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Revoluções bancárias por milissegundo

connected banking

Uma revolução acontece no mundo das finanças. O avanço tecnológico, novos conceitos e modelos de negócios vêm obrigando o segmento a mudar aceleradamente.

Seja por conta do surgimento de fintechs inovadoras que trazem serviços rivais ou complementares aos dos bancos tradicionais, e que baseiam as suas ofertas em apps e em mobile banking.

Seja pela tendência mais geral de digital banking, que torna os canais digitais o principal ponto de contato com o cliente, em vez das agências físicas. Seja pelo connected banking, que integra aplicativos e serviços, inclusive de instituições diferentes, numa mesma base de oferta proativa, graças a toda uma nova arquitetura tecnológica.

Seja por conta do open banking, conceito que será regulamentado este ano no Brasil e que prevê que os bancos sejam obrigados a liberar de forma padronizada os seus dados.

Dessa forma, desde informações como os detalhes de seus produtos financeiros até dados transacionais dos clientes, ficarão disponíveis para serem compartilhados online entre instituições autorizadas, que podem inclusive ser fintechs, incentivando uma maior concorrência no setor.

Tudo isso só se tornou possível pela disseminação dos smartphones, de conexões móveis mais rápidas e de plataformas abertas (open source) de sistema operacional e de software, que são mais alinhadas com as novas necessidades das prestadoras de serviços financeiros.

Espectador privilegiado dessa revolução e grande especialista em novas tecnologias bancárias, Alessandro Petroni, diretor global de financial services da Red Hat, explica como esses conceitos se integram: “Há muitos termos circulando, mas todos eles de alguma forma se conectam e mostram diferentes aspectos da inovação no setor”, diz.

Fundada em 1993, a americana Red Hat é a principal prestadora de software, serviços e suporte para plataformas abertas Linux, e foi recentemente adquirida pela IBM.

Mas como tudo isso funciona?

No conceito de open banking, os dados abertos pelas instituições trafegam por meio de APIs (sigla para application program interface), a tecnologia utilizada para mover os dados.

Com essas informações sobre o próprio banco e os seus clientes disponíveis para terceiros, torna-se possível, por exemplo, a criação de um aplicativo que unifique no mesmo local todas as informações sobre as diferentes contas bancárias de um consumidor.

Outra possibilidade será permitir que, num único aplicativo, o cliente escolha entre produtos de bancos diferentes. “No passado, se desejasse fazer um empréstimo para comprar uma casa, o cliente teria de entrar no site de cada banco. Agora, poderá acessar um só local com informações completas de prazos e taxas de diferentes instituições”, explica Petroni. “Não importa de onde vem o empréstimo, mas que exista uma boa experiência de compra e de ofertas de serviços”.

É a mesma lógica do cliente que prefere comprar um bilhete aéreo de uma plataforma como a Expedia, em vez de entrar em site por site de companhias de aviação, para escolher a melhor oferta.

Um exemplo do potencial dessa nova abordagem foi dado pela Quiken Loans, uma empresa de Detroit, que criou em 2016 o site Rocket Mortgage, combinando ofertas de diversas instituições. Em menos de dois anos, a inovação tornou a Quiken na maior companhia do varejo de crédito imobiliário dos EUA.

Paulo Bonucci, general manager LATAM da Red Hat, reforça que as movimentações digitais dos serviços financeiros são extremamente positivas para a América Latina. “De acordo com dados do Banco Mundial, 205 milhões de pessoas na região (43% da população adulta) estão excluídas da economia formal. Deste total, 54 milhões não podem utilizar a economia formal porque precisam de identidade financeira, algo muito complexo de ser atendido com a tecnologia legada. Conectividade, interação e tecnologias emergentes abrem um universo sem precedentes que permite inserir todas essas pessoas na economia de uma maneira sustentável para elas e para todo o ecossistema”, afirma.

Como o open banking vem sendo requerido por lei na União Europeia e no Reino Unido e a partir deste ano no Brasil, o connected banking surgiu como uma resposta proativa de empresas americanas a essas exigências regulatórias.

Já que existe uma tendência global de obrigação de compartilhamento de dados, as instituições americanas consideraram que deveriam promover uma revolução tecnológica para aproveitar as oportunidades que surgirão disso.

Dessa forma, elas passam por uma migração de plataformas antigas de infraestrutura de tecnologias legadas para arquiteturas novas baseadas em cloud computing, big data, analytics, redes sociais e mobile banking.

Tudo mais descentralizado e mais aberto.

O uso de APIs para trafegar os dados permite que essa nova infraestrutura suporte o desenvolvimento de novos produtos e ofertas, num mundo em que o cliente possa aderir a serviços bancários de instituições diferentes como se fossem uma utilidade básica, como água ou energia.

Dessa forma, ele não precisará ser correntista para ter acesso ao que deseja de cada banco tradicional ou fintech.

E, melhor do que isso, poderá receber ofertas proativas. Petroni exemplifica com o caso do passageiro que tem uma passagem para voar de São Paulo para Nova York.

O seu celular, então, avisa que o horário do embarque está se aproximando e que, devido ao trânsito na cidade, precisará tomar um carro nos próximos minutos.

Um aplicativo sugere chamar um carro. Ao chegar no aeroporto e passar pelo controle de passaporte, um outro aplicativo avisa que há tempo para comer num bom restaurante no local e oferece um desconto.

No mundo das finanças, isso pode ser traduzido por um aplicativo que sabe que o cliente está mudando de país ou de cidade e que o ajuda na busca por um apartamento, dá opções de financiamento e até de escola para os filhos.

“O serviço antecipa o próximo passo de consumo e oferece uma opção. Se o banco fizer isso, ele coleta tarifas, ganhando negócios”, afirma Petroni. “Mas ele precisa estar aberto para um mundo de, ao mesmo tempo, cooperação e competição entre empresas, um ambiente mais complexo do que os modelos econômicos do passado. E tudo isso por causa da sofisticação das expectativas do usuário final.”

Com o connected banking, os bancos mais tradicionais poderão ficar mais prontos para enfrentar a concorrência das grandes empresas de tecnologia, como Apple, Google, Facebook e Amazon.

Por meio de redes sociais, elas dominam o tempo de tela dos consumidores, e vêm buscando entrar no mundo das finanças por meio de moedas digitais, como o projeto Libra, do Facebook, e de contas de pagamentos inteligentes, conforme a anunciada pelo Google, no fim de 2019.

Ao migrar para plataformas mais abertas, os serviços financeiros podem tomar parte do espaço e tempo dedicado a essas empresas, desde que os clientes encontrem nos aplicativos do setor ofertas interessantes para as suas experiências de consumo.

Petroni lembra que as instituições financeiras tradicionais não concedem pagamentos digitais para o multibilionário mercado de games sociais, como o popular Fortnite, que permite a aquisição de vestimentas e armas virtuais.

Com isso, desperdiçam um potencial gigantesco de negócios em pequenas transações.

As inovações que surgirão com a aplicação dos novos conceitos só cabem ao futuro.

Foi apenas depois que o Google abriu os dados de seus mapas a desenvolvedores independentes que surgiu o Uber, oferecendo a localização de motoristas próximos que poderiam pegar passageiros.

Ou seja, um novo mundo de inovações se encontra pela frente, e ele pode mudar toda a forma de se escolher produtos financeiros e de fazer transações.

Mas quem deseja embarcar nessa revolução precisará estar tecnologicamente bem preparado para isso.

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Petróleo pode cair para até US$ 20 o barril em meio à guerra de preços, projetam analistas

Os preços do petróleo despencam depois que o dramático colapso das negociações entre a Opep e a Rússia levou a Arábia Saudita a iniciar uma guerra de preços. O petróleo tipo Brent chegou a cair quase 30%, para US$ 31 o barril na segunda-feira. Às 9h50 (horário de Brasília), o brent tinha queda de 23%, a US$ 34,73, enquanto o WTI registrava baixa de 23,93%, a US$ 31,50.

E a commodity pode cair ainda mais, com analistas de mercado projetando uma guerra de preços do petróleo que poderia levar a commodity aos US$ 20.

Segundo o Goldman Sachs, o petróleo Brent pode cair para até US$ 20 o barril e testar os níveis em que alguns produtores podem operar, escreveram analistas como Damien Courvalin em relatório. O evento muda completamente as perspectivas para os mercados de petróleo e gás, disse o banco, que reduziu as previsões para o segundo e terceiro trimestres para US$ 30 o barril.

“Acreditamos que a guerra dos preços do petróleo da Opep e da Rússia começou inequivocamente neste fim de semana”, apontaram os analistas. “O prognóstico para o mercado de petróleo é ainda mais sombrio do que em novembro de 2014”, quando houve a última guerra de preços, já que coincide com o colapso significativo na demanda por petróleo devido ao coronavírus.

Na mesma linha, Ali Khedery, ex-conselheiro sênior da Exxon para o Oriente Médio e agora CEO da empresa americana de estratégia Dragoman Ventures, destacou: “Está chegando em 2020 o petróleo a US$ 20. As implicações geopolíticas são enormes”, apontou no Twitter.

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O Bradesco BBI, por sua vez, revisou para baixo as suas expectativas para os preços do brent de US$ 65 para US$ 35 o barril este ano, com a cotação avançando gradualmente para US$ 55 o barril no longo prazo. Os analistas avaliam que haverá uma guerra de preços pela frente e que o movimento surpreendente dos sauditas poderia ser uma tentativa de trazer a Rússia de volta à mesa de negociações. Contudo, eles não avaliam que essa “queda de braço” será vencida rapidamente. Assim, é difícil saber quanto esse imbróglio terminará, devendo trazer resultados negativos por um longo período.

Com isso, a Petrobras teve a sua recomendação reduzida de equivalente à compra para neutra pelo Bradesco BBI em meio à revisão dos preços do petróleo pelo banco. O preço-alvo para a Petrobras foi cortado de US$ 18 para US$ 11 o ADR (ou de R$ 38 para R$ 23,50 a ação preferencial).

Uma queda tão forte, caso se mantenha, ameaçaria orçamentos de países como Venezuela e Irã, colocaria em risco a revolução do gás de xisto dos Estados Unidos e abalaria a política em todo o mundo.

Para bancos centrais, a perspectiva de desestabilização dos preços é outra complicação, pois já tentam aliviar o impacto da epidemia de coronavírus na economia. E um longo período de petróleo barato poderia até prejudicar o combate à mudança climática, o que atrasaria a transição para energias renováveis.

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(Com Bloomberg)

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Ibovespa Futuro desaba mais de 9% em meio à queda de 22% do petróleo; dólar futuro dispara a R$ 4,79

Painel de vendas de ações

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em forte baixa nesta segunda-feira (9) em meio à queda de 21,36% do barril do petróleo tipo Brent (usado como referência pela Petrobras), e de 22,4% do barril do WTI.

O movimento ocorre depois do fracasso no acordo para redução na produção da commodity entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia. A Arábia Saudita anunciou já no sábado que praticará descontos de 20% no preço do barril.

Às 09h05 (horário de Brasília), o índice futuro registrava queda de 9,54%, aos 88.540 pontos, enquanto o dólar futuro para abril dispara 3,19%, para R$ 4,79. No câmbio, o Banco Central já marcou um leilão de US$ 3 bilhões à vista, o primeiro desde o início da disparada na cotação da divisa.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 ainda está em leilão, DI para janeiro de 2023 dispara 58 pontos-base a 5,67% e DI para janeiro de 2025 sobe 42 pontos-base a 6,43%.

A Bolsa provavelmente acionará o crircuit eaker hoje, quando suspende negociações de ativos por meia hora após uma baixa de 10% no Ibovespa.

​Se o recurso do circuit breaker for acionado, uma vez reaberto o pregão, se houver uma oscilação negativa de até 15%, a interrupção se dá por mais uma hora. Voltando a funcionar, com queda de 20%, ocorre suspensão dos negócios por prazo a ser definido pela Bolsa. Nessa hipótese, a decisão deverá ser comunicada ao mercado. De qualquer forma, na última meia hora de pregão, as negociações acontecerão.

As bolsas de valores dos países do Golfo Pérsico desabaram, junto com as ações da estatal petrolífera saudita Aramco, que caíram 9% na Bolsa de Valores de Riad.

Com a maior queda da cotação desde a Guerra do Golfo de 1991, uma nova fonte de risco se instaura em uma economia mundial já abatida pelo coronavírus, que já tem perto de 110 mil infectados em todo o mundo.

Segundo o Goldman Sachs, a guerra de preços entre Opep e Rússia poderia levar a commodity aos US$ 20. O petróleo Brent pode cair para até US$ 20 o barril e testar os níveis em que alguns produtores podem operar, escreveram analistas como Damien Courvalin em relatório.

O evento muda completamente as perspectivas para os mercados de petróleo e gás, disse o banco, que reduziu as previsões para o segundo e terceiro trimestres para US$ 30 o barril.

“Acreditamos que a guerra dos preços do petróleo da Opep e da Rússia começou inequivocamente neste fim de semana”, disseram os analistas. “O prognóstico para o mercado de petróleo é ainda mais sombrio do que em novembro de 2014”, quando houve a última guerra de preços, já que coincide com o colapso significativo na demanda por petróleo devido ao coronavírus.

As bolsas da Ásia e do Pacífico encerraram os negócios desta segunda-feira em forte queda generalizada. Liderando as perdas na Ásia, o índice acionário japonês Nikkei sofreu um tombo de 5,07% hoje, a 19.698,76 pontos.

O mau humor em Tóquio veio também após revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, que sofreu contração anualizada de 7,1% entre outubro e dezembro, maior do que a inicialmente estimada.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 3,01% nesta segunda, a 2.943,29 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 3,79%, a 1.842,66.

Também no fim de semana, dados oficiais mostraram que as exportações chinesas tiveram uma redução anual de 17,2% no primeiro bimestre do ano, um pouco maior do que o declínio de 17% previsto por analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

As bolsas europeias operam em queda bastante acentuada desde a abertura do pregão desta segunda-feira. O índice pan-europeu Stoxx 600 recua 6,49%, a 343 pontos, entrando em “bear market”, ao acumular perdas de mais de 20% desde que atingiu seu pico mais recente.

Relatório Focus

Os economistas do mercado financeiro reduziram as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 2,17% para 1,99%, mostrou o Relatório Focus do Banco Central. Para 2021, a previsão foi mantida em 2,5%.

Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) oscilaram de 3,19% para 3,2% para 2020 e ficaram estáveis em 3,75% para 2021.

A projeção para o dólar foi mantida em R$ 4,20 para 2020, mas foi elevada de R$ 4,15 para R$ 4,20 em 2021.

Por fim, a projeção para a taxa básica de juros Selic foi mantida em 4,25% para 2020, mas foi revisada para baixo de 5,75% para 5,5% para 2021.

Política 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender protestos de 15 de março e pede que população participe do ato, que, segundo ele, não é contra o Congresso ou Judiciário, segundo postagem do presidente no Twitter e Facebook sobre ato em Roraima no dia 7.

Vale destacar que o presidente brasileiro se reuniu no sábado com Donald Trump, presidente dos EUA. Interessados em intensificar a parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos, os presidentes instruíram seus negociadores a aprofundar as discussões prévias à possível assinatura de um pacote bilateral de comércio. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores. Segundo a pasta, a intenção é que um acordo seja assinado ainda neste ano.

Em nota divulgada na madrugada de hoje (8), o Itamaraty trata o aprofundamento da parceria como uma “aliança estratégica” entre os dois países. De acordo com o ministério, Trump reiterou o apoio norte-americano ao início do processo de entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Noticiário corporativo

A Eneva Energia (ENEV3) publicou uma carta na noite de ontem na CVM, na qual reafirmou seu desejo de realizar uma fusão com a AES Tietê (TIET11). Segundo a Eneva, a publicação foi feita porque a AES Tietê não se manifestou até agora. Mas a empresa paulista respondeu ontem mesmo pela CVM, informando que seus assessores jurídicos e financeiros analisam a proposta. A AES Tietê também detalhou que a proposta será discutida em Assembleia no dia 13. Já a farmacêutica Hypera (HYPE3) publicou balanço na noite da sexta-feira e anunciou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão em 2019.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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Circuit breaker na bolsa: o que é? Quando ele é acionado? Tudo que você precisa saber

Nesta segunda-feira, 9, a bolsa de valores abriu em queda tão forte que os negócios tiveram que ser interrompidos. O tombo acionou um mecanismo chamado circuit breaker, que tem o objetivo de acalmar os ânimos do mercado.

A partir de agora, vamos entender um pouco mais sobre como funciona esse mecanismo e quais gatilhos fazem ele ser disparado.

Também vamos entender o impacto do acionamento desse mecanismo sobre os seus investimentos. Continue a leitura!

O que é circuit breaker?

O circuit breaker foi criado em 1997 e foi acionado 18 vezes na história da bolsa brasileira.

Seu objetivo de proteger os investidores, pois interrompe todas as operações da Bovespa em períodos de crise.

Basicamente, é uma maneira forçada de dar tempo para todos respirarem em meio a situações de estresse.

As regras para acionamento do circuit breaker são as seguintes:

  • Se o Ibovespa (principal índice da Bolsa brasileira) cair ou subir mais de 10% em relação ao índice do fechamento anterior, os negócios são interrompidos por 30 minutos.
  • Reabertos os negócios, se o Ibovespa cair 15% em relação ao índice do fechamento anterior, os negócios são interrompidos por 1 hora.
  • Novamente, se após a reabertura o Ibovespa cair 20% sobre o fechamento do dia anterior, as operações são suspendidas por prazo a ser definido pela Bovespa.
  • As regras não valem na última meia hora de funcionamento do pregão.

Diferença entre circuit breaker e leilão de ações

No circuit breaker, todas as operações da Bovespa são interrompidas. Ou seja, ninguém pode comprar ou vender ações individuais ou fundos de índice (ETFs).

Mas existe uma regra específica que serve para as ações individuais, é o chamado leilão de ações.

Assim como no circuit breaker, é um mecanismo para proteção do investidor em momento de muita volatilidade.

O leilão dura 5 minutos – prorrogáveis por mais 5 – e é acionado automaticamente nos seguintes casos:

  • Queda ou alta de mais de 10% no preço da ação em relação ao fechamento do dia anterior no pré-mercado (antes da abertura do pregão).
  • Queda ou alta de mais de 10% no preço da ação em relação ao preço de abertura, durante o pregão.
  • Oscilação do valor entre 10% e 19,99% sobre o último preço do papel antes de entrar em leilão (em qualquer horário do dia).

O leilão é diferente do circuit breaker pois não significa uma suspensão das operações. Durante o leilão, a Bolsa continua a registrar as ofertas de compra e venda, mas elas só são efetivadas quando os preços de compra e venda se encaixam. Isso previne um descontrole dos preços e garante uma melhor formação de preços.

Nos últimos dias as ações da JBS já entraram diversas vezes em leilão. No auge das crises da Petrobras e das empresas de Eike Batista, o leilão de ações também era tema comum do noticiário.

Joesley Day

Outro caso em que o mecanismo foi no dia 18 de maio de 2017 – quinta-feira da semana passada. Na noite anterior, o país foi surpreendido com o teor da delação da JBS na Operação Lava Jato.

O mercado reagiu com muito nervosismo às notícias que levaram o foco da crise política diretamente para o presidente Michel Temer, além de citar diversos outros políticos, como o senador Aécio Neves e o ex-deputado e presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Tamanho nervosismo, o Ibovespa chegou a cair mais de 10% – gatilho necessário para o acionamento do circuit breaker.

De acordo com a B3, no dia 18 de maio houve recorde no número de negociações na Bovespa, alcançada a marca histórica de 3,1 milhões de negócios. Esse número mostra o quanto o mercado se movimentou por causa do estresse – para todo investidor que quis vender por medo da baixa dos preços, havia do outro lado um comprador interessado nos preços “baratos”.

Vamos explicar agora em mais detalhes o que é o circuit breaker e qual é a diferença dele para o leilão de ações individuais – como tem acontecido bastante com as ações da JBS desde a publicidade da delação.

Circuit breaker, vai ter de novo?

O circuit breaker foi acionado somente diante de fatos altamente inesperados pelo mercado, como em grandes crises econômicas: crise asiática, crise da Rússia, crise cambial brasileira e no estouro da crise financeira de 2008.

A Bolsa não era interrompida desde a crise financeira de 2008 – o que nos ajuda a entender seriedade com que o mercado recebeu a delação da JBS.

Apesar da incerteza, muitos cenários que se desdobram a partir dessa nova etapa da crise política agora já são esperados e precificados pelo mercado.

Por isso, um novo circuit breaker aconteceria somente se novos fatos muito inesperados pegassem o mercado “de calças curtas”.  Nesses momentos de pânico, a melhor atitude é manter a calma e o foco nos retorno de longo prazo para seus investimentos. Sobre esse assunto, leia também: 4 dúvidas sobre investimentos depois da delação da JBS.

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Imposto de Renda 2020: Como declarar investimentos no Tesouro Direto

A temporada do Imposto de Renda 2020 está chegando. Este ano, o prazo de entrega da declaração vai de 7 de março a 30 de abril. A partir de agora, você vai ver como declarar seus investimentos no Tesouro Direto no Imposto de Renda.

Quem investe no Tesouro Direto deve fazer sua declaração de IR se estiver enquadrado nos critérios estabelecidos pela Receita Federal.

Você deve fazer a declaração de Imposto de Renda 2020 se teve, em 2018:

  • check Rendimentos superiores a R$ 28.559,70;
  • check Rendimentos isentos de aplicações financeiras acima de R$ 40 mil ou sujeitos à tributação definitiva;
  • check Operações realizadas na bolsa de valores;
  • check Lucro da venda de bens e direitos;
  • check Receita bruta de atividade rural acima de R$ 142.798,50;
  • check Propriedades de valor superior a R$ 300 mil.

Uma vez encaixado nesse primeiro critério, o contribuinte deve considerar em sua declaração qualquer aplicação financeira ou saldo em conta corrente com valor superior a R$ 140.

Essa regra também vale para outros investimentos de renda fixa. Aliás, também explicamos aqui no blog o passo a passo sobre:

Veja mais: Que tal fazer uma análise completa da sua carteira de investimentos? Clique e peça grátis o seu diagnóstico!

Como o Imposto de Renda incide sobre o Tesouro Direto?

De volta ao tema deste post, o IR incide sobre o rendimento dos títulos do Tesouro Direto. Ele será descontado automaticamente no resgate ou no vencimento desses títulos, conforme o prazo da aplicação.

No caso do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, o IR vai incidir sempre que você receber juros, também de acordo com o tempo em que o dinheiro permaneceu investido.

As alíquotas variam de acordo com esse prazo, obedecendo a tabela a seguir:

Imposto de Renda regressivo: alíquotas

É necessário informar o saldo e os rendimentos de cada aplicação em sua declaração de Imposto de Renda 2020. Essas informações constam no Informe de Rendimentos que você recebe do seu banco ou corretora.

Como declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda

Os investimentos no Tesouro Direto estão sujeitos à chamada Tributação Exclusiva ou Definitiva. Por isso precisam ser lançados em dois momentos na declaração do Imposto de Renda feita pelo programa da Receita:

  • o saldo das aplicações deve constar na aba “Bens e Direitos” do programa;
  • os rendimentos das aplicações devem constar na aba “Rendimentos de Aplicações Sujeitas à Tributação Exclusiva/Definitiva”.

Como declarar o saldo de aplicações no Tesouro Direto no Imposto de Renda 2019

Os valores aplicados em títulos do Tesouro devem ser declarados na aba “Bens e Direitos”.

Selecione o item “Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros)”, código 45, e informe o saldo de suas aplicações nas datas correspondentes, conforme a imagem a seguir. Esses dados constam no Informe de Rendimentos que você recebeu do seu banco, corretora ou da B3 (antiga BM&FBovespa).

Como declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda bens e direitos

É necessário declarar qualquer saldo maior que R$ 140,00 em 31 de dezembro do ano correspondente ao da declaração.

As seguintes informações deverão ser preenchidas:

  • Código: “45 – Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros)”;
  • Localização (País): 105 – Brasil;
  • CNPJ do emissor ou da instituição financeira (corretora, por exemplo). Aqui vale destacar um ponto: esta é a primeira vez que a Receita Federal disponibiliza o campo CNPJ no programa IRFP 2019 e ainda não divulgou uma orientação clara sobre qual CNPJ informar. Se o seu informe de rendimentos não traz o CNPJ do emissor do título de renda fixa, o entendimento do escritório Dian e Pantaroto (a quem fiz uma consulta), é de que a Receita vai aceitar o CNPJ da instituição financeira responsável pelo informe de rendimentos (uma corretora, por exemplo);
  • Discriminação: coloque o nome do emissor e do título (Exemplo: Tesouro Direto – título XXXX);
  • Situação em 31/12/2017;
  • Situação em 31/12/2018.

O programa da Receita Federal já puxa os dados de declarações anteriores de forma automática (veja aqui como baixar o programa).

Assim, se você já tiver incluído esses ativos em declarações anteriores, só precisa atualizar os números de acordo com o seu Informe de Rendimentos e checar se as informações importadas estão corretas.

Se esta for a sua primeira declaração, basta incluí-las manualmente em seu campo correspondente.

Como declarar rendimentos de aplicações no Tesouro Direto no Imposto de Renda 2020

O rendimento de aplicações em títulos do Tesouro Direto deve ser declarado já descontando os impostos e taxas na aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”.

Clique em “Novo”, procure o item “06 – Rendimentos sobre Aplicações Financeiras”. Depois, acrescente as informações a seguir:

  • Tipo de Beneficiário (titular ou dependente);
  • CNPJ da fonte pagadora (a instituição financeira na qual você tem o título);
  • Nome da fonte pagadora;
  • Valor do rendimento.

Como declarar rendimentos do Tesouro Direto no Imposto de Renda

Tem mais alguma dúvida sobre como declarar investimentos em previdência privada no Imposto de Renda? Deixe aqui nos comentários!

Quer saber como declarar outros tipos de investimento no Imposto de Renda? Confira o nosso Guia completo sobre Imposto de Renda.

Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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Feira SXSW é cancelada pelo coronavírus

O festival de música, cinema e tecnologia South by Southwest (SXSW), realizado tradicionalmente na cidade de Austin, nos EUA, teve sua edição de 2020 cancelada por conta do novo coronavírus. A decisão foi anunciada pelo prefeito da cidade, Steve Adler, em conferência de imprensa ontem à noite. “Baseado na recomendação das autoridades de saúde da cidade, propus uma ordem que cancela o SXSW”, disse o político.

Em nota, a organização do evento disse que seguirá a decisão do prefeito. “Estamos explorando opções para remarcá-lo e estamos trabalhando para criar uma experiência online do SXSW para todos os participantes”, afirmou a organização. Ainda não se sabe se os participantes e patrocinadores serão reembolsados – uma credencial para participar da feira pode custar cerca de US$ 1,5 mil.

Por enquanto, ainda não há casos confirmados do novo coronavírus na região, mas o chefe da autoridade de saúde da cidade, o médico Mark Escott, disse que o cancelamento foi uma atitude proativa, considerando a quantidade de pessoas que participam do SXSW – em 2019, o evento levou cerca de 400 mil pessoas à cidade. A notícia surge três dias após o prefeito da cidade negar que cancelaria o evento por conta da epidemia global, mesmo com as decisões de Apple e Netflix de abandonar o evento.

Com o cancelamento, o SXSW se junta a uma lista de eventos de tecnologia que foram desmarcados por conta do novo coronavírus. Entre eles, estão a feira de telefonia celular Mobile World Congress, realizada em Barcelona, a conferência de desenvolvedores de games GDC e os eventos de Facebook (F8) e Google (I/O) para desenvolvedores – os três últimos seriam realizados na região de São Francisco entre o fim de março e o início de maio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Ativos da Petrobras desabam na Nyse com petróleo e Bradesco BBI corta recomendação; balanço de Hypera e mais destaques

Petrobras

SÃO PAULO – O Ibovespa deve registrar mais uma sessão de forte queda nesta segunda-feira (9), com os ADRs da Petrobras, Vale e de bancos desabando no pré-market da bolsa de Nova York à medida que as cotações do petróleo despencaram até 30%, após a Arábia Saudita reduzir os preços da commodity. Os ADRs da Petrobras caem até 17%, os da Vale caem 9% e do Itaú caem cerca de 6%, prometendo um dia de baixa generalizada no mercado acionário.

A decisão dos sauditas, que foi interpretada como uma guerra de preços, veio após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e os aliados da Opep+ não conseguirem fechar um acordo, na última sexta-feira (06), para cortar ainda mais a produção do grupo, como parte de uma estratégia para lidar com o impacto econômico do coronavírus. A Rússia, líder informal da Opep+, não aceitou uma proposta da Opep de reduzir a oferta coletiva em mais 1,5 milhão de barris por dia.

As revisões de recomendações já começaram, com destaque para o Bradesco BBI cortando a recomendação para as ações da Petrobras para neutra. Confira mais destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras teve a sua recomendação reduzida de equivalente à compra para neutra pelo Bradesco BBI em meio à revisão dos preços do petróleo pelo banco. Os analistas avaliam que haverá uma guerra de preços pela frente e que o movimento surpreendente dos sauditas poderia ser uma tentativa de trazer a Rússia de volta à mesa de negociações. Contudo, eles não avaliam que essa queda de braço será vencida rapidamente. Assim, é difícil saber quanto esse imbróglio terminará, mas deve trazer resultados negativos.

Como resultado, os analistas reduziram a previsão do brent de US$ 65 para US$ 35 o barril este ano, avançando gradualmente para US$ 55 o barril no longo prazo. O preço-alvo para a Petrobras foi cortado de US$ 18 para US$ 11 o ADR (ou de R$ 38 para R$ 23,50 a ação preferencial).

Eneva (ENEV3

A Eneva Energia informou que enviou uma carta à AES Tietê (TIET11), que no primeiro dia do mês anunciou a intenção de realizar uma fusão entre as duas empresas. A Eneva disse que mantém o interesse na negociação e decidiu enviar a carta porque “diante da ausência de contato da AES Tietê até o momento, reafirma a disposição da sua administração, bem como de seus assessores financeiros e legais, para engajar em tratativas”.

A Eneva entende que “a ação é corroborada tanto por seus acionistas como pelos da AES Tietê, cujos papéis tiveram uma valorização de 8,4% e 23,6%, respectivamente, no dia em que o interesse na fusão foi anunciado”. Já a AES Tietê também publicou uma carta na noite do domingo, na qual afirma que seus assessores jurídicos e financeiros analisam a oferta da Eneva. A AES também informou que marcou para a sexta-feira (13) uma Assembleia Geral Extraordinária que discutirá a questão.

Hypera (HYPE3

A Hypera, maior indústria farmacêutica do Brasil, divulgou balanço e informou que teve lucro líquido de R$ 246,7 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 20% em comparação a igual período de 2018. Já o lucro líquido recorrente do ano passado inteiro ficou em R$ 1,18 bilhão, uma expansão de 4,7% sobre 2018.

A empresa informou que a melhora do resultado no consolidado do ano aconteceu porque recebeu créditos tributários de R$ 91,8 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 224,2 milhões no quarto trimestre, um recuo de 3175 em comparação a igual período do ano anterior. O Ebitda do consolidado de 2019 recuou 8,5% sobre 2018 para R$ 1,2 bilhão.

Segundo a Hypera, houve queda porque a empresa investiu mais em pesquisa e desenvolvimento. A receita líquida da farmacêutica foi de R$ 928,6 milhões no quarto trimestre, praticamente estável em comparação a igual trimestre do ano anterior.

O Bradesco BBI avaliou que os resultados da farmacêutica Hypera vieram um pouco mais fracos que o esperado no quarto trimestre de 2019. Segundo o banco, a produção da indústria em Anápolis (GO) foi afetada pela depreciação da moeda brasileira frente ao dólar e por despesas maiores.

Embora a receita tenha sofrido impacto no final de 2019, o BBI avalia que a Hypera projeta a volta da produção ao normal ainda em março e no segundo trimestre, o que deverá compensar os efeitos negativos do quarto trimestre. A empresa no período realizou a compra de 18 medicamentos da japonesa Takeda, que agregou ao portfólio.

“Nós atualizamos nossas projeções, baseados na aquisição do remédio Buscopan, dos ativos da Takeda e na recuperação de R$ 50 milhões nas vendas que a seca em Anápolis prejudicou”, comenta o banco. Como o ambiente do mercado é de competição muito forte, isso impede uma melhora nas projeções, mas o BBI manteve a recomendação neutra para o papel e incrementou o preço-alvo da ação de R$ 36,00 para 43,00. Em 6 de março, a HYPE3 fechou em R$ 39,62 na B3.

M. Dias Branco (MDIA3)

A M. Dias Branco teve um lucro líquido de R$ 264,9 milhões no último trimestre do ano passado, alta de 89,5%, frente aos R$ 139,8 milhões registrados no mesmo período de 2018. Enquanto isso, a receita líquida teve alta de 7,2%, para 1,694 bilhão.

O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 289,2 milhões, alta de 52,3% em comparação com o mesmo período em 2018.

O Itaú BBA avaliou como positivo o balanço da indústria de alimentos e moinho de trigo M. Dias Branco, e elevou a nota da empresa para Média do Mercado – antes era classificada como “underperform” (abaixo da média).

Segundo o BBA, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) chegou 30% acima das projeções do banco, e os fortes volumes de vendas de bolachas e massas ajudaram na diluição dos custos no quarto trimestre.

O BBA avalia que o cenário é melhor para a M. Dias Branco no começo deste ano. “Acreditamos que a M. Dias é uma das empresas da nossa cobertura que sofrerá menos impacto por causa do coronavírus. Seus produtos dependem menos das longas cadeias globais de suprimentos e são consumidos nos lares. No lado negativo, acreditamos que a valorização do dólar pode ter efeitos nos resultados do segundo trimestre por causa do preço do trigo”, comenta o BBA.

Taesa (TAEE11)

A Taesa, subsidiária da estatal elétrica Cemig (CMIG3), concluiu na semana passada a aquisição da transmissora de energia Rialma, que atua no Estado do Rio Grande do Norte. A Taesa pagou R$ 56,7 milhões na transmissora potiguar. O objetivo da Taesa é expandir as operações no Nordeste do país.

Siderúrgicas

Em jantar com Jair Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não promete o adiamento da imposição de mais tarifas ao Brasil. Em dezembro, Trump disse que iria retomar a tarifa de aço de Brasil e Argentina. Dias depois, o assessor econômico do presidente, Larry Kudlow, disse que ainda não havia decisão sobre o assunto.

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(Com Bloomberg, Agência Estado e Agência Brasil)

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ETF brasileiro EWZ cai mais de 9%, ADR da Petrobras desaba 16% com petróleo e mais destaques desta segunda-feira

A semana começa com o crash dos preços do petróleo e os futuros da matéria-prima em queda livre na Nymex. No sábado, a Arábia Saudita declarou que praticará descontos de 20% no preço do barril. As bolsas de valores dos países do Golfo Pérsico desabaram, junto com as ações da estatal petrolífera saudita Aramco, que caíram 9% na Bolsa de Valores de Riad. Futuros de Nova York recuaram na madrugada de hoje. Além do coronavírus, o mundo se vê com um novo fenômeno – a guerra dos preços do petróleo – de consequências imprevisíveis.

A forma como isso irá se refletir no mercado brasileiro já pode ser observada nesta manhã. O ETF (Exchange Traded Fund) EWZ, que representa os papéis com maior peso no Ibovespa, desaba mais de 9% no pré-market da bolsa de Nova York, enquanto os ADRs da Petrobras PBR caem 16% (o equivalente ao ordinário), enquanto os PBR-A (equivalente ao preferencial) caem 14%. Os ADRs da Vale também registram forte baixa, de cerca de 10%. Outras blue chips acompanham esse movimento de forte aversão ao risco do mercado, caso de bancos como o Itaú, cujos ADRs caem mais de 5%, enquanto os do Bradesco caem 6% e Santander tem queda de mais de 8%. O CDS de 5 anos dispara 28%, para 183,5 pontos.

Vale destacar que, a partir desta segunda-feira a B3 volta a fechar às 17h (horário de Brasília). O horário também traz de volta o after market, com as negociações entre 17h30 e 18h.

Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

Nesta segunda-feira, o grande destaque fica para a forte queda dos preços do petróleo, que derruba as bolsas mundiais. O petróleo brent chegou a cair 31%, reduzindo a queda depois para cerca de 20%, após a desintegração da Opep+ levar a uma guerra total de preços entre a Arábia Saudita e Rússia, dois dos três maiores produtores mundiais.

Com a maior queda da cotação desde a Guerra do Golfo de 1991, uma nova fonte de risco se instaura em uma economia mundial já abatida pelo coronavírus, que já tem perto de 110 mil infectados em todo o mundo.

No fim de semana, a Arábia Saudita cortou os preços de seu petróleo, numa sinalização de que ampliará significativamente a produção em abril. A decisão dos sauditas, que foi interpretada como uma guerra de preços, veio após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e os aliados da Opep+ não conseguirem fechar um acordo, na última sexta-feira (06), para cortar ainda mais a produção do grupo, como parte de uma estratégia para lidar com o impacto econômico do coronavírus. A Rússia, líder informal da Opep+, não aceitou uma proposta da Opep de reduzir a oferta coletiva em mais 1,5 milhão de barris por dia.

As bolsas da Ásia e do Pacífico encerraram os negócios desta segunda-feira em forte queda generalizada. Liderando as perdas na Ásia, o índice acionário japonês Nikkei sofreu um tombo de 5,07% hoje, a 19.698,76 pontos. O mau humor em Tóquio veio também após revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, que sofreu contração anualizada de 7,1% entre outubro e dezembro, maior do que a inicialmente estimada.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 3,01% nesta segunda, a 2.943,29 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 3,79%, a 1.842,66. Também no fim de semana, dados oficiais mostraram que as exportações chinesas tiveram uma redução anual de 17,2% no primeiro bimestre do ano, um pouco maior do que o declínio de 17% previsto por analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

As bolsas europeias operam em queda bastante acentuada desde a abertura do pregão desta segunda-feira. Às 7h47 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 6,08%, a 344,70 pontos, entrando em “bear market”, ao acumular perdas de mais de 20% desde que atingiu seu pico mais recente.

Neste cenário de aversão a risco, dados positivos da indústria alemã ficaram em segundo plano. Em janeiro, a produção industrial da maior economia europeia cresceu 3% em janeiro ante dezembro, superando a previsão de analistas, de acréscimo de 1,8%. Já as exportações da Alemanha ficaram estáveis no mesmo período, contrariando expectativa de alta de 0,6%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h49 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -4,90%
*Nasdaq Futuro (EUA), -4,82%
*Dow Jones Futuro (EUA), -4,87%

Europa
*Dax (Alemanha), -5,85%
*FTSE (Reino Unido), -6,59%
*CAC 40 (França), -6,78%
*FTSE MIB (Itália), -9,52%

Ásia
*Nikkei (Japão), -5,07% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -4,19% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -4,23% (fechado)
*Xangai (China), -3,01% (fechado)

*Petróleo WTI, -21,24%, a US$ 32,44 o barril
*Petróleo Brent, -21,22%, a US$ 35,63 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com queda de -2,74%, cotados a 640,000 iuanes, equivalentes a US$ 92,09 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9493 (-0,26%)
*Bitcoin, US$ 7.911,04 -3,71%

2. Indicadores econômicos

A FGV publicou na manhã de hoje o IGP-DI relativo a fevereiro e o IPC-S da primeira semana de março: o IGP-DI teve alta de 0,01% em fevereiro, ante estimativa de queda de 0,10%, enquanto o IPC-S caiu 0,01% no mês até 7 de março.

O Banco Central divulga pela manhã a pesquisa Focus com o mercado. Na União Europeia, a Sentix divulga o índice de confiança do investidor em março.

3. Dólar em alta

O Banco Central faz leilão de venda à vista de até US$ 1 bilhão, das 9h10 às 9h15 após dólar subir nas últimas cinco sessões e passar de R$ 4,60, em uma sessão que promete ser mais uma vez de forte pressão sobre o câmbio. O BC segue atuando apenas de forma pontual, seguindo um discurso feito desde o início do ano de que só iria intervir no mercado quando enxergasse uma problema de liquidez.

Mas este posicionamento da autoridade monetária já começa a incomodar analistas e investidores, que aguardam por uma atuação mais forte para tentar conter a desvalorização do real. Veja mais clicando aqui.

4. Política 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender protestos de 15 de março e pede que população participe do ato, que, segundo ele, não é contra o Congresso ou Judiciário, segundo postagem do presidente no Twitter e Facebook sobre ato em Roraima no dia 7.

Vale destacar que o presidente brasileiro se reuniu no sábado com Donald Trump, presidente dos EUA. Interessados em intensificar a parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos, os presidentes instruíram seus negociadores a aprofundar as discussões prévias à possível assinatura de um pacote bilateral de comércio. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores. Segundo a pasta, a intenção é que um acordo seja assinado ainda neste ano.

Em nota divulgada na madrugada de hoje (8), o Itamaraty trata o aprofundamento da parceria como uma “aliança estratégica” entre os dois países. De acordo com o ministério, Trump reiterou o apoio norte-americano ao início do processo de entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

5. Noticiário corporativo

A Eneva Energia (ENEV3) publicou uma carta na noite de ontem na CVM, na qual reafirmou seu desejo de realizar uma fusão com a AES Tietê (TIET11). Segundo a Eneva, a publicação foi feita porque a AES Tietê não se manifestou até agora. Mas a empresa paulista respondeu ontem mesmo pela CVM, informando que seus assessores jurídicos e financeiros analisam a proposta. A AES Tietê também detalhou que a proposta será discutida em Assembleia no dia 13. Já a farmacêutica Hypera (HYPE3) publicou balanço na noite da sexta-feira e anunciou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão em 2019.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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Atuação pontual do BC para conter alta do dólar divide analistas

SÃO PAULO – Apesar de encerrar uma sequência de 12 altas seguidas nesta sexta-feira (6), quando fechou em queda, o dólar comercial ainda acumula uma valorização de 9,33% contra o real em apenas um mês.

Uma depreciação da moeda brasileira era esperada em meio ao cenário de maior aversão ao risco por conta do coronavírus, levando os investidores a buscar ativos mais seguros. Ainda assim, o real se destaca como a pior moeda dos mercados emergentes no ano, ao cair mais de 15%.

Esse movimento causa divergências entre os analistas. Alguns consideram que a alta da divisa americana é exagerada, enquanto outros defendem que é reação natural de um mercado que vive um momento atípico de incerteza exacerbada.

Enquanto isso, o Banco Central segue atuando apenas de forma pontual, seguindo um discurso feito desde o início do ano de que só iria intervir no mercado quando enxergasse uma problema de liquidez.

Na próxima semana, a autoridade monetária já anunciou leilão de venda à vista de dólar no valor de US$ 1 bilhão.

Mas este posicionamento da autoridade monetária já começa a incomodar analistas e investidores, que aguardam por uma atuação mais forte para tentar conter a desvalorização do real dado que a atual cotação é considerada exagerada.

“Há indícios de que o real, à margem de todos os demais fatores de influência, esteja sob ataque especulativo, e se for o caso, a ação do BC com intervenções com leilões de swaps cambiais tradicionais deveria ser mais contundente e firme”, afirma em relatório Sidnei Nehme, diretor executivo da corretora de câmbio NGO.

Para Nehme, é esperado que o BC dê início à venda de dólares à vista de forma a suprir a demanda, que tem mitigado com oferta de linhas de financiamento em moeda estrangeira. Por outro lado, os bancos já estão com posições vendidas da ordem de US$ 38,0 bilhões, o que, segundo ele, indica que precisarão de oferta de dólares moeda efetiva.

Na mesma linha, José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, aponta que um programa de venda de dólares à vista é necessário para acalmar o mercado. Apesar disso, ele ressalta que não pode seguir o mesmo modelo de como foram programas de intervenção anteriores.

“O BC não pode indicar o volume de vendas e dar um prazo para atuar. Tem que deixar os especuladores com dúvidas. O BC pode até indicar quanto será vendido, mas sem apontar quando fará isso. A surpresa nestas horas é mais eficiente”, afirma o analista.

Mostrando a saída

Por outro lado, alguns analistas entendem que não é recomendável que o Banco Central tenha uma atuação mais agressiva no câmbio.

Bruno Lavieri, sócio da 4E Consultoria, instituição top 5 do Banco Central no ranking de previsões de longo prazo, avalia que, se a autoridade monetária decidisse vender dólares à vista, poderia paradoxalmente aumentar a pressão compradora no curto prazo e até estimular os especuladores a comprarem a briga para saber até onde vai o dólar.

“Não conseguimos entrar na cabeça do investidor que está tirando o dinheiro dele do Brasil”, explica. “O investidor não está sendo muito racional. Muitos poderiam querer sair ao mesmo tempo se o BC oferecesse mais moeda e [o BC] poderia acabar enviando a sinalização equivocada de que há um patamar ideal do câmbio”, diz.

A venda de reservas, na opinião do analista, poderia ter ainda o efeito deletério de diminuir no mercado as expectativas e a confiança de que o governo possui ferramentas poderosas para se defender de um ataque especulativo. Algo que ele não acredita que esteja ocorrendo ainda.

Na avaliação de Lavieri, a abordagem atual é a mais eficaz, pois mostra ao investidor que existe liquidez para sair do real, dando até mais segurança para os investimentos no Brasil. “O que é preciso combater é apenas a volatilidade, não adianta defender patamar do dólar”, argumenta.

Luiz Fernando Figueiredo, CEO da Mauá Capital e ex-diretor de política monetária do BC, vai na mesma linha e diz que as atuações do BC “são efetivas” e buscam manter a normalidade do sistema –  provendo liquidez – e não atenuar o movimento.

“Em momentos como este, em que você tem um choque muito grande, o que o Banco Central tem que fazer é isso: prover liquidez onde ela estiver faltando, seja no câmbio ou onde for. É isso que os bancos centrais estão fazendo”, disse ele em entrevista ao InfoMoney.

Carry trade

Outra preocupação que surge na cabeça dos investidores é acerca do carry trade, uma vez que as apostas estão altas para que o Comitê de Política Monetária (Copom) corte os juros na reunião deste 18 de março.

A operação de carry trade ocorre com a combinação entre fazer uma posição vendida em moeda com taxa de juros mais baixa e outra comprada em moeda com juro mais alto. Além da diferença entre os juros, o investidor também lucra com a variação cambial implícita.

Se o Brasil reduz as taxas de juros, a diferença entre as taxas pagas no país e as pagas nos Estados Unidos (que têm os títulos soberanos mais seguros do mundo) diminuem, prejudicando a operação.

Contudo, Lavieri afasta qualquer preocupação neste sentido, lembrando que o Federal Reserve já reduziu os juros dos EUA em 0,5 ponto percentual este mês e pode fazer isso de novo no dia 18.

“Baixar juros junto com os EUA não deveria ter efeito sobre o carry trade, mas nem sei se esse fenômeno ainda é tão relevante assim, visto que as pessoas estão correndo para o dólar de qualquer jeito”, defende.

Um outro fator que está derrubando o real é o baixo crescimento do PIB brasileiro. Em 2019, a atividade econômica cresceu 1,1% e, para 2020, várias casas de análise vêm cortando projeções para a economia nacional,

Com a Selic baixa e sem crescimento econômico, há baixa atratividade para a entrada de capital estrangeiro no país, impulsionando o dólar.

Sobre esse cenário, aponta o Itaú Unibanco em relatório, há a perspectiva de aceleração do crescimento da economia brasileira na segunda metade do ano, o que deve compensar, pelo menos em parte, o impacto do menor diferencial de juros atraindo capitais para o país e permitindo apreciação da moeda.

O banco tem projeção de um dólar a R$ 4,15 em 2020 e 2021, 10% abaixo do patamar atual. Porém, no curto prazo, avalia que a moeda deva seguir pressionada por conta do elevado nível de incerteza global.

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Preço do petróleo despenca mais de 20% e derruba índices futuros das bolsas americanas

ações em queda

SÃO PAULO – Os preços dos barris de petróleo WTI (Nova York) e Brent (Londres) despencam mais de 20% na noite deste domingo e derrubam os futuros das bolsas americanas.

O movimento é uma reação à notícia de que a Arábia Saudita anunciou descontos de 20% no preço do petróleo para abril e planeja aumentar a produção para acima de 10 milhões de barris diários.

A medida derrubou neste domingo as bolsas de valores dos países do Golfo Pérsico e o valor das ações da própria estatal Aramco, maior petroleira do mundo. A Arábia Saudita produz atualmente 9,7 milhões de barris diários, mas sua capacidade é de 12,5 milhões. Os EUA produzem 13 milhões de barris diários.

A decisão da Arábia Saudita é uma retaliação contra a Rússia, que recusou na semana passada, na reunião da Opep+, uma redução de 1,5 milhão de barris na produção diária mundial.

Com o fracasso da reunião da Opep+ na semana passada, a partir de abril o preço do petróleo estará livre de qualquer restrição dos 14 países da Organização e da Rússia, que não faz parte do cartel.

O preço do petróleo já havia caído 30% neste ano com a redução da demanda da China e outros países asiáticos atingidos pelo surto do coronavírus.

Às 20h15 (de Brasília), o petróleo WTI e Brent caíam 20% cada um — é a maior queda desde a Guerra do Golfo, em 1991. No mesmo horário, o futuro de Dow Jones tinha baixa de 4,10%, enquanto o de Nasdaq perdia 3,86% e o de S&P 500 recuava 4,02%.

Em relatório divulgado hoje, o analista Gabriel Fonseca, da XP, afirma esperar “elevada volatilidade” para os ativos correlacionados ao setor de petróleo e gás.

“Nossa visão é a de que é necessário cautela com ativos relacionados ao setor de petróleo e gás no curto prazo, em particular àqueles mais expostos às atividades de exploração e produção (normalmente agrupados na sigla E&P) e refino, enquanto o setor de distribuição de combustíveis deve sofrer impactos marginais relacionados à desvalorização de estoques.”

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