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XP tem compromisso de longo prazo e não pega “atalhos”, diz Benchimol

SÃO PAULO – Na sexta-feira, veio a público a informação de que a consultoria The Winkler Group estava questionando as informações financeiras apresentadas pela XP Inc. em seu prospecto para abrir o capital. As ações da companhia caíram cerca de 13% no último dia 6 por conta disso.

Hoje, a XP publicou um relatório em que rebate, ponto a ponto, todas as acusações feitas pela consultoria. “Fomos vítimas da divulgação de um relatório cheio de erros, informações imateriais e/ou irrelevantes publicado por um investidor norte-americano que afirma estar vendido em ações da XP Inc.”, afirmou, em comunicado, Guilherme Benchimol, CEO da companhia.

Segue abaixo o comunicado de Benchimol na íntegra:

“Na última sexta-feira (6/3), fomos vítimas da divulgação de um relatório cheio de erros, informações imateriais e/ou irrelevantes publicado por um investidor norte-americano que afirma estar vendido em ações da XP Inc.

Apesar de o relatório não passar credibilidade e ter sido feito por um investidor que não é uma empresa de análise (equity research), por conter afirmações graves, acabou chamando a atenção da imprensa brasileira.

Antes de tudo, importante reforçar que jamais nos envolvemos em qualquer caso de corrupção em nossa história.

É por isso que eu e meus sócios estamos sempre presentes, não escondemos nossas caras e primamos pela transparência e honestidade na forma de fazer negócios.

Durante o processo recente de IPO, a XP Inc. passou pelo escrutínio de quatro escritórios de advocacia reconhecidos mundialmente e duas das maiores firmas de auditoria do mundo. Além disso, diversos investidores institucionais de classe mundial auditaram a companhia, inclusive por meio de processo próprio de diligência legal e/ou contábil.

Apesar deste tipo de situação ser normal envolvendo companhias abertas listadas no mercado norte-americano, e assim sendo, a prática seria não respondermos, em respeito aos nossos clientes, parceiros, investidores e colaboradores e buscando sempre dar a maior transparência possível a tudo que fazemos, optamos por rebater ponto a ponto, em um relatório da XP Inc.

Por fim, ratifico ainda mais nosso compromisso de longo prazo, de seguirmos firmes transformando o mercado financeiro para melhorar a vida das pessoas, sempre sem atalhos.”

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Em escalada, Arábia Saudita anuncia elevação da produção de petróleo em 25%

(Bloomberg) — A Arábia Saudita intensificou a guerra de preços do petróleo com a Rússia na terça-feira. A petroleira estatal saudita se comprometeu a fornecer um recorde de 12,3 milhões de barris por dia no próximo mês, um grande aumento da produção para inundar o mercado.

O salto da produção, de mais de 25% em relação ao mês anterior, coloca a oferta da Aramco acima de sua capacidade máxima sustentável. Isso indica que o reino decidiu usar até seus estoques estratégicos para despejar o máximo de petróleo no mercado e o mais rápido possível. Em fevereiro, a Arábia Saudita produziu cerca de 9,7 milhões de barris por dia.

É a mais nova manobra do que deve ser uma longa e amarga guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita. Na segunda-feira, os preços de referência do petróleo caíram mais de 20%, a maior queda intradiária desde a Guerra do Golfo em 1991, o que criou um caos nos mercados globais de ações e títulos.

O governo da Rússia respondeu em minutos ao que parecia uma guerra de palavras. Alexander Novak, ministro de Energia do país, disse que a Rússia tinha capacidade de aumentar a produção em 500 mil barris por dia. Isso colocaria a produção da Rússia potencialmente em 11,8 milhões de barris por dia, um recorde.

“Bem-vindo ao livre mercado”, disse Bob McNally, fundador da consultoria Rapidan Energy Group e ex-funcionário da Casa Branca. “O mundo está prestes a aprender muito rápido a importância de um ‘swing producer’ para a estabilidade, não apenas para o mercado global de petróleo, mas também para a economia e geopolítica em geral”, disse McNally em referência aos produtores com influência para equilibrar o mercado.

EUA e outros países ocidentais começam a se preocupar com a guerra de preços do petróleo entre duas das nações mais poderosas do mundo. Na segunda-feira, o Departamento de Energia dos EUA denunciou, em um raro comunicado, “tentativas de atores estatais de manipular e abalar os mercados de petróleo”.

Mesmo com o aumento da produção e guerra de palavras dos dois lados, Novak disse que a porta não está fechada para futuras negociações. Ele disse que a Opep+ poderia se reunir em maio ou junho.

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ADR da Petrobras sobe 11% no pré-market da bolsa de NY após derrocada da véspera; balanços e mais destaques

SÃO PAULO – Após a forte queda do Ibovespa na véspera, de 12,17%, com destaque para a derrocada de quase 30% da Petrobras – na esteira da baixa de 25% do petróleo com a Arábia Saudita deflagrando uma guerra de preços depois da Rússia não aceitar o acordo de corte de produção da Opep+ – a sessão pode apontar para a recuperação das ações da estatal.

Com dia de recuperação parcial do petróleo, com alta entre 7% e 9%, os ADRs da Petrobras equivalente às ações ordinárias sobem 11,29%, a US$ 8,08, no pré-market da bolsa de Nova York, após a derrocada de 30,99% na véspera. Já os ADRs da Vale sobem cerca de 10%, a US$ 8,78, depois da baixa de 16,37%.

Ainda no noticiário da Petrobras, a companhia informou que vendeu quatro campos de gás natural no interior da Bahia para a Eagle Petróleo e Gás, por US$ 3,01 milhões (R$ 14,3 milhões). Já a construtora Helbor, de São Paulo (SP), comunicou que fará uma emissão de debêntures simples para levantar R$ 47 milhões. A CPFL – Companhia paulista de Força e Luz, e a Direcional Engenharia, publicaram balanços na noite de ontem.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Bradesco realiza Assembleia Geral Extraordinária (AGE) sobre aumento do capital de R$ 4 bilhões, às 16h.

O conselho de administração do Bradesco propôs aos acionistas um aumento de capital com reservas de lucros no valor de R$ 4 bilhões, com bonificação de ações. Assim, o capital social do banco passa para R$ 79,1 bilhões.

A data-base da bonificação será informada após a aprovação da operação pelo Banco Central. Cada acionista vai receber uma nova ação para cada 10 que possuir nesta data a ser definida, e da mesma categoria das atuais.

Vivo (VIVT4)

A Vivo anunciou que terá apenas ações ordinárias (VIVT3) após a conversão da totalidade dos ativos preferenciais (VIVT4). Segundo o documento distribuído ao mercado, a proposta será ainda enviada para a aprovação da Anatel.

“A administração entende que a conversão propiciará a maximização da geração de valor a todos os seus acionistas, dado que conferirá o direito a voto e tag along de que trata a Lei das S.A. à totalidade de seus acionistas, incrementando as suas práticas de governança corporativa”, destacou.

 

Petrobras (PETR3;PETR4

A Petrobras vendeu quatro campos de gás natural no Estado da Bahia para a Eagle Petróleo e Gás. O valor total da transação foi de US$ 3,01 milhões (R$ 14,3 milhões). Os campos são terrestres e se localizam no interior da Bahia, na chamada Bacia de Tucano, a cerca de 110 quilômetros de Salvador. Segundo a estatal petrolífera, os campos têm a capacidade de produção de 26 barris por equivalência (boe) de gás por dia.

Helbor (HBOR3

A construtora e incorporadora Helbor, de São Paulo (SP), informou ontem que realizará uma emissão de debêntures para levantar R$ 47,1 milhões. Serão emitidas 47.100 debêntures simples, cada uma no valor de R$ 1 mil. A Helbor informou que o dinheiro obtido com a venda dos papéis será integralmente usado na aquisição de um imóvel localizado na Avenida República do Líbano, na Zona Sul da capital paulista. A Helbor informou que as debêntures vencerão em 36 meses – ou três anos – a partir da data da emissão, que será em março deste ano.

CPFL (CPFE3

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) publicou balanço ontem e informou que obteve um lucro líquido de R$ 114,7 milhões no quarto trimestre de 2019. Segundo a empresa, houve crescimento de 7,3% sobre igual período de 2018. Já o lucro líquido da CPFL no ano de 2019 consolidado caiu 9,9% sobre 2018, para R$ 107 milhões. A receita líquida somou R$ 583,5 milhões no quarto trimestre e R$ 1,9 bilhão em 2019.

Embora a receita líquida no quarto trimestre tenha crescido 13% sobre igual período de 2018, o faturamento líquido de 2019 caiu -0,4% sobre 2018. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 376,4 milhões no quarto trimestre, um avanço de 26,15 sobre igual período do ano passado.

Já o ano inteiro de 2019, foi de R$ 1,2 bilhão, também uma queda de -0,4% sobre 2018. A CPFL registrou queda na geração de energia das usinas hidrelétricas no quarto trimestre, de 37,3%, uma perda de 160 GHw. A redução ocorreu porque a vazão dos rios esteve mais baixa em São Paulo, Minas Gerais e no Estados do Sul. Em compensação, houve aumento de 7,5% na geração nos parques eólicos da empresa na região Nordeste, para 90,6 GHw. A geração eólica respondeu por mais de 63% da receita líquida da CPFL no quarto trimestre de 2019.

O Itaú BBA avaliou como positivo o balanço divulgado ontem pela empresa. Segundo o Itaú BBA, tanto o Ebitda quanto o lucro líquido da concessionária de energia elétrica superaram as estimativas do banco e do mercado. O BBA ressaltou que a expansão ocorreu principalmente no negócio da distribuição de energia. O BBA elogiou também a gestão da CPFL e mantém a nota “outperform” (acima da média) para a empresa em 2020, com preço-alvo de R$ 39,00 para este ano, uma alta de 14,7% sobre os R$ 34,00 de ontem na B3.

Direcional (DIRR3

A construtora e incorporadora Direcional Engenharia (DIRR3), de Belo Horizonte (MG) reportou um lucro líquido de R$ 28 milhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 55% sobre igual período de 2018. No consolidado de 2019, a empresa lucrou R$ 100 milhões. O resultado é positivo. Em 2018, a empresa teve prejuízo de R$ 77,4 milhões.

A receita líquida da Direcional avançou 25% em 2019, em comparação sobre 2018, para R$ 1,45 bilhão. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 44,2% no quarto trimestre de 2019, para R$ 60,7 milhões. No consolidado de 2019, o Ebitda avançou 110,7% para R$ 240,2 milhões. A Direcional somou um Valor Geral de Vendas (VGV) lançado de R$ 555,1 milhões no quarto trimestre de 2019, o que representou um avanço de 55% sobre igual período de 2018. No fechamento do 2019, contudo, o VGV lançado cresceu muito pouco em comparação a 2018, apenas 2,2%, para R$ 1.94 bilhão.

O Brasil Plural avaliou como positivos os resultado, com destaque para o lucro líquido maior, “resultante do maior número de lançamentos, eficiência nas obras e aumento da rentabilidade”. O BTG Pactual destacou que os resultados vieram “sólidos e em linha” e que a ação DIRR3 oferece boas chances de dividendos. O banco manteve a recomendação compra.

Linx (LINX3)

O conselho de administração da Linx aprovou um programa de recompra de até 8 milhões de ações ordinárias, correspondente a 4,28% do total de ações da empresa.

Segundo a Linx, o objetivo da operação é maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital.

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Como grandes empreendedoras superaram os obstáculos na carreira

SÃO PAULO – A última edição da pesquisa Global Entreneurship Monitor (GEM) mostra que atualmente há mais mulheres do que homens começando um negócio no Brasil. É um dado importante em um país onde são raras as grandes empresas comandadas por mulheres. Ainda assim, as dificuldades enfrentadas por aquelas que escolhem empreender são muitas.

Baseado em entrevistas realizadas para o podcast Do Zero ao Topo e em estudos e exemplos internacionais, o InfoMoney listou as atitudes tomadas por mulheres que lutaram para construir suas empresas e carreiras.

1 – Mostrando seus diferenciais ao invés de sucumbir aos padrões impostos

Para poder crescer profissionalmente — principalmente em segmentos dominados por homens — muitas mulheres sentem a necessidade de “jogar o jogo”. Se a cultura de um ambiente é a austeridade e agressividade, mesmo não se identificando, muitas tentam se adequar aos padrões. O resultado é a frustração com a carreira.

Algumas empreendedoras e executivas, no entanto, conseguiram se destacar ao criar e mostrar os seus diferenciais — mesmo quando eles desafiavam os padrões impostos pelo mercado. Sofia Esteves, fundadora da consultoria de recrutamento e seleção Cia de Talentos, conta que, muitos dos preconceitos que enfrentou por ser mulher e jovem no início da empresa foram quebrados com sua personalidade extrovertida e alegre.

“A primeira reação quando me viam era sempre pensar ou perguntar: ‘cadê o homem?’ Eu abria um sorriso e mostrava meu conhecimento sobre o assunto”, contou Sofia durante o podcast Do Zero ao Topo.

Mesmo depois de anos batalhando em sua empresa, Sofia pensou em fechá-la. O motivo: seus valores pareciam muito diferentes daqueles compartilhados pelos principais executivos do setor de recrutamento na época.

“Nessa época, um dos meus amigos me disse: ‘Sofia, se os idealistas abandonarem o barco, quem vai fazer a transformação?’ Ali percebi que eu precisaria ajudar a transformar esse setor por meio dos meus valores.”

2 – Pedindo ajuda quando necessário

A advogada Manuella Curti tinha apenas 26 anos quando se viu obrigada a assumir a empresa fundada por seu pai, em 2010. Isso porque, em um período de apenas seis meses, seu pai e seu irmão — que vinha sendo preparado para liderar a sucessão dos negócios — faleceram.

“A primeira coisa que eu fiz foi admitir que eu não sabia nada. Eu disse: ‘não tenho experiencia, eu não sei gerenciar a empresa. A única coisa que eu sei é que não vou deixar isso aqui morrer’”, contou a empresária durante o podcast.

Para fazer os negócios andarem ela decidiu procurar ajuda. Começou a participar de cursos e eventos de empreendedorismo, pedindo conselho e ouvindo grandes empresários.

Em um dos cursos que fez ela conheceu Wilson Poit, um empreendedor que, na época, comandava uma grande empresa de energia. “Eu cheguei e pedi ajuda. Ele foi a primeira pessoa que resolveu me ajudar. Foi uma espécie de mentor pra mim”, contou.

3 – Acreditando em seu potencial para se desenvolver

Uma pesquisa interna da empresa de tecnologia americana Hewlett-Packard (HP) revelou que os homens geralmente se aplicam para uma vaga de trabalho quando seu currículo alcança pelo menos 60% das qualificações requisitadas. Já as mulheres tendem a aplicar apenas em casos em que seus currículos preenchem 100% dos requisitos.

A pesquisa é uma dentre muitas que revela a insegurança feminina no mercado de trabalho — seja para se candidatar a uma vaga ou desenvolver seu próprio negócio.

A executiva Sheryl Sandberg, diretora operacional do Facebook, explica em seu livro “Faça Acontecer” que os obstáculos internos raramente são discutidos e costumam ser minimizados. “Esses obstáculos internos merecem atenção muito maior, em parte porque estão sob nosso próprio controle”, escreve.

Sandberg corrobora sua visão com exemplos de mulheres que perderam — ou quase — grandes oportunidades por duvidarem de si mesmas. Um dos casos descritos é o da Virginia Rometty, primeira diretora executiva da IBM. Quando lhe ofereceram uma “grande emprego” no início da carreira, a executiva ficou preocupada se teria a experiência adequada e disse ao entrevistador que precisava pensar sobre a proposta.

À noite, conversando com o seu marido, ele disse: “Você acha que um homem algum dia responderia ao recrutador dessa maneira?”.

“O que isso me ensinou foi que você tem de ser muito confiante”, disse Rometty. “Mesmo que por dentro seja muito autocrítica sobre o que sabe ou não sabe. E isso, para mim, leva a aceitar riscos”, completou.

O conselho de Sandberg para que as mulheres é que sejam mais ambiciosas. “O que você faria se não estivesse com medo?”, questiona no livro.

4 -Não se importando com rótulos

Em um experimento famoso, professores da Columbia Business School pegaram a história real de uma investidora de risco chamada Heidi Roizen. Eles então espalharam essa trajetória entre dois diferentes grupos de alunos (homens e mulheres). Para o primeiro grupo, mantiveram o nome de Heidi. No segundo caso, substituíram o personagem na história por “Howard”.

Depois, os professores deram aos estudantes um questionário no qual eles respondiam suas impressões sobre Heidi ou Howard. Ambos foram classificados como competentes. Mas, enquanto Howard foi avaliado como um colega agradável, Heidi foi classificada como egoísta e não era “o tipo de pessoa que você contrataria ou para quem gostaria de trabalhar”. A única diferença nos dois casos era o sexo.

A experiência é reforçada por uma série de pesquisas que mostram que o sucesso e simpatia são relacionados de maneira positiva para os homens e negativa para as mulheres. Para chegar ao topo da carreira, muitas empreendedoras e executivas aprenderam a não ligar para os esteriótipos ou críticas infundadas que encontravam ao longo do caminho.

“Eu comecei jovem, mulher e herdeira. Tenho várias passagens emblemáticas de muitas pessoas que me julgaram por isso. Esses rótulos nunca me serviram”, conta Renata Moraes Vichi, hoje presidente do Grupo CRM, dono das marcas Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau.

5 – Não se culpando pela aparente “falta de equilíbrio” entre vida pessoal e profissional

O sentimento de culpa por achar que está deixando algumas das áreas de sua vida de lado está sempre presente nas mulheres.

A paulista Fernanda Mello passou por diversas perrengues ao tentar equilibrar a vida familiar com a carreira. Quando trabalhava na hostil mesa de operações de um grande banco, negociando ativos no mercado financeiro, ela chegou a ter que correr para casa na hora do almoço para poder amamentar o filho.

Em uma segunda fase, já em outro emprego e com os dois filhos pequenos, teve que explicar ao chefe que ficar até às 22h no escritório não era uma opção para ela e convencê-lo de que, mesmo saindo “mais cedo”, entregaria todo o seu trabalho.

“O sentimento de culpa sempre estava lá. É um dilema que toda mãe enfrenta”, contou durante a gravação do podcast Do Zero ao Topo, em episódio que vai ao ar no dia 11 de março. Depois de passar oito anos trabalhando em gestoras, Fernanda montou uma empresa com duas outras sócias, a securitizadora Vert.

O tão sonhado equilíbrio foi acontecendo aos poucos. Ela conta que a saída encontrada para conciliar tudo foi aprender a compartilhar cada vez mais com os filhos os seus sonhos e suas conquistas profissionais.

“Hoje, que já estão grandes, eles me apoiam muito. Dizem que sou um exemplo. O fato de eu trabalhar fora não nos impediu de ter uma relação próxima”, afirma.

As histórias revelam que não há uma maneira ideal de balancear as diferentes áreas da vida. Cada mulher, precisa encontrar o seu equilíbrio.

Na vida de Renata Moraes Vichi, a palavra-chave sempre foi “disciplina”. “Além da carreira profissional, sou mãe e atleta”, afirma a executiva que preside o grupo dono da Kopenhagen.

Renata acorda às 4h40 da manhã todos os dias para se exercitar e poder chegar ao escritória antes das 8h. O almoço, é dedicado todos os dias ao filho, atualmente com 13 anos. “Eu aprendi a priorizar o que importa. Foco no que me interessa e não perco tempo”, diz.

Para mais histórias sobre empreendedorismo, ouça o podcast Do Zero ao Topo e nos acompanhe no Instagram: @dozeroaotopo_oficial 

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com fundo preto, gesticulando durante comício

Após o turbilhão da véspera, que fez o Ibovespa cair 12,17% no pior pregão desde 1998, hoje os mercados se acalmaram depois que os governos dos Estados Unidos e do Japão sinalizaram novos estímulos à economia, mas a cautela persiste com Arábia Saudita e Rússia elevando suas produções. Na véspera, o dia foi de pânico com os sauditas escalando a sua guerra de preços depois do acordo da Opep+ fracassar.

O presidente da China, Xi Jinping, visitou na manhã de hoje a cidade de Wuhan, epicentro do surto do coronavírus que estourou em 22 de janeiro. A visita de Xi deu impulso às bolsas da Ásia, que fecharam em alta. No Brasil, os mercados observam com atenção a divulgação da produção industrial de janeiro pelo IBGE.

A sessão aponta para recuperação também no Brasil. O ETF brasileiro EWZ sobe 8,32% (de acordo com cotação das 8h34) no pré-market da Nyse após a derrocada de 14,53% da última segunda-feira. Com dia de recuperação do petróleo, ADRs da Petrobras equivalente às ações ordinárias sobem 11,29%, a US$ 8,08, no pré-market da bolsa de Nova York, após a derrocada de 30,99% na véspera, enquanto o CDS do Brasil cai 8,2%, para 171 pontos, após a disparada de 30% de ontem.

No noticiário corporativo, destaque para a venda de cinco campos de gás natural da Petrobras na Bahia e para a emissão de debêntures planejada pela construtora Helbor. Na noite de ontem, Direcional Engenharia e CESP publicaram balanços.

1. Bolsas mundiais

Após as quedas gigantescas de ontem, os mercados voltaram hoje mais calmos. As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta modesta. O presidente chinês Xi Jinping visitou a cidade de Wuhan, epicentro do surto do coronavírus, e o governo japonês garantiu que medidas de estímulo fiscal estão a caminho, o que gerou maior calmaria para o investidor. O coronavírus segue em expansão em países como a Itália, mas a China anunciou apenas 19 novas infecções – menor número desde 18 de janeiro.

Na Europa, as bolsas abriram com alta moderada. Milão, que ontem despencou 11% -a maior queda na Europa – estava no terreno positivo na manhã de hoje (hora de Brasília). Em Nova York os futuros avançavam, após o presidente americano Donald Trump ter prometido na noite de ontem reduzir impostos sobre a folha de pagamento e salários, além de auxiliar trabalhadores contaminados pelo coronavírus. Contudo, deixará de fora ajuda ao o setor de viagens, disseram fontes à Bloomberg. Trump deve falar sobre o assunto em coletiva de imprensa nesta terça.

Os metais sobem em Londres e minério de ferro se valoriza. Já o petróleo se recupera parcialmente da derrocada de ontem, quando o WTI perdeu 25%, mas alta se acomodou com tanto os sauditas quanto a Rússia anunciando aumentos de produção.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h27 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +4,29%
*Nasdaq Futuro (EUA), +4,39%
*Dow Jones Futuro (EUA), +4,12%

Europa
*Dax (Alemanha), +3,60%
*FTSE (Reino Unido), +3,87%
*CAC 40 (França), +4,06%
*FTSE MIB (Itália), +3,20%

Ásia
*Nikkei (Japão), +0,85% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,42% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +1,41% (fechado)
*Xangai (China), +1,82% (fechado)

*Petróleo WTI, +5,01%, a US$ 32,71 o barril
*Petróleo Brent, +4,60%, a US$ 35,94 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com alta de +4,91%, cotados a 662.500 iuanes, equivalentes a US$ 95,33 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9493 (+0,03%)
*Bitcoin, US$ 7.885,43 +0,20%

2. Indicadores econômicos

A Fipe publicou na madrugada de hoje a inflação da primeira semana de março na capital paulista, com alta de 0,15% na primeira quadrissemana do mês. O IBGE publica às 9h a produção industrial brasileira de janeiro, principal indicador do país no dia. Na União Europeia, o Eurostat divulga às 7h o PIB do quarto trimestre de 2019. A produção industrial do 1º mês de 2020 deve ter registrado alta de 0,6% na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, ante queda de 0,7% na medição anterior.

Já o Banco Central faz leilão de venda à vista de até US$ 2 bilhões, das 9h10 às 9h15, após dólar ontem subir 2,1%, para R$ 4,7224, na sexta alta seguida. O anúncio vem após diretor de política monetária do BC, Bruno Serra, dizer ontem que o banco vai intervir no câmbio pelo tempo necessário. O dólar fechou em novo recorde ontem mesmo com, os leilões no mercado à vista, mas a alta perdeu força no final da sessão após vendas que totalizaram US$ 3,465 bilhões em duas ofertas.

3. Política

Em visita à Florida, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que foi eleito no primeiro turno em 2018 e que é preciso tornar a contagem de votos “mais segura” no Brasil. Bolsonaro disse que houve fraude eleitoral em 2018.

“Pelas provas que tenho nas minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu fui eleito em primeiro turno mas, no meu entender, houve fraude,” disse Bolsonaro em evento, de acordo com vídeo divulgado pela TV Record no Twitter.

Além dos ataques à Justiça Eleitoral e à imprensa, o presidente aumentou a pressão sobre o Congresso, ao dizer que as manifestações que apoia para 15 de março podem arrefecer se os parlamentares aceitarem a sua proposta para repartição do orçamento. A Câmara pode votar hoje a destinação de R$ 30 bilhões de recursos das emendas dos deputados federais.

4. Política americana

O Partido Democrata dos Estados Unidos realiza primárias hoje em seis estados: Michigan, Washington, Dakota do Norte, Idaho, Mississippi e Missouri. O ex-vice-presidente Joe Biden é favorito no Michigan, onde tem a simpatia da população afro-americana e da classe média com estudo universitário, enquanto o senador Bernie Sanders tem a preferência do eleitorado mais jovem. Sanders, derrotado na Super Terça, precisa vencer pelo menos no Michigan, que tem 125 delegados, para se recuperar na disputa.

5. Noticiário corporativo

A Petrobras informou que vendeu quatro campos de gás natural no interior da Bahia para a Eagle Petróleo e Gás, por US$ 3,01 milhões (R$ 14,3 milhões). Já a construtora Helbor, de São Paulo (SP), comunicou que fará uma emissão de debêntures simples para levantar R$ 47 milhões. A CPFL – Companhia paulista de Força e Luz, e a Direcional Engenharia, publicaram balanços na noite de ontem.

(com Agência Estado e Bloomberg)

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BC anuncia leilão de dólar à vista nesta terça com oferta de até US$ 2 bilhões

Dólar

O Banco Central anunciou nesta segunda-feira, 9, a realização de leilão de dólares à vista amanhã, 10, referenciado à Ptax. A operação será realizada entre 9h10 e 9h15, com a oferta de até US$ 2 bilhões.

Nesta segunda-feira, o BC realizou vendeu US$ 3 bilhões em leilão à vista referenciado à Ptax, pela manhã. À tarde, a autoridade monetária realizou outro leilão à vista, com a venda de US$ 465 milhões.

O dólar comercial fechou em alta de 1,97% hoje, a R$ 4,7251 na compra e a R$ 4,7256 na venda.

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Momento atual tem oportunidades tanto na Bolsa quanto na renda fixa, dizem gestores

SÃO PAULO — O tombo de 12% registrado pelo Ibovespa nesta segunda-feira (9) e o cenário macroeconômico atual geram oportunidades tanto na Bolsa quanto na renda fixa, segundo os gestores Luis Felipe Amaral, sócio-fundador da Equitas, e Carlos Messa, responsável pelos fundos abertos da Quasar.

“O investidor que faz investimento nos momentos de exagero, de pânico, quando todo mundo está ansioso com o noticiário, historicamente se dá bem. Nesses momentos são criadas distorções de preços”, disse Amaral em entrevista ao InfoMoney.

“Quem tem horizonte de longo prazo, de três a cinco anos, tem oportunidade. Tem papéis que caíram mais de 50%. São de empresas que eu gosto, olhando fundamentos. Gostava delas ao dobro do preço, pela metade eu gosto mais ainda”, completou.

O gestor da Equitas afirmou que a casa está aproveitando para comprar mais papéis, só que de forma cautelosa. “Não acho que vamos ter um ‘rebound’ de uma hora para outra, mas estamos fazendo compras pontuais. Mais importante do que ter papéis individuais, é importante ter diversificação. Focamos em ações voltadas ao mercado local. A gente tem Azul (AZUL4) e Intermédica (GNDI3).”

Sobre o momento certo para aproveitar as barganhas do mercado, Amaral disse que para o investidor de longo prazo isso é indiferente. “O ideal seria a gente conseguir investir no fundo do poço, mas não temos como saber se já estamos nele. Então, o ideal é começar a fazer compras quando o investidor sentir que a queda está exagerada. No longo prazo, não faz diferença 5% ou 10% no preço. No patamar atual, achamos que está atraente sim.”

Fora do risco, Messa, da Quasar, disse que a renda fixa voltou a ter opções melhores do que no ano passado para quem não quer sofrer com o sobe e desce da Bolsa. “O crédito privado já sofreu um pouco no final do ano passado. Os fundos estavam com taxa de carregamento muito baixa. Com a queda adicional de juros pelo Banco Central, os ativos tiveram que ter um pouco mais de prêmio para rentabilizar o risco. No último trimestre de 2019 a gente já sofreu com essa marcação a mercado do prêmio. No primeiro trimestre deste ano já não estamos vendo mais isso.”

Para ele, a renda fixa de crédito privado é uma boa classe de ativo para o investidor continuar aplicando. “No mercado de juros prefixados ou IPCA, as curvas estavam baixas, os prêmios de IPCA longo com prêmio de 3%, me pareciam um pouco baixos. Agora, tiveram uma correção muito forte. Pode ser uma opção para quem não quer risco de ações ou multimercado”, completou. Assista à entrevista completa acima.

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Por coronavírus, Azul oferece licença não remunerada aos tripulantes e cancela voos para Europa

Azul

SÃO PAULO – Diante dos impactos causados no setor de viagens e turismo por conta da disseminação do novo coronavírus, a companhia aérea Azul (AZUL4) iniciou um plano de contingência entre os seus funcionários, que prevê a possibilidade de licenças não remuneradas.

A companhia não informou quanto dos seus colaboradores serão afastados dos seus postos de trabalho, mas afirma que a iniciativa irá permitir que seus tripulantes “possam aproveitar o período para se dedicar a projetos pessoais sem perder o vínculo empregatício”.

Em nota, a Azul cita também a alta do dólar, que pressiona os custos operacionais da empresa, como justificativa para adoção da medida.

A companhia ressalta, porém, que os planos de expansão previsto para o ano podem ser retomados caso o cenário de incertezas se desfaça em um curto prazo.

Operação suspensa

Além das licenças, a Azul, que registrou queda de mais de 25% em suas ações no mês de fevereiro, também anunciou a suspensão temporária dos voos entre Campinas e Porto para otimizar seus custos. O trecho ficará fora de operação durante toda a temporada de inverno na Europa, entre setembro deste ano até março de 2021.

A companhia informa estar trabalhando na reacomodação dos clientes impactados pela alteração nos voos e segue com atendimento em seus canais oficiais para esclarecer dúvidas dos consumidores, por meio do aplicativo da empresa ou nos números 4003 1118 (para capitais e regiões metropolitanas) e 0800 887 1118 (para demais regiões).

Setor registra prejuízos

A diminuição da demanda de viagens tem causado grandes efeitos no setor aéreo. Nesta semana, a companhia aérea inglesa Virgin Atlantic adiou o início das suas operações no Brasil por conta do coronavírus.

Em todo mundo, companhias aéreas e empresas de turismo anunciam medidas para conter os prejuízos, que podem chegar a quase US$ 30 bilhões em vendas perdidas com voos, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo.

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Empresas aéreas encolhem até 30% em valor de mercado na Europa e nos EUA

Os impactos do coronavírus sobre empresas ligadas ao setor aéreo já se mostram avassaladores nas primeiras avaliações individuais e preliminares dessas companhias. De operadoras de transporte de passageiros e cargas à fabricação de aeronaves, além de outros serviços voltados para turismo e lazer – como cruzeiros, hotéis, shows e convenções –, o desalento é forte com a demanda corroída ao redor do globo por causa do temor com a epidemia.

Na Europa, o índice setorial Stoxx-600 revela que as linhas aéreas perderam 30% de seu valor desde o início do ano, com 12,5% apenas nesta semana. Nos Estados Unidos, o coronavírus tirou mais de um quarto do valor dessas empresas este ano.

A saída emergencial encontrada por essas empresas tem sido a de adequar oferta à demanda. Na prática, milhares de voos já foram cancelados, suspensos, fundidos com outras rotas ou adiados. Dor de cabeça para o passageiro, certeza de diminuição de receitas pelas companhias. Nesta semana, a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês) calculou o tamanho da crise: previu que as perdas de receita do setor com a epidemia de coronavírus deverão ser de até US$ 113 bilhões este ano.

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Como explicou ontem a portuguesa TAP, para tentar compensar as entradas menores, os planos de investimentos e contratações ficam suspensos. A operadora cancelou mil voos, mesma proporção anunciada pela finlandesa Finnair.

Nos últimos dias, ações semelhantes foram tomadas por outras companhias tradicionais, como British Airways, Latam, Southwest Airlines, United e Delta.

Ontem a alemã Lufthansa decidiu reduzir os voos da empresa em 50% nas próximas semanas, citando “quedas drásticas nas reservas e numerosos cancelamentos de voos” por causa do avanço da epidemia. A decisão ocorre um dia após a companhia ter dito que iria cancelar mais de 7 mil voos na Europa até o fim de março, assim como todos os voos para Israel a partir do dia 8 deste mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Bolsa brasileira perde R$ 1 trilhão apenas em 2020; confira as maiores quedas de valor de mercado

SÃO PAULO – A sexta-feira (6) foi de forte queda para o Ibovespa, com baixa de 4,14%, mas poucos esperavam que o pior estaria ainda por vir. A sessão deste dia 9 de março foi histórica, com a B3 entrando em circuit-breaker logo no início das negociações e fechando em baixa de 12,17%, na maior queda do índice desde 10 de setembro de 1998. Essa foi a terceira maior queda diária percentual do Ibovespa do Plano Real, ficando atrás apenas do já mencionado pregão de setembro de 1998, que foi seguido pelo pregão de 27 de outubro de 1997, quando teve baixa 14,98%.

O motivo para tanto foi a forte derrocada de até 31% do brent, para fechar em queda de 24% – a maior queda diária desde a Guerra do Golfo, em 1991.  A derrocada aconteceu após a Arábia Saudita reduzir os preços da commodity como retaliação à Rússia, que não quis chegar a um acordo para reduzir a produção para enfrentar a demanda menor por conta do surto de coronavírus, que já vem abalando e muito para os mercados. Com isso, as projeções dos analistas para o petróleo foram revisadas para queda de até US$ 20 o barril, além das indicações de possíveis abalos geopolíticos.

Desta forma, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) foram mais afetadas e, com queda de 29,68% para os ativos ON e baixa de 29,70% para as ações PN, a estatal perdeu R$ 91,12 bilhões de valor de mercado em apenas uma sessão. Desde que os investidores passaram a registrar uma forte aversão por conta do coronavírus, na volta do feriado de Carnaval em 26 de fevereiro, os ativos da Petrobras já perderam R$ 177 bilhões de valor de mercado, conforme dados da Economática.

Em seguida, estiveram os papéis da Vale (VALE3): com queda de 15,20% apenas nessa sessão, a mineradora perdeu R$ 34,77 bilhões de valor de mercado nesta segunda-feira e R$ 63 bilhões desde a volta do feriado de Carnaval.

Também em destaque com forte perda de valor de mercado, estiveram os bancos: Bradesco (BBDC3;BBDC4) foi o que perdeu mais, com queda de R$ 18,4 bilhões de valor de mercado nesta sessão e de R$ 45,95 bilhões desde a volta do feriado de Carnaval, seguido por Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11), com quedas respectivas de R$ 15,9 bilhões, R$ 13,31 bilhões e R$ 12,73 bilhões apenas nesta sessão.

A queda das 285 empresas listadas na bolsa foi de R$ 431 bilhões apenas nesta sessão, atingindo uma perda de cerca de R$ 1 trilhão apenas em 2020, enquanto apenas a Petrobras teve perda de R$ 191 bilhões de valor de mercado no mesmo período.  Nesta segunda, o Ibovespa atingiu o seu menor nível desde dezembro de 2018, a 86.067 pontos, apagando os ganhos do período de Jair Bolsonaro.

Confira abaixo as maiores quedas de valor de mercado: 

(Divulgação/Economática)

De acordo com o levantamento da consultoria, a baixa das ações Petrobras ON foi a maior desde 2 de abril de 1990, dia em que a ação despencou 41,49%. No caso dos papéis preferenciais, foi o maior recuo desde 21 de março daquele mesmo ano, quando as ações caíram 33,33%.

Contudo, a baixa de valor de mercado de hoje supera a maior registrada na mesma série, que vai desde 1986. Até então, o recorde de desvalorização nominal era de R$ 47,268 bilhões, registrado em 24 de maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros. Confira abaixo:

 

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