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Falta de coordenação mundial é preocupante, diz guru dos investimentos Mohamed El-Erian

(Bloomberg) – Mohamed El-Erian acredita que os bancos centrais globais farão todo o possível para impedir que o coronavírus cause uma crise econômica mais profunda, mas disse ser preocupante que a coordenação internacional de políticas não seja tão sólida quanto no passado.

“Eu antecipo uma abordagem de políticas de fazer o que for necessário, tanto de bancos centrais quanto de agências governamentais”, disse El-Erian, consultor-chefe de economia da Allianz, em entrevista à Rádio Bloomberg na segunda-feira. Uma desaceleração econômica repentina “é particularmente perigosa porque destrói a demanda e a oferta, e é isso que enfrentamos agora”.

El-Erian, que também é colunista do Bloomberg Opinion, disse que não vê paralelos diretos com o início da crise em 2008, porque não está preocupado com bancos e possíveis problemas com o sistema de pagamentos e liquidação. Mas, segundo ele, outra comparação é mais preocupante: as autoridades econômicas globais até agora não agiram em conjunto como no passado.

“A extensão da coordenação de políticas globais é muito menor, independentemente de ser o coronavírus, a dependência excessiva de liquidez ou mercados mal precificados por um longo tempo; este é um problema global que requer ação coletiva”, disse.

Mas o tipo de ação que líderes do G-20 tomaram durante a crise financeira global, quando se reuniram em Londres para coordenar uma resposta, provavelmente será mais difícil agora, disse El-Erian. “O ruim em relação a 2008 é que não teremos uma cúpula de Londres rapidamente.”

‘Não compre’

Em outra entrevista posterior à Bloomberg Television, quando as ações dos EUA caíam na abertura das bolsas em Nova York, El-Erian disse que é muito cedo para que investidores comecem a comprar novamente.

Ele não recomenda comprar barganhas no momento e destacou que é preciso respeitar os aspectos técnicos. “Isso vai se resolver, mas não antes de mais perdas, infelizmente. Também não entre em pânico.”

É hora de ficar à margem e esperar que os fatores técnicos se manifestem, por mais dolorosos que possam ser, disse.

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Bitcoin perde os US$ 8 mil e bate mínima em dois meses, mas ainda acumula alta de 100% em um ano

SÃO PAULO – Considerado por muitos como um “ouro digital”, que serviria como forma de proteção contra agitações do mercado tradicional, o Bitcoin não conseguiu se salvar da derrocada das bolsas globais nesta segunda-feira (9). Apesar disso, a criptomoeda segue com um desempenho bem superior no acumulado do ano.

Por volta das 18h (horário de Brasília), o Bitcoin registrava ganhos de 5,67%, cotado a US$ 7.866, voltando para níveis registrado em 7 de janeiro. Mais cedo, a maior criptomoeda do mundo chegou a acumular perdas de mais de 10% no acumulado de 24 horas. Em reais, o movimento é mais ameno, com perdas de 3,28%, a R$ 37.232.

Apesar destas perdas, o Bitcoin ainda acumula alta de cerca de 9% em 2020, enquanto o Ibovespa, por exemplo, tem queda de 22%. Já em doze meses, a criptomoeda tema ganhos de quase 100%, ao passo que a bolsa brasileira recua 8,6%.

O movimento de hoje também puxa outros criptoativos. Das 40 maiores moedas digitais em valor de mercado, apenas uma registrava leves ganhos. No top3, o Ethereum cai 7,73%, a US$ 197, enquanto o Ripple (XRP) recua 4,81%, para US$ 0,204734.

Sobre esta queda dos últimos dias, puxada tanto pelo surto do novo coronavírus e agora pelo pânico com o petróleo, Safiri Felix, diretor da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), afirma que a falta de entendimento e previsibilidade levou até o mercado cripto a sofrer impacto.

“O coronavírus foi o cisne negro de 2020, ninguém conseguiria precificar os impactos de curto prazo, o que se aplica inclusive ao Bitcoin”, afirma. “Por ser relativamente líquido, em um primeiro momento estamos vendo uma forte pressão vendedora, com muitos operadores aproveitando para embolsar lucros e cobrir perdas em outras classes de ativos”.

Por outro lado, ele lembra que no mercado brasileiro a queda é relativamente menor do que a vista nas cotações em dólares. Isso porque a forte alta da moeda americana contra o real acaba amenizando o movimento do Bitcoin quando comparado com o exterior.

Mesmo com o pânico recente dos investidores e os holofotes voltados para a crise do coronavírus, Safiri ressalta que o principal evento para o Bitcoin ainda será o “hlaving”, evento em que a recompensa dos mineradores será reduzida pela metade, reduzindo a oferta da criptomoeda e levando a uma pressão de alta no preço.

“Efetivamente o evento mais importante para o Bitcoin segue sendo o ajuste da recompensa dos mineradores em maio. Caso o preço consiga se sustentar acima do custo de produção, quedas muito abruptas podem abrir boas oportunidades para alocações de longo prazo”, afirma o especialista.

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A commodity brasileira que está sendo um porto seguro em meio ao pânico global

(Bloomberg) – Para quem quiser se proteger da turbulência global, talvez seja hora de buscar refúgio no mercado de soja do Brasil.

Os preços da soja no país, maior exportador global do produto, subiram nas últimas semanas mesmo com a queda da maioria dos mercados de commodities devido ao impacto do surto de coronavírus. O movimento se deve em grande parte à alta do dólar em relação ao real, que torna as exportações brasileiras mais competitivas.

Os preços da soja subiram para o nível mais alto desde outubro de 2018 no mercado doméstico, retomando os níveis vistos durante a guerra comercial China-EUA, que impulsionou a demanda pelas exportações brasileiras. O rali ocorre apesar de a colheita estar bem adiantada na América do Sul, quando normalmente os preços caem com o aumento da oferta. Por outro lado, os contratos futuros da soja para entrega em maio negociados em Chicago, a referência mundial, acumulam queda de cerca de 10% este ano.

“Com os preços no atual patamar e a safra recorde, os produtores terão uma rentabilidade muito boa neste ano”, disse Leon Davalo, da corretora de grãos Granos, em Campo Grande.

O dólar acumula alta superior a 15% em relação ao real em 2020. Com isso, a moeda brasileira tem o pior desempenho global e é negociada em mínimas históricas. Esse movimento provocou alguns bolsões inesperados de estabilidade, longe da onda vendedora que domina ações e commodities globais à medida que a crise de saúde desacelera as economias.

Com a turbulência no mercado de câmbio, usinas de açúcar brasileiras fizeram hedge dos embarques em níveis muito maiores do que o normal no início deste ano, o que proporcionou certa proteção agora que os preços da commodity estão em queda. As exportações de carne do país também devem se beneficiar da alta do dólar.

No caso da soja, agricultores brasileiros agora aumentam as vendas para aproveitar os ganhos dos preços domésticos.

Com a alta do dólar, as vendas para a temporada 2019-2020 deram um salto para 61% da safra em 6 de março em relação aos 50% um mês antes, de acordo com Luiz Fernando Roque, analista da consultoria Safras & Mercado. As vendas antecipadas para a próxima safra também aceleraram, com ofertas próximas dos preços à vista, um movimento atípico.

Ainda assim, as vendas podem começar a desacelerar, já que os preços perto de níveis recordes tendem a esfriar a demanda, disse Roque. Exportadores estão abastecidos em termos de volume e, provavelmente, em posição confortável o suficiente para aguardar uma queda nos preços domésticos.

As usinas de cana-de-açúcar haviam feito hedge de 78% das exportações esperadas para a temporada 2020-2021 até 5 de março, um salto em relação à média de 50% para esta época do ano nas últimas cinco temporadas, segundo a Archer Consulting.

Isso significa que grande parte da safra está protegida pela baixa do mercado. Os preços do açúcar podem continuar em queda, já que o colapso das cotações do petróleo diminui o apelo do etanol e incentiva usinas a transformar mais cana em açúcar, em vez do biocombustível.

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DIVO11: saiba o que é e como é composta sua carteira

Você precisa ampliar a rentabilidade de suas aplicações, mas não quer se arriscar muito nem perder tempo acompanhando cotações? Uma possibilidade é comprar cotas do fundo de ações do Índice Dividendos (IDIV), o It Now IDIV Fundo de Índice (DIVO11). Ele é um fundo de índice (ETF, sigla em inglês para Exchange Traded Funds) que aplica dinheiro em papéis que fazem parte do IDIV.

O índice reúne empresas que são boas pagadoras de dividendos. Essas companhias costumam ter dívidas menores e lucros frequentes. Isso porque os dividendos são partes do lucro distribuídas aos acionistas. Ou seja, para pagar dividendos de forma recorrente, é preciso apresentar resultados positivos de forma consistente.

Portanto, quem aplica dinheiro no DIVO11 está investindo em empresas mais saudáveis e previsíveis. Por conta dessas características, esses papéis oscilam menos e são considerados defensivos.

Além de mais seguras, essas empresas costumam dar bons retornos. Geralmente, o IDIV tem um desempenho melhor que o do principal índice da bolsa, o Ibovespa. Nos últimos 12 meses, o DIVO11 rendeu 30%, enquanto o ETF que investe no Ibovespa, o BOVA11, valorizou 20%.

Continue a leitura para saber mais sobre esse tipo de investimento!

O que é o DIVO11, ETF baseado no índice IDIV?

Atualmente, o DIVO11 é um dos 16 ETFs listados na Bovespa. O fundo de índice busca ter desempenho igual ou superior ao desempenho do IDIV.

Calculado pela B3, o IDIV mede a quantidade de dividendos distribuídos por uma empresa em relação ao preço atual do papel no mercado. Trata-se do chamado dividend yield. A tese de investimento é de que empresas que têm mais dividend yield estão mais descontadas em relação ao lucro que costumam distribuir. Consequentemente, têm maior potencial de valorização.

Empresas que compõem o IDIV são as que mais remuneraram quem aplicou em seus papéis nos últimos 24 meses, pagando dividendos ou juros sobre capital próprio.

É preciso acompanhar o movimento do IDIV. Para isso, o DIVO11 investe no mínimo 95% do patrimônio em ações de empresas que compõem o índice ou posições do índice no mercado futuro. Os 5% restantes do patrimônio podem ser aplicados em ações que não façam parte do índice, desde que cumpram algumas exigências.

O DIVO11 foi lançado em 2012 e é gerido pelo Itaú. A cota do fundo custa, atualmente, cerca de R$ 70, e seu lote padrão é equivalente a 10 cotas.

Quais empresas compõem o IDIV?

As empresas que compõem o Índice Dividendos atuam nos mais diferentes segmentos, como mercado imobiliário, financeiro, papel e celulose, infraestrutura e telefonia.

Veja abaixo a carteira atual do IDIV:

  • ABC Brasil (ABCB4);
  • AES Tietê (TIET11);
  • BB Seguridade (BBSE3);
  • Bradespar (BRAP4);
  • Banrisul (BRSR6);
  • CCR (CCR03);
  • Cemig (CMIG4);
  • Cielo (CIEL3);
  • Copel (CPLE3 e CPLE6);
  • Cyrela (CYRE3);
  • Engie Brasil (EGIE3);
  • Energias BR (ENBR3);
  • Grendene (GRND3);
  • Itaú Unibanco (ITUB3 e ITUB4);
  • Itaúsa (ITSA4);
  • Klabin (KLBN11);
  • Metal Leve (LEVE3);
  • MRV (MRVE3);
  • Porto Seguro (PSSA3);
  • Qualicorp (QUAL3);
  • Santander BR (SANB11);
  • Sanepar (SAPR11 e SAPR4);
  • SLC Agrícola (SLCE3);
  • Smiles (SMLS3);
  • Taesa (TAEE11);
  • Tegma (TGMA3);
  • Transmissão Paulista (TRPL4);
  • Tupy (TUPY3);
  • Unipar (UNIP6);
  • Telefônica Vivo (VIVT4);
  • Wiz (WIZS3).

Quais são as vantagens de investir em DIVO11?

O DIVO11 tem vantagens que estão atreladas aos ETFs em geral. Conheça quais são elas na sequência.

Praticidade da aplicação

Os ETFs são conhecidos por sua praticidade. A forma de aquisição de uma cota do DIVO11 é idêntica à de uma ação. Basta buscar o ticker do fundo de índice no home broker da corretora e investir. Uma grande comodidade do ETF é que os dividendos pagos pelas ações são automaticamente reinvestidos no fundo.

Diversificação de ativos

Investir em uma cesta de ações faz com que o ETF seja uma forma eficaz de variar investimentos na bolsa. Diversificar ativos reduz riscos. Além disso, investir em diversas ações de forma direta custaria mais caro que pagar as taxas cobradas no ETF.

Taxas reduzidas

Custo baixo também é um outro atrativo dessa forma de investimento. A gestão passiva dos ETFs dispensa que a remuneração do gestor seja alta. Como consequência, o DIVO11 cobra taxa de administração de 0,5% ao ano.

Quais são as desvantagens de investir em DIVO11?

O DIVO11 é uma forma prática de investir em dividendos, mas tem algumas desvantagens. Veja!

Rotatividade de ativos

A carteira do fundo de índice é atualizada a cada quatro meses. Essa regra provoca uma rotatividade de papéis dentro do fundo, o que tem impacto no seu resultado. Isso porque o DIVO11 pode deixar de investir em uma empresa que está pagando menos dividendos por investir em projetos mais rentáveis. Ou seja, deixa de aplicar dinheiro em uma companhia que está ampliando o seu potencial de crescimento.

Riscos mais altos

Apesar de ter uma característica defensiva, isso não significa que o DIVO11 não seja arriscado. Caso uma das ações da carteira do IDIV registre uma forte queda, essa desvalorização pode ter impacto no IDIV e no fundo.

Tributação

A venda de ações individuais pode ter isenção de Imposto de Renda. Mas, ao vender uma cota do ETF, você pagará obrigatoriamente uma alíquota de 15% sobre os rendimentos. Como os dividendos das ações são reinvestidos no fundo e valorizam a cota, essa remuneração também é tributada de forma indireta.

Critérios quantitativos

As ações do ETF são selecionadas levando em conta a liquidez e o valor de mercado dos papéis disponíveis para negociação. Ou seja, a carteira do DIVO11 segue critérios estritamente quantitativos.

Portanto, não é possível investir em uma ação por critérios como potencial de valorização, o que reduz o risco e amplia retornos no longo prazo. O objetivo do fundo é apenas seguir o IDIV. Portanto, o fundo pode ter na carteira uma ação que se desvalorizou porque seu risco aumentou, mas continuou a pagar dividendos.

Agora que você conhece o DIVO11, sabe que o ETF é uma forma prática e barata de começar a investir na bolsa. Contudo, não sabe se o seu perfil de risco é compatível com o da aplicação financeira? Ou quer descobrir qual porcentual da sua carteira você deve investir no fundo de índice? O serviço de consultoria de investimentos pode ajudar você!

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Derrocada do petróleo traz outro choque à frágil economia e pode abalar geopolítica global

(Bloomberg) — Outro choque está prestes a abalar a economia mundial, que já sofre o impacto do coronavírus.

Os preços do petróleo despencaram depois que o dramático colapso das negociações entre a Opep e a Rússia levou a Arábia Saudita a iniciar uma guerra de preços.

O petróleo tipo Brent chegou a cair quase 30%, para US$ 31 o barril na segunda-feira. O Goldman Sachs alertou clientes que a commodity poderia atingir US$ 20.

Uma queda tão forte, caso se mantenha, ameaçaria orçamentos de países como Venezuela e Irã, colocaria em risco a revolução do gás de xisto dos Estados Unidos e abalaria a política em todo o mundo. Para bancos centrais, a perspectiva de desestabilização dos preços é outra complicação, pois já tentam aliviar o impacto da epidemia de coronavírus na economia. E um longo período de petróleo barato poderia até prejudicar o combate à mudança climática, o que atrasaria a transição para energias renováveis.

“Algo assim poderia ter mais repercussões globais do que uma guerra comercial entre China e EUA, porque o petróleo afeta muitas coisas na economia mundial”, disse Rohitesh Dhawan, diretor de energia, clima e recursos do Eurasia Group, em Londres.

Há vencedores em um mercado com preços mais baixos do petróleo, entre eles a China, o maior importador de petróleo do mundo e cuja recuperação do surto de coronavírus será fundamental para a economia global.

Mas, desta vez, é diferente. Os EUA, que no passado se beneficiavam do petróleo barato, agora são exportadores, e não compradores. E o impacto do vírus sobre a demanda econômica atenua qualquer estímulo que seria proporcionado pelo petróleo barato. Os choques do petróleo costumavam ser temidos pelo impacto na inflação.

Leia mais: 
Petróleo pode cair para até US$ 20 o barril em meio à guerra de preços, projetam analistas

Agora, quando bancos centrais buscam desesperadamente estimular a alta dos preços, a dinâmica oposta está em jogo.

“Preços mais baixos do petróleo não farão com que as pessoas voltem a usar trens, aviões e automóveis, nem estimularão os setores mais atingidos”, disse Stephen Innes, estrategista-chefe de mercado para a Ásia na Axicorp. “Mas agora temos um desastre financeiro em formação com o colapso da indústria de gás de xisto.”

Estratégia russa

A crise foi precipitada quando a Rússia não quis ceder a uma iniciativa liderada pela Arábia Saudita para obrigar Moscou a se juntar à Opep nos cortes da produção. A Opep apresentou um plano de “pegar ou largar” para reduzir a produção e diminuir os preços. Mas a Rússia tinha outra ideia: sua estratégia era pressionar produtores de gás de xisto dos EUA, que inundaram o mercado nos últimos anos à medida que os países da Opep+ freavam a própria produção.

Agora, muitas dessas operadoras dos EUA perdem dinheiro com cada barril de petróleo que produzem e, a menos que haja forte recuperação dos preços, correm risco de ir à falência. Mesmo antes da reunião catastrófica de sexta-feira, bancos já restringiam empréstimos aos perfuradores de gás de xisto e grande parte da dívida de alto rendimento já é negociada em níveis distressed.

A Rússia tinha intenção de se afastar das negociações com a Opep para prejudicar os rivais dos EUA pois é mais resistente a preços mais baixos. Os russos possuem uma moeda flutuante – ao contrário da Arábia Saudita – e podem sustentar o orçamento com receitas de petróleo menores.

“A Rússia e o presidente Putin estão em melhor posição para lutar nesta guerra do que a Arábia Saudita ou seu príncipe herdeiro”, disse Chris Weafer, CEO da Macro Advisory, consultoria com sede em Moscou.

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Mercado agora vê juros do Fed em zero em questão de meses

(Bloomberg) — A curva inteira de rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos caiu abaixo de 1% pela primeira vez na história diante das crescentes expectativas de que o Federal Reserve irá reduzir os juros para zero nos próximos meses, o que leva investidores a buscar títulos com vencimento mais longo.

Traders precificam corte de cerca de 80 pontos-base em março e de 100 pontos-base até julho, o que empurraria os juros para zero. Essas apostas alimentam um rali nos Treasuries dos EUA: a taxa dos títulos de 30 anos chegou a mergulhar 59 pontos-base.

Os rendimentos de referência dos títulos do Reino Unido caíram abaixo de zero pela primeira vez, enquanto os títulos de dois anos da Alemanha e taxas na Austrália e na Nova Zelândia atingiram novas mínimas.

A nova onda de turbulência nos mercados, provocada por preocupações com a guerra de preços do petróleo entre os maiores exportadores do mundo, levou o Fed de Nova York a anunciar um aumento do volume das operações compromissadas overnight e a prazo desta semana para garantir que as reservas sejam amplas e reduzir o risco de pressão nos mercados monetários.

“Quanto mais penso sobre isso, mais faz sentido para mim que os juros dos EUA caiam abaixo de zero em breve, muito em breve”, disse Chris Rands, gestor da Nikko Asset Management, em Sydney. “Eu não ficaria surpreso se os EUA tentassem taxas negativas, especialmente com a queda do petróleo se somando ao medo do vírus.”

A propagação do coronavírus e o impacto nas cadeias de suprimentos e nos gastos dos consumidores resultaram numa drástica reprecificação das expectativas sobre as taxas de juros globais nos últimos 30 dias. O choque da guerra de preços do petróleo tende a tirar força da inflação.

“Sabemos como foi a crise financeira, o naufrágio da tecnologia, mas esse rali de títulos são águas desconhecidas”, disse Stephen Miller, consultor da GSFM, uma unidade do CI Financial Group do Canadá. “Uma recessão global é agora uma probabilidade, não uma possibilidade.”

Ação de bancos centrais

Na sexta-feira, o presidente do Federal Reserve Bank de Boston, Eric Rosengren, disse que governos deveriam ter permissão para comprar uma gama mais ampla de ativos, caso não tenham munição suficiente para combater uma recessão com cortes das taxas de juros e compra de títulos.

E gestores esperam que o Reserve Bank of Australia recorra à flexibilização quantitativa (QE, na sigla em inglês) já em meados do ano, enquanto aumentam as apostas de corte de juros pelo Banco do Japão neste mês.

“O mercado está em pânico”, disse Shinji Hiramatsu, gestor sênior de investimentos da Sompo Japan Nipponkoa Asset Management, em Tóquio. “Ajustes de posição, compras para reduzir perdas…Todo mundo está comprando Treasuries.”

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“Não podemos aumentar imposto neste momento”, diz Mourão sobre crise do petróleo

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta segunda-feira, 9, que o governo não deve aumentar impostos como forma de compensar os efeitos da queda do preço do petróleo porque a crise é “transitória”.

“Não podemos adotar imposto neste momento. Há uma carga que vale um terço do nosso PIB. Eu particularmente não vejo possibilidade de aumento de impostos”, disse Mourão, ao chegar ao Palácio do Planalto. “A gente sabe que (a crise do preço do petróleo) também é transitória. Vamos ver qual a reação a Petrobras vai colocar”, afirmou.

Os preços dos contratos do petróleo recuavam ao redor de 20% nesta segunda-feira, depois que a Arábia Saudita cortou o valor de venda do barril e indicou o início de uma guerra de preços entre os grandes produtores. Na abertura dos negócios no mercado asiático, ainda no noite de domingo (horário de Brasília). O preço do petróleo do tipo Brent chegou a recuar 31%, no maior tombo desde a Guerra do Golfo, no início dos Anos 1990.

A decisão da Arábia Saudita vem na esteira do fracasso das negociações entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia sobre o tamanho da produção da commodity.

A Rússia se opôs ao corte de produção sugeridos pela Opep para estabilizar os preços da commodity em meio à epidemia de coronavírus, que desacelera a economia global e afeta a demanda por energia.

Na avaliação do sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, a queda brusca dos preços do petróleo pode levar o Brasil para dois caminhos: a Petrobras pode reduzir o preço da gasolina e do diesel, mas com o risco de inviabilizar o etanol, ou o governo pode aumentar a incidência da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis para preservar a geração de receita da estatal.

Desde a greve dos caminhoneiros, a Cide está zerada para o diesel. Na gasolina, a cobrança é de 10 centavos por litro.

Mourão disse que a atividade global está caindo porque as pessoas estão deixando de trabalhar em decorrência das preocupações com o coronavírus. “Preocupa, mas é uma questão transitória.”

Os analistas do mercado financeiro reduziram, pela primeira vez, a estimativa de crescimento da economia brasileira para um patamar abaixo de 2% neste ano, informou nesta segunda-feira o Banco Central, por meio da pesquisa Focus.

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Entenda o circuit breaker, mecanismo acionado na B3 nesta segunda-feira após o Ibovespa desabar

SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (9), o Ibovespa teve o circuit breaker acionado  após a queda de mais de 10% no início do pregão. A queda ocorre na esteira da derrocada dos preços do petróleo, que derruba as bolsas mundiais. O petróleo brent chegou a cair 31%, reduzindo a queda depois para cerca de 20%, após o imbróglio da Opep+ levar a uma guerra total de preços entre a Arábia Saudita e Rússia, dois dos três maiores produtores mundiais.

Mas o que significa o circuit breaker? Ele é um mecanismo disparado pela bolsa para interromper a sessão quando ocorrem oscilações muito bruscas e atípicas no mercado de ações.

Desta forma, toda vez que isso acontece no mercado, a ferramenta é acionada para  rebalancear as ordens de compra e venda dos investidores, protegendo o mercado da volatilidade.

O “circuit breaker” na B3 funciona assim:

  • se o Ibovespa atingir o limite de baixa de 10% (em comparação ao dia anterior), os negócios serão interrompidos por meia hora.
  • reaberto o pregão, se houver oscilação negativa de até 15%, a interrupção se dá por mais uma hora.

  • voltando a funcionar, com queda de 20%, ocorre suspensão dos negócios por prazo a ser definido pela Bolsa. Nessa hipótese, a decisão deverá ser comunicada ao mercado. De qualquer forma, na última meia hora de pregão, as negociações acontecerão.

As vezes em que o circuit breaker foi acionado na bolsa brasileira

A última fez em que os negócios foram interrompidos foi em 18 de maio de 2017, durante 30 minutos, na esteira do “Joesley Day”. Naquela sessão, o Ibovespa fechou em queda de 8,8%.

Antes disso, o mecanismo havia entrada em ação em 22 de outubro de 2008, quando a bolsa fechou em queda de 10,18%. Em outubro de 2008, o pregão chegou a ser interrompido por quatro vezes durante meia hora e por uma vez durante uma hora, em um período marcado pela forte crise financeira global por conta da crise do “subprime”.

Em 11 de Setembro de 2001, quando houve o ataque às torres gêmeas de Nova York,  os negócios também foram interrompidos na Bolsa brasileira, mas sem que o circuit breaker fosse acionado. A bolsa teve um recuo de 9,17% em pouco mais de uma hora mas, antes que as negociações fossem interrompidas, a bolsa fechou na esteira das principais bolsas do mundo e só reabriu na sessão seguinte.

As vezes seguintes que o circuit breaker foi acionado ocorreram nos anos 1990. Em 14 de janeiro de 1999, véspera da adoção do câmbio livre, os negócios foram suspensos por meia hora e o índice desabou 9,33%. Na crise da Rússia, em 1998, o mecanismo foi acionado por cinco vezes e, no dia 10 de setembro, a bolsa parou durante 1 hora, fechando em baixa de 15,82%.

Em 28 de outubro de 1997, o mecanismo foi acionado na bolsa brasileira pela primeira vez, um dia após a bolsa registrar uma queda superior a 14% durante a crise financeira da Ásia. Naquele ano, o circuit breaker foi acionado por mais duas vezes.

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Ações da Petrobras desabam mais de 20% com crise no petróleo; 42 papéis do Ibovespa chegam a cair mais de 10%

SÃO PAULO – O Ibovespa registra mais uma sessão de forte queda nesta segunda-feira (9), com Petrobras (PETR3;PETR4), Vale (VALE3) e bancos desabando à medida que as cotações do petróleo despencaram até 30%, após a Arábia Saudita reduzir os preços da commodity e com projeções de queda de até US$ 20 o barril. A B3 chegou a ter o circuit breaker acionado no início da sessão, após uma baixa de mais de 10% no Ibovespa.

As ações da Petrobras desabam 23%, enquanto a Vale cai 8% e e bancos também têm baixa de cerca de 9%. Nenhuma ação do Ibovespa avança e cerca de 42 das 73 ações do índice chegaram a cair mais de 10% na mínima do dia. Além da Petrobras e Vale, ações de siderúrgicas como CSN (CSNA3, baixa de até 17%), Usiminas (USIM5, queda de até 13%) e Gerdau (GGBR4, queda de até 13%) também tiveram baixa de dois dígitos.

Papéis de frigoríficos como Marfrig (MRFG3, baixa de até 20%), JBS (JBSS3, queda de até 16%) e BRF (BRFS3, baixa de até 11%) têm forte queda, assim como varejistas, com destaque para a Via Varejo (VVAR3), que teve queda de até 25%, também em meio aos temores com o impacto do coronavírus para a economia.

Mais cedo, os ADRs da Petrobras, no pré-market da NYSE, chegaram a cair até 20%, os da Vale tiveram baixa de 22% e do Itaú registram queda de cerca de 10% em um dia de baixa generalizada no mercado acionário.

A decisão dos sauditas, que foi interpretada como uma guerra de preços, veio após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e os aliados da Opep+ não conseguirem fechar um acordo, na última sexta-feira (06), para cortar ainda mais a produção do grupo, como parte de uma estratégia para lidar com o impacto econômico do coronavírus. A Rússia, líder informal da Opep+, não aceitou uma proposta da Opep de reduzir a oferta coletiva em mais 1,5 milhão de barris por dia.

As revisões de recomendações já começaram, com destaque para o Bradesco BBI cortando a recomendação para as ações da Petrobras para neutra.

Até mesmo ações de aéreas têm forte queda em meio à aversão ao risco do mercado. As empresas poderiam ser beneficiadas com a queda do petróleo, já que o querosene utilizado como combustível é derivado da commodity e respondeu por 32,6% dos custos operacionais das aéreas em 2019; contudo, com a aversão ao risco global e à alta do dólar,  aéreas como Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4), registram uma sessão de fortes perdas. Elas também são impactadas pelos temores de queda do turismo global com o coronavírus se espalhando pelo mundo.

As menores quedas na sessão ficam com as ações de empresas de telefonia, caso de Telefônica Brasil (VIVT4) e TIM (TIMP3), com baixa entre 3% e 4%, enquanto a Ambev (ABEV3), que registra forte queda no ano, vê seus ativos caírem cerca de 3%.

Confira mais destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras teve a sua recomendação reduzida de equivalente à compra para neutra pelo Bradesco BBI em meio à revisão dos preços do petróleo pelo banco. Os analistas avaliam que haverá uma guerra de preços pela frente e que o movimento surpreendente dos sauditas poderia ser uma tentativa de trazer a Rússia de volta à mesa de negociações. Contudo, eles não avaliam que essa queda de braço será vencida rapidamente. Assim, é difícil saber quanto esse imbróglio terminará, mas deve trazer resultados negativos.

Como resultado, os analistas reduziram a previsão do brent de US$ 65 para US$ 35 o barril este ano, avançando gradualmente para US$ 55 o barril no longo prazo. O preço-alvo para a Petrobras foi cortado de US$ 18 para US$ 11 o ADR (ou de R$ 38 para R$ 23,50 a ação preferencial).

Em meio à derrocada da commodity, a empresa disse que está monitorando o assunto e que é prematuro projetar os impactos da queda do petróleo em suas operações e não indicou nada sobre mudança de preços dos combustíveis

Eneva (ENEV3

A Eneva Energia informou que enviou uma carta à AES Tietê (TIET11), que no primeiro dia do mês anunciou a intenção de realizar uma fusão entre as duas empresas. A Eneva disse que mantém o interesse na negociação e decidiu enviar a carta porque “diante da ausência de contato da AES Tietê até o momento, reafirma a disposição da sua administração, bem como de seus assessores financeiros e legais, para engajar em tratativas”.

A Eneva entende que “a ação é corroborada tanto por seus acionistas como pelos da AES Tietê, cujos papéis tiveram uma valorização de 8,4% e 23,6%, respectivamente, no dia em que o interesse na fusão foi anunciado”. Já a AES Tietê também publicou uma carta na noite do domingo, na qual afirma que seus assessores jurídicos e financeiros analisam a oferta da Eneva. A AES também informou que marcou para a sexta-feira (13) uma Assembleia Geral Extraordinária que discutirá a questão.

Hypera (HYPE3

A Hypera, maior indústria farmacêutica do Brasil, divulgou balanço e informou que teve lucro líquido de R$ 246,7 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 20% em comparação a igual período de 2018. Já o lucro líquido recorrente do ano passado inteiro ficou em R$ 1,18 bilhão, uma expansão de 4,7% sobre 2018.

A empresa informou que a melhora do resultado no consolidado do ano aconteceu porque recebeu créditos tributários de R$ 91,8 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 224,2 milhões no quarto trimestre, um recuo de 3175 em comparação a igual período do ano anterior. O Ebitda do consolidado de 2019 recuou 8,5% sobre 2018 para R$ 1,2 bilhão.

Segundo a Hypera, houve queda porque a empresa investiu mais em pesquisa e desenvolvimento. A receita líquida da farmacêutica foi de R$ 928,6 milhões no quarto trimestre, praticamente estável em comparação a igual trimestre do ano anterior.

O Bradesco BBI avaliou que os resultados da farmacêutica Hypera vieram um pouco mais fracos que o esperado no quarto trimestre de 2019. Segundo o banco, a produção da indústria em Anápolis (GO) foi afetada pela depreciação da moeda brasileira frente ao dólar e por despesas maiores.

Embora a receita tenha sofrido impacto no final de 2019, o BBI avalia que a Hypera projeta a volta da produção ao normal ainda em março e no segundo trimestre, o que deverá compensar os efeitos negativos do quarto trimestre. A empresa no período realizou a compra de 18 medicamentos da japonesa Takeda, que agregou ao portfólio.

“Nós atualizamos nossas projeções, baseados na aquisição do remédio Buscopan, dos ativos da Takeda e na recuperação de R$ 50 milhões nas vendas que a seca em Anápolis prejudicou”, comenta o banco. Como o ambiente do mercado é de competição muito forte, isso impede uma melhora nas projeções, mas o BBI manteve a recomendação neutra para o papel e incrementou o preço-alvo da ação de R$ 36,00 para 43,00. Em 6 de março, a HYPE3 fechou em R$ 39,62 na B3.

M. Dias Branco (MDIA3)

A M. Dias Branco teve um lucro líquido de R$ 264,9 milhões no último trimestre do ano passado, alta de 89,5%, frente aos R$ 139,8 milhões registrados no mesmo período de 2018. Enquanto isso, a receita líquida teve alta de 7,2%, para 1,694 bilhão.

O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 289,2 milhões, alta de 52,3% em comparação com o mesmo período em 2018.

O Itaú BBA avaliou como positivo o balanço da indústria de alimentos e moinho de trigo M. Dias Branco, e elevou a nota da empresa para Média do Mercado – antes era classificada como “underperform” (abaixo da média).

Segundo o BBA, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) chegou 30% acima das projeções do banco, e os fortes volumes de vendas de bolachas e massas ajudaram na diluição dos custos no quarto trimestre.

O BBA avalia que o cenário é melhor para a M. Dias Branco no começo deste ano. “Acreditamos que a M. Dias é uma das empresas da nossa cobertura que sofrerá menos impacto por causa do coronavírus. Seus produtos dependem menos das longas cadeias globais de suprimentos e são consumidos nos lares. No lado negativo, acreditamos que a valorização do dólar pode ter efeitos nos resultados do segundo trimestre por causa do preço do trigo”, comenta o BBA.

Azul (AZUL4)

A Azul anunciou hoje os resultados do tráfego em fevereiro. Segundo a empresa aérea, o tráfego de passageiros consolidado (RPK) avançou 25,1% em comparação a fevereiro de 2019, com um aumento da mesma magnitude na capacidade (ASK). A taxa de ocupação nos voos cresceu 0,1% para 81,2%.A taxa de ocupação doméstica foi de 81,6%, enquanto a internacional foi de 79,9%. O executivo-chefe da Azul, John Rodgerson, comentou que a empresa encerrou o mês com 40 aeronaves Airbus 320neo e quatro Embraer-2 (E-2), “os principais propulsores da nossa expansão de margem daqui para a frente”.

Taesa (TAEE11)

A Taesa, subsidiária da estatal elétrica Cemig (CMIG3), concluiu na semana passada a aquisição da transmissora de energia Rialma, que atua no Estado do Rio Grande do Norte. A Taesa pagou R$ 56,7 milhões na transmissora potiguar. O objetivo da Taesa é expandir as operações no Nordeste do país.

Siderúrgicas

Em jantar com Jair Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não promete o adiamento da imposição de mais tarifas ao Brasil. Em dezembro, Trump disse que iria retomar a tarifa de aço de Brasil e Argentina. Dias depois, o assessor econômico do presidente, Larry Kudlow, disse que ainda não havia decisão sobre o assunto.

IRB (IRBR3)

Segundo o Valor, o IRB deve anunciar Antonio Cassio como seu novo presidente do conselho. Cassio é CEO da Generali para as Américas desde 2015 e deve renunciar. Atualmente, Pedro Guimarães é o presidente interino do conselho, cargo que assumiu após a renúncia de Ivan Monteiro em 28 de fevereiro.

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(Com Bloomberg, Agência Estado e Agência Brasil)

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Ibovespa segue em queda de 10% na volta do circuit breaker; dólar atinge R$ 4,75

SÃO PAULO – O Ibovespa cai forte nesta segunda-feira (9) e acionou o circuit breaker em meio à queda de 19,77% do barril do petróleo tipo Brent (usado como referência pela Petrobras) a US$ 36,32, e de 19,26% do barril do WTI a US$ 33,33. As bolsas de Nova York também acionaram circuit breaker, após baixa de mais de 7%, voltando a cair perto de 6% após sair da suspensão.

O movimento ocorre depois do fracasso no acordo para redução na produção da commodity entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia. A Arábia Saudita anunciou já no sábado que praticará descontos de 20% no preço do barril.

Às 10h24 (horário de Brasília), o Ibovespa registra queda de 10,01%, aos 88.187 pontos, enquanto o dólar comercial sobe 2,8% a R$ 4,7633 na compra e a R$ 4,7643 na venda. O dólar futuro para abril dispara 2,61%, para R$ 4,7565. No câmbio, o Banco Central vendeu US$ 3 bilhões à vista em leilão, a primeira oferta spot de dólares desde o início da disparada na cotação da divisa.

Bruno Serra, diretor de Política Monetária do BC, disse que não tem preconceito ou preferência por uso de nenhum dos instrumentos à sua disposição. Serra afirmou ainda que as ações do BC tem sido pontuais, mas “podem durar o tempo que for preciso para o retorno regular do funcionamento do mercado”.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 tem alta de 11 pontos-base a 4,54%, DI para janeiro de 2023 reduz alta para 16 pontos-base a 5,24% e DI para janeiro de 2025 sobe 25 pontos-base a 6,27%.

A Bolsa acionou crircuit breaker hoje, suspendendo negociações de ativos por meia hora após uma baixa de 10% no Ibovespa.

Uma vez reaberto o pregão, se houver uma oscilação negativa de até 15%, a interrupção se dá por mais uma hora. Voltando a funcionar, com queda de 20%, ocorre suspensão dos negócios por prazo a ser definido pela Bolsa. Nessa hipótese, a decisão deverá ser comunicada ao mercado. De qualquer forma, na última meia hora de pregão, as negociações acontecerão.

As bolsas de valores dos países do Golfo Pérsico desabaram, junto com as ações da estatal petrolífera saudita Aramco, que caíram 9% na Bolsa de Valores de Riad.

Com a maior queda da cotação desde a Guerra do Golfo de 1991, uma nova fonte de risco se instaura em uma economia mundial já abatida pelo coronavírus, que já tem perto de 110 mil infectados em todo o mundo.

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Segundo o Goldman Sachs, a guerra de preços entre Opep e Rússia poderia levar a commodity aos US$ 20. O petróleo Brent pode cair para até US$ 20 o barril e testar os níveis em que alguns produtores podem operar, escreveram analistas como Damien Courvalin em relatório.

O evento muda completamente as perspectivas para os mercados de petróleo e gás, disse o banco, que reduziu as previsões para o segundo e terceiro trimestres para US$ 30 o barril.

“Acreditamos que a guerra dos preços do petróleo da Opep e da Rússia começou inequivocamente neste fim de semana”, disseram os analistas. “O prognóstico para o mercado de petróleo é ainda mais sombrio do que em novembro de 2014”, quando houve a última guerra de preços, já que coincide com o colapso significativo na demanda por petróleo devido ao coronavírus.

Sobre o vírus, a Itália começou o isolamento de 16 milhões de pessoas para enfrentar a epidemia, incluindo toda a região da Lombardia, cuja capital é a cidade de Milão. Outras 14 províncias, entre elas a da cidade de Veneza, também foram fechadas.

Museus, boates e cinemas não funcionarão, enquanto bares e restaurantes devem afastar bancos e mesas. Eventos esportivos como o campeonato italiano de futebol estão sendo realizados a portas fechadas, sem torcida.

As bolsas da Ásia e do Pacífico encerraram os negócios desta segunda-feira em forte queda generalizada. Liderando as perdas na Ásia, o índice acionário japonês Nikkei sofreu um tombo de 5,07% hoje, a 19.698,76 pontos.

O mau humor em Tóquio veio também após revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, que sofreu contração anualizada de 7,1% entre outubro e dezembro, maior do que a inicialmente estimada.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 3,01% nesta segunda, a 2.943,29 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 3,79%, a 1.842,66.

Também no fim de semana, dados oficiais mostraram que as exportações chinesas tiveram uma redução anual de 17,2% no primeiro bimestre do ano, um pouco maior do que o declínio de 17% previsto por analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

As bolsas europeias operam em queda bastante acentuada desde a abertura do pregão desta segunda-feira. O índice pan-europeu Stoxx 600 recua 7,64%, a 338 pontos, entrando em “bear market”, ao acumular perdas de mais de 20% desde que atingiu seu pico mais recente.

Relatório Focus

Os economistas do mercado financeiro reduziram as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 2,17% para 1,99%, mostrou o Relatório Focus do Banco Central. Para 2021, a previsão foi mantida em 2,5%.

Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) oscilaram de 3,19% para 3,2% para 2020 e ficaram estáveis em 3,75% para 2021.

A projeção para o dólar foi mantida em R$ 4,20 para 2020, mas foi elevada de R$ 4,15 para R$ 4,20 em 2021.

Por fim, a projeção para a taxa básica de juros Selic foi mantida em 4,25% para 2020, mas foi revisada para baixo de 5,75% para 5,5% para 2021.

Política 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender protestos de 15 de março e pede que população participe do ato, que, segundo ele, não é contra o Congresso ou Judiciário, segundo postagem do presidente no Twitter e Facebook sobre ato em Roraima no dia 7.

Vale destacar que o presidente brasileiro se reuniu no sábado com Donald Trump, presidente dos EUA. Interessados em intensificar a parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos, os presidentes instruíram seus negociadores a aprofundar as discussões prévias à possível assinatura de um pacote bilateral de comércio. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores. Segundo a pasta, a intenção é que um acordo seja assinado ainda neste ano.

Em nota divulgada na madrugada de hoje (8), o Itamaraty trata o aprofundamento da parceria como uma “aliança estratégica” entre os dois países. De acordo com o ministério, Trump reiterou o apoio norte-americano ao início do processo de entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Noticiário corporativo

A Eneva Energia (ENEV3) publicou uma carta na noite de ontem na CVM, na qual reafirmou seu desejo de realizar uma fusão com a AES Tietê (TIET11). Segundo a Eneva, a publicação foi feita porque a AES Tietê não se manifestou até agora.

Mas a empresa paulista respondeu ontem mesmo pela CVM, informando que seus assessores jurídicos e financeiros analisam a proposta. A AES Tietê também detalhou que a proposta será discutida em Assembleia no dia 13. Já a farmacêutica Hypera (HYPE3) publicou balanço na noite da sexta-feira e anunciou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão em 2019.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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