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Entenda agora a diferença entre ações ON e PN

Quem pretende investir em ações deve conhecer a diferença entre ações ON e ações PN, termos comumente usados no mercado de finanças. As ações ordinárias (ON) e preferenciais nominais (PN) trazem algumas distinções entre si, incluindo os benefícios e direitos que oferecem aos detentores dessas ações. 

Para tirar suas dúvidas sobre as ações ON e ações PN, trouxemos as características essenciais de cada uma. Procuramos também demonstrar qual pode ser mais vantajosa para o seu perfil. Confira!

Qual é a diferença entre ações ON e PN?

Mas, então, o que são ações ON e ações PN? Os termos são abreviações para Ações Ordinárias (ON) e Ações Preferenciais Nominativas (PN). Para saber diferenciá-las, é preciso identificar qual número aparece ao lado do código. 

Nas ações ordinárias, você sempre encontrará o número 3 ao final — se quiser adquirir ações da AMBEV, por exemplo, o código apresentado será ABEV3. 

É possível identificar as ações preferenciais pelo número 4. Portanto, para comprar uma ação preferencial da Petrobras, basta observar o código: PETR4. Bem simples, não é mesmo? 

Porém, não existe somente uma diferença entre elas: algumas características são essenciais para compreender as similaridades e divergências entre ações ON e ações PN. 

O próprio nome traz informações importantes. Quem opta por ações preferenciais nominativas ganha preferência no momento de receber dividendos. Já quem opta pelas ações ordinárias pode tomar decisões. Isto é, tem participação nos votos das assembleias de acionistas. 

A seguir, veja quais são as principais características das ações ON e ações PN. 

Ações ordinárias

As ações ordinárias são as que representam poder de decisão em assembleia. Os detentores de ações ordinárias normalmente têm direito a um voto por ação e recebem os dividendos a critério da administração da empresa. O direito ao voto está diretamente relacionado ao percentual de participação. 

Quem investe nesse tipo de ação recebe o pagamento de dividendos após os acionistas preferenciais. Embora o risco da ação ON seja maior, quem investe nessa categoria pode obter recompensas vantajosas. Se uma empresa apresenta grande percentual de lucro, os acionistas preferenciais e os credores recebem valores fixos. Contudo, os que optaram por ações ordinárias podem dividir uma grande parte dos lucros. 

O mesmo acontece quando empresas pequenas, como as startups, são vendidas para grandes corporações. Geralmente, quem investe em ações ordinárias lucra mais do que aqueles que investem em ações PN. 

Veja alguns exemplos de ações ordinárias e suas respectivas empresas:

  • BBDC3: Banco Bradesco;
  • PETR3: Petrobras;
  • CVCB3: CVC Brasil;
  • MGLU3: Magazine Luiza;
  • USIM3: USIMINAS;
  • ABEV3: AMBEV;
  • VALE3: VALE. 

Portanto, para reconhecer uma ação ordinária, basta procurar pelo número 3 ao final do código. 

Ações preferenciais

Agora que você já conhece as ações ON, é hora de saber um pouco mais sobre as ações preferenciais nominais (PN). Quem compra esse tipo de ação tem preferência para receber os dividendos da empresa, ao contrário de quem opta pelas ações ON. Essa é a maior vantagem desse tipo de negociação. 

Quem negocia com ações preferenciais não tem nenhum poder de influência na Assembleia Geral. Porém, em casos de liquidação ou falência, as PN são pagas segundo seu valor nominal somente após o pagamento aos obrigacionistas em circulação. 

Logo, os acionistas preferenciais recebem o pagamento antes dos acionistas ordinários. Mas, ainda assim, existe o risco de ficar atrás dos credores. Devido a esse risco, uma opção viável é se concentrar em ações preferenciais em empresas com fortes classificações de crédito. Elas certamente vão apresentar menores chances de inadimplência. 

Por outro lado, as ações ordinárias têm prioridade mais baixa para os ativos da empresa. Elas recebem apenas dividendos a critério da administração da corporação. 

Recentemente, houve mudanças no mercado de capitais. Após uma reformulação, as empresas não podem mais emitir uma quantidade maior de ações PN. A partir da promulgação da Lei das Sociedades Anônimas, só pode ser emitida uma ação preferencial para cada ação ordinária. O acionista minoritário que detém ações ON pode receber, no mínimo, 80% do valor pago por ação aos acionistas majoritários. Esse mecanismo é nomeado de tag along.

Vale ressaltar que as ações PN são exigíveis. Isto é, a empresa pode comprá-las de volta dos acionistas quando desejar, sem motivo aparente. 

Veja alguns exemplos de empresas com ações preferenciais e seus códigos correspondentes:

  • PETR4: Petrobras;
  • BBDC4: Banco Bradesco;
  • AZUL4: AZUL SA;
  • VALE4: VALE;
  • ITUB4: Banco Itaú. 

Para identificar as ações preferenciais, é só procurar pelo número 4 ao final da sigla. 

Como escolher em qual ação investir? 

Tomar essa decisão nem sempre é uma tarefa simples. Para saber em qual ação investir, é necessário entender o seu perfil de investidor. Você gosta de arriscar ou prefere investir com cautela? Deseja adquirir renda de forma passiva ou ativa? 

Independentemente de qual será a sua decisão, é importante analisar se ações ON e ações PN podem ser alternativas viáveis. 

Geralmente, quem busca apenas o lucro, sem se preocupar em ter influência nos planos da empresa, opta pelas ações preferenciais. Por outro lado, as ações ordinárias são mais apropriadas para quem é experiente e deseja exercer direito de voto em assembleia. 

Para saber se você fez a escolha certa, uma dica é prestar atenção na liquidez e nos dividendos. As ações PN podem oferecer um fluxo de dividendos mais fixo do que as ações ON. 

O mercado brasileiro, inclusive, apresenta um volume maior de ações preferenciais. Isso torna a liquidez mais atraente para os iniciantes. As ações ON são indicadas, principalmente, para quem não tem pressa de receber os lucros. 

Em resumo: diferenciar as principais características das ações ON e ações PN é o primeiro passo para entender em qual delas você pode investir. Saber como funcionam esses papéis no mercado financeiro pode ajudar — e muito! — a tomar uma decisão mais acertada. 

Agora você já sabe o que são e qual é a diferença entre ações ON e ações PN, bem como suas principais características. Então que tal se aprofundar mais no assunto? Para aumentar sua compreensão a respeito do mercado de ações, baixe gratuitamente o nosso Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos!

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Vale a pena investir em fundo long biased?

Quem está procurando formas de diversificar sua carteira de aplicações financeiras provavelmente já se deparou com fundos de investimentos. Esse é um termo genérico, que abrange diversas estratégias seguidas por diferentes gestores. Um dos que mais se destacaram nos últimos tempos é o fundo long biased.

Esse fundo de investimento tende a aproveitar a valorização de ações, mas também pode realizar a venda de papéis caso essa estratégia preserve seus retornos. Neste post, veja mais detalhes sobre o fundo long biased, suas vantagens e desvantagens, a fim de decidir se vale a pena incluí-lo na sua carteira de investimentos.

O que são fundos de investimentos long biased?

Antes de conhecermos o fundo long biased, é importante definir o que são fundos de investimentos e o que significam os termos long (longo) e short (curto) no jargão financeiro. 

Um fundo é como um condomínio: ele capta dinheiro de diversos aplicadores, chamados de cotistas. Com os recursos dessas várias pessoas, os gestores conseguem acessar aplicações mais interessantes e retornos melhores. A valorização do fundo é distribuída a cada cotista de acordo com o valor aplicado no fundo, traduzido em cotas.

Em troca dessa gestão, o fundo cobra uma taxa de administração. Também pode cobrar uma taxa de performance quando supera seu índice de referência, ou benchmark. Por exemplo, caso o objetivo seja atingir 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, taxa de empréstimo entre bancos) e o fundo atinge 110% do CDI, pode cobrar a taxa de performance.

Os gestores cuidam da estratégia do fundo, mas não são livres para tomar qualquer decisão. As aplicações devem seguir o regulamento do fundo, submetido para a Comissão de Valores Mobiliários. A CVM define quatro categorias de fundos de investimentos: fundos de renda fixa, fundos de ações, fundos multimercado e fundos cambiais.

Entre fundos de ações, nos quais ao menos 67% do patrimônio deve ser aplicado em ações e ativos relacionados, é possível adotar diferentes posicionamentos. Quem compra um papel e espera sua valorização adota uma estratégia long. Já quem aguarda a desvalorização de uma ação e opera com sua venda assume uma atitude short.

Long and short

O fundo long and short opera comprando e vendendo ações, observando respectivamente em suas valorizações e desvalorizações.

No caso da primeira estratégia (long), o fundo ganha pela diferença entre os preços de compra e venda das ações com tendência de alta. No caso da segunda estratégia (short), os lucros vêm pela venda e posterior recompra das ações com tendência de baixa.

Long only

Já o fundo long only opera apenas com a compra de ações, rentabilizando com sua posterior valorização. É uma estratégia de longo prazo: o gestor avalia o potencial de cada papel e pode enfrentar volatilidades em curto e médio prazo porque concluiu que essa ação vai se valorizar no futuro.

Long biased

No fundo long biased, a tendência (em inglês, bias) é operar comprando ações e esperando sua valorização para obter lucros. Apesar desse foco, o fundo de investimentos long biased também pode ter algumas vendas de papéis caso queira aproveitar baixas futuras nos preços.

Por conta dessa estratégia, o fundo long biased fica entre as estratégias long and short (sempre compra e venda) e long only (sempre compra).

Quais são as vantagens e desvantagens de investir em fundo long biased?

Vantagens

Flexibilidade de gestão

O fundo long biased permite uma maior flexibilidade de gestão do que um fundo long only. Seus administradores podem aproveitar tanto momentos de potencial valorização, quanto de potencial queda no mercado, comprando ou vendendo ações para atingir a melhor rentabilidade possível.

Diversidade de ativos

O fundo long biased costuma comprar ações e vendê-las às vezes, mas pode adotar uma estratégia multimercado. Em momentos ruins no mercado financeiro, o long biased pode aplicar em renda fixa e promover a diversidade de ativos. Essa diversificação é uma forma de minimizar perdas e melhorar a rentabilidade geral da carteira em relação a quem apenas compra ações.

Menor volatilidade

Essa possibilidade de tanto comprar quanto vender ações e de diversificar os ativos pode ser uma proteção contra a volatilidade — o sobe e desce do mercado financeiro.

Enquanto o fundo long only apresentou volatilidade média de 15%, segundo um estudo da consultoria Aditus, o long biased apresentou uma volatilidade entre 7% e 12%.

Isenção de come-cotas

Como um fundo de ações, o long biased terá uma incidência máxima de 15% de Imposto de Renda. Já na renda fixa, por exemplo, adota-se uma tributação que vai de 22,5% a 15%, de acordo com o tempo de aplicação.

Diferentemente de fundos de investimentos como o multimercado, um fundo de ações é isento de come-cotas. A tributação funciona como uma antecipação semestral do recolhimento do Imposto de Renda e afeta a rentabilidade da aplicação financeira.

Desvantagens

Dificuldade de mensurar o risco

A gestão de um fundo long biased é bem ativa, já que ela realiza tanto operações long quanto short. É difícil determinar qual rumo o fundo vai seguir e mensurar a volatilidade e o risco dessa aplicação financeira. Não se consegue prever quanto dos recursos do fundo vai estar exposto em ações.

Antes de aplicar seu dinheiro, você deve analisar o histórico de um fundo de investimentos, incluindo sua taxa de volatilidade média. Assim, pode entender se o fundo está adequado ao seu limite de exposição ao risco.

Menor aproveitamento dos momentos de alta

A menor presença do fundo long biased no mercado de compra de ações pode ser uma desvantagem em relação ao long only nos momentos de otimismo, com potencial valorização dos papéis. 

O long biased provavelmente aproveitará menos a alta na cotação das ações do que o long only. Afinal, uma parcela de seus investimentos poderá estar comprometida em operações de venda ou até na renda fixa, prevendo uma desvalorização dos papéis que ainda pode demorar a chegar nos momentos de otimismo.

Afinal, o fundo long biased vale a pena?

O fundo long biased tem aproveitado os últimos anos de otimismo no mercado financeiro brasileiro. Para quem acredita que esse momento continuará, pode ser uma opção interessante de aplicação financeira.

Vale lembrar, porém, que a renda variável é para quem pensa nos retornos em longo prazo, com um perfil moderado para arrojado. É mais indicado para quem tem metas a serem cumpridas em vários anos, como pagar a graduação dos filhos pequenos ou garantir uma boa aposentadoria. 

O long biased deve ser combinado a outras aplicações financeiras de renda fixa ou variável, trazendo mais diversidade de ativos à sua carteira e menos exposição ao risco.

O fundo long biased é uma aplicação financeira com tendência de comprar ações com potencial de valorização, mas que pode vender ações como forma de proteger sua rentabilidade. É uma opção de diversificação, mesmo quando falamos apenas em fundos de investimentos. Agora que você já sabe como ele funciona, dê mais um passo e conheça outros fundos de investimento!

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Amazon confirma primeiro funcionário infectado por coronavírus nos EUA e aumenta alerta nos negócios

SÃO PAULO – Na última terça feira (3), a Amazon anunciou que um de seus funcionários testou positivo para a Covid-2019 nos Estados Unidos. Em um e-mail interno, a Amazon confirmou que um empregado do escritório sede da companhia em Seattle, Washington, estava infectado com o vírus.

“O funcionário foi para casa na última terça-feira, no dia 25 de fevereiro, por não estar se sentindo bem”, diz o e-mail interno da companhia.

O empregado voltou para casa e não foi mais trabalhar desde então. No fim de semana seguinte, entrou em contato com as autoridades de saúde para realizar o teste.

Com a infecção de uma mais uma pessoa, o estado de Washington aumenta o alerta, já que é o segundo estado com mais casos confirmados no país, com 27 casos. Apenas da Califórnia, que possui 38 casos, teve mais confirmações.

De acordo com e-mail interno da companhia, no momento, esse funcionário está em quarentena em sua casa. Todos os seus colegas próximos e quem teve contato com o funcionário doente serão comunicados separadamente e também deverão passar por uma quarentena domiciliar.

“O risco de contaminação dos funcionários que não tiveram contato próximo ou direto com com esse indivíduo é considerado baixo”, termina o e-mail.

A confirmação do primeiro caso americano do novo coronavírus na Amazon ocorre apenas dois dias após a filial da companhia na Itália informar que detectou dois funcionários doentes em Milão. Segundo informações da Reuters, os dois funcionários italianos da varejista estão em quarentena e todos os seus colegas diretos estão sendo orientados.

Na semana passada, antes mesmo da confirmação dos casos, a Amazon já havia recomendado aos seus mais de 700 mil funcionários que evitassem realizar viagens que não fossem essenciais. Além disso, a companhia também colocou restrições de viagem para países com um alto número de casos, como China, Coreia do Sul e Itália.

Amazon não é única big tech com infectados

Além da Amazon, outra gigante da tecnologia também registrou um infectado entre seu quadro de funcionários. Na última sexta-feira (28), o Google enviou um comunicado interno aos funcionários informando que um colaborador que trabalhava em um escritório em Zurique, na Suíça, testou positivo para a Covid-2019.

“Nós tomamos – e iremos continue a tomar – todas as medidas de precaução necessárias, seguindo o conselho das autoridades de saúde pública, pois priorizamos a saúde e a segurança de todos os nosso funcionários e colaboradores”, disse a empresa em comunicado.

Assim como a Amazon, o Google recomendou que seus funcionários evitem realizar viagens internacionais, principalmente para países com grandes números de infectados.

Além dessas recomendações, a companhia também cancelou o Google News Initiative Summit, uma conferência da companhia voltada para o setor de mídia e comunicação que aconteceria nesse primeiro semestre em São Francisco. Ainda não há uma nova data para que o evento venha a ocorrer.

Prejuízos e estimativas de mais perdas

Os reflexos que o novo coronavírus pode ter sob a economia mundial fizeram com que diversas empresas estimassem grandes perdas ao longo do ano, enquanto outras tomam precauções para não deixar o cenário ainda pior.

A Apple afirmou que não irá mais cumprir suas expectativas de receita para o trimestre. O impacto da notícia fez com que a empresa perdesse US$ 45 bilhões em valor de mercado no pregão do dia 18 de fevereiro.

O impacto do coronavírus sob a Apple é muito importante, já que a China, principal epicentro da doença, é um dos maiores mercados da companhia, além de ser um dos maiores centros de produção e distribuição logística da Apple.

Outra gigante da tecnologia que diminuiu as estimativas dos resultados para o ano foi a Microsoft. A companhia comunicou ao mercado que provavelmente não conseguiria atingir as receitas previstas com os negócios da linha “More Personal Computer”, que inclui a receita de licenciamento do sistema operacional da marca para fabricantes de PCs.

Após anunciar, na última semana, que seria difícil arrecadar os US$ 10,75 bilhões previstos para o ano, a resposta do mercado foi ruim para a empresa. A Microsoft viu suas ações caírem cerca de 2%, o que acarretou em uma perda de US$ 62 bilhões em valor de mercado. Assim como a Apple, a Microsoft sofre principalmente com a paralisação de fábricas na China.

A Mastercard também informou aos investidores sobre a redução nas previsões de faturamento em 2020. A empresa disse que deve sentir uma diminuição entre 2% e 3% na receita trimestral, principalmente puxada pelos impactos do vírus no segmento de turismo e viagens, além do crescimento no comércio eletrônico internacional.

No setor de alimentos, a Coca-Cola estimou uma queda até US$ 0,02 no lucro por ação no primeiro trimestre de 2020. Segundo a companhia, o surto afetou diretamente a cadeia de suprimentos, já que o envio de diversos insumos da China para outras fábricas ao redor do mundo não aconteceu.

A Danone também cortou suas previsões de vendas no primeiro trimestre de 2020 em cerca de 100 milhões de euros. Houve, ainda, uma queda na estimativa de crescimento de vendas em 2020 de 5% para 2%. o país é responsável por cerca de 10% da vendas totais do grupo.

Há ainda marcas e companhias que decidiram encerrar, por ora, suas operações na província de Wuhan, onde foram relatados os primeiros casos, e na China em como um todo.

É o caso de McDonald’s, Starbucks e Nike. As empresas do setor de alimentos decidiram suspender suas operações na província de Wuhan, enquanto a distribuidora de artigos esportivos fechou metade de suas lojas no país. A Tesla também aderiu ao movimento e fechou temporariamente sua recém-inaugurada fábrica em Xangai.

Há ainda, as companhias que estão evitando a Ásia no geral. As marcas de luxo Chanel e Prada adiaram seus desfiles na Ásia por conta da situação com o continente – China, Coreia do Sul e Japão são os países asiáticos com a situação mais delicada.

A Disney também decidiu fechar seus resorts em Xangai e Hong Kong. Durante uma teleconferência com investidores, Christine McCarthy, diretora financeira da Disney, afirmou que a empresa prevê uma diminuição de US$ 135 milhões no lucro operacional do parque de Xangai e US$ 40 milhões no lucro operacional do parque de Hong Kong, caso ambos permaneçam fechados por um mês.

O Alibaba, o maior e-commerce chinês, embora não tenha alterado suas estimativas financeiras para 2020, afirmou que o vírus pode mudar muito o padrão de compras das pessoas, onde os consumidores devem diminuir bastante os gastos discricionários, como viagens e restaurantes.

Maggie Wu, diretora financeira do Alibaba, afirmou em teleconferência com investidores que a receita geral será impactada negativamente, mas não informou número ou estimativa de resultado.

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Ibovespa Futuro cai mais de 1% seguindo exterior com noticiário sobre coronavírus; dólar futuro sobe a R$ 4,61

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quinta-feira (5) com o noticiário sobre o coronavírus voltando a pesar a despeito dos estímulos promovidos pelos bancos centrais das maiores economias do mundo. A Califórnia declarou estado de emergência após a primeira morte pelo vírus ser reportada.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o número de pessoas contaminadas pelo coronavírus ultrapassou 93 mil. Além do medo do corona, a Associação Internacional dos Transportes Aéreos (IATA) advertiu na manhã de hoje que as empresas aéreas terão perdas estimadas entre US$ 63 bilhões e US$ 113 bilhões, reportou a CNBC News.

Às 09h09 o contrato futuro do Ibovespa caía 1,23% a 106.085 pontos. O dólar futuro para abril, por sua vez, subia 0,37% a R$ 4,61. Já o dólar comercial avança 0,50%, a R$ 4,603 na compra e R$ 4,6037 na venda.

Na véspera, o Banco Central anunciou que ofertaria 20 mil contratos de swap cambial no pregão desta quinta. A informação não foi o bastante para evitar que o dólar fechasse na sua máxima nominal histórica, em R$ 4,58 à vista.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 ficava estável a 4,22% e o DI para janeiro de 2023 avança um ponto-base a 4,83%. O DI mais longo, para janeiro de 2025, operava estável a 5,79%.

Política 

O Congresso Nacional manteve o veto presidencial sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A manutenção do veto veio após acordo entre Congresso e Palácio do Planalto, o que explicou a votação maciça favorável ao veto. O acordo envolveu o envio, pelo governo, de Projetos de Lei (PL) que tratam da distribuição das verbas de emendas e do relator-geral do Orçamento.

Com a manutenção dos vetos, o relator-geral do orçamento não poderá indicar prioridades na execução de obras realizadas com orçamento público. O governo não terá mais o prazo limite de três meses para repassar a verba do Orçamento. Na prática, o orçamento destinado a emendas de comissão e do relator não são mais impositivas. Além disso, não haverá penalização ao governo caso ele não faça o pagamento dessa verba.

Independentemente do acordo, partidos de vários matizes ideológicos, como Rede, Novo, PSL e MDB, mostraram-se favoráveis aos vetos. Para eles, se o veto fosse derrubado, a governabilidade e o poder de gestão do presidente da República sobre a verba pública ficariam prejudicado. Partidos de oposição se colocaram a favor do veto, considerando que a medida prejudicaria não só o atual presidente, mas todos os que se seguirem.

A votação ocorreu após dias de negociações e acordos entre governo e Congresso, encabeçados, principalmente, pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o ministro da Secretaria-Geral de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Noticiário corporativo 

Em destaque, após a queda de mais de 30% das ações, o IRB anunciou que Werner Suffert é o novo vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores da companhia. O executivo, que ocupou o posto de CFO e diretor de Relações com Investidores da BB Seguridade (BBSE3) pelos últimos seis anos, também assume a posição de CEO interinamente, até a nomeação de um profissional para a função.

No radar de balanços, a CSN teve lucro líquido de R$ 1,13 bilhão no quarto trimestre de 2019, em queda de 36% ante o lucro de R$ 1,77 bilhão registrado no mesmo trimestre de 2018. A Arezzo (ARZZ3), rede varejista de moeda feminina, publicou balanço na noite de ontem e informou um lucro líquido de R$ 59,4 milhões no quarto trimestre de 2019.

Houve uma expansão de 50,6% sobre igual período do ano anterior. No fechamento de 2019, o lucro líquido avançou menos, 16,9% sobre 2018, para R$ 162,1 milhões. A empresa intensificou sua abertura de franquias, chegando a 737 pontos de venda no Brasil e no exterior.

Já a CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (TRPL4) comunicou ontem que obteve um lucro líquido de R$ 1,77 bilhão em 2019. Já a Direcional aprovou a abertura de capital da Riva no Novo Mercado.

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Ações da Netflix e outras podem se beneficiar do efeito quarentena causado pelo coronavírus

SÃO PAULO – Em meio aos efeitos negativos causados pelo surto do novo coronavírus em diversos mercados, as ações da Netflix seguem o sentido oposto.

Mesmo com o cenário ruim, a companhia parece estar imune às grandes quedas que outras ações estão sofrendo até agora, porque os investidores acham que um surto pode levar as pessoas a passar mais tempo em casa e assistir ao serviço de streaming.

“O mercado gosta da Netflix sob a premissa de que a quarentena tem um valor alto”, disse Bill Smead, diretor de investimentos da Smead Capital Management, em um relatório.

Com um crescimento de mais de 15% neste ano, os papéis da provedora de streaming tiveram um dos melhores desempenhos no S&P 500 na última semana, mesmo com o índice em queda.

Composto por diversos ativos cotados nas bolsas da NYSE e NASDAQ, o S&P 500 vivenciou uma das suas piores semanas desde a crise financeira de 2008, após a Organização Mundial de Saúde (OMS) elevar para “muito alto” o nível de disseminação do novo coronavírus em todo mundo.

A expectativa do aumento de pessoas em home-office ou em isolamento domiciliar pode beneficiar também outros serviços de entretenimento, como Facebook, Disney e Amazon.

Analistas da Moody’s Investors Services, liderados por Neil Begley, em um relatório de janeiro, quando o surto do coronavírus ainda se concentrava na China, já apontavam para o movimento.

“Se o contágio se tornar mais difundido internacionalmente, mas com pouco pânico, é provável que mais pessoas busquem opções de entretenimento doméstico, como empresas como a Comcast e AT&T, além de programas de TV e filmes da Netflix, Disney Plus, Peacock da Comcast, HBO Max da AT&T e a própria AT&T”.

Na última semana, a MKM Partners recomendou uma lista de ações de empresas que atendem consumidores em casa e seriam as “potenciais beneficiárias em um mundo de indivíduos em quarentena”.

“O que as pessoas fariam se ficassem presas o dia inteiro? Ao invés de tentar prever o quanto essas ações podem cair, decidimos explorar quais podem se sustentar melhor”, afirmou JC O’Hara, analista da MKM Partners, a CNBC.

Confira as recomendações da MKM:

  • Activision Blizzard
  • Netflix
  • Tencent Music
  • Zynga
  • Facebook
  • Match
  • Yelp
  • Zillow
  • Nexstar Media
  • New York Times
  • Sirius XM
  • Boingo Wireless
  • Purple Innovation
  • Sonos
  • Amazon
  • Blue Apron
  • Alibaba
  • eBay
  • GrubHub
  • JD.com
  • Shutterstock
  • Peloton
  • Sturm Ruger & Co.
  • Campbell Soup
  • Central Garden & Pet Co.
  • Clorox
  • Okta
  • Alarm.com
  • Citrix Systems
  • Atlassian
  • Slack
  • Zoom
  • Diamond Eagle

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CSN lucra R$ 1,13 bilhão no 4º trimestre, queda de 36%, e outros balanços; IRB muda comando e mais destaques

A CSN divulgou na manhã de hoje seu balanço do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A CSN informou que obteve um crescimento de 8% na receita líquida do quarto trimestre de 2019, que foi de R$ 6,5 bilhões, ante os R$ 6,05 bilhões de igual trimestre do ano anterior.

A Arezzo (ARZZ3), rede varejista de moeda feminina, publicou balanço na noite de ontem e informou um lucro líquido de R$ 59,4 milhões no quarto trimestre de 2019. Houve uma expansão de 50,6% sobre igual período do ano anterior. No fechamento de 2019, o lucro líquido avançou menos, 16,9% sobre 2018, para R$ 162,1 milhões. A empresa intensificou sua abertura de franquias, chegando a 737 pontos de venda no Brasil e no exterior.

Já a CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (TRPL4) comunicou ontem que obteve um lucro líquido de R$ 1,77 bilhão em 2019. Já a resseguradora IRB Brasil anunciou mudança da cúpula após a forte queda das ações na véspera.

IRB (IRBR3

O IRB Brasil anunciou na noite da última quarta que Werner Suffert é o novo vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores da companhia. O executivo, que ocupou o posto de CFO e diretor de Relações com Investidores da BB Seguridade (BBSE3) pelos últimos seis anos, também assume a posição de CEO interinamente, até a nomeação de um profissional para a função. Veja mais clicando aqui. 

Suffert foi eleito pelo Conselho de Administração da companhia após as saídas de José Carlos Cardoso, presidente, e Fernando Passos, até então vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores, ocorridas nesta quarta. Ambos apresentaram suas cartas-renúncia, que foram aceitas pelo Conselho de Administração da companhia.

“Werner é um profissional extremamente qualificado, reconhecido e reputado pela sua trajetória, que será fundamental para a boa relação do IRB Brasil com os acionistas e mercados em geral”, disse Pedro Guimarães, presidente interino do Conselho de Administração do IRB em comunicado ao mercado.

Leia também: IRB perde R$ 8,4 bi com nova polêmica envolvendo empresa de Buffett – mas isso não é o pior para a companhia

As ações do IRB chegaram a registrar forte baixa de mais de 40% apenas no pregão de quarta. Na mínima do dia, caíram 41,75%, a R$ 16,31, representando uma perda de R$ 10,9 bilhões de valor de mercado; a ação fechou em baixa de 31,96%, a R$ 19,05. Assim, a perda de valor de mercado foi menor, de R$ 8,37 bilhões.

A perda refletiu o imbróglio que envolve a Berkshire Hathaway, veículo de investimentos do lendário megainvestidor Warren Buffett. Na noite da última terça-feira (3), a Berkshire emitiu comunicado negando possuir qualquer participação acionária na resseguradora. De acordo com a nota, a companhia de Buffett nunca foi acionista e nem tem intenção de comprar ações do IRB.

A nota foi enviada após uma notícia do dia 27 de fevereiro, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, de que a Berkshire, que já seria acionista do IRB, teria triplicado sua posição na resseguradora. Repercutindo a reportagem, naquela sessão, os papéis do IRB chegaram a disparar 9%, encerrando o pregão com ganhos de 6,66%.

Em comunicado, contudo, a Berkshire foi categórica ao afirmar que não tem a intenção de investir na empresa: “Foram publicadas recentemente matérias na imprensa brasileira de que a Berkshire Hathaway é uma acionista do IBR Brasil Re. Essas matérias são incorretas. A Berkshire Hathaway não é acionista do IRB atualmente, nunca foi acionista do IRB e não tem a intenção de se tornar um acionista do IRB”.

Logo após a Berkshire publicar sua nota, o IRB enviou um comunicado em que afirma que verificou, em 27 de fevereiro, que a empresa de Buffett não era acionista detentora de mais de 5%, quando é necessária, pela lei, dar publicidade; a companhia apontou ainda que “nunca afirmou que tal grupo fosse seu acionista”.

Essa foi a grande questão que mexeu no mercado. Afinal, no dia anterior, o IRB havia realizado uma conferência com analistas de mercado, com a participação de José Carlos Cardoso e Fernando Passos, na qual eles teriam afirmado que o grupo de Buffett teria, sim, participação na companhia. A confusão fez com que casas de análise como o BofA colocassem a sua recomendação em revisão e o Citi a cortasse de compra para neutra.

O Credit Suisse destacou que a notícia é positiva, uma vez que a mudança na gestão é um passo importante para restaurar a credibilidade da companhia.

CSN (CSNA3)

A CSN divulgou na manhã de hoje seu balanço do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A CSN informou que obteve um crescimento de 8% na receita líquida do quarto trimestre de 2019, que foi de R$ 6,5 bilhões, ante os R$ 6,05 bilhões de igual trimestre do ano anterior.

Segundo a empresa, a receita líquida cresceu porque aumentaram as vendas de minério de ferro. No quarto trimestre de 2019, a CSN registrou lucro líquido de R$ 1,13 bilhão. O resultado foi relativamente positivo, no terceiro trimestre de 2019 a empresa teve prejuízo de 871 milhões. Mas na comparação ao quarto trimestre de 2018, o lucro líquido teve uma queda de 36%, já que naquele período a siderúrgica lucrou R$ 1,7 bilhão.

Para o ano inteiro de 2019, a CSN teve lucro líquido recorrente de R$ 2,2 bilhões. Novamente, a comparação com 2018 é negativa, porque em 2018 a siderúrgica lucrou R$ 5,2 bilhões. Assim, em 2019 o lucro líquido teve uma retração de 57%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 1% no quarto trimestre de 2019 (sobre o 4TRI de 2018) para R$ 1,56 bilhão. Já a dívida líquida da siderúrgica avançou 2% no quarto trimestre do ano passado, para R$ 27,1 bilhões. A relação dívida líquida sobre o Ebitda caiu de 4,5 vezes (4,5x) no final de 2018 para 3,7 vezes (3,7x) no final de 2019. Houve melhora, mas a avalancagem da siderúrgica de Volta Redonda (RJ) permanece alta.

De qualquer maneira, a empresa afirma que melhorou seu capital de giro no quarto trimestre de 2019. Os prazos médios para pagamentos aumentaram em 6 dias, enquanto os prazos médios para recebimentos foram diminuídos em 2. O ciclo financeiro foi reduzido em 15 dias, de 48 dias no final de 2018 para 33 dias no final de 2019.

Houve forte avanço no segmento da mineração, que passou de uma receita líquida de R$ 1,8 bilhão no quatro trimestre de 2018 para R$ 2,5 bilhões no final do ano passado, representando 39% do faturamento líquido da CSN. A siderurgia caiu de R$ 3,7 bilhões para R$ 3,3 bilhões no período, mas ainda representa 52% da receita líquida da empresa.

Arezzo (ARZZ3)

A varejista Arezzo, de moda feminina, informou ontem em balanço um lucro líquido de R$ 59,4 milhões no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 50,6% sobre igual período do ano anterior. O lucro líquido da Arezzo em 2019 foi de R$ 162,1 milhões. Houve crescimento de 16,9% sobre 2018. A receita líquida avançou 13,4% para R$ 467,7 milhões no quarto trimestre do ano passado, sobre 2018. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) teve crescimento de 32,8% no período, sobre o último trimestre de 2018, para R$ 85,1 milhões.

A Arezzo informou que abriu 37 lojas no quarto trimestre de 2019 e 67 lojas durante 2019. A empresa informou que no fim de 2019 atingiu a marca de 737 lojas no Brasil e no exterior (15 unidades) das suas várias marcas, das quais 693 eram franquias. A dívida total da Arezzo cresceu de R$ 111 milhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 180 milhões no final de 2019. A alavancagem informada pela companhia era de 0,4 vezes (0,4x). A empresa publicou que R$ 158 milhões, ou 87% da dívida, vencem no curto prazo.

Transmissão Paulista (TRPL4

A Companhia de Transmissão Energia Elétrica Paulista – CTEEP (TRPL4), informou ontem um lucro líquido de R$ 1,77 bilhão em 2019, resultado um pouco menor que o apurado em 2018, quando lucrou R$ 1,89 bilhão. O faturamento bruto da empresa cresceu de R$ 3,1 bilhões em 2018 para R$ 3,3 bilhões em 2019. A CTEEP é uma transmissora que tem como controladores a companhia ISA da Colômbia e a Eletrobras (ELET3). A empresa transmite quase 80% da energia elétrica do Estado de São Paulo e 60% da energia consumida no Sudeste do Brasil.

Randon (RAPT4)

A Randon, gigante gaúcha de implementos rodoviários e autopeças, divulgou na manha de hoje o balanço consolidado do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A receita líquida da Randon cresceu 6% no quarto trimestre de 2019, para R$ 1,28 bilhão. O lucro líquido avançou 49,2% no quarto trimestre do ano passado, sobre igual período de 2018, para R$ 52,8 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 23,9% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período do ano anterior, para R$ 157,1 milhões. Os resultados de 2019 fechado também mostraram um forte avanço financeiro.

A receita líquida avançou 19,5% em 2019 para R$ 5,09 bilhões, enquanto o lucro líquido cresceu 63,2% para R$ 247,6 milhões. O Ebitda em 2019 foi de R$ 729,1 milhões, uma expansão de 33,5% sobre 2018. Segundo a Randon, em 2019 ocorreu a recuperação das vendas de semirreboques (carretas) no mercado interno brasileiro.

Durante 2019, a empresa vendeu 63.437 semirreboques (carretas) no mercado interno, um avanço de 42,3% sobre 2018. A venda de pastilha de freios da sua subsidiária Fras-le cresceu 22,2% para 750 mil unidades em 2019. Mas pastilha de freio é produto barato, em comparação a semirreboque. A venda de carroçarias para caminhões médios e pequenos, outro produto de alto valor agregado, avançou 33,4% em 2019 para 101.335 unidades. O encarroçamento de ônibus avançou 38,8% para 20.932 unidades. O guidance para 2020 é positivo, com um cenário positivo para implementos rodoviários no Brasil. A dívida líquida da Randon é baixa, pelo tamanho da empresa, e caiu em 2019 para R$ 867 milhões, de R$ 1,1 bilhão no fim de 2018. A relação dívida líquida sobre Ebitda caiu de 1,97 vezes (1,97x) no fim de 2018 para 1,26 vezes (1,26x) no final de 2019.

Engie (EGIE3)

A Engie Brasil comunicou que sua controladora, a Engie Transmissão, concluiu a aquisição da Sterlite Novo Estado Energia S.A. por R$ 410 milhões. A Engie informou que pagou R$ 360 milhões na empresa na quarta-feira e os R$ 50 milhões restantes serão pagos quando forem cumpridas certas condições no contrato.

A Sterlite Power é uma empresa da Índia que atua no Brasil há poucos anos. Em 2017, a empresa venceu um leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para construir 1.800 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados do Pará e do Tocantins, na região Norte, bem como subestações de energia. Todos os projetos passam agora para a Engie.

BR Distribuidora (BRDT3)

Privatizada há oito meses, a BR Distribuidora terá a partir dessa semana uma nova identidade. A mudança de visual dos seus 7,7 mil postos deve se estender pelos próximos cinco anos e consumir R$ 1 bilhão em investimentos, cifra que será rateada entre a empresa e seus franqueados.

A transformação começa amanhã em cinco capitais das quatro regiões do País e no Distrito Federal – Belém (PA), Brasília (DF), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ). Em seguida, será lançada uma campanha publicitária para comunicar ao grande público o que a empresa planeja ser daqui para frente.

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta quinta-feira, ainda embaladas pelo forte desempenho de ontem em Nova York. Na madrugada de hoje, contudo, os futuros de Nova York viraram para o terreno negativo e as bolsas europeias abriram em leve baixa, com mais notícias negativas sobre o surto do coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o número de pessoas contaminadas pelo Covid-19 superou 93 mil, com o avanço do vírus na Coreia do Sul e na Itália. Nos Estados Unidos, a Califórnia reportou a primeira morte pelo corona. Nos indicadores, o IBGE divulga às 9h o IPP de janeiro, enquanto nos EUA serão publicados dados de indústria em fevereiro. No noticiário corporativo, destaque para o balanço da CSN e para as mudanças no IRB.

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta firme nesta quinta-feira, ainda sob o impacto do forte desempenho de ontem em Nova York. Durante a madrugada, porém, os futuros de Nova York viraram para o negativo e as bolsas europeias abriram em queda, à medida que surgiam mais notícias sobre o avanço do surto do coronavírus, com o estado da Califórnia, o mais rico dos EUA, reportando a primeira morte pelo vírus.

A Califórnia declarou estado de emergência devido ao vírus e Suíça teve primeira morte; na Austrália, ministro das Finanças disse que estímulo virá muito em breve.

A OMS informou que o número de pessoas contaminadas ao redor do mundo supera 93 mil. A IATA – Associação Internacional dos Transportes Aéreos – divulgou um relatório no qual afirma que as perdas das companhias aéreas deverão ficar entre US$ 63 bilhões e US$ 113 bilhões em 2020, informa a CNBC News. Tudo isso contribuiu para a volta do mau humor.

“Enquanto os esforços de política monetária dos principais bancos centrais, bem como a forte atuação de Joe Biden nas primárias da Superterça favoreceram o risco, os investidores ainda são cautelosos, devido ao fluxo de notícias de casos crescentes de coronavírus fora da China continental”, disse David Forrester, estrategista de câmbio no Credit Agricole CIB em Hong Kong, para a Bloomberg.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h32 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -1,61%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,63%
*Dow Jones Futuro (EUA), -1,46%

Europa
*Dax (Alemanha), -1,22%%
*FTSE (Reino Unido), -1,66%
*CAC 40 (França), -1,44%
*FTSE MIB (Itália), -1,48%

Ásia
*Nikkei (Japão), +1,09% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +1,26% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +2,08% (fechado)
*Xangai (China), +1,99% (fechado)

*Petróleo WTI, +0,21%, a US$ 46,88 o barril
*Petróleo Brent, +0,22%, a US$ 51,24 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com alta de 2,15%, cotados a 665,500 iuanes, equivalentes a US$ 95,96 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9348 (-0,04%)
*Bitcoin, US$ 9.081,54 +2,96%

2. Indicadores econômicos

No Brasil, o IBGE divulga às 9h o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de janeiro.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho divulga uma série de indicadores relativos ao mercado de trabalho em 10h30, como os pedidos de seguro-desemprego. Nos EUA ao meio-dia, o escritório nacional de estatísticas divulga as encomendas à indústria em janeiro (pedidos às fábricas e de bens duráveis).

3. Política 

O Congresso Nacional manteve o veto presidencial sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A manutenção do veto veio após acordo entre Congresso e Palácio do Planalto, o que explicou a votação maciça favorável ao veto. O acordo envolveu o envio, pelo governo, de Projetos de Lei (PL) que tratam da distribuição das verbas de emendas e do relator-geral do Orçamento.

Com a manutenção dos vetos, o relator-geral do orçamento não poderá indicar prioridades na execução de obras realizadas com orçamento público. O governo não terá mais o prazo limite de três meses para repassar a verba do Orçamento. Na prática, o orçamento destinado a emendas de comissão e do relator não são mais impositivas. Além disso, não haverá penalização ao governo caso ele não faça o pagamento dessa verba.

Independentemente do acordo, partidos de vários matizes ideológicos, como Rede, Novo, PSL e MDB, mostraram-se favoráveis aos vetos. Para eles, se o veto fosse derrubado, a governabilidade e o poder de gestão do presidente da República sobre a verba pública ficariam prejudicado. Partidos de oposição se colocaram a favor do veto, considerando que a medida prejudicaria não só o atual presidente, mas todos os que se seguirem.

A votação ocorreu após dias de negociações e acordos entre governo e Congresso, encabeçados, principalmente, pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o ministro da Secretaria-Geral de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

4. Dólar em alta

O Banco Central retoma intervenções no câmbio após a moeda americana disparar 1,6% na quarta-feira, a R$ 4,5792, com nova máxima intradiária acima de R$ 4,58. A autoridade monetária anunciou leilão de até US$ 1 bilhão em swaps para esta quinta-feira, depois de já ter vendido US$ 4,5 bilhões em 5 leilões entre os dias 13 e 28 de fevereiro. O leilão acontece das 9h30 às 9h40, com resultado a partir das 9h50 no site do BC.

Os analistas discutem se BC foi tímido no anúncio ou se não há muito a fazer no cenário atual. “Não há muito o que BC possa fazer neste momento, seria ir contra o movimento natural do mercado”, disse Jayro Rezende, chefe de tesouraria do Banco da China no Brasil, para a Bloomberg.

Já José Faria Júnior, sócio-diretor da Wagner Investimentos, aponta: “Será importante vermos recuperação das commodities para o real ter melhores condições de se valorizar”.

5. Noticiário corporativo 

Em destaque, após a queda de mais de 30% das ações, o IRB anunciou que Werner Suffert é o novo vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores da companhia. O executivo, que ocupou o posto de CFO e diretor de Relações com Investidores da BB Seguridade (BBSE3) pelos últimos seis anos, também assume a posição de CEO interinamente, até a nomeação de um profissional para a função.

No radar de balanços, a CSN teve lucro líquido de R$ 1,13 bilhão no quarto trimestre de 2019, em queda de 36% ante o lucro de R$ 1,77 bilhão registrado no mesmo trimestre de 2018. A Arezzo (ARZZ3), rede varejista de moeda feminina, publicou balanço na noite de ontem e informou um lucro líquido de R$ 59,4 milhões no quarto trimestre de 2019. Houve uma expansão de 50,6% sobre igual período do ano anterior. No fechamento de 2019, o lucro líquido avançou menos, 16,9% sobre 2018, para R$ 162,1 milhões. A empresa intensificou sua abertura de franquias, chegando a 737 pontos de venda no Brasil e no exterior. Já a CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (TRPL4) comunicou ontem que obteve um lucro líquido de R$ 1,77 bilhão em 2019. Já a Direcional aprovou a abertura de capital da Riva no Novo Mercado.

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CEO e CFO do IRB renunciam após Berkshire negar compra de ações; empresa anuncia presidente interino

Fachada do IRB

SÃO PAULO – O IRB Brasil (IRBR3) anunciou na noite da última quarta-feira (4) que Werner Suffert é o novo vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores da companhia. O executivo, que ocupou o posto de CFO e diretor de Relações com Investidores da BB Seguridade (BBSE3) pelos últimos seis anos, também assume a posição de CEO interinamente, até a nomeação de um profissional para a função.

Suffert foi eleito pelo Conselho de Administração da companhia após as saídas de José Carlos Cardoso, presidente, e Fernando Passos, até então vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores, ocorridas nesta quarta. Ambos apresentaram suas cartas-renúncia, que foram aceitas pelo Conselho de Administração da companhia.

“Werner é um profissional extremamente qualificado, reconhecido e reputado pela sua trajetória, que será fundamental para a boa relação do IRB Brasil com os acionistas e mercados em geral”, disse Pedro Guimarães, presidente interino do Conselho de Administração do IRB em comunicado ao mercado.

Suffert era membro do conselho de administração do IRB e pediu renúncia em 27 de fevereiro. O IRB fará uma teleconferência com Suffert às 9h (horário de Brasília) da próxima quinta-feira, com a participação de Pedro Guimarães.

Leia também: IRB perde R$ 8,4 bi com nova polêmica envolvendo empresa de Buffett – mas isso não é o pior para a companhia

As ações do IRB chegaram a registrar forte baixa de mais de 40% apenas no pregão desta quarta. Na mínima do dia, caíram 41,75%, a R$ 16,31, representando uma perda de R$ 10,9 bilhões de valor de mercado; a ação fechou em baixa de 31,96%, a R$ 19,05. Assim, a perda de valor de mercado foi menor, de R$ 8,37 bilhões.

A perda refletiu o imbróglio que envolve a Berkshire Hathaway, veículo de investimentos do lendário megainvestidor Warren Buffett.

Na noite da última terça-feira (3), a Berkshire emitiu comunicado negando possuir qualquer participação acionária na resseguradora. De acordo com a nota, a companhia de Buffett nunca foi acionista e nem tem intenção de comprar ações do IRB.

A nota foi enviada após uma notícia do dia 27 de fevereiro, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, de que a Berkshire, que já seria acionista do IRB, teria triplicado sua posição na resseguradora.

Repercutindo a reportagem, naquela sessão, os papéis do IRB chegaram a disparar 9%, encerrando o pregão com ganhos de 6,66%.

A notícia foi bem recebida pelo mercado uma vez que a entrada de um veículo de investimento tradicional como a Berkshire na companhia poderia dar um sinal de confiança no case.

Isso seria particularmente importante após a forte queda das ações depois do caso Squadra, que tinha feito, até então, os papéis caírem quase 30% no mês de fevereiro. A alta daquela sessão, porém, não evitou a forte queda de 25,83% dos ativos no mês passado.

Em seu comunicado, contudo, a Berkshire foi categórica ao afirmar que não tem a intenção de investir na empresa: “Foram publicadas recentemente matérias na imprensa brasileira de que a Berkshire Hathaway é uma acionista do IBR Brasil Re. Essas matérias são incorretas. A Berkshire Hathaway não é acionista do IRB atualmente, nunca foi acionista do IRB e não tem a intenção de se tornar um acionista do IRB”.

Logo após a Berkshire publicar sua nota, o IRB enviou um comunicado em que afirma que verificou, em 27 de fevereiro, que a empresa de Buffett não era acionista detentora de mais de 5%, quando é necessária, pela lei, dar publicidade; a companhia apontou ainda que “nunca afirmou que tal grupo fosse seu acionista”.

Essa foi a grande questão que mexeu no mercado. Afinal, no dia anterior, o IRB havia realizado uma conferência com analistas de mercado, com a participação de José Carlos Cardoso e Fernando Passos, na qual eles teriam afirmado que o grupo de Buffett teria, sim, participação na companhia.

A confusão fez com que casas de análise como o BofA colocassem a sua recomendação em revisão e o Citi a cortasse de compra para neutra.

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IRB pode substituir CEO e contratar CFO da BB Seguridade, diz jornal

SÃO PAULO — Werner Suffert deve assumir o cargo de vice-presidente financeiro do IRB (IRBR3) e é cotado para ser o CEO interino da companhia, com a possível saída de José Carlos Cardoso, segundo o jornal Valor Econômico.

Suffert era membro do conselho de administração do IRB e pediu renúncia em 27 de fevereiro. Atualmente, ele é diretor de relações com investidores da BB Seguridade (BBSE3), e deve assumir o cargo de vice-presidente financeiro do IRB no lugar de Fernando Passos.

Ainda segundo a publicação, Antonio Cassio, atual CEO Americas do Grupo Generali, é cotado para a presidência do conselho do IRB. O executivo disse que não recebeu convite, por ora.

Leia também: IRB perde R$ 8,4 bi com nova polêmica envolvendo empresa de Buffett – mas isso não é o pior para a companhia

As ações do IRB chegaram a registrar forte baixa de mais de 40% apenas no pregão desta quarta-feira (4). Na mínima do dia, caíram 41,75%, a R$ 16,31, representando uma perda de R$ 10,9 bilhões de valor de mercado; a ação fechou em baixa de 31,96%, a R$ 19,05. Assim, a perda de valor de mercado foi menor, de R$ 8,37 bilhões.

A perda refletiu o imbróglio que envolve a Berkshire Hathaway, veículo de investimentos do lendário megainvestidor Warren Buffett.

Na noite da última terça-feira (3), a Berkshire emitiu comunicado negando possuir qualquer participação acionária na resseguradora. De acordo com a nota, a companhia de Buffett nunca foi acionista e nem tem intenção de comprar ações do IRB.

A nota foi enviada após uma notícia do dia 27 de fevereiro, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, de que a Berkshire, que já seria acionista do IRB, teria triplicado sua posição na resseguradora.

Repercutindo a reportagem, naquela sessão, os papéis do IRB chegaram a disparar 9%, encerrando o pregão com ganhos de 6,66%.

A notícia foi bem recebida pelo mercado uma vez que a entrada de um veículo de investimento tradicional como a Berkshire na companhia poderia dar um sinal de confiança no case.

Isso seria particularmente importante após a forte queda das ações depois do caso Squadra, que tinha feito, até então, os papéis caírem quase 30% no mês de fevereiro. A alta daquela sessão, porém, não evitou a forte queda de 25,83% dos ativos no mês passado.

Em seu comunicado, a Berkshire foi categórica ao afirmar que não tem a intenção de investir na empresa: “Foram publicadas recentemente matérias na imprensa brasileira de que a Berkshire Hathaway é uma acionista do IBR Brasil Re. Essas matérias são incorretas. A Berkshire Hathaway não é acionista do IRB atualmente, nunca foi acionista do IRB e não tem a intenção de se tornar um acionista do IRB”.

Logo após a Berkshire publicar sua nota, o IRB enviou um comunicado em que afirma que verificou, em 27 de fevereiro, que a empresa de Buffett não era acionista detentora de mais de 5%, quando é necessária, pela lei, dar publicidade; a companhia apontou ainda que “nunca afirmou que tal grupo fosse seu acionista”.

Essa foi a grande questão que mexeu no mercado. Afinal, no dia anterior, o IRB havia realizado uma conferência com analistas de mercado, com a participação dos dois principais executivos da companhia: José Carlos Cardoso (CEO) e Fernando Passos (CFO), na qual eles teriam afirmado que o grupo de Buffett teria, sim, participação na companhia.

A confusão fez diversas casas de análise reduzirem suas recomendações para os papéis do IRB, como o Citi, cuja avaliação foi cortada para neutra. Outras casas retiraram os papéis da companhia de suas recomendações, com a Guide, que retirou a IRBR3 de sua carteira mensal top picks e de dividendos.

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Ibovespa sobe 1,6% e dólar vai a R$ 4,58 com vitória de Biden na Super Terça e Selic

gráfico de ações e índices em cuva de alta

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em forte alta nesta quarta-feira (4) refletindo o desempenho positivo das Bolsas internacionais. Os índices Dow Jones e S&P 500 dispararam mais de 4% após o candidato Joe Biden ser o grande vencedor da Super Terça das primárias do Partido Democrata, levando nove dos 14 estados em disputa.

O perfil de Biden é mais moderado que o do senador Bernie Sanders, candidato mais à esquerda, o que agrada ao mercado. Ainda nos EUA, o Congresso aprovou gastos de emergência de quase US$ 8 bilhões para combater a propagação do coronavírus.

Durante o pregão, a Bolsa chegou a zerar ganhos em um momento mais crítico no começo da tarde com a queda que chegou a 40% de IRB Brasil (IRBR3). Apesar da baixa participação na carteira teórica do índice, Gabriel Fonseca, analista da XP Investimentos, contou que o desempenho extremamente negativo da ação roubou até 500 pontos do benchmark.

“Aquele descolamento [em relação ao exterior] foi puramente o efeito de IRB, que chegou a cair mais de 40%. Outro papel que caiu bem foi Ultrapar (UGPA3), que registrou um guidance fraco. Junto com IRB, as duas ações deixaram a alta que estava acontecendo nos nomes principais do Ibovespa menos transparente”, afirma Fonseca.

Também no radar, o governo da Coreia do Sul anunciou estímulos econômicos para enfrentar o impacto do coronavírus. O pacote de Seul é de US$ 9,8 bilhões.

Por aqui, saiu o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do ano passado, mostrando um avanço de 1,1%, em linha com as estimativas. Na comparação com igual período de 2018, o PIB subiu 1,7%. A expectativa do mercado, segundo consenso Bloomberg, era de uma alta de 0,5% no comparativo trimestral e de 1,1% no acumulado de 4 trimestres.

O Ibovespa teve alta de 1,6%, a 107.224 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 29,079 bilhões.

O dólar comercial registrou ganho de 1,55%, a R$ 4,5793 na compra e a R$ 4,5806 na venda. Já o dólar futuro para abril avançou 1,5% a R$ 4,592.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 teve queda de oito pontos-base, a 4,22%, e o DI para janeiro de 2023 recuou 10 pontos-base, a 4,82%. O DI mais longo, para janeiro de 2025, teve perda de nove pontos-base, a 5,79%.

A precificação de um corte na taxa básica de juros brasileira, a Selic, atingiu 33 pontos esta manhã, contra 20 pontos ontem e cerca de 10 pontos antes de o Fed reduzir sua taxa de juros. Na véspera, o Banco Central informou em comunicado que o impacto do coronavírus na economia global, com reflexos no Brasil “tende a dominar uma eventual deterioração nos preços de ativos financeiros”.

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Contudo, a autoridade monetária descartou uma atuação emergencial como a que foi promovida pelo Fed, deixando apenas a porta aberta para um novo relaxamento monetário na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do próximo dia 18.

Os economistas do Asa Bank, liderados por Carlos Kawall, que na última segunda-feira revisaram as projeções para três cortes seguidos da Selic na magnitude de 0,25 ponto percentual a partir de maio, revisaram novamente os seus números nesta terça.

Agora, a casa prevê um corte de juros de 0,50 ponto percentual na próxima reunião do Copom, para 3,75% ao ano. Inclusive, não descartam a possibilidade de reunião extraordinária.

Pouco impacto teve o Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da China, que despencou de 51,8 pontos para 26,5 pontos em fevereiro, confirmando o péssimo dado da indústria divulgado no sábado. A atividade econômica está sofrendo com o baque do coronavírus e isso já estava no horizonte dos investidores.

Política brasileira

O Congresso Nacional retomou, na tarde desta quarta, os trabalhos suspensos ontem para análise de vetos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao chamado Orçamento impositivo.

A manutenção do veto foi confirmada depois do acordo entre Executivo e Legislativo nesse sentido, que contou com a apresentação, na tarde desta terça-feira, pela Presidência da República, de três projetos de lei (PLNs 2, 3 e 4) que regulamentam o orçamento impositivo na LDO e na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), avisou que os três projetos, que terão prazo para receber emendas, irão para análise da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, depois, poderão ser votados pelo Plenário do Congresso Nacional, o que deve ocorrer na semana que vem.

Também no radar, deputados estaduais paulistas aprovaram ontem a reforma da previdência dos servidores em voto de segundo turno na Assembleia Legislativa, em meio a protestos de funcionários públicos.

Super Terça

Os números finais ainda irão demorar para serem divulgados, mas a Super Terça das eleições americanas tem um claro vencedor: Joe Biden. O ex-vice-presidente, que saiu atrás no início das primárias, ganhou força nos últimos dias e comprovou seu bom momento na corrida pela vaga democrata para enfrentar Donald Trump em novembro.

Dos 14 estados que votaram na terça, Biden venceu em nove, incluindo Texas, Carolina do Norte e Virginia, três dos quatro maiores em números de delegados. Enquanto isso, o senador Bernie Sanders, que chegou como favorito neste dia, conquistou apenas três.

”Biden seria uma mudança menos severa para mercados que já têm o suficiente para se preocupar, com todos esses choques externos”, disse Jerry Braakman, diretor de investimentos da First American Trust

Noticiário corporativo

A Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, emitiu um comunicado na noite de terça-feira (3) em que nega ter qualquer participação acionária na resseguradora IRB Brasil.

De acordo com a nota, a companhia nunca foi acionista e nem tem intenção de comprar ações da empresa brasileira.

“Foram publicadas recentemente matérias na imprensa brasileira de que a Berkshire Hathaway é uma acionista do IBR Brasil Re. Essas matérias são incorretas. A Berkshire Hathaway não é acionista do IRB atualmente, nunca foi acionista do IRB e não tem intenção de se tornar um acionista do IRB”, diz o comunicado.

A Fundição Tupy e a Omega Geração publicaram balanços na noite de ontem. A Tupy, uma das maiores fabricantes de produtos usinados e blocos de motores do Brasil, teve queda de 6,9% no lucro líquido do quarto trimestre de 2019, para R$ 72,5 milhões; mas no ano fechado de 2019, o lucro líquido da empresa avançou 2,7% para R$ 278,9 milhões.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
SUZB3 9.01352 43.54
USIM5 6.99638 8.87
KLBN11 6.05769 22.06
GOAU4 5.87515 8.65
CYRE3 5.2666 32.18

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
IRBR3 -31.96429 19.05
HAPV3 -3.41032 53.53
YDUQ3 -2.07518 50.02
QUAL3 -1.88062 36
GNDI3 -1.5625 63

Já a Omega Geração teve queda de 33% no lucro do quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 49,4 milhões. Em seu balanço de 2019, contudo, a empresa informou um grande aumento na capacidade de geração de energia.

(Com Agência Estado e Agência Senado)

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