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Mastercard fecha escritórios em SP e NY por coronavírus

SÃO PAULO – A Mastercard, uma das maiores empresas no setor de pagamentos no mundo, fechou seu escritório em São Paulo, após um funcionário da companhia ter sido diagnosticado com o novo coronavírus.

O funcionário infectado trabalha na sede do Brasil, mas esteve recentemente em um escritório em Purchase, em Nova York, que também foi fechado.

Os dois escritórios seriam submetidos a um “processo de higienização completo”, disse a Bloomberg. A filial de São Paulo fica no Brooklin, na Zona Sul da capital paulista.

Procurada pelo InfoMoney, a Mastercard confirmou as informações e afirmou que o funcionário está recebendo cuidados médicos adequados.

A companhia de pagamento ainda afirmou, em nota, que acredita que haja um baixo risco de transmissão para a maior parte dos seus funcionários, entretanto, seguindo o conselho de autoridades de saúde pública, decidiu fechas os escritórios.

“Os funcionários que estiveram em contato com o funcionário afetado e estão desenvolvendo os sintomas deverão procurar atendimento médico e trabalhar em casa por 14 dias. Eles só retornarão ao escritório após esse período e desde que eles – ou qualquer membro de sua família – não estejam doentes ou apresentando os sintomas”, diz a nota da companhia.

Por fim, a Mastercard deixou claro que suas operações continuam normalmente, tanto em São Paulo quanto em Nova York.

“Continuamos monitorando essa situação de perto e tomaremos todas as precauções necessárias para garantir a saúde e a segurança de nossos funcionários”, conclui a empresa em nota.

Coronavírus no Brasil

Segundo o último relatório do Ministério da Saúde divulgado nessa sexta-feira (6), o Brasil tem 13 casos confirmados da Covid-2019. Além disso, o órgão ainda confirmou na quinta-feira (5) casos de transmissão local – até então, todos os casos eram de pessoas que haviam visitado países com estágio de contágio mais avançado.

Há 768 casos suspeitos no país. Desde o início do monitoramento, foram descartados 480 casos.

Os estados com casos confirmados são Bahia (1), Espírito Santo (1), Rio de Janeiro (1) e São Paulo (10).

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Maiores quedas do Ibovespa em 2020, IRB e CVC mudam comando – mas ainda têm longo caminho a percorrer

SÃO PAULO – As duas maiores quedas do Ibovespa em um 2020 já bastante negativo para o índice brasileiro, as ações do IRB Brasil (IRBR3; baixa de 57% no ano) e da CVC (CVCB3; baixa de 47% no ano) tiveram uma semana decisiva na bolsa. Ambas envolvidas em polêmicas recentemente com os seus balanços, nos últimos dias elas anunciaram mudanças bastante importantes nas suas diretorias. Nesse cenário, há quem enxergue boas oportunidades para as companhias, mas também há quem queira se manter distante das ações, à espera de maior visibilidade para os ativos.

No caso da CVC, o anúncio da mudança aconteceu na noite da última quinta-feira (5). A operadora de turismo comunicou que seu presidente-executivo, Luiz Fogaça, apresentou pedido de renúncia e que o Conselho de Administração aprovou a indicação de Leonel Andrade para substituí-lo a partir do dia 30. Andrade foi Diretor Presidente da Losango, da Credicard e da Smiles Fidelidade, ocupando por 15 anos o principal cargo de gestão dessas empresas.

Tal movimento fez com que a ação chegasse a disparar mais de 20% na sessão desta sexta-feira, em um dia de forte queda para a bolsa brasileira, com os investidores destacando principalmente a larga experiência e alta credibilidade do executivo em um momento complicado para a companhia.

Conforme aponta Richard Cathcart, analista do Bradesco BBI, Andrade possui experiência tanto no comando de empresas de viagens, como a Smiles, como de financeiras, como a Credicard. O BBI acredita que Andrade poderá enfrentar com sucesso problemas que atingiram a CVC mais recentemente, como a falência da Avianca Brasil e a descoberta de erros contábeis na operadora de turismo. “A experiência de transformação digital de Andrade será altamente valiosa para a CVC, já que a empresa pretende implementar sua própria transformação digital”, complementa.

Vale destacar que, na última segunda-feira, a companhia informou ter constatado, em uma avaliação preliminar, indícios de erros em seus balanços publicados entre 2015 e 2019, com potencial de impactar o resultado da companhia do quarto trimestre de 2019, fazendo com que a ação caísse 10,61%.

Soma-se a isso o cenário já negativo para o setor da empresa, que a cada dia mostra mais os seus efeitos sobre o turismo global. Conforme aponta a XP Investimentos, caso os impactos do surto se prolongassem no médio prazo, a expectativa era de uma pressão nos preços de ações ligadas ao setor. Não por acaso, as ações de CVC e das aéreas Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4registraram as maiores baixas do Ibovespa de fevereiro, com queda superior a 20%.

Vale lembrar que, em 2019, a companhia havia sofrido por dois fatores em especial: (i) recuperação judicial da Avianca, principal parceiro aéreo da CVC, cujo cancelamento de voos ocasionou despesas não-recorrentes para a companhia no montante de R$ 137,4 milhões nos primeiros nove meses do ano; e (ii) decepção do mercado com o crescimento de reservas. Com isso, os analistas destacaram que havia um cenário de “tempestade perfeita” para a companhia.

Com isso, a mudança de CEO, que pode significar novos rumos para a CVC, combinada à forte queda das ações fizeram com que os analistas passassem a ver oportunidades para as ações da companhia. O JPMorgan elevou a recomendação para os ativos de underweight (exposição abaixo da média do mercado) para neutro, com preço-alvo de R$ 38, ou um potencial de alta de 91% em relação ao fechamento da véspera.

De acordo com Joseph Giordano, analista do banco americano, apesar das expectativas de resultados de curto prazo ainda fracos e das incertezas com relação ao crescimento, a CVC está “muito barata” para permanecer underweight. Segundo o analista, a indicação de Andrade deve moderar o clima negativo com a ação e desencadear discussões mais construtivas sobre o futuro da companhia.

Enquanto isso, o Bradesco BBI aponta ver valor de longo prazo na CVC, dada a sua forte marca, escala significativa e rede de agências. “A indicação de um novo CEO fará o mercado olhar mais para esses ativos”, avalia Cathcart. A recomendação para os papéis é outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 42, ou um potencial de valorização de 111% frente o fechamento de quinta-feira.

Cabe lembrar que, na segunda, logo após a divulgação de indícios de falha contábil pela CVC, o analista do banco havia cortado o preço-alvo de R$ 60 para R$ 42, mas mantendo a recomendação de compra. “Apesar dos ventos contrários, continuamos construtivos no CVC na expectativa de que sinais de melhora (como um ponto de inflexão no crescimento de vendas nas mesmas lojas) possam chegar ao final do primeiro trimestre de 2020, uma vez que as vendas se deterioraram significativamente em março do ano passado [o que leva a uma menor base de comparação”, avaliou na época.

Contudo, vale ressaltar que há quem ainda queira esperar mais. O Itaú BBA, por exemplo, está com a recomendação para os ativos em revisão desde segunda e espera mais detalhes sobre o impacto das falhas contábeis no balanço para entender melhor o impacto nas estimativas. Desta forma, a divulgação dos resultados do quarto trimestre da companhia, no próximo dia 12 de março, pode ser importante para dar mais visibilidade para os números da empresa.

IRB: incertezas maiores sobre nova gestão

Também questionada pelos seus dados, o IRB viveu fortes emoções nesta semana, que culminaram com a saída do CEO e do CFO. Porém, também sobre a mudança de gestão, ainda há muitas incertezas, já que o novo nome da resseguradora, Werner Suffert, ex-CFO do BB Seguridade, assumiu como CEO interinamente. Suffert entrou na companhia para assumir o cargo de CFO.

Ele acumula as funções de José Carlos Cardoso (ex-CEO) e Pedro Passos (ex-CFO) para dar maior tranquilidade ao processo de escolha de novos executivos. Fora isso, após a saída de Ivan Monteiro, o cargo de presidente do Conselho de Administração está sendo ocupado temporariamente por Pedro Guimarães.  Ou seja, ainda há incertezas sobre como a companhia será conduzida – enquanto os desafios a serem enfrentados são bastante claros.

“Uma nova administração sempre pode mudar os rumos de uma companhia. Porém, a perda de um presidente, diretor financeiro e o presidente do conselho em menos de uma semana é uma mudança bastante drástica para o mercado assimilar. O impacto é principalmente grande considerando que ainda não temos um novo presidente da companhia e do conselho, o que poderia nos dar uma melhor percepção sobre como serão as novas práticas de negócio. Não obstante, ainda não temos visibilidade sobre o tamanho do possível impacto que essas mudanças podem ter com clientes, retrocessionários, reguladores (CVM) e o mercado”, destacou Marcel Campos, analista da XP Investimentos, em relatório datado da última quinta-feira, logo após a teleconferência do IRB para a apresentação do novo executivo (veja o relatório clicando aqui).

Cabe ressaltar que Cardoso e Passos saíram de forma brusca da companhia, após um imbróglio que envolveu a Berkshire Hathaway, veículo de investimentos do lendário megainvestidor Warren Buffett.

Na semana passada, a Coluna do Broad informou que a Berkshire não só tinha aportado capital na companhia, como triplicado a sua participação nela, o que impulsionou os ativos. A notícia foi confirmada na última segunda-feira pelos então CEO e CFO do IRB em conferência com analistas, mas depois negada pela própria empresa de Buffett. Logo depois, o IRB afirmou em nota que nunca havia falado sobre a Berkshire ter participação na empresa, o que acabou gerando um forte baque sobre a governança corporativa, fazendo com que as ações caíssem 31,96% na última quarta-feira. Na quinta, os papéis voltaram a desabar, cerca de 16%, levando a uma perda de R$ 11,2 bilhões de valor de mercado em apenas duas sessões.

Soma-se a isso ao fato de que as ações já haviam caído fortemente desde o início de fevereiro após a gestora carioca Squadra questionar os números da companhia e com a saída também cercada de polêmicas de Ivan Monteiro, presidente do Conselho, em meio a rumores de que o afastamento ocorreu por conta de divergências dentro do IRB, completando o cenário bastante negativo para a ação. Com a credibilidade do alto escalão fortemente abalada, ganharam força justamente os questionamentos da gestora sobre os números da companhia.

Durante a teleconferência do IRB para apresentar Suffert, Pedro Guimarães buscou deixar claro que a saída de Cardoso e Passos ocorreu especificamente por conta do “caso Berkshire”, ressaltou que o Conselho vê com tranquilidade os balanços do IRB e descartou qualquer possibilidade de republicação. “Os números foram auditados por duas auditorias do ‘big four’ (as maiores do mundo)”, disse ele. “Nunca houve um questionamento, uma ressalva. Se fosse preciso, contrataríamos a terceira, quarta auditoria.”

Guimarães afirmou também que o guidance (projeções) do IRB não deve sofrer alterações, mas os números dos ressegurados, assim como as metas traçadas, ainda passarão pela análise de Werner Suffert. “É pouco provável que mude e, se mudar, é pouco. Mas em nome da transparência não queremos prometer nada. O nome do jogo é prometer e cumprir”, afirmou Guimarães.

O chairman interino afirmou ainda que o conselho do IRB decidiu na quarta-feira abandonar os bônus por valorização da ação para os executivos que assumirão agora a presidência e a vice-presidência de finanças. A mudança faz referência ao ‘Programa de Superação’, que consiste na concessão, por parte do IRB de uma bonificação aos administradores estatutários como contrapartida à meta de dobrar o valor de mercado da companhia no período de maio de 2018 a maio de 2021, desde que a valorização da ação supere a valorização do Ibovespa no mesmo período.

O novo executivo da empresa terá ainda que lidar com outras questões, como quatro processos administrativos que tramitam na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e até mesmo potenciais processos de acionistas minoritários que se sentiram lesados com a comunicação da companhia. Assim, o desafio de retomar a credibilidade depois de diversos baques nos últimos trinta dia será o maior da nova gestão, que ainda nem foi montada de forma definitiva.

De qualquer forma, a princípio, a entrada de Suffert gerou relativa tranquilidade por conta das qualificações do executivo e por mostrar uma atitude rápida do IRB após o ápice de uma grave crise de confiança do mercado com a empresa. A expectativa, contudo, é de que dias mais tranquilos para a ação só virão após mais balanços publicados, trazendo mais esclarecimentos sobre os questionamentos abordados pela Squadra sobre o resultado.

Além disso, claramente, serão observados os próximos passos da companhia em busca de nomes para a companhia: sobre o novo presidente do conselho, o IRB afirmou que está atualmente em contato com um candidato e que é um nome com larga experiência em seguros/resseguros, principalmente como executivo, e tendo inclusive experiência relevante internacional no setor. Desta forma, a divulgação de um nome nos próximos dias pode animar as ações depois das fortes perdas.

Com muitas definições ainda por acontecer, muitos analistas de mercado colocaram as ações do IRB em revisão, caso do Bank of America e do Safra; a XP tem a recomendação do IRB sob análise desde 10 de fevereiro. Enquanto isso, casas como a Eleven e o Morgan Stanley seguem com recomendação equivalente à compra para as ações ao avaliarem que, apesar do longo caminho da empresa para restaurar a credibilidade, os ativos estão baratos e podem gerar boas oportunidades (veja mais aqui).

Na sessão desta sexta-feira, as ações de ambas as companhias registram recuperação, com destaque para a CVC. Contudo, elas ainda estão longe de recuperarem as perdas registradas durante o ano. Para isso, elas precisam retomar a credibilidade e superar a “tempestade perfeita” que as abalaram nos últimos meses: será um longo caminho a ser percorrido.

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Justiça obriga Uber a registrar vínculo empregatício com motorista em Porto Alegre

SÃO PAULO – Na última quinta-feira (5), o juiz Átila da Rold Roesler, da 28ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, reconheceu vínculo empregatício entre a Uber e um motorista da cidade. Com a decisão, o juiz determinou que a empresa deve assinar a carteira de trabalho e realizar o recolhimento de verbas trabalhistas e rescisórias do funcionário.

“A ausência de vínculo de emprego causa dissabores ao trabalhador que permanece à margem do mercado ‘formal’ de emprego podendo ter dificuldades para eventualmente obter benefício previdenciário, gerando uma sensação de insegurança e causando preocupação ao obreiro”, afirmou o magistrado no processo.

“Uma releitura dos requisitos necessários para a configuração do vínculo de emprego previstos nos artigos 2º e 3º da CLT é necessária para que não haja a exploração desenfreada da mão-de-obra humana sem qualquer proteção legal”, completou.

Ainda, o juiz argumenta que a subordinação – um dos requisitos de uma relação de emprego – não pode ser descartada apenas por não existir uma jornada fixa de trabalho ou um número mínimo de corridas realizadas.

“Assim é que estipular preço por um serviço prestado por um trabalhador, controlar sua jornada de trabalho por algoritmos e GPS e impor punições por supostas falhas certamente configuram vínculo empregatício”, argumenta o magistrado no processo.

Decisão vai contra o STJ e o TST

O parecer da Justiça do Rio Grande do Sul vai contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou que os motoristas prestadores de serviços por meio do aplicativo da Uber não têm vínculo trabalhista com a companhia.

No início de fevereiro, a 5º Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) também negou que haja um vinculo empregatício entre a Uber e os motoristas da plataforma, considerando que a flexibilidade do trabalho realizado pelos motoristas impedia o enquadramento tradicional de vínculo de emprego.

Resposta da Uber

Procurada pelo InfoMoney, a Uber afirmou que considera a decisão como um “entendimento isolado” de corte de primeira instância e que vai recorrer.

A companhia reafirmou que os motoristas não são empregados e nem prestam serviços diretos para a Uber. Para a empresa, eles são “parceiros” e “profissionais independentes que contratam a tecnologia de intermediação digital oferecida pela empresa por meio do aplicativo”.

Confira na íntegra a nota da Uber:

“A Uber esclarece que vai recorrer da decisão, que é de primeira instância e representa entendimento isolado, contrariando acórdão do próprio TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Rio Grande do Sul.

Nos últimos anos, os tribunais brasileiros vêm construindo sólida jurisprudência confirmando o fato de não haver relação de emprego entre a Uber e os motoristas parceiros, apontando a inexistência de onerosidade, habitualidade, pessoalidade e subordinação, requisitos que configurariam o vínculo empregatício.

Os motoristas parceiros não são empregados e nem prestam serviço à Uber, eles são profissionais independentes que contratam a tecnologia de intermediação digital oferecida pela empresa por meio do aplicativo.

Os motoristas escolhem livremente os dias e horários de uso do aplicativo, se aceitam ou não viagens e, mesmo depois disso, ainda existe a possibilidade de cancelamento. Não existem metas a serem cumpridas, não se exige número mínimo de viagens, não existe chefe para supervisionar o serviço, não há obrigação de exclusividade na contratação da empresa e não existe determinação de cumprimento de jornada mínima.

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) recentemente decidiu que não existe vínculo de emprego entre a Uber e os motoristas, considerando “a ampla flexibilidade do trabalhador em determinar a rotina, os horários de trabalho, os locais em que deseja atuar e a quantidade de clientes que pretende atender”.

No mesmo sentido, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) também julgou que não existe relação de emprego com a Uber uma vez que os motoristas “não mantêm relação hierárquica com a empresa porque seus serviços são prestados de forma eventual, sem horários pré-estabelecidos, e não recebem salário fixo, o que descaracteriza o vínculo empregatício”.

Em todo o país, já são mais de 300 decisões neste sentido, sendo mais de 70 delas julgadas na segunda instância da Justiça do Trabalho – uma das mais recentes publicada pela 10ª Turma do TRT de Minas Gerais.”

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OLX entra em campo minado de unicórnios com armamento pesado

SÃO PAULO – Quem é impactado todos os dias por dezenas de anúncios de casas e apartamentos nas redes sociais pode não imaginar, mas o online corresponde a apenas 10% do mercado de compra e venda de imóveis no Brasil. Esse é apenas o primeiro dado em que a OLX Brasil se baseou para fechar a compra, por R$ 2,9 bilhões, do Grupo Zap, que compreende as plataformas de classificados Zap e VivaReal.

A transação, anunciada na última terça-feira (3) e que ainda depende do aval da autoridade antitruste, deve se tornar uma das grandes armas da OLX para lutar contra a invasão de startups nesse mercado.

Não vai ser fácil, porque a competição não veio para brincar. Além das outras empresas tradicionais do setor, como Imovelweb e até Mercado Livre, dois dos onze unicórnios (startups que valem mais de US$ 1 bilhão) brasileiros trabalham com compra, venda e aluguel de imóvel online.

O QuintoAndar, que atingiu o valuation em setembro de 2019, trouxe como diferencial o aluguel com seguro fiança garantido, mas já começa a expansão para compra e venda. Em janeiro, a Loft entrou no time, comprando, reformando e vendendo imóveis – outro modelo inovador.

Joel Rennó Jr., CFO e Head de M&A da OLX Brasil, não se acanha em citar os dois concorrentes ao revelar a estratégia por trás da aquisição. Ambos os formatos são “interessantes”, diz o executivo, ao ser questionado pelo InfoMoney sobre as mudanças que previstas para a companhia após a venda.

Ele não pode dar detalhes de produtos a serem criados antes do aval do Cade, mas sugere que as startups serão estudadas e promete “funcionalidades, facilidades e conveniências que nenhum outro player pode oferecer”, explorando as sinergias financeiras dos negócios e a complementariedade de serviços.

Dados: o novo petróleo

Com 250 mil buscas de imóveis por dia, cerca de 55 milhões de visitas mensais e nove milhões de unidades anunciadas, o Zap definitivamente tem uma visão panorâmica do setor imobiliário brasileiro. Não à toa, o componente de pesquisa de mercado é relevante dentro do grupo – a base fornece insumos para alguns dos relatórios mais distribuídos do mercado.

Esse foi um item fundamental para a tomada de decisão da OLX Brasil. “Dado é o novo ouro, o novo petróleo”, lembra Rennó. “A gente quer usar essa inteligência especialmente para entender as necessidades dos nossos usuários, de quem está querendo comprar, vender ou alugar imóveis e, com isso, de fato oferecer as melhores soluções”, explica o executivo.

Um dos trunfos de ter uma base tão completa é atender não apenas os brasileiros conectados, os 10% a que os unicórnios já têm acesso, mas traçar um panorama amplo o suficiente para agregar os 90% que ainda negociam imóveis analogicamente – e assim continuar crescendo 50% ao ano (taxa dos últimos quatro anos).

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Mastercard fecha escritórios em SP e NY por coronavírus

SÃO PAULO – A Mastercard, uma das maiores empresas no setor de pagamentos no mundo, fechou seu escritório em São Paulo, após um funcionário da companhia ter sido diagnosticado com o novo coronavírus.

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Os dois escritórios seriam submetidos a um “processo de higienização completo”, disse a Bloomberg. A filial de São Paulo fica no Brooklin, na Zona Sul da capital paulista.

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A companhia de pagamento ainda afirmou, em nota, que acredita que haja um baixo risco de transmissão para a maior parte dos seus funcionários, entretanto, seguindo o conselho de autoridades de saúde pública, decidiu fechas os escritórios.

“Os funcionários que estiveram em contato com o funcionário afetado e estão desenvolvendo os sintomas deverão procurar atendimento médico e trabalhar em casa por 14 dias. Eles só retornarão ao escritório após esse período e desde que eles – ou qualquer membro de sua família – não estejam doentes ou apresentando os sintomas”, diz a nota da companhia.

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Coronavírus no Brasil

Segundo o último relatório do Ministério da Saúde divulgado nessa sexta-feira (6), o Brasil tem 13 casos confirmados da Covid-2019. Além disso, o órgão ainda confirmou na quinta-feira (5) casos de transmissão local – até então, todos os casos eram de pessoas que haviam visitado países com estágio de contágio mais avançado.

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Presidente da Atlas Schindler revela dados do setor de elevadores

SÃO PAULO – Na última segunda-feira (2), Ricardo Reis, professor do InfoMoney, conversou com Flávio Silva, presidente da Atlas Schindler, filial brasileira da multinacional conhecida por fabricar elevadores, sobre o impacto e a importância desse meio de transporte para a dinâmica das cidades e para o deslocamento interno nos imóveis. Assista à entrevista acima.

Silva argumenta que o impacto dos elevadores na vida moderna nas cidades mudou e revolucionou as relações entre os habitantes dos centros urbanos.

“A industria dos elevadores está principalmente ligada a duas mega tendências: a questão da urbanização propriamente dita, com as cidades cada vez mais modernas e uma densidade enorme de pessoas, que remete a verticalização e o envelhecimento da população. Assim como todos os países, o Brasil também está vivendo um envelhecimento da sua sociedade e os elevadores são uma parte muito importante para o bem-estar dessa população”, explica Silva.

O presidente explica que, com os prédios cada vez mais altos e a necessidade deslocamento rápido e eficiente, o funcionamento do elevador passou a ser vital para praticamente todo tipo de edifício.

“O elevador em um prédio, de uma maneira bastante simplória, é tão importante quanto água e luz. Se faltar elevador e você é um morador do 42º andar, você ficará bastante aborrecido”, diz o presidente.

“Quando o elevador deixa de funcionar, todo mundo percebe o obstáculo criado”, explica Silva reforçando a importância do elevador.

Para Silva, é interessante que o elevador esteja tão intrínseco na nossa rotina moderna, que a maioria das pessoas nem prestam a devida atenção na tecnologia e só percebem sua importância quando o mesmo deixa de funcionar.

“Ele [elevador] e o seu funcionamento passa tão desapercebido que as pessoas só lembram dele quando ele fica paralisado ou dá algum outro tipo de problema”, explica.

Para dimensionar a importância e a relevância do setor para a mobilidade urbana das cidades, Silva apresenta alguns dados sobre o número de pessoas transportadas diariamente por elevadores.

“De acordo com o nosso banco de dados mundial, a Schindler transporta cerca de um bilhão de pessoas por dia. Ou seja, a cada sete dias trasportamos a população da Terra, tamanha a quantidade de elevadores no mundo”, argumenta Silva.

Assim como boa parte dos setores da economia enfrentam mudanças radicais com o avanço da tecnologia, Silva acredita que os elevadores também estão vivenciando uma fase de transição do analógico para o digital.

“O pátio de elevadores no Brasil é muito amplo, com elevadores das décadas de 40, 50, 60, 70 e essas tecnologias estão pouco a pouco se mudando para as tecnologias do presente”, explica Silva. “Um elevador dos anos 60 ainda funciona, mas ele não tem o alcance para ser incorporado em uma nova tecnologia”, conclui.

Mas, para Silva, um dos pontos mais importantes a se ressaltar sobre um meio de transporte é sua segurança. E o presidente confirma a máxima que ouvimos sobre, estatisticamente, o elevador ser o meio de transporte mais seguro.

“De fato, podemos dizer sem nenhuma dúvida, que o elevador é o meio de transporte mais seguro do mundo. Ao contabilizarmos a quantidade de viagem e o número de pessoas transportadas estamos anos luz à frente dos outros sistemas de transportes”, diz Silva.

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Sequoia alerta startups para ‘cisne negro’ de coronavírus e lembra crise dos anos 2000

(Bloomberg) — A Sequoia Capital, uma das maiores empresas de capital de risco do mundo e um dos oráculos do setor, enviou e-mail a empreendedores na quinta-feira para fazer um alerta: o coronavírus pode provocar desaceleração econômica global prolongada e alterar fundamentalmente o ambiente de negócios.

O memorando, intitulado “Coronavírus: The Black Swan of 2020” (coronavírus: o cisne negro de 2020), diz que as empresas devem considerar cortar custos, revisar as previsões de vendas e economizar caixa. A Sequoia Capital também reconheceu que muitas de suas empresas já relataram forte desaceleração das taxas de crescimento entre dezembro e fevereiro. E destacou que várias correm risco de não cumprir as metas no primeiro trimestre.

A Sequoia faz parte do Vale do Silício há décadas, tendo ajudado a financiar gerações de empresas, como Apple, Google, Instagram e DoorDash. Em 2008, a empresa de capital de risco enviou nota parecida e ameaçadora aos fundadores intitulada “RIP Good Times” (descansem em paz, bons tempos) durante a crise da recessão. O e-mail ainda é citado nas rodas de conversa do Vale do Silício.

Na última carta, a Sequoia traçou paralelos com as crises econômicas do início e do final dos anos 2000. Segundo a empresa de investimentos em tecnologia, pode levar vários trimestres até que o vírus seja contido: “Levará ainda mais tempo para a economia global se recuperar”.

Suhail Doshi, fundador da Mixpanel, financiada pela Sequoia, fez referência à mensagem “RIP Good Times” em um tuíte: “Fundadores prestes a aprender técnicas de sobrevivência de 2009”. A Ironclad, outra startup do portfólio da Sequoia, disse que analisará mais de perto sua estratégia para 2020 depois de revisar o memorando. A empresa, que usa software para automatizar processos legais, não espera grandes mudanças porque ainda não usou os US$ 48 milhões levantados com a Sequoia e outras empresas no ano passado, disse o diretor-presidente, Jason Boehmig.

A startup de aluguel de temporada Airbnb pretendia realizar um dos maiores IPOs este ano. No entanto, os planos estão ameaçados pela propagação do vírus. O Airbnb, que também é financiado pela Sequoia, registrou declínio de cerca de 80% nos negócios da China devido ao cancelamento das reservas durante o surto. A DoorDash, proprietária do aplicativo de entrega de alimentos mais popular dos Estados Unidos, fez registro confidencial de documentos aos órgãos reguladores para uma oferta pública inicial, informou a empresa há uma semana, quando o mercado acionário teve o pior desempenho desde 2008.

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Sequoia alerta startups para ‘cisne negro’ de coronavírus e lembra crise dos anos 2000

(Bloomberg) — A Sequoia Capital, uma das maiores empresas de capital de risco do mundo e um dos oráculos do setor, enviou e-mail a empreendedores na quinta-feira para fazer um alerta: o coronavírus pode provocar desaceleração econômica global prolongada e alterar fundamentalmente o ambiente de negócios.

O memorando, intitulado “Coronavírus: The Black Swan of 2020” (coronavírus: o cisne negro de 2020), diz que as empresas devem considerar cortar custos, revisar as previsões de vendas e economizar caixa. A Sequoia Capital também reconheceu que muitas de suas empresas já relataram forte desaceleração das taxas de crescimento entre dezembro e fevereiro. E destacou que várias correm risco de não cumprir as metas no primeiro trimestre.

A Sequoia faz parte do Vale do Silício há décadas, tendo ajudado a financiar gerações de empresas, como Apple, Google, Instagram e DoorDash. Em 2008, a empresa de capital de risco enviou nota parecida e ameaçadora aos fundadores intitulada “RIP Good Times” (descansem em paz, bons tempos) durante a crise da recessão. O e-mail ainda é citado nas rodas de conversa do Vale do Silício.

Na última carta, a Sequoia traçou paralelos com as crises econômicas do início e do final dos anos 2000. Segundo a empresa de investimentos em tecnologia, pode levar vários trimestres até que o vírus seja contido: “Levará ainda mais tempo para a economia global se recuperar”.

Suhail Doshi, fundador da Mixpanel, financiada pela Sequoia, fez referência à mensagem “RIP Good Times” em um tuíte: “Fundadores prestes a aprender técnicas de sobrevivência de 2009”. A Ironclad, outra startup do portfólio da Sequoia, disse que analisará mais de perto sua estratégia para 2020 depois de revisar o memorando. A empresa, que usa software para automatizar processos legais, não espera grandes mudanças porque ainda não usou os US$ 48 milhões levantados com a Sequoia e outras empresas no ano passado, disse o diretor-presidente, Jason Boehmig.

A startup de aluguel de temporada Airbnb pretendia realizar um dos maiores IPOs este ano. No entanto, os planos estão ameaçados pela propagação do vírus. O Airbnb, que também é financiado pela Sequoia, registrou declínio de cerca de 80% nos negócios da China devido ao cancelamento das reservas durante o surto. A DoorDash, proprietária do aplicativo de entrega de alimentos mais popular dos Estados Unidos, fez registro confidencial de documentos aos órgãos reguladores para uma oferta pública inicial, informou a empresa há uma semana, quando o mercado acionário teve o pior desempenho desde 2008.

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Por coronavírus, Virgin adia início das operações no Brasil para outubro

SÃO PAULO – A companhia aérea inglesa Virgin Atlantic adiou o início das suas operações no Brasil por conta dos impactos causados pelo coronavírus no setor de viagens. Em comunicado, a Virgin afirma que a decisão integra um conjunto de medidas para manter a companhia e os seus clientes em uma “posição segura nos próximos meses”.

A companhia, que recebeu o aval da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar no país em fevereiro, faria seu voo inaugural na rota Londres/Heathrow – São Paulo no dia 29 de março. Com os novos planos, a rota só será iniciada no dia 05 de outubro.

Além do adiamento no Brasil, a empresa suspendeu a rota Londres – Shanghai, e reduziu a frequência dos voos Londres – Hong Kong. A companhia orienta os passageiros com reservas a entrarem em contato para negociarem remarcações e reembolsos.

Veja o comunicado na íntegra:

“Nós, da Virgin Atlantic Airways, temos monitorado com muita atenção a situação do Coronavírus (Covid-19) ao redor do mundo, e como a demanda por viagens aéreas têm mudado com esta situação. Em decorrência, decidimos tomar algumas medidas imediatas em relação às nossas rotas, a fim de manter a companhia e, nossos clientes, em uma posição segura nos próximos meses.

Com isso, a nova rota Londres/Heathrow – São Paulo, antes prevista para iniciar no dia 29 de março de 2020, terá seu início alterado para o dia 05 de outubro de 2020. Essa alteração faz parte de uma série de outras medidas que estão sendo tomadas, como a suspensão da rota Londres/Heathrow – Shanghai, e a redução de frequência nos voos entre Londres/Heathrow e Hong Kong.

Gostaríamos de reforçar que nosso comprometimento e nossa satisfação em voar para o Brasil se mantém, e se dará a partir de outubro!”

Grandes prejuízos

Dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo prevê quase US$ 30 bilhões em vendas perdidas com voos devido à disseminação do novo coronavírus.

O setor de turismo e viagens registram quedas diárias comprometendo o setor, que atingiu US$ 1,7 trilhão em receita gerada pelo turismo internacional em 2018, segundo a Organização Mundial de Turismo da ONU.

Analistas apontam que o momento atual é o maior revés para a indústria de viagens desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, o surto da SARS e a guerra no Iraque dois anos depois.

Se a situação persistir, a empresa de organização de viagens e reuniões de negócios Global Business Travel Association (GBTA) avalia que o prejuízo poderia chegar a US$ 559,7 bilhões no período de um ano, o equivalente a 37% do total de gastos globais previstos para o setor de business travel em 2020.

Nesta quinta-feira (5), a também britânica Flybe, entrou com pedido de falência. A empresa já estava com dificuldade financeira e o processo de colapso da empresa se intensificou com a queda da demanda por viagens.

“Todos os voos foram suspensos e os negócios no Reino Unido deixaram de operar imediatamente”, comunicou a operadora.

*Com informações da Agência Estado

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Efeito dominó do coronavírus atinge setor industrial no Brasil e Bradesco BBI revisa projeções de ações

SÃO PAULO – O surto de coronavírus, apesar de estar crescendo de forma mais lenta na China, já tem registrado forte impacto na cadeia produtiva do país asiático e deve gerar um efeito dominó em diversos setores, chegando ao Brasil. Esta é a avaliação da equipe de analistas do Bradesco BBI.

De acordo os analistas Victor Mizusaki e Gabriel Rezende, a Covid-19 pode comprometer os resultados do primeiro trimestre das empresas de bens de capital, em especial a Weg (WEGE3), Iochpe-Maxion (MYPK3), Marcopolo (POMO4), Mahle Metal Leve (LEVE3) e Randon (RAPT4).

Este cenário se dá pela quarentena obrigatória pela qual passam as empresas chinesas. Algumas fábricas estão operando gradualmente desde o fim de fevereiro e outras devem voltar agora em março, mas isso não impediu uma queda do PMI da Indústria de 50 para 35,7 pontos entre janeiro e fevereiro, enquanto a venda de automóveis caiu 80% no mês passado.

Segundo apontam os analistas, estas empresas brasileiras têm instalações na China e a paralisação deve afetar as linhas de produção delas pelo menos neste primeiro trimestre. Além disso, o fornecimento de autopeças e matérias-primas importadas também deve ser prejudicado nos próximos meses porque os estoques serão esgotados e as empresas poderão não ter tempo suficiente para desenvolver e certificar fornecedores locais ou alternativos.

De acordo com o Bradesco BBI, na indústria automotiva, cerca de 17% das autopeças importadas são da China, sendo que a exposição ao país na cadeia de suprimentos representa 1% a 10% dos custos de matérias-primas entre as empresas listadas que eles cobrem. Os estoques de componentes importados estão na faixa de 2 a 3 meses.

“No entanto, vemos um risco de escassez, já que a produção na China abastecerá inicialmente o mercado interno e, posteriormente, as exportações para outros países serão normalizadas. Assim, vemos um risco final de paralisação da produção no segundo trimestre”.

Para resolver a situação, os analistas acreditam que as empresas irão buscar alternativas no mercado nacional, mas com um custo maior. “Em nossos modelos de avaliação, assumimos que as matérias-primas importadas da China serão substituídas por fornecedores locais, mas a preços mais altos”, afirma o Bradesco BBI em relatório.

E este problema pode se espalhar ainda mais, já que os casos de coronavírus têm aumentado em outros países, em especial a Europa. De acordo com os analistas, companhias como a Iochpe-Maxion e a Mahle Metal Leve podem sofrer, já que a região representa 33% e 20% de suas receitas, respectivamente.

O impacto em cada empresa

Em relatório, os analistas do Bradesco BBI apontam que, dentre as cinco companhias que eles cobrem no setor de bens materiais, a Marcopolo é a mais exposta ao risco com o mercado chinês. A companhia tem 2% de suas receitas expostas à China, e os efeitos da paralisação das fábricas poderiam levar a redução de 3% de seu Ebitda, enquanto os maiores custos com importação de matérias-primas poderia reduzir sua margem em 6%.

A Randon fica logo atrás, com impacto de 2% em seu Ebitda pela quarentena da indústria e de 5% nas margens por conta dos custos de materiais. Do outro lado, eles apontam a Iochpe como a menos exposta, sendo que o Ebitda dela também sofreria um impacto de 2%, mas as margens reduziriam apenas 1% já que a companhia não tem uma grande importação da China.

Dentre as recomendações, são três neutras: Marcopolo, Iochpe e Weg, com preços-alvo de R$ 5,00, R$ 24,00 e R$ 36,00, respectivamente. Já para a Metal Leve, os analistas colocam uma recomendação underperform (abaixo da média do mercado), com preço-alvo de R$ 22,00.

A única recomendação outperform (acima da média do mercado) do Bradesco BBI é para a Randon, com preço-alvo de R$ 17,00. Os analistas justificam esse maior otimismo com a ação porque acreditam que ela deve ganhar participação de mercado nas vendas de trailers e ter um crescimento no volume de impressões de 7% em 2020, além do fato de que as vendas de vagões podem se recuperar em 2021 e ocorrerem fusões e aquisições no mercado de autopeças.

Confira as revisões de estimativas feita pelo Bradesco BBI:

(Reprodução)

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