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Por que a venda da operação móvel da Oi para Vivo e TIM seria um ótimo negócio para as 3 companhias

SÃO PAULO – Uma notícia positiva para todas as empresas envolvidas, trazendo mais racionalidade ao setor. Esta é a avaliação feita por analistas de mercado para o anúncio das operadoras de telefonia TIM (TIMP3) e Telefônica Brasil (VIVT4) de que, juntas, formalizaram o interesse em comprar a telefonia móvel da Oi (OIBR3;OIBR4) , com negociações que podem envolver toda a operação ou parte dela.

Isso se refletiu no desempenho das companhias da bolsa. Enquanto o Ibovespa teve uma forte baixa de 7,64% após a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar como pandemia o surto de coronavírus, as ações das teles foram algumas das poucas altas da bolsa. Dentro do índice, TIM fechou em alta de 1,23% e Vivo com ganhos de 0,48%. Já a Oi, mesmo amenizando fortemente a alta de 22% do intraday, viu seus ativos ON subirem 4,49% e os PN avançarem 7,38%.

Contudo, mais detalhes sobre a operação ainda não foram definidos. Conforme destaca a equipe de análise da Levante Ideias de Investimento, no curto prazo, a expectativa é de impacto positivo nos preços das ações no curto prazo, o que aconteceu hoje em especial para a Oi. Porém, no médio e longo prazos, serão as condições e a precificação do negócio que definirão quais acionistas serão os mais beneficiados.

“Tudo vai depender do preço da transação de compra da divisão móvel de Oi, que está bastante pressionada por endividamento e necessidade de investimentos”, avaliam os analistas.

Para a Vivo e para a TIM, o segmento móvel da Oi significa uma ampliação da sua fatia de mercado, bem como a expansão nas regiões Norte e Nordeste, menos exploradas pelas companhias.

A Oi Móvel possui 16,2% do mercado de telefonia móvel nacional, ante 33% da Vivo, enquanto Claro e TIM têm participação cada uma de cerca de 24%. A Oi tem quase 35 milhões de clientes: 25,6 milhões no pré-pago e 9 milhões no pós-pago.

Para a Oi, avalia a Levante, a venda trará uma grande oportunidade de gerar caixa e continuar honrando o serviço da sua dívida e seus investimentos no segmento de fibra ótica, que é a peça chave e grande aposta da companhia para voltar a ser competitiva, depois de anos complicados em meio ao processo de recuperação judicial.

O Bradesco BBI destaca que, até o fechamento da última terça-feira, o valor de mercado da Oi era de R$ 5,3 bilhões, enquanto a operação móvel deve valer entre R$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões. Ou seja, uma quantia de quase três vezes o valor total da companhia, se considerado o valor máximo. Contudo, o montante pode ser significativamente maior dependendo das possíveis sinergias a serem geradas para as outras empresas de comunicação.

“A TIM e a Vivo foram rápidas em expressar seu interesse formal na operação móvel da Oi, o que é positivo para a Oi. Portanto, acreditamos que poderia haver uma oferta formal com um valor claro no terceiro trimestre ou até antes disso, que é quando a assembleia geral da Oi com os credores deve ocorrer. Seria importante para a Oi ter uma oferta final para mostrar aos acionistas o valor que poderia ser gerado com a venda de sua operação móvel”, avalia Frederico Mendes, analista do Bradesco BBI.

Uma outra questão é se um lance conjunto pela Oi poderia afetar a avaliação pela operação móvel da Oi. Para o Bradesco BBI, não necessariamente, uma vez que, após a venda da Unitel, a Oi agora está em uma posição de caixa muito mais confortável e poderá negociar melhor o valor de seus ativos.

Os analistas também avaliam que, com a operação, resolvem-se dois problemas ao mesmo tempo. Do ponto de vista do regulador, esse poderia ser um acordo interessante para o setor como um todo, pois: (i) resolveria a preocupação da Oi com os financiamentos necessários para investir em sua recuperação e (ii) reequilibraria a concentração do setor entre os três principais players. Com isso em mente, eles avaliam que a TIM provavelmente obterá uma fatia maior da operação móvel da Oi (cerca de 70%), supondo que o negócio seja concluído.

Vale destacar que, segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a Claro também estaria na disputa e levou a sua oferta ao Bank of America, que coordena a operação. Porém, na avaliação do analista, é difícil que ela adquiria a operação dados os aspectos de concentração.

Também destacando os aspectos concorrenciais, o Itaú BBA destaca que um participante a menos deve promover maior racionalidade do mercado. “Como a lucratividade das empresas tende a melhorar com a racionalidade do mercado, a qualidade dos serviços prestados também tende a subir, pois as operadoras terão mais flexibilidade financeira para investir”, avaliam Susana Salaru e Tito Ferraz, analistas do banco.

Ao negociar em conjunto, a Vivo e a TIM poderão mitigar obstáculos decorrentes para a aprovação do negócio no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), selecionando cuidadosamente a divisão de ativos.

Desta forma, a conclusão do acordo é vista como uma operação ganha-ganha para as três companhias. O Bradesco ressalta que a Oi está na direção certa, reforçando a recomendação de compra para os ativos OIBR3, com preço-alvo de R$ 1,80. A expectativa é de que dias melhores para a companhia estejam por vir, enquanto o mercado aguarda por novidades com relação às ofertas das duas rivais que podem se unir para abocanhar esse segmento da Oi.

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Bolsa perde um Itaú Unibanco em valor de mercado em um único dia

SÃO PAULO — Juntas, as empresas listadas na B3 perderam hoje (11) R$ 249 bilhões em valor de mercado — é praticamente tudo o que vale o Itaú Unibanco (ITUB4).

Segundo a Economatica, agora, depois da queda de quase 8% registrada pelo Ibovespa no pregão de hoje, a Bolsa brasileira acumula perda de R$ 1,039 trilhão em valor de mercado neste ano.

Quem mais perdeu valor de mercado hoje foi novamente a Petrobras (PETR4 ; PETR3). A estatal terminou o dia valendo R$ 24,4 bilhões menos do que ontem.

A Vale (VALE3) veio logo em seguida, com uma perda de R$ 20,9 bilhões. Já o Itaú, maior banco privado do país, completou o pódio, com R$ 17,8 bilhões a menos em seu valor de mercado.

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No acumulado de 2020, as três empresas que mais perderam valor de mercado, segundo a Economatica, são a Petrobras (menos R$ 196,6 bilhões), o Bradesco (menos R$ 93,5 bilhões) e o Itaú (menos R$ 85,6 bilhões).

A derrocada das ações na B3 acompanha o cenário de forte aversão ao risco internacional diante da escalada do coronavírus no mundo — e seu efeito negativo sobre a economia global.

Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou oficialmente uma pandemia de coronavírus, o que levou os mercados mundiais a novas quedas. O número de infectados no mundo já passa de 124 mil pessoas.

No caso da Petrobras, tem ainda um agravante: os preços dos barris de petróleo seguem em queda livre por causa da queda de braço entre Rússia e Arábia Saudita sobre o preço e o volume de produção da commodity.

Com a forte perda de valor de mercado da Petrobras, ela deixou de ser a maior empresa da América Latina, indo para a terceira colocação no ranking, segundo a Economatica.

Quem passou a liderar o pódio foi o Itaú Unibanco, com um valor de mercado total de R$ 250,7 bilhões depois do fechamento do pregão de hoje. O segundo lugar fica com a Ambev, com R$ 216,3 bilhões.

Veja abaixo a tabela com as maiores perdas de valor de mercado no pregão de hoje e o acumulado em 2020. Os dados são da Economatica.

Tabela de valor de mercado em 11 de março de 2020 (Economatica/Reprodução)
Tabela de valor de mercado em 11 de março de 2020 (Economatica/Reprodução)

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À espera de recessão global “branda”, J.P. Morgan Asset projeta recuperação econômica ao fim do ano

SÃO PAULO – Os efeitos do surto do coronavírus e da forte queda do petróleo ainda estão por vir. Ainda que o mercado se antecipe, a economia só deve mostrar um balanço efetivo quando os números do PIB dos próximos trimestres forem revelados. E tudo aponta para uma recessão global.

Na visão de Gabriela Santos, estrategista para mercados globais do J.P. Morgan Asset Management, a China tende a apresentar queda nos primeiros três meses do ano, com recuperação no segundo. Na Europa, os dois primeiros trimestres devem ser negativos e, nos Estados Unidos, os impactos devem ser sentidos principalmente no segundo e no terceiro trimestre.

A sinalização, contudo, é de uma retomada na sequência.

“A perspectiva definitivamente piorou um pouco para o curto prazo, esperamos uma possível recessão global, porém não estamos falando de uma crise em comparação a 2008. Seria uma recessão branda, de curto prazo, com uma eventual recuperação no fim do ano”, afirmou a estrategista, em entrevista ao InfoMoney na tarde desta quarta-feira.

Enquanto os mercados globais, com destaque para o brasileiro, derretiam, Gabriela, que fica baseada em Nova York, dizia que as respostas fiscais e monetárias tendem a surtir efeito ainda em 2020. Ainda que a visão sobre as economias emergentes tenha piorado, por ora é descartada uma recessão.

Ao comentar sobre as oportunidades geradas pelas fortes quedas da Bolsa, a estrategista assinalou que a gestora segue entusiasta do setor de tecnologia, nos Estados Unidos, e de consumo, no Brasil. “Pouco a pouco vale a pena focar nesses temas para o médio e o longo prazo.”

Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

Queda justa dos mercados

“Não achamos que os movimentos dos mercados estão exagerados. Eles estão reagindo a uma mudança muito rápida do cenário-base, de uma aceleração para desaceleração no curto prazo significativa. Era necessária uma reprecificação no mercado de ações, de crédito, de dívida do governo.

A perspectiva definitivamente piorou um pouco para o curto prazo, esperamos uma possível recessão global, porém não estamos falando de uma crise em comparação a 2008. Seria uma recessão branda, de curto prazo, com uma eventual recuperação no fim do ano.”

Recessão a caminho

“Neste ano, a perspectiva mudou muito e muito rapidamente, devido a dois choques simultâneos na economia global. O primeiro é o coronavírus e o impacto que está tendo e ainda pode ter sobre a atividade econômica.

E o segundo choque simultâneo é o com relação a essa queda profunda dos preços do petróleo e o impacto que pode ter principalmente em crédito.

Nossa perspectiva estava certamente muito mais otimista entrando neste ano, estávamos esperando uma recuperação da economia global. Agora, com esses dois choques, estamos muito menos otimistas, achando que há realmente uma alta possibilidade de vermos uma recessão global, incluindo uma recessão nos Estados Unidos pelo menos por dois trimestres do ano.”

O que muda na alocação?

“Acho que neste momento a gente tem que ter uma certa calma e focar em duas coisas: primeiro ter certa proteção adicional para esse momento turbulento na economia e nos mercados globais, que ainda pode continuar por algumas semanas.

É muito crítico focar na qualidade das companhias em que estamos investindo, principalmente em crédito. Com esses dois choques tão fortes em atividade e petróleo, não vão ser todas as companhias que vão conseguir sobreviver a esse momento.

Então é muito importante focar em empresas com balanço solido, menos alavancagem e com uma certa compensação para um risco extra.
Pensando em investidores brasileiros, esperamos que o dólar se mantenha forte nesse cenário, com toda essa busca de qualidade, essa aversão a risco. Devemos ainda ver muita demanda, por exemplo, por ativos como Treasuries, o que deve manter o dólar forte.

Ter uma certa diversificação global e uma posição em dólar para o investidor brasileiro pode ser ainda mais importante.”

Perspectiva para renda variável

“O importante neste momento é manter certa calma e pensar qual é o seu horizonte de investimento, não abandonar os ativos de crescimento no portfólio, o que acaba incluindo a renda variável.

Não queremos sair completamente ou esquecer da renda variável americana, principalmente do setor tecnológico, ou da emergente, especialmente relacionada a consumo. Não temos como abandonar os nossos objetivos de médio e longo prazo.”

Vale a pena comprar com a queda?

“Depende de como cada investidor está posicionado. Em termos de adicionar exposição, não é preciso fazer tudo hoje ou amanhã, mas é possível entrar devagar durante as próximas semanas.”

O impacto de cortes de juros mundo afora

“Infelizmente não são muito eficazes. O remédio necessário não é da política monetária. O que os bancos centrais podem fazer, seja o Federal Reserve, o Banco Central Europeu ou o brasileiro, é pelo menos ajudar a manter as condições financeiras acumulativas, ou seja, validar a precificação do mercado, que nos EUA estava e segue pedindo por um corte de juros.

O Fed cortou os juros e deve continuar a cortar para perto de zero, exatamente para validar as expectativas do mercado e não causar uma volatilidade adicional.”

O necessário para dissipar o pânico

“Acho que vai ser importante ver uma estabilização dos novos casos do vírus. E o segundo ponto que ajudaria a estabilizar o mercado seria não uma resposta de política monetária, mas uma resposta fiscal. É o mais importante neste momento.

Ela não vai blindar a economia dos efeitos do coronavírus ou da queda do preços do petróleo, mas vai facilitar uma eventual recuperação quando o número de casos se estabilizar.”

O que esperar para o Brasil?

“No fim do ano os dados econômicos já tinham decepcionado um pouco, não podemos culpar só o coronavírus e a queda de preço do petróleo. Mas é claro que a evolução desses dois choques limita ainda mais o crescimento do Brasil no curto prazo.

A perspectiva de crescimento diminuiu ainda mais desde o começo do ano, mas ainda é cedo para falar de recessão no Brasil. O número de casos ainda está pequeno e não estamos vendo nenhum tipo de limitação do movimento das pessoas, como na Itália ou em alguns estados nos EUA. O Brasil ainda está numa situação um pouco diferente dessas outras economias com as quais nos preocupamos mais.”

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Ibovespa Futuro fecha em queda de 13% e dólar futuro bate R$ 4,82 após derrubada de veto de Bolsonaro à ampliação do BPC

Bomba de dólar

SÃO PAULO – Depois do Ibovespa fechar em queda de 7,64% com as novidades no cenário do coronavírus, o noticiário político derrubou ainda mais o mercado brasileiro no after-market. O contrato futuro do Ibovespa para abril fechou às 18h03 (horário de Brasília), em queda de 13,02%.

Fora isso, não bastasse a queda de quase 10% no pregão regular, o MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), principal ETF (fundos de gestão passiva que acompanham algum índice e são negociados em Bolsa) das ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) brasileiras, cai 5,66% no after-market da Bolsa de Nova York, enquanto os índices futuros dos EUA ficaram perto da estabilidade no mesmo horário, depois da baixa no pregão regular: o S&P futuro subiu 0,20%, o Nasdaq registrou alta de 0,21% e o Dow Jones Futuro teve variação positiva de 0,12%.

Esse movimento negativo no after-market reflete o resultado da votação no Congresso, que derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao Projeto de Lei 3.055/97. O PL trata do aumento de um quarto do salário mínimo para meio salário mínimo no limite da renda familiar per capita para idosos e pessoas com deficiência terem acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Houve 137 votos a favor do veto.

O impacto econômico estimado dessa medida é de R$ 217 bilhões em dez anos, segundo Bruno Bianco, secretário especial da previdência. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse ao Estado de S. Paulo que a queda do veto pode significar o fim do teto de gastos. Já os analistas da XP Política destacam que o veto equivale a um desconto de cerca de 20% no impacto fiscal da reforma da Previdência aprovada no ano passado.

Portanto, o mercado não teve paz depois do dia de pânico provocado pela falta de ações concretas do governo americano para mitigar o impacto econômico do coronavírus e pela declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o Covid-19 é uma pandemia.

O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a derrubada de veto é uma decisão equivocada, especialmente em um dia de nervosismo como foi hoje. “De fato, o impacto é grande, num momento difícil. Num momento em que economia brasileira começa a dar sinais de que não vai crescer aquilo que estava projetado no início do ano, num dia da decisão da OMS de decretar pandemia, com as bolsas caindo muito, com nervosismo muito grande dos atores econômicos”, disse a jornalistas.

“É uma decisão que eu acho mais atrapalha do que ajuda nesse momento de crise na saúde e crise que já vai começar a afetar a economia brasileira”, avaliou o congressista.

Amanhã, a expectativa é de que a Bolsa volte a cair no pregão regular para refletir essa queda brusca no after-market.

O câmbio também foi impactado. O dólar futuro para abril subiu 3,63% e bateu novo recorde, chegando a R$ 4,8235 após a derrubada do veto ao BPC. Durante a tarde, parte da apreciação mais forte da moeda americana ante o real foi atribuída à falta de atuação do Banco Central com venda de dólares à vista, algo que a autoridade monetária havia feito na segunda e na terça.

Depois do fechamento, o BC anunciou um leilão de US$ 1,5 bilhão à vista para esta quinta-feira (12).

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Acordo entre Centauro e Nike terá intervenção da Netshoes

SÃO PAULO – A Superintendência do Cade deferiu um pedido de intervenção da Netshoes como terceiro interessado no termo assinado entre Centauro (CNTO3) e Nike para compra da marca esportiva no país. Com isso, a análise antitruste para efetivação do acordo ocorrerá sob o olhar da empresa do Magazine Luiza.

No início de fevereiro, o Grupo SBF, dono da Centauro, fechou com a Nike a parceria em vendas por R$ 900 milhões, incluindo a compra da marca em território nacional. Dessa forma, se tornaria distribuidor exclusivo dos produtos da empresa americana no Brasil, controlando a distribuição para outras varejistas e as lojas monobrand. As empresas afirmaram que o relacionamento da Nike com outras varejistas não seria afetado.

A Netshoes questionou o acordo, afirmando que a exclusividade de distribuição por uma varejista significaria desvantagem competitiva para o resto do mercado.

“Caso (…) não examine de forma detalhada, abrangente e publicamente as relações verticais e de concorrência entre as Requerentes e a Netshoes, bem como a suposta alegação de que a SBF fará a distribuição dos produtos Nike ‘de forma não-discriminatória’, a Netshoes pode se ver em condição de insuperável e artificial desvantagem competitiva no varejo de artigos esportivos, especialmente no e-commerce, em prejuízo aos consumidores”, disseram os advogados da NS2.

O Cade aceitou o pedido, “considerando a existência de dúvidas quanto ao market share das partes”.

“A depender de como os mercados de distribuição e varejo de artigos esportivos afetados pela operação podem ser definidos, e, consequentemente, dos dados a serem utilizados para sua mensuração, o que pode gerar participações superiores a 30%, decido pelo não enquadramento do caso como procedimento sumário e determino a realização de instrução complementar, nos termos do art. 7º da Resolução CADE nº 02/2012 e do art. 54 da Lei nº 12.529/11”, informa o parecer da Superintendência.

Com 21% do mercado de artigos esportivos do país, a Nike é uma marca relevante para quaisquer varejistas do segmento. Uma fonte do mercado estima que algo em torno de 15% a 20% das vendas da Netshoes sejam Nike. Na Centauro, o número atinge 25%.

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Os 5 gráficos que mostram o dia de pânico nos mercados nesta quarta

SÃO PAULO – Após uma recuperação na véspera, os mercados ocidentais abriram esta quarta-feira (11) em queda não só seguindo o desempenho negativo das bolsas asiáticas, mas também com uma maior tensão pela falta de detalhes do plano do presidente Donald Trump para estimular a economia dos EUA, impactada pela Covid-19.

Durante a tarde, porém, o cenário piorou pelo mundo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar que o coronavírus agora é uma pandemia.

O anúncio ocorreu por volta das 13h30 (horário de Brasília), mas foi apenas às 15h que o Ibovespa engatou um forte movimento negativo, chegando a bater os 10% de queda, acionando o circuit breaker pela segunda vez nesta semana.

Após trinta minutos de paralisação, a bolsa voltou a operar e chegou a estender as perdas para mais de 12%, se aproximando de acionar o segundo circuit breaker do dia, caso chegasse a perder 15%.

Na reta final, porém, o mercado ainda se recuperou das mínimas, fechando com queda de 7,64%, aos 85.171 pontos, acompanhando o exterior após falas do presidente Trump.

Ele afirmou que o governo americano usará todo o seu poder para combater a Covid-19, marcando para a noite desta quarta uma coletiva em que pode dar detalhes dos planos de ação contra a doença.

Confira o desempenho do Ibovespa hoje:

(Bloomberg)

No câmbio, o dólar também seguiu o dia de tensão. A moeda americana iniciou o dia com leve alta sobre o real, em torno de R$ 4,66, mas foi ganhando força durante a tarde, seguindo o aumento da tensão nos mercados.

Conforme as bolsas desabaram, a moeda disparou, chegando a ganhos de mais de 2%, a R$ 4,75. No fim do dia, seguindo a leve melhora de humor, o dólar comercial fechou com alta de 1,61%, cotado a R$ 4,7207 na venda.

Apesar disso, o dólar futuro com vencimento em abril ainda voltou a subir mais após a notícia de que o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que facilita acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), o que tem potencial de gerar uma despesa adicional de R$ 20 bilhões por ano para o governo nos próximos 10 anos.

Confira:

(Bloomberg)

Nos EUA, os três principais índices de ações também aceleraram as perdas no meio da tarde, e se aproximaram de quedas de 7% (quando seria acionado o circuit breaker por lá, mas não acionaram o sistema em nenhum momento.

Acompanhando a declaração do presidente, o Dow Jones fechou com queda de 5,86%, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuaram 4,89% e 4,70%, respectivamente.

Confira o desempenho do Dow Jones:

(Bloomberg)

S&P 500

(Bloomberg)

Nasdaq

(Bloomberg)

Vale destacar que a piora do humor ocorreu após os fechamentos dos mercados na Ásia e na Europa, com isso, as bolsas dos dois continentes não refletiram esta queda forte.

Mesmo assim, o índice Nikkei registrou queda de cerca de 2% hoje, enquanto a bolsa de Xangai caiu quase 1%. Na Europa, o pior desempenho foi da bolsa da Inglaterra, que recuou 1,4%. Os índices CAC 40 e DAX, da França e Alemanha, caíram 0,57% e 0,35%, ao passo que o mercado italiano teve leve alta de 0,33%.

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Coronavírus: o que muda para a economia após a decretação de pandemia?

SÃO PAULO – Os temores com os efeitos econômicos do novo coronavírus voltaram a impactar com força os mercados nesta quarta-feira (11), com os investidores globais reagindo à notícia de que a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou pandemia da doença.

O fato novo fez o Ibovespa voltar a cair mais de 10% durante um pregão e acionar, pela segunda vez na semana, o circuit breaker – uma espécie de disjuntor do mercado acionário, que entra em ação em momentos de pânico e fortes quedas e suspende temporariamente os negócios.

Investidores têm dificuldades para dimensionar os impactos da doença sobre a economia mundial, na medida em que o número de casos se multiplica e as respostas anunciadas pelas autoridades ainda são difíceis de quantificar.

Agora, com a decretação de pandemia, há dúvidas sobre o que muda na prática.

A OMS classifica pandemia como a disseminação mundial de uma nova doença, normalmente quando uma epidemia se espalhou por dois ou mais continentes com transmissões locais.

A nova definição não tem a ver com mudanças nas características ou nível de gravidade da doença, mas sim com sua expansão geográfica, e não segue um processo formal de avaliação na instituição. De qualquer forma, o uso do termo indica mudanças no olhar sobre a doença.

“Nas últimas duas semanas, o número de casos de Covid-19 fora da China cresceu 13 vezes e o número de países afetados triplicou. Há agora mais de 118 mil casos em 114 países e 4.291 pessoas perderam suas vidas”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ela afirmou, ainda, que a declaração de pandemia não significa que a situação saiu do controle nem que o mundo deva abandonar as medidas de contenção da doença, mas pediu ações mais enfáticas.

“Pandemia não é uma palavra para ser usada de maneira leviana ou descuidada. É uma palavra que, se mal utilizada, pode causar medo irracional ou aceitação injustificada de que a luta acabou, levando a sofrimento e morte desnecessários”, ressaltou ele.

Além disso, ele afirmou que os países precisam preparar respostas em áreas chaves: detectar, proteger, tratar, reduzir a transmissão, inovar e aprender. Os diretores da organização disseram, ainda, que os países não devem seguir para fazerem apenas a mitigação (estratégia de saúde que busca cuidar dos doentes).

Até hoje, a OMS vinha evitando o termo “pandemia”, com receio de passar uma ideia de pânico e falta de controle sobre a situação, o que poderia fazer com que países reduzissem métodos de controle e contenção.

Para o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a declaração de pandemia não muda nada, na prática, para o Brasil Isso porque o país já havia registrado casos e vinha adotando procedimentos mais cautelosos em comparação com outros países.

“Na prática, não [muda]. Nós já temos casos confirmados dentro do país, temos transmissão local, não temos transmissão sustentada, que pode ser a próxima etapa. E cada etapa dessas tem medidas adicionais que vão sendo acrescentadas”, disse antes de participar de audiência pública na Câmara dos Deputados.

Para ele, a organização demorou a fazer o movimento, o que pode ter prejudicado países como a Itália. “Nós já estávamos trabalhando assim. Já estávamos considerando [pessoas vindas da] América, Europa, Ásia, Oceania [como possíveis casos suspeitos]. Só não estávamos considerando os da América do Sul e África. Agora, todos”, afirmou.

Segundo o ministro, é provável que o Brasil passe a ter transmissão sustentada da doença – ou seja, quando se torna impossível de detectar os elos de transmissão ou quando o processo atinge nível 5 (cinco pessoas envolvidas na transmissão dentro do país).

Mandetta disse, ainda, que a declaração de pandemia faz com que o país possa identificar casos com base em sintomas, histórico de qualquer viagem internacional ou contato com alguém infectado, e não apenas com uma lista de países de maior risco.

O que muda na economia?

Para Marcelo Giufrida, ex-presidente da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e CEO da Garde, a declaração de pandemia pode ser benéfica para alguns países, porque retira obrigações individuais sobre o avanço da doença.

“Enquanto o coronavírus era uma epidemia, os países tinham que tomar uma série de medidas individualmente para se proteger contra o avanço da doença. Agora que virou pandemia, a OMS chama algumas obrigações para si e o esforço vira global, em uma cooperação”, disse.

Do ponto de vista de mercado, Giufrida afirmou que o que tem causado pânico entre os investidores é a falta de informações para que eles possam de fato prever os impactos do coronavírus sobre a economia global.

“Não é uma boa notícia.  O mundo precisa entender como vai ser a recuperação da atividade na China, principalmente. Eles conseguiram conter o avanço da doença internamente e já estão soltando a economia de novo, mesmo que muito lentamente. Quando o mercado conseguir ver uma volta da atividade da China, vai projetar melhor o impacto nos demais países”, disse.

Para o economista Roberto Luis Troster, ex-economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e sócio da Troster & Associados, o Brasil pode ser menos impactado pelo coronavírus do que outros países do mundo em função de uma postura economicamente mais isolada, mas uma lentidão do governo em reagir pode prejudicar.

Ele acredita que os impactos vão desde a interrupção no fornecimento de insumos, o que paralisa cadeias de produção, até deterioração de expectativas. De qualquer forma, o especialista é contrário à adoção de medidas anticíclicas de ampliação das despesas para proteger a economia, como a discutida flexibilização do teto de gastos.

Na avaliação de Troster, é possível colher resultados positivos a partir da aposta na agenda de reformas, com profundas modificações no sistema tributário nacional, e alterações no sistema de crédito para o setor privado.

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Ações de Azul e Gol caem 20% com declaração de pandemia de coronavírus, Petrobras e Vale desabam até 12%; Oi ameniza ganhos

Gol Boeing 737 smiles avião

SÃO PAULO – As fortes variações do mercado são novamente destaque na sessão desta quarta-feira: após a derrocada de 12,17% da segunda e o salto de mais de 7% na véspera. Petrobras (PETR3;PETR4) chega a ver seus papéis caírem cerca de 12% em meio à forte queda do petróleo com a Arábia Saudita aumentando a capacidade de produção, enquanto a Vale (VALE3) despenca mais de 8% em meio à baixa do minério de ferro, enquanto os investidores registram aversão ao risco com a falta de detalhes sobre o plano do governo americano para estimular a economia do país em meio ao coronavírus.

As perdas se intensificaram com os dados de estoque de petróleo nos EUA acima do esperado e, posteriormente, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarando o coronavírus como pandemia. O termo se refere ao momento em que uma doença se espalhou por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas. Às 15h15 (horário de Brasília), o Ibovespa passou a cair mais de 10% e foi acionado o segundo circuit breaker da semana. 

Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4), que já caíram forte nas últimas sessões, passaram a ter baixa de até 21% após a declaração da OMS, uma vez que poderá haver ainda mais restrições para viagens. Além disso, o dólar acelerou os ganhos e atingiu os R$ 4,73, o que também afeta companhias endividadas em dólar como o caso de aéreas.

Enquanto isso, algumas ações se destacam entre as maiores altas: Vivo e Tim sobem, enquanto a Oi saltou até 18% após a informação de que as duas primeiras decidiram negociar, em conjunto, a compra das operações móveis da companhia, mas amenizou fortemente em meio à aversão a risco do mercado.

 

Contudo, ao longo da sessão, os papéis amenizaram os ganhos. Confira mais destaques:

TIM (TIMP3) e Telefônica Vivo (VIVT4)

A Telefônica e a TIM decidiram negociar, em conjunto, a compra das operações móveis da Oi. A informação foi divulgada ao mercado na noite desta terça-feira.

Se o negócio for concretizado, a telefonia móvel ficará concentrada em três grandes operadoras (Claro, Vivo e TIM) e a Oi deixará a telefonia celular para restringir sua atuação em banda larga fixa, TV por assinatura e telefonia fixa.

As duas teles manifestaram ao assessor financeiro do grupo Oi, o Bank of America Merrill Lynch, “seu interesse em iniciar tratativas com vistas a uma potencial aquisição, em conjunto, do negócio móvel da Oi, no todo ou em parte”.

Caso a operação seja consolidada, segundo o comunicado, “cada uma das interessadas receberá uma parcela do referido negócio”, de acordo com nota divulgada pela Telefônica e pela TIM. As empresas informaram ainda que a transação pode criar valor aos acionistas e clientes, gerar eficiências operacionais e melhorar a qualidade dos serviços.

A Oi, maior operadora de telefonia fixa do Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial em junho de 2016 para reestruturar aproximadamente R$ 65 bilhões de dívida. Em julho do ano passado, a companhia divulgou planos para levantar até R$ 7,5 bilhões com a venda de ativos não essenciais – incluindo torres, centrais de processamento de dados, imóveis e sua fatia de 25% na angolana Unitel. A Oi é hoje a quarta empresa em número de clientes na telefonia celular – serviço que mais rende receitas para as teles, principalmente devido aos dados.

O edital do leilão do 5G, em que será licitada a faixa de 3,5 GHz, já considera o cenário de apenas três grandes operadoras na telefonia móvel.

IRB (IRBR3

O governo federal brasileiro, que possui as “golden shares” da resseguradora IRB-Brasil RE, indicou na noite de ontem o executivo Antônio Cássio dos Santos para o cargo de presidente do Conselho de Administração da empresa. O nome do executivo deve ser aprovado em breve em Assembleia. Antônio Cássio dos Santos tem mais de 30 anos de experiência no setor de seguros, no Brasil e no exterior.

Na década de 2000, ele foi presidente da seguradora Mapfre. Entre 2011 e 2014, trabalhou para a seguradora suíça Zurich Insurance Group; nos últimos cinco anos, foi executivo-chefe das operações da seguradora italiana Assicurazioni Generali SpA para a América Latina e Sul da Europa, além de membro do Conselho da empresa italiana.

O IRB-Brasil RE vive uma série de polêmicas que minou sua imagem no mercado. O calvário da empresa começou em fevereiro, quando a corretora carioca Squadra acusou a companhia de irregularidades contábeis. Mais recentemente, o executivo-chefe foi demitido após dizer que o mega-investidor Warren Buffett havia se tornado sócio da empresa através da Berkshire Hathaway, o que foi negado posteriormente. Antônio Cássio dos Santos chega com a missão de recuperar a imagem do IRB-Brasil RE.

Localiza (RENT3)

A rede de aluguel de carros Localiza registrou no quarto trimestre de 2019 um lucro 25,9% maior na comparação anual, chegando a R$ 228,4 milhões. No ano, o resultado da companhia subiu 26,5%, para R$ 833,9 milhões, em relação a 2018.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do quarto trimestre do ano passado somou R$ 629,6 milhões, alta de 40,2% sobre o mesmo intervalo de 2018. Em 2019, o Ebitda alcançou R$ 2,212 bilhões, alta de 39,2% sobre o ano anterior.

A receita líquida do quarto trimestre de 2019 somou R$ 2,695 bilhões, alta de 19,3% em relação ao último trimestre de 2018. No acumulado de 2019, a receita líquida somou R$ 10,195 bilhões, crescimento de 29,1% em relação a 2018.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 112,5 milhões no último trimestre de 2019, uma alta de 4,7% em relação ao resultado financeiro negativo do mesmo período do ano anterior. No ano, o resultado financeiro negativo foi de R$ 409,8 milhões, alta de 11% sobre o resultado financeiro negativo de 2018.

A Localiza Hertz encerrou 2019 com dívida líquida de R$ 6,61 bilhões. Apesar do alto endividamento, a Localza Hertz encerrou 2019 com um saldo de caixa de R$ 2,8 bilhões, mais do que suficiente para fazer frente ao vencimento de R$ 459,7 milhões de debêntures que vencem em 2020 e outros R$ 1,29 bilhão que vencerão em 2021.

O Itaú BBA avalia que os resultados da Localiza Hertz são positivos, com um “impressionante” crescimento ano a ano de 29% no lucro líquido. “A Localiza conseguiu vender 41,4 mil carros usados na sua operação de semi-novos, um número muito positivo. O aluguel diário de carros também cresceu substancialmente”, comentou o BBA. O banco ressalta que receita líquida e Ebitda vieram acima das projeções para a RENT3, enquanto o lucro líquido ficou em linha, o que não deixou de ser uma expansão “impressionante” de 29% sobre 2018. O BBA mantém a recomendação compra, com preço-alvo de R$ 58,00 para a ação RENT3, uma alta de 38,2% sobre os R$ 41,93 negociados ontem na B3.

O Bradesco BBI também avaliou os resultados da Localiza Hertz como positivos, mas alertou que houve um crescimento forte na depreciação da frota. “O preço mais baixo dos carros novos e o aumento da competição explicam a maior depreciação. Ela também pode ser explicada porque mais motoristas do Uber e da 99 alugam carros”, comenta o BBI. O Bradesco BBI manteve a recomendação outperform (acima da média) para a ação RENT3, mas reduziu o preço do papel para 2020 de R$ 57,00 para R$ 55,00 por causa da maior depreciação da frota.

Movida (MOVI3

A Movida, uma das três maiores locadoras de veículos do Brasil, publicou balanço e informou um lucro líquido recorrente de R$ 84 milhões no quarto trimestre de 2019. Houve crescimento de 63% sobre igual período de 2018. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) da Movida avançou 89% no quarto trimestre de 2019 para R$ 259 milhões. A receita líquida da empresa avançou 34,2% para R$ 1 bilhão no quarto trimestre de 2019. No consolidado de 2019, a receita líquida cresceu 45,2% para R$ 3,83 bilhões. O lucro líquido no ano inteiro de 2019 cresceu 62,7% sobre 2018, para R$ 227,8 milhões.

O Conselho de Administração da Movida aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 40 milhões aos acionistas. O dinheiro será pago em duas parcelas, a primeira até o dia 15 de maio e a segunda até o dia 15 de julho.

Em 2019, a Movida expandiu a quantidade de automóveis premium na frota e intensificou esforços de vendas durante a alta temporada. A frota cresceu em 16 mil carros, para 109.661 automóveis no final de 2019. A receita por carro superou os R$ 2 mil, um crescimento de 7% sobre o quarto trimestre de 2018.

O Bradesco BBI avaliou como positivos os resultados da Movida. Segundo o BBI, a locadora mostrou um forte resultado no quarto trimestre de 2019, com lucro líquido e Ebitda chegando acima das expectativas. O banco notou que a empresa conseguiu aumentar o valor diário do aluguel dos carros e as vendas de semi-novos. “A Movida mostrou um forte avanço no Ebitda da divisão de semi-novos no quarto trimestre.

A empresa também incrementou a velocidade de renovação da frota, ao mesmo tempo melhorando o preço dos carros usados vendidos. Este é o destaque mais positivo do trimestre e que deverá acelerar o negócio do aluguel nos próximos meses de 2020”, avalia o BBI. O banco manteve a recomendação acima da Média (outperform) e aumentou o preço-alvo do papel MOVI3 para 2020 em 63%, para R$ 26,00. A ação MOVI3 fechou ontem a R$ 15,91 na B3.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O governo decidiu concentrar esforços na privatização de duas empresas estatais em 2020, a Pré-Sal Petróleo (PPSA) e a Eletrobras, disse a jornalistas da Bloomberg uma fonte com conhecimento direto do assunto que pediu para não ser identificada porque a discussão não é pública. A equipe econômica avalia que o programa de privatizações será afetado pelos efeitos do coronavírus e por isso é preciso focar em ativos de maior porte.

A venda das duas empresas, no entanto, depende de mudanças legais. Para vender a PPSA, estatal que gerencia a parcela do petróleo do pré-sal referente à União, o governo quer primeiro fazer mudanças no regime de partilha, no qual a empresa atua. Já a venda da Eletrobras depende da aprovação de projeto de lei no Congresso que prevê a capitalização da empresa. O assunto, no entanto, enfrenta resistências, especialmente das bancadas do Norte e Nordeste no Senado.

Magazine Luiza (MGLU3)  e Centauro (CNTO3)

O Magazine Luiza deverá aprovar na sua Assembleia Geral Extraordinária, em 9 de abril, o aumento de capital social de R$ 1,77 bilhão para R$ 6 bilhões. Atualmente, a varejista tem 1,5 bilhão de ações ordinárias, mas com o aumento de capital passará a ter 1,62 bilhão de ações ordinárias. Para isso, a empresa deverá fazer uma oferta pública de 100 milhões de ações.

Ainda em destaque, a Superintendência do Cade deferiu pedido de intervenção como terceiro interessado feito pela NS2.com, a
Netshoes, de acordo com despacho no Diário Oficial e parecer no site do órgão regulador. Em 6 de fevereiro, a Centauro, que pertence ao Grupo SBF, assinou parceria com a Nike para distribuição no Brasil, o que fez a ação saltar na bolsa. A Netshoes foi comprada pelo Magalu em junho de 2019.

Vale (VALE3)

As ações da Vale tiveram recomendação elevada de manutenção a compra pelo HSBC.

Azul (AZUL4

A situação do coronavírus no país é menos preocupante, pois Brasil tem clima quente e malha doméstica sofre menos com o pânico, disse o fundador da Azul, David Neeleman, em entrevista à Folha. A aérea suspenderá voos de Campinas para Porto, entre setembro e março de 2021, e diminuirá número voos semanais do trecho entre Campinas e Fort Lauderdale, segundo a reportagem. Desde o dia 2 de fevereiro, as ações da companhia desvalorizaram quase 40%, com a alta do dólar e o impacto do vírus no turismo.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Fundo alavancado: afinal, vale a pena investir nesse fundo?

Você provavelmente já se deparou com fundos de investimentos na hora de decidir onde colocar seu dinheiro, certo? Eles funcionam como um condomínio, reunindo recursos de diversas pessoas para aplicar em produtos melhores e ter maiores retornos. Os fundos podem fazer uso de diversas estratégias e assumir várias classificações, mas um tipo é especialmente interessante de conhecer: o fundo alavancado.

Muitos fundos de investimentos fazem uso da alavancagem financeira. Essa tática pode trazer grandes retornos, mas também grandes reveses. Por isso, você deve conhecer como funciona a alavancagem e evitar surpresas: o mercado financeiro não recompensa riscos mal calculados.

Abaixo, você verá o que significa alavancagem nos investimentos, como funciona um fundo alavancado e como avaliar a injeção de recursos nessa aplicação financeira. Vamos lá?

O que é a alavancagem nos investimentos?

A alavanca é um instrumento que multiplica certo impacto e minimiza o esforço para obtê-lo. Permite, por exemplo, levantar cargas mais pesadas do que seria possível. É uma ferramenta comum na física, mas inspirou também o mundo das finanças.

A alavancagem financeira significa tomar recursos emprestados para impulsionar os resultados obtidos com aplicações. Com ela, você pode movimentar altas somas de dinheiro e obter ganhos mais amplos, mesmo tendo valores reduzidos de aplicação.

É o que acontece, por exemplo, quando uma empresa contrai um financiamento bancário. Ela opera com mais dinheiro do que tinha anteriormente em caixa e alavanca suas vendas. Com a operação, recolhe mais lucros do que teria obtido sem esse empréstimo.

No caso da Pessoa Física, imagine que você tenha R$ 10 mil para investir, mas um limite de alavancagem de 10 vezes. É possível pegar esses recursos emprestados e operar R$ 100 mil, mesmo sem dispor de todo esse montante na conta. Sua exposição financeira fica maior do que seu patrimônio líquido, com o objetivo de movimentar um volume maior e ampliar os retornos.

O limite de alavancagem é definido pela instituição financeira que hospeda suas aplicações financeiras. É pedida uma margem de garantia — por exemplo, um valor fixo ou porcentagem dos recursos tomados.

O que são fundos alavancados e em quais ativos ele pode investir?

Diversos fundos de investimentos praticam a alavancagem financeira como forma de atingir uma rentabilidade maior das aplicações, superando o índice de referência (benchmark). Esses veículos captam e aplicam recursos de terceiros para melhorar seu resultado.

Os fundos que usam essa ferramenta são principalmente os voltados a quem tem um perfil de moderado a arrojado em suas escolhas financeiras. A estratégia pode ser aplicada em diversos tipos de ativo. Acompanhe a seguir!

Day trade

Um primeiro exemplo é a operação de curtíssimo prazo no mercado financeiro, ou day trade. Se você faz uma análise profunda de uma ação negociada na bolsa de valores e conclui que há uma grande chance de sua cotação aumentar nas próximas horas, pode fazer uso da alavancagem para aplicar uma quantia maior e aproveitar mais essa valorização.

Mercado futuro

Outro exemplo é o mercado futuro, ambiente no qual se negocia a compra e a venda de ativos para liquidação em uma data posterior. Índices, dólares americanos e commodities (como café e milho) são alguns desses ativos que podem ser negociados em contratos que acompanham essas aplicações (também conhecidos como derivativos), dessa vez com vencimento em uma data posterior.

Por exemplo, você pode concluir que o dólar americano vai se valorizar e passar dos R$ 4 nos próximos meses. A partir desse contexto, compra contratos de dólar no mercado futuro com recursos a mais, obtidos pela alavancagem. Assim como no day trade, o objetivo é ampliar financeiramente as posições e atingir uma maior rentabilidade.

Venda a descoberto (short selling)

Na venda a descoberto, ou short selling, você aluga um ativo no mercado esperando uma posterior desvalorização. Por exemplo, a alavancagem é usada para comprar um maior volume de uma ação com tendência de queda no preço.

Caso as previsões estejam corretas, você pode recomprar esse papel mais barato e devolvê-lo ao locador, embolsando os lucros com a operação. O credor também receberá uma taxa por conta do empréstimo de seus ativos.

Quais são os principais riscos do fundo alavancado?

A alavancagem financeira é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que pode ampliar sua rentabilidade, pode ocasionar perdas igualmente grandes caso a análise de valorização ou desvalorização dos ativos esteja incorreta.

Se o fundo tiver perdas maiores do que o montante depositado, pode realizar uma chamada de capital aos cotistas: ou seja, pedir que você aporte mais recursos proporcionalmente às suas cotas. É possível que você perca inclusive todo o capital investido e tenha que aportar mais dinheiro para honrar suas obrigações.

Sendo assim, os riscos de um fundo de investimento que realiza alavancagem são mais altos. Eles podem trazer tanto lucros maiores quanto prejuízos maiores.

O que avaliar antes de investir em fundo alavancado?

Para saber se é vantajoso aplicar em um fundo de investimento que pratica alavancagem, conheça bem os administradores e a estratégia do fundo.

O primeiro passo é verificar seu registro e classificação na Comissão de Valores Mobiliários. A CVM divide os fundos de investimentos em quatro grandes classes: de renda fixa, multimercado, de ações e cambiais. Investigue também o responsável pela gestão do veículo, preferindo quem tenha um histórico extenso no mercado e uma boa qualificação.

Depois dessa primeira triagem, analise mais a fundo por meio do prospecto. Esse documento apresenta informações relevantes para quem quer fazer uma aplicação financeira. Por exemplo, a política de investimentos (como a composição da carteira e os riscos de liquidez e de mercado envolvidos), as taxas cobradas, os direitos e deveres dos cotistas do fundo.

Leia também o contrato assinado ao realizar o aporte inicial. Fique de olho na cláusula que convoca cotistas a depositar mais dinheiro em caso de perda maior do que o patrimônio do fundo. Essa condição indica o uso da alavancagem financeira.

Compare todos esses documentos com seu perfil e seus objetivos financeiros antes de se tornar um cotista. Pergunte-se: você está disposto a correr mais riscos para ampliar suas chances de ganho? Se for perdido, esse dinheiro vai fazer falta nos próximos meses? Sua carteira está bem diversificada, permitindo esses riscos, ou você está muito dependente desse fundo?

O fundo alavancado é muito usado para ampliar os retornos de aplicações financeiras. Você pode considerá-lo uma estratégia interessante para aproveitar momentos de mercado e impulsionar uma carteira já diversificada, desde que conte com um gestor e uma estratégia sólida. Agora que você já sabe o que é a alavancagem, saiba mais sobre os diversos fundos de investimento!

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Ibovespa cai mais de 7% após OMS declarar que coronavírus é uma pandemia; dólar sobe 1%

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SÃO PAULO – O Ibovespa intensifica as perdas e se prepara para mais uma queda histórica depois da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar que o coronavírus é uma pandemia. O índice já recuava mais de 5% nesta quarta-feira (11) com investidores decepcionados em meio à falta de mais detalhes do plano do presidente Donald Trump para estimular a economia do país, impactada pelo Covid-19. Os índices Dow Jones e S&P 500 recuam 4,28% e 3,94% respectivamente.

As bolsas europeias viraram para queda. Até o começo da tarde os índices subiam em meio às falas da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, de que há risco dessa crise ser como a de 2008 e, portanto, a autoridade monetária precisaria agir. A reunião do BCE ocorre amanhã. Além disso, o banco central da Inglaterra cortou inesperadamente a taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual.

Às 13h50 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 7,38%, aos 85.411 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial tem alta de 1,07% a R$ 4,6931 na compra e a R$ 4,6952 na venda. O dólar futuro para abril sobe 1,02%, para R$ 4,702.

Hoje, o Banco Central anunciou que interrompeu a oferta de dólar à vista e voltará a fazer leilões de swap.

A União Europeia anunciou que usará 25 bilhões de euros para combater os efeitos do coronavírus, que obrigou a Itália a adotar medidas radicais para evitar a propagação da doença.

O número de casos do coronavírus superou 110 mil no mundo e mil nos EUA.

Por aqui, o Ministério da Economia reduziu a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 para um crescimento de 2,1%, ante 2,4% anteriormente.

Entre os indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu a 0,25% em fevereiro, acima da expectativa dos economistas consultados no consenso Bloomberg, que apontava para uma alta a 0,15%. Apesar disso, foi o menor resultado para um mês de fevereiro desde 2000, quando o índice foi de 0,13%.

No ano, o IPCA acumulou alta de 0,46% e, nos últimos 12 meses, de 4,01%, abaixo dos 4,19% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Como consequência, no mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 virou para alta de 11 pontos-base a 4,53%, DI para janeiro de 2023 avança 21 pontos-base a 5,44% e o DI para janeiro de 2025 ganha 21 pontos a 6,41%. Depois de refletir o IPCA no início da sessão, os juros agora operam exclusivamente na conta do coronavírus, assim como os demais ativos do mercado financeiro.

Política

Paulo Guedes, ministro da Economia, enviou ofício aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), na noite desta terça-feira (10), pedindo prioridade na votação de projetos da agenda econômica. “Considerando o agravamento da crise internacional em função da disseminação do coronavírus e a necessidade de blindagem da economia brasileira, o Ministério da Economia propõe acelerar a pauta que vem conduzindo junto ao Congresso Nacional”.

Ele ainda destacou que as matérias já em tramitação “são extremamente relevantes para resguardar a economia do país, aumentar a segurança jurídica para os negócios e atrair investimentos”. Entre as matérias prioritárias citadas estão autonomia do BC, privatização da Eletrobras, marco legal do saneamento e PECs do pacto federativo.

“Com a continuidade de reformas estruturais que o país precisa, será possível recuperar espaço fiscal suficiente para a concessão de outros estímulos à economia”, diz o ofício. A equipe econômica prepara reforma tributária e diz que reforma administrativa será encaminhada em breve.

Ainda em destaque, um impasse entre os partidos de centro ameaça deixar para depois de 15 de março a votação sobre o chamado “orçamento impositivo” no Congresso. Uma tentativa de chegar a um acordo na noite de ontem fracassou. A sessão mista da Comissão do Orçamento foi interrompida e deve ser retomada hoje.

Eleições americanas 

O ex-vice-presidente Joe Biden foi o grande vencedor das primárias realizadas em seis estados ontem e consolidou seu favoritismo na disputa pela candidatura do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos.

Biden derrotou Bernie Sanders em Michigan, o maior prêmio da noite e um dos estados em que Sanders havia obtido uma vitória surpreendente – e apertada — contra Hillary Clinton, há quatro anos. Confira mais clicando aqui. 

Noticiário corporativo 

A União indicou na noite de ontem o executivo Antônio Cássio dos Santos para o cargo de presidente do Conselho de Administração da resseguradora IRB Brasil RE (IRBR3). O executivo chega com a missão de recuperar a imagem da empresa, abalada por escândalos. Já o Magazine Luiza (MGLU3) deverá ratificar na sua Assembleia de 9 de abril o aumento de capital da companhia para R$ 6 bilhões. As locadoras Movida (MOVI3) e Localiza divulgaram balanço na noite de ontem.

Ainda em destaque, Tim e Vivo manifestam interesse em negociar compra da Oi móvel, a Vale foi elevada a compra pelo HSBC e, na Petrobras, o Conselho da estatal aprovou plano para equacionar o déficit da Petros.

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