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As 6 ações do Ibovespa com quedas de mais de 30% na semana caótica da bolsa – e as 2 que conseguiram subir

SÃO PAULO – A semana foi caótica da bolsa brasileira, com queda de 15,68%, o pior período desde 2008 e quatro circuit breakers.

Ela começou na segunda-feira com uma baixa de 12,17% para o índice, guiado principalmente pela derrocada de 25% das cotações do petróleo, após a Arábia Saudita reduzir os preços depois de não chegar a acordo com a Rússia e com projeções de queda da commodity de até US$ 20 o barril.

No Brasil, a grande impactada foi a Petrobras (PETR3;PETR4), com queda de quase 30% para os seus ativos na sessão – ou perda de R$ 91 bilhões de valor de mercado.

Na terça, a sessão foi de fortes ganhos: o índice saltou 7,14%, na maior alta desde 2 de janeiro de 2009, com a recuperação do petróleo. Mas o ânimo durou pouco: na sequência, duas fortes baixas. Na quarta, o índice caiu 7,6% após ter acionado o segundo circuit breaker da semana, depois que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia de Covid-19, além das preocupações com a guerra de preços do petróleo.

O pregão de quinta-feira conseguiu ser de aversão ainda maior ao risco para o mercado, com o Ibovespa caindo 14,78%, o menor fechamento percentual desde 1998, repercutindo as medidas de Donald Trump, presidente dos EUA, para diminuir o impacto do coronavírus no país, com destaque para a suspensão de voos vindos da Europa.

Na sequência, o descontentamento do mercado com as medidas limitadas do Banco Central Europeu (BCE) para ativar a economia potencialmente abalada (principalmente na Itália) pelo coronavírus potencializou as perdas.

Como volatilidade foi o nome da semana, a sexta-feira foi marcada por uma forte valorização do Ibovespa, de 13,91%, o maior ganho para o índice desde 13 de outubro de 2008, quando o benchmark disparou 14,66%.  No fim da sessão, Trump decretou estado de emergência nacional e liberou US$ 50 bilhões para o combate ao vírus, o que ajudou a animar o mercado, assim como o anúncio do presidente americano de que vai intensificar as compras da commodity para reservas estratégicas.

Com isso, apesar da forte recuperação na sessão desta sexta, as ações que registraram as maiores quedas do Ibovespa no período foram justamente as mais afetadas por esse cenário, caso das aéreas (GOLL4,) e da Azul (AZUL4), refletindo esse período de incertezas sobre o impacto da doença na demanda de viagens, além da companhia de turismo CVC (CVCB3), conforme aponta levantamento feito pela Economática.

Nos últimos meses, as ações das companhias ligadas ao setor de turismo já haviam registrado queda forte. Com a doença se espalhando pelo mundo e impactando as operações locais, já que os números vêm subindo no Brasil, os ativos sofrem fortemente.

“Além disso, essas empresas aéreas nacionais têm 50% dos custos dolarizados”, destacou Betina Roxo, analista da XP Investimentos, em live recente sobre o tema. “Estamos falando de empresas em que, a cada 5% de depreciação do real, a margem cai 1 ponto percentual, o que atrapalha bastante os resultados”. Com o dólar subindo R$ 4,813, novo recorde, e alta no ano de 20%, os ativos dessas empresas são bastante impactados.

A Azul soltou resultado na semana, que foi visto como bastante positivo ao apresentar resiliência dos números do quarto trimestre de 2019 apesar da economia ainda fraco, mas o futuro incerto acabou fazendo com que a ação registrasse queda independentemente dos dados positivos. A Azul suspendeu o guidance para 2020, além de anunciar redução da capacidade internacional.

A Petrobras, mesmo com a alta de 22% na sexta, não conseguiu se desvencilhar das fortes quedas da semana. Os contratos futuros do petróleo brent para maio acumularam perdas de 25,22% na semana. e o WTI teve baixa de 23,13% na semana. Esta foi a pior semana desde a crise financeira de 2008 para a commodity, em meio à guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia.

Logo no início da semana, o Bradesco BBI reduziu a recomendação para os ativos de compra para neutra. Os analistas avaliam que haverá uma guerra de preços pela frente e que o movimento surpreendente dos sauditas poderia ser uma tentativa de trazer a Rússia de volta à mesa de negociações.

Contudo, eles não acreditam que essa queda de braço será vencida rapidamente. Assim, é difícil saber quanto esse imbróglio terminará, mas deve trazer consequências negativas. Com isso, na semana, os papéis caíram mais de 30%.

Também em meio à forte queda do petróleo, fora do índice, a petroleira PetroRio (PRIO3) e a sucraalcooleira São Martinho (SMTO3), também tiveram forte queda, respectivamente de 47,32% e 40,95%, esta última em meio a menor competitividade do etanol e com cortes de recomendação.

Fora do benchmark da bolsa, a T4F (SHOW3) despencou 43,95%, em meio ao adiamento de shows e eventos por conta da doença (veja mais clicando aqui). O Lollapalooza foi adiado para os dias 4, 5 e 6 de dezembro devido ao surto do coronavírus, segundo está informado no site oficial. O festival aconteceria nos dias 3, 4 e 5 de abril em São Paulo. No entanto, ainda não há informações sobre novos local e line-up.

Com baixa de 38,91%, destaque ainda para o IRB (IRBR3). Apesar de não ser impactada diretamente pelo coronavírus, o noticiário para ela tem sido bastante negativo, sendo destaque de queda nos últimos dois meses em meio à polêmica com as cartas da Squadra contestando a recorrência dos números apresentados pela companhia e, posteriormente, com a saída do CEO e CFO, após a fala de que a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, teria comprado ações da empresa, desmentida posteriormente pelo veículo de investimentos.

Nesta semana, um agravante: a Polícia Federal fez buscas no escritório do IRB na quinta-feira. Segundo comunicado do IRB, “a operação realizada(…) não está relacionada à companhia”. Segundo informações da agência de notícias Reuters, um dos envolvidos na investigação é o agora ex-presidente de finanças do IRB Fernando Passos.

A Polícia Federal informou apenas que deflagrou a Operação Suitcase, para investigar a prática de corrupção ativa e passiva e que foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de Ceará e São Paulo. Com isso, o cenário parece ainda nebuloso para a companhia.

Confira as 5 empresas (e 6 ações) com as maiores quedas do Ibovespa na semana:

Empresas Ticker Queda no período
Gol GOLL4 -46,94%
IRB IRBR3 -38,91%
Azul AZUL4 -36,12%
Petrobras ON PETR3 -34,08%
Petrobras PN PETR4 -32,54%
CVC Brasil   CVCB3 -32,91%

Enquanto isso, no Ibovespa, apenas duas ações conseguiram registrar ganhos – e bem modestos. São os ativos da CCR (CCRO3), que soltou na sexta-feira da semana passada um resultado considerado positivo pelos analistas de mercado, com dados de tráfego robustos, enquanto a avaliação é de que ela esteja preparada para novas concessões. Além disso, ela tem características de uma empresa defensiva, dado o fluxo de caixa relativamente estável, tornando-se uma alternativa atrativa em momentos de incerteza do mercado.

Na sequência, estão os ativos da Engie (EGIE3), com alta de apenas 0,40%, elétrica que possui características de empresas mais defensivas por não ser tão impactada pela atividade econômica e as incertezas globais.

 

Confira as 2 altas do Ibovespa na semana:

Empresas Ticker Alta no mês
CCR CCRO3 +0,62%
Engie EGIE3 +0,40%

 

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Melhores momentos do 1º Stock Pickers ao vivo, com Florian Bartunek

Florian Bartunek

A maior queda semanal do Ibovespa desde 2008 também trouxe impacto ao Stock Pickers: pela primeira vez desde a criação do podcast (abril de 2019), não publicamos um episódio semanal – o episódio que seria publicado era sobre o livro “Fora da Curva 2”.

Por ele estar totalmente desconectado dos eventos desta semana histórica, “trocamos” a publicação do episódio por uma live no nosso Instagram com uma das maiores lendas do mercado brasileiro de ações: Florian Bartunek, gestor da Constellation e, por coincidência, co-autor da série “Fora da Curva”.

A entrevista foi feita pelo Thiago Salomão (apresentador do Stock Pickers e analista da Rico Investimentos) na quinta-feira (12), às 19h, e contou com mais de 5 mil espectadores simultâneos durante os quase 40 minutos de conversa.

Aos que não conseguiram acompanhar, selecionamos os melhores momentos desta entrevista:

Thiago Salomão: Fazendo aquela “análise de retrovisor” que todo mundo acerta, parecia previsível saber que a bolsa iria cair, mas o que assustou foi a magnitude da queda, caímos muito e em pouco tempo…

Florian Bartunek: Além disso, caímos sem ter muita oportunidade de venda. Alguns dias, a bolsa já abriu com papel caindo 15%, 20%, tivemos circuit breakers na bolsa em um dia que algumas ações nem tinham aberto… Não é aquela queda que “se o papel cair 5% eu stopo (aciono o stop loss)”, não dá, porque você já abre com uma queda maior, isso é assustador.

TS: Que paralelo você pode fazer entre outros circuit breakers, o que essa tem de diferente e o que essa tem de igual às outras paralisações que tivemos em 2008, por exemplo.

FB: O que ela tem de igual: ela machuca muito quem está alavancado. Você não pode estar alavancado porque você é forçado a liquidar suas posições, esse risco se repete frequentemente nessas crises. Alvancagem é mortal, quem tem um peso em ações maior do que deveria ter está tendo que vender, na época que era para comprar está tendo que vender.

Segundo ponto: tudo cai meio que igual, então não teve muito como se defender. O Peter Lynch [um dos maiores investidores da história] contava uma história interessante dos maias: primeiro os maias moravam na beira do mar, daí veio uma enchente que matou metade deles; aí eles aprenderam e foram morar em cima das árvores, mas aí veio um raio e pegou fogo e matou mais gente; daí aprenderam e foram morar nas montanhas, mas veio um terremoto, as pedras rolaram e morreu mais metade… Você acaba para as crises do passado e as da frente acabam sendo diferentes. Quiseram se proteger dessa crise com empresas de commodities, mas foram pegos porque essa crise pegou a China no começo. As crises são parecidas mas elas sempre mudam, então é muito difícil você “se hedgear” e se preparar para a próxima crise.

O que ela tem de igual: apesar de tudo estar caindo mais ou menos igual, tem ações com mais “beta” (correlação mais alta com o Ibovespa) e que acabam sofrendo mais, e a gente aprende um pouco isso, as ações quase têm personalidade, você sabe que uma Weg ou uma Ambev, por exemplo, são mais defensivas, e você sabe que uma Magalu, Banco Inter tem mais “beta”, até pelos negócios com mais alavancagem, empresas mais defensivas sofrem menos, empresas mais agressivas sofrem mais.

TS: Mas o que explica uma queda tão mais rápida que de outras crises?

FB: Existe uma diferença entre risco e incerteza, o problema não é o risco, se eu sei a perda potencial, eu não fico feliz mas eu sei que minha perda potencial é essa, agora quando eu tenho incerteza eu não sei o que pode acontecer, as pessoas começam a criar cenários paralelos, do tipo “e se fechar as escolas, metrô, o que causa na economia? E se começa a quebrar empresa, e se morrer tantas pessoas?” Estamos naquela fase aguda da incerteza, aí você pega investidores alavancados, fundos que não têm mandato específico de ações e dentro de um ambiente de incerteza, que você pode pensar em qualquer cenário, isso acelera as quedas.

Agora, confesso que quedas de 20% de uma ação no dia, 30%, eu raramente vi, e acho que é interessante que se você olha em um cenário mais normal, numa Raia Drogasil por exemplo. Eu até entendo isso em uma ação de uma empresa aérea ou uma empresa hoteleira, esse é o epicentro da crise, pois quem está sofrendo é agência de viagem, turismo, isso até entendo… mas Raia Drogasil? Qual a chance de ter um impacto relevante no negócio da Raia? No cenário que eu vejo hoje, não é muito grande, posso dizer que o lucro pode cair 10% se tivermos uma quarentena, mas a ação caiu muito mais do que isso, então nessas horas as pessoas sempre fazem o pior cenário, boa parte da queda vem de investidores alavancados e que tem um percentual maior do que deveria ter no portfólio.

TS: Teve uma coisa muito legal que você falou na entrevista para o Brazil Journal: essa crise de agora tem começo, meio e fim, enquanto em 2008 parecia que o mundo ia acabar, ninguém sabia até onde a crise de crédito nos EUA iria e quanto ela poderia impactar a economia do mundo todo. Agora, essa crise atual tem prazo de validade, basta ver que a China está vencendo o coronavírus. Com isso em mente, como explicar o Ibovespa cair de 120 mil pontos para 70 mil pontos em tão pouco tempo? Foi apenas investidor alavancado vendendo, ou é uma nova fase do mercado que tem muito mais dinheiro disponível e mais gente comprada?

FB: Durante períodos de alta volatilidade, é comum os investidores acompanharem freneticamente os preços e esquecerem que atrás de cada um daqueles números piscando rapidamente na tela existe uma empresa que continua operando no dia-a-dia. Ao invés de congelar em frente à tela, o investidor deve “voltar aos fundamentos” e estudar os possíveis impactos reais da crise na geração de caixa da empresa da qual o investidor decidiu se tornar sócio, pois é isso irá realmente impactar o valor da empresa.

TS: Deixe um recado para os mais de 1 milhão de investidores que entraram nos últimos 12 meses na bolsa e devem estar apavorados com essas quedas.

FBComprar ação é o início. O grande teste do investidor é o que fazer no caminho. Decidir qual ação colocar na carteira pode levar um tempo, mas, após feita essa lição, o investidor começa o período de testes que, dependendo da tese, pode durar décadas. Nesse trajeto, os investidores passam, sem dúvida, por alguns períodos de teste. Quem começou essa jornada há pouco tempo pode pensar que os gestores com mais experiência não ficam aflitos. Mas todos, independentemente do tempo de mercado, ficam preocupados e aflitos. Nesses períodos é importante estudar e ver se sua posição está adequada.

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar em sua plataforma de podcasts preferida clicando aqui.

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Disney fecha parques devido a coronavírus e pode ter impacto de US$ 1,2 bilhão

SÃO PAULO – O surto do coronavírus está afetando diversos setores, e o do turismo vem sendo impactado diretamente, considerando o receio das pessoas de viajarem. E nem a Disney escapou.

O grupo anunciou nesta quinta-feira (12) o fechamento de seus parques da Flórida, Califórnia e Paris, após já ter fechado as unidades de Xangai e Hong Kong. O parque de Tóquio ficou fechado durante duas semanas e já reabriu e segue funcionando.

Além disso, a Disney Cruise Line, a linha de cruzeiros do grupo também está suspensa. A suspensão dos serviços vai até o final do mês de março, por enquanto.

No anúncio, a Disney acrescentou que seus hotéis na Disney World e Disneyland Paris permanecerão abertos até novo aviso e que pagará aos membros do elenco durante o período que o complexo estiver fora de operação.

Ainda, a empresa solicitou que todos os seus funcionários baseados nos EUA e que trabalham em outros segmentos do grupo como nos estúdios Walt Disney, Walt Disney Television, ESPN e em suas divisões de parques e produtos diretos ao consumidor trabalhem de casa.

O Magic Kingdom é o parque temático mais visitado do mundo: teve mais de 20 milhões de visitantes em 2018, de acordo com um relatório da consultoria de entretenimento Tea/Aecom.

Os parques são um dos principais impulsionadores do amplo negócio de entretenimento da empresa: a Disney gerou mais de US$ 26 bilhões em vendas na divisão de Parques, Experiências e Produtos no ano fiscal de 2019, representando 37% da receita total da empresa.

André Kim, sócio e analista de investimentos da Geo Capital, estima que a queda do lucro operacional da companhia pode chegar a US$ 1,2 bilhão. “As coisas estão mudando muito rápido. Estamos estimando esse valor considerando o impacto maior nos parques de Xangai e Hong Kong, que devem ficar fechados até junho. Mas o fechamento do parque da Flórida deve ter um impacto significativo no curto prazo. A situação vai impactar o primeiro e segundo trimestre da empresa”, afirma.

Segundo ele, de longe, os setores de turismo, hotelaria e tudo o que está relacionado a viagem estão sofrendo impacto maior. “Nesse sentido, a Disney será impactada, atrapalha os resultados desse trimestre e trimestre que vem, talvez até do ano, mas daqui um ano, dois anos, não existe um cenário em que as pessoas deixarão de consumir Disney. Então, o preço pode chacoalhar, mas daqui três, cinco anos continua a ser uma empresa robusta”, diz.

Ele acrescentou que essa é a primeira vez que a Disney fecha parques em escala global. “Já fecharam parques devido a ameaças de terrorismo, algum problema de contrato, mas em escala como acontece agora, nunca antes”.

Investimentos em novas atrações

A empresa investiu bilhões em sua divisão de parques temáticos, com o lançamento das unidades de Star Wars na Flórida e na Califórnia no ano passado.

Ainda, uma atração foi lançada na semana passada no Disney’s Hollywood Studios, chamada “Mickey & Minnie’s Runaway Railway”. 

Kim explica que os parques fazem lançamentos constantes e a nova atração é o chamariz para continuar atraindo turistas e “manter o investimento nisso é super normal”.

“A margem operacional pode ter impacto porque o grupo está gastando e não vai trazer mais pessoas pelo momento, mas é temporário. Ainda, considerando o guarda-chuva do grupo, o problema em geração de caixa acontecerá só nesse segmento de parques. Quando olhamos streaming, filmes, bens de consumo, os negócios são bem robustos e serão menos afetados nessa queda. Assim, os parques perdem parte do lucro, mas os outros segmentos vão equilibrar o prejuízo momentâneo”, explica.

Troca de liderança

Outra turbulência em meio a esse contexto é a recente troca de liderança do grupo. Apenas duas semanas atrás, Bob Iger deixou o cargo de CEO da empresa, nomeando Bob Chapek como seu substituto, cuja função anterior era de presidente da Disney Parks.

As ações da Disney caíram mais de 20% desde a entrega, passando por eventos como o fechamento de parques e atraso do lançamento de “Mulan”, por exemplo.

Kim acredita que “o mercado reagiu negativamente porque Iger construiu um legado gigantesco, é super respeitado na indústria, e transformou a empresa no império lucrativo que é hoje”. Mas ele lembra que a passagem de bastão na liderança estava sendo postergada há pelos menos 3 anos.

“Chapek já era funcionário, tem fit com a empresa, conhece o negócio. Nossa expectativa é bem positiva, até porque era algo previsto há algum tempo e ele tem condições de lidar com o momento. Além disso, Iger continua como membro do conselho por pelo menos 22 meses, período muito acima da média”, diz.

As ações da empresa caem cerca de 30% no acumulado do ano, e fechou o pregão desta sexta-feira (13) com alta de 11,7%.

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Com investidores atentos ao coronavírus, próxima semana terá “Super Quarta” com Copom e Fomc

SÃO PAULO – Após dias de caos nas bolsas globais, com o Ibovespa no Brasil acionando quatro vezes o mecanismo de circuit breaker, o mercado teve um dia de alívio na sexta-feira (13), mas o clima ainda segue de tensão entre os investidores nos próximos dias.

As bolsas desabaram na quarta e quinta-feira após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar o surto do novo coronavírus uma pandemia. Agora a cada dia, as novas notícias sobre o aumento de casos da Covid-19 serão monitoradas e deverão guiar o humor dos mercados.

Para piorar, na última segunda-feira, a decisão da Arábia Saudita de vender petróleo com desconto ajudou a aumentar o pânico geral, o que deixa analistas também de olho a possíveis novos eventos inesperados como esse.

Investidores ficarão atentos ainda à possíveis medidas econômicas que poderão ser anunciadas pelos governos. O presidente Donald Trump declarou na sexta estado de emergência nacional nos Estados Unidos. A decisão libera até US$ 50 bilhões em recursos financeiros para ajudar os americanos afetados pelo surto.

Trump disse ainda que pediu a hospitais que ativem seus planos de emergência. Além disso, o presidente afirmou que fechou uma parceria com o setor privado para acelerar a capacidade dos EUA de fazerem testes de diagnósticos de coronavírus.

Além disso, o G7 (grupo que reúne as maiores economias do mundo) fará uma reunião extraordinária na segunda-feira (16) para discutir uma resposta à pandemia do coronavírus. O anúncio foi feito pelo presidente da França, Emmanuel Macron, pelo Twitter.

“Depois da minha ligação com Donald Trump e todos os líderes do G7, concordamos em organizar uma videoconferência extraordinária na segunda-feira sobre a covid-19. Vamos coordenar os esforços de pesquisa para uma vacina e tratamento e trabalhar numa resposta financeira e econômica”, disse ele.

Por aqui, a expectativa é por medidas prometidas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para o fim de semana. Ele não descartou a possibilidade de novas liberações de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Na sexta, Guedes também cobrou a aprovação de projetos do governo pelo Congresso e defendeu a liberação de outros R$ 5 bilhões em emendas parlamentares para uso pelo Ministério da Saúde no combate às demandas no setor geradas pela epidemia.

Super quarta

Enquanto os reflexos do coronavírus ficam nos holofotes, a semana contará com a chamada “Super Quarta”, em que serão anunciadas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

Analistas esperam que o Federal Reserve, como é conhecido o Banco Central americano, volte a cortar os juros no país em meio a um cenário de maiores esforços para estimular a economia por conta dos efeitos do vírus.

No último dia 3, o Fed já realizou um corte surpresa de 0,50 ponto percentual e seus dirigentes têm discursado reforçando que a autoridade monetária está atenta e deve seguir tomando medidas econômicas.

Segundo analistas do Bradesco BBI, “o Fed provavelmente continuará cortando juros e, se necessário, poderá também lançar mão de outros instrumentos para reduzir impactos do choque do coronavírus nos EUA”.

Por aqui, atenção especial ao Comitê de Política Monetária (Copom), em que analistas projetam um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

Dados recentes poderiam mudar as projeções, como o IPCA de fevereiro, que surpreendeu para cima, mas especialistas destacaram que foi por um fator específico (setor de higiene pessoal) e não algo estrutural, o que mantém a visão de que o Banco Central deve reduzir a Selic.

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Bolsas americanas disparam 9% após discurso de Trump, no melhor pregão desde 2008

SÃO PAULO – As Bolsas dos Estados Unidos subiram mais de 9% nesta sexta-feira (13) e registraram seu melhor pregão desde 2008 após o discurso do presidente americano, Donald Trump, que declarou estado de emergência nacional por conta do coronavírus e liberou US$ 50 bilhões para combater os impactos da Covid-19.

O Dow Jones subiu 9,36%, a 23.185 pontos, enquanto o S&P 500 teve ganho de 9,29%, a 2.711 pontos. Já a Nasdaq teve valorização de 9,35%, aos 673 pontos.

A alta histórica, contudo, veio sob o gosto amargo das quedas recentes. Ontem, os índices caíram mais de 4% diante da declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) do coronavírus como pandemia. Apesar do rali de hoje, as Bolsas por lá fecharam a semana no vermelho.

Mais cedo, os índices já subiam na esteira do anúncio do Federal Reserve, que vai oferecer mais de US$ 1,5 trilhão em liquidez ao mercado monetário através de operações de recompra reversa.

Pelo cronograma, a autoridade monetária ofertará hoje US$ 500 bilhões em títulos de três meses e US$ 500 bilhões em títulos de um mês. Para os próximos 30 dias, a intervenção total se aproximará de US$5 trilhões.

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Gestores de fundos adotam postura conservadora depois da derrocada dos mercados

SÃO PAULO – A crise provocada pelo avanço do novo coronavírus e seus impactos econômicos deve fazer com que o Ibovespa registre sua pior semana desde outubro de 2008. O mergulho acumulado de cerca de 15% ligou o sinal de alerta entre os gestores sobre as estratégias a serem adotadas daqui para frente.

Um levantamento feito pela XP Investimentos mostra que boa parte dos gestores de recursos está optando por posições mais conservadoras em seus portfólios. Os resultados contemplam 33 gestores macro, 30 gestores de ações (long only e long biased) e 18 gestores de crédito.

Considerando os que lidam com produtos multimercados, 55% dizem que suas avaliações sobre a economia foram alteradas em um tom mais negativo a médio prazo, enquanto 30% veem uma mudança ainda mais pessimista. Apenas 15% responderam que suas percepções não sofreram grandes modificações.

O quadro mostra uma piora nas leituras desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia de coronavírus e autoridades mundo afora anunciaram uma série de medidas para conter e enfrentar os avanços da doença, além das preocupações geradas pela disputa entre Arábia Saudita e Rússia no mercado de petróleo.

Diante deste cenário, o levantamento mostra que 89% dos gestores de fundos multimercados consultados reduziram ou zeraram totalmente suas posições otimistas, ao menos até que haja maior clareza no horizonte.

Apenas 7% dizem ter aumentado posições em ativos que se beneficiam com uma melhora na percepção de risco. Outros 4% elevaram exposição a ativos que se beneficiam de uma continuidade da onda de pânico dos mercados.

Já entre os gestores de ações, há uma maioria que acredita que a recuperação do Ibovespa para níveis pré-carnaval (115.000 pontos) poderá levar mais de um ano e boa parte das empresas sofrerá impactos significativos da crise em seus balanços [leia mais clicando aqui].

Neste grupo, também se observou uma diminuição de exposição a ativos de maior risco e uma posição mais cautelosa, sobretudo entre os gestores de fundos com estratégia long biased (que também permitem posições vendidas em ativos).

De acordo com o levantamento, 27% dos gestores optaram por aumentar o caixa de seus fundos, enquanto 23% dizem ter diminuído o beta da carteira, de modo a concentrar a alocação em setores mais defensivos. Outros 13% afirmam ter comprado puts (opções de venda) de Ibovespa e outros índices de ações ou papéis específicos.

Ainda entre os gestores de fundos long biased, o percentual de gestores cujas carteiras tinham exposição líquida comprada superior a 70% caiu de 41% para 30% do final de fevereiro para cá. Já o grupo com exposição abaixo de 50% saltou de 18% para 29% no período.

Por outro lado, entre os gestores de fundos long only (ou seja, que apenas permitem posição comprada nos ativos), a pesquisa mostrou que subiu de 39% para 48%, do fim de fevereiro para cá, o percentual dos que tinham menos de 5% de caixa.

Uma hipótese para isso pode ser a combinação da exclusividade de posições apenas compradas em ativos e a abertura de oportunidades em ativos defensivos que sofreram forte queda nos últimos dias.

Do lado dos gestores de fundos de crédito privado, a percepção é que o cenário atual pode piorar o risco de crédito de algumas empresas, mas não deve preocupar do ponto de vista do risco.

Entre os 18 investidores deste grupo ouvidos pelo levantamento, apenas 11% veem piora significativa sobre empresas e setores específicos, ao passo que 22% não notaram nenhuma piora de cenário no nível empresarial.

Para a maior parte desses gestores, o cenário mais preocupante é no caso da liquidez do mercado secundário. Dos entrevistados, 61% observam uma diminuição moderada e aponta um princípio de preocupação. Outros 17% veem uma diminuição substancial. Apenas 22% dizem ter notado uma redução, mas não muito preocupante.

Após alguns meses de fluxos negativos para a classe, maioria dos gestores de fundos de crédito privado (50%) vê que o ritmo de resgates está diminuindo. Outros 33% veem aplicações igualando resgares ou saldo positivo do lado das aplicações, enquanto 17% falam em aumento no ritmo de regates.

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Ibovespa dispara 13,91% no dia, mas não evita pior queda semanal desde 2008

b3 bovespa ibovespa

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta de 13,91% nesta sexta-feira (13), em seu maior ganho diário em 11 anos. Ainda assim, o principal índice da B3 não conseguiu evitar uma nova queda semanal, de 15,63%, a pior desde 2008.

Os pregões nesta semana foram marcados por muita aversão ao risco. Na segunda-feira, o investidor acordou em pânico, pois além da disseminação da Covid-19, surgia no horizonte a guerra de preços de petróleo entre Arábia Saudita e Rússia.

Não foi possível chegar a um acordo para cortar produção e segurar preços entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderada pelos árabes, e a nação comandada por Vladimir Putin.

Como resposta, os sauditas anunciaram que elevarão a produção da commodity para 12,3 bilhões de barris por dia, inundando um mundo de demanda decrescente com petróleo barato.

As cotações desabaram 20% e a Petrobras perdeu R$ 91 bilhões de valor de mercado. O Ibovespa caiu 12% e acionou circuit breaker.

O mercado se recuperou com uma alta de 7% no dia seguinte, mas na quarta-feira (11), a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o coronavírus se tornou uma pandemia voltou a derrubar a Bolsa.

A queda foi de 7,6%, com mais um circuit breaker acionado durante a sessão. Outro fator de instabilidade foi a derrubada pelo Congresso do veto de Bolsonaro à ampliação do Benefício por Prestação Continuada (BPC), que deve gerar um impacto orçamentário bilionário em meio a um momento de ajuste rigoroso nas contas públicas.

Na quinta-feira, o pânico se estendeu, com o mercado decepcionado com as medidas adotadas pelo presidente americano, Donald Trump, para combater a pandemia.

Enquanto se esperavam estímulos econômicos, Trump anunciou a proibição de voos entre a Europa e os EUA, à exceção do Reino Unido. Foram mais dois circuit breakers e o Ibovespa caiu 14,8%, no pior pregão desde a crise da moratória da Rússia em 1998.

O anúncio do Federal Reserve – o banco central dos EUA – de que vai oferecer mais de US$ 1,5 trilhão em liquidez ao mercado monetário através de operações de recompra reversa até esboçou uma melhora na sessão, mas não teve força suficiente para reduzir as perdas dos índices acionários.

Pelo cronograma, a autoridade monetária ofertará hoje US$ 500 bilhões em títulos de três meses e US$ 500 bilhões em títulos de um mês. Para os próximos 30 dias, a intervenção total se aproximará de US$5 trilhões.

Um alívio antes do fim de semana

Hoje, o alívio chegou, apesar de não ter conseguido apagar toda a queda. No fim da sessão, Trump decretou estado de emergência nacional e liberou US$ 50 bilhões para o combate ao vírus. Dow Jones e S&P 500 dispararam mais de 9%, no melhor pregão desde 2008.

Também ajudou a acalmar os ânimos por aqui a afirmação do presidente Jair Bolsonaro de que testou negativo para coronavírus. Mais cedo, alguns veículos de imprensa haviam informado que o exame de Bolsonaro tinha dado positivo, o que não se confirmou no fim do dia.

O secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, está com coronavírus, o que levou o próprio presidente Jair Bolsonaro a realizar o teste para diagnosticar a presença do vírus.

Hoje, o Ibovespa subiu 13,91%, a 82.677 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 42,6 bilhões. A última alta tão expressiva foi em 13 de outubro de 2008, quando o benchmark disparou 14,66%.

Enquanto isso, o dólar comercial terminou o dia em alta de 0,56%, a R$ 4,8099 na compra e R$ 4,8128 na venda. Na semana, a moeda dos EUA subiu 3,85%.

Poderia ter sido mais, não fossem as intervenções do Banco Central, que só ontem ofertou mais de US$ 4 bilhões em leilões à vista, controlando a volatilidade depois da moeda chegar a bater R$ 5,00 pela primeira vez na história. O dólar futuro para abril avançou 0,47% hoje, para R$ 4,825.

Por aqui, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a pauta dos próximos 45 dias na Casa será voltada para o combate aos efeitos econômicos da pandemia e criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes, por não ter apresentado medidas de curto prazo para enfrentar a crise.

Segundo Maia, as propostas de Guedes para a economia, enviadas na terça-feira, não resolvem a turbulência para os próximos meses. Maia também disse que a reforma administrativa, cujo esboço ainda não foi enviado pelo governo, não é a solução no momento.

“Guedes não tinha uma coisa organizada ou não quis falar. Se olhar os projetos, tem pouca coisa que impacte a agenda a curto prazo ou quase nada”, afirmou. O Congresso estuda entrar em recesso por causa da pandemia.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu 66 pontos-base, a 5,24%, o DI para janeiro de 2023 teve queda de 78 pontos-base, a 6,05%, e o DI para janeiro de 2025 recuou 70 pontos-base, a 7,08%.

Coronavírus no Brasil

O Brasil já tem mais de 100 casos do coronavírus, de acordo com contagem do jornal Folha de São Paulo. Até a noite de ontem, quinta-feira, o Ministério da Saúde tinha 77 casos confirmados. Somente o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP), já tem 98 casos confirmados, mas dos quais apenas 43 foram notificados ao Ministério em Brasília (DF).

O estado de São Paulo pode ter entre 1% e 10% de sua população infectada pelo novo coronavírus, com quadro leve a grave, nos próximos quatro meses, segundo o infectologista David Uip, coordenador de um comitê de contingenciamento para enfrentar a chegada da doença no estado.

Noticiário corporativo

A Estácio Participações (YDUQ3), o segundo maior grupo de educação privada do Brasil, reportou lucro líquido de R$ 686,4 milhões em 2019, informou em balanço. Outras empresas, como Qualicorp e Kepler Weber, também publicaram balanços.

A Vale (VALE3) informou que pode enfrentar dificuldades operacionais relacionadas à força de trabalho e pode ter que adotar medidas de contingência ou eventualmente suspender operações por conta da pandemia de coronavírus, segundo comunicado ao mercado.

A empresa depende de uma extensiva cadeia de logística e de fornecedores que inclui Ásia e Europa; todas as viagens de negócios e eventos não-essenciais foram cancelados ou postecipados até novas orientações.

Já a Gol (GOLL4) informou que a programação de voos será ajustada para garantir equilíbrio entre o novo cenário de demanda e a qualidade e amplitude da nossa malha aérea, em meio à queda das viagens por conta do coronavírus.

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13 ações que sobem mais de 50% em 12 meses, apesar da queda da Bolsa com coronavírus

SÃO PAULO — O principal índice da Bolsa brasileira acumulava queda de 36,6% em 2020, até o pregão de ontem. O movimento vai na esteira dos demais mercados globais, por conta da pandemia de coronavírus.

Mas, fora do Ibovespa, muitas ações mantêm bom desempenho mesmo com a derrocada do mercado acionário local nas últimas semanas.

Segundo a empresa de informações financeiras Economatica, 13 companhias registravam até ontem ganhos de mais de 50% em 12 meses. A lista é encabeçada pela Comgás (CGAS5), com alta de 160,54%.

A construtora JHSF (JHSF3) vem logo em seguida, com valorização de 114,92%. A Sinqia (SQIA3) completou o pódio, com avanço de 101,88%. Na Bolsa desde 2013, a Sinqia, que é a maior fornecedora de softwares para o setor financeiro no Brasil.

Ela se tornou nos últimos anos uma das queridinhas dos investidores, com faturamento anual de mais de R$ 140 milhões. Seu CEO, Bernardo Gomes, contou ao podcast do InfoMoney Do Zero ao Topo o que ele fez para conseguir trazer a companhia a este patamar.

A lista conta ainda com nomes de outras empresas bastante conhecidas entre os investidores, como a Qualicorp (QUAL3), a Via Varejo (VVAR3) e a Magazine Luiza (MGLU3).

O levantamento considera as ações da B3 que possuem volume médio negociado mínimo de R$ 800 mil por dia para evitar distorções, já que papéis com baixa liquidez também são os que apresentam maior volatilidade.

Veja abaixo as 13 ações da B3 que têm ganho acumulado de mais de 50% em 12 meses até ontem, segundo levantamento da Economatica.

Empresa Ação Retorno em 12 meses
Comgás CGAS5 160,54%
JHSF JHSF3 114,92%
Sinqia SQIA3 101,88%
Trisul TRIS3 93,30%
JSL JSLG3 87,14%
Qualicorp QUAL3 85,05%
Weg WEGE3 76,14%
Eneva ENEV3 75,66%
Via Varejo VVAR3 75,62%
Positivo POSI3 71,67%
Omega Geração OMGE3 57,38%
Magazine Luiza MGLU3 52,84%
Raia Drogasil RADL3 50,60%

 

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Recuperação da Bolsa deve levar mais de um ano, dizem gestores

SÃO PAULO – As marcas da onda de pânico provocada nos mercados, nos últimos dias, com o avanço do novo coronavírus, devem levar um bom tempo para serem apagadas dos preços dos ativos. Apenas nesta semana, o Ibovespa acumulou quatro circuit breakers e uma queda de mais de 25% em quatro pregões.

Um levantamento feito pela XP Investimentos com 30 gestores de ações mostra que a maioria acredita que levará ao menos um ano (56%) para a bolsa voltar aos níveis pré-carnaval, na faixa de 115.000 pontos.

Na sequência, aparecem aqueles que esperam que a recuperação ocorra entre seis e 12 meses (37%). Apenas 7% projetam a retomada em até um semestre.

Para 13% dos gestores de ações long only (que apenas permite posição comprada nos ativos) e long biased (que permite maior flexibilidade nas posições) consultados, haverá uma acomodação na turbulência dos mercados em até um mês.

Já 60% acreditam em um prazo mais longo para o fim da volatilidade excessiva, de até três meses. Os 27% restantes entendem que pode ser que isso demore até um semestre para acontecer.

No levantamento, os gestores de ações também foram questionados sobre o patamar mínimo esperado para o Ibovespa nesta crise. Para 47% dos consultados, o índice deverá tocar alguma região entre 65.000 e 70.000 pontos, o que corresponde a uma queda de mais de 6% em relação aos atuais patamares.

Outros 37% acreditam em um tombo ainda maior, com o benchmark chegando a bater entre 60.000 e 65.000 pontos, o equivalente a um recuo de mais 13%. Para 13% dos respondentes, o Ibovespa pode ficar entre 55.000 e 60.000 pontos, uma queda adicional de quase 20%.

De acordo com a sondagem, 77% dos gestores de ações acreditam que a crise do coronavírus terá um impacto geral entre 10% e 30% sobre os resultados das empresas. Outros 20% veem um efeito menor, de uma potencial queda de até 10% nos balanços. Apenas 3% esperam uma piora de 30% a 50% na realidade das companhias.

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Em dólar, Ibovespa tem pior patamar desde antes do impeachment de Dilma

SÃO PAULO – Mesmo com a alta do Ibovespa e queda do dólar nesta sexta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira ainda está em seu pior patamar desde 2016 em dólar.

O Ibovespa em moeda americana era negociado a 15.842 pontos no início da tarde. A última vez que o índice esteve neste patamar foi em julho de 2016.

Na época, as tensões internacionais se escalavam com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia. No cenário interno, a crise econômica ainda assolava o país e no cenário político a presidente Dilma Rousseff estava afastada por conta do processo que levaria ao seu impeachment, concluído em agosto.

O auge de mau humor do mercado em 2016, no entanto, aconteceu em janeiro de 2016, antes do afastamento da presidente.

O patamar mais alto do Ibovespa em dólar desde então aconteceu em no início de janeiro deste ano, quando o índice chegou a 29.121 pontos.

A máxima histórica já verificada foi em 19 de maio de 2008, quando o Ibovespa atingiu 44.616 pontos na moeda americana.

Em 2020, até 4 de março (dado mais recente disponível na B3), os investidores estrangeiros sacaram R$ 44,8 bilhões do segmento secundário (ações já listadas na bolsa).

O valor já é superior a saída de todo o ano de 2019, de R$ 44,5 bilhões  — o recorde histórico.

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