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CEO da CVC renuncia e será substituído por ex-Smiles; B3 lucra R$ 2,7 bi em 2019, lucro da Hering cai 10% e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo é bastante agitado, com destaque para a temporada de resultados, com os números do quarto trimestre da B3, Hering, CCR e mais. Além disso, o Pão de Açúcar anunciou um acordo para vende de imóveis, enquanto a CVC anunciou a mudança de CEO. Confira os destaques:

CVC (CVCB3)

A CVC Brasil comunicou ao mercado o pedido de renúncia apresentado pelo CEO Luiz Fernando Fogaça, com efeitos a partir de 30 de março de 2020, sendo certo que até tal data o executivo continuará no exercício de suas funções de forma a contribuir no processo de sucessão.

“Na Companhia desde 2010, o Sr. Luiz Fernando Fogaça participou de importantes etapas estratégicas que contribuíram para o crescimento da Companhia. O Conselho de Administração agradece e reconhece a importante contribuição do Sr. Luiz Fernando Fogaça para a Companhia ao longo de todos esses anos”, destacou a companhia.

Para ocupar a posição de Diretor Presidente da Companhia, o Conselho de Administração aprovou a indicação de Leonel Andrade. Andrade foi Diretor Presidente da Losango, da Credicard e da Smiles Fidelidade, ocupando por 15 anos o principal cargo de gestão dessas empresas.

“O Sr. Leonel Andrade será eleito pelo Conselho de Administração após a aprovação, em Assembleia Geral a ser convocada nos próximos dias, de plano de outorga de ações de emissão Companhia destinado exclusivamente ao novo Diretor Presidente”, destacou o comunicado.

A nomeação de Leonel Andrade como novo executivo-chefe da CVC é positiva, avalia o banco Bradesco BBI. Segundo o banco, Andrade possui experiência tanto no comando de empresas de viagens, como a Smiles, como de financeiras, como a Credicard. O BBI acredita que Andrade poderá enfrentar com sucesso problemas que atingiram a CVC em 2019 e mais recentemente, como a falência da Avianca Brasil e a descoberta de erros contábeis na operadora de turismo. “Nós vemos valor de longo prazo na CVC, dada a sua forte marca, escala significativa e rede de agências. A indicação de um novo CEO fará o mercado olhar mais para esses ativos”.

B3 (B3SA3)

A operadora da Bolsa brasileira B3 fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018.

Já o lucro líquido recorrente da companhia subiu 20,9% e ficou em R$ 864,5 milhões nos três últimos meses do ano passado, enquanto em 2019 fechou em R$ 3,237 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da B3 totalizou R$ 1,179 bilhão no quarto trimestre, avanço de 29,1% sobre a cifra vista um ano antes. Em 2019, a operadora da bolsa viu seu Ebitda subir 24,4%, a R$ 4,259 bilhões.

A margem Ebitda (relação percentual entre a geração operacional e a receita líquida) recorrente da companhia foi de 74,7%, ante 69,6% no quarto trimestre de 2018.

A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 1,578 bilhão entre outubro e dezembro do ano passado. O valor configura uma alta de 20,2% sobre o resultado registrado no mesmo período do ano passado (R$ 1,313 bilhão).

Enquanto as receitas da B3 subiram, as despesas ficaram estáveis, em R$ 656,6 no quarto trimestre. No ano, porém, as despesas aumentaram 10%, para R$ 2,678 bilhões.

Os bancos Itaú BBA e Morgan Stanley avaliaram como “sólidos” e “robustos” os resultados do quarto trimestre da B3, empresa dona da Bolsa de Valores de São Paulo. Os bancos não mudaram as avaliações, que permanecem “acima da média” no caso do BBA e na “média do mercado” no Morgan Stanley.

“A receita líquida no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 733 milhões, 26% superior a igual período do ano anterior. O número chegou 4% superior à nossa estimativa”, comentou o Morgan Stanley. “A surpresa aconteceu por uma forte expansão no faturamento e despesas operacionais mais baixas, o que foi parcialmente compensado por impostos mais altos”, avalia o banco americano. Já o Itaú BBA destaca que o forte controle das despesas e as tendências positivas na divisão de ações levaram a um resultado “robusto” no quarto trimestre.

O crescimento de 30% na divisão de ações, ressalta o banco, foi sustentado em parte pela grande quantidade de novas emissões de empresas na B3. “O Ebitda atingiu R$ 1,18 bilhão, um forte crescimento de 29% sobre o quarto trimestre do ano anterior”, comenta o BBA. O banco avalia que a B3 está bem posicionada para as novas emissões em 2020, o que deverá sustentar a expansão. O banco mantém a recomendação  “acima da média” para o papel B3SA3, com preço-alvo de R$ 52,00, uma alta de 10,4% sobre os R$ 47,11 do fechamento de ontem no pregão.

CCR (CCRO3)

O Grupo CCR, dono de concessões de infraestrutura, registrou no quarto trimestre de 2019 um lucro de R$ 392,6 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 307,1 milhões observado um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado saltou 180,4% no último trimestre de 2019, para R$ 1,5 bilhão, na comparação anual.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 18,4% no intervalo entre outubro e dezembro de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 2,645 bilhões. Os dados são ajustados pelo critério IFRS e consideram apenas os ativos controlados pelo grupo.

A companhia também divulgou dados “mesma base”, que exclui novos negócios, mudanças de participações e efeitos não recorrentes. Seguindo esses critérios, no quarto trimestre de 2019, em relação ao quarto trimestre de 2018, houve queda de 3% no lucro líquido, para R$ 499,2 milhões. O Ebitda subiu 19,6%, para R$ 1,633 bilhão. A receita líquida avançou 14,4%, para R$ 2,554 bilhões.

De acordo com Marcus Macedo, gestor de Relações com Investidores da CCR, a queda no lucro no critério mesma base pode ser explicada pela aproximação do fim de algumas concessões. “A curva de depreciação dos ativos é maior, apesar do bom resultado operacional”, diz o executivo. Considerando o ano de 2019, o impacto foi ainda maior: queda de 15,2% no lucro líquido mesma base em relação a 2018, para R$ 1,382 bilhão. Entre os contratos de concessão próximos do fim estão CCR NovaDutra (contrato encerra em fevereiro de 2021) e a CCR RodoNorte (novembro de 2021).

Ainda dentro do critério mesma base, o Ebitda de 2019 subiu 12,7%, para R$ 5,511 bilhões. No mesmo intervalo, a receita líquida avançou 8,8%, para R$ 8,656 bilhões.

Dentro do critério IFRS, de 2018 para 2019, houve alta de 83,8% no lucro líquido, para R$ 1,438 bilhão. O Ebitda ajustado avançou 42,2%, para R$ 5,790 bilhões. A receita líquida cresceu 16,7%, para R$ 9,494,4 bilhões.

A dívida líquida da companhia subiu 1,5%, de R$ 13,7 bilhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 13,9 bilhões no último trimestre de 2019. A relação dívida líquida/Ebitda passou de 2,8 vezes para 2,4 vezes no intervalo. “Com endividamento razoavelmente baixo, a CCR busca novos negócios este ano, seja por meio de leilões ou aquisições”, diz Macedo.

No mês passado, a CCR venceu a disputa pela concessão da BR-101/SC, trecho que faz ligação com a Rodovia de Integração Sul (RIS), arrematada pela empresa em um leilão no ano passado, que passou a ser administrada pela CCR ViaSul.

O Bradesco BBI avaliou como positivo o balanço da concessionária. Segundo o banco, a empresa reportou um bom Ebitda ajustado de R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 150% sobre o mesmo período de 2018.

O BBI ressaltou também que a empresa teve lucro líquido de R$ 393 milhões, revertendo prejuízo do quarto trimestre de 2018. “A CCR está bem posicionada para participar de novas concessões de infraestrutura nos transportes”, comenta o banco, lembrando que no final de 2020 o governo federal relicitará a Nova Dutra. O BBI destaca o crescimento de 3% no tráfego das rodovias controladas pela CCR como sinal de recuperação da economia. Outra surpresa positiva é aumento do número de passageiros nos metrôs que a CCR explora, como a Via Quatro em São Paulo (linhas 4 e 5 do metrô) e a Metrô Bahia, que controla o Metrô de Salvador.

O BBI também destaca que a empresa mantém a tendência na infraestrutura em 2020, após vencer em fevereiro a concessão para operar a BR-101 em Santa Catarina. O banco mantém a nota “outperform” (acima da média) para o papel CCRO3, com preço-alvo de R$ 19,00, uma alta de 15% sobre os R$ 16,55 de ontem na B3.

Cia. Hering (HGTX3)

A varejista Cia Hering fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 63,2 milhões, uma queda de 34% sobre o mesmo período de 2018. O resultado foi pressionado pela fraqueza nas vendas da companhia no país.

No acumulado do ano, a companhia teve lucro de R$ 214,7 milhões, um recuo de 10,3% em relação aos R$ 239,5 milhões registrado em 2018.

Enquanto isso, a geração de caixa medida pelo Ebitda recuou 6,9%, para R$ 82,7 milhões Já a margem bruta recuou para 43,4% nos três últimos trimestres de 2019, contra 44,3% no mesmo período de 2018.

No ano passado, a receita líquida da companhia subiu de R$ 1,54 bilhão para R$ 1,55 bilhão. No ano passado, as vendas no mercado interno subiram 1%, para R$ 1,7 bilhão, enquanto as vendas no mercado externo caíram 15,1%, a R$ 42,1 milhões.

Os bancos Bradesco BBI e Itaú BBA avaliaram o balanço do quarto trimestre de 2019 e consolidado do ano passado da Hering. Para o Bradesco BBI, não houve novidade por causa da prévia que a varejista publicou dos resultados no final de janeiro. O banco avalia que a Hering só retomará uma tendência positiva quando voltar a haver crescimento das vendas nas mesmas lojas e isto se refletir em uma receita maior para a empresa.

“Nós esperamos que a tendência na receita seja o principal ponto de atenção para o mercado (em 2020)”, comenta o BBI, que mantém a nota Neutra para a HGTX3, com preço-alvo de R$ 35,00. O Itaú BBA avaliou como “levemente negativo” o balanço. O banco aponta como ponto negativo e já esperado a queda de 4% nas vendas das mesmas lojas no quarto trimestre. O ponto inesperado foi a deterioração da margem bruta. “A principal razão para a deterioração foram as vendas menores e provisões maiores para estoques de produtos obsoletos”, avalia o BBA. O banco mantém a avaliação “média do mercado” com um preço-alvo de R$ 34,00 para 2020, uma alta de 47,2% sobre os R$ 23,10 de ontem na B3.

Natura (NTCO3)

A Natura teve um lucro líquido consolidado de R$ 14,3 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 96,3% em comparação a igual período de 2018. A empresa informou que o resultado sofreu o impacto de um efeito não recorrente, de impostos no valor de R$ 206,6 milhões relativos à forte reestruturação societária que a empresa atravessou após comprar a americana Avon. O Ebitda foi de R$ 744,5 milhões no quarto trimestre, uma alta de 4,2% sobre igual período do ano anterior.

A receita líquida consolidada avançou 7,3% para R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado. Só no Brasil houve expansão de 5,1% na receita, para R$ 2,7 bilhões.

Nas lojas da marca The Body Shop, houve crescimento de 6,7% na receita para R$ 1,4 bilhão. A Natura conseguiu reduzir seu endividamento em 2019, fechando o ano passado com uma dívida de R$ 4,6 bilhões, ante R$ 5 bilhões no final de 2018. A relação dívida líquida sobre o Ebitda era de 2,4 vezes (2,4x) no final de 2019, ante 2,7 vezes (2,7x) no fim de 2018. O destaque positivo da Hering em 2019 foi o comércio eletrônico, que cresceu 48,2%, atingindo 4,4% do faturamento da varejista e fabricante de Blumenau (SC).

O banco Itaú BBA avalia que o mercado receberá como “neutros” os resultados do quarto trimestre da Natura, que reportou uma queda considerável no lucro líquido devido a fatos não recorrentes – a empresa comprou a americana Avon. “Acreditamos que o mercado verá os números da Natura como neutros. As notícias em termos de lucratividade são mistas. No Brasil foi tudo bem, embora Ebitda e lucro tenham vindo um pouco abaixo da estimativa. O crescimento na América Latina foi sólido e o clima está melhorando para a The Body Shop”, comenta o BBA.

Santos Brasil (STBP3)

A Santos Brasil (STBP3), uma das maiores operadoras logísticas portuárias privadas do país, obteve um lucro líquido recorrente de R$ 10,4 milhões no quarto trimestre de 2019. O lucro avançou 173% sobre igual período de 2018. No consolidado de 2019, a Santos Brasil lucrou R$ 15,4 milhões, uma expansão de 396,8% sobre 2018, quando apurou lucro líquido de R$ 3 milhões.

O Ebitda avançou 43% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 70,7 milhões. O Ebitda de 2019 consolidado cresceu 16,9% para R$ 221,6 milhões. No consolidado de 2019, a receita líquida avançou 5,5% para R$ 972 milhões. Houve queda na movimentação no seu terminal de veículos em Santos, de 26,5% para 177.699 veículos, por causa da queda das exportações para a Argentina.

Em compensação, houve expansão de 7,8% na movimentação de contêineres nos três terminais (Santos/SP, Imbituba/SC e Vila do Conde/PA), totalizando 1,16 milhão de unidades. O investimento da Santos Brasil cresceu 76,9% no ano passado, sobre 2018, para R$ 114,1 milhões. A maior parte dos investimentos – R$ 101 milhões – foi feita nos terminais no porto de Santos (SP). Houve obra de extensão e reforço do cais.

OdontoPrev (ODPV3)

A OdontoPrev teve lucro líquido de R$ 71,7 milhões, queda de 7% na base de comparação anual. Já a receita líquida cresceu 5%, a R$ 455,2 milhões, enquanto o Ebitda caiu 4% para R$ 100,7 milhões.

Iochpe-Maxion (MYPK3)

A Iochpe-Maxion lucrou R$ 39 milhões no quarto trimestre, 49% abaixo frente igual período de 2018. A receita líquida da companhia teve queda de 5%, a R$ 2,33 bilhões. O Ebitda foi de R$ 215 milhões, queda de 11%.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O Grupo Pão de Açúcar anunciou um acordo com fundos geridos pela TRX para vender 43 imóveis onde opera lojas de várias bandeiras de mercados por cerca de R$ 1,25 bilhão, com combinações para alugá-los por 15 anos.

Os contratos poderão ser renovados por 15 anos e o aluguel será equivalente a R$ 24 por metro quadrado por mês, informou a rede de varejo. Os imóveis vendidos incluem 2 lojas Extra Hiper, 6 lojas Mercado Extra, 22 lojas Pão de Açúcar e 13 lojas Assaí e ocupam área de 541.675 metros quadrados e possuem 295.266 metros quadrados construídos.

Eneva (ENEV3)

A Eneva e os coordenadores da emissão decidiram avaliar possíveis adaptações nos documentos da oferta para refletir a proposta de combinação de negócios com AES Tietê, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.

Foi pedido à CVM que desconsidere o protocolo do dia 27 de fevereiro contendo o resultado de bookbuilding. A CVM atendeu ao pedido e a Eneva pretende protocolar documentos da oferta perante em até 10 dias.

Valid (VLID3)

A Valid, empresa de certificação digital, divulgou balanço e informou um lucro líquido de R$ 2,6 milhões no quarto trimestre de 2019. O resultado teve uma queda de 94% em comparação a igual período de 2018, quando a Valid lucrou R$ 43,1 milhões. No ano a Valid lucrou R$ 54 milhões, uma queda de 45,8% em comparação a 2018. O Ebitda da empresa foi de R$ 40 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 32,5% sobre igual período do ano anterior.

Já a receita operacional da Valid avançou 22,7% no quarto trimestre de 2019, para R$ 548,8 milhões. No ano de 2019 consolidado, a empresa teve um crescimento de 15,8% na receita, para R$ 2 bilhões. A Valid informou que tanto lucro como Ebitda caíram no ano passado porque a demanda por cartões EMW diminuiu nos Estados Unidos, enquanto no Brasil houve queda no número de carteiras de motorista.

São Carlos (SCAR3)

A São Carlos Empreendimentos e Participações, empresa que atua na locação, compra e venda de imóveis comerciais, informou que obteve lucro líquido de R$ 86,9 milhões em 2019, uma forte expansão sobre o resultado líquido de 2018, que foi de R$ 17 milhões. A receita líquida da empresa foi de R$ 200 milhões em 2019, em crescimento sobre os R$ 188,5 milhões de 2018. O endividamento da empresa também cresceu, de R$ 1,2 bilhão no final de 2018 para R$ 1,4 bilhão no final do ano passado.

(Com Agência Estado)

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Sinqia: os bastidores da empresa de R$ 1,8 bilhão que virou a queridinha dos investidores

Bernardo Gomes, CEO e fundador da Sinqia

SÃO PAULO – Quando Bernardo Gomes bateu à porta de seus concorrentes, em 2005, e contou sobre seus planos, as reações variaram entre olhos esbugalhados e sorrisos amarelos — em ambos os casos o sentimento por trás das caras e bocas era um só: o de incredulidade.

Poucos acreditaram no ambicioso plano da Sinqia (SQIA3), antiga Senior Solution, de crescer por meio de aquisições e se consolidar como a maior fornecedora de softwares para o setor financeiro.

“Muitos apenas riram da nossa cara, o setor era muito pulverizado e a Senior Solution era muito pequena. Mas nós tínhamos uma estratégia muito clara do que queríamos”, contou Bernardo Gomes, CEO e fundador da companhia, em entrevista ao podcast Do Zero ao Topo.

Hoje, quinze anos depois, a empresa possui em seu histórico 14 aquisições, que a levaram de um faturamento de R$ 5 milhões, em 2005, para mais de R$ 142 milhões em 2018, último dado disponível.

A chegada na Bolsa

Em 2013, a companhia fez uma oferta de ações bem pequena para os padrões da Bolsa, de R$ 40 milhões de reais. Em poucos anos a companhia se tornou não só o maior como praticamente o único caso de sucesso de um programa da bolsa brasileira voltado para pequenas e médias empresas, o Bovespa Mais.

Desde então, seu valor de mercado passou de cerca de R$ 90 milhões em 2013 para mais de R$ 1,8 bilhão. A base de acionistas também impressiona: são mais de 85 mil investidores. “Fizemos um forte trabalho para nos comunicar e atrair o investidor pessoa física para o negócio”, contou Gomes no podcast.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo traz, a cada semana, um empresário de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias utilizadas na construção do negócio.

O programa já recebeu nomes como João Apolinário, fundador da Polishop, José Galló, executivo responsável pela ascensão da Renner, Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, André Penha, cofundador do QuintoAndar, Sebastião Bonfim, criador da Centauro e Edgar Corona, da rede Smart Fit.

Um novo episódio vai ao ar toda quarta-feira a partir das 18h. É possível seguir e escutar o programa pelo Apple PodcastsSpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e demais agregadores de podcast.

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Os mercados devem encerrar a semana com mais um dia de volatilidade e estresse nas bolsas de valores. Na Ásia as bolsas despencaram com o aumento do número de casos do coronavírus na Coreia do Sul e o medo de uma crise econômica mundial.

As bolsas europeias abriram em baixa, com o avanço da doença na Alemanha e na França, enquanto nos Estados Unidos, que chegaram a 233 casos na manhã de hoje, empresas como o Facebook e a Microsoft recomendam aos empregados que evitem sair de casa e trabalhem em home office.

Hoje termina em Viena a reunião da Opep, com a Arábia Saudita defendendo um corte de 1,5 milhão de barris na produção diária de petróleo. No Brasil, o Banco Central já marcou para a manhã de hoje leilões de swap cambial para conter a alta do dólar. No noticiário corporativo, o Pão de Açúcar vendeu 43 imóveis para o fundo TRX, negócio avaliado em R$ 1,25 bilhão. Empresas como Hering, Santos Brasil, Natura e B3 publicaram balanços.

1.Bolsas mundiais

As bolsas da Ásia fecharam hoje em queda forte, com um sell-off atingindo até Tóquio, onde o índice Nikkei-225 recuou mais de 3% mas depois reduziu um pouco a queda. As bolsas de valores da Europa abriram em baixa, com Milão despencando mais de 3%, enquanto os futuros de Nova York estão negativos.

O número de casos do coronavírus superou 98 mil, informou na manhã de hoje o mapa interativo do Hospital Johns Hopkins, de Baltimore (EUA). Na Áustria, a Opep termina sua reunião de dois dias com a Arábia Saudita defendendo um corte de 1,5 milhão de barris de petróleo na produção diária. A Rússia ainda não se manifestou. Com isso, no mercado de commodities, o petróleo WTI cai a menos de US$ 45 na mínima; brent fechou abaixo de US$ 50 pela 1ª vez desde meados de 2017. Já o minério de ferro recua e reduz ganho semanal com receio sobre coronavírus e metais caem em Londres.

”O foco está na disseminação de coronavírus para fora da China e realmente os mercados não vão se estabilizar até vermos algum tipo de pico”, destacou Susan Buckley, diretora-gerente da QIC, para a Bloomberg TV.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h19 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -1,54%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,68%
*Dow Jones Futuro (EUA), -1,40%

Europa
*Dax (Alemanha), -2,79%%
*FTSE (Reino Unido), -2,35%
*CAC 40 (França), -3,43%
*FTSE MIB (Itália), -3,36%

Ásia
*Nikkei (Japão), -2,72% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -2,16% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -2,32% (fechado)
*Xangai (China), -1,21% (fechado)

*Petróleo WTI, -1,79%, a US$ 45,07 o barril
*Petróleo Brent, -1,94%, a US$ 49,02 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com queda de -2,18%, cotados a 650,000 iuanes, equivalentes a US$ 93,73 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9348 (+0,11%)
*Bitcoin, US$ 9.113,50 +0,45%

2. Indicadores econômicos

No Brasil a Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, deve divulgar pela manhã a produção de veículos novos em fevereiro – um termômetro de como anda o consumo de bens duráveis.

Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga às 10h30 o payroll e a taxa de desemprego de fevereiro. A estimativa é de criação de 175 mil vagas, segundo consenso Bloomberg, enquanto a taxa de desemprego é de 3,6%; ainda saem dados de balança comercial e estoques no atacado.

3. Dólar em alta

Após o dólar atingir uma nova máxima histórica, chegando a R$ 4,66 mesmo após o Banco Central oferecer US$ 3 bilhões em leilões de swap, a autoridade monetária anunciou a oferta de mais 40.000 contratos nesta sexta-feira, equivalentes a US$ 2 bilhões.

Na véspera, questionado sobre a alta do dólar, o ministro da Economia, Paulo Guedes,  que “isso era perfeitamente previsível”. Em seguida, ensaiou uma lista de explicações: “Tem o coronavírus, a desaceleração global, incertezas… O que vocês (imprensa) estavam dizendo há um ou dois dias? Que está um caos, que o presidente não se entende com o Congresso, que não está havendo coordenação política, toda hora tem uma bomba… Se está havendo todo esse frisson, o dólar sobe um pouco.”

Guedes disse também que o câmbio preocupa quando sobe rápido, mas, para isso, o Banco Central (BC) atua. “Está provendo boa liquidez”, comentou. O ministro também afirmou que empresas que remetem recursos para fora do País também influenciam a cotação do câmbio.

4. Coronavírus no Brasil

O Brasil tem 8 casos confirmados do coronavírus, com destaque para o fato de que houve a transmissão local da doença em pelo menos um caso. Seis casos foram confirmados em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e 1 no Espírito Santo. No Distrito Federal, um paciente aguarda contraprova. Duas pessoas contaminadas em São Paulo têm relação com o primeiro caso registrado no país, de um homem de 61 anos que voltou de Milão, no Norte da Itália.

Por conta do surto de coronavírus, Jair Bolsonaro suspendeu viagem à Polônia, Hungria e Itália, segundo aponta o Estadão. Contudo, o presidente se reunirá com Donald Trump neste sábado (7), durante sua viagem aos Estados Unidos.Segundo o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, “esta visita servirá para reforçar os vínculos com um dos principais estados americanos, que abriga uma comunidade de quase 400 mil brasileiros”.

5. Noticiário corporativo

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) assinou um acordo para vender 43 imóveis para a gestora de fundos TRX. A transação tem o valor de R$ 1,25 bilhão e inclui combinações de aluguéis das lojas por 15 anos. Os imóveis pertencem ao grupo e neles funcionam supermercados e hipermercados das três bandeiras, Pão de Açúcar, Extra e Assaí.

Ainda em destaque, o Conselho de Administração da CVC anunciou o pedido de renúncia apresentado pelo CEO  Luiz Fernando Fogaça, com efeitos a partir de 30 de março de 2020, sendo certo que até tal data o executivo continuará no exercício de suas funções de forma a contribuir no processo de sucessão. “Para ocupar a posição de Diretor Presidente da Companhia, o Conselho de Administração aprovou a indicação do Sr. Leonel Andrade. Leonel Andrade foi Diretor Presidente da Losango, da Credicard e da Smiles Fidelidade, ocupando por 15 anos o principal cargo de gestão dessas empresas”

Já B3 (B3SA3) Natura (NTCO3), Hering (HGTX3) e a Santos Brasil (STBP3) publicaram balanços na noite de ontem. A operadora da Bolsa brasileira B3 fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018. Veja mais clicando aqui. 

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Lucro da B3 sobe 25% e CCR reverte prejuízo; Pão de Açúcar faz acordo para venda de imóveis e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo da noite desta quinta-feira (5) foi bastante agitado, com destaque para a temporada de resultados, com os números do quarto trimestre da B3, Hering, CCR e mais. Além disso, o Pão de Açúcar anunciou um acordo para vende de imóveis. Confira os destaques:

B3 (B3SA3)

A operadora da Bolsa brasileira B3 fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018.

Já o lucro líquido recorrente da companhia subiu 20,9% e ficou em R$ 864,5 milhões nos três últimos meses do ano passado, enquanto em 2019 fechou em R$ 3,237 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da B3 totalizou R$ 1,179 bilhão no quarto trimestre, avanço de 29,1% sobre a cifra vista um ano antes. Em 2019, a operadora da bolsa viu seu Ebitda subir 24,4%, a R$ 4,259 bilhões.

A margem Ebitda (relação percentual entre a geração operacional e a receita líquida) recorrente da companhia foi de 74,7%, ante 69,6% no quarto trimestre de 2018.

A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 1,578 bilhão entre outubro e dezembro do ano passado. O valor configura uma alta de 20,2% sobre o resultado registrado no mesmo período do ano passado (R$ 1,313 bilhão).

Enquanto as receitas da B3 subiram, as despesas ficaram estáveis, em R$ 656,6 no quarto trimestre. No ano, porém, as despesas aumentaram 10%, para R$ 2,678 bilhões.

CCR (CCRO3)

O Grupo CCR, dono de concessões de infraestrutura, registrou no quarto trimestre de 2019 um lucro de R$ 392,6 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 307,1 milhões observado um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado saltou 180,4% no último trimestre de 2019, para R$ 1,5 bilhão, na comparação anual.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 18,4% no intervalo entre outubro e dezembro de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 2,645 bilhões. Os dados são ajustados pelo critério IFRS e consideram apenas os ativos controlados pelo grupo.

A companhia também divulgou dados “mesma base”, que exclui novos negócios, mudanças de participações e efeitos não recorrentes. Seguindo esses critérios, no quarto trimestre de 2019, em relação ao quarto trimestre de 2018, houve queda de 3% no lucro líquido, para R$ 499,2 milhões. O Ebitda subiu 19,6%, para R$ 1,633 bilhão. A receita líquida avançou 14,4%, para R$ 2,554 bilhões.

De acordo com Marcus Macedo, gestor de Relações com Investidores da CCR, a queda no lucro no critério mesma base pode ser explicada pela aproximação do fim de algumas concessões. “A curva de depreciação dos ativos é maior, apesar do bom resultado operacional”, diz o executivo. Considerando o ano de 2019, o impacto foi ainda maior: queda de 15,2% no lucro líquido mesma base em relação a 2018, para R$ 1,382 bilhão. Entre os contratos de concessão próximos do fim estão CCR NovaDutra (contrato encerra em fevereiro de 2021) e a CCR RodoNorte (novembro de 2021).

Ainda dentro do critério mesma base, o Ebitda de 2019 subiu 12,7%, para R$ 5,511 bilhões. No mesmo intervalo, a receita líquida avançou 8,8%, para R$ 8,656 bilhões.

Dentro do critério IFRS, de 2018 para 2019, houve alta de 83,8% no lucro líquido, para R$ 1,438 bilhão. O Ebitda ajustado avançou 42,2%, para R$ 5,790 bilhões. A receita líquida cresceu 16,7%, para R$ 9,494,4 bilhões.

A dívida líquida da companhia subiu 1,5%, de R$ 13,7 bilhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 13,9 bilhões no último trimestre de 2019. A relação dívida líquida/Ebitda passou de 2,8 vezes para 2,4 vezes no intervalo. “Com endividamento razoavelmente baixo, a CCR busca novos negócios este ano, seja por meio de leilões ou aquisições”, diz Macedo.

No mês passado, a CCR venceu a disputa pela concessão da BR-101/SC, trecho que faz ligação com a Rodovia de Integração Sul (RIS), arrematada pela empresa em um leilão no ano passado, que passou a ser administrada pela CCR ViaSul.

Cia. Hering (HGTX3)

A varejista Cia Hering fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 63,2 milhões, uma queda de 34% sobre o mesmo período de 2018. O resultado foi pressionado pela fraqueza nas vendas da companhia no país.

No acumulado do ano, a companhia teve lucro de R$ 214,7 milhões, um recuo de 10,3% em relação aos R$ 239,5 milhões registrado em 2018.

Enquanto isso, a geração de caixa medida pelo Ebitda recuou 6,9%, para R$ 82,7 milhões Já a margem bruta recuou para 43,4% nos três últimos trimestres de 2019, contra 44,3% no mesmo período de 2018.

No ano passado, a receita líquida da companhia subiu de R$ 1,54 bilhão para R$ 1,55 bilhão. No ano passado, as vendas no mercado interno subiram 1%, para R$ 1,7 bilhão, enquanto as vendas no mercado externo caíram 15,1%, a R$ 42,1 milhões.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O Grupo Pão de Açúcar anunciou um acordo com fundos geridos pela TRX para vender 43 imóveis onde opera lojas de várias bandeiras de mercados por cerca de R$ 1,25 bilhão, com combinações para alugá-los por 15 anos.

Os contratos poderão ser renovados por 15 anos e o aluguel será equivalente a R$ 24 por metro quadrado por mês, informou a rede de varejo. Os imóveis vendidos incluem 2 lojas Extra Hiper, 6 lojas Mercado Extra, 22 lojas Pão de Açúcar e 13 lojas Assaí e ocupam área de 541.675 metros quadrados e possuem 295.266 metros quadrados construídos.

(Com Agência Estado)

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Lucro líquido da B3 sobe 25% e fica em R$ 733 milhões no quarto trimestre

SÃO PAULO — A operadora da Bolsa brasileira B3 (B3SA3) fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018.

Já o lucro líquido recorrente da companhia subiu 20,9% e ficou em R$ 864,5 milhões nos três últimos meses do ano passado, enquanto em 2019 fechou em R$ 3,237 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da B3 totalizou R$ 1,179 bilhão no quarto trimestre, avanço de 29,1% sobre a cifra vista um ano antes. Em 2019, a operadora da bolsa viu seu Ebitda subir 24,4%, a R$ 4,259 bilhões.

A margem Ebitda (relação percentual entre a geração operacional e a receita líquida) recorrente da companhia foi de 74,7%, ante 69,6% no quarto trimestre de 2018.

A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 1,578 bilhão entre outubro e dezembro do ano passado. O valor configura uma alta de 20,2% sobre o resultado registrado no mesmo período do ano passado (R$ 1,313 bilhão).

Enquanto as receitas da B3 subiram, as despesas ficaram estáveis, em R$ 656,6 no quarto trimestre. No ano, porém, as despesas aumentaram 10%, para R$ 2,678 bilhões.

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O que são rendimentos tributáveis? Quais são os principais?

Fazer a declaração do Imposto de Renda é um desafio que temos de enfrentar todos os anos para manter a vida financeira em ordem. Entre diversos outros aspectos importantes, informar corretamente os rendimentos tributáveis é um cuidado indispensável nessa hora.

Se você está se preparando para preencher a declaração anual e quer entender tudo sobre esse assunto, está no lugar certo. Neste post vamos explicar o que são rendimentos tributáveis e como informar esses dados de forma correta, evitando problemas com o leão. Confira!

O que são rendimentos tributáveis?

São chamados de rendimentos tributáveis os valores recebidos que estão sujeitos à cobrança de Imposto de Renda (IR). Em função disso, todos eles devem ser devidamente descritos no momento da declaração anual. Assim, é possível calcular corretamente o imposto a pagar ou a eventual restituição de valores.

Por outro lado, existem rendimentos que não se enquadram nessa categoria, chamados de isentos. Entre eles, podemos citar:

  • valores resgatados de contas de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço);
  • dividendos;
  • herança;
  • rendimentos de alguns tipos de investimentos isentos de IR.

Em 2020, a declaração é obrigatória para todos que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 ou rendimentos isentos superiores a R$ 40 mil durante o último ano.

Por que os rendimentos tributáveis merecem atenção?

Saber quais são e como informar corretamente os rendimentos tributáveis é fundamental para ter a declaração de IR aprovada. Do contrário, você pode cair na malha fina — sistema que retém declarações para revisão, devido a inconsistências nos dados informados. Quando isso acontece, o contribuinte deve fazer a declaração retificadora e, se necessário, reunir documentos solicitados pela Receita para conseguir a regularização.

Para fazer essas análises, a Receita Federal cruza todos os dados recebidos, tanto de quem paga quanto de quem recebe valores tributáveis. Dessa forma, é possível identificar se algum contribuinte está deixando de informar integralmente seus rendimentos, seja por erro, seja por omissão.

Um detalhe importante é que mesmo os rendimentos isentos devem ser incluídos na declaração anual. Para evitar contratempos, é preciso ter atenção aos campos onde cada tipo de rendimento deve ser inserido no momento de preencher o documento. Lembre-se: além dos valores, é preciso informar os dados solicitados da fonte pagadora.

Em alguns casos, a alíquota de imposto incidente sobre os rendimentos é retida diretamente na fonte. Isso quer dizer que o valor do imposto já vem descontado nos ganhos, o que reduz consideravelmente a quantia a ser paga após a declaração.

Mas nem todos os rendimentos têm essa característica. É preciso ter atenção aos valores recebidos sem IR retido na fonte, a fim de se programar para pagar o imposto que pode ser gerado.

Manter essas informações sempre organizadas ajuda a ter mais agilidade na hora de cumprir com essa obrigação. Quem não fizer ou entregar a declaração fora do prazo deve pagar uma multa de, no mínimo, R$ 165,74. O valor pode chegar a até 20% do imposto devido.

Quais são os principais rendimentos tributáveis?

Dentro do próprio programa disponibilizado pela Receita Federal é possível encontrar a relação de rendimentos tributáveis. Listamos agora a principais, de acordo com a origem da renda.

Trabalhistas

Salários, vencimentos e honorários são considerados rendimentos tributáveis de origem trabalhista ou recebidos de Pessoa Jurídica.

Também entram nessa categoria:

  • valores relativos a diárias de comparecimento;
  • remuneração de estagiários;
  • comissões;
  • corretagem;
  • recebimentos de conselheiros fiscais;
  • ganhos de diretores ou administradores de sociedades anônimas.

Benefícios

Apesar de estarem associados ao trabalho, os valores recebidos na forma de benefícios devem ser declarados separadamente. Nessa categoria, os rendimentos mais comuns são ganhos relativos a férias, licenças remuneradas, prêmios e gratificações.

Também se enquadram como benefícios as despesas custeadas pelo empregador em favor do colaborador. Por exemplo, aluguel de imóveis, prêmio de seguro de vida e verbas de custeio gerais.

Pensão e aposentadoria

Valores recebidos em virtude de funções exercidas no passado também estão sujeitas à cobrança de IR. A alíquota se aplica sobre a aposentadoria recebida da previdência social e pensões de qualquer natureza, sejam civis, sejam militares.

A regra vale também para benefícios recebidos de planos de previdência privada, assim como o resgate de contribuições. Outras situações que se enquadram são o recebimento de pensão judicial em dinheiro e resgates de Fundos de Aposentadoria Programada Individual (FAPI).

Aluguel

Quem tem rendimentos provenientes de aluguel também deve pagar os devidos tributos sobre esses valores. A taxação incide sobre locação, sublocação, arrendamento e direito de uso de terrenos e imóveis.

Além dessas situações, o imposto é cobrado sobre renda de direito de uso ou exploração de conjuntos industriais e bens móveis de qualquer natureza.

Atividades rurais

Os trabalhadores do campo também precisam estar atentos aos rendimentos tributáveis. Valores recebidos em função de atividades agrícolas, pecuária, extração, exploração vegetal e animal devem ser declarados dessa maneira.

A regra inclui tanto brasileiros que tenham esses tipos de rendimentos no exterior quanto os estrangeiros que recebem por essas atividades em território nacional.

Royalties

Entram nessa categoria os rendimentos recebidos pelo direito de uso, exploração e comercialização de bens ou propriedade intelectual. São exemplos os pagamentos por direitos autorais de obras artísticas, literárias, musicais, científicas e didáticas.

Outros casos que se enquadram como pagamentos de royalties são a exploração de invenções, processos, fórmulas de fabricação e marcas industriais e comerciais.

Rendimentos no exterior

Quem mora no Brasil e teve rendimentos no exterior em 2019 deve declarar os valores para o cálculo do imposto a pagar. Para saldos superiores a 100 mil dólares, também é preciso fazer a Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE).

Estão incluídos rendimentos provenientes de salários, pensões, rendimentos e dividendos de aplicações financeiras. É preciso verificar, no entanto, se o país onde estão os recursos conta com acordo de tributação com o Brasil. Isso evita o pagamento de impostos em duplicidade.

Sabendo quais são os rendimentos tributáveis e como declará-los no Imposto de Renda, certamente será mais fácil cumprir esse importante compromisso com o fisco nacional. Outra dica útil é se organizar ao longo do ano para encontrar essas informações de forma mais ágil.

Depois de entender sobre rendimentos tributáveis, quer uma ajuda no seu planejamento financeiro? Então confira a planilha de gastos exclusiva que desenvolvemos para ajudar você a manter as finanças em ordem!

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IRB: quais as recomendações de analistas para as ações, após polêmicas com balanço e Buffett?

SÃO PAULO – Em meio ao imbróglio envolvendo a resseguradora IRB (IRBR3), que resultou nas renúncias do presidente e do CFO da empresa na quarta-feira (4), analistas começam a alterar suas recomendações para o papel, seja recomendando sua venda ou colocando a tese “em revisão”.

A tensão inicial gerada no mercado pelos questionamentos das práticas contábeis da empresa pela gestora de recursos Squadra se somou mais recentemente à contestação de que a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, teria papéis do IRB.

Após reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, a informação de que a Berkshire teria aportado capital na companhia chegou a ser confirmada por executivos da resseguradora em conferência com analistas na última segunda-feira (2), mas foi desmentida pela empresa americana um dia depois. As ações voltaram a desabar, em meio à desconfiança de investidores com relação à governança corporativa do IRB.

Entenda o caso completo aqui.

Ontem, as ações da resseguradora caíram caíram 32%, a R$ 19,05, com uma perda de R$ 8,37 bilhões em valor de mercado. Nesta quinta-feira (5), as quedas continuaram, desta vez de 16,2%, para R$ 15,97. No ano, o papel acumula desvalorização de 59%.

Diante de tantas incertezas em torno da companhia e de preços mais baixos, como analistas de mercado estão se posicionando?

Enquanto alguns seguem otimistas com o ativo, enxergando a baixa das ações como uma oportunidade de entrada, outros veem um horizonte incerto e passam a questionar suas posições, chegando até a recomendar venda para o papel.

Dados da Bloomberg mostram que, nesta quinta-feira, nove casas recomendavam compra (Ativa Investimentos, Banco do Brasil, Brasil Plural, Eleven Financial, Itaú BBA, Morgan Stanley, Planner Corretora, Santander e William O’Neil+Co); quatro tinham indicação de manutenção (Bradesco BBI, BTG Pactual, Credit Suisse e JPMorgan), enquanto Safra estava com a ação em revisão. Nenhuma casa recomendava venda para o ativo. 

Além dessas, o InfoMoney apurou que mais duas instituições financeiras estão com a avaliação sobre o IRB em revisão (Bank of America e XP), enquanto Guide e Rico recomendam a venda dos papéis. 

O InfoMoney conversou com analistas de bancos, corretoras e casas de análise para entender suas teses de investimento e recomendações. Confira:

Mentiu, saiu

No grupo de instituições que ficaram mais pessimistas com as ações do IRB, a Guide Investimentos retirou, na quarta-feira, os papéis das carteiras recomendadas de ações e dividendos. Segundo os analistas da casa, apesar de resultados robustos no quarto trimestre de 2019 e de um desconto no patamar de preço do ativo, o fato de a empresa ter divulgado informações falsas justifica a venda dos papéis.

“Mantemos nossa opinião de que a empresa vem apresentando fortes resultados e que operacionalmente deve se manter como grande líder no segmento. Entretanto, a relevante falta de confiança do mercado em torno do management da empresa nos leva a tomar a decisão de retirar o ativo de nossas carteiras”, escreveu, em comunicado por e-mail, o time de análise.

Leia também:
CEO e CFO do IRB renunciam após Berkshire negar compra de ações; empresa anuncia presidente interino
• Berkshire Hathaway, de Buffett, nega ter ações do IRB Brasil

Na Rico, a resposta não foi diferente: “A empresa mentiu e perdeu a confiança do mercado, então saiu da carteira.”

Matheus Soares, analista da corretora, afirma que a mudança na diretoria pode ser o começo de uma reestruturação, mas que ainda é cedo para afirmar os próximos passos. Agora, o momento é de tentar entender como a nova gestão irá atuar e agir diante desta turbulência, diz.

Soares, contudo, ressalta que seguirá acompanhando os acontecimentos e assinala que a empresa poderá voltar a integrar a carteira recomendada “A companhia possui bons fundamentos e agora está bem barata. Se acharmos que faz sentido, ela pode voltar para a carteira, mas, por enquanto, preferimos ficar de fora.”

Otimistas inveterados?

Otimistas com os fundamentos da companhia, a avaliação de instituições financeiras como Morgan Stanley e Eleven Financial é de que as quedas de preços recentes deixaram a relação entre risco e retorno mais interessante.

Para a equipe do Morgan Stanley, se, de fato, as demonstrações financeiras publicadas forem reflexos verdadeiros do poder de lucro da companhia, há uma oportunidade significativa de captura de valor para os investidores mais pacientes.

A casa não alterou sua recomendação, que segue em overweight (exposição acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 49 – o que implicaria em um potencial de alta de 206,8% em relação ao fechamento desta quinta-feira.

A Eleven cortou o preço-alvo para as ações de R$ 54 para R$ 38 para o fim deste ano, o que implica valorização de 138% em relação à cotação atual, mas segue com recomendação de compra. Na visão da casa de análise, os números divulgados foram assinados por auditores e conselheiros e, portanto, são consideradas informações de “fontes fidedignas”. Além disso, reforça que a projeção divulgada prevê a continuidade do ritmo de crescimento da companhia.

Na avaliação de Alexandre Marques, analista da Elite Investimentos, a forte queda de preços na quarta-feira é consequência de um momento de pânico. Os fundamentos da empresa, bem como o fato de ter como acionistas principais o Bradesco Seguros e o Itaú Unibanco, justificam a permanência do ativo na carteira. O papel faz parte da seleção recomendada pela corretora desde setembro de 2017.

Apesar do otimismo, Marques afirma que ficará de olho nas providências a serem adotadas pela empresa para retomar a confiança dos investidores e destaca que a mudança de diretoria, ainda que positiva, não sustenta sozinha a manutenção do papel na carteira. “As próximas semanas serão essenciais para definirmos se a ação permanecerá na carteira ou não.”

Nem venda, nem compra

Com uma nova diretoria e dúvidas ainda pendentes sobre dados da resseguradora, outras instituições financeiras têm colocado a recomendação para o papel “em revisão”. É o caso do Bank of America, do Citi e do Safra.

Diante de um horizonte mais incerto pela frente, analistas do Safra pedem, em nota a clientes, mais tempo para analisar o cenário para a companhia e destacam que estão revisando as projeções para a ação.

Enquanto isso, a equipe do Citi reduziu a recomendação para o papel de “compra” para “neutra”, cortando o preço-alvo em mais de 53%, de R$ 38 para R$ 18 para dezembro deste ano, potencial de alta de 12,7% em relação ao preço atual.

“Nossa tese de investimento não é mais válida. As recentes explicações da administração da empresa para a expansão do retorno sobre o patrimônio (ROE) precisam ser melhor investigadas.”

  • Felipe Salomão, analista do Citi, em relatório

O BofA chegou a reiterar a recomendação de compra para os papéis na segunda-feira, elevando o preço-alvo de R$ 41 para R$ 44. Na quarta-feira, entretanto, o banco colocou os papéis “em revisão”.

Na XP, a opção por colocar IRB sob “revisão” partiu em fevereiro, após a divulgação das cartas pela Squadra. Com a mudança na diretoria, Marcel Campos, analista da XP, afirma que o impacto é grande, principalmente quando considerado que ainda não há um novo presidente nem da companhia nem do Conselho. O anúncio poderia, segundo ele, dar melhor percepção ao mercado sobre como serão as novas práticas do negócio.

“Uma nova administração sempre pode mudar os rumos de uma companhia. Porém, a perda de um presidente, diretor financeiro e o presidente do conselho em menos de uma semana é uma mudança bastante drástica para o mercado assimilar”, diz.

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O incrível potencial da Tupy na Bolsa após a compra da Teksid

Seguindo na linha de publicar posts com conteúdo relevante sobre as empresas que compõem nosso portfólio, volto a comentar sobre os últimos movimentos de uma das empresas que vemos como um dos maiores potenciais de crescimento da Bolsa: a Tupy.

Aos que não estão atualizados com os últimos passos dados pela empresa, após a aquisição da parte de fundição de ferro da Teksid, empresa do grupo FCA (Fiat-Chrysler), a Tupy passa a ser efetivamente um dos principais players do mercado de fundição de blocos e cabeçotes do mundo.

A empresa informou os detalhes da aquisição e os potenciais ganhos de sinergia que podem ser capturados. Vamos aos números:

A proposta de aquisição de 100% do negócio de fundição de ferro da Teksid, que inclui operações localizadas no Brasil, no México, na Polônia, em Portugal e na China (esta última, joint venture na qual Teksid detém 50% de participação), além de escritórios nos Estados Unidos e na Itália, foi ao preço de 210 milhões de euros.

Esse valor representa aproximadamente 4,9 vezes o Ebitda projetado para a Teksid em 2019, e o valor será pago após a conclusão do negócio, conforme informado em fato relevante do dia 20 de dezembro de 2019.

Com receita líquida operacional de aproximadamente 526 milhões de euros em 2018, a empresa conta com cerca de 6.000 funcionários.

Assim, com a conjugação das operações, a Tupy+Teksid terá quase de R$ 8 bilhões de faturamento anual (considerando-se o euro na faixa de R$5), um aumento de mais de 50%. A nova companhia tem quase 10% da produção mundial de blocos e cabeçotes.

Importante frisar que esse movimento de aquisição se torna muito coerente principalmente pelo nível de eficiência que a Tupy alcançou no seu processo de produção e que será replicado e aperfeiçoado na Teksid, melhorando mais que proporcionalmente os níveis de lucratividade.

Mas qual é o racional desta aquisição?

A Tupy já vinha há alguns anos se preparando para esse momento. Percebendo um movimento das indústrias automobilísticas de terceirizar a fabricação de motores a diesel, fez uma oferta pela fundição da FCA (FIAT+Chrysler), com a garantia de fornecimento de longo prazo de produtos.

Esse é o ponto relevante que foi percebido pela Tupy e que deve continuar tornando-a a principal player consolidadora deste mercado.

Hoje, a referência mundial no desenvolvimento de tecnologia em fundição e usinagem de blocos e cabeçotes está em Joinville-SC, local da sede da Tupy.

Como exemplo desse processo, temos o caso do ferro CGI (Compacted Graphite Iron), que possui mais resistência, mais rigidez com menos peso, o que permite um melhor desempenho dos motores a diesel. A Tupy é a empresa que melhor aplica o produto com menor custo.

Importante ressaltar que essa consolidação também permitirá que a Tupy tenha a garantia e a previsibilidade operacional e financeira, ou seja, ser extremamente resiliente, dado que na sua carteira de clientes temos praticamente todas as principais montadoras mundiais.

Também devemos ressaltar que a aquisição manterá a baixa alavancagem da companhia, não prejudicando as margens, mantendo a relação dívida líquida/EBITDA em até 2,5X.

Uma questão importante, e ainda dentro do racional da aquisição, a Tupy tem capacidade e interesse em avançar no desenvolvimento de sua cadeia produtiva, por meio de novas ligas, e em agregar mais serviços aos produtos como a usinagem e a montagem de componentes.

Esse movimento agregará mais valor aos produtos vendidos, o que deverá gerar aumento das principais margens de lucros.

Alguns podem me perguntar: investir em empresas de motores a combustão não é um movimento datado e de risco, em função da eletrificação dos veículos?

Sem dúvida isso se aplica aos veículos leves.

Já nos veículos pesados, dada a necessidade de autonomia e capacidade de carga, os motores a diesel – e principalmente a gás natural – podem ser a solução ideal que une eficiência e proteção ambiental.

É importante notar que o gás, apesar de ser um combustível fóssil, é considerado menos poluente e nocivo ao meio ambiente, já que a sua queima possui baixos níveis de emissão de CO2. Já os modernos motores a diesel poluem menos que os movidos a gasolina.

Outro dado importante é que os atuais motores a diesel seriam facilmente convertidos para gás, cujo custo unitário mais que compensaria a conversão, mais ainda com o amplo projeto de exploração do pré-sal no Brasil que pode reduzir drasticamente o custo da energia no país.

Devemos ainda ressaltar que a aplicação dos motores/geradores pode ser largamente utilizada dependendo do custo do gás e que isso seria extremamente benéfico para a Tupy. Seria economicamente viável ter autogeradores in locu nas indústrias, mudando radicalmente o perfil de consumo de energia do país, que se tornaria menos dependente das concessionárias de energia elétrica.

Há oportunidades também na indústria da navegação, que passa por uma mudança de legislação ambiental, que basicamente reduz os níveis de emissão, fazendo com que as embarcações passem a ter motores/geradores a diesel ou a gás natural, beneficiando a empresa.

Dessa forma, entendemos que o movimento feito pela Tupy com a aquisição da Teksid permitirá que a empresa se posicione de forma definitiva na fundição e usinagem de motores a diesel e gás, tornando-se referência nesses produtos que podem ter as mais variadas aplicações no campo energético.

Seguimos firmes e confiantes que estamos diante de um case de rentabilidade e resiliência, e que em breve deverá retomar os níveis de pagamento de dividendos feitos nos últimos anos.

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Corona Day: como os gestores agiram quando a Bolsa caiu 7% em um dia?

O que fazer com suas ações quando um vírus que está se espalhando pelo mundo causa uma das maiores quedas diárias da bolsa?  

No episódio 43 do Stock Pickers tentamos trazer essa resposta, ouvindo dois gestores com mais de 20 anos de experiência e atuações bem diferentes no mercado de ações. 

De um lado, Paolo Di Sora, fundador e gestor na RPS, conhecido por ter uma atuação bastante  tática e ativa no mercado, focada no curto prazo. Do outro, Luiz Liuzzi, fundador e gestor na Kiron e um value investor raiz: toca um fundo long only e busca investir sempre com horizonte de pelo menos 3 a 5 anos. 

O que aconteceu naquela dia? 

Na Kiron, o Corona Day foi um dia de compras. E Luiz Liuzzi explicou por quê: para o gestor focado na compra de ações, é a seleção de boas empresas, que vão passar com saúde por momentos como esse. Por isso, aliás, uma boa gestão de caixa é essencial para que fundos possam “sair às compras” quando os preços dos papéis em que acreditam caem.  

Já a RPS, com sua visão mais tática, agiu para reduzir perdas, mas não ficar de fora de uma  possível volta: diminuiu sua exposição em commoditiese montou posições em derivativos 

E para mostrar que o Stock Pickers também é utilidade pública 

Convidamos o Renê Fioravanti Landi, gerente médico da Rede D’Or, para trazer o ponto de vista médico sobre o vírus, e Henrique Bredda, um dos nossos “best friends”, que trouxe a visão da Alaska sobre os impactos do coronavírus no curto e longo prazo.

Para entender no detalhe o que cada um dos gestores fez com o impacto do coronavírus e o que esperar daqui para frente do mercado, além de saber quais empresas o Liuzzi aproveitou para aumentar posição com as quedas, é só ouvir o episódio. 

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts. 

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Para explicar dólar, Guedes cita coronavírus, desaceleração, incerteza e política

Paulo Guedes

Questionado sobre a alta do dólar, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 5, que “isso era perfeitamente previsível”. Em seguida, ensaiou uma lista de explicações: “Tem o coronavírus, a desaceleração global, incertezas… O que vocês (imprensa) estavam dizendo há um ou dois dias? Que está um caos, que o presidente não se entende com o Congresso, que não está havendo coordenação política, toda hora tem uma bomba… Se está havendo todo esse frisson, o dólar sobe um pouco.”

Guedes disse também que o câmbio preocupa quando sobe rápido, mas, para isso, o Banco Central (BC) atua. “Está provendo boa liquidez”, comentou.

O ministro também afirmou que empresas que remetem recursos para fora do País também influenciam a cotação do câmbio.

Mídia

Ele sugeriu que a mídia tem relação com o aumento do dólar. “Como estamos confiantes de que a mídia vai entender que o Brasil está mudando para melhor, é uma questão de tempo. Se vocês estiverem menos nervosos daqui a um mês, quem sabe o dólar acalma”, disse.

‘Quatro por quatro’

Além disso, Guedes afirmou que o modelo econômico do Brasil é “quatro por quatro”, com juros na casa dos 4% e dólar na casa dos R$ 4.

PIB

O ministro da Economia afirmou que a projeção dele para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 é de crescimento de 2% e admitiu que trabalha com uma estimativa diferente da calculada pela Secretaria de Política Econômica (SPE), subordinada à pasta que ele comanda. Ele concedeu entrevista a jornalistas depois de ter participado de encontro com empresários promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A previsão da SPE para 2020 é de expansão de 2,4% e a expectativa é que o número seja revisado na semana que vem.

Guedes disse que “sempre” trabalhou com um cenário em que a economia crescia 1% no primeiro ano do governo Bolsonaro 2% no segundo ano. Guedes ressaltou que a estimativa da SPE é calculada por “economistas sofisticados”, que recorrem a modelos econométricos.

Impacto do coronavírus

O ministro da Economia afirmou ainda que, pelas contas dos economistas que trabalham com ele, o impacto negativo do coronavírus na economia brasileira seria de 0,5 ponto porcentual, na pior das hipóteses, em um cenário de crescimento de 2,5%. Na melhor das hipóteses, segundo ele, o impacto seria de apenas 0,1 ponto porcentual.

Para o ministro, o coronavírus vai afetar mais onde está o foco da epidemia, a China, e as economias mais abertas, como é o caso também do país asiático. No caso do Brasil, ele disse, a economia é uma das mais fechadas do mundo. “Quando o vento é a favor, não pega tanto. Então, com o vento contra, também não pega tanto”, afirmou.

Guedes disse ainda que o resultado do PIB de 2019 poderá ser revisado pelo IBGE, como aconteceu nos anos anteriores. Pela margem de erro do instituto, disse o ministro, a expansão registrada para o PIB de 2019 poderia subir de 1,1% para 1,4%.

Mansueto

O ministro também comentou as declarações dadas mais cedo pelo secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. “Se o Mansueto esperava PIB a 3%, ele está frustrado”, disse. Mas depois concordou com o secretário: “Sim, 1% de crescimento para um país em desenvolvimento é pouco, pois o Brasil crescia 7,3% há 40 anos.”

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