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“Medo de perder o emprego”: nos EUA, funcionários relatam dia a dia em varejistas com surto de coronavírus

SÃO PAULO – Em uma das unidades da Target, varejista americana, no estado de Michigan, nos EUA, um funcionário do departamento de eletrônicos parou de cumprimentar seus clientes favoritos com apertos de mão e abraços em meio à crescente ameaça do coronavírus, e começou a se preocupar com o que aconteceria se ficasse doente.

“O funcionário não é pago se faltar e eu não tenho como perder um dia de trabalho”, contou o funcionário em entrevista ao site Business Insider.

Do outro lado do país, em Oregon, Robert Davis, gerente do Walmart, está cada vez mais preocupado com a probabilidade de exposição ao vírus nas prateleiras de seu trabalho em uma unidade da empresa.

“Estamos em contato com centenas de pessoas toda semana, é um risco. Estou preocupado com o que minha família faria se acontecesse algo comigo. Isso pesa muito em mim”, afirma.

À medida que o número de casos de coronavírus nos EUA aumenta, alguns consumidores estão passando em lojas e comprando uma série de mercadorias impulsionados pelo pânico, incluindo máscaras, álcool em gel para as mãos e utensílios domésticos.

Enquanto isso, os funcionários do varejo estão trabalhando para reabastecer as prateleiras e ajudar os clientes.

Ao mesmo tempo, muitos deles enfrentam suas próprias ansiedades em relação à exposição ao vírus no trabalho e sofrem com a possibilidade de serem punidos se denunciarem clientes doentes devido às políticas de atendimento.

O Business Insider entrevistou 20 trabalhadores do varejo de 13 estados nos EUA. Onze trabalham na Target, nove no Walmart e um na CVS, subsidiária da empresa americana de varejo e assistência médica CVS Health.

Alguns desses trabalhadores pediram para permanecer anônimos nesta história por medo de retaliação do empregador. Nesses casos, o site não revelou as identidades.

Ambiente de trabalho conturbado

No Walmart, as ausências de funcionários são gerenciadas por um sistema de pontos. Os trabalhadores podem acumular cinco pontos em um período de seis meses, e um ponto é igual a um dia de folga.

Oito trabalhadores disseram que temem adoecer e perder o trabalho com esse sistema, apesar de um memorando recente do Walmart orientar os funcionários a ficar em casa quando doentes.

“Se você ficar doente, nossa política de atendimento é extremamente rigorosa e uma boa dose de gripe pode acabar com o seu trabalho”, disse uma funcionária de um Walmart de Oregon que pediu para permanecer anônima. Como resultado, muitas pessoas trabalham doentes.

“Desde que o surto com o coronavírus foi se intensificando tivemos pessoas chegando ao trabalho tão doentes que praticamente caíam”, contou. Ela acrescentou que tem usado uma máscara para trabalhar todos os dias nas últimas duas semanas.

Um trabalhador de uma loja do Walmart em Missouri é um exemplo: admitiu ir trabalhar enquanto estava doente.

“Se eu ficar doente, ainda trabalho porque não posso me dar ao luxo de ficar em casa, ser acusado de ter um vírus e não ser pago”, disse o funcionário que também pediu para permanecer anônimo. “Se eu tiver febre, eles me enviarão para um departamento diferente.”

Este é um problema enfrentado por muitos trabalhadores do varejo. Mas uma porta-voz do Walmart disse ao site que a empresa está monitorando de perto a situação e ajustará as políticas conforme necessário.

“Sempre que há eventos extremos ou desastres naturais, monitoramos de perto o que está acontecendo em nossas comunidades e ajustamos as operações e políticas comerciais, como dispensar ausências, conforme apropriado – o coronavírus não é diferente”, disse ela.

Se os funcionários estiverem doentes, eles não devem se apresentar para o trabalho, segundo a porta-voz da varejista.

“Sempre que nossos associados não estiverem se sentindo bem, queremos que fiquem em casa e temos opções para administrar as faltas”, disse. “Se um funcionário acredita que pode ter contraído a Covid-19, não deve trabalhar. Queremos que os funcionários se concentrem em sua saúde. Além disso, também oferecemos opções de agendamento flexíveis que permitem que nossos funcionários troquem turnos com colegas de trabalho, quando necessário”, acrescentou.

A Target enviou um e-mail para os gestores de lojas nos EUA na manhã da última terça-feira (3), instruindo-os a não mudar nada sobre o funcionamento das lojas, apesar dos crescentes receios resultantes da disseminação do coronavírus.

Como resultado, os funcionários abaixo do nível gerencial disseram que se sentiam confusos e no escuro devido à falta de comunicação da parte superior.

“Não recebi nenhuma comunicação da gerência sobre como lidar com o coronavírus”, afirmou um funcionário da Target em Seattle, que acrescentou estar nervoso por trabalhar em um estado que atualmente está enfrentando um surto do coronavírus.

Um funcionário do Walmart no Alabama, que também pediu para não ser identificado, disse que está preocupado em pegar o vírus no trabalho porque ele limpa os banheiros da loja e lida com o lixo. “Me assusta que alguém possa entrar infectado e a loja possa fechar temporariamente. Não posso perder uma semana de pagamento no momento”, explica.

Lisa Baker trabalha em uma loja do Walmart no Alabama e disse que está atualmente de licença médica após uma cirurgia relacionada ao câncer. Ela disse que está preocupada com o retorno ao trabalho após a quimioterapia, que pode ter um impacto severo na imunidade.

Vários trabalhadores disseram em entrevista ao site que desejam que seus empregadores lhes forneçam luvas e máscaras, mesmo que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) não recomende o uso geral de máscaras para pessoas saudáveis.

Demanda crescente vs. estoque

Os trabalhadores do varejo também estão sob uma pressão adicional de um ambiente de trabalho mais movimentado do que a média, com os consumidores estocando itens essenciais em antecipação a um surto potencialmente mais amplo do coronavírus.

Um funcionário da CVS em Rhode Island descreveu o ambiente da loja como um “pânico leve” e disse que uma “onda” de pessoas vinha chegando para receber a vacina contra a gripe.

Um porta-voz da empresa confirmou que as farmácias e clínicas do grupo estão atualmente administrando um número maior de vacinas contra a gripe para esta época do ano.

“Estamos monitorando ativamente o ambiente em busca de riscos relacionados à COVID-19, enquanto desenvolvemos planos no local de trabalho para ajudar a garantir que nossos funcionários permaneçam seguros e saudáveis”, disse o porta-voz da CVS.

Um segundo funcionário da Target também na área de Seattle disse que alguns clientes estão ficando chateados com a falta de estoque de alguns itens, já que a loja tenta lidar com a crescente demanda de determinados produtos.

“Já é estressante trabalhar em um ambiente movimentado de varejo, esse pânico só piora as coisas.”

Em resposta à solicitação de comentários do Business Insider, a Target enviou os comentários do CEO Brian Cornell feitos na teleconferência de resultados da empresa na terça-feira (3).

“Na Target, priorizamos nossa equipe, começando por garantir que todos os membros de nossa equipe na China possam trabalhar em casa. Em termos gerais, passamos um tempo considerável focado na melhor maneira de apoiar os membros de nossa equipe em todo o mundo para garantir que eles permaneçam saudáveis ​​e seguros”, afirmou o executivo.

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Ação da Petrobras despenca até 9% com impasse na Opep, enquanto Vale cai 4%; CVC dispara 16% com novo CEO

Plataforma da Petrobras

SÃO PAULO – Mais uma sessão de forte aversão ao risco para o mercado em meio ao aumento dos temores com o coronavírus: o Ibovespa cai mais de 4% e chegou a perder os 98 mil pontos. Com isso, Vale cai cerca de 4%, Petrobras cai até 9%.

No caso da Petrobras, a ação acompanha a forte queda do petróleo, depois do encontro da Opep+ ter sido encerrado sem um acordo para corte na produção, que poderia segurar o recuo do preço da commodity. Nem a Rússia nem a Arábia Saudita estariam dispostas a ceder na reunião para definir esses cortes. Com isso, o brent tem queda de 8,90%, a US$ 45,56 o barril.

Enquanto isso, as companhias aéreas Gol e Azul desabaram até 12% no início da sessão com a expectativa de queda na procura por viagens por conta do surto da doença, mas depois amenizaram as quedas.

As poucas ações que sobem são das maiores quedas do ano: IRB e CVC. Depois do IRB cair 52% (veja mais aqui) na semana em meio à nova polêmica sobre a empresa, as ações sobem, enquanto a CVC registra fortes ganhos com a mudança de CEO. Confira os destaques:

 

CVC (CVCB3)

A CVC Brasil comunicou ao mercado o pedido de renúncia apresentado pelo CEO Luiz Fernando Fogaça, com efeitos a partir de 30 de março de 2020, sendo certo que até tal data o executivo continuará no exercício de suas funções de forma a contribuir no processo de sucessão.

“Na Companhia desde 2010, o Sr. Luiz Fernando Fogaça participou de importantes etapas estratégicas que contribuíram para o crescimento da Companhia. O Conselho de Administração agradece e reconhece a importante contribuição do Sr. Luiz Fernando Fogaça para a Companhia ao longo de todos esses anos”, destacou a companhia.

Para ocupar a posição de Diretor Presidente da Companhia, o Conselho de Administração aprovou a indicação de Leonel Andrade. Andrade foi Diretor Presidente da Losango, da Credicard e da Smiles Fidelidade, ocupando por 15 anos o principal cargo de gestão dessas empresas.

“O Sr. Leonel Andrade será eleito pelo Conselho de Administração após a aprovação, em Assembleia Geral a ser convocada nos próximos dias, de plano de outorga de ações de emissão Companhia destinado exclusivamente ao novo Diretor Presidente”, destacou o comunicado.

A nomeação de Leonel Andrade como novo executivo-chefe da CVC é positiva, avalia o banco Bradesco BBI. Segundo o banco, Andrade possui experiência tanto no comando de empresas de viagens, como a Smiles, como de financeiras, como a Credicard. O BBI acredita que Andrade poderá enfrentar com sucesso problemas que atingiram a CVC em 2019 e mais recentemente, como a falência da Avianca Brasil e a descoberta de erros contábeis na operadora de turismo. “Nós vemos valor de longo prazo na CVC, dada a sua forte marca, escala significativa e rede de agências. A indicação de um novo CEO fará o mercado olhar mais para esses ativos”.

B3 (B3SA3)

A operadora da Bolsa brasileira B3 fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018.

Já o lucro líquido recorrente da companhia subiu 20,9% e ficou em R$ 864,5 milhões nos três últimos meses do ano passado, enquanto em 2019 fechou em R$ 3,237 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da B3 totalizou R$ 1,179 bilhão no quarto trimestre, avanço de 29,1% sobre a cifra vista um ano antes. Em 2019, a operadora da bolsa viu seu Ebitda subir 24,4%, a R$ 4,259 bilhões.

A margem Ebitda (relação percentual entre a geração operacional e a receita líquida) recorrente da companhia foi de 74,7%, ante 69,6% no quarto trimestre de 2018.

A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 1,578 bilhão entre outubro e dezembro do ano passado. O valor configura uma alta de 20,2% sobre o resultado registrado no mesmo período do ano passado (R$ 1,313 bilhão).

Enquanto as receitas da B3 subiram, as despesas ficaram estáveis, em R$ 656,6 no quarto trimestre. No ano, porém, as despesas aumentaram 10%, para R$ 2,678 bilhões.

Os bancos Itaú BBA e Morgan Stanley avaliaram como “sólidos” e “robustos” os resultados do quarto trimestre da B3, empresa dona da Bolsa de Valores de São Paulo. Os bancos não mudaram as avaliações, que permanecem “acima da média” no caso do BBA e na “média do mercado” no Morgan Stanley.

“A receita líquida no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 733 milhões, 26% superior a igual período do ano anterior. O número chegou 4% superior à nossa estimativa”, comentou o Morgan Stanley. “A surpresa aconteceu por uma forte expansão no faturamento e despesas operacionais mais baixas, o que foi parcialmente compensado por impostos mais altos”, avalia o banco americano. Já o Itaú BBA destaca que o forte controle das despesas e as tendências positivas na divisão de ações levaram a um resultado “robusto” no quarto trimestre.

O crescimento de 30% na divisão de ações, ressalta o banco, foi sustentado em parte pela grande quantidade de novas emissões de empresas na B3. “O Ebitda atingiu R$ 1,18 bilhão, um forte crescimento de 29% sobre o quarto trimestre do ano anterior”, comenta o BBA. O banco avalia que a B3 está bem posicionada para as novas emissões em 2020, o que deverá sustentar a expansão. O banco mantém a recomendação  “acima da média” para o papel B3SA3, com preço-alvo de R$ 52,00, uma alta de 10,4% sobre os R$ 47,11 do fechamento de ontem no pregão.

CCR (CCRO3)

O Grupo CCR, dono de concessões de infraestrutura, registrou no quarto trimestre de 2019 um lucro de R$ 392,6 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 307,1 milhões observado um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado saltou 180,4% no último trimestre de 2019, para R$ 1,5 bilhão, na comparação anual.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 18,4% no intervalo entre outubro e dezembro de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 2,645 bilhões. Os dados são ajustados pelo critério IFRS e consideram apenas os ativos controlados pelo grupo.

A companhia também divulgou dados “mesma base”, que exclui novos negócios, mudanças de participações e efeitos não recorrentes. Seguindo esses critérios, no quarto trimestre de 2019, em relação ao quarto trimestre de 2018, houve queda de 3% no lucro líquido, para R$ 499,2 milhões. O Ebitda subiu 19,6%, para R$ 1,633 bilhão. A receita líquida avançou 14,4%, para R$ 2,554 bilhões.

De acordo com Marcus Macedo, gestor de Relações com Investidores da CCR, a queda no lucro no critério mesma base pode ser explicada pela aproximação do fim de algumas concessões. “A curva de depreciação dos ativos é maior, apesar do bom resultado operacional”, diz o executivo. Considerando o ano de 2019, o impacto foi ainda maior: queda de 15,2% no lucro líquido mesma base em relação a 2018, para R$ 1,382 bilhão. Entre os contratos de concessão próximos do fim estão CCR NovaDutra (contrato encerra em fevereiro de 2021) e a CCR RodoNorte (novembro de 2021).

Ainda dentro do critério mesma base, o Ebitda de 2019 subiu 12,7%, para R$ 5,511 bilhões. No mesmo intervalo, a receita líquida avançou 8,8%, para R$ 8,656 bilhões.

Dentro do critério IFRS, de 2018 para 2019, houve alta de 83,8% no lucro líquido, para R$ 1,438 bilhão. O Ebitda ajustado avançou 42,2%, para R$ 5,790 bilhões. A receita líquida cresceu 16,7%, para R$ 9,494,4 bilhões.

A dívida líquida da companhia subiu 1,5%, de R$ 13,7 bilhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 13,9 bilhões no último trimestre de 2019. A relação dívida líquida/Ebitda passou de 2,8 vezes para 2,4 vezes no intervalo. “Com endividamento razoavelmente baixo, a CCR busca novos negócios este ano, seja por meio de leilões ou aquisições”, diz Macedo.

No mês passado, a CCR venceu a disputa pela concessão da BR-101/SC, trecho que faz ligação com a Rodovia de Integração Sul (RIS), arrematada pela empresa em um leilão no ano passado, que passou a ser administrada pela CCR ViaSul.

O Bradesco BBI avaliou como positivo o balanço da concessionária. Segundo o banco, a empresa reportou um bom Ebitda ajustado de R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 150% sobre o mesmo período de 2018.

O BBI ressaltou também que a empresa teve lucro líquido de R$ 393 milhões, revertendo prejuízo do quarto trimestre de 2018. “A CCR está bem posicionada para participar de novas concessões de infraestrutura nos transportes”, comenta o banco, lembrando que no final de 2020 o governo federal relicitará a Nova Dutra. O BBI destaca o crescimento de 3% no tráfego das rodovias controladas pela CCR como sinal de recuperação da economia. Outra surpresa positiva é aumento do número de passageiros nos metrôs que a CCR explora, como a Via Quatro em São Paulo (linhas 4 e 5 do metrô) e a Metrô Bahia, que controla o Metrô de Salvador.

O BBI também destaca que a empresa mantém a tendência na infraestrutura em 2020, após vencer em fevereiro a concessão para operar a BR-101 em Santa Catarina. O banco mantém a nota “outperform” (acima da média) para o papel CCRO3, com preço-alvo de R$ 19,00, uma alta de 15% sobre os R$ 16,55 de ontem na B3.

Cia. Hering (HGTX3)

A varejista Cia Hering fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 63,2 milhões, uma queda de 34% sobre o mesmo período de 2018. O resultado foi pressionado pela fraqueza nas vendas da companhia no país.

No acumulado do ano, a companhia teve lucro de R$ 214,7 milhões, um recuo de 10,3% em relação aos R$ 239,5 milhões registrado em 2018.

Enquanto isso, a geração de caixa medida pelo Ebitda recuou 6,9%, para R$ 82,7 milhões Já a margem bruta recuou para 43,4% nos três últimos trimestres de 2019, contra 44,3% no mesmo período de 2018.

No ano passado, a receita líquida da companhia subiu de R$ 1,54 bilhão para R$ 1,55 bilhão. No ano passado, as vendas no mercado interno subiram 1%, para R$ 1,7 bilhão, enquanto as vendas no mercado externo caíram 15,1%, a R$ 42,1 milhões.

Os bancos Bradesco BBI e Itaú BBA avaliaram o balanço do quarto trimestre de 2019 e consolidado do ano passado da Hering. Para o Bradesco BBI, não houve novidade por causa da prévia que a varejista publicou dos resultados no final de janeiro. O banco avalia que a Hering só retomará uma tendência positiva quando voltar a haver crescimento das vendas nas mesmas lojas e isto se refletir em uma receita maior para a empresa.

“Nós esperamos que a tendência na receita seja o principal ponto de atenção para o mercado (em 2020)”, comenta o BBI, que mantém a nota Neutra para a HGTX3, com preço-alvo de R$ 35,00. O Itaú BBA avaliou como “levemente negativo” o balanço. O banco aponta como ponto negativo e já esperado a queda de 4% nas vendas das mesmas lojas no quarto trimestre. O ponto inesperado foi a deterioração da margem bruta. “A principal razão para a deterioração foram as vendas menores e provisões maiores para estoques de produtos obsoletos”, avalia o BBA. O banco mantém a avaliação “média do mercado” com um preço-alvo de R$ 34,00 para 2020, uma alta de 47,2% sobre os R$ 23,10 de ontem na B3.

Natura (NTCO3)

A Natura teve um lucro líquido consolidado de R$ 14,3 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 96,3% em comparação a igual período de 2018. A empresa informou que o resultado sofreu o impacto de um efeito não recorrente, de impostos no valor de R$ 206,6 milhões relativos à forte reestruturação societária que a empresa atravessou após comprar a americana Avon. O Ebitda foi de R$ 744,5 milhões no quarto trimestre, uma alta de 4,2% sobre igual período do ano anterior.

A receita líquida consolidada avançou 7,3% para R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado. Só no Brasil houve expansão de 5,1% na receita, para R$ 2,7 bilhões.

Nas lojas da marca The Body Shop, houve crescimento de 6,7% na receita para R$ 1,4 bilhão. A Natura conseguiu reduzir seu endividamento em 2019, fechando o ano passado com uma dívida de R$ 4,6 bilhões, ante R$ 5 bilhões no final de 2018. A relação dívida líquida sobre o Ebitda era de 2,4 vezes (2,4x) no final de 2019, ante 2,7 vezes (2,7x) no fim de 2018. O destaque positivo da Hering em 2019 foi o comércio eletrônico, que cresceu 48,2%, atingindo 4,4% do faturamento da varejista e fabricante de Blumenau (SC).

O banco Itaú BBA avalia que o mercado receberá como “neutros” os resultados do quarto trimestre da Natura, que reportou uma queda considerável no lucro líquido devido a fatos não recorrentes – a empresa comprou a americana Avon. “Acreditamos que o mercado verá os números da Natura como neutros. As notícias em termos de lucratividade são mistas. No Brasil foi tudo bem, embora Ebitda e lucro tenham vindo um pouco abaixo da estimativa. O crescimento na América Latina foi sólido e o clima está melhorando para a The Body Shop”, comenta o BBA.

Santos Brasil (STBP3)

A Santos Brasil (STBP3), uma das maiores operadoras logísticas portuárias privadas do país, obteve um lucro líquido recorrente de R$ 10,4 milhões no quarto trimestre de 2019. O lucro avançou 173% sobre igual período de 2018. No consolidado de 2019, a Santos Brasil lucrou R$ 15,4 milhões, uma expansão de 396,8% sobre 2018, quando apurou lucro líquido de R$ 3 milhões.

O Ebitda avançou 43% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 70,7 milhões. O Ebitda de 2019 consolidado cresceu 16,9% para R$ 221,6 milhões. No consolidado de 2019, a receita líquida avançou 5,5% para R$ 972 milhões. Houve queda na movimentação no seu terminal de veículos em Santos, de 26,5% para 177.699 veículos, por causa da queda das exportações para a Argentina.

Em compensação, houve expansão de 7,8% na movimentação de contêineres nos três terminais (Santos/SP, Imbituba/SC e Vila do Conde/PA), totalizando 1,16 milhão de unidades. O investimento da Santos Brasil cresceu 76,9% no ano passado, sobre 2018, para R$ 114,1 milhões. A maior parte dos investimentos – R$ 101 milhões – foi feita nos terminais no porto de Santos (SP). Houve obra de extensão e reforço do cais.

OdontoPrev (ODPV3)

A OdontoPrev teve lucro líquido de R$ 71,7 milhões, queda de 7% na base de comparação anual. Já a receita líquida cresceu 5%, a R$ 455,2 milhões, enquanto o Ebitda caiu 4% para R$ 100,7 milhões.

Iochpe-Maxion (MYPK3)

A Iochpe-Maxion lucrou R$ 39 milhões no quarto trimestre, 49% abaixo frente igual período de 2018. A receita líquida da companhia teve queda de 5%, a R$ 2,33 bilhões. O Ebitda foi de R$ 215 milhões, queda de 11%.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O Grupo Pão de Açúcar anunciou um acordo com fundos geridos pela TRX para vender 43 imóveis onde opera lojas de várias bandeiras de mercados por cerca de R$ 1,25 bilhão, com combinações para alugá-los por 15 anos.

Os contratos poderão ser renovados por 15 anos e o aluguel será equivalente a R$ 24 por metro quadrado por mês, informou a rede de varejo. Os imóveis vendidos incluem 2 lojas Extra Hiper, 6 lojas Mercado Extra, 22 lojas Pão de Açúcar e 13 lojas Assaí e ocupam área de 541.675 metros quadrados e possuem 295.266 metros quadrados construídos.

Eneva (ENEV3)

A Eneva e os coordenadores da emissão decidiram avaliar possíveis adaptações nos documentos da oferta para refletir a proposta de combinação de negócios com AES Tietê, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.

Foi pedido à CVM que desconsidere o protocolo do dia 27 de fevereiro contendo o resultado de bookbuilding. A CVM atendeu ao pedido e a Eneva pretende protocolar documentos da oferta perante em até 10 dias.

(Com Agência Estado)

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Ibovespa cai 4% e chega a perder os 98 mil pontos com temores reforçados sobre coronavírus

SÃO PAULO – O Ibovespa tem forte queda nesta sexta-feira (6) e perde o patamar dos 100 mil pontos, seguindo o novo dia de pânico nas bolsas internacionais. Na Ásia, os mercados despencaram com o aumento do número de casos do coronavírus na Coreia do Sul e o medo de uma crise econômica mundial.

As bolsas europeias também recuam, com o avanço da doença na Alemanha e na França, enquanto nos Estados Unidos, que chegaram a 233 casos na manhã de hoje, empresas como o Facebook e a Microsoft recomendam aos empregados que evitem sair de casa e trabalhem em home office. Com os novos dados de crescimento na Europa, i número de casos do coronavírus superou 100 mil.

Às 10h20 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa tinha perdas de 4,45%, aos 97.686 pontos. O dólar comercial recua 0,10%, cotado a R$ 4,6459 na compra e R$ 4,6466 na venda, após mais uma leilão de swaps do Banco Central, com 40 mil contratos. Por outro lado, o dólar futuro para abril sobe 1,03%, para R$ 4,663.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 tem forte alta de 13 pontos-base, a 4,57% e o DI para janeiro de 2023 avança 15 pontos-base a 5,25%. O DI mais longo, para janeiro de 2025, operava com ganhos de 15 pontos a 6,17%.

Na Áustria, a Opep termina sua reunião de dois dias com a Arábia Saudita defendendo um corte de 1,5 milhão de barris de petróleo na produção diária. A Rússia ainda não se manifestou. Com isso, no mercado de commodities, o petróleo WTI cai a menos de US$ 45 na mínima; brent fechou abaixo de US$ 50 pela 1ª vez desde meados de 2017. Já o minério de ferro recua e reduz ganho semanal com receio sobre coronavírus e metais caem em Londres.

”O foco está na disseminação de coronavírus para fora da China e realmente os mercados não vão se estabilizar até vermos algum tipo de pico”, destacou Susan Buckley, diretora-gerente da QIC, para a Bloomberg TV.

Payroll

A economia dos Estados Unidos gerou 273 mil postos de trabalho em fevereiro, segundo relatório de emprego (conhecido como Payroll) divulgado nesta sexta.

O resultado veio acima da estimativa do mercado de criação de 175 mil vagas de trabalho no mês passado, segundo mediana do levantamento da Bloomberg. No mês de janeiro foram criadas 225 mil novas vagas.

O Departamento de Trabalho dos EUA informou também que a taxa de desemprego norte-americana ficou em 3,5%, enquanto a expectativa era de estabilidade a 3,6%, segundo analistas do mercado consultados pela Bloomberg.

Dólar em alta

Após o dólar atingir uma nova máxima histórica, chegando a R$ 4,66 mesmo após o Banco Central oferecer US$ 3 bilhões em leilões de swap, a autoridade monetária ofertou mais 40.000 contratos nesta sexta-feira, equivalentes a US$ 2 bilhões.

Na véspera, questionado sobre a alta do dólar, o ministro da Economia, Paulo Guedes,  que “isso era perfeitamente previsível”. Em seguida, ensaiou uma lista de explicações: “Tem o coronavírus, a desaceleração global, incertezas… O que vocês (imprensa) estavam dizendo há um ou dois dias? Que está um caos, que o presidente não se entende com o Congresso, que não está havendo coordenação política, toda hora tem uma bomba… Se está havendo todo esse frisson, o dólar sobe um pouco.”

Guedes disse também que o câmbio preocupa quando sobe rápido, mas, para isso, o Banco Central (BC) atua. “Está provendo boa liquidez”, comentou. O ministro também afirmou que empresas que remetem recursos para fora do País também influenciam a cotação do câmbio.

Coronavírus no Brasil

O Brasil tem 9 casos confirmados do coronavírus, com destaque para o fato de que houve a transmissão local da doença em pelo menos um caso. Seis casos foram confirmados em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro, 1 no Espírito Santo e 1 na Bahia. No Distrito Federal, um paciente aguarda contraprova. Duas pessoas contaminadas em São Paulo têm relação com o primeiro caso registrado no país, de um homem de 61 anos que voltou de Milão, no Norte da Itália.

Por conta do surto de coronavírus, Jair Bolsonaro suspendeu viagem à Polônia, Hungria e Itália, segundo aponta o Estadão. Contudo, o presidente se reunirá com Donald Trump neste sábado (7), durante sua viagem aos Estados Unidos.Segundo o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, “esta visita servirá para reforçar os vínculos com um dos principais estados americanos, que abriga uma comunidade de quase 400 mil brasileiros”.

Noticiário corporativo

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) assinou um acordo para vender 43 imóveis para a gestora de fundos TRX. A transação tem o valor de R$ 1,25 bilhão e inclui combinações de aluguéis das lojas por 15 anos. Os imóveis pertencem ao grupo e neles funcionam supermercados e hipermercados das três bandeiras, Pão de Açúcar, Extra e Assaí.

Ainda em destaque, o Conselho de Administração da CVC anunciou o pedido de renúncia apresentado pelo CEO  Luiz Fernando Fogaça, com efeitos a partir de 30 de março de 2020, sendo certo que até tal data o executivo continuará no exercício de suas funções de forma a contribuir no processo de sucessão. “Para ocupar a posição de Diretor Presidente da Companhia, o Conselho de Administração aprovou a indicação do Sr. Leonel Andrade. Leonel Andrade foi Diretor Presidente da Losango, da Credicard e da Smiles Fidelidade, ocupando por 15 anos o principal cargo de gestão dessas empresas”

Já B3 (B3SA3), Natura (NTCO3), Hering (HGTX3) e a Santos Brasil (STBP3) publicaram balanços na noite de ontem. A operadora da Bolsa brasileira B3 fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018. Veja mais clicando aqui. 

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Eduardo Gouveia, ex-CEO da Cielo, assume conselho da Asaas

Cartão Asaas

SÃO PAULO – Investindo em empresas com foco em inovação, Eduardo Gouveia, ex-CEO da Cielo, Multiplus, Alelo e Livelo, assumiu como membro do Conselho de Administração da Asaas – fintech catarinense voltada para empreendedores.

Criada em 2013, na cidade Joinville, a Asaas é uma plataforma de gestão e automação de cobranças e processos financeiros, que conta com 27 mil clientes e movimentou cerca de R$ 1,23 bilhão em transações no último ano.

A empresa está em processo de expansão e a chegada de Gouveia ao conselho marca a profissionalização da marca, após um 2019 de investimentos em novos produtos, como a conta digital para empreendedores e o robô de cobranças, responsável pelo crescimento do negócio e redução em 28% da inadimplência dos usuários da plataforma.

“Decidi, depois de uma reflexão de vida e carreira, buscar mais impacto e aprendizado, buscar uma “oxigenação” no jeito de me relacionar com as pessoas. Encontrei no Asaas tudo que estava buscando nesta fase: dois fundadores brilhantes e completamente apaixonados pelo cliente e pela solução, uma equipe super jovem e engajada, um produto escalável e de alto impacto para os pequenos e médios negócios e uma energia muito forte para fazer algo realmente grande”, afirma o executivo.

Considerada em 2019 pelo Innovation Awards Latam Ranking como uma das startups mais inovadoras da América Latina, a Asaas, que iniciou suas atividades como um software de cobranças para empresas no segmento de tecnologia e expandiu sua atuação para microempreendedores, entra em 2020 focada no aperfeiçoamento da conta digital para este público, com o objetivo de atender todas as necessidades do empreendedor independente de tamanho ou mercado.

“ No último ano, permitimos que valores recebidos pela plataforma pudessem ser sacados, transferidos para terceiros ou para um cartão pré-pago. A antecipação de recebíveis via fundos de direitos creditórios (FIDC) cresce 30% ao mês”, pontua Piero Contezini, CEO do Asaas.

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Ibovespa Futuro despenca 4% em novo dia de pânico no exterior com coronavírus; dólar sobe

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta sexta-feira (6) seguindo o novo dia de estresse nas bolsas de valores internacionais. Na Ásia, os mercados despencaram com o aumento do número de casos do coronavírus na Coreia do Sul e o medo de uma crise econômica mundial.

As bolsas europeias abriram em baixa, com o avanço da doença na Alemanha e na França, enquanto nos Estados Unidos, que chegaram a 233 casos na manhã de hoje, empresas como o Facebook e a Microsoft recomendam aos empregados que evitem sair de casa e trabalhem em home office. O número de casos do coronavírus superou 98 mil, informou na manhã de hoje o mapa interativo do Hospital Johns Hopkins, de Baltimore (EUA).

Às 09h05 (horário de Brasília), o índice futuro registrava perdas de 4,24%, aos 98.450 pontos, enquanto o dólar futuro para abril subia 1,03%, para R$ 4,663. No câmbio, o Banco Central já marcou para a manhã de hoje leilões de swap cambial para conter a alta da moeda americana.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 tem forte alta de 13 pontos-base, a 4,57% e o DI para janeiro de 2023 avança 15 pontos-base a 5,25%. O DI mais longo, para janeiro de 2025, operava com ganhos de 15 pontos a 6,17%.

Na Áustria, a Opep termina sua reunião de dois dias com a Arábia Saudita defendendo um corte de 1,5 milhão de barris de petróleo na produção diária. A Rússia ainda não se manifestou. Com isso, no mercado de commodities, o petróleo WTI cai a menos de US$ 45 na mínima; brent fechou abaixo de US$ 50 pela 1ª vez desde meados de 2017. Já o minério de ferro recua e reduz ganho semanal com receio sobre coronavírus e metais caem em Londres.

”O foco está na disseminação de coronavírus para fora da China e realmente os mercados não vão se estabilizar até vermos algum tipo de pico”, destacou Susan Buckley, diretora-gerente da QIC, para a Bloomberg TV.

Indicadores econômicos

No Brasil a Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, deve divulgar pela manhã a produção de veículos novos em fevereiro – um termômetro de como anda o consumo de bens duráveis.

Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga às 10h30 o payroll e a taxa de desemprego de fevereiro. A estimativa é de criação de 175 mil vagas, segundo consenso Bloomberg, enquanto a taxa de desemprego é de 3,6%; ainda saem dados de balança comercial e estoques no atacado.

Dólar em alta

Após o dólar atingir uma nova máxima histórica, chegando a R$ 4,66 mesmo após o Banco Central oferecer US$ 3 bilhões em leilões de swap, a autoridade monetária anunciou a oferta de mais 40.000 contratos nesta sexta-feira, equivalentes a US$ 2 bilhões.

Na véspera, questionado sobre a alta do dólar, o ministro da Economia, Paulo Guedes,  que “isso era perfeitamente previsível”. Em seguida, ensaiou uma lista de explicações: “Tem o coronavírus, a desaceleração global, incertezas… O que vocês (imprensa) estavam dizendo há um ou dois dias? Que está um caos, que o presidente não se entende com o Congresso, que não está havendo coordenação política, toda hora tem uma bomba… Se está havendo todo esse frisson, o dólar sobe um pouco.”

Guedes disse também que o câmbio preocupa quando sobe rápido, mas, para isso, o Banco Central (BC) atua. “Está provendo boa liquidez”, comentou. O ministro também afirmou que empresas que remetem recursos para fora do País também influenciam a cotação do câmbio.

Coronavírus no Brasil

O Brasil tem 9 casos confirmados do coronavírus, com destaque para o fato de que houve a transmissão local da doença em pelo menos um caso. Seis casos foram confirmados em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e 1 no Espírito Santo. No Distrito Federal, um paciente aguarda contraprova. Duas pessoas contaminadas em São Paulo têm relação com o primeiro caso registrado no país, de um homem de 61 anos que voltou de Milão, no Norte da Itália.

Por conta do surto de coronavírus, Jair Bolsonaro suspendeu viagem à Polônia, Hungria e Itália, segundo aponta o Estadão. Contudo, o presidente se reunirá com Donald Trump neste sábado (7), durante sua viagem aos Estados Unidos.Segundo o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, “esta visita servirá para reforçar os vínculos com um dos principais estados americanos, que abriga uma comunidade de quase 400 mil brasileiros”.

Noticiário corporativo

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) assinou um acordo para vender 43 imóveis para a gestora de fundos TRX. A transação tem o valor de R$ 1,25 bilhão e inclui combinações de aluguéis das lojas por 15 anos. Os imóveis pertencem ao grupo e neles funcionam supermercados e hipermercados das três bandeiras, Pão de Açúcar, Extra e Assaí.

Ainda em destaque, o Conselho de Administração da CVC anunciou o pedido de renúncia apresentado pelo CEO  Luiz Fernando Fogaça, com efeitos a partir de 30 de março de 2020, sendo certo que até tal data o executivo continuará no exercício de suas funções de forma a contribuir no processo de sucessão. “Para ocupar a posição de Diretor Presidente da Companhia, o Conselho de Administração aprovou a indicação do Sr. Leonel Andrade. Leonel Andrade foi Diretor Presidente da Losango, da Credicard e da Smiles Fidelidade, ocupando por 15 anos o principal cargo de gestão dessas empresas”

Já B3 (B3SA3), Natura (NTCO3), Hering (HGTX3) e a Santos Brasil (STBP3) publicaram balanços na noite de ontem. A operadora da Bolsa brasileira B3 fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018. Veja mais clicando aqui. 

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IRB perde R$ 13,4 bilhões em valor de mercado em apenas quatro sessões

O IRB Brasil (IRBR3) voltou a ser afetado ontem por uma crise de credibilidade: as ações do ressegurador fecharam a sessão da última quinta-feira (5) em queda de 16%, com perda de mais R$ 2,8 bilhões em valor de mercado.

Na semana, o valor da empresa encolheu em R$ 13,4 bilhões. Ontem, Pedro Guimarães, presidente interino do conselho do IRB e também presidente da Caixa Econômica Federal, participou de uma teleconferência com analistas de mercado – e reverteu apenas por horas a trajetória de queda das ações.

Segundo ele, o conselho vê com tranquilidade os balanços do IRB e foi descartada qualquer possibilidade de republicação. “Os números foram auditados por duas auditorias do ‘big four’ (as maiores do mundo)”, disse ele. “Nunca houve um questionamento, uma ressalva. Se fosse preciso, contrataríamos a terceira, quarta auditoria.”

Guimarães afirmou também que o guidance (projeções) do IRB não deve sofrer alterações, mas os números dos ressegurados, assim como as metas traçadas, ainda passarão pela análise de Werner Süffert, recém-nomeado como presidente interino e vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores. “É pouco provável que mude e, se mudar, é pouco. Mas em nome da transparência não queremos prometer nada. O nome do jogo é prometer e cumprir”, afirmou Guimarães.

O imbróglio em torno do ressegurador começou quando a gestora Squadra questionou os números dos balanços. A dúvida no mercado é se a direção do IRB, para alcançar resultados de curto prazo, tomava decisões contábeis que mexiam artificialmente nos números. Apesar de ser reconhecido por sua carreira no setor financeiro, o fato de Süffert já ter sido membro do conselho e renunciado recentemente ao cargo também não foi considerado favorável, já que ele conhece os números.

A perda de valor do IRB se agravou esta semana quando a cúpula da empresa comandou uma teleconferência com analistas de mercado, dizendo que o fundo americano Berkshire Hathaway tinha não só participação no ressegurador, como aumentado sua fatia. A informação foi desmentida pelo próprio fundo de Warren Buffett.

O presidente do IRB, José Carlos Cardoso, e o diretor financeiro, Fernando Passos, foram demitidos.

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Salão do automóvel de São Paulo é adiado

Depois de Pequim (China) e Genebra (Suíça) cancelarem a realização dos respectivos salões de automóvel deste ano, agora é o Brasil que decide adiar o evento que ocorreria em São Paulo de 12 a 22 de novembro. No caso brasileiro, o motivo não é a epidemia do coronavírus, mas o alto investimento que as empresas precisam desembolsar em locação e montagem de estandes, além de contratação de pessoal. Segundo fontes do mercado, os custos podem variar de R$ 1 milhão a R$ 20 milhões, dependendo do tamanho da área e da infraestrutura utilizada.

A suspensão do evento que ocorre a cada dois anos desde 1960 será anunciada hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A nova data está prevista para 2021, mas não se sabe ainda quando pois há um calendário oficial de salões coordenado pela entidade internacional do setor, a Oica.

Nos bastidores, há quem diga que a alta do dólar também tem sua parcela de culpa. Desde o início do ano, 15 marcas, entre as quais General Motors, Toyota e Hyundai já haviam anunciado que não participariam. A Volkswagen dizia que só estaria presente se houvesse mudanças no formato da feira, com estandes menores, mais tecnologia e possibilidade de vendas de produtos, como ocorre com a Fenatran, a feira de caminhões.

Limite de gasto. “O custo do evento sempre foi alto, mas quando a situação das empresas estava boa, ninguém reclamava”, diz o executivo de uma grande montadora. “Agora, como estão no prejuízo e ainda tem esse câmbio desastroso, chegou-se ao ponto de ter de cancelar o salão.”

Ainda não há definições sobre data, local e tamanho do evento para 2021, mas certamente será menor. Há, inclusive, uma proposta de limite de gastos para cada estande, para evitar distorções. “Como há muita concorrência, se uma marca faz algo grandioso a outra não quer ficar atrás”, diz o executivo.

Também há reivindicação de que o custo da locação cobrado pela Reed Exhibitions, promotora do evento, seja reduzido em 50%. Há ainda quem defenda a mudança do local, hoje no São Paulo Expo, que é espaçoso mas de difícil acesso.

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Informação nunca é demais. Mas, onde buscar?

Foi-se o tempo que bastava acompanhar o site do Valor Economico e Estadão para se manter informado sobre economia e os principais acontecimentos que impactam os mercados. Não importa se você acompanha apenas as ações da B3, dólar, fundos imobiliários ou criptomoedas, hoje tudo está mais interligado e instantâneo do que nunca.

Um bom exemplo foi a decisão deste 2 março do Federal Reserve, o FED dos EUA, de baixar a taxa de juros em 0,50% durante uma reunião extraordinária. Imediatamente tivemos uma alta de mais de 1% em diferentes ativos: S&P500, o principal indicador do mercado acionário nos EUA, contratos futuros de ouro, petróleo e até mesmo no Bitcoin.

Não estamos argumentando que seja possível pra obter alguma vantagem utilizando portais ou serviços de notícia mais rápidos, no entanto, mesmo quem trabalha com períodos de investimento mais longos deve estar à postos para reavaliar as posições em casos mais extremos.

Nós, da BitcoinTrade, trabalhamos para que nossos clientes tomem decisões cada vez mais acertadas, buscando lucrar, proteger o capital e embarcar de forma segura no mercado de criptomoedas. Aproveite a leitura e compartilhe nos grupos se curtir o material.

Economia e política

Estadão, Estado de SP

Valor Investe

UOL Economia

Mais abrangentes, os portais de jornais tradicionais usualmente possuem acesso aos bastidores da economia e política locais. Vale ressaltar que todos possuem plataformas pagas, dedicadas para investidores profissionais. É um conteúdo abrangente que, para quem quer estar totalmente dentro do mercado, vale a pena.

Ações B3 e fundos de investimento

Infomoney

MoneyTimes

Especializados na cobertura dos mercados financeiros domésticos, conseguem trazer uma análise um pouco mais profunda, uma vez que o próprio público usualmente possui a base necessária para a compreensão dos temas.

Fintechs, startups e negócios

Startse

Startupi

Cada vez mais as FinTechs e Startups estão dominando o mundo empresarial. Acompanhar o crescimento deste segmento é importante não só para quem investe em ações ou criptomoedas, mas para qualquer pessoa que deseja acompanhar a evolução dos meios de pagamento.

Finanças pessoais

Seu Dinheiro

FDR Finanças Direitos & Renda

Estes canais especializados em finanças pessoais usualmente trazem uma análise mais prática sobre imposto de renda, tributos, aposentadoria, empréstimo bancário e demais assuntos relevantes para seu dia-a-dia.

Criptomoedas: notícias

Portal do Bitcoin

Livecoins

CriptoFácil

Os três maiores portais nacionais possuem equipes dedicadas na cobertura não só dos acontecimentos das próprias criptomoedas, mas também de questões como regulação, mineração, Fintechs e alertas de pirâmides.

Criptomoedas: gráficos

TradingView

Bitcoin 2140

Cointrader Pro

O TradingView é, dos três, o mais conhecido, mas a sua versão grátis possui algumas limitações. Através das alternativas sugeridas, é possível avaliar diversos indicadores técnicos de forma um pouco mais avançada.

Criptomoedas: análise

RadarBTC

Paradigma Education

Embora o RadarBTC seja a única ferramenta gratuita disponível em português no mercado, o recém inaugurado Paradigma Education conta com uma série de indicadores de análise de dados do blockchain, além de relatórios periódicos com qualidade.

Aprendendo conceitos importantes

Sabemos da importância de se acompanhar o noticiário e seguir os conselhos de bons analistas e comentaristas, mas além disto é necessário realizar seu próprio estudo, principalmente quando o assunto é criptomoedas.

Mesmo que você seja um trader experiente nos mercados de ações e câmbio, existem características únicas não só no Bitcoin, mas nas demais altcoins, que afetam suas cotações, potencial de lucro e forma de custódia, ou armazenamento.

Abaixo destacamos alguns textos produzidos por nossa equipe, que certamente vão lhe ajudar nesta jornada rumo ao conhecimento:

Moeda virtual Bitcoin: o que é e como funciona?

Além de explicar o que é o Bitcoin, desde seu surgimento, o texto descreve seu primeiro uso como moeda, criptografia, vantagens deste sistema, além de explicar como investir e armazenar suas moedas.

Como operar Day Trade? Tire suas dúvidas!

Existem muitas diferenças entre Day Trade de ações na B3 e nas criptomoedas, tanto em taxas, tributação quanto na liquidação. Explicamos as vantagens e desvantagens deste tipo de operação, incluindo dicas para analisar o cenário.

Indicadores técnicos: realidade ou ilusão?

Médias móveis, linhas de tendência, bandas de Bollinger, tudo isso pode parecer muito complicado à primeira vista, mas estas ferramentas utilizadas por traders que optam pela análise gráfica podem ser muito lucrativas.

Moeda fiduciária e criptomoedas: qual a diferença?

Afinal de contas, o que está por trás do Dólar ou do Real brasileiro? Como funcionava durante o “padrão ouro”? Mostramos como o Bitcoin e as criptomoedas se comparam ao sistema tradicional, denominado fiat ou fiduciário.

Existe alguma fórmula no preço do Bitcoin?

No mercado tradicional algumas fórmulas e análises foram desenvolvidas para ajudar a calcular um valor justo para diferentes ativos. Como isto funciona pro Bitcoin? A mineração é que define o valor? 


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Aérea do Reino Unido pede falência e se torna 1ª vítima do coronavírus no setor

Aérea Flybe

O surto de coronavírus fez nesta quinta-feira, 5, sua primeira vítima no setor aéreo: a companhia aérea regional Flybe, do Reino Unido, que entrou com pedido de falência. O processo de colapso da empresa, que é noticiado em todos os veículos de comunicação locais, se acelerou com a forte queda da demanda por viagens em função da disseminação do Covid-19.

Desde janeiro, a companhia apresentava dificuldades, mas o governo do Reino Unido afastou a possibilidade de qualquer intervenção pública direta na empresa para tentar salvá-la. Aprovaria, no entanto, um possível financiamento e revisão de impostos locais. Não deu tempo. Naquele mês, a Flybe acabou sendo resgatada por um aporte feito por seus acionistas. O fechamento da empresa causa um problema para o governo britânico, que prometeu “subir o nível” do transporte regional no país.

“Todos os voos foram suspensos e os negócios no Reino Unido deixaram de operar imediatamente”, comunicou a operadora, descrita como a maior companhia aérea regional independente da Europa pela imprensa britânica. As rotas da Flybe conectavam o Reino Unido com os principais destinos europeus. A empresa empregava 2,4 mil pessoas e transportava cerca de 8 milhões de passageiros por ano por meio de 81 aeroportos e 68 aeronaves.

“As dificuldades financeiras de Flybe eram antigas e bem documentadas e antecedem o surto de Covid-19”, afirmou o governo em comunicado, conforme a imprensa local.

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COI diz não pensar em adiamento ou cancelamento de Tóquio 2020

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, afirmou nesta quarta (4) que a entidade não pensa em cancelamento ou adiamento dos Jogos de Tóquio 2020, que estão programados para o período de 24 de julho a 9 de agosto, por conta do avanço de casos do coronavírus no país sede do evento esportivo.

O dirigente deu esta declaração em entrevista coletiva realizada após o final de reunião do Conselho Executivo do COI, em Lausanne (Suíça).

“Posso dizer que hoje, na reunião do conselho executivo, nem a palavra cancelamento ou a palavra adiamento foram sequer mencionadas. É claro que somos uma organização responsável. É por isso que temos essa força-tarefa conjunta que realiza reuniões regulares e estamos tratando de quaisquer problemas que possam surgir, mas não estamos especulando sobre nenhum tipo de desenvolvimento futuro”, afirmou Bach.

O dirigente também afirmou que conversou na última sexta com representes da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre eles o seu diretor geral, o etíope Tedros Adhanom. Segundo Bach, “a contribuição e os conselhos da OMS” estão sendo considerados pelos organizadores dos Jogos.

Comitê Tóquio 2020

A declaração de Thomas Bach foi dada após o presidente do comitê organizador dos Jogos de Tóquio 2020, Yoshiro Mori, afirmar na manhã desta quarta que não considera a possibilidade de cancelamento do evento esportivo.

O posicionamento aconteceu pouco depois de ser revelado o total de infecções confirmadas pelo novo coronavírus no Japão: o número de casos já ultrapassa a marca de 1.000 pessoas infectadas.

Yoshiro Mori também foi questionado sobre o prazo final para uma decisão sobre um possível cancelamento da próxima edição dos Jogos Olímpicos. Em resposta, disparou: “Eu não sou Deus, então não sei”. Na última terça (3) a ministra do Japão para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Seiko Hashimoto, afirmou que até maio sairia uma definição.

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