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Bolsa ganha R$ 218 bilhões de valor na sessão de terça, mas ainda longe de apagar as perdas da véspera

SÃO PAULO – Após a queda de segunda-feira ter feito a bolsa brasileira chegar a R$ 1 trilhão de perda de valor em 2020, o mercado esboçou uma reação na última terça-feira (10), com o Ibovespa subindo 7%, em sua maior valorização em 11 anos.

Segundo levantamento feito pela consultoria Economatica, as 285 empresas da B3, juntas, ganharam R$ 217,99 bilhões de valor de mercado ontem, mas ainda longe de apagar a queda do ano, que agora é de R$ 790,26 bilhões, e da sessão anterior, quando perdeu R$ 431,7 bilhões.

Com as ações saltando 18,45%, a Vale (VALE3) foi a companhia que mais ganhou valor de mercado no pregão de terça, com R$ 35,80 bilhões. Com isso, a mineradora conseguiu apagar as perdas da véspera, voltando ao seu valor de mercado visto na semana passada, valendo R$ 229,80 bilhões.

A Petrobras (PETR3; PETR4) ficou na sequência, ganhando R$ 19,18 bilhões de valor, mas ficando longe de recuperar as perdas de segunda. A estatal fechou o pregão de hoje valendo R$ 235,01 bilhões, segundo a Economatica, enquanto na sexta-feira ela valia R$ 306,95 bilhões.

Além da Vale, apenas outras 4 das 20 empresas que mais ganharam valor de mercado na véspera conseguiram apagar completamente as perdas da véspera: Magazine Luiza (MGLU3), CCR (CCRO3), Ultrapar (CCRO3) e Via Varejo (VVAR3).

De acordo com os números da consultoria, destas 20 companhias, apenas quatro estão em alta no ano: a B3 (B3SA3) acumula ganhos de R$ 6,92 bilhões de valor de mercado, a Weg (WEGE3) ganhou R$ 15,21 bilhões, a Natura (NTCO3) com R$ 12,96 bilhões e Via Varejo com R$ 584 milhões.

Confira as ações que mais ganharam valor de mercado nesta terça:

Fonte: Economatica

 

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Coronavírus ameaça eventos no mundo todo, mas Lollapalooza não se pronuncia

SÃO PAULO – Em meio ao surto do coronavírus, eventos diversos estão sendo cancelados ou adiados ao redor do mundo. A premissa é que juntar milhares de pessoas no mesmo ponto pode acelerar a dispersão da doença.

Apesar da preocupação generalizada, no Brasil, o Lollapalloza segue com seu cronograma de divulgação e publicidade sem tocar no assunto do surto da Covid-19. Inclusive, nesta terça-feira (10), a organização divulgou os horários dos shows nos três dias de evento: 3, 4 e 5 de abril em São Paulo.

O InfoMoney entrou em contato com a Time For Fun (SHOW3), organizadora do evento, para entender melhor como a empresa enxerga a situação e se o festival pode ser adiado ou cancelado. A empresa informou apenas que não “se pronunciará sobre o assunto”. Assim, por enquanto, o evento segue confirmado.

A Perfexx, assessoria de imprensa de algumas bandas confirmadas no Lolla, como Chemical Surf e Cat Dealers, além de assessorar também a Sony Music, informou que seus clientes não receberam nenhum tipo de orientação e que estarão presentes no festival.

Coachella e outros eventos

O Coachella, tradicional festival de música que acontece na Califórnia, foi adiado para outubro. O festival estava inicialmente marcado para acontecer em dois fins de semana consecutivos, nos dias 10, 11 e 12, 17, 18 e 19 de abril.

A Califórnia foi um dos estados mais afetados pelo surto da Covid-19, relatando mais de 110 casos e pelo menos uma morte na noite da última segunda-feira (9).

Entre as atrações confirmadas estavam Rage Against the Machine, Travis Scott e Frank Ocean, além de Anitta e Pablo Vittar. O Coachella e seu festival “irmão” Stagecoach arrecadam, juntos, cerca de US$ 1,4 bilhão em lucros a cada ano e levam mais de 250 mil pessoas aos eventos anualmente.

O South by Southwest (SXSW), um dos maiores eventos de inovação do mundo; a conferência anual de desenvolvedores do Facebook, o “F8”, ambos nos Estados Unidos; e a 14ª edição do Mobile World Congress (MWC), com cerca de 100 mil pessoas, que seria em Barcelona, já foram cancelados pelo mesmo motivo.

Ainda, com a ampliação da quarentena da Itália, Sergio Mattarella, presidente do país confirmou que deve assinar nos próximos dias um decreto que vai paralisar as atividades esportivas no país. Com isso, o restante dos jogos da Serie A – primeira divisão do futebol italiano – devem ser cancelados.

A suspensão dos eventos esportivos afeta de forma mais direta Juventus, Atalanta, Inter de Milão e Roma, times que disputam competições europeias e serão proibidos de terem o mando de campo em casa em alguns jogos importantes – pelos menos enquanto a quarentena estiver em vigor.

Eventos como o Game Developers Conference (GDC), maior feira de jogos eletrônicos do mundo que acontece entre 16 e 20 de março, em São Francisco (EUA), e o MWC Shanghai, que está marcado para 30 de junho, também correm riscos de serem cancelados.

Ao The Verge, os organizadores do GDC informaram que “o departamento de Saúde Pública da Califórnia, o Departamento de Saúde Pública de San Francisco e a Associação de Viagens de San Francisco continuam a apoiar a convocação de eventos públicos”. E segundo a Bloomberg, os organizadores do MWC afirmaram que precisam “tomar uma decisão [sobre o futuro do evento] em breve, mas não agora”.

O próprio Lollapalooza está ameaçado, mas na Argentina. O ministro da Saúde da cidade de Buenos Aires, Fernán Quirós, anunciou na manhã da última segunda-feira (9), durante uma coletiva de imprensa, que os shows internacionais “essencialmente organizados com pessoas do exterior” serão suspensos para impedir a circulação do coronavírus.

Quirós afirmou que “como medida atual, decidimos que programas que são essencialmente organizados com pessoas do exterior, como reuniões internacionais que trazem muitas pessoas da Europa e de outros lugares do mundo, não serão permitidos”.

Oficialmente, o evento segue confirmado e nos próximos dias a organização deve informar o que vai acontecer após conversar com os órgãos de saúde do país. O evento tem Pabllo Vittar entre as atrações.

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Ibovespa Futuro cai 3% com investidores frustrados pela falta de clareza no plano de Trump contra o coronavírus

ações bolsa mercado stocks índices gráficos

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro registra forte queda nesta quarta-feira (11) com investidores decepcionados nos Estados Unidos em meio à falta de mais detalhes do plano do presidente Donald Trump para estimular a economia impactada pelo coronavírus. Os futuros dos índices Dow Jones e S&P 500 recuam 2,5% e 2,7% respectivamente.

As bolsas europeias, por outro lado, sobem em meio às falas da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, de que há risco dessa crise ser como a de 2008 e, portanto, a autoridade monetária precisaria agir. A reunião do BCE ocorre amanhã. Além disso, o banco central da Inglaterra cortou inesperadamente a taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual.

Às 09h05 (horário de Brasília), o índice futuro registrava queda de 3,15%, aos 89.685 pontos, enquanto o dólar futuro para abril sobe 0,34%, para R$ 4,67.

Hoje, o Banco Central anunciou que interrompe a oferta de dólar à vista e voltará a fazer leilões de swap.

A União Europeia anunciou que usará 25 bilhões de euros para combater os efeitos do coronavírus, que obrigou a Itália a adotar medidas radicais para evitar a propagação da doença.

O número de casos do coronavírus superou 110 mil no mundo e mil nos EUA.

Entre os indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu a 0,25% em fevereiro, acima da expectativa dos economistas consultados no consenso Bloomberg, que apontava para uma alta a 0,15%. Apesar disso, foi o menor resultado para um mês de fevereiro desde 2000, quando o índice foi de 0,13%.

No ano, o IPCA acumulou alta de 0,46% e, nos últimos 12 meses, de 4,01%, abaixo dos 4,19% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Como consequência, no mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 tem alta de um ponto-base a 4,54%, DI para janeiro de 2023 avança também um ponto-base a 5,24% e DI para janeiro de 2025 registra ganhos de três pontos-base a 6,23%.

Política

Paulo Guedes, ministro da Economia, enviou ofício aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, na noite desta terça-feira, pedindo prioridade na votação de projetos da agenda econômica. “Considerando o agravamento da crise internacional em função da disseminação do Coronavírus e a necessidade de blindagem da economia brasileira, o Ministério da Economia propõe acelerar a pauta que vem conduzindo junto ao Congresso Nacional”.

Ele ainda destacou que as matérias já em tramitação “são extremamente relevantes para resguardar a economia do país, aumentar a segurança jurídica para os negócios e atrair investimentos”. Entre as matérias prioritárias citadas estão autonomia do BC, privatização da Eletrobras, marco legal do saneamento e PECs do pacto federativo. “Com a continuidade de reformas estruturais que o país precisa, será possível recuperar espaço fiscal suficiente para a concessão de outros estímulos à economia”, diz o ofício. A equipe econômica prepara reforma tributária e diz que reforma administrativa será encaminhada em breve.

Ainda em destaque, um impasse entre os partidos de centro ameaça deixar para depois de 15 de março a votação sobre o chamado “orçamento impositivo” no Congresso. Uma tentativa de chegar a um acordo na noite de ontem fracassou. A sessão mista da Comissão do Orçamento foi interrompida e deve ser retomada hoje.

Eleições americanas 

O ex-vice-presidente Joe Biden foi o grande vencedor das primárias realizadas em seis estados ontem e consolidou seu favoritismo na disputa pela candidatura do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos.

Biden derrotou Bernie Sanders em Michigan, o maior prêmio da noite e um dos estados em que Sanders havia obtido uma vitória surpreendente – e apertada — contra Hillary Clinton, há quatro anos. Confira mais clicando aqui. 

Noticiário corporativo 

A União indicou na noite de ontem o executivo Antônio Cássio dos Santos para o cargo de presidente do Conselho de Administração da resseguradora IRB Brasil RE (IRBR3). O executivo chega com a missão de recuperar a imagem da empresa, abalada por escândalos. Já o Magazine Luiza (MGLU3) deverá ratificar na sua Assembleia de 9 de abril o aumento de capital da companhia para R$ 6 bilhões. As locadoras Movida (MOVI3) e Localiza divulgaram balanço na noite de ontem.

Ainda em destaque, Tim e Vivo manifestam interesse em negociar compra da Oi móvel, a Vale foi elevada a compra pelo HSBC e, na Petrobras, o Conselho da estatal aprovou plano para equacionar o déficit da Petros.

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Binance coin: tudo o que você precisa saber sobre a criptomoeda

Você já ouviu falar em Binance Coin? Assim como a Bitcoin, é mais uma opção de criptomoeda para quem deseja lidar com o mercado de moedas digitais. Ela é emitida pela bolsa Binance e frequentemente negociada por meio do símbolo BNB.

Essa moeda digital tem ganhado força e se destacado nas listas das principais criptomoedas existentes. A plataforma Binance já é considerada a segunda maior bolsa de moedas digitais do mundo. Ela conta com cerca de 6 bilhões de dólares em ativos sendo negociados a cada semana.

No artigo a seguir, você confere mais detalhes e particularidades sobre a Binance Coin. Também vai entender por que essa é uma das principais escolhas de quem investe no mercado de criptomoedas.

Continue a leitura!

O que é a Binance Coin?

A Binance Coin é uma moeda digital negociada e usada na bolsa Binance, indicada pelo símbolo BNB. Ela é executada no blockchain Ethereum com padrão ERC 20.

Semelhante ao Ether, o token BNB também alimenta todas as operações na plataforma Binance. Ele tem um limite restrito de no máximo 200 milhões de tokens BNB. Além disso, como qualquer outra criptomoeda, a BNB pode ser negociada em trocas de criptomoedas suportadas.

A Binance Coin tem aumentado o seu valor, especialmente graças à relação da criptomoeda com o crescimento da bolsa Binance. Com isso, hoje a BNB está entre as trinta principais criptomoedas do mundo em valor de mercado.

Por que a Binance Coin foi criada?

A Binance Coin foi criada em 2017 pela dupla Changpeng Zhao e Roger Wang. Ela foi inaugurada em uma ICO (Oferta Inicial de Moedas) pouco antes da abertura oficial da Binance Exchange.

A Binance cunhou um total de duzentos milhões de tokens do BNB para uso. O fornecimento total de tokens foi alocado em certa porcentagem entre diferentes entidades. Por exemplo:

  • 100 milhões (50%) de tokens do BNB foram reservados para a ICO;
  • 80 milhões (40%) de tokens do BNB foram alocados à equipe fundadora;
  • 20 milhões (10%) de tokens foram reservados para o grupo chamado Angel.

Inicialmente, a BNB foi desenvolvida para ser um utility token. Logo, a moeda digital poderia ser utilizada pelos usuários da plataforma para o pagamento (com desconto) de taxas cobradas pelo uso dos serviços. Esses encargos incluem taxas de câmbio, de negociação e de listagem, entre outros.

Foi oferecido um desconto de 50% na taxa de negociação durante o primeiro ano. Esse foi um dos muitos casos em que a BNB impulsionou o crescimento global da plataforma Binance.

Em pouco tempo, a Binance Coin evoluiu para um token amplamente utilizado, com mais de 120 opções de uso. Ela consolidou seu papel como um dos utility tokens mais utilizados no espaço blockchain, sendo adicionada e aplicada dentro e fora do ecossistema da Binance.

A ideia é que a Binance Coin evolua ainda mais, com o objetivo de operar um DEX (Exchanges descentralizadas) no topo da cadeia.

Quais são as vantagens da BNB?

Além da evidente expansão, a Binance Coin apresenta outros benefícios. Veja a seguir!

Taxas de negociação

Um dos principais benefícios da BNB é o desconto que os traders podem obter ao fazer pedidos na própria bolsa. A taxa padrão real que todo profissional recebe é definida como 0,1% por negociação comprometida.

Essa é uma das menores taxas em comparação com outras trocas de criptomoedas. Claro que sempre existem exceções, mas são bem poucas. A Binance tem uma política padrão de definir taxas de negociação em 0,1% — ou seja, opções bem baratas!

Correspondência de pedidos

É importante entender que as trocas de moedas digitais funcionam apenas como facilitadores de pedidos de compra ou venda de consumidores. Os usuários confiam nas trocas para combinar pedidos de compra de uma criptomoeda com pedidos de outros usuários que estão vendendo a mesma criptomoeda.

Torna-se de extrema importância que as bolsas consigam processar o número máximo possível de pares de negociação. A Binance apresenta um mecanismo de correspondência robusto que pode lidar com 1.400.000 pedidos por segundo. Trata-se de uma das trocas de criptomoeda mais rápidas do mercado.

Liquidez

Uma troca de criptomoedas não pode ter sucesso sem liquidez suficiente. Em agosto de 2018, a Binance negociou cerca de 380 criptomoedas, por isso tem a carteira de pedidos mais movimentada do mercado de criptografia. A bolsa é preenchida por moedas digitais com preços altamente competitivos. Isso viabiliza um processamento mais rápido da ordem de negociação.

Suporte em diversos idiomas

A Binance Coin oferece suporte em 13 idiomas, incluindo o português. Isso facilita bastante em casos de dúvidas, negociações, perguntas e respostas. Também permite que a BNB seja acessada por pessoas do mundo todo.

O que esperar do futuro da Binance Coin?

Atualmente, a Binance está promovendo a adoção do token do BNB a fim de gerar fidelidade por parte dos clientes. Inclusive, o desconto oferecido nas taxas de negociação é uma vantagem convidativa para que as pessoas conheçam ou continuem utilizando essa moeda digital.

Com uma troca de criptomoedas dominante, podemos esperar que a BNB continue circulando amplamente pelo mercado de moedas digitais do mundo. Quanto mais a sua adoção cresce, mais valiosa e útil ela se torna.

No momento, o valor principal da BNB está dentro da própria bolsa Binance. Isso torna a BNB única entre a maioria das moedas novas, uma vez que já tem um caso de uso prático. Porém, no futuro, é possível que o valor da Binance Coin cresça como um ativo.

Se a BNB continuar com o sucesso que tem apresentado, certamente a plataforma vai implementar mais recursos e programas para os seus clientes. Assim, mais atividades poderão ser realizadas com a moeda digital.

É provável que, em pouco tempo, a Binance Coin esteja ainda mais valorizada e procurada no mercado. Boas taxas de negociação e crescimento veloz fazem com que ela seja uma boa opção para quem deseja conhecer o mercado das criptomoedas. Portanto, se você busca se aprofundar no tema, baixe gratuitamente o nosso Guia sobre Tipos de Investimentos e saiba como começar a investir!

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Já ouviu falar em private equity (PE)? Conheça esse investimento!

O termo private equity (PE) é usado com frequência em temas ligados ao mercado financeiro. Esse tipo de fundo de investimento é comum na relação entre grandes e pequenas empresas, especialmente em negociações de compra e venda.

O private equity é um fundo que acumula uma alta soma de dinheiro de acionistas, companhias e pessoas que investem. Após juntar até mesmo bilhões de dólares, esses valores são utilizados para obter participações em empresas.

Mas, afinal, como ele funciona? Quem pode adquirir? Como realizar esse tipo de negociação? Continue a leitura e descubra!

O que é private equity?

Private equity é o termo que designa os fundos utilizados para comprar empresas públicas ou investir em companhias privadas. O PE é uma classe de investimento alternativa, que não está listada em bolsa pública, como a B3.

Geralmente, instituições e empresas de varejo fornecem capital para private equity. Ele pode ser utilizado para fazer aquisições, investir em novas tecnologias, expandir o capital de giro e até reforçar um balanço patrimonial.

O investimento em PE auxilia empresas a custear suas próprias operações. Logo, quem opta por tipos de investimentos como esse prefere negócios que apresentam perspectiva de crescimento.

Um fundo de private equity tem parceiros limitados (limited partners), que possuem 99% das ações de um fundo e responsabilidade limitada. Mas existem também os parceiros gerais (general partners), que dispõem de 1% de ações e responsabilidade total. Inclusive, os parceiros gerais são responsáveis por executar e garantir a operação do investimento.

Qual é a diferença entre private equity e venture capital?

Existem algumas diferenças entre private equity e venture capital: o venture é um dos fundos de investimento utilizado por empresas menores e jovens.

Já os fundos de private equity são mais indicados para companhias reconhecidas no mercado.

Na verdade, o venture capital é uma espécie de private equity. Nesse fundo, quem investe fornece capital aos empreendedores. Tecnicamente, o venture capital é patrimônio privado. O private equity, por sua vez, é frequentemente associado aos fundos para empresas maduras geradoras de receita que precisam de alguma revitalização.

Logo, o venture capital é recomendado a empresas que estão no começo, como startups em fase de crescimento. Portanto, torna-se um investimento de risco, pois as companhias ainda não fazem parte de um mercado estabelecido.

Quem busca um risco menor para o investimento pode optar pelo private equity voltado a empresas conhecidas com alto faturamento. No entanto, o investimento nesse tipo de fundo deve ser pensado no longo prazo: são pelo menos dez anos até obter um retorno satisfatório.

Como funcionam os fundos de private equity?

Para exemplificar como funcionam esses fundos, vamos pensar em um gerente de investimentos que trabalha em uma empresa de private equity. Essa empresa está à procura de negócios menores e mais novos com chance de crescimento nos próximos meses. A partir disso, o gerente de investimentos encontra uma startup de tecnologia que acredita ter um grande potencial.

Após receber a proposta, a startup solicitou 250 mil dólares em troca de 15% da empresa. Esse dinheiro será gasto em instalações de novos equipamentos e softwares, com o propósito de melhorar o atendimento aos clientes. Então, o gerente vê uma oportunidade e aproveita para oferecer seus serviços e experiência à pequena empresa. A estratégia consiste em colher os resultados do investimento de 15% em até 10 anos.

O presidente da empresa de private equity, satisfeito com o acordo, oferece ao gerente um grande bônus como incentivo. Ele deverá fazer uma estratégia agressiva para melhorar as margens da startup, isto é, gerar grandes fluxos de caixa. Negociações desse estilo são comuns em empresas de private equity.

Muitas vezes, quando há uma compra imediata, o fundador da startup pode continuar administrando o negócio, mas nem sempre isso acontece. Outras estratégias de private equity incluem a troca do proprietário, o fornecimento de capital de expansão ou a recapitalização de um negócio em dificuldades.

Vale a pena investir em fundos de private equity?

Os fundos de private equity têm algumas vantagens, tais como:

  • acesso à liquidez como alternativa aos mecanismos financeiros convencionais, por exemplo, empréstimos bancários ou cotação em mercados públicos;
  • algumas formas de private equity, como o venture capital, financiam ideias em empresas jovens;
  • esses fundos ajudam negócios menores a tentar estratégias alternativas de crescimento, longe dos mercados públicos;
  • os recursos de pequenas empresas podem aumentar, melhorando os serviços;
  • os fundos oferecem aberturas a novos tipos de mercados.

Porém, como qualquer investimento, também há desvantagens. Por exemplo: pode ser complicado liquidar as participações em private equity. Diferentemente dos mercados públicos, não está disponível uma carteira de pedidos pronta — que combina compradores com vendedores. Portanto, uma empresa precisa buscar um possível comprador para realizar uma venda.

Por se tratar de capital privado, também existem desafios. Os direitos dos acionistas de private equity são decididos caso a caso, por meio de negociações. Isso pode ser uma desvantagem por não fazer parte de uma ampla estrutura de governança, que normalmente determina os direitos de contrapartes nos mercados públicos.

Para saber se vale a pena investir nesse fundo, é importante avaliar seus objetivos pessoais: você prefere investimentos no longo ou curto prazo? Capital privado ou público? Tudo depende do seu perfil.

Como investir em private equity?

Embora não seja uma regra, a maioria das empresas de private equity procura pessoas que possam investir milhões de dólares. Algumas exigem valores menores, como até 250 mil dólares. Ainda assim, são somas altas de dinheiro.

As maneiras mais comuns de investir em private equity são:

  • comprar ações públicas de empresas que administram fundos de PE;
  • utilizar ETF (fundos de índice) de private equity — investimento simples, pois você pode comprá-los em uma bolsa de valores, sem quantia mínima;
  • optar pelos fundos de fundos (FOFs) — fornece um mecanismo eficiente para reduzir o investimento inicial mínimo necessário. Também serve como instrumento de diversificação e hedge, pois permite investir em centenas de empresas privadas de diferentes setores.

Apesar de algumas desvantagens, se quiser correr um pouco mais de risco na sua carteira, o retorno sobre o investimento poderá ser bem grande.

Agora você sabe como funciona o private equity e conhece suas principais vantagens e desvantagens. Então, vale a pena considerar se esse investimento suprirá suas expectativas. E para tirar mais dúvidas sobre temas do mercado financeiro, baixe gratuitamente o nosso Guia para Consultoria de Investimentos! Com ele, você entenderá como esse serviço faz diferença na hora de aplicar seu dinheiro da maneira correta.

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Meu conselho aos “novos CPFs da Bolsa”: lembrem que a retomada pode ser tão forte quanto a queda

Depois de um longo período de alta, a Bolsa brasileira tomou um tombo considerável, e a turbulência voltou a tomar conta dos mercados, aqui e no exterior.

O vaivém dos mercados nos últimos dias, aqui e no exterior, é consequência de uma crise grave. O surto do coronavírus é algo que deve ser encarado com seriedade e preocupação, seja pela facilidade de transmissão, seja pelas implicações econômicas do combate obrigatório à sua propagação.

O baque sofrido pelas indústrias de turismo e aviação comercial, para citar apenas alguns exemplos, além das dificuldades do comércio internacional (que já vinha enfrentando desafios), estão entre as consequências disso.

Mas é bom lembrar que o mercado de capitais, no Brasil e no mundo, já viveu momentos como esse. A história mostra que a tendência é que se comportem como uma “curva em V”: caem rápido e voltam na mesma velocidade. A recuperação pode vir com a recuperação da atividade e em razão da atuação de governos e bancos centrais (como estamos vendo agora).

Essa é a primeira crise enfrentada por milhares de brasileiros que passaram a investir em ações recentemente, empurrados para a renda variável por causa da queda dos juros ou atraídos pela valorização da Bolsa.

Estão aprendendo pelo caminho sinuoso que a estrada pode ser bonita e também é perigosa. Sei que muitos estão se comportando com serenidade, mas temo que alguns tomem atitudes precipitadas e irreversíveis.

Minha recomendação, em especial aos “novos CPFs da Bolsa”, é que tenham resiliência, calma e prudência. E olhem para o momento como uma excelente oportunidade. Comprem mais se puderem. A história diz que a chance de ser bem sucedido é enorme.

Meu melhor investimento em mais de 30 anos de mercado foi feito no meio de período muito complicado da nossa história. Quando o governo inventou o Plano Cruzado, em 1986, uma tentativa frustrada de combater a hiperinflação via congelamento de preços, muitos analistas acharam que os bancos brasileiros iriam quebrar, porque não conseguiriam se manter sem as receitas geradas pelo giro inflacionário.

Pensei: “Nunca vi país sem banco e, portanto, alguns vão sobreviver”.

Obviamente, os preços das ações dos bancos estavam muito baixos. A estratégia passou a ser analisar para encontrar instituições que tivessem condições de enfrentar os problemas e ganhar dinheiro no futuro.

Depois de descartar os bancos Nacional e Econômico — que acabaram quebrando mais tarde –, comprei ações do Unibanco. Elas valorizaram 70% ao ano, em dólares, até 2008 (quando o Itaú se fundiu ao Unibanco no meio de outra grave crise, mas essa é outra história…).

Boa sorte a todos.

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Olimpíada de Tóquio pode ser adiada com coronavírus, sugere comitê

SÃO PAULO – Caso a os Jogos Olímpicos de Tóquio não possam ser realizados nesse ano devido ao coronavírus, o ideal seria um adiamento de um ou até dois anos, afirmou Haruyuki Takahashi, membro do grupo executivo do Comitê Organizador do evento.

Em entrevista ao jornal americano The Wall Street Journal, Takahashi afirmou que, caso o surto da doença mantenha números de contágio e morte preocupantes, a opção mais realista e segura seria pular 2020. “Eu não acho que os Jogos seriam cancelados. O cenário mais real seria um adiamento”, disse.

Para o executivo, o maior dano neste cenário seria o financeiro. No entanto, ele acredita que adiar é melhor do que um cancelamento definitivo ou a realização das Olimpíadas sem nenhum público, por exemplo.

Um outro problema no adiamento do evento seria a falta de datas para a realização dos Jogos. Em 2021, a Olimpíada entraria em conflito com campeonatos mundiais de diversas modalidades, como beisebol, handebol e futebol americano. Já em 2022, a Copa do Mundo do Catar está marcada para ocorrer entre novembro e dezembro.

Segundo a Kyodo News, agência de notícias japonesa, um cancelamento da Olimpíada de Tóquio 2020 reduziria o crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão em aproximadamente 1,4%.

Mas, por enquanto, a ideia de cancelamento ou adiamento dos jogos nem sequer foi levantada, segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI), que se reuniu na última quarta-feira (4).

O COI explicou que trata com muita atenção avanço da Covid-2019 e que está seguindo as  recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Posso dizer que, na reunião do conselho executivo, o cancelamento ou adiamento não foram sequer mencionados. É claro que somos uma organização responsável. É por isso que temos essa força-tarefa conjunta que realiza reuniões regulares e estamos tratando de quaisquer problemas que possam surgir, mas não estamos especulando sobre nenhum tipo de desenvolvimento futuro”, afirmou Thomas Bach, presidente do comitê.

De todas as edições dos Jogos Olímpicos, apenas três foram canceladas: nos anos de 1916 (Berlim, Alemanha), 1940 (Tóquio, Japão) e de 1944 (Londres, Reino Unido) em virtude das duas Grandes Guerras.

Coronavírus x eventos esportivos

Com um possível cancelamento das Olimpíadas, o Japão, um dos países com alto número de infectados, pode sofrer – em uma escala muito maior – o que diversos países estão enfrentando com o coronavírus: o efeito colateral sobre eventos esportivos.

Na Itália, maior foco de contaminação fora da Ásia, o esporte já está sentindo os efeitos colaterais do avanço da Covid-2019.

Na última segunda-feira (9), Giuseppe Conte, primeiro-ministro italiano determinou que todos os eventos esportivos do país estão temporariamente suspensos – o que impacta na tradicional Serie A, campeonato nacional de futebol do país.

A suspensão dos eventos esportivos afeta de forma mais incisiva Juventus, Atalanta, Inter de Milão e Roma, já que esses times disputam competições europeias e não terão o mando de campo em seus estádios em jogos importantes – pelo menos enquanto a quarentena do país estiver em vigor.

Na Ásia, o Grande Prêmio (GP) da China de Fórmula 1, marcado para ocorrer em abril, foi adiado pela Federação Internacional de Automobilismo.

Já o GP de Bahrein, que irá acontecer no dia 22 de março, acontecerá sem público. O Campeonato Mundial de Ginástica em Doha, no Catar, também seguirá esse protocolo e ocorrerá entre os dias 18 e 21 de março de portões fechados.

Nos EUA, um dos principais torneios de tênis, o Masters 1000 de Indian Wells (ou o BNP Paribas Open), que seria disputado na Califórnia também neste mês, foi oficialmente cancelado.

Aleksander Ceferin, presidente da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA, na sigla em inglês), afirmou que é impossível prever quais problemas podem surgir ao organizar a competição, mas que o vírus é a maior preocupação para a realização da Eurocopa 2020.

O suíço Gianni Infantino, presidente da FIFA, também endossa a preocupação na realização da Eurocopa 2020.

“Não podemos descartar nada, mas não podemos entrar em pânico. Pessoalmente, não estou preocupado, mas devemos avaliar seriamente a situação, embora esperamos não avançar em direção a uma suspensão de eventos em escala global”, afirmou Infantino.

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TIM e Telefônica anunciam interesse em comprar rede móvel da Oi

A Telefônica (VIVT4) e a TIM (TIMP3) decidiram negociar, em conjunto, a compra das operações móveis da Oi (OIBR3;OIBR4). A informação foi divulgada ao mercado na noite desta terça-feira, 10.

Se o negócio for concretizado, a telefonia móvel ficará concentrada em três grandes operadoras (Claro, Vivo e TIM) e a Oi deixará a telefonia celular para restringir sua atuação em banda larga fixa, TV por assinatura e telefonia fixa.

As duas teles manifestaram ao assessor financeiro do grupo Oi, o Bank of America Merrill Lynch, “seu interesse em iniciar tratativas com vistas a uma potencial aquisição, em conjunto, do negócio móvel da Oi, no todo ou em parte”.

Caso a operação seja consolidada, segundo o comunicado, “cada uma das interessadas receberá uma parcela do referido negócio”, de acordo com nota divulgada pela Telefônica e pela TIM. As empresas informaram ainda que a transação pode criar valor aos acionistas e clientes, gerar eficiências operacionais e melhorar a qualidade dos serviços.

A Oi, maior operadora de telefonia fixa do Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial em junho de 2016 para reestruturar aproximadamente R$ 65 bilhões de dívida. Em julho do ano passado, a companhia divulgou planos para levantar até R$ 7,5 bilhões com a venda de ativos não essenciais – incluindo torres, centrais de processamento de dados, imóveis e sua fatia de 25% na angolana Unitel. A Oi é hoje a quarta empresa em número de clientes na telefonia celular – serviço que mais rende receitas para as teles, principalmente devido aos dados.

O edital do leilão do 5G, em que será licitada a faixa de 3,5 GHz, já considera o cenário de apenas três grandes operadoras na telefonia móvel.

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Justiça reduz para R$ 5 milhões valor de bloqueio dos bens da Backer

Garrafa da cerveja

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) reduziu de R$ 100 milhões para R$ 5 milhões o valor máximo dos bens bloqueados dos sócios da cervejaria mineira Backer.

A quantia servirá para garantir a “eventual e futura reparação” aos consumidores intoxicados após ingerir a bebida, bem como aos familiares das pessoas mortas devido à complicações da síndrome nefroneural causada por substâncias tóxicas que contaminaram a cerveja.

Embora seja da última quarta-feira (4), a decisão só se tornou conhecida ontem (9), quando a própria Backer divulgou nota afirmando que, com a decisão do tribunal, “finalmente terá condições de oferecer suporte aos clientes e às famílias”.

Na mesma nota, a empresa lamentava a morte de mais uma pessoa que estava hospitalizada. Trata-se do sétimo óbito atribuído à intoxicação por dietilenoglicol – substância tóxica encontrada em dezenas de lotes de diferentes rótulos de cervejas produzidas pela Backer.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, até ontem, já haviam sido registrados 31 casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol. Desses, 26 pessoas são do sexo masculino e cinco do sexo feminino. Quatro casos foram confirmados e os 27 restantes continuam sob investigação, pois apresentam sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação pela substância.

Bloqueio

A 23ª Vara Cível de Belo Horizonte havia determinado o bloqueio de R$ 100 milhões da Cervejaria Três Lobos no dia 12 de fevereiro. O nome Três Lobos é a razão social com o qual a fábrica da Backer está registrada.

No dia 17, a pedido dos advogados de vítimas de intoxicação e de seus familiares, a Justiça estadual estendeu a medida para os bens da empresa Empreendimentos Khalil, que, até recentemente, tinha entre seus proprietários, dois sócios na Cervejaria Três Lobos.

Segundo pessoas que adoeceram após beber cervejas produzidas pela Backer e parentes das vítimas, a Empreendimentos Khalil vinha promovendo mudanças societárias para evitar que o patrimônio da empresa compusesse o processo de reparação de danos.

Na decisão do dia 17 de fevereiro, a Justiça também estipulou o prazo de 72 horas para a Três Lobos/Backer começar a custear os procedimentos médicos não cobertos por planos de saúde, incluindo a aquisição de remédios prescritos por médicos.

Também determinou que a cervejaria informe o faturamento da empresa nos últimos dois anos e apresente lista dos bens ativos. Caso não cumpra as determinações, a empresa poderá ser multada em até mil reais diários para cada vítima ou familiar desassistido.

A mesma decisão estabeleceu a obrigatoriedade da cervejaria custear as despesas dos acompanhantes das vítimas internadas em hospitais (como alimentação, transporte e estadia); o custeio do traslado dos pacientes e de seus acompanhantes para hospitais, clínicas e/ou médicos particulares e as despesas com o suporte psicológico para todos os atingidos pela intoxicação e familiares diretos (filhos, pais, cônjuges e companheiros).

Na decisão de quarta-feira, o desembargador Luciano Pinto relata que, ao recorrer das decisões anteriores, a empresa questionou o valor bloqueado, de R$ 100 milhões, alegando não ter sido apresentada fundamento ou motivo para o estabelecimento de tal quantia.

Além disso, segundo o desembargador, a empresa teria informado tratar-se de uma “micro cervejaria familiar que, em 2018, apresentou lucro líquido de pouco mais de R$ 985 mil reais, alegando “precisa ‘sobreviver’, retomar a sua produção, tentar reconquistar a sua fatia no mercado e a sua reputação perante os seus consumidores, para que, comprovada a responsabilidade pelos danos, após a conclusão de todas as investigações, possa indenizar os envolvidos”.

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Antônio Cássio é indicado para o Conselho do IRB, Localiza lucra R$ 228,4 milhões no 4º trimestre e mais destaques

A União indicou na noite de ontem o executivo Antônio Cássio dos Santos para o cargo de presidente do Conselho de Administração da resseguradora IRB Brasil RE (IRBR3). O executivo chega com a missão de recuperar a imagem da empresa, abalada por escândalos. Já o Magazine Luiza (MGLU3) deverá ratificar na sua Assembleia de 9 de abril o aumento de capital da companhia para R$ 6 bilhões. A locadora Movida (MOVI3), uma das três maiores do país, publicou balanço na noite de ontem.

TIM (TIMP3) e Telefônica Vivo (VIVT4)

A Telefônica e a TIM decidiram negociar, em conjunto, a compra das operações móveis da Oi. A informação foi divulgada ao mercado na noite desta terça-feira.

Se o negócio for concretizado, a telefonia móvel ficará concentrada em três grandes operadoras (Claro, Vivo e TIM) e a Oi deixará a telefonia celular para restringir sua atuação em banda larga fixa, TV por assinatura e telefonia fixa.

As duas teles manifestaram ao assessor financeiro do grupo Oi, o Bank of America Merrill Lynch, “seu interesse em iniciar tratativas com vistas a uma potencial aquisição, em conjunto, do negócio móvel da Oi, no todo ou em parte”.

Caso a operação seja consolidada, segundo o comunicado, “cada uma das interessadas receberá uma parcela do referido negócio”, de acordo com nota divulgada pela Telefônica e pela TIM. As empresas informaram ainda que a transação pode criar valor aos acionistas e clientes, gerar eficiências operacionais e melhorar a qualidade dos serviços.

A Oi, maior operadora de telefonia fixa do Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial em junho de 2016 para reestruturar aproximadamente R$ 65 bilhões de dívida. Em julho do ano passado, a companhia divulgou planos para levantar até R$ 7,5 bilhões com a venda de ativos não essenciais – incluindo torres, centrais de processamento de dados, imóveis e sua fatia de 25% na angolana Unitel. A Oi é hoje a quarta empresa em número de clientes na telefonia celular – serviço que mais rende receitas para as teles, principalmente devido aos dados.

O edital do leilão do 5G, em que será licitada a faixa de 3,5 GHz, já considera o cenário de apenas três grandes operadoras na telefonia móvel.

IRB (IRBR3

O governo federal brasileiro, que possui as “golden shares” da resseguradora IRB-Brasil RE, indicou na noite de ontem o executivo Antônio Cássio dos Santos para o cargo de presidente do Conselho de Administração da empresa. O nome do executivo deve ser aprovado em breve em Assembleia. Antônio Cássio dos Santos tem mais de 30 anos de experiência no setor de seguros, no Brasil e no exterior.

Na década de 2000, ele foi presidente da seguradora Mapfre. Entre 2011 e 2014, trabalhou para a seguradora suíça Zurich Insurance Group; nos últimos cinco anos, foi executivo-chefe das operações da seguradora italiana Assicurazioni Generali SpA para a América Latina e Sul da Europa, além de membro do Conselho da empresa italiana.

O IRB-Brasil RE vive uma série de polêmicas que minou sua imagem no mercado. O calvário da empresa começou em fevereiro, quando a corretora carioca Squadra acusou a companhia de irregularidades contábeis. Mais recentemente, o executivo-chefe foi demitido após dizer que o mega-investidor Warren Buffett havia se tornado sócio da empresa através da Berkshire Hathaway, o que foi negado posteriormente. Antônio Cássio dos Santos chega com a missão de recuperar a imagem do IRB-Brasil RE.

Localiza (RENT3)

A rede de aluguel de carros Localiza registrou no quarto trimestre de 2019 um lucro 25,9% maior na comparação anual, chegando a R$ 228,4 milhões. No ano, o resultado da companhia subiu 26,5%, para R$ 833,9 milhões, em relação a 2018.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do quarto trimestre do ano passado somou R$ 629,6 milhões, alta de 40,2% sobre o mesmo intervalo de 2018. Em 2019, o Ebitda alcançou R$ 2,212 bilhões, alta de 39,2% sobre o ano anterior.

A receita líquida do quarto trimestre de 2019 somou R$ 2,695 bilhões, alta de 19,3% em relação ao último trimestre de 2018. No acumulado de 2019, a receita líquida somou R$ 10,195 bilhões, crescimento de 29,1% em relação a 2018.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 112,5 milhões no último trimestre de 2019, uma alta de 4,7% em relação ao resultado financeiro negativo do mesmo período do ano anterior. No ano, o resultado financeiro negativo foi de R$ 409,8 milhões, alta de 11% sobre o resultado financeiro negativo de 2018.

A Localiza Hertz encerrou 2019 com dívida líquida de R$ 6,61 bilhões. Apesar do alto endividamento, a Localza Hertz encerrou 2019 com um saldo de caixa de R$ 2,8 bilhões, mais do que suficiente para fazer frente ao vencimento de R$ 459,7 milhões de debêntures que vencem em 2020 e outros R$ 1,29 bilhão que vencerão em 2021.

O Itaú BBA avalia que os resultados da Localiza Hertz são positivos, com um “impressionante” crescimento ano a ano de 29% no lucro líquido. “A Localiza conseguiu vender 41,4 mil carros usados na sua operação de semi-novos, um número muito positivo. O aluguel diário de carros também cresceu substancialmente”, comentou o BBA. O banco ressalta que receita líquida e Ebitda vieram acima das projeções para a RENT3, enquanto o lucro líquido ficou em linha, o que não deixou de ser uma expansão “impressionante” de 29% sobre 2018. O BBA mantém a recomendação compra, com preço-alvo de R$ 58,00 para a ação RENT3, uma alta de 38,2% sobre os R$ 41,93 negociados ontem na B3.

O Bradesco BBI também avaliou os resultados da Localiza Hertz como positivos, mas alertou que houve um crescimento forte na depreciação da frota. “O preço mais baixo dos carros novos e o aumento da competição explicam a maior depreciação. Ela também pode ser explicada porque mais motoristas do Uber e da 99 alugam carros”, comenta o BBI. O Bradesco BBI manteve a recomendação outperform (acima da média) para a ação RENT3, mas reduziu o preço do papel para 2020 de R$ 57,00 para R$ 55,00 por causa da maior depreciação da frota.

Movida (MOVI3

A Movida, uma das três maiores locadoras de veículos do Brasil, publicou balanço e informou um lucro líquido recorrente de R$ 84 milhões no quarto trimestre de 2019. Houve crescimento de 63% sobre igual período de 2018. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) da Movida avançou 89% no quarto trimestre de 2019 para R$ 259 milhões. A receita líquida da empresa avançou 34,2% para R$ 1 bilhão no quarto trimestre de 2019. No consolidado de 2019, a receita líquida cresceu 45,2% para R$ 3,83 bilhões. O lucro líquido no ano inteiro de 2019 cresceu 62,7% sobre 2018, para R$ 227,8 milhões.

O Conselho de Administração da Movida aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 40 milhões aos acionistas. O dinheiro será pago em duas parcelas, a primeira até o dia 15 de maio e a segunda até o dia 15 de julho.

Em 2019, a Movida expandiu a quantidade de automóveis premium na frota e intensificou esforços de vendas durante a alta temporada. A frota cresceu em 16 mil carros, para 109.661 automóveis no final de 2019. A receita por carro superou os R$ 2 mil, um crescimento de 7% sobre o quarto trimestre de 2018.

O Bradesco BBI avaliou como positivos os resultados da Movida. Segundo o BBI, a locadora mostrou um forte resultado no quarto trimestre de 2019, com lucro líquido e Ebitda chegando acima das expectativas. O banco notou que a empresa conseguiu aumentar o valor diário do aluguel dos carros e as vendas de semi-novos. “A Movida mostrou um forte avanço no Ebitda da divisão de semi-novos no quarto trimestre.

A empresa também incrementou a velocidade de renovação da frota, ao mesmo tempo melhorando o preço dos carros usados vendidos. Este é o destaque mais positivo do trimestre e que deverá acelerar o negócio do aluguel nos próximos meses de 2020”, avalia o BBI. O banco manteve a recomendação acima da Média (outperform) e aumentou o preço-alvo do papel MOVI3 para 2020 em 63%, para R$ 26,00. A ação MOVI3 fechou ontem a R$ 15,91 na B3.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O governo decidiu concentrar esforços na privatização de duas empresas estatais em 2020, a Pré-Sal Petróleo (PPSA) e a Eletrobras, disse a jornalistas da Bloomberg uma fonte com conhecimento direto do assunto que pediu para não ser identificada porque a discussão não é pública. A equipe econômica avalia que o programa de privatizações será afetado pelos efeitos do coronavírus e por isso é preciso focar em ativos de maior porte.

A venda das duas empresas, no entanto, depende de mudanças legais. Para vender a PPSA, estatal que gerencia a parcela do petróleo do pré-sal referente à União, o governo quer primeiro fazer mudanças no regime de partilha, no qual a empresa atua. Já a venda da Eletrobras depende da aprovação de projeto de lei no Congresso que prevê a capitalização da empresa. O assunto, no entanto, enfrenta resistências, especialmente das bancadas do Norte e Nordeste no Senado.

Magazine Luiza (MGLU3)  e Centauro (CNTO3)

O Magazine Luiza deverá aprovar na sua Assembleia Geral Extraordinária, em 9 de abril, o aumento de capital social de R$ 1,77 bilhão para R$ 6 bilhões. Atualmente, a varejista tem 1,5 bilhão de ações ordinárias, mas com o aumento de capital passará a ter 1,62 bilhão de ações ordinárias. Para isso, a empresa deverá fazer uma oferta pública de 100 milhões de ações.

Ainda em destaque, a Superintendência do Cade deferiu pedido de intervenção como terceiro interessado feito pela NS2.com, a
Netshoes, de acordo com despacho no Diário Oficial e parecer no site do órgão regulador. Em 6 de fevereiro, a Centauro, que pertence ao Grupo SBF, assinou parceria com a Nike para distribuição no Brasil, o que fez a ação saltar na bolsa. A Netshoes foi comprada pelo Magalu em junho de 2019.

Vale (VALE3)

As ações da Vale tiveram recomendação elevada de manutenção a compra pelo HSBC.

Azul (AZUL4

A situação do coronavírus no país é menos preocupante, pois Brasil tem clima quente e malha doméstica sofre menos com o pânico, disse o fundador da Azul, David Neeleman, em entrevista à Folha. A aérea suspenderá voos de Campinas para Porto, entre setembro e março de 2021, e diminuirá número voos semanais do trecho entre Campinas e Fort Lauderdale, segundo a reportagem. Desde o dia 2 de fevereiro, as ações da companhia desvalorizaram quase 40%, com a alta do dólar e o impacto do vírus no turismo.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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