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O que é o payroll? Como ele influencia os mercados?

Quem trabalha com o mercado financeiro sabe como é importante acompanhar indicadores-chave da economia. Eles são fundamentais para prever tendências, tomar decisões certeiras e garantir bons rendimentos. Entre tantos indicadores, o relatório nonfarm payroll (NFP) se destaca como um dos mais relevantes para a economia mundial. 

Neste artigo, explicamos por que ele é um dos indicadores que mais impactam a bolsa de valores. Você também vai aprender a analisar o relatório para operá-lo de forma segura. Vamos lá?

O que é o relatório payroll? 

Em português, “nonfarm payroll” significa “folha de pagamento não agrícola”. Como o nome sugere, o relatório traz dados sobre a situação de emprego nos EUA. Os números do NFP representam cerca de 80% da força de trabalho americana. Ficam de fora os trabalhadores dos setores agrícola (devido à sazonalidade), militar, governamental, de organizações sem fins lucrativos e autônomos. 

Por que ele é tão importante? 

O consumo interno é o principal responsável pela atividade econômica nos EUA. Portanto, saber como anda o mercado de trabalho do país é a principal forma de medir a sua saúde econômica. Além disso, os EUA realizam negócios com economias do mundo todo e representam o mercado mais importante na bolsa de valores. 

É por isso que o relatório payroll está entre os mais aguardados por quem investe em ações. A sua divulgação tem um efeito imediato na bolsa, com impacto comparável apenas ao de grandes acontecimentos, como catástrofes. 

O relatório é publicado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), geralmente em toda primeira sexta-feira do mês, às 8h30, horário de Washington (10h30 em Brasília). Operadores arrojados costumam fechar contratos nos minutos que seguem a sua divulgação. Por isso, essa é uma manhã que costuma ser movimentada na bolsa de valores

Quais são os indicadores que ele divulga? 

Os principais números atualizados mensalmente são:

  • total de novos postos de trabalho;
  • novos postos de trabalho por setor da economia;
  • novos postos de trabalho por faixa etária, classe social e região;
  • taxa de desemprego;
  • salário médio por hora trabalhada;
  • quantidade de horas trabalhadas;
  • índice da balança comercial. 

Como analisar o resultado desse relatório? 

Uma análise inteligente do relatório payroll considera a evolução dos resultados no longo prazo. Só assim é possível ter insights consistentes sobre as tendências da economia americana. 

Ao compará-los, é importante levar em conta não apenas um indicador, mas todo o conjunto apresentado pelo relatório. Além disso, é relevante observar se os números confirmam ou não as projeções feitas pelos economistas. 

Veja a seguir como interpretar os principais indicadores! 

Variação salarial

Quando a média salarial aumenta, o consumidor ganha poder aquisitivo, o que sinaliza boas perspectivas para o mercado americano. Com isso, investir em dólar torna-se mais vantajoso. O inverso também ocorre: uma variação negativa indica enfraquecimento da moeda americana. 

Taxa de desemprego

Como em qualquer país, a saúde econômica é traduzida por uma baixa taxa de desemprego. Por isso, quanto menor ela for, maior o otimismo do mercado perante o dólar. Para o relatório nonfarm payroll, são considerados trabalhadores desempregados que buscaram vagas ativamente no mês de referência. 

Balança comercial

Esse número é importante, pois mede a relação econômica dos Estados Unidos com outros países. A alta nas exportações indica fortalecimento do dólar, uma vez que países importadores precisam comprar moeda americana para fechar contratos. Já um aumento nas importações sugere uma maior demanda do mercado interno americano. 

Dados demográficos e geográficos

Para quem possui uma carteira diversificada de investimentos, é interessante também analisar os recortes detalhados de geração de empregos. Esses dados informam sobre setores e regiões em que o mercado de trabalho está indo bem nos Estados Unidos. Com isso, é possível projetar se as empresas que atuam com determinado público-alvo caminham para uma tendência positiva no longo prazo. 

Como o payroll impacta os mercados? 

Na cotação do dólar

Como era de se esperar, o dólar é o ativo mais influenciado pelo relatório NFP. Um aumento do salário médio, por exemplo, é bom para o consumidor americano, o que é bom para a economia do país como um todo. Por isso, quando os resultados são positivos, a moeda americana tende a se valorizar. 

Na taxa de juros americana

O FED, espécie de Banco Central dos EUA, ajusta a taxa de juros do país a partir do relatório payroll. Afinal, quanto maior o salário, maior o poder aquisitivo; e quanto maior o consumo, maior a inflação. Uma taxa de juros elevada também faz com que o país seja atrativo para investimentos, se comparado a mercados emergentes, como o Brasil. 

Em operações nas bolsas americanas

O relatório payroll também influencia os principais índices do mercado americano, por exemplo, o S&P 500 da Bolsa de Nova York. Ao apresentar números fortes, o relatório pode confirmar uma expectativa do mercado ou trazer otimismo para um setor que estava em baixa. Da mesma forma, números negativos na remuneração de determinado setor podem indicar que é o momento de segurar os seus investimentos. 

Na cotação do ouro

A cotação do ouro está diretamente relacionada às variações do dólar, portanto ela também é influenciada pelo relatório payroll. Porém, existem casos em que o impacto é diferente entre a moeda e a commodity. Se o NFP tiver números fortes, mas não representar maior demanda das indústrias pelo metal, o ouro pode não acompanhar a valorização da moeda. 

Na cotação do petróleo e do gás natural 

Apesar de o relatório payroll não influenciar sozinho a cotação do petróleo e do gás natural, ele ajuda a dar importância às flutuações desse mercado. Se o consumo aumenta, isso se reflete nos gastos com energia e combustível. Logo, maior será o impacto de uma possível baixa nas reservas de energia no mercado de ações. 

Como operar o payroll? 

No curto prazo

Assim que o relatório é divulgado, os indivíduos mais ousados aproveitam a grande movimentação na bolsa e vão para o tudo ou nada no pregão. Há ainda os que esperam alguns minutos para observar como o mercado reagiu ao relatório para, então, fechar negócios. As perdas e os ganhos são tão grandes quanto a volatilidade do momento. Portanto, essa prática é indicada apenas para traders experientes e com reserva suficiente para arriscar. 

No longo prazo

Se você não é um trader profissional, a forma mais indicada de operar o payroll é no longo prazo. Isso significa estudar o relatório e acompanhar todos os indicadores mês a mês, para obter previsões e insights sobre tendências na economia americana. Após uma análise histórica, fica mais fácil tomar decisões com segurança. Esse é o melhor caminho para ter bons rendimentos nesse dia tão importante para o mercado de ações. 

Se você é iniciante nesse mercado, o melhor a fazer é acompanhar os relatórios de payroll com frequência. Assim, você poderá se familiarizar com números importantes e investir de forma consciente. Você também pode fazer o nosso curso grátis de investimento para criar uma reserva de emergência, aplicar em renda fixa e simular investimentos! 

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Swap cambial: entenda o que é e como funciona

Quem acompanha as atividades do mercado financeiro sabe que o swap cambial é uma ferramenta bastante utilizada pelos bancos globais. Essas instituições operam como facilitadoras ou como intermediárias dos ajustes monetários. No caso do Brasil, esse papel é feito pelo Banco Central (BC).

O swap cambial é um instrumento para manter o controle sobre a variação cambial das principais moedas da economia mundial — por exemplo, o dólar.

Neste artigo, você confere como esse recurso funciona, qual é a sua importância no mercado e como ele influencia o chamado dólar futuro. Boa leitura!

O que é swap cambial?

O swap cambial é uma ferramenta usada pelo Banco Central para controlar a instabilidade da moeda nacional, o real, em relação ao dólar. Atualmente, o dólar é considerado a moeda mais forte do mercado, por isso ele é utilizado como referência.

Vale ressaltar que o swap cambial é um instrumento comum em regimes de câmbio flutuante. Ou seja, em mercados nos quais há grandes oscilações de câmbio, como é o caso do Brasil. Assim, esse recurso é considerado um contrato de troca de indexadores.

O objetivo do swap cambial é proteger a exposição ao risco cambial ou, ainda, reduzir o custo do empréstimo de uma moeda estrangeira.

Como ele funciona?

Para compreender o conceito de swap cambial na prática, imagine que uma empresa brasileira faz operações tanto em reais quanto em dólares. Durante o período de um mês, as transações dessa empresa renderam 100 mil dólares de recebimento e R$ 400 mil em despesas.

Com o dólar cotado em R$ 4,10, a empresa teria um lucro de R$ 10 mil ao fim do mês. Porém, é possível que tal valor seja completamente alterado caso a cotação do dólar mude — podendo, inclusive, causar prejuízo.

É para evitar essa vulnerabilidade à variação cambial que o swap cambial acontece. Nesse caso, a empresa realiza a troca do risco das moedas para se proteger. Assim, caso ocorra uma grande variação cambial, a organização não sofre com oscilações em seus lucros.

Como o swap cambial tradicional e o swap cambial reverso se diferem?

Para entender ainda mais sobre as implicações do swap cambial, é preciso saber que existem duas categorias desse recurso: tradicional ou reverso.

No swap cambial tradicional, é como se o indivíduo que deseja investir em dólar acreditasse que os juros não vão ultrapassar a cotação dessa moeda. Porém, o Banco Central sinaliza o contrário. Nesse caso, o BC oferece o pagamento da oscilação que o dólar sofreu, enquanto o indivíduo paga ao BC a variação da taxa de juros. Aqui, ocorre uma troca de rendimentos entre as duas partes.

Já o swap cambial reverso é utilizado para controlar as quedas do dólar, o que afeta especialmente as exportações do país. O processo é praticamente o mesmo do swap cambial tradicional, mas não há troca de rendimentos entre as partes.

Isso acontece porque o Banco Central oferece aos compradores os juros do período, enquanto quem investe paga ao BC somente a oscilação cambial. Assim, as pessoas que investem podem se proteger das possíveis flutuações do dólar.

Como o Banco Central utiliza o swap cambial?

O Banco Central é a instituição que opera os ajustes monetários no país. Assim, ao realizar o swap cambial, o objetivo do BC não é lucrar, e sim controlar as movimentações de mercado futuro. Essas movimentações, em especial a oscilação do dólar, impactam diretamente a inflação do país.

De maneira simplificada, o Banco Central utiliza o swap cambial para fazer com que o dólar sempre caia em relação ao real. Tal medida ocorre a fim de controlar a volatilidade do câmbio ou para identificar quais são as probabilidades futuras dos agentes econômicos.

Por essa razão, os swaps cambiais sempre foram muito convenientes ao mercado financeiro. Em especial porque eles também permitem a redenominação de empréstimos ou outros pagamentos de uma moeda para a outra.

Isso vem acompanhado de várias vantagens para indivíduos e empresas. Existe flexibilidade de proteger o risco associado a outras moedas, e o benefício de travar taxas de câmbio fixas por um longo período de tempo.

Como o swap cambial impacta o dólar futuro?

O dólar futuro é bastante afetado pelo swap cambial, uma vez que essa ferramenta lida diretamente com ele. Quanto maior o valor do swap cambial, mais lotes de dólar futuro serão comprados ou vendidos no mercado futuro.

Nesses casos, cabe ao Banco Central e ao próprio mercado aceitar as condições do contrato. Mas, se isso não ocorrer, temos um novo impacto nos preços do dólar futuro.

Contudo, o leilão programado ou não programado (que também é feito pelo BC) estão entre as manobras mais utilizadas quando se trata do dólar futuro. Nesse caso, os preços sofrem uma influência bem grande, pois entende-se como uma manobra não prevista pelo mercado.

Para quem investe, o swap cambial ajuda a obter melhores resultados com suas aplicações. Ele funciona como uma espécie de garantia, pois blinda a rentabilidade dos investimentos em relação a qualquer variação no mercado.

Para grandes corporações, o swap cambial oferece a oportunidade única de levantar fundos em uma moeda específica e fazer economias em outra. O risco de realizar transações de swap cambial é mínimo, o que é uma grande vantagem. Isso ajuda a evitar negociações com prazos muito extensos, por exemplo.

Além disso, esse recurso é líquido, e as partes podem estabelecer um contrato a qualquer momento durante a vida útil de uma transação. Logo, entender a funcionalidade do swap cambial é essencial para qualquer pessoa que deseja atuar no mercado financeiro.

Como vimos, o swap cambial é uma ferramenta bastante útil para quem deseja investir. Quem compra ou vende dólar e quer ficar por dentro das negociações cambiais precisa compreender como acontece essa troca de moedas.

Neste post, vimos como funciona o swap cambial, bem como a relevância do Banco Central nesse processo. Agora, aproveite e conheça nosso guia para Consultoria de Investimentos! Com ele, você vai perceber como esse serviço faz toda a diferença na hora de aplicar seu dinheiro.

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Índices dos EUA amenizam perdas e recuam 7% após circuit breaker ser acionado

SÃO PAULO – Os índices da bolsa dos Estados Unidos abriram com queda de quase 10% nesta segunda-feira (16) e acionaram o circuit breaker logo nos primeiros minutos de negociação. No retorno, chegaram a piorar para perdas de até 12%, mas amenizaram em seguida.

Às 12h15 (horário de Brasília), o Dow Jones recuava 6,9%, enquanto o S&P 500 registrava perdas de 6,1%, ao passo que o Nasdaq cai 6,4%.

Nos EUA, diferente do Brasil, o primeiro circuit breaker acontece quando o índice recua 7%, levando a uma paralisação de 15 minutos. O segundo ocorre quando as perdas chegam a 13%.

Antes da abertura, os índices futuros já haviam atingido seus limites de baixa, ficando paralisados praticamente toda a madrugada. Esses limites são impostos pelo CME Group para manter um comportamento ordenado do mercado.

O movimento ocorre mesmo após o Federal Reserve, como é conhecido o Banco Central do país, anunciar um corte de juros extraordinário para cerca de zero e um novo plano de estímulo monetário.

Esta foi a segunda decisão extraordinária do BC americano desde o início da crise do coronavírus e novamente a interpretação dominante dos mercados é de que o Fed exaure suas ferramentas de estímulo monetário sem ser capaz de reaquecer a economia em meio à pandemia em curso.

Além do corte das taxas de juros, o Fed ainda anunciou um programa de compras de US$ 700 bilhões em títulos aos moldes do Quantitative Easing (QE) usado na crise de 2008.

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Ibovespa despenca 12,53% a 72.321 pontos e aciona circuit breaker antes mesmo de Petrobras abrir

SÃO PAULO – O Ibovespa acionou circuit breaker nesta segunda-feira (16) mesmo sem a abertura das ações da Petrobras, que seguem em leilão. O pânico foi alimentado pela decisão do Federal Reserve de cortar os juros nos Estados Unidos em um ponto percentual para uma banda entre 0% e 0,25%.

Foi a segunda reunião extraordinária desde o início da crise do coronavírus e novamente a interpretação dominante dos mercados é de que o banco central dos EUA exaure suas ferramentas de estímulo monetário sem ser capaz de reaquecer a economia em meio à pandemia em curso. Além do corte, o Fed ainda anunciou um programa de compras de US$ 700 bilhões em títulos aos moldes do quantitative easing usado na crise de 2008.

O mercado ainda aguarda pelas medidas que serão anunciadas após a teleconferência dos membros do G-7 que ocorre hoje.

Às 10h29 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 12,53% a 72.321 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial sobe 3,47% a R$ 4,977 na compra e a R$ 4,9796 na venda. O dólar futuro para abril sobe 2,93%, para R$ 4,974.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 vira para alta de 42 pontos-base a 5,46%, o DI para janeiro de 2023 sobe 54 pontos-base a 6,45% e o DI para janeiro de 2025 avança 69 pontos-base a 7,66%.

Por aqui, os investidores aguardam pelo pacote de medidas do ministro da Economia, Paulo Guedes, para estimular a economia fragilizada pelo Covid-19. Ele não descartou a liberação de novos saques do FGTS e defendeu que parte dos R$ 15 bilhões do orçamento que são alvo de disputa entre Palácio do Planalto e Congresso sejam usados para reforçar setores da economia e para custear medidas na área de saúde.

O ministro da Economia afirmou ainda, desta vez em entrevista à Folha de S. Paulo, que ganhou uma missão do presidente Jair Bolsonaro: ir ao Congresso pacificar as relações entre o governo e os parlamentares. Guedes disse ainda que na semana passada obteve no Congresso projeções do Banco Central que mostravam que a velocidade de contágio no Brasil era mais rápida que e outros países, inclusive na China. “Foi alarmante”, afirma o ministro.

Os investidores também seguem atentos aos efeitos do coronavírus para a política monetária. Após a decisão do Fed, o UBS passa a projetar corte de 1 ponto percentual da Selic e diz que Copom pode agir ainda hoje. O UBS ainda avalia que BC pode adotar outras medidas, como redução do compulsório e amplo programa de atuação no câmbio.

Já a XP Investimentos mantém a visão que o BC, ao longo da semana ou na segunda, anunciará um corte de 0,50 ponto percentual, reforçandjunto com outras medidas de estímulo. “Possivelmente uma redução mais acentuada dos compulsórios (sobre depósitos a vista e a prazo) e medidas de liquidez para bancos pequenos e médios para estimular o mercado de crédito. Além disso, o BC deve aumentar o grau de intervenção no mercado de câmbio (swaps, linha e a vista) para permitir que a Selic possa cair ainda mais sem pressionar tanto o câmbio”, avalia (confira a análise completa clicando aqui).

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou que vai facilitar a renegociação de operações de créditos de empresas e de famílias que possuem boa capacidade financeira e mantêm operações de crédito regulares e adimplentes em curso, permitindo ajustes de seus fluxos de caixa, o que contribuirá para a redução dos efeitos temporários decorrentes do COVID-19.

A segunda medida do CMN expande a capacidade de utilização de capital dos bancos a fim de que estes tenham melhores condições para realizar as eventuais renegociações no âmbito da primeira medida e de manter o fluxo de concessão de crédito.

A produção industrial da China recuou 13,5% no primeiro bimestre de 2020, ante igual período de 2019, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O resultado é pior do que os 3% de queda esperados por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As vendas no varejo cederam 20,5%, quando era esperado uma baixa de 5%. Os investimentos em ativos fixos mergulharam 24,5%, ante projeção de queda de 1%. E o desemprego urbano subiu de 5,2% em dezembro para 5,7% no fim de fevereiro.

Enquanto isso, no Japão, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, disse nesta segunda-feira que a economia japonesa se enfraqueceu recentemente devido aos efeitos do novo coronavírus e não descartou corte de juros.

Mais cedo, o BC japonês anunciou uma série de medidas para lidar com o impacto do coronavírus, antecipando sua reunião de política monetária, que estava originalmente marcada para os dias 18 e 19 de março. O BoJ, no entanto, deixou suas taxas de juros inalteradas: a de depósito permanece em -0,1% e a meta do rendimento do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos continua em 0%.

Revisões

Os economistas do mercado financeiro revisaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 1,99% para 1,68%. Para 2021 a previsão foi mantida em avanço de 2,5%.

Já em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) houve uma revisão de alta a 3,2% para uma menor, de 3,1% em 2020. Para 2021, a revisão foi de 3,75% para 3,65%.

A expectativa para o câmbio ao fim de 2020 foi elevada de R$ 4,20 para R$ 4,35. Para 2021 foi mantida em R$ 4,20.

Por fim, para a taxa Selic, a projeção foi reduzida de 4,25% para 3,75% em 2020 e de 5,5% para 5,25% em 2021.

Noticiário corporativo 

A Petrobras divulgou um teaser para a venda total das suas participações nas usinas eólicas de Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, no Rio Grande do Norte. Em outro comunicado, a Petrobras informou que deu início à fase vinculante para a venda dos 10% restantes que possui na Transportadora Associada de Gás S.A (TAG). Já a Telebras publicou balanço no domingo e informou que em 2019 obteve um prejuízo líquido de R$ 430 milhões.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Ibovespa Futuro cai 10% e atinge limite de baixa após decisão do Fed aumentar aversão ao risco nos mercados

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda de 10% sobre o fechamento anterior e 7% sobre o after de sexta nesta segunda-feira (16), já atingindo seu limite de baixa depois da decisão do Federal Reserve de cortar os juros nos Estados Unidos em um ponto percentual para uma banda entre 0% e 0,25%. Foi a segunda reunião extraordinária desde o início da crise do coronavírus e novamente a interpretação dominante dos mercados é de que o banco central dos EUA exaure suas ferramentas de estímulo monetário sem ser capaz de reaquecer a economia em meio à pandemia em curso.

Além do corte, o Fed ainda anunciou um programa de compras de US$ 700 bilhões em títulos aos moldes do quantitative easing usado na crise de 2008. O mercado ainda aguarda pelas medidas que serão anunciadas na teleconferência dos membros do G-7 que ocorre hoje.

Às 09h11 (horário de Brasília), o índice futuro do Ibovespa com vencimento em abril desabava 6,98% a 74.415 pontos, enquanto o dólar futuro para abril sobe 3,08%, para R$ 4,984. Os ADRs da Petrobras recuam 12,46% a US$ 5,76 no pré-market das bolsas de Nova York. Os futuros dos EUA também caem forte, cerca de 5%, atingindo também limite de baixa.

O MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), principal ETF (fundos de gestão passiva que acompanham algum índice e são negociados em Bolsa) dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) brasileiros despenca 16,7% no pré-market da bolsa de Nova York, já indicando uma sessão bastante negativa para a bolsa brasileira.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai 10 pontos-base a 4,96%, o DI para janeiro de 2023 sobe nove pontos-base a 6,00% e o DI para janeiro de 2025 avança 18 pontos-base a 7,13%.

Por aqui, os investidores aguardam pelo pacote de medidas do ministro da Economia, Paulo Guedes, para estimular a economia fragilizada pelo Covid-19. Ele não descartou a liberação de novos saques do FGTS e defendeu que parte dos R$ 15 bilhões do orçamento que são alvo de disputa entre Palácio do Planalto e Congresso sejam usados para reforçar setores da economia e para custear medidas na área de saúde.

O ministro da Economia afirmou ainda, desta vez em entrevista à Folha de S. Paulo, que ganhou uma missão do presidente Jair Bolsonaro: ir ao Congresso pacificar as relações entre o governo e os parlamentares. Guedes disse ainda que na semana passada obteve no Congresso projeções do Banco Central que mostravam que a velocidade de contágio no Brasil era mais rápida que e outros países, inclusive na China. “Foi alarmante”, afirma o ministro.

Os investidores também seguem atentos aos efeitos do coronavírus para a política monetária. Após a decisão do Fed, o UBS passa a projetar corte de 1 ponto percentual da Selic e diz que Copom pode agir ainda hoje. O UBS ainda avalia que BC pode adotar outras medidas, como redução do compulsório e amplo programa de atuação no câmbio.

Já a XP Investimentos mantém a visão que o BC, ao longo da semana ou na segunda, anunciará um corte de 0,50 ponto percentual, reforçandjunto com outras medidas de estímulo. “Possivelmente uma redução mais acentuada dos compulsórios (sobre depósitos a vista e a prazo) e medidas de liquidez para bancos pequenos e médios para estimular o mercado de crédito. Além disso, o BC deve aumentar o grau de intervenção no mercado de câmbio (swaps, linha e a vista) para permitir que a Selic possa cair ainda mais sem pressionar tanto o câmbio”, avalia (confira a análise completa clicando aqui).

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou que vai facilitar a renegociação de operações de créditos de empresas e de famílias que possuem boa capacidade financeira e mantêm operações de crédito regulares e adimplentes em curso, permitindo ajustes de seus fluxos de caixa, o que contribuirá para a redução dos efeitos temporários decorrentes do COVID-19.

A segunda medida do CMN expande a capacidade de utilização de capital dos bancos a fim de que estes tenham melhores condições para realizar as eventuais renegociações no âmbito da primeira medida e de manter o fluxo de concessão de crédito.

A produção industrial da China recuou 13,5% no primeiro bimestre de 2020, ante igual período de 2019, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O resultado é pior do que os 3% de queda esperados por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As vendas no varejo cederam 20,5%, quando era esperado uma baixa de 5%. Os investimentos em ativos fixos mergulharam 24,5%, ante projeção de queda de 1%. E o desemprego urbano subiu de 5,2% em dezembro para 5,7% no fim de fevereiro.

Enquanto isso, no Japão, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, disse nesta segunda-feira que a economia japonesa se enfraqueceu recentemente devido aos efeitos do novo coronavírus e não descartou corte de juros.

Mais cedo, o BC japonês anunciou uma série de medidas para lidar com o impacto do coronavírus, antecipando sua reunião de política monetária, que estava originalmente marcada para os dias 18 e 19 de março. O BoJ, no entanto, deixou suas taxas de juros inalteradas: a de depósito permanece em -0,1% e a meta do rendimento do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos continua em 0%.

Revisões

Os economistas do mercado financeiro revisaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 1,99% para 1,68%. Para 2021 a previsão foi mantida em avanço de 2,5%.

Já em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) houve uma revisão de alta a 3,2% para uma menor, de 3,1% em 2020. Para 2021, a revisão foi de 3,75% para 3,65%.

A expectativa para o câmbio ao fim de 2020 foi elevada de R$ 4,20 para R$ 4,35. Para 2021 foi mantida em R$ 4,20.

Por fim, para a taxa Selic, a projeção foi reduzida de 4,25% para 3,75% em 2020 e de 5,5% para 5,25% em 2021.

Noticiário corporativo 

A Petrobras divulgou um teaser para a venda total das suas participações nas usinas eólicas de Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, no Rio Grande do Norte. Em outro comunicado, a Petrobras informou que deu início à fase vinculante para a venda dos 10% restantes que possui na Transportadora Associada de Gás S.A (TAG). Já a Telebras publicou balanço no domingo e informou que em 2019 obteve um prejuízo líquido de R$ 430 milhões.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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ADRs de Petrobras e Vale despencam em NY; BV pede cancelamento do pedido de IPO e mais notícias do mercado

SÃO PAULO – Mais uma vez, a aversão ao risco do mercado deve se sobrepor ao noticiário corporativo. Em uma sessão em que o ETF brasileiro EWZ cai cerca de 15% no pré-market da bolsa de Nova York repercutindo a decisão surpresa do Federal Reserve de cortar juros, o ADR da Petrobras equivalente aos ativos ordinários caem cerca de 14%, enquanto os da Vale têm baixa de 8%.

No radar corporativo, a Petrobras divulgou um teaser para a venda total das suas participações nas usinas eólicas de Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, no Rio Grande do Norte. Em outro comunicado, a petrolífera informou que deu início à fase vinculante para a vendas dos seus 10% restantes na TAG.

Já o BV, ex-Votorantim, informou ter protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira o cancelamento dos pedidos de companhia aberta e de oferta pública, atribuindo a decisão “à conjuntura atual de mercado”. Veja mais notícias do radar corporativo:

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras divulgou um teaser para a venda total das suas participações nas usinas eólicas Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4. A estatal petrolífera detém 49% de participação acionária em cada usina; sua sócia majoritária nas operações, a Wobben Windpower Indústria e Comércio, detém os 51% restantes e também venderá em conjunto suas fatias.

Instalado no Estado do Rio Grande do Norte em 2011, o complexo eólico Mangue Seco é o maior do Brasil em capacidade geradora, com 104 Megawatts. Em 31 de janeiro deste ano, a Petrobras divulgou o teaser para a venda de Mangue Seco 1 e Mangue Seco 2; o processo está em andamento. O desinvestimento, como adiantou o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, tem como meta gerar mais valor para o acionista.

Em outro comunicado, a Petrobras informou que deu início à fase vinculante para a venda dos seus 10% restantes de participação na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG). Segundo a empresa, os interessados em participar receberão uma carta-convite sobre o processo de desinvestimento.

IPO

O BV, ex-Votorantim, informou ter protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira o cancelamento dos pedidos de companhia aberta e de oferta pública, atribuindo a decisão “à conjuntura atual de mercado”.

Gol (GOLL4) e Smiles (SMLS3)

A companhia aérea Gol anunciou na última sexta-feira (13) o cancelamento da proposta de reorganização societária de seu negócio de programa de fidelidade Smiles.

Em fato relevante, a companhia destacou que a medida reflete “eventos extraordinários ocorridos nos últimos dias nos mercados nacional e internacional, e em especial por força dos seus impactos estruturantes no setor de aviação”.

A empresa aérea acrescentou que a assembleia extraordinária de acionistas prevista para 18 de março para deliberar sobre a proposta foi por isso cancelada.

Telebras (TELB4)

A Telebras divulgou balanço no domingo e informou que fechou 2019 com um prejuízo líquido de R$ 439,9 milhões, um resultado negativo 52% maior do que em 2018, quando o prejuízo foi de R$ 282,8 milhões. A estatal telefônica do governo federal brasileiro, que presta serviços de conexão por banda larga a municípios do interior e via satélite, explicou que a perda aumentou no ano passado por causa da entrada em operação e dos custos com depreciação e amortização do satélite SGDC.

Outro motivo para o prejuízo ter crescido, segundo a estatal, foram mudanças no reconhecimento dos encargos financeiros do AFAC – Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou negativo em R$ -115,5 milhões. Para 2020, a estatal prevê investimentos de R$ 64,29 milhões – R$ 41,2 milhões na implantação da infraestrutura para comunicação de dados e o restante no satélite.

Wilson Sons (WSON33

A empresa brasileira de navegação Wilson Sons marcou sua Assembleia Geral Ordinária para 15 de abril em Hamilton, na Bermudas. Na ocasião a empresa deverá propor o pagamento de dividendos de US$ 0,54 por ação (R$ 2,63), no montante de US$ 38,6 milhões (aproximadamente R$ 182,9 milhões, ao câmbio de 12 de março). Segundo a Wilson, Sons, o pagamento será efetuado por transferência bancária internacional em 15 de abril, após a Assembleia.

Sinqia (SQIA3)

A Sinqia aprovou um programa de recompra de 5,9 milhões de ações em doze meses. As ações a serem recompradas representam 10% do capital da companhia.

 AES Tietê (TIET11

A AES Tietê informou que contratou uma equipe de assessores para avaliar a oferta hostil feita pela Eneva Energia na semana retrassada. A oferta envolve o pagamento de R$ 2,75 bilhões à AES Tietê, mais uma participação acionária na Eneva.

Locaweb (LWSA3) 

O Itaú BBA e a XP Investimentos começaram a cobrir a Locaweb. O Itaú BBA classificou a ação LWSA3 como outperform (acima da média) com um preço-alvo de R$ 24,00, uma alta de 37% sobre o valor na B3. Segundo o BBA, a cobertura se justifica porque a Locaweb “é a líder no mercado de hospedagem de sites no Brasil, com 21 anos de experiência e expandiu seu objetivo original, ao incluir soluções para pequenas empresas e e-commerce”.

O BBA avalia que o momento para a Locaweb é positivo, com o crescimento do comércio eletrônico no país e a forte atuação da empresa em fornecer soluções para pequenas empresas. Já a XP iniciou a cobertura da Locaweb com a recomendação de compra para o papel LWSA3, com um preço-alvo da ação em R$ 26,00 para o final de 2020. A XP ressalta que 97% da receita da Locaweb é recorrente e proveniente de assinaturas, e a ação está em um ponto bom de entrada na bolsa.

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Goldman Sachs corta previsão de crescimento do PIB dos EUA para 2020 de 1,2% para 0,4%

O banco Goldman Sachs voltou a cortar as previsões de crescimento dos Estados Unidos por conta dos efeitos negativos da pandemia de coronavírus na atividade econômica. Para 2020, a estimativa de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) baixou de 1,2% para 0,4%.

Os economistas do Goldman fizeram ajustes importantes nos números trimestrais do PIB americano, prevendo que uma recuperação deve ocorrer na segunda metade do ano.

Para o primeiro trimestre, a estimativa de alta do PIB passou de 0,7% para 0%. Para o segundo período de 2020, a redução foi ainda mais forte, de 0% para contração de 5%.

Já para o terceiro trimestre a estimativa de PIB subiu de 1% para 3%. No quarto período do ano também houve melhora das previsões, de 2,2% para 4%, com o movimento de retomada devendo prosseguir em 2021, ressalta o banco em relatório neste domingo.

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ETF brasileiro EWZ cai quase 15% e mais destaques do mercado nesta segunda-feira

SÃO PAULO – A sessão é de perdas para a maior parte dos mercados pelo mundo, com a decisão do do Federal Reserve de cortar juros, em uma reação conjunta com outros bancos centrais pelo mundo para reduzir o impacto do coronavírus nas economias, não ajudando a melhorar o sentimento dos mercados.

O MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), principal ETF (fundos de gestão passiva que acompanham algum índice e são negociados em Bolsa) dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) brasileiros despencam 14,95% no pré-market da bolsa de Nova York, já indicando uma sessão bastante negativa para a bolsa brasileira.

O Fed reduziu sua principal taxa de juros em um ponto percentual para quase zero e disse que aumentará sua atuação em US$ 700 bilhões com compra de títulos. A decisão emergencial, antes da reunião desta semana, é vista como mais um sinal de que a autoridade monetária vê que o efeito recessivo do coronavírus pode ser pior do que o previsto. Enquanto isso, na China, os dados da economia vieram piores do que o esperado. Na Europa, a sessão é também de forte queda, com os investidores reagindo às medidas mais restritivas para grandes economias da região com maiores casos do coronavírus.

Já aqui no Brasil, os investidores esperam por um pacote econômico do governo e também readequam as suas perspectivas para a decisão de política monetária do Banco Central. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Europa operam em forte baixa na manhã de hoje, com o anúncio do Federal Reserve na véspera falhando em melhorar o humor dos investidores; os mercados asiáticos, por sua vez, fecharam em queda, intensificando as perdas depois dos dados da China, após abrirem em baixa moderada.  Já os futuros de Nova York estão em terreno negativo, com o Dow Jones em queda superior a mil pontos.

Na Ásia, as bolsas de valores fecharam na maioria em queda, mesmo após o anúncio do Banco do Povo da China, que injetou US$ 14,7 bilhões no mercado, reporta a CNBC News.

A produção industrial da China recuou 13,5% no primeiro bimestre de 2020, ante igual período de 2019, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O resultado é pior do que os 3% de queda esperados por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As vendas no varejo cederam 20,5%, quando era esperado uma baixa de 5%. Os investimentos em ativos fixos mergulharam 24,5%, ante projeção de queda de 1%. E o desemprego urbano subiu de 5,2% em dezembro para 5,7% no fim de fevereiro.

Enquanto isso, no Japão, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, disse nesta segunda-feira que a economia japonesa se enfraqueceu recentemente devido aos efeitos do novo coronavírus e não descartou corte de juros. Mais cedo, o BC japonês anunciou uma série de medidas para lidar com o impacto do coronavírus, antecipando sua reunião de política monetária, que estava originalmente marcada para os dias 18 e 19 de março. O BoJ, no entanto, deixou suas taxas de juros inalteradas: a de depósito permanece em -0,1% e a meta do rendimento do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos continua em 0%.

Na Europa, a queda das bolsas é de cerca de 8%, com a propagação dos casos de coronavírus por mais países do Continente além da Itália. Desta forma, grande parte da região passou a tomar medidas drásticas para impedir a propagação do novo coronavírus, afetando principalmente as ações de aéreas.

O governo da Espanha, o segundo país da Europa com mais casos, afirmou que o movimento de pessoas será restringido sob o estado de emergência. O número de casos e de mortes cresce também na França. Assim como na Espanha, o premiê francês, Édouard Philippe, anunciou restrições à abertura de estabelecimentos, em uma entrevista coletiva na noite desse sábado.

Os mercados aguardam a teleconferência dos presidentes dos bancos centrais dos países do G-7, que acontecerá mais tarde na manhã de hoje.

Os índices futuros dos EUA também seguem em queda expressiva, entre 4,5% e 4,7%, perto do limite de baixa de 5%, ainda seguindo a decisão do Fed de antecipar o corte de sua taxa de juros em 1 ponto percentual, para perto de zero, além de anunciar programa de compra de títulos. Os investidores seguem vendo a atuação do Fed como sinal de que impacto do coronavírus pode ser maior que se imaginava e questionando se política monetária poderá mitigar o efeito econômico do surto.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h35 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -4,77%
*Nasdaq Futuro (EUA), -4,54%
*Dow Jones Futuro (EUA), -4,53%

Europa
*Dax (Alemanha), -7,96%
*FTSE (Reino Unido), -6,58%
*CAC 40 (França), -8,80%
*FTSE MIB (Itália), -8,04%

Ásia
*Nikkei (Japão), -2,46% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -3,19% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -4,03% (fechado)
*Xangai (China), -3,40% (fechado)

*Petróleo WTI, -4,73%, a US$ 30,23 o barril
*Petróleo Brent, -6,91%, a US$ 31,51 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 0,51%, cotados a 661,500 iuanes, equivalentes a US$ 94,46 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0028 (+0,06%)

*Bitcoin, US$ 4.854,04 -9,84%

2. Dados econômicos

O BC divulga pesquisa Focus com expectativas de economistas para indicadores como PIB, câmbio, inflação e juros em seu website às 8h25. Já o Tesouro realiza leilão de compra e venda de títulos, conforme programa anunciado na semana passada, quanto a instituição disse que objetivo da atuação era “fornecer suporte ao mercado de títulos públicos”.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga na manhã de hoje dois indicadores sobre a inflação em março: o IPC-S da segunda quadrissemana do mês e o IGP-10. Nos EUA, às 9h30, é publicado nos EUA o Índice Empire Manufacturing de março.

3. Medidas para atenuar efeito do coronavírus

É esperado para esta segunda-feira que Paulo Guedes, ministro da Economia, anuncie um pacote de medidas para a economia brasileira de forma a enfrentar a pandemia de coronavírus.

Ele não descartou a liberação de novos saques do FGTS e defendeu que parte dos R$ 15 bilhões do orçamento que são alvo de disputa entre Palácio do Planalto e Congresso sejam usados para reforçar setores da economia e para custear medidas na área de saúde.

O ministro da Economia afirmou ainda, desta vez em entrevista à Folha de S. Paulo, que ganhou uma missão do presidente Jair Bolsonaro: ir ao Congresso pacificar as relações entre o governo e os parlamentares. Guedes disse ainda que na semana passada obteve no Congresso projeções do Banco Central que mostravam que a velocidade de contágio no Brasil era mais rápida que e outros países, inclusive na China. “Foi alarmante”, afirma o ministro.

Os investidores também seguem atentos aos efeitos do coronavírus para a política monetária. Após a decisão do Fed, o UBS passa a projetar corte de 1 ponto percentual da Selic e diz que Copom pode agir ainda hoje. O UBS ainda avalia que BC pode adotar outras medidas, como redução do compulsório e amplo programa de atuação no câmbio.

Já a XP Investimentos mantém a visão que o BC, ao longo da semana ou na segunda, anunciará um corte de 0,50 ponto percentual, reforçando a visão de que essa medida virá junto com outras medidas de estímulo. “Possivelmente uma redução mais acentuada dos compulsórios (sobre depósitos a vista e a prazo) e medidas de liquidez para bancos pequenos e médios para estimular o mercado de crédito. Além disso, o BC deve aumentar o grau de intervenção no mercado de câmbio (swaps, linha e a vista) para permitir que a Selic possa cair ainda mais sem pressionar tanto o câmbio”, avalia (confira a análise completa clicando aqui).

4. Coronavírus e manifestações

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou como “um atentado à saúde pública” a ida do presidente Jair Bolsonaro em Brasília (DF) a um ato em apoio ao seu governo e contra os poderes Legislativo e Judiciário no domingo. O número de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil ultrapassou 200, um crescimento de 65% no final de semana. Metade dos casos estão em São Paulo, onde o governador João Doria (PSDB) pode anunciar hoje medidas adicionais para conter a pandemia.

 

5. Noticiário corporativo 

A Petrobras divulgou um teaser para a venda total das suas participações nas usinas eólicas de Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, no Rio Grande do Norte. Em outro comunicado, a Petrobras informou que deu início à fase vinculante para a venda dos 10% restantes que possui na Transportadora Associada de Gás S.A (TAG). Já a Telebras publicou balanço no domingo e informou que em 2019 obteve um prejuízo líquido de R$ 430 milhões.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Coronavírus domina debate entre Biden e Sanders

NOVA YORK – Joe Biden e Bernie Sanders fizeram na noite de ontem o debate mais esperado da disputa pela candidatura presidencial do Partido Democrata.

Mas, em meio à crise do coronavírus e sem a presença da plateia – o debate aconteceu em um estúdio da CNN em Washington –, a sensação foi de uma corrida praticamente definida.

O autodeclarado socialista Sanders está atrás do ex-vice de Barack Obama na contagem de delegados para a convenção, e não houve nocautes nem surpresas que devam alterar o curso das primárias.

Amanhã, mais quatro estados importantes vão às urnas – Flórida, Ohio, Illinois e Arizona –, e a expectativa é que Joe Biden consolide sua liderança.

O objetivo de Sanders, na opinião dos comentaristas, era aproveitar para expor suas ideias uma vez mais, desta vez diante de um grande público – aumentando a pressão para que Biden dê mais passos à esquerda.

A expectativa era de uma grande audiência na noite de ontem. Não havia a concorrência de eventos esportivos (todas as ligas cancelaram suas partidas nos Estados Unidos), e muitos americanos estão evitando sair de casa por causa da pandemia do coronavírus.

A crise global de saúde pública dominou a primeira parte do debate, e tanto Biden quanto Sanders criticaram a atuação do governo Trump até aqui.

Em sua primeira participação, Sanders usou o tema para falar da questão que define sua campanha: cobertura de saúde universal para todos os americanos.

“Sejamos sinceros: o coronavírus expõe a fraqueza do nosso sistema”, afirmou Sanders, senador pelo estado de Vermont. “87 milhões de pessoas não têm seguro saúde ou têm cobertura inadequada.”

Biden retrucou apontando que a Itália – que tem um sistema público nos moldes do que Sanders promete implementar – está sofrendo para atender todos os doentes. A questão, disse o vice-presidente, é outra: a sobrecarga dos hospitais.

Biden afirmou que o país “está em guerra” contra o vírus. Ele defendeu que, nesta emergência, todas as despesas médicas dos americanos sejam arcadas pelo governo federal.

O ex-vice também apontou para as pessoas que inevitavelmente perderão empregos por causa da crise e estão especialmente vulneráveis.

Não existem leis que garantam licença médica remunerada para os trabalhadores americanos, e muitos empregados do setor de serviços não têm plano de saúde.

Durante o debate de ontem à noite, a prefeitura de Nova York anunciou o fechamento obrigatório de bares, cafés e restaurantes, que somente poderão vender comida para viagem ou para delivery.

E também ontem o principal órgão de saúde pública do país, os Centros de Prevenção e Controle de Doenças, recomendou que reuniões de 50 ou mais pessoas sejam evitadas pelos próximos dois meses.

Embora ainda seja cedo demais para avaliar o impacto da pandemia – tanto em termos de saúde pública quanto em termos econômicos–, é certo que este será um dos principais assuntos na cabeça dos eleitores no dia 3 de novembro.

Cerca de duas horas antes do debate, Trump fez um pronunciamento comemorando o corte de juros por parte do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, e dizendo que o país tem “tremendo controle” sobre o vírus.

“Relaxem, estamos indo muito bem. Tudo vai passar”, disse o presidente. Minutos depois, no mesmo púlpito, Anthony Fauci, principal autoridade de seu governo em doenças infecciosas, disse que “o pior ainda está por vir”.

Biden usou repetidas vezes a palavra “especialistas” e afirmou que, se fosse o presidente, estaria na sala de situações da Casa Branca tomando decisões baseadas na ciência.

Sanders, como sempre, tentou colocar a discussão em termos morais. “Temos de nos perguntar como viemos parar aqui. Quem detém o poder neste país? Quem são os donos da mídia? Quem define a agenda legislativa? Temos de enfrentar Wall Street” e as grandes corporações, afirmou o senador.

Toque de cotovelos

A saúde dos dois candidatos também foi um dos assuntos da noite. Biden, 77, e Sanders, 78, afirmaram que os eventos de campanha com grandes aglomerações estão suspensos e que não apertam mais mãos de eleitores.

No palco, eles se cumprimentaram com um toque de cotovelos. Seus pódios estavam separados por uma distância de dois metros.

Apesar das diferenças significativas entre ambos, Biden terá de conquistar o eleitor de Sanders para vencer a eleição geral. No sábado, ele anunciou que estava encampando duas propostas da ex-adversária Elizabeth Warren (também da ala esquerdista do partido).

Nas próximas semanas, caso se confirme seu favoritismo (ou caso Sanders abandone sua candidatura), Biden terá de continuar fazendo acenos a eleitor que quer mudanças radicais como as propostas por Sanders.

Mas, no debate de ontem, o ex-vice-presidente disse que o eleitor americano “quer resultados, não revolução”.

A segunda metade do debate contou com as discussões mais acaloradas – mas, ao mesmo tempo, foi a parte menos interessante da noite.

Sanders recitou diversos votos do adversário em temas sagrados para o eleitor democrata. Quando era senador, Biden votou contra o casamento de pessoas do mesmo sexo e a favor da guerra do Iraque.

O ex-vice respondeu apontando que Sanders votou contra controles mais rigorosos para quem quer comprar armas.

Ambas as acusações são antigas e foram exploradas à exaustão em debates anteriores, e os dois candidatos mudaram de ideia desde então.

Uma das surpresas do debate foi a confirmação de Biden de que, em caso de vitória, a vaga de vice de sua chapa será ocupada por uma mulher.

As três senadoras que disputaram as primárias contra Biden – Kamala Harris, Amy Klobuchar e Elizabeth Warren – são os nomes considerados favoritos.

Divididos hoje, unidos mais à frente?

Olhando para o futuro, os moderadores perguntaram se os candidatos fariam campanha para o adversário caso saíssem derrotados das primárias.

Ambos foram enfáticos ao confirmar que, sim, subirão no palanque um do outro e que o objetivo comum dos dois é tirar Donald Trump da Casa Branca.

“Discordamos nos detalhes, mas não no princípio”, afirmou Biden, em mais um gesto conciliador dirigido aos apoiadores de Sanders.

“O que está em jogo é muito mais importante de quem será o indicado do partido. Mais quatro anos de Trump vão mudar a essência do país.”

Sanders afirmou que “desde o primeiro dia disse que esse presidente é racista, sexista, homofóbico. Estamos dispostos a fazer de tudo para derrotar Trump”.

A questão é delicada para Sanders. Quatro anos atrás, a campanha de Hillary Clinton acusou o senador de não se esforçar o bastante depois de ser derrotado nas primárias.

No segmento que discutiu a mudança climática, Biden fez uma referência ao Brasil – a única de todos os debates até aqui.

Ele afirmou que lideraria uma coalizão internacional para remunerar o país em troca da proteção da Amazônia. Segundo Biden, as recentes queimadas jogaram mais carbono na atmosfera do que nos Estados Unidos num ano inteiro.

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Futuros dos EUA voltam a atingir limite de baixa; ETF de S&P 500 despenca 9%

ações em queda

SÃO PAULO – Os mercados reagem de maneira negativa às medidas extraordinárias, incluindo um novo corte de juros, anunciadas pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, na noite de domingo, na tentativa de amenizar os impactos na pandemia de coronavírus na economia.

O índice futuro do S&P 500 atingiu novamente o limite de baixa de 5% na manhã desta segunda-feira (16), assim como o futuro do Dow Jones e o futuro do Nasdaq. Às 8h27 (de Brasília), eles tinham baixa em torno de 4,5% cada um. Na noite de domingo, os futuros americanos já haviam atingido o limite de baixa de 5%, o que paralisou as negociações.

O ETF que acompanha o índice S&P 500 recuava 9,52% às 8h27, indicando que as bolsas americanas devem abrir em forte queda na sessão. O mercado espera que o circuit breaker de 7% seja acionado logo após o início das negociações. Os ETFs de Dow Jones e Nasdaq também caíam mais de 8%.

As bolsas de valores da Europa abriram e operam em forte desvalorização na manhã de hoje. Na Inglaterra, a queda era de 6,44% às 8h27; na Alemanha, a bolsa perdia 7,45%; na França e na Espanha – países que anunciaram medidas drásticas para combater o avanço do surto de coronavírus neste fim de semana –, a baixa era de 8,55% e 9,49%, respectivamente.

Os mercados aguardam a teleconferência dos presidentes dos bancos centrais dos países do G-7, que acontecerá mais tarde na manhã de hoje.

Na Ásia, as bolsas de valores fecharam na maioria em queda, mesmo após o anúncio do Banco do Povo da China, que injetou US$ 14,7 bilhões no mercado, reporta a CNBC News.

O índice Shanghai Composite, da China, terminou o pregão com desvalorização de 3,4%, enquanto o Nikkei, do Japão, caiu 2,5%. Na Coreia do Sul, a baixa foi de 4%.

Dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China na madrugada de hoje mostram que a economia piorou mais que o previsto no primeiro bimestre, com as vendas do varejo afundando 20,5% sobre igual período de 2018.

A estimativa de economistas entrevistados pela Reuters era de uma expansão de 0,5%.

No Japão, o BoJ, banco central do país, antecipou de terça-feira e quarta para hoje sua reunião de política monetária e anunciará novas medidas de estímulo, reporta a CNN.
O medo dos mercados é que os bancos centrais do G-7 tenham exaurido as ferramentas para combater os efeitos da pandemia do coronavírus sobre a economia.

“Os mercados agora parecem indefesos contra uma nova onda de sell-off. Por isto, é preciso que os bancos centrais do G-7 adotem passos mais firmes de política fiscal”, diz Stephen Innes, estrategista-chefe de mercados da Axi Corp., à CNN.

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