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Ibovespa cai 13,9% após mais um circuit breaker, com coronavírus, e dólar fecha acima de R$ 5,00 pela primeira vez

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SÃO PAULO – O Ibovespa teve mais um pregão de pânico nesta segunda-feira (16), diante de mais uma decisão extraordinária do Federal Reserve e da queda de 9% nos preços do petróleo, motivada pelo movimento da Arábia Saudita de vender a commodity a US$ 25 o barril.

A B3 teve seu quinto circuit breaker em duas semanas. Lá fora, Wall Street também teve que paralisar as negociações depois de uma queda que superou os 7%. Os índices Dow Jones e S&P 500 recuaram 12,94% e 11,98% respectivamente. Já o Nasdaq caiu 12,32%, em seu pior pregão na história.

Na véspera, o Fed cortou os juros nos Estados Unidos em um ponto percentual para uma banda entre 0% e 0,25%. Foi a segunda reunião extraordinária desde o início da crise do novo coronavírus, e, novamente, a interpretação dominante dos mercados é de que o banco central americano exaure suas ferramentas de estímulo monetário sem ser capaz de reaquecer a economia, em meio à pandemia em curso.

Além do corte, o Fed anunciou um programa de compras de US$ 500 bilhões em títulos aos moldes do quantitative easing usado na crise de 2008 mais US$ 200 bilhões em hipotecas.

Já teleconferência dos líderes do G-7, muito aguardada pelos investidores, foi encerrada com o compromisso de que uma resposta à pandemia é prioridade. “Ao agirmos em conjunto, trabalharemos para resolver os riscos econômicos e à saúde causados pela pandemia do Covid-19 e prepararemos o terreno para uma forte recuperação do crescimento econômico e da prosperidade forte e sustentável”, comunicou o G-7.

O Ibovespa caiu 13,92% a 71.168 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 52,8 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial subiu 4,86% a R$ 5,044 na compra e a R$ 5,0467 na venda. O dólar futuro para abril teve alta de 4,19%, para R$ 5,034.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 registrou baixa de 21 pontos-base a 4,85%, o DI para janeiro de 2023 ficou estável a 5,91% e o DI para janeiro de 2025 avançou 16 pontos-base a 7,11%.

No radar doméstico, os investidores aguardam pelo pacote de medidas do ministro da Economia, Paulo Guedes, para estimular a economia fragilizada pela Covid-19. Ele não descartou a liberação de novos saques do FGTS e defendeu que parte dos R$ 15 bilhões do orçamento que são alvo de disputa entre Palácio do Planalto e Congresso sejam usados para reforçar setores da economia e para custear medidas na área de saúde.

O ministro da Economia afirmou ainda, desta vez em entrevista à Folha de S. Paulo, que ganhou uma missão do presidente Jair Bolsonaro: ir ao Congresso pacificar as relações entre o governo e os parlamentares. Guedes disse ainda que na semana passada obteve no Congresso projeções do Banco Central que mostravam que a velocidade de contágio no Brasil era mais rápida que e outros países, inclusive na China. “Foi alarmante”, afirma o ministro.

Os investidores também seguem atentos aos efeitos do coronavírus para a política monetária. Após a decisão do Fed, o UBS passa a projetar corte de 1 ponto percentual da Selic e diz que Copom pode agir ainda hoje. O UBS ainda avalia que BC pode adotar outras medidas, como redução do compulsório e amplo programa de atuação no câmbio.

Já a XP Investimentos mantém a visão que o BC anunciará um corte de 0,50 ponto percentual, reforçando junto com outras medidas de estímulo. “Possivelmente uma redução mais acentuada dos compulsórios (sobre depósitos a vista e a prazo) e medidas de liquidez para bancos pequenos e médios para estimular o mercado de crédito. Além disso, o BC deve aumentar o grau de intervenção no mercado de câmbio (swaps, linha e a vista) para permitir que a Selic possa cair ainda mais sem pressionar tanto o câmbio”, avalia (confira a análise completa clicando aqui).

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou que vai facilitar a renegociação de operações de créditos de empresas e de famílias que possuem boa capacidade financeira e mantêm operações de crédito regulares e adimplentes em curso, permitindo ajustes de seus fluxos de caixa, o que contribuirá para a redução dos efeitos temporários decorrentes do COVID-19.

A segunda medida do CMN expande a capacidade de utilização de capital dos bancos a fim de que estes tenham melhores condições para realizar as eventuais renegociações no âmbito da primeira medida e de manter o fluxo de concessão de crédito.

Indicadores

A produção industrial da China recuou 13,5% no primeiro bimestre de 2020, ante igual período de 2019, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O resultado é pior do que os 3% de queda esperados por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As vendas no varejo cederam 20,5%, quando era esperado uma baixa de 5%. Os investimentos em ativos fixos mergulharam 24,5%, ante projeção de queda de 1%. E o desemprego urbano subiu de 5,2% em dezembro para 5,7% no fim de fevereiro.

Enquanto isso, no Japão, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, disse nesta segunda-feira que a economia japonesa se enfraqueceu recentemente devido aos efeitos do novo coronavírus e não descartou corte de juros.

Mais cedo, o BC japonês anunciou uma série de medidas para lidar com o impacto do coronavírus, antecipando sua reunião de política monetária, que estava originalmente marcada para os dias 18 e 19 de março. O BoJ, no entanto, deixou suas taxas de juros inalteradas: a de depósito permanece em -0,1% e a meta do rendimento do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos continua em 0%.

Petróleo

A Petrobras também registra forte queda acompanhando a cotação do petróleo, que cai mais de 8%. “A queda na demanda de forma tão rápida é algo que ninguém havia testemunhado”, disse Pearce Hammond, analista da Simmons Energy, em nota aos clientes no domingo.

Além do impacto do coronavírus na busca pela commodity, ainda pesa a decisão da Arábia Saudita de inundar o mundo com petróleo a US$ 25 em uma guerra de preços com a Rússia. Os sauditas lideram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

“Os preços do petróleo reagem de forma extremamente negativa e acreditamos … que ainda não vimos o fundo dos preços”, disse Bjoernar Tonhaugen, diretor de mercados de petróleo da Rystad Energy. “A potencial perda de demanda em março-abril pode diminuir fortemente, justamente quando os produtores da OPEP + abrem as comportas da nova oferta ao mercado”, acrescentou, destacando o aumento da capacidade de produção e queda de preços feito pela Arábia Saudita em retaliação à Rússia após ela não aceitar um acordo da Opep+.

Revisões

Os economistas do mercado financeiro revisaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 1,99% para 1,68%. Para 2021 a previsão foi mantida em avanço de 2,5%.

Já em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) houve uma revisão de alta a 3,2% para uma menor, de 3,1% em 2020. Para 2021, a revisão foi de 3,75% para 3,65%.

A expectativa para o câmbio ao fim de 2020 foi elevada de R$ 4,20 para R$ 4,35. Para 2021 foi mantida em R$ 4,20.

Por fim, para a taxa Selic, a projeção foi reduzida de 4,25% para 3,75% em 2020 e de 5,5% para 5,25% em 2021.

Noticiário corporativo 

A Petrobras divulgou um teaser para a venda total das suas participações nas usinas eólicas de Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, no Rio Grande do Norte. Em outro comunicado, a Petrobras informou que deu início à fase vinculante para a venda dos 10% restantes que possui na Transportadora Associada de Gás S.A (TAG). Já a Telebras publicou balanço no domingo e informou que em 2019 obteve um prejuízo líquido de R$ 430 milhões.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Analistas reforçam compra para ações desses dois setores mesmo em meio ao sell-off com coronavírus

SÃO PAULO – A forte queda das bolsas pelo mundo está levando a um sell-off generalizado para as ações dos mais variados setores, impactados diretamente ou não-relacionados à crise com o coronavírus.

Com isso, o Ibovespa fechou a última semana em forte queda de de 15,63%, a pior queda para o período desde 2008. A segunda-feira (16) também foi caótica para os mercados, com a B3 acionando o quinto circuit breaker desde a semana passada e fazendo com que praticamente nenhuma ação do Ibovespa ficasse no azul.

A recomendação agora é de cautela para os investidores, uma vez que o terreno é desconhecido e ainda é muito incerto o impacto da Covid-19 na economia global.

Porém, em relatórios recentes, analistas de grandes instituições financeiras destacaram que a saída dos investidores de alguns papéis da bolsa brasileira parece um tanto exagerado – o que abre oportunidade para compra de ações tendo em vista o aspecto de um prazo mais longo. Além disso, mesmo com a queda recente, esses ativos não foram tão impactados na comparação com outros setores, como de petroleiras e aéreas.

Nos últimos dias, esses analistas reiteraram compras para ações de bancos, que sofreram no começo do ano em meio à maior concorrência, e também para os ativos do setor elétrico, reconhecidamente conhecidos como defensivos e que, desde o início da aversão ao risco com o coronavírus, eram vistos como papéis mais resilientes a choques da economia mundial.

Contudo, vale destacar que não quer dizer que essas ações não sofram mais na bolsa por conta da crise com o coronavírus, e sim que elas podem não sofrer tanto quanto as outras e/ou podem representar uma oportunidade já que elas também registram queda e não são tão impactadas pela crise causada pela pandemia. Confira abaixo as recomendações:

Bancos: há lado bom na crise?

Em relatório datado do último domingo (15), o Morgan Stanley reiterou a sua recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para os American Depositary Receipts (ou ADRs) dos quatro maiores bancos brasileiros listados em bolsa – Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC3;BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3).

Os analistas reiteraram as recomendações, mas não sem antes mensurar os impactos, ainda que indiretos, do coronavírus, nas ações, ao cortarem o preço-alvo dos ativos do Itaú de US$ 12 para US$ 9, do Bradesco de US$ 11,50 para US$ 8,50, do Santander de US$ 13 para US$ 9,80, e do BB de US$ 69 para US$ 55. Na avaliação da equipe de análise, esse corte ocorreu justamente por conta das expectativas mais pessimistas com o PIB e com a taxa de juros brasileira mais baixa.

Contudo, eles apontam que, comparado ao resto da América Latina, o Brasil é uma economia relativamente fechada – o que pode ser ironicamente positivo neste momento já que sua atividade pode ser menos impactada pela desaceleração mundial com o coronavírus. Ainda que seja grande o impacto, ele será bem menor na comparação com outros países vizinhos.

Mesmo com o corte no preço-alvo, o potencial de valorização dos ativos é significativo de, respectivamente, 64%, 63%, 55% e 51% para os ativos do Itaú, Bradesco, Santander Brasil e Banco do Brasil, upside este que aumenta ainda mais em meio à forte queda dos ativos na sessão desta segunda-feira.

O principal risco negativo seria uma possível recessão; mesmo assim, avaliam, a relação risco-retorno parece atrativa. “Uma recessão impacta o lucro por ação do banco por meio de maior inadimplência e menor crescimento de volume, mas provavelmente não através de menor margem financeira, pois nossa equipe não acredita que há espaço para reduzir as taxas de juros para menos de 3,5% devido às dinâmicas desafiadoras de câmbio e inflação”, destacam.

Já do lado da inadimplência, a boa notícia é que os bancos criaram uma grande quantidade de
excesso de provisão para devedores duvidosos no quarto trimestre de 2019, aproveitando ganhos fiscais únicos, o que oferece um bom colchão para o ano, afirma o Morgan.

Também com uma visão positiva, o Bradesco BBI elevou a recomendação das ações do Itaú Unibanco e do Santander Brasil de neutra para compra em relatório de sexta-feira, apontando ver risco de queda limitado para a estimativas do cenário de deterioração. Já o Banco do Brasil segue com recomendação neutra, pois o balanço de risco parece menos atraente. O preço-alvo para os ativos é de R$ 52 para o BB, R$ 38 para o Itaú e R$ 49 para as units do Santander Brasil.

Segundo a equipe de analistas, os bancos de grande porte devem continuar enfrentando condições bastante desafiadoras nos próximos anos, com margens mais baixas de intermediação financeira com a taxa de juros também baixa, e receita com tarifas desafiada pelo cenário de maior concorrência.

“Entretanto, por mais surpreendente que possa parecer, os grandes players estão sendo salvos e podem agora serem os melhores candidatos para os investidores terem em seus portfólios nessas turbulências do mercado”, afirma o Bradesco BBI. Isso porque a pior visibilidade e as incertezas econômicas crescentes devem reduzir o apetite ao risco das instituições, fazendo com que as margens diminuam de forma mais gradativa, atenuando uma possível deterioração da qualidade dos ativos.

Além disso, ao realizarem uma análise de sensibilidade, apontam que os lucros dos bancos não devem ser impactados de forma material pelas perspectivas econômicas. “Em situações de perigo, os bancos do setor privado são vistos como ‘portos mais seguros’”. Soma-se a isso o fato de que, na avaliação dos analistas, “os ativos estão baratos demais para serem ignorados”.

Os analistas do Bradesco BBI e do Morgan Stanley também avaliam que, com a turbulência do mercado, o Banco Central pode definir outras prioridades ao invés da agenda intensificada no começo do ano para aumentar a concorrência no setor. “Embora consideremos positiva para o desenvolvimento do sistema como um todo, esta agenda naturalmente apresenta desafios para os grandes players”, afirma o Bradesco BBI.

De acordo com os analistas, isso não significa que o BC colocará a agenda em segundo plano, mas deverá avançar de forma mais gradual e cuidadosa, de forma a reduzir os efeitos colaterais em um cenário de deterioração para diversas classes de ativos. E isso pode dar mais tempo para os grandes bancos.

Elétricas: porto seguro – apesar da queda expressiva

Setor já citado como mais seguro desde que a crise do coronavírus começou a impactar mais fortemente o mercado, o setor elétrico continua chamando a atenção dos analistas, uma vez que segue em queda (ainda que menor), apesar de ser visto como um setor pouco impactado durante crises internacionais, já que grande parte das empresas já tem contrato para fornecimento de energia, levando a um fluxo de caixa mais estável para essas companhias.

Em relatório, o Credit Suisse destacou o sell-off do setor, com baixa de 23% desde a volta do Carnaval (26 de fevereiro) até a sessão da última sexta-feira, enquanto o Ibovespa caiu 27%.

Nesse contexto, a equipe de analistas destacou enxergar oportunidade de compra em alguns nomes com dividend yield (indicador calculado pelo dividendo pago por ação dividido pela cotação do papel) altos e níveis atrativos de retorno.

Nesse cenário, as companhias de transmissão aparecem como primeira opção como players defensivos, com destaque para Alupar (ALUP11) e Taesa (TAEE11) com alto nível de retorno. Além disso, são empresas que não seriam afetadas pelo PIB e uma maior inflação poderia levar a maior receita, compensando o impacto de maiores taxas no lucro.

Entre as distribuidoras, Neoenergia (NEOE3) e Energisa (ENGI11) são destacadas como as melhores opções e, em geração e renováveis, Cesp (CESP6) e Ômega Geração (OMGE3) possuem um alto retorno, com energia contratada totalmente pelos próximos quatro anos.

Novamente, o Bradesco BBI destaca o setor elétrico como atrativo no atual cenário. Entre as empresas de menor risco, eles também apontam a Taesa como uma ação muito defensiva e valuation atrativo, citando também a Alupar e a Cesp que, na avaliação da equipe de análise, estão sendo excessivamente punidas pelo mercado por seus baixos dividendos.

Já com relação às estatais Eletrobras (ELET3;ELET6) e Cemig (CMIG4), a primeira às voltas com o difícil processo de privatização, os analistas avaliam ver uma excelente relação entre risco e recompensa nos atuais patamares de negociação.

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Análise técnica mostra que 70 mil pontos é um suporte importante e pode indicar retorno do Ibovespa aos 88 mil pontos

SÃO PAULO – Se há alguma boa notícia no meio do pânico que se apossou do mercado nesta crise do coronavírus é que a análise técnica mostra que os 70 mil pontos são uma região de suporte, ou seja, que atrai muitas compras no índice.

Segundo Gilberto Coelho, analista da XP Investimentos, o Ibovespa hoje testou a terceira retração de Fibonacci, que é geralmente a mais forte, na região dos 68.600 pontos. “Se esse patamar for respeitado, podemos projetar uma recuperação até os 88 mil e, depois, até os 120 mil pontos”, afirma.

Já Pam Semezzato, analista da Rico Investimentos, lembra que no gráfico mensal do Ibovespa a tendência primária ainda é de alta e que “há muita história” envolvendo essa região dos 70 mil pontos. “O ponto que o Ibovespa vem testando esses dias, de 70.000 pontos, é uma região forte de suporte, que foi topo em 2008, mostrou a força da resistência quando testado em 2010 e acabou sendo rompido em 2017”, explica.

Para ela, esse é um caso clássico de resistência que se torna suporte, no Princípio da Bipolaridade, bastante conhecido na análise técnica.

A analista ressalta que continua impressionante a velocidade com que esse movimento de queda aconteceu, indo praticamente em linha reta no gráfico semanal. “Conseguimos ver a força dos vendedores em candles com muito deslocamento para baixo, ainda sem a formação de um pivot de baixa, o que mostra um movimento esticado e que precisaria de um respiro”, diz. Desse modo, o Ibovespa precisaria subir – nem que fosse só para dar um respiro antes de cair com mais força.

Por fim, o gráfico diário segue mostrando muita disputa entre os comprados e os vendidos.

Como nem sempre é possível acertar o movimento para cima, Giba Coelho alerta que os próximos suportes, pontos interessantes para se colocar um “stop loss“, são os 62 mil pontos e os 56 mil pontos.

“O [Índice de Força Relativa] IFR, que mostra quando um mercado está sobrecomprado ou sobrevendido, ainda aponta para baixa, mas se fechar apontando para cima aumenta a chance de recuperação”, avaliou o analista, que assinalou em laranja os pontos mais importantes do gráfico abaixo.

Análise técnica

Chamada de análise gráfica por alguns, ela parte do pressuposto de que tudo o que pode ser medido acerca do desempenho futuro de uma ação já está precificado.

Desse modo, os movimentos diários do papel teriam um componente muito maior de percepção psicológica dos investidores sobre se está caro ou barato, subiu demais ou caiu demais, do que de fundamentos.

As operações em análise técnica, então, são guiadas a partir de um estudo do gráfico do preço da ação, verificando quais patamares de preço geralmente atraem vendas (resistências) e quais outros atraem compras (suportes).

Outras ferramentas da análise técnica incluem o Índice de Força Relativa (IFR), projeção de Fibonacci e análise de médias móveis.

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Companhias aéreas dos EUA pedem mais de US$ 50 bi ao governo para amenizar crise

Avião em movimento da American Airlines

SÃO PAULO – As companhias aéreas americanas se organizaram para buscar um pacote de mais de US$ 50 bilhões com o governo do país enquanto a industria sofre com o surto de coronavírus.

Um grupo que representa 10 empresas do setor (de cargas e passageiros) incluiu no pacote aporte direto do governo e empréstimos para o segmento.

Caso o governo concorde com a reivindicação, esse seria o primeiro grande resgate do setor desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Seria também a medida mais drástica já adotada pelo governo americano para socorrer empresas em meio à pandemia.

A Airlines for America, associação que representa algumas das maiores empresas do setor como Delta, United, American Airlines e Southwest, pediu que as companhias recebam imediatamente US$ 25 bilhões do governo para compensar a baixa liquidez no curto prazo. No médio prazo, a entidade pede a liberação de mais US$ 25 bilhões em empréstimos a juros baixos ou nulos.

Uma consultoria australiana do setor de aviação afirmou que a pandemia de coronavírus levará a maioria das companhias aéreas globais à recuperação judicial até o fim de maio, a menos que governos e indústria tomem medidas coordenadas para evitar tal situação.

No Brasil, setor de turismo aguarda respostas do ministério

No Brasil, diversos setores ligados ao turismo enviaram cartas ao Ministério do Turismo pedindo medidas emergenciais. Segundo associações, a taxa de cancelamento de viagens em março já ultrapassa os 85%.

Na Bolsa, as companhias desse segmento estão entre as maiores quedas desta segunda-feira. As ações de Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) caíam cerca de 20%, enquanto CVC (CVCB3) caía 21%.

Segundo representantes das empresas aéreas, o governo está preparando um pacote com medidas de ajuda. Na última semana a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) flexibilizou as regras para manutenção de ‘slots’ (horários de pouso e decolagem) nos aeroportos.

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Especialistas debatem estratégias do Fed em mundo de juro zero

(Bloomberg) – O banco central dos Estados Unidos pensava que tinha tempo de sobra para se preparar para o próximo encontro com o mundo do juro zero, do qual escapou com tanta dificuldade depois de 2008.

No domingo à noite, o coronavírus trouxe o Federal Reserve de volta a esse mundo bem antes do previsto.

No segundo corte de emergência dos juros em duas semanas, o Fed reduziu a taxa básica a praticamente zero e anunciou um amplo programa de compra de títulos. Foi mais uma tentativa de salvar a expansão de 11 anos da pandemia, que causou estragos nos mercados financeiros e também ameaça levar os EUA à recessão, caso isso já não tenha ocorrido.

É um cenário muito diferente do “Fed Listens” (o Fed escuta) que o presidente Jerome Powell e seus colegas anunciaram no final de 2018, quando a economia crescia em ritmo saudável e parecia propensa a continuar naquela trajetória. O objetivo era coletar ideias de líderes empresariais e do público em geral sobre como a política monetária poderia ser melhorada.

Mas agora, o Fed, tão central na estratégia dos EUA de administrar ciclos econômicos, pode não estar mais bem equipado para cumprir seu mandato de emprego máximo e preços estáveis por conta própria.

Futuro após juro zero

Essa ideia ganhou força durante a emergência do coronavírus, quando as intervenções do Fed não foram capazes de deter a baixa dos mercados, um padrão que se repetia no domingo à noite, quando os futuros dos EUA atingiam o limite de baixa.

“O Fed realmente não tem o escopo de fazer o que precisa”, disse Narayana Kocherlakota, que foi presidente do Fed de Minneapolis de 2009 a 2015. “Acho que a conclusão disso é que a política monetária realmente não pode fazer muito nesta fase.”

Por isso, investidores têm se concentrado mais na Casa Branca e no Congresso e se conseguirão oferecer apoio fiscal para empresas e trabalhadores. Enquanto isso, os americanos se protegem em casa para evitar infecções. Também na Europa, autoridades fiscais recebiam um estridente alerta que as levaram à ação.

“A política monetária será cada vez mais dominada por considerações fiscais – uma tendência que já ocorre há algum tempo”, disse Joachim Fels, assessor econômico global do fundo de renda fixa Pimco, em nota após o corte de domingo. É “exatamente o que é necessário em um momento de crise, quando as ferramentas convencionais da política monetária estão amplamente esgotadas.”

No domingo, ao retornar ao chamado limite inferior zero, o Fed disse que manterá os juros nesse nível “até ter certeza de que a economia resistiu aos eventos recentes”.

Outros bancos centrais de países desenvolvidos estão presos na armadilha do juro zero há décadas e lutam para avançar. Essa é uma das razões pelas quais propostas mais radicais do que qualquer medida no próprio radar do Fed eram discutidas com crescente urgência por parte de especialistas em política monetária.

Juros negativos, já realidade na Europa e no Japão, têm defensores – como o presidente Donald Trump -, embora as autoridades do Fed não gostem da ideia e Powell tenha descartado essa possibilidade novamente na conferência de imprensa no domingo.

Grande impulso

No mundo dos coronavírus, a economia deve esfriar rapidamente, independentemente de onde estejam as taxas de juros, já que os gastos com viagens e refeições despencam da noite para o dia e trabalhadores são demitidos.

O desemprego nos EUA está no menor nível em 50 anos. Mas formuladores de políticas lembram como a taxa quase dobrou em um período de 18 meses durante a crise financeira, tendo atingido um pico de 10%, e caído para 5% apenas seis anos depois.

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Ibovespa cai 10% após chegar a bater 14% depois de um circuit breaker; dólar sobe a R$ 4,95

SÃO PAULO – Na volta do circuit breaker, o Ibovespa cai 10,18% a 74.059 pontos nesta segunda-feira (16). Se houver oscilação negativa de até 15%, a interrupção se dá por mais uma hora. Voltando a funcionar, com queda de 20%, ocorre suspensão dos negócios por prazo a ser definido pela Bolsa. Nessa hipótese, a decisão deverá ser comunicada ao mercado. De qualquer forma, na última meia hora de pregão, as negociações acontecerão.

O pânico foi alimentado pela decisão do Federal Reserve de cortar os juros nos Estados Unidos em um ponto percentual para uma banda entre 0% e 0,25%.

Foi a segunda reunião extraordinária desde o início da crise do coronavírus e novamente a interpretação dominante dos mercados é de que o banco central dos EUA exaure suas ferramentas de estímulo monetário sem ser capaz de reaquecer a economia em meio à pandemia em curso. Além do corte, o Fed ainda anunciou um programa de compras de US$ 700 bilhões em títulos aos moldes do quantitative easing usado na crise de 2008.

O mercado ainda aguarda pelas medidas que serão anunciadas após a teleconferência dos membros do G-7 que ocorre hoje.

Enquanto isso, o dólar comercial sobe 2,89% a R$ 4,95 na compra e a R$ 4,952 na venda. O dólar futuro para abril sobe 2,31%, para R$ 4,943.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 vira para alta de 42 pontos-base a 5,46%, o DI para janeiro de 2023 sobe 54 pontos-base a 6,45% e o DI para janeiro de 2025 avança 69 pontos-base a 7,66%.

Por aqui, os investidores aguardam pelo pacote de medidas do ministro da Economia, Paulo Guedes, para estimular a economia fragilizada pelo Covid-19. Ele não descartou a liberação de novos saques do FGTS e defendeu que parte dos R$ 15 bilhões do orçamento que são alvo de disputa entre Palácio do Planalto e Congresso sejam usados para reforçar setores da economia e para custear medidas na área de saúde.

O ministro da Economia afirmou ainda, desta vez em entrevista à Folha de S. Paulo, que ganhou uma missão do presidente Jair Bolsonaro: ir ao Congresso pacificar as relações entre o governo e os parlamentares. Guedes disse ainda que na semana passada obteve no Congresso projeções do Banco Central que mostravam que a velocidade de contágio no Brasil era mais rápida que e outros países, inclusive na China. “Foi alarmante”, afirma o ministro.

Os investidores também seguem atentos aos efeitos do coronavírus para a política monetária. Após a decisão do Fed, o UBS passa a projetar corte de 1 ponto percentual da Selic e diz que Copom pode agir ainda hoje. O UBS ainda avalia que BC pode adotar outras medidas, como redução do compulsório e amplo programa de atuação no câmbio.

Já a XP Investimentos mantém a visão que o BC, ao longo da semana ou na segunda, anunciará um corte de 0,50 ponto percentual, reforçandjunto com outras medidas de estímulo. “Possivelmente uma redução mais acentuada dos compulsórios (sobre depósitos a vista e a prazo) e medidas de liquidez para bancos pequenos e médios para estimular o mercado de crédito. Além disso, o BC deve aumentar o grau de intervenção no mercado de câmbio (swaps, linha e a vista) para permitir que a Selic possa cair ainda mais sem pressionar tanto o câmbio”, avalia (confira a análise completa clicando aqui).

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou que vai facilitar a renegociação de operações de créditos de empresas e de famílias que possuem boa capacidade financeira e mantêm operações de crédito regulares e adimplentes em curso, permitindo ajustes de seus fluxos de caixa, o que contribuirá para a redução dos efeitos temporários decorrentes do COVID-19.

A segunda medida do CMN expande a capacidade de utilização de capital dos bancos a fim de que estes tenham melhores condições para realizar as eventuais renegociações no âmbito da primeira medida e de manter o fluxo de concessão de crédito.

A produção industrial da China recuou 13,5% no primeiro bimestre de 2020, ante igual período de 2019, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O resultado é pior do que os 3% de queda esperados por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As vendas no varejo cederam 20,5%, quando era esperado uma baixa de 5%. Os investimentos em ativos fixos mergulharam 24,5%, ante projeção de queda de 1%. E o desemprego urbano subiu de 5,2% em dezembro para 5,7% no fim de fevereiro.

Enquanto isso, no Japão, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, disse nesta segunda-feira que a economia japonesa se enfraqueceu recentemente devido aos efeitos do novo coronavírus e não descartou corte de juros.

Mais cedo, o BC japonês anunciou uma série de medidas para lidar com o impacto do coronavírus, antecipando sua reunião de política monetária, que estava originalmente marcada para os dias 18 e 19 de março. O BoJ, no entanto, deixou suas taxas de juros inalteradas: a de depósito permanece em -0,1% e a meta do rendimento do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos continua em 0%.

Petróleo

A Petrobras também registra forte queda acompanhando a cotação do petróleo, que cai mais de 8%. “A queda na demanda de forma tão rápida é algo que ninguém havia testemunhado”, disse Pearce Hammond, analista da Simmons Energy, em nota aos clientes no domingo.

Além do impacto do coronavírus na busca pela commodity, ainda pesa a decisão da Arábia Saudita de inundar o mundo com petróleo a US$ 25 em uma guerra de preços com a Rússia. Os sauditas lideram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

“Os preços do petróleo reagem de forma extremamente negativa e acreditamos … que ainda não vimos o fundo dos preços”, disse Bjoernar Tonhaugen, diretor de mercados de petróleo da Rystad Energy. “A potencial perda de demanda em março-abril pode diminuir fortemente, justamente quando os produtores da OPEP + abrem as comportas da nova oferta ao mercado”, acrescentou, destacando o aumento da capacidade de produção e queda de preços feito pela Arábia Saudita em retaliação à Rússia após ela não aceitar um acordo da Opep+.

Revisões

Os economistas do mercado financeiro revisaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 1,99% para 1,68%. Para 2021 a previsão foi mantida em avanço de 2,5%.

Já em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) houve uma revisão de alta a 3,2% para uma menor, de 3,1% em 2020. Para 2021, a revisão foi de 3,75% para 3,65%.

A expectativa para o câmbio ao fim de 2020 foi elevada de R$ 4,20 para R$ 4,35. Para 2021 foi mantida em R$ 4,20.

Por fim, para a taxa Selic, a projeção foi reduzida de 4,25% para 3,75% em 2020 e de 5,5% para 5,25% em 2021.

Noticiário corporativo 

A Petrobras divulgou um teaser para a venda total das suas participações nas usinas eólicas de Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, no Rio Grande do Norte. Em outro comunicado, a Petrobras informou que deu início à fase vinculante para a venda dos 10% restantes que possui na Transportadora Associada de Gás S.A (TAG). Já a Telebras publicou balanço no domingo e informou que em 2019 obteve um prejuízo líquido de R$ 430 milhões.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Ações de Azul e Gol caem até 30%, enquanto Petrobras desaba 15% com impacto do coronavírus

Trilhas de fumaça saindo dos motores de um avião

SÃO PAULO – Mais uma vez, a aversão ao risco do mercado ofusca totalmente o noticiário corporativo. Antes mesmo das ações da Petrobras (PETR3;PETR4) abrirem (com expectativa de uma forte queda), já foi acionado o circuit breaker, uma vez que o Ibovespa passou a cair mais de 12% (entenda o mecanismo clicando aqui).

Depois do primeiro circuit breaker, as ações da Petrobras abriram em forte queda, de 18% para os ativos PN e 16,5% para as ações ON. Contudo, os papéis amenizaram as quedas nos minutos seguintes, mas ainda com forte queda, que voltou a se intensificar ao longo da sessão, para cerca de 15%.

A Petrobras também registra forte queda acompanhando o petróleo, que cai mais de 8% na segunda-feira, com a aceleração dos casos de coronavírus em todo o mundo, que está paralisando viagens e negócios, além de reduzir a demanda global por petróleo. O petróleo bruto oeste dos EUA no Texas cai 8,86%. O petróleo Brent de referência internacional cai 11,58%, no seu nível mais baixo desde pelo menos fevereiro de 2016.

“A queda na demanda de forma tão rápida é algo que ninguém havia testemunhado”, disse Pearce Hammond, analista da Simmons Energy, em nota aos clientes no domingo.

Na semana passada, os contratos do WTI e brent já haviam registrado a sua pior semana desde a crise financeira depois de cair mais de 23%, embora os preços tenham subido temporariamente na noite de sexta-feira após o pedido do presidente Trump de comprar a commodity para adicionar à reserva estratégica de petróleo dos EUA. “Os preços do petróleo reagem de forma extremamente negativa e acreditamos … que ainda não vimos o fundo dos preços”, disse Bjoernar Tonhaugen, diretor de mercados de petróleo da Rystad Energy.

“A potencial perda de demanda em março-abril pode diminuir fortemente, justamente quando os produtores da OPEP + abrem as comportas da nova oferta ao mercado”, acrescentou, destacando o aumento da capacidade de produção e queda de preços feito pela Arábia Saudita em retaliação à Rússia após ela não aceitar um acordo da Opep+.

As ações de Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) caíam 32% e 27%, respectivamente, enquanto CVC (CVCB3) caía 28%, com os investidores seguindo os temores dos impactos do coronavírus sobre o setor aéreo e de turismo, com cada vez mais países fechando as fronteiras para minimizar o impacto da Covid-19. Contudo, a maior baixa do índice fica para a Smiles, com baixa de cerca de 37% após a Gol desistir de incorporação da companhia por conta do coronavírus.

Ações de Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) caíam entre 10% e 16% antes de terem as negociações paralisadas, também repercutindo os dados piores do que o esperado da economia da China. Contudo, as baixas foram amenizadas, com Vale passando de baixa de 16% para cerca de 8%.

Na China, os resultados da bateria de indicadores foram piores do que o esperado. Entre janeiro e fevereiro, as vendas do varejo caíram 20,5%, quando era esperado um recuo de 5% ao ano. A produção industrial no país caiu anualmente 13,5%, ante expectativa do mercado de 3%. Já investimento em ativo fixo, houve uma forte queda de 24,5%, ante 1% de queda esperada por economistas.

Bancos como Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC3;BBDC4) caíam forte, mas também com forte disparidade. Ações do Itaú caem cerca de 7%, enquanto BB tem baixa de 17%, após chegarem a ter queda bem mais expressiva no início das negociações.

Confira os destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras divulgou um teaser para a venda total das suas participações nas usinas eólicas Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4. A estatal petrolífera detém 49% de participação acionária em cada usina; sua sócia majoritária nas operações, a Wobben Windpower Indústria e Comércio, detém os 51% restantes e também venderá em conjunto suas fatias.

Instalado no Estado do Rio Grande do Norte em 2011, o complexo eólico Mangue Seco é o maior do Brasil em capacidade geradora, com 104 Megawatts. Em 31 de janeiro deste ano, a Petrobras divulgou o teaser para a venda de Mangue Seco 1 e Mangue Seco 2; o processo está em andamento. O desinvestimento, como adiantou o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, tem como meta gerar mais valor para o acionista.

Em outro comunicado, a Petrobras informou que deu início à fase vinculante para a venda dos seus 10% restantes de participação na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG). Segundo a empresa, os interessados em participar receberão uma carta-convite sobre o processo de desinvestimento.

IPO

O BV, ex-Votorantim, informou ter protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira o cancelamento dos pedidos de companhia aberta e de oferta pública, atribuindo a decisão “à conjuntura atual de mercado”.

Gol (GOLL4) e Smiles (SMLS3)

A companhia aérea Gol anunciou na última sexta-feira (13) o cancelamento da proposta de reorganização societária de seu negócio de programa de fidelidade Smiles.

Em fato relevante, a companhia destacou que a medida reflete “eventos extraordinários ocorridos nos últimos dias nos mercados nacional e internacional, e em especial por força dos seus impactos estruturantes no setor de aviação”.

A empresa aérea acrescentou que há uma assembleia extraordinária de acionistas prevista para 18 de março para deliberar sobre a proposta.

Conforme destaca o Bradesco BBI, a Gol teria desembolsado até R$ 1,4 bilhão ou 47% de sua posição de caixa no quarto trimestre de 2019 para deslistar a Smiles. Dito isto, a Gol agora preservará o caixa devido às preocupações crescentes com o surto de Covid-19 no Brasil e a fraqueza do real.

Telebras (TELB4)

A Telebras divulgou balanço no domingo e informou que fechou 2019 com um prejuízo líquido de R$ 439,9 milhões, um resultado negativo 52% maior do que em 2018, quando o prejuízo foi de R$ 282,8 milhões. A estatal telefônica do governo federal brasileiro, que presta serviços de conexão por banda larga a municípios do interior e via satélite, explicou que a perda aumentou no ano passado por causa da entrada em operação e dos custos com depreciação e amortização do satélite SGDC.

Outro motivo para o prejuízo ter crescido, segundo a estatal, foram mudanças no reconhecimento dos encargos financeiros do AFAC – Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou negativo em R$ -115,5 milhões. Para 2020, a estatal prevê investimentos de R$ 64,29 milhões – R$ 41,2 milhões na implantação da infraestrutura para comunicação de dados e o restante no satélite.

Wilson Sons (WSON33

A empresa brasileira de navegação Wilson Sons marcou sua Assembleia Geral Ordinária para 15 de abril em Hamilton, na Bermudas. Na ocasião a empresa deverá propor o pagamento de dividendos de US$ 0,54 por ação (R$ 2,63), no montante de US$ 38,6 milhões (aproximadamente R$ 182,9 milhões, ao câmbio de 12 de março). Segundo a Wilson, Sons, o pagamento será efetuado por transferência bancária internacional em 15 de abril, após a Assembleia.

Sinqia (SQIA3)

A Sinqia aprovou um programa de recompra de 5,9 milhões de ações em doze meses. As ações a serem recompradas representam 10% do capital da companhia.

AES Tietê (TIET11

A AES Tietê informou que contratou uma equipe de assessores para avaliar a oferta hostil feita pela Eneva Energia na semana retrassada. A oferta envolve o pagamento de R$ 2,75 bilhões à AES Tietê, mais uma participação acionária na Eneva.

Locaweb (LWSA3) 

O Itaú BBA e a XP Investimentos começaram a cobrir a Locaweb. O Itaú BBA classificou a ação LWSA3 como outperform (acima da média) com um preço-alvo de R$ 24,00, uma alta de 37% sobre o valor na B3. Segundo o BBA, a cobertura se justifica porque a Locaweb “é a líder no mercado de hospedagem de sites no Brasil, com 21 anos de experiência e expandiu seu objetivo original, ao incluir soluções para pequenas empresas e e-commerce”.

O BBA avalia que o momento para a Locaweb é positivo, com o crescimento do comércio eletrônico no país e a forte atuação da empresa em fornecer soluções para pequenas empresas. Já a XP iniciou a cobertura da Locaweb com a recomendação de compra para o papel LWSA3, com um preço-alvo da ação em R$ 26,00 para o final de 2020. A XP ressalta que 97% da receita da Locaweb é recorrente e proveniente de assinaturas, e a ação está em um ponto bom de entrada na bolsa.

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Morgan Stanley corta projeção do Ibovespa em 2020 após escalada do coronavírus

SÃO PAULO – O banco americano Morgan Stanley reduziu sua projeção para o Ibovespa em 2020 após a queda na Bolsa provocada pelo avanço do coronavírus. O banco estima agora que o índice fechará o ano em 85.000 pontos. Em janeiro, a projeção para o fim 2020 era de 125.000 pontos.

Em seu novo cenário base, o Morgan Stanley considera que o país enfrentará uma desaceleração econômica acentuada, mas temporária e com uma rápida recuperação (“recuperação em forma de V”), sem nenhuma deterioração fiscal adicional. “Os lucros locais devem ter uma queda de 20% em 2020 e uma alta de 12% em 2021”, afirmam os analistas.

Apesar do corte, os 85.000 pontos ainda representam uma alta de 2,75% em relação ao último fechamento do índice, na sexta-feira (13). “Acreditamos que o mercado acionário local já descontou uma probabilidade muito alta de desaceleração econômica global e local em 2020”, afirmam os analistas em relatório.

Ações recomendadas

Trazendo como base o fechamento do mercado na última quinta-feira (12), de 72.500 pontos, analistas do Morgan Stanley consideram que o Ibovespa oferece um “risco atraente de recompensa e os investidores com um horizonte de 6 a 12 meses devem começar a comprar”.

As ações favoritas do banco no setor de commodities são Vale e Petrobras. Com relação aos papéis ligados ao mercado interno, o Morgan recomenda Banco Itaú, Lojas Renner, Magazine Luiza, BTG Pactual, Cyrela e XP Inc.

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Operações compromissadas: como funciona esse investimento?

Engana-se quem pensa que os investimentos de renda fixa se resumem a CDBs e títulos públicos do Tesouro Direto. No mercado financeiro existem diversas outras opções para quem quer aplicar seu dinheiro, como as operações compromissadas.

Apesar do nome pouco conhecido, elas são bastante comuns, tanto nos pequenos quanto nos grandes bancos. Em linhas gerais, elas funcionam como uma espécie de empréstimo com garantia, ou seja, o banco vende um título com a promessa de recomprá-lo depois, pagando juros a quem fez a aplicação.

Neste artigo, vamos entender melhor como funciona esse tipo de investimento, quais são os riscos e vantagens e quais títulos podem ser negociados em operações compromissadas. Acompanhe!

O que são operações compromissadas?

Como mencionamos, as operações compromissadas funcionam como uma espécie de empréstimo com garantia. Com ela, o banco assume o compromisso de fazer, dali a um determinado tempo, a operação contrária à que ele faz no início da operação.

Assim, se vende um título, assume o compromisso de recomprá-lo em um determinado tempo ou, se compra o título, de vendê-lo. Para quem faz a aplicação, trata-se de um investimento em renda fixa, já que o banco vai pagar uma taxa de juros a quem investiu na operação compromissada.

Da mesma forma que ocorre com outros investimentos de renda fixa, as operações compromissadas podem ser prefixadas — isto é, com rendimento exato conhecido no momento da aplicação — ou pós-fixadas. Nesse último caso, normalmente elas têm seu rendimento atrelado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é a taxa de juros que os bancos praticam entre si em empréstimos de um dia e que acompanha de perto a variação da Selic.

Vamos ver um exemplo prático para entender melhor. Imagine que um banco precise captar recursos, mas não possa ou não queira emitir CDBs (Certificados de Depósito Bancários). Se possuir títulos públicos federais, por exemplo, ele pode oferecer uma operação compromissada usando esses títulos.

Na data estipulada no momento da contratação, a operação será desfeita. O banco vai pegar de volta os títulos que ele deixou como garantia e pagar os juros que foram combinados a quem fez a aplicação.

Qual é a função e a vantagem desse tipo de operação?

Os bancos oferecem operações compromissadas como forma de captar recursos. Eles recorrem a esse tipo de operação por diversos motivos:

  • porque precisam de dinheiro rápido, e bancos menores nem sempre conseguem levantar quantias altas com a agilidade necessária apenas emitindo CDBs;
  • para os bancos menores, a compromissada pode sair mais barata do que emitir CDBs. Isso acontece quando oferecem como garantia um título que é mais seguro do que os de sua própria emissão, como um título público. Nesse caso, podem pagar juros menores do que teriam que oferecer para os seus próprios títulos, justamente por ter uma garantia segura;
  • o banco tem um título que paga juros mais altos e oferece a compromissada por uma taxa menor do que a que ele vai receber. Dessa forma, consegue captar os recursos de que precisa e ainda lucra com a diferença nas taxas.

Até aqui vimos as vantagens que as operações compromissadas proporcionam para os bancos, mas quem investe também pode ter benefícios com esse tipo de operação. Isso porque se trata de uma aplicação de renda fixa com baixo risco.

O risco, na verdade, é o do título que está servindo como garantia para a operação. Se forem títulos públicos, ele é baixíssimo. Agora, se forem títulos privados, é preciso analisar com atenção a qualidade do emissor e avaliar se o retorno compensa o risco. Além disso, dependendo das condições, elas podem ter liquidez diária, o que é um atrativo para quem busca aplicação com essa característica.

Outra vantagem é que esse tipo de investimento conta com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), desde que o título negociado na compromissada tenha sido emitido após 8 de março de 2012. Apenas para lembrar, o FGC garante o reembolso em caso de quebra do banco, limitado a R$ 250 mil por CPF por instituição financeira.

Quais títulos podem ser negociados por meio de operações compromissadas?

As operações compromissadas são regulamentadas pela Resolução CMN BACEN nº 3.339, de 26/01/2006. Esse documento também descreve quais são os títulos que podem ser negociados nesse tipo de operação. Veja os principais:

  • títulos públicos;
  • CDBs;
  • letras hipotecárias;
  • LCI (Letras de Crédito Imobiliário);
  • LCA (Letras de Crédito do Agronegócio);
  • debêntures;
  • CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários);
  • CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).

Além disso, para fazer uma operação compromissada, pelo menos uma das partes precisa ser um banco ou uma corretora de valores habilitada para isso.

Como é a tributação nas operações compromissadas?

As operações compromissadas sofrem incidência de Imposto de Renda de acordo com a tabela para investimentos de renda fixa, com alíquota regressiva, conforme você pode conferir abaixo:

  • alíquota de 22,5% para aplicações de até 180 dias;
  • alíquota de 20% para aplicações de até 360 dias;
  • alíquota de 17,5% para aplicações de até 720 dias;
  • alíquota de 15% para aplicações acima de 720 dias.

O IR incide sempre em cima do rendimento, não do valor principal, e é cobrado no momento do resgate. O próprio banco faz o recolhimento do imposto.

Também há cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) caso o dinheiro tenha ficado aplicado por menos de 30 dias. Assim como o IR, a tabela do IOF também é regressiva: começa com uma alíquota de 96% sobre o rendimento, para aplicações de apenas um dia, e diminui progressivamente até zerar no 30º dia de aplicação.

No entanto, há isenção de IOF caso a compromissada esteja lastreada em determinados títulos, como:

  • debêntures;
  • letras financeiras;
  • LCAs;
  • CRAs.

Vimos como funcionam as operações compromissadas, mais uma opção para a parcela das suas aplicações que deve ficar em investimentos de baixo risco. Como sempre quando falamos de finanças, conhecimento é essencial. Só assim você consegue entender em que está aplicando, saber se o retorno compensa o risco e garantir que aquela aplicação condiz com o seu perfil. Agora, aproveite também para entender se a consultoria de investimentos é uma boa opção para investir!

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Fundo hedge: entenda como funcionam os fundos de cobertura

Você já deve ter ouvido falar sobre os hedge funds — ou fundos hedge. Ou talvez conheça grandes gestores de fundos de investimento dessa modalidade, como Ray Dalio. Mas ainda não entendeu muito bem como funcionam essas aplicações financeiras? Nós explicamos!

Populares nos Estados Unidos, os também chamados de fundos de cobertura têm um patrimônio sob gestão de mais de 3 trilhões de dólares. Eles são uma alternativa para diversificar a carteira em um cenário de juros baixos. Isso porque a aplicação tem baixa correlação com o mercado de títulos de renda fixa ou com o de ações

Quer saber mais sobre os fundos hedge e quais são as suas diferenças em relação a outras modalidades de investimento? Leia neste post!

O que é um fundo hedge? 

Os fundos hedge são fundos de investimento que podem aplicar em diversos ativos e seguem estratégias próprias

O objetivo dos fundos de cobertura, diferente do que o nome possa sinalizar, é prioritariamente oferecer retornos que fiquem acima da média de outras aplicações. Para isso, estão dispostos a tomar um risco maior. 

Para obter retornos elevados, os fundos hedge também podem usar estratégias para diminuir riscos, como diversificar a carteira. Isso permite que registrem retornos em vários cenários. 

Surgiram na década de 50 como uma classe de fundos menos regulada no mercado financeiro. Isso, porém, mudou durante a crise do subprime dos Estados Unidos, quando esses fundos registraram diversas perdas. Desde então, passaram a ser mais regulados pela SEC, a CVM americana. 

O nome da classe de fundos deriva de uma das operações que essas aplicações podem fazer: a long & short. O fundo hedge pode alongar sua posição em ações ao prever uma valorização do mercado. Mas também pode encurtá-la na carteira, caso espere uma queda dos papéis. Ou seja, fazem hedge de suas operações. 

Quais são as suas características? 

Para atingir seus objetivos, os fundos hedge utilizam todos os ativos disponíveis no mercado. Portanto, eles têm uma cartela diversificada, mas majoritariamente composta por ativos de renda variável. São ações, imóveis, commodities, moedas e derivativos. 

A modalidade de fundo pode realizar operações usadas por traders de ações, como alavancagem (aplicações com dinheiro emprestado) e vendas a descoberto

Cada fundo hedge pode ter uma estratégia diferente. Alguns lucram com mudanças no ambiente macroeconômico e são denominados Macro. Outros investem em ações globais ou papéis de um determinado país por meio de estratégias como a long & short, sendo chamados de Equity. 

Outros podem aplicar dinheiro apenas em mercados emergentes, como o Brasil. Existem, ainda, fundos hedge que investem em cotas de outros fundos, como os fundos de fundos. 

Por conta de sua sofisticação e gestão ativa, os maiores fundos hedge costumam ser administrados por gestores reconhecidos no mundo todo. Entre eles, estão os bilionários Ray Dalio, que dirige a Bridgewater, e Carl Icahn, que lidera a gestora que leva o seu sobrenome. 

Os fundos hedge cobram uma taxa de administração em torno de 2% ao ano, além de uma taxa de performance de 20%. As aplicações são geralmente oferecidas por gestoras especializadas, dada a complexidade de sua estratégia. 

No Brasil, isso faz com que sejam parecidos com modalidades como multimercado livre, bem como fundos exclusivos. 

Quais são as diferenças entre os fundos hedge e outros fundos? 

Apesar de se parecer com os chamados fundos mútuos (mutual funds), o conceito do fundo hedge é mais agressivo e arriscado

Fundos hedge usam, por exemplo, operações com alavancagem maior do que a de outros tipos de fundos. Ou seja, o potencial de perdas nessa modalidade de aplicação é maior. 

Por isso, fundos mútuos podem ser oferecidos em plataformas online de investimentos, enquanto fundos hedge só podem ser acessados por clientes de alta renda. 

Em geral, as taxas cobradas nessas aplicações são mais elevadas do que a de outros fundos, como os mútuos. Isso porque a aplicação precisa ter uma estratégia ativa para conseguir oferecer bons retornos. Como consequência, essa característica exige uma remuneração maior ao gestor

Além disso os fundos hedge costumam ter uma liquidez menor, também por conta de sua estratégia mais arriscada. Enquanto fundos mútuos, por exemplo, têm liquidez diária, a liquidez de um hedge pode ser semanal, mensal e até anual. 

Geralmente, em momentos de maior volatilidade do mercado, fundos hedge têm até mesmo um período de bloqueio. Nesse intervalo, quem aplica não pode se desfazer de sua participação. É uma forma de evitar uma venda em massa das participações. 

Os fundos hedge são constituídos de forma diferente dos tradicionais. Existe uma associação entre o gestor e administrador e quem aplica dinheiro no fundo. Todos são sócios limitados, que se juntaram para colocar dinheiro no fundo e deixá-lo sob gestão do administrador. 

Essa característica faz com que se pareçam com fundos de private equity (que, porém, têm objetivos de longo prazo e investem diretamente em empresas). Diferentemente deles, os fundos hedge buscam ativos disponíveis no mercado financeiro. Além disso, seu objetivo é oferecer retornos a quem aplica o mais rápido possível. Portanto, costumam ter parte de sua carteira em ativos líquidos. 

Os fundos hedge não têm prospecto público. Ou seja, são menos transparentes do que outros fundos. 

Para qual perfil esse fundo se destina? 

Apenas quem tem mais de 1 milhão de dólares para investir pode participar dos fundos hedge. Ele também pode ser acessado por quem cumpre algumas exigências regulatórias nos Estados Unidos. Por exemplo, ter uma renda mensal mínima ou atuar profissionalmente no mercado financeiro. A seletividade de clientes acontece por conta do risco embutido nesse tipo de aplicação. 

Suas taxas são mais elevadas e as aplicações mínimas são maiores do que a média do mercado. Isso também contribui para que apenas clientes de alta renda tenham acesso a esse tipo de fundo. 

Ou seja, os fundos hedge podem ser uma boa opção para quem tem um perfil arrojado. Ou, ainda, para quem quer diversificar a carteira e tem um patrimônio relevante para investir. Se você ainda não tem patrimônio suficiente para acessar os fundos hedge, que tal entender o que é Circuit breaker?

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