legislação aplicável.

O projeto piloto entre as duas companhias foi anunciado em 27 de maio do ano passado, tendo início na segunda quinzena de junho de 2019 nos hipermercados do Carrefour do bairro do Limão e do Shopping Anália Franco, ambas as lojas na cidade de São Paulo.

Log-in (LOGN3)

O lucro líquido da Log-In recuou 11,2% no 4º trimestre, para R$ 13,5 milhões. Já a receita líquida foi de R$ 265,4 milhões, alta de 6,5%. O Ebitda ajustado avançou 10,5%, para R$ 60,9 milhões.

O Itaú BBA comentou o balanço da Log-In como positivo. Segundo o banco, embora a empresa tenha apresentado números um pouco abaixo do esperado, mostrou “melhora nos resultados operacionais” no quarto trimestre de 2019 e está em uma situação para aproveitar oportunidades de crescimento que surgirão no futuro.

“Nós reiteramos a recomendação outperform (acima da média) para a Log-In e nosso preço-alvo de R$ 30,00 para a ação. Após um período de alto investimento, endividamento e declínio econômico no Brasil, a Log-In implementou várias ações para realizar uma virada. Ela reestruturou sua dívida, capitalizou-se e melhorou as operações”, avalia o BBA. O preço-alvo para o papel LOGN3 implica em uma valorização de 152,1% sobre os R$ 11,90 cobrados ontem na B3.

Embraer (EMBR3

A norte-americana Brandes Investment Partners, de San Diego, na Califórnia, informou à CVM que seus investimentos na Embraer chegaram a 112 mihões de ações no dia 13 de março. Segundo a Brandes, a participação passou para 15,14% do total de ações emitidas pela fabricante brasileira de aviões, e não representa uma alteração na composição de controle da Embraer. A Embraer está sendo comprada pela norte-americana Boeing.

Eletrobras (ELET3;ELET6

A Eletrobras comunicou ao mercado que transferiu hoje a totalidade das suas ações e o controle da Amazonas Geração e Transmissão de Energia (AmGT), para a Eletronorte. Segundo a Eletrobras, foram transferidas 497,9 milhões de ações ordinárias, no valor de R$ 3,1 bilhões. A Eletrobras já havia acertado no final de 2019 a transmissão do controle da AmGT para a Eletronorte, como parte do seu plano de se desfazer de participações em antigas subsidiárias para a privatização.

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