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Meyer, da Tecnisa: dicas para Elie Horn, um prêmio na loteria e o primeiro imóvel a ser vendido pela internet

Meyer Joseph Nigri - Tecnisa

O episódio do Construcast dessa semana é com Meyer Joseph Nigri, fundador da Tecnisa.

Referência no mercado imobiliário, Meyer tem bastante história para contar. Você sabia que ele deu uma dica sobre imposto de renda que fez Elie Horn, fundador da Cyrela, a economizar uma fortuna?

E que Meyer peitou o pai e deixou um Puma novinho na garagem para andar de ônibus?

Neto de libaneses, Meyer aos 17 anos ganhou na loteria esportiva – e poupou todo o dinheiro. Aos 22 anos, no quinto ano da faculdade de engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, fundou a Tecnisa. Ficou à frente da empresa até passar o comando para o filho, Joseph, em 2017.

Em 2007, seguindo a tendência de empresas do mercado imobiliário brasileiro, abriu o IPO da Tecnisa.

Meyer e a inovação na Tecnisa

Desafio e novidade são duas palavras que agradam bastante Meyer. “A Tecnisa foi provavelmente a primeira empresa do mundo a lançar um prédio pela internet”, conta Meyer.

Mas, à época, convencer o comprador a usar a internet não era uma tarefa fácil como atualmente. “Para você ter uma ideia, a gente precisava colocar um anúncio no jornal para o leitor entrar na internet”, explica.

“Eu me lembro que fui a primeira empresa a comprar um fax, o primeiro a comprar um computador (…). Aparecia uma novidade, eu sempre gostava”, comenta. E isso não se restringe a bens materiais. Meyer também foi um dos primeiros a entender sobre matemática financeira – isso quando a conta era feita na mão. Foi justamente esse que fez com que ele tivesse uma ligação estreita com Elie Horn.

Quer saber mais histórias sobre Meyer? Acompanhe o episódio do Construcast.

Construcast

O Construcast é o podcast do MoneyLab, laboratório de criação do InfoMoney, em parceria com a OLX, maior plataforma de compra e venda online do Brasil e a mais lembrada pelos consumidores para compra, locação e venda de imóveis; e com a CashMe, fintech do Grupo Cyrela que faz empréstimo com imóvel e garantia, sendo uma alternativa de funding para incorporadores e um parceiro estratégico para as imobiliárias.

O programa vai ao ar toda segunda-feira, às 6h, e conta com um trio bastante experiente na apresentação: Ricardo Reis, CEO da Reis Real Estate e professor e apresentador do Programa Imóveis no InfoMoney, Marcelo Dadian, diretor de Imóveis da OLX, e Juliano Bello, CEO da CashMe e diretor administrativo da Cyrela

É possível seguir e escutar o programa pelo Apple PodcastsSpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e demais agregadores de podcast.

 

 

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Bolsas da Ásia têm movimento misto na esteira do corte de juros pelo Fed; índice da Austrália cai mais de 5%

 

SÃO PAULO – Repercutindo o desempenho dos índices futuros dos Estados Unidos, mas de forma mais amena, as bolsas da Ásia registram desempenho misto no início das negociações deste domingo (15), segunda-feira por lá, com a repercussão das novas medidas emergenciais do Federal Reserve, que cortou os juros em 1 ponto percentual, de forma a reduzir o impacto do coronavírus na economia americana.

Na Ásia, o índice acionário japonês Nikkei registrava leve alta de 0,40% em Tóquio, enquanto o Hang Seng cai 2,98% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi sobe 0,56% em Seul, e o Taiex cai 1,42% em Taiwan. Na China continental, o Xangai Composto sobe 0,34%, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caía 1,34%. Por lá, os investidores aguardam pelos dados da produção industrial chinesa, que podem dar mais sinais sobre o impacto do coronavírus na economia do país.

Na Oceania, o índice australiano ASX 200 caía 5,59%, com as ações dos principais bancos do país sofrendo as quedas mais acentuadas.

Vale destacar que os movimentos são mais amenos na Ásia, uma vez que elas não repercutiram (uma vez que as bolsas por lá já estavam fechadas) o forte movimento de alta dos mercados americanos da última sexta-feira. Naquela data, as bolsas dos Estados Unidos subiram mais de 9% e registraram seu melhor pregão desde 2008 após o discurso do presidente americano, Donald Trump, que declarou estado de emergência nacional por conta do coronavírus e liberou US$ 50 bilhões para combater os impactos da Covid-19.

Já na noite deste domingo, os futuros dos EUA registram um movimento de forte queda durante a noite, chegando a atingir o limite de baixa de 5%, após as novas medidas emergenciais (e surpresas) do Federal Reserve de cortar juros, em uma reação conjunta com outros bancos centrais pelo mundo.

A avaliação é de que, embora as atuações dos bancos centrais possam ajudar a facilitar o funcionamento dos mercados, muitos investidores destacam que, em última análise, gostariam de ver os casos de coronavírus chegando ao pico e caindo nos EUA antes de assumirem mais riscos e comprarem ações novamente.

Atuação do Fed

Em um movimento emergencial ao que chamou de resposta aos danos causados pelo avanço do novo coronavírus e seus impactos econômicos, o Federal Reserve anunciou, neste domingo, um corte de 1 ponto percentual nas taxas de juros de referência dos EUA, para o intervalo de 0% a 0,25%.

Este é o segundo corte nos juros do país em menos de duas semanas, quando os mercados começaram a reagir com maior preocupação à Covid-19. No início de março, o Fed já havia reduzido as taxas em 0,5 ponto percentual, para a faixa de 1% a 1,25%.

“Essa medida, juntamente com um importante pacote fiscal, deve ajudar a atenuar o impacto econômico do vírus nos EUA”, disse Quincy Krosby, estrategista-chefe de mercado da Prudential Financial, à CNBC. “Será positivo, mas o mercado segue à mercê do vírus e se as políticas de contenção funcionam”, afirmou.

A autoridade monetária também aprovou um programa de estímulos (Quantitative Easing) de US$ 700 bilhões como proteção para a maior economia do mundo contra a pandemia da doença.

O Fed também destacou que agiu de forma coordenada com os bancos centrais do Canadá, Reino Unido, Japão, Suíça e Banco Central Europeu (BCE). O Fed promete usar “todos os instrumentos” para apoiar a economia americana e fluxo de crédito.

Durante uma coletiva logo após a decisão do Fed de reduzir a zero as taxas de juros de referência americanos, o presidente do órgão, Jerome Powell, afirmou que dificilmente uma política de juros negativos será o próximo passo no combate econômico às consequências do coronavírus. “Nós não vemos políticas de taxas negativas como uma resposta apropriada aqui nos Estados Unidos”, disse.

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Em coletiva, presidente do Fed descarta juros negativos nos EUA

Durante uma coletiva logo após a decisão do Fed de reduzir a zero as taxas de juros de referência americanos, o presidente do órgão, Jerome Powell, afirmou que dificilmente uma política de juros negativos será o próximo passo no combate econômico às consequências do coronavírus.

“Nós não vemos políticas de taxas negativas como uma resposta apropriada aqui nos Estados Unidos”, disse Powell após o segundo corte emergencial nos juros do país em menos de duas semanas – no início do mês, o Fed já havia reduzido as taxas em 0,5 ponto percentual.

Outras medidas anunciadas pela entidade foram um programa de estímulos de US 700 bilhões (US$ 500 bilhões para a compra de títulos do Tesouro americano e US$ 200 bilhões em hipotecas), a redução da taxa dos depósitos compulsórios dos bancos para zero e um programa de swap coordenado com os bancos centrais da Europa, Canadá, Inglaterra, Japão e Suíça.

As decisões, embora surpreendentes, até agora não tiveram o efeito desejado no mercado. Os índices futuros americanos registram forte na noite de domingo, chegando a atingir o limite de baixa de 5%., influenciados justamente pelo aumento drástico nos números de infectados (3 mil) e mortes (pelo menos 57) pelo coronavírus nos EUA.

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Índices futuros dos EUA caem forte e chegam a atingir limite de baixa após decisão surpresa do Fed de cortar juros

SÃO PAULO – Os futuros dos EUA registram um movimento de forte queda na noite deste domingo (15), chegando a atingir o limite de baixa de 5%, após as novas medidas emergenciais (e surpresas) do Federal Reserve de cortar juros, em uma reação conjunta com outros bancos centrais pelo mundo.

Logo na abertura, o S&P 500 Futuro tinha queda de 4,29%, a 2.568 pontos, o Dow Jones Futuro tinha baixa de 3,38%, a 22.066 pontos (com queda superior a mil pontos), enquanto o Nasdaq Futuro caía 3,77%, a 7.603 pontos, queda acelerada minutos depois e que catalisou a paralisação das negociações. O petróleo também registra queda, com o WTI em baixa de 4,32%, a US$ 30,36 o barril, enquanto o brent tinha queda de 5,23%, a US$ 32,08 o barril.

A avaliação é de que, embora as atuações dos bancos centrais possam ajudar a facilitar o funcionamento dos mercados, muitos investidores destacam que, em última análise, gostariam de ver os casos de coronavírus chegando ao pico e caindo nos EUA antes de assumirem mais riscos e comprarem ações novamente.

Além disso, as notícias do fim de semana não ajudaram a melhorar o humor dos investidores, uma vez que os casos da Covid-19 nos EUA subiram para cerca de 3 mil, com pelo menos 57 mortes, de acordo com a John Hopkins University.

Atuação do Fed

Em um movimento emergencial ao que chamou de resposta aos danos causados pelo avanço do novo coronavírus e seus impactos econômicos, o Federal Reserve anunciou, neste domingo, um corte de 1 ponto percentual nas taxas de juros de referência dos EUA, para o intervalo de 0% a 0,25%.

Este é o segundo corte nos juros do país em menos de duas semanas, quando os mercados começaram a reagir com maior preocupação à Covid-19. No início de março, o Fed já havia reduzido as taxas em 0,5 ponto percentual, para a faixa de 1% a 1,25%.

“Essa medida, juntamente com um importante pacote fiscal, deve ajudar a atenuar o impacto econômico do vírus nos EUA”, disse Quincy Krosby, estrategista-chefe de mercado da Prudential Financial, à CNBC. “Será positivo, mas o mercado segue à mercê do vírus e se as políticas de contenção funcionam”, afirmou.

A autoridade monetária também aprovou um programa de estímulos (Quantitative Easing) de US$ 700 bilhões como proteção para a maior economia do mundo contra a pandemia da doença.

O Fed também destacou que agiu de forma coordenada com os bancos centrais do Canadá, Reino Unido, Japão, Suíça e Banco Central Europeu (BCE). O Fed promete usar “todos os instrumentos” para apoiar a economia americana e fluxo de crédito.

“Pelo lado positivo, as medidas adotas por todos os bancos centrais devem trazer um estímulo considerável para as economias uma vez que elas atuam em diversas frentes e devem ajudar empresas com dificuldade de liquidez. Pelo lado negativo, as ações extraordinárias podem conturbar o canal de expectativas e piorar ainda mais as projeções dos agentes sobre o grau de desaceleração da economia global. Além disso, acreditamos que o fluxo de notícias e dados econômicos seguirão ruins pelo menos até abril ou maio, e que os bancos centrais, ao já terem anunciado tantas medidas em tão pouco tempo, podem ficar de mãos atadas. As ações podem ter seus efeitos ainda mais limitados na ausência de medidas fiscais”, destaca Marcos Ross, economista-chefe da XP Investimentos, em relatório (veja na íntegra clicando aqui).

Vale destacar que, na última sexta-feira (13), as bolsas dos Estados Unidos subiram mais de 9% e registraram seu melhor pregão desde 2008 após o discurso do presidente americano, Donald Trump, que declarou estado de emergência nacional por conta do coronavírus e liberou US$ 50 bilhões para combater os impactos da Covid-19. Contudo, na sessão anterior, Wall Street registrou o pior dia desde 1987 e a semana também foi bastante negativa.

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Federal Reserve corta juros a zero e lança programa de US$ 700 bilhões em resposta ao coronavírus

Bandeira dos EUA

SÃO PAULO – Em um movimento emergencial que chamou de resposta aos danos causados pelo avanço do novo coronavírus e seus impactos econômicos, o Federal Reserve anunciou, neste domingo (15), um corte de 1 ponto percentual nas taxas de juros de referência dos EUA, para o intervalo de 0% a 0,25%.

Leia também:
– Índices futuros dos EUA caem forte e chegam a atingir limite de baixa após decisão surpresa do Fed
– Presidente do Fed, Jerome Powell descarta juros negativos nos EUA

Este é o segundo corte emergerncial nos juros do país em menos de duas semanas, quando os mercados começaram a reagir com maior preocupação à Covid-19. No início de março, o Fed já havia reduzido as taxas em 0,5 ponto percentual, para a faixa de 1% a 1,25%.

Desta vez, o placar foi de 9 votos a 1 pelas mudanças. A presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, foi a única que se posicionou a favor de uma redução mais moderada nos juros, de 0,50 ponto percentual, metade do que desejava a maioria dos membros votantes.

A nova ação do Fed ocorre após uma semana de pânico nos mercados. Os três principais índices do mercado acionário local (Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq) acumularam perdas na casa de 20% em relação às máximas atingidas, entrando naquilo que tecnicamente se intitula de bear market.

A autoridade monetária também aprovou um programa de estímulos (Quantitative Easing) de US$ 700 bilhões como proteção para a maior economia do mundo contra a pandemia da doença. Deste montante, US$ 500 bilhões serão usados na compra de títulos do Tesouro e US$ 200 bilhões em hipotecas.

Além disso, foi reduzida para zero a taxa dos depósitos compulsórios dos bancos. O Fed salientou, ainda, que a postura será mantida até que haja certeza de que a economia americana resistiu aos eventos recentes e está no caminho para os maiores patamares em termos de geração de emprego e estabilidade nos preços.

Outra medida apresentada pelo Fed foi um programa de swap coordenado com o Banco Central Europeu e as autoridades monetárias de Canadá, Inglaterra, Japão e Suíça, de modo a injetar liquidez nos mercados.

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“Mercado reage à falta de liderança global”, afirma Paulo Leme

mercado bolsa índices alta ações gráfico

Ex-presidente do Goldman Sachs no Brasil e atualmente professor de Finanças na Herbert Business School of Miami University, o economista Paulo Leme afirma que existe hoje uma crise de liderança no mundo, principalmente nos Estados Unidos, e isso está desancorando o mercado.

“Ninguém é responsável. E é a isso que o mercado está reagindo”, diz ele, sobre o movimento de baixa da semana passada. Nesse sentido, seria necessária uma atuação ousada assim como coordenada entre as nações em matéria monetária, de crédito e fiscal, inclusive em termos de saúde, para mudar as expectativas e reverter a corrida por segurança.

Enquanto não houver essa mudança de expectativas, afirma, o sistema ficará à deriva e se espera o pior resultado possível. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Os mercados perderam a referência? Qual a sua perspectiva?

O mercado está desancorado. Responde aos sinais que ele recebe do setor real da economia e também da parte de política econômica e da política como um todo. E, no momento, o mercado acha que não vale a pena manter posições e, por isso, está numa fuga para ativos seguros, como títulos do Tesouro americano, ouro e vendendo ativos de risco que vão desde ações a bônus de empresas como papéis de países emergentes.

Esse pânico tem razão de ser?

Eu não chamaria de pânico. Há uma conjuntura extremamente desafiadora e resultado de três variáveis importantes. Primeiro, o choque inesperado, que causa muita incerteza, que é o coronavírus, onde nem as autoridades médicas muito menos as políticas têm sido capazes de lidar de forma eficiente. Isso desancora o mercado. Em segundo lugar, outro choque que se sobrepõe e está parcialmente relacionado é a quebra do acordo de produção dos países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que gerou queda muito expressiva do preço do petróleo. Em terceiro lugar, e que fica muito claro depois de semanas de convivência com o vírus, é que não há liderança política de país e, pior, menos ainda mundial. Ou seja, ninguém é responsável.

Já podemos dizer que estamos em uma crise de crédito ou ela é iminente?

Eu diria que a pior crise agora é a crise de liderança. Eu diria em inglês “nobody is in charge”, ninguém é responsável. É a isso que o mercado está reagindo. Por exemplo, o pronunciamento do presidente dos EUA, Donald Trump, que supostamente iria acalmar os mercados e anunciar grandes medidas… Não anunciou nada de expressivo exceto algo que foi alarmante. Ou seja, se você tem conhecimento e, por alguma razão, fecha fronteira por 30 dias para a Europa, alguma coisa te preocupa muito. No entanto, não anuncia como vai atacar a questão da contaminação nem como encontrar medidas paliativas para amenizar o impacto econômico e no mercado financeiro. Os EUA sempre tiveram esse papel de liderança e essa credibilidade de conduzir o mundo em momentos difíceis. Hoje, não há nenhum dos dois e cada um está tentando resolver o problema por si só.

Falando da questão da liderança, como o sr. classifica a liderança no Brasil?

A gente não está em posição de personalizar ou julgar ninguém. Eu diria que a frase cabe para qualquer lugar: ‘Nobody is in charge’.

Temos visto nos últimos dias muitos anúncios de incentivo monetário. Por que não há fiscal e no que isso ajudaria mais?

Até o momento, com exceção da Inglaterra, que ofereceu um pouco mais em matéria fiscal, a reação principal que está limitando a velocidade e a intensidade de respostas à crise tão grave é que se tem um espaço fiscal muito limitado. Com toda essa liquidez e a queda das taxas mais longas de juros, se vê o endividamento não só soberano, mas também das empresas. Então, o espaço para fazer política contracíclica fiscal é muito limitado. Mas é importante fazer porque uma das consequências do vírus é inibir atos de consumo e isso é um choque de demanda muito forte, especialmente no setor de serviços. Por isso, é preciso entrar com a política fiscal, para expandir a demanda agregada e, com isso, compensar a queda do consumo privado gerada pela incerteza do vírus.

Mas também há riscos com estímulos fiscais…

Em condições ideais, não seria recomendável ter um aumento do gasto primário nem das economias avançadas nem das emergentes. Mas, entre as alternativas, não fazer é muito pior do que ter uma deterioração fiscal de curto prazo. Porque pode-se entrar em dois problemas. Primeiro, uma cadeia de inadimplência, ou seja, as empresas já têm dificuldade por falta de capital de trabalho, há aquelas com problema de liquidez e, aí, o crédito fecha e começa a ter problemas de pagamentos. Se continuarmos nesse ritmo, em uma ou duas semanas podemos começar a ter eventos de crédito e problemas de liquidez graves, que poderiam começar a afetar um setor que hoje está muito bem posicionado, que é o financeiro.

Para o Brasil, há algum componente a mais de preocupação no movimento do câmbio além do próprio fortalecimento do dólar?

A desvalorização do câmbio, além do preço justo de equilíbrio de longo prazo, já vinha ocorrendo antes do processo do coronavírus ser conhecido. A razão é muito simples. Uma escolha binária: se escolhe cortar os juros, que era a medida correta a ser tomada pelo Banco Central, não se pode esperar que o câmbio fique no mesmo lugar. A decisão correta e positiva de cortar a taxa de juros para 4,25% no Brasil causou uma redução dos fluxos de capital muito expressiva, portanto, a oferta de dólar diminuiu muito.

Tensões políticas recentes têm ajudado a pressionar o dólar?

Na questão política, acho que perdemos grandes oportunidades para entrarmos nessa crise em outro patamar, com maior grau de fluxo de capitais, investimentos em infraestrutura, privatizações. A política impediu que estivéssemos em melhores condições iniciais. Agora, dada a ordem de grandeza, é a diferença entre uma arma nuclear e uma banana de dinamite. Fundamental, e o que as pessoas esquecem, o câmbio é um ativo financeiro e, portanto, responde muito a expectativas e notícias. Contribuir só com notícias negativas é dar tiro no pé. O Brasil, que sempre respondeu bem durante crises, poderia aproveitar esse momento desafiador para a economia mundial para fazer o que tem de ser feito em reformas e tentar minimizar o impacto na atividade, e no balanço de pagamentos.

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Home office traz risco de outros vírus para as empresas. Saiba se proteger

SÃO PAULO – Com a disseminação do novo coronavírus (Covid-2019) pelo mundo, diversas empresas começaram a adotar o modelo de trabalho remoto para evitar a exposição dos seus empregados. Porém, tanto os funcionários quanto as empresas precisam se atentar para que os negócios não sejam expostos à outro tipo de vírus: o digital.

Yaniv Balmas, chefe de pesquisa cibernética da Check Point Software Technologies, empresa israelense de segurança digital, acredita que ciberataques devem tirar proveito do alto fluxo de funcionários trabalhando de casa.

Para ele, empregados recém introduzidos ao trabalho remoto são os casos mais preocupantes, já que podem não seguir todas as instruções da empresa sobre como proteger o equipamento fora da rede de segurança interna.

Segundo uma pesquisa do Avast enviada em primeira mão para o InfoMoney, cerca de 58% dos funcionários no Brasil não recebem suporte tecnológico da sua empresa para trabalhar longe do escritório ou orientações devidas segurança. O levantamento foi realizado com usuários brasileiros do programa.

Jaya Baloo, diretora de segurança digital do Avast, recomenda que as empresas se certifiquem de que os funcionários usem notebooks e smartphones pré-aprovados para acessar materiais corporativos, incluindo e-mails, ferramentas e documentos.

Segundo explica a especialista, é essencial que a companhia forneça aos funcionários conexões VPN para proteger as comunicações e aplique, sempre que possível, a autenticação em dois fatores.

“É importante que os funcionários tenham direitos de acesso limitados e possam se conectar apenas aos serviços necessários para as suas tarefas específicas, ao invés de conceder aos funcionários acesso a toda a rede corporativa”, explica Jaya.

À medida que as ferramentas para realizar o trabalho de casa são mais usadas e se expandem, o mesmo ocorre com as vulnerabilidades de segurança cibernética, que aumentam quando os funcionários ficam isolados em casa. É o que acredita Otávio Freire, diretor técnico e co-fundador da SafeGuard Cyber, uma empresa de segurança digital que oferece proteção a canais de comunicação empresarial.

“Por exemplo, sem as medidas de segurança corretas, um computador programado por um hacker pode facilmente se passar por um funcionário remoto e introduzir um malware na rede da sua empresa” disse Freire em entrevista ao Business Insider.

“Sabendo que um trabalho corporativo mais crítico será realizado por esses canais, os hackers concentrarão mais tempo, energia e esforço para explorá-los – eles vão aonde a ação está”, conclui o diretor.

O que fazer

Existem medidas básicas que podem ser adotadas por funcionários que vão trabalhar de casa para fortalecer a segurança da sua rede residencial, o que tornará o trabalho remoto mais seguro. A segurança de uma rede residencial é infinitamente menos complexa do que a segurança da rede interna da companhia, e isso deve ser levado em consideração.

Os empregados devem fazer o login na interface administrativa web do roteador, para alterar as credenciais de login do dispositivo e também alterar a senha do Wi-Fi para uma senha única e forte. Enquanto o funcionário manter a rotina de home office, é ideal trocar a chave de acesso do Wi-Fi com certa frequência.

De acordo com a Avast, 35% dos brasileiros não sabem que o roteador tem uma interface administrativa web, na qual podem fazer o login para visualizar e alterar as suas configurações.

É preciso também manter a atenção redobrada aos hackers. Enquanto trabalham em casa durante esse período, os funcionários também poderão receber e-mails de phishing relacionados ao coronavírus, incluindo e-mails de spear phishing.

Esses e-mails falsos podem parecer ser de dentro da empresa e podem incluir anexos, links ou solicitações de acesso.

“É importante que os usuários verifiquem o endereço de e-mail ou o remetente e entre em contato com esse remetente por meio de um canal diferente, confirmando que a mensagem foi enviada, antes de abrir anexos, links ou receber uma solicitação”, explica Jaya, do Avast.

Curtis Simpson, ex-diretor de segurança da informação da Sysco Foods, acredita que os funcionários em trabalho remoto devem receber, com mais frequência, emails de trabalho disfarçados de mensagens urgentes da equipe sênior sobre o vírus e que qualquer mensagem sobre a doença deve ser analisada com muita cautela.

“Esses e-mails, que atacam diretamente o coração das pessoas e aumentam o pânico e medo em todo mundo, devem aumentar exponencialmente nos próximos dias e semanas”, explica Simpson em entrevista ao portal Business Insider. “Em caso de confirmação de fraude, é preciso reportar para o time de segurança imediatamente”

Apenas nos EUA, o FBI registrou que ataques de phishing causaram um prejuízo de US$ 1,7 bilhão em 2019. E isso foi antes do surto da covid-2019.

A Check Point Security rastreou um e-mail de phishing disfarçado de mensagem da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o coronavírus que foi enviado em massa para diversos funcionários .

Segundo o levantamento da empresa de segurança digital, cerca de 10% de todas as organizações na Itália, o país mais atingido da Europa, receberam esse e-mail falso.

Outro ponto sensível é o aumento no tráfego online em aplicativos e softwares de comunicação e reunião. Com um fluxo muito maior, invasores podem se aproveitar da sobrecarga de alguns sistemas.

A Check Point, ainda em janeiro, apontou uma falha de segurança no Zoom, aplicativo de conferência remota, que permitia que invasores espiassem reuniões.

“Hoje, como todo mundo está usando esses serviços remotos, essa superfície de ataque se torna muito mais atraente”, disse Balmas em entrevista ao MarketWatch.

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Bolsa tem a queda mais rápida da história e pode continuar em baixa, diz XP

SÃO PAULO – É cedo para estimar quais podem ser os impactos da pandemia de coronavírus para a economia mundial. Mas, nas bolsas de valores, o estrago já é o mais rápido desde que existem registros – e a queda pode continuar.

A análise consta de um relatório divulgado na noite de ontem pela XP Investimentos. Segundo o texto, os índices de Bolsa de diferentes países nunca haviam caído entre cerca de 30% e 40% em um período de apenas duas semanas, como aconteceu agora.

No crash de 1929, o índice Dow Jones, dos Estados Unidos, havia demorado 35 dias para entrar em um bear-market (mercado de baixa), que é definido com uma queda superior a 20%.

Na crise de 2008, o mercado demorou mais de quatro meses para cair mais de 20%, de maio até o fim de setembro. Dessa vez, foram apenas 16 dias, segundo a XP.

O relatório toma como base o desempenho dos mercados entre a volta do carnaval (26 de fevereiro) e a última quinta-feira, 12 de março.

Nesse intervalo, o Ibovespa caiu 36%, o EWZ (índice da bolsa brasileira em dólares) desvalorizou 44% e o S&P 500, da Bolsa americana, teve uma baixa de 27%.

No dia 13, as Bolsas voltaram a subir, mas, ainda assim, o Ibovespa acumula uma baixa de 15% de segunda-feira (9) até a última sexta-feira – no pior desempenho para uma semana desde a crise de 2008.

Bolsa pode cair mais: o que fazer?

Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP e autor do relatório, afirma no texto que “o sentimento se deteriorou de forma muito rápida”.

“Enquanto, após o carnaval, a maioria dos investidores olhava a correção de 10% como um excelente ponto de entrada, o tom mudou após a Bolsa corrigir mais 20% desde então. A mensagem que escutamos agora de gestores e participantes do mercado é de cautela e com um viés de que a Bolsa poderia cair mais.”

Leia mais:
Recuperação da Bolsa deve levar mais de um ano, dizem gestores

Diante desse cenário, a recomendação da XP é de cautela. “Ainda nem começamos a ver os impactos da crise do coronavírus nos dados econômicos e das empresas em nenhum país, nem mesmo na China”, diz o relatório.

A evolução da pandemia também é incerta, assim como as medidas adotadas pelos governos para tentar conter a disseminação do vírus. Neste sábado, o presidente americano acrescentou o Reino Unido e a Irlanda à lista de países com viagens restritas para os Estados Unidos.

“Em nossa visão, se o medo de que o mundo venha entrar em uma forte recessão se confirmar, acreditamos que a Bolsa brasileira poderia vir a sofrer ainda mais”, afirma o relatório da XP.

Fazendo uma análise de crises passadas, o relatório indica que o Ibovespa poderia cair “pelo menos mais 10-15%, chegando a 62.000-65.000 pontos”.

Essa, claro, é uma possibilidade. “É sempre muito difícil prever qual será o ponto de equilíbrio no qual os mercados param de cair e começam a se recuperar. Em 2008, após o S&P 500 ter caído 42% até outubro, o índice se recuperou 24% até o final do ano, antes de embarcar em uma nova queda de quase 30% em 2009 e enfim encontrar o vale”, diz o texto.

Diante desse cenário, o que fazer?

Como os preços das ações estão mais baixos que há um mês, a XP sugere, para os investidores que buscam oportunidades, que façam compras ao longo do tempo, e não concentradas de uma só vez. “Ter um preço médio alivia os efeitos da elevada volatilidade.”

“As crises passam e, no longo prazo, ser sócio de empresas que têm bons fundamentos, em setores promissores, e que são geridas por um forte grupo de gestores é sempre a estratégia vencedora.”

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Economia e sistema financeiro têm bases mais sólidas do que 2008, diz BlackRock

A escalada dos movimentos dos últimos dias no mercado financeiro levou a crescentes comparações com a crise de 2008. Mas a gestora de recursos BlackRock, a maior do mundo, com US$ 7 trilhões em ativos, não vê muitos paralelos com aquele momento e destaca, em análise na última segunda-feira, 9, que a economia e as instituições financeiras estão em nível muito mais forte e robusto agora do que em 2008. A empresa afirma ainda manter posição “benchmark” em ativos de risco.

O choque gerado pelo coronavírus será grande e pronunciado, mas a avaliação da gestora americana é que os governos vão agir e o importante é o investidor manter uma visão de longo prazo.

A gestora não vê este evento do coronavírus como marcando o fim de um ciclo de expansão, desde que os governos deem respostas coordenadas. “E vemos sinais encorajadores de que as respostas de política econômica começam a vir juntas”, ressalta o relatório, destacando que será preciso esforço de coordenação de políticas monetária e fiscal.

Uma das fontes de vulnerabilidades que precisam ser atacadas é a necessidade de caixa pelas empresas, especialmente as menores companhias, que podem encontrar dificuldade de financiamento por causa do aperto nas condições financeiras.

Para a BlackRock, a epidemia do coronavírus vai provocar uma desaceleração acentuada da atividade no curto prazo. Pelo lado positivo, a forte queda nos preços do petróleo, que hoje despencaram mais de 20%, pode ser positiva para o crescimento, mas ao mesmo tempo traz o risco de problemas financeiros e econômicos nos setores ligados a energia e mercados emergentes exportadores de commodities.

“Este é um momento para os investidores manterem uma perspectiva de longo prazo.” O timing da duração do surto de coronavírus e a profundidade do impacto econômico é incerto, observa a gestora, mas a avaliação da BlackRock é que deve ser temporário.

A gestora neste momento fica em posição “benchmark” para ações e “overweight” em ativos mais defensivos e de menor volatilidade. A gestora prefere ainda posições em dinheiro e Treasuries americanos em relação a títulos de governos de outros países desenvolvidos.

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As mulheres que conectaram o agronegócio ao mercado financeiro

SÃO PAULO – As emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) bateram recorde em em 2019, totalizando R$ 13,99 bilhões. Mas quem vê os números atuais não imagina o desafio enfrentado por que desbravou este mercado.

Hoje sócias da securitizadora Vert, Martha de Sá, Fernanda Mello e Victoria de Sá foram as grandes responsáveis pela primeira oferta pública de CRAs no país, realizada em 2016. O certificado é um título de renda fixa ligado ao setor agrícola e emitido por uma empresa para capar recursos no mercado.

“Entre o momento em que começamos a planejar e o momento da oferta pública se concretizar foram quase dois anos. Os produtores não conheciam o mercado, os investidores não sabiam como o produto funcionava e até a Bolsa não sabia como fazer a oferta. Tivemos que aprender tudo”, contou Fernanda no podcast Do Zero ao Topo.

A história das três fundadoras da Vert é tema do 34º episódio do podcast Do Zero ao Topo. Desde a sua fundação, em 2016, a empresa já emitiu mais de R$ 16 bilhões em CRAs, CRIs e debêntures para fintechs.

Apesar de a legislação que permite a oferta de CRAs no mercado brasileiro ter sido criada em 2004, a emissão coordenada pelas três sócios aconteceu só em 2016.

“O grande problema é que sempre se tentou pegar o que o mercado de capitais está acostumado e encaixar dentro do agronegócio. O mercado agro tem uma dinâmica própria e é preciso que o mercado financeiro se adapte a ela”, explicou Fernanda.

Após muitas viagens ao campo e visitas a potenciais investidores, essa primeira oferta de CRA captou cerca de R$ 94 milhões e teve uma demanda de 170% para a compra do papel. “Desde então estamos fazendo emissões. Começamos na Octante [securitizadora] e agora na Vert”, explicou Fernanda.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo traz, a cada semana, um empresário de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias utilizadas na construção do negócio.

O programa já recebeu nomes como João Apolinário, fundador da Polishop, José Galló, executivo responsável pela ascensão da Renner, Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, André Penha, cofundador do QuintoAndar, Sebastião Bonfim, criador da Centauro e Edgar Corona, da rede Smart Fit.

Um novo episódio vai ao ar toda quarta-feira a partir das 18h. É possível seguir e escutar o programa pelo Apple PodcastsSpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e demais agregadores de podcast.

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