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Empresas aéreas encolhem até 30% em valor de mercado na Europa e nos EUA

Os impactos do coronavírus sobre empresas ligadas ao setor aéreo já se mostram avassaladores nas primeiras avaliações individuais e preliminares dessas companhias. De operadoras de transporte de passageiros e cargas à fabricação de aeronaves, além de outros serviços voltados para turismo e lazer – como cruzeiros, hotéis, shows e convenções –, o desalento é forte com a demanda corroída ao redor do globo por causa do temor com a epidemia.

Na Europa, o índice setorial Stoxx-600 revela que as linhas aéreas perderam 30% de seu valor desde o início do ano, com 12,5% apenas nesta semana. Nos Estados Unidos, o coronavírus tirou mais de um quarto do valor dessas empresas este ano.

A saída emergencial encontrada por essas empresas tem sido a de adequar oferta à demanda. Na prática, milhares de voos já foram cancelados, suspensos, fundidos com outras rotas ou adiados. Dor de cabeça para o passageiro, certeza de diminuição de receitas pelas companhias. Nesta semana, a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês) calculou o tamanho da crise: previu que as perdas de receita do setor com a epidemia de coronavírus deverão ser de até US$ 113 bilhões este ano.

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Como explicou ontem a portuguesa TAP, para tentar compensar as entradas menores, os planos de investimentos e contratações ficam suspensos. A operadora cancelou mil voos, mesma proporção anunciada pela finlandesa Finnair.

Nos últimos dias, ações semelhantes foram tomadas por outras companhias tradicionais, como British Airways, Latam, Southwest Airlines, United e Delta.

Ontem a alemã Lufthansa decidiu reduzir os voos da empresa em 50% nas próximas semanas, citando “quedas drásticas nas reservas e numerosos cancelamentos de voos” por causa do avanço da epidemia. A decisão ocorre um dia após a companhia ter dito que iria cancelar mais de 7 mil voos na Europa até o fim de março, assim como todos os voos para Israel a partir do dia 8 deste mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Fuga de capital estrangeiro da Bolsa brasileira é recorde

O mercado acionário brasileiro teve um dia de pânico no pregão de ontem, marcado mais uma vez pelo nervosismo com o avanço do novo coronavírus pelo mundo e, agora, pelo Brasil. A queda do Ibovespa, somente na sexta-feira, foi de 4,14%, para 97.996,77 pontos, menor nível em mais de cinco meses. Na semana, a baixa foi de 5,93%. Desde a virada do ano, o índice desabou 15,26%, impulsionado também pela saída do capital externo.

Até quarta-feira, que é o dado mais recente da B3, os investidores estrangeiros já haviam retirado da Bolsa brasileira R$ 44,798 bilhões. O número supera o saldo negativo recorde de todo o ano de 2019, que foi de R$ 44,517 bilhões.

O desempenho fraco do Ibovespa ocorre em meio a um mau humor do estrangeiro com o mercado brasileiro. Além de as reformas estarem estacionadas, o clima político constantemente tenso é apontado como um dos motivos para afugentar o capital externo.

Em comparação, a perda do Ibovespa é superior a do índice S&P 500 – o mais amplo de Nova York –, que recuou 8% em 2020. O índice MSCI para mercados emergentes caiu 10,50% desde o início do ano.

“Quando se coloca um humorista para falar pelo presidente em uma situação grave como a atual, parece irreal. Mas isso aconteceu e em um momento em que – basta olhar para o câmbio – temos sofrido mais do que outros emergentes. O investidor estrangeiro continua saindo”, apontou fonte do mercado.

“O que temos agora é um momento de apreensão, com perdas muito espalhadas. Apenas alguns setores, como o de energia elétrica, defensivo, e parte do de saúde, como o de diagnósticos, estão conseguindo contribuir de alguma forma”, complementou Gabriel Machado, analista da Necton.

Apenas nove ações do Ibovespa conseguiram sustentar alta ontem, parte delas entre as mais pressionadas nas últimas sessões: CVC (+14,40%), IRB (+2,50%), Gol (+1,94%) e Azul (+1,12%).

Nesse ambiente de forte aversão, o dólar à vista cedeu ante o real depois de 12 sessões consecutivas de alta. Em mais um dia de intervenção do Banco Central, com US$ 2 bilhões, o investidor encontrou no aumento das apostas de corte de juros nos EUA, já em 0,75 ponto porcentual e que aumentaria o diferencial de juros doméstico e externo, um espaço para alívio momentâneo. Vale destacar, porém, que, com a tendência de o juro real doméstico ficar perto de zero, o câmbio deve seguir pressionado. A desvalorização de 0,38% do dólar ontem, a R$ 4,6338, não impediu que o real tivesse a pior semana ante a moeda americana desde o começo de novembro do ano passado.

Exterior

O impasse em relação ao futuro da produção de petróleo também deu sua contribuição ontem para o mau humor no mercado internacional, o que acabou tendo reflexos no Brasil. O barril do óleo negociado em Londres cedeu 9,44%, para US$ 42,27 – foi o maior tombo em uma só sessão desde dezembro de 2008, auge da crise financeira mundial. Em Nova York, o tipo leve fechou em queda de 10,06%, a US$ 41,28 o barril.

A consultoria britânica Wood Mackenzie destaca o risco criado pela possibilidade de que, a partir do fim de março, não exista mais nenhum acordo da Opep e seus aliados. Este acerto tem garantido alguma estabilidade nos preços desde o fim de 2016. A fraqueza do petróleo pressionou ações do setor em Nova York. A Chevron recuou 1,92% e a ExxonMobil perdeu 4,83%. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,98%, o Nasdaq caiu 1,87% e o S&P 500 teve desvalorização de 1,71%.

“O coronavírus, com seu impacto nas economias e nos mercados, apresenta um risco desconhecido e sem precedentes. As previsões econômicas são cercadas por ainda mais incerteza do que o normal”, destacou, em relatório, o banco holandês ING. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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R$ 565 bilhões “somem” da Bolsa nas duas últimas semanas; só Petrobras perde R$ 85,8 bilhões

gráfico de ações e índices em queda

SÃO PAULO – Com o surto de coronavírus levando pânico aos investidores no mundo todo, as ações de empresas listadas na B3 também não escaparam do sell-off. Ao todo, desde o dia 21 de fevereiro, as companhias brasileiras perderam R$ 565,75 bilhões de valor de mercado enquanto o Ibovespa, principal índice acionário do Brasil, caiu 13,8%.

Só a Petrobras (PETR3; PETR4), empresa com maior valor de mercado do País com R$ 306,9 bilhões, perdeu R$ 85,881 bilhões nas últimas duas semanas. Nesta sexta-feira (6), a ação da petroleira caiu 9,73%, figurando entre as maiores baixas dos papéis que compõem a carteira teórica do Ibovespa.

Nesta semana, a perda de valor de mercado das empresas brasileiras listadas na B3 foi de R$ 206,3 bilhões. Na última semana de fevereiro, a queda foi de R$ 359,5 bilhões.

Covid-19

O coronavírus preocupa os investidores principalmente por conta do impacto econômico gerado pelas medidas que os governos tomam para tentar frear o avanço da epidemia.

A China, país de onde se originou o vírus, obrigou fábricas a paralisarem suas atividades por semanas, ao mesmo tempo em que restringiram a entrada e saída de pessoas na província de Hubei, epicentro da doença, e limitaram viagens de avião para outros países.

Os Índices Gerentes de Compras (PMIs, na sigla em inglês) industrial, de serviços e composto da China atingiram seus piores níveis da história em fevereiro, mostrando que a atividade econômica do país foi muito impactada pelo surto.

No caso do Brasil, diversos economistas reduziram suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. O País tem 13 casos confirmados de coronavírus, de acordo com o Ministério da Saúde.

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Banco Central anuncia leilão de venda de dólares à vista de US$ 1 bilhão

SÃO PAULO – O Banco Central anunciou após o fechamento do pregão desta sexta-feira (6) que fará um leilão de venda de dólares à vista totalizando US$ 1 bilhão. A oferta ocorrerá na segunda-feira (9) e terá propostas aceitas das 9h10 (horário de Brasília) às 9h15.

Esta semana, o BC ofertou US$ 5 bilhões em contratos de swap cambial para prover liquidez a um mercado em que os investidores buscam avidamente pela moeda dos Estados Unidos.

Com a disparada do câmbio apesar das atuações do BC, analistas já especulavam que a autoridade monetária começaria a vender reservas para conter a volatilidade com mais eficácia.

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Com cargo ameaçado, presidente do Twitter se defende

Jack Dorsey, presidente executivo e cofundador do Twitter, tentou pela primeira vez uma defesa pública de seu trabalho e de sua permanência no cargo na quinta-feira, durante uma sessão de perguntas e respostas promovida pelo banco Morgan Stanley. Segundo a Bloomberg, a gestora de investimentos Eliott Management planeja substituir o executivo por considerar que sua liderança traz prejuízo ao valor das ações da empresa – a Eliott é liderada por Paul Singer, megadoador de recursos para campanhas do Partido Republicano dos EUA.

Sem ser questionado diretamente sobre a ofensiva da Eliott, Dorsey diz que vai rever os planos de morar na África, algo que havia anunciado em 2019. Culpou a epidemia de coronavírus, mas deixou no ar que existem outros fatores forçando a mudança de planos. “Eu preciso reavaliar meu plano de trabalhar da África por conta do covid-19 e de todo o resto que anda acontecendo”, falou.

Dorsey também é presidente executivo da empresa de pagamentos Square. A atenção dividida seria o motivo de Singer para pedir a troca – Dorsey é o único líder de duas empresas avaliadas acima de US$ 5 bilhões.

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Esse não foi o único momento de defesa do executivo, que tentou explicar a suposta estagnação e lentidão da empresa para apresentar novidades. “Algumas pessoas falam sobre a lentidão de desenvolvimento do Twitter. A expectativa é ver mudanças na superfície, mas as mudanças de maior impacto estão debaixo da superfície”, falou, citando o uso de inteligência artificial para personalização do app aos usuários.

Criticado também por abandonar produtos ao longo da história, Dorsey se defendeu. “Há cinco anos, tivemos de recomeçar. Éramos uma companhia que estava tentando fazer muitas coisas”, falou. O executivo é criticado por ter desativado o Vine, plataforma de vídeos curtos que poderia ter ocupado o espaço do TikTok no mercado.

As críticas se refletem no valor das ações da empresa. Desde maio de 2015, as ações da empresa caíram 6,2%, enquanto as do Facebook subiram 121% – algo que desanima os investidores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Inflação, dólar nas alturas e reunião do BCE: o que acompanhar na semana

SÃO PAULO -Em meio ao pânico dos mercados globais com o surto do coronavírus, a bolsa entra na segunda semana de março com os investidores de olho no desenrolar de novos casos de Covid-19, enquanto o dólar segue em tendência de alta mesmo encerrando uma sequência de 12 altas.

A moeda americana registrou ganhos de 3,42% na semana que passou e o Banco Central aumentou sua atuação, apesar de seguir indicando intervir apenas para ajudar na liquidez, sem objetivo de realmente conter o movimento.

A autoridade monetária colocou US$ 5 bilhões em swaps cambiais entre quinta e sexta-feira e a pressão na moeda fez com que os juros futuros reduzirem as apostas de corte de Selic. Para os próximos dias, o mercado acompanha até onde vai o fôlego para o dólar avançar, além das chances de o BC decidir ser mais duro na intervenção, buscando conter a alta.

Enquanto isso, o coronavírus segue como principal ponto de atenção dos mercados no mundo todo. Na sexta o número de infectados globalmente superou os 100 mil e a cada dia se analisam mais os impactos que o vírus e as quarentenas que estão sendo impostas podem ter na economia.

Agenda doméstica

No Brasil, destaque para os dados de inflação medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na quarta-feira (11). Um dia antes saem os números da produção industrial.

Os dois dados podem ajudar a consolidar apostas de cortes na Selic caso decepcionem as projeções. Além disso, há a expectativa de que o governo anuncie uma revisão de suas projeções para a economia, podendo incluir um corte na expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

Enquanto isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de debate na quarta-feira na comissão mista da Reforma Tributária, segundo informações da Agência Senado. Nos últimos dias ele chamou atenção ao falar que o dólar pode ir a R$ 5,00 se ele próprio fizer “muita besteira”.

Na bolsa, vale lembrar que, a partir de segunda-feira (9), o Ibovespa retorna ao seu horário normal, abrindo às 10h (horário de Brasília) e fechando às 17h. Clique aqui para saber mais.

Mercado externo

O calendário no exterior será mais tranquilo, deixando o foco maior para os impactos do coronavírus.

Apesar disso, os investidores acompanharão atentos a reunião do Banco Central Europeu (BCE) com expectativa crescente de que ocorra um corte de juros no bloco europeu. Nos Estados Unidos, as atenções se voltam para alguns poucos indicadores, com destaque para a inflação medida pelo CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês).

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores e resultados.

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Ibovespa cai 14% em duas semanas com coronavírus; dólar recua na sessão, mas avança 3,4% em 5 pregões

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em forte queda nesta sexta-feira (6) e caiu 8,09% na semana (acumulando perdas de 14% desde a volta do carnaval), que foi marcada por um aumento no número de casos de coronavírus acompanhado por medidas extremas de diversas empresas no mundo todo para conter o surto.

A redução emergencial de 0,5 ponto percentual nos juros promovida pelo Federal Reserve na terça-feira (3) apenas aumentou o medo dos investidores de que a epidemia seja mais grave do que se está divulgando. As promessas de estímulos e de gastos para conter a doença só fizeram efeito na segunda e na quarta e, mais uma vez, os investidores não se sentiram confortáveis para entrar no fim de semana posicionados na compra.

Hoje, o principal índice da B3 teve perdas de 4,14%, aos 97.996 pontos com volume financeiro negociado de R$ 39,78 bilhões. Lembrando que na segunda-feira (9) a Bolsa volta a negociar das 10h às 17h (horário de Brasília), com after-market das 17h30 às 18h. A mudança ocorre por conta do início do horário de verão nos EUA.

O dólar comercial recuou 0,36%, cotado a R$ 4,6336 na compra e R$ 4,6344 na venda, após mais uma leilão de swaps do Banco Central, com 40 mil contratos, encerrando uma sequência de 12 altas. Isso não impediu a forte alta da divisa dos Estados Unidos sobre o real na semana, que atingiu 3,42%. Por outro lado, o dólar futuro para abril subiu 0,39%, para R$ 4,632.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu 3 pontos-base, a 4,41% e o DI para janeiro de 2023 recuou 2 pontos-base a 5,08%. O DI mais longo, para janeiro de 2025, teve ganhos de 2 pontos a 6,04%.

Já na Ásia, os mercados despencaram com o aumento do número de casos do coronavírus na Coreia do Sul e o medo de uma crise econômica mundial.

As bolsas europeias também recuaram, com o avanço da doença na Alemanha e na França, enquanto nos Estados Unidos, que chegaram a 233 casos na manhã de hoje, empresas como o Facebook e a Microsoft recomendam aos empregados que evitem sair de casa e trabalhem em home office. Com os novos dados de crescimento na Europa, i número de casos do coronavírus superou 100 mil.

Na Áustria, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terminou sua reunião de dois dias com a Arábia Saudita defendendo um corte de 1,5 milhão de barris de petróleo na produção diária. A Rússia ainda não se manifestou.

Com isso, no mercado de commodities, o petróleo WTI cai a menos de US$ 45 na mínima; brent fechou abaixo de US$ 50 pela 1ª vez desde meados de 2017. Já o minério de ferro recua e reduz ganho semanal com receio sobre coronavírus e metais caem em Londres.

”O foco está na disseminação de coronavírus para fora da China e realmente os mercados não vão se estabilizar até vermos algum tipo de pico”, destacou Susan Buckley, diretora-gerente da QIC, para a Bloomberg TV.

Payroll

A economia dos Estados Unidos gerou 273 mil postos de trabalho em fevereiro, segundo relatório de emprego (conhecido como Payroll) divulgado nesta sexta.

O resultado veio acima da estimativa do mercado de criação de 175 mil vagas de trabalho no mês passado, segundo mediana do levantamento da Bloomberg. No mês de janeiro foram criadas 225 mil novas vagas.

O Departamento de Trabalho dos EUA informou também que a taxa de desemprego norte-americana ficou em 3,5%, enquanto a expectativa era de estabilidade a 3,6%, segundo analistas do mercado consultados pela Bloomberg.

Dólar em alta

Após o dólar atingir uma nova máxima histórica, chegando a R$ 4,66 mesmo após o Banco Central oferecer US$ 3 bilhões em leilões de swap, a autoridade monetária ofertou mais 40.000 contratos nesta sexta-feira, equivalentes a US$ 2 bilhões.

Na véspera, questionado sobre a alta do dólar, o ministro da Economia, Paulo Guedes,  que “isso era perfeitamente previsível”. Em seguida, ensaiou uma lista de explicações: “Tem o coronavírus, a desaceleração global, incertezas… O que vocês (imprensa) estavam dizendo há um ou dois dias? Que está um caos, que o presidente não se entende com o Congresso, que não está havendo coordenação política, toda hora tem uma bomba… Se está havendo todo esse frisson, o dólar sobe um pouco.”

Guedes disse também que o câmbio preocupa quando sobe rápido, mas, para isso, o Banco Central (BC) atua. “Está provendo boa liquidez”, comentou. O ministro também afirmou que empresas que remetem recursos para fora do País também influenciam a cotação do câmbio.

Coronavírus no Brasil

O Brasil tem 9 casos confirmados do coronavírus, com destaque para o fato de que houve a transmissão local da doença em pelo menos um caso. Seis casos foram confirmados em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro, 1 no Espírito Santo e 1 na Bahia. No Distrito Federal, um paciente aguarda contraprova. Duas pessoas contaminadas em São Paulo têm relação com o primeiro caso registrado no país, de um homem de 61 anos que voltou de Milão, no Norte da Itália.

Por conta do surto de coronavírus, Jair Bolsonaro suspendeu viagem à Polônia, Hungria e Itália, segundo aponta o Estadão. Contudo, o presidente se reunirá com Donald Trump neste sábado (7), durante sua viagem aos Estados Unidos.Segundo o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, “esta visita servirá para reforçar os vínculos com um dos principais estados americanos, que abriga uma comunidade de quase 400 mil brasileiros”.

Noticiário corporativo

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) assinou um acordo para vender 43 imóveis para a gestora de fundos TRX. A transação tem o valor de R$ 1,25 bilhão e inclui combinações de aluguéis das lojas por 15 anos. Os imóveis pertencem ao grupo e neles funcionam supermercados e hipermercados das três bandeiras, Pão de Açúcar, Extra e Assaí.

Ainda em destaque, o Conselho de Administração da CVC anunciou o pedido de renúncia apresentado pelo CEO  Luiz Fernando Fogaça, com efeitos a partir de 30 de março de 2020, sendo certo que até tal data o executivo continuará no exercício de suas funções de forma a contribuir no processo de sucessão.

“Para ocupar a posição de Diretor Presidente da Companhia, o Conselho de Administração aprovou a indicação do Sr. Leonel Andrade. Leonel Andrade foi Diretor Presidente da Losango, da Credicard e da Smiles Fidelidade, ocupando por 15 anos o principal cargo de gestão dessas empresas.”

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
CVCB3 17.25 23.45
SMLS3 3.38816 31.43
IRBR3 3.38134 16.51
GOLL4 1.93705 21.05
AZUL4 1.12418 38.68

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
VVAR3 -17.19198 11.56
PETR3 -10.25737 24.06
COGN3 -9.81964 9
BTOW3 -9.76744 56.26
PETR4 -9.72716 22.83

Já B3 (B3SA3), Natura (NTCO3), Hering (HGTX3) e a Santos Brasil (STBP3) publicaram balanços na noite de ontem. A operadora da Bolsa brasileira B3 fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018. Veja mais clicando aqui. 

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Lindt alerta para alta do preço do chocolate com prêmio do cacau

(Bloomberg) — A Lindt & Spruengli alertou que o prêmio imposto pelos maiores produtores mundiais de cacau na África Ocidental deixa fabricantes de chocolate com pouca escolha a não ser aumentar os preços.

Costa do Marfim e Gana agora cobram US$ 400 por tonelada acima do preço futuro para embarques a partir de outubro, em uma campanha para aumentar a renda de agricultores mais pobres. Os dois países vizinhos respondem por mais de 60% da oferta global de cacau.

A Lindt, que compra 80% do cacau de Gana, usa as mesmas receitas há décadas, e a troca de fornecedores levaria tempo, pois a mudança do mix de grãos afetaria o sabor de seus produtos, disse o CEO da empresa, Dieter Weisskopf, em entrevista em Zurique na terça-feira. Outros produtores também aumentarão os preços diante do impacto do prêmio, avalia.

“Nos próximos meses, teremos aumentos de preços”, disse Weisskopf a repórteres na terça-feira. “Não apenas nós, especialmente de marcas privadas.”

Mars e Nestlé estão entre fabricantes de chocolate que começaram a comprar cacau para a temporada 2020-21 com o prêmio. Mas, embora a maioria das empresas dos setores de cacau e chocolate tenha concordado em pagar um preço melhor aos agricultores, muitas ainda enfrentam dificuldades com a estratégia, já que o prêmio não pode ser coberto.

Diferencial de qualidade

Embora Gana tenha implementado o prêmio de renda integralmente, o país dá aos compradores algum desconto no diferencial que cobra pela qualidade dos grãos, disse Weisskopf na entrevista.

Segundo o executivo, não é um sinal de flexibilidade. “É que agora a demanda já sofre um pouco. Já não podem realmente exigir esse prêmio.”

Preços mais altos podem levar fabricantes de chocolate a optarem por alternativas ao cacau, além de incentivarem agricultores a cultivar mais grãos, disse Weisskopf.

“Cedo ou tarde, isso poderia levar a um menor volume de demanda por cacau e, por outro lado, claro, também levaria ao excesso de oferta”, disse. “Mas não estamos falando de um período de 12 meses; estamos falando de dois a três anos.”

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Renata Moraes Vichi assume grupo dono da Kopenhagen e Brasil Cacau

SÃO PAULO – Renata Moraes Vichi acaba de assumir a presidência do Grupo CRM, dono das marcas Kopenhagen, Chocolates Brasil Cacau e de 49% das operações da Lindt no país. A executiva, até então vice-presidente do grupo, é herdeira do companhia que começou quando seu pai, o empresário Celso Moraes, comprou a marca Kopenhagen em 1996.

O desafio de Renata será continuar com o crescimento astronômico da rede. Na época da aquisição, a marca de chocolates tinha 90 lojas e um faturamento de R$ 38 milhões. Em 2019, o grupo faturou R$ 1,5 bilhão. A expectativa para este ano é chegar a R$ 1,75 bilhão, com mais de 1.000 lojas espalhadas pelo país. Não é nada com o que Renata, que trabalha na empresa desde os 16 anos, já não esteja familiarizada.

“O grupo tem uma marca muito forte, que é a Kopenhagen, mas criou um histórico de inovação. Meu desafio é continuar inovando e expandindo de forma agressiva”, afirma.

A rotina disciplinada da executiva — que inclui acordar às 4h40 da manhã e praticar pelo menos dois esportes antes de chegar ao escritório (antes das 8h) — não deve mudar muito. Renata foi a grande responsável por pensar e executar muitas das estratégias que levaram a companhia ao tamanho atual e, na prática, já tocava o dia a dia dos negócios nos últimos anos.

“Como estou há mais de 20 anos, sempre tive uma participação muito ativa no grupo, mas assumir a presidência é um passo importante do ponto de vista de governança corporativa — para formalizar as estruturas e ter uma gestão mais centralizada”, diz.

Renata começou a trabalhar na rede em 1998. “Na época, meu pai estava à frente do Laboratório Virtus e dividia seu tempo entre as empresas. O laboratório já estava consolidado, mas na Kopenhagen eu vi uma grande oportunidade de ajudar a criar toda a estratégia do zero e isso brilhou meus olhos. Por isso pedi para ir para lá”, diz Renata, que começou na função de estagiária, mas desde o início acompanhou o pai nas principais reuniões do grupo.

A expansão do Grupo CRM

No Laboratório — Virtus que herdou dos pais com apenas um remédio no portfólio — Moraes foi o responsável por criar e consolidar mais de 150 marcas como Adocyl, Maracugina e Atroveran.

Como a fruta não costuma cair longe do pé, foi Renata quem propôs a criação de uma segunda marca de chocolates dentro da Kopenhagen, a Chocolates Brasil Cacau, criada em 2009, para competir com a Cacau Show (aberta em 2001).

Renata também foi a responsável por estruturar a joint-venture com a suíça Lindt, em 2014, para operar a marca no Brasil, hoje com 45 lojas.

“O portfólio do Grupo CRM hoje é muito complementar. Eles conseguem atingir diferentes públicos com as marcas e isso é um grande diferencial. Eles estão bem posicionados para o novo momento do país”, afirma Roberto Vautier, consultor de varejo da AGR Consultores.

Em número de lojas, o Grupo CRM só fica atrás da rede Cacau Show, que possui mais de 2.300 unidades.

“Na crise dos últimos anos, a Cacau Show soube se posicionar melhor. A empresa manteve sua tabela de preço e, com isso, atraiu tanto as classes em que mirava quanto aqueles consumidores que estavam buscando um melhor custo-benefício”, afirma Vautier.

O último grande movimento do Grupo CRM foi a criação da Kop Koffee, uma rede de cafeterias lançada no ano passado. “A ideia é ser um spin-off da cafeteria Kopenhagen, que representa cerca de 30% do faturamento dessas lojas”, explica Renata. “Acreditamos que o café também ajuda a rejuvenescer a marca”, completa.

Atualmente com duas lojas abertas em São Paulo, o grupo deve lançar mais 15 cafeterias neste ano. Todas próprias. Os planos de expansão incluem ainda 10 lojas da Lindt, também próprias. Por meio de franquias e lojas próprias, serão 55 novas lojas da Kopenhagen e 55 novas da Chocolates Brasil Cacau em 2020.

“O Starbucks espalhou a tendência da experiência do consumo do café fora de casa no país. Hoje, existem cerca de 40 redes de franquias de cafeterias. A Kopenhagen está bem posicionada para participar desse mercado”, afirma Vautier.

Além do cafézinho na rua, a marca hoje também atende o consumidor dentro de casa com cápsulas de café expresso.

Outro foco dentro do grupo é fazer crescer a linha de chocolates zero açúcar e zero lactose Kopenhagen SoulGood. “Hoje, a SoulGood já representa 7% do faturamento da Kopenhagen. Queremos dobrar essa participação”, afirma Renata. Ao que tudo indica, o histórico agressivo do grupo deve continuar.

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Salão do automóvel de SP: custo e tecnologia podem inviabilizar evento de uma vez por todas?

SÃO PAULO – O Salão do Automóvel de São Paulo foi adiado para 2021 após cerca de 15 montadoras anunciarem que não participariam do evento neste ano.

Entre os principais motivos para a desistência de tantas empresas em um evento tão tradicional estão a falta de custo-benefício e a concorrência da Consumer Electronics Show (CES), a maior feira de tecnologia do mundo, que acontece anualmente em Las Vegas, no EUA, de acordo com Raphael Galante, economista que trabalha no setor automotivo há 15 anos e é consultor na Oikonomia Consultoria Automotiva.

“Sim, hoje o evento concorrente do salão do automóvel é uma feira de tecnologia. A cada ano que passa, mais montadoras querem expor seus produtos na CES. Isso porque o consumidor de hoje busca mobilidade, conectividade e experiência. O salão do automóvel não tem esse foco. Na prática, o carro fica exposto e parado. Por isso, o modelo do evento foi se degradando rapidamente. E não é exclusividade ou um erro de organização no Brasil, a tendência é mundial”, explica.

O tradicional Salão do Automóvel de Detroit, nos EUA, também sentiu os efeitos.

“O evento acontecia geralmente em janeiro – mesmo período da CES. Mas neste ano acontecerá em junho para evitar a concorrência. E Detroit ainda tem outro agravante: o tempo. No início do ano é muito frio e tem muita neve. A organização teve que se mexer para tentar não perder o público e clientes. O resultado só saberemos mais para frente”, explica Galante.

O economista também acredita que a organizadora do salão de São Paulo, a Reed Exhibitions, demorou para enxergar as mudanças.”O formato proposto foi um sucesso nos últimos anos, mas não será o suficiente para manter o evento daqui para frente. Precisa mudar urgentemente”, afirma.

Já Em termos de custo-benefício, o economista explica que todas as montadoras fazem cálculos para avaliar a viabilidade e retorno ao participar do evento.

“Muitas vezes, apenas não compensa investir milhões de reais para não ter assertividade. E as fabricantes de luxo são ainda mais impactadas”, afirma.

“A BMW, por exemplo, faz em média um investimento de R$ 20 milhões no salão para ter cerca de 300 mil visitantes em seu estande. No entanto, a maioria dessas pessoas não são compradoras da marca são pessoas curiosas e não é o público-alvo. Ou seja, quando o comprador do BMW chega no salão, não tem um atendimento exclusivo que espera e deixa de ir. Então as montadoras estão preferindo gastar menos e acertar mais. Eventos mais intimistas focados no seu público principal estão sendo mais frequentes”, complementa.

Até empresas com tickets médios mais baixos, como Honda, Hyundai e Toyota também fazem eventos mais intimistas com o mesmo objetivo: gastar menos dinheiro e ter mais assertividade.

Autocrítica

Luiz Carlos Moraes, Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), reconhece que o evento precisa de uma reformulação.

“O Salão do Automóvel é um evento que precisa evoluir e refletir o momento de disrupção tecnológica que nossa indústria está vivendo. Em conjunto com a Reed, tomamos a decisão de adiar a edição do Salão de 2020 para reduzir custos e termos tempo de avaliar novos formatos. A revisão do Salão não é um movimento local, está acontecendo em todos os países do mundo e pelos mesmos motivos”, explicou durante a coletiva de imprensa realizada em São Paulo na manhã desta sexta-feira (6).

Cláudio Della Nina, Presidente da organizadora do evento, garante que haverá uma mudança para a próxima edição.

“A Reed Exhibitions possui o grande desafio de propor um novo Salão do Automóvel alinhado com as expectativas do público visitante e com a nova realidade das montadoras. Estamos focados na solução deste desafio e comprometidos com a entrega da melhor edição do Salão do Automóvel em 2021″, afirmou também durante a coletiva desta manhã.

No entanto, não há detalhes ainda sobre como será o novo projeto: tamanho, datas, preços e etc.

A expectativa do mercado, segundo Galante, é que o evento seja menor e a Reed tenha tempo para convencer mais montadoras a fazer o investimento para o ano que vem.

O InfoMoney solicitou uma entrevista com um porta-voz da Reed para entender mais detalhes sobre o adiamento do evento, mas a empresa negou o pedido.

A Toyota, uma das desistentes deste ano, informou que a decisão de não participar é referente apenas a 2020 e está aberta a ouvir as novas propostas para o ano que vem. Como já havia informado, a montadora vai se concentrar em “ações de marketing e comunicação voltadas à mobilidade, tecnologia e experiência” neste ano.

A Volvo, que não participa do salão do automóvel de São Paulo desde 2014, deve manter seu posicionamento independentemente das novidades oferecidas para o ano que vem. “É um direcionamento global e seguimos também no Brasil. Existe a chance de avaliar uma possível participação se a organização oferecer uma proposta financeira muito boa ou alguma novidade fora do comum, se não vamos manter a posição de ausência no evento”, informou a assessoria da fabricante.

A Chevrolet e a Jaguar, fabricantes que também já tinham informado que não participariam do evento neste ano, foram contatadas para entender se a mudança de formato deixaria o salão do automóvel mais atrativo novamente. Até a publicação desta matéria, as empresas não se posicionaram.

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