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De viagens suspensas a home-office: como as empresas estão lidando com o coronavírus

SÃO PAULO – A disseminação do novo coronavírus, causador da Covid-19, em todo mundo, está forçando grandes empresas a mudar suas rotinas – por precaução ou para resolver problemas.

Entre as medidas adotadas, estão a suspensão de viagens internacionais, o cancelamento de eventos, o estímulo ao home-office, a criação de campanhas internas para orientar funcionários sobre o vírus e a disponibilização de álcool em gel e desinfetantes aos funcionários, seguindo as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo uma pesquisa divulgada pela empresa de organização de viagens e reuniões de negócios Global Business Travel Association (GBTA), o vírus pode custar US$ 46,6 bilhões por mês à indústria.

Se a situação persistir, o prejuízo poderia chegar a US$ 559,7 bilhões no período de um ano, o equivalente a 37% do total de gastos globais previstos para o setor de business travel em 2020.

Na última semana, a Amazon instruiu seus quase 800.000 funcionários a evitar “viagens não essenciais”, doméstica e internacionalmente. Os funcionários que precisaram viajar para a China, por exemplo, ficaram em home-office por duas semanas, depois de voltar para seus escritórios originais. Também foram suspensas as visitas a galpões nos Estados Unidos.

O jornal The New York Times revelou que a equipe de operações mundiais da Amazon, responsável por supervisionar grande parte da tecnologia e logística da companhia em todo o mundo, recebeu um email do vice-presidente sênior Dave Clark, pedindo para suspenderem todas as reuniões que exijam viagens até pelo menos abril, quando a empresa espera ter uma melhor noção do impacto do surto.

Para proteger seus funcionários, o Facebook tem cancelado diversos eventos entre março e maio, inclusive a conferência anual de desenvolvedores. Conhecida como F8, ela será substituída por eventos em locais menores, e transmissões ao vivo.

“Diante das crescentes preocupações em torno da Covid-19, tomamos a difícil decisão de cancelar a conferência este ano, a fim de priorizar a saúde e a segurança de nossos parceiros desenvolvedores, funcionários e todos que ajudam a colocar o F8 em pé”, disse a empresa criada por Mark Zuckerberg em comunicado.

O Google Cloud, suíte de computação em nuvem do Google, cancelou sua maior conferência anual devido a preocupações com coronavírus.

A conferência, chamada Google Cloud Next, deveria ocorrer em São Francisco, de 6 a 8 de abril. A empresa tornará a edição deste ano em uma conferência digital, com palestras, sessões de discussão, aprendizado interativo e sessões digitais de ‘pergunte a um especialista’ com as equipes do Google.

“A saúde e o bem-estar dos parceiros, clientes, funcionários e da comunidade em geral do Google Cloud é nossa principal prioridade. Devido à crescente preocupação com o coronavírus (COVID-19) e em alinhamento com as melhores práticas estabelecidas pelo CDC, OMS e outras entidades relevantes”, disse um porta-voz do Google Cloud em comunicado.

Neste domingo, o Twitter também cancelou suas viagens de negócios e alguns eventos para combater o avanço do vírus e evitar o contágio entre os seus empregados.

A francesa L’Óreal suspendeu por precaução todas as viagens de negócios até o final de março, enquanto a Unilever tem restringido as viagens de negócios para países afetados e o norte da Itália – país com mais casos de contaminação confirmadas fora da China, o epicentro da doença.

A orientação é “apenas viagens críticas aos negócios”, disse um porta-voz da empresa.

A Nestlé, maior empresa de alimentos do mundo, disse na última quinta-feira (27) que pediu a todos os 291.000 funcionários para não viajarem internacionalmente a negócios até meados de março. “As viagens devem ser substituídas por métodos alternativos de comunicação sempre que possível”, acrescentou um porta-voz da empresa.

A empresa italiana Enel também interrompeu viagens para China, Hong Kong, Macau e Taipé, incluindo escalas nesses países.

Brasil: no começo

No Brasil, empresas já adotam medidas para resguardar seus funcionários. O país conta com dois casos confirmados da doença, ambos exportados da Itália, sendo um deles um funcionário da XP Inc.

Em nota, a XP informou que todos os seus colaboradores que tiveram contato com o funcionário diagnosticado estão sendo acompanhados e orientados.

Como medida preventiva, a empresa recomendou aos colaboradores que estiveram em algum país da chamada “zona de risco” nas últimas duas semanas que trabalhem de casa por pelo menos 14 dias. Os países são: Alemanha, Austrália, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Camboja, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, Singapura, Tailândia e Vietnã.

A fábrica da LG Eletronics em Taubaté (SP) deu férias coletivas para cerca de 200 funcionários, mas não por uma medida preventiva: com diversas fábricas paradas, especialmente na China, não há peças para a produção de celulares nacionalmente.

O mesmo problema afeta a Flextronics, fabricante dos celulares da Motorola. A empresa localizada no complexo de Jaguariúna, a 127 km da cidade de São Paulo, colocou mais de 3 mil funcionários no processo de revezamento de férias coletivas.

Apesar de o Brasil já sentir o impacto da propagação do vírus, o momento ainda é de precaução e acompanhamento para se tomar as medidas necessárias, de acordo com o diretor da consultoria  Michael Page, João Klüppel.

O executivo pontua que as empresas estão tendo um olhar crítico para saúde e bem estar dos seus colaboradores em relação ao coronavírus, mas sem esquecer o impacto que as ações tomadas podem causar no negócio.

“O ponto de partida é entender que não há necessidade para pânico no Brasil. Pensando em questões organizacionais, evitar um grande volume de pessoas, reagendar viagens de negócios e seguir as recomendações da OMS e do governo local é o melhor a se fazer”, ressalta Klüppel.

Japão sofre com tabu

As mudanças repentinas, no entanto, enfrentam resistências culturais em um dos países mais afetados: o Japão. As novas recomendações atingem em cheio aspectos culturais do país, conhecido por suas longas jornadas de trabalho em prol da produtividade.

As autoridades pediram que as empresas quebrassem tabus e incentivassem seus funcionários a trabalhar em casa para conter a propagação do vírus.

Mitsubishi, NEC e Panasonic são algumas empresas que recomendaram trabalho remoto para dezenas de milhares de funcionários.

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Mentor da indústria de fundos, Jakurski vê mercado virar cassino

(Bloomberg) — André Roberto Jakurski, 71, um dos pais da gestão ativa de fundos no Brasil, vê sua influência crescer em meio a uma explosão da indústria no país.

Em uma carreira de mais de 45 anos, ele negociou ações para George Soros, foi mentor do banqueiro bilionário Andre Esteves e fez parceria com o então futuro ministro da economia Paulo Guedes para fundar o hoje chamado Banco BTG Pactual. Em 1998, Jakurski e Guedes iniciaram a JGP Asset Management, uma das primeiras gestoras independentes do Brasil, no momento em que colegas diziam: para que se preocupar?

“Na época em que eu comecei a operar a bolsa aqui, eu tinha um olho e o resto todo mundo era cego”, disse Jakurski, que ficou famoso na década de 90 com um trade arriscado com ações de empresas de telecomunicações que multiplicou dezesseis vezes o capital proprietário do Pactual em um ano. “Naquela época, era quase impossível se movimentar no mercado. Tinha épocas nas quais eu levava três meses comprando, depois mais três meses vendendo. Passava a maioria dos dias no telefone – gritando.”

Vários dos principais gestores de ações no país citam a “escola Jakurski” como fundamental para ajudá-los a atrair dinheiro novo enquanto seus pares no exterior perdem cada vez mais para fundos passivos ou estratégias quantitativas.

Em uma rara entrevista, Jakurski se senta em uma sala de reunião na sede da JGP no bairro de Humaitá, no Rio de Janeiro, sob os auspícios da estátua do Cristo Redentor. De fala mansa e comedido, ele está com um resfriado forte, contra o qual está tomando antibióticos, e reclama para um fotógrafo que começa a tirar fotos enquanto ele está falando. O fotógrafo, no entanto, é convidado a sentar-se e a tomar parte da conversa, que vai do pessoal ao profissional e – às vezes – ao filosófico.

Os juros altos no Brasil significavam que investidores não precisavam fazer quase nada para obter um retorno considerável, enquanto pioneiros da indústria de fundos, como Jakurski, tinham que fazer muito para superá-los negociando ações. A taxa básica de juros, que na média ficou em 14% nas últimas duas décadas e, a certa altura, atingiu 45%, agora está em um nível recorde de baixa, a 4,25%.

Não é coincidência, então, que a cada redução nos juros básicos, mais gestoras de fundos nasçam e mais dinheiro flua em direção a elas. Os fundos brasileiros somavam R$ 5,4 trilhões no final do ano passado, um aumento de quase cinco vezes em relação a uma década, de acordo com a Associação do Mercado de Capitais Anbima. Somente R$ 28 bilhões eram de gestão passiva, os chamados ETFs.

“O Brasil sempre foi uma nação na qual você tinha títulos do governo de risco zero, liquidez imediata e retornos garantidos – então ninguém queria mexer com isso”, diz Jakurski. “O que estamos vendo agora é uma revolução na forma como o dinheiro é alocado.”

Entre conhecidas gestoras que se beneficiam com o novo ambiente estão a Constellation Investimentos, a Verde Asset Management e a BlueLine Asset Management – e cada uma tem um aprendiz de Jakurski. E enquanto o mestre é frequentemente ofuscado pelos seus alunos famosos ou ex-sócios, o fundo JGP Equity Master FIA retornou 34,65% no ano passado, 3,5 pontos percentuais a mais do que o índice de referência do Ibovespa. Com R$ 20 bilhões em ativos sob gestão, a JGP ainda é uma das maiores gestoras independentes de fundos de investimentos no Brasil.

Mas, então, exatamente, o que é a “escola Jakurski”?

Luciano Brandão, chefe de renda variável na BlueLine, define assim: consistência, alavancagem e preservação de capital. Na BlueLine, empresa de fundos de investimento com R$ 220 milhões fundada por ex-executivos do JPMorgan Chase & Co., cerca de 30% da carteira de ações é gerida com isso em mente – em oposição à usual “estratégia de double alpha”, que visa ganhos por meio de posições vendidas e compradas, diz Brandão. O fundo Blue Alpha Master FIM da BlueLine teve retorno de 10,32% desde a sua criação, em 31 de maio, até 12 de fevereiro, em comparação com os 3,82% do seu benchmark.

Pedro Sales, sócio e gestor de estratégia de ações da Verde, fala mais sobre o método: “Jakurski tem uma visão macro, que vale para o médio a longo prazo, mas, no dia-a-dia, ele usa muito o feeling do mercado”, afirma Sales, cujo fundo Verde Am Long Bias Master FIA registrou um ganho de 37,66% em 2019. “Não é incomum para ele fazer apostas de curto prazo contrárias à visão de longo prazo.”

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Ao longo da entrevista, enquanto fala, Jakurski compartilha algumas dessas visões e sua própria história, e explica por que escolheu Harvard em vez de Stanford (“Não tínhamos muito dinheiro na época, e descobrimos que a passagem de avião para Harvard era mais barata”), como é sua carreira (“Vinte anos em uma mesa de negociação e era sempre um barulho infernal – agora é um silêncio sepulcral”) e por que ele nunca se mudou para São Paulo, o centro financeiro da América Latina (“Eu quero ficar no Rio, fazendo o meu trabalho, me divertindo”).

Jakurski tem um carinho especial pelo Rio de Janeiro, a cidade onde ele nasceu e onde seus pais se conheceram depois de imigrar para o Brasil após a Segunda Guerra Mundial. Ambos serviram no exército polonês e foram presos em campos nazistas na Polônia, diz ele.

Jakurski se formou em engenharia mecânica na Pontifícia Universidade Católica do Rio e cursou MBA na Harvard Business School. Foi seu pai quem lhe convenceu a obter um diploma em administração, pois ele precisava de Jakurski para gerenciar sua empresa de iluminação pública, que instalava luzes para ruas e estádios de futebol. Quando o jovem Jakurski voltou ao Brasil depois de terminar Harvard, ele estava “apaixonado” por finanças e decidiu não trabalhar na empresa de seu pai. Foi logo recrutado para uma carreira como executivo de banco.

Jakurski começou no Unibanco, que se fundiu com o Banco Itaú em 2008 e agora é o maior banco da América Latina em valor de mercado. Depois de passagens nas áreas de leasing, banco de investimento e comercial, ele recebeu a oferta de uma grande promoção: tornar-se o chefe de tesouraria e trading proprietário do banco. Mas com uma ressalva: ele teria de se mudar para São Paulo. “Eu disse que não, e isso foi o fim da minha carreira no Unibanco”, lembra.

Em 1983, o banqueiro Luiz Cezar Fernandes convenceu Jakurski e Guedes a ajudarem na fundação do Banco Pactual, que se tornou a potência BTG Pactual. Guedes e Jakurski tinham a mesma química de outras duplas famosas de negócios – Jobs e Wozniak ou Gates e Allen -, com Guedes como o visionário temperamental e Jakurski, o trader pragmático.

Em 1991, após um colapso de 70% do mercado de ações com o Plano Collor, Jakurski fez seu negócio mais lendário: ele alavancou fortemente e investiu todo o capital proprietário do Pactual em duas ações de empresas de telecomunicações – a Telesp e a Telebras. As duas subiram de preço, com uma delas, a Telebras, passando de US$ 2 a US$ 32 em um ano, diz ele, entregando ao Pactual e seus clientes um retorno de dezesseis vezes sobre o capital investido.

Tais apostas extremas, nas quais a carteira toda é concentrada em um ou dois ativos, devem ser feitas apenas em “momentos nos quais todas as variáveis ​​estão a seu favor”, diz ele. “Oportunidades como essa são muito raras. Quando elas aparecem, você não pode hesitar — tem de ir para matar.”

Numa época em que os bancos centrais estão injetando liquidez e um tweet do presidente dos EUA, Donald Trump, pode enviar mercados a uma queda livre, essas oportunidades únicas estão ficando cada vez mais difíceis de achar, diz Jakurski.

Graças à aposta nas ações da Telesp e Telebras, o Pactual se tornou um importante participante nos mercados brasileiros. O banco pôde assumir grandes posições proprietárias em transações de arbitragem que exploravam a diferença entre taxas de juros internacionais e domésticas por meio de empréstimos em dólares para investir em reais, com ganhos de até 60% ao ano.

A reputação de Jakurski e Guedes crescia na época na qual cerca de 90% dos lucros do Pactual vinham do trading. A dupla decidiu aproveitar sua fama e deixou o banco para criar sua própria gestora. Foi na JGP que o relacionamento entre eles se deteriorou, levando à saída de Guedes, que não quis fazer comentários para essa matéria. Jakurski não quis falar sobre a saída de Guedes da JGP.

Uma geração de gestores e banqueiros famosos teve o início de sua carreira no Pactual sob Jakurski, incluindo Esteves, que começou como técnico em informática em 1989, e Florian Bartunek, ex-estagiário que agora é sócio e diretor de investimentos da Constellation.

Esteves, o maior acionista do BTG, falou sobre a influência de Jakurski em painel durante evento para investidores do banco em julho: “Jakurski foi meu sócio durante muitos anos, meu chefe, e o pai do DNA de gestão de risco do banco, o que deve te dar orgulho até hoje, não é?”

Bartunek diz que também usa parte da metodologia de gestão de risco que Jakurski lhe ensinou. “Com Jakurski, nunca foi apenas uma questão de ensinar o ofício, mas também moldar personalidades”, diz ele. “Ele sempre foi muito duro, mas justo. Não podia ter erro. Ele sempre encontraria o erro, por menor que fosse.” Com um ceticismo que domina grande parte do mundo da gestão ativa de fundos em meio ao aumento do investimento passivo, Bartunek acrescenta: “Ele é uma raça em extinção”.

Mesmo enquanto a indústria cresce no Brasil, os gestores de fundos no país estão bem conscientes sobre o que está acontecendo no exterior. Os EUA tiveram em 2019 mais fechamentos de fundos de hedge do que lançamentos pelo quinto ano, um baque para um mercado de US$ 3 trilhões que já fez nascer muitos milionários. Os investidores tiraram quase US$ 98 bilhões no ano passado, mais do que o dobro do valor em 2018, pois taxas de administração elevadas e retornos medíocres levaram à busca por rendimento em outro lugar, de acordo com os dados do eVestment.

A corrida para os ETFs é apenas uma das mudanças sísmicas que abalam o mundo dos investimentos desde que Jakurski começou. A “obsessão” por investimentos passivos, ele adverte, traz riscos sistêmicos. “Os ETFs oferecem liquidez imediata, mas os ativos que replicam os índices não têm necessariamente esse tipo de liquidez”, diz ele.

Ele fala sobre outras mudanças, que diz terem transformado o mercado em um “cassino”. O relaxamento quantitativo é outro tema que merece críticas de Jakurski. “Só as pessoas mais ricas que têm ativos financeiros se beneficiam”, diz ele. “As pessoas pobres estão bravas, dizendo: ‘Este sistema aí não me interessa.’”

O próprio Jakurski parou de negociar ações fora do Brasil e, em vez disso, planeja retornar às suas raízes de crédito. Ele deseja continuar a desenvolver negócios na JGP para coletar informações sobre preços e volume de negócios da dívida corporativa brasileira no mercado secundário. A empresa já usa hoje esses dados para criar um índice.

Sete minutos depois do início da entrevista de duas horas, o telefone de Jakurski toca. “Espere, espere”, diz ele. No outro extremo da linha, o filho mais novo de Jakurski está ligando de Harvard. Paulo Roberto, nome em homenagem a Guedes, planeja seguir os passos de seu pai de outras maneiras também: ele deve assumir a gestão dos investimentos da família.

Jakurski escuta por um momento. “Eu disse para você não ficar vendido no S&P na véspera de uma reunião do Fed. Você viu a mensagem, mas não tomou atitude, né?” – diz ele, sem mudar seu tom de voz. Outra pausa. “Bem, então zera esse troço.”

O lendário gestor de fundos, ao que parece, ainda tem seus aprendizes – mesmo que nem todos sigam sistematicamente a “escola Jakurski.”

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Spotify quer elevar receita de publicidade com novas ferramentas

(Bloomberg) — O Spotify Technology deu nova vida à indústria da música. Agora, quer que o setor pague pelo favor.

A gigante de streaming tem pedido às gravadoras e artistas que paguem pelos anúncios das músicas no aplicativo, sob o argumento de que conseguirão novos fãs e aumentarão a popularidade. A medida é polêmica porque complica o debate mais amplo sobre direitos musicais de longo prazo entre o Spotify e gravadoras. O serviço já introduziu uma ferramenta, chamada Marquee, e está lançando uma segunda, disseram pessoas com conhecimento do assunto.

“Eles precisam diversificar os fluxos de receita, precisam descobrir maneiras de gerar margens operacionais mais altas”, disse Mark Mulligan, analista de mercado da Midia Research.

O Spotify já convenceu um grupo de artistas a usar o Marquee, que envia notificações aos usuários quando músicas ou álbuns são lançados. Entre os adeptos estão Justin Bieber e Lil Wayne. Obter uma adesão mais ampla ao que o Spotify chama de “mercado de dois lados”, conectando artistas e fãs, é vital.

A empresa de Estocolmo está sob pressão de investidores para aumentar as vendas de publicidade e provar que pode dar lucro. Embora o principal negócio de streaming do Spotify tenha gerado US$ 6,1 bilhões em vendas no ano passado – graças aos mais de 120 milhões de usuários pagos -, a empresa perde dinheiro porque a maior parte da receita volta diretamente para a indústria da música na forma de royalties.

Aumentar as vendas de anúncios tem sido difícil. O Spotify tem mais de 270 milhões de usuários, mas o negócio de publicidade fica aquém de concorrentes de porte semelhante. A empresa registrou apenas US$ 678 milhões com esse tipo de receita no ano passado, menos do que o Twitter gera por trimestre.

A empresa identificou duas prioridades para impulsionar a publicidade: podcasts e o chamado mercado de dois lados. Ambas são apostas de longo prazo, mas a última poderia pagar dividendos mais imediatos. A venda de produtos de publicidade e outras ferramentas para empresas de música pode render centenas de milhões de dólares.

Para garantir que o novo plano melhore a rentabilidade do Spotify, a empresa precisa de apoio da indústria da música. Sob os atuais acordos de royalties, as gravadoras recebem uma parcela de toda a receita do Spotify. Isso significa que as gravadoras poderiam, teoricamente, recuperar parte do dinheiro que pagam à empresa.

Ambos os lados concordam que não faz sentido, e o Spotify pressiona para criar uma fonte de receita que as grandes gravadoras não compartilhariam, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas.

No entanto, empresas de música preocupam-se com o fato de que isso possa representar mais do que um pequeno corte dos pagamentos de royalties e estabelecer um precedente ao permitir que o Spotify fique com uma fonte de dinheiro da indústria.

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Imposto de Renda 2020: aprenda a declarar seus investimentos

Em dúvida sobre como declarar seus investimentos no Imposto de Renda? Preparamos um guia completo com os principais tipos de investimentos que precisam ser lançados na declaração do IR 2020. Neste post, você vai ver:

  • como declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda;
  • como declarar CDB e outras aplicações de renda fixa no Imposto de Renda;
  • como declarar NuConta no Imposto de Renda;
  • como declarar fundos de investimento no Imposto de Renda;
  • como declarar investimentos em ações e ETFs no Imposto de Renda;
  • como declarar previdência privada no Imposto de Renda;
  • como declarar investimentos em bitcoin no Imposto de Renda;
  • como calcular e preencher a DARF para recolher o Imposto de Renda sobre ações, ETFs e FIIs.

Antes de começarmos, vamos recapitular as principais informações sobre a declaração de Imposto de Renda.

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Quem precisa declarar Imposto de Renda?

Precisa declarar Imposto de Renda a pessoa que se encaixa em pelo menos um dos critérios a seguir:

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2020 começa a partir do dia 02 de março e se estende até 30 de abril. A expectativa é que 32 milhões de contribuintes enviem suas declarações. Em 2019, foram entregues 30,5 milhões declarações.

O Imposto de Renda é um tributo que recai sobre o salário, investimentos e bens do brasileiro ou estrangeiro que mora no Brasil.

Quem não fizer a declaração pode ter o CPF cancelado e ficar com restrições de crédito (ter problemas na hora de fazer um financiamento ou até mesmo comprar parcelado).

Além disso, caso você entregue a declaração com atraso, vai doer no bolso. Caso tenha imposto devido, a multa é de 1% ao mês ou fração, e incide sobre o imposto devido, observado o mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% do imposto devido.

Mas qual é a diferença entre imposto devido e imposto a pagar?

O imposto devido é aquele que incide sobre a renda tributável — é o mesmo que o imposto apurado. Já o imposto a pagar representa a diferença entre o imposto apurado e o imposto que já foi pago ou retido na fonte.

Ao terminar sua declaração de Imposto de Renda você pode ter basicamente dois resultados: imposto a pagar ou imposto a restituir. A restituição acontece quando os valores recolhidos na fonte durante o ano são maiores do que o imposto apurado.

Como declarar investimentos no Imposto de Renda

Uma vez que você se encaixa nos critérios para fazer a declaração de Imposto de Renda, precisa lançar também os seus investimentos no programa da Receita Federal (baixe a versão 2020 do programa da Receita Federal).

Na maioria dos casos, os investimentos precisam ser lançados em dois momentos na declaração. Explicamos melhor a seguir:

Bens e Direitos

Na aba Bens e Direitos, você deve lançar o saldo dos seus investimentos, ou seja, o total aplicado no fim do ano-calendário da declaração e a posição no ano anterior. Independente de qualquer situação, todos os seus investimentos devem ser lançados nessa aba.

Cada aplicação tem um código específico, que você deve preencher na opção “Código”.  Veja o exemplo:

Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva

Na aba Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva você deve lançar os rendimentos dos seus investimentos em aplicações tributadas, como Tesouro Direto, CDB e fundos de investimento. Nesse caso, os valores devem ser lançados já descontando os impostos e taxas. Veja o exemplo:

Rendimentos Isentos e Não Tributáveis

Na aba Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, você deve lançar rendimentos daqueles seus investimentos em poupança e  em aplicações isentas de Imposto de Renda, como LCI, LCA e debêntures de infraestrutura (incentivadas). Veja o exemplo:

Pagamentos Efetuados

Na aba Pagamentos Efetuados você deve lançar seus investimentos em PGBL e fundos de pensão (FAPI). Veja o exemplo:

Como declarar FAPI no Imposto de Renda

Mas atenção: você não precisa calcular todos esses valores! Eles já vêm prontos para serem lançados na declaração nos Informes de Rendimentos do seu banco ou corretora. Em caso de dúvida sobre esses números, você deve procurar o estabelecimento responsável pelos seus investimentos.

Agora, vamos ver mais detalhes de como declarar seus investimentos no Imposto de Renda.

Como declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda

O Tesouro Direto é uma plataforma criada pelo governo para vender os títulos da dívida pública federal para as pessoas. Estes investimentos estão sujeitos à chamada tributação definitiva ou na fonte.

Por isso, além do saldo na aba “Bens e Direitos”, seus rendimentos devem ser lançados na aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva ou Definitiva”. O código para lançar aplicações é o “06 – Rendimentos de aplicações financeiras”.

Para ver o passo a passo de como declarar seus investimentos do Tesouro direto no IR, clique aqui.

Como declarar CDB e outras aplicações de renda fixa no Imposto de Renda

As aplicações que um investidor tem em renda fixa devem ser incluídas na Declaração do Imposto de Renda 2020, mesmo as que são isentas de tributos.

A maioria dos investimentos em renda fixa está sujeita à chamada Tributação Exclusiva ou Definitiva. Por isso, seus rendimentos também devem ser lançados sob o código “06 – Rendimentos de aplicações financeiras” na aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva ou Definitiva”.

Para ver o passo a passo de como declarar CDB e outras aplicações de renda fixa no IR, clique aqui.

Como declarar NuConta no Imposto de Renda

A NuConta é a conta-corrente digital do Nubank. Trata-se de uma aplicação em títulos públicos, portanto, de renda fixa.

Dessa forma, se você deve declarar Imposto de Renda em 2020, é necessário lançar qualquer saldo maior que R$ 140,00 em 31 de dezembro do ano correspondente ao da declaração.

O saldo deve ser lançado na aba “Bens e Direitos”, sob o código “45 – Aplicação de renda fixa”. Os rendimentos devem constar na aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva ou Definitiva”, no código “06 – Rendimentos de aplicações financeiras”.

Para ver o passo a passo de como declarar NuConta no IR, clique aqui.

Como declarar fundos de investimento no Imposto de Renda

Fundo de investimento é um tipo de aplicação financeira que capta recursos de diversos investidores (os cotistas) e aplica esses recursos em diversos ativos. Eles estão sujeitos à chamada Tributação Exclusiva ou Definitiva.

Para ver o passo a passo de como declarar fundos de investimento no IR,clique aqui.

Como declarar investimentos em ações, ETFs e fundos imobiliários no Imposto de Renda

As aplicações em ações, ETFs e fundos imobiliários (FIIs) são declaradas de maneira diferente no Imposto de Renda. Como não há desconto de Imposto de Renda na fonte, é responsabilidade da pessoa que investe calcular e recolher o IR.

O saldo dos investimentos nessas aplicações precisa ser lançado na aba “Bens e Direitos”,  nos seguintes códigos:

  • ações: código “31 – Ações (inclusive provenientes de linha telefônica)”;
  • fundos imobiliários (FIIs): código “73 – Fundo de investimento imobiliário”;
  • fundos de ações e ETFs: código “74 – Fundo de ações […], fundos de investimento em índice de mercado”.

Já os rendimentos precisam ser lançados na aba “Renda Variável – Operações Comuns/Day-Trade”, no caso de ações e ETFs, ou na aba “Renda Variável – Operações de Fundos Imobiliários”, no caso dos FIIs. Os rendimentos das operações devem ser lançados mês a mês na declaração.

Para ver o passo a passo de como declarar investimentos em ETF no IR, clique aqui.

Como declarar previdência privada no Imposto de Renda

A previdência privada é uma forma de poupar e aplicar seu dinheiro para o longo prazo. Os planos oferecem algumas vantagens quanto ao Imposto de Renda.

  • não têm come-cotas, diferente dos fundos de investimento tradicionais;
  • as aplicações em PGBL podem ser deduzidas na declaração de IR;
  • é possível indicar os herdeiros dos recursos na contratação do plano;
  • o Imposto de Renda pode chegar a 10% após 10 anos de investimento, conforme a tabela a seguir.

Também há dois regimes de tributação: a tabela progressiva ou tabela regressiva de Imposto de Renda. Cada uma tem particularidades na hora de fazer a declaração.

Para ver o passo a passo de como declarar previdência privada no IR, clique aqui.

Como declarar investimentos em bitcoin no Imposto de Renda

Quem fez investimentos em bitcoin ou outras criptomoedas em 2019 também precisa lançar essas informações na declaração do Imposto de Renda 2020. No entanto, há algumas particularidades na declaração desses ativos. Para ver o passo a passo de como declarar investimentos em bitcoin no IR, clique aqui.

Como calcular e preencher a DARF para recolher o Imposto de Renda sobre ações, ETFs e FIIs

Quem investe em ações, ETFs e FIIs por conta própria, deve recolher o Imposto de Renda de forma manual. Para ver o passo a passo de como calcular o imposto devido e como preencher e pagar o DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal),clique aqui.

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Empresas com mulheres no conselho têm melhor rating: veja por que faz sentido

Mulheres em reunião

Diversidade é bom para todos: esta é a premissa básica desta coluna. Na última semana, deparei-me com novas evidências que dão suporte a esta visão.

A novidade vem, desta vez, da agência de classificação de risco Moody’s. De acordo com um estudo recente, as empresas europeias que apresentam as melhores notas de crédito têm um fator em comum: maior representatividade de mulheres no conselho e em cargos de liderança.

“Diversidade de gênero traz benefícios para as empresas”, constatou Ana Rayes, analista de crédito da Moody’s e uma das autoras do levantamento.

Na prática, quando uma empresa obtém um bom rating, ela tem acesso a crédito mais barato e de melhor qualidade. Uma nota de crédito elevada é sinônimo de menos custos financeiros com dívidas.

O levantamento focou nas empresas europeias e confirmou os achados de um estudo divulgado em setembro de 2019 com empresas americanas. “As conclusões dos estudos são simples: apenas 29% dos assentos de conselho são ocupados por mulheres e há uma correlação entre as empresas que possuem mais mulheres nos seus boards e qualidade do crédito”, explicou Rayes.

“Isto não significa que quanto maior o número de mulheres em conselhos, melhor será a nota de crédito”, enfatizou Rayes. No entanto, esta correlação entre bons ratings e mais diversidade deixa claro as vantagens da diversidade.

Segundo Rayes, diversidade é um “fator positivo” que tem peso na definição dos ratings da Moody’s. “Diversidade de opinião agrega valor às decisões da empresa”, destaca ela.

Os achados não se restrigem aos conselhos das empresas. O estudo mostrou que diversidade de gênero nos cargos altos de liderança também estão associados a ratings mais altos:

A pesquisa explica que existe uma série de motivos potenciais para explicar esta relação – e que a questão da diversidade sozinha não é significativa para notas de crédito melhores.

“Empresas com ratings melhores tendem a ter maiores níveis de independência do conselho, o que pode ser um fato que contribui para a diversidade. Além disso, muitas emissões já começaram a promover a diversidade de gênero, conforme o mercado aumenta o foco nesta questão”, afirma o estudo.

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CDI ou Selic: qual é a diferença entre eles?

Ao escolher tipos de investimentos mais seguros, é comum nos depararmos com a taxa CDI como referência à rentabilidade da aplicação. Por exemplo, um CDB que paga 105% do CDI ou uma LCA que paga 97% do CDI. Ao mesmo tempo, é comum vermos no noticiário que, quando a Selic cai, a rentabilidade dos investimentos diminui e vice-versa. Mas se as taxas CDI e Selic servem como base para a rentabilidade dos investimentos, qual é a diferença entre elas?

A taxa CDI e a taxa Selic são utilizadas como remuneração em empréstimos entre bancos no curtíssimo prazo, geralmente durante um dia. O objetivo é complementar o caixa para encerrar o dia com o valor mínimo definido pelo Banco Central.

Se os bancos passam a pagar uma taxa menor em tais operações, podem repassar essa economia de custo em todas as suas operações. É por isso que alterações na Selic e na taxa CDI movimentam toda a economia.

Quer entender melhor? Veja neste post quais são as diferenças e semelhanças entre CDI e Selic.

O que é CDI e Selic?

A taxa Selic é usada em empréstimos feitos entre bancos no curtíssimo prazo com garantia de títulos do Tesouro Nacional. Isso porque essas operações são registradas no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), que armazena informações sobre títulos públicos.

Essa taxa, chamada de Selic Over, costuma ser um pouco menor do que a Selic Meta. A Selic Meta é a taxa mais conhecida, definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.

A taxa é um instrumento da política econômica, cuja principal função é controlar a inflação no país. Para fazer com que a Selic Over acompanhe a Selic Meta, o BC atua no mercado de títulos públicos.

Já a taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é aplicada quando bancos emprestam dinheiro entre si utilizando seus próprios recursos. Ela é formada pela média dos negócios no mercado interbancário e registrada pela Centro de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip).

A taxa DI (taxa de Depósitos Interbancários) é a média das taxas CDI em um determinado período, já que a oscilação do indicador é diária.

Quais são as diferenças entre essas taxas?

Historicamente, a taxa CDI costuma ficar um pouco abaixo da taxa Selic. Isso porque o risco de empréstimos com garantia de recursos dos bancos é similar ao de títulos públicos, mas não é idêntico.

A taxa Selic tem o risco do governo, pois é calculada com base nos financiamentos diários para os títulos públicos. Já a taxa CDI tem o risco de títulos privados emitidos pelos bancos.

Como a Selic tem risco zero, é chamada de taxa básica de juros da economia. Ela serve como base para os juros pagos às instituições financeiras e as taxas de remuneração de investimentos concedidas pelos bancos. Isso inclui a taxa CDI.

Por conta disso, apesar das diferenças, os valores de ambas as taxas costumam estar alinhados. Existe apenas uma distinção residual entre elas. A diferença de valor entre as taxas fica ao redor de 0,2%. Veja como calcular o CDI.

Qual é a relação entre CDI, Selic e seus investimentos?

A taxa CDI e a taxa Selic têm relação direta com a rentabilidade dos investimentos. Isso porque são a principal referência para a taxa de remuneração das aplicações.

Vamos considerar que quem aplica está, na verdade, emprestando dinheiro ao banco. Se a instituição está pagando mais juros para pegar dinheiro emprestado, vai remunerar mais quem está concedendo esse empréstimo a ela, e vice-versa.

As duas taxas estão atreladas de forma direta ou indireta em aplicações de renda fixa. Nessa modalidade de investimento, é possível saber qual retorno você terá ao aplicar nos ativos. Entre as opções atreladas à taxa DI, estão CDBs, LCIs, LCAs e fundos DI. Já a poupança e o Tesouro Selic figuram entre as aplicações que seguem a taxa Selic.

A diferença entre as taxas parece pequena, mas pode se tornar relevante no longo prazo por conta dos juros compostos. Por isso, é preciso analisar qual é a melhor opção como indexador: CDI ou Selic.

A remuneração de aplicações pós-fixadas acompanha a oscilação dos dois indicadores. Portanto, são indexadas a eles. Já as prefixadas se baseiam nas duas taxas para definir a sua remuneração.

A rentabilidade de cada título que se baseia na taxa CDI ou Selic pode ser menor do que os indicadores, ou pode superá-los. Isso varia conforme o prazo de vencimento, as condições de resgate, o perfil de risco do emissor e a demanda do mercado.

Como investir?

A recomendação a quem deseja aplicar em renda fixa é escolher investimentos que tenham taxa igual ou superior à taxa CDI.

Essa opção é indicada principalmente porque muitos investimentos na modalidade têm proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja, caso você invista um valor igual ou inferior a R$ 250 mil, não precisa se preocupar com o risco da aplicação. Em caso de quebra da instituição financeira, o dinheiro é devolvido a quem investiu.

Além disso, é indicado que você entenda o valor atual das taxas CDI e da taxa Selic. É uma forma de saber com mais precisão quanto a aplicação está pagando.

Também é necessário atentar à tendência de movimento da Selic. Uma das formas fazer isso é acompanhar o boletim Focus, divulgado periodicamente pelo Banco Central. O documento compila a expectativa média de analistas sobre para onde vai a taxa de juros em diferentes períodos.

Caso a expectativa seja de queda da Selic, é aconselhável optar por aplicações prefixadas. Essa é uma forma de manter a taxa mais alta por mais tempo na carteira.

Se a tendência for de alta da Selic, as aplicações pós-fixadas são mais adequadas, já que acompanham a taxa ao longo do investimento. Quando a Selic sobe, a tendência é que a inflação caia. Esse movimento diminui a rentabilidade de títulos atrelados a índices de preços, como o IPCA, e vice-versa. Agora que você já entendeu a diferença entre CDI e Selic, ainda tem dúvida sobre onde investir? Conheça os tipos de investimentos!

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Ibovespa Futuro sobe antes de reunião do G-7 sobre coronavírus; dólar futuro tem leve alta

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta terça-feira (3) com os investidores atentos à conferência por telefone do G-7, na qual ministros da Economia das maiores potências globais discutirão um esforço conjunto para estimular a atividade econômica afetada pelo coronavírus.

A teleconferência será liderada pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

Lá fora, os futuros dos índices americanos voltam a registrar ganhos depois da recuperação da véspera, que veio na esteira da pior semana para os mercados dos Estados Unidos desde a crise de 2008.

Às 09h05 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa subia 0,49% a 107.830 pontos, enquanto dólar futuro para abril tinha leve alta de 0,09% a R$ 4,486. A moeda segue com ganhos em meio à expectativa cada vez maior dos investidores de que, assim como no exterior, o Banco Central brasileiro reduza a Selic em reação ao potencial enfraquecimento da economia por conta do surto de coronavírus.

No mercado de juros futuros o contrato DI para janeiro de 2022 caía 5 pontos-base a 4,39%, o DI para janeiro de 2023 tinha perdas de 3 pontos-base a 5,01% e o DI para janeiro de 2025 perdia 2 pontos a 5,91%.

A expectativa é de que os principais bancos centrais do mundo relaxem a política monetária para compensar as medidas tomadas pelos governos para conter a proliferação do vírus.

A Austrália reduziu taxa de juros para um nível recorde e Donald Trump, presidente dos EUA, instou o Federal Reserve, a seguir o exemplo. Os casos de coronavírus continuam aumentando e superaram 5.000 na Coreia do Sul.

Noticiário corporativo 

No Brasil, em dia de poucos indicadores, prossegue a safra de balanços – a BRF publicou hoje seus resultados, registrando um lucro líquido de R$ 690 milhões no quarto trimestre de 2019.

Ainda no noticiário corporativo, destaque para a aprovação, pelos acionistas da Azul (AZUL4) do subarrendamento de 29 jatos bimotores E-195 para a Breeze Aviation dos Estados Unidos, e também para os resultados publicados ontem à noite pela construtora MRV (MRVE3).

A Azul aprovou na noite de ontem o subarrendamento de 28 jatos bimotores E-195 da sua frota para a empresa americana Breeze Aviation. O objetivo da Azul é substituir sua frota inteira de E-195 por aviões E-2, uma versão mais econômica e moderna do jato bimotor da Embraer. Os E-195 restantes deverão ser arrendados para a companhia aérea LOT, da Polônia.

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SMAL11: tudo o que você precisa saber sobre esse ETF

Os juros caíram e você já sabe que precisa assumir mais riscos nos investimentos para manter o nível de rentabilidade da carteira. Contudo, já investe em ações e não sabe como fazer essa diversificação na bolsa? O ETF SMAL11 é uma opção.

ETFs são fundos de índice, uma forma simples de aplicar em diversas empresas que compõem um indicador. Sua performance busca refletir o desempenho do índice de referência. O processo de compra e venda das cotas dos fundos de índice, que são negociadas na B3, é idêntico ao de ações.

No ano de 2019, o SMAL11 rendeu 57,16% — percentual bem acima do Ibovespa, o principal índice da bolsa, que valorizou 31%. Atualmente, cada cota do fundo é negociada por cerca de R$ 140.

Quer saber mais como funciona o fundo de índice? Continue acompanhando o nosso post!

O que é o SMAL11, ETF baseado no índice Small Cap?

O iShares Small Cap (SMAL11) é um dos 16 ETFs listados na bolsa. Lançado em 2008 e gerido pela BlackRock, o fundo se baseia no índice Small Cap (SMLL).

O SMLL reúne companhias que têm baixo valor de mercado, faturamento e liquidez. Ao mesmo tempo, esses papéis costumam ter maior potencial de valorização em relação a outros papéis mais negociados, distribuídos por grandes empresas. São papéis de companhias cujo valor costuma variar entre 300 milhões e 2 bilhões de dólares.

Quais empresas fazem parte do SMAL11?

Fazem parte da carteira do SMAL11 ações que compõem a carteira teórica do índice Small Cap.

O índice é composto por companhias que pertencem a diversos setores da economia, como Marisa, Arezzo, Banco Pan, Gol, Hering e CVC. Elas podem ser tanto empresas novas, que não são líderes de mercado, quanto empresas consolidadas que pertencem a setores menores.

Mas há algumas exigências para que as ações façam parte da carteira do fundo. As ações que compõem o SMAL11 devem representar 15% da soma dos valores de capitalização das companhias listadas na B3. Além disso, os papéis devem ter sido negociados diariamente nos pregões nos últimos 12 meses.

Apenas 5% da carteira do fundo é investida em outros ativos que não façam parte do SMLL.

Quais são as vantagens de investir no ETF SMAL11?

Veja abaixo quais são os pontos favoráveis para aplicar dinheiro no SMAL11.

Diversificar ativos

Ao aplicar no ETF, é possível investir em diversas ações de uma só vez. O índice Small Cap é composto por 100 companhias. O fundo que reflete o índice, portanto, é uma forma de acessar um mercado abrangente.

Pulverizar o risco

Investir em diversos ativos, seja na renda fixa, seja na renda variável, reduz o risco das aplicações. Isso é especialmente importante ao investir em small caps, já que as ações têm pouca liquidez.

Essa característica aumenta a possibilidade de oscilação no desempenho de cada papel, e pode ser difícil vendê-los. Portanto, comprar uma cesta de ações que compõem o SMAL11 minimiza o risco de adquirir cada uma separadamente.

Taxas menores

As taxas de administração dos ETFs costumam ser menores do que as de fundos de investimento tradicionais. Isso porque sua gestão é passiva e tem como objetivo apenas acompanhar o desempenho de um determinado índice. A do SMAL11 custa 0,69% ao ano.

Além disso, se comparado à aquisição da mesma quantidade de ações individualmente, o custo de um ETF é menor para quem investe.

Quem aplica paga uma única corretagem para investir na carteira que reflete o índice. Contudo, em algumas corretoras pode ser necessário pagar uma taxa de custódia. A B3 também pode cobrar uma taxa de custódia e ainda uma tarifa por cada operação realizada.

Comodidade

Quem investe em um ETF não precisa acompanhar o desempenho das ações, definir quais serão adquiridas e rebalancear a carteira periodicamente. Todo esse trabalho é feito pelo gestor do fundo.

Os ETFs ainda reinvestem automaticamente dividendos que podem ser distribuídos pelos papéis, e também alugam ações de forma automática.

Quais são as desvantagens de investir em SMAL11?

Veja agora quais são os pontos negativos de aplicar no ETF.

Alta volatilidade

As ações do índice Small Cap têm liquidez menor do que as mid e large caps, empresas com maior capitalização de mercado e liquidez. Isso faz com que a volatilidade dos papéis seja maior. Ou seja: em média, o índice vai refletirá o sobe e desce desses papéis, que será maior do que o do Ibovespa.

Portfólio limitado

As ações que compõem o índice são escolhidas de forma quantitativa. Ou seja, características como saúde financeira e vantagens competitivas de cada empresa não são consideradas na escolha.

Portanto, quem decidir montar uma carteira com ações Small Caps com base em uma análise de cada negócio pode obter ganhos maiores. No SMAL11, o portfólio será sempre atualizado conforme o índice.

Riscos mais elevados

As ações Small Caps são menos acompanhadas pelos analistas de mercado. Nesse cenário, é maior o risco de o valor de mercado da companhia se distanciar do valor justo. Ao mesmo tempo em que amplia oportunidades de ganhos, essa precificação pode aumentar o risco do investimento.

Como qualquer investimento de renda variável, não é possível saber antecipadamente qual será o retorno da aplicação. Quem investe precisa vender sua cota no mercado, e pagar o valor da aplicação naquele momento. Esse valor pode ser maior ou menor do que o valor de compra. O dinheiro é recebido em três dias úteis após a negociação.

Por conta dos riscos envolvidos, a aplicação no SMAL11 é indicada para objetivos de médio e longo prazo.

Tributação

Diferentemente da compra direta de ações, os ETFs não têm isenção de Imposto de Renda para vendas abaixo de R$ 20 mil. A alíquota do imposto corresponde a 15% da rentabilidade do fundo.

Agora você entende como funciona o SMAL11 e sabe que ele pode ser uma boa maneira de diversificar o seu portfólio na bolsa. Então, que tal verificar se ele se enquadra no seu perfil e apetite a risco? Conheça o serviço de consultoria de investimentos!

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BRF registra primeiro lucro anual desde 2015, MRV lucra R$ 151 mi no 4º tri; Morgan eleva Vale e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque os balanços da MRV, BRF e para a elevação de recomendação da Vale pelo Morgan Stanley.

Já a Azul aprovou na noite de ontem o subarrendamento de 28 jatos bimotores E-195 da sua frota para a empresa americana Breeze Aviation. O objetivo da Azul é substituir sua frota inteira de E-195 por aviões E-2, uma versão mais econômica e moderna do jato bimotor da Embraer. Os E-195 restantes deverão ser arrendados para a companhia aérea LOT, da Polônia.

Azul (AZUL4)

A Azul aprovou na noite de ontem o subarrendamento de 28 jatos bimotores E-195 da sua frota para a empresa aérea americana Breeze Aviation, uma start-up. A Azul possui 53 jatos E-195 (que a empresa chama de E-1). O objetivo da Azul é substituir a frota inteira por jatos E-2, uma versão mais econômica e moderna do 195 da Embraer, que tem custo de viagem 14% menor. A Azul planeja substituir a frota até 2027, o que proporcionará à empresa uma economia de R$ 2,9 bilhões no período. Os E-195 restantes deverão ser subarrendados para a empresa aérea LOT, da Polônia.

BRF (BRFS3)

A BRF, controladora das marcas Sadia e Perdigão, publicou balanço do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. Os números não recorrentes vieram muito fortes. No quarto trimestre do ano passado, a BRF teve um lucro líquido de operações continuadas de R$ 690 milhões, enquanto no ano inteiro o resultado líquido foi de R$ 1,2 bilhão. Descontado o efeito não recorrente, isto é, os créditos do PIS e da Cofins sobre o ICMS, o lucro líquido recorrente em 2019 foi menor, de R$ 297 milhões, mas o primeiro lucro anual desde 2015, e de R$ 680 milhões no quarto trimestre. Em 2018, o prejuízo anual foi de R$ 4,4 bilhões.

O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 67,7% no quarto trimestre do ano passado, para R$ 1,4 bilhão, enquanto em 2019 inteiro o Ebitda cresceu 115,9% sobre 2018, para R$ 5,3 bilhões. Os resultados são muito fortes porque a empresa incorporou os ganhos líquidos de R$ 884 milhões, de créditos tributários referentes ao PIS e à Cofins sobre a base do ICMS.

A receita líquida no quarto trimestre avançou 12,1% para R$ 9,2 bilhões, enquanto no fechamento de 2019 teve alta de 10,8% sobre 2018 para R$ 33,4 bilhões. A BRF encerrou 2019 com uma posição caixa sólida, de R$ 5,5 bilhões. Mesmo totalmente descontados os créditos tributários – a maioria incorporada no segundo e terceiro trimestres do ano passado – os resultados da empresa vieram robustos. A alavancagem, que estava perigosa em 2018, de 5,12 vezes (5,12x) da dívida líquida sobre o Ebitda em 2018, foi reduzida pela metade, para 2,50 vezes (2,50x) em 2019, o que é um nível suportável.

Em 2018, a BRF fechou o ano com um prejuízo de R$ 1,2 bilhão, revertido em 2019 para o lucro não recorrente de R$ 1,2 bilhão – como citado acima, se levados em conta apenas fatos recorrentes, o lucro líquido é de R$ 297 milhões. “Ao perseverarmos na nossa estratégia, fomos capazes de reverter o prejuízo registrado em 2018 e preparar a BRF para o futuro”, diz a mensagem do Conselho da gigante de alimentos. A empresa afirma que a virada ocorreu com ganhos de escala nas suas compras de commodities (usadas na alimentação das granjas e pocilgas), rígido controle dos estoques, otimização do mix de produtos e aumento da rentabilidade dos canais de vendas.

A BRF atualizou ainda, seu guidance de alavancagem, relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado, ao final de 2020 para uma faixa entre 2,35 vezes e 2,75 vezes. A estimativa anterior da companhia estava em 2,65 vezes. O cálculo, acrescenta a BRF, desconsidera efeitos tributários relevantes. Em 2019, a alavancagem da empresa ficou em 2,5 vezes.

A decisão, acrescenta a empresa em fato relevante divulgado pela manhã, é resultado da revisão de suas premissas futuras para o mercado de câmbio, commodities, notadamente milho, e de proteínas, “incluindo os efeitos da peste suína africana na Ásia, os recentes casos de gripe aviária na Europa, Ásia e Oriente Médio e os impactos conhecidos até o momento do coronavírus no mundo, dentre outros”.

A última atualização do guidance da BRF havia ocorrido em novembro, quando sua estimativa de alavancagem para 2019 foi atualizada de 3,15 vezes para 2,75 vezes.

MRV (MRVE3)

A construtora e incorporadora imobiliária MRV divulgou balanço e informou que no quarto trimestre de 2019 teve lucro líquido de R$ 151 milhões, uma queda de 20,7% sobre igual período de 2018. Outros números da construtora mineira também mostraram retração: o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 231 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 15,4% sobre o mesmo período do ano anterior. Se os números do quarto trimestre da MRV foram piores, no ano inteiro de 2019 eles mostraram um avanço relativo. A receita líquida da empresa cresceu 11,7% para R$ 6 bilhões, enquanto o Ebitda avançou 2,1% para R$ 1 bilhão.

Como a empresa apontou, “houve queima de caixa” por causa do “descasamento entre produção e repasse e o desembolso com terrenos”. A construtora produziu 39,6 mil unidades em 2019, enquanto os repasses somaram 33,5 mil unidades, resultando “em um descasamento de 6.421 unidades e em um aumento temporário de estoque”. Para 2020, a MRV reforçará sua atuação nos empreendimentos Luggo, imóveis que constrói nas capitais para depois alugar. Como dado positivo, a empresa conseguiu reduzir em 50% os distratos entre 2018 e 2019, de R$ 990 milhões para R$ 489 milhões.

Os bancos Itaú BBA e Bradesco BBI avaliaram como negativos os resultados da construtora e incorporadora imobiliária. Embora as avaliações sejam negativas, ressaltaram que a empresa pode melhorar o desempenho em 2020 e por isto as recomendações foram mantidas.

Segundo o BBA, os resultados pioraram no quarto trimestre de 2019 e não alcançaram as projeções. “A receita líquida recuou 9% na base trimestral e 7% na anual. Provavelmente, a queda na receita ocorreu por um recuo nas pré-vendas e uma desaceleração na produção de unidades”, avalia o BBA. “O lucro líquido de R$ 151 milhões (no quarto trimestre) chegou 8% abaixo das nossas projeções”, comentou o banco.

O BBA elogiou o Luggo, um modelo de negócios que mistura fundo imobiliário e aluguel de imóveis feitos pela construtora, mas comenta que os resultados da iniciativa foram prejudicados por desempenho mais fraco nos preços das ações. O BBA avalia que a MRV tem potencial para recuperar terreno em 2020. Por isto, não alterou a recomendação do papel MRVE3, que continua “outperform” (acima da média) com preço-alvo de R$ 24,50 para a ação. O preço-alvo projeta uma alta de 25,7% sobre os R$ 19,49 de fechamento da véspera.

Já o Bradesco BBI ressaltou que a MRV adotou uma linha mais correta, dadas as condições de mercado, ao priorizar lançamentos e obras para a classe C, mas notou que as margens deverão permanecer sob pressão em 2020, o que deve levar a uma lucratividade mais baixa. “Por causa das restrições de crédito no FGTS e no programa Minha Casa, Minha Vida, a MRV deverá aumentar seus financiamentos não garantidos para sustentar suas operações. Priorizar o segmento mais popular é o correto, mas ele só representa 20% do total de unidades da MRV”, avalia o BBI. O banco também manteve a recomendação neutra para o papel MRVE3, com um preço-alvo de R$ 18,00 para a ação em 2020 – que representa uma queda de 8% sobre o fechamento de ontem na B3 (R$ 19,49).

Vulcabras (VULC3)

A Vulcabras Azaleia publicou balanço na noite de ontem. A empresa teve um crescimento de 8,9% nos volumes produzidos em 2019, com a fabricação de 27,2 milhões de pares de calçados – ante 25 milhões em 2018. Já o resultado financeiro, embora positivo, mostrou que a margem está apertada para os fabricantes brasileiros de calçados. A empresa reportou um lucro líquido de R$ 45 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 2,4% em comparação a igual período de 2018. No fechamento de 2019, a fabricante de calçados também teve pequena queda no lucro líquido, de 5,9%, para R$ 143,1 milhões.

A receita líquida cresceu 5,6% para R$ 343 milhões no quarto trimestre do ano passado, sobre igual período de 2018; no fechamento de 2019, o faturamento líquido da Vulcabras Azaleia teve expansão de 8,9% para R$ 1,3 bilhão. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 222,5 milhões em 2019, um declínio de 2,1% sobre 2018. No balanço, a Vulcabras Azaleia destaca que o varejo calçadista no Brasil cresceu 0,1% em 2019, ou seja, ficou estável.

Vale (VALE3)

O Morgan Stanley elevou a recomendação para os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale de equalweight para overweight, com preço-alvo de US$ 13,50 por ativo. “Estimamos que as ações da Vale agora descontem totalmente todos os passivos potenciais relacionados ao colapso da barragem de Brumadinho. Vemos a forte geração de fluxo de caixa e o aprimoramento das práticas ESG como dois importantes fatores de nova classificação. Esperamos que os dividendos sejam retomados no segundo semestre”, avaliam os analistas, que apontam que a ação agora está muito barata para ser ignorada.

Helbor (HBOR3)

O Itaú BBA iniciou recomendação para as ações da Helbor com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 4,50, destacando que o portfólio de terrenos premium da companhia em São Paulo pode suportar uma forte expansão em lançamentos e de margens, enquanto as vendas de estoque provavelmente serão menos prejudiciais aos resultados, levando a um rápido crescimento dos ganhos.

Sabesp (SBSP3)

A Sabesp, empresa de água e esgoto do Estado de São Paulo, criticou a “possível alteração das regras do jogo” por parte da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). A crítica consta em documento, divulgado na noite de segunda pela empresa, com seus comentários à consulta pública aberta pela Arsesp, no dia 8 de fevereiro, para a agenda regulatória de 2020-2021.

No documento, a Sabesp diz que essa mudança na base de remuneração regulatória “é altamente indesejável, com efeitos adversos que aumentam a percepção do risco regulatório no setor de saneamento brasileiro.”

Até o segundo semestre de 2020, a Arsesp planeja concluir uma revisão da metodologia da “base blindada” que faz parte da base de remuneração da companhia no âmbito da 3ª revisão tarifária da Sabesp – que vai até o período de junho de 2016. O objetivo da agência é atualizar a metodologia da “base blindada” – os valores dos ativos aprovados por laudo de avaliação ajustados após a fiscalização regulatória, incluindo baixas e depreciação.

Para a Sabesp, que não traz no documento projeções sobre o impacto financeiro desta possível mudança em seu balanço, não há necessidade de se estabelecer uma nova metodologia desta base. “A decisão de rever a base blindada não fornece garantias claras e aplicáveis aos investidores de que a estrutura regulatória que rege seus investimentos permanecerá inalterada”, diz o documento da Sabesp.

“Para enfrentar essa questão, é essencial que os princípios de atuação do regulador cumpram sua função econômica, garantindo a estabilidade regulatória necessária para permitir o planejamento futuro das decisões de investimento em saneamento”, acrescenta a Sabesp, que solicita a exclusão deste item da agenda regulatória.

Stone

A Stone, cuja ação é negociada na Nasdaq, registrou um lucro líquido de R$ 804,2 milhões em 2019, enquanto o lucro ajustado foi de R$ 857,1 milhões. No quarto trimestre do ano passado, o lucro totalizou R$ 264 milhões, crescimento anual de 107,7%. O lucro ajustado para o mesmo período foi de R$ 275 milhões, alta de 76,4%.

No ano, a receita total foi de R$ 2,576 bilhões, alta de 63,1%, registrando uma alta de 47,9% nos últimos três meses, para R$ 782,9 milhões.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

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Os mercados começam esta terça-feira (3) de olho na teleconferência que ocorrerá durante a manhã entre os ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais das sete economias mais desenvolvidas do mundo, o G-7. A expectativa é que o G-7 ofereça uma resposta coordenada contra os efeitos do coronavírus sobre a economia – os dados vindos da indústria chinesa em fevereiro mostram uma queda forte, que terá impactos sobre todos os parceiros comerciais, dada a relevância do gigante asiático no comércio exterior e nos mercados de capitais. A teleconferência será liderada pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

No Brasil, em dia de poucos indicadores, prossegue a safra de balanços – a BRF publicou hoje seus resultados, registrando um lucro líquido de R$ 690 milhões no quarto trimestre de 2019. Ainda no noticiário corporativo, destaque para a aprovação, pelos acionistas da Azul (AZUL4) do subarrendamento de 29 jatos bimotores E-195 para a Breeze Aviation dos Estados Unidos, e também para os resultados publicados ontem à noite pela construtora MRV (MRVE3).

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Ásia fecharam quase todas em terreno positivo, com a exceção de Tóquio, que recuou 1,22%, enquanto as europeias abriram em alta. Os futuros de Nova York avançam. Os mercados aguardam a teleconferência dos ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais do G-7, que deverão elaborar uma resposta coordenada aos efeitos do coronavírus sobre a economia mundial.

A Austrália reduziu taxa de juros para um nível recorde e Donald Trump, presidente dos EUA, instou o Federal Reserve, a seguir o exemplo. Os casos continuam aumentando e superaram 5.000 na Coreia do Sul.

No mercado de commodities, o petróleo tem 2ª alta, mas se mantém abaixo de US$ 49, com expectativas de ações do G-7 e também de cortes de produção pela Opep; cobre e alumínio sobem em Londres e níquel recua.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h27 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,94%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,14%
*Dow Jones Futuro (EUA), +1,07%

Europa
*Dax (Alemanha), +2,72%
*FTSE (Reino Unido), +2,33%
*CAC 40 (França), +2,34%
*FTSE MIB (Itália), +2,56%

Ásia
*Nikkei (Japão), -1,22% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,58% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -0,03% (fechado)
*Xangai (China), +0,74% (fechado)

*Petróleo WTI, +3,10%, a US$ 48,10 o barril
*Petróleo Brent, +2,56%, a US$ 53,23 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com alta de 0,86%, cotados a 644,500 iuanes, equivalentes a US$ 92,35 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9784 (-0,27%)
*Bitcoin, US$ 8.823,04 +0,45%

2. Indicadores econômicos

Dia com poucos indicadores no Brasil: a FGV divulga pela manhã o IPC-S de fevereiro nas capitais. Na União Europeia, o Eurostat divulga a inflação ao produtor e ao consumidor em fevereiro. Na China, a Markit divulga às 22h45 o índice de gerentes de compras (PMI) composto (indústria mais serviços), o chamado Caixin/Markit de fevereiro.

3. Política

O Congresso promove sessão conjunta para análise dos vetos presidenciais, entre os quais o veto à proposta que torna obrigatória a execução das emendas orçamentárias; sessão está marcada para as 14h, segundo o website da Câmara.

O governo federal conta com o Senado para manter o controle de uma fatia de R$ 30 bilhões do orçamento da União em 2020, que os líderes do Congresso querem destinar para as emendas parlamentares, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Já os senadores querem manter com o Executivo a definição de como esses recursos serão gastos neste ano. O orçamento de 2020 tem como relator um deputado federal e os senadores desconfiam que ele privilegiará as demandas dos seus colegas na Câmara.

4. Política americana 

O Partido Democrata dos Estados Unidos realiza hoje a chamada Super Terça, com primárias em 14 Estados americanos. O favorito é o senador Bernie Sanders, que lidera a ala mais à esquerda, mas o ex-vice-presidente Joseph “Joe” Biden, que venceu no domingo na Carolina do Sul, está na disputa e pode surpreender, principalmente nos estados do Sul e da Costa Oeste, onde os eleitorados negro e latino-americano são mais fortes dentro do Partido Democrata. A estimativa é que um terço dos 2.700 delegados do Partido seja escolhido hoje. Veja mais clicando aqui.

5. Noticiário corporativo 

A Azul aprovou na noite de ontem o subarrendamento de 28 jatos bimotores E-195 da sua frota para a empresa americana Breeze Aviation. O objetivo da Azul é substituir sua frota inteira de E-195 por aviões E-2, uma versão mais econômica e moderna do jato bimotor da Embraer. Os E-195 restantes deverão ser arrendados para a companhia aérea LOT, da Polônia. Na volta da temporada dos balanços, a BRF, a construtora MRV e a fabricante de calçados Vulcabrás Azaleia publicaram seus resultados do quarto trimestre do ano passado e de 2019 inteiro.

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